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Startups unicórnios brasileiras
Conclusão
O que é startup?
Startup é uma empresa emergente com modelo de negócio em desenvolvimento ou
aprimoramento. Este modelo tem como característica a capacidade de ser repetido e
escalado, conforme a demanda, em um ambiente de incerteza.
Todas as de�nições sobre o que é startup apontam dois elementos em comum:
inovação e incerteza. Uma startup busca fazer as coisas de forma diferenciada e, por
conta disso, as suas atividades envolvem um grau de risco elevado.
Os aplicativos para smartphones exempli�cam bem esse conceito: oferecem produtos
que inovam setores tradicionais como transportes, entretenimento, entregas, e até
mesmo bancos, funcionando da mesma forma para algumas centenas de clientes ou
para bilhões deles.
Eric Ries, empreendedor e autor do best-seller “The Lean Startup”, que falaremos em
detalhes a seguir, de�ne o conceito de Startup como:
“Uma instituição humana projetada para criar produtos e serviços sob condições
de extrema incerteza”.
Em outras palavras, Ries não de�ne a startup a partir do seu porte, ou da maneira
como ela é organizada, ou da atividade que ela desenvolve.
O que realmente se destaca no centro dessa de�nição são duas características: criar
algo novo e fazê-lo em um ambiente de extrema incerteza.
Leia mais:
Desenvolvimento de Novos Produtos: como conduzir em 6 passos
Prova de conceito (PoC): o que é e como fazer?
https://blog.aevo.com.br/inovacao/
https://blog.aevo.com.br/desenvolvimento-de-novos-produtos/
https://blog.aevo.com.br/prova-de-conceito/
Características de uma startup
Algumas características especí�cas nos ajudam a entender melhor o que é startup, e
aproveitar as oportunidades que esse modelo de negócios oferece.
Incerteza
A primeira diferença entre uma empresa que opera com modelo tradicional e o de
uma startup, de fato, está na incerteza enfrentada pelo segundo grupo.
A Uber, por exemplo, que atualmente é uma das maiores empresas de mobilidade do
mundo chegou ao mercado acreditando que as pessoas se sentiriam seguras ao entrar
em carros normais, sem a identi�cação dos táxis.
Esse comportamento é comum, hoje em dia, mas poderia ter sido rejeitado pelo
mercado, levando a empresa ao fracasso.
Inovação e flexibilidade
Lançar um produto diferenciado é apenas o começo da inovação em uma startup. A
partir daí, ela descobrirá novos problemas, e terá de enfrentá-los criando as próprias
soluções, já que não existe manual de instruções de como lidar com eles.
As respostas a que se chegam durante o processo, no entanto, podem se tornar
inválidas em algumas semanas, e a startup deve ser �exível para se adaptar às novas
realidades.
Repetibilidade
Para crescer com �rmeza, a startup precisa encontrar um modelo de negócios que
possa ser facilmente repetido e padronizado. Se o empreendimento tiver que negociar
cada venda, perderá tempo demais nesse processo.
As opções de maior destaque costumam ser planos de assinatura, comissões por
venda/serviço ou, no caso das redes sociais e plataformas de conteúdo, a venda de
espaço publicitário e inteligência sobre o comportamento dos usuários.
Escalabilidade
A escalabilidade é o motivo pelo qual o uso de tecnologias digitais está intimamente
ligado aos grandes destaques do setor, embora não seja o que de�na o que é uma
startup.
Idealmente, a startup deve aumentar rapidamente suas receitas sem que os custos
acompanhem esse ritmo.
Uma editora, por exemplo, tem gastos com papel, tinta, funcionários e transporte para
cada unidade impressa, enquanto a Amazon pode vender o mesmo livro digital
milhões de vezes com um gasto adicional muito pequeno.
Qual é a relação entre startup e inovação?
A relação entre inovação e startups é muito mais profunda do que a maioria das
pessoas imagina.
