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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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2
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
MESA DIRETORA
Presidente - Caio André (PSC)
1º Vice-Presidente - Yomara Lins (União Brasil)
2º Vice-Presidente – Everton Assis (PSL)
3º Vice-Presidente – Lissandro Breval (Avante)
Secretário Geral – João Carlos (Republicanos)
1º Secretário – Glória Carrate (PL)
2º Secretário – Jaildo Oliveira (PC do B)
3º Secretário – Ivo Neto (Patriota)
Ouvidor – Capitão Carpê (Republicanos)
Corregedor – Rosivaldo Cordovil (PSDB)
Ficha Técnica
Ebook - Atendente de Farmácia
Autor: Renata Lima
Revisão Pedagógica e EAD: Professora Msc. Victória Corrêa Fortes
Proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização da editora. 
A distribuição e download deste e-book são gratuitos dentro da plataforma Escola 
do Legislativo da Câmara Municipal de Manaus, no entanto, sua comercialização e/ou 
redistribuição é terminantemente proibida. 
©️ Copyright 2022 – Istud Ltda ME
Categoria: Formação Básica
 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
3
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ...................................................................................4
UNIDADE I ........................................................................................5
Conhecimentos Gerais sobre Farmácia. ..........................................5
Conceito de Farmácia .........................................................................5
Conhecendo os medicamentos e suas especificidades; ................6
Diferença entre Fármaco, medicamento e droga;..........................8
Formas Farmacêuticas .......................................................................9
Classe medicamentosa; .....................................................................10
UNIDADE II .......................................................................................14
Procedimentos e Organização de uma Farmácia ...........................14
Praticas Farmacêuticas em drogarias ..............................................14
Armazenamento correto dos medicamentos e insumos; .............14
Organização e logística de uma Farmácia; ......................................16
Biossegurança; ....................................................................................17
Descarte de Resíduos. ........................................................................18
UNIDADE III ......................................................................................22
Atendimento e postura profissional ................................................22
Qualidade no atendimento; ..............................................................22
Postura profissional; ..........................................................................23
Ética no ambiente de saúde; .............................................................23
Qualificações para um Atendente; ...................................................24
Importância do trabalho em equipe; ...............................................24
UNIDADE IV ......................................................................................27
Conceitos Básicos Farmacêuticos .....................................................27
Atendimento com orientações básicas ao paciente; .....................27
Perigo da automedicação; .................................................................28
Uso e venda racional de medicamentos; .........................................29
Entender as prescrições médicas; ....................................................30
Vias de Administração; .......................................................................37
Técnica básica de um cálculo farmacêutico; ...................................44
Dispensação de medicamentos. .......................................................49
CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................52
REFERÊNCIAS ...................................................................................53
4
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
INTRODUÇÃO
Atualmente ouve-se falar constantemente em um grande crescimento na 
indústria e comercio farmacêutico. Observam-se esforços destas organizações 
em oferecer serviços diferenciados e personalizados, garantindo a fidelidade e a 
atração de clientes no mercado de consumidor, ou mesmo atraindo clientes da 
concorrência. Nesse sentido, torna-se necessário que as organizações adotem 
sistemas que assegurem a qualidade da prestação de serviços, profissionais 
qualificados, sob pena de perderem competitividade e, consequentemente, fatia 
de mercado.
Percebe-se, no mercado de trabalho, certa carência de profissionais habilitados 
para atuar como Atendente em farmácias e drogarias. Para tentar reverter esse 
quadro, o curso tem como objetivo oferecer uma capacitação no intuito de formar 
profissionais aptos para esta função, já que hoje a área farmacêutica é uma das 
que mais cresce no Brasil. O curso tem como meta instruir sobre as atividades 
de um balconista de farmácia, podendo este trabalhar na farmácia comercial 
respeitando as suas legislações vigentes.
Com esse curso de Atendente de Farmácia iremos aprender técnicas de venda, 
trabalho em equipe, medicamentos, conhecer como funciona uma drogaria e 
suas legislações, aprender sobre as prescrições medicas e suas diferenças entre 
outros. 
Quem irá ministra o curso é nossa professora Renata Pereira Lima do Nascimento, 
farmacêutica e bioquímica, formada pela Faculdade Cathedral no ano de 2012. 
Já ministrou vários cursos na área da saúde pela instituição SENAC, incluindo 
balconista de farmácia.
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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UNIDADE I
Conhecimentos Gerais sobre Farmácia.
Conceito de Farmácia
A Farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar 
assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e 
coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou dispensação de medicamentos 
magistrais, ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos 
farmacêuticos e correlatos.
As farmácias serão classificadas segundo sua natureza como: 
I- Farmácia sem manipulação ou drogaria: estabelecimento 
de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos 
farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais; 
II- Farmácia com manipulação: estabelecimento de manipulação de 
fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, 
insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação 
e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra 
equivalente de assistência médica. 
Embora estes conceitos estejam definidos como na legislação acima, 
atualmente a farmácia e a drogaria são entendidas como postos de atendimento 
primário à saúde, recurso mais acessível à população. Não são meramente 
estabelecimentos comerciais de medicamentos, tendo hoje uma gama de 
produtos e serviços completamente voltados para o bem-estar da população.
Em farmácia com manipulação e drogarias ou farmácias sem manipulação 
realizam se as etapas de aquisição, armazenamento, manipulação (no caso das 
farmácias com manipulação), conservação, dispensação e avaliação do uso dos 
medicamentos, a obtenção e a difusão de informação sobre medicamentos e a 
educação permanente dos profissionais de saúde, do paciente e da comunidade, 
para assegurar o uso racional de medicamentos. Para que seu funcionamento 
esteja regularizado perante as autoridades que a fiscalizam, a farmácia sem 
manipulação ou drogaria ou farmácia com manipulação deve possuir, no mínimo, 
os seguintes documentos no estabelecimento: 
- Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) expedida pela Anvisa; 
- Autorização Especial de Funcionamento (AE) para farmácias, quando 
aplicável; 
- Licença ou Alvará Sanitário expedido pelo órgão Estadual ou Municipal de 
Vigilância Sanitária, segundo legislação vigente; 
- Certidão de Regularidade Técnica, emitido pelo Conselho Regional de 
6
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I AFarmácia da respectiva jurisdição; 
- Manual de Boas Práticas Farmacêuticas, conforme a legislação vigente e as 
especificidades de cada estabelecimento; 
- Plano de gerenciamento de resíduos sólidos de saúde (PGRSS), conforme 
Resolução RDC Anvisa nº 306/04. 
- A Licença Sanitária ou Alvará e a Certidão de Regularidade devem ser afixadas 
em local visível ao público. Além disso, deve ser afixado no estabelecimento um 
cartaz informativo, em local visível ao público, contendo as seguintes informações: 
* Razão social; 
* Número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); 
* Número da Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) expedida 
pela Anvisa; 
* Número da Autorização Especial de Funcionamento (AE) para farmácias, 
quando aplicável; 
* Nome do Farmacêutico Responsável Técnico, e de seu (s) substituto (s), 
seguido do número de inscrição no CRF; 
* Horário de trabalho de cada farmacêutico; 
* Números atualizados de telefone do Conselho Regional de Farmácia e dos 
órgãos Estadual e Municipal de Vigilância Sanitária. 
As farmácias com manipulação e as drogarias ou farmácias sem manipulação 
devem ser localizadas, projetadas, dimensionadas, construídas ou adaptadas 
com infraestrutura compatível com as atividades a serem desenvolvidas, 
possuindo, no mínimo, ambientes para atividades administrativas, recebimento 
e armazenamento dos produtos, dispensação de medicamentos, sanitários e 
depósito de material de limpeza. Além disso, deve ser definido um local específico 
para guarda dos pertences dos funcionários no ambiente destinado às atividades 
administrativas. A segurança no ambiente de trabalho também deve ser levada em 
consideração durante a elaboração do projeto de área física e layout da farmácia. 
Algumas diretrizes nesse sentido foram apontadas no capítulo específico desta 
Cartilha que trata de biossegurança.
Conhecendo os medicamentos e suas 
especificidades;
Os  medicamentos  são produtos farmacêuticos tecnicamente obtidos ou 
elaborados, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico 
segundo a definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). São 
diferentes de remédios pois são elaborados em laboratório e possuem toda uma 
regulação para serem comercializados e podem ser obtidos nos seguintes tipos: 
de referência, similar ou genérico.
Muitas pessoas acham que não há diferença entre medicamentos e remédios, 
que têm o mesmo significado, porém estão enganadas. Os medicamentos são 
substâncias estudadas, testadas e elaborados pela indústria farmacêutica com 
o objetivo de diagnosticar, prevenir, curar ou aliviar sintomas. O remédio é mais 
amplo, se refere a quaisquer tratamentos terapêuticos também contra doenças 
e alívio dos sintomas. O soro caseiro, um chá, massagem, são todos classificados 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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como remédios, porém não medicamentos, ao contrário, os medicamentos podem 
ser considerados remédios.
Hoje, segundo a Lei nº 9.787 de 1999, os medicamentos podem ser divididos 
em três principais tipos de medicamentos: o de referência, o similar e o genérico.
O medicamento de referência é o produto inovador, aprovado pelo órgão 
federal e comercializado, cuja eficácia, segurança e qualidade foram devidamente 
comprovadas cientificamente. Dentro desse tipo existem outras três classes: 
homeopáticos, que tratam o paciente com pequenas doses que produzem os 
mesmos sintomas da doença, estimulando o corpo a se recuperar; fitoterápicos, 
obtidos de raízes, cascas, folhas e sementes; e alopáticos, os mais comuns entre 
pacientes, a substância química age diretamente sobre os sintomas – eles podem 
ser industrializados ou manipulados.
O  medicamento  similar  é igual ao  medicamento  de referência  em suas 
características, podendo apenas mudar o tamanho, forma, prazo de validade, 
embalagem e rotulagem.
O medicamento genérico é uma versão mais em conta (em termos econômicos) 
do medicamento de referência, pois não há uma marca na embalagem, apenas 
o nome da substância ativa; ele geralmente é produzido após a expiração ou 
renúncia da proteção da patente e de outros direitos de exclusividade.
Mas você pode trocar um  medicamento  de referência por um similar ou 
genérico sempre?
Essa troca se chama intercambialidade de  medicamentos. Antes 
de 2014 não era possível trocar o  medicamento  de referência pelo 
similar, apenas pelo genérico. Mas com o novo regulamento, após um 
estudo comparativo do  medicamento  similar  com o  medicamento  de 
referência  a fim de comprovar a eficiência, o  medicamento  similar  entra 
a lista de medicamentos intercambiáveis aprovados pela Anvisa e pode substituir 
o de referência. 
Outro ponto importante para um atendente é entender o significado das tarjas 
de um medicamento, ele deve saber quais medicamentos podem ser vendidos 
sem receita e quais os procedimentos de venda de cada tipo de medicamento.
a) Não tarjados
Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) apresentam 
poucos efeitos colaterais ou contra-indicações, desde que usados corretamente 
e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. Os MIPs 
são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores (resfriados, azia, 
má digestão, dor de dente, etc.).
É importante ressaltar que esses produtos estão isentos de prescrição 
médica, porque a instância sanitária reguladora federal considerou que suas 
características de toxicidade apontam para inocuidade ou são significativamente 
pequenas. Porém, a utilização deve ser feita dentro de um conceito de 
automedicação responsável.
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
b) Tarja vermelha sem retenção da receita
A saber, representa os medicamentos vendidos mediante a apresentação da 
receita, que não fica retida na farmácia. Esses medicamentos têm contraindicações 
e podem provocar efeitos colaterais graves. Nesse sentido, na tarja vermelha 
está impressa a mensagem “venda sob prescrição médica”. 
c) Tarja vermelha com retenção da receita
Representa os medicamentos que necessitam de retenção da receita, 
conhecidos como medicamentos psicotrópicos. Por isso, na tarja vermelha está 
impresso “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de 
receita”. Assim, só podem ser vendidos com receituário especial de cor branca.
d) Tarja preta, com retenção da receita
Representa os medicamentos que exercem ação sedativa ou que ativam o 
sistema nervoso central e que, portanto, também fazem parte dos chamados 
psicotrópicos. Por isso, a tarja preta vem com a inscrição “venda sob prescrição 
médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Tais 
medicamentos apenas podem ser vendidos com receituário especial de cor azul. 
e) Tarja amarela
Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição 
“Medicamento Genérico”, na cor azul.
Diferença entre Fármaco, medicamento e droga;
Fármaco, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, 
é a principal substância da formulação do medicamento, responsável pelo efeito 
terapêutico.  Fármaco  também é um composto químico obtido por extração, 
purificação, síntese ou semi-síntese. São os  fármacos  que dão origem aos 
medicamentos, sendo o princípio ativo da forma terapêutica.  
Seguindo as definições oficiais que regulamentam a área de saúde no Brasil, 
conforme Portaria ministerial n 3.916/MS/GM do Ministério da Saúde, fármaco é 
a substância química que é o princípio ativo do medicamento. E por medicamento 
entende-se ser o produto farmacêutico com finalidade profilática, curativa, 
paliativa ou para fins de diagnóstico.
Desse modo, fica fácil de entender a estreita relação entre  fármaco  e 
medicamento, sendo o  fármaco  o princípio ativo para a formulação dos 
medicamentos que são o produto final para ingestão do paciente na busca da 
melhoria das condições de saúde. Ou seja, o medicamento é o fármaco beneficiado 
em doses ou concentrações terapêuticas, com finalidade de curar oudemais 
ações relacionadas à saúde do paciente.
