Prévia do material em texto
Bactérias • Seres procariontes; • Membrana plasmática e parede celular; • Tamanhos variados; • Formas variadas; • Grande maioria não representa perigo. � Bactérias: • Do grego bakteria (bastão). • Bactérias são organismos unicelulares, procariontes, ou seja, não possuem envoltório nuclear, nem organelas membranosas. • Podem ser encontrados na forma isolada ou em colônias. • Podem viver na presença de ar (aeróbias), na ausência de ar (anaeróbias), ou ainda serem anaeróbias facultativas. • São um dos organismos mais antigos, com evidência encontrada em rochas de 3,8 bilhões de anos. • As bactérias são conhecidas como os organismos mais bem-sucedidos do planeta em relação ao número de indivíduos. • As bactérias se reproduzem com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas. • A maioria delas reproduz-se assexuadamente, por cissiparidade, também chamada de divisão simples ou bipartição. • Aqui, cada bactéria divide-se em duas outras bactérias geneticamente iguais, supondo-se que não ocorram mutações, ou seja, alterações em seu material genético. Principais Características dos Micro-organismos � Bactérias: Principais Características dos Micro-organismos Quanto à forma das células, as bactérias podem ser classificadas em: • Cocos: forma esférica. Geralmente encontrados na forma de agregados, como estreptococos, estafilococos etc; • Bacilos: forma de bastonete. Exemplo: Lactobacilos (responsáveis pela fermentação do leite) e Rizóbios (bactérias que auxiliam na fixação de nitrogênio em vegetais); • Vibrião: forma de vírgula. Exemplo: vibrio cholerae (bactéria causadora da cólera); • Espiral: forma de espiral. Exemplo: Helicobacter pylori (responsável por algumas úlceras, gastrites e até cânceres estomacais) e Treponema pallidum (responsável pela sífilis). • Principais Características dos Micro-organismos � Bactérias Principais Características dos Micro-organismos � Quanto à agregação bacteriana, apenas bacilos e cocos formam colônias. Estas, podem ser classificadas em: • Diplococo: pares de cocos agrupados. Exemplo: Streptococcus pneumoniae (responsável pela pneumonia, podem se apresentar na forma de estreptococos); • Estreptococos: cocos agrupados formando algo semelhante a um "colar". Exemplo: Streptococcus pyogenes (responsável por doenças como a faringite bacteriana); • Estafilococos: cocos agrupados de forma desorganizada, semelhantes a cachos. Exemplo: Staphylococcus aureus (responsável por vários tipos de infecções); • Principais Características dos Micro-organismos • Sarcina: cocos agrupados de forma cúbica, formado por 4 ou 8 cocos simetricamente emparelhados. Exemplo: Sarcina ventriculi (responsável por algumas infecções generalizadas); • Diplobacilos: bacilos agrupados em pares. Exemplo: Diplobacillus variabilis; • Estreptobacilos: bacilos alinhados em cadeia, formando algo semelhante a um "colar". Exemplo: Bacillus anthracis (causadora da doença de Anthrax). Principais Características dos Micro-organismos • Agregação bacteriana, apenas bacilos e cocos formam colônias Principais Características dos Micro-organismos Bactérias - Reprodução • As bactérias se reproduzem de forma assexuada, geralmente por fissão binária ou cissiparidade; • Após a duplicação do material genético pelo processo de replicação, as duas moléculas de DNA circular se fixam em mesossomos diferentes, localizados no interior da célula bacteriana, e então a célula se divide gerando duas células idênticas. • Principais Características dos Micro-organismos • Bactérias – Reprodução • A ESPORULAÇÃO que pode ocorrer sob condições desfavoráveis às bactérias, formando esporos resistentes que só retornarão à normalidade quando encontrarem a mínima condição para dar continuidade a reprodução por cissiparidade. Principais Características dos Micro-organismos Bactérias – Reprodução • Outra maneira que as bactérias encontraram para reproduzirem-se foi a sexuada. • Neste caso, há a transferência de material genético de uma bactéria para a outra e então a combinação deste DNA com o DNA da bactéria receptora, originando novos organismos a partir desta nova possibilidade cromossômica. • Este processo pode ocorrer de 3 maneiras diferentes: transformação, transdução e conjugação. Principais Características dos Micro-organismos • Bactérias – Reprodução � Transformação • Neste processo a bactéria capta e absorve fragmentos de DNA disponíveis à sua volta, oriundos provavelmente de outras bactérias mortas. • Essa captura é aleatória e espontânea e não é sinônimo de sucesso reprodutivo, pois o fragmento capturado precisa ser compatível com a bactéria. Principais Características dos Micro-organismos • Bactérias – Reprodução � Transdução • Neste processo a bactéria é acometida por bacteriófagos (vírus) que podem incorporar alguns segmentos de DNA bacteriano e mais tarde transportá-los até outra bactéria. • Se a próxima bactéria a ser infectada por esse mesmo bacteriófago sobreviver à este ataque, certamente ela utilizará os genes transportados pelo vírus. Logo, esta bactéria seria caracterizada como “transduzida”. Principais Características dos Micro-organismos • Bactérias – Reprodução � Conjugação • É o processo em que uma bactéria fixa sua pili sexual em outra bactéria e ambas trocam seus DNAs plasmidiais. • Desta forma, após o plasmídeo ser duplicado e passado para outra bactéria, passa a expressar suas características, o que pode conferir novas capacidades adaptativas à bactéria que recebeu esse plasmídeo. Principais Características dos Micro-organismos • Bactérias – Reprodução • Por exemplo, a resistência a um determinado antibiótico localizado no plasmídeo de uma bactéria pode, após sofrer duplicação gerando outro plasmídeo, ser passada para outra bactéria, conferindo-lhe a mesma resistência ao antibiótico da primeira. . Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: • A parede celular, pela sua rigidez, forma um estojo que garante a estabilidade da forma característica da bactéria, protegendo-a de agressões externas e das variações de pressão osmótica. Esta estrutura de base da parede das bactérias é específica de cada espécie bacteriana. • A composição e a estrutura da parede celular determinam o comportamento da célula em face de um dos métodos de coloração bacteriológicos: a coloração de Gram. Este método de coloração foi desenvolvido pelo médico dinamarquês, Hans Christian Joachim Gram, em 1884. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: • Trata-se de um tratamento sucessivo de um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com os reagentes: cristal violeta, lugol, etanol- acetona e fucsina básica. • Esta técnica possibilita a separação de amostras bacterianas em Gram-positivas e negativas, bem como a determinação da morfologia e do tamanho das amostras analisadas. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: � Bactérias são seres vivos unicelulares (são constituídos somente de uma célula) e procariontes, isto é, não possuem membrana nuclear envolvendo seu material genético. � Algumas bactérias são causadoras de doenças, no entanto existem bactérias que possuem grande importância ecológica, como as bactérias fixadoras, que participam do ciclo do nitrogênio, ou as decompositoras, importantes em diversos processos produtivos de alimentos Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: � Existem, porém, algumas particularidades entre as bactérias e a fim de diferenciá-las foi criado o método chamado GRAM. • Chama-se coloração de Gram o método de coloração utilizado para diferenciar espécies bacterianas em dois grupos, bactérias gram-positivas e gram-negativas. • Entre os fatores que irão diferenciar gram-positivos de gram-negativos, estão a coloração das bactérias, a composição e propriedades químicas e físicas das paredes celulares. Christiam Gram notou que as bactérias podiam ser coradas deazul ou vermelho devido à precipitação do cristal violeta com lugol no interior do citoplasma da célula. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: � Gram Positiva Os organismos Gram- positivos possuem uma parede celular grossa envolvendo a membrana citoplasmática que é composta por peptideoglicanos e ácidos teicoico. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: � Os organismos Gram- negativos possuem uma parede celular mais fina que é envolvida por outra membrana externa, portanto os gram- negativos possuem 2 membranas, a externa difere da interna e contém moléculas de lipopolissacarideos. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: Por que é importante saber se a bactéria é gram-positiva ou negativa? • É o tipo de parede e portanto, a definição se a bactéria é gram-negativa ou gram-positiva que vai definir a eficácia dos agentes físicos e químicos utilizados para eliminar, controlar ou aumentar o crescimento das bactérias conforme a necessidade. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: E como é feita a técnica de Gram? • Bactérias Gram-positivas são aquelas cujas paredes celulares não perdem a cor azul- arroxeada quando submetidas a um processo de descoloração depois de terem sido coloridas pela violeta de genciana. As que assumem um tom róseo-avermelhado quando submetidas ao mesmo processo são ditas Gram-negativas. Constituintes e Morfologia da Célula Bacteriana � Parede celular: E como é feita a técnica de Gram? • As bactérias Gram-negativas contêm uma concentração mais elevada de lipídeos, quando comparadas com as Gram-positivas; suas paredes são, também, mais finas do que as paredes celulares de bactérias Gram- positivas. • Durante o processo de coloração, o tratamento com álcool-cetona extrai os lipídeos, resultando em uma permeabilidade aumentada da parede celular das bactérias Gram-negativas. Assim, o complexo cristal violeta pode ser retirado e as bactérias Gram-negativas são descoradas. • A parede celular das bactérias Gram-positivas, em virtude de sua composição diferente (menor conteúdo de lipídeos), torna-se desidratada durante o tratamento com álcool-cetona reduzindo a permeabilidade e portanto, o complexo cristal violeta não pode ser extraído. Reprodução Bacteriana � As bactérias se reproduzem com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas. A maioria delas reproduz-se assexuadamente, por cissiparidade, também chamada de divisão simples ou bipartição, como ilustra a Figura 4 abaixo. Aqui, cada bactéria divide-se em duas outras bactérias geneticamente iguais, supondo-se que não ocorram mutações, ou seja, alterações em seu material genético. Reprodução assexuada por bipartição Esporulação � De acordo com os estudos publicados no Portal Só Biologia (s/ d), algumas espécies de bactérias, em determinadas condições ambientais, originam estruturas resistentes denominadas esporos. A célula que origina o esporo se desidrata, formando uma parede grossa, cuja atividade metabólica torna-se muito reduzida. � Alguns esporos são capazes de se manter em estado de dormência por dezenas de anos, e, ao encontrar um ambiente adequado, este se reidrata e origina uma bactéria ativa, que passa a se reproduzir por divisão binária. Os esporos são muito resistentes ao calor e, em geral, não morrem quando expostos à água em ebulição. Reprodução sexuada � Bactérias consideram reprodução sexuada qualquer processo de transferência de fragmentos de DNA de uma célula para outra. Uma vez transferido, o DNA da bactéria doadora se recombina com o da receptora, produzindo cromossomos com novas misturas de genes. � Tais cromossomos recombinados serão transmitidos às células- filhas quando a bactéria se dividir. A transferência de DNA de uma bactéria para outra pode ocorrer transformação, transdução ou por conjugação. Transformação � No processo de transformação, a bactéria absorve moléculas de DNA dispersas no meio e incorpora estas moléculas a sua cromatina, como ilustra a Figura 5 abaixo. Esse DNA pode ser proveniente, por exemplo, de bactérias mortas. Tal processo ocorre espontaneamente na natureza. � Os cientistas utilizam a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas, de acordo com o Portal Só Biologia (s/d). Transformação Processo de transformação das bactérias Transdução � A transdução é um processo onde as moléculas de DNA são transferidas de uma bactéria a outra usando vírus como vetores (bacteriófagos). � Estes, ao penetrar dentro das bactérias, podem eventualmente incluir pedaços de DNA da bactéria que lhes serviu de hospedeira. Ao infectar outra bactéria, o vírus que leva o DNA bacteriano o transfere junto com o seu. � Neste caso, se a bactéria sobreviver à infecção viral, pode passar a incluir os genes de outra bactéria em seu genoma. Transdução Processo de transdução das bactérias Conjugação � Na conjugação bacteriana, os pedaços de DNA passam diretamente de uma bactéria doadora para uma receptora. Isso acontece a partir de microscópicos tubos proteicos, chamados pili, que as bactérias possuem em sua superfície. � O fragmento de DNA transferido se recombina com o cromossomo da outra bactéria, produzindo novas misturas genéticas, que serão transmitidas às células-filhas na próxima divisão celular. Conjugação bacteriana mostrando o pili sexual Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tuberculose • A tuberculose é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, uma homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista Robert Koch. A forma mais frequente e generalizada da doença é a tuberculose pulmonar. A tuberculose pulmonar é a forma mais frequente e generalizada da doença. • Entretanto, não é raro que