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Página 1 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO IMEP Módulo: Sistematizar a informação para apoio à tomada de decisão de gestão Código do Módulo: MO ADG025007191 RESULTADOS DE APRENDIZAGEM 1 E 2 Ficha 1 Data: 13/02/2024 Nº de Aulas: RESULTADO DE APRENDIZAGEM 1 No primeiro de módulo Contabilidade Analítica, falamos da necessidade da introdução de um sistema contabilístico alternativo à contabilidade geral, uma contabilidade interna – a Contabilidade Analítica, com vista a colmatar as insuficiência da sua informação, de forma a atender à crescente complexidade das empresas e à especificidade dos problemas que enfrentam. Nos módulos de Contabilidade Analítica estávamos mais preocupados com o apuramento dos custos dos produtos, na contabilidade de Gestão iremos abordar outras áreas desta contabilidade interna, mais vocacionada para o tratamento da informação para a tomada de decisão de gestão. Para o efeito neste módulo será estruturado em 3 partes: FIGURA 1 – ESTRUTURA DO MANUAL O Suporte da contabilidade Gestão para a tomada de Decisão A Contabilidade de Gestão Demontsrações Financeiras Os Sistemas de Custeio Técnicas de Custeio A Análise Geral de um Objecto de Análise Definição Objecto de Análise Identificação e Tratatamentos dos Custos Selecção dos Instrumentos Análise Casos Particulares da Tomada de Decisão Decisões Preço Fabricar ou subcontratar Abandonar ou não uma linha produto Página 2 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene A CONTABILIDADE DE GESTÃO Como foi referenciado no módulo de Contabilidade Analítica a contabilidade divide-se em duas grandes áreas: Contabilidade Externa ou Geral - regista as operações externas da empresa, isto é, aquelas que respeitam à empresa no seu todo (regista factos patrimoniais que fazem prova perante terceiros; permite conhecer em qualquer altura a situação patrimonial na empresa; dá a conhecer o resultado obtido com a exploração da empresa; possibilita a elaboração de análises económicas e financeiras); Contabilidade Interna, Analítica ou de Gestão - regista as operações internas e visa o apuramento de resultados não globais, isto é, por produto, por departamento, etc. (fornece o custo de cada produtos ou serviço produzido pela empresa; permite a criação de centros de custos dentro da própria empresa; possibilita estudos de rentabilidade interna; auxilia a gestão no controlo e tomada de decisões). Vejamos os quatro estágios da evolução e mudança da Contabilidade Interna para entendermos a diferença entre a Contabilidade Analítica e de Gestão: FIGURA 2 – EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE GESTÃO A era do mercado substituiu a era da produção, pelo que o sistema de apuramento de custos e de resultados deve reflectir essa tendência, nomeadamente a crescente relevância de segmento e progressivo desmantelamento da DR por funções. A Contabilidade de Gestão pode ser um desenvolvimento da Contabilidade de Custos, numa óptica mais globalizante, ou seja de proporcionar informação para a gestão das unidades empresariais, não incidindo apenas nos custos, mas também nos proveitos, e nas massas patrimoniais. Os actuais objectivos desta Contabilidade Gestão são: A n te s 1 9 5 0 Foco na determinação dos custos e Controlo Financeiro Uso das tecnologias de orçamentação e Contabilidade de Custos 1 9 6 5 Foco fornecimento de informação para o controlo e planeamento gestão Análise da Decisão e Contabilidade por responsabilidade 1 9 8 5 Foco redução do desperdício de recursos usados nos processos de negócio Análise do processo e gestão estratégica de custos 1 9 9 5 Foco na criação de valor através do uso efectivo dos recursos Direccionadores de Valor para o cliente, valor para o accionista e inovação organizacional Página 3 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Apoio a outros instrumentos técnicos e de gestão, em particular o apuramento de custo dos produtos para efeitos de gestão de stocks e de elaboração das demonstrações financeiras; Controlo retrospectivo dos resultados e, em particular, dos orçamentos, com vista a ajudar ao planeamento da organização e ao seu controlo; Apoio á tomada de decisão, ou seja, produzir informação adequada para modelos de apoio á decisão, nomeadamente, modelos de optimização e simulação; Avaliar o desempenho económico-financeira de um ou múltiplos segmentos da empresa, nomeadamente, produtos, tipos de clientes, projectos, regiões geográficas, etc.. A título exemplificativo apresentam-se algumas questões, para as quais, a Contabilidade de Gestão poderá contribuir para a tomada de decisão: Qual a contribuição de cada secção/departamento/produto para o resultado da empresa? Será mais vantajoso criar uma secção de manutenção ou subcontratar esse serviço? Qual o preço mínimo para uma promoção? Face aos grandes objectivos propostos pela Contabilidade de Gestão a informação produzida interessa quer internamente, pela sua contribuição para a tomada de decisão, bem como externamente, aos agentes externos que se relacionam com a instituição, nomeadamente as instituições bancárias. CASO PRÁTICO 1 – CONTABILIDADE DE GESTÃO 1. Indique e diferencie as principais divisões da Contabilidade 2. Quais os principiais objectivos da Contabilidade de Gestão? 