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Aula 31 – Revolução Chinesa 
 
 
 
 
 
159 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
"(...) Para os mais velhos, Mao é um constrangimento. É raro 
encontrar quem o defenda. Ao fim da viagem, quando eu já me 
conformava com o ritmo lento e as respostas esquivas dos 
chineses, testemunhei a única reação direta, quase intempestiva, 
de um professor de Economia da Universidade de Tsing-Hua, 
Denggao Long. Ao indagar se as mudanças na China mostravam 
uma verdadeira revolução de Deng, Long deu um pulo na cadeira e 
até arriscou o inglês: 'Revolução? Não! Reforma.' Eu sorri, e ele 
continuou: 'Revolução, nunca mais na China. A Revolução Cultural 
foi uma tragédia, um erro (...)'." 
Revista "Época", 06/2008 
 
Que aspecto da Revolução Cultural Chinesa, ocorrida entre as 
décadas de 1960/1970, justificaria a afirmação destacada no trecho 
anterior? Assinale a alternativa que responde, corretamente, à 
questão. 
 
a) A Revolução Cultural agiu em favor da burocratização do Estado 
Chinês e da planificação excessivamente centralizada da 
economia. 
b) No plano econômico, a Revolução Cultural atrasou o avanço 
tecnológico do país, entre outros aspectos, devido às inúmeras 
perseguições a intelectuais, cientistas e educadores. 
c) Por meio da mudança de mentalidade, o governo maoísta 
pretendia consolidar os ideais revolucionários burgueses, em 
detrimento da massa camponesa. 
d) A Revolução Cultural combateu, duramente, o isolamento 
tradicional da cultura chinesa, valorizando o cosmopolitismo e a 
inovação criadora trazida pelo Comunismo. 
e) Defendendo uma revolução proletária urbana, nos moldes da 
Revolução Russa, Mao Tse-tung precisou usar de extrema 
violência para conter a participação da massa camponesa, o que 
resultou em massacre. 
 
Questão 02 
A China desponta nos dias de hoje como uma das possíveis 
grandes potências do próximo século. Todavia, até meados do 
século XIX, ela era um país em grande parte isolado do restante do 
mundo e que, apesar de apresentar uma economia enfraquecida, 
resistia à voracidade dos interesses ocidentais. Naquela época os 
primeiros a quebrarem esse isolamento foram os ingleses 
Assinale a ÚNICA alternativa que corresponde aos meios 
empregados pelos ingleses para impor à China o comércio e outras 
influências ocidentais: 
 
a) a monopolização do comércio da região, pela Companhia das 
Índias Ocidentais; 
b) a Guerra do Ópio, com ataques às cidades portuárias chinesas; 
c) a assinatura de tratados de livre comercialização do chá chinês; 
d) a Guerra dos Boers, levando ao extermínio os nativos da região; 
e) a imposição à China de uma nova forma de governo com feições 
ocidentais. 
 
Questão 03 
Considere a expansão do bloco socialista no mundo, entre o fim da 
Segunda Guerra Mundial e a década de 1960, e analise as 
proposições abaixo: 
 
I. A União Soviética contentou-se com os territórios ocupados no 
Leste europeu e estabeleceu uma política de alinhamento e 
cooperação com os países ocidentais, através do Pacto de 
Varsóvia. 
II. A China realizou sua revolução socialista na década de 1940, 
definindo uma política de cooperação econômica e militar com o 
Japão e a Índia. 
III. A Revolução Cultural instalada na China, entre as décadas de 
1960 e 1970, pretendia estabelecer uma grande transformação 
ideológica, alterar profundamente as estruturas socioculturais e 
garantir o poder de Mao-Tsé-Tung. 
IV. A instalação do regime socialista na ilha de Cuba entrou em 
choque com a política capitalista norte-americana, resultando no 
episódio de invasão da Baía dos Porcos. 
V. Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão estabeleceu uma 
política de reconstrução nacional, proclamando a república e 
organizando um governo de base socialista. 
VI. A América Latina manteve-se distante das influências 
socialistas, como resultado da severa vigilância dos seus governos 
e da incapacidade de trabalhadores e intelectuais para organizar 
partidos e associações de caráter socialista. 
 
Pode-se afirmar que: 
a) todas as proposições são verdadeiras. 
b) apenas as proposições I, III e V são verdadeiras. 
c) apenas as proposições II, IV e V são verdadeiras. 
d) apenas as proposições III e IV são verdadeiras. 
e) apenas as proposições V e VI são verdadeiras. 
 