o bacilo da tuberculose afete também outras áreas do organismo, tais como a laringe, os ossos, as articulações, a pele, os gânglios linfáticos, o intestino, além dos rins e do sistema nervoso. Principais Doenças Causadas por Bactérias� Tuberculose • É uma doença infeciosa que afeta principalmente os pulmões. Esta infecção pulmonar causa sintomas como febre, tosse, expetoração, perda de peso, dor no peito, entre outros. • Provocada por uma bactéria (bacilo de Koch) e que pode ser fatal. Para além do sistema respiratório, a tuberculose também pode afetar outros órgãos Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tuberculose � A tuberculose primária é a forma mais comum após a infeção pelo bacilo. � Após esta fase inicial, o sistema imunológico ou imunitário (sistema de defesa do organismo), geralmente, evita que a doença se propague, mas pode abrigar as micobactérias que causam tuberculose Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tuberculose • A tuberculose miliar consiste num alastramento da infeção a diversas partes do organismo, por via sanguínea • Este é um tipo de tuberculose pode atingir as meninges, causando infecções graves denominadas de "meningite tuberculosa". • O seu contágio ocorre principalmente pelo ar, por conta dos aerossóis no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram, falam ou cantam. Contatos próximos a pessoas têm alto risco de se infectarem. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tuberculose • Conforme o paciente tem sucesso em seu tratamento, que tem a duração de seis meses, o risco de transmissão diminui significativamente. Nos primeiros meses, já se observa a melhora do paciente e, muitas vezes, este tratamento é interrompido em função disto. Entretanto, a eficácia do tratamento depende que ela seja cumprido até o final, sem interrupções. Principais Doenças Causadas por Bactérias Distinção entre dois tipos de tuberculose: Tuberculose latente � Situação em que existe uma infeção por tuberculose, mas as bactérias permanecem no corpo num estado inativo e não causam sintomas. A tuberculose latente não é contagiosa.A tuberculose latente, também é chamada de tuberculose inativa ou infecção; � A tuberculose latente pode transformar-se em tuberculose ativa. Tuberculose ativa � A doença pode contagiar outros indivíduos. � Não podemos falar em período de incubação da tuberculose, mas o processo de transformação de tuberculose infeção em doença pode demorar anos ou inclusive nunca ocorrer. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Hanseníase (lepra) • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, transmitida pelo bacilo de Hansen. O agente infeccioso da lepra, nome vulgar da hanseníase, é o bacilo Mycobacterium lepra e, que se multiplica bem devagar e manifesta-se principalmente na pele, nervos e membranas mucosas. • Caracteriza-se por alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular, principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Hanseníase (lepra) • Quando há lesão do tronco dos nervos periféricos, há acometimento sensitivo, autonômico e motor no território dos nervos afetados, resultando em perda de todas as formas de sensibilidade (dor, frio, calor, tato, parestesia e posição segmentar) e de paresia, paralisia e atrofia muscular. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Hanseníase (lepra) • A lepra tem uma ampla gama de possíveis manifestações clínicas. Os pacientes podem ser classificados como tendo hanseníase paucibacilar, que é a forma mais leve, caracterizada por uma ou mais manchas na pele, ou multibacilar, associada a lesões em congestão nasal e sangramento pelo nariz. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tétano: • Causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), o tétano é uma doença infecciosa, não transmissível de um indivíduo para outro, que pode ocorrer em pessoas não imunes, aquelas sem níveis adequados de anticorpos protetores (que não foram vacinadas). • Os anticorpos protetores são induzidos exclusivamente pela aplicação da vacina antitetânica, uma vez que a neurotoxina produzida, Clostridium tetani, em razão de atuar em quantidades extremamente reduzidas, é capaz de produzir a doença, mas não a imunidade. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Tétano: • Os esporos do Clostridium tetani são encontrados habitualmente no solo e, sem causar o tétano, nos intestinos e fezes de animais, como cavalos, bois, carneiros, porcos, galinhas, etc. • Também podem ser encontrados na pele, no intestino e fezes de seres humanos, sem causar a doença, principalmente em áreas rurais. Principais Doenças Causadas por Bactérias� Tétano: • Quando em condições anaeróbicas (ausência de oxigênio), como no caso dos ferimentos ocorridos em certas condições no ambiente (solo, poeira, esterco, superfície de objetos - principalmente quando metálicos e enferrujados); • Os esporos germinam para a forma vegetativa do Clostridium tetani, que se multiplica e produz duas exotoxinas, a tetanolisina, cuja ação ainda é desconhecida, e a tetanospasmina, uma neurotoxina, e ambas são disseminadas por meio do sistema circulatório (sanguíneo e linfático). • A tetanospasmina, responsável pelas manifestações clínicas do tétano, é uma neurotoxina extremamente potente, capaz de ser letal para seres humanos em doses de muito pequenas. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Leptospirose: • A Leptospirose é causada pela Leptospira interrogans. Seu agente causal pertence ao gênero Leptospira, que são bactérias espiraladas, longas, finas, pontiagudas, com ganchos nas extremidades e ativamente móveis. • A ocorrência de leptospirose está vinculada aos fatores ambientais, que podem dar lugar a um foco de infecção, cuja amplitude está na dependência de condições favoráveis. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Leptospirose: • As bactérias que causam a leptospirose podem permanecer viáveis em água limpa por até 152 dias, mas não toleram alta salinidade, dessecação, pH ácido e a competição bacteriana em meios muito contaminados. A água das chuvas é ideal para a sua sobrevivência, por exemplo. • Na zona urbana, principalmente dos grandes centros, durante a época das chuvas, as inundações se constituem no principal fator de risco para a ocorrência de surtos epidêmicos de leptospirose humana. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Leptospirose: • Localidades com más condições de saneamento básico são as principalmente acometidas de surtos devido à presença de esgoto a céu aberto e lixões, proximidade com córregos, os quais propiciam o contato direto com as águas contaminadas com urina de roedores (ratos e camundongos). https://t1.uc.ltmcdn.com/pt/images/0/5/7/ img_quais_os_sintomas_da_leptospirose_21750_600. jpg Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum, também conhecida como blenorragia ou esquentamento. Ela Pode afetar todas as partes do corpo, embora apareça primeiramente nas áreas genitais. • É causada por uma bactéria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae). Na maioria das vezes, ela é transmitida por meio da relação sexual. Nos homens, a infecção normalmente começa na uretra, que é canal urinário, enquanto que nas mulheres, a bactéria normalmente infecta primeiramente o colo do útero. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • Coceira • Ardência • Secreção purulenta Gonorreia (IST) Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • O micro-organismo se dissemina pela corrente sanguínea (infecção gonocócica disseminada). Quando ocorrem, a bactéria causa pequenas manchas vermelhas doloridas na pele e agride as grandes articulações, provando dor forte. • Em caso de disseminação, a doença também pode provocar a chamada artrite séptica gonocócica, que provoca dor e inchaço em grandes articulações, como pulsos, cotovelos, joelhos e tornozelos, prejudicando a mobilidade. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • A bactéria pode infectar também a garganta e o reto, após sexo oral e anal. Um bebê, cuja mãe tenha gonorreia, pode ter seus olhos infectados durante o nascimento ao passar pelo canal vaginal e provocar conjuntivite na criança (oftalmia neonatal). . • É possível ter gonorreia sem que haja qualquer sintoma evidente. Entretanto, quando há sintomas, normalmente eles aparecem entre 2 e 10 dias após a infecção. Dentre os sintomas podemos encontrar alguns como apresentados a seguir: Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: Diagnóstico: • O período de incubação que vai desde a relação desprotegida até as primeiras manifestações da doença varia de 24 horas a até 14 dias. • Por isso, uma das maneiras de fazer o diagnóstico clínico da doença é perguntar quanto tempo depois da relação sexual apareceu a lesão, se a secreção lembra pus e está manchando as roupas íntimas. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • Muitas disfunções e doenças sexualmente transmissíveis podem causar sintomas similares àqueles da gonorreia. Para saber se há contaminação por gonorreia, o médico examinará uma amostra do corrimento da uretra do pênis ou do colo do útero. • Outra forma de teste é um novo exame de urina, chamado de líquido céfalo-raquidiano (LCR). Principais Doenças Causadas por Bactérias � Gonorreia ou blenorragia: • O tratamento da gonorreia se dá com a prescrição de antibióticos, administrados por via oral ou por injeções. É comum que os portadores de gonorreia também estejam acometidos por chlamidya, que é outra doença sexualmente transmissível. • Nestes casos, é provável que se use mais de um remédio, de modo a curar ambas as doenças. É importante que o paciente informe ao médico, caso seja alérgico à penicilina. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis: • Provocada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma das doenças sexualmente transmissíveis, cuja transmissãoé, basicamente, por contato sexual sem preservativos. • Pode também ser transmitida da mãe para o feto. A doença é dividida em três frases, denominadas de sífilis primária, secundária e sífilis terciária. O aliado mais poderoso na prevenção da sífilis é o uso do preservativo. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis: Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis: • Lesão primária apresenta-se como um úlcera, (semelhante a uma afta), não dolorosa nos órgãos genitais, que surge 2 semanas após o contato sexual. • Nas mulheres pode passar despercebida, visto que é indolor e costuma ficar escondida entre os pelos pubianos e a vulva. Esta úlcera é chamada de cancro duro. Sua particularidade é que, após 3 a 6 semanas, ela desaparece, mesmo se não houver tratamento, causando a falsa impressão de cura espontânea. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis: • Semanas ou até meses após o desaparecimento do cancro duro, a doença, então retorna, desta vez disseminada pelo organismo, tornando-se a sífilis secundária e terciaria. • Neste estágio, a sífilis se manifesta com erupções na pele, normalmente nas palmas das mãos e solas dos pés, podendo ocorrer também em quaisquer outros locais do corpo, com febre, mal-estar, perda do apetite e aumento dos gânglios pelo corpo. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis - Sintomas: • Primária: Pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas; • Secundária: Manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo; • Terciária: Comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Sífilis: Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: • É uma inflamação nas meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. • A meningite meningocócica é uma infecção pela bactéria Neisseria meningitidis e pode atingir pessoas de qualquer faixa etária. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: • Causada por uma bactéria chamada de meningococo, trata-se de uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. • A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis ou Neisseria intracelullaris, conhecida também como meningococo, que é uma bactéria do tipo diplococo que só causa a doença no homem, não infectando outros animais. • A transmissão é feita mediante contato direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas portadoras ou convalescentes. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: • Estas pessoas liberam os agentes etiológicos no ar, que podem ser inspirados por outros indivíduos e causar a doença. O período de incubação é dois a dez dias. A doença meningocócica evolui em três etapas: nasofaríngea, septicêmica ou meningococcêmica e meningítica. • A doença chega a matar em cerca de 10% dos casos e atinge 50% quando a infecção alcança a corrente sanguínea, sendo este um dos motivos da importância do tratamento médico. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: • Os principais sintomas são: febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue). • A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: • Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo. • Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, será imprescindível o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Meningite meningocócica: Principais Doenças Causadas por Bactérias � Cólera: • A cólera é uma doença causada pela bactéria Vibrio cholerae, o vibrião colérico. • É uma bactéria capaz de produzir uma enterotoxina que causa diarreia. O Vibrio cholerae é transmitido principalmente por meio da ingestão de água ou de alimentos contaminados. • Se conseguir vencer a acidez do estômago, alcança o intestino delgado, onde o meio é alcalino, multiplicando-se intensamente, principalmente em duodeno e jejuno, e produz a enterotoxina que pode causar diarreia, com evolução rápida (horas) para desidratação grave e diminuição acentuada da pressão sanguínea. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Cólera: • É causada pela ação da toxina liberada por dois sorogrupos específicos da bactéria Vibrio cholerae (sorogrupos O1 e O139). • A toxina se liga às paredes intestinais, alterando o fluxo normal de sódio e cloreto do organismo. • Essa alteração faz com que o corpo secrete grandes quantidades de água, o que provoca diarreia aquosa, desidratação e perda de fluidos e sais minerais importantes para o corpo. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Cólera: • Uma pessoa infectada elimina o V. cholerae nas fezes por, em média, 7 a 14 dias. A água e os alimentos podem ser contaminados principalmente por fezes de pessoas infectadas. • As condições deficientes de saneamento básico contribuem essencialmente para a disseminação da doença, sobretudo a falta de água tratada. Mesmo em grandes epidemias, a taxa de ataque da cólera raramente atinge mais do que 2% da população. Principais Doenças Causadas por Bactérias � Cólera: • No entanto, entre os anos de 1817 e 1923, a doença ocasionou seis pandemias, e teve sua sétima delas teve início na Indonésia, em 1961, disseminando-se pela Ásia, Oriente Médio, África e Europa, chegando a América do Sul em 1991, a partir das cidades litorâneas do Peru. • No ano de 1992 surgiu na Índia um novo sorogrupo produtor de enterotoxina, que rapidamente atingiu países como o Paquistão, Bangladesh e China. No Brasil, a cólera surgiu na Região Amazônica, no Alto Solimões, causada pelo El Tor. • Dores abdominais • Vômitos • Diarreia Cólera, Disenteria • Infecção bacteriana rara, mas grave, que é transmitida por pulgas. • Pode se disseminar pelo contato com pulgas infectadas. • Os sintomas incluem inchaço dos gânglios linfáticos, que podem ficar grandes como ovos de galinha, na virilha, na axila ou no pescoço. Eles podem ser sensíveis e quentes. • Outros sintomas incluem febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. • A peste bubônica requer tratamento hospitalar urgente com antibióticos fortes. • A peste era chamada de negra porque ela causava manchas negras na pele das pessoas, fruto das infecções provocadas pelo bacilo. • Essa peste também ficou conhecida como bubônica por provocar bubões ou bubos, isto é, inchaços infecciosos no sistema linfático, sobretudo nas regiões das axilas, virilha e pescoço. Peste Bubônica (transmitida por outros animais) Microbiota Normal Humana � A microbiota normal humana desenvolve-se desde o nascimento até as diversas fases da vida adulta, resultando em comunidades bacterianas estáveis. � Há fatores que controlam a composição da microbiota em uma dada região do corpo. Estes estão relacionados à natureza do ambiente local, tais como temperatura, pH, água, oxigenação, nutrientes e fatores mais complexos como a ação de componentes do sistema imunológico. Microbiota Normal Humana� Estima-se que o corpo humano, que contém cerca de 10 trilhões de células, seja rotineiramente portador de aproximadamente 100 trilhões de bactérias. � A composição da microbiota bacteriana humana é relativamente estável com gêneros específicos ocupando as diversas regiões do corpo durante períodos particulares na vida de um indivíduo. A microbiota humana desempenha funções importantes na saúde e na doença. Microbiota Normal Humana � Os microrganismos membros da microbiota humana podem existir como: • Mutualistas: nos casos em que protegem o hospedeiro competindo por microambientes de forma mais eficiente que patógenos comuns (resistência à colonização), produzindo nutrientes importantes e contribuindo para o desenvolvimento do sistema imunológico; • Comensais: quando mantêm associações aparentemente neutras sem benefícios ou malefícios detectáveis; Microbiota Normal Humana • Oportunistas: nos casos em que causam doenças em indivíduos imunocomprometidos devido a diversas condições, tais como: infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, terapia imunossupressora de transplantados, radioterapia, quimioterapia anticâncer, queimaduras extensas ou perfurações das mucosas. Microbiota Normal Humana � Os tratos digestivos, urogenital inferior (especialmente feminino) e respiratório superior (boca, garganta, nariz e traqueia), além da pele, são áreas onde a microbiota se instala assim que o indivíduo deixa o útero materno. � Toda a microbiota do ser humano pesa cerca de 1,5 kg e tem atividade metabólica semelhante ao fígado. Microbiota da Boca e das Vias Aéreas Superiores � Quando o indivíduo nasce, as mucosas da boca e da faringe quase sempre são estéreis, e podem ser contaminadas durante a passagem pelo canal de parto. � Nas primeiras 4 a 12 horas de vida, os Streptococcus viridans colonizam, e se tornam os membros mais importantes da microbiota residente, permanecendo por toda vida. No início da vida, aparecem também os estafilococos aeróbios e anaeróbios, os diplococos gram (-) e lactobacilos. Microbiota Normal do Trato Intestinal � Ao nascimento o intestino é estéril. Os microrganismos são, então, introduzidos a partir dos alimentos. Nos lactentes amamentados ao seio, o intestino é repleto de microrganismos aeróbios e anaeróbios, e também gram positivos, com destaque para os estreptococos e lactobacilos, que são produtores de ácido láctico. O esôfago contém microrganismos provenientes da saliva e dos alimentos. � No estômago, o nível de microrganismos se mantém mínimo devido à acidez gástrica. O pH ácido do estômago protege o indivíduo de infecções por alguns patógenos entéricos. À medida que o pH do conteúdo intestinal se torna alcalino, a microbiota residente aumenta gradualmente. Microbiota do Trato Geniturinário � A uretra anterior, de ambos os sexos, contém pequeno número de microrganismos provenientes da pele. Estes aparecem regularmente na urina normal eliminada. A microbiota normal da vagina funciona da seguinte forma: após o nascimento, aparecem lactobacilos aeróbios que persistem enquanto o pH estiver ácido (várias semanas). � Quando, então, o pH se torna neutro (até a puberdade), aparece uma flora mista composta de cocos e bacilos. Na puberdade, os lactobacilos aeróbios e anaeróbios reaparecem em grande quantidade, contribuindo, assim, para a manutenção do pH ácido. Microbiota do Trato Geniturinário � Quando os lactobacilos são suprimidos por algum agente antimicrobiano, as leveduras ou bactérias aumentam em número, causando inflamação e irritação local. Após a menopausa, os lactobacilos diminuem em número, e reaparece uma flora mista. � As bactérias que compõem a microbiota normal