Assim é possível dizer que medicamento é o fármaco beneficiado, de maneira 
industrial ou em manufatura, em dose ou concentração terapêutica. O mesmo 
vale para formulações semi-sólidas ou líquidas. Aquele creme que possui um 
princípio ativo com finalidade de prevenir, curar, tratar ou servir de diagnóstico 
para patologias também é considerado um medicamento.
O conceito de droga faz referência a qualquer substância ou conjunto de 
substâncias com a capacidade de causar alterações nas funções do organismo, 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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podendo ser benéficas ou não, e nem sempre totalmente conhecidas. Já 
medicamentos são produtos comerciais finais contendo substâncias com 
composição química definida, denominadas fármacos, e que são administrados 
com finalidade terapêutica. Assim, para serem considerados medicamentos, 
tais preparações precisam necessariamente serem submetidas às normas de 
produção vigentes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Por 
outro lado, os remédios abrangem drogas, medicamentos ou quaisquer ações 
ou métodos não convencionais (massagens, chás, emplastros, benzimentos) que 
exerçam ações benéficas sobre as funções biológicas e psicológicas do paciente.
Embora esses conceitos sejam claros atualmente, essa divisão didática nem 
sempre ocorreu, uma vez que os conceitos de droga, fármaco e medicamento 
surgiram após o isolamento e a purificação de substâncias químicas com atividade 
biológica, mas esse é um assunto para outro tópico.
Formas Farmacêuticas
As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração 
de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições 
especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento. Para uma criança, por 
exemplo, é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido.
Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai 
ser utilizada, isto é, a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa, que 
pode ser, por via oral, retal, intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras.
Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e 
apresenta vantagens e desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeção é 
sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. No entanto, seu efeito é mais rápido. 
Lembre-se que não é apenas a forma do medicamento que é importante, a 
sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico, no ato da 
prescrição. No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as 
principais formas farmacêuticas existentes.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO  FORMAS FARMACÊUTICAS
Via oral (boca) Comprimido, cápsula, pastilhas, drágeas, pós 
para reconstituição, gotas, xarope, solução oral, 
suspensão.
Via sublingual (debaixo 
da língua)
Comprimidos sublinguais
Via parenteral (injetável) Soluções e suspensões injetáveis
Via cutânea (pele) Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, 
adesivos.
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
Via nasal (nariz) Spray e gotas nasais
Via oftálmica (olhos) Colírios e pomadas oftálmicas
Via auricular (ouvidos) Gotas auriculares ou otológicas e pomadas 
auriculares
Via pulmonar 
(respiração/aspiração)
Aerossol (bombinha)
Via vaginal (vagina) Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos.
Via retal (ânus) Supositórios e enemas
Classe medicamentosa;
Um medicamento pode ser classificado pela função química do princípio 
ativo ou pelo modo como é usado para tratar uma condição particular. Cada 
droga pode ser classificada em uma ou mais classes terapêuticas.
Como a quantidade de medicamentos é muito grande, será destacado os 
medicamentos mais utilizados no âmbito de uma farmácia.
 - Medicamentos analgésicos e antipiréticos
São medicamentos que agem no combate à dor (analgésicos) e também 
na diminuição da temperatura corpórea (antipiréticos). São exemplos de 
medicamentos analgésicos e antipiréticos, o ácido acetilsalicílico, a dipirona e 
o paracetamol
 - Medicamentos antiácidos
São  medicamentos que neutralizam o ácido clorídrico, reduzindo 
a acidez do suco gástrico. Esses medicamentos removem a dor e a azia - as 
manifestações mais comuns de doenças do canal digestivo. Para fins médicos, 
antiácidos são usados há mais de um século. Exemplos: sonrisal, cimetidina.
 - Medicamentos Antissecretores gástricos
São medicamentos que causam a inibição de secreção gástrica de forma 
indireta. Temos como exemplo: omeprazol, pantoprazol, ranitidina.
 - Medicamentos antiarrítmicos
Os antiarrítmicos são medicamentos utilizados no tratamento sintomático 
e preventivo da deterioração da função cardíaca devido à taquicardia e ritmo 
irregular. Sua função é modificar o automatismo, os períodos refratários e a 
velocidade de condução das células cardíacas.
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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 - Medicamentos antibióticos
Os antibióticos são medicamentos de origem natural ou sintética que 
inibem o crescimento ou causam a morte de bactérias. Exemplos: azitromicina, 
amoxacilina, neomicina, cefalexina.
 - Medicamentos anticoagulantes
Os anticoagulantes são medicamentos que impedem a formação de coágulos 
no sangue, porque bloqueiam a ação de substâncias que promovem a coagulação.
 - Medicamentos antieméticos
Os medicamentos antieméticos são tipos de produtos químicos que ajudam 
a aliviar os sintomas de náusea ou vômito. Os medicamentos antieméticos 
também podem ser usados para tratar náuseas e vômitos causados por outros 
medicamentos, enjoo frequente de movimento, infecções ou gripe estomacal. 
Exemplos: plasil, dramin.
 - Medicamentos antifúngicos
Um antifúngico ou antimicótico é uma medicação fungicida ou fungistático 
farmacêutica utilizada para tratar e prevenir micoses como pé de atleta, 
dermatofitoses, candidíase, infecções sistémicas como meningite por Cryptococcus 
spp e outros. Exemplos: fluconazol, tolmicol, miconazol.
 - Medicamentos antivirais
São um grupo de medicamentos que combatem ou controlam doenças virais. 
Exemplos: aciclovir, zovirax, tamiflu, ganciclovir.
 - Medicamentos antiparasitários
São um grupo de medicamentos que combatem ou controlam doenças 
parasitárias ou verminoses. Exemplos: metronidazol, albendazol, mebendazol.
 - Medicamentos anti-hipertensivos
O medicamento anti-hipertensivo é definido como qualquer substância 
ou procedimento usado para  reduzir a pressão arterial. Assim sendo, os 
medicamentos anti-hipertensivos são um grupo de drogas exclusivas para a 
hipertensão. Exemplos: captopril, atensina, nifedipino, verapamil, enalapril.
 - Medicamentos laxantes
São medicamentos que auxiliam no alívio da constipação. Exemplos: óleo 
mineral, leite de magnésia..
 - Medicamentos antidiarreicos
São medicamentos que auxiliam no controle e alívio da diarreia, diminuindo 
a motilidade intestinal. Exemplos: imosec, floratil.
 - Medicamentos anti-histamínicos
As Gerações dos Anti-Histamínicos. Existem dois tipos principais de anti-
histamínicos que incluem: Primeira geração: são remédios, como Hidroxizina ou 
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
Clemastina, que diminuem os sintomas de alergia mas que provocam sonolência; 
Segunda geração: são medicamentos, como Cetirizina ou Desloratadina, que não 
provocam sono.
 - Medicamentos anti-inflamatórios 
Os anti-inflamatórios são remédios que diminuem a produção de substância 
inflamatórias no corpo, sendo normalmente indicados para o tratamento de 
vários tipos de dor, como dor de garganta, cólicas menstruais ou dor de cabeça, 
por exemplo, além de poderem ser usados para baixar a febre. Exemplos: 
ibuprofeno, nimesulida.
 - Medicamentos expectorantes
São medicações usadas no alívio da tosse, pois causam a liquefação do muco 
nos brônquios facilitando a expulsão do sistema respiratório. Exemplos: fluimucil, 
carbocisteína, bromelin.
 - Medicamentos broncodilatadores
Os broncodilatadores são  medicamentos que atuam nos brônquios, 
ajudando no relaxamento e, consequentemente,auxiliando o aumento do calibre 
das vias respiratórias. Com isso causam a dilatação dos  brônquios, causando 
melhor troca gasosa, melhorando assim a oxigenação dos tecidos. Exemplos: 
aerolin, aminofilina, teofilina, atrovent, berotec.
 - Medicamentos corticoides
Corticoides, como conhecemos, são uma classe de medicamentos de 
ação anti-inflamatória e imunossupressora - ou seja, usada para suprimir os 
mecanismos de defesa do corpo, um procedimento necessário para a realização 
de transplantes e enxertos, por exemplo. Este medicamento é confeccionado a 
partir de um hormônio produzido pelo nosso corpo chamado de cortisol, que 
é produzido nas glândulas suprarrenais. O corticoide, portanto, é um derivado 
sintético deste hormônio, com o mesmo núcleo, mas a estrutura dele é modificada 
para potencializar a sua ação e função no organismo.
Os corticoides, também conhecidos como corticosteroides, glicocorticoides 
e anti-inflamatórios esteroidais, são muito potentes e têm as mais diversas 
indicações para uso. Contudo, por serem uma espécie de hormônio sintético, 
eles não atuam apenas onde está o problema, e podem acabar alterado o 
funcionamento de todo o organismo. Seu uso requer cuidados e a indicação 
médica é fundamental, assim como seguir as orientações de posologia à risca e o 
protocolo de retirada do medicamento do organismo também
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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 - Medicamentos Hipoglicemiantes
São medicamentos usados no controle e regulação da glicemia. Exemplos: 
glifage, glibenclamida, metformina, insulina regular, insulina NPH.
 - Medicamentos diuréticos
Os diuréticos são medicamentos que aumentam o volume de urina produzida, 
por aumentarem a excreção de água pelos rins em resposta a um aumento da 
eliminação de sal ou diminuição da sua reabsorção nos túbulos renais. Exemplos: 
hidrocloratiazida, furosemida.
Com tantas classes de medicamentos fica claro a importância de um 
profissional acompanhando seu uso correto, este profissional da saúde é 
capacitado orientar os pacientes, principalmente com o intuito de  educar e 
instruir sobre todos os aspectos relacionados ao medicamento, o que 
colabora evitando erros de automedicação.
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UNIDADE II
Procedimentos e Organização de uma Farmácia
Praticas Farmacêuticas em drogarias
Boas práticas farmacêuticas é o conjunto de técnicas e medidas que visam 
assegurar a manutenção da qualidade e segurança dos produtos disponibilizados 
e dos serviços prestados em farmácias e drogarias, com o fim de contribuir para 
o uso racional desses produtos e a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
O  objetivo das Boas Práticas de Dispensação  em  farmácias e drogarias  é 
estabelecer os requisitos gerais de  Boas Práticas  a serem observadas na 
assistência farmacêutica aplicada a aquisição, armazenamento, conservação 
e dispensação de produtos industrializados em farmácias e drogarias.
RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 44, DE 17 DE AGOSTO DE 
2009 (Publicada em DOU nº 157, de 18 de agosto de 2009) 
Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do 
funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação 
de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências.
Armazenamento correto dos medicamentos e 
insumos;
O local de armazenamento deve ser bem ventilado, sem umidade e sem 
iluminação solar direta. A temperatura deve estar sempre entre 15ºC e 30ºC e 
a umidade entre 40 e 70%. Se há variações além dessas é necessário o controle 
por meio de ar-condicionado, ventiladores, exaustores, etc. A construção deve 
ser de alvenaria, com paredes de cor clara e laváveis e piso de fácil limpeza. O 
ambiente deve ser mantido em perfeitas condições de higiene, sem a presença 
de roedores, pássaros ou insetos.
O armazenamento incorreto de remédios pode acarretar a falta de ação 
medicamentosa ou a potencialização de efeitos colaterais, afetando diretamente 
a saúde dos pacientes e podendo até mesmo interferir na contaminação 
ambiental. Dessa forma, o farmacêutico não pode deixar de ficar atento a todas 
as condições de armazenamento de seus medicamentos e correr o risco de gerar 
qualquer dano à saúde ou ao meio ambiente.
A organização dos medicamentos é essencial para evitar confusões e trocas 
no momento da venda e também para a manutenção do controle do estoque. 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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Caixas pequenas podem ser mantidas em estantes, já as grandes requerem 
estrados. Entre essas estruturas é fundamental haver espaço livre suficiente 
para a circulação do ar, dos funcionários e de quaisquer equipamentos, como 
as empilhadeiras. O acesso ao local de armazenamento deve ser restrito e de 
preferência próximo ao setor administrativo, para que qualquer movimento 
suspeito possa ser identificado imediatamente.
O transporte dentro da farmácia deve ser feito de forma organizada e com a 
ajuda de equipamentos específicos de acordo com a quantidade de medicamentos 
em fluxo. Caixas plásticas ou de isopor são frequentemente utilizadas, assim como 
lacres. O transporte externo deve levar em conta as condições ambientais, não 
expondo os medicamentos a extremos de temperatura, umidade ou iluminação e 
dando-se preferência no momento de descarga aos medicamentos termolábeis.
A estocagem dos medicamentos deve ser feita de acordo com o lote e a data 
de validade dos medicamentos, reduzindo o risco de venda de remédios vencidos 
e facilitando a identificação de qualquer lote contaminado ou que deva retirado 
do mercado. Quando for necessário realizar o descarte de medicamentos, isso 
deve ser feito de acordo com as orientações do fabricante e da vigilância sanitária, 
sempre respeitando o meio ambiente. 
Na estocagem de medicamentos utilizamos uma regra básica chamada PVPS, 
primeiro que vence, primeiro que sai, ou seja, o medicamento ou insumo que 
está com a data de validade mais perto do vencimento deve ser vendido primeiro 
e estocado na frente do que tem validade maior. Com isso evitamos perda por 
vencimento na nossa Farmácia.
Outro fator importante é a embalagem. Deve-se ficar atento à integridade 
das embalagens e dos lacres de segurança, já que qualquer tipo de violação pode 
gerar a contaminação dos medicamentos e colocar a vida do paciente em risco.