Questão 04 
Quanto à Revolução Chinesa, podemos afirmar que: 
I - a partir de 1905, com a pressão do Partido Nacionalista 
(Kuomitang), se iniciam as tentativas de deposição da dinastia 
Mandchu, ao mesmo tempo em que as rivalidades no interior do 
partido acabam por dividir a China provocando conflitos entre 
republicanos e partidários da manutenção do domínio dinástico. 
II - os focos de resistência ao domínio dinástico, de tendência 
comunista, iniciam-se em Xangai após a fundação, em 1921, do 
Partido Comunista Chinês e acabam por provocar tensões entre os 
nacionalistas, chefiados por Chiang Kai Shek, e os comunistas, 
chefiados por Mao Tsé Tung, fato que dará início à Grande Marcha 
de 1934 e conduzirá à proclamação da República Popular da China 
em 1949. 
III - a partir do término da 2a Guerra Mundial, em função dos 
acordos firmados entre EUA e URSS, as duas Chinas, a de 
Formosa e a continental, se unem sob a liderança de um colegiado 
que incluía comunistas e nacionalistas e que desempenhou papel 
importante na realização da Revolução Cultural de 1960. 
Assinale a opção que contém a(s) afirmativa(s) correta(s): 
 
a) Apenas I 
b) Apenas I e II 
c) Apenas II 
d) Apenas II e III 
e) Apenas III 
 
Questão 05 
Sobre as etapas do processo de construção do socialismo na 
China, é correto afirmar que: 
a) durante o governo republicano do Partido Nacionalista 
(Kuomintang), de Sun Yat-sen, que havia proclamado a república 
em 1911, a aliança com os chefes militares regionais ("Senhores 
da Guerra") permitiu a extinção das zonas de influência ocidentais 
e japonesas na China. 
 
 
 
 
 160 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
b) o Tratado de Versalhes, em 1919, definiu a soberania chinesa 
diante do Japão, o que permitiu a formação de um governo de 
coligação nacional com o apoio popular, do qual participavam os 
"senhores da guerra", o Kuomintang e os comunistas. 
c) a Longa Marcha, em 1934-35, foi uma reação popular contra a 
invasão da Manchúria pelos Russos, em 1931, que reuniu as 
forças militares do Kuomintang e do Partido Comunista Chinês 
para a libertação dessa região. 
d) ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, acirraram-se as 
rivalidades entre o Partido Comunista Chinês e a União Soviética 
Stalinista, que passou a ajudar militarmente o Kuomintang em sua 
luta contra os comunistas, lançando a China em um período de 
guerra civil. 
e) após a vitória dos comunistas, em 1949, foram implantadas 
diversas reformas, que não conseguiram atender às exigências 
sociais, o que provocou críticas crescentes que ameaçavam o 
governo do Partido Comunista, culminando no "Movimento das 
Cem Flores", em 1956. 
 
Questão 06 
A China atravessava grandes dificuldades econômicas em 1966, 
quando Mao Tsé-tung deu início à Revolução Cultural, que se 
declarava contrária a “quatro velharias”: velhas ideias, velha 
cultura, velhos costumes e velhos hábitos”. 
Apesar de propagar transformações nessas áreas, a revolução 
Cultural foi também um movimento político, pois: 
a) fortaleceu o poder de Mao Tsé-tung, em razão da repressão aos 
líderes acusados de direitistas e do expurgo dos que faziam 
oposição ao grupo maoísta. 
b) possibilitou a consolidação da Guarda Vermelha no poder, a 
qual reimplantou o burocratismo, o autoritarismo e o nepotismo 
típico do modelo soviético. 
c) ampliou a influência do modelo soviético sobre o comunismo 
chinês, com o investimento de muitos capitais e contando com a 
cooperação de técnicos soviéticos no planejamento da economia. 
d) traçouuma nova diretriz para o país, com a qual Mao Tsé-tung 
buscava o desenvolvimento de relações internacionais que 
atraíssem capitais e empresas estrangeiras. 
 