3. Qual a diferença entre Contabilidade Analítica e de Gestão? AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. Nos diversos módulos de Contabilidade Financeira e Analítica foram abordadas as principais demonstrações financeiras: Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado do Exercício – DRE Demonstração do Fluxo do Caixa- DFC Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos – DOAR Página 4 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Balanço Social Relembremos o seu conceito e objectivo: Balanço Patrimonial É uma demonstração financeira que tem por objectivo mostrar a situação financeira e patrimonial de uma entidade numa determinada data. Representando, portanto, uma posição estática da mesma. O Balanço apresenta os Activos (bens e direitos) e Passivos (exigibilidades e obrigações) e o Património Líquido, que é resultante da diferença entre o total de activos e passivos. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício, através dedução às receitas dos custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. A DRE oferece uma síntese económica dos resultados operacionais e financeiros de uma empresa em certo período. Embora sejam elaboradas anualmente para fins de divulgação, em geral são feitas mensalmente pela gestão. A DRE, pode ser utilizada como indicadores de auxílio a decisões financeiras. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR Procura evidenciar as origens de recursos que ampliam a folga financeira de curto prazo (ou o capital circulante líquido, numa linguagem mais técnica) e as aplicações de recursos que consomem essa folga., ou seja, onde a empresa se foi financiar e onde aplicou esses recursos. Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC A Demonstração do Fluxo do Caixa relaciona entradas e saídas de dinheiro, em um determinado intervalo de tempo. Em alguns países a Demonstração de Fluxos de Caixa veio substituir a Demonstração de Origens e aplicações de Recursos Balanço Social O balanço social nada mais é do que um Documento publicado pela empresa reunindo um conjunto de informações sobre os planos, projectos, benefícios e acções sociais dirigidas aos stakeholders da organização, isso é, empregados, investidores, analistas de mercado, accionistas clientes, fornecedores, empresas parceiras, terceiros e demais envolvidos que directa ouindirectamente se favorecem dos processos desenvolvidos pela instituição. Dado o seu conteúdo, este documento pode ser considerado Página 5 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene como um instrumento estratégico para avaliar e multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa, podendo ou não ser utilizado para campanhas publicitárias que fortalece o nome e a marca da organização. No âmbito da Contabilidade de Gestão a preocupação está orientada para o conhecimento da actividade da empresa, ou seja dos seus resultados operacionais, por isso a demonstração financeira por excelência à a Demonstração de Resultados Operacionais. A Contabilidade Analítica permite-nos desagregar os dados das Demonstrações Financeiras, em que os dados são apresentados de forma sintética, num nível de detalhepara que se possa de facto saber ao pormenor como e o que contribui para a obtenção desse resultado.. Os mapas financeiros da Contabilidade de Custos e de Gestão são essencialmente dois: • Mapa de Apuramento do CIPF e do CIPV • Demonstração de Resultados Operacionais da Empresa O detalhe destes mapas depende do objecto de análise da empresa: demonstração de Resultados Operacionais por Produto, Demonstração de Resultados por funções, Demonstração de Resultados por Cliente, etc.. Este assunto vai ser abordado no capitulo de Técnicas de Custeio CASO PRÁTICO 2 – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1. Indique as principais demonstrações financeiras utilizadas pela empresa. 2. Quais os Mapas financeiros mais utilizados pela gestão de uma empresa? 3. Em que consiste a Demonstração de Resultados do Exercício 4. Qual a diferença de tratamento das demonstrações financeiras na contabilidade Financeira/Geral e na Contabilidade Analítica ou de Gestão. CENTROS DE RESPONSABILIDADE Para optimização do processo de avaliação dos resultados e desempenho das empresas é necessário, além de uma análise global a criação de modelos analíticos para avaliação dos resultados sectoriais. O sistema mais conhecido é denominado de contabilidade por responsabilidade, que incorpora o conceito de centro de responsabilidade. Quando existe descentralização a contabilidade assume um papel importante para os responsáveis de cada departamento avaliarem e controlarem as suas áreas de responsabilidade – centros de responsabilidade. Centros de responsabilidade são divisões (centros) que possuem responsabilidade pela avaliação e controle de um conjunto específico de actividades. Os centros de responsabilidade podem ser definidos em 3 tipos: Centros de Custos, Centros de Lucros e Centros de Investimento. As principais características de cada centro de