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2.0 que Esta 
Acontecendo 
com 0 Cora~ao 
do Meu Filho?
 
Ha alguns anos, urn de meus estimados alunos, urn jovem que 
estava se formando em Psicologia, confessou-me que estava incerto se 
deveria continuar seus estudos porque temia ser "descoberto". Mike era 
urn aluno "A" e ia muito bern em todas as aulas. Mas, como tinha dislexia, 
tinha de fato que se empenhar bastante para tirar notas altas. Ele me 
revelou que nao conseguia se lembrar muito do conhecimento basico 
que deveria saber ao se formar. Seu maior medo - disse - era que urn 
dia alguem viesse bater asua porta e anunciasse ter descoberto que ele era 
dislexico e que deveria deixar a faculdade. Todo dia, ele encarava 0 medo 
de que a descoberta de seu transtorno de aprendizagem destrulsse suas 
esperan<;:as e aspira<;:oes. 
Mike era urn garoto inteligente e eu sabia que ficaria bern; mas vi 
muita tristeza em seus olhos quando falou sobre sua dislexia. Eu sabia que 
ele estava pensando "Por que comigo? Vai melhorar algum dia?". A realida­
de e que ele nao vai "melhorar", no sentido de que uma pessoa melhora da 
gripe, mas eu sabia que ele encontraria maneiras para se dar bern. Na 
verdade, ele ja tinha encontrado, achando alguem como eu para incluir em 
seu sistema de apoio e com quem conseguia se sentir conforcivel 0 suficien­
te para se abrir e que fosse honesto com rela<;:ao asua dislexia. 
o medo da descoberta e talvez 0 elemento mais significativo da vida 
secreta da crian<;:a com dislexia e tambem a emo<;:ao que precisa da compre­
15 
ensao mais profunda por parte dos pais. A dislexia nao pode ser vista. Nao e 
como uma perna quebrada que exige gesso, e geralmente a crian~a vai 
tentar manter seu transtorno em segredo. Conhe~o adultos com dislexia 
que realmente tentam evitar todas as situa~6es publicas que envolvam ler, 
escrever, soletrar, falar em voz alta ou lembrar, algo que e quase impossive! 
na nossa sociedade. Ainda assim, muitas pessoas com dislexia conseguem ser 
bem criativas para burlar essas tarefas. 
sentimento de medo 
Voce pode nem perceber, mas hi grandes chances de seu filho com dislexia 
viver com medo. Eum medo que aflige todas as crian~as vez ou outra - 0 
de nao se adaptar. 
Para crian~as com transtornos de aprendizagem, e um medo que nao 
passa sozinho, sem aten~ao. Eis como voce pode ajudar: 
"Tenho medo de que eles zombem de mim" 
Daniel, que esta na shima serie, sabe que vao pedir aclasse para ler em voz alta a 
pe~a a Milagre de Anne Sullivan, as dez horas da manha. As quinze para as 
dez, ele come~a de repente a jogar bolinhas de papel em um colega de classe. Eso 
uma questao de tempo ate que aprifessora, Sra. Stein, perceba seu comportamento e 
o mande para 0 corredor paraficar sentado no banco. Dessa vez, Daniel venceu. Ele 
se livrou da experiencia de ler em voz alta na frente dos seus colegas. Embora os 
colegas de Daniel saibam que ele tem um transtomo de aprendizagem, nao sao 
sofisticados 0 suficiente para ligar suas atitudes com a leitura programada ou maduros 
o suficiente para nJo zombarem dele. 
Com freqiiencia, a crian~a com dislexia se ve em situa~6es nas quais as 
pessoas asua volta nao sabem de seu problema; entio pode decidir mante­
10 oculto porque se sente envergonhada, embara~ada ou "anormal". lsso 
provoca uma tremenda pressao sobre a crian~a, que fica incessantemente se 
perguntando: "Quando serei descoberta?". Ela pode sentir que a unica 
solu~ao e evitar situa~6es em que possa ser "descoberta". Esquivar-se do 
grupo teatral, faltar aaula ou inventar uma doen~a quando tem uma prova 
de ortografia e sair do parquinho quando as crian~as pulando corda co­
me~am a recitar versinhos sao apenas algumas das maneiras que uma crian­
16 a vida secreta 
o ano", exija uma descric;;ao por escrito do que vai acontecer no decorrer 
dessas sessoes terapeuticas, na qual estejam incluTdas instruc;;oes como: 
trabalhe com vogais, verbos, cordas vocais. 
Rsioterapia. Geralmente ela se relaciona ahabilidade motora fina. Um exem­
plo pode ser melhorar a maneira de pegar 0 lapis para ajudar na letra. 
Biblioterapia. Vai depender da idade da crianc;;a. Uma crianc;;a mais nova pode 
se concentrar em aprender as placas de transito (estudando um Iivro sobre 
os sinais de transito, indo a rua para olha-Ias, e assim por diante). Outros 
exercTcios podem enfocar 0 aumento do vocabulario, a leitura basica e a 
compreensao em um nTvel preestabelecido como alvo (por exemplo: exercTci­
os com a finalidade de melhorar a ortografia para realizar provas escritas da 
sexta serie, com uma media de 75% de compreensao ou mais; ler um texto 
da quinta serie em silencio e responder a perguntas sobre a ideia principal, 
detalhes, vocabulario e conclusao com 80% de compreensao ou mais). 
Habilidade matematica. Nem sempre e incluTdo, mas voce deve pedir que 
seja tratado com 0 mesmo nTvel de especificidade das outras areas. 
Deve haver um criterio objetivo apropriado e procedimentos de avaliac;;ao, 
bem como um cronograma para determinar se as metas de instruc;;ao a curto 
prazo estao sendo alcanc;;adas. Exija que 0 PEl de seu filho contenha datas 
especTficas de avaliac;;ao. Por exemplo: se os servic;;os forem iniciados em 
setembro, determine uma avaliac;;ao em dezembro. Ate la, seu filho ja pode 
ter alcanc;;ado uma meta a curto prazo e essa parte da terapia pode ser 
concluTda ou reformulada para buscar um novo objetivo. Alcanc;;ar metas a 
curto prazo ajuda a elevar a auto-estima do seu filho e da a voces, pais, uma 
sensac;;ao importante de envolvimento e realizac;;ao. 
primeiros passos 
Quando voce sair de sua reuniao do PEl, tire urn tempo para pensar no 
diagn6stico e processar as informac;:oes. Se levou urn "advogado" junto, 
reserve algum tempo imediatamente ap6s a reuniao para discutir sobre 0 
que aconteceu e fazer quaisquer perguntas que queira. Se participou da 
reuniao com seu conjuge, arrume tempo para sentar com de e comparar 
as observac;:oes. 
o d i a9 n6 5 tic 0 85 
Antes de sair da escola, lembre-se de pegar 0 te1efone de uma pessoa 
da equipe de educa\=ao especial para quem voce possa ligar, caso tenha mais 
perguntas. Invariavelmente, percebo que os pais vao ter mais preocupa\=oes 
depois de alguns dias, quando olharem 0 material mais detalhadamente e 
absorverem as informa\=oes. Estabe1ecer esse vinculo de comunica\=ao antes 
de sair da escola sera vantagem para voce e para seu filho. 
Nos primeiros dias apos 0 diagnostico, voce vai estar processando 0 
que aprendeu, partilhando informa\=oes e perguntas com outras pessoas e 
pesquisando sobre 0 problema de seu filho. Voce pode visitar os recursos 
on-line listados no apendice e procurar livros pertinentes em uma bibliote­
ca. Obter informa\=oes sobre como ajudar seu filho vai ser urn processo 
constante, assirn como seu transtorno eurn elemento constante em sua vida. 
(Veja uma lista de atividades posteriores que voce deve fazer em "Apos a 
reuniao do PEl".) 
Ap6s a Reuniao do PEl 
Lembre-se dos passos a seguir ap6s sua reuniao do PEl: 
Reserve um tempo para conversar com seu c6njuge ou "advogado".
 