Questão 07 
No Ocidente, as relações de Mao Tsé-tung com o marxismo foram 
objeto de discussão. Alguns estudiosos questionaram se Mao era 
realmente um marxista, enquanto outros argumentaram que seu 
pensamento estava baseado no stalinismo e não acrescentava 
nada de novo no marxismo-leninismo. As ideias de Mao só foram 
reconhecidas internacionalmente pelo termo “maoísmo” depois da 
Revolução Cultural. 
Adaptado de LAWRENCE, Alan. China under communism. Londres/Nova Iorque: 
Routledge, 2000, p.6. 
 
 
O fato dos estudiosos ocidentais questionarem a filiação marxista 
dos ideais de Mao Tsé-tung estava relacionado: 
a) ao chamado conflito sino-soviético, que resultou na ruptura de 
relações entre China e URSS. 
b) à aliança de Mao e do Partido Comunista Chinês com Chang 
Kai-shek e o Kuomintang durante a II Guerra Mundial. 
c) à organização da Revolução Chinesa a partir de uma base 
camponesa e não operária. 
d) à Revolução Cultural e às críticas que surgiram à burocracia do 
Partido Comunista Chinês. 
 
Questão 08 
A Grande Marcha empreendida nos anos 30 por Mao Tsé-tung e 
seus seguidores foi: 
a) uma fuga dos contingentes comunistas que estavam sendo 
perseguidos pelas tropas do Kuomitang. 
b) uma fuga dos seguidores de Mao perseguidos pelas tropas 
japonesas que invadiram a Manchúria. 
c) uma tentativa das tropas comunistas de cortar as linhas de 
abastecimento das tropas nacionalistas. 
d) uma tentativa das tropas de Mao de cercar as tropas japonesas 
que haviam invadido a Manchúria e o norte da China. 
e) a marcha empreendida pelos comunistas sobre Nankim para 
derrotar as tropas do Kuomitang. 
 
Questão 09 
Para conseguir estimular a industrialização chinesa, Mao Tsé-tung 
lançou um programa de planejamento econômico que ficou 
conhecido como: 
 
a) Plano Quinquenal. 
b) Grande Marcha. 
c) Plano Salte. 
d) Revolução Cultural. 
e) Grande Salto Adiante. 
 
Questão 10 
Utilizando seus conhecimentos sobre a Revolução Chinesa, 
relacione as duas colunas abaixo: 
A alternativa que indica corretamente a relação das duas colunas 
é: 
a) I-d; II-a; III-b; IV-c. 
b) I-b; II-a; III-c; IV-d 
c) I-c; II-a; III-d; IV-b 
d) I-c; II-d; III-b; IV-a 
 
Questão 11 
“Em 1976, esgotava-se na China o fôlego da Revolução Cultural, 
iniciada em 1966. Nesse ano morria Mao Tsé-tung, seu principal 
idealizador. Em 1978, sob a liderança de Deng Xiaoping, o país 
começaria a flexibilizar o regime socialista. Buscava-se então uma 
difícil conciliação entre a abertura econômica em direção à 
economia de mercado e à preservação do regime político 
I - Grande Salto em Frente 
(a) Movimento de contestação do 
poder do Partido Comunista, que 
posteriormente foi liderado por Mao 
Tsé-tung, colocando-o contra seus 
inimigos. 
II – Kuomintang 
(b) Recuo das forças do Partido 
Comunista Chinês pelo território do 
país, durante a guerra civil contra os 
nacionalistas. 
III - Grande Marcha 
(c) Plano quinquenal que pretendia 
impulsionar a industrialização 
chinesa. 
IV - Revolução Cultural 
(d) Partido Nacionalista da China, 
liderado por Chiang Kai-shek, e que 
governou entre as décadas de 1920 
e 1940. 
Aula 31 – Revolução Chinesa 
 
 
 
 
 
161 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
autoritário sob a hegemonia do Partido Comunista Chinês.” 
(ARRUDA, J. J. de A. e PILETTI, N. Toda a História. São Paulo: Ática, 2003. p. 
465.) 
 
A respeito da História da China, assinale a alternativa correta. 
a) Mao Tsé-Tung chegou ao poder por meio da revolução armada 
de orientação socialista que ficou conhecida como revolução 
cultural. 
b) O denominado Grande Salto para a Frente, realizado pela 
Revolução Chinesa ocorreu quando Mao-Tsé Tung conduziu a 
China ao capitalismo. 
c) A abertura econômica iniciada a partir de 1978 com Deng 
Xiaoping promoveu um intenso desenvolvimento da China que a 
coloca, hoje, entre as maiores economias do planeta. 
d) A abertura econômica iniciada por Deng Xiaoping estendeu-se 
também à política e, hoje, a China vive uma democracia 
semelhante aos países do Ocidente europeu. 
e) Mesmo tendo uma população superior a 1,3 bilhão de 
habitantes, a China constituiu-se no maior exportador de alimentos 
do planeta. 
 
