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Prévia do material em texto

Son����m Ves����
Nadielson Abas | Enfermagem, UNCISAL
CONCEITOS INICIAIS
É a introdução de uma sonda ou
cateter na bexiga que pode ser
introduzida pela uretra ou por via
supra-púbica, com a finalidade de
drenar a urina do paciente. pode ser
uma sonda de demora ou de alívio, a
depender do estado do paciente. A
anatomia do trato urinário é estéril,
com exceção da porção distal da
uretra que, por sua proximidade com o
meio externo, pode sofrer invasão
bacteriana. As diferenças
anatômicas, masculina e feminina,
tornam-se relevantes quanto ao
procedimento e ocorrência de
complicações. A uretra masculina
tem um comprimento médio de 18 a
20 cm, e a feminina, de 3,5 a 4,0 cm.
A sondagem vesical, pode ser dita
de alívio, quando há a retirada da
sonda após o esvaziamento vesical,
ou pode ser de demora, quando há a
necessidade de permanência da
mesma. Nestas sondagens de
demora, a bexiga não se enche nem
se contrai para o seu esvaziamento,
perdendo com o tempo, um pouco de
sua tonicidade e levando à
incapacidade de contração do
músculo detrursor; portanto antes da
remoção de sonda vesical de demora,
O treinamento, com fechamento e
abertura da sonda de maneira
intermitente, deve ser realizado para a
prevenção da retenção urinária.
CATETERISMO VESICAL DE DEMORA
A sonda será introduzida da uretra a
bexiga, essa drenagem da diurese e
contínua para um sistema fechado.
Sendo assim, um procedimento
asséptico. O cateterismo vesical de
demora é realizado com o cateter (ou
sonda) de Foley (cateter flexível com
duplo ou triplo lúmen), e tem como
principais indicações:
• Drenagem vesical por obstrução aguda
ou crônica;
• Disfunção vesical (bexiga
neurogênica);
• Irrigação vesical;
• Drenagem vesical após cirurgias
urológicas e pélvicas;
• Monitoramento do volume urinário em
pacientes graves;
Son����m Ves����
Nadielson Abas | Enfermagem, UNCISAL
• Incontinência urinária;
• Assegurar a higiene e a integridade da
pele em região perineal.
Indicações: Peri Operatório ( Cirurgia de
grande porte, cirurgia trato urinário,
grande volume de infusão ou diurético
durante cirurgia) e bexiga neurogênica.
Finalidade: Mensurar a urina residual da
bexiga após a micção, esvaziar a bexiga
para procedimentos cirúrgicos
principalmente abdominais, coletar urina
estéril para exames, controlar o débito
urinário, permitir a irrigação vesical, aliviar
a retenção urinária ou incontinência
urinária e administração de
medicamentos.
Considerações: verificar a real
necessidade, visto que é um
procedimento invasivo que aumenta a
taxa de infecção e outras complicações.
De acordo com a resolução 680/21 do
confen, o enfermeiro não pode passar
sonda sozinho. É imprescindível a
presença do profissional do nível
médio.
Ademais, de acordo com a resolução
0450/2013 é um procedimento privativo
do enfermeiro.
As sondas vesicais variam quanto ao
calibre, a configuração da ponta, ao
número de vias, ao tamanho do balão, ao
tipo de material e ao comprimento. Os
calibres são padronizados na unidades
french, cada unidade corresponde a 0,33
mm.
Obs: Caso a sonda venha testada, não é
necessário fazer o teste de insuflar o
balonete. A de silicone não é
recomendada testar.
Fixação da Sonda: No homem deve-se
fixar acima do penis para cima, na
região suprapúbica por micropore. Nas
mulheres, na coxa.
Cuidados com a bolsa: Assepsia ao
esvaziar ( esvaziar quando atingir ¾ de
enchimento) cuidado com o tracionamento
ao mudar decúbito e transferência para a
maca.