ajudam a defender o organismo das bactérias causadoras de doenças, pois uma vez que as bactérias da microbiota do indivíduo estão sendo colonizadas, elas inibirão o crescimento de bactérias patogênicas. Microbiota do Trato Geniturinário � Porém, em alguns casos, quando há o desequilíbrio da flora bacteriana ou quando estas são levadas a outros sítios corporais pode haver o desenvolvimento de doenças em sítios localizados. � Um exemplo claro disto, que ocorre principalmente com as mulheres, é o desenvolvimento de infecção urinária por bactérias intestinais, que chegaram às vias urinárias por conta de higiene inadequada. Microrganismos Prejudiciais: Como Combatê-Los � De um modo geral, são duas as formas de combate aos micro- organismos: a profilaxia e o tratamento. Entende-se por profilaxia o conjunto de medidas voltadas à prevenção, erradicação ou ao controle de doenças, ou fatos prejudiciais aos seres vivos. São variadas, em conformidade com o agente causador da doença. Microrganismos Prejudiciais: Como Combatê-Los � No entanto, alguns micro-organismos exigem cuidados especiais, sobretudo se relacionados a práticas hospitalares e intervenções cirúrgicas. A esterilização de objetos pelo calor, irradiação ou processo químico, e a assepsia corporal, a partir de uma série de compostos químicos especiais, podem garantir ao agente de saúde, bem como ao paciente, maior segurança, minimizando e até eliminando a contaminação. � A vacinação também é um modo profilático de grande ajuda, dado que diminui as taxas de muitas doenças bacterianas e virais, chegando até a sua erradicação. Microrganismos Prejudiciais: Como Combatê-Los � Entretanto, o tratamento, tal como a profilaxia, vai depender da especificidade do medicamento e do agente causador da doença. Isto serve de alerta aos riscos da automedicação, pois, por exemplo, o uso inadequado de um antibiótico geralmente acarreta na seleção de bactérias resistentes, necessitando cada vez mais de dosagens maiores e de antibióticos mais fortes. Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano � Calor: • Uma população de bactérias que é submetida ao calor tem suas proteínas desnaturadas. Os lipídios fluidificam na presença de calor úmido, conforme preconiza a autora. Quando os micro- organismos perdem a sua capacidade de se multiplicar de modo irreversível, eles podem ser considerados mortos. • O calor pode ser observado como úmido ou seco. No que diz respeito ao seco, trata-se da oxidação. É importante observar que cada micro-organismo responde de uma forma, de acordo com a sua resistência, com a quantidade e seus estágios metabólicos. Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano � Calor: • Ao tentar eliminá-los, deve-se escolher um método que elimine as formas mais resistentes. Uma vez submetida ao calor, uma população microbiana tem a redução do número de indivíduos viáveis ocorrendo de forma exponencial. • O que significa dizer que quanto mais tempo se passar exposta ao calor, menor será a quantidade de micro-organismos em determinado meio. Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano • Em relação ao calor úmido, os mecanismos utilizados são a fervura, a autoclavação e pasteurização, conforme descrito abaixo: a) fervura: o mecanismo de ação da fervura é a desnaturação de proteínas. Embora não seja considerado um método de esterilização, após 15 minutos de fervura pode matar uma grande quantidade de micro-organismos. Ressalta-se que não é um método eficaz contra endósporos bacterianos e alguns vírus. Normalmente, é um método utilizado em desinfecções caseiras, preparo de alimentos, etc.; Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano b) autoclavação: o mecanismo de ação da autoclavação é a desnaturação de proteínas. Este é o melhor método a ser empregado, caso os materiais a serem submetidos à autoclavação não deformarem pelo calor ou umidade. A autoclave é um aparelho que trabalha com temperatura e pressão elevadas. Quando os micro-organismos estão diretamente em contato com o vapor, a esterilização é mais eficaz. Este processo é utilizado para esterilização de meios de cultura, soluções, utensílios e instrumentos; Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano c) pasteurização: este mecanismo também é a desnaturação de proteínas. Este método foi desenvolvido por Louis Pasteur,em 1846. Consiste em aquecer o produto em uma determinada temperatura, por certo tempo e logo após, resfriá-lo. Com este processo reduz-se o número de micro-organismos, mas não se pode assegurar a sua esterilização. É um método bastante utilizado na esterilização de leite, creme de leite, cerveja, vinho, etc. Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano No que diz respeito ao calor seco, os mecanismos utilizados são a flambagem, a incineração e os fornos: a) flambagem: trata-se de um método simples, mas de grande eficácia, bastando apenas colocar todo só instrumentos metálicos diretamente sobre o fogo; b) incineração: é um método igualmente eficaz. Utilizam-no para incinerar vários tipos de materiais, tais como papéis, materiais hospitalares, carcaças de animais, etc. Ele é capaz de oxidar todos os materiais, até que virem cinzas; c) fornos: este é um método utilizado para esterilizar vidrarias. Exige cuidado, pois se deve ficar atento à relação tempo x temperatura. Mecanismos de Controle de Crescimento Bacteriano � Radiação: • De acordo com Gonçalves (2010), a radiação pode ser ionizante ou não ionizante, dependendo do comprimento de onda, da intensidade, da duração e da distância da fonte que será esterilizada. a) ionizantes: este é um método que utiliza radiações gama, mas tem um custo elevado. Formam radicais superativos e destroem o DNA. É um método comumente utilizado para esterilizar produtos cirúrgicos que podem ser submetidos ao calor. b) não ionizantes: neste tipo de radiação a mais empregada é a luz ultravioleta, que altera o DNA mediante a formação de dímeros. Controle do Crescimento de Micro-organismos com Antimicrobianos (antibióticos) � Os antimicrobianos são substâncias que matam ou inibem o desenvolvimento de micro-organismos, tais como as bactérias, os fungos, vírus ou protozoários. � Fazem parte dos antimicrobianos os antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários. � Os antibióticos as substâncias desenvolvidas a partir de fungos, bactérias ou elementos sintéticos (aqueles produzidos em laboratórios farmacêuticos). Controle do Crescimento de Micro-organismos com Antimicrobianos (antibióticos) � O antibiótico tem como finalidade combater os micro- organismos (monocelulares ou pluricelulares) que causam infecções no organismo. � É necessário observar o cuidado quanto ao uso dos antibióticos, que prescinde de orientação e acompanhamento médico, pois do