Questão 12 
Qual foi o principal objetivo de Mao Tsé-Tung (ou Mao Zendong) 
com a promoção da Revolução Cultura Chinesa em 1966? 
a) estabelecer uma abertura à liberdade de pensamento e de 
expressão na China. 
b) promover a integração das culturas tradicionais do Oriente e do 
Ocidente. 
c) reconquistar a hegemonia dentro do Partido Comunista e do 
Estado Chinês. 
d) estabelecer vínculos com os Estados Unidos e com a 
contracultura. 
e) desenvolver a cultura chinesa nas áreas da música erudita e das 
artes plásticas. 
 
Questão 13 
 
 
 
A imagem acima, publicada na capa da revista americana The 
Economist, em março de 2009, apresenta, de forma caricaturada, a 
visão de mundo da atual elite chinesa. 
De acordo com essa perspectiva, a China face ao restante do 
mundo poderia ser percebida como: 
a) Pátria do isolacionismo, em divergência com os problemas 
comerciais da União Europeia e com a integração política na 
África. 
b) Território da democracia, em desacordo com as ambiguidades 
políticas das nações desenvolvidas e com o autoritarismo do antigo 
terceiro-mundo. 
c) Nação urbanizada, em contraposição com a decadência parcial 
do setor imobiliário americano e com a ruralização dos países 
africanos e latino-americanos. 
d) Potência emergente, em contraste com o relativo declínio das 
demais potências econômicas e com a insignificância dos países 
subdesenvolvidos. 
 
Questão 14 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, 
referentes República Popular da China. 
( ) No final da década de 1950, o Partido Comunista Chinês 
contestou a hegemonia soviética sobre o bloco comunista, mas 
nunca rompeu diretamente com Moscou. 
( ) A Grande Revolução Cultural perseguiu diversos intelectuais e 
tinha, como objetivo, depurar o Partido Comunista Chinês das 
propostas revisionistas. 
( ) O líder Deng Xiaoping promoveu mudanças a partir de um 
plano de reformas que reestruturou a economia chinesa. 
( ) A China, após as reformas econômicas, entrou em uma fase 
de crescimento acelerado, tornando-se a segunda potência 
econômica mundial. 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima 
para baixo, é: 
a) V–V–F–F. 
b) F–V–V–V. 
c) F–F–V–V. 
d) V–V–F–V. 
e) V–F–V–F. 
 
Questão 15 
Em 12 de março de 1947, em mensagem enviada ao Congresso, o 
presidente norte-americano Harry Truman, declarou "que 
acreditava que a política dos Estados Unidos deve consistir no 
apoio aos povos livres que estão resistindo à subjugação por 
minorias armadas ou pressões externas". 
Esse é o ponto de partida da Doutrina Truman. Essa doutrina é 
reforçada em 1949, pois 
a) começam a Guerra do Vietnã e a revolução socialista na 
Mongólia. 
b) a Iugoslávia comanda a criação do Pacto de Varsóvia e eclode a 
revolução iraniana. 
c) ocorre a Revolução Chinesa e há o primeiro experimento nuclear 
bélico soviético. 
d) forma-se o Mercado Comum Europeu e Stalin é afastado do 
poder soviético. 
e) a União Soviética invade a Hungria e o Egito nacionaliza o canal 
de Suez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
Prof. Monteiro Jr. 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
REVOLUÇÃO CUBANA (1959) 
INTRODUÇÃO 
No dia 31 de julho de 2006, faltando poucos dias para completar 80 anos, “el 
comandante em jefe” Fidel Castro, há 48 anos no poder em Cuba, foi afastado do 
governo devido à necessidade de se submeter a uma cirurgia de emergência. A nota 
oficial do governo cubano falava de uma “hemorragia intestinal atribuída ao stress”, 
nada mais. Com o afastamento de Fidel seu irmão RaúlCastro, outrora Ministro da 
Defesa, a quem os cubanos chamam pejorativamente de “China” (devido aos traços 
orientais), assumiu o poder. 
A partir dessa situação, algumas delicadas questões passaram a ser levantadas: 
O que acontecerá depois da morte de Fidel? Como ficará Cuba sem seu líder 
revolucionário? Será o fim do regime castrista? Voltará Cuba a se reaproximar dos 
EUA? 
A fim de analisarmos todas essas questões, será necessário retrocedermos ao 
século XX, quando ocorreu a Revolução Cubana (1959), que levou Fidel Castro ao poder e colocou a maior ilha do Caribe no foco da 
atenção internacional. 
Cuba, colônia da Espanha desde 1492, ocupava um importante papel nos primeiros séculos da colonização espanhola na América. Sua 
capital, Havana, era um ponto de encontro dos navios que transportavam produtos das colônias americanas para a metrópole européia. A 
partir da segunda metade do século XVIII, o açúcar se tornou o principal produto local, o que exigiu o crescimento do tráfico negreiro para 
suprir a economia açucareira com a mão-de-obra do escravo africano. 
 
