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13África, berço da humanidade Capítulo 1
Um conceito em debate
Tradicionalmente, as origens da humanidade 
eram situadas pelos historiadores numa época conhe-
cida como Pré-História. Hoje, entretanto, essa expres-
são não é mais aceita por muitos estudiosos. Por quê?
A Pré-História costumava ser definida como o pe-
ríodo compreendido entre o aparecimento dos primeiros 
hominídeos e a invenção da escrita, ocorrida por volta 
do quarto milênio antes de Cristo, na Mesopotâmia (no 
atual Oriente Médio) e, logo depois, no Egito. Essa pe-
riodização começou a ser utilizada a partir do século XIX, 
na Europa. Por essa época, os estudiosos acreditavam 
que só seria possível resgatar o passado de uma socieda-
de caso existissem registros escritos feitos por ela.
Hoje, essa visão é encarada com reservas. Outras 
fontes, como imagens, objetos do cotidiano e rela-
tos orais, por exemplo, passaram a ter a mesma im-
portância que a escrita no processo do conhecimento 
histórico. Além disso, recentes avanços científicos e 
tecnológicos colaboram na tarefa de resgatar o pas-
sado. É o caso da análise do DNA, de programas de 
computador que reconstroem rostos humanos a par-
tir de um crânio e de métodos científicos que deter-
minam a idade de fósseis e de restos arqueológicos.
A invenção da escrita como marco inicial da His-
tória também pode ser questionada pelo fato de não 
ter ocorrido ao mesmo tempo em todo o planeta. 
Muitos povos só entraram em contato com ela no 
final do século I a.C., durante a expansão de Roma. 
Ainda hoje, há grupos indígenas no Brasil e aborígi-
nes na Austrália que não fazem uso de nenhum sinal 
gráfico para representar palavras.
Se considerássemos o surgimento da escrita 
como o início da História, conquistas como o domí-
nio do fogo, a invenção da roda e a prática da agri-
cultura ficariam de fora da história da humanidade, 
pois elas ocorreram muitos séculos antes da invenção 
dessa forma de comunicação.
Amparados nessas ressalvas, podemos dizer que 
o mais indicado é considerar o que foi chamado de 
Pré-História como uma etapa no processo histórico 
do ser humano. Do ponto de vista social, podemos 
entendê-la como um período em que ainda não ha-
viam surgido sociedades complexas e sedentárias e 
no qual as pessoas se reuniam em pequenos grupos 
ou agrupamentos nômades.
Em busca de nossas origens
Há cerca de 60 milhões de anos, apareceram na 
Terra os primeiros primatas. Desse grupo surgiram 
o gorila, o chimpanzé, o orangotango e os primeiros 
hominídeos, que deram origem à espécie humana.
Atualmente, especialistas como paleoantropólo-
gos, geólogos, arqueólogos, biólogos, geneticistas, 
etnólogos, paleontólogos, etc. participam de escava-
ções em busca de vestígios dos nossos ancestrais com 
o propósito de descobrir como eles eram e como vi-
viam. Esses vestígios podem ser fósseis, ferramentas, 
esculturas, pinturas em cavernas, utensílios, restos de 
fogueiras, entre outros (veja a imagem).
1 2
Com mais de 3 milhões de anos, o fóssil do hominídeo da 
espécie Australopithecus afarensis encontrado na África em 
1974 recebeu o nome de Lucy porque seu descobridor, no 
momento em que o encontrou, escutava a canção dos Beatles 
“Lucy in the sky with diamonds”. A foto mostra o crânio do 
“bebê Lucy”, fóssil da mesma espécie de Lucy e também com 
mais de 3 milhões de anos.
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14 Unidade 1 A força do conhecimento e da criatividade
Entretanto, a ciência ainda não encontrou uma 
resposta precisa a respeito de como e quando o ser 
humano apareceu. O que os cientistas sabem é que 
o surgimento de homens e mulheres foi resultado de 
um longo processo, que se estendeu por centenas de 
milhões de anos e envolveu não só alterações físicas 
no corpo, mas também mudanças culturais, como o 
modo de viver e agir desses seres.
Os primeiros hominídeos
Os fósseis são uma das principais fontes de es-
tudo para entender a evolução da espécie humana. 