Qualquer notícia abordando uma startup de sucesso vai falar sobre uma grande ideia,
levada adiante por um grupo de pessoas com determinação. Esse é apenas o começo
da história: empreendedores e colaboradores precisam criar um ecossistema de
inovação para que a startup seja próspera.
Um espírito inovador precisa estar alinhado à execução perfeita, através da gestão de
ideias realizada com ferramentas e metodologias adequadas. Um exemplo disso é o
AEVO, plataforma que permite administrar todas as etapas de um projeto, da ideia à
avaliação.
O AEVO também conta com uma central de startups, onde organizações de maior
estrutura encontram empresas inovadoras capazes de resolver questões especí�cas e
podem gerenciar essa relação com e�ciência, facilitando os negócios para ambos os
lados.
5 startups de sucesso para se inspirar
Empresas inovadoras já tomaram conta de quase todos os mercados, e as histórias de
sucesso que ajudam a explicar o que é startup vão muito além dos clássicos como
Uber e Net�ix.
Doghero
https://blog.aevo.com.br/ecossistema-de-inovacao/
https://aevo.com.br/
https://aevo.com.br/?
Um marketplace de serviços para pets, o DogHero permite contratar hospedagem,
creche, cuidadores, passeios e veterinários, garantindo um portfólio com pro�ssionais
quali�cados e bem avaliados para o trabalho.
Após fusão com a Petlove, maior pet shop virtual no Brasil, as empresas anunciaram
um ganho de R$ 100 milhões em sinergias, transformando a DogHero numa das
startups mais rentáveis do país.
Descomplica
Considerada a 1ª grande empresa de educação digital do Brasil, a Descomplica se
encaixa no grupo das EdTech, organizações que usam a tecnologia para oferecer
serviços na área de ensino e treinamentos.
Ao combinar educação e cultura pop, a Descomplica se tornou um fenômeno entre os
estudantes, sobretudo aqueles que se preparam para o Enem, vestibulares fechados e
concursos públicos. Hoje ela é uma fonte de estudos quase obrigatória para quem vai
enfrentar essas provas.
Boo-box
Com um modelo de negócios que exibe publicidade para mais de 60 milhões de
pessoas por mês, a boo-box já foi considerada uma das 50 empresas mais inovadoras
do mundo, segundo a revista FastCompany, ao lado de nomes como Apple, Google e
Facebook.
Seu funcionamento é simples, vendendo espaço em mídias parceiras: blogs, podcasts,
aplicativos, streamings, etc. A empresa, hoje, é a maior concorrente do Google no
segmento de publicidade virtual, no Brasil.
Gympass
Com mais de 50 mil academias parceiras, o Gympass permite que seus usuários
possam acessá-las através de um único pagamento mensal. Oferecer um pacote para
empresas, como benefício corporativo para os colaboradores, foi a grande sacada
dessa startup.
A empresa também disponibiliza soluções �nanceiras para as academias parceiras,
expandindo seu modelo de negócios, e com um aporte de U$300 milhões em 2019, a
Gympass entrou no seleto grupo das startups unicórnio, nome dado àquelas que
atingem um valor de mercado superior a US$ 1 bilhão.
Picpay
Uma dentre as muitas FinTech nacionais bem sucedidas, o PicPay oferece uma carteira
digital que permite fazer compras, recargas de celular e parcelamento de contas como
água e eletricidade, tudo com alguns cliques no smartphone.
Sendo uma das principais opções entre as startups do nicho.
Principais impulsionadores das startups
Como você já deve ter percebido, o universo da inovação e do empreendedorismo é
caracterizado por uma série de terminologias próprias. Com as startups, isso não é
diferente. Nesse tipo de negócio, alguns termos e personagens são bastante comuns.
Entre eles, podemos destacar:
Aceleradora e incubadora
A própria denominação já oferece uma pista do propósito desse impulsionador. As
aceleradoras objetivam oferecer a mentoria e/ou investimentos necessários em
determinado período, para estimular o crescimento das startups promissoras.
Por sua vez, a incubadora é uma espécie de versão um pouco mais tradicional da
aceleradora.