Responsabilidade são apresentadas na tabela 1. Página 6 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene TABELA 1– CARACTERIZAÇÃO DOS PRINCIPAIS CENTROS DE RESPONSABILIDADE A avaliação de desempenho de uma entidade pode ser feita nas suas divisões (ou departamentos e sectores), mas também pode ser feita por tipo de produto ou por localização geográfica. Como vimos nos módulos anteriores o objectivo da contabilidade é fornecer informação para a tomada de decisão. Desta forma a contabilidade por responsabilidade é todo o processo que permite medir os resultados de cada centro de responsabilidade e compará-los com os previstos ou orçamentados. CASO PRÁTICO 2 – CENTROS DE RESPONSABILIDADE Vamos consolidar os nossos conhecimentos sobre os centros de custo respondendo a cada uma das seguintes questões: 1. O que são centros de responsabilidade? 2. Qual é a importância dos centros de responsabilidade para a tomada de decisão? Página 7 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene RESULTADO DE AMPRENDIZAGEM 2 OS SISTEMAS DE CUSTEIO Neste capítulo vamos relembrar os conceitos aprendidos no módulo de Contabilidade Analítica II no que se refere aos diferentes Sistemas de Custeio: Custeio por Ordem/Encomenda e o Custeio por Processo. A forma como se desenrola o processo produtivo em cada empresa irá condicionar o apuramento do custo dos seus produtos. Os regimes de fabrico podem ser simples ou complexos, se tem uma ou várias operações, Contínuos ou descontínuos, processos ininterruptos ou não), ou uniforme ou múltipla, único produto ou vários produtos. Estes regimes vão definir os sistemas de apuramento do custo dos seus produtos, ou seja o seu sistema de custeio. Assim surgem dois tipos de sistemas de custeio: MÉTODO CARACTERÍSTICAS Método Directo (ou custeio por ordens de produção ou encomendas) Fabricação por encomenda Produção diversificada, descontínua e variável Produto identificado ao longo de todo o processo de fabrico (produtos perfeitamente distinguíveis entre si) São identificados e determinados todos os custos de produção directos, relativos a cada produto, ao longo de todo o processo de fabrico Os custos são acumulados em “Fichas de Custo” e em contas divisionárias da conta “94 – Fabricação”, geralmente designadas por Ordens de Produção (OP) ou Obras em Curso Facilidade de calcular o CIPA de cada obra e identificar as obras em curso no final do período Método Indirecto ( ou do Custeio por Processo) Fabricação de um único produto ou um número reduzido de produtos, geralmente em grandes quantidades Produção contínua e ininterrupta ou por séries de produtos homogéneos Acumulação mensal, por produtos, dos custos industriais, determinando-se o custo unitário (médio) de cada unidade Os custos industriais são frequentemente decompostos pelas principais fases da produção Página 8 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Método Misto Combinam características dos métodos directo e indirecto Processo contínuo até uma certa fase (custeio por processo) e depois descontínuo e individualizado (custeio por obra) TABELA 1 – TIPOS DE SISTEMAS DE CUSTEIO Relembre igualmente a Tabela 1 e 2 que consta do manual de Contabilidade Analítica II, para diferenciar os dois tipos de sistemas de Custeio: Características Por Ordem/ Encomenda Por Processo /Serie Regimes de Fabrico Produção descontínua Regimes de e diversificada Produção contínua, de produtos semelhantes ou iguais Exemplos Indústria de equipamento Indústria gráfica Indústria mobiliária Construção civil Oficinas de reparação Estaleiros navais Escolas profissionais Indústrias de química Indústrias de cimento Têxteis Calçado Bebidas Objectivo Cálculo do custo de cada encomenda (Ordem de Produção/ Fabrico) Cálculo do custo de cada secção/fase e posteriormente de cada produto Calculo do Custo Total Resultado do valor final das várias encomendas Resultado do somatório do custo das várias fases Timing de apuramento do custo dos produtos O custo é calculado assim que termina uma ordem. É portanto, variável no tempo, porque depende do momento em que as obras terminam. É fixo no tempo: a altura é prefixada de acordo com as necessidades; o custo é calculado no final do período definido (ex. semanalmente, mensalmente ou anualmente). Matérias Directas Semi-produtos Armazém de Produtos Acabados Matérias Directas Custos de Transformação Custos de Transformação FASE I FASE II Página 9 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Vantagens Fácil comparação dos custos com o valor de venda Identificação dos produtos que têm uma maior ou menor margem de lucro Simplifica o cálculo dos custos previsionais e orçamentais Facilita o controlo da eficiência da empresa (ou departamentos), sem necessidade de inventários físicos As encomendas e pagamentos parcelares antecipados são mais facilmente controlados Fácil localização dos custos Desvantagens Os custos da Ordem de Produção não dependem do período contabilístico; são determinados apenas através da acumulação na Fichade Custo Funcionamento burocrático que traz enormes despesas e um nº elevado de registos e quantidade de pessoal Pela sua coincidência com o período contabilístico e