Pegue 0 telefone de alguem da equipe de educacao especial que possa
 
responder as perguntas que voce tera em alguns dias.
 
Obtenha fatos e informacoes.
 
Converse com seu filho sobre a dislexia (veja 0 Capitulo 12).
 
Partilhe informacoes e sentimentos com seu c6njuge, amigos e familia
 
(veja Capitulo 12).
 
Mantenha uma perspectiva positiva.
 
Reuna-se regularmente com seu c6njuge para rever 0 progresso de seu
 
filho e dividir as responsabilidades.
 
Tenha calma e reconheca que as mudancas levam tempo.
 
Planejar os passos seguintes apos ser confirmado 0 diagnostico de 
dislexia come\=a com 0 PEl. Mas e urn erro pensar que sua propria rea\=ao 
emocional - e a do seu c6njuge - nao causa impacto no sucesso do 
plano. 0 Capitulo 9 fornece uma visao clara de como cuidarde voce 
mesmo para que possa cuidar do seu filho. 
86 me u f i Ihop e r f e ito tern dis Ie x i a 
relatorio, seguindo as instYUfoes dadas pela pnfessora. Ed, enttio, vaijazer um rascunho 
do relatorio e mostra-lo ao pai, que dara algumas sugestoes. Enttio reescrevera 0 
relatorio. Ed vai usar 0 recurso de corre~tio ortogr4fica do computador e depois sua 
mae vai verificar seu trabalho. Ele tambem vai pedir que aprcfessora leia rapidamente 
o relatorio e de sugestoes. Enttio, Ed vai terminar 0 projeto, seu pai vaijazer a revistio 
final e ele vai entrega-lo a tempo. 
A Lista de Metas de Seu Rlno 
Aqui esta uma lista de metas para melhorar a letra de seu filho, que incorpo­
ra todos os aspectos de uma boa organiza<;:ao: metas racionais, de longo 
prazo divididas passo a passo, um plano temporal para 0 progresso e meios 
de avalia<;:ao. 
Metajobjetivo. Escrevercom letra mais legivel. 
Razaojresultado. Para que as pessoas consigam ler 0 que voce escre­
ve. Nos nos preocupamos, porque a escrita e um importante meio de 
comunica<;:ao. 
Como saberemos que atingimos a meta. Avalia<;:ao previa e posterior. 
Uma pessoa de fora (avo, por exemplo) vai ver a letra e dizer se esta melhor 
do que antes. Voce deve perguntar a ela se consegue ler 45 ou 90% do que 
esta escrito? Seja espec1fico e quantitativo. 
Plano temporal. Descreva 0 processo em detalhes. 
Passo 1. Pegue 0 caderno de caligrafia, trabalhe com a habilidade motora 
tina e use moldes. 
Passo 2. Pratique meia hora por dia, durante seis semanas. 
Passo 3. Avalie 0 progresso e pe<;:a a alguem para tambem faze-Io duas 
vezes por semana. 
Passo 4. Avalia<;:ao posterior. 
Veja em "A Lista de Metas de Seu Filho" urn exemplo a ser seguido. 
Voce pode usa-Ia para fazet sua propria lista. Apenas lembre-se de incluir: 
os elementos-chave meta/objetivo, resultado (0 que voce espera alcanyar e 
como vai avaliar isso), urn plano temporal detalhado e os ajustes. Coloque­
a em urn local ou arquivo facil de ser vista ou encontrada. 
estabelecendo metas 111 
13· Conseguindo
 