A análise dessas amostras indica que os indivíduos 
com características tipicamente humanas não apare-
ceram recentemente nem de uma só vez.
thecus anamensis, a dos Australopithecus afarensis e 
a dos Australopithecus sediba, sobre a qual comenta-
mos na abertura do capítulo.
De modo geral, os australopitecos tinham 
braços longos, maxilares salientes e cérebros pe-
quenos, mas sua principal característica era anda-
rem eretos.
O Homo sapiens moderno
Uma das espécies de australopiteco – não se 
sabe qual – deu origem a um grupo de hominídeos, 
o Homo. Os cientistas ainda não descobriram quan-
do, como e onde isso aconteceu. Acredita-se que 
os primeiros seres do gênero Homo apareceram há 
cerca de 2 milhões de anos e por mais de 800 mil 
anos conviveram com os australopitecos na Áfri-
ca. Estes, porém, não conseguiram se adaptar à 
crescente competição entre as espécies e acaba-
ram extintos.
Segundo alguns especialistas, a espécie mais an-
tiga de Homo que se conhece é a do Homo habi-
lis. Com cerca de 1,57 m de altura, pouco mais de 
50 quilos de peso e um cérebro de até 800 cm³, o 
Homo habilis se desenvolveu graças à sua capacidade 
de adaptação cultural e social: ele tinha, por exem-
plo, o hábito de dividir os alimentos com os integran-
tes de seu grupo, criando assim laços de solidarieda-
de entre si.
Pesquisas recentes mostram que o Homo habi-
lis conviveu por centenas de milhares de anos com 
outro hominídeo, o Homo erectus, que apareceu na 
África por volta de 1,8 milhão de anos atrás. Para os 
cientistas, essas duas espécies podem ter tido um 
ancestral comum, ainda desconhecido.
O Homo erectus chegava a medir até 1,80 m. 
Seu cérebro tinha um volume médio de 950 cm³, 
mas podia chegar a 1 250 cm³. Seu rosto era largo e 
sua arcada dentária, saliente.
O Homo erectus revelou-se um ser de gran-
de capacidade mental: andava em grupos de vin-
te a trinta indivíduos, fabricava 
utensílios, construía cabanas, 
aprendeu a dominar o fogo* e a 
organizar caçadas, dividindo ta-
refas entre si.
3 4
* Veja o filme A 
guerra do fogo, 
de Jean Jacques 
Annaud.
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Um dos hominídeos mais antigos que se conhe-
ce é o Ardipiecus kadabba, que habitou a África há 
5,8 milhões de anos.
Posteriormente, surgiram outros hominídeos do 
gênero dos australopitecos. Eles teriam habitado a 
África entre 4,2 milhões e 1 milhão de anos atrás e se 
dividiam em várias espécies, como a dos Australopi-
Montagem computadorizada de um crânio de Homo 
floresiensis (à esquerda) ao lado de um crânio de Homo 
sapiens sapiens (à direita). O Homo floresiensis foi um 
hominídeo de pouco mais de um metro de altura e cérebro 
muito pequeno. Acredita-se que foi extinto há 12 mil anos 
e que coexistiu com os seres humanos modernos (Homo 
sapiens). Em 2003, restos desse crânio foram encontrados na 
caverna Liang Bua, localizada na Ilha das Flores, Indonésia.
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15África, berço da humanidade Capítulo 1
As descrições dos primeiros ancestrais da espécie humana que você lê em livros e revistas não bro-
tam da imaginação dos historiadores ou dos cientistas. Na verdade, centenas de pesquisadores vas-
culham continuamente diversas regiões da África, da Ásia, da América, da Europa e da Oceania em 
busca de vestígios de nossos antepassados mais remotos. É com base no que eles descobrem – ossos, 
restos de fogueiras, ferramentas, pontas de flechas, utensílios de cerâmica, etc. – que é reconstituída a 
árvore genealógica da espécie humana e são descritos os espécimes, os cenários em que viviam, seu 
modo de vida. 
Fóssil é toda “evidência de um organismo vegetal ou animal preservado em gelo ou rochas sedimen-
tares. A preservação de um organismo em sua totalidade (isto é, com a permanência de seus tecidos rígi-
dos e macios) é muito rara. Entre os casos mais notáveis dessetipo de achado, encontram-se os mamutes 
(elefantes arcaicos) siberianos, que têm sido recuperados de estratos de gelo em condições perfeitas de 
preservação.” [Enciclopédia ilustrada Folha. São Paulo: Folha da Manhã S.A., 1996. v. 1, p. 363. Sobre os 
mamutes e sua utilidade para os seres humanos da chamada “Pré-História”, veja o capítulo 2.].