dependendo do tipo de produto, exige frequentemente inventário dos produtos em curso para a determinação dos custos Dificuldade no cálculo do valor dos produtos em vias de fabrico Recurso às unidades equivalentes TABELA 2 - DIFERENÇAS ENTRE OS SISTEMAS DE CUSTEIO CASO PRÁTICO 3 – SISTEMAS DE CUSTEIO Identifique as diferenças entre o método directo (por ordem) e Indirecto (por processo)quanto: Regimes de fabrico Objectivo Timing de apuramento do custo dos produtos Vantagens e Desvantagens Página 10 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene MÉTODO DIRECTO: O processo de apuramento dos custos de produção, de acordo com método directo, pode ser resumido nos seguintes pontos: Imputação dos custos directos: Em empresas cujos produtos são fabricados como trabalhos individuais para que atendam a especificações únicas a imputação dos custos directos é relativamente fácil. Na sua maioria, os custos de fabricação podem ser atribuídos a produtos específicos, o que torna a estimativa dos custos directos simplificada. Para o efeito, é utilizada uma folha de cálculo de custos para reunir materiais, trabalho e custos das despesas gerais de fabrico para cada trabalho. Imputação dos custos indirectos Enquanto nas ordens de serviço, se atribui os custos reais à MP e MOD, no caso dos custos fixos ou os GGF, os mesmos são atribuídos com base em estimativas. Uma das razões para a utilização de estimativas dos GGF será a poupança relativa ao custo do trabalho burocrático, de determinar quanto do custo real de cada item deve ser atribuído a cada encomenda. Por outro lado, alguns GGF, como a manutenção de prevenção, incorrem num momento do tempo mas, beneficiam encomendas feitas durante os períodos subsequentes. EXEMPLO 1 – MÉTODO DIRECTO Relembre o Caso Prático da MÓVEIS MOCUMIA apresentado em Contabilidade Analítica II: A empresa MÓVEIS MOCUMIA, dedica-se à produção de mobiliário de madeira, Iniciou a sua actividade em Setembro, com a execução de 2 encomendas, que foram identificadas pelas seguintes obras de produção: • OP001 – 50 camas • OP002 – 100 Mobílias para quartos Durante o mês de Setembro a OP001 foi concluída e a OP002 ainda se encontrava em curso. Os principais dados da produção neste período foram os seguintes: Através das requisições internas consta-se que os materiais consumidos foram os seguintes: • OP001 – 250.000,00 meticais • OP001 – 730.000,00 meticais O tratamento das folhas de ponto permite determinar que os custos de mão-de-obra directa por ordem, foram: Página 11 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene OP001 OP002 Nº de Horas (Hh) 1.800 5.500 Valor (meticais) 90.000,00 247.500,00 As Contas dos GGF indicam que o seu montante no mês foi de 511.000,00 meticais. A empresa utiliza como base de imputação as horas de mão-de-obra directa. O Método para apurar o custo de Produção será o método Directo já que a empresa produz para encomendas. Custos Directos são: Descrição ORDEM TOTAL OP001 0P002 Materiais Directos 250.000,00 730.000,00 980.000,00 Mão-de-Obra Directa 90.000,00 247.500,00 337.500,00 Custos Indirectos: A repartição dos custos indirectos é com base nas Horas de Mão-de-Obra Directa, logo: Coef. Imputação = 511.000,00 = 70,00 meticais de GGF / Hora MOD 7.300 DESCRIÇÃO OP001 0P002 TOTAL Nº Horas de MOD 1.800 5.500 7.300 Coef. Imputação 70,00 70,00 GGF aplicados 126.000,00 385.000,00 511.000,00 Descrição ORDEM TOTAL OP001 0P002 Materiais Directos 250.000,00 730.000,00 980.000,00 Mão-de-Obra Directa 90.000,00 247.500,00 337.500,00 GGF 126.000,00 385.000,00 511.000,00 Total CIP 466.000,00 1.362.500,00 1.828.500,00 Ei PVF 0 0 Ef PVF 0 1.362.500,00 CIPA 466.000,00 0,00 Unidades Produzidas 50 - cu 9.320,00 - Página 12 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene CASO PRÁTICO 4 – APLICAÇÃO DO MÉTODO DIRECTO A Companhia Náutica é uma empresa que fabrica barcos de recreio por encomenda. No dia 1 de Abril a Empresa tinha completado todas as encomendas anteriores. Durante o mês de Abril recebeu mais 3 encomendas, sobre as quais apurou-se a seguinte informação: ORDEM Data Inicio Data Conclusão Quantidade (barcos) Materiais directos Mão-de-Obra Directa Horas de Mão-de- Obra Directa 401 1-Abr 11-Abr 50 400 000,00 800 000,00 12 000 402 12-Abr 24-Abr 80 800 000,00 1 000 000,00 18 000 403 15-Abr 100 320 000,00 560 000,00 8 000 TOTAL 1 520 000,00 2 360 000,00 38 000 Durante o mês de Abril a empresa teve um total de custos indirectos de 1 292 000,00 meticais. Sabendo que a Empresa utiliza como base de imputação dos seus custos indirectos as horas de Mão-de-Obra Directa utilizada, determine o custo total de cada obra até ao dia 30 de Abril e o custo Unitário das encomendas finalizadas MÉTODO INDIRECTO: Agora vamos relembrar a aplicação do método Indirecto que se aplica a empresas que fabricam poucos produtos, mas em grandes quantidades, em que a produção se desenvolve de forma contínua e ininterrupta. O ponto mais importante a reter, é a acumulação de custos durante um determinado período. O Processo de apuramento dos custos Unitários do produto acabado pode ser resumidamente apresentado da seguinte forma: Imputação dos Custos Directos O sistema de