o Apoio Que 
Seu Filho Precisa 
Pode ser dificil para voces ou para seu filho ajustar-se a ideia de 
que nao e errado pedir ajuda, e sim urn passo fundamental para aprender 
a viver com a dislexia. Em nossa sociedade, valorizamos a independencia e 
a autoconfianr;:a e pode ir contra sua natureza pedir assistencia. Se querem 
que seu filho alcance todo seu potencial, voces devem perder essa resis­
tencia ao apoio dos outros. Formar urn sistema de apoio e urn dos passos 
mais importantes que os pais podem dar para ajudar 0 filho com dislexia 
a vencer na vida. 
construa a equipe de seu filho 
Nao nego 0 status de equipe de apoio a ninguem; todo mundo que voce 
encontrar pode ser potencialmente util. E claro que a equipe central de uma 
crianr;:a vai consistir de seus pais, professores, professores particulares, treinado­
res, amigos e parentes. Mas os pais podem encontrar apoio valioso em qual­
quer lugar. Alguem born para ajudar deve ser paciente, compreensivo e capaz 
de fazer as tarefas que seu filho nao consegue. Por exemplo: rninha equipe 
central de apoio inclui rninha esposa, meus colegas e as secrecirias do meu 
escrit6rio, pessoas genuinamente interessadas em me ~udar e que conseguem 
fazer 0 que nao consigo: soletrar, organizar palavras e ideias e escrever bern. 
Ao escrever este livro trabalhei de perto com rninha escritora, meu editor e os 
revisores editoriais. A maioria das crianr;:as com dislexia vai precisar de pelo 
menos urn membro para atuar como editor. Como a leitura, a escrita e a 
121 
ortografia sao areas problematicas para pessoas com dislexia, seu filho vai 
precisar encontrar alguem disposto a ajuda-lo. Quando estava na gradua\=ao, 
encontrei outros alunos que gostavam de ler meus trabalhos de vez em quan­
do e tambem me comunicava com Sharon Silverman, Ed. D. 1, especialista em 
transtornos de aprendizagem que me ajudou a organizar muitos dos meus 
trabalhos e contribuiu com este livro. 
Embora seu filho dependa principalmente de voces agora, voce pode 
ajuda-lo a encontrar outras pessoas que Ihe dado apoio. Quando ele for 
mais velho, vai buscar esses individuos sozinho e desenvolver a intui\=ao 
para discernir quais sedo bons membros para sua equipe de apoio e 
quais nao. 
trabalhe com a escola 
Pat Jicou apavorada ao saber que seu Jilho, que esta na terceira serie, esta sendo 
provocado na escola por causa de seu transtorno de aprendizagem. Seu primeiro 
impulso e ligar para 0 diretor e para 0 escritorio central de educa~Jo especial e brigar 
com eles.AJinal, no PEl de DennisJicou claro que ele precisa defreqaentes retornos 
positivos para promover sua auto-estima. Desse modo, ser colocado em uma situa~Jo 
social em que eprovocado e ridicularizado certamente nJo e 0 que ele necessita. Pat 
li,ga para seu marido no escritorio e pergunta 0 que acha que deveriam fazer. Jay, 
que tem uma postura calma, porem Jirme, se qferece para telifonar para a escola e 
marcar uma reuniJo, aJim de discutirem 0 problema. Ele sente que e melhorfalar 
pessoalmente com 0 departamento de educa~Jo especial e com a prqfessora do que 
ligar para a escola, brigando. 
Entre os membros-chave da equipe de apoio de seu filho estao os 
professores e 0 departamento de educa\=ao especial. Trabalhar com a escola 
pode ser complicado, mas, mesmo que ela nao esteja aaltura de suas expec­
tativas, tente evitar uma rela\=ao de choque. E fundamental manter os canais 
de comunica\=ao abertos. Enquanto monitora 0 progresso de seu filho e se 
assegura de que a escola esta aderindo is recomenda\=oes do PEl, tente ser 
gentilmente persuasivo, paciente e persistente. A maioria dos educadores vai 
fazer de tudo para ajudar seu filho, mas voce pode encontrar dificuldades 
1 Doctor of Education (Doutorado em Educa~ao). 
122 0 pro 9 ram a par a 0 sue es so 
de tempos em tempos. Quando isso acontecer, mantenha a comunica~ao. 
Nao desista: a escola e parte essencial da equipe de apoio de seu filho. 
No caso mencionado anteriormente, a abordagem de Jay pode ser mais 
produtiva do que a de Pat. A equipe de apoio da escola deve ser uma aliada 
no trabalho pelos interesses de seu filho. Acusa~oes e exigencias sao menos 
adequadas do que os metodos racionais de comunica~ao e compromisso. 
Ajude seu filho a identi£lcar os professores que mais irao apoia-Io. Urn 
professor pode estar disposto a £lcar ao lado de uma crian~a na aula e 
calmamente ajuda-Ia a ler em voz alta. Outro pode £lcar batendo 0 pe, 
falando impacientemente: "Vamos, vamos". Urn professor vai encontrar uma 
crian~a no corredor e dizer, preocupado: "Voce parece perdido". Outro 
pode falar: "0 que esta fazendo no meio do corredor?". Descubra quem 
sao os professores mais dispostos a ajudar e pe~a aescola que seu filho seja 
posto em sua classe. Se nao for posslvel, estimule seu filho a procurar por 
esses professores depois da aula para lhes pedir ajuda ou a entrar em grupos 
de estudos nos quais eles estejam envolvidos. Estar perto de pessoas que 
