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Aula 00
Caixa Econômica Federal (CEF)
Conhecimentos Bancários (Somente em
PDF)
Autor:
Celso Natale
28 de Dezembro de 2022
@Xinyuu_conteudo - Canal 
Telegram
1 
SUMÁRIO 
1 Sistema Financeiro Nacional: Estrutura .......................................................................................3 
1.1 Órgãos Normativos do SFN ....................................................................................................4 
1.2 Instituições Supervisoras do SFN ............................................................................................8 
1.3 Instituições Operadoras do SFN .......................................................................................... 12 
Resumo e Esquemas da Aula ........................................................................................................... 16 
Questões Comentadas ..................................................................................................................... 19 
Lista de Questões.............................................................................................................................. 39 
Gabarito ............................................................................................................................................. 49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Celso Natale
Aula 00
Caixa Econômica Federal (CEF) Conhecimentos Bancários (Somente em PDF)
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2 
INTRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO 
Saudações! Aqui é o professor Celso Natale. Atuo com Finanças há cerca de 
15 anos, e sou Analista do Banco Central do Brasil desde 2014. 
Com muito prazer, serei seu professor de Conhecimentos Bancários, assunto 
que você precisa esbanjar para a Cesgranrio no dia da prova, né? =) 
Neste curso, cobriremos todos os assuntos do último edital (2021) de 
Conhecimentos Bancários, exceto a parte de Ética e de Legislação, que 
estarão com as equipes e professores especializados aqui do Estratégia. 
Faremos isso sempre de forma muito objetiva, de forma que você possa 
acertar o maior número de questões com o menor número de páginas possível. 
Atenção! Para esta primeira aula, escolhi o tema Sistema Financeiro Nacional (SFN), onde 
compreenderemos como e por quem ele é composto. 
Além de ser um dos temas mais recorrentes, ele permitirá uma visão abrangente da matéria 
inteira, pois o SFN é justamente o conjunto de instituições, produtos e regras que compõem o 
mercado financeiro. 
Como toda visão abrangente, ela carece de detalhes, mas não se preocupe. Esses detalhes serão 
fornecidos ao longo do curso. É como se eu apresentasse para você um mapa de um local, que 
oportunamente visitaremos, para você criar familiaridade e curiosidade e, uma vez lá, poderemos 
conferir as minúcias. 
Primeiro vemos o quadro geral, e depois os detalhes. Acredito que seja a melhor forma para 
aprender aquilo que precisamos para a prova. 
Ah! A esta altura, você também já notou que utilizo o que chamamos de tom conversacional, o 
que significa que este texto é redigido como se estivéssemos conversando, sem um rigor 
gramatical extremo ou rebuscados recursos linguísticos ou termos técnicos (só quando for 
realmente necessário). Assim você aprenderá com maior facilidade. 
Os parágrafos curtos também estão aqui por esse motivo. É bem mais difícil “perder o fio da 
meada” desse jeito. 
Estou pronto, e você? Tenha uma ótima aula! 
Se precisar de ajuda com qualquer dúvida, procure-me no fórum ou na rede social abaixo =) 
 
@profcelsonatale 
 
Celso Natale
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Caixa Econômica Federal (CEF) Conhecimentos Bancários (Somente em PDF)
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3 
1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: ESTRUTURA 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN), que engloba os sistemas monetário, bancário, cambial e 
de capitais, é estruturado em três níveis. Esses três níveis são importantes, mas antes você 
precisa compreender algumas coisas. 
A primeira delas, é que por ser um sistema, o SFN é composto de diversas partes que se 
relacionam de forma organizada. 
Para organizar essas partes, a nossa Constituição Federal do Brasil determina que o SFN deve 
ser regulado por leis complementares, espécie normativa cujo processo de aprovação é mais 
exigente do que suas “irmãs” “leis ordinárias”. Isso já nos dá uma dimensão da importância. 
Agora sim, os três níveis do SFN são: 
▶ Normatizadores ou Reguladores 
▶ Supervisores 
▶ Operadores 
No nível mais alto, estão os órgãos normativos, que determinam regras gerais para o bom 
funcionamento do SFN. São os seguintes conselhos: 
▶ Conselho Monetário Nacional (CMN) 
▶ Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) 
▶ Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
Os supervisores, que detalham as normatizações dos reguladores e, principalmente, buscam que os 
integrantes do sistema financeiro sigam as regras definidas pelos órgãos normativos são: 
▶ Banco Central do Brasil (BCB), 
▶ Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 
▶ Superintendência de Seguradores Privados (Susep) 
▶ Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). 
Os principais operadores do SFN – as instituições que ofertam serviços financeiros, no papel de 
intermediários – são: 
• Bancos 
• Cooperativas 
• Instituições de Pagamento 
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4 
• Bolsa de Valores 
• Bolsa de Mercadorias de Futuros 
• Corretoras 
• Distribuidoras 
• Seguradoras 
• Financeiras 
• Administradoras de Consórcio 
• Fundos de Pensão 
 
Nossa missão em aulas futuras será aprofundar a atuação de cada uma dessas 
instituições, enquanto nesta aula teremos uma visão prévia e, mais importante, 
entenderemos onde elas se inserem no sistema. 
Este primeiro esquema apenas define uma hierarquia e dá um rápido panorama de cada papel: 
 
A partir daqui, detalharemos cada entidade dos dois níveis mais altos (reguladores e 
supervisores) e apresentaremos os principais tipos de operadores, com base no conteúdo oficial 
dos respectivos reguladores e supervisores. 
 
1.1 Órgãos Normativos do SFN 
Os órgãos normativos (ou normatizadores) do Sistema Financeiro Nacional determinam regras 
gerais para o bom funcionamento do Sistema Financeiro Nacional. 
Para compreender essa estrutura, podemos dizer que o SFN tem três órgãos normatizadores, 
cada um deles responsável por um dos três ramos do SFN: 
• Estabelecem as 
regras gerais a 
serem seguidas.
Normatizadores
• Detalham as 
regras e 
asseguram seu 
cumprimento.
Supervisores
• Atuam no 
mercado 
financeiro de 
forma direta.
Operadores
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5 
▶ Moeda, crédito, capitais e câmbio: O principal ramo do SFN lida diretamente com 
quatro tipos de mercado, composto pelo conjunto de instituições e instrumentos que 
possibilitam a transferência de recursos entre os agentes econômicos superavitários e os 
deficitários. 
o mercado monetário: é o mercado que fornece à economia papel-moeda e moeda 
escritural, aquela depositada em conta-corrente; 
o mercado de crédito: é o mercado que fornece recursos para o consumo das 
pessoas em geral e para o funcionamento das empresas; 
o mercado de capitais: é o mercado que permite às empresas em geral captar 
recursos de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos; 
o mercado de câmbio: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira. 
▶ Seguros Privados: É o ramo do SFN para quem busca seguros privados, contratos de 
capitalização e previdência complementar aberta. 
o mercado de seguros privados: é o mercado que oferece serviços de proteção 
contra riscos; 
o previdência complementar aberta: é um tipo de plano para aposentadoria, 
poupança ou pensão.Funciona à parte do regime geral de previdência e aceita a 
participação do público em geral. 
o contratos de capitalização: são os acordos em que o contratante deposita valores 
podendo recebê-los de volta com juros e concorrer a prêmios. 
▶ Previdência Fechada: Voltado para funcionários de empresas e organizações. O ramo 
dos fundos de pensão trata de planos de aposentadoria, poupança ou pensão para 
funcionários de empresas, servidores públicos e integrantes de associações ou entidades 
de classe. 
Antes mesmo de vermos o detalhamento de cada órgão normatizador (ou “normativo”, como 
também pode aparecer na sua prova) veja como cada um deles se relaciona com os ramos do 
SFN. 
Órgãos Normativos do SFN 
CMN CNSP CNPC 
Conselho Monetário 
Nacional 
Conselho Nacional de 
Seguros Privados 
Conselho Nacional de 
Previdência Complementar 
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Responsável por 
normatizar os mercados 
de moeda, crédito, 
capitais e câmbio. 
Responsável por 
normatizar o mercado de 
Seguros Privados 
Responsável por 
normatizar o mercado de 
Previdência fechada 
O Conselho Monetário Nacional (CMN) – criado junto com o Banco Central, pela Lei nº 4.595, 
de 31 de dezembro de 1964 – é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN). 
Ele formula a política monetária e de crédito, com o objetivo de garantir a estabilidade da moeda 
e o desenvolvimento econômico e social do país. Portanto, cabe ao CMN normatizar os 
mercados de moeda, crédito, capital e câmbio – nosso primeiro e principal ramo do SFN. 
Ele o faz por meio de Resoluções, que são a espécie normativa utilizada. 
Os membros do CMN são três: 
• Ministro da Fazenda, como presidente do CMN; 
• Presidente do Banco Central do Brasil; 
• Ministro do Planejamento e Orçamento. 
A Secretaria-Executiva do CMN é exercida pelo Banco Central, e isso pode gerar uma confusão 
aos desavisados, pois as Resoluções do CMN são publicadas pelo Banco Central, mas quem 
normatiza é o CMN. Veja, no recorte abaixo, um exemplo de Resolução do CMN: 
 
Viu só? O BCB apenas tornou público aquilo que o CMN resolveu. 
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Portanto, compete ao BCB organizar e assessorar as sessões deliberativas (preparar, dar suporte, 
elaborar as atas e manter o arquivo histórico, entre outras funções de secretariado). 
Ainda sobre o CMN, é importante destacar que ele é: 
• Responsável pela coordenação da Dívida Pública Federal externa e interna; 
• Instância máxima decisória do SFN. Não estamos falando de instância recursal, atribuição 
do CRSFN, visto adiante. 
Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito – a Comoc – que atua como 
órgão de assessoramento técnico na formulação da política da moeda e do crédito do Brasil, e 
é formada por membros do Ministério da Fazenda, BCB, CVM e Tesouro Nacional. 
Os supervisores ligados ao CMN são o BCB e a CVM, detalhados adiante. 
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é órgão responsável por fixar as diretrizes 
e normas da política de seguros privados, sendo o regulador dos setores de seguros, resseguros, 
previdência complementar aberta e capitalização. 
Portanto, entre as funções do CNSP, estão: 
• regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem 
atividades subordinadas ao SNSP, bem como a aplicação das penalidades previstas; 
• fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, 
capitalização e resseguro; 
• estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro; 
• prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, 
Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites legais 
e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corretagem de seguros e a profissão 
de corretor. 
O supervisor ligado ao CNSP é a Susep. 
O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é o órgão com a função de 
regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de 
previdência complementar, ou seja, previdência fechada (não confundir com previdência 
aberta, que é com o CNSP). 
Ligada ao CNPC, como supervisor, temos a Previc. 
 
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1.2 Instituições Supervisoras do SFN 
As entidades supervisoras do SFN trabalham para que os integrantes do sistema financeiro e 
também os cidadãos sigam as regras definidas pelos órgãos normativos. 
Mais uma vez, começamos com uma breve apresentação em forma de esquema: 
Supervisores do SFN 
BCB CVM SUSEP PREVIC 
Banco Central do Brasil 
Comissão de Valores 
Mobiliários 
Superintendência de 
Seguros Privados 
Superintendência 
Nacional de Previdência 
Complementar 
Supervisor dos 
mercados de 
moeda, crédito e 
câmbio. 
Supervisor do 
mercado de 
capitais. 
Supervisor do 
mercado de 
seguros privados 
Supervisor do 
mercado de 
previdência 
fechada 
 
O Banco Central do Brasil (BCB1) é, do ponto de vista jurídico, uma autarquia federal que, ao 
contrário das demais autarquias e dos supervisores que veremos adiante, não tem vinculação 
com Ministério algum. Essa ausência de vinculação – e também de tutela ou subordinação 
hierárquica – é uma novidade, decorrente da Lei Complementar nº 179/2021, que concedeu 
autonomia para o BCB. 
Assim como é para os bancos centrais no mundo todo, sua missão é garantir a estabilidade do 
poder de compra da moeda (controlar a inflação), e por isso ele é chamado de autoridade 
monetária, mas também tem por objetivos: 
1. zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro 
2. suavizar as flutuações do nível de atividade econômica 
3. fomentar o pleno emprego 
Nesta aula, ganha importância o papel de zelar pela estabilidade e eficiência do sistema 
financeiro, embora estejam todos relacionados. 
 
1 Talvez você já conheça também o nome “Bacen”. Apesar de bastante difundido, ele não é adotado oficialmente: 
você não verá um documento do BCB referindo-se a si como Bacen. Mas se aparecer na prova, sem problemas. 
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A autarquia também é responsável por executar a estratégia estabelecida pelo Conselho 
Monetário Nacional (CMN) para manter a inflação sob controle e atua como secretaria executiva 
desse órgão. 
O BCB tem diversas atribuições, das quais se destacam entre outras, ser o: 
• emissor de moeda: detém o monopólio de emitir papel-moeda no Brasil. 
• executor do meio circulante: além de emitir a moeda, é responsável pela distribuição e 
logística desse numerário. 
• banco dos bancos: é onde os bancos têm “conta”, e a quem podem recorrer se precisarem 
de recursos. 
• banqueiro do governo: mantém a chamada “Conta Única do Tesouro Nacional”, onde são 
acolhidas todas as disponibilidades financeiras da União, além de ser gestor dos “Ativos 
de Reserva” do Brasil (basicamente ouro, moeda estrangeira e outros recursos 
internacionais). 
• executor da política monetária: determina a quantidade de moeda em circulação, de 
acordo com as determinações do CMN. 
• executor da política cambial: atua para controlar o preço das moedas estrangeiras, 
também conforme determinar o CMN. 
• supervisor do sistema financeiro. 
Na verdade, seu papel vai muito além de supervisionar, pois ele atua desde a autorização para 
funcionamento até o procedimento de encerramento compulsório de uma instituição financeira 
ou demais instituições sob sua autoridade. 
E mais: o BC também supervisionainstituições que não são consideradas financeiras: as 
administradoras de consórcios e as instituições de pagamentos. 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 07/12/1976 pela Lei 6.385/76, com o 
objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no 
Brasil, como uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, 
com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa 
independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus 
dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária. 
O mandato legal da CVM é: 
• Desenvolvimento do mercado de capitais 
• Eficiência e funcionamento do mercado 
• Proteção dos investidores 
• Acesso à informação adequada 
• Fiscalização e punição 
Podemos resumir a missão da CVM como zelar pelo funcionamento eficiente e integridade 
do mercado de capitais. 
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 A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é o órgão responsável pelo controle e 
fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. 
Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, foi criada pelo Decreto-lei nº 73, de 21 de 
novembro de 1966, cuja missão é "Desenvolver os mercados supervisionados, assegurando sua 
estabilidade e os direitos do consumidor." 
As atribuições da Susep são: 
1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades 
Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e 
Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; 
2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das 
operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; 
3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; 
4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles 
vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do 
Sistema Nacional de Capitalização; 
5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o 
funcionamento das entidades que neles operem; 
6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; 
7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados 
em bens garantidores de provisões técnicas; 
8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este 
forem delegadas; 
9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. 
E para finalizar a parte de supervisores, temos a Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar (Previc), autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e 
financeira e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social, com sede e foro 
no Distrito Federal. 
Em todo o território nacional, a Previc atua como entidade de fiscalização e supervisão das 
atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas 
para o regime de previdência complementar operado pelas referidas entidades (fundos de 
pensão). 
O CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (CRSFN) 
 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) é um órgão colegiado, 
de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e tem por finalidade 
julgar, em última instância administrativa, os recursos contra as sanções aplicadas pelo 
BCB e CVM e, nos processos de lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo COAF, 
SUSEP e demais autoridades competentes. 
 
Ou seja, quando o BCB, por exemplo, aplica uma multa a um banco, este pode recorrer, 
esgotado o recurso à própria autarquia, ao CRSFN. 
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As entidades supervisoras, portanto, além de exercerem a fiscalização, também são chamadas 
de executoras, porque executam as políticas e regras emanadas pelos normatizadores. 
Fazem isso determinando detalhes a serem observados pelos operadores e, é claro, garantindo 
que esses detalhes sejam cumpridos. Em caso negativo, podem se valer de meios coercitivos, 
como processos administrativos sancionadores. 
O BCB, por exemplo, elabora suas próprias Resoluções (antes chamadas “Circulares”), 
detalhando as Resoluções do CMN ou atuando de acordo com os poderes por estas concedidos. 
 
1.2.1 Instituições Executoras do SFN 
O nome executor também é aplicado para se referir a algumas instituições especiais do SFN, 
que atuam de forma diferente das demais, assumindo responsabilidades e papeis próprios: 
▶ Banco do Brasil: é o principal executor das políticas de crédito rural e industrial do 
governo. 
▶ BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social): executor da política 
nacional de desenvolvimento econômico, como financiador de longo prazo em todos os 
segmentos da economia brasileira. 
▶ Caixa Econômica Federal: principal executora da política habitacional e de saneamento 
do Governo federal. 
Nos respectivos papéis, essas instituições também estabelecem regras e fiscalizam os demais 
operadores do SFN ou os usuários das modalidades de crédito, além de eles mesmos operarem. 
Executores do SFN 
BB BNDES CEF 
Banco do Brasil 
Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e 
Social 
Caixa Econômica Federal 
Executor das políticas de 
crédito rural e industrial. 
Executor da política 
nacional de 
desenvolvimento 
econômico. 
Executora da política 
habitacional e de 
saneamento. 
Como você verá adiante, eles também são operadores “comuns” do sistema. 
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Mas antes de seguirmos para os operadores, saiba que os as entidades normativas e 
supervisoras, em conjunto, forma o chamado subsistema normativo do SFN. 
 
1.3 Instituições Operadoras do SFN 
Os operadores do SFN são instituições que lidam diretamente com o público, ofertando 
produtos e prestando serviços financeiros. 
 
 
Instituições Financeiras são aquelas que 
 
atuam no mercado financeiro 
em atividades de intermediação financeira 
 
Para ser considerada instituição financeira, portanto, a entidade deve: 
 
intermediar (captar e aplicar) e custodiar recursos financeiros 
próprios ou de terceiros. 
 
Contudo, nem todas as instituições supervisionadas e autorizadas a funcionar 
pelo BCB são instituições financeiras. 
Administradoras de Consórcios e Instituições de Pagamentos não são 
instituições financeiras, mas atuam sob supervisão do Banco Central do Brasil. 
As instituições operadoras formam o chamado subsistema de intermediação do SFN, e agora 
falaremos sobre as principais delas. 
Os bancos comerciais são instituições financeiras que atuam na intermediação financeira 
captando (pegando emprestado) recursos dos agentes econômicos superavitários e 
emprestando (aplicando) para agentes financeiros deficitários. 
Ou seja, os bancos comerciais pegam dinheiros de poupadores, pagando juros para eles, e 
empresta para tomadores, cobrando juros (maiores) deles. 
Sendo assim, as captações feitas constituem em passivos, porque o banco contrai uma obrigação 
de pagar ao poupador determinada quantia em momento futuro, enquanto os empréstimos que 
o banco concede são ativos, constituindo o direito de o banco receber determinado quantia no 
futuro. 
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As caixas econômicas são empresas públicas que exercem atividades típicas de bancocomercial, com prioridade institucional para concessão de empréstimos e financiamentos de 
programas e projetos de natureza social. Atualmente, a única instituição desse segmento em 
atividade é a Caixa Econômica Federal (CEF), vinculada ao Ministério da Fazenda. 
As cooperativas de crédito são instituição financeiras consideradas bancárias, pois, assim como 
os bancos comerciais, podem captar depósitos à vista e, portanto, também têm a capacidade de 
“criar moeda” por meio do mecanismo denominado multiplicador monetário. 
(METRO-DF/Economista) 
As entidades operadoras do Sistema Financeiro Nacional classificam-se em instituições 
autorizadas a captar depósitos à vista, chamadas de instituições financeiras bancárias, e 
instituições não autorizadas a captar depósitos à vista, chamadas de instituições financeiras não 
bancárias. Quanto a esse tema, é correto afirmar que uma instituição autorizada a captar 
depósitos à vista é o (a) 
a) Banco de Desenvolvimento. 
b) Banco de Câmbio. 
c) Banco de Investimento. 
d) Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento. 
e) Cooperativa de Crédito. 
Comentários: 
Apenas os bancos comerciais e as cooperativas de crédito, ou os bancos múltiplos com carteira 
comercial, têm autorização para captar depósitos à vista. 
Gabarito: “e” 
As administradoras de consórcios são as empresas que... bem, administram consórcios. Um 
consórcio é a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número 
de cotas previamente determinados, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, de forma 
isonômica, a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento. 
As corretoras de títulos e valores mobiliários (CTVM) e as distribuidoras de títulos e valores 
mobiliários (DTVM) atuam nos mercados financeiro e de capitais e no mercado cambial 
intermediando a negociação de títulos e valores mobiliários entre investidores e tomadores de 
recursos. Na prática, atualmente, não há diferença entre elas. 
Ambas oferecem serviços como plataformas de investimento pela internet (home broker), 
consultoria financeira, clubes de investimentos, financiamento para compra de ações (conta 
margem) e administração e custódia de títulos e valores mobiliários dos clientes. 
Instituição de pagamento (IP), um dos mais novos tipos de instituições do SFN, é a pessoa 
jurídica que viabiliza serviços de compra e venda e de movimentação de recursos, no âmbito de 
um arranjo de pagamento, sem a possibilidade de conceder empréstimos e financiamentos a 
seus clientes. 
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As instituições de pagamento possibilitam ao cidadão realizar pagamentos independentemente 
de relacionamentos com bancos e outras instituições financeiras. Com o recurso financeiro 
movimentável, por exemplo, por meio de um cartão pré-pago ou de um telefone celular, o 
usuário pode portar valores e efetuar transações sem estar com moeda em espécie. 
Graças à interoperabilidade, o usuário pode, ainda, receber e enviar dinheiro para bancos e 
outras instituições de pagamento. 
É importante destacar que os serviços de pagamento são prestados também por outros tipos de 
instituições financeiras, como bancos, financeiras e cooperativas de crédito. 
Há diversos outros tipos de instituições financeiras, as quais não detalharemos, mas que 
podemos elencar: 
▶ Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento 
▶ Agência de Fomento 
▶ Associação de Poupança e Empréstimo 
▶ Sociedade de Crédito Imobiliário 
▶ Companhia Hipotecária 
▶ Sociedade de Arrendamento Mercantil 
▶ Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte 
▶ Bolsa de Valores 
▶ Bolsa de Mercadorias e Futuros 
▶ Seguradora 
▶ Resseguradora 
▶ Entidade Aberta de Previdência 
▶ Sociedade de Capitalização 
▶ Entidade Fechada de Previdência Complementar 
Agora, veja um organograma do Sistema Financeiro Nacional que ajudará a compreender e 
condensará tudo que aprendemos nesta aula. 
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Declaro encerrada a parte teórica desta (produtiva e objetiva) aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO E ESQUEMAS DA AULA 
NÍVEIS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 
 
 
ÓRGÃOS NORMATIVOS DO SFN 
CMN CNSP CNPC 
Conselho Monetário 
Nacional 
Conselho Nacional de 
Seguros Privados 
Conselho Nacional de 
Previdência Complementar 
Responsável por 
normatizar os mercados 
de moeda, crédito, 
capitais e câmbio. 
Responsável por 
normatizar o mercado de 
Seguros Privados 
Responsável por 
normatizar o mercado de 
Previdência fechada 
 
 
 
 
 
 
 
• Estabelecem as 
regras gerais a 
serem seguidas.
Normatizadores
• Detalham as 
regras e 
asseguram seu 
cumprimento.
Supervisores
• Atuam no 
mercado 
financeiro de 
forma direta.
Operadores
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SUPERVISORES DO SFN 
BCB CVM SUSEP PREVIC 
Banco Central do Brasil 
Comissão de Valores 
Mobiliários 
Superintendência de 
Seguros Privados 
Superintendência 
Nacional de Previdência 
Complementar 
Supervisor dos 
mercados de 
moeda, crédito e 
câmbio. 
Supervisor do 
mercado de 
capitais. 
Supervisor do 
mercado de 
seguros privados 
fechada 
Supervisor do 
mercado de 
previdência 
fechada 
 
O CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (CRSFN) 
 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) é um órgão colegiado, 
de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e tem por finalidade 
julgar, em última instância administrativa, os recursos contra as sanções aplicadas pelo 
BCB e CVM e, nos processos de lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo COAF, 
SUSEP e demais autoridades competentes. 
 
