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Geografia I -67

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390 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
Em 1978, sob a liderança de Deng Xiaoping, o Partido Comunista 
Chinês reintroduziu a economia no mercado em quatro regiões da 
China, denominadas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), e me 
quatorze cidade litorâneas, que se transformaram em Zonas De 
Comércio Aberto (ZCAs). 
 
As ZEEs foram idealizadas por Deng Xiaoping e implantadas a 
partir do início dos anos 1980. Nelas é permitido o funcionamento 
de uma economia nos moldes capitalistas. Constituíram o modelo 
chinês para suplantar a estagnação econômica que, naquele 
momento, atingia o conjunto dos países socialistas e os afastava 
cada vez mais do nível de desenvolvimento do mundo capitalista. 
 
As ZCAs são regiões abertas ao comércio exterior e também à 
entrada de multinacionais, desde que respeitadas as restrições e 
que se associem ao governo ou a empresários chineses por meio 
de joint ventures. 
 
As cidades escolhidas para a criação dessas zonas de economia 
de mercado abriram-se para os investimentos estrangeiros e nelas 
se estabeleceram medidas semelhantes às adotadas nos Tigres 
Asiáticos: baixos impostos, isenção para a importação de 
máquinas e equipamentos industriais e facilidades para a remessa 
de lucros ao exterior. Além disso, as empresas que se instalaram 
nessas regiões contam com mão de obra industrial muito barata, o 
que torna o preço dos produtos de baixo porte tecnológico 
imbatíveis no mercado internacional. Num segundo momento, 
instalaram-se montadoras de automóveis como a Volkswagen e 
General Motors, e as de equipamentos eletroeletrônicos. 
 
Às multinacionais que se estabeleceram na China interessava, 
antes de tudo, entrar num país que abriga a quinta parte da 
população mundial e que pode se transformar em pouco tempo 
num dos maiores mercados consumidores do mundo. 
 
 
Porto de Xangai, o maior do planeta. 
 
CHINA, A MEGAPOTÊNCIA 
“No dia em que a China acordar...”, dizia-se antigamente, 
deixando no ar a ideia de uma ameaça gigantesca sobre o 
planeta. Hoje temos plena consciência de que aquele imenso 
país, de fato, acordou. E é importante questionar as 
consequências que seu impressionante despertar pode ter 
para o mundo todo. 
Um colosso demográfico (1,3 bilhão de habitantes), a China só 
começou sua grande reforma econômica após a morte de Mao 
Zedong, em 1976, e, principalmente, a partir de 1978, quando 
Deng Xiaoping assumiu o poder. Baseado na abundância de 
uma mão-de-obra mal remunerada, na importação maciça de 
fábricas montadoras, na exportação de produtos baratos e no 
afluxo de investimentos estrangeiros, seu modelo de 
desenvolvimento foi considerado, durante muito tempo, como 
“bastante primitivo”, característico de um país atrasado e 
mantido, com mão de ferro, por um partido único – até o 
controle de sua demografia seria conduzido de forma 
autoritária. 
 
Com crescimento que superou os 9% ao ano, esse 
“comunismo democrático de mercado” representou um 
aumento do nível de vida para milhões de famílias. 
 
No entanto – e apesar de continuar sendo comunista –, não só 
a China deixou de fazer medo como, na euforia da 
globalização incipiente, foi apresentada para centenas de 
empresas, que para lá transferiram suas fábricas (após terem 
demitido milhões de trabalhadores), como uma verdadeira 
sorte grande para investidores atentos. Em pouco tempo, 
graças à rede de “zonas econômicas especiais”, instaladas ao 
longo de sua orla marítima, a China tornou-se uma fenomenal 
potência exportadora. E passou a liderar os exportadores 
mundiais de têxteis-vestuário, calçado, produtos eletrônicos e 
brinquedos. Seus produtos invadiram o mundo. Em particular, 
o mercado dos Estados Unidos, provocando em seu favor um 
desequilíbrio gigantesco: em 2003, o déficit comercial norte-
americano para com Pequim chegou a 130 bilhões de dólares! 
 