custeio baseado em processo aplica-se em empresas com um processo produtivo em série, isto é, fabrica-se um mesmo produto repetidas vezes. Neste sistema, os custos são acumulados num departamento ou processo, usando-se um relatório/ficha de custo de produção. Para apuramento do custo unitário de cada unidade fabricada, basta distribuir o custo directo total pelas unidades produzidas/fabricadas. A imputação dos custos directos ao produto acabado deverá realizar-se da seguinte forma: Página 13 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene 1. Apurar os custos totais de MD e de MOD, utilizados durante o processo produtivo durante um determinado período de tempo, previamente definido (aquele que a empresa considera mais conveniente – um dia, uma semana, um mês, um semestre, um ano ou outro qualquer) 2. Registar as unidades produzidas/fabricadas para o mesmo período de tempo; 3. Finalmente, obter o custo de cada unidade através da divisão dos custos totais pelas unidades produzidas. Imputação dos Custos Indirectos no Custeio por Processo Como referenciado, a imputação dos custos indirectos de produção em custeio por processo é idêntico aos custos directos. Com efeito a empresa apenas terá que contabilizar os custos indirectos totais de produção (GGF) e depois dividi-los pelo número de unidades fabricadas Vamos ver um Exemplo EXEMPLO 2 – MÉTODO INDIRECTO Relembre o Exemplo da empresa Panelas da Mamã, apresentado no Módulo de Contabilidade Analítica II: A empresa PANELAS DA MAMA, fabrica panelas de barro de duas categorias: Média (M) e Grande (G). Esta empresa está dividida 5 Secções Homogéneas: Secções U.Obra U.Custeio U.imputação Armazém Matéria-Prima dia Quantidades Entradas Fabricação Hm Refrigeração Hm Tinturaria Hm Conservação e Manutenção dia 50% à Fabricação 10% à Refrigeração 40% à Tinturaria Relativamente ao mês de Novembro sabe-se valores em meticais): Quantidade P.unitário Valor Existências Iniciais Matérias-Primas Barro 30.000 8,00 Caulino 5.000 5,00 Matérias Subsidiárias e Consumo 50.000,00 Produtos Acabados Panela M 1.200 9.000,00 Panela G 1.800 7.000,00 Página 14 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Compras Barro 60.000 9,00 Caulino 20.000 6,00 Mat. Sub. 20.000,00 Produção Panela M 800 PanelaG 1.000 Nota a empresa utiliza o FIFO na valorização das suas saídas Dados Produção Panela M Panela G Total Consumo de MP (kg) Barro 18.000 10.000 Caulino 2.000 3.000 Actividades das Secções (Hm) Fabricação 300 400 700 Refrigeração 900 500 1.400 Tinturaria 480 120 600 Custo unitário Panela M Panela G Total Consumo de MP Barro 8,00 144.000,00 80.000,00 224.008,00 Caulino 5,00 10.000,00 15.000,00 25.005,00 Sub-total 154.000,00 95.000,00 249.000,00 MOD + GGF Fabricação 1.432,94 429.883,07 573.177,43 1.003.060,50 Refrigeração 373,52 336.170,38 186.761,32 522.931,70 Tinturaria 832,04 399.377,44 99.844,36 499.221,80 Sub-total 1.165.430,89 859.783,11 2.025.214,00 Total 1.319.430,89 954.783,11 2.274.214,00 Produção (unidades) 800 1.000 1.800 cu 1.649,29 954,78 Qt Valor Qt Valor Qt Valor Qt Valor Qt Valor Custos Variáveis Electricidade (Kwh) 400 88,00 1.600 352,00 1.000 220,00 500 110,00 50 11,00 Agua (m3) 50 5,00 500 50,00 600 60,00 50 5,00 60 6,00 Gasóleo 800 20.800,00 0,00 0,00 0,00 2.000 52.000,00 Outros Materiais 30.000,00 60.000,00 220.000,00 130.000,00 10.000,00 Custos Fixos 204.000,00 879.400,00 290.000,00 318.500,00 64.500,00 TOTAL 254.893,00 939.802,00 510.280,00 448.615,00 126.517,00 ManutençãoArmazém Fabricação Refrigeração Tinturaria Armazém Matéria-Prima Fabricação Refrigeração Tinturaria Manutenção Custos Totais 254.893,00 939.802,00 510.280,00 448.615,00 126.517,00 Reembolsos custos manutenção 63.258,50 12.651,70 50.606,80 Total dos custos 254.893,00 1.003.060,50 522.931,70 499.221,80 126.517,00 Custos Transformação Valor Consumo Total (Hm) Cu Fabricação 1.003.060,50 700 1.432,94 Refrigeração 522.931,70 1.400 373,52 Tinturaria 499.221,80 600 832,04 Página 15 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene TÉCNICAS DE CUSTEIO. No capítulo anterior vimos como se apurava o custo de uma unidade de produto acabado. Neste capítulo, iremos abordar as técnicas de custeio que permitem à empresa apresentar a informação financeira dos seus resultados, para um determinado período de tempo. As técnicas de custeio têm como objectivo o apuramento do Custo Industrial do Produto Fabricado (CIPF), o Custo Industrial do Produto Vendido (CIPV) e o Resultado Operacional (RO). Antes de prosseguir, é conveniente esclarecer a diferença entre Métodos de Custeio e Técnicas de Custeio. Como vimos, os sistemas de custeio a utilizar (por ordem ou por processo) depende do ciclo e do processo produtivo e/ou do seu output final – produto. A técnica de custeio a utilizar, resulta da livre escolha do gestor. Independentemente do sistema de custeio utilizado, o gestor irá utilizar a técnica de custeio que melhor satisfaça as suas necessidades de informação. Assim, os sistemas de custeio condicionam os procedimentos a usar na valorização de cada unidade fabricada, enquanto que as técnicas de custeio condicionam o modo como a informação financeira da empresa é obtida e