Ou seja, quando o BCB, por exemplo, aplica uma multa a um banco, este pode recorrer, 
esgotado o recurso à própria autarquia, ao CRSFN. 
 
EXECUTORES DO SFN 
BB BNDES CEF 
Banco do Brasil 
Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e 
Social 
Caixa Econômica Federal 
Executor das políticas de 
crédito rural e industrial. 
Executor da política 
nacional de 
desenvolvimento 
econômico. 
Executora da política 
habitacional e de 
saneamento. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1. (2018/CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/Técnico Bancário) 
O SFN é composto por um conjunto de órgãos e instituições que regulamenta, supervisiona e 
realiza operações necessárias à circulação de moeda e de crédito na economia. 
São órgãos normativos do Sistema Financeiro Nacional: 
a) Conselho Monetário Nacional; Conselho Nacional de Seguros Privados; Comitê de Política 
Monetária (Copom) 
b) Conselho Nacional de Seguros Privados; Banco Central do Brasil; Conselho Monetário 
Nacional 
c) Superintendência de Seguros Privados; Comitê de Política Monetária (Copom); Conselho 
Federal de Valores Mobiliários 
d) Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; Conselho Monetário Nacional 
e) Conselho Nacional de Seguros Privados; Conselho Nacional de Previdência Complementar; 
Conselho Monetário Nacional 
Comentários: 
A questão quer os órgãos normativos do SFN, que estão na alternativa“e”. 
Lembre-se de que são todos “Conselhos”. 
Gabarito: “e” 
 
2. (2010/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por todas as instituições financeiras públicas 
ou privadas existentes no país e seu órgão normativo máximo é o(a) 
a) Banco Central do Brasil. 
b) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
c) Conselho Monetário Nacional. 
d) Ministério da Fazenda. 
e) Caixa Econômica Federal. 
Comentários: 
Apesar de discordar um pouco do enunciado, uma vez que o CNSP (Conselho Nacional de 
Seguros Privados) e o CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar) são os órgãos 
normativos máximos em suas competências e também compõem o SFN, certamente, entre as 
alternativas, o CMN é o único órgão normativo, além de poder ser considerado o principal, 
fazendo de “c” nossa melhor alternativa. 
Gabarito: “c” 
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3. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
O Sistema Financeiro Nacional, em todas as partes que o compõem, foi estruturado de forma a 
promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade. 
Em relação à sua composição, o Sistema Financeiro Nacional pode ser divido em 
a) organizações governamentais, instituições públicas e instituições financeiras. 
b) instituições financeiras, instituições filantrópicas e entidades operadoras. 
c) órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores. 
d) instituições públicas, organizações não governamentais e instituições privadas. 
e) órgãos fiscalizadores, entidades supervisoras e organizações governamentais. 
Comentários: 
A classificação do sistema financeiro consiste em dividir as entidades em três níveis: 
 
Portanto, correta a letra “c”. 
Gabarito: “c” 
 
4. (2011/CEBRASPE-CESPE/PREVIC/Especialista em Previdência Complementar) 
Acerca de finanças, julgue o item. 
O Sistema Financeiro Nacional possui um órgão máximo com funções deliberativas, 
denominado Conselho Monetário Nacional (CMN), e várias entidades supervisoras, que são 
representadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários, pela SUSEP 
e pelas bolsas de mercadorias e de futuros. 
Comentários: 
A questão ia muito bem, até mencionar as bolsas como entidades supervisoras, o que está 
errado, já que são operadoras do sistema. 
Gabarito: Errado 
• Estabelecem as 
regras gerais a 
serem seguidas.
Normatizadores
• Detalham as 
regras e 
asseguram seu 
cumprimento.
Supervisores
• Atuam no 
mercado 
financeiro de 
forma direta.
Operadores
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5. (2011/CEBRASPE-CESPE/PREVIC/Especialista em Previdência Complementar) 
Acerca de finanças, julgue o item. 
O Sistema Financeiro Nacional possui um órgão máximo com funções deliberativas, 
denominado Conselho Monetário Nacional (CMN), e várias entidades supervisoras, que são 
representadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários, pela SUSEP 
e pelas bolsas de mercadorias e de futuros. 
Comentários: 
A questão ia muito bem, até mencionar as bolsas como entidades supervisoras, o que está 
errado, já que são operadoras do sistema. 
Gabarito: Errado 
 
6. (2016/CEBRASPE-CESPE/FUNPRESP/Especialista - Investimentos) 
Julgue o item a seguir, relativo ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ao mercado de valores 
mobiliários. 
Os órgãos normativos asseguram que os integrantes do sistema financeiro sigam as regras 
definidas pelos órgãos de crédito, de capitais e de câmbio, enquanto as entidades supervisoras 
determinam regras para o bom funcionamento do SFN. 
Comentários: 
Os papéis estão trocados: cabe às entidades supervisoras que asseguram a observância das 
regras determinadas pelos órgãos normativos. 
Gabarito: Errado 
 
7. (2018/FUNRIO/ALERR/Economista) 
Considerando o sistema financeiro do Brasil, ele é composto pelos seguintes órgãos 
normativos: 
a) Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e Conselho Nacional 
de Previdência Complementar. 
b) Conselho Nacional de Seguros Privados, Banco Central e Superintendência Nacional de 
Previdência Complementar. 
c) Conselho Nacional de Previdência Complementar, Conselho Monetário Nacional, Banco 
Central e Comissão de Valores Mobiliários. 
d) Conselho Monetário Nacional, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central. 
Comentários: 
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Os órgãos normativos, também denominados “normatizadores”, são o CMN, CNSP e CNPC, 
conforme constam na alternativa “a”. 
Relembrando que Banco Central, CMV e Previc são supervisores, e a presença deles nas demais 
alternativas tornou-as incorretas. A Susep também, por sinal, mas ela não aparece na questão. 
Gabarito: “a” 
 
8. (2009/PUC-PR/URBS/Economista) 
A estrutura do Sistema Financeiro Nacional – SFN – é formada por Órgãos Normativos, 
Entidades Supervisoras e Operadores. É CORRETO afirmar que as Entidades Supervisoras são 
formadas pelas seguintes instituições: 
a) Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar; 
b) Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e Conselho de 
Gestão da Previdência Complementar. 
c) Conselho Monetário Nacional, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários. 
d) Conselho de Gestão da Previdência Complementar, Banco Central e Comissão de Valores 
Mobiliários. 
e) Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e 
Operadores. 
Comentários: 
Precisei adaptar esta questão porque, na época, a Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar (Previc) se chamava Secretaria de Previdência Complementar, e era assim que 
constava na alternativa “a”, que continua sendo o gabarito após a adaptação. 
Gabarito: “a” 
 
9. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Atua como operador do Sistema Financeiro Nacional a(o) 
a) Bolsa de Mercadorias e Futuros 
b) CMN 
c) Susep 
d) Previc 
e) Banco Central do Brasil 
Comentários: 
Vamos à classificação de cada uma das alternativas. 
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a) Bolsa de Mercadorias e Futuros -> De fato, as bolsas são entidades operadoras de sistemas 
financeiros. A B3, no caso brasileiro, é supervisionada pela CVM e normatizada pelo CMN. 
b) CMN -> Normatizador. 
c) Susep -> Supervisora. 
d) Previc -> Supervisora. 
e) Banco Central do Brasil -> Supervisor. 
Gabarito: “a” 
 
10. (2012/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
O Sistema Financeiro Nacional tem como entidades supervisoras: 
a) Receita Federal do Brasil e Resseguradores. 
b) Comissão de Valores Mobiliários e Bolsas de Mercadorias e futuros. 
c) Banco Central do Brasil e Superintendência de Seguros Privados. 
d) Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
e) FEBRABAN e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. 
Comentários: 
Primeiro relembramos que são os supervisores do SFN: 
Supervisores do SFN 
BCB CVM SUSEP PREVIC 
Banco Central do Brasil 
Comissão de Valores 
Mobiliários 
Superintendência de 
Seguros Privados 
Superintendência 
Nacional de Previdência 
Complementar 
Supervisor dos 
mercados de 
moeda, crédito e 
câmbio. 
Supervisor do 
mercado de 
capitais. 
Supervisor do 
mercado de 
seguros privados 
fechada 
Supervisor do 
mercado de 
previdência 
fechada 
E agora classificamos nas alternativas: 
a) ReceitaFederal do Brasil (não é parte do SFN) e Resseguradores (operadores do SFN). 
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b) Comissão de Valores Mobiliários (supervisor) e Bolsas de Mercadorias e futuros (operador, 
atualmente “B3”). 
c) Banco Central do Brasil (supervisor) e Superintendência de Seguros Privados (supervisor). 
d) Banco do Brasil (operador e executor) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 
Social (operador e executor). 
e) FEBRABAN (federação de bancos, operadores) e Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar (supervisor). 
Gabarito: “c” 
 
11. (2017/IADES/HEMOCENTRO-DF/Analista de Atividades - Economia) 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) compõe-se de órgãos normativos, entidades supervisoras 
e operadores. Assinale a alternativa que apresenta apenas os órgãos normativos do SFN. 
a) Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco Central do Brasil (BCB) e Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM). 
b) Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco Central do Brasil (BCB, Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores (BOVESPA). 
c) Banco Central do Brasil (BCB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de 
Seguros Privados (Susep) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). 
d) Banco Central do Brasil (BCB) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
e) Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e 
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
Comentários: 
No nível mais alto, estão os órgãos normativos, que determinam regras gerais para o bom 
funcionamento do SFN. São os seguintes conselhos: 
▶ Conselho Monetário Nacional (CMN) 
▶ Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) 
▶ Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
Gabarito: “e” 
 
12. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Na configuração atual do Sistema Financeiro Nacional, a instância máxima de decisão é da 
alçada do(a) 
a) Banco Central do Brasil 
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b) Comissão de Valores Mobiliários 
c) Conselho Monetário Nacional 
d) Banco do Brasil 
e) Ministério da Fazenda 
Comentários: 
A instância máxima de decisão do SFN é o CMN, e isso se aplica também aos demais ramos, 
como seguros privados e previdência complementar. 
Gabarito: “c” 
 
13. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Por Sistema Financeiro Nacional (SFN) entende-se o conjunto de instituições e instrumentos que 
possibilitam a transferência de recursos entre os agentes econômicos superavitários e os 
deficitários. 
Essa transferência é possível em razão: 
a) dos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial; 
b) da atuação dos bancos comerciais; 
c) da atuação dos bancos centrais; 
d) das bolsas de valores; 
e) da atuação da CVM. 
Comentários: 
Moeda, crédito, capital e câmbio: O principal ramo do SFN lida diretamente com quatro tipos 
de mercado, composto pelo conjunto de instituições e instrumentos que possibilitam a 
transferência de recursos entre os agentes econômicos superavitários e os deficitários. 
▶ mercado monetário: é o mercado que fornece à economia papel-moeda e moeda 
escritural, aquela depositada em conta-corrente; 
▶ mercado de crédito: é o mercado que fornece recursos para o consumo das pessoas 
em geral e para o funcionamento das empresas; 
▶ mercado de capitais: é o mercado que permite às empresas em geral captar recursos 
de terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos; 
Gabarito: “a” 
 
14. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
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Como parte da missão de assegurar que o sistema financeiro seja sólido e eficiente, a 
autorização para funcionamento de instituições financeiras controladas por capitais nacionais é 
concedida 
a) pelo Conselho Monetário Nacional. 
b) pela Comissão de Valores Mobiliários. 
c) pela Presidência da República. 
d) pelo Banco Central do Brasil. 
e) pelo Senado Federal. 
Comentários: 
Cabe ao Banco Central do Brasil (BCB) a objetivo de assegurar a eficiência e o solidez do sistema 
financeiro. 
Saber disso bastaria para acertar a questão, que também nos acrescenta sua competência para 
autorizar o funcionamento de instituições financeiras controladas por capitais nacionais. 
Para as controladas por capitais internacionais, a competência é do Presidente da República, mas 
também foi delegada ao BCB em 2019. 
Gabarito: “d” 
 
15. (2010/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Compete à Comissão de Valores Mobiliários – CVM disciplinar as seguintes matérias: 
I. registro de companhias abertas. 
II. execução da política monetária. 
III. registro e fiscalização de fundos de investimento. 
IV. registro de distribuições de valores mobiliários. 
V. custódia de títulos públicos. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV. 
c) I, III e IV. 
d) II, III e V. 
e) III, IV e V. 
Comentários: 
Para essa questão, vamos colocar o responsável por disciplinar cada matéria: 
I. registro de companhias abertas. -> CVM 
II. execução da política monetária. -> BCB 
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III. registro e fiscalização de fundos de investimento. -> CVM 
IV. registro de distribuições de valores mobiliários. - -> CVM 
V. custódia de títulos públicos. -> BCB 
Gabarito: “c” 
 
16. (2013/CESGRANRIO/BNDES/Profissional Básico – Biblioteconomia) 
O órgão brasileiro responsável pelo controle da oferta monetária do país, ou seja, pelo 
montante total de dinheiro disponível para a população é o(a) 
a) Ministério da Fazenda 
b) Banco Central do Brasil 
c) Conselho de Valores Mobiliários (CVM) 
d) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) 
e) Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) 
Comentários: 
Controlar a oferta monetária significa executar a política monetária, papel que cabe ao Banco 
Central do Brasil. 
Gabarito: “b” 
 
17. (2012/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDEARAL/Técnico Bancário) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto por diversas entidades, dentre as quais os órgãos 
normativos, os operadores e as entidades supervisoras. 
A entidade responsável pela fiscalização das instituições financeiras e pela autorização do seu 
funcionamento é o 
a) Banco Central do Brasil 
b) Conselho Monetário Nacional 
c) Fundo Monetário Internacional 
d) Conselho Nacional de Seguros Privados 
e) Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 
Comentários: 
Aí está mais uma responsabilidade do Banco Central: autorizar o funcionamento de instituições 
financeiras no Brasil. 
Gabarito: “a” 
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18. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
O gerenciamento do meio circulante para garantir, à população, o fornecimento adequado de 
dinheiro em espécie é competência 
a) da Casa da Moeda do Brasil. 
b) do Sistema de Pagamentos Brasileiro. 
c) do Banco Central do Brasil. 
d) da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 
e) da Secretaria do Tesouro Nacional. 
Comentários: 
A gestão do meio circulante, envolvendo a logística de distribuição do numerário, é atribuição 
do Banco Central do Brasil. 
Gabarito: “c” 
 
19. (2019/FCC/METRO SP/Analista Desenvolvimento Gestão Júnior) 
O Banco Central do Brasil é uma autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, 
sendo vinculado ao Ministério da Economia. Dentre as suasdiversas funções, o Banco Central 
é responsável por 
a) negociar ações de sociedades de capital aberto e outros valores mobiliários. 
b) certificar os profissionais do mercado financeiro e de capitais do Brasil. 
c) gerenciar as reservas cambiais do país em ouro e em moeda estrangeira. 
d) fazer o registro das companhias abertas. 
e) organizar o funcionamento e as operações das bolsas de valores. 
Comentários: 
Como banqueiro do governo, o Banco Central mantém a chamada “Conta Única do Tesouro 
Nacional”, onde são acolhidas todas as disponibilidades financeiras da União, além de ser gestor 
dos “Ativos de Reserva” do Brasil (basicamente ouro, moeda estrangeira e outros recursos 
internacionais). 
OBS: O enunciado fala que o BCB é vinculado ao Ministério da Economia, mas apenas porque a 
questão é de 2019 e isso mudou em 2021 (atualmente, não há vínculo). Mas não há prejuízo em 
resolver essa questão, já que não é o enunciado que analisamos, e sim as alternativas. 
Gabarito: “c” 
 
 
 
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20. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Um banco central possui funções clássicas dentro de um sistema financeiro. No caso brasileiro, 
amparado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil (BCB.) tem 
como uma de suas atribuições: 
a) a execução da política fiscal; 
b) o regramento das bolsas de valores; 
c) a execução da política monetária; 
d) a determinação do superávit primário; 
e) o regramento de ofertas públicas iniciais. 
Comentários: 
O BCB tem diversas atribuições, das quais se destacam ser o banco dos bancos, o banqueiro do 
governo, o executor da política monetária, o executor da política cambial, o supervisor do 
sistema financeiro, entre outras. 
Gabarito: “c” 
 
21. (2012/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
Considere as funções de supervisão de algumas das instituições do Sistema Financeiro 
Nacional. 
I - Disciplinar e fiscalizar a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. 
II - Executar os serviços do meio circulante. 
III - Fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. 
Considerando-se as funções acima, verifica-se que o que está expresso em 
a) I é uma função da Secretaria de Previdência Complementar. 
b) II é uma função da Comissão de Valores Mobiliários. 
c) II é uma função do Banco Central do Brasil. 
d) III é uma função da Superintendência de Seguros Privados. 
e) III é uma função do IRB – Brasil Resseguros. 
Comentários: 
Vejamos os responsáveis por cada função: 
I - Disciplinar e fiscalizar a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. -> CVM 
II - Executar os serviços do meio circulante. -> BCB 
III - Fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. -> PREVIC 
Gabarito: “c” 
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22. (2018/CESGRANRIO/TRANSPETRO/Analista Júnior - Financeiro) 
A instituição legalmente responsável por prover liquidez ao sistema financeiro nacional em 
períodos de crise e por cumprir a chamada função de emprestador de última instância é a(o) 
a) Caixa Econômica Federal 
b) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
c) Banco do Brasil 
d) Banco Central do Brasil 
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 
Comentários: 
Como banco dos bancos, cabe ao BCB prover liquidez ao sistema financeiro, o que significa 
garantir que a impossibilidade pontual de um banco comercial em honrar suas obrigações não 
se torne uma crise de liquidez ou contamine o sistema. 
Gabarito: “d” 
 
23. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
No âmbito do Sistema Financeiro Nacional, a atribuição da coordenação da Dívida Pública 
Federal externa e interna é 
a) do Banco Central do Brasil. 
b) do Ministério da Fazenda. 
c) da Secretaria do Tesouro Nacional. 
d) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
e) do Conselho Monetário Nacional. 
Comentários: 
Vimos, nesta aula, a coordenação da dívida federal como atribuição do CMN. 
Gabarito: “e” 
 
24. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é um órgão colegiado, integrante da 
estrutura do Ministério da Fazenda, e que tem por finalidade julgar os recursos contra as 
sanções aplicadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, nos 
processos de lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo Conselho de Controle de 
Atividades Financeiras (COAF) e demais autoridades competentes em 
a) casos de interesse exclusivo de investidores estrangeiros. 
b) processos de segunda instância judicial. 
c) situações de litígio entre instituições financeiras estatais. 
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d) segundo grau e última instância administrativa. 
e) arbitragens decorrentes da utilização de instrumentos financeiros derivativos. 
Comentários: 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) é um órgão colegiado, de 
segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e tem por finalidade julgar, em 
última instância administrativa, os recursos contra as sanções aplicadas pelo BCB e CVM e, nos 
processos de lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo COAF, SUSEP e demais 
autoridades competentes. 
Ou seja, quando o BCB, por exemplo, aplica uma multa a um banco, este pode recorrer, 
esgotado o recurso à própria autarquia, ao CRSFN. 
Gabarito: “d” 
 
25. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN), cada entidade é responsável por funções 
específicas. Nesse sentido, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem por principal 
atribuição: 
a) zelar pela defesa da concorrência nas emissões de títulos; 
b) zelar pelo funcionamento eficiente e integridade do mercado de capitais; 
c) garantir a regulação prudencial do sistema financeiro; 
d) atender as normas do Banco Central do Brasil; 
e) estabelecer regras para o mercado segurador. 
Comentários: 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 07/12/1976 pela Lei 6.385/76, com o 
objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no 
Brasil, como uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, 
com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa 
independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus 
dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária. 
O mandato legal da CVM é: 
▶ Desenvolvimento do mercado de capitais 
▶ Eficiência e funcionamento do mercado 
▶ Proteção dos investidores 
▶ Acesso à informação adequada 
▶ Fiscalização e punição 
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Podemos resumir a missão da CVM como zelar pelo funcionamento eficiente e integridade do 
mercado de capitais. 
Gabarito: “b” 
 
26. (2012/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto de dois subsistemas: o normativo e o de 
intermediação financeira. 
São órgãos do subsistema normativo: 
a) o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central 
b) o Banco do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários 
c) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e os bancos de investimento 
d) a Caixa Econômica Federal e a Superintendência de Seguros Privados 
e) a Bolsa de Valores e a Bolsa de Mercadoria e de Futuros de São Paulo 
Comentários: 
Questãoboa para treinar as classificações. Nesse caso, temos o seguinte: 
a) o Conselho Monetário Nacional (normatizador no subsistema normativo) e o Banco Central 
(supervisor no subsistema normativo). E aqui está o gabarito 
b) o Banco do Brasil (operador no subsistema de intermediação) e a Comissão de Valores 
Mobiliários (supervisor no subsistema normativo). 
c) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (operador no subsistema de 
intermediação) e os bancos de investimento (operadores no subsistema de intermediação). 
d) a Caixa Econômica Federal (operador no subsistema de intermediação) e a 
Superintendência de Seguros Privados (supervisor no subsistema normativo). 
e) a Bolsa de Valores (operador no subsistema de intermediação) e a Bolsa de Mercadoria e 
de Futuros de São Paulo (operador no subsistema de intermediação). Aliás, hoje são uma só 
instituição, a B3, resultantes de duas fusões. 
Gabarito: “a” 
 
27. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
O subsistema normativo do Sistema Financeiro Nacional inclui os seguintes órgãos ou 
entidades: 
a) Conselho Monetário Nacional e Banco Central do Brasil. 
b) Comissão de Valores Mobiliários e Caixa Econômica Federal. 
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c) Banco Central do Brasil e Banco do Brasil. 
d) Banco Central do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
e) Banco do Brasil e Superintendência de Seguros Privados. 
Comentários: 
Muito parecida com a questão anterior, inclusive com o mesmo gabarito (letra “a”). Mas nos 
permite exercitar mais um pouco, identificando a qual sistema as entidades pertencem, além de 
nos cientificarmos da reincidência deste tipo de questão. 
b) Comissão de Valores Mobiliários e Caixa Econômica Federal. 
Normativo e intermediação. 
c) Banco Central do Brasil e Banco do Brasil. 
Normativo e Intermediação. 
d) Banco Central do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
Normativo e Intermediação. 
e) Banco do Brasil e Superintendência de Seguros Privados. 
Intermediação e Normativo. 
Gabarito: “a” 
 
28. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Integram o Sistema Financeiro Nacional: 
a) Conselho da República e Conselho Monetário Nacional 
b) Banco do Brasil e Receita Federal 
c) Conselho da República e Banco do Brasil 
d) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Receita Federal 
e) Banco Central do Brasil e Banco do Brasil 
Comentários: 
Conselho da República e Receita Federal não integram o SFN, deixando-nos apenas com a 
alternativa “e” válida. 
Gabarito: “e” 
 
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29. (2010/CESGRANRIO/BNDES/Técnico Administrativo) 
Integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN) 
a) o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, na condição de órgão ao qual o BNDES 
está vinculado. 
b) as Instituições financeiras públicas. 
c) as instituições financeiras estrangeiras, uma vez autorizado o seu funcionamento no país por 
resolução do Banco Central. 
d) a Secretaria de Direito Econômico. 
e) a Receita Federal. 
Comentários: 
A Receita Federal não faz parte do SFN, algo que acredito que esteja claro a essa altura. 
O Ministério do Planejamento e Coordenação Geral Secretaria de Direito Econômico não existe 
mais, assim como a Secretaria de Direito Econômico. Naturalmente, não veremos em aula todos 
os órgãos, existentes ou não, que NÃO fazem parte do SFN. O fato de não serem mencionados 
deve bastar. 
Por fim, ficamos com as alternativas “b” e “c”. 
Em “b”, temos as instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica 
Federal. Seguramente, fazem parte do SFN, como operadores e executores de políticas do 
governo, tornando a letra “b” nosso gabarito. 
Mas a letra “c” merece comentários, pois atualmente também está correta. 
Na época da questão, as instituições financeiras estrangeiras (como o Santander ou o Citibank) 
precisavam de autorização do BCB e também do Presidente da República. Contudo, em 2019, 
o Presidente delegou essa competência para o BCB, e assim, hoje, basta a autorização da 
autarquia. 
Também na época da questão, o BCB emitia Circulares em vez de Resoluções. Mas desde 2020 
isso também mudou, e as Resoluções do Banco Central substituíram as Circulares. 
Sendo assim, de forma surpreendente, o tempo tornou a letra “c” correta. Em uma prova, para 
não depender de anulação da questão, eu ainda marcaria a letra “b”, pois ela é mais direta. 
Gabarito: “c” 
 
30. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Associe os órgãos e as instituições a suas respectivas competências. 
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As associações corretas são: 
a) I – Q , II – R , III – P 
b) I – Q , II – S , III – R 
c) I – R , II – P , III – Q 
d) I – R , II – S , III – Q 
e) I – S , II – R , III – Q 
Comentários: 
O BNDES é o executor da política de investimentos do governo, tornando correta a 
correspondência “I-R”, e deixando-nos entre as alternativas “c” e “d”. 
O CMN regula as instituições financeiras, inclusive as públicas federais (II-P). Ficamos com o 
gabarito sendo “c”. 
As instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, 
auxiliam a execução da política de crédito do governo. Ainda que a palavra ‘órgão’ tenha sido 
utilizada com pouco rigor, a questão não é de Direito Administrativo, então podemos 
seguramente deixar passar. 
Por fim, quem regula as condições de concorrência, inclusive entre instituições financeiras, é o 
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). 
Gabarito: “c” 
 
31. (2010/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
Dentre as instituições citadas, a única que NÃO pertence ao subsistema normativo do Sistema 
Financeiro Nacional é o(a) 
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a) Banco Central do Brasil. 
b) Conselho Monetário Nacional. 
c) Bolsa de Valores de São Paulo. 
d) Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
e) Superintendência de Seguros Privados. 
Comentários: 
A Bolsa de Valores de São Paulo, posteriormente transformada em B3 por meio de fusões, não 
integra o subsistema normativo, sendo na verdade operadora do SFN. 
Gabarito: “c” 
 
32. (2007/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Além do Banco Central do Brasil e do Banco do Brasil S.A., constituem o Sistema Financeiro 
Nacional: 
I - Conselho Monetário Nacional; 
II - BNDES; 
III - demais instituições financeiras públicas; 
IV - demais instituições financeiras privadas. 
Estão corretos os itens 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) III e IV, apenas. 
d) I, II e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
Comentários: 
Todas a entidades citadas no enunciado e nos itens fazem parte do SFN. 
Gabarito: “e” 
 
33. (2019/FEPESE/PREF FLORIANÓPOLIS/Economista) 
Dentre os órgãos de Sistema Financeiro Nacional: 
a) Estão classificados como órgãos normativos: a Bolsa de Valores e o Banco Central do Brasil. 
b) A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é responsável pela fiscalização de 
mercados de seguros privados e de mercados de seguros públicos obrigatórios. 
c) O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem a responsabilidade de formular a política 
monetária do país e o presidente do CMN é o próprio Presidente da República. 
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d) O Conselho Monetário Nacional(CMN) tem como função executar a estratégia estabelecida 
pelo Banco Central para manter a inflação baixa. 
e) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) provê empréstimos aos membros do sistema 
financeiro com a intenção de regular a liquidez e evitar falências. 
Comentários: 
Essa, apesar de ser aquela velha fórmula de questão do tipo “fazem parte do SFN”, é um pouco 
mais complexa e interessante. Vejamos as alternativas. 
a) Estão classificados como órgãos normativos: a Bolsa de Valores e o Banco Central do Brasil. 
Nenhum dos dois é órgão normativo. O BCB integra o subsistema normativo como supervisor 
do SFN, quanto a Bolsa é operador. 
b) A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é responsável pela fiscalização de mercados 
de seguros privados e de mercados de seguros públicos obrigatórios. 
Aqui está o gabarito. A SUSEP fiscaliza esses mercados. 
c) O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem a responsabilidade de formular a política monetária 
do país e o presidente do CMN é o próprio Presidente da República. 
Errado. O presidente do CMN é o Ministro da Fazenda. 
d) O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem como função executar a estratégia estabelecida 
pelo Banco Central para manter a inflação baixa. 
É o contrário: o BCB executa a política estabelecida pelo CMN. 
e) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) provê empréstimos aos membros do sistema 
financeiro com a intenção de regular a liquidez e evitar falências. 
Quem faz isso é o BCB, algo que vemos em outra parte do curso. 
Gabarito: “b” 
 
34. (2014/CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/Técnico Bancário) 
Atualmente, o Sistema Financeiro Nacional é composto por órgãos 
normativos, entidades supervisoras e por operadores. 
Um dos órgãos normativos que compõe o Sistema Financeiro Nacional é o(a): 
a) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. 
c) Banco Comercial. 
c) Conselho Monetário Nacional. 
d) Bolsa de Valores. 
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e) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. 
Comentários: 
Os órgãos normativos são os responsáveis elaborar as regras do SFN. 
Entre aqueles elencados nas alternativas, apenas o CMN (letra “c”) tem essa função. 
Os demais são operadores (BNDES, banco comercial e bolsa de valores) ou supervisor (SUSEP). 
Gabarito: “c” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (2018/CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/Técnico Bancário) 
O SFN é composto por um conjunto de órgãos e instituições que regulamenta, supervisiona e 
realiza operações necessárias à circulação de moeda e de crédito na economia. 
São órgãos normativos do Sistema Financeiro Nacional: 
a) Conselho Monetário Nacional; Conselho Nacional de Seguros Privados; Comitê de Política 
Monetária (Copom) 
b) Conselho Nacional de Seguros Privados; Banco Central do Brasil; Conselho Monetário 
Nacional 
c) Superintendência de Seguros Privados; Comitê de Política Monetária (Copom); Conselho 
Federal de Valores Mobiliários 
d) Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; Conselho Monetário Nacional 
e) Conselho Nacional de Seguros Privados; Conselho Nacional de Previdência Complementar; 
Conselho Monetário Nacional 
 
2. (2010/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por todas as instituições financeiras públicas 
ou privadas existentes no país e seu órgão normativo máximo é o(a) 
a) Banco Central do Brasil. 
b) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
c) Conselho Monetário Nacional. 
d) Ministério da Fazenda. 
e) Caixa Econômica Federal. 
 
3. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
O Sistema Financeiro Nacional, em todas as partes que o compõem, foi estruturado de forma a 
promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade. 
Em relação à sua composição, o Sistema Financeiro Nacional pode ser divido em 
a) organizações governamentais, instituições públicas e instituições financeiras. 
b) instituições financeiras, instituições filantrópicas e entidades operadoras. 
c) órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores. 
d) instituições públicas, organizações não governamentais e instituições privadas. 
e) órgãos fiscalizadores, entidades supervisoras e organizações governamentais. 
 
 
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4. (2011/CEBRASPE-CESPE/PREVIC/Especialista em Previdência Complementar) 
Acerca de finanças, julgue o item. 
O Sistema Financeiro Nacional possui um órgão máximo com funções deliberativas, 
denominado Conselho Monetário Nacional (CMN), e várias entidades supervisoras, que são 
representadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários, pela SUSEP 
e pelas bolsas de mercadorias e de futuros. 
 
5. (2011/CEBRASPE-CESPE/PREVIC/Especialista em Previdência Complementar) 
Acerca de finanças, julgue o item. 
O Sistema Financeiro Nacional possui um órgão máximo com funções deliberativas, 
denominado Conselho Monetário Nacional (CMN), e várias entidades supervisoras, que são 
representadas pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários, pela SUSEP 
e pelas bolsas de mercadorias e de futuros. 
 
6. (2016/CEBRASPE-CESPE/FUNPRESP/Especialista - Investimentos) 
Julgue o item a seguir, relativo ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ao mercado de valores 
mobiliários. 
Os órgãos normativos asseguram que os integrantes do sistema financeiro sigam as regras 
definidas pelos órgãos de crédito, de capitais e de câmbio, enquanto as entidades supervisoras 
determinam regras para o bom funcionamento do SFN. 
 
7. (2018/FUNRIO/ALERR/Economista) 
Considerando o sistema financeiro do Brasil, ele é composto pelos seguintes órgãos 
normativos: 
a) Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e Conselho Nacional 
de Previdência Complementar. 
b) Conselho Nacional de Seguros Privados, Banco Central e Superintendência Nacional de 
Previdência Complementar. 
c) Conselho Nacional de Previdência Complementar, Conselho Monetário Nacional, Banco 
Central e Comissão de Valores Mobiliários. 
d) Conselho Monetário Nacional, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central. 
 
8. (2009/PUC-PR/URBS/Economista) 
A estrutura do Sistema Financeiro Nacional – SFN – é formada por Órgãos Normativos, 
Entidades Supervisoras e Operadores. É CORRETO afirmar que as Entidades Supervisoras são 
formadas pelas seguintes instituições: 
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a) Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar; 
b) Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e Conselho de 
Gestão da Previdência Complementar. 
c) Conselho Monetário Nacional, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários. 
d) Conselho de Gestão da Previdência Complementar, Banco Central e Comissão de Valores 
Mobiliários. 
e) Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e 
Operadores. 
 
9. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Atua como operador do Sistema Financeiro Nacional a(o) 
a) Bolsa de Mercadorias e Futuros 
b) CMN 
c) Susep 
d) Previc 
e) Banco Central do Brasil 
 
10. (2012/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
O Sistema Financeiro Nacional tem como entidades supervisoras: 
a) Receita Federal do Brasil e Resseguradores. 
b) Comissão de ValoresMobiliários e Bolsas de Mercadorias e futuros. 
c) Banco Central do Brasil e Superintendência de Seguros Privados. 
d) Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
e) FEBRABAN e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. 
 
11. (2017/IADES/HEMOCENTRO-DF/Analista de Atividades - Economia) 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) compõe-se de órgãos normativos, entidades supervisoras 
e operadores. Assinale a alternativa que apresenta apenas os órgãos normativos do SFN. 
a) Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco Central do Brasil (BCB) e Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM). 
b) Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco Central do Brasil (BCB, Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores (BOVESPA). 
c) Banco Central do Brasil (BCB), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de 
Seguros Privados (Susep) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). 
d) Banco Central do Brasil (BCB) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
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e) Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e 
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
 
12. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Na configuração atual do Sistema Financeiro Nacional, a instância máxima de decisão é da 
alçada do(a) 
a) Banco Central do Brasil 
b) Comissão de Valores Mobiliários 
c) Conselho Monetário Nacional 
d) Banco do Brasil 
e) Ministério da Fazenda 
 
13. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Por Sistema Financeiro Nacional (SFN) entende-se o conjunto de instituições e instrumentos que 
possibilitam a transferência de recursos entre os agentes econômicos superavitários e os 
deficitários. 
Essa transferência é possível em razão: 
a) dos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial; 
b) da atuação dos bancos comerciais; 
c) da atuação dos bancos centrais; 
d) das bolsas de valores; 
e) da atuação da CVM. 
 
14. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
Como parte da missão de assegurar que o sistema financeiro seja sólido e eficiente, a 
autorização para funcionamento de instituições financeiras controladas por capitais nacionais é 
concedida 
a) pelo Conselho Monetário Nacional. 
b) pela Comissão de Valores Mobiliários. 
c) pela Presidência da República. 
d) pelo Banco Central do Brasil. 
e) pelo Senado Federal. 
 
15. (2010/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Compete à Comissão de Valores Mobiliários – CVM disciplinar as seguintes matérias: 
I. registro de companhias abertas. 
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II. execução da política monetária. 
III. registro e fiscalização de fundos de investimento. 
IV. registro de distribuições de valores mobiliários. 
V. custódia de títulos públicos. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV. 
c) I, III e IV. 
d) II, III e V. 
e) III, IV e V. 
 
16. (2013/CESGRANRIO/BNDES/Profissional Básico – Biblioteconomia) 
O órgão brasileiro responsável pelo controle da oferta monetária do país, ou seja, pelo 
montante total de dinheiro disponível para a população é o(a) 
a) Ministério da Fazenda 
b) Banco Central do Brasil 
c) Conselho de Valores Mobiliários (CVM) 
d) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) 
e) Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) 
 
17. (2012/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDEARAL/Técnico Bancário) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto por diversas entidades, dentre as quais os órgãos 
normativos, os operadores e as entidades supervisoras. 
A entidade responsável pela fiscalização das instituições financeiras e pela autorização do seu 
funcionamento é o 
a) Banco Central do Brasil 
b) Conselho Monetário Nacional 
c) Fundo Monetário Internacional 
d) Conselho Nacional de Seguros Privados 
e) Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 
 
18. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
O gerenciamento do meio circulante para garantir, à população, o fornecimento adequado de 
dinheiro em espécie é competência 
a) da Casa da Moeda do Brasil. 
b) do Sistema de Pagamentos Brasileiro. 
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c) do Banco Central do Brasil. 
d) da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 
e) da Secretaria do Tesouro Nacional. 
 
19. (2019/FCC/METRO SP/Analista Desenvolvimento Gestão Júnior) 
O Banco Central do Brasil é uma autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, 
sendo vinculado ao Ministério da Economia. Dentre as suas diversas funções, o Banco Central 
é responsável por 
a) negociar ações de sociedades de capital aberto e outros valores mobiliários. 
b) certificar os profissionais do mercado financeiro e de capitais do Brasil. 
c) gerenciar as reservas cambiais do país em ouro e em moeda estrangeira. 
d) fazer o registro das companhias abertas. 
e) organizar o funcionamento e as operações das bolsas de valores. 
 
20. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Um banco central possui funções clássicas dentro de um sistema financeiro. No caso brasileiro, 
amparado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil (BCB.) tem 
como uma de suas atribuições: 
a) a execução da política fiscal; 
b) o regramento das bolsas de valores; 
c) a execução da política monetária; 
d) a determinação do superávit primário; 
e) o regramento de ofertas públicas iniciais. 
 
21. (2012/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
Considere as funções de supervisão de algumas das instituições do Sistema Financeiro 
Nacional. 
I - Disciplinar e fiscalizar a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários. 
II - Executar os serviços do meio circulante. 
III - Fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. 
Considerando-se as funções acima, verifica-se que o que está expresso em 
a) I é uma função da Secretaria de Previdência Complementar. 
b) II é uma função da Comissão de Valores Mobiliários. 
c) II é uma função do Banco Central do Brasil. 
d) III é uma função da Superintendência de Seguros Privados. 
e) III é uma função do IRB – Brasil Resseguros. 
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22. (2018/CESGRANRIO/TRANSPETRO/Analista Júnior - Financeiro) 
A instituição legalmente responsável por prover liquidez ao sistema financeiro nacional em 
períodos de crise e por cumprir a chamada função de emprestador de última instância é a(o) 
a) Caixa Econômica Federal 
b) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
c) Banco do Brasil 
d) Banco Central do Brasil 
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 
 
23. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
No âmbito do Sistema Financeiro Nacional, a atribuição da coordenação da Dívida Pública 
Federal externa e interna é 
a) do Banco Central do Brasil. 
b) do Ministério da Fazenda. 
c) da Secretaria do Tesouro Nacional. 
d) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
e) do Conselho Monetário Nacional. 
 
24. (2019/FCC/BANRISUL/Escriturário) 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional é um órgão colegiado, integrante da 
estrutura do Ministério da Fazenda, e que tem por finalidade julgar os recursos contra as 
sanções aplicadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, nos 
processos de lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo Conselho de Controle de 
Atividades Financeiras (COAF) e demais autoridades competentes ema) casos de interesse exclusivo de investidores estrangeiros. 
b) processos de segunda instância judicial. 
c) situações de litígio entre instituições financeiras estatais. 
d) segundo grau e última instância administrativa. 
e) arbitragens decorrentes da utilização de instrumentos financeiros derivativos. 
 
25. (2018/FGV/BANESTES/Analista de Comunicação) 
Dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN), cada entidade é responsável por funções 
específicas. Nesse sentido, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem por principal 
atribuição: 
a) zelar pela defesa da concorrência nas emissões de títulos; 
b) zelar pelo funcionamento eficiente e integridade do mercado de capitais; 
c) garantir a regulação prudencial do sistema financeiro; 
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46 
d) atender as normas do Banco Central do Brasil; 
e) estabelecer regras para o mercado segurador. 
 
26. (2012/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto de dois subsistemas: o normativo e o de 
intermediação financeira. 
São órgãos do subsistema normativo: 
a) o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central 
b) o Banco do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários 
c) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e os bancos de investimento 
d) a Caixa Econômica Federal e a Superintendência de Seguros Privados 
e) a Bolsa de Valores e a Bolsa de Mercadoria e de Futuros de São Paulo 
 
27. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
O subsistema normativo do Sistema Financeiro Nacional inclui os seguintes órgãos ou 
entidades: 
a) Conselho Monetário Nacional e Banco Central do Brasil. 
b) Comissão de Valores Mobiliários e Caixa Econômica Federal. 
c) Banco Central do Brasil e Banco do Brasil. 
d) Banco Central do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 
e) Banco do Brasil e Superintendência de Seguros Privados. 
 
28. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Integram o Sistema Financeiro Nacional: 
a) Conselho da República e Conselho Monetário Nacional 
b) Banco do Brasil e Receita Federal 
c) Conselho da República e Banco do Brasil 
d) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Receita Federal 
e) Banco Central do Brasil e Banco do Brasil 
 
29. (2010/CESGRANRIO/BNDES/Técnico Administrativo) 
Integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN) 
a) o Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, na condição de órgão ao qual o BNDES 
está vinculado. 
b) as Instituições financeiras públicas. 
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c) as instituições financeiras estrangeiras, uma vez autorizado o seu funcionamento no país por 
resolução do Banco Central. 
d) a Secretaria de Direito Econômico. 
e) a Receita Federal. 
 
30. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Associe os órgãos e as instituições a suas respectivas competências. 
 
As associações corretas são: 
a) I – Q , II – R , III – P 
b) I – Q , II – S , III – R 
c) I – R , II – P , III – Q 
d) I – R , II – S , III – Q 
e) I – S , II – R , III – Q 
 
31. (2010/CESGRANRIO/EPE/Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento) 
Dentre as instituições citadas, a única que NÃO pertence ao subsistema normativo do Sistema 
Financeiro Nacional é o(a) 
a) Banco Central do Brasil. 
b) Conselho Monetário Nacional. 
c) Bolsa de Valores de São Paulo. 
d) Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
e) Superintendência de Seguros Privados. 
 
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==13e211==
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32. (2007/CESGRANRIO/BNDES/Técnico de Arquivo) 
Além do Banco Central do Brasil e do Banco do Brasil S.A., constituem o Sistema Financeiro 
Nacional: 
I - Conselho Monetário Nacional; 
II - BNDES; 
III - demais instituições financeiras públicas; 
IV - demais instituições financeiras privadas. 
Estão corretos os itens 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) III e IV, apenas. 
d) I, II e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 
33. (2019/FEPESE/PREF FLORIANÓPOLIS/Economista) 
Dentre os órgãos de Sistema Financeiro Nacional: 
a) Estão classificados como órgãos normativos: a Bolsa de Valores e o Banco Central do Brasil. 
b) A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é responsável pela fiscalização de 
mercados de seguros privados e de mercados de seguros públicos obrigatórios. 
c) O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem a responsabilidade de formular a política 
monetária do país e o presidente do CMN é o próprio Presidente da República. 
d) O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem como função executar a estratégia estabelecida 
pelo Banco Central para manter a inflação baixa. 
e) A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) provê empréstimos aos membros do sistema 
financeiro com a intenção de regular a liquidez e evitar falências. 
 
34. (2014/CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/Técnico Bancário) 
Atualmente, o Sistema Financeiro Nacional é composto por órgãos 
normativos, entidades supervisoras e por operadores. 
Um dos órgãos normativos que compõe o Sistema Financeiro Nacional é o(a): 
a) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. 
c) Banco Comercial. 
c) Conselho Monetário Nacional. 
d) Bolsa de Valores. 
e) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. 
 
 
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GABARITO
1. E 
2. C 
3. C 
4. E 
5. E 
6. E 
7. A 
8. A 
9. A 
10. C 
11. E 
12. C 
13. A 
14. D 
15. C 
16. B 
17. A 
18. C 
19. C 
20. C 
21. C 
22. D 
23. E 
24. D 
25. B 
26. A 
27. A 
28. E 
29. C 
30. C 
31. C 
32. E 
33. B 
34. C 
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04 de Janeiro de 2023
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1 
SUMÁRIO 
Introdução .................................................................................................................................................. 2 
1 Sistema de Pagamentos Brasileiro .................................................................................................. 3 
1.1 Sistemas de Pagamentos: visão geral ........................................................................................ 4 
1.2 Estrutura do Sistema de Pagamentos Brasileiro .................................................................... 10 
2 PIX e Sistema de pagamentos instantâneos ............................................................................... 19 
2.1 O Pix: meio e ecossistema de pagamentos instantâneos .................................................... 19 
2.2 Características do Pix ................................................................................................................ 20 
2.3 Banco Central ............................................................................................................................. 23 
2.4 Participantes ............................................................................................................................... 24 
2.5 Evolução do Pix .......................................................................................................................... 26 
Resumo e Esquemas da Aula ............................................................................................................... 28 
Questões Comentadas.......................................................................................................................... 32 
Sistema de Pagamentos Brasileiro ................................................................................................... 32 
Pix e Sistema de Pagamentos Instantâneos .................................................................................... 39 
Lista de Questões ................................................................................................................................... 48 
Gabarito ................................................................................................................................................... 54 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
INTRODUÇÃO 
Olá, iminente funcionário da CEF! 
Como foi a aula anterior? Espero que tenha aprendido muitas coisas novas. 
Nesta aula, conheceremos os seguintes assuntos do último edital: 
40 - Sistema de pagamentos brasileiro. 12 - Sistema de pagamentos instantâneos (PIX). 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), por sua vez, faz parte do SFN, e é composto por 
sistemas, que se desdobram em outros sistemas... é realmente bastante complexo. 
Por isso, tenha calma: comece identificando os principais componentes (sempre indico quais 
são), e depois vá agregando aos poucos. 
No caso do Pix, o histórico recente de questões é escasso, então elaborei algumas para ajudar 
a fixar. E o conteúdo não é muito extenso, então você tem obrigação de reter o máximo possível 
desta aula. Combinado? 
E, no que precisar, fale comigo! 
PS: Se precisar, já sabe! Procure-me no fórum ou nas redes sociais abaixo ;) 
 
@profcelsonatale 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
1 SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO 
Já parou para pensar no que acontece quando você faz uma transferência da sua conta no Banco 
do Brasil para a conta do seu mordomo no banco Itaú, para ele comprar um jogo novo de tacos 
de golfe? 
Tá... você não tem mordomo (ou tem!?), e talvez nem jogue golfe, mas o ponto é que você 
acabou de pensar em como o dinheiro vai de uma conta para outra. Aliás, como ele foi parar lá, 
para começar? 
O que você não sabe é o tamanho da operação e da infraestrutura por trás das operações no seu 
cotidiano, no cotidiano da maioria das pessoas. Mas você está prestes a saber. 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), é o conjunto de entidades e sistemas que atuam 
para realizar as transferências de recursos do SFN. Em outras palavras, o SPB é a infraestrutura 
que proporciona a liquidação e a custódia de recursos no Brasil. 
E como o SPB é a infraestrutura do mercado financeiro, as entidades que o compõem recebem 
o nome de entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF). 
IMF 
 