No século XIX os EUA já eram uma nação independente e começavam sua trajetória de crescimento e desenvolvimento rumo ao “topo do 
mundo”. A proximidade geográfica com o território cubano (menos de 200 Km separam Cuba de Key Islands, ao Sul da Flórida) levou a 
uma aproximação econômica dos norte-americanos com o empreendimento açucareiro cubano. Os EUA financiaram a modernização da 
produção açucareira cubana, obtendo da Espanha permissão para comprar diretamente dos cubanos o açúcar que os mesmos produziam 
(o que, em tese, violava o pacto colonial: “a colônia só pode comercializar diretamente com sua própria metrópole”). 
No final do século XIX, o governo norte-americano iniciou sua política de dominação das regiões do Caribe e América Central (Porto Rico, 
Panamá e Cuba) como parte de uma estratégia de controle da região de ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Os EUA sempre 
tiveram clara a importância da posição geográfica de Cuba dentro dessa política. Thomas Jefferson, um dos líderes do movimento de 
independência norte-americana, disse em 1817: “Se nós conquistarmos Cuba, seremos senhores da América”. 
 
Mapa da Cuba (repare na proximidade geográfica da ilha em relação ao estado da Flórida (EUA). 
 
Fidel Castro, convalescendo num hospital cubano em 2006. 
Aula 32 – Revolução Cubana 
 
 
 
 
 
163 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Em 1895 eclodiu a guerra de independência dos cubanos contra o 
domínio espanhol, sob a liderança do poeta José Martí. OsEUA 
intervieram no conflito, combatendo as tropas espanholas e garantindo 
a independência de Cuba (1899). O argumento do governo norte-
americano para justificar tal intervenção foi o de que era necessário 
proteger as propriedades e as vidas de cidadãos norte-americanos que 
viviam na ilha ou tinham negócios e investimentos em Cuba. A própria 
elite cubana tinha interesses em manter os laços econômicos com os 
EUA; muitos, inclusive, defendiam a incorporação de Cuba à 
federação dos estados norte-americanos. 
Em 1901, os EUA, sob a orientação da política do Big Stick, 
formulada durante o governo do presidente Theodore Roosevelt (1901-
09), conseguiram inserir na Constituição de Cuba uma emenda que 
ficou conhecida pelo nome do senador norte-americano que a 
elaborou. A Emenda Platt reconhecia o direito dos EUA promoverem 
intervenções militares na ilha “para proteger a vida, a liberdade e os bens de seus cidadãos”, além de permitir a instalação de uma base 
militar norte-americana numa área de 117 km² na região de Guantánamo (observe o mapa abaixo). 
 