contrário, pode ser prejudicial à saúde. O uso indiscriminado, além de prejudicar a saúde, pode favorecer o desenvolvimento de micro-organismos resistentes a determinados antibióticos. O primeiro antibiótico foi desenvolvido pelo pesquisador inglês, Alexander Fleming. Controle do Crescimento de Micro-organismos com Antimicrobianos (antibióticos) � Trata-se da penicilina. Atualmente, a medicina conta com antibióticos mais potentes, administrados contra diversos tipos de doenças, tias como a pneumonia, meningite, tuberculose e as doenças sexualmente transmissíveis, o que requer ainda mais cuidado em sua utilização. Características Gerais das Drogas Antimicrobianas � Os antimicrobianos são substâncias que matam os micro- organismos e que dentre as principais se encontra o antibiótico. As principais características das drogas antimicrobianas são : a) Toxidade seletiva: segundo pesquisadores, esta é uma característica que toda droga antimicrobiana deveria apresentar, dado que diz respeito à capacidade de atuar de modo seletivo sobre o micro-organismo, não provando danos ao hospedeiro; Características Gerais das Drogas Antimicrobianas b) Espectro de ação: esta característica diz respeito à diversidade de organismos afetados pelo agente. De modo geral, os antimicrobianos são de pequeno ou amplo espectro. Hoje em dia, os laboratórios vêm trabalhando, na tentativa de isolar e purificar antimicrobianos de espectro restrito, de modo que este atue apenas sobre um determinado grupo de organismos. Isto evitaria a resistência bacteriana, e aqueles considerados de pequeno espectro atuariam de modo específico sobre um ou um pequeno grupo de micro-organismos; Características Gerais das Drogas Antimicrobianas c) No que diz respeito à síntese, podem ser de origem microbiana, aquela produzida exclusivamente por micro- organismos, química, por síntese química, e semissintética; d) no que diz respeito à ação, as drogas antimicrobianas podem apresentar características microbiostáticas, com ação direta para inibir o crescimento bacteriano ou microbicidas, que são aquelas que atuam inibindo a reprodução bacteriana, porém exigem maior tempo de tratamento. Micologia � Micologia ou micetologia. Por sua origem grega, ‘Mykes’ (cogumelo) + ‘logos’ (estudo), ou seja, estudo dos fungos, a Micologia já foi considerada um ramo da botânica, sendo os fungos considerados como plantas desprovidas de certos órgãos. � Uma vez tendo evoluído em seu conhecimento, os fungos hoje não mais são vistos como plantas, tendo para si uma ciência própria, responsável por seus estudos. Portanto, os fungos pertencem ao Reino Fungi, e são organismos heterotróficos de variadas dimensões. Micologia � Possuem tamanhos consideráveis, tais como os cogumelos, e também tamanhos microscópicos, como as leveduras e bolores. � Os fungos se apresentam formados por hifas, com filamentos longos e ramificados, formando, com conjunto com outras hifas, o talo de um fungo chamado micélio. � Os fungos microscópicos não formam hifas. Eles crescem diretamente de esporos, em esporângios multinucleados. Micoses superficiais � Os fungos se localizam na parte externa da pele, ao redor dos pelos ou nas unhas, e se alimentam de uma proteína chamada queratina. � Dentre as micoses superficiais mais conhecidas está Tinea pedis, popularmente chamada por frieira ou pé-de-atleta. Ela atinge a pele entre os dedos, comumente dos pés. Ela pode vir acompanhada de uma infecção bacteriana. Micoses superficiais � Em alguns casos a cura pode demorar vários meses, como nas infecções das unhas. A estas dá-se o nome de onicomicose a infecção fúngica da unha, muito frequente na população adulta, em particular as unhas dos pés. � Uma vez que o fungo não está apto a invadir o corpo, as tinea, ou frieiras, não são consideradas perigosas. http://doctorfeet.com.br/tratamento-pes/imagens- yaslip/informacoes/tratamento-frieiras-01.jpg Micoses superficiais � As micoses denominadas Tinea podem ser de vários tipos, além da tinea pedis, conforme descrito a seguir: a) tinea corporis: afeta a pele, é a que possui mais incidência, causada pelos fungos M. canis ou T.mentagrophytes; b) tinea cruris: caracterizada por lesões eritemato-escamosas (vermelhas) em nível das regiões inguinais (zona dos genitais); Micoses superficiais c) tinea unguium: tinha das unhas, pode ser causada por quase todas as espécies de dermatófitos e as lesões apresentam um aspecto variável, desde simples manchas esbranquiçadas a espessamentos com destruição da lâmina externa da unha e hiperqueratose subungueal (unha amarela grossa); d) tinea barbae: é causada por agentes dermatófitos zoofílicos (de animais). A sua incidência, além de baixa, é quase exclusiva de meios rurais. As lesões são localizadas na face, na zona com barba e podem ser superficiais (anulares com bordos vesiculo- pustulosos) ou profundas (massas nodulares infiltradas de cor vermelho-arroxeada); Micoses superficiais e) tinea capitis: a tinha favosa ou favo tem como agente etiológico T. schoenleinii surge em qualquer idade e é caracterizada pelo aparecimento de placas escamo-crostosas de cor amarelada, em forma de favo e com o "cheiro a rato". Leva à queda do cabelo e pelada definitiva. Candidíase � Ainda como micoses superficiais há também a candidíase, que afeta principalmente as mucosas. A candidíase, especialmente a vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção nos genitais. � Além do prurido e do ardor, ela também provoca dor durante o coito, e a eliminação do corrimento vaginal em grumos brancos.Frequentemente, a vulva e a vagina encontram-se inchadas e irritadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal. Candidíase � No homem, apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e, eventualmente, por um leve edema e pequenas lesões puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. � As mulheres grávidas são bastante propensas a esse tipo de infecção, por conta da grande variação hormonal que ocorre durante este período, do mesmo modo que as mulheres na fase antes do período menstrual. � Pacientes com deficiência do sistema imunológico, como os portadores de AIDS, são bastante sensíveis a essas infecções por não conseguirem combater esses germes naturalmente. Pitiríase versicolor (pano branco) � Outro tipo de micose superficial, de acordo com Mello (2012), é a Pitíriase versicolor, cujo nome vulgar é o ‘pano branco’ ou ainda ‘micose de praia’. Trata-se de uma micose causada pela levedura Pityrosporum ovale. � O fungo causador da doenca habita a pele de todas as pessoas. Em algumas delas é capaz de se desenvolver, provocando manchas brancas ou marrons. Pitiríase versicolor (pano branco) � As áreas da pele mais atingidas são aquelas mais oleosas, tais como a face, o couro cabeludo, o pescoço e a