A incubadora geralmente tem o objetivo de apoiar as startups no desenvolvimento de
suas ideias de negócio, por um tempo determinado. Além disso, a incubadora também
possui a característica de oferecerestrutura física para as operações da startup.
É comum que esse trabalho seja feito em decorrência de alguma resolução de
fomento a um setor, tomada ao nível municipal ou estadual. Assim, há incubadoras
ligadas às universidades locais e órgãos governamentais.
O que difere esses dois parceiros é seu modelo de negócios. A aceleradora
geralmente é um negócio privativo com �ns lucrativos e a incubadora comumente é
mantida pela iniciativa pública, sem visar lucro.
Empreendedor serial
Persona que também �gura no universo do empreendedorismo tradicional, trata-se
de alguém com foco na criação de novos negócios promissores.
Ele pode criar as oportunidades de negócio, mas nem sempre gerencia-os,
comumente tal atribuição é delegada para alguém com expertise em gestão de
empresas.
Como exemplo nacional de empreendedor serial no segmento de startups, pode-se
citar o do founder (fundador) da Sympla (startup de venda de ingressos e gestão de
eventos) que, além desse, já criou sete outros empreendimentos.
Hubs de inovação
Tratam-se de ambientes desenvolvidos de modo a conectar empreendedores para
troca de informações, cocriação e fortalecimento de uma área de negócio.
Geralmente, fazem parte do hub de inovação um número expressivo de startups,
empresas fornecedoras, aceleradas e incubadoras, potencializando o poder de tais
ambientes para a geração de resultados.
Assim, em última instância, o hub de inovação conecta os personagens do
ecossistema das startups.
De modo geral, esses hubs reúnem infraestrutura física e de serviços; espaços de
educação, de pesquisa e de desenvolvimento; programas e políticas de fortalecimento
de clusters (concentração de empresas semelhantes que coabitam um espaço);
ambientes colaborativos para testes e living labs; incubadoras/aceleradoras, startups,
pequenos e médios empreendimentos e grandes marcas âncoras.
Tudo isso incentiva a inovação, a colaboração, a disruptura e o desenvolvimento de
projetos transformadores e de impacto na sociedade.
Naturalmente, para que isso ocorra, é preciso que o hub seja formado por um
ecossistema criativo e inovador, com empreendedores e parceiros dispostos a se
engajarem e promoverem uma mudança.
O Vale do Silício é um dos grandes exemplos de hub de inovação.
Esse conjunto de empresas inovadoras demonstrou seu potencial logo após a
Segunda Guerra Mundial e, ainda hoje, impacta o mundo inteiro com as novidades
criadas por marcas como Google, Apple, Facebook, eBay, entre tantas outras.
https://blog.aevo.com.br/empreendedorismo/
https://blog.aevo.com.br/hubs-de-inovacao/
https://blog.aevo.com.br/pesquisa-e-desenvolvimento/
https://blog.aevo.com.br/ambiente-de-trabalho-pode-estimular-a-criatividade-e-a-inovacao/?utm_source=blog&utm_medium=content&utm_campaign=ambiente-criativo-de-trabalho&utm_content=link
Outro exemplo é Dubai, sobretudo no que diz respeito às �ntechs (de �nancial
technology, são startups do ramo �nanceiro cujos processos são fundamentados em
tecnologia).
No Brasil, já há iniciativas como essa. São exemplos: InovaBra (hub de inovação
ancorado pelo Bradesco), Cubo Itaú (hub ancorado pelo Itaú), e Wayra(ancorada pela
Vivo).
Investidor-anjo
O nome também é bem sugestivo. Trata-se de um investidor que oferece sua
expertise e um aporte �nanceiro para ideias de grande potencial inovador .
O investidor-anjo, muitas vezes, aposta em negócios que ainda nem saíram do papel,
portanto, é uma operação de alto risco que, sendo bem-sucedida, oportuniza um
retorno bastante signi�cativo.
Para captar a atenção desse player, sobretudo na fase inicial do projeto, ter um plano
de negócio é fundamental.