A partir de sua independência, Cuba foi governada por governos colaboracionistas 
e fiéis aos interesses de Washington. Grande parte das terras cubanas foram 
arrendadas à United Fruit ou às empresas açucareiras. 
A REVOLUÇÃO DE 1959 
Em 1933, o Sargento Fulgêncio Batista lidera um golpe que o leva ao poder. 
Batista deixou o poder em 1944, retornando em 1952, mediante um novo golpe. 
Nesse período, cresce a oposição à ditadura de Fulgêncio Batista. E é nesse 
contexto que, da Universidade de Havana, começam a despontar importantes 
personagens da história do país, como Fidel Castro e Camilo Cienfuegos. 
Em 1953, Fidel Castro, um jovem advogado, liderou um levante armado contra o 
quartel de La Moncada, em Santiago de Cuba, com o objetivo de derrubar a 
ditadura de Fulgêncio Batista. O ataque foi um fracasso: dos 120 homens que 
participaram da operação sob a liderança de Fidel, a maioria foi presa, embora 
muitos tenham morrido na ocasião. 
Fidel foi condenado à prisão, sendo exilado, com outros companheiros, na Ilha de 
Pinos. No entanto, Fidel conseguiu escapar da prisão, exilando-se no México. Foi lá 
que Fidel conheceu um médico argentino, Ernesto “Che” Guevara, que se iria unir 
aos exilados revolucionários cubanos para a derrubada do regime de Batista na 
ilha. 
O grupo, formado por 82 pessoas, desembarcou em Cuba no final de 1956, 
iniciando uma guerra de guerrilha a partir do sudeste de Cuba (região da Sierra 
Maestra) contra as forças de Batista. Aos poucos a guerrilha recebeu a adesão dos 
camponeses da região, conquistando toda a ilha. Em janeiro de 1959, Fidel e seus 
homens entravam vitoriosos em Havana. Fulgêncio Batista e alguns de seus 
partidários fugiram para a República Dominicana, depois que os EUA se negaram a 
conceder-lhes asilo. 
A Revolução Cubana foi uma revolução socialista? Não, a princípio. Nos primeiros 
momentos, foi, seguramente, um movimento nacionalista. No dia 17 de abril de 
1959, numa conferência à imprensa, Fidel Castro afirmou: “Eu disse de maneira 
clara e definitiva que nós não somos comunistas (...). É absolutamente impossível 
 
SAIBA MAIS 
A política do Big Stick (“Grande Porrete”) 
Foi uma readaptação da Doutrina Monroe (“A América para os 
americanos.”), sob o governo de Theodore Roosevelt (1901-09). Os 
EUA reservaram-se o direito de promover intervenções militares na 
América Latina “para proteger a democracia e as liberdades” no 
continente. A frase do presidente Roosevelt que sintetiza a essência 
da política externa norte-americana em relação à América Latina é: 
“Devemos falar macio, mas carregar um grande porrete”. 
 
Cuba Livre 
Nome de um drink preparado pela mistura de Coca-Cola e rum. 
Segundo a tradição, foi criada para evocar a independência cubana 
conquistada com a ajuda dos EUA. Os ingredientes deixam tal idéia 
bem clara: a Coca-Cola norte-americana e o típico rum cubano. 
 
 
 
 
 
Entrada de Fidel Castro em Havana (janeiro de 1959). Che 
Guevara é o terceiro, da esquerda para a direita. 
http://www.google.com.br/imgres?q=fidel+castro+sierra+maestra&hl=pt-BR&biw=1024&bih=523&tbm=isch&tbnid=ptNJ5JQCuOvC3M:&imgrefurl=http://www.upi.com/News_Photos/Archives/Fidel-Castro-officially-steps-down-as-Cuban-leader/295/&docid=donNUJgG5AzG0M&imgurl=http://ph.cdn.photos.upi.com/collection/upi/48ab0e6793d863884a55311783919ab7/FIDEL-CASTRO-ARCHIVE_1.jpg&w=580&h=408&ei=I41FT-LXJNH0ggfftdGqBA&zoom=1
 
 
 