Alguns equipamentos simples como termômetros e higrômetros são 
essenciais para o monitoramento das condições do local. Para controle da 
temperatura podem ser necessários sistemas de condicionamento do ar ou 
ventiladores. Para melhorar a ventilação, exaustores. Como alguns medicamentos 
devem ser armazenados sob refrigeração, um refrigerador também se torna 
necessário e nunca deve-se permitir que os medicamentos sejam armazenados 
juntamente aos alimentos ou bebidas. Dependendo do volume de vendas da 
farmácia, equipamentos de transporte como empilhadeiras e carrinhos pode 
ajudar.
Para que o  armazenamento seja eficiente, os medicamentos devem ser 
distribuídos de maneira facilitadora a seu acesso, identificação, manuseio e 
controle. Além disso tudo, a distribuição deles deverá ser clara para que operações 
como inventário e balanços possam ocorrem com maior facilidades. As possíveis 
formas de armazenamento são:
- Ordem alfabética
Baseia-se no nome genérico do produto, é muito útil, pois permite ao operador 
estabelecer uma sequência na tomada de pedidos e também no trabalho de 
contagem.
- Forma farmacêutica
Baseia-se na organização conforme a forma farmacológica do produto. Além 
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
de contribuir com a racionalização do espaço, evita erros na contabilização e no 
despacho do produto.
- Grupo terapêutico
Esse modelo  organiza os medicamentos por seus grupos terapêuticos. É 
muito utilizada e auxilia no controle de inventários, pois cobre um amplo número 
de produtos de uma mesma classe.
- Alfanumérico
Utiliza um sistema de sinalizações nas áreas, prateleiras e estrados. É 
indicado paragrandes quantidades, galpões por exemplo. Usar esse modelo 
de armazenamento exige muita atenção nos registros para que cada item seja 
colocado no seu devido local.
Organização e logística de uma Farmácia;
O Brasil é o sexto maior mercado farmacêutico do mundo. E para confirmar 
isso temos a cada esquina uma farmácia. Para o atual cenário de crescimento 
e aumento de vendas, a opção para gerenciar tudo isso é: logística, que atenda 
a todas as demandas, a fim de criar uma visão estratégica e também garantir 
melhores resultados.
A logística farmacêutica se baseia em compra, estoque, transporte, distribuição 
e armazenamento. Tornando-se um mercado cada vez mais exigente, é preciso ter 
eficácia em todos os processos, sendo assim é preciso aliar tecnologia a logística.
Qualquer negócio precisa de uma boa gestão de estoque para 
alcançar seus objetivos. E tratando do setor farmacêutico essa realidade 
não é diferente. Quando falamos em estoque, estamos abordando 
uma gestão e organização interna precisa para obter resultados. 
Abaixo estão algumas medidas para melhorar a gestão do estoque:
- Crie padrões e regras para a organização do estoque
- Desenhe o fluxo de entrada e saída de medicamentos
- Controle com rigidez
- Defina datas e períodos para compras
- Defina o volume mínimo e máximo para cada produto
Seguindo essas dicas, dá para ter uma noção da rotatividade do seu estoque, 
como organizá-lo melhor, além de proporcionar uma visão melhor dos produtos 
que você tem e os que estão terminando.
Caso não se realize o controle de estoque da farmácia duas situações 
extremas podem ocorrer: ter falta de produtos ou ficar com uma grande 
quantidade parada no estoque.
A desorganização pode fazer com que haja falta de medicamentos. 
Consequentemente, levar à insatisfação de clientes. Algo que, em meio a 
concorrência, certamente você não deseja que ocorra.
Agora, pense que você fez um pedido grande demais de um determinado 
item. Além de ficar encalhado no estoque, apenas ocupando espaço, ele corre 
o risco de atingir sua data de vencimento. 
Pois, como sabemos, a maioria dos produtos do ramo farmacêutico 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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é perecível ou possui um curto prazo de validade. Logo,  a má  gestão do 
estoque  pode facilmente resultar em prejuízos financeiros  – devido à 
inutilidade desses produtos após seu vencimento.
Assim sendo, podemos mencionar como principais benefícios de realizar 
o controle de estoque de farmácia:
- Evitar que haja falta de produtos;
- Otimizar a organização e armazenagem dos medicamentos;
- Evitar produtos em excesso e parados no estoque;
- Reduzir a perda de mercadorias devido à validade.
- Fazer com que o dinheiro gire, permitindo novas compras.
Biossegurança;
De acordo com a Anvisa, a biossegurança é um conjunto de ações e medidas 
que visam a prevenção, redução, controle e a eliminação de riscos em relação 
às atividades profissionais que podem comprometer a saúde humana, do meio 
ambiente e também dos animais.
Ou seja, a biossegurança é uma medida imprescindível nos locais de trabalho 
que envolvem contato com substâncias, medicamentos e microrganismos de 
risco, como é o caso das farmácias. 
Sobretudo, é importante ressaltar que a biossegurança em farmácias vai para 
além da saúde física dos colaboradores, mas atravessa os impactos ambientais e 
suas implicações na saúde pública.
No ambiente de trabalho podem ser encontrados vários tipos de riscos 
que devem ser cuidadosamente avaliados a fim de que se adotem medidas 
preventivas adequadas: 
- Riscos de acidentes (qualquer fator que possa afetar integridade, bem-estar 
físico ou moral. Ex.: explosão); 
- Riscos ergonômicos (fatores que causam desconforto ou afetam a saúde. 
Ex.: atividades repetitivas e/ou monótonas); 
- Riscos físicos (ruído, vibração, pressão/temperatura anormal, radiação não 
ionizante, etc.); 
- Riscos químicos (poeiras, fumos, névoas, gases, vapores que possam 
penetrar no organismo pela pele ou por ingestão); 
- Riscos biológicos (bactérias, fungos, parasitos, vírus, entre outros agentes 
causadores de doenças).
Em relação aos profissionais e colaboradores que trabalham diariamente no 
setor de farmácias, a biossegurança está ligada às condições em que o profissional 
está inserido.
Ou seja, as instalações, os laboratórios, os tipos de medicamentos ao qual 
cada profissional está exposto e de que forma se dá a postura e o manuseio 
dessas substâncias e equipamentos.
A biossegurança deve estar presente em todos os processos instituídos 
nas farmácias, desde a adequação de instalações, aos cuidados no manejo de 
medicamentos, a organização deles, armazenamento e exposição das substâncias 
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e até mesmo no treinamento dos colaboradores.
Os medicamentos e todas as substâncias químicas presentes nesses 
ambientes devem ser manejados por profissionais qualificados, de acordo com 
todas as normas de biossegurança em farmácias.
Tudo isso se faz importante tendo em vista que esses ambientes, além de 
armazenar substâncias que podem causar riscos, recebem diariamente pessoas 
infectadas por diversos contaminantes microbianos.
As normas para biossegurança em farmácias envolvem desde a higienização 
correta, até o armazenamento adequado dos medicamentos. 
Apesar de ser um desafio para alguns profissionais, esses são os princípios 
básicos para que qualquer atividade ocorra com segurança no setor de farmácias. 
Descarte de Resíduos.
Os resíduos de drogarias ou farmácias podem ser interpretados como um 
produto residual, não utilizável, resultante de procedimentos ou atividades 
exercidas por prestadores de serviços de saúde. A Agência nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa) dispõe de um plano de Gerenciamento de resíduos de serviços 
de saúde que apresenta como os resíduos farmacêuticos e hospitalares devem 
ser tratados e classificados.
As suas classificações podem ser feitas em cinco grupos diferentes:
- Grupo A – São considerados os infectantes ou Biológicos. Contam com a 
possível presença de agentes biológicos, que podem apresentar riscos de infecção.
- Grupo B – Podem ser considerados os resíduos que contém substâncias 
químicas e que podem apresentar riscos à saúde ou ao meio ambiente. Contém 
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
Se adequam a categoria produtos hormonais, antimicrobianos, citostáticos, 
antineoplasticos, imunossupressores, digitálicos, imunomoduladores, anti-
retrovirais, quando descartados por serviços de saúde, farmácias, drogarias 
e distribuidores de medicamentos ou apreendidos e os resíduos e insumos 
farmacêuticos dos medicamentos controlados pela portaria MS 344/98 e suas 
atualizações.
Também fazem parte do grupo resíduos saneantes, desinfetantes, 
desinfestantes, reagentes para laboratório, dentre outros.
- Grupo C – São quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que 
contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção 
especificados nas normas do CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou 
não prevista. São considerados resíduos radioativos.
- Grupo D – Resíduos comuns que não apresentam riscos biológicos, químicos 
ou radiológicos. Podem ser equiparados aos resíduos domiciliares, como papel de 
uso sanitário, fralda, resto alimentar, resíduos de áreas administrativas, equipo 
de soro e similares.
- Grupo E – Materiais perfurantes ou escarificantes como lâminas, agulhas, 
escalpes, ampolas de vidro, tubos capilares, utensílios de vidro quebrados e 
similares.
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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É importante salientar que o responsável técnico da farmácia ou drogaria 
deve dar o destino correto aos resíduos gerados no seu estabelecimento. Os 
farmacêuticos devem buscar maiores informações quanto ao manejo e descarte 
dos resíduos, visando prevenir danos tanto à saúde pública quanto ao meio 
ambiente.
Como fazer o gerenciamento dos resíduos de saúde?
O gerenciamento dos resíduosde saúde constitui-se em um conjunto 
de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases 
científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção 
de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, 
de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da 
saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Todo estabelecimento 
de saúde deve conter o PGRSS, Programa de Gerenciamento de Resíduos de 
Serviços de Saúde.
O Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de 
saúde publicado pela Anvisa, determina as regras de gerenciamento de resíduos 
de farmácias e drogarias. São orientações sobre a segregação, acondicionamento, 
identificação, armazenamento, coleta e transporte.
Cada PGRSS é único, pois grande parte das informações vem da análise e 
diagnóstico da situação existente naquele local. Em linhas gerais, é composto de 
várias etapas, descritas a seguir: 
• Segregação: esta é a primeira e mais importante operação, pois requer 
a participação ativa e consciente de todos os funcionários da farmácia para 
que o manuseio seja seguro e não coloque em risco a comunidade, tampouco 
os funcionários envolvidos. De acordo com a RDC Anvisa n° 306/04 e a 
Resolução Conama n° 358/05, 48 COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA os RSS 
são classificados em cinco grupos, que devem ser segregados, identificados e 
acondicionados conforme descrito no quadro a seguir: 
- Grupo A: resíduos biológicos Branco leitoso NBR 9191 
- Grupo B: resíduos químicos Laranja com identificação da norma 10004 
- Grupo C: rejeitos radioativos Após decaimento segundo a norma CNEM 
6905, acondicionar conforme seu tipo de periculosidade (Grupo A, B ou D) 
- Grupo D: resíduos comuns Caso o resíduo seja classificado como Grupo 
D reciclável, acondicioná-lo em: I - azul - PAPÉIS II- amarelo - METAIS III - verde - 
VIDROS IV - vermelho - PLÁSTICOS V - marrom - RESÍDUOS ORGÂNICOS Os demais 
resíduos classificados como Grupo D: Podem ser acondicionados em saco preto.
- Grupo E: resíduos perfurocortantes. Coletor para perfurocortante segundo 
a NBR 13853 Fonte: Cartilha da Comissão de Resíduos e Gestão Ambiental – CRF-
SP (2015) 
• Acondicionamento: os sacos de acondicionamento devem ser constituídos 
de material resistente à ruptura e vazamento, impermeável, respeitados os limites 
de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. 
Os sacos devem estar contidos em recipientes de material lavável, resistente à 
punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem 
contato manual, com cantos arredondados, e ser resistentes ao tombamento. 
Os resíduos líquidos devem ser acondicionados em recipientes constituídos de 
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material compatível com o líquido armazenado, resistentes, rígidos e estanques, 
com tampa rosqueada e vedante. Os resíduos perfurocortantes ou escarificantes 
(grupo E) devem ser acondicionados separadamente no local de sua geração, 
imediatamente após o uso, em recipiente rígido, estanque, resistente à punctura, 
ruptura e vazamento, impermeável, com tampa, contendo a simbologia 
apropriada, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
• Transporte interno dos RSS: especificar o tipo de carro de coletas, EPIs e 
demais ferramentas e utensílios necessários. Se possível, esse transporte deve 
ser feito em horários de menor fluxo de pessoas ou de atividades. 
• Armazenamento temporário dos RSS: guarda temporária dos recipientes 
contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, 
visando otimizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado 
à disponibilização para coleta externa. 
• Armazenamento externo: consiste no acondicionamento dos resíduos 
em abrigo exclusivo e com acesso facilitado para os veículos coletores.
• Coleta e transporte externo dos RSS: remoção dos RSS do abrigo de 
resíduos (armazenamento externo) até a unidade de tratamento ou disposição 
final, pela utilização de técnicas que garantam a preservação das condições de 
acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio 
ambiente. 
• Tratamento de RSS: aplicação de método, técnica ou processo que 
modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou 
eliminando o risco de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de danos 
ao meio ambiente. Há várias formas de se proceder ao tratamento: desinfecção 
química ou térmica (autoclavagem, micro-ondas, incineração). O tratamento pode 
ser feito no estabelecimento gerador ou em outro local, sendo essa atividade 
objeto de licenciamento ambiental e passível de fiscalização e de controle pelos 
órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente. 
• Disposição Final dos RSS: consiste na disposição definitiva de resíduos 
no solo ou em locais previamente preparados para recebê-los, devidamente 
licenciados pelo órgão ambiental competente. As formas de disposição final dos 
RSS, atualmente, incluem o aterro sanitário (lixo comum), o aterro de resíduos 
perigosos e a incineração.