apresentada. As técnicas de custeio são desta forma uma condição necessária (ainda que não suficiente) para aumentar a qualidade da gestão das organizações, melhorar a informação e a dinâmica interna. As técnicas de Custeio são: Custeio Total e o Custeio Variável. CUSTEIO TOTAL E CUSTEIO VARIÁVEL – CARACTERIZAÇÃO GERAL No capítulo anterior identificou-se os elementos que fazem parte do custo de produção: MD, MOD e os CIF/GGF. Enquanto que os dois primeiros, por definição, são custos variáveis, os Custos indirectos de Fabricação (CIF/GGF) incluem quer Custos Fixos, quer Custos Variáveis. E é aqui que reside a diferença básica entre as duas técnicas de custeio: na valorização do produto acabado, uma e outra técnica tratam de modo diferente os Custos Indirectos Fabricação (GGF) fixos. No Custeio Total, o custo dos produtos inclui, para além dos custos directos (MD + MOD), todos os Custos indirectos de Fabricação - CIF/GGF (fixos e variáveis), enquanto que no Custeio Variável, é apurado o custo dos produtos adicionando aos custos directos (MD + MOD) apenas os Custos Variáveis. Vejamos de Forma esquemática:. Página 16 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene CUSTEIO TOTAL CUSTEIO VARIÁVEL + MD + MOD + GGF variáveis + GGF Fixos ... ... ... + MD + MOD + GGF variáveis .... .... ... + GGF fixos Custo de Produção Custos do Período Custo de Produção Custos do Período FIGURA 3 – TECNICAS DE CUSTEIO – APURAMENTO DO CIP A razão subjacente à existência de duas técnicas de custeio é a própria complementaridade das duas técnicas. Há determinadas decisões e análises que exigem informações apenas possíveis de obter através do Custeio Total e outras cuja informação necessária é dada pelo sistema de Custeio Variável. Já que não aprofundamos a questão, damos apenas uns breves exemplos da necessidade de aplicação de uma ou outra técnica. Se por exemplo, existe a necessidade de obter informação para aplicação do Modelo Custo-Volume-Resultado (CVR) (ver Capitulo correspondente deste Manual), terá que se fazer recurso ao Custeio Variável. Se, por outro lado, a empresa quiser tomar uma decisão sobre o preço de venda de um determinado produto com base no custo total de produção, necessita de obter informação pela técnica do custeio Total. Para melhor compreensão desta matéria vamos seguir o exemplo: EXEMPLO 3 – DIFERENÇA ENTRE CUSTEIO TOTAL E VARIÁVEL A SUMOS NATURA é uma empresa que engarrafa sumos, cuja estrutura de custos é a seguinte: Custos Variáveis (unitários) Custos Fixos (mensais) Materiais Directos 15,00 Custos Indirectos de Fabricação (GGF) 280 000,0 0 Mão-de-obra Directa 14,00 Despesas Comerciais 100 000,0 0 Custos Indirectos Fabricação (GGF) 8,50 Despesas Administrativas 70 000,00 Despesas Comerciais 2,00 Outras Despesas 200 000,0 0 Despesas Administrativos 0,50 Total 40,00 Total 650 000,0 0 Preço Venda 90,00 Suponhamos que no mês de Outubro a empresa engarrafou 18.000 garrafas tendo, no entanto, vendido apenas 15.750. As restantes (2.250 garrafas) foram para stock de produto acabado (PA). Os stocksinicias, isto é, as existências no início do mês, eram nulas. Para o efeito iremos considerar a inexistência de Produtos em Vias de Fabrico (PVF). Página 17 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Com base neste exemplo iremos então desenvolver os Mapas CIPF/CIPV e RO, em cada uma técnicas de Custeio. APURAMENTO DO CIPF/CIPV Como já aprendido nos módulos de Contabilidade Analítica o apuramento do custo industrial dos produtos vendidos (CIPV) passa pelo calculo dos seguintes resultados parcelares: Total dos Custos de Produção (CIP) Stock de Produtos em Vias de Fabrico (PVF) Custo Industrial do Produto fabricado (CIPF) Stock do Produto Acabado (PA) Custo Industrial do Produto Vendido (CIPV) Vamos Primeiro apurar os custos de Produção (CIP) Esta rubrica apura os custos de produção totais de um período económico Calculando o valor do Custo de Produção, para a empresa de engarrafamento de sumos, teríamos: Materiais Directos 15,00 x 18.000 270 000,00 Mão-de-Obra Directa 14,00 x 18.000 252 000,00 CIF variáveis 8,50 x 18.000 153 000,00 CIF Fixos 280 000,00 Descrição Custeio Total Custeio Variável Materiais Directos 270 000,00 270 000,00 Mão-de-Obra Directa 252 000,00 252 000,00 CIF Variáveis 153 000,00 153 000,00 CIF Fixos 280 000,00 CIP 955 000,00 675 000,00 Vejamos agora o Stock de Produtos em Vias de Fabrico (PVF) + Stock inical de MD + compras de MD - Stock Final de MD = Consumo de MD Custeio Total Custeio Variável + MD + MD + MOD + MOD + GGF variaveis + GGF variaveis + GGF Fixos Total dos Custos de Produção (CIP) Total dos Custos de Produção (CIP) Página 18 de 24 Elaborado por: Augusto MachungueneComo vimos no Módulo de Contabilidade Analítica II, o stock de PVF quantifica o custo total imputado às unidades em fabricação, isto é, as que se encontram a meio do processo de produção Stock PVF Inicial Apura os custos que foram imputados às unidades que no inicio ainda estavam em vias de fabrico Final Apura os custos imputados às unidades em fabricação, no final, ou seja que não estavam concluídas no final do período em análise No nosso exemplo, não existe stocks de Produtos