São as entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro. 
Além das IMF, responsáveis pelos sistemas que compõem o SPB, também fazem parte dele as 
instituições de pagamento e os arranjos de pagamento. 
É um negócio bastante complexo, para falar a verdade, e muito, muito importante. Se o sistema 
falhar, mesmo que parcialmente (só a parte que processa as TEDs, por exemplo), os problemas 
serão bem maiores do que você ficando sem seus tacos de golfe novos. 
Diante de um assunto tão sensível para a sociedade, coube ao Banco Central do Brasil zelar pelo 
bom funcionamento do sistema, exercendo vigilância contínua das IMF, embora ele também 
participe de forma bem ativa e direta, como você verá. 
Então, até aqui, temos: 
▶ Banco Central; 
▶ IMFs; 
▶ Instituições de pagamento; 
▶ Arranjos de pagamento. 
Não se preocupe. Falaremos sobre cada um desses atores, e também sobre os sistemas, em 
detalhes. Antes, vamos ver um sistema super simplificado que nos ajudará a compreender os 
conceitos mais avançados desta aula. 
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1.1 Sistemas de Pagamentos: visão geral 
Nesse exemplo, vamos precisar de seis atores: 
► Ana 
► Bruno 
► Camila 
► O Banco Estratégia 
► O Banco Coruja 
► O Banco Central 
Ana tem R$1000 depositados na sua conta do Banco Estratégia. Isso significa o seguinte, para 
Ana: 
Ana 
Saldo em C/C 1000,00 
E para o Banco Estratégia, que tem os R$1000 de Ana ao mesmo tempo como uma 
disponibilidade e uma obrigação, significa o seguinte: 
Banco Estratégia 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 1000 Depósitos 1000 
Mas é claro que o Banco Central não vai permitir ao Banco Estratégia que ele empreste todo o 
dinheiro de Ana, e uma parte ele deverá depositar no BC. Digamos, então, que esse depósito 
compulsório seja de 50%, e teremos o seguinte para o Banco Estratégia: 
Banco Estratégia 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 500 Depósitos 1000 
Reservas no BC 500 
Agora, digamos que Bruno e Camila têm conta no Banco Coruja, com R$800 e R$600, 
respectivamente: 
 
 
 
 
 
 
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Bruno 
Saldo em C/C 800,00 
Camila 
Saldo em C/C 600,00 
Banco Coruja 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 700 Depósitos 1400 
Compulsório BC 700 
E este é o cenário geral: 
Ana 
Saldo em C/C 1000,00 
Bruno 
Saldo em C/C 800,00 
Camila 
Saldo em C/C 600,00 
 
 
Banco Estratégia 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 500 Depósitos 1000 
Compulsório BC 500 
Banco Coruja 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 700 Depósitos 1400 
Reservas no BC 700 
Agora, digamos que Camila precisa fazer um pagamento de R$300 para Ana. Nesse caso, ela 
poderá fazer uma TED (transferência eletrônica disponível). 
O saldo em conta corrente de Ana aumentará em R$300, enquanto o saldo de Camila diminuirá 
no mesmo valor. 
E este é o cenário novo geral:
Ana 
Saldo em C/C 1300,00 
Bruno 
Saldo em C/C 800,00 
Camila 
Saldo em C/C 300,00 
 
Banco Estratégia 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 650 Depósitos 1300 
Reservas no BC 650 
Banco Coruja 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 550 Depósitos 1100 
Reservas no BC 550 
Tudo funcionou como deveria, não é? O dinheiro que Camila devia à Ana foi pago, e os bancos 
realizaram as operações necessárias para isso, sem quaisquer problemas. 
E você certamente já fez transferências bancárias, então grande parte dessa operação não é 
novidade. Mas eu queria trazer à tona uma nova consciência: o papel dos bancos na história. 
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Tudo deu certo porque os bancos tinham disponibilidades para realizar a TED de Camila. Mas 
na realidade os bancos não ficam com o dinheiro dos depósitos divido entre seus caixas e os 
compulsórios do Banco Central. 
Então, digamos que Camila pegou um empréstimo de R$1000 no Banco Coruja, onde ela tem 
conta. Isso levaria ao seguinte: 
Ana 
Saldo em C/C 1300,00 
Bruno 
Saldo em C/C 800,00 
Camila 
Saldo em C/C 1300,00 
 
 
Banco Estratégia 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 650 Depósitos 1300 
Compulsório BC 650 
Banco Coruja 
Ativo Passivo 
Disponibilidades 50 Depósitos 2100 
Reservas no BC 1050 
Empréstimos 1000 
Perceba que o Banco Coruja depositou os R$1000 na conta de Camila, reconhecendo um 
passivo (Camila pode sacar ou transferir a qualquer momento) e um ativo que representa a dívida 
de Camila decorrente do empréstimo que ela pegou. Além disso, ele precisou aumentar as 
reservas no BC, para manter a proporção de 50% dos depósitos. 
Agora, Bruno quer enviar um pagamento de R$600 para Ana e, ao mesmotempo, Camila quer 
fazer uma TED de R$700 para Ana. E agora? O Banco Coruja não tem esse dinheiro todo! Pelo 
menos, não tem imediatamente, pois ele precisa esperar a própria Camila pagar seu 
empréstimo. 
Esse exemplo super simplificado serve para vislumbrar uma situação chamada de risco de 
liquidez. Agora considere que em vez de Ana, Bruno e Camila, temos milhões de clientes com 
contas em centenas de bancos, realizando milhões de operações todos os dias, e você terá uma 
dimensão do problema. 
No nível individual, vimos que existe o risco de inadimplência do banco liquidante, e isso poderia 
gerar problemas para o banco que deveria receber os recursos, e estava contando com ele. 
Afinal, essas transações não são necessariamente realizadas instantaneamente, e o banco que 
deveria receber os recursos pode perceber o “calote” apenas quando precisar do recurso para 
pagar outro banco, gerando um efeito em cadeia perigoso. 
A esse efeito em cadeia denominamos risco sistêmico. Ele ocorre, portanto, quando um banco 
fica inadimplente, e acaba comprometendo as posições dos outros bancos, que contavam com 
aquele dinheiro. É como um efeito dominó ‘do mal”, que se espalha pelo sistema e, por isso, 
recebe esse nome. 
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Por isso, precisamos compreender as diversas formas como as operações no sistema de 
pagamentos são realizadas, ou melhor, liquidadas. 
 
1.1.1 Formas de liquidação 
Os bancos comerciais e algumas outras instituições financeiras possuem uma conta no Banco 
Central chamada reservas bancárias. É como se fosse a conta-corrente dessas instituições: 
quando o banco “A” transfere dinheiro para o banco “B”, ele transfere dinheiro de sua conta de 
reservas bancárias para a conta de reservas bancárias do banco “B”. 
Por isso, podemos dizer que as liquidações – termo utilizado para se referir à realização de uma 
operação – ocorrem em “moeda de banco comercial” ou em “moeda de banco central”. 
Em alguns casos, quando não há necessidade de que a liquidação ocorra diretamente na conta 
reservas bancárias, como quando uma corretora que tem conta em um banco “A” paga ao seu 
cliente que tem conta no mesmo banco “A”, a operação ocorre em moeda de banco comercial. 
Naturalmente, essas liquidações possuem o risco de não serem honradas pelo banco, gerando 
disputa judicial sobre os recursos, algo que pode não ser imediatamente detectado. 
Por outro lado, quando o pagamento precisa ser liquidado após transitar em contas de reservas 
bancárias, dizemos que a liquidação foi feita em moeda de banco central. 
Compreendidos esses conceitos, vamos prosseguir. 
Vamos definir, agora, os sistemas de liquidação de obrigações interbancárias, um dos 
elementos centrais de um sistema de pagamentos: 
Segundo Ornelas, um sistema de liquidação de obrigações interbancárias é um conjunto de 
definições e infraestrutura compostos minimamente por: 
a) Regulamento: Representa a “alma” do sistema de liquidação. Nele encontramos, pelo 
menos: 
i. Tipo de obrigação: Qual o ativo, ou obrigação que pode ser liquidada nesse sistema. 
Por exemplo: No Sistema de Transferência de Reservas (STR) podem ser liquidadas 
as TEDs. 
ii. Instituição de liquidação: Qual a moeda de liquidação desse sistema, se moeda de 
banco comercial ou de banco central. 
Não pagaA Não pagaB Não pagaN
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iii. Participantes: Quem são os potenciais participantes do sistema. Exemplo: No STR 
podem participar, entre outros, instituições financeiras com conta de reservas 
bancárias. 
iv. Tipo e horário de liquidação: Tipo, diz respeito a se a liquidação será bruta, líquida 
ou híbrida (ver logo abaixo), enquanto o horário diz o momento, ou o período em 
que pode as obrigações serão liquidadas. 
v. Situações de inadimplência: Define o que configura inadimplência. 
b) Tecnologia da informação: Compreende os recursos tecnológicos, incluindo a rede de 
comunicação e o hardware e software utilizados. 
c) Logística de transporte: Quando for o caso de transporte de valores ou ativos, o sistema 
de liquidação deve possuir logística compatível com suas operações. Exemplo: Logística 
para transporte dos cheques que devem ser compensados. 
Dessa forma, há três principais tipos de sistemas de liquidação: 
► Liquidação diferida líquida (LDL) 
► Liquidação bruta em tempo real (LBTR) 
► Híbrido 
O sistema LBTR (Liquidação Bruta em Tempo Real) é mais simples de entender: nele, cada 
liquidação é feita pelo seu valor bruto, e naquele instante, não sendo acumulada ao longo do 
tempo (como ocorre no LDL). 
Um exemplo seria o seguinte: Imagine que, em decorrência das operações realizadas por seus 
clientes, o banco “A” precisa pagar R$20.000 para o banco “B”, que precisa pagar R$35.000 para 
o banco “C”, que precisa pagar R$30.000 para o banco “A”. 
 
Nesse caso, os bancos precisam deter os recursos desde o início, pois o sistema realiza as 
liquidações em tempo real. Em outras palavras, se o banco “A” dispuser dos R$20.000 no começo 
das operações, tudo bem. Caso contrário, poderá haver problemas. 
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Como as liquidações ocorrem em tempo real, no sistema LBTR há menor risco de liquidação. Por 
outro lado, há alta necessidade de liquidez e de recursos. 
Também é exigida a centralização dos recursos, e isso ocorre nas contas de reservas que as 
instituições possuem no Banco Central. 
No LDL (Liquidação Diferida Líquida), as liquidações ocorrem, como o nome indica, no “futuro” 
(diferida) e pelo valor do saldo final (líquido) de todas as operações entre os participantes. Isso 
significa que elas são compensadas. 
Portanto, as operações são acumuladas ao longo de algum tempo (algumas horas, 
normalmente), e então são compensadas em algum momento. Isso aumenta o risco de 
liquidação, pois se uma instituição falhar no pagamento ela afetará um conjunto bem maior de 
ordens de liquidação do que se as operações fossem sequenciais. 
Por outro lado, possui baixa necessidade de recursos e de liquidez, conforme podemos 
demonstrar no exemplo abaixo: 
 
É exatamente o mesmo diagrama anterior, onde cada banco precisava fazer o pagamento 
conforme indicado na seta. Mas agora, em vez de três operações envolvendo R$85.000, como 
ocorria no LBTR, são necessárias apenas duas operações, envolvendo R$15.000: o banco “B” 
deve pagar R$10.000 ao banco “A” e R$5.000 ao banco “C”. O resultado será o mesmo, afinal: 
Banco A pagar A receber Líquido 
A 20.000 30.000 10.000 
B 35.000 20.000 -15.000 
C 30.000 35.000 5.000 
Sendo assim, cada banco compensa o que tem a receber com o que tem a pagar. 
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Concluímos que o LBTR, por ser mais exigente em termos de saldos, é também mais seguro, mas 
ao mesmo pode torná-lo ineficiente, pois exige grandes volumes de recursos, mais do que seria 
necessário. 
Por fim, os sistemas de liquidação do tipo híbrido reúnem características dos sistemas LDL e 
LBTR. Na prática, esses sistemas possuem algum tipo de compensação, mas de forma mais 
contínua ao longo do próprio dia, ou seja, sem esperar o final do dia para compensar e liquidar 
todas as operações. 
 
 
Agora que conhecemos os diferentes sistemas de liquidação, vamos conhecer aqueles que, de 
fato, compõem o Sistema de Pagamentos Brasileiro. 
 
1.2 Estrutura do Sistema de Pagamentos Brasileiro 
O SPB passou por uma grande reestruturação em 2002, com a criação do Sistema de 
Transferência de Reservas (STR), e novamenteem 2013, com o surgimento das instituições de 
pagamentos e dos arranjos de pagamentos. 
Na reforma de 2002, segundo Ornelas, os principais avanços foram: 
a) Monitoramento, em tempo real, do saldo de cada conta Reservas Bancárias e Conta de 
Liquidação, não sendo admitido saldo devedor em qualquer momento; 
b) Oferta de empréstimo ponte diário sem cobrança de juros (redesconto intradia), mediante 
operações de compra, pelo Banco Central, de títulos públicos federais dos bancos, que 
deverão recomprar os títulos do Banco Central no próprio dia, registrando-se em tempo 
real o resultado financeiro na conta Reservas Bancárias; 
LDL
• liquidação diferida 
líquida
•maior risco de 
liquidez
•menor fluxo de 
recursos
LBTR
• liquidação bruta 
em tempo real
•menor risco de 
liquidez
•maior fluxo de 
recursos
Híbrido
•uma combinação 
das características 
do LDL e do LBTR
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c) Sistema Selic passou a liquidar operações com títulos públicos federais em tempo real; 
d) Implantação de sistema que processa ordens de transferência eletrônica de fundos entre 
bancos, inclusive as por conta de clientes, criando alternativa segura aos cheques e DOC 
para a realização de pagamentos de grande valor (TED); 
e) Criação, pelo setor privado, de rede de telecomunicações dedicada exclusivamente ao 
sistema financeiro e operada sob rígidos padrões de segurança e confiabilidade definidos 
pelo Banco Central; 
f) Assunção do risco privado pelo setor privado, com a definição de regras mais rígidas para 
as câmaras de compensação privadas, que passaram a adotar adequados mecanismos de 
gerenciamento de riscos, como o estabelecimento de limites para os bancos com base no 
recebimento prévio de garantias. 
g) Adoção de mecanismo indutor à oferta, pelos bancos, de novos produtos à clientela, que 
permitissem a migração dos pagamentos de valor maior do que R$ 5 mil, antes realizados 
por cheques e DOC, para instrumentos de pagamento eletrônicos adequadamente 
estruturados (TED). 
Portanto, atualmente, compõem o SPB o Tesouro Nacional, o Banco Central do Brasil e as demais 
IMFs, e as instituições e arranjos de pagamentos. 
Na função de vigilância, cabe ao BC assegurar que as IMF em operação no Brasil sejam 
administradas consistentemente com os objetivos de interesse público, mantendo a estabilidade 
financeira e reduzindo o risco sistêmico. 
Sobre o SPB e as IMF 
 
Seu funcionamento adequado é essencial para a estabilidade financeira e 
condição necessária para salvaguardar os canais de transmissão da política 
monetária. Assim, cumpre ao BC atuar no sentido de promover sua solidez, seu 
normal funcionamento e seu contínuo aperfeiçoamento. 
 
No caso dos pagamentos de varejo, o BC direciona suas ações no sentido de 
promover a interoperabilidade, a inovação, a solidez, a eficiência, a competição, 
o acesso não discriminatório aos serviços e às infraestruturas, o atendimento às 
necessidades dos usuários finais e a inclusão financeira. 
Banco Central do Brasil 
Além disso, podemos dividir o SPB em duas partes, ou melhor, em dois sistemas, compostos 
pelos seguintes sistemas (eu sei, é muito sistema!): 
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12 
 
Vamos investigar os principais desses sistemas, dos quais o STR é, certamente, aquele que 
merece destaque. 
E por falar em STR, mas antes de detalhar esse sistema, cabe compreendermos mais sobre o 
papel do Banco Central no SPB. Além da vigilância e da regulação do SPB, o BC também atua 
como operador e provedor de serviços de liquidação. Nesse papel, o BC opera o Sistema de 
Transferência de Reservas (STR) e o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). O STR 
é um sistema de transferência de fundos e o Selic é um sistema de liquidação de operações com 
títulos públicos. 
Como vigilante, cabe ao BC assegurar que as IMF em operação no Brasil sejam administradas 
consistentemente com os objetivos de interesse público, mantendo a estabilidade financeira e 
reduzindo o risco sistêmico. 
Como regulador, o BC atua no sentido de converter as políticas estabelecidas em regras a serem 
aplicadas às IMF, além de adequar o arcabouço normativo brasileiro, quando relevante, ao que 
recomendam os organismos internacionais concernentes, como é o caso do Comitê de 
Pagamentos e Infraestruturas do Mercado do Banco de Compensações Internacionais 
(CPMI/BIS) e do Comitê Técnico da Organização Internacional de Comissões de Valores 
(TC/IOSCO). 
Agora sim. Vamos aos sistemas. 
 
Sistema de Transferências de 
Fundos
oSistema de Transferência de Reservas 
(STR) 
oCentralizadora da Compensação de 
Cheques (Compe) 
oSistema de Liquidação Financeira 
Multibandeiras (Cielo)
oSistema de Liquidação Doméstica 
(Rede)
oSistema de Liquidação Diferida das 
Transferências Interbancárias de Ordens 
de Crédito (Siloc) 
oSistema de Transferência de Fundos 
(Sitraf)
oSistema de Pagamentos Instantâneos 
(SPI)
Sistemas de liquidação de 
operações com títulos, valores 
mobiliários, derivativos e câmbio
oSistema Especial de Liquidação e de 
Custódia (Selic)
oSistema de Registro, de Compensação, de 
Liquidação e Custódia da Cetip S.A. –
Mercados Organizados (Cetip/B3)
oCentral de Cessão de Crédito (C3)
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Operações de Câmbio da B3
oCâmara de Compensação, Liquidação e 
Gerenciamento de Riscos de Operações no 
Segmento Bovespa e da Central Depositária 
de Ativos (CBLC) 
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Ativos da B3
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Operações de Derivativos da 
B3
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1.2.1 Sistemas de transferência de fundos 
Para compreendemos o funcionamento dos componentes do sistema de transferências de 
fundos, convém conhecermos os instrumentos utilizados para transferir fundos, ou seja, os meios 
de transferência de fundos, que são: 
 Cheque: é um documento, normalmente impresso como um formulário, que consiste em 
uma ordem de pagamento ao banco emitida pelo titular de uma conta em nome de um 
favorecido. Do ponto de vista legal, é um título de crédito à vista. 
 Boleto: se você não sabe o que é um boleto, parabéns! rsrs Também chamado “bloqueto”, trata-
se de um registro de dívidas em cobrança decorrentes de transações comerciais ou 
financeiras. 
 DOC: abreviação de Documento de Ordem de Crédito, é uma ordem de transferência 
interbancária (de um banco para outro) de fundos em monta inferior a R$5.000. A 
liquidação dos DOCs ocorre em D+1, ou seja, no dia útil seguinte à ordem. 
 TED: a Transferência Eletrônica Disponível também é uma ordem, como o DOC. As 
principais diferenças são que a TED não possui valor máximo e, desde 2016, não possui 
também valor mínimo. Além disso, DOC e TED se diferenciam pela forma de liquidação e 
pelo sistema em que transitam, algo que ficará claro adiante. 
 Cartão: esse você também conhece. São instrumentos que servem para realizar 
pagamentos, e existem nas modalidades crédito, débito e pré-pagos. 
 Pix: bom, temos um capítulo para falar apenas sobre isso, dado o destaque no último 
edital. 
Agora que conhecemos os instrumentos, temos tudo que precisamos para conhecer os sistemas 
de transferência de fundos, ou, dito de outra forma, os sistemas que compõem o sistema de 
liquidação de fundos. 
 
STR - Sistema de transferência de reservas 
Instituído em 2002, por meio da Circular nº 3.100/2002, o STR é o núcleo do SPB. 
O STR apresenta a seguinte estrutura: 
 
 
 
 
 
 
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ESTRUTURA SIMPLIFICADA DO SRT 
 
É nele onde ocorrem as liquidações finais de todas as obrigações financeiras do Brasil. 
Forte isso, né? Mas é exatamente assim que o BCB define, e é o que ocorre na prática, afinal, é 
no STR que todos os demais sistemas liquidam suas operações, inclusive aquelas com câmbio, 
títulos e valores mobiliários. 
Ele funciona como um sistema do tipo LBTR (liquidação bruta em tempo real), ou seja, processa 
transação por transação, no momento em que elas são enviadas. Essas transações são 
processadas por lançamentos nas contas que os participantes possuem no Banco Central – o 
banco dos bancos. 
Essas contas podem ser de dois tipos: 
 Conta de Reservas Bancárias; 
 Conta de Liquidação. 
A conta de Reservas Bancárias é obrigatória para bancos comerciais, bancos múltiplos com 
carteira comercial e para a Caixa Econômica Federal, e facultativa para bancos de investimento, 
bancos de câmbio, bancos de desenvolvimento e bancos múltiplos sem carteira comercial. 
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A Conta de Liquidação é obrigatória para câmaras prestadores de serviço de compensação e 
liquidação sistemicamente importantes (vistos adiante) e opcional para aqueles que não são 
sistemicamente importante, bem como para as instituições de pagamento e outras instituições 
autorizadas a funcionar pelo Banco Central. 
No STR, são processados TED, DOC, cheque e boleto, mas apenas aqueles superiores ao 
chamado Valor de Referência para Liquidação Bilateral (VRLB), diferente para cada tipo de 
instrumento. Valores inferiores ao VRLB são processados em outros sistemas, com liquidação 
diferida líquida ou híbrida. 
As transferências de fundos no STR são irrevogáveis, isto é, não é possível “cancelar” uma 
operação. A forma de “desfazer” uma transação é por meio de outra transação no sentido 
contrário. Além disso, para garantir a solidez do sistema, no STR não há possibilidade de 
lançamentos a descoberto (não se admite saldo negativo). 
 
Compe – Centralizadora de Compensação de Cheques 
Operada pelo Banco do Brasil S.A. e regulamentada na Circular nº 3.532/2011 do BCB, a Compe 
é responsável por liquidar, digitalmente, cheques de valor inferior ao VRLB, atualmente em 
R$250 mil. 
As instituições financeiras obrigadas a possuir conta de reserva ou de liquidação que possuem 
contas de depósitos movimentáveis por cheques também são obrigadas a participar da Compe. 
A Compe funciona na forma de liquidação diferida líquida (LDL), com dois processamentos por 
dia, ou seja, as obrigações são consolidadas em dois momentos distintos ao longo do dia, e o 
valor líquido é compensado. 
 
Sistema de Liquidação Financeira Multibandeiras (Cielo) e Sistema de 
Liquidação Doméstica (Redecard) 
São sistemas operados pelas credenciadoras Cielo e Redecard, nos quais ocorrem a 
compensação e a liquidação de transações com cartões de pagamento (débito, crédito, pré-
pago). 
Ambos operam com base nos princípios aplicáveis a sistemas de pagamentos. 
 
CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos 
A CIP é uma associação civil sem fins lucrativos que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro 
(SPB), regulada, nesse âmbito de atuação, pelo Banco Central do Brasil. 
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Ela é responsável por diversos sistemas, dos quais se destacam o Sitraf, o Siloc e o C3, sendo 
este último um sistema de liquidação de operações com títulos de crédito e, por isso, tratado 
mais adiante na aula. 
 
CIP – Sitraf 
O Sitraf (Sistema de Transferência de Fundos) processa – para as instituições detentoras de conta 
de reserva ou de liquidação – TEDs em valores inferiores ao VRLB, atualmente em R$1 milhão. 
Ele funciona em LBTR, o que nos leva a concluir que a modalidade TED é sempre processada 
dessa forma, uma vez que sua liquidação ocorre no STR ou no Sitraf. 
 
CIP – Siloc 
O Siloc, Sistema de Liquidação Diferida das Transferências Interbancárias de Ordens de Crédito, 
funciona de forma semelhante ao Sitraf, mas para DOCs e boletos, além de outros instrumentos 
menos utilizados. 
Como o nome indica, trata-se de um sistema com liquidação diferida do tipo LDL. 
 