Quando o esqueleto de um ser humano é encontrado, seus ossos trazem informações valiosas para os 
cientistas, como se pode ver a seguir. Eles podem dizer a que sexo pertencia seu portador, se se tratava 
de uma criança, de um adulto ou de um adolescente e, em certos casos, as circunstâncias de sua morte. 
Até mesmo fezes humanas fossilizadas, conhecidas como coprólitos, podem ser uma importante fonte de 
informações. Elas revelam, por exemplo, os hábitos alimentares de um grupo humano e a incidência de 
parasitas nos intestinos das pessoas desse grupo. Supondo, por exemplo, que esses parasitas sejam co-
muns em zonas tropicais e que os coprólitos tenham sido encontrados em uma região fria, isso mostraria 
que o grupo humano estudado teria migrado de um lugar para outro.
Olho vivo O que os fósseis revelam
O tamanho do crânio pode identificar a espécie.
Os dentes e o tamanho dos ossos revelam se o 
esqueleto era de um adulto ou de uma criança. 
Também podem mostrar problemas como ane-
mia e outras deficiências alimentares.
Riscos microscópicos e buracos no esmalte dos 
dentes podem indicar o tipo de alimentação.
Molares grandes e mandíbulas grossas sugerem 
a mastigação de alimentos mais duros.
Os ossos podem reter evidências de infecções 
por tumores, bactérias, parasitas e fungos, ou 
revelar traumas como fraturas, amputações e 
golpes na cabeça.
O formato da pélvis identifica o sexo.
Adaptado de: <www.becominghuman.org/>. 
Acesso em: 16 abr. 2012.
Fóssil do esqueleto de uma mulher do período Neolítico 
encontrado na França. 
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16 Unidade 1 A força do conhecimento e da criatividade
O Homo erectus foi o primeiro hominídeo a 
emigrar da África. Seguindo o curso do rio Nilo, al-
cançou a Ásia e depois a Europa. Desapareceu há 
cerca de 300 mil anos, quando espécies arcaicas de 
Homo sapiens já andavam sobre o planeta.
Tudo indica que essas espécies evoluíram até 
que, por volta de 195 mil anos atrás, apareceu o 
Homo sapiens sapiens (ou Homo sapiens moderno* ), 
espécie da qual fazemos parte. Por ter uma faringe 
mais longa e uma língua mais flexível, essa espécie 
desenvolveu a capacidade da fala, por meio da qual 
passou a expressar seus pensamentos e a desenvol-
ver conceitos abstratos (sobre a espécie humana, 
veja o boxe a seguir).
Durante algum tempo, o ser humano conviveu 
com indivíduos de outra espécie do gênero Homo – 
o Homo neanderthalensis, tam-
bém conhecido como Homem de 
Neanderthal –, mas ela desapa-
receu há cerca de 30 mil anos.
Representação artística de um grupo de ancestrais 
e precursores do Homo sapiens moderno. Da 
esquerda para a direita e da frente para trás: Homo 
erectus, Australopithecus africanus, Kenyathropus 
rudolfensis, Australopithecus afarensis, Homo habilis, 
Australopithecus boisei, Homo neanderthalensis e 
Australopithecus anamensis.
* Veja o filme 
A origem do 
homem, Discovery 
Channel, 2002.
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Somos todos iguais
Pele negra, branca ou parda; olhos arredon-
dados ou puxados. Cabelos lisos, crespos ou en-
caracolados. As variações físicas entre os seres 
humanos são imensas, porém a ciência já com-
provou: apesar das diferenças observadas entre 
os indivíduos, a espécie humana é única. Isso 
significa que, ao contrário do que muitos afirma-
ram no passado, as pessoas não podem ser sepa-
radas em raças.
A comprovação definitiva desse fato aconte-
ceu em 2003, quando cientistas do Projeto Genoma 
concluíram o sequenciamento genético de 94% do 
DNA humano. Ao analisarem os genes formadores 
de nossas características físicas, os cientistas ob-
servaram que as diferenças das sequências genéti-
cas entre dois indivíduos não chega a 1%. 
As variações encontradas – como a cor da 
pele ou dos olhos, por exemplo – são resultado 
do processo evolutivo do ser humano diante da 
necessidade de se adaptar às condições ambien-
tais em que passou a viver. 