ap6iam e bom para seu filho. 
concentre-se nas capacidades, 
nao nas incapacidades 
Eileen, uma garota da quinta serie que tem dislexia, entra em um grupo de estudos 
supervisionado pela prqfessora de redatao, a sra. O'Leary. Ela esta bem ciente do 
transtorno de aprendizagem de Eileen e tem suas duvidas com relatao acapacidade 
da garota para trabalhar no jornal da escola. Eileen a convenee de que e uma boa 
reporter porque e curiosa e sabe como jazer perguntas espedficas. Ela se qferece para 
jazer diversas entrevistas para 0 assunto a ser discutido e diz aSra. O'Leary que ate 
tem um gravador para usar. Contudo, a inelinatao da prqfessora e delegar a reportagem 
a um dos alunos que sempre tira 'A' em Ingles e dar a Eileen uma tarija menos 
importante, como trabalhar na criatao de manehetes, em grupo com outros alunos. 
E impossivel proteger seu £llho de todas as pessoas desagradaveis e 
desencorajadorasdo mundo. 0 importante e procurar as positivas e que 
tenham pontos de vista otimistas. Cuidado com os individuos que querem 
se concentrar nas incapacidades de seu filho e nao nas capacidades. Existem 
co nse9u i ndo 0 apoi 0 que seu f i Ihop r ec i sa 123 
•	 Assista a urn filme inspirado no livro. Materiais multissensoriais 
- aqueles que utilizam a visao, 0 tato e a audic;:ao - sao canais 
importantes para 0 aluno com dislexia. 
•	 Pec;:a a seu filho para fazer uma lista dos novos personagens a 
medida em que aparecem no livro. Fac;:a com que ele anote fatos 
pertinentes sobre cada urn e 0 numero da pagina onde apareceu 
pe1a primeira vez. 
•	 Use anotac;:oes em papeis auto-adesivos. Seu filho pode colar os 
papeis nas paginas que re1atam as partes importantes da hist6ria 
para identifica-Ias e facilitar sua busca de referencias. 
•	 Seu filho pode usar urn pedac;:o de cartolina ou urn marcador de 
paginas para bloquear linhas enquanto Ie. Isso e especialmente 
util para ele nao se perder e reduzir as distrac;:oes. 
•	 Avise seu filho de que e1e pode seguir seu ritmo. 
Diga 0 que esta por vir. Prepare seu filho para a introducao de um 
novo personagem. Voce pode dizer "Rip esta prestes a conhecer alguem 
novo nessa parte". De uma caneta marca-texto ou papeis auto-adesi­
vos para que seu filho possa marcar onde um novo personagem apare­
ce na historia. 
Explique 0 significado de palavras novas. Seu filho sabe 0 que significa 
"atarracado"? Discuta 0 que 0 autor quer dizer com "sua roupa era de feitio 
holandes antiquado". Explique quaisquer outras palavras que possam con­
fundir seu filho. Ele sabe 0 que e uma "picada"? Se nao souber, talvez voce 
possa encontrar uma figura em um Iivro ou no computador. 
De urn rnodelo de cornpreensao. Utilize palavras para mostrar a seu filho 
sua propria compreensao do que esta acontecendo. "Entao, Rip se encontra 
com um homenzinho muito interessante carregando algo misterioso. Ele deve 
estar muito surpreso por encontrar esse estranho na f1oresta! Vamos ler para 
ver 0 que acontece depois." 
Discuta a trarna e os novos personagens. "Porque voce acha que Rip 
esta desconfiado do velhote? Eles estao se revezando ao carregar a barrica? 
Para onde voce acha que estao indo? 0 que sera que vai acontecer a 
seguir para mudar a vida de Rip? 0 que podem ser esses ruidos? Voce 
consegue imaginar 0 som de um trovao distante como ouvimos no lago 
no verao passado?" 
est rat e9iasp a r a 0 sue esson a esc 0 Ia 139 
•	 Se 0 exerClClO de escrita for 0 relat6rio de urn livro, enquanto 
seu fllho 0 ler, deixe-o alugar 0 filme e tambem ouvir a versao 
em audio. Discuta a hist6ria com ele. 
•	 Deixe seu filho usar urn processador de texto para digitar 0 
relat6rio. 
•	 Lembre-o de usar 0 recurso de verificac;:ao ortogrifica. Entre­
tanto, tenha em mente que esse recurso nao e perfeito. Se seu 
filho quiser escrever "gasto", mas digitar "gato", 0 programa nao 
vai pegar esse erro. Consiga a ajuda do pai, de urn professor 
particular ou colega para editar 0 trabalho e fazer uma verifica­
c;:ao ortografica "manual". 
•	 Para os alunos ouvintes, tente fazer com que seu filho construa 
oralmente 0 relat6rio em urn gravador. Esse relat6rio oral deve 
ser primeiramente organizado em t6picos desenvolvidos.]a que 
a escrita e a "fala anotada", a crian<;a pode entao transpor as pala­
vras orais para 0 [ormato escrito. 
estrategias para ortografia 
Dean tem muita dificuldade com a ortogreifia. Seu pai descobriu que, se armmar as 
palavras que 0 menino esta tentando aprender a escrever em uma ordem especffica, 
Dean tera mais chmu:es de se lembrar delas. 0 pai de Dean fila com a professora 
sobre os tipos de palavras que ele esta aprendendo (ele percebe que e mais faal para 
Dean aprender palavras comuns que usa no dia-a-dia) epede a ela para armma-Ias 
em uma sequetu:ia 16gica. Logo, as notas de Dean melhoram. Ele consegue lembrar 
mais palavras por causa dos indfcios de memoria. Dean tambem tem uma "caixa de 
palavras" - seu pai coloca figuras representando-as em uma caixa, e Dean as 