1.2.2 Sistemas de Liquidação de Operações com Títulos, Valores 
Mobiliários, Derivativos e Câmbio 
Enquanto os sistemas de transferência de fundos liquidam, bem... fundos, que são obrigações 
monetárias (dinheiro), os sistemas que veremos agora tratam de obrigações não monetárias, 
como títulos públicos, ações, contratos de crédito, moedas estrangeiras, entre outros. 
De forma prática, quando você transfere dinheiro para alguém, você estará fazendo uso de um 
sistema de transferência de fundos, mas quando você compra ações de uma empresa ou títulos 
públicos, você estará usando um sistema de liquidação de operações com títulos, valores 
mobiliários, derivativos e câmbio. São esses sistemas que transferem a titularidade do vendedor 
para o comprador, e mantém os registros relacionados. 
Na prática, essas operações envolves, quase sempre, os dois tipos de sistema: você paga com 
dinheiro pelas ações que compra. 
Veremos os principais sistemas: Selic, Cetip e C3. 
 
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Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia 
Operado pelo Banco Central do Brasil, o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic – 
é o sistema em que se efetua a custódia e se registram as transações com Títulos Públicos 
Federais (TPFs), que são promessas de pagamento, em forma escritural, emitidas pelo governo 
do Brasil, representado pelo Tesouro Nacional. Quando emite um título, o governo torna-se 
devedor; quem compra o título financia o governo. 
Nesse sentido, o Selic é responsável pela custódia e por registrar e processar emissão, resgate e 
pagamento de juros dos TPFs, operando em Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), enquanto 
a liquidação de fundos correspondentes a essas operações ocorre por meio da interligação do 
Selic ao STR. Se os recursos não estiverem disponíveis, o STR rejeita a operação e, 
posteriormente, o Selic. 
 
B3 - Cetip 
O Sistema de Registro, de Compensação, de Liquidação e Custódia da Cetip S.A. – também 
conhecido como Mercados Organizados (Cetip) ou, simplesmente, Cetip – é o principal 
depositário de títulos privados de renda fixa, mas também de títulos públicos estaduais e 
municipais alguns títulos bem específicos representativos de dívida do Tesouro Nacional, como 
o Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS), e os títulos da dívida agrária (TDA). 
Em 2017, ocorreu a fusão entre Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São 
Paulo (BM&FBovespa) e a CETIP, dando origem a uma nova empresa que, 
chamada de B3 (estilizado como [B]³), em referência às letras iniciais de Brasil, 
Bolsa, Balcão. 
Portanto, nas provas de concursos anteriores, ao invés de B3, aparecem os 
nomes das antigas instituições. 
 
CIP - C3 Registradora 
A C3, uma câmara registradora de ativos operada pela CIP, tem a função de registrar operações 
envolvendo cessão ou bloqueio de contratos de crédito. 
 
 
 
 
 
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CESSÃO DE CRÉDITO 
 
Para você entender como funciona e para que serve a C3, vou explicar em que 
consiste a cessão de crédito. 
Digamos que você pegue um empréstimo de R$100.000 do Banco Natale S.A. (a 
juros amigáveis, não se preocupe). Isso significa que o Banco Natale tem um 
direito de receber esse valor, e certamente ele fez você assinar um instrumentode crédito. 
Como esse instrumento é do banco, ele decide vender esse direito para a Cia. 
Securitizadora Reis por, digamos, R$90.000. O banco fez isso porque ele se livrou 
do risco de você dar calote e embolsou o valor. Agora, quando você pagar o 
empréstimo, o banco tem que repassar para a securitizadora. 
Mas o que impede o Banco Natale de vender esse título (que ele já vendeu!) e o 
direito correspondente para outra instituição? Ou pior: para várias instituições!? 
O que impede é que a operação entre o banco e a Securitizadora Reis foi 
registrada na C3. Se o banco tentar vender de novo, o comprador em potencial 
vai consultar a registradora e descobrir que o título já foi cedido. 
 
Portanto, a câmara evita que um mesmo contrato seja cedido mais de uma vez pela mesma 
instituição financeira. 
Ela também registra bloqueios em contratos que não foram cedidos, mas dados em garantia. 
Assim, o mesmo contrato não é dado como garantia mais de uma vez simultaneamente. 
A CIP também tem parceria com o INSS para manutenção de uma base de dados com os 
contratos de crédito consignado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 PIX E SISTEMA DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS 
Acredito que, a essa altura, você já ouviu falar do Pix. Provavelmente já fez e recebeu alguns (ou 
vários). Se não é o caso, não se preocupe. Apenas saber fazer um Pix não bastaria aos nossos 
propósitos... 
Aliás, se a banca pedir para você fazer um Pix valendo nota, desconfie: é golpe!! xD 
Voltando a falar sério agora, o Pix faz parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
Por isso, tudo que você aprendeu até aqui nesta aula, serve de base para o que vem a seguir. 
 
2.1 O Pix: meio e ecossistema de pagamentos instantâneos 
Para começar de forma rigorosa, o Pix e o Sistema de Pagamentos Instantâneos não são a 
mesma coisa. 
Enquanto o Pix é o nome usado para se referir ao meio de pagamentos instantâneos e ao 
ecossistema desses pagamentos (instituições e sistemas que o compõem), o Sistema de 
Pagamentos Instantâneos (SPI) é o sistema de liquidação de obrigações por trás do Pix, que 
funciona no padrão LBTR. 
Portanto, o SPI faz parte do Pix, que por sua vez faz parte do SPB, juntos com outros meios de 
pagamento (como DOC, TED e Boleto) e sistemas de pagamentos (como o STR). 
 
Sendo assim, quando falamos “faz um Pix” estamos nos referindo ao Pix como meio de 
pagamento. 
Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB
Conjunto de 
entidades e 
sistemas que 
atuam para 
realizar as 
transferência
s de recursos 
do SFN
Pagamento Instantâneo Brasileiro - PIX
Meio de 
pagamento 
instantâneo
Ecossistema de 
pagamentos 
Instantâneos
Sistema de Pagamento Instantâneos - SPI
sistema de liquidação de obrigações
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Quando falamos “a Caixa Econômica Federal” faz parte do Pix”, estamos nos referindo ao Pix 
como o ecossistema de pagamentos instantâneos, do qual a Caixa é participante. 
A partir daqui, não serei mais tão rigoroso, pois ficaria cansativo eu ficar a todo momento especificando 
se estou falando do meio de pagamento ou do ecossistema. E sabendo que existe essa diferença, ficará 
fácil para você identificar conforme o contexto, ok? 
Com isso em mente, vamos começar pela parte mais simples, que é aquela visível para qualquer 
usuário: as características do Pix como meio de pagamento. 
 
2.2 Características do Pix 
O Pix é uma forma (ou meio) de realizar pagamentos criada pelo Banco Central do Brasil, em 
operação no país desde novembro de 2020. 
Atualmente, um pagamento por Pix pode ser feito usando conta corrente, conta poupança ou 
conta de pagamento pré-paga. Nesse sentido, o Pix tem algumas características que o 
diferenciam dos outros meios (como TED, DOC e boleto). 
 
O Pix surgiu como uma alternativa mais rápida e conveniente para pagamentos que podem ser 
feitos usando diferentes meios (TED, cartão, boleto etc.), simplesmente com o uso do aparelho 
celular ou de um computador. 
Além das características acima, outra diferença é que, com o Pix, não é necessário saber os dados 
bancários (agência e conta) e o CPF (como no caso de DOC e TED) de quem vai receber. Na 
verdade, sequer é necessário saber onde a pessoa tem conta. 
A transferência pode ser feita, por exemplo, utilizando o número do telefone ou o e-mail do 
destinatário, desde que esse telefone ou e-mail seja uma Chave Pix. 
• As transações 
são concluídas 
em poucos 
segundos, e o 
dinheiro fica 
disponível para o 
recebedor em 
instantes.
Rápido
• Os pagamentos 
podem ser feitos 
a qualquer hora 
do dia e em 
qualquer dia da 
semana (24x7).
Disponível
• As transações 
são gratuitas para 
pessoas físicas, e 
têm baixo custo 
nos demais 
casos.
Barato
• Pode ser utilizado 
para transferir 
dinheiro, mas 
também para 
pagar contas, 
impostos e 
compras.
Versátil
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Outra possibilidade do Pix é que os pagamentos sejam realizados usando um QR Code gerado 
por quem vai receber o pagamento, e escaneado com o celular de quem vai realizar o 
pagamento. Não lembra o que é QR Code? 
QR CODE 
 
É semelhante a um “código de barras”. Na verdade, é um “código de barras em 
duas dimensões”, diferente do tradicional, que tem apenas uma. 
E assim como um código de barras, ele pode ser lido por dispositivos (como o 
celular), sendo convertido em instruções em texto. 
Portanto, você aponta seu celular para uma QR Code como este: 
 
 
 
... e o celular converte a imagem em texto, que pode ser um link, um endereço 
ou instruções para o celular abrir seu aplicativo de pagamentos, contendo o valor 
e o destinatário. 
 
Sendo assim, os pagamentos pelo Pix podem ser feitos de três formas diferentes: 
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O sistema de chaves também permitirá o pagamento por aproximação, prevista para o final de 
2021 (mais sobre isso na seção sobre “Evolução do Pix), com a tecnologia near-field 
communication (NFC), presente em todos os smartphones mais novos. Nesse caso, basicamente, 
o aparelho celular do pagador estará lendo instruções de um dispositivo do recebedor, incluindo 
a chave Pix e o valor da transação. 
Outra característica importante é que, do ponto de vista de um vendedor ou comerciante, o Pix 
tende a ter um menor custo de aceitação que cartões de crédito ou débito, por sua estrutura 
ter menos intermediários. 
Numa transação com cartão de crédito, por exemplo, várias empresas participam do processo: 
adquirente, bandeira, bancos, administradora do cartão, gateway de pagamentos, câmara de 
liquidação... E todos precisam ser remunerados! Com o Pix, é basicamente com as instituições 
onde pagador e o recebedor têm conta e o Banco Central. 
Também não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Isso gerou até 
uma situação inusitada: usuários passaram a usar o Pix para bater papo, enviando pagamentos 
de um centavo acompanhados de mensagens – o que dá um ganho para comentar que, além 
dos pagamentos, o Pix tem um campo para mensagens personalizadas. Claro que a ideia era 
permitir adicionar informações relevantes sobre o pagamento, inclusive pensando em sistemas 
automatizados, mas o brasileiro sempre surpreende... rs 
As instituições que oferecem pagamentos por Pix podem estabelecer limites máximos de 
valor, com base em critérios para mitigação de riscos de fraude e de PLDFT (prevenção à 
lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo). 
 
•A chave pix pode ser um 
endereçode e-mail, um 
número de telefone, o 
CPF/CNPJ ou um número 
aleatório (chave aleatória) 
criado especificamente para 
essa finalidade.
•O usuário recebedor 
cadastra as chaves que 
desejar em seu banco, 
vinculando-as à sua conta.
Chave Pix
•Há QR Codes estáticos e 
dinâmicos.
•O QR Code estático permite 
que o recebedor determine 
um valor único ou que o 
pagador informe o valor.
•O QR Code dinâmico é 
gerado por um sistema 
exclusivamente para cada 
transação.
•Na verdade, o QR Code 
também contém as 
informações de uma chave 
Pix, mas o usuário pagador 
não precisa conhecer ou 
digitar essa informação.
QR Code
•Essa pouca gente sabe, mas 
um Pix pode ser feito com os 
dados bancários 
"tradicionais": agência, conta 
e CPF/CNPJ do recebedor.
•Nesse caso, o pagador 
preenche os mesmos 
campos que preencheria 
para fazer um DOC ou uma 
TED, mas o pagamento é 
instantâneo e 24x7.
•Portanto, o recebedor não
precisa ter uma chave Pix 
cadastrada.
Dados 
bancários
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Os usuários também podem solicitar ajustes nos limites estabelecidos, devendo a instituição 
acatar imediatamente a solicitação caso o pedido seja para redução de valor. 
 
2.3 Banco Central 
O Banco Central do Brasil desempenha dois importantes papeis no ecossistema do Pix: 
▶ Regulador do sistema: define regras a serem observadas pelos participantes. 
▶ Gestor das plataformas operacionais: disponibiliza as infraestruturas tecnológicas 
necessárias. 
No papel de Regulador do Pix, o Banco Central determina diversas regras que os participantes 
– dos quais falaremos na próxima seção – precisam seguir, das quais são exemplo: 
• Testes prévios e requisitos para participação no Pix. 
• Níveis mínimos de serviço, contemplando disponibilidade para os usuários e tempos 
máximos para concluir as transações. 
• Participação obrigatória para grandes bancos e grandes instituições de pagamentos. 
• Isenções para pessoas físicas e padrões de tarifas. 
• Prestação de informações para o Banco Central. 
São previstas penalidades (multa, suspensão ou exclusão) em caso de descumprimento das 
regras estabelecidas. 
No papel de Gestor das plataformas, o Banco Central disponibiliza, para os participantes, dois 
sistemas: 
▶ DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais) 
o de forma técnica, é a base única e centralizada de endereçamento. 
o de forma mais simples, é um sistema onde ficam cadastradas e atualizadas todas as 
Chaves Pix. 
o quando você cadastra seu CPF como chave para sua conta no Banco do Brasil, ele 
cadastra lá no DICT. Assim, se seu cunhado decidir te pagar usando a conta dele 
na Caixa e seu CPF, a Caixa vai saber que aquele CPF está vinculado a uma conta 
no BB. 
o os participantes são obrigados a manter as chaves atualizadas. 
▶ SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) 
o o sistema centralizado liquidação das transações, que funciona como LBTR. 
o onde ocorrem, efetivamente, as transferências de recursos entre as instituições. 
o só para você ter uma noção do funcionamento, quando você faz um pagamento 
por Pix da sua conta no Banco do Brasil para uma conta do seu amigo na Caixa: 
1. o BB debita sua conta. 
2. o BB envia uma mensagem para o SPI avisando para debitar a conta do 
próprio BB e creditar a conta da Caixa. 
3. O SPI debita a conta do BB envia a mensagem para a Caixa. 
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4. A Caixa confirma que a conta do seu amigo pode receber o pagamento. 
5. O SPI credita a conta da Caixa. 
6. A Caixa credita a conta do seu amigo. 
No exemplo usei o BB e a Caixa porque esse é o caso mais simples, onde ambos são o que 
chamamos de participantes diretos no SPI. 
Isso significa que eles têm uma conta lá no Banco Central chamada de “conta de pagamentos 
instantâneos”, ou simplesmente Conta PI. É essa conta que os participantes usam para pagar e 
receber Pix entre si. 
Contudo, a realidade é mais complexa, pois há diversas modalidades de participação e papeis 
que as instituições podem desempenhar no Pix. Vamos falar sobre isso na próxima parte, onde 
conheceremos mais a fundo os participantes e sua atuação. 
2.4 Participantes 
Para construir esta parte da aula, nós vamos ilustrar uma situação na qual percorreremos o 
caminho mais complexo que um pagamento no Pix pode tomar. Assim, vou apresentando a você 
cada tipo de instituição participante conforme eles aparecerem. 
E como indiquei, será complexo mesmo. Mas no final terá um esquema que vai clarear as coisas. 
E lembre-se do motivo de estarmos aqui! Eu lembro, e vou dar meu máximo para tornar o 
extenso conteúdo menos complicado, mas não vou aliviar. 
E quero que você não se preocupe com os débitos e créditos, e sim concentre-se no papel de 
cada participante. No final, tem um esquema feito pelo BC. Se ficar confuso, consulte-o 
conforme lê a aula. 
Combinado? Vamos lá! 
Tudo começa quando você acorda com aquela inspiração e decide começar a treinar pesado e 
contratar um personal trainer. Você encontra o profissional que agrada, e combina de pagar a 
primeira sessão por Pix. 
Então, ele indica para você fazer o pagamento pelo aplicativo da Maromba Pagamentos Ltda., 
que participa do Pix como iniciador de transação de pagamento1. 
Participar nessa modalidade significa que a Maromba Pagamentos é uma instituição que: 
▶ Não gerencia conta de pagamento; 
▶ Não possui, em momento algum, os fundos que serão transferidos; 
▶ Não pode: 
o armazenar dados relacionados com as credenciais dos usuários; 
 
1 A figura de iniciador está prevista para o final de 2021, então ainda não existem instituições atuando nesse papel. 
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o exigir do usuário final quaisquer outros dados além dos necessários para prestar o 
serviço de iniciação da transação de pagamento; 
o utilizar, armazenar ou acessar os dados para outra finalidade que não seja a 
prestação do serviço de iniciação de transação de pagamento expressamente 
solicitado pelo usuário final; 
o alterar o montante ou qualquer outro elemento da transação de pagamento 
autorizada pelo usuário final; e 
o iniciar transação de pagamento envolvendo conta de pagamento mantida por 
instituição não integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro. 
Então, a Maromba Pagamentos vai apenas se comunicar com a instituição na qual está sua conta 
que você deseja realizar um pagamento, e dar os detalhes desse pagamento, incluindo o CPF 
de seu personal, que é a chave Pix que ele cadastrou na conta dele na Cooperativa de Crédito 
dos Profissionais de Educação Física, a Coopef. Mas segure essa informação um pouco. 
Sua conta, onde está seu dinheiro para pagar o personal, é na Cooperativa de Crédito dos 
Futuros Funcionários do Banco do Brasil, ou simplesmente Coopffubra, que participa do Pix 
como provedor de conta transacional. 
Com a mensagem da Maromba Pagamentos, a Coopffubra sabe o que tem que fazer, que é 
enviar tirar o dinheiro da sua conta e enviar o pagamento para a conta do personal na Coopef. 
Assim, a Coopffubra debita sua conta. 
Mas acontece que a Coopffubra não tem uma conta PI, então ela nem tem como enviar aquela 
mensagem para o SPI que o BB enviou no nosso exemplo anterior. Ela é um participante 
indireto no Pix. Para realizar as transações, ela precisa que um participante direto, como o BB, 
cadastre-a como seu participante indireto. E foi isso mesmo que ela fez previamente, então basta 
avisar para que o BB tome as providências. 
Assim, o Banco do Brasil vai debitar uma conta que a Coopffubra tem no próprio BB e, 
participante direto, detentor de conta PI, vai atuar como liquidante especial noSPI. 
O BB vai consultar o DICT para saber os dados vinculados àquele CPF, e então enviar a 
mensagem para o SPI avisando para debitar sua conta PI e creditar a conta da Caixa, que é o 
participante direto da Coopef, também um participante indireto. 
A Caixa, também atuando como liquidante especial, vai receber o crédito na conta PI dela e 
creditar a conta da Coopef que, finalmente, vai creditar a conta do seu personal. 
E antes que você desanime e desista de treinar pesado porque cansou só com esse pagamento, 
saiba que isso tudo ocorre em apenas alguns segundos e que para você, usuário, foi necessário 
apenas digitar a chave Pix do seu personal e o valor no aplicativo da Maromba Pagamentos. 
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Disponível em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/papeldobcpix?modalAberto=regulamentacao_pix 
Agora que você conhece as modalidades de participação no Pix, vamos fechar essa aula com 
alguns números interessantes. Você não precisa decorá-los, é claro, mas ajuda ter uma noção do 
que está acontecendo. 
 
2.5 Evolução do Pix 
Para começar, atualmente temos 755 instituições participantes do Pix, nas modalidades que 
acabamos de conhecer. 
A adesão ao novo meio de pagamento pelos brasileiros foi muito alta. Em poucos meses de 
funcionamento, em maio de 2021, cerca de 68 milhões de brasileiros já fizeram ao menos um 
pagamento via Pix, e 73 milhões já receberam. 
Foram, até aqui, quase 400 milhões de transações, com valores diários variando bastante de 
acordo com o dia da semana, mas variando entre 2 e 17 bilhões de reais por dia, 
aproximadamente. Nada mal para um meio de pagamento novo, né? 
Enquanto a adesão segue aumentando e a sociedade vai se habituando a pagar e receber com 
Pix, a agenda evolutiva do Banco Central prevê diversas novidades, algumas já implementadas: 
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▶ Conta salário no Pix (2º Trimestre 2021): Inclusão da conta salário na lista de contas 
movimentáveis por Pix. 
▶ Pix cobrança (2º Trimestre 2021 a 2º Trimestre 2022) 
o pagamentos com vencimentos para pagamento em data futura, podendo incluir 
juros, multas, acréscimos, descontos e outros abatimentos. (Concluído) 
o padronização de arquivo de remessa e retorno para viabilizar gestão de cobranças 
em lote. (4ºtri/21) 
o duplicata no Pix que permitirá a antecipação do cobranças o Pix. (2ºtri/22) 
▶ Mecanismo especial de devolução (3º Trimestre 2021): possibilidade de devolução ágil 
de recursos pela instituição recebedora, em casos de fundada suspeita de fraude ou falha 
operacional nos sistemas das instituições participantes 
▶ Pix saque e Pix troco (3º Trimestre 2021): opção de obtenção de dinheiro em espécie 
diretamente do lojista e para facilitar a gestão de numerário dos estabelecimentos. 
▶ Iniciador de pagamentos no Pix (4º Trimestre 2021): regulação para que iniciadores 
poderão ser participantes do Pix, agregando ainda mais competição ao arranjo. 
▶ Pix por aproximação (4º Trimestre 2021) 
▶ Pix Offline (4º Trimestre 2021): realização de Pix mesmo estando offline, ampliando o 
acesso da sociedade ao Pix. 
▶ Pix Garantido (2º Trimestre 2022): parcelamento de compras no Pix. 
▶ Débito automático no Pix (2º Trimestre 2022): pagamentos recorrentes por meio do Pix. 
Também se fala na possiblidade de transações internacionais com o Pix, mas ainda não consta 
na agenda disponível no site do BCB. 
Aqui, faço o alerta de que é muito improvável que a banca cobre as datas previstas para cada 
novidade, mas o fato de a novidade estar prevista é algo possível de aparecer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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==13e211==
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RESUMO E ESQUEMAS DA AULA 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), é o conjunto de entidades e 
sistemas que atuam para realizar as transferências de recursos do SFN. Em outras 
palavras, o SPB é a infraestrutura que proporciona a liquidação e a custódia de 
recursos no Brasil. 
 
IMF 
 
São as entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro. 
 