• Reciclagem de RSS: pode ser definido como reciclagem “o processo 
de transformação dos resíduos que utiliza técnicas de beneficiamento para 
reprocessamento ou obtenção de matéria-prima para fabricação de novos 
produtos” (RDC Anvisa n° 306/04). Os benefícios da reciclagem são: diminuição da 
quantidade de resíduos a ser disposta no solo; economia de energia; preservação 
de recursos naturais e outros. Os resíduos que são utilizados frequentemente 
na reciclagem são: matéria orgânica; papel; plástico; metal; vidro e entulhos. 
Conforme previsto na RDC Anvisa n° 306/04, devem ser realizados programas 
de educação continuada, com o intuito de orientar, motivar, conscientizar e 
informar permanentemente todos os envolvidos sobre os riscos e procedimentos 
adequados de manejo, de acordo com preceitos de gerenciamento de resíduos. 
É preciso manter cópia do PGRSS disponível para consulta, conforme solicitação 
da autoridade sanitária ou ambiental competente, dos funcionários e do público 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
21
em geral.
É válido salientar que, para realizar o processo de forma regular e segura, é 
importante a presença de uma empresa especializada e licenciada pelos órgãos 
ambientais e de saúde para cumprir com segurança todo o processo.
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UNIDADE III
Atendimento e postura profissional
Qualidade no atendimento;
Cada vez mais é necessário imergir na estratégia de melhor relacionamento 
com clientes, cativando, surpreendendo e oferecendo melhores processos para 
atender suas necessidades e expectativas. Os clientes nos tempos atuais estão 
cada vez mais exigentes e confusos diante das diversas alternativas que lhe são 
oferecidas no que tange aos produtos, serviços, qualidade, tecnologia, inovação 
e preços. A busca por cada cliente é questão de competitividade e estratégia
Nos dias atuais não basta apenas agradar o cliente, ser educado ou tratá-lo 
bem, é preciso prever suas necessidades, ou seja, surpreender suas expectativas. 
É necessário estabelecer um canal de comunicação direto entre o cliente e a 
empresa, através da comunicação, ouvindo com muita atenção, suas críticas e 
sugestões transformando elas em especificações de melhores produtos e serviços. 
Sendo assim, a necessidade do cliente refere-se aos interesses da empresa, pois 
o cliente satisfeito proporciona aumento do volume de negócios em função de 
uma fidelidade temporária. 
A melhoria dos serviços prestados pela empresa dever ter um 
comprometimento de todos dentro da empresa. Portanto, passa a ser um objetivo 
específico para se alcançar uma posição de destaque para os clientes, pois não 
basta à empresa buscar melhorias se os profissionais que nela atuam não estão 
comprometidos. 
Foi-se o tempo da prepotência empresarial, porque o poder agora está nas 
mãos do cliente atravésdo seu direito de escolha. Se uma empresa não procurar 
conhecer seu cliente para atender suas necessidades e expectativas, certamente 
haverá um concorrente que irá fazê-lo. As empresas necessariamente terão que 
se adequar a essa nova era, ou seja, preocupar-se com a excelência da qualidade 
de seus serviços ou não sobreviverão no mercado. 
Os clientes atuais querem muito mais do que cortesia, querem serviços 
que agreguem valor, prestando ao consumidor serviços que, na sua percepção, 
atendam ou superem suas expectativas. Para a maior parte das pessoas, a 
qualidade de um serviço é pelo menos 8% mais importante do que seu preço. 
Sendo que o consumidor está disposto a pagar até 16% a mais por serviços de 
qualidade.
O bom atendimento da empresa levará à satisfação e à fidelidade do consumidor 
traduzindo-se em mais negócios para a empresa. Fator importantíssimo, na 
qualidade do atendimento ao cliente é saber ouvi-lo. Estatísticas demonstram 
que cerca de 80% das inovações tecnológicas foram implantadas a partir de 
opiniões colhidas de clientes. Na empresa privada brasileira os sistemas de 
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atendimento ao cliente operam através de SAC, como são conhecidos os serviços 
de atendimento ao cliente.
 Sensíveis aos direitos, além de à importância central que o cliente vem 
alcançando nos mercados atuais, algumas empresas de médio, e grande porte 
no Brasil vêm implantando seus serviços de orientação e atendimento ao cliente 
visando atender às necessidades e expectativas daqueles que os mantêm. 
Entre outros resultados, observa-se a recuperação e retenção de clientes, maior 
eficácia das ações de marketing, maior credibilidade da empresa no mercado, 
fortalecimento da imagem institucional, criação de um diferencial competitivo e, 
principalmente, a concretização da missão empresarial.
Postura profissional;
Postura profissional  é o conjunto de características pessoais e condutas 
adotadas pelo profissional no ambiente de trabalho. Ou seja, todas as escolhas, 
ações e atitudes realizadas diante das mais variadas situações do dia a dia 
compõem a postura de um profissional. Sendo assim, a postura pode ser boa ou 
ruim.
O colaborador que se preocupa em construir uma boa postura profissional, 
certamente, tem um diferencial competitivo no mercado. Ele é sempre bem visto 
pelos seus colegas e superiores, e também lembrado em momentos oportunos. 
Fora isso, um profissional respeitado e admirado tem mais propriedade para 
desenvolver seu trabalho, especialmente se for um líder.
Um bom profissional é aquele que possui atitudes consistentes, coerentes, 
racionais e válidas. Também é aquele que respeita a si mesmo, os valores 
da companhia, os demais e se compromete com os horários. Em resumo, a 
pontualidade também se encontra nessa lista.
Ética no ambiente de saúde;
Ética é o conjunto de normas morais pelo qual o indivíduo deve orientar 
seu comportamento na profissão que exerce e é de fundamental importância 
em todas as profissões e para todo ser humano, para que possamos viver 
relativamente bem em sociedade. 
Com o crescimento desenfreado do mundo globalizado, muitas vezes 
deixamos nos levar pela pressão exercida em busca de produção, pois o mercado 
de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente, e as vezes não nos deixa 
tempo para refletir sobre nossas atitudes.
Temos que ter a consciência de que nossos atos podem influenciar na vida 
dos outros e que nossa liberdade acarreta em responsabilidade. De forma ampla 
a Ética é definida como a explicitação teórica do fundamento último do agir 
humano na busca do bem comum e da realização individual.
Muitos autores definem a ética profissional como sendo um conjunto de 
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normas de conduta que deverão ser postas em prática no exercício de qualquer 
profissão. Sendo assim, a ação reguladora da ética que age no desempenho 
das profissões, faz com que o profissional respeite seu semelhante quando no 
exercício da sua profissão.
A ética profissional estudaria e regularia o relacionamento do profissional 
com sua clientela, visando a dignidade humana e a construção do bem-estar no 
contexto sócio-cultural onde exerce sua profissão, atingindo toda profissão. 
Ao falamos de ética profissional estamos nos referindo ao caráter normativo 
e até jurídico que regulamenta determinada profissão a partir de estatutos e 
códigos específicos. Assim temos a ética médica, do advogado, do biólogo, do 
psicólogo, etc, relacionada em seus respectivos códigos de ética. 
Qualificações para um Atendente;
O atendente é o profissional que realiza o primeiro atendimento ao cliente 
pessoalmente ou por telefone. Além disso, ele anota os pedidos, as encomendas, 
demonstra produtos e efetua as vendas internas.
Os balconistas, também conhecidos como atendentes de farmácia, são 
grandes colaboradores e suas atribuições, que são inúmeras, devem respeitar 
a ética do setor e estar sob responsabilidade do farmacêutico, que têm esses 
profissionais como ‘braço direito’
Pré-requisitos para esta profissão
- Ser atento
- Ter paciência
- Ser responsável
- Ser proativo
- Ter bom raciocínio lógico
- Ser ágil
- Ter boa comunicação verbal
- Saber trabalhar em equipe
- Gostar de atendimento ao público
Importância do trabalho em equipe;
Equipes, equipes, equipes. De uma forma ou de outra, estamos sempre 
envolvidos em equipes. Na maior parte do tempo, pertencemos a um time no 
departamento, no setor ou na unidade de negócios. Pode-se notar que o trabalho 
em equipe faz parte do nosso dia-a-dia. O trabalho em equipe pressupõe a 
existência de uma equipe. 
E o que seria uma equipe? 
É um pequeno número de pessoas com conhecimentos complementares, 
comprometidas com propósito, meta de desempenho e abordagem comuns, 
e pelos quais se mantêm mutuamente responsáveis. Para que haja harmonia 
neste grupo, é necessário, que se tenham normas bem definidas; objetivos e 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
25
metas comuns, e seja almejado o mesmo resultado. Não pode haver equipes 
sem objetivos e metas de desempenho. Afinal as equipes estão para melhorar a 
eficácia organizacional. 
Não se trata de uma novidade para aproximar pessoas e aprimorar o clima 
da empresa. Embora isto deva ocorrer, não é o seu objetivo principal. As equipes 
se alinham as grandes metas organizacionais, as macro-estratégias e a visão das 
equipes. Mas cada uma deve construir sua própria visão, com valores e crenças 
que todo compartilhem. Deve ter sua missão dentro de um escopo mais amplo, 
universal, de forma a não limitar suas ações e a criatividade necessária para 
inovar. 
A corrente funcionalista explica muito bem a idéia de trabalhar em equipe. 
Para esta corrente, cada integrante (parte) possui uma função, é todos juntos 
fazem com que esse grupo (todo) funcione em harmonia. Fazendo uma analogia 
com o corpo humano, cada órgão tem a sua tarefa, mas se um órgão para de 
funcionar adequadamente, prejudicará a harmonia existente no corpo, ocorrendo 
um desequilíbrio em todo o sistema. 
Pode-se observar que para trabalhar em equipe ocorre a interdependência 
entre os integrantes, sendo importante a confiança e um bom relacionamento 
interpessoal. Sem competências individuais bem distribuídas, basta uma maçã 
estragada para arruinar o trabalho da equipe. 
Neste trabalho, é fundamental que todos os integrantes tenham ética, pois irá 
garantir comportamentos de respeito e solidariedade, atribuindo qualidade aos 
relacionamentos. Além disso, é preciso, que o grupo cultive a prática do diálogo 
como forma de propiciar a interação de pessoas de pensamentos diferentes, a 
aprendizagem coletiva, o crescimento individual e a circulação do conhecimento. 
Vale ressaltar que a cooperação é um outro item de grande valor neste 
trabalho. A cooperação tem que substituir a competição interna. Conflito sim, pois 
provoca crescimento entre as pessoas diferentes, pela prática do melhor diálogo, 
mas confronto não porqueestabelece pela discussão a derrota de um para que 
o outro saia vitorioso. A solidariedade e a coesão também tem um grande valor 
no trabalho em equipe, pois quanto mais coeso, mais os integrantes se sentem 
fortemente ligados a ele, provavelmente não violarão suas regras. 
É importante ressaltar que a submissão não pode paralisar a criatividade 
e a inovação, limitando o desempenho da equipe. Todo grupo é composto por 
diferentes indivíduos, sendo importante estar consciente das diversas maneiras 
como influenciamos e distorcemos as informações sobre o outro e o ambiente 
que nos cerca. Por isso é fundamental ter a capacidade de se colocar no lugar 
do outro, facilitando a compreensão das suas atitudes, dificuldades e desejos 
(empatia). A equipe será mais produtiva quanto mais inteligente for, quanto 
melhor tiver consciência de suas emoções e souber lidar com elas. 
Qual é a importância em trabalhar em equipes? 
Em primeiro lugar, elas rompem a rigidez hierárquica das empresas 
baseadas em compartimentos, facilitando o processo de comunicação 
interna; as equipes reúnem conhecimentos de várias áreas, aproximando 
pessoas diferentes, proporcionando a todas crescimento; através do grupo, o 
conhecimento flui melhor, e para que haja um bom fluxo, o conhecimento tem 
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
que rolar para encontrar outro e produzir um terceiro (só assim há inovação); o 
trabalho em equipe proporciona o despertar do líder que há em cada pessoa, 
criando oportunidades de exercício da liderança; e por fim neste trabalho gera 
comprometimento, cooperação, aprendizagem e transformação. 
Qual a diferença entre grupo de trabalho e trabalho em equipe?
Bom, o primeiro possui um líder formalmente definido (autoritário), cada 
integrante representa o seu setor, defende o seu espaço e se manifesta em 
nome dele, nota-se um comportamento individualista; segue diretrizes e metas 
organizacionais; sempre visando os produtos de trabalhos individuais; realiza 
reuniões formais, buscando eficiência; avalia-se a partir dos resultados da 
organização e discute, decide e delega implementação. Os integrantes não têm a 
possibilidade de dialogar sobre o assunto e chegar numa conclusão comum nem 
mesmo dar opiniões ou realizar críticas. 
Agora o trabalho em equipe existe uma liderança compartilhada (democrática); 
os indivíduos se integram à equipe e procuram agregar conhecimentos; há a 
imposição de suas próprias metas; visa o produto de trabalhos coletivos; estimula-
se nas reuniões o diálogo, praticam-se dinâmicas para solução de problemas; 
tem avaliação direta de seus produtos e por último dialoga, decide e implementa 
ações em conjunto. 
Nota-se que, o mesmo proporciona o estímulo nos integrantes de otimizar 
os seus conhecimentos, visto que o crescimento e o desenvolvimento da equipe 
torna possível o aperfeiçoamento dos integrantes como também na própria 
organização. Os críticos do trabalho em equipe afirmam que decidindo em grupo 
a responsabilidade é diluída, ninguém assume quando a coisa não dá certo. 
