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Introdução à Etnobotânica
definições
• Estudo das interações entre pessoas e 
plantas, em sistemas dinâmicos
Botânica 
econômica
Antropologia 
cultural
Etnobotânica
Outras influências
• Farmacologia
• Toxicologia
• Medicina
• Nutrição
• Agricultura
• Ecologia
• História natural
• Evolução
• Sociologia
• Linguística
• Psicologia
• História
• Arqueologia
• Geografia
....
Diferentes abordagens
• Etnobotânica cognitiva
– Linguistas
– Antropólogos
• Etnobotânica econômica
– Botânicos
– Arqueólogos
– Antropólogos
– Geógrafos
– Farmacólogos
– Ecólogos
... (a partir de Berlin, 1992)
Descritivo
Listagens de plantas
Primeiros autores
• Harshberger: “Estudo das plantas usadas por 
povos aborígenes e primitivos” 
– Harshberger, John W. 1896. Purposes of ethnobotany. 
Botanical Gazette 21 (3): 146-154
– Fewkes, J. Walter.1896. A contribution to 
ethnobotany. American Anthropologist 9: 14-21
Outras definições
• Ford (1978): estudo das inter-relações 
diretas entre humanos e plantas
• Alexiades (1996): estudos sobre o uso de 
plantas por sociedades passadas e 
presentes, e de todos os tipos de interações: 
ecológicas, evolutivas e simbólicas
Conhecimento tão 
antigo quanto a 
humanidade
Alimentação
Cultivo de grãos
Uso de madeiras
Uso medicinal
Abrigo
Manufatura 
Usos religiosos...
Usos e 
percepções
Influência das 
plantas no curso 
das culturas 
humanas
• Construção de barcos (transporte dos 
polinésios entre ilhas)
• Papel da agricultura
• Importância dos alucinógenos para 
sociedades indígenas
• sociedades se ergueram e entraram em 
declínio por influência de “uso de plantas” 
(especiarias)
Medicina Tradicional Chinesa
± 3000 a.C.
Documentos médicos e herbários
assírios, egípcios, hindus, hebreus, índios
Representações gráficas 
(escritas, desenhos); 
registros arqueológicos
• Registros de usos existem desde os 
primórdios da história escrita da 
humanidade
• Herodotus (V a.C.)
• polinização de plantas cultivadas
• Aristóteles / Theophrastus (III a.C.)
• registros de usos
• Dioscorides (77 d.C.)
• “De Materia Medica”
– ilustrações
– propriedades botânicas e medicinais de mais de 500 
plantas
• Registros de usos existem desde os 
primórdios da história escrita da 
humanidade
• Linnaeus (XVIII)
• técnicas etnobotânicas
• Schultes (1915-2001)
• registros pioneiros de plantas e cogumelos alucinógenos 
• índios americanos / peiote
• cogumelos sagrados dos astecas
• tribos amazônicas
• Schultes / Amazônia colombiana
• Harshberger, John W. 1896. Purposes of 
ethnobotany. Botanical Gazette 21 (3): 146-154.
•?
•?
•?
• Fewkes, J. Walter.1896. A contribution to 
ethnobotany. American Anthropologist 9: 14-21.
• Harshberger, John W. 1896. Purposes of
• ethnobotany. Botanical Gazette .21 (3): 146-
154.
1. ... posição cultural das tribos que usam plantas
para alimentação, abrigo ou vestuário
2. ... distribuição de plantas no passado
3. ... definir rotas de comércio do passado
4. ... sugestão para manufatura
(a partir de Clément, 1998 e Albuquerque, 2002)
Atualmente ...
Estendeu seu campo “tanto para o estudo das 
populações tradicionais quanto das sociedades 
industriais, no relacionamento expresso na inter-
relação populações humanas/ambiente botânico”
Etnobotânica
(Albuquerque, 2002)
... “Aliam-se: fatores culturais e ambientais, bem 
como as concepções desenvolvidas por essas 
culturas sobre as plantas e o aproveitamento que 
se faz delas.”
Escopo e objetivos
• Quais plantas estão disponíveis?
• Quais plantas são reconhecidas como 
recursos?
• Como o conhecimento etnobotânico está 
distribuído na população?
• Como as pessoas diferenciam e classificam 
elementos do seu ambiente natural?
....
(a partir de Alcorn, 1995)
...cont.
• Como estes recursos são utilizados e 
manejados?
• Quais os benefícios econômicos e 
financeiros derivados das plantas?