Antes, é preciso ter em mente que, geralmente, a contrapartida por esse trabalho é
um percentual de participação no controle da startup (assim, ele passa a ser também
um shareholder – alguém que possui ações da empresa).
Mentor
O mentor é alguém que foi bem-sucedido nos negócios e que está disposto a ajudar a
startup a partir de sua experiência e de seu networking.
Ele pode ser acionado para resolver algum gargalo de uma área especí�ca de gestão
do negócio, para compartilhar insights, para ajudar a fomentar parcerias, entre outras
necessidades e oportunidades.
Termos relacionados às startups
Além dos termos que denominam os personagens principais vinculados às startups,
há outros que merecem atenção.
Compreendido isso, podemos conhecer outros termos bastante importantes desse
ecossistema. São eles:
Venture Capital (VC)
Trata-se de uma modalidade de investimento voltada para empresas emergentes. De
modo geral, empresas que apresentam menor porte de faturamento, mas que tenham
alto potencial de crescimento.
Uma peculiaridade é que alguns fundos de Venture Capital levam em consideração,
inclusive, empresas que ainda não começaram a operar, o que torna-se interessante
para viabilizar e agilizar o lançamento de uma startup no mercado.
Private Equity
É uma modalidade de investimento voltada para empresas mais consolidadas no
mercado.
Esse tipo de investimento, geralmente, abrange startups mais maduras e que já
atuam no mercado, mas que precisam de um apoio para promover e acelerar seu
crescimento.
É importante salientar que ambas as modalidades são constituídas como capital de
risco e envolvem investidores que injetam expertise e capital nas empresas, como
startups, geralmente em troca de uma participação societária.
O que é lean startup?
O conceito de Lean Startup foi introduzido pelo norte-americano Eric Ries em seu
livro, de mesmo nome, que ganhou o título de “Startup Enxuta”, no Brasil.
No conteúdo do livro, lançado em 2011, Ries apresenta os cinco princípios de lean
startup que, segundo ele, perpassam todas as partes de seu método. Con�ra quais
são.
1) Empreendedores estão por toda parte
O conceito de startup de Ries é abrangente e, por consequência, signi�ca que não é
preciso se encaixar naquele estereótipo do inventor de garagem para ser um
empreendedor.
2) Empreender é administrar
É verdade que um dos pontos centrais do conceito de startup é que ela se dedica a
criar um produto ou serviço; porém, ela não é o próprio produto ou serviço.
A startup é uma instituição, e toda instituição precisa de gestão, certo? Além disso, ela
precisa de uma gestão especial, devido à sua condição de incerteza, que é outro ponto
central do conceito. Por isso, Ries a�rma que não podemos separar o
empreendedorismo da administração.
3) Aprendizado validado
Ries defende que um dos propósitos por trás da startup é o aprendizado.
O empreendedor aprende a desenvolver um negócio sustentável por meio dos
experimentos que ele conduz com a startup, e os resultados desses experimentos
validam o que ele aprende.
4) Construir-medir-aprender
Esse é um ciclo virtuoso, composto por três etapas, destacado por Ries.
Na primeira etapa, transforma-se ideias em produtos ou serviços; na segunda,
mensura-se a reação dos clientes; na terceira, extrai-se um aprendizado, que pode
levar a startup a mudar de direção ou seguir adiante.
Segundo Eric Ries, qualquer processo dentro de uma startup deve ser voltado a
acelerar o ciclo construir-medir-aprender.
Este ciclo é a ideia central por trás do método de lean startup e falamos sobre sua
importância no decorrer do artigo.
A título de curiosidade, Ries incluiu, na arte de capa de seu livro, o símbolo da
caligra�a japonesa chamado Ensō — que representa, literalmente, um círculo, e
possui uma importante simbologia para a cultura japonesa.
5) Contabilidade para inovação
Ries traz como princípio a necessidade de uma contabilidade diferente. Porém, ele não
está se referindo realmente à contabilidade dos contadores, livros-caixa e impostos.