Em pouquíssimo tempo, a China, que assustava enquanto 
potência de exportações, tornou-se um país importador cuja 
voracidade insaciável é seriamente inquietante 
 
CAPITALISMO CHINÊS 
O furor de exportar provocaria uma decolagem espetacular do 
crescimento que, nas últimas duas décadas, superou os 9% ao 
ano! Esse “comunismo democrático de mercado” também 
representou um aumento do poder aquisitivo e do nível de 
vida para milhões de famílias. E proporcionou a escalada de 
um verdadeiro capitalismo chinês. Paralelamente, o Estado se 
lançou numa modernização do país em ritmo acelerado, 
multiplicando a construção de infraestruturas: portos, 
aeroportos, rodovias, estradas de ferro, pontes, barragens, 
arranha-céus, estádios para os Jogos Olímpicos de Pequim, 
em 2008, instalações para a Exposição Universal de Xangai, 
em 2010 etc. 
 
Essa massa descomunal de obras e a nova febre de consumo 
dos chineses acrescentaram uma nova dimensão à economia: 
em pouquíssimo tempo, a China, que assustava enquanto 
potência de exportações invasora, tornou-se um país 
importador cuja voracidade insaciável é seriamente 
inquietante. No ano passado, foi o principal importador 
mundial de cimento (importou 55% da produção mundial), de 
carvão (40%), de aço (25%), de níquel (25%) e de alumínio 
(14%). E o segundo principal importador mundial de petróleo, 
depois dos Estados Unidos. Essas importações maciças 
provocaram uma explosão de preços nos mercados mundiais. 
Em especial, os do petróleo. 
Admitida na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 
2001, a China é atualmente uma das maiores economias do 
mundo – na realidade, a sexta. Puxa o crescimento em escala 
Aula 16 – Fragmentação da URSS 
 
 
 
 
 
391 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
planetária e qualquer sobressalto que ocorra com ela tem um 
impacto imediato sobre o conjunto da economia mundial. 
“Apesar da velocidade de nosso crescimento”, pondera o 
primeiro-ministro Wen Jiabao, “a China ainda é um país em 
vias de desenvolvimento e ainda nos faltam uns cinquenta 
anos de crescimento para nos tornarmos um país 
medianamente desenvolvido.” 
 
Segundo maior poluidor do planeta, a China se tornará o 
primeiro, soltando massas descomunais de gases de efeito-
estufa que agravarão as mudanças climáticas. 
 
CASO DIDÁTICO 
Mas se a China continuar no ritmo atual, ultrapassará os 
Estados Unidos por volta de 2041, tornando-se a principal 
potência econômica do mundo. O que terá consequências 
geopolíticas importantes. E também significa que, a partir de 
2030, seu consumo de energia será o equivalente à soma do 
consumo atual dos Estados Unidos e do Japão – e, por não 
dispor de petróleo suficiente para atender a uma necessidade 
tão gigantesca, será forçada, daqui até 2020, a duplicar sua 
capacidade nuclear e construir duas centrais atômicas por ano 
durante dezesseis anos... 
 
Ainda assim, e apesar de ter ratificado o protocolo de Kyoto 
em 2002, a China, que já é o segundo maior poluidor do 
planeta, se tornará o primeiro, soltando massas descomunais 
de gases de efeito-estufa que agravarão as mudanças 
climáticas que já vêm ocorrendo. 
 
Em relação a isso, a China representa um caso didático e 
antecipa uma questão que amanhã se colocará para a Índia, o 
Brasil, a Rússia ou a África do Sul: como liberar milhões de 
pessoas do desespero do subdesenvolvimento sem as 
mergulhar num modelo produtivista e de consumo 
“ocidentalizado”, nefasto para o planeta e para toda a 
humanidade? 
Ignacio Ramonet. Le Monde Diplomatique - Edição brasileira - ano 5 - número 55, 
Agosto de 2004. 
 
ÍNDIA 
Com mais de 1,2 bilhão de habitantes, a Índia é, ao lado da China, 
o país com maior potencial de consumo e crescimento econômico 
do planeta. Depois de se tornar independente da Grã-Bretanha, 
após a Segunda Guerra Mundial, os governos aderiram a um forte 
nacionalismo. Na última década, realizou amplas reformas 
públicas, que dinamizaram a indústria nacional e garantiram a 
entrada, em grande escala, de investimentos diretos estrangeiros.Ao contrário de países latino-americanos, a Índia não trilhou os 
caminhos propostos pela Consenso de Washington: realizou uma 
abertura de mercado progressiva e uma privatização controlada. 
Um dos grandes entraves ao desenvolvimento industrial indiano 
está relacionado à infraestrutura. Há carências na geração de 
energia e na rede de distribuição; as ferrovias cobrem todo o país – 
herança do colonialismo britânico –, mas estão obsoletas; o 
sistema portuário precisa ser modernizado; a produção da indústria 
de base é insuficiente para acompanhar o dinamismo industrial. No 
entanto, o governo indiano não abriu mão do controle desses 
setores, em razão de sua importância estratégica. Algumas 
grandes indústrias estatais dos setores automobilístico (Maruti e 
Tata), de refino de petróleo, petroquímico e de alumínio foram 
abertas à participação privada, mas o governo ainda é o acionista 
majoritário. A indústria bélica e a exploração de petróleo também 
permanecem exclusivas de monopólios estatais. 
 
