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MARIA CLARA GREGOLINI MANEJO HIPERTENSÃO ARTERIAL 1) DIAGNÓSTICO SE PA≥ 180/110 → DIAGNÓSTICO DE HAS (com uma aferição) Se PAS 140 – 180 OU PAD 80 – 110 → MAPA ou MRPA ou 2ª Aferição consultório *MAPA ou MRPA – PSM ≥130 / PDM≥80 → DIAGNÓSTICO HAS 2) ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO HAS FATORES DE RISCO: idade, tabagismo, dislipidemia (LDL >100 ou TRI >150), DM, HF positiva para DAC precoce). ♡ Fatores de risco adicionais • sexo masculino • idade (homem>55 e mulher 65) • HF de DAC prematura (infarto ou stent ou revascularizacao em H<55 e M<65) • Tabagismo • DLP (CT>190 ou LDL>100 ou HDL <40/46 ou TRI>150) • Resistência insulinica ou pre-DM (GJ entre 100 e 125, glicada entre 5,7 e 6,4% ou TTOG entre 140 e 200) • Obesidade ( IMC>30 ou Circunferência abdom >102 (H) é 88 (M) E agora procurar LOA (lesão de órgão alvo) - VERMIH ▪︎ V - VOP >10 (esquece) ▪︎ Emi positiva ▪︎ Ritmo filtração glomerular <60 ▪︎Microalbuminuria (30 a 300) ou relação alb/creatina entre 30 e 300 ▪︎ Índice tornozelo-braquial <0,9 pela de periferica ▪︎Hve (ECG ou ECO) MARIA CLARA GREGOLINI 3) META DA PA Risco alto –> 120 - 129 / 70 - 79 Médio/baixo risco –> 140/90 Exceção: Se E3 sem fator de risco – meta 140/90 4) TRATAMENTO MARIA CLARA GREGOLINI 1. IECA * / BRA * *NÃO podem ser usados na IRA (poupam potássio) IECA → ICC (captopril 25 mg 8/8hr | enalapril 10 ou 20mg 12/12hr) BRA → PA (losartana 50 mg 12/12hr) 2. BCC ANLODIPINO (5mg 12/12hr) NIFEDIPINA (GESTANTE)... Efeito colateral: edema de tornozelo/edema MMII -> suspender medicação 3. DIURÉTICOS TIAZÍDICOS – HIIDROCLOROTIAZIDA (não pode se nAC. URICO, não pode se nTRIG). ESPIRONOLACTONA * (dose inicial 25mg 1x dia) 4. VASODILATADOR DIRETO HIDRALAZINA (GESTANTE) NITRATO 5. BETA BLOQUEADOR Usado se: ICFER (FE≥50%), DAC, TAQUIARRITIMIAS, HAS + CEFALEIA, TREMOR ESSENCIAL, CIRROSE HEPÁTICA... 6. VASODILATADOR DIRETO CENTRAL METILDOPA (GESTANTE) CLONIDINA – ATENSINA podem ser usados associados MARIA CLARA GREGOLINI 5) ESTRATIFICAÇÃO RISCO CARDIOVASCULAR Cálculo do risco cardiovascular pelo aplicativo. Avaliar meta do LDL. Avaliar LDL do paciente – se necessário medicar com estatina. LDL = CT – HDL – (TRIG/5) ***PARA TRIG ≤ 400 EXAMES: HAS: CT HDL LDL * TRIG GLIC JEJUM CREATININA TFG POTÁSIO ÁC. ÚRICO URINA TIPO 1 + ECG DISLIPIDEMIA: CT HDL LDL* TRIG TGO TGP CPK TOTAL DIABETES: GLIC JEJUM HB GLICOSADA CT TRIG CREATININA URINA 1 HIPO/HIPER TIREOIDISMO: TSH T4L HOMEM > 70: PSA MULHER MENOPAUSA: VIT D O QUE MAIS PODE SER PEDIDO: HEMOGRAMA. Retorno: vai depender do risco do paciente (ver, amarelo, vermelho). CARDIO 2 (sem.29 ) Hipertensão Arterial Sistêmica * De�nição ∙ Níveis médios de PA que conferem risco signi�cativo de eventos cardiovasculares (IAM, AVC...) ∙ Primária / idiopática (90-95% dos casos) ∙ Secundária (5 – 10% dos casos) * Semiologia da PA ∙ 3 – 5 minutos em repouso ∙ Sentado, com os pés no chão ∙ Braço na altura do coração ∙ Bexiga vazia ∙ Sem: cigarro por 30 minutos, exercício por 60 minutos → Sons de Korotko� 1. Som nítido (PA sistólica – 1° som de Korotko�) 2. Som suave 3. Som ampli�cado 4. Som abafado 5. Desaparece (PA diastólica - 2° som de Korotko� ) * Diagnóstico Consultório > 140 x 90 mmHg (2 consultas diferentes, com 2 medidas em