 
 
 
 
Sistema de Transferências de 
Fundos
oSistema de Transferência de Reservas 
(STR) 
oCentralizadora da Compensação de 
Cheques (Compe) 
oSistema de Liquidação Financeira 
Multibandeiras (Cielo)
oSistema de Liquidação Doméstica 
(Rede)
oSistema de Liquidação Diferida das 
Transferências Interbancárias de Ordens 
de Crédito (Siloc) 
oSistema de Transferência de Fundos 
(Sitraf)
oSistema de Pagamentos Instantâneos 
(SPI)
Sistemas de liquidação de 
operações com títulos, valores 
mobiliários, derivativos e câmbio
oSistema Especial de Liquidação e de 
Custódia (Selic)
oSistema de Registro, de Compensação, de 
Liquidação e Custódia da Cetip S.A. –
Mercados Organizados (Cetip/B3)
oCentral de Cessão de Crédito (C3)
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Operações de Câmbio da B3
oCâmara de Compensação, Liquidação e 
Gerenciamento de Riscos de Operações no 
Segmento Bovespa e da Central Depositária 
de Ativos (CBLC) 
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Ativos da B3
oCâmara de Registro, Compensação e 
Liquidação de Operações de Derivativos da 
B3
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ESTRUTURA SIMPLIFICADA DO SRT 
 
 
 
 
TIPOS DE LIQUIDAÇÃO 
 
LDL
• liquidação diferida 
líquida
• maior risco de liquidez
• menor fluxo de recursos
LBTR
• liquidação bruta em 
tempo real
• menor risco de liquidez
• maior fluxo de recursos
Híbrido
• uma combinação das 
características do LDL e 
do LBTR
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CARACTERÍSTICAS DO PIX 
 
 
 
FORMAS DE ENVIAR PAGAMENTOS NO PIX 
Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB
Conjunto de 
entidades e 
sistemas que 
atuam para 
realizar as 
transferência
s de recursos 
do SFN
Pagamento Instanâneo Basileiro - PIX
Meio de 
pagamento 
instantâneo
Ecossistema de 
pagamentos 
Instantâneos
Sistema de Pagamento Instantâneos - SPI
sistema de liquidação de obrigações
• As transações 
são concluídas 
em poucos 
segundos, e o 
dinheiro fica 
disponível para o 
recebedor em 
instantes.
Rápido
• Os pagamentos 
podem ser feitos 
a qualquer hora 
do dia e em 
qualquer dia da 
semana (24x7).
Disponível
• As transações 
são gratuitas para 
pessoas físicas, e 
têm baixo custo 
nos demais 
casos.
Barato
• Pode ser utilizado 
para transferir 
dinheiro, mas 
também para 
pagar contas, 
impostos e 
compras.
Versátil
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DIAGRAMA DE UM PAGAMENTO NO PIX COM FOCO NOS PARTICIPANTES 
 
 
 
•A chave pix pode ser um 
endereço de e-mail, um 
número de telefone, o 
CPF/CNPJ ou um número 
aleatório (chave aleatória) 
criado especificamente para 
essa finalidade.
•O usuário recebedor 
cadastra as chaves que 
desejar em seu banco, 
vinculando-as à sua conta.
Chave Pix
•Há QR Codes estáticos e 
dinâmicos.
•O QR Code estático permite 
que o recebedor determine 
um valor único ou que o 
pagador informe o valor.
•O QR Code dinâmico é 
gerado por um sistema 
exclusivamente para cada 
transação.
•Na verdade, o QR Code 
também contém as 
informações de uma chave 
Pix, mas o usuário pagador 
não precisa conhecer ou 
digitar essa informação.
QR Code
•Essa pouca gente sabe, mas 
um Pix pode ser feito com os 
dadosbancários 
"tradicionais": agência, conta 
e CPF/CNPJ do recebedor.
•Nesse caso, o pagador 
preenche os mesmos 
campos que preencheria 
para fazer um DOC ou uma 
TED, mas o pagamento é 
instantâneo e 24x7.
•Portanto, o recebedor não
precisa ter uma chave Pix 
cadastrada.
Dados 
bancários
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QUESTÕES COMENTADAS 
Sistema de Pagamentos Brasileiro 
1. (2014/FGV/BNB/Analista Bancário) 
Sobre o SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), é correto afirmar que: 
a) o SPB não possui interligação de nenhuma ordem com o Banco Central; 
b) uma das funções do SPB é dar maior agilidade e segurança às transações bancárias; 
c) o SPB diminuiu a carga de trabalho do BACEN, estimulando a criação e o desenvolvimento 
de sistemas e procedimentos que não se relacionam com a transferência de recursos 
financeiros; 
d) os princípios básicos de funcionamento do SPB foram estabelecidos pelo Conselho 
Monetário Nacional (CMN) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM); 
e) o SPB é responsável pelo controle e fiscalização dos bancos de varejo no Brasil. 
Comentários: 
O Banco Central é tanto operador como normatizador e vigilante do SPB, o que torna a 
alternativa “a” errada. 
Em “b”, temos nosso gabarito. Sem dúvidas agilidade e segurança nas transações é uma função 
do SPB. 
Como assim, alternativa “c”? Bastante errado esse negócio de “sistemas e procedimentos que 
não se relacionam com a transferência de recursos financeiros”. O SPB tem tudo a ver com 
transferência de recursos financeiros. 
Troque “CVM” por “BCB” na alternativa “d”, e estaria correto. 
Por fim, o erro da alternativa “e” está em afirmar que o SPB, que é um sistema, seria responsável 
pela fiscalização de bancos, algo que também é atribuição do Banco Central. 
Gabarito: “b” 
 
2. (2015/VUNESP/CM JABO/Agente - Contábil e Financeiro) 
Compreende as entidades, os sistemas e os procedimentos relacionados com o processamento 
e a liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira 
ou com ativos financeiros e valores mobiliários. São integrantes, os serviços de compensação 
de cheques, de compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de crédito, de 
transferência de fundos e de outros ativos financeiros, de compensação e de liquidação de 
operações com títulos e valores mobiliários, de compensação e de liquidação de operações 
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realizadas em bolsas de mercadorias e de futuros, e outros, chamados coletivamente de 
entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF). 
O texto trata 
a) do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB. 
b) do Sistema de Compensação Financeiras – SCF. 
c) da Câmara de Compensação Financeira – CCF. 
d) do Sistema de Liquidação de Operações – SLO. 
e) do Sistema Financeiro Brasileiro – SFB. 
Comentários: 
Dado o contexto da aula, fica difícil errar essa questão, né? O enunciado foi copiado do site do 
Banco Central, e está completamente correto. Mas vamos aproveitar para relembrar algumas 
coisas. 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), é o conjunto de entidades e sistemas que atuam 
para realizar as transferências de recursos do SFN. Em outras palavras, o SPB é a infraestrutura 
que proporciona a liquidação e a custódia de recursos no Brasil. 
E como o SPB é a infraestrutura do mercado financeiro, as entidades que o compõem recebem 
o nome de entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF). 
IMF 
 
São as entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro. 
Além das IMF, responsáveis pelos sistemas que compõem o SPB, também fazem parte dele as 
instituições de pagamento e os arranjos de pagamento. 
Gabarito: “a” 
 
3. (2010/CEBRASPE-CESPE/CEF/Tecnologia da Informação) 
Com relação a formas de liquidação no sistema de pagamentos brasileiro, julgue os seguintes 
itens. 
I Nos sistemas de liquidação diferida, a liquidação financeira deve ser precedida de 
compensação. 
II Nos sistemas de liquidação bruta em tempo real, a liquidação financeira interbancária deve 
ser feita diretamente na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
III A liquidação financeira interbancária é definitiva no momento em que efetuadas as 
movimentações resultantes na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
Assinale a opção correta. 
a) Nenhum item está certo. 
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b) Apenas o item I está certo 
c) Apenas o item II está certo. 
d) Apenas o item III está certo. 
e) Todos os itens estão certos. 
Comentários: 
Vamos analisar cada uma das afirmações. 
I Nos sistemas de liquidação diferida, a liquidação financeira deve ser precedida de 
compensação. 
Perfeito! Nos sistemas do tipo LDL (Liquidação Diferida Líquida), as liquidações ocorrem, como 
o nome indica, no “futuro” (diferida) e pelo valor do saldo final (líquido) de todas as operações 
entre os participantes. Isso significa as operações elas são compensadas. Isso já elimina as 
alternativas “a”, “c” e “d”. 
II Nos sistemas de liquidação bruta em tempo real, a liquidação financeira interbancária deve ser 
feita diretamente na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
De fato, essa é a única forma de garantir que os recursos para liquidar as operações existem. 
Vimos também que o STR, sistema que opera em LBTR, é onde são liquidadas todas as 
transferências interbancárias de fundos. Já temos nosso gabarito, a letra “e”. 
III A liquidação financeira interbancária é definitiva no momento em que efetuadas as 
movimentações resultantes na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
Isso mesmo, e ocorre no STR. 
Gabarito: “e” 
 
4. (2014/CEBRASPE-CESPE/CEF/TBN) 
Julgue o item que se segue, referente ao SPB. 
A conta de reserva bancária é de titularidade obrigatória para os bancos de investimento e 
bancos múltiplos sem carteira comercial. 
Comentários: 
Não. A conta de Reservas Bancárias é facultativa para bancos de investimento, bancos de 
câmbio, bancos de desenvolvimento e bancos múltiplos sem carteira comercial. 
Gabarito: Errado 
 
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5. (2014/CEBRASPE-CESPE/CEF/TBN) 
Acerca do Sistema de Pagamentos Brasileiro, julgue o item que se segue. 
A titularidade de conta reservas bancárias é obrigatória para os bancos comerciais, os bancos 
múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas. 
Comentários: 
Agora sim. A conta de Reservas Bancárias é obrigatória para bancos comerciais, bancos múltiplos 
com carteira comercial e para a Caixa Econômica Federa. 
Gabarito: Certo 
 
6. (2013/CEBRASPE-CESPE/Banco Central do Brasil/Analista) 
Acerca do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), julgue o 
item subsecutivo. 
O Sistema de Transferência de Reservas é um sistema de transferência de fundos híbrido, pois 
reúne características dos sistemas de liquidação diferida com compensação de obrigações e 
dos sistemas de liquidação bruta em tempo real. 
Comentários: 
Isso, simplesmente, não é verdade. O STR é um sistema de liquidação bruta em tempo real 
“puro”. 
Gabarito: Errado 
 
7. (2013/CEBRASPE-CESPE/Banco Central do Brasil/Analista) 
Acerca do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), julgue o 
item subsecutivo. 
No SPB, atualmente, qualquer transferência de fundos entre contas de reservas bancárias é 
condicionada à existência de saldo suficiente na conta do emitente da ordem. 
Comentários:Realmente. Essas transferências entre contas de reservas bancárias são realizadas no STR, que 
realmente exige a existência de saldo suficiente para liquidação da ordem. 
Gabarito: Certo 
 
 
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8. (2014/IADES/METRO DF/Operador Metroferroviário Júnior) 
Os bancos oferecem diversas formas de movimentação de recursos financeiros. Uma dessas 
formas é a transferência de recursos para crédito no mesmo dia, na qual uma pessoa física ou 
jurídica, correntista ou não, faz transferências interbancárias de valores, sendo viabilizada por 
meio do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
As informações apresentadas se referem à (ao) 
a) CPMF. 
b) DOC. 
c) CDB. 
d) TED. 
e) RDB. 
Comentários: 
CPMF é um tributo, CDB e RDB são títulos emitidos por bancos, então pode tirar as alternativas 
“a”, “c” e “e” do rol de elegíveis a gabarito. Não tem nada a ver. 
Agora, observe que o enunciado fala em “crédito no mesmo dia”, deixando-nos apenas a TED 
como opção, já que o crédito do DOC ocorre no dia seguinte (D+1). 
Gabarito: “d” 
 
9. (2012/IDECAN/BANESTES/Técnico Bancário) 
Sobre o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), analise. 
I. Apresenta alto grau de automação, com crescente utilização de meios eletrônicos para 
transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados 
em papel. 
II. Com a implantação e evolução do Sistema de Pagamentos Brasileiro, atualmente, todas as 
transferências de fundos entre contas de reservas bancárias têm de ser feitas por intermédio do 
STR – Sistema de Transferência de Reservas. 
III. Em 1988, entrou em operação um sistema de liquidação bruta em tempo real, o Sistema de 
Transferência de Reservas – STR, operado pelo Banco do Brasil, o qual somente foi transferido 
para o Banco Central do Brasil, em 2002. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
a) I 
b) II 
c) I, III 
d) I, II 
e) I, II, III 
Comentários: 
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Vamos às afirmações! 
I. Apresenta alto grau de automação, com crescente utilização de meios eletrônicos para 
transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados 
em papel. 
É mesmo! Desde a digitalização dos cheques na Compe até a escrituração total dos títulos da 
Cetip, nota-se a mencionada crescente utilização de meios eletrônicos. Mas essa era mais fácil. 
Seria difícil imaginar o SPB indo na contramão do progresso, né? 
II. Com a implantação e evolução do Sistema de Pagamentos Brasileiro, atualmente, todas as 
transferências de fundos entre contas de reservas bancárias têm de ser feitas por intermédio do 
STR – Sistema de Transferência de Reservas. 
Isso é fato. Atualmente, a liquidação financeira final de todas as transações interbancárias ocorre 
no STR. Com isso, ficamos entre “d” e “e”. 
III. Em 1988, entrou em operação um sistema de liquidação bruta em tempo real, o Sistema de 
Transferência de Reservas – STR, operado pelo Banco do Brasil, o qual somente foi transferido 
para o Banco Central do Brasil, em 2002. 
O STR nunca foi operado pelo BB. Ele nasceu no BCB em 2002. Portanto, essa afirmativa está 
errada, fornecendo-nos o gabarito. 
Gabarito: “d” 
 
10. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item que se segue, a respeito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
O Banco Central do Brasil atua como provedor de serviços de liquidação, operando o Sistema 
de Transferência de Reservas, no qual ocorre a liquidação final de todas as obrigações 
financeiras do Sistema Financeiro Nacional. 
Comentários: 
Definição perfeita. Além de regulador e vigilante do SPB, o Banco Central também é provedor 
de serviços, sendo operador do STR, que de fato funciona como afirmado na questão. 
Gabarito: Certo 
 
11. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item seguinte, acerca dos serviços de compensação de cheques e outros títulos. 
A Centralizadora da Compensação de Cheques (COMPE), sistema operado pelo Banco do 
Brasil S.A., é responsável pela compensação interbancária de cheques. 
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Comentários: 
Também está correto. Operada pelo Banco do Brasil S.A. e regulamentada na Circular nº 
3.532/2011 do BCB, a Compe é responsável por liquidar, digitalmente, cheques de valor inferior 
ao VRLB, atualmente em R$250 mil. 
As instituições financeiras obrigadas a possuir conta de reserva ou de liquidação que possuem 
contas de depósitos movimentáveis por cheques também são obrigadas a participar da Compe. 
A Compe funciona na forma de liquidação diferida líquida (LDL), com dois processamentos por 
dia, ou seja, as obrigações são consolidadas em dois momentos distintos ao longo do dia, e o 
valor líquido é compensado. 
Gabarito: Certo 
 
12. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item que se segue, a respeito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
As operações com títulos públicos federais são liquidadas financeiramente no Sistema Especial 
de Liquidação e de Custódia (SELIC), que integra o SPB como uma infraestrutura do mercado 
financeiro. 
Comentários: 
A banca considerou essa questão correta, mas eu discordo. Por quê? Bem, a liquidação 
financeira dessas operações não ocorre no Selic, mas sim no STR. 
Olha o que consta na Circular do BCB nº 3.587/2012, normativo vigente que regula o Selic: 
Art. 8º A liquidação financeira de operação, própria ou de cliente, do participante 
observará o seguinte: 
I - se liquidante, deve ser sempre realizada na conta de sua titularidade no STR; e 
II - se não liquidante, pode ser realizada na conta de qualquer participante liquidante no 
STR, ressalvado o disposto nos arts. 9º e 66. (Redação dada, a partir de 19/8/2019, pela 
Circular nº 3.954, de 10/7/2019.) 
Os artigos 9º e 66 mencionados dispõem sobre hipóteses residuais de liquidação financeira em 
contas de liquidação, ou seja, não ocorrem no Selic. 
O que fazer? Marcar o que realmente é correto e, se a banca insistir nesse erro, impetrar recurso. 
Provavelmente ninguém fez isso. 
Gabarito: Certo* 
 
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13. (2016/FCC/ARSETE/Economista) 
No sistema de pagamentos brasileiro, 
a) a BM&FBOVESPA atua como operadora do Sistema de Transferência de Reservas – STR. 
b) a CETIP é depositária dos títulos que compõem a dívida pública federal interna. 
c) todos os arranjos e as instituições de pagamento, regulamentadas em 2013, passaram a fazer 
parte do sistema de pagamentos. 
d) os riscos de liquidação, como riscos de crédito e de liquidez, foram reduzidos com a reforma 
implementada a partir de 2002 pelo Banco Central do Brasil. 
e) operar como contraparte central é função exclusiva do Banco Central do Brasil. 
Comentários: 
Vejamos as alternativas. 
a) a BM&FBOVESPA atua como operadora do Sistema de Transferência de Reservas – STR. 
Nunca atuou. Quem opera o STR é o Banco Central. Alternativa errada. 
b) a CETIP é depositária dos títulos que compõem a dívida pública federal interna. 
Não. Isso é com o Selic, operado, também, pelo Banco Central. 
d) os riscos de liquidação, como riscos de crédito e de liquidez, foram reduzidos com a reforma 
implementada a partir de 2002 pelo Banco Central do Brasil. 
Isso sim está correto, e trata da implementação do STR, que diminuiu os riscos mencionados por 
meio do sistema LBTR. 
e) operar como contraparte central é função exclusiva do Banco Central do Brasil. 
Atuar como contraparte central(CPC) significa assumir o risco de crédito uma ou ambas as partes 
de uma transação e prestar serviços de compensação e liquidação para transações em câmbio, 
valores mobiliários, opções e contratos de derivativos. Como é algo muito raro de cair, limito-me 
a informar que não é algo exclusivo do BC. A B3, por exemplo, atua como contraparte central. 
Gabarito: “d” 
 
Pix e Sistema de Pagamentos Instantâneos 
14. (2020/IDCAP/SAAE IBIRAÇU/Auxiliar) 
O Banco Central Brasileiro entrou para a era dos bancos digitais e criou um meio de realização 
de transações bancárias que promete ser mais rápido e prático e pode ser utilizado nas 
plataformas de qualquer instituição bancária. A novidade do BC é chamada de: 
a) Bank-x. 
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b) Finanx. 
c) Bits. 
d) Pix. 
e) Financis. 
Comentários: 
Bem, essa é só para aquecer. O meio de pagamento mais rápido e prático, que pode ser utilizado 
na plataforma de qualquer instituição bancária (desde que seja participante, e nisso o enunciado 
“pecou”), é o Pix. 
Gabarito: “d” 
 
15. (2020/IDIB/CM CONDADO/Auxiliar Legislativo) 
Está programada para o dia 16 de novembro de 2020 a entrada em vigor do Pix, o novo sistema 
de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central. A respeito das características 
e vantagens dessa modalidade de pagamento, assinale a alternativa correta. 
a) Para enviar recursos para uma pessoa, o emissor do Pix deverá ter acesso à chave pública e 
à chave privada do destinatário do crédito, o que garantirá mais segurança às transações 
financeiras e evitará fraudes. 
b) A principal vantagem do Pix é a possibilidade de transferir recursos entre contas de bancos 
diferentes de modo instantâneo, em qualquer dia e horário, incluindo finais de semana e 
feriados. 
c) O Pix eliminará, já na sua fase inicial, o uso dos cartões de débito e crédito e a necessidade 
dos lojistas de manter contratos com as administradoras de cartões, diminuindo sensivelmente 
as despesas de vendas. 
d) Uma das formas de receber recursos via Pix será por meio do envio do código de barras 
pessoal para a pessoa que deverá efetuar o pagamento, o que irá reduzir os erros de digitação 
e as devoluções que tanto acontecem com as Teds e os Docs. 
Comentários: 
Essa questão já é um pouco mais bem elaborada, então vejamos cada uma das alternativas. 
a) Para enviar recursos para uma pessoa, o emissor do Pix deverá ter acesso à chave pública e à 
chave privada do destinatário do crédito, o que garantirá mais segurança às transações financeiras 
e evitará fraudes. 
O emissor pode fazer pagamentos utilizando a chave Pix do destinatário. Mas além de não ser 
a única forma, pois os pagamentos podem ser feitos com os dados bancários, os nomes “chave 
pública” e “chave privada” são relacionados a outros assuntos de TI (integração de sistemas e 
APIs), que fogem ao escopo da nossa aula. 
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b) A principal vantagem do Pix é a possibilidade de transferir recursos entre contas de bancos 
diferentes de modo instantâneo, em qualquer dia e horário, incluindo finais de semana e feriados. 
Correto! Essas são algumas das vantagens do Pix em relação aos outros meios de pagamentos: 
o fato de ser instantâneo e 24x7 (vinte quatro por sete). 
c) O Pix eliminará, já na sua fase inicial, o uso dos cartões de débito e crédito e a necessidade dos 
lojistas de manter contratos com as administradoras de cartões, diminuindo sensivelmente as 
despesas de vendas. 
Errado. Apesar de prever funcionalidades que pode vir a substituir os cartões de crédito, como 
o Pix Garantido, elas não estavam disponíveis “já na fase inicial”. 
d) Uma das formas de receber recursos via Pix será por meio do envio do código de barras pessoal 
para a pessoa que deverá efetuar o pagamento, o que irá reduzir os erros de digitação e as 
devoluções que tanto acontecem com as Teds e os Docs. 
Troque “código de barras” por “QR Code” e a alternativa estaria correta. Afinal, apesar de ter 
algumas semelhanças, o QR Code não é um código de barras. 
Gabarito: “b” 
 
16. (2020/EDUCA-PB/PREF SÃO FRANCISCO-PB/Procurador Jurídico) 
A partir de 16/11/2020, o Pix estará amplamente disponível para pagamentos e transferências. 
Mas, desde 05/10/2020, os consumidores já podem acessar sua conta pelo aplicativo celular e 
fazer o registro das chaves Pix para receber de forma mais fácil, ou seja, associar às suas contas 
um método de identificação (número de celular, e-mail, CPF, CNPJ). 
(https://www.bcb.gov.br) 
No que se refere ao Pix, meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC), assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo. Qualquer pagamento ou 
transferência que hoje é feito usando diferentes meios (TED, cartão, boleto etc.), poderá ser 
feito com o Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular. 
b) As transferências tradicionais no Brasil são entre contas da mesma instituição (transferência 
simples) ou entre contas de instituições diferentes (TED e DOC). O Pix é mais uma opção 
disponível à população que convive com os tipos tradicionais. A diferença é que, com o Pix, não 
é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. 
c) As transações de pagamento por meio de boleto exigem a leitura de código de barras, 
enquanto o Pix pode fazer a leitura de um QR Code. 
d) No Pix a liquidação é em tempo real, o pagador e o recebedor são notificados a respeito da 
conclusão da transação, porém o pagamento não pode ser feito em qualquer dia ou horário. 
e) As transações de pagamento utilizando cartão de débito exigem uso de maquininhas ou 
instrumento similar. Com Pix, as transações podem ser iniciadas por meio do telefone celular, 
sem a necessidade de qualquer outro instrumento. 
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Comentários: 
Cuidado com essas questões que pedem a alternativa “incorreta”. Se passar batido, fica fácil 
perder pontos. 
Além disso, essa questão tem mais de uma alternativa incorreta. Infelizmente, faz parte do jogo, 
e você precisa, nesses casos, marcar a “mais incorreta”. 
a) O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo. Qualquer pagamento ou 
transferência que hoje é feito usando diferentes meios (TED, cartão, boleto etc.), poderá ser feito 
com o Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular. 
A despeito do tempo verbal no futuro, natural diante do fato de a questão ser anterior à 
implantação do Pix, a alternativa está correta. 
b) As transferências tradicionais no Brasil são entre contas da mesma instituição (transferência 
simples) ou entre contas de instituições diferentes (TED e DOC). O Pix é mais uma opção 
disponível à população que convive com os tipos tradicionais. A diferença é que, com o Pix, não 
é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. 
Tudo perfeito aqui também. Não é preciso saber onde o destinatário do pagamento tem conta, 
pois o pagamento pode ser feito com uma chave. 
c) As transações de pagamento por meio de boleto exigem a leitura de código de barras, 
enquanto o Pix pode fazer a leitura de um QR Code. 
Bom, a parte do Pix está correta, pois ele pode ser feito com o QR Code. A parte do boleto está 
errada, pois você pode pagar um boleto digitando os números, ou seja, sem ler o código de 
barras. Não é uma exigência, como a banca colocou. Eu colocaria um asterisco nessa alternativa 
e a marcaria no caso de não haver outra “mais errada”. 
d) No Pix a liquidação é em tempo real, o pagador e o recebedor são notificados a respeito da 
conclusão da transação, porém o pagamento não pode ser feito em qualquer dia ou horário.E aqui está a “mais errada”. E é muito errada mesmo, já que uma das principais características do 
Pix é que ele pode ser feito em qualquer dia ou horário, incluindo feriados. 
e) As transações de pagamento utilizando cartão de débito exigem uso de maquininhas ou 
instrumento similar. Com Pix, as transações podem ser iniciadas por meio do telefone celular, sem 
a necessidade de qualquer outro instrumento. 
Verdade. As transações podem ser feitas com o mobile banking ou outro aplicativo no celular do 
usuário. 
Gabarito: “d” 
 