Mas se há problemas sérios a enfrentar nesses setores e em 
outras atividades relacionadas às indústrias tradicionais, como a 
têxtil, a metalúrgica, a siderúrgica, a alimentícia e a de calçados, 
existe dinamismo em setores modernos e inovadores, como as 
multinacionais da indústria eletrônica, a indústria de softwares e o 
setor de serviços, grandes destaques da globalizada economia 
indiana. 
 
 
Trem de passageiros para a cidade de Goverdhan, a 145 quilômetros de Nova 
Délhi. 
 
 A capital do país é Nova Délhi, mas é Mumbai (antiga Bombaim) 
que se destaca como principal centro financeiro e industrial. Ali se 
localizam empresas da indústria cinematográfica que mais 
produzem películas no mundo. O estúdio Bollywood – a Hollywood 
indiana – chega a finalizar mais de 200 longas metragens por ano, 
de um total de quase 1000 produzidos em todo o país. 
 
No sul destaca-se a cidade de Bangalore, tecnopolos indiano que 
centraliza pesquisas de alta tecnologia associadas às indústrias 
aeroespacial e de satélites, de aviões, softwares, 
supercomputadores e de biotecnologia, dentre outras. Na cidade 
moram mais engenheiros especializados em novas tecnologias que 
no Vale do Silício (EUA). Recebem salários quatros a cinco vezes 
menores que os técnicos estrangeiros, fator que leva as 
multinacionais a deslocarem seus centros de pesquisa e tecnologia 
para o tecnopolo indiano. 
 
. 
Bangalore, sul da Índia. 
 
Esses fatores, aliados ao uso da língua inglesa por grande parte da 
população e ao crescimento de mercado interno, garantem a 
entrada dos investimentos externos, sobretudo no setor de serviços 
 
 
 
 
 392 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
tecnológicos. Outro grande destaque está relacionado ao setor de 
serviços. Empresas de outros países subcontratam empresas 
indianas para serviços de telemarketing e call center, que incluem 
atendimento ao cliente e informações telefônicas, graças à 
qualificação da mão de obra, aos baixos salários e à fluência em 
língua inglesa. 
 
 
 
 
Imagens de Call Centers na índia. 
 
BRICS – “NOVOS” EMERGENTES 
Desde a sua criação, o BRICS tem expandido suas atividades em 
duas principais vertentes: a coordenação em reuniões e 
organismos internacionais e a construção de uma agenda de 
cooperação multissetorial entre seus membros. 
Com relação à coordenação dos BRICS em foros e organismos 
internacionais, o mecanismo privilegia a esfera da governança 
econômico-financeira e também a governança política. Na primeira, 
a agenda do BRICS confere prioridade à coordenação no âmbito 
do G-20, incluindo a reforma do FMI. Na vertente política, o BRICS 
defende a reforma das Nações Unidas e de seu Conselho de 
Segurança, de forma a melhorar a sua representatividade, em prol 
da democratização da governança internacional. Em paralelo, os 
BRICS aprofundam seu diálogo sobre as principais questões da 
agenda internacional. 
Cinco anos após a primeira Cúpula, em 2009, as atividades intra-
BRICS já abrangem cerca de 30 áreas, como agricultura, ciência e 
tecnologia, cultura, espaço exterior, think tanks, governança e 
segurança da Internet, previdência social, propriedade intelectual, 
saúde, turismo, entre outras. 
Entre as vertentes mais promissoras do BRICS, destaca-se a área 
econômico-financeira, tendo sido assinados dois instrumentos de 
especial relevo na VI Cúpula do BRICS (Fortaleza, julho de 2014): 
os acordos constitutivos do Novo Banco de Desenvolvimento 
(NBD) – voltado para o financiamento de projetos de infraestrutura 
e desenvolvimento sustentável em economias emergentes e 
países em desenvolvimento –, e do Arranjo Contingente de 
Reservas (ACR) – destinado a prover apoio mútuo aos membros 
do BRICS em cenários de flutuações no balanço de pagamentos. 
O capital inicial subscrito do NBD foi de US$ 50 bilhões e seu 
capital autorizado, US$ 100 bilhões. Os recursos alocados para o 
ACR, por sua vez, totalizarão US$ 100 bilhões. 
A coordenação política entre os membros do BRICS se faz e 
continuará a ser feita sem elementos de confrontação com demais 
países. O BRICS está aberto à cooperação e ao engajamento 
construtivo com terceiros países, assim como com organizações 
internacionais e regionais, no tratamento de temas da atualidade 
internacional. 
A coordenação entre Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) iniciou-se 
de maneira informal em 2006, com reunião de trabalho à margem 
da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 2007, o 
Brasil assumiu a organização do encontro à margem da 
Assembleia Geral e, nessa ocasião, verificou-se que o interesse 
em aprofundar o diálogo merecia a organização de reunião 
específica de Chanceleres do então BRIC (ainda sem a África do 
Sul). 
A primeira reunião formal de Chanceleres do BRIC foi realizada em 
18 de maio de 2008, em Ecaterimburgo, na Rússia. Desde então, o 
acrônimo, criado alguns anos antes pelo mercado financeiro, não 
mais se limitou a identificar quatro economias emergentes, 
passando o BRICs a constituir uma nova entidade político-
diplomática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 16 – Fragmentação da URSS 
 