Na verdade, está falando de “accountability”, um termo em inglês ligado à prestação
de contas sobre os resultados. Então, Ries fala que é necessário descobrir formas de
mensurar progresso, de�nir metas e priorizar o trabalho nas startups.
Qual é a essência da startup enxuta?
https://blog.aevo.com.br/rol-retorno-sobre-aprendizado/https://blog.aevo.com.br/metricas-que-provavelmente-sua-empresa-nao-mede-e-por-que-deveria-medir/
Já vimos o conceito de startup adotado por Ries e os cinco princípios que permeiam
suas ideias. Então, é hora de responder a principal pergunta: qual é a essência da
startup enxuta? O que signi�ca, a�nal, lean startup?
Startup enxuta é um método, ou seja, um conjunto de práticas voltadas a ajudar os
empreendedores a alcançar o sucesso. Para isso, essas práticas apoiam-se na
priorização de agilidade, baixo custo e foco nos clientes.
A startup enxuta prefere testar e mensurar (o ciclo construir-medir-aprender), em vez
de planejar, pesquisar e desenvolver, porque essas atividades consomem muitos
recursos, sem necessariamente garantir o sucesso.
Alguns conceitos do método
Antes de �nalizar essa explicação sobre startup enxuta, conheça alguns conceitos
desse método que podem ser úteis para compreender melhor sua proposta como um
todo.
Minimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável, ou MVP, é a forma mínima
de um produto para que seja viável lançá-lo no mercado. Esse conceito re�ete a
priorização da agilidade e do baixo custo; a noção de que é melhor partir
rapidamente para o teste prático da ideia, economizando tempo e recursos;
Product x Market �t: esse conceito diz respeito ao encaixe entre o produto
desenvolvido e as necessidades do mercado. Ele re�ete a priorização do foco
nos clientes;
Pivotar: é o termo usado para uma mudança radical no produto ou modelo de
negócio, realizada quando não se obtém bons resultados, para realinhar a
startup com a realidade (do mercado, dos clientes). Re�ete a importância do
ciclo construir-medir-aprender.
A promessa da startup enxuta
https://blog.aevo.com.br/o-que-e-mvp
Segundo o próprio Ries, em um artigo publicado inicialmente na Business Week, a
promessa trazida por seu método é de uma base mais sólida e rigorosa para o
empreendedorismo. De uma startup construída em cima de fatos e conhecimento, em
vez de mitos.
Assim, ele pode colaborar para evitar que tantas iniciativas fracassem, levando
consigo a paixão e os esforços dos empreendedores que as idealizaram.
O que podemos extrair do método da lean startup, de Ries?
Em primeiro lugar, a necessidade de uma abordagem realista para o
empreendedorismo e a inovação. Uma abordagem focada na realidade, e não em
intuições e palpites.
Se você gera uma ideia e cria um produto, ele deve ser colocado nas mãos dos
clientes o quanto antes, para descobrir se é viável; e, se a recepção não for tão boa
quanto esperado, é preciso estar preparado para abrir mão e fazer as mudanças
necessárias.
Em segundo lugar, a importância de estar continuamente orientado para o progresso.
E não poderíamos falar sobre progresso sem mencionar a necessidade de evolução
rápida, por meio da inovação contínua, para que a organização mantenha a relevância
no mercado.
Isso inclui, é claro, a incorporação de tecnologias que possam aumentar sua e�ciência
e competitividade.
O que é uma startup unicórnio?
https://blog.aevo.com.br/metodos-geracao-de-ideias-6-chapeus-brainwriting-5w1h/
Termo que ganhou muita força no Brasil a partir de 2018, Startup unicórnio possui
uma de�nição muito simples: representa toda empresa inovadora avaliada em 1
bilhão de dólares antes do IPO, abertura do capital em uma bolsa de valores.
O Facebook, alcançando os U$ 83, 5 bilhões na última avaliação antes do seu IPO, e a
ByteDance, desenvolvedora do TikTok que já chegou aos mais de U$200 bilhões, e
ainda possui capital fechado, são os maiores expoentes da categoria.