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17. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
No que se refere ao Pix, meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC), assinale a 
alternativa correta: 
a) O termo Pix é incorretamente utilizado para se referir ao meio de pagamento instantâneo, 
pois ele se refere à infraestrutura composta pelos participantes e sistemas que realizam e 
processam esses pagamentos. 
b) O SPI, sistema de liquidação do Pix, funciona no sistema de liquidação diferida líquida (LDL). 
c) O Pix é considerado o núcleo do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB). 
d) Os pagamentos por meio do Pix ocorrem de forma instantânea, desde que iniciados em dias 
úteis. 
e) As transações no Pix são gratuitas para pessoas físicas. 
Comentários: 
Uma das regras do Pìx, determinadas pelo Banco Central, é a gratuidade para pessoas físicas, de 
forma que a alternativa “e” está correta. 
Vejamos os erros nas demais alternativas. 
a) O termo Pix é incorretamente utilizado para se referir ao meio de pagamento instantâneo, pois 
ele se refere à infraestrutura composta pelos participantes e sistemas que realizam e processam 
esses pagamentos. 
Nada disso. O próprio Banco Central define o Pix como “meio de pagamento” e também como 
“ecossistema”, podendo o termo ser aplicado, corretamente, nos dois sentidos. 
b) O SPI, sistema de liquidação do Pix, funciona no sistema de liquidação diferida líquida (LDL). 
Errado. O SPI é um sistema de liquidação bruta em tempo real (LBTR). 
c) O Pix é considerado o núcleo do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB). 
Errado também. Apesar de ser parte do SPB, o Pix não é seu núcleo. A título de curiosidade, pois 
o assunto não é de Atualidades do Mercado Financeiro, é o Sistema de Transferências de 
Reservas (STR), também administrado pelo Banco Central. 
d) Os pagamentos por meio do Pix ocorrem de forma instantânea, desde que iniciados em dias 
úteis. 
Errado. Mesmo se iniciados em finais de semana ou ferias, os pagamentos ocorrem de forma 
instantânea. 
Gabarito: “e” 
 
 
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18. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
Assinale a alternativa que contém apenas elementos que podem ser chaves Pix: 
a) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave aleatória. 
b) RG, CNPJ, número de telefone e chave aleatória. 
c) CPF, RG, endereço de e-mail e chave aleatória. 
d) CPF, CNPJ, chave aleatória e QR Code. 
e) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave privada. 
Comentários: 
A letra “a” está correta, e os erros das demais serão evidenciados a seguir: 
a) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave aleatória. CERTO 
b) RG, CNPJ, número de telefone e chave aleatória. O RG não pode ser chave Pix. 
c) CPF, RG, endereço de e-mail e chave aleatória. O RG não pode ser chave Pix. 
d) CPF, CNPJ, chave aleatória e QR Code. O QR Code não é chave Pix. Ele contém alguma chave, 
mas com ela não se confunde. 
e) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave privada. Chave privada não é um termo válido. 
Gabarito: “a” 
 
19. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
A respeito dos limites para transferências no Pix, é correto afirmar que 
a) atualmente podem ser realizados pagamentos apenas acima de R$10. 
b) é vedado, às instituições, a determinação de limite máximo. 
c) a solicitação, pelo usuário, de redução do limite máximo deve ser acatada imediatamente 
pela instituição participante. 
d) com base em critérios de prevenção à lavagem de dinheiro, a instituição participante pode 
determinar um valor mínimo. 
e) transações de valores superiores a R$1.000 só podem ser realizadas por meio de QR Code. 
Comentários: 
A letra “c” está correta. É uma determinação do Banco Central, visando a segurança dos usuários, 
que essas solicitações sejam prontamente acatadas. 
a) atualmente podem ser realizados pagamentos apenas acima de R$10. 
Não há limite mínimo. Na prática, podem ser realizados pagamentos de R$0,01. 
b) é vedado, às instituições, a determinação de limite máximo. 
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Errado. Com base em critérios para mitigação de riscos de fraude e de PLDFT (prevenção à 
lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo), as instituições podem determinar limites 
máximos. 
d) com base em critérios de prevenção à lavagem de dinheiro, a instituição participante pode 
determinar um valor mínimo. 
Opa, o valor que pode ser determinado é o máximo. 
e) transações de valores superiores a R$1.000 só podem ser realizadas por meio de QR Code. 
Essa, como se diz, “inventei da minha cabeça”, e simplesmente não é verdade. 
Gabarito: “c” 
 
20. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
O Banco Central atua como regulador e gestor do Pix. A respeito desses papeis, é correto 
afirmar que a autarquia 
a) define testes realizados pelas instituições apenas posteriores à entrada em produção no Pix. 
b) estabeleceu que a participação no Pix é facultativa para todas as instituições financeiras e 
demais instituições por ela autorizadas a funcionar. 
c) prevê penalidades de multa, suspensão ou exclusão para participantes que descumprirem as 
regras do ecossistema. 
d) supervisiona a instituição privada responsável pelo Diretório de Identificadores de Contas 
Transacionais (DICT). 
e) administra o Sistema de Transferências Rápida (STR), onde são liquidadas as operações 
realizadas por meio do Pix. 
Comentários: 
A letra “c” está correta. As penalidades previstas são essas mesmas, conforme o caso e a 
reincidência das instituições. 
As demais estão erradas, porque... 
a) define testes realizados pelas instituições apenas posteriores à entrada em produção no Pix. -> 
Os testes são prévios. 
b) estabeleceu que a participação no Pix é facultativa para todas as instituições financeiras e 
demais instituições por ela autorizadas a funcionar. 
A participação é obrigatória para algumas instituições, especificamente aquelas com grande 
número de contas transacionais. 
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d) supervisiona a instituição privada responsável pelo Diretório de Identificadores de Contas 
Transacionais (DICT). 
O próprio BC é o responsável pelo DICT, não havendo tal instituição privada. 
e) administra o Sistema de Transferências Rápida (STR), onde são liquidadas as operações 
realizadas por meio do Pix. 
Nessa caprichei. rs O STR é mesmo administrado pelo BC, mas ele é o Sistema de Transferências 
de Reservas, e as transações no PIX são liquidadas no SPI. 
Gabarito: “c” 
 
21. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
A respeito dos participantes do Pix e do Sistema de Pagamentos Instantâneos, é correto afirmar 
que o(a). 
a) iniciador de transação de pagamento gerencia contas de pagamentos. 
b) participante indireto possui conta de Pagamentos Instantâneos. 
c) o provedor de conta transacional pode ser participante direto ou indireto. 
d) o liquidante especial pode ser participante indireto. 
e) o SPI não é a infraestrutura única de liquidação. 
Comentários: 
O provedor de conta transacional é onde você pode ter sua conta corrente,de pagamentos, 
poupança ou (mais recentemente) salário. Ele pode ser participante direto no SPI, ou atuar de 
forma indireta. A letra “c” é nosso gabarito. 
As demais alternativas ficam certas se você usar a negativa, ou seja, estariam certas assim: 
a) iniciador de transação de pagamento NÃO gerencia contas de pagamentos. 
b) participante indireto NÃO possui conta de Pagamentos Instantâneos. 
d) o liquidante especial NÃO pode ser participante indireto, pois seu papel é justamente 
utilizar sua conta no SPI para prover a liquidação das transações. 
e) o SPI não é a infraestrutura única de liquidação. 
Gabarito: “c” 
 
 
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22. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
O Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020, obteve grande aderência 
da população e já faz parte dos hábitos de pagamentos dos brasileiros. De acordo com sua 
agenda evolutiva, NÃO está previsto o Pix 
a) Online. 
b) Saque. 
c) Troco. 
d) por Aproximação. 
e) Garantido. 
Comentários: 
O que não está previsto é o Pix Online. O Pix Offline é que está na agenda. Vamos revisá-la? 
▶ Conta salário no Pix (2º Trimestre 2021): Inclusão da conta salário na lista de contas 
movimentáveis por Pix. 
▶ Pix cobrança (2º Trimestre 2021 a 2º Trimestre 2022) 
o pagamentos com vencimentos para pagamento em data futura, podendo incluir 
juros, multas, acréscimos, descontos e outros abatimentos. (Concluído) 
o padronização de arquivo de remessa e retorno para viabilizar gestão de cobranças 
em lote. (4ºtri/21) 
o duplicata no Pix que permitirá a antecipação do cobranças o Pix. (2ºtri/22) 
▶ Mecanismo especial de devolução (3º Trimestre 2021): possibilidade de devolução ágil 
de recursos pela instituição recebedora, em casos de fundada suspeita de fraude ou falha 
operacional nos sistemas das instituições participantes 
▶ Pix saque e Pix troco (3º Trimestre 2021): opção de obtenção de dinheiro em espécie 
diretamente do lojista e para facilitar a gestão de numerário dos estabelecimentos. 
▶ Iniciador de pagamentos no Pix (4º Trimestre 2021): regulação para que iniciadores 
poderão ser participantes do Pix, agregando ainda mais competição ao arranjo. 
▶ Pix por aproximação (4º Trimestre 2021) 
▶ Pix Offline (4º Trimestre 2021): realização de Pix mesmo estando offline, ampliando o 
acesso da sociedade ao Pix. 
▶ Pix Garantido (2º Trimestre 2022): parcelamento de compras no Pix. 
▶ Débito automático no Pix (2º Trimestre 2022): pagamentos recorrentes por meio do Pix. 
Gabarito: “a’ 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (2014/FGV/BNB/Analista Bancário) 
Sobre o SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), é correto afirmar que: 
a) o SPB não possui interligação de nenhuma ordem com o Banco Central; 
b) uma das funções do SPB é dar maior agilidade e segurança às transações bancárias; 
c) o SPB diminuiu a carga de trabalho do BACEN, estimulando a criação e o desenvolvimento 
de sistemas e procedimentos que não se relacionam com a transferência de recursos 
financeiros; 
d) os princípios básicos de funcionamento do SPB foram estabelecidos pelo Conselho 
Monetário Nacional (CMN) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM); 
e) o SPB é responsável pelo controle e fiscalização dos bancos de varejo no Brasil. 
 
2. (2015/VUNESP/CM JABO/Agente - Contábil e Financeiro) 
Compreende as entidades, os sistemas e os procedimentos relacionados com o processamento 
e a liquidação de operações de transferência de fundos, de operações com moeda estrangeira 
ou com ativos financeiros e valores mobiliários. São integrantes, os serviços de compensação 
de cheques, de compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de crédito, de 
transferência de fundos e de outros ativos financeiros, de compensação e de liquidação de 
operações com títulos e valores mobiliários, de compensação e de liquidação de operações 
realizadas em bolsas de mercadorias e de futuros, e outros, chamados coletivamente de 
entidades operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF). 
O texto trata 
a) do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB. 
b) do Sistema de Compensação Financeiras – SCF. 
c) da Câmara de Compensação Financeira – CCF. 
d) do Sistema de Liquidação de Operações – SLO. 
e) do Sistema Financeiro Brasileiro – SFB. 
 
3. (2010/CEBRASPE-CESPE/CEF/Tecnologia da Informação) 
Com relação a formas de liquidação no sistema de pagamentos brasileiro, julgue os seguintes 
itens. 
I Nos sistemas de liquidação diferida, a liquidação financeira deve ser precedida de 
compensação. 
II Nos sistemas de liquidação bruta em tempo real, a liquidação financeira interbancária deve 
ser feita diretamente na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
III A liquidação financeira interbancária é definitiva no momento em que efetuadas as 
movimentações resultantes na conta de reservas bancárias, mantida no BACEN. 
Assinale a opção correta. 
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a) Nenhum item está certo. 
b) Apenas o item I está certo 
c) Apenas o item II está certo. 
d) Apenas o item III está certo. 
e) Todos os itens estão certos. 
 
4. (2014/CEBRASPE-CESPE/CEF/TBN) 
Julgue o item que se segue, referente ao SPB. 
A conta de reserva bancária é de titularidade obrigatória para os bancos de investimento e 
bancos múltiplos sem carteira comercial. 
 
5. (2014/CEBRASPE-CESPE/CEF/TBN) 
Acerca do Sistema de Pagamentos Brasileiro, julgue o item que se segue. 
A titularidade de conta reservas bancárias é obrigatória para os bancos comerciais, os bancos 
múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas. 
 
6. (2013/CEBRASPE-CESPE/Banco Central do Brasil/Analista) 
Acerca do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), julgue o 
item subsecutivo. 
O Sistema de Transferência de Reservas é um sistema de transferência de fundos híbrido, pois 
reúne características dos sistemas de liquidação diferida com compensação de obrigações e 
dos sistemas de liquidação bruta em tempo real. 
 
7. (2013/CEBRASPE-CESPE/Banco Central do Brasil/Analista) 
Acerca do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), julgue o 
item subsecutivo. 
No SPB, atualmente, qualquer transferência de fundos entre contas de reservas bancárias é 
condicionada à existência de saldo suficiente na conta do emitente da ordem. 
 
8. (2014/IADES/METRO DF/Operador Metroferroviário Júnior) 
Os bancos oferecem diversas formas de movimentação de recursos financeiros. Uma dessas 
formas é a transferência de recursos para crédito no mesmo dia, na qual uma pessoa física ou 
jurídica, correntista ou não, faz transferências interbancárias de valores, sendo viabilizada por 
meio do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
As informações apresentadas se referem à (ao) 
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a) CPMF. 
b) DOC. 
c) CDB. 
d) TED. 
e) RDB. 
 
9. (2012/IDECAN/BANESTES/Técnico Bancário) 
Sobre o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), analise. 
I. Apresenta alto grau de automação, com crescente utilização de meios eletrônicos para 
transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados 
em papel. 
II. Com a implantação e evolução do Sistema de Pagamentos Brasileiro, atualmente, todas as 
transferências de fundos entre contas de reservas bancárias têm de ser feitas por intermédio do 
STR – Sistema de Transferência de Reservas. 
III. Em 1988, entrouem operação um sistema de liquidação bruta em tempo real, o Sistema de 
Transferência de Reservas – STR, operado pelo Banco do Brasil, o qual somente foi transferido 
para o Banco Central do Brasil, em 2002. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
a) I 
b) II 
c) I, III 
d) I, II 
e) I, II, III 
 
10. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item que se segue, a respeito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
O Banco Central do Brasil atua como provedor de serviços de liquidação, operando o Sistema 
de Transferência de Reservas, no qual ocorre a liquidação final de todas as obrigações 
financeiras do Sistema Financeiro Nacional. 
 
11. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item seguinte, acerca dos serviços de compensação de cheques e outros títulos. 
A Centralizadora da Compensação de Cheques (COMPE), sistema operado pelo Banco do 
Brasil S.A., é responsável pela compensação interbancária de cheques. 
12. (2018/CEBRASPE-CESPE/BNB/Analista Bancário) 
Julgue o item que se segue, a respeito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). 
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As operações com títulos públicos federais são liquidadas financeiramente no Sistema Especial 
de Liquidação e de Custódia (SELIC), que integra o SPB como uma infraestrutura do mercado 
financeiro. 
 
13. (2016/FCC/ARSETE/Economista) 
No sistema de pagamentos brasileiro, 
a) a BM&FBOVESPA atua como operadora do Sistema de Transferência de Reservas – STR. 
b) a CETIP é depositária dos títulos que compõem a dívida pública federal interna. 
c) todos os arranjos e as instituições de pagamento, regulamentadas em 2013, passaram a fazer 
parte do sistema de pagamentos. 
d) os riscos de liquidação, como riscos de crédito e de liquidez, foram reduzidos com a reforma 
implementada a partir de 2002 pelo Banco Central do Brasil. 
e) operar como contraparte central é função exclusiva do Banco Central do Brasil. 
 
14. (2020/IDCAP/SAAE IBIRAÇU/Auxiliar) 
O Banco Central Brasileiro entrou para a era dos bancos digitais e criou um meio de realização 
de transações bancárias que promete ser mais rápido e prático e pode ser utilizado nas 
plataformas de qualquer instituição bancária. A novidade do BC é chamada de: 
a) Bank-x. 
b) Finanx. 
c) Bits. 
d) Pix. 
e) Financis. 
 
15. (2020/IDIB/CM CONDADO/Auxiliar Legislativo) 
Está programada para o dia 16 de novembro de 2020 a entrada em vigor do Pix, o novo sistema 
de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central. A respeito das características 
e vantagens dessa modalidade de pagamento, assinale a alternativa correta. 
a) Para enviar recursos para uma pessoa, o emissor do Pix deverá ter acesso à chave pública e 
à chave privada do destinatário do crédito, o que garantirá mais segurança às transações 
financeiras e evitará fraudes. 
b) A principal vantagem do Pix é a possibilidade de transferir recursos entre contas de bancos 
diferentes de modo instantâneo, em qualquer dia e horário, incluindo finais de semana e 
feriados. 
c) O Pix eliminará, já na sua fase inicial, o uso dos cartões de débito e crédito e a necessidade 
dos lojistas de manter contratos com as administradoras de cartões, diminuindo sensivelmente 
as despesas de vendas. 
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d) Uma das formas de receber recursos via Pix será por meio do envio do código de barras 
pessoal para a pessoa que deverá efetuar o pagamento, o que irá reduzir os erros de digitação 
e as devoluções que tanto acontecem com as Teds e os Docs. 
 
16. (2020/EDUCA-PB/PREF SÃO FRANCISCO-PB/Procurador Jurídico) 
A partir de 16/11/2020, o Pix estará amplamente disponível para pagamentos e transferências. 
Mas, desde 05/10/2020, os consumidores já podem acessar sua conta pelo aplicativo celular e 
fazer o registro das chaves Pix para receber de forma mais fácil, ou seja, associar às suas contas 
um método de identificação (número de celular, e-mail, CPF, CNPJ). 
(https://www.bcb.gov.br) 
No que se refere ao Pix, meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC), assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo. Qualquer pagamento ou 
transferência que hoje é feito usando diferentes meios (TED, cartão, boleto etc.), poderá ser 
feito com o Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular. 
b) As transferências tradicionais no Brasil são entre contas da mesma instituição (transferência 
simples) ou entre contas de instituições diferentes (TED e DOC). O Pix é mais uma opção 
disponível à população que convive com os tipos tradicionais. A diferença é que, com o Pix, não 
é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. 
c) As transações de pagamento por meio de boleto exigem a leitura de código de barras, 
enquanto o Pix pode fazer a leitura de um QR Code. 
d) No Pix a liquidação é em tempo real, o pagador e o recebedor são notificados a respeito da 
conclusão da transação, porém o pagamento não pode ser feito em qualquer dia ou horário. 
e) As transações de pagamento utilizando cartão de débito exigem uso de maquininhas ou 
instrumento similar. Com Pix, as transações podem ser iniciadas por meio do telefone celular, 
sem a necessidade de qualquer outro instrumento. 
 
17. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
No que se refere ao Pix, meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC), assinale a 
alternativa correta: 
a) O termo Pix é incorretamente utilizado para se referir ao meio de pagamento instantâneo, 
pois ele se refere à infraestrutura composta pelos participantes e sistemas que realizam e 
processam esses pagamentos. 
b) O SPI, sistema de liquidação do Pix, funciona no sistema de liquidação diferida líquida (LDL). 
c) O Pix é considerado o núcleo do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB). 
d) Os pagamentos por meio do Pix ocorrem de forma instantânea, desde que iniciados em dias 
úteis. 
e) As transações no Pix são gratuitas para pessoas físicas. 
 
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18. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
Assinale a alternativa que contém apenas elementos que podem ser chaves Pix: 
a) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave aleatória. 
b) RG, CNPJ, número de telefone e chave aleatória. 
c) CPF, RG, endereço de e-mail e chave aleatória. 
d) CPF, CNPJ, chave aleatória e QR Code. 
e) CPF, CNPJ, endereço de e-mail e chave privada. 
 
19. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
A respeito dos limites para transferências no Pix, é correto afirmar que 
a) atualmente podem ser realizados pagamentos apenas acima de R$10. 
b) é vedado, às instituições, a determinação de limite máximo. 
c) a solicitação, pelo usuário, de redução do limite máximo deve ser acatada imediatamente 
pela instituição participante. 
d) com base em critérios de prevenção à lavagem de dinheiro, a instituição participante pode 
determinar um valor mínimo. 
e) transações de valores superiores a R$1.000 só podem ser realizadas por meio de QR Code. 
 
20. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
O Banco Central atua como regulador e gestor do Pix. A respeito desses papeis, é correto 
afirmar que a autarquia 
a) define testes realizados pelas instituições apenas posteriores à entrada em produção no Pix. 
b) estabeleceu que a participação no Pix é facultativa para todas as instituições financeiras e 
demais instituições por ela autorizadas a funcionar. 
c) prevê penalidades de multa, suspensão ou exclusão para participantes que descumprirem as 
regras do ecossistema. 
d) supervisiona a instituição privada responsável pelo Diretório de Identificadores de Contas 
Transacionais (DICT). 
e) administra o Sistema de TransferênciasRápida (STR), onde são liquidadas as operações 
realizadas por meio do Pix. 
 
21. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
A respeito dos participantes do Pix e do Sistema de Pagamentos Instantâneos, é correto afirmar 
que o(a). 
a) iniciador de transação de pagamento gerencia contas de pagamentos. 
b) participante indireto possui conta de Pagamentos Instantâneos. 
c) o provedor de conta transacional pode ser participante direto ou indireto. 
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d) o liquidante especial pode ser participante indireto. 
e) o SPI não é a infraestrutura única de liquidação. 
 
22. (2021/PROF. CELSO NATALE) 
O Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020, obteve grande aderência 
da população e já faz parte dos hábitos de pagamentos dos brasileiros. De acordo com sua 
agenda evolutiva, NÃO está previsto o Pix 
a) Online. 
b) Saque. 
c) Troco. 
d) por Aproximação. 
e) Garantido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO
1. B 
2. A 
3. E 
4. E 
5. C 
6. E 
7. C 
8. D 
9. D 
10. C 
11. C 
12. C 
13. D 
14. D 
15. B 
16. D 
17. E 
18. A 
19. C 
20. C 
21. C 
22. A 
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Autor:
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11 de Janeiro de 2023
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1 
SUMÁRIO 
1 Mercado Financeiro ....................................................................................................................... 3 
1.1 Intermediação Financeira ......................................................................................................... 5 
1.2 Desdobramentos do Mercado Financeiro.............................................................................. 8 
2 Mercado de Capitais .................................................................................................................... 10 
2.1 CVM: Comissão de Valores Mobiliários ................................................................................ 11 
2.2 Ações ........................................................................................................................................ 12 
2.3 Debêntures .............................................................................................................................. 21 
2.4 Commercial Papers ................................................................................................................. 23 
2.5 Instituições do Mercado de Capitais ..................................................................................... 24 
2.6 Derivativos ............................................................................................................................... 32 
Resumo e Esquemas da Aula ............................................................................................................. 35 
Questões Comentadas ....................................................................................................................... 43 
Lista de Questões ................................................................................................................................ 66 
Gabarito ............................................................................................................................................... 76 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 
INTRODUÇÃO 
Saudações! 
Esta aula será muito interessante: aprenderemos sobre o tópico do edital Mercado Financeiro 
e seus desdobramentos. 
Isso significa que teremos uma noção sobre os mercados de: 
• Moeda (monetário) 
• Crédito 
• Capitais 
• Cambial 
Como essa noção pode ser obtida de forma relativamente breve, vamos aproveitar o espaço 
para ir um pouco mais fundo no mercado de capitais. 
Sobre esse mercado, você aprenderá muitos termos e conceitos novos. Mas notará que algumas 
questões vão bastante no detalhe. Minha sugestão é se concentrar no principal. Afinal, 
precisamos obter uma noção sobre o mercado de capitais. 
Os mercados de moeda, crédito e cambial vieram bem detalhados no último edital, o que é 
natural e coerente, diante da atuação da Caixa nesses mercados. Por isso, teremos aulas 
específicas para eles. 
Então vamos lá! 
 