 
 164 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
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que nós possamos progredir se não nos entendermos com os Estados Unidos”. Ainda em abril de 1959, Fidel esteve em Nova Iorque, nos 
EUA. No dia 27 de abril, num discurso em pleno Central Park, disse: “A vitória só nos foi possível porque nós reunimos os cubanos de 
todas as classes e de todos os setores em torno de uma única e mesma aspiração”. 
Os primeiros meses após a chegada do novo governo ao poder foram de euforia e, ao mesmo tempo, de pânico. Fidel tomou várias 
medidas de grande simpatia popular (fim da polícia política de Batista, nulidade da Emenda Platt e a volta da Constituição de 1940, a mais 
democrática que Cuba havia tido). No entanto, a decisão do governo quanto à implementação de um programa de reforma agrária (que 
incluía a indenizaçãodos proprietários) entrava em choque não só com os interesses da elite latifundiária, mas também das grandes 
companhias norte-americanas instaladas na ilha. A nacionalização de empresas estrangeiras, especialmente refinarias norte-americanas, o 
êxodo de milhares de cubanos para Miami e a postura nacionalista e independente do novo governo provocaram a ruptura nas relações 
entre Havana e Washington. 
Os planos de Fidel, ao assumir o governo em janeiro de 1959, não eram no sentido de implantar o socialismo e se aliar à União Soviética. 
Entretanto, a postura dos 
EUA diante do governo castrista acabou “empurrando” Cuba para a esfera de influência da URSS. Eis um resumo do que aconteceu: 
• Em 1960, o governo norte-americano parou de importar o açúcar cubano e se recusou a fornecer crédito a Cuba. 
• Em 1961, a URSS já era o maior comprador do açúcar cubano e maior 
fornecedor de petróleo para a ilha. Refinarias norte-americanas se recusaram a 
refinar o petróleo soviético. O governo cubano resolveu a questão 
nacionalizando tais empresas. 
• Ainda em 1961, um grupo de exilados cubanos, armados pela CIA, tentou 
dessembarcar na praia Girón, na Baía dos Porcos, em Cuba, para iniciar um 
levante contra o novo governo, mas acabou derrotado e expulso em apenas 72 
horas após a invasão. A Casa Branca acreditava que a população cubana 
apoiaria o ataque e derrubaria o governo de Fidel, o que não se confirmou (pelo 
contrário, o episódio demonstrou a disposição dos cubanos em proteger o novo 
regime!). Fidel não perdeu a oportunidade de usar, na tensa ocasião, sua 
retórica: "Armaremos até os gatos", pilheriou ele, "se pudermos ensiná-Ios como 
segurar uma arma." 
• Foi nesse mesmo ano (1961) que Fidel proclamou oficialmente uma revolução 
socialista no país e o alinhamento de Cuba com a URSS. 
• Em 1962, a URSS iniciou a instalação de ogivas nucleares em Cuba, capazes de atingir Washington em apenas 15 minutos. Isso gerou a 
chamada Crise dos Mísseis, considerada o momento mais tenso de todo o 
period da Guerra Fria, quando o governo norte-americano, à época presidido 
por John Kennedy, exigiu a imediata retirada das ogivas. A crise foi solucionada 
com um acordo segundo o qual o governo de Moscou, à época sob a liderança 
de Khrushchev, retiraria seu arsenal nuclear de Cuba em troca da promessa 
norte-americana de que não invadiria ou ocuparia a ilha. 
• A expulsão de Cuba da OEA (Organização dos Estados Americanos) ocorreu 
em 1962, por pressão dos EUA sobre os demais países. 
• Com o alinhamento cubano ao governo de Moscou, Fidel proibiu o 
pluripartidarismo, instalando um sistema monopartidário. O único partido 
legítimo passa a ser o Partido Comunista Cubano. 
A partir de seu alinhamento com a URSS (1961), Cuba pode contar com a ajuda 
de um significativo parceiro. Os soviéticos, para manter o regime cubano, 
compravam o açúcar produzido pela ilha por um preço até três vezes mais caro 
que o valor de mercado, fornecendo aos cubanos, por preços reduzidos, 
petróleo e outros produtos. Foi isso que permitiu ao Estado cubano estender à 
população os serviços de educação, saúde e previdência que tanto marcaram a 
história da ilha até os anos 80. 
No entanto, com o colapso do socialismo e a desintegração da URSS (1991), 
Cuba mergulhou em crescentes dificuldades. Como o bloqueio econômico dos 
EUA persiste, a solução foi buscar no turismo e nas relações com a América 
Latina e com a União Européia os sonhados recursos. O potencial turístico da 
ilha, posto de lado desde a chegada de Fidel ao poder, foi ressuscitado. Com 
praias de areia branca e um mar de águas transparentes, Cuba vem atraindo 
cerca de 2 milhões de turista ao ano. Muitos dos que visitam a ilha o fazem 
atraídos também por história, música e cultura. Hotéis e resorts internacionais 
tiveram permissão do governo para se estabelecer em Cuba, proporcionando 
uma estrutura capaz de receber o fluxo crescente de visitantes. 
 
Cubanos se preparam para enfrentar a invasão dos dissidentes 
do regime na Baía dos Porcos (1961). 
 
Charge satirizando a Crise dos Mísseis (à esquerda, Khrushchev, 
líder da URSS; à direita, o presidente americano John Kennedy). 
 
Fidel Castro discursando perante uma multidão em Havana. 
	SEMANA 32 - H GERAL - Revolução Cubana - MONTEIRO JR

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