em Vias de Fabrico (=0) Tendo apurado o valor das existências iniciais e finais dos PVF, vamos agora determinar o valor do Custos Industrial do Produto Acabado CIPA. Como neste exemplo não temos PVF logo o CIP = CIPA Descrição Custeio Total Custeio Variável Materiais Directos 270 000,00 270 000,00 Mão-de-Obra Directa 252 000,00 252 000,00 CIF Variáveis 153 000,00 153 000,00 CIF Fixos 280 000,00 CIP 955 000,00 675 000,00 + Ei PVF 0,00 0,00 - Ef PVF 0,00 0,00 = CIPA 955 000,00 675 000,00 Antes de apurarmos o CIPV, temos que valorizar as existências de Produto Acabado: O stock de PA apura o custo total imputado às unidades fabricadas/acabadas, mas ainda não vendidas, no fim de um determinado período. À semelhança do stock de PVF, também se considera o stock de PA em dois momentos diferentes: stock inicial e o final de um determinado período. Como o Stock das Existências Iniciais de Produto Acabado é nulo, então: + Unidades em Stock Inicial de PA 0 + Unidades Fabricadas 18 000 - Unidades Vendidas 15 750 = Unidades em Stock Final 2 250 Para obter o custo destas unidades, é necessário calcular o seu custo unitário: Valor Stock Final PA = Unidades Stock Final x Custo Unitário de Produção EQUAÇÃO 1 – VALOR DO STOCK FINAL DE PA Página 19 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene E o Custo Unitário de Produção será dado pela equação: CIPF unitário = CIPF (TOTAL) Nº de Unidades Fabricadas EQUAÇÃO 2 – CUSTO UNITÁRIO DE FABRICAÇÃO Vamos então aplicar: Custeio Total Custeio Variável CIPF unitário = CIPF (TOTAL) 955 000,00 53,06 675 000,0 0 37, 5 Nº de Unidades Fabricadas 18 000 18 000 Stock Final PA = CIPF u x Unidades Stock 119 375,00 84 375,00 Como facilmente se depreenderá, a diferença encontrada está relacionada com o facto de o custeio total, incluir os Custos Indirectos fixos no custo do período. Assim, os stocks de produto acabado, se forem valorizados pelos custeio total têm um valor maior ou igual ao valor que se apura se forem valoradas no custeio variável. Quando os Custos Indirectos fixos forem inexistentes, então o valor das existências finais de PA serão iguais em ambos as técnicas de custeio. Agora já podemos apurar o Custo Industrial Produto Vendido (CIPV): O CIPV apura o custo total das unidades vendidas num determinado período. O CIPV é o custo das unidades das unidades disponíveis (iniciais e fabricadas) para venda menos o custo daquelas que não foram vendidas estando, portanto, em stock (stock final de PA). Podemos agora, com os dados de que dispomos e com os cálculos efectuados, apresentar a construção dos mapas do CIPF /CIPV para cada uma das técnicas de custeio: Descrição Custeio Total Custeio Variável + Materiais Directos 270 000,00 270 000,00 + Mão-de-Obra Directa 252 000,00 252 000,00 + CIF Variáveis 153 000,00 153 000,00 + CIF Fixos 280 000,00 = CIP 955 000,00 675 000,00 + Ei PVF 0,00 0,00 - Ef PVF 0,00 0,00 Página 20 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene = CIPA 955 000,00 675 000,00 + Ei PA 0 0 - Ef PA 119 375,00 84 375,00 = CIPV 835 625,00 590 625,00 Calculado o Custo dos produtos vendidos já podemos elaborar as Demonstrações de Resultados Operacionais: MAPA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS OPERACIONAIS O Mapa da Demonstração de Resultados (DR) apresenta algumas diferenças dada a informação que cada uma das técnicas privilegia. Enquanto que o custeio total privilegia a distinção entre custos de produção e custos do período, o custeio variável evidencia a distinção entre custos fixos e variáveis Demonstração de Resultados Operacionais Custeio Total Custeio Variável + Vendas (15.750 x90,00) 1 417 500, 00 + Vendas 1 417 500, 00 - CIPV 835 625,0 0 - Custos Variáveis = Margem Bruta 581 875,0 0 CIPV 590 625,0 0 - Custos Período Custos Comerciais 31 500,00 Custos Comerciais Custos Administrativos 7 875,00 Variáveis (15.750 x 2,00) 31 500,00 Margem de Contribuição 787 500,0 0 Fixos 100 000,0 0 - Custos Fixos Custos Administrativos Custos Fabricação 280 000,0 0 Variáveis (15.750 x 0,50) 7 875,00 Custos Comerciais 100 000,0 0 Fixos 70 000,00 Custos Administrativos 70 000,00 Outros 200 000,0 0 Outros 200 000,0 0 Total Custos Período 409 375,0 0 Total dos Custos Fixos 650 000,0 0 = Resultado Operacional 172 500,0 0 = Resultado Operacional 137 500,0 0 Página 21 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Assim, enquanto que o custeio total evidencia a margem bruta, a diferença entre as vendas e os custos do período, o custeio variável evidencia a margem de contribuição, a diferença entre as vendas e todos os custos variáveis. DIFERENÇA DOS RESULTADOS OPERACIONAIS A diferença encontrada no RO, apresentados pelas duas técnicas de custeio, de 35.000,00 (172.500,00 – 137.500,00) encontra a sua explicação no tratamento dos Custos Indirectos de Fabricação (GGF) Fixos. Enquanto que no sistema de Custeio Total os Custos Indirectos de Fabricação (GGF) Fixos são incorporados indirectamente na DR, pois fazem parte do custo do produto, no Custeio Variável, os mesmos são incluídos directamente na DR, pelo seu valor total. Assim, a diferença reside nos Custos Indirectos de Fabricação (GGF) Fixos incorporados na variação