cada) > 180 x 110 mmHg (Apenas 1 consulta) MAPA > 130 x 80 mmHg (24 horas) > 135 x 85 mmHg (vigília) > 120 x 70 mmHg (sono) MRPA > 135 x 85 mmHg (3 medidas manhã e 3 a tarde, por 5 dias consecutivos) (A média deve ser > 135 x 85) LOA especí�ca da HAS Obs.: Diretriz Americana: > 130 x 80 mmHg (questões são claras no enunciado!) → HAS jaleco branco x HAS mascarada ∙ HAS jaleco branco: não tem, mas parece (paciente ansioso no consultório) ∙ HAS mascarada: tem, mas não parece (paciente tranquilo no consultório) * Lesões de órgão alvo (LOA) ∙ ❤Coração o Coronariopatia o Cardiopatia hipertensiva: HVE, IC ∙ Cérebro o Doença cérebro vascular isquêmica ou hemorrágica (microaneurismas cerebrais) o Demência vascular (microinfartos cerebrais) ∙ Retina (retinopatia hipertensiva) o Classi�cação de Keith-Wagener ▪ Grau 1: Estreitamento arteriolar ▪ Grau 2: Cruzamento artério-venoso patológico ▪ Grau 3: Hemorragias e exudatos retinianos ▪ Grau 4: Edema de papila o Alterações crônicas do fundo de olho o Alterações agudas do fundo de olho (Emergência hipertensiva) ∙ Rim (nefropatia hipertensiva) ∙ Doença arterial periférica – DAOP (especialmente de MMII) Claudicação intermitente * Classi�cação Classi�cação PAS PAD Terapêutica Inicial Normal < 120 < 80 Reavaliar em 1 ano Pré-HAS 121 81 Tratamento não farmacológico HAS Estágio I 140 90 Início com 1 droga (monoterapia) Obs.: se risco CV baixo, pode-se tentar MEV por 3-6 meses HAS Estágio II 16 – 179 100 Início com 2 drogas (associação) HAS Estágio III > 180 > 110 1° linha: tiazídico, BCC, IECA (pril), BRA-II (sartan). 2° linha: BB (deve ser prescrito somente para pacientes que tem outra doença que justi�que o uso do BB (ICC, coronariopata)), alfa-bloqueador (para HPB), clonidina (efeito sedativo), metildopa, espironolactona, hidralazina, alisquireno ... ● Não associar IECA e BRA-II: agem de modo muito parecido, ↑ EC, não traz benefícios. Obs.: Considerar o valor que se enquadra em estágio mais grave (ex.: 160 x 92 é HAS estágio II) Exceções ● Pré-HAS ○ Alto risco CV: iniciar 1 droga se não melhorar em 3m ● HAS I ○ Baixo risco CV: tto não farmacológico por 3m ○ Alto risco CV: início com 2 drogas ● HAS II ○ Grande idoso (> 80 anos, frágil): início com 1 droga (evitar grande variação pressórica - hipotensão) * Tratamento Obs.: Risco cardiovascular elevado: ● DRC ● DM ● Dç cardiovascular (AVE, ICC, coronariopatia) ● Risco de dç cardiovascular em 10 anos > 10% → Metas / PA alvo ∙ Geral: < 140 x 90 mmHg ∙ Alto risco cardiovascular: < 130 x 80 → Tratamento não farmacológico ∙ Restrição sódica (< 1 – 1,5 g de sódio) ∙ Dieta DASH (rica em K, Ca, vegetais, frutas) ∙ Perda de peso ∙ Moderação do consumo etílico ∙ Exercício regular - DRC - Diabetes - Doença cardiovascular: AVE, ICC, coronariopatia - Risco de doença cardiovascular em 10 anos > 10% → Tratamento farmacológico: indicações especí�cas Classes Indicações Especí�cas Efeitos adversos Contraindicação IECA (“prils”) BRA-II (“sartans”) - DRC - Diabetes (em especial, com microalbuminúria) - Insu�ciência cardíaca - IRA, Hiper K - Tosse crônica por acúmulo de bradicinina (BRA não faz) - K > 5,5 - Insu�ciência Renal - Estenose bilateral a. renal Tiazídico (hidroclorotiazida, indapamida, clortalidona (melhor tiazídico)) - Negros (negros tem pouca ação SRAA, por isso não se