Seu rendimento é obtido através de aportes obtidos com grandes fundos de
investimento, os quais apostam no elevado retorno que essas empresas podem gerar
ao longo do tempo.
Como surgiu o termo startup unicórnio?
Em 2013, a investidora Aileen Lee escreveu o artigo Welcome to the unicorn club:
learning from billion-dollar startups, reconhecido como a primeira menção ao conceito
de startup unicórnio. Na época, apenas 39 companhias se encaixavam no requisito,
número que já chegou a mais de 1.200, segundo os dados da CB Insights, consultoria
de referência na área.
O crescimento dos números, inclusive, já deu origem a novos termos, como Super
Unicórnios , que alcançaram os U$ 10 bilhões, e Hectocórnios, acima dos U$ 100 bi.
Apenas a ByteDance já rompeu essa barreira, enquanto 26 nomes compõem a lista
das “Supers”, incluindo a brasileira Nubank.
Startups unicórnios brasileiras
https://blog.aevo.com.br/o-que-e-ipo/
https://blog.aevo.com.br/o-que-e-ipo/
https://blog.aevo.com.br/corporate-venture/
https://techcrunch.com/2013/11/02/welcome-to-the-unicorn-club/
https://www.cbinsights.com/research-unicorn-companies
O Brasil está entre os países com o maior número de startups unicórnio, possuindo
mais de 10 empresas na lista, que é totalmente dominada por EUA e China, com mais
de 100 representantes cada um.
Abaixo você confere alguns desses unicórnios nacionais:
99
O aplicativo de transporte individual, lançado em 2012, recebeu um aporte de US$
100 milhões em 2017, que permitiu expandir as ações do grupo e garantiu
competitividade frente às inúmeras investidas da Uber no mercado nacional.
Com a popularização dos apps de transporte, a rentabilidade da empresa se tornou
cada vez maior. Um ano depois, em 2018, a chinesa Didi Chuxing deu o lance que
transformaria a 99 na primeira startup unicórnio brasileira, comprando suas operações
por valor estimado em US$ 1 bilhão.
Ebanx
As Fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços �nanceiros
inovadores, são presença garantida em qualquer lista de startups unicórnio. Um
desses casos é a EBANX, responsável por soluções de pagamento para que
consumidores na América Latina possam utilizar serviços globais.
Seus clientes incluem nomes como Spotify, AliExpress, Uber e Airbnb, garantindo um
faturamento massivo com a cobrança de uma pequena taxa por cada transação
realizada nessas plataformas. A EBANX se tornou uma startup unicórnio graças ao
investimento do grupo FTV Capital, em 2019.
Ifood
Líder entre os apps de entrega na América Latina, o iFood foi adquirido em 2014 pela
Movile, empresa que surgiu vendendo serviços de SMS e ringtones, nos anos 90. A
plataforma se tornou o produto central do grupo, presente em países como México,
Colômbia e Argentina.
O crescimento se deu através de compras e fusões com outras startups do setor,
como Restaurante Web, Pedidos Já e Spoon Rocket, acumulando os recursos e
tecnologias dessas empresas para chegar na tão desejada marca de US$ 1 bilhão.
Loft
A mais rápida startup unicórnio do Brasil é a Loft, que alcançou o posto em apenas 16
meses. O negócio teve início pela compra, reforma e venda de apartamentos,
evoluindo para uma plataforma que conecta compradores e vendedores.
A Loft alcançou a marca operando em apenas três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e
Cidade do México. Com os recentes investimentos, a startup agora pretende expandir
suas operações para mais lugares, e tem um potencial gigantesco de crescimento pela
frente. – avaliar se mantém, pois a loft não vem tão bem assim
Como transformar minha startup em um unicórnio?
Não é fácil responder à pergunta de U$ 1 bilhão, mas as histórias de startups
unicórnio brasileiras e internacionais possuem algumas características semelhantes,
que você pode explorar tanto na sua própria startup quanto em iniciativas de
intraempreendedorismo numa organização tradicional.