 
 
 
 
393 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
O começo do século XXI revelou uma nova forma de terrorismo: globalizado, sem fronteiras e sob os 
holofotes da mídia. O mundo ficou estarrecido diante dos atentados de 11 de setembro de 2001 a 
importantes símbolos do poder político e econômico norte-americano. Nos três primeiros dias de 
setembro de 2004, no sul da Rússia, a pequena cidade de Beslan foi assolada pelo terrorismo. Uma 
escola local foi ocupada, em dia de festa, por terroristas que fizeram mais de 1 000 reféns. A principal 
motivação do grupo armado que ocupou a escola de Beslan centrava-se na causa separatista que 
reivindicava 
a) a inclusão da Chechênia na Comunidade dos Estados Independentes, CEI. 
b) a ajuda militar russa às tropas chechenas na defesa de suas fronteiras. 
c) a ajuda humanitária do governo de Moscou às populações pobres das montanhas da Chechênia. 
d) a anexação dos territórios vizinhos, como o Azerbaijão e a Geórgia, à Chechênia. 
e) a saída das forças militares russas da Chechênia. 
 
Questão 02 
A região a seguir esteve envolvida em forte tensão no segundo semestre de 2008. Sobre as duas 
regiões destacadas, podemos afirmar que 
 
 
 
a) são regiões ricas em petróleo e cobiçadas pela União Europeia. 
b) a Geórgia quer expulsá-las da federação por compactuar com interesses russos na região. 
c) os Estados Unidos fomentam levantes nessas duas regiões para que se desliguem da Geórgia e se 
integrem à OTAN. 
d) lutam pela independência e contam com apoio norte-americano e europeu. 
e) são duas regiões separatistas e que contam com apoio russo em detrimento da Geórgia. 
 
Questão 03 
Considere a figura a seguir:A região ilustrada na figura apresentada trata-se 
a) dos Urais, onde ocorrem conflitos entre russos ocidentais pelo retorno do sistema socialista à 
Rússia. 
b) da Sibéria, onde se localizam as principais áreas produtoras de minério de ferro e carvão que 
alimentam o complexo siderúrgico russo. 
c) da Mesopotâmia, onde as tropas estadunidenses enfrentam a resistência dos rebeldes iraquianos, 
desde a deposição de Saddam Hussein. 
d) do Cáucaso, onde atualmente ocorrem conflitos relacionados à oposição de grupos nacionalistas 
islâmicos ao domínio russo da região. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 394 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) 
Questão 04 
Observe a charge. 
 
 
 
Marque para as alternativas a seguir (V) VERDADEIRA e (F) FALSA. 
( ) Passa pela Geórgia um estratégico oleoduto, financiado pelos EUA, que liga o Azerbaijão ao Mar 
Mediterrâneo. 
( ) As regiões da Abkhazia e Ossétia do Sul possuem pretensões separatistas, apoiadas por Moscou. 
( ) O governo russo tem estimulado os partidos ligados à maioria budista da população georgiana a 
tomar o poder político. 
( ) A disputa pela influência geopolítica no Cáucaso revive a bipolaridade do Pós-Segunda Guerra 
Mundial, apesar do fim da União Soviética. 
 