Isso não é verdade quando se trata de uma equipe autêntica. Ela é avaliada 
coletivamente pela empresa. Todos sentirão quando os resultados não forem 
satisfatórios e suas metas não cumpridas. O nível de contribuição individual será 
avaliado pela própria equipe. 
Pode-se perceber que o trabalho em equipe é fundamental para o 
desenvolvimento e o sucesso profissional do indivíduo e para o crescimento da 
organização. Então para saber trabalhar em equipe é necessário, respeitar o 
próximo como ser humano; saber ouvir o colega; ter um espírito de cooperação; 
compartilhar idéias e respeitar a opinião do próximo. Uma equipe é como uma 
família, tendo que se manter unida com respeito, honestidade, confiança para 
que seja possível a realização de um trabalho eficaz, criativo e de qualidade
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
27
UNIDADE IV
Conceitos Básicos Farmacêuticos
Atendimento com orientações básicas ao paciente;
Um processo de atendimento começa com a identificação das necessidades e 
desejos dos clientes e passa por questões importantes como a comunicação da 
empresa, drogaria ou farmácia, a definição dos produtos oferecidos, a estrutura 
da loja, as formas de pagamento e a capacitação da equipe de vendas. 
Se todas as farmácias e drogarias oferecem um mix de produtos parecidos e 
serviços semelhantes, um dos fatores que vai diferenciar uma loja ou uma rede 
de farmácias e drogarias é o atendimento.
Para ser um bom atendente de farmácia algumas atribuições são essenciais 
como:
- Conhecer as substâncias, mercadorias, produtos encontrados no mercado; 
O colaborador da empresa deve conhecer todos os produtos oferecidos para seus 
clientes, afim de ser rápido na venda e no atendimento. Deve conhecer outros 
produtos que não sejam oferecidos em sua drogaria, mas estão disponíveis em 
outros locais para poder dar uma informação de poder tirar dúvidas de quem 
procura seu estabelecimento.
- Conhecer sua drogaria e suas especificidades; 
Todo trabalhador deve conhecer seu local de trabalho, suas especificidades, 
qualidades, produtos, sistemas. Quando começamos a trabalhar em uma 
empresa devemos saber suas características, seu público alvo, suas metas e 
objetivos, para, assim, contribuirmos e somarmos com o crescimento da mesma.
- Buscar constante atualização; 
Como membro da equipe, e trabalhador na área da saúde, que é uma área em 
constante evolução e descobertas, temos a “obrigação” de nos atualizarmos 
sempre. Além disso o comercio é uma área que precisamos nos atualizar sempre 
para poder cativar e conquistar ainda mais clientes.
- Ser crítico quanto a utilização das drogas;
Mesmo trabalhando em um comercio e querendo vender e atingir metas, não 
podemos esquecer que trabalhamos primeiramente em um ambiente de saúde. 
Temos que ser críticos e avaliar muito bem a situação e individualidade de cada 
cliente/paciente que iremos receber. Atender sempre de maneira consciente 
pois estamos lhe dando com saúde de cada um.
Todas essas características são de suma importância para ser um bom profissional 
28
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
dentro de uma drogaria. Quando o cliente entra na farmácia ou drogaria, ele 
está querendo solucionar um problema, um desejo ou uma necessidade. Quanto 
mais o atendente se empenhar em encontrar uma solução para esses anseios do 
cliente, mais ético ele será.
Perigo da automedicação;
A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de 
alguns sintomas pode trazer conseqüências mais graves do que se imagina.
O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento 
de uma doença, uma vez que sua utilização inadequada pode esconder 
determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre 
redobrada, pois o uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da 
resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos. 
 
Outra preocupação em relação ao uso do remédio refere-se à combinação 
inadequada. Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar 
o efeito do outro.
Entre os riscos mais freqüentes para a saúde daqueles que estão habituados a 
se automedicar estão o perigo de intoxicação e resistência aos remédios. Todo 
medicamento possui riscos que são os efeitos colaterais.
Causas da automedicação
A variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica, a facilidade de 
comercialização de remédios e a própria cultura e comodidade assimilada pela 
sociedade que vê na farmácia um local onde se vende de tudo; a grande variedade 
de informações médicas disponíveis, sobretudo em sites, blogs e redes sociais, 
também está entre os fatores que contribuem para a automedicação.
A descoberta de medicamentos é um importante processo do sistema de saúde 
mundial, com utilidade no tratamento e na cura de enfermidades. No entanto, 
o uso de remédios para problemas de saúde é visto, muitas vezes, como uma 
solução imediata paraaliviar sintomas como dores e mal-estar. Os efeitos das 
substâncias presentes nos remédios têm sido subestimados e a automedicação 
é, hoje, uma prática comum entre os brasileiros, podendo causar graves 
danos ao organismo.
Automedicação
Automedicar-se é o ato de ingerir remédios para aliviar sintomas, sem 
qualquer orientação médica no diagnóstico, prescrição ou acompanhamento 
do tratamento. No Brasil, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas 
farmácias por pessoas que estão se automedicando. 
Possíveis complicações de se automedicar
Todo remédio possui efeitos colaterais e, quando ingerido de forma incorreta, 
pode causar mais malefícios que benefícios ao organismo. Fique atento às 
possíveis complicações:
Intoxicação -  usar doses inadequadas de remédios pode causar diversos 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
29
impactos na saúde, desde a ineficácia do tratamento, até overdose da substância 
no organismo, que leva a intoxicação. 
Interação medicamentosa - há risco de um medicamento ingerido reagir em 
contato com outro que a pessoa usa de forma contínua. Neste caso, um pode 
anular ou potencializar os efeitos do outro.
Alívio dos sintomas que mascara o diagnóstico correto da doença -  usar 
remédios para aliviar imediatamente dor e mal-estar pode esconder a real causa 
daqueles sintomas. Dessa forma, a doença não é tratada corretamente e pode 
se agravar.
Reação alérgica -  ingerir medicamentos que não foram prescritos por um 
profissional da saúde pode causar reações não esperadas no organismo.
Dependência - algumas substâncias proporcionam mais chances de vício quando 
tomadas em doses incorretas e por tempo além do indicado por um médico. 
Resistência ao medicamento -  o uso indiscriminado de um remédio pode 
facilitar o aumento da resistência dos microrganismos àquela substância. No 
caso dos antibióticos, por exemplo, pode prejudicar a eficácia de tratamentos 
em infecções futuras.
A automedicação gera também outro mau hábito: o de acumular remédios em 
casa. Esta prática pode causar problemas graves, como:
Confusão entre medicamentos;
Ingestão de substâncias após vencimento;
Ineficácia no tratamento causada pelo mau armazenamento do remédio;
Ingestão acidental por crianças.
Antes de ingerir qualquer medicamento, o ideal é realizar uma consulta com 
um profissional da saúde, que vai levar em consideração características do 
seu metabolismo e poderá diagnosticar seus sintomas. Não tome nenhum 
medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para sua 
saúde. 
Uso e venda racional de medicamentos;
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizamos os 
medicamentos de forma racional quando recebemos essas drogas em doses 
adequadas às nossas necessidades individuais no momento e após indicação 
médica. Utilizar doses menores ou maiores pode trazer prejuízos para a sua 
saúde, por isso, respeite sempre o que for indicado pelo profissional da saúde 
que consultou.
Porém, quando se observa, mostra uma realidade bastante diferente. Pelo menos 
35.0% dos medicamentos adquiridos no Brasil são feitos através de automedicação. 
Os medicamentos respondem por 27.0% das intoxicações no Brasil, e 16.0% dos 
casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos. 
Além disso, 50.0% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou 
usados inadequadamente, e os hospitais gastam de 15 a 20.0% de seus orçamentos 
para lidar com as complicações causadas pelo mau uso dos mesmos. 
30
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
A proposta de alívio imediato do sofrimento, como em um passe de mágica, é 
um apelo atraente, mas tem seu preço. Este preço nem sempre se restringe ao 
desembolso financeiro, e pode ser descontado na própria saúde. Os requisitos 
para o uso racional de medicamentos são muito complexos e envolvem uma 
série de variáveis, em um encadeamento lógico. 
Para que sejam cumpridos, devem contar com a participação de diversos atores 
sociais: pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas 
públicas, indústria, comércio, governo.
Quando se trata de venda de medicamentos, principalmente os isentos de 
prescrição, deve ter todo cuidado, pois algumas pessoas fazem uso de forma 
descontrolada e outros podem mascarar um problema grave que o paciente 
tenha. 
Dando um exemplo bem simples, temos os analgésicos, medicamentos que 
aliviam a dor. Um paciente pode estar fazendo uso de um analgésico por conta 
própria para alivio de uma dor de cabeça a um certo tempo, porém ele não sabe 
o motivo dessa dor frequente. Nesse caso o correto seria ele procurar ajuda 
medica para saber qual o motivo desse dor, assim ele irá solucionar essa questão 
da dor frequente.
Nós, como atendentes de uma drogaria, devemos sempre estar atentos aos 
nossos clientes/pacientes, que muitas vezes frequentam nosso estabelecimento. 
Devemos sempre auxiliar nessa questão de alto medicação e uso correto.
Quando iremos vender ao nosso paciente devemos ler atentamente a prescrição 
e passar todas as informações necessárias. Muitas vezes eles vêm até nossa 
drogaria e não sabem o que tem escrito e como administrar aquela medicação 
que lhe foi passada. Por isso um atendente é de extrema importância para 
orientar e ajudar no tratamento correto de um enfermo.
Entender as prescrições médicas;
A prescrição é um documento com valor legal, pelo qual se responsabilizam 
aqueles que prescrevem, dispensam e administram os medicamentos, e tem 
por objetivo tornar claras as instruções aos pacientes e demais profissionais de 
saúde, garantindo a fidelidade da interpretação e a objetividade da informação. 
Conforme determina a Resolução CFF nº 357/2001, a avaliação e interpretação 
das prescrições quanto aos aspectos técnicos e legais é uma atribuição conferida 
ao farmacêutico durante a dispensação. 
De acordo com a Resolução CFF nº 357/2001, quando a dosagem ou posologia dos 
medicamentos prescritos ultrapassar os limites farmacológicos, ou a prescrição 
apresentar incompatibilidade/interação com demais medicamentos prescritos ou 
de uso do paciente, o farmacêutico solicitará confirmação ao prescritor, podendo 
não atender à prescrição na ausência ou negativa de confirmação. 
Neste caso, devem ser expostos os motivos da negativa por escrito, com nome 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
31
legível, número do CRF e assinatura do farmacêutico, em duas vias, sendo uma 
via entregue ao paciente e outra arquivada no estabelecimento com assinatura 
do paciente. Esses motivos também podem ser transcritos no verso da prescrição 
que será devolvida ao paciente.
Segundo o Código de Ética Farmacêutica (Resolução CFF nº 596/2014), é direito do 
farmacêutico, desde que devidamente justificado, realizar ou não o atendimento 
de qualquer prescrição. A prescrição de medicamentos no Brasil somente é 
permitida a profissionais legalmente habilitados, como os médicos, médicos-
veterinários, dentistas, farmacêuticos, enfermeiros, biomédicos e nutricionistas. 
Cabe esclarecer que algumas das profissões acima citadas possuem certas 
limitações quanto às prescrições, e o farmacêutico deve consultar as 
regulamentações específicas de cada área de atuação (CRF-SP, 2016b)
Por exemplo, as prescrições (inclusive as Notificações de Receita e Receitas de 
Controle Especial) de cirurgiões-dentistas e médicos-veterinários só poderão 
ser aviadas quando relacionadas com o uso odontológico e veterinário, 
respectivamente. 
Vale lembrar que não podem ser dispensados medicamentos cujas receitas 
estiverem ilegíveis, com rasuras ou emendas ou que possam induzir a erros ou 
confusão. 
Atualmente existem diversos tipos de receitas, para diversos tipos de medicamentos 
e o atendente precisa saber conferir se a receita está válida, conferindo todos 
seus itens obrigatórios para evitar qualquer tipo de problema para a farmácia.
- Identificação do emitente: o nome do médico deve ser impresso ou carimbado 
de forma legível, contendo seu nome completo, especialidade médica e o número 
doCRM.
- Identificação do usuário: nome e endereço completo do paciente.
- Nome do medicamento ou da substância (sob a forma de Denominação Comum 
Brasileira – DCB), dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade 
(em algarismo arábico e por extenso) e posologia.
- Data da emissão: deve conter a data do dia em que a receita foi emitida.
- Assinatura do médico: o médico deve assinar a receita, caso os dados do médico 
estejam impressos na receita, não há necessidade do carimbo.
- Endereço: deve conter o endereço completo e telefone para contato, do 
consultório médico.
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
O farmacêutico poderá realizar a prescrição de medicamentos e outros produtos 
com finalidade terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica, 
incluindo medicamentos industrializados e preparações magistrais - alopáticos 
ou dinamizados -, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias ou 
relações de medicamentos que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário 
federal para prescrição do farmacêutico.
MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO (MIPs) 
Os MIPs, apesar de não necessitarem de prescrição médica para serem adquiridos, 
apresentam riscos à saúde. A fim de minimizá-los, a orientação do farmacêutico 
torna-se imprescindível 
Quando se trata de MIPs, a orientação farmacêutica costuma ser decorrente da 
solicitação de um MIP específico – automedicação – ou de alguma solução para 
o problema de saúde relatado pelo paciente – prescrição farmacêutica. Acabar 
com a automedicação é impossível, mas é possível minimizá-la, cabendo haver 
uma estreita relação entre farmacêutico e paciente.