bene�ciam de IECA/BRA) - 4 hipo: hipovolemia, hipoNa, hipoK, hipoMg - 3 hiper: hiperuricemia, hiperglicemia, hiperlipemia - Gota - Obs.: DM não é contraindicação Bloqueador canal cálcio (anlodipina, nifedipina) - Negros - Doença arterial periférica - Edema de MMII - ICC → HAS resistente ∙ PA elevada apesar de 3 drogas diferentes, em doses máximas, sendo uma delas um diurético tiazídico!! - Condutas diante de suspeita de HAS resistente ∙ 1- Excluir pseudo resistência o Avaliar aderência ao tratamento o Afastar efeito jaleco branco (MAPA, MRPA) ∙ 2 - Excluir hipertensão secundária ∙ 3 - Tratar HAS resistente “verdadeira” o Adicionar 4° droga: espironolactona → HAS secundária Causas Achados Diagnóstico Doença Renal Parenquimatosa (principal causa segundo algumas literaturas) - Insu�ciência renal - Edema - USG renal - TFG Renovascular (estenose artéria renal) - Sopro abdominal - Hipocalemia (ativação SRAA) - Alcalose (ativação SRAA) - AngioTC - Angiogra�a renal Hiperaldo Primário (lesão na suprarrenal que promove aumento da liberação de aldosterona) - Hipocalemia - Alcalose - Aumento aldosterona - Reduçãorenina Feocromocitoma (tumor que promove liberação de catecolaminas) - Crises adrenérgicas - Aumento de metanefrinas (metabólito das catecolaminas) - Aumento das catecolaminas Apneia obstrutiva do sono - Ronco - Sonolência diurna - Polissonogra�a Obs.: SRAA ∙ Alisquireno: inibidor direto da renina (não há recomendações para associação com IECA e BRA) ∙ IECA: impede a formação de angiotensina II ∙ BRA: impede a ação da angiotensina II já formada ∙ Espironolactona: antagonista da aldosterona Crise Hipertensiva ∙ Elevação aguda e intensa da PA > 180 x 120 mmHg Emergência Hipertensiva Urgência Hipertensiva Com lesão aguda de órgão-alvo (cérebro, coração, aorta, rim, retina, eclâmpsia) Sem lesão aguda de órgão-alvo Risco iminente de óbito Sem risco iminente de óbito Anti-hipertensivo IV (nitroprussiato (niprid), BB, nitroglicerina...) Anti-hipertensivo VO (captopril, BB, clonidina...) Reduzir PA em até 25% na 1° hora Nas próximas 2 – 6 h tentar chegar em ~ 160x100 mmHg Nas próximas 24 h tentar chegar em ~ 135x85 mmHg Reduzir PA em 24 – 48 h ∙ Pseudocrise hipertensiva: paciente hipertenso crônico, que chega hipertenso, com queixas vagas o CD: prescrever sintomáticos + alta (está hipertenso como sempre esteve) * Exemplos de Emergência Hipertensiva → Encefalopatia Hipertensiva ∙ Perda da capacidade de autorregulação do �uxo cerebral, o que leva ao hiper�uxo e edema cerebral. ∙ Quadro Clínico o Cefaleia, náuseas, vômitos, confusão mental o AVE?? TC de crânio (edema substância branca) ∙ Tratamento o Nitroprussiato IV (↓ 25% da PA em 1 hora) → Hipertensão Maligna ou Acelerada ∙ Lesão em fundo de olho: retinopatias grau III ou IV +/- lesão renal ∙ Tratamento o Nitroprussiato IV (↓ 25% da PA em 1 hora) → Dissecção aórtica ∙ A PA e a FC são fatores de importante prognóstico na DAA ∙ Quadro clínico o Dor torácico intensa e súbita, que pode irradiar para dorso o Redução de �uxo para ramos arteriais o Comprometimento de aorta ascendente (coronárias, principalmente direita) ▪ IAM ▪ Insu�ciência aórtica o Comprometimento arco aórtico (vasos do pescoço) ▪ Subclávia: assimetria PA e pulso ▪ Carótida: síncope, AVEi o Comprometimento de aorta descendente (órgãos) ▪ Isquemia mesentérica ▪ Isquemia renal ∙ Classi�cação (Comprometimento de aorta ascendente: maior gravidade) o DeBakey ▪ I: toda aorta ▪ II: aorta ascendente ▪ III: aorta descendente o Stanford ▪ A: aorta ascendente ▪ B: aorta descendente ∙ Tratamento (tratamento começa na suspeita)!! o Tratamento clínico: ▪ FC < 60 bpm (betabloqueador IV) ▪ PA sistólica < 120 mmHg (nitroprussiato IV) o Con�rmação ▪ ECO transesofágico ▪ AngioTC ▪ AngioRM o Tratamento cirúrgico ▪ Stanford A: sempre ▪ Stanford B: casos complicados DISLIPIDEMIA LIPOPROTEÍNAS São agregados de proteínas e lipídeos Existem 2 grupos: x Ricas em triglicerídeos: quilomícrons e VLDL x Ricas em colesterol: LDL e HDL x Existe ainda outra classe: IDL Os TGs adquiridos pela alimentação são digeridos no TGI pelas lipases, que são responsáveis por absorver gordura → após a absorção, vao para a linfa e recebem uma capa de proteína (QUILOMÍCRONS) O VLDL é de origem hepática (formado por acido graxo + glicerol) A lipase lipoproteica (LPL) é responsável por retirar o TG do quilomicron e do VLDL e “jogar” na célula adiposa e muscular Quando temos pouca ativação da lipase lipoproteica → HIPERTRIGLICERIDEMIA – quando o paciente tem resistência insulínica, a lipase lipoproteica fica menos ativa, fazendo com que o TG fique mais tempo na corrente sanguínea CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA PRIMÁRIA (genética) SECUNDÁRIA (adquirida). Causas: 1. Estilo de vida 2. DM2 3. Hipotireoidismo 4. Insuficiência renal 5. Abuso de álcool 6. Cirrose biliar primaria CLASSIFICAÇÃO LABORATORIAL x Hipercolesterolemia isolada: LDL >160mg/dl x Hipertrigliceridemia isolada: TG >150mg/dl x Hiperdislipidemia mista: LDL >160mg/dl + TG >150mg/dl x HDL baixo: homens <40mg/dl e mulheres <50mg/dl *fórmula de Friedewald: LDL-C = CT – (HDL-C + TG/5 *Colesterol não-HDL = CT – HDL-C. – usa quando TG>400 ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO x RISCO MUITO ALTO: -doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular, vascular periférica) com ou sem eventos clínicos Ou -obstrução >50% em qualquer território arterial x RISCO ALTO: -Portadores de aterosclerose na forma subclínica (sem sintomas) documentada por metodologia diagnóstica: ultrassonografia de carótidas com presença de placa; Índice Tornozelo-Braquial (ITB) < 0,9; escore de Cálcio Arterial Coronariano (CAC) > 100 ou a presença de placas ateroscleróticas na angiotomografia (angio-CT) de coronárias. -Aneurisma de aorta abdominal. -Doença renal crônica definida por Taxa de Filtração Glomerular (TFG) < 60 mL/min, e em fase não dialítica. -Aqueles com concentrações de LDL-c ≥ 190 mg/dL. -Presença de diabetes melito tipos 1 ou 2, e com LDL-c entre 70 e 189 mg/dL e presença de Estratificadores de Risco (ER) ou Doença Aterosclerótica Subclínica (DASC) -Pacientes com LDL-c entre 70 e 189 mg/dL, do sexo masculino com risco calculado pelo ERG > 20% e nas mulheres > 10% ER: 1. idade ≥ 48 anos no homem e ≥ 54 anos na mulher 2. tempo de diagnóstico do diabetes > 10 anos 3. história familiar de parente de primeiro grau com DCV prematura (< 55 anos para homem e < 65 anos para mulher) 4. tabagismo (pelo menos um cigarro no último mês) 5. hipertensão arterial sistêmica 6. síndrome metabólica 7. presença de albuminúria > 30 mg/g de creatinina e/ou