Obs: Não tem um tempo determinado
para a troca da sonda, alguns
fabricantes recomendam 90 dias e em
alguns casos específicos ( sangramento,
calibre menor , desconforto e etc) a
indicação de troca.
A retirada da sonda, de acordo com a
resolução 063/2013, é de
responsabilidade do técnico. Deve-se
esvaziar a bolsa e anotar o volume, é
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Nadielson Abas | Enfermagem, UNCISAL
necessário utilizar luva de procedimento,
desinsuflar balonete e tirar toda a água
destilada, pedir para o paciente respirar e
puxar em movimento contínuo.
Obs: o perry e potter 2021, não
recomenda testar nenhuma sonda.
Contraindicações: No trauma (
descentralização da próstata) uretrorragia,
hematoma, equimose e edema em
períneo, hipertrofia prostática ou prostatite
e uretrite. Nesses casos deve ser
realizada uma cistotomia ( é uma
cirurgia de derivação urinária. O objetivo é
possibilitar a drenagem da Bexiga em
situações que a uretra não permite seu
esvaziamento).
Complicações: Infecção do trato urinário,
lesão uretral e bexiga e etc.
Técnica asséptica: Utilizar material
estéril na inserção do cateter urinário de
demora, com técnica rigorosamente
asséptica.
PROCEDIMENTO
1. Lavar as mãos; Reunir o material e
levar até o paciente;
2. Promover ambiente iluminado e
privativo; Explicar o
procedimento ao paciente;
3. Calçar luvas de procedimento;
Verificar as condições de higiene
do períneo, se necessário,
proceder à higienização com
água e sabão;
4. Posicionar o paciente em
decúbito dorsal, com as pernas
levemente afastadas; Retirar as
luvas de procedimento;Organizar
o material sobre uma mesa ou
local disponível;
5. Abrir o pacote de sondagem,
acrescentando: quantidade
suficiente de anti-séptico na cuba
redonda, pacotes de gaze sobre
o campo estéril, a sonda (testar o
balonete)1;
6. Acrescentar aproximadamente 10
ml de xilocaína gel na seringa,
tendo-se o cuidado de descartar o
primeiro jato e de não contaminar
a seringa (pode-se segurá-la com
o próprio envólucro e retirar o
êmbolo com uma gaze,
apoiando-o no campo). Após,
dispor a seringa
com a xilocaína sobre o campo;
7. Calçar as luvas estéreis;Dobrar
aproximadamente 07 folhas de
Son����m Ves����
Nadielson Abas | Enfermagem, UNCISAL
gaze e colocar na cuba com o
anti-séptico;
8. Proceder à anti-sepsia do
períneo com as gazes que foram
embebidas no anti-séptico;
9. Colocar o campo fenestrado de
maneira a permitir a visualização
do meato uretral; Colocar a cuba
rim sobre o campo fenestrado, em
frente à fenestra do campo;
10. Introduzir a sonda no meato
uretral do paciente até retornar
urina na cuba rim, sendo seguro
introduzir mais uma porção a fim
de evitar inflar o balonete no
canal uretral (isto poderia
causar lesão), pois o mesmo deve
ser inflado no interior da bexiga
urinária;
11. Inflar o balonete com 15-20 ml de
água destilada e tracionar a
sonda para verificar se está
fixa na bexiga;
12. Retirar o campo fenestrado;
Conectar a bolsa coletora na sonda;
13. Fixar o corpo da sonda na região
inguinal do paciente, tendo o
cuidado de não deixá-la
tracionada;
14. Pendurar o saco coletor na lateral
do leito; Recolher o material,
providenciando o descarte e
armazenamento adequado;
15. Lavar as mãos novamente,
retornar e identificar o saco
coletor com nome do paciente,
data, turno e nome do
enfermeiro responsável;
16. Registrar o procedimento no
prontuário e/ou folha de
observação complementar do
paciente.
CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO
É um procedimento estéril que consiste
na introdução de uma sonda no interior
da bexiga, através da uretra, a fim de
drenar a urina, sendo removida após
atingida a finalidade do procedimento.