Disposição de MIPs em farmácias e drogarias A RDC da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 41/2012 torna facultativa a disposição dos MIPs 
ao alcance dos usuários nas farmácias e drogarias. Considerando que os MIPs 
compõem uma categoria em que a intervenção farmacêutica pode ser um dos 
principais fatores para o sucesso farmacoterapêutico e para a segurança do 
paciente, o livre acesso aos medicamentos pode desestimular a busca pela 
orientação e acarretar práticas prejudiciais à saúde.
Dessa forma, é recomendável manter todos os medicamentos em área de acesso 
restrito aos funcionários do estabelecimento, conforme determina o parágrafo 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
33
1º do artigo 40 da RDC Anvisa nº 44/2009, que permanece em vigor: 
Art. 40 - §1º - Os medicamentos deverão permanecer em área de circulação 
restrita aos funcionários, não sendo permitida sua exposição direta ao alcance 
dos usuários do estabelecimento. Vale lembrar que a responsabilidade pela 
dispensação dos MIPs é do farmacêutico. Portanto, se um paciente adquirir o 
produto sem orientação, por simplesmente ter tido acesso ao medicamento 
disponível em uma gôndola e sofrer algum dano ou agravo a sua saúde, o 
farmacêutico poderá responder administrativamente e na justiça comum. 
MEDICAMENTOS SOB PRESCRIÇÃO 
São considerados medicamentos sob prescrição médica aqueles cuja dispensação 
exija apresentação de prescrição e que apresentem tarja (vermelha ou preta) em 
sua embalagem porém, trataremos nesse item as classes de medicamentos que 
possuem regras especiais para prescrição e dispensação. 
Dispensação de medicamentos antimicrobianos 
O farmacêutico possui papel fundamental na promoção do uso racional de 
antimicrobianos e deve contribuir no combate às infecções e à resistência 
bacteriana. Assim, é essencial que o profissional domine o disposto na RDC 
Anvisa nº 20/2011, que regulamenta o controle de medicamentos à base de 
substâncias antimicrobianas. Essa resolução é válida para antimicrobianos de 
uso oral, dermatológico, ginecológico, oftálmico e otorrinolaringológico, incluindo 
os manipulados, e se aplica a farmácias e drogarias privadas e públicas que 
disponibilizem medicamentos mediante ressarcimento (ex.: Programa Farmácia 
Popular do Brasil). 
A prescrição dos medicamentos abrangidos pela RDC Anvisa nº 20/2011 deverá 
ser realizada por profissionais legalmente habilitados. O receituário deve ser 
escrito de forma legível, sem rasuras e em duas vias, sendo que: 1ª via: será 
devolvida ao paciente com anotação comprovando atendimento; 2ª via: será 
retida no estabelecimento farmacêutico. Apesar de não existir um modelo de 
receituário específico para a prescrição de antimicrobianos, a receita deve conter, 
obrigatoriamente, as informações que constam no modelo:
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
O farmacêutico poderá completar apenas os dados de idade e sexo do paciente, 
caso o prescritor não tenha preenchido, garantindo o acesso do paciente ao 
tratamento sem acarretar prejuízo sanitário, uma vez que esses dados visam ao 
aperfeiçoamento do monitoramento do perfil farmacoepidemiológico do uso 
destes fármacos. 
No ato da dispensação, o farmacêutico deve registrar os dados abaixo nas 
duas vias e reter a segunda via no estabelecimento: I - data da dispensação; II 
- quantidade aviada do antimicrobiano; III - número do lote do medicamento 
dispensado; IV - rubrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da 
receita. 
Conforme determina a RDC Anvisa nº 20/2011, a dispensação de antimicrobianos 
deve atender essencialmente ao que foi prescrito. Nas situações em que não 
for possível a dispensação da quantidade exata por motivos de inexistência 
no mercado de apresentação farmacêutica com a quantidade adequada ao 
tratamento, deve ocorrer a dispensação da quantidade superior mais próxima ao 
prescrito, de maneira a promover o tratamento completo ao paciente, evitando-
se desse modo, a resistência bacteriana e promovendo uma melhor relação risco-
benefício para o paciente. 
Em situações de tratamento prolongado, a receita deverá conter a indicação de 
uso contínuo, com a quantidade a ser utilizada para cada 30 dias. Ela poderá 
ser usada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 dias a contar 
da data de sua emissão. Assim, cada dispensação deve ser realizada de modo 
que o medicamento seja suficiente para 30 dias de tratamento no mínimo, 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
35
sendo também permitida a dispensação de todo medicamento em um único 
atendimento, ou seja, a venda de toda a quantidade para uso por 90 dias. 
Caso queira comprar a quantidade suficiente para um mês, o paciente poderá 
realizar todas as compras no mesmo estabelecimento ou em locais diferentes 
a cada mês. Realizando todas as compras em um mesmo estabelecimento, o 
farmacêutico deve reter a segunda via da receita no primeiro atendimento e 
atestar cada dispensação mensal na parte da frente (anverso) de ambas as vias. 
Se o paciente optar por comprar em outra farmácia ou drogaria, a cada compra o 
farmacêutico deve conferir que a prescrição é para um tratamento prolongado e 
que já houve uma venda anterior. Deve então fazer uma cópia da via do paciente e 
atestar o novo atendimento no anverso de ambas as vias. No caso de tratamentos 
relativos a programas do Ministério da Saúde que exijam períodos diferentes 
de tratamento, a prescrição e a dispensação deverão atender às diretrizes do 
programa. 
A receita é válida em todo o território nacional por dez dias a contar da data 
de sua emissão. Por fim, não existe previsão na legislação vigente da existência 
de receituário de emergência para a dispensação de antimicrobianos, devendo 
a prescrição ser realizada em receituário privativo do prescritor ou de 
estabelecimento de saúde. 
Medicamentos sujeitos a controle especial 
Os critérios e procedimentos para a autorização, o comércio, o transporte, a 
prescrição, a escrituração, a guarda, os balanços, a embalagem, o controle e 
a fiscalização de substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial são 
estabelecidos pela Portaria SVS/MS n° 344/1998 e pela instrução normativa 
aprovada pela Portaria SVS/MS nº 06/1999. 
As substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial são divididos em 
listas constantes no Anexo I da Portaria SVS/MS n° 344/1998,que são revisadas 
e atualizadas frequentemente. Dessa forma, deve-se sempre consultar o site da 
Anvisa (http://portalanvisa.gov.br) para verificar se houve modificações. 
As listas possuem adendos, onde são apontados alguns detalhes e exceções. 
Dadas as peculiaridades das substâncias e medicamentos sujeitos a controle 
especial, a dispensação é diferenciada entre as listas e seus adendos, incluindo, 
em alguns casos, receituário de controle especial e até notificação de receita. 
A dispensação das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, 
deverá ser feita exclusivamente por farmacêutico, sendo vedado delegar a 
responsabilidade sobre a chave dos armários a outros funcionários da farmácia 
que não sejam farmacêuticos. É responsabilidade do farmacêutico manter a 
guarda, registro e controle dos medicamentos e produtos sujeitos a controle 
especial. 
As prescrições e notificações de receita devem estar preenchidas de forma 
legível, sendo a quantidade em algarismos arábicos e por extenso, sem emenda 
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
ou rasura. A farmácia ou drogaria somente poderá aviar ou dispensar quando 
todos os itens da receita e da Notificação de Receita estiverem devidamente 
preenchidos. 
A Receita de Controle Especial é válida em todo o Território Nacional, sendo que 
as farmácias ou drogarias ficarão obrigadas a apresentar dentro do prazo de 72 
horas, à Autoridade Sanitária local, as Receitas de Controle Especial procedentes 
de outras Unidades Federativas, para averiguação e visto. 
É permitido que o prescritor substitua o Receituário de Controle Especial por uma 
receita comum, desde que sejam preenchidos todos os campos obrigatórios e 
cumpridos os mesmos requisitos para que ocorra a dispensação. Nesse caso, 
também existe a necessidade de duas vias.
Notificação de Receita 
A Notificação de Receita é o documento que, acompanhado da receita, autoriza a 
dispensação de medicamentos à base de substâncias constantes das listas: 
• A1 (entorpecentes); 
• A2 (entorpecentes de uso permitido somente em concentrações especiais); 
• A3 (psicotrópicas); 
• B1 (psicotrópicos); 
• B2 (psicotrópicas anorexígenas); 
• C2 (retinoicas para uso sistêmico);
• C3 (imunossupressoras). 
Exemplos de receitas de controle especial:
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
37
Vias de Administração;
Conhecer as principais vias de administração de medicamentos e quando cada 
uma é recomendada é uma tarefa muito importante. Isso porque a administração 
correta de medicamentos promove uma melhor assistência ao paciente, causando 
menos danos a sua saúde e, principalmente, garantindo o seu bem-estar.
Os medicamentos são introduzidos no corpo por diversas vias. Eles podem ser
• Tomados pela boca (via oral)
• Administrados por injeção em uma veia (via intravenosa, IV), em um 
38
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
músculo (via intramuscular, IM), no espaço ao redor da medula espinhal 
(via intratecal) ou sob a pele (via subcutânea, SC)
• Aplicados sob a língua (via sublingual) ou entre a gengiva e a bochecha (via 
bucal)
• Inseridos no reto (via retal) ou na vagina (via vaginal)
• Aplicados nos olhos (por via ocular) ou ouvido (por via otológica)
• Inalados pelo nariz e absorvidos através das membranas nasais (via nasal)
• Aspirados até os pulmões, geralmente através da boca (por inalação) ou 
boca e nariz (por nebulização)
• Aplicados sob a pele (via cutânea) para um efeito local (tópico) ou em todo 
o corpo (sistêmico)
• Aplicados na pele através de um adesivo (via transdérmica) para um efeito 
sistêmico
Cada via de administração tem vantagens, desvantagens e objetivos específicos.
Muitos medicamentos podem ser administrados oralmente como líquidos, 
cápsulas, comprimidos ou comprimidos mastigáveis. Como a via oral é a 
mais conveniente e, geralmente, a mais segura e menos dispendiosa, ela é a 
via utilizada mais frequentemente. No entanto, ela tem limitações devido ao 
trajeto característico do medicamento ao longo do trato digestivo. No caso de 
medicamentos administrados por via oral, a absorção pode começar na boca e 
no estômago. 
No entanto, a maioria dos medicamentos geralmente é absorvida no intestino 
delgado. O medicamento passa pela parede intestinal e chega ao fígado, 
antes de ser transportado pela corrente sanguínea até sua região-alvo. A 
parede intestinal e o fígado alteram quimicamente (metabolizam) muitos 
medicamentos, diminuindo a quantidade que chega à corrente sanguínea. Por 
isso, esses medicamentos geralmente são administrados em doses menores 
quando injetados por via intravenosa para produzirem o mesmo efeito.
Quando se toma um medicamento por via oral, alimentos e outros medicamentos 
no trato digestivo podem afetar a quantidade e a rapidez com que este é absorvido. 
Dessa forma, alguns medicamentos devem ser tomados com o estômago vazio, 
outros devem ser tomados com alimentos, outros não podem ser tomados com 
certos medicamentos e, em alguns casos, a via oral é contraindicada.
Alguns medicamentos administrados por via oral irritam o trato digestivo. Por 
exemplo, a aspirina e a maioria dos outros medicamentos anti-inflamatórios não 
esteroides (AINEs) podem danificar o revestimento do estômago e do intestino 
delgado, podendo causar úlceras ou agravar  úlceras  preexistentes. Outros 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
39
medicamentos são absorvidos mal ou inadequadamente no trato digestivo ou 
são destruídos pelo ácido e pelas enzimas digestivas no estômago.
Outras vias de administração são necessárias quando a via oral não pode ser 
utilizada, por exemplo:
• Quando a pessoa não pode tomar nada pela boca
• Quando o medicamento deve ser administrado rapidamente ou em uma 
dose precisa ou muito elevada
• Quando o medicamento é mal ou irregularmente absorvido pelo trato 
digestivo
Vias injetáveis
A administração por injeção (administração parenteral) inclui as seguintes 
vias:
• Subcutânea (sob a pele)
• Intramuscular (no músculo)
• Intravenosa (na veia)
• Intratecal (ao redor da medula espinhal)
Um produto farmacêutico pode ser preparado ou fabricado de forma que sua 
absorção a partir do local da injeção seja prolongada por horas, dias ou mais 
tempo. Tais produtos não precisam ser administrados tão frequentemente 
quanto aqueles com absorção mais rápida.
Na administração por via subcutânea, insere-se uma agulha no tecido adiposo 
logo abaixo da pele. Após um medicamento ser injetado, ele se move para os 
pequenos vasos sanguíneos (capilares) e é transportado pela corrente sanguínea. 
Alternativamente, um medicamento pode alcançar a corrente sanguínea através 
dos vasos linfáticos (consulte a figura  Sistema linfático: ajudando a proteger 
contra infecções). 
Medicamentos que são proteínas grandes, como a insulina, costumam alcançar 
a corrente sanguínea pelos vasos linfáticos, pois esses medicamentos movem-se 
lentamente dos tecidos para o interior dos vasos capilares. A via subcutânea é a 
utilizada para muitos medicamentos proteicos, visto que eles seriam destruídos 
no trato digestivo caso fossem tomados por via oral.
Alguns medicamentos (como a progesterona, utilizada no  controle hormonal 
da natalidade) podem ser administrados através da inserção de cápsulas de 
plástico sob a pele (implante). 
No entanto, essa via é muito pouco utilizada. Sua principal vantagem é a de 
fornecer um efeito terapêutico de longo prazo (por exemplo, o etonogestrel 
implantado para contracepção pode durar até três anos).