retinopatia; TFG < 60 mL/min. DASC: ultrassonografia de carótidas com presença de placa > 1,5 mm; ITB < 0,9; escore de CAC > 10; presença de placas ateroscleróticas na angio-CT de coronárias. x RISCO INTERMEDIÁRIO: Indivíduos com ERG entre 5 e 20% no sexo masculino e entre 5 e 10% no sexo feminino ou ainda os diabéticos sem os critérios de DASC ou ER listados anteriormente. x RISCO BAIXO: Pacientes do sexo masculino e feminino com risco em 10 anos < 5%, calculado pelo ERG METAS TERAPÊUTICAS Meta de não HDL: quando TG>400mg/dl EXAMES DE ACOMPANHAMENTO 1. Perfil lipídico (CT, TG, HDL) 2. TGO e TGP 3. CK 4. FUNÇÃO RENAL: CREATININA E RAC/ALBUMINÚRIA (na proteinuria acontece dislipidemia) 5. GLICEMIA E HB GLICADA (a dislipidemia pode ser secundária a DM2) 6. FERRITINA PARA PACIENTES COM HIPERTRIGLICERIDEMIA (risco de hemocromatose *Os exames de acompanhamento são realizados a cada 6 meses *SOLICITAR TSH AO DIAGNÓSTICO – PRIMEIRA CONSULTA (a dislipidemia pode ser secundaria a hipotireoidismo) MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA HIPERCOLESTEROLEMIA: evitar comidas gordurosas, frituras, embutidos HIPERTRIGLICERIDEMIA: evitar açúcar e carboidratos, perda de peso, evitar bebidas alcoólicas ESTATINAS INDICAÇÃO: hipercolesterolemia ou dislipidemia mista (em associação com fibrato) x Além de reduzir o colesterol, tem ação pleiotrópica (estabiliza a placa de ateroma, é anti-inflamatória e cardioprotetora) MECANISMO DE AÇÃO: inibição da enzima HMG-CoA redutase, reduzindo assim a produção de colesterol ESCOLHA DO MEDICAMENTO: A escolha de medicamento se baseia na porcentagem que necessita ser reduzida de LDL-C Redução >50%: x Atorvastatina (farmácia de alto custo) x Rosuvastatina x Sinvastatina (SUS) + ezetimiba POSOLOGIA: � Estatinas de curta ação (sinvastatina, lovastatina, fluvastatina de libertação imediata e pravastatina): devem ser administradas à noite (pois o colesterol tem seu pico durante a madrugada; e porque participa da síntese de vitamina D durante o dia) � Estatinas de longa ação (atorvastatina, rosuvastatina): podem ser administradas em qualquer horário, pois agem durante todo o dia – sempre entra com a dose necessária (mesmo que alta) e vai diminuindo OBS: DISLIPIDEMIA MISTA *se estiver usando estatina, mas o TG continuar aumentando (por ex. no caso de resistência insulínica) → MEV + FIBRATOFIBRATOS INDICAÇÃO: hipertrigliceridemia ou dislipidemia mista (em associação com estatina) MECANISMO DE AÇÃO: Os fibratos agem a partir da estimulação dos receptores nucleares ativados de proliferação dos peroxissomas-alfa, os conhecidos PPAR-a, levando ao aumento da produção e da ação da lípase lipoprotéica (LPL) e redução da apoproteína CIII (Apo CIII), mecanismos estes, que estimulam a lipólise dos TG das VLDL-colesterol Fenofibrato e bezafibrato tem na farmácia de alto custo POSOLOGIA: tomar durante a refeição IMPORTANTE – tanto as estatinas quanto os fibratos podem causar miopatia com aumento de CK, além de ↑TGO e TGP � Nunca associar sinvastatina e genfibrozila � Antes de iniciar o tratamento e após iniciado solicitar CK + TGO e TGP � Se tiver um aumento > 10x valor basal de CK e > 3x o valor basal de TGO e TGP: -fibrato: tem que suspender -estatina: trocar por outra estatina, e se, necessário, associar ezetimiba (10mg 1x ao dia)