● Obtenção de urina asséptica para
exame;
● Esvaziar a bexiga de pacientes
com retenção urinária, em preparo
cirúrgico e mesmo no
pós-operatório;
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● Monitorizar o débito urinário
horário; Determinação da urina
residual com bexiga neurogênica
que não possua um controle
esfincteriano;
materiais necessários:
PROCEDIMENTO
1. Higienizar as mãos; Reunir o
material e levar até o paciente;
Promover ambiente iluminado e
privativo;
2. Explicar o procedimento ao
paciente; Calçar luvas de
procedimento; Verificar as
condições de higiene do períneo,
se necessário, proceder à
higienização com água morna e
sabão.
3. Secar após; Posicionar o paciente
em decúbito dorsal, com as pernas
afastadas. Visualizar o meato
uretral;
4. Retirar as luvas de procedimento;
Organizar o material sobre uma
mesa ou local disponível; Abrir o
pacote de sondagem,
acrescentando: quantidadesuficiente de antisséptico na cuba
rim, pacotes de gaze sobre o
campo estéril e a sonda;
5. Acrescentar aproximadamente 10
ml de xilocaína gel na seringa,
tendo-se o cuidado de
descartar o primeiro jato e de não
contaminar a seringa (pode-se
segurá-la com o próprio envólucro
e retirar o êmbolo com uma gaze,
apoiando-o no campo. Após,
dispor a seringa com a xilocaína
sobre o campo;
6. Calçar as luvas estéreis;
7. Dobrar aproximadamente 07
folhas de gaze e colocar na cuba
com o antisséptico;
8. Proceder à antissepsia do períneo,
bolsa escrotal e posteriormente do
pênis, utilizando as
gazes embebidas no antisséptico
iniciando com movimentos
circulares ou perpendiculares, no
sentido do prepúcio para a base
do pênis, depois, com auxílio de
uma gaze estéril, afastar o
prepúcio e com a glande exposta
fazer antissepsia da região
peniana, novamente com
movimentos circulares, no sentido
da glande para a raiz do pênis,
mantendo o prepúcio tracionado,
por último realizar a antissepsia do
meato em movimento circular, no
sentido do meato para glande;
9. Colocar o campo fenestrado de
maneira a permitir a visualização
do meato uretral;
10. Colocar a cuba rim sobre o campo
fenestrado, em frente à fenestra do
campo;
11. Introduzir no meato urinário 10 ml
de xilocaína gel 2% com auxílio da
seringa ou colocar a
xilocaína gel na extremidade da
sonda (em torno de 15 a 20
centímetros) que está sobre o
campo estéril. Com a mão não
dominante posicionar o pênis a
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90o em relação ao corpo do
paciente e com a mão dominante
introduzir a sonda no meato uretral
do paciente até retornar urina na
cuba rim;
18. Desprezar a urina no frasco
graduado, clampeando a sonda
com a ponta de um dos dedos,
esvaziando a cuba quantas vezes
for necessário;
19. Retirar a sonda, quando parar de
sair urina, clampeando a sonda
com os dedos e puxando-a da
bexiga, liberando a urina restante
no interior da sonda para dentro da
cuba rim;
20. Retornar o prepúcio a posição
anatômica;
21. Retirar o antisséptico da pele do
paciente com auxílio de
compressa úmida, secando em
seguida;
22. Verificar o volume drenado;
23. Recolher o material,
providenciando o descarte e
armazenamento adequado;
24. Higienizar as mãos novamente;
25. Registrar o procedimento na evolução
e/ou folha de observações
complementares de
enfermagem do paciente, atentando para
as características e volume urinários.
4. REFERÊNCIAS
1. PRADO, Marta Lenise do et al (org.).
Fundamentos para o cuidado profissional
de enfermagem. 3. ed. Florianópolis:
UFSC, 2013. 548 p. Revisada e ampliada.

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