40
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
A via intramuscular é preferível à via subcutânea quando são necessárias maiores 
quantidades de um produto farmacêutico. Como os músculos estão abaixo da 
pele e dos tecidos adiposos, utiliza-se uma agulha mais longa. Os medicamentos 
geralmente são injetados em um músculo do braço, coxa ou nádega. A rapidez 
com que o medicamento é absorvido na corrente sanguínea depende, em parte, 
do suprimento de sangue para o músculo: Quanto menor for o suprimentode 
sangue, mais tempo o medicamento demora para ser absorvido.
Na administração por  via intravenosa,  insere-se uma agulha diretamente na 
veia. Assim, a solução que contém o medicamento pode ser administrada em 
doses únicas ou por infusão contínua. Em caso de infusão, a solução é movida 
por gravidade (a partir de uma bolsa de plástico colabável) ou por uma bomba 
infusora através de um tubo fino flexível (cateter) introduzido em uma veia, 
geralmente no antebraço. 
A via intravenosa é a melhor maneira de disponibilizar uma dose precisa por 
todo o corpo de forma rápida e bem controlada. Ela também é utilizada na 
administração de soluções irritantes, que causariam dor ou danificariam os 
tecidos se fossem administradas por injeção subcutânea ou intramuscular. Uma 
injeção intravenosa pode ser mais difícil de administrar do que uma injeção 
subcutânea ou intramuscular, já que inserir uma agulha ou cateter em uma veia 
pode ser difícil, especialmente se a pessoa for obesa.
Quando um medicamento é administrado por via intravenosa, ele chega 
imediatamente à corrente sanguínea e tende a apresentar efeito mais 
rapidamente do que quando administrado por qualquer outra via. Por isso, 
os médicos monitoram cuidadosamente as pessoas que recebem uma injeção 
intravenosa quanto a sinais de que o medicamento está fazendo efeito ou está 
provocando efeitos colaterais indesejáveis. Porém, o efeito de um medicamento 
administrado por essa via costuma durar menos tempo. Portanto, alguns 
medicamentos devem ser administrados por infusão contínua para manter seu 
efeito constante.
Para a via intratecal, insere-se uma agulha entre duas vértebras na parte inferior 
da coluna vertebral dentro do espaço ao redor da medula espinhal. Neste caso, 
o medicamento é injetado no canal medular. Frequentemente é utilizada uma 
pequena quantidade de anestésico local para tornar a zona da injeção insensível. 
Essa via é utilizada quando é necessário que um medicamento produza um 
efeito rápido ou local no cérebro, medula espinhal ou tecido que os envolvem 
(meninges) — por exemplo, para tratar infecções nessas estruturas. Algumas 
vezes, anestésicos e analgésicos (como morfina) são administrados dessa 
maneira.
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
41
Vias sublingual e bucal
Alguns medicamentos são colocados sob a língua (tomados via sublingual) 
ou entre a gengiva e os dentes (via bucal) para que possam se dissolver e ser 
absorvidos diretamente pelos pequenos vasos sanguíneos que ficam sob a língua. 
Esses medicamentos não são ingeridos. A via sublingual é especialmente boa 
para nitroglicerina, que é utilizada para aliviar a angina, devido à sua absorção 
rápida e ao fato de o medicamento entrar imediatamente na corrente sanguínea, 
sem necessidade de passar primeiro pela parede intestinal e pelo fígado. No 
entanto, a maioria dos medicamentos não pode ser administrada dessa forma, 
porque eles podem ser absorvidos de maneira incompleta ou indevida.
Via retal
Muitos dos medicamentos que são administrados por via oral também podem 
ser administrados por via retal em forma de supositório. Nesse formato, o 
medicamento é misturado com uma substância cerosa, que se dissolve ou 
liquefaz depois de ter sido introduzida no reto. A absorção do medicamento 
é rápida, uma vez que o revestimento do reto é fino e a irrigação sanguínea é 
abundante. Prescrevem-se supositórios quando alguém não pode tomar um 
medicamento por via oral devido a náuseas, impossibilidade de deglutir ou 
restrições alimentares, como acontece antes e depois de muitas intervenções 
cirúrgicas. Os medicamentos que podem ser administrados por via retal 
incluem acetaminofeno (para a febre), diazepam (para convulsões) e laxantes 
(para a constipação). Medicamentos que são irritantes em forma de supositório 
geralmente precisam ser administrados por injeção.
Via vaginal
Alguns medicamentos podem ser administrados a mulheres por via vaginal na 
forma de solução, comprimido, creme, gel, supositório ou anel. O medicamento 
é lentamente absorvido pela parede vaginal. Esta via é usada com frequência 
para administrar estrogênio a mulheres durante a menopausa para aliviar 
sintomas vaginais, como secura, dor e vermelhidão.
Via ocular
Os medicamentos utilizados para tratar os problemas oculares (como glaucoma, 
conjuntivite e lesões) podem ser misturados com substâncias inativas para 
produção de um líquido, gel ou pomada para serem aplicados no olho. Colírios 
em forma líquida são de uso relativamente fácil, mas podem sair dos olhos 
muito rapidamente, impedindo uma boa absorção. Fórmulas em gel e pomada 
mantêm o medicamento em contato com a superfície do olho durante mais 
tempo, mas podem embaçar a visão. Também estão disponíveis apresentações 
sólidas para inserção ocular, que liberam o medicamento de forma contínua e 
lenta, mas esses produtos podem ser de difícil aplicação e manutenção no local 
exato.
Os medicamentos oculares são utilizados quase sempre devido a seus efeitos 
locais. Por exemplo, lágrimas artificiais são utilizadas para aliviar a secura dos 
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A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
olhos. Outros medicamentos (por exemplo, os utilizados para tratar glaucoma 
[veja a tabela Medicamentos usados para tratar glaucoma], como acetazolamida 
e betaxolol, e os que são utilizados para dilatar as pupilas, como fenilefrina e 
tropicamida) produzem um efeito local (agindo diretamente nos olhos) depois de 
serem absorvidos através da córnea e conjuntiva. Alguns desses medicamentos 
entram na corrente sanguínea e podem causar efeitos colaterais indesejáveis 
em outras partes do corpo.
Via otológica
Medicamentos usados para tratar inflamação e infecção de ouvido podem ser 
aplicados diretamente nos ouvidos afetados. Gotas para ouvidos contendo 
soluções ou suspensões são tipicamente aplicadas apenas no canal auricular 
externo. Antes de aplicar gotas para ouvidos, as pessoas devem limpar 
cuidadosamente os ouvidos com um pano úmido e secá-los. A menos que os 
medicamentos sejam utilizados por um longo período ou utilizados em excesso, 
uma pequena quantidade de medicamento entra na corrente sanguínea, logo, 
os efeitos colaterais generalizados são ausentes ou mínimos. Os medicamentos 
que podem ser administrados por via otológica incluem hidrocortisona (para 
aliviar a inflamação), ciprofloxacino (para tratar infecção), e benzocaína (para 
insensibilizar os ouvidos).
Via nasal
Caso um medicamento deva ser inalado e absorvido através da fina membrana 
mucosa que reveste as fossas nasais, ele precisa ser transformado em pequenas 
gotículas no ar (atomizado). Uma vez absorvido, o medicamento entra na 
corrente sanguínea. Medicamentos administrados por essa via costumam 
atuar rapidamente. Alguns deles irritam as vias nasais. Os medicamentos que 
podem ser administrados por via nasal incluem nicotina (para deixar de fumar), 
calcitonina (para osteoporose), sumatriptana (para enxaqueca) e corticosteroides 
(para alergias).
Via inalatória
Os medicamentos administrados por inalação pela boca devem ser atomizados 
em partículas menores do que os administrados por via nasal, para que seja 
possível que o medicamento passe pela traqueia e entre nos pulmões. A 
profundidade atingida pelo medicamento nos pulmões depende do tamanho 
das gotículas. Gotículas menores alcançam maior profundidade, o que aumenta 
a quantidade de medicamento absorvido. No interior dos pulmões, elas são 
absorvidas e entram na corrente sanguínea.
Administração de medicamentos por inalação
Relativamente poucos medicamentos são administrados dessa forma, pois 
a inalação deve ser controlada cuidadosamente para que a pessoa receba a 
quantidade correta de medicamento em um determinado período. Além 
disso, pode ser necessário um equipamento especializado para administrar 
o medicamento por essa via. Geralmente, este método é utilizado para 
administrar medicamentos que agem especificamente nos pulmões, tais 
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como  aerossolizadosmedicamentos antiasmáticos em recipientes de doses 
controladas (chamados inaladores), e para administrar gases utilizados para 
anestesia geral.
Via por nebulização
Similar à via inalatória, medicamentos administrados por nebulização devem 
ser aerossolizados em pequenas partículas para alcançarem os pulmões. 
A nebulização requer o uso de dispositivos especiais, geralmente sistemas 
ultrassônicos ou nebulizadores a jato. A utilização apropriada de um dispositivo 
ajuda a aumentar a quantidade de medicamento liberado nos pulmões. Os 
medicamentos que são nebulizados incluem tobramicina (para fibrose cística), 
pentamidina (para pneumonia provocada por Pneumocystis jirovecii) e albuterol 
(para ataques de asma).
Os efeitos colaterais podem incluir aqueles que ocorrem quando o medicamento 
é depositado diretamente nos pulmões (tais como tosse, sibilos, falta de ar 
e irritação pulmonar), disseminação do medicamento no meio ambiente 
(possivelmente afetando outras pessoas diferentes daquelas que tomam 
o medicamento), e contaminação do dispositivo utilizado para nebulização 
(particularmente quando o dispositivo é reutilizado e inadequadamente limpo). 
Utilizar o dispositivo adequadamente ajuda a evitar efeitos colaterais.
Via cutânea
Os medicamentos aplicados na pele geralmente são utilizados por seus 
efeitos locais e, assim, são mais comumente usados no tratamento de 
distúrbios da pele superficiais, como  psoríase,  eczema, infecções de pele 
(virais, bacterianas e fúngicas), prurido e pele seca. O medicamento é misturado 
com substâncias inativas. Dependendo da consistência dessas substâncias 
inativas, a formulação pode ser uma pomada, um creme, uma loção, uma 
solução, um pó ou um gel (veja Preparados tópicos).
Via transdérmica
Alguns medicamentos são disponibilizados no corpo todo através de um 
adesivo sobre a pele. Algumas vezes, esses medicamentos são misturados a 
uma substância química (como o álcool) que intensifica a penetração pela pele 
e entrada na corrente sanguínea sem uso de injeções. Através de um adesivo, o 
medicamento pode ser administrado lentamente e de forma constante, durante 
muitas horas, dias ou até mesmo mais tempo. Como resultado, os níveis do 
medicamento no sangue podem ser mantidos relativamente constantes. Os 
adesivos são particularmente úteis no caso de medicamentos que o organismo 
elimina com rapidez, pois, se os mesmos fossem administrados de outras 
formas, teriam de ser tomados frequentemente. No entanto, os adesivos podem 
irritar a pele de algumas pessoas. Além disso, os adesivos são limitados pela 
rapidez com que o medicamento pode atravessar a pele. Apenas medicamentos 
que devem ser administrados em doses diárias relativamente baixas podem 
ser administrados através de adesivos. Exemplos desses medicamentos são: 
nitroglicerina (para dor torácica), escopolamina (para enjoo do movimento), 
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nicotina (para deixar de fumar), clonidina (para hipertensão arterial) e fentanila 
(para alívio da dor).
Técnica básica de um cálculo farmacêutico;
Frequentemente chega no balcão da farmácia receitas médicas para as quais 
devemos realizar cálculos a fim de determinar a quantidade a ser administrada 
ou dispensada. O farmacêutico e o balconista precisam ter noções de matemática 
para executar diversas tarefas relacionadas à dispensação de medicamentos, 
como orientar ao paciente a dose necessária de determinado medicamento, a 
quantidade de caixas ou frascos que precisam ser dispensados para atender o 
tratamento total, dentre outros, para tanto, é imprescindível conhecer as unidades 
de medidas, as expressões que representam a concentração ou dosagem do 
medicamento, além da habilidade de saber executar os cálculos necessários para 
uma dispensação que contemple o uso racional de medicamentos.
Ao receber uma prescrição na farmácia, algumas informações devem ser 
consideradas antes que o cálculo seja iniciado, são elas:
 
a) Paciente: verificar se a pessoa que vai utilizar o medicamento é adulto, criança 
ou idoso;
 
b) Dosagem ou concentração do medicamento: observar a unidade de medida 
utilizada, que pode estar expressa em grama (g), miligramas, (mg), micrograma 
(mcg), unidades internacionais (UI) para forma farmacêutica sólida ou expressa 
em porcentagem (%), miligramas por mililitros (mg/ml), unidades internacionais 
por mililitros (UI/ml), para as formas farmacêuticas líquidas;
 
c) Posologia:  avaliar o modo de administrar o medicamento, quantidade de 
doses necessárias por dia e o tempo de tratamento.
Após a análise da prescrição, o profissional deve verificar na embalagem do 
medicamento se a dosagem ou concentração corresponde ao prescrito, a 
quantidade de medicamento dentro de cada embalagem e, finalmente, aplicar 
os cálculos. 
Durante a dispensação, as duas principais finalidades de realizar os cálculos 
farmacêuticos são:
 
1º Descobrir a dose do medicamento que deverá ser administrada (podendo ser 
o volume de medicamentos para pegar no copo dosador ou seringa dosadora, 
a quantidade de gotas necessárias ou quantidade de comprimidos necessários);
 
2º Descobrir a quantidade de embalagens necessárias para atender o tratamento 
total.