verifica antes da prova. Sua pr~fessora mantem para ele uma caixa similar na escola. 
•	 Avise a professora de seu filho que a ortografia representa urn 
problema especifico para ele. 
•	 Pec;:a que seu filho receba duas notas nas redac;:oes: uma pela 
ortografia e outra pelo conteudo. 
est rat e9 i asp a ra 0 sue es so na esc 0 Ia 143 
•	 Arrume as listas de palavras por ordem de assunto ou de prefi­
xos similares, por exemplo. 
•	 erie uma caixa de palavras: recorte figuras de revistas que repre­
sentem as palavras que seu filho deve aprender. Ponha etiqueta nas 
figuras e pe<;a a de para verificar as ilustra<;6es e as palavras diaria­
mente. Isso vai fornecer indicios visuais que ajudam a motivar a 
memoria. Nao hi realmente uma estrategia para as palavras que 
nao possuem figuras, embora voce possa improvisar ao maximo. 
Por exemplo: use uma sflaba real para ilustrar a palavra "silaba" ou 
urn calendario verdadeiro para transmitir 0 conceito de "ontem". 
•	 Utilize 0 tatoo Pec;:a a seu filho para escrever palavras na areia 
espalhada em urn tabuleiro. Voce tambem pode faze-Io formar 
letras com argila, deixa-Ias secar, e entao usa-las para construir 
moldes das palavras a serem escritas. Elas podem ser colocadas 
em cartolina e guardadas em uma caixa, para serem novamente 
usadas. 
Criando uma Caixa de Ralavras 
o objetivo de uma caixa de palavras e dar dicas de memoria para que seu 
filho tenha menos dificuldade em lembrar a ortografia das palavras. Se, por 
exemplo, ele deve aprender a escrever "bola", segure uma bola com a pal& 
vra "bola" colada nela para ajuda-Io. Quando ele encontrar essa palavra em 
uma prova, sera mais facil para ele visualizar a bola e escreve-Ia corretamen­
teo Aprender como se escreve a palavra pode ser mais facil se ele tiver uma 
dica visual e sensorial. 
Para criar uma caixa de palavras, pegue as que seu filho precisa saber e 
encontre figuras ou objetos que correspondam a elas. Trabalhe junto com ele 
nessa atividade, usando revistas ou acessOrios. Faca 0 trabalho ser diverti­
do. Nao 0 apresse. Coloque os materiais que escolheram juntos em uma 
caixa com bastante espaco e os reveja a intervalos regulares, como a cada 
dois dias. Deixe seu filho retirar as figuras e estuda-Ias; estimule-o a tocar 
qualquer objeto que tenha sua ortografia colada, como bola, papel, cola, 
bone etc. Embora escrever cada palavra representada na caixa possa ser 
dificil para seu filho, deixe-o ficar mais tempo com as mais preocupantes. 
Tocar, segurar ever as palavras vai ativar a memoria dele. 
144 0 pro 9 ram a par a 0 sue e S S 0 
criando bons habitos 
de sono 
Darcyjicou acordado ate a meia-noite vendo um jilme, entao sua rotina esta manha 
nao esta indo bem. Ele se esquece de levar seu livro de Matematica e chega na escola 
alguns minutos atrasado. A prova de ortogrcifia eesta manha, e, embora ele tenha 
estudado alguns dias atras,ja sabe que se esqueceu da maioria das palavras. Quando 
sua prc?ftssorapergunta onde esta sua autoriza¢o para entrar atrasado, ele simplesmente 
encolhe os ombros; nao consegue se lembrar de onde a colocou. 
•	 Dormir e fundamental para todas as crianc;:as, mas especialmente 
para aque1a com dislexia. Estabe1ec;:a uma hora razoavel para seu 
filho ir dormir e ajude-o a manter esse horario. 
• Se	 0 horario ficar impraticavel, va aumentando-o gradualmente 
em intervalos de quinze minutos durante uma semana ou duas. 
Isso pode ser mais facil para seu filho do que ir dormir meia 
hora ou uma mais cedo. 
•	 Se possive1, estimule seu filho a fazer a lic;:ao de casa depois 
da aula (em casa, com voce, ou em urn programa depois da 
aula - muitos programas oferecern urn lugar sossegado e a 
ajuda de monitores). Dessa forma, as horas da noite podem 
ser usadas de maneira mais re1axante, e e1e pode dormir cedo. 
Entretanto, algumas crianc;:as precisamde urn intervalo das 
tarefas escolares quando chegam em casa e saem-se me1hor 
quando fazem a lic;:ao depois do jantar. 
•	 Tente manter uma rotina noturna para seu filho; por exemplo: 
lic;:ao de casa, meia hora de computador ou TV; leitura e conversa 
a respeito, banho e cama. Crianc;:as com dislexia saem-se me1hor 
quando seguem uma rotina e sabem 0 que esperar. 
•	 Nas situac;:oes em que 0 horario de dormir precisa ser mudado, 
seja paciente com seu filho no dia seguinte. Dependendo da 
est rat e9 i as par a 0 sue es s 0 em cas a 163 
idade dele, voce pode escrever urn bilhete para alertar 0 professor 
sobre 0 ocorrido. 
•	 Guarde as tarefas importantes para quando seu filho estiver 
descansado; saiba a melhor hora para fazer as coisas. Se seu 
filho nao dormiu 0 suficiente, nao espere que termine seu rela­
torio depois da aula ou fa~a aquela reda~ao que esta devendo 
para a professora. 
• Seja mais flexivel	 nos finais de semana se seu filho estiver com 
muito sono. 
Sendo urn Pai Paciente 
Quando um filho com dislexia precisa de bastante ajuda com a Iicao de casa
 