Segundo os cientistas, o cabelo crespo dos 
negros, por exemplo, surgiu como uma forma de 
proteger o couro cabeludo das pessoas que vi-
viam em regiões de climas quentes. Esse tipo 
de cabelo forma uma camada de ar entre o couro 
cabeludo e o ambiente, protegendo a cabeça da 
grande incidência dos raios solares.
Ainda de acordo com os cientistas, um dos fa-
tores pelos quais os europeus teriam a pele mais 
clara do que a dos africanos, por exemplo, se deve 
ao clima. Durante o processo de seleção natural 
verificado ao longo de milhares de anos, prevalece-
ram na Europa – região onde os dias costumam ser 
mais curtos e frios – indivíduos de pele mais clara, 
pois estes têm capacidade de melhor absorver a luz 
solar necessária à produção de vitamina D, respon-
sável pela absorção de cálcio, essencial para o de-
senvolvimento de ossos e dentes.
Em estudo publicado em 2007, o antropólogo nor-
te-americano Henry Harpending, baseado na análise 
do DNA de indivíduos de diferentes populações, afir-
ma que “os europeus ficaram mais claros, mais louros 
e com olhos mais azuis há apenas cinco mil anos”.
Fontes: ESCOBAR, Herton. Evolução do Homo sapiens 
continua, cem vezes mais rápida. O Estado de S. Paulo, 
11 dez. 2007; <www.ornl.gov/sci/techresources/ 
Human_Genome/home.shtml>. Acesso em: 16 abr. 2012; 
Superinteressante, n. 50. nov. 2001. Disponível em: 
<http://super.abril.com.br/superarquivo/1991/ 
conteudo_112801.shtml>. Acesso em: 16 abr. 2012.
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17África, berço da humanidade Capítulo 1
1. O conceito de Pré-História representa, tradicio-
nalmente, o período entre o aparecimento da 
humanidade e a invenção da escrita. Essa perio-
dização foi construída no século XIX, quando os 
estudiosos acreditavam que os registros escritos 
eram fundamentais para o entendimento das so-
ciedades antigas. Por que o conceito de Pré-His-
tória deve ser visto com ressalvas?
2. A invenção da escrita não ocorreu da mesma for-
ma e na mesma época entre todos os povos. Cite 
algumas sociedades atuais que não utilizam a es-
crita na vida cotidiana.
3. Nossos conhecimentos sobre a origem da huma-
nidade dependem das pesquisas de diversos es-
pecialistas, como paleontólogos, geneticistas, an-
tropólogos, etc. Com base na leitura do capítulo, 
descreva o que a ciência descobriu até agora sobre 
a origem e o desenvolvimento dos hominídeos.
4. Além do Homo sapiens, outras espécies de 
Homo povoaram a Terra nos últimos milhões de 
anos: o Homo habilis, o Homo erectus e o Homo 
neanderthalensis. Descreva as características fun-
damentais dessas espécies indicando a época 
em que existiram.
5. As descobertas sobre a origem da humanida-
de são fruto da pesquisa científi ca de diferentes
áreas. Descreva, em linhas gerais, como se reali-
zam essas pesquisas.
Organizando AS IDEIAS
Agora, você vai ver duas representações da evolução da espécie humana. Depois de compará-las, respon-
da ao que se pede.
Documento 1
Representação livre da evolução humana. Habitualmente, essa evolução é representada como uma “caminhada” 
de figuras do sexo masculino. Aqui, o artista inovou, introduzindo figuras femininas como representantes da cadeia 
evolutiva da humanidade.
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Interpretando DOCUMENTOS
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18 Unidade 1 A força do conhecimento e da criatividade
1. Como a evolução da espécie humana é represen-
tada no documento 1 e no documento 2?
2. Comparando os dois documentos,por que po-
demos afi rmar que o primeiro não representa 
corretamente os nossos conhecimentos atuais 
sobre o desenvolvimento da espécie humana?
3. Podemos dizer que o documento 2 representa a verda-
de sobre a evolução humana? Justifi que sua resposta.
Documento 2
Árvore genealógica da espécie humana feita com base nos conhecimentos disponíveis em 2007. Na coluna 
da direita está registrado, em milhões de anos, o momento em que cada espécie apareceu.