A regra de três é um dos cálculos mais utilizados nessas situações. A seguir, 
apresentaremos alguns exemplos de cálculos para fins didáticos. (Obs.: as 
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
45
informações utilizadas nos exemplos não retratam fielmente uma prescrição).
Cálculo para dispensação de forma farmacêutica sólida: 
Neste exemplo, observamos na caixa da isotretinoína que cada cápsula tem 20 mg. 
O paciente precisa tomar 40mg, portanto, 2 cápsulas em cada dose, descoberto 
isso, realizamos o cálculo para determinar a quantidade de embalagens 
necessárias, por meio do qual obtemos que o paciente irá precisar de 4 caixas, 
com 30 cápsulas cada, para o tratamento de 30 dias.
Cálculo para dispensação de forma farmacêutica líquida: 
Para formas farmacêuticas líquidas, como soluções, suspensões e xaropes, por 
exemplo, o objetivo inicial é determinar o volume a ser administrado por dose. 
Neste exemplo, precisamos descobrir quantos mililitros de amoxicilina precisam 
ser administrados, para tanto, é preciso observar a concentração na embalagem, 
que é de 250mg/5mL, assim, temos que cada 5mL tem 250mg, portanto, aplicando 
a regra de três, descobrimos a dose de 500mg corresponde a 10 ml. O paciente 
deve tomar 10 ml de amoxicilina, de 8 em 8 horas, ou seja, 3 vezes ao dia por 7 
dias, devemos multiplicar esses valores, obtendo que serão necessários 210mL. 
46
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Sabendo que cada embalagem contém 150mL, serão necessários 2 frascos de 
amoxicilina.
Cálculo envolvendo gotas
Neste exemplo, a dose já está expressa em gotas, dessa forma precisamos 
descobrir apenas quantos frascos dispensar para o tratamento de 60 dias. A 
embalagem do clonazepam informa que cada mililitro da solução oral contém 
25 gotas, o tratamento completo requer 900 gotas, portanto, após os cálculos 
encontramos que serão necessários 2 frascos.
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47
Cálculo envolvendo porcentagem
Na prescrição de levomepromazina, temos que a concentração de 4% equivale a 
4g por 100mL. É preciso realizar a conversão da massa em grama para massa em 
miligrama, em seguida, encontrar o volume por dose e a partir disso, descobrir 
quantas gotas administrar e quantos frascos dispensar. Após os cálculos, 
descobrimos que será necessário dispensar 5 frascos para o tratamento de 30 
dias e o paciente deve tomar 15 gotas por dose.
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Cálculo envolvendo peso
O cálculo envolvendo peso pode estar presente tanto para formas farmacêuticas 
sólidas, quanto para líquidas. Nesse exemplo temos que uma criança de 10 Kg 
deverá tomar 25 mg de amoxicilina para cada quilo, dessa forma obtemos que 
será necessário 250 mg. Como o medicamento prescrito se apresenta sob a forma 
de suspensão, será necessáriodescobrir o volume necessário para administrar 
em cada dose, assim, obtemos que será necessário administrar 2,5 ml por dose. 
Posteriormente, identificamos que será preciso apenas 50mL para atender 
o tratamento total, sendo necessário apenas 1 frasco, visto que a embalagem 
contém 150 ml.
A título de conhecimento, se a estabilidade dessa apresentação fosse de 7 dias, 
seriam necessários 2 frascos e nesse contexto, o paciente deve ser orientado a 
administrar o primeiro frasco por 7 dias, desprezando o excedente e só então, 
reconstituir o segundo frasco para dar continuidade aos 3 dias restantes de 
tratamento.
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49
Dispensação de medicamentos.
A dispensação deve ser entendida como integrante do processo de atenção ao 
paciente, ou seja, como uma atividade realizada por um profissional da saúde, 
com foco na prevenção e promoção da saúde, tendo o medicamento como 
instrumento de ação.
Neste ato, deve informar e orientar o paciente sobre o uso adequado do 
medicamento. Além disso, é nesse momento que o profissional conversa com o 
usuário e pode desenvolver outras ações relacionadas à saúde do paciente. 
Ainda que seja um procedimento simples, a dispensação deve respeitar algumas 
etapas, a fim de garantir que tudo corra da melhor maneira possível. Abaixo, 
vamos descrever cada uma dessas etapas.
50
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
1º passo: ACOLHIMENTO
O acolhimento é essencial para um bom atendimento. Segundo o Ministério da 
Saúde, acolher significa “um modo de operar os processos de trabalho em saúde, 
de forma a atender a todos que procuram os serviços de saúde, ouvindo seus 
pedidos e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher, escutar e dar 
respostas mais adequadas aos usuários”.
Portanto, para acolher é necessário prestar um atendimento com resolutividade 
e responsabilização. Deve demonstrar respeito e interesse por todos os pacientes 
que chegam ao balcão de atendimento. Adote um tom de voz adequado e 
encaminhe o paciente para um local mais tranquilo se necessário.  
2º passo: AVALIAÇÃO DA PRESCRIÇÃO
A prescrição de um medicamento é um documento com valor legal, que deve 
ser tratado com responsabilidade e profissionalismo por todos os envolvidos 
(médicos, pacientes e farmacêuticos).
Ao receber a prescrição, deve analisá-la levando em conta sua legitimidade com 
base em aspectos terapêuticos (farmacêuticos e farmacológicos), na adequação 
dela à situação do paciente e às possíveis contraindicações e interações 
medicamentosas – evento clínico que pode ocorrer quando a ação de um 
medicamento é alterada pela utilização de outro fármaco. Só depois desta análise 
a dispensação de medicamentos poderá ser realizada.
Como avaliar a prescrição 
Antes de mais nada, deve-se avaliar para quem a prescrição está direcionada. 
Pergunte para o paciente se a medicação é para ele. Essa informação é importante 
para obter informações que possibilitem avaliar a aplicabilidade da medicação e 
a posologia. 
Sempre que possível, procure chamar o paciente pelo nome para que a relação 
terapêutica entre paciente e colaborador seja estabelecida com mais facilidade.
Durante o atendimento, pode coletar informações importantes do paciente 
e, assim, prevenir problemas como a baixa  adesão ao tratamento. De acordo 
com o Ministério da Saúde, aproximadamente 70% dos pacientes com pressão 
alta, diabetes ou dislipidemias  (excesso de lipídios no sangue) não conseguem 
controlar suas doenças, mesmo tendo a prescrição e diagnóstico médico. Na 
maioria dos casos, esses pacientes utilizam vários medicamentos.
Avalie a legalidade e a legibilidade da prescrição. No que tange a legalidade, devem 
ser avaliadas todas as informações sugeridas pelas Boas Práticas de Prescrição 
(OMS, 1998), bem como pelos dispositivos legais brasileiros.
A data da receita também deve ser observada, uma vez que indica a continuidade 
de um tratamento ou a reutilização de uma prescrição. A reutilização de uma 
prescrição pode não fazer sentido quando o paciente resolve, por exemplo, 
comprar um antibiótico 3 meses após o diagnóstico de uma infecção.
Caso seja identificado algum problema na prescrição que impeça a dispensação 
de medicamentos, o paciente deverá ser encaminhado ao médico, portando uma 
orientação por escrito do farmacêutico.
E quando o comprador não for o paciente ou o cuidador? O que fazer? 
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Se o paciente estiver impossibilitado de adquirir os medicamentos por conta 
própria, pode acontecer dele pedir auxílio a um parente, amigo ou vizinho. Se o 
nome que consta na prescrição não for o mesmo do comprador, cabe ao atendente 
realizar uma breve investigação para descobrir a relação entre o comprador e o 
paciente.
Isso é importante para que, durante o atendimento, recolha todas as informações 
possíveis sobre o paciente para determinar a aplicabilidade dos medicamentos 
prescritos, com base em dados como idade, peso, condição de saúde, remédios 
de que o paciente faz uso, etc.
3º passo: AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO
Se o paciente acabou de receber o diagnóstico médico, ele precisa de informações 
mais detalhadas acerca do tratamento. Nesta situação, o acolhimento que precede 
a dispensação de medicamentos é ainda mais importante, pois o paciente pode 
estar em um momento vulnerável, tendo de lidar com as fases iniciais do processo 
de adaptação à doença.
Caso a prescrição seja do paciente e ele esteja  iniciando um tratamento, não 
deixe de fazer as seguintes perguntas:
O(a) senhor(a) sabe porque vai tomar esse medicamento?
O médico lhe explicou como esse medicamento deve ser tomado?
O médico explicou o que deve ser feito caso uma dose seja esquecida?
Caso o paciente  já faça uso do medicamento, outras perguntas pertinentes 
podem ser feitas:
Como o(a) senhor(a) toma esse medicamento?
O senhor(a) faz uso de outros medicamentos além desse?
Como está sendo o tratamento?
Seu colesterol está controlado?
Sentiu algum efeito adverso?
4º passo: FINAL DO ATENDIMENTO
Após tirar todas as dúvidas do paciente e dispensar o medicamento prescrito, 
podemos aproveitar para  oferecer outros  serviços de saúde  que julgar 
pertinentes. Como, por exemplo, encaminhar ao farmacêutico para uma revisão 
da farmacoterapia. 
A revisão da farmacoterapia é um serviço no qual o farmacêutico realiza a análise 
de todos os medicamentos utilizados pelo paciente, com o intuito de resolver 
problemas relacionados à prescrição, à utilização, aos resultados terapêuticos, 
entre outros. 
Como o uso de diferentes medicamentos pode acarretar nas já mencionadas 
interações medicamentosas, é importante que a revisão leve em conta todos 
os remédios que o paciente toma, não somente os prescritos pelo médico, mas 
também os utilizados para automedicação e até mesmo os fitoterápicos.
Para ser um bom atendente de farmácia devemos estar em constante atualização, 
já que vimos nesse curso que a área da farmácia sempre está se inovando e 
atualizando, aparecendo novos produtos, medicamentos e técnicas para melhorar 
a saúde e o tratamento de cada paciente.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
 O mercado de trabalho para atendentes de farmácia é bastante promissor. 
Muitos profissionais começam suas carreiras nessas funções e chegam a ocupar 
cargos de gerentes e farmacêuticos. Tudo isso dependerá apenas do seu esforço 
e dedicação.
 Mantenha-se atualizado sobre o mercado, estude, se dedique e a 
possibilidade de desenvolver um plano de carreira será alta. Além disso, algumas 
farmácias e drogarias costumam dividir os atendentes em funções como júnior, 
pleno e sênior. Assim, podendo chegar até mesmo a gerência do estabelecimento.
A profissão de atendente de farmácia ou balconista está em constante crescimento 
e é uma ótima oportunidade para iniciar sua vida profissional. Com esse curso, 
sua dedicação e constante atualização não faltará vaga de emprego e crescimento 
profissional, visto que a área da farmácia é uma das que mais cresceno Brasil.
A T E N D E N T E D E F A R M Á C I A
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REFERÊNCIAS
Site da ANVISA: www.anvisa.gov.br Site 
Site do Ministério da Saúde: www.saude.gov.br 
Conselho Federal de Farmácia: www.cff.org.br Brasil. 
Ministério da Saúde. Coordenaçao de Controle de Infecçao Hospitalar. Guia 
Básico para Farmácia Hospitalar, Brasília, 1994. 
Cartilha ―O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso 
correto de medicamentos‖ – Ministério da Saúde, 2001. 
Portal Farmácia – www.portalfarmacia.com.br
SOUZA, C. Você é líder da sua vida. Rio de Janeiro : Sextame, 2007.
LOVELOCK, C. H.; WRIGHT, L. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva, 
2002. 
LUPPA, L. P. A Essência da liderança de resultados. São Paulo: Landscape, 2006. 
MAXIMIANO, A. C. Administração para empreendedores .São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2006.
OMS. Organização Mundial da Saúde. Guia para a boa prescrição médica. Porto 
Alegre: Artmed, 1998. 124 p.
PEPE, V.L.E.; CASTRO, C.G.S.O. A interação entre prescritores, dispensadores e 
pacientes: informação compartilhada como possível benefício terapêutico. Cad. 
Saúde Pública, v. 16, n. 3, p. 815-822, 2000.
SILVA, L.R.; VIEIRA, E.M. Conhecimento dos farmacêuticos sobre a legislação 
sanitária e regulamentação da profissão. Rev. Saúde Pública, v. 38, n. 3, p. 429-
437, 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Farmácia básica : manual de normas e procedimentos. 
Brasília : Ministério da Saúde, 1997.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 44, de 17 de agosto 
de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do 
funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação 
de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 ago. 2009, seção 1, p. 78.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 20, de 05 de maio 
de 2011b. Estabelece os critérios para a prescrição, dispensação, controle, 
embalagem e rotulagem de medicamentos à base de substâncias classificadas 
como antimicrobianos de uso sob prescrição, isoladas ou em associação. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 09 maio. 2011, seção 1, p. 39.
Conselho Federal de Farmácia. Resolução CFF nº 357, de 20 de abril de 2001. 
Aprova o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia. Diário Oficial do 
Estado, Brasília, DF, 27 abr. 2001, seção 1, p. 24.
Farmácia Estabelecimento de Saúde. Fascículo I. São Paulo, 2009b. (Farmácia 
Estabelecimento de Saúde).
Antibióticos. Fascículo VI. São Paulo, 2011. (Farmácia Estabelecimento de Saúde).
Dispensação de medicamentos. Fascículo VIII. São Paulo, 2012. (Farmácia 
Estabelecimento de Saúde).
Consulta e Prescrição Farmacêutica. Fascículo XI. São Paulo, 2016a. (Farmácia 
Estabelecimento de Saúde).
istudbr istud iStud

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