porção superior do tronco. Formam-se manchas claras acastanhadas ou avermelhadas na pele, que se iniciam pequenas, pondendo se agrupar e formar manchas maiores. � De um modo geral, é uma doença assintomática, mas alguns pacientes podem apresentar coceira. Sendo uma micos superficial, não provoca graves danos, senão os de ordem estética. Pitiríase versicolor (pano branco) � Formas mais comuns de contágio das micoses superficiais: a) Contato com animais de estimação; b) Compartilhamento de chuveiros públicos; c) Lava-pés de piscinas e saunas; d) Ao andar descalço em pisos úmidos ou públicos; e) Uso de toalhas compartilhadas ou mal lavadas; Pitiríase versicolor (pano branco) � Formas mais comuns de contágio das micoses superficiais: f) Equipamentos de uso comum (botas, luvas); g) Uso de roupas e calçados de outras pessoas; h) Uso de alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas; i) Contato com material contaminado em geral; j) Uso de roupas úmidas por tempo prolongado. Pitiríase versicolor (pano branco) � Procedimentos que diminuem o risco de se contrair uma micose: a)Evitar andar descalço em pisos úmidos; b) Nunca usar toalhas compartilhadas, especialmente se estiverem úmidas ou mal lavadas; c) Após o banho, enxugar-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como o espaço entre os dedos dos pés e virilha; d) Usar sempre roupas íntimas de fibras naturais, como o algodão, pois as fibras sintéticas prejudicam a transpiração; Pitiríase versicolor (pano branco) � Procedimentos que diminuem o risco de se contrair uma micose: e) Verificar se os objetos de manicure, como alicates, tesouras e lixas são esterilizados. Melhor ainda se tiver um de uso exclusivo; f) Em contato prolongado com detergentes, usar luvas e enxagar as mãos toda vez que usar a esponja; g) Evitar utilizar pentes ou escovas de cabelo de outras pessoas; h) Evitar uso de roupas molhadas. Micoses subcutâneas e profundas � As micoses subcutâneas e profundas são aquelas que afetam a profundidade da pele, tais como, Esporotricose e Cromomicose, e aquelas que se instalam em órgãos internos, como Blastomicose e Criptococose. � Na micose subcutânea normalmente a infecção fica restrita à pele, enquanto que na micose profunda propriamente dita, os fungos se espalham pela circulação sanguínea e linfática. Podem infectar a pele e órgãos internos, tais como pulmões, intestinos, ossos e até mesmo o sistema. Micoses subcutâneas e profundas � Formas mais comuns de contágios das micoses subcutâneas e profundas são: a) O contato com animais de estimação; b) Compartilhamento de chuveiros públicos; c) Os lava-pés de piscinas e saunas; d) Ao andar descalço em pisos úmidos ou públicos; e) O uso de toalhas compartilhadas ou mal lavadas; Micoses subcutâneas e profundas � Formas mais comuns de contágios das micoses subcutâneas e profundas são: f) Equipamentos de uso comum (botas, luvas); g) Uso de roupas e calçados de outras pessoas; h) Uso de alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas; i) Contato com material contaminado em geral; j) O uso de roupas úmidas por tempo prolongado. Micoses subcutâneas e profundas � Medidas preventivas para diminur o risco de se contrair uma micose: a) Procurar usar calçados menos abafados; b) Evitar andar descalço em pisos úmidos; c) Nunca use toalhas compartilhadas e/ou mal lavadas; d) Após o banho enxugue-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como o espaço entre os dedos dos pés e virilha; e) Use sempre roupas íntimas de fibras naturais como o algodão, pois as fibras sintéticas prejudicam a transpiração; Micoses subcutâneas e profundas � Medidas preventivas para diminur o risco de se contrair uma micose: f) Verifique se os objetos de manicure, como alicates, tesouras e lixas são esterilizados (ou tenha um de uso exclusivo seu); g) Em contato prolongado com detergentes, use luvas e enxágue as mãos toda vez que usar esponja; h) Evite utilizar pentes, escovas de cabelo e travesseiros de outras pessoas. Virologia � Em relação às formas de prevenção e tratamento, devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam- se difíceis de matar. � As vacinas para a prevenção de infecções são as formas médicas mais eficientes nestes casos, além das drogas que tratam os sintomas das infecções virais. � É importante afirmar, segundo Andris (2012), que o uso de antibiótico não é recomendado, dado que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistências antibióticas em bactérias. • Seres mais complexos; • Eucariontes; • Uni ou pluricelulares; • Reprodução sexuada ou assexuada; • Causam doenças oportunistas. Fungos Principais Características dos Micro-organismos � Fungos: • São microrganismos considerados um pouco mais evoluídos do que as bactérias, pois são seres eucariontes (possuem o material genético delimitado pela membrana nuclear) e além de unicelulares (leveduras) também podem ser pluricelulares. • Além de heterotróficos, os fungos são seres eucarióticos e podem ser unicelulares, como no caso das leveduras, ou multicelulares, como os cogumelos. Esses últimos formam filamentos que recebem a denominação de hifas. • O conjunto de hifas forma o micélio, que pode crescer até um quilômetro em 24 horas. Em algumas espécies, as hifas podem formar estruturas especiais chamadas de corpos de frutificação. Esses corpos podem ser vistos nos cogumelos e nas orelhas-de-pau. Principais Características dos Micro-organismos � Fungos: � As hifas podem ser cenocíticas ou septadas. • As hifas cenocíticas são filamentos contínuos repletos de material citoplasmático e com uma porção de núcleos. • As hifas septadas, como o próprio nome sugere, possuem septos que formam compartimentos que contêm de um a dois núcleos. Na porção mediana do septo, é encontrada uma abertura que permite a comunicação citoplasmática. Principais Características dos Micro-organismos � Fungos: Principais Características dos Micro-organismos � Fungos: Principais Características dos Micro-organismos � Fungos: • São heterotróficos e obtêm energia dos mais diversos substratos. Estes organismos também possuem parede celular como as bactérias, mas nesta há a presença de uma substância quitinosa. Sua estrutura vegetativa é representada por hifas, cujo conjunto constitui o denominado micélio. • Gatos também são afetados • Transmissão por feridas • Ataca a pele, linfonodos, pulmão Esporotricose • Ataca pele, unhas, couro cabeludo • Transmissão direta • Micose superficial • calor, suor = condição favorável. Tinea (Pé de atleta), Pano Branco • Faz parte da microbiota natural • Coceira • Vermelhidão • Manchas e corrimento na região genital Candidíase• Pulmão, fígado, coração e ate meninges • Grave • Profissionais da construção • Também pelas fezes de aves e morcegos. Histoplasmose e Criptococose