do stock do PA. Vejamos o que acabámos de afirmar, começando por determinar o valor dos Custos Indirectos de Fabricação (GGF) Fixos que é imputado a cada unidade, ou seja, calculando a taxa de imputação de Custos Indirectos de Fabricação (GGF) Fixos: Taxa de Imputação dos GGF = Total GGF Fixos = 280 000,00 = 15,56 Nº Unidades Produzidas 18 000 Aplicando a taxa de imputação à variação das Existências de Produto Acabado temos: GGF Imputados à variação stock do Produto Acabado = Taxa Imputação GGF x (Stock Final PA - Stock Inicial PA) EQUAÇÃO 3 – IMPUTAÇÃO DOS GGF AO STOCK FINAL GGF Imputados à variação stock do Produto Acabado = 15,56 x (2.250 - 0) = 35.000,00 O valor dos GGF imputados à variação de stock é exactamente igual ao valor da variação do Resultado Operacional apurado em cada uma das técnicas de Custeio. Desta forma, poderemos afirmar que o RO em custeio total será maior do que o RO em custeio variável quando houver acumulação de stocks e, menor quando houver diminuição de stocks. A inexistência de variação de stocks de PA, ou de GGF fixos, levará a um RO igual através das duas técnicas de custeio CASO PRÁTICO 5 _ DIFERENÇAS ENTRE AS TÉCNICAS DE CUSTEIO Indique as diferenças entre o sistema de Custeio Total e o Sistema de Custeio Variável em termos de distribuição dos custos, tratamento dos custos indirectos de fabricação (GGF) Fixos , margens evidenciadas e aplicações Página 22 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene CASO PRÁTICO 6 – APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE CUSTEIO A empresa FABREX tem uma capacidade instalada de 210.000 unidades/ano. A sua estrutura de custos é a seguinte: • Custos Variáveis (necessidades por unidade de Produto Acabado): MD: 2kg de matéria a 30,00/kg MOD: 4 horas a 10,00/hora GGF variáveis: 10,00 • GGF Fixos anuais: 5.400.000,00 • Custos Comerciais e Administrativos: Fixos: 2.520.000,00 /ano Variáveis: 30,00 /unidade Sabe-se ainda que o preço de venda unitário éde 200,00 a unidade e que não existem stocks de PVF. 1. Sabendo que a empresa, no primeiro ano de actividade, produziu 150.000 unidades e vendeu 130.000, prepare a DR segundo a técnica de custeio total e a de custeio variável 2. Demonstre a diferença de resultados operacionais encontrada no ponto anterior CASO PRÁTICO 7 - CUSTEIO TOTAL E VARIÁVEL (FIFO) A Churrasco da Beira é uma empresa que fabrica Churrascos para as unidades hoteleiras. Relativamente à sua estrutura de custos, obteve-se a seguinte informação: A estrutura de custos de produção, por Churrasco: Materiais directos 800.00 Mão-de-Obra Directa 60.00 Gastos Gerais de Fabrico 600.00 Para além destes custos a empresa ainda incorre em outros Gastos Gerais de Fabrico no total de 8.000,00 mensais. Na sua actividade a empresa incorre ainda nos seguintes custos: - Despesas anuais de Marketing no montante de 15,000.00; - Comissão de 2% sobre as vendas; - Custos Administrativos anuais de 4000.00. Informação Adicional: A empresa espera produzir 3.000 churrascos e vender 2.800 pelo valor de 4.200.000,00; Página 23 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Relativamente aos Produtos em Vias de Fabrico, havia stocks iniciais no montante de 3.000.00 e espera-se a existência de stock final no valor de 1.700,00; O stock inicial dos produtos acabados era de 140 Churrascos no valor de 168.000.00; A empresa valoriza as suas saídas pelo FIFO. Com base na informação apure o Resultado Operacional mensal da Empresa através do Sistema de Custeio Total e pelo Sistema de Custeio Variável. Justifique a diferença de resultados encontrada. CASO PRÁTICO 8– CUSTEIO TOTAL E CUSTEIO VARIÁVEL (LIFO) Refaça o exercício anterior aplicando o LIFO como critério de valorimetria das saídas e verifique o que acontece à diferença de RO dos 2 critérios CASO PRÁTICO 9 – TÉCNICAS DE CUSTEIO (FIFO) De SORVETES DE VILANCULOS, produz e comercializa sorvetes. Relativamente à estrutura de custos de produção, por sorvete, sabe-se o seguinte: Materiais directos 390,00 meticais Mão-de-Obra Directa / refeição 195,00 meticais Gastos Gerais de Fabrico / refeição 1 170,00 meticais Para além destes custos a empresa ainda incorre em outros Gastos Gerais de Fabrico no total de78.000,00 meticais mensais. Na sua actividade a empresa incorre ainda nos seguintes custos: Despesas anuais de Marketing no montante de 97.500,00 meticais Comissão de 2% sobre as vendas; Custos Administrativos anuais de 19 50,00 meticais; Custos Administrativos variáveis por unidade vendida de 195,00 meticais Informação Adicional: A empresa espera produzir 1.500 caixas de sorvete e vender 1.460 a um preço de 2 145.00; Relativamente aos Produtos em Vias de Fabrico, havia stocks iniciais no montante de 62 400,00, mas não se espera a existência de stock final ; O stock inicial dos produtos acabados era de 50 caixas de sorvete no valor de 97 500,00; A empresa valoriza as suas saídas pelo FIFO. Página 24 de 24 Elaborado por: Augusto Machunguene Com base na informação responda às seguintes questões: 1. Apure o Resultado Operacional da Empresa através do Sistema de Custeio Total e pelo Sistema de Custeio Variável. 2. Justifique a diferença de resultados encontrada.