Questão 05 
O grande crescimento da Índia desde os anos de 1990 coloca este país como um dos quatro gigantes 
emergentes, ao lado da Rússia, China e Brasil. O prognóstico econômico é de que a Índia atinja em 
meados deste século a terceira posição na economia mundial. Este fato se deve 
a) ao extraordinário crescimento de sua indústria cinematográfica, que hoje já ultrapassa a produção 
de Hollywood, sua grande concorrente. 
b) ao crescimento de sua população que é hoje a segunda do mundo, com alto poder de consumo. 
c) à eliminação da sociedade de castas que marcou a milenar história do país e impedia as pessoas 
de castas inferiores de ascender econômica e socialmente. 
d) aos avanços alcançados pela sua indústria nos setores farmacêutico, de fibras ópticas, de satélites 
e informática. 
e) à resolução do conflito com o Paquistão pela Caxemira, o qual obrigava a Índia a desviar imensos 
recursos para a produção de armamentos, inclusive nucleares. 
 
Questão 06 
Sobre a região apontada pela seta, no mapa ao lado, é CORRETO afirmar que 
 
 
 
a) Índia e Paquistão são inimigos históricos desde a independência dos dois países do Reino Unido, 
em 1947. Ambos disputam a região da Caxemira. 
b) a rivalidade permanente entre o Afeganistão e o Paquistão já gerou milhares de guerras na disputa 
pela Caxemira, a última delas em 2008; ambos os Estados dividem uma fronteira tensa e militarizada. 
c) Indianos do Taleban e da Al-Qaeda são grupos terroristas que se organizam especificamente para 
lutar contra o que chamam de “ocupação paquistanesa” de parte da Caxemira. 
Anotações 
 
Aula 16 – Fragmentação da URSS 
 
 
 
 
 
395 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
d) atualmente, o grupo terrorista Lashkar opera abertamente no Afeganistão. O grupo, antes 
concentrado na Caxemira, já expandiu sua área de atuação para regiões tribais da Índia e está 
determinado a participar de uma jihad global. 
e) Índia e Afeganistão instauraram um processo de paz que melhora as relações bilaterais, mas a 
disputa pela Caxemira continua sem solução, fato que aumentou as preocupações com a estabilidade 
do país, que possui armas nucleares. 
 
Questão 07 
Sobre a economia de países do Sudeste Asiático, analise as afirmativas. 
I. A China abandonou o regime totalitário, com plena abertura política e econômica, ampliando os 
investimentos em indústria pesada com sistema de produção capitalista voltado para o mercado 
mundial. 
II. Os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) foram beneficiados pelo 
crescimento dos investimentos, sobretudo do Japão e dos Tigres Asiáticos que ampliaram o comércio 
intrarregional. 
III. Além das relações econômicas centralizadas no Japão, tem crescido o fluxo de comércio e 
investimentos entre Japão, China e demais países do Sudeste Asiático. 
IV. A partir da segunda metade do século passado, a economia norte-coreana deu ênfase à indústria 
pesada e à de bens de capital, mas, após a crise do socialismo real, o país passou por dificuldades 
econômicas. 
 
Estão CORRETAS as afirmativas 
a) II e III, apenas. 
b) II, III e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) I e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 
Questão 08 
A República Popular da China busca, desde os tempos de Mao Tsé-Tung, ocupar a posição de grande 
potência asiática. A política de Beijin desenvolveu-se tendo, como um dos seus focos geopolíticos, a 
rivalidade com a Índia. O fim da Guerra Fria amenizou a rivalidade sino-indiana, sem provocar, 
contudo, uma verdadeira aproximação entre as duas potências. 
 
As alternativas a seguir apresentam razões para a rivalidade sino-indiana, EXCETO uma. Assinale-a. 
a) A concorrência entre as duas potências emergentes pela maior influência geopolítica regional. 
b) O engajamento da Índia na sustentação dos separatistas tibetanos. 
c) O apoio chinês ao Paquistão na disputa pelo controle da Caxemira. 
d) A política da Índia de cooperação econômica e tecnológica com os EUA. 
e) O estabelecimento de laços de intercâmbio comercial entre a China e a Coreia do Sul. 
 
 
Anotações

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