Árvore genealógica da espécie humana feita com base nos conhecimentos disponíveis em 2007. Na coluna 
Homo fl orensiensis
Homo
neanderthalensis
Homo
cepranensis
Homo mauritanicus/antecessorHomo
 erectus
Homo
habilisHomo
ergaster
Paranthropus
robustus Paranthropus
boisel
7 MILHÕES DE ANOS ATRÁS (MAA)
2 MAA
3 MAA
4 MAA
5 MAA
6 MAA
1 MAA
PRESENTE
Paranthropus
aethopicus
Ardipithecus
ramidus
Australopithecus
bahrelghazali
Australopithecus
afarensis
Australopithecus
anamensis
Kenyathropus
platyops
Kenyathropus
rudolfensis
Ardipithecus
kadabba
Sahelanthropus
tchadensis
Orrorin
tugenensis
Homo sapiens
(ser humano moderno)
Australopithecus
africanus
Adaptado de: <www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=31&id=364>. Acesso em: 16 abr. 2012.
Mundo virtual
 n Lascaux – Um passeio virtual pelo interior da caverna de Lascaux, na França, famosa por suas pinturas 
rupestres. O site está em inglês, mas basta clicar na página inicial para começar o passeio. Disponível em: 
<www.lascaux.culture.fr/#/en/00.xml>. Acesso em: 10 out. 2012.
 n Evolução humana – Uma linha do tempo interativa sobre a evolução da espécie humana. Está em inglês, 
mas é de fácil navegação. Disponível em: <http://tinyurl.com/32ztp4l>. Acesso em: 10 out. 2012.
Nos primórdios da humanidade, diversas for-
mas de conhecimento contribuíram para a sobre-
vivência e o desenvolvimento dos hominídeos: a 
construção e o manuseio de instrumentos, a orga-
nização coletiva da caça, o domínio do fogo, etc. 
Reúna-se em grupo com outros colegas e, juntos, 
escrevam um texto sobre o papel da socialização 
do conhecimento para a sobrevivência da espécie 
humana. Ao fi nal da atividade, apresentem para a 
classe as ideias discutidas no grupo.
Hora DE REFLETIR
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19
Capítulo 2
A Revolução Agrícola
Arroz vermelho, babaçu, umbu, feijão-canapu, 
palmito-juçara, castanha-baru. Você já ouviu 
falar dessas plantas encontradas no Brasil? Pois 
elas fazem parte de uma relação de 750 espécies 
vegetais do mundo inteiro que, pelos mais 
variados motivos, correm o risco de desaparecer 
para sempre.
Uma lista atualizada de plantas sob risco de 
extinção encontra-se disponível no site da Slow 
Food, fundação internacional que desenvolve 
projetos de plantio de vegetais ameaçados com 
a fi nalidade de impedir seu desaparecimento. 
Quantas outras espécies vegetais, contudo, foram 
perdidas para sempre ao longo da história da 
humanidade é algo difícil de calcular.
Durante milhares de anos, nossos ancestrais 
viveram da caça, da pesca e da coleta de frutas 
e raízes. O domínio de técnicas de plantio 
só ocorreu há cerca de 10 mil anos. Mas a 
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Rubens Chaves/Acervo do fotógrafo
Objetivos do capítulo
  Apresentar as teorias sobre o povoamento da 
Terra pelo gênero Homo.
  Mostrar a importância do domínio da 
agricultura e da domesticação de animais para 
a sedentarização dos grupos humanos e a 
formação dos primeiros núcleos urbanos.
  Destacar o papel da especialização de funções 
na organização social e política dos grupos 
humanos.
Umbuzeiro em Paulo Afonso, na 
Bahia, em foto de 2008. Nativo 
da caatinga do Sertão nordestino, 
o umbuzeiro (árvore do umbu), 
hoje em processo de extinção, 
tem raízes capazes de armazenar 
grande quantidade de água. 
Essa característica lhe permite 
sobreviver nos períodos de seca 
prolongada.
agricultura signifi cou para o ser humano uma 
verdadeira revolução, modifi cando seus hábitos, 
fi xando-o à terra e permitindo que alguns grupos 
abandonassem pouco a pouco a vida nômade e 
se tornassem sedentários. Tal fato promoveu o 
surgimento das primeiras cidades e civilizações.
Neste capítulo estudaremos as grandes 
mudanças ocorridas na vida humana com o 
desenvolvimento da agricultura.
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