ou fica mal-humorado se ficar acordado ate muito tarde, e facil perder a
 
paciencia. Mas lembre-se: seu filho nao escolheu ter um transtorno de apren­
dizagem e nao esta sendo dificil s6 para 0 enlouquecer! A paciencia e uma
 
virtude, mas, para os pais, tambem e uma necessidade. Para voce, pai de
 
uma crianca com dislexia, a paciencia e essencial para ajudar diariamente e
 
a longo prazo seu filho, com sucesso.
 
Utilize qualquer estrategia que puder para manter a paciencia. Faca um
 
intervalo, va comer uma fatia de bolo (mas s6 uma!), faca exercicios, deixe
 
seu conjuge assumir a tarefa por um tempo, ou ligue para um amigo e
 
converse por alguns minutos. Voce tambem precisa de descanso. Trabalhar
 
com seu filho na biblioteca publica e uma 6tima tatica - em publico, voces
 
dois estarao menos suscetiveis a expressar suas frustracoes.
 
Quando perder a paciencia, arrume um tempo para voce, usando-o para
 
acalmar-se, refazer-se e refletir. Como voce poderia ter reagido diferente e de
 
maneira mais eficiente e produtiva? Que outras palavras, expressoes, su­
gestoes ou acoes voce poderia ter escolhido? Como poderia ter mudado 0
 
resultado da situacao? Por fim, perdoe a si mesmo - afinal, e imposslvel
 
ser paciente 0 tempo todo - , mas prometa agir melhor da pr6xima vez. Se
 
fez uma escolha que nao gostou, conte tambem a seu filho. Nao e prejudicial
 
as criancas saberem que os adultos ficam frustrados e tamoom cometem
 
erros. Elas precisam aprender que isso e humano. 0 compromisso mutuo­
e verbalizado - entre pais e filhos de continuar tentando e experimentar
 
novas taticas e maravilhoso para construir a relacao.
 