(a partir de Alcorn, 1995)
Histórico: etnobotânica
1860 1954 1980
Pré-clássico Pós-clássicoClássico
•Usos econômicos
•Coleta de informações
•Primeiras sínteses
•Conhecimento 
êmico
•Classificação
•Associações
•Manejo de 
recursos
(a partir de Clément, 1998)
Pré-clássico (1860-1954)
• Usos econômicos (1860-1899)
– Recursos biológicos e sua utilidade
– Pesquisadores de museus e universidades
• Coleta de informações (1900-1953)
– Aprofundamento empírico em pesquisa
– Terminologias locais, mitos e crenças
– Estudos comparativos e métodos padronizados
•
• As mudanças históricas podem ser verificadas nas 
etnografias de cada época
• “It is absurd to suppose that the savage, 
a child in intellect, has reached a higher 
development in any branch of science 
than has been attained by the civilized 
man, the product of long ages of 
intellectual growth” (Mooney, 1891)
Pré-clássico (1860-1954)
• Primeiras sínteses (1932-1953)
– Etnobiologia surge como campo distinto
– Sínteses delimitando seu escopo
– Distinção entre botânica econômica e 
etnobotânica
Clássico (1954-1980)
• Conhecimento êmico (1954-1968)
– Surge a etnociência
– Foco na organização de sistemas sob uma 
perspectiva êmica
– Linguística e métodos da antropologia
– Início do interesse pela classificação 
etnobiológica e pelas bases científicas do 
conhecimento tradicional
Clássico (1954-1980)
• Classificação (1969-1980)
– Classificação etnobiológica
– Princípios de classificação e nomenclatura
– Análises de correspondências entre 
classificação científica e local
– Crescente interesse sobre etnobiologia além 
dos EUA e Europa: América Latina e Pacífico
Pós-clássico (1981-atual)
• Associações (1981-1992)
– Trabalhos empíricos baseados na colaboração 
entre pesquisadores acadêmicos e locais
– Abordagens teóricas: relações de gênero no 
uso de recursos, significado cultural, 
reconstrução histórica dos sistemas de 
conhecimento etnobiológico
– Sociedades acadêmicas e periódicos 
especializados
Pós-clássico (1981-atual)
• Manejo de recursos (1993 em diante)
– Publicação de manuais de metodologias
– Técnicas qualitativas e estudos empíricos 
inovadores
– Etnobiologia aplicada à conservação e 
desenvolvimento
– Interesse renovado em botânica econômica, 
benefícios nutricionais e medicinais
– Participação local
Pós-clássico recente
• Propriedade intelectual e partição de 
benefícios
• Proteção do patrimônio genético
• Regulamentação do acesso
0
50
100
150
200
250
19
61
-1
97
0
19
71
-1
98
0
19
81
-1
99
0
19
91
-2
00
0
20
01
-2
00
4
• Número de artigos sobre etnobotânica, publicados em periódicos
indexados entre 1961 e 2004, segundo a base de dados do ISI Web of
Knowledge (432 artigos).
No Brasil
• Suma Etnológica Brasileira (Ribeiro, 1986)
– Incluindo traduções do Handbook of Southamerican 
Indians (1963)
• International Society for Ethnobiology (Belém, 
1988)
• Sociedade Brasileira de Etnobiologia e 
Etnoecologia (Feira de Santana, 1996)
• Comissão de Etnobotânica na Sociedade 
Botânica do Brasil (Ribeirão Preto, 1995)
www.sbee.org.br
Enfoques
• Estudos sobre plantas medicinais?
• Registro do conhecimento sobre plantas de 
um indivíduo?
• Mitos e folclore associado a plantas?
• Enfoque populacional
• Aspectos materialistas
ABORDAGEM 
INTERDISCIPLINAR
• Multidisciplinar...
• Pluridisciplinar...
• Transdisciplinar...
Conservação
Economia
Indústria e tecnologia
Alimentação/ 
nutrição
Saúde
Medicina
Religião
Mitologia
História
Política Manejo 
de recursos
Lingüística 
e taxonomia
Agronomia
Geografia
Botânica
Ecologia
Zoologia
medicina veterinária
Quem se beneficia 
com ela?
Ela é 
reverenciada?
Protege ou 
cura?
É usada na 
alimentação?
Qual é a sua 
história?
O que pode ser feito 
a partir dela?
É comercializada?
É utilizada 
por/para animais?
Como se chama?
Quais são suas 
partes?
Como vive?
Onde cresce?
Distribuição?
Interação com 
outras espécies?
Como é manejada?
Quem maneja?
(a partir deHamilton et al, 2003)
Linhas de pesquisa
• Inventários etnobotânicos
• Etnotaxonomia
• Conhecimento e uso de plantas
• Etnofarmacologia
• Mercados tradicionais
• Domesticação de plantas
• Manejo e conservação
Êmico e ético
• Fonêmica e Fonética (phonemic/phonetic)
• Êmico: interpretações a partir de dentro de um 
sistema
– Idealistas, mentalistas
• Ético: interpretações vistas a partir de fora de um 
sistema
– Materialistas, biopsicológicas ou comportamentais
• EMICISTA e ETICISTA
r. E. schultes
• Amazônia colombiana, 
1941-1954
• Mais de 24.000 espécies 
coletadas, dentre as 
quais mais de 1.500 
eram medicinais, 
psicoativas ou venenos

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