Inovação
O mundo das startups é marcado por grupos tentando criar o próximo Net�ix ou a
próxima Uber, mas essas iniciativas di�cilmente vão trazer o retorno esperado, a
menos que revolucionem o mercado onde estão inseridas.
Tome como exemplo as redes sociais, onde estão os vários sucessos entre as startups
unicórnio: Instagram e Tiktok foram inovadores e únicos de alguma forma, garantindo
resultados que as diversas tentativas de criar “o novo Facebook” nunca puderam
alcançar.
Investimento em tecnologia
Seja paracriar um novo modelo de pagamento, entregas ou compartilhamento de
conteúdo, a tecnologia tem papel fundamental no modelo das startups unicórnio.
Estes negócios precisam de escala, e não há como chegar até milhões ou bilhões de
pessoas sem automatizar processos.
Foco no cliente
O valor entregue pela startup unicórnio deve ser extremamente alto, até mesmo
inesperado pelos clientes.
O iFood e a 99, citados anteriormente, são exemplos disso: as pessoas tem uma
experiência tão positiva que acabam convencendo seus familiares e amigos a
experimentá-los também.
Propósito claro
Embora suas operações sejam complexas, o propósito central de uma startup
unicórnio pode ser de�nido em poucas palavras.
Facilitar o transporte individual, oferecer um meio de pagamento e�caz, compartilhar
vídeos e promover a conexão entre compradores e vendedores são alguns exemplos.
Toda startup unicórnio surge com um produto simples, quase um protótipo, ao qual
são acrescentadas novas funções com o tempo.
https://blog.aevo.com.br/intraempreendedorismo/
https://blog.aevo.com.br/inovacao-tecnologica/
A ideia é ser o primeiro no mercado, conquistar recursos, e evoluir. O produto deve
funcionar bem, é claro, mas os detalhes podem ser ajustados depois.
Para �xar o conhecimento desse artigo, reunimos as duas principais perguntas sobre o
tema:
O que é ser uma startup?
Startup é uma empresa emergente com modelo de negócio em desenvolvimento ou
aprimoramento. Este modelo tem como característica a capacidade de ser repetido e
escalado, conforme a demanda, em um ambiente de incerteza.
Quais as principais características de uma startup?
As principais características de uma startups são: um cenário de incerteza; uso ativo
da inovação e da �exibilidade; a capacidade de repetição do modelo de negócio; e a
escalabilidade do produto.
Conclusão
Lançar uma startup é um misto entre inovação e gestão, para conduzir times e ideias à
execução perfeita e o melhor uso possível dos recursos disponíveis.
Manter a inovação em organizações, no entanto, é um desa�o complexo, para o qual
toda empresa precisa de ajuda, principalmente as que atingiram um grande patamar
de crescimento.
Uma opção é a AEVO, uma solução completa em Gestão da Inovação e Estratégia, e
responsável por fazer com que centenas de empresas pudessem chegar ao próximo
nível.
A AEVO une a tecnologia (por meio de seu software de inovação e estratégia) à
consultoria, que desenvolve projetos personalizados para as necessidades especí�cas
e a realidade dos desa�os de cada empresa.
O Módulo de Startups é um exemplo das funções que você encontra na plataforma.
Ele põe o seu empreendimento em contato com organizações de grande escala no
Brasil e no mundo, facilitando a prestação de serviços e o crescimento da sua startup
para que ela se torne um sucesso como os que acabamos de ver.
Fale com um de nossos especialistas e comece agora mesmo sua estrada rumo à
inovação
Lillian Donato
Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI,
Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing
há 8 anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação,
trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao
longo de sua experiência pro�ssional, já trabalhou com design, redação, SEO,
mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como
especialidade marketing b2b. Atualmente é coordenadora de marketing na
AEVO.
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Lillian Donato
Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI,
Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing há 8
anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação,
trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao
longo de sua experiência pro�ssional, já trabalhou com design, redação, SEO,
mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como
especialidade marketing b2b. Atualmente é coordenadora de marketing na
AEVO.
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