164 0 pro 9 ram a par a 0 sue eS S 0 
de Educac;:ao Individualizada (PEl). Discuta suas metas com ele e certifique­
se de que voces estao no mesmo barco. Deixe suas expectativas claras 
desde 0 principio. Que tipo de resultados esta buscando? 0 professor parti­
cular pode alcanc;:a-Ios? Euma boa ideia contratar 0 professor por um per1odo 
de experiencia e avaliar seu progresso ap6s um numero predeterminado de 
sessoes. 
As vezes, os professores particulares trabalham com crianc;:as em grupo. 
Essa e uma opc;:ao a ser considerada se voce conhece outras crianc;:as com 
transtornos similares. Essa abordagem, alem de reduzir 0 custo, pode fazer 
com que seu filho tambem aprenda com outras crianc;:as. 0 ponto negativo e 
que ele nao vai se beneficiar de uma situac;:ao de aprendizagem exclusiva. 
Depois de selecionar um professor particular, certifique-se de receber as 
avaliac;:oes regulares determinadas do progresso desde 0 inTcio. Voce tam­
bem deve exigir relat6rios regulares do progresso de seu filho. Pec;:a ao pro­
fessor particular para dar-Ihe regularmente 0 programa das aulas, para que 
voce possa estar ciente do progresso conquistado durante as sessoes. 
Mantenha 0 equillbrio entre 0 envolvimento e a separac;:ao. Esteja envolvi­
do a ponto de saber 0 que esta acontecendo nas aulas, mas mantenha-se 
separado 0 suficiente para nao interferir no processo e permitir que a relac;:ao 
professor-aluno se desenvolva de maneira a dar confianc;:a e apoio. Aulas 
particulares sao uma via de mao dupla; enffio, fac;:a seu filho chegar as aulas 
no horario e ajude-o a cumprir as tarefas dadas. 
•	 Se seu £llho £lear travado em uma palavra e pedir sua ajuda, 
soletre-a para ele. Esse nao e 0 momenta de dizer "Va procurar 
no dicionario". 
•	 Com 0 passar do tempo, reduza sua ajuda gradualmente se seu 
filho estiver fazendo avanc;:os. 
•	 Arrume caixas de cores diferentes para cada materia. Dessa manei­
ra, a lic;:ao pode ser organizada separadamente, de acordo com a 
cor (tornando a tarefa menos abstrata). 
• Veri£lque se a escola	 tern urn telefone para onde seu filho possa 
ligar e con£lrmar suas tarefas. Veja se ela oferece ajuda on-line. 
•	 Considere a possibilidade de contratar urn professor particular 
para ajudar nas areas problematicas. 
est rate 9 i a s para 0 sue e s so e mea sa 167 
lidando com a frustracao
 
June receia ajudar seu filho, Miguel, na li¢o de casa depois da aula. Ele geralmente 
fica bravo efrustrado apos repetidas tentativas e acaba chutando a mesa ou rasgando 
folhas do caderno. A hora da li¢o tornou-se uma batalha, com sua mae ao lado 
como uma policial. Miguel normalmente sai do quarto nervoso ou em prantos. 
• Trabalhe	 em pequenas quantidades; permita intervalos para ati ­
vidades fisicas ou lanches. 
•	 Ajude seu filho a organizar-se; escreva com antecedencia uma 
programac;:ao de estudos. 
• Se	 urn problema for recorrente, mude a rotina. Se seu filho en­
frenta 0 mesmo problema diversas vezes, e hora de mudar 0 
horario de trabalho ou 0 metodo. 
•	 Convide urn amigo para vir fazer a lic;:ao de casa com ele; seu 
filho pode mudar de comportamento quando urn colega estiver 
trabalhando perto dele. 
•	 Pec;:a ao pai do amigo de seu filho se ele pode ir asua casa alguns 
dias da semana depois da aula. Outro pai pode ocasionalmente 
ter mais sucesso ou mais paciencia com seu filho. Voce pode 
retribuir 0 favor de outra maneira - levando as crianc;:as ao 
cinema ou a urn parque no fim de semana ou recebendo-as para 
fazerem a lic;:ao em sua casa em outro dia. Voce tambem pode 
alternar os dias de lic;:ao: urn na casa de urn amigo, outro na sua. 
•	 Nao determine limites de tempo. 
abastecendo a casa com 
materiais escolares 
Christopher, que esta na quinta serie, costuma esquecer de levar os livros corretos para 
casa depois da aula. Embora sua prcftssora escreva claramente suas tarifas na lousa, 
Christopher pode muito bem esquecer-se de colocar os livros corretos na mochila, a 
menos que ela a verifique por ele. As vezes, aprifessora esta muito ocupada, e a mae 
de Christopher acaba levando-o aescola para buscar 0 livro que esqueceu. 
168 0 pro 9 ram a par a 0 sue e S S 0 
Pec;a a seu filho para resumir verbalmente as ideias ou preparar um 
breve discurso sobre 0 conteCldo que estiver estudando. Grave 0 resu­
mo e escute-o com ele para reforc;ar a aprendizagem. 
Coloque seu filho junto com outra crianc;a que tamt>em aprenda melhor 
pela audic;ao. Providencie oportunidades para ambos discutirem os 
trabalhos escolares e compartilharem ideias em conversas. 
Brinque com jogos de memoria auditiva e mantenha um quadro de 
progressos. Por exemplo: quando estiver aprendendo fatos, organize 
um minidesafio para ver quantos itens seu filho consegue lembrar e 
repetir na sequencia. 
Se mClsica nao 0 distrair, veja se tocar baixinho alguma canc;ao exerce 
influencia relaxante durante a hora de estudo. 
Quando 0 material for apresentado em formato visual, pec;a a seu filho 
para explica-Io ou discuti-Io verbalmente. Obviamente, a professora 
dele tem uma diversidade de crianc;as na sala, entao nao vai sempre 
poder se concentrar nas necessidades dos alunos que aprendem melhor 
por meio da audic;ao. 
Estimule a leitura em vozalta. Um dos esquemas de memoria mais 
poderosos e ler desse modo; pessoas com mais facilidade para apren­
der pela audic;ao deveriam fazer isso 0 maximo posslve!. 
lendo em casa 
A mae de Beverly esta lendo 0 Senhor dos Aneis: A Sociedade do Ane! em voz 
alta para ele, todas as noites antes de dormir, e Berlyve, que tem dez anos, niio ve a hora 
de assistir aojilme. a livro emuito difIcil para agarota ler sozinha. Ela gosta de ouvir 
sua mae lendo, mas, as vezes, comefa a ler um ou dois paragnifos para a mae dela. 
• Leia os livros solicitados pela escola com seu filho. Deixe-o ler urn pari ­
grafo e entao voce Ie dois.Talvez ele possa ler uma pagina e voce, duas. 
• Explique 0 significado de novas palavras. 
•	 Enquanto seu filho Ie, pare para discutir 0 que ele esta aprendendo e 
explique 0 que esta acontecendo na hist6ria. 
• Avise aprofessora quanto tempo seu filho leva nas tarefas de leitura. 
Alguns professores podem encurta-Ias, com base no periodo de tem­
po que seu filho pode se concentrar. 
eslralegias para 0 sucesso em casa 171 
• Leia diariamente para seu filho. 
• Estimule seu filho a ler pequenos artigos de jornal; tente as pagi­
nas ilustradas, se de gosta de cinema, ou 0 caderno de esportes, se 
de apreciar a materia. 
• Utilize fitas de audio e video, bern como livros. 
• Trilhe	 0 caminho multissensorial. Se seu filho esta lendo sobre 
pedras,leve-o a urn museu em que possa ve-Ias e toea-las. Se 0 
livro e sobre urn bombeiro, va visitar 0 posto de bombeiros local. 
•	 Utilize fantoches para encenar hist6rias para as crianc;:as mais 
novas. Estimule seu filho a participar. 
As pessoas com mais facilidade de aprender par meio da cinestesia adoram 
levantar e se mexer; atividades manuais como pintura, uso de ferramentas, dese­
nho ou teclado sao ideais para esse estilo de aprendizagem. Rear sentado em 
uma cadeira 0 dia inteiro, lendo fatos em voz alta, definitivamente nao e a maneira 
de se chegar em nenhum aluno - mas aquele que aprende rnelhor pela cinestesia 
realmente sotre nesse tipa de atmosfera. A aprendizagem na sala de aula e 
auditiva e visual demais e nao fomece oportunidades suficientes para as ativida­
des mais ativas, interativas e relevantes. Aqui estao algumas ideias: 
Encontre oportunidades para ir a campo e introduzir ou fornecer reforco 
a uma nova infonnacao. Sugira ideias de passeios para a professora de 
seu filho, mas leve-o a museus (especialmente aqueles em que se 
pode mexer nos objetos), concertos, praias, locais hist6ricos, caminha­
das pela natureza etc., por conta propria, para explorar mais os concei­
tos educacionais introduzidos no ambiente escolar. 
Ajude seu filho a usar uma combinacao de sentidos para aprender 
nova materia. Por exemplo, quando ele estiver aprendendo um assun­
to, estimule-o a falar sobre ele, escrever a seu respeito, ouvir outra 
pessoa falando sobre a materia e a empregar atividades manuais, 
quando posslvel, para reforcar 0 conceito. 
Sempre que posslvel, relacione a aprendizagem com as experiencias da 
vida real. Torne a informacao relevante e aplicavel ao que esta aconte­
cendo na vida de seu filho. Se ele esta aprendendo mapas na escola, 
ajude-o a fazer um, simples, do bairro ou, para uma crianca mais velha, 
um detalhado de sua cidade. Se seu filho esta trabalhando com uma 
unidade sobre saude ou nutricao, va para a cozinha e cozinhe com ele­
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