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3 
1 MERCADO FINANCEIRO 
Neste momento, precisamos definir o Mercado Financeiro. Para tanto, vamos desdobrar o 
termo em seus dois componentes. 
Por definição, Mercado é um local, abstrato ou não, onde ocorrem transações entre 
compradores e vendedores. No caso do Mercado Financeiro, a referência é mesmo a um local 
abstrato, que não existe fisicamente. 
Financeiro, por outro lado, é aquilo relacionado a recursos que representam simbolicamente ou 
indiretamente atividades econômicas do mercado real (mercado de bens e serviços): dinheiro, 
crédito, títulos, ações, entre outros. Portanto: 
 
Talvez você esteja pensando, com razão, que a maioria das transações envolve dinheiro! Afinal, 
é com ele que pagamos as coisas que compramos, né? Contudo, nesses casos, o dinheiro é 
apenas um intermediário. O que você está trocando, na verdade, é seu trabalho pelos bens que 
você consome. 
No Mercado Financeiro, o dinheiro, além de também servir como intermediário, é a própria 
mercadoria. Por exemplo: compra-se dinheiro e paga-se com uma promessa – a essência de um 
empréstimo. 
Você aprendeu que o Sistema Financeiro Nacional é formado por três ramos principais: 
► Moeda, crédito, capitais e câmbio 
► Seguros privados 
Mercado
Financeiro
Mercado 
Financeiro
• Local abstrato onde 
ocorrem transações 
envolvendo 
dinheiro, crédito, 
títulos, ações etc.
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4 
► Previdência fechada 
Quando falamos em Mercado Financeiro, costuma-se deixar de lado os mercados de seguros 
privados e de previdência fechada, e focar naquilo que é mais relacionado à intermediação 
financeira: a ramo de moeda, crédito, capitais e câmbio. 
E também aprendeu que cada um desses ramos tem seus próprios operadores, que são as 
instituições que lidam diretamente com o público, ofertando produtos e prestando serviços 
financeiros. Podemos ver os operadores como “vendedores” no Mercado Financeiro. Mas um 
mercado só existe se houver consumidores. 
Sendo assim, o Mercado Financeiro é composto por: 
 
De forma geral, podemos dizer que a principal atividade das instituições do Mercado Financeiro 
é a intermediação financeira. 
 
 
Mercado Financeiro
Moeda, 
crédito, 
capitais e 
câmbio
Operadores
Consumidores
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1.1 Intermediação Financeira 
A intermediação financeira é a atividade de promover o encontro entre poupadores e tomadores 
de recursos. 
Se você tem dinheiro sobrando, mas não faz ideia do que fazer com ele, e eu tenho ideias 
sobrando, mas nenhum dinheiro para colocá-las em prática, nós podemos chegar a um acordo 
onde você me fornece os recursos e eu te recompenso, após determinado tempo, devolvendo 
seu dinheiro e um pouco mais. 
Nesse caso, você estaria poupando, pois deixou de gastar seu dinheiro, enquanto eu seria o 
tomador. O negócio é bom para nós dois, pois você é remunerado e eu consigo colocar minha 
ideia emprática. 
Mas, em uma economia, existem muitos indivíduos superavitários, que possuem mais recursos 
do que desejam gastar, e muitos (mais) indivíduos deficitários, que desejam mais recursos do 
que possuem. 
E ao contrário do acordo que eu e você fizemos, esses inúmeros indivíduos não têm como se 
encontrarem com facilidade e definir os termos do negócio. Além disso, um poupador individual 
acumularia um grande risco: se seu tomador não pagar, ele perde tudo. 
É para isso que existem os intermediários financeiros. 
Os bancos são um exemplo claro de intermediário financeiro. O dinheiro que os bancos 
emprestam para os tomadores não é dos bancos, mas sim de agentes poupadores, pessoas que 
depositaram dinheiro nesses bancos. 
Sabe aquele dinheiro que você (ou seu empregador) depositou na sua conta? Bom, a verdade é 
que ele provavelmente não está lá, e já foi emprestado para alguém. Mas esse mecanismo é 
assunto para outra aula... 
Na maioria dos casos, os poupadores depositam seus dinheiros no banco em troca de uma 
remuneração: os juros. Da mesma forma, os tomadores de empréstimos pagam juros ao banco. 
 
 
Por definição, os juros podem ser compreendidos como “o preço do dinheiro no 
tempo” – aquilo que se paga ao indivíduo que, em vez de usar seu próprio 
dinheiro, coloca-o à disposição de outra pessoa, ficando com esse dinheiro 
indisponível por algum tempo. 
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Os bancos e outros intermediários financeiros desenvolvem essa atividade em grande volume, 
mitigando o risco de falta de pagamento (inadimplência) individual, ao mesmo tempo em que 
podem remunerar os poupadores com parte do dinheiro que cobram dos tomadores. Além 
disso, possuem conhecimentos e recursos para fazer isso. 
E graças aos intermediários financeiros, dificilmente qualquer dinheiro fica parado em uma 
economia de mercado: esses recursos circulam viabilizando projetos, investimentos ou mesmo 
consumo. 
 
Essa atividade de intermediação pode assumir diversas formas além da típica atividade bancária. 
Com isso, podemos tornar nosso esquema mais preciso: 
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7 
 
Portanto, agora estamos diante da necessidade de ter uma noção sobre o que é negociado em 
cada um dos mercados do Mercado Financeiro, ou seja, seus desdobramentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mercado Financeiro
Moeda, 
crédito, 
capitais e 
câmbio
Intermediários 
Financeiros
Tomadores e 
Poupadores
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1.2 Desdobramentos do Mercado Financeiro 
O Mercado Financeiro pode ser dividido de acordo com as atividades nele desempenhadas. Em 
outras palavras, as atividades financeiras de intermediação ocorrem de forma segmentada, 
dividindo-se em 4 mercados. 
O principal critério para essa classificação é o prazo de maturidade das operações que 
ocorrem, que pode ir do curtíssimo até o longo prazo. 
MATURIDADE 
 
A maturidade das operações está diretamente relacionada ao seu prazo. Diz-se 
que têm longa maturidade operações de prazo longo, enquanto operações de 
maturidade curta são aquelas que têm prazo curto. 
Começando pelo Mercado Monetário, que é onde ocorrem a oferta e a demanda de moeda 
(meios de pagamento). No Brasil, quem oferta moeda é o Banco Central do Brasil e os bancos 
comerciais, enquanto os demandantes são os mais diversos agentes econômicos, incluindo o 
governo, as instituições financeiras, as empresas, eu e você. 
Nesse mercado, ocorrem operações de curtíssimo e de curto prazo. Muitas dessas negociações 
são liquidadas no mesmo dia em que ocorrem (D+0) ou no dia seguinte (D+1). Falaremos 
bastante sobre isso em aula específica. 
É no Mercado Monetário onde ocorre o controle da liquidez da Economia e onde são 
determinadas as taxas de juros básicas. 
LIQUIDEZ 
 
É a facilidade com que algo pode ser convertido em dinheiro. Quanto maior a 
liquidez, maior essa capacidade. 
O próprio papel-moeda, por exemplo, é o ativo mais líquido, enquanto o saldo 
que você tem na poupança é um pouco menos líquido, e um imóvel tem liquidez 
baixa. 
No Mercado de Crédito, temos operações que envolvem empréstimos de recursos de curto e 
médio prazos. Esses empréstimos têm diversas finalidades, como empréstimos pessoais, 
financiamentos de veículos e imóveis, consignados, crédito rotativo etc. 
O Mercado de Câmbio, por sua vez, é onde ocorrem transações envolvendo moedas 
estrangeiras. Os participantes desse mercado são, principalmente, empresas que operam o 
comércio exterior (importadores e exportadores) e investidores internacionais. Essas operações 
são à vista ou de curto prazo. 
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Por fim, o Mercado de Capitais é onde são negociados os chamados títulos e valores 
mobiliários. O termo “mobiliários” indica uma característica desses ativos, que é a variabilidade 
de seus preços ao longo do tempo. O principal exemplo desses ativos são as ações de empresas, 
mas eles assumem diversas formas, tendo por principal característica que as operações são, 
geralmente, de médio e longo prazos – mas também podem ter prazo indefinido. 
 
Agora conhecemos os desdobramentos e as principais características de cada um deles. Hora 
de começar a aprofundar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 MERCADO DE CAPITAIS 
No Mercado de Capitais (também chamado, com menor frequência, Mercado de Valores 
Mobiliários), ocorrem operações com títulos e valores mobiliários. 
Os preços desses valores mobiliários, normalmente, oscilam bastante, ou seja, seus valores 
variam muito ao longo do tempo. 
O principal objetivo desse mercado é proporcionar liquidez (facilidade de negociação) para 
títulos emitidos por empresas, viabilizando sua capitalização (levantamento de recursos) para 
financiamento de projetos ou de capital para giro. 
Isso significa que investir no mercado de capitais é uma atividade cujos retornos e também os 
riscos tendem a ser mais elevados do que nos demais mercados financeiros. Os principais 
valores mobiliários (como as ações), portanto, são de renda variável. 
 
Os principais valores e títulos negociados no Mercado de Capitais são as ações, as debêntures 
e os commercial papers. Falaremos bastante sobre eles. 
No Brasil, o Mercado de Capitais é normatizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e 
supervisionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidades que compõem o 
subsistema normativo. 
 
Renda Fixa
A forma de remuneração é 
previamente definida. Pode ser:
• Prefixada: quando o percentual é determinado 
previamente.
• Pós-fixada: quando o percentual depende de um 
índice ou referencial, como a taxa Selic.
Renda Variável
O resultado depende de fatores 
imprevisíveis, como a oferta e a demanda, 
ou os lucros de uma empresa.
Signifca maior volatilidade e riscos do que 
o mercado de renda fixa.
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Órgão Normativo CMN 
Supervisores BCB CVM 
Mercados Moeda Crédito Câmbio Capitais 
Note que o Mercado de Capitais é o único desdobramento do mercado financeiro sob 
responsabilidade da CVM, enquanto os demais estão a cargo do Banco Central do Brasil. Por 
isso, iremos aprofundar as atividades da autoridade do mercado de capitais. 
 
2.1 CVM: Comissão de ValoresMobiliários 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é, do ponto de vista jurídico, uma autarquia federal 
em regime especial1, vinculada ao Ministério da Economia. 
Seus objetivos, em relação ao mercado de valores mobiliários brasileiro, 
são: 
▶ Fiscalizar 
▶ Normatizar 
▶ Disciplinar 
▶ Desenvolver 
Sendo assim, cabe à CVM a supervisão do mercado, zelando por seu bom funcionamento, e para 
desempenhar essa função ela detém uma série de competências, das quais destaco as 
principais: 
▶ Fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores 
mobiliários. 
▶ Penalizar infratores das normas relativas ao mercado de capitais. 
▶ Autorizar, suspender e cancelar registro das companhias abertas: com esse registro, 
as companhias ficam autorizadas a captar recursos no mercado de capitais, por meio de 
ações ou debêntures, por exemplo. 
▶ Registrar da distribuição de valores mobiliários: trata-se de uma exigência para que 
esses valores possam ser negociados. 
▶ Autorizar a constituição e organizar o funcionamento de bolsas de valores, sociedades 
distribuidoras e corretoras 
▶ Assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários negociados e 
as companhias que os tenham emitido; 
 
1 Autarquias em Regime Especial são aquelas que possuem características diferentes das autarquias comuns, como ausência de 
subordinação hierárquica a Ministério e maior autonomia administrativa, técnica ou financeira. 
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▶ Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. 
▶ Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação do mercado; 
▶ Estimular o funcionamento das bolsas de valores e das instituições operadoras do 
mercado acionário; 
▶ Julgar processos administrativos do mercado de capitais. 
▶ Credenciar auditores independentes. 
A CVM é administrada por um órgão colegiado, chamado de... Colegiado, composto por um 
Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da República, dentre pessoas de 
ilibada reputação e reconhecida competência em matéria de mercado de capitais, depois de 
aprovados pelo Senado Federal. 
COLEGIADO DA CVM 
 
PRESIDENTE 
 
4 DIRETORES 
Mandato de 5 anos (renova 1/5 por ano) 
Ilibada reputação e reconhecida competência em 
matéria de mercado de capitais 
Aprovados pelo Senado Federal 
Nomeados pelo Presidente da República 
Os membros do Colegiado da CVM têm mandato de 5 anos, vedada a recondução, devendo a 
cada ano um membro ser trocado, garantindo a renovação de 1/5 do colegiado a cada ano. 
A partir daqui, iremos conhecer os principais tipos e valores mobiliários. 
 
2.2 Ações 
Quando você abre uma empresa, você precisa de dinheiro para adquirir equipamentos, 
instalações, mercadorias etc. Sem rigor contábil, apenas para criarmos uma noção, se você usar 
R$100.000 para abrir uma empresa, podemos dizer que ela tem capital social de R$100.000. 
Se aparecer alguém querendo virar seu sócio, é razoável que você venda a metade da empresa 
por R$50.000, ou então você pode querer expandir a empresa e pedir outros R$100.000 por 
50% da empresa, que passa a valer R$200.000. 
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Para uma pequena empresa, esse arranjo simples onde os sócios negociam diretamente pode 
funcionar, mas é bastante limitado para empresas grandes, que possuem uma dinâmica muito 
mais complexa. Por isso, as maiores empresas costumam ser companhias abertas. 
“Companhia” é o nome que usamos para nos referir às empresas do tipo Sociedade Anônima 
(S.A., S/A ou CIA). 
As companhias abertas recebem esse nome porque têm seu capital aberto, ou seja, qualquer 
um pode se tornar sócio dessa empresa e elas podem negociar suas ações livremente no 
mercado, se autorizadas pela CVM. Diferente das companhias fechadas, que não podem ter suas 
ações livremente negociadas. 
 
Para se tornar sócio de uma companhia aberta, basta adquirir uma fração do capital da 
companhia, chamada ação. Com isso, adquire-se direitos comuns a sócios de qualquer 
empresa, como receber parte dos lucros e, dependendo do tipo de ação, de tomar decisões 
sobre os rumos da companhia. 
AÇÃO 
Documento que indica a propriedade de fração do capital de determinada 
empresa. Uma única ação é a menor fração do capital da empresa. Existem vários 
tipos de ações, cada qual definindo formas diversas de participação na gestão e 
nos lucros da empresa. 
Sendo assim, uma empresa pode ter seu capital de, por exemplo, R$1 bilhão, dividido em 5 
milhões de ações, valendo R$200 cada ação. Quem compra essas ações, passa a ter direito a 
uma fração da companhia proporcional ao número de ações adquirido. 
O “local” onde essas ações são negociadas, como você pode imaginar, é o mercado de capitais. 
Especificamente, é na bolsa de valores: um mercado organizado onde ações de diversas 
companhias abertas são negociados (comprados e vendidos). 
O processo no qual uma companhia passa de fechada para aberta, além de depender de 
autorização da CVM, é chamado abertura do capital. 
Por que abrir o capital? 
Companhias
S/A, S.A ou CIA
Empresas cujo 
capital social é 
dividido em 
ações.
Abertas Autorizadas pela CVM para 
negociar suas ações no 
mercado.
Fechadas Ações negociadas 
privativamente pelos sócios.
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A abertura do capital dá acesso a formas de captação de recursos mais convenientes do que o 
mercado de crédito tradicional. As companhias abertas que quiserem obter recursos para 
expandir seus negócios não precisam ir ao banco pedir um empréstimo, pagando juros elevados 
e inflexíveis; elas podem emitir ações e captar diretamente do público, com custos de captação 
que dependerão de seus lucros futuros. Também podem emitir commercial papers em 
condições mais favoráveis, como veremos adiante. Sem falar na credibilidade que companhias 
abertas têm junto aos mercados (real e financeiro): por cumprirem diversas exigências dos 
reguladores, essas empresas são tidas como mais transparentes e sólidas. 
Agora, vamos entender quais são os tipos de ações. 
 
2.2.1 Tipos de ações 
Uma ação é a menor fração do capital de uma companhia. Até aí, sem novidades. Contudo, essas 
ações podem ou não dar direito a decidir os rumos da companhia por meio de votos. 
E você deve imaginar que o “normal” (o ordinário) quando você é sócio de uma empresa é ter 
direito a voto, não é? E você está certo. Por isso, as ações que dão direito a voto são chamadas 
de ações ordinárias (ON). Sendo assim, quando a companhia se reúne em assembleias, os 
detentores de ações ordinárias podem votar nos temas colocados em pauta. 
Claro que o investidor em ações “comum”, como eu e você, tem um poder de voto individual 
muito pequeno, mas o conjunto de investidores comuns pode ter força considerável. Além disso, 
contam com uma proteção chamada tag along. 
TAG ALONG 
É um mecanismo legal que assegura aos acionistas minoritários ordinários, em 
caso de negociação do controle acionário da companhia, um pagamento 
mínimo em relação ao valor pago aos controladores de uma sociedade. 
 
No Brasil, a Lei nº 10.303/01, obriga o controlador adquirente a realizar uma 
oferta de compra aos acionistas ordinários (com direito a voto) minoritários das 
ações remanescentes ao preço mínimo de 80% do valor pago por ação ao 
controlador. 
 
Portanto, se o controlador de uma empresa na qual você é acionista minoritário 
vender as ações dele por R$100 cada, você tem direito a vender suas ações por 
R$80 ao novo controlador, mesmo que o preço de mercado das ações seja bem 
inferior. 
Do outro lado, temos as ações preferenciais (PN),que recebem esse nome porque, apesar de 
não darem (em regra) direito a voto, dão direito a preferência na hora de receber os lucros 
distribuídos ou, em caso de dissolução da companhia, têm preferência no reembolso de suas 
ações. 
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As ações do tipo PN não precisam cumular os dois tipos de benefícios, ou seja, 
podem garantir: 
Apenas preferências nos lucros 
E/OU 
Apenas preferência no reembolso em caso de dissolução 
 
A legislação brasileira determina que pelo menos 25% dos lucros das companhias abertas 
devem ser distribuídos aos acionistas PN, e que devem receber no mínimo 10% a mais do que 
os acionistas ON. 
Então a vantagem principal das ações PN está na distribuição de lucros, né? E se a empresa não 
der lucro? 
Se a empresa não distribuir lucros por três anos consecutivos, os acionistas PN passam a ter 
direito a voto. 
Os dois tipos de ações proporcionam, ainda, o chamado direito de subscrição. Falaremos sobre 
subscrição de ações adiante, mas por enquanto entenda esse direito como o direito de preservar 
seu percentual de participação na companhia em caos de aumento do capital. 
Assim, caso a empresa decida aumentar seu capital emitindo novas ações, os acionistas atuais 
têm preferência na aquisição de novas ações emitidas, em quantidade proporcional às ações 
possuídas. 
Exemplo: 
 
Você detém 5% das ações de uma empresa dividida em 1.000 ações, então você 
tem 50 ações. 
Se a empresa decidir emitir mais 500 ações pelo valor de subscrição de R$20, 
você tem direito de adquirir mais 25 ações pelo valor de subscrição, para manter 
sua participação de 5%. 
Dessa forma, mesmo se o mercado estiver querendo pagar R$30, R$40 ou R$100 
por ação, você tem direito de pagar R$20 e manter seu percentual. 
O interessante é que o direito de subscrição pode também ser vendido em bolsa a terceiros, 
constituindo-se em tipo de remuneração ao detentor de ações. No exemplo do quadro, você 
poderia vender seu direito a 25 ações no mercado, caso achasse que isso é mais interessante do 
que exercê-lo. 
Por fim, um terceiro tipo de ação, bem menos comum, são as ações de gozo ou fruição, que 
equivalem ao montante que caberia aos acionistas de uma companhia na hipótese de sua 
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dissolução. Elas não costumam ser colocadas em negociação em Bolsas de Valores, ficando 
restritas aos sócios fundadores da sociedade. 
Em alguns casos, as companhias podem emitir diferentes classes de ações, com base em 
características específicas, como dividendos diferenciados para cada classe, por exemplo. Assim, 
pode existir uma PNA (ação preferencial classe A) com dividendos maiores que as PNB, PNC etc. 
ON 
Ações Ordinária 
PN 
Ações Preferenciais 
Dão direito a voto nas assembleias 
 
Recebem parte dos lucros 
 
Dão direito ao tag along 
 
Preferência na distribuição de lucros 
e/ou 
Preferência no reembolso em caso de 
dissolução da sociedade 
 
Recebem lucros pelo menos 10% maiores 
 
Pelo menos 25% dos lucros devem ser 
distribuídos 
 
Têm direito a voto caso a companhia não 
distribua lucros por três anos consecutivos. 
 
Dão direito de subscrição 
Podem ter diferentes classes 
 
2.2.2 Subscrição 
Quando uma companhia obtém o registro da CVM para abrir seu capital, ela pode realizar a 
distribuição pública de suas ações junto a investidores no mercado, em uma operação conhecida 
como subscrição (ou, em inglês, underwriting). 
Em regra, a subscrição é intermediada por instituições competentes, tanto do lado da companhia 
quanto dos potenciais investidores. 
Para realizar a subscrição, a companhia aberta (emitente) contrata uma subscritora, que pode 
ser uma corretora de valores mobiliários, uma distribuidora ou um banco de investimento, 
instituições que prestam esse serviço que pode ir desde orientação para obter o Registro na CVM 
até a colocação das ações no mercado, junto a investidores. 
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Do lado dos investidores, também há a figura de instituições financeiras atuando, exceto no caso 
dos agentes autônomos, que são investidores devidamente autorizados e capacitados pela 
CVM para investirem diretamente em subscrições. 
 
Na prática, para grandes subscrições, em vez de uma única subscritora, pode haver um pool, 
formado por diversas instituições com papéis definidos para cada uma delas. 
As instituições financeiras subscritoras oferecem diversas modalidades de subscrição para a 
sociedade anônima emitente de novas ações, a depender do nível de comprometimento da 
subscritora: 
▶ Subscrição do tipo Puro ou Firme: a subscritora assume amplamente o risco da colocação 
das ações no mercado, pois esse tipo prevê a integralização total das novas ações por 
parte da subscritora. Na prática, ela adquire as ações da empresa emitente, mas ela o faz 
por um valor um pouco menor (com deságio), assumindo a venda destas ações pelo preço 
normal e ficando com a diferença. 
▶ Subscrição do tipo Residual (Standby): a subscritora faz a colocação das ações no 
mercado por prazo determinado, subscrevendo a parcela de ações não vendidas nesse 
prazo. Portanto, ela assume residualmente as ações não negociadas no prazo 
determinado. 
▶ Subscrição do tipo Melhor Esforço (Best Effort): como o nome indica, a subscritora se 
compromete em empreender os máximos esforços na colocação das ações emitidas. As 
ações não negociadas ficam com a companhia emitente. 
A determinação do preço pelo qual uma ação será oferecida na subscrição é parte crucial para 
o sucesso da operação. É o chamado preço de emissão. 
Para a sociedade emitente, o preço precisa ser definido de forma que permita a colocação 
integral das novas ações no mercado. 
No Brasil, a lei determina que o preço de emissão deve observar: 
▶ a cotação das ações no mercado, naturalmente, no caso de subscrição de novas ações para 
companhias que já têm ações negociadas. 
▶ o valor do patrimônio líquido. 
▶ perspectivas de rentabilidade da companhia. 
Companhia decide 
abrir seu capital
Contrata uma 
subscritora
Cumpre os 
requisitos e obtém 
registro da CVM
Subscritoras coloca 
as ações no 
mercado primário
Companhia recebe 
os recursos.
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A ideia é evitar que as ações sejam ofertadas em valores muito inferiores àqueles que seriam 
justos do ponto de vista dos atuais acionistas minoritários, diminuindo valor de suas ações e 
diluindo a participação acionária. 
Você notou que a subscrição de ações pode ocorrer quando a empresa abre seu capital e 
negocia suas ações pela primeira vez. 
Mas também pode ocorrer quando uma empresa de capital aberto, que já possui ações 
negociadas na bolsa, decide aumentar seu capital emitindo novas ações. O processo é bem 
parecido, com a diferença que a empresa já tem seu registro na CVM e um preço de mercado 
para suas ações. 
Além disso, as ações também podem ser negociadas após sua subscrição, quando os 
investidores vendem suas ações para outros investidores. 
Essas diferenças são importantes, inclusive para fins de provas, e estão relacionadas a conceitos 
como IPO, mercado primário e mercado secundário. Dos mercados, falaremos em outro 
momento. 
 
IPO: Initial Public Offering 
A sigla IPO vem do inglês “Initial Public Offering”, e significa “oferta pública inicial”. 
Portanto, indica que a empresa está, pela primeira vez, realizando uma subscrição para ofertar 
suas ações no mercado. 
Consequentemente, o IPO ocorre uma únicavez, quando os proprietários iniciais vendem uma 
parte de suas ações para os investidores do mercado. 
As ofertas de novas ações realizadas por subscrição, após o IPO, recebem o nome de Ofertas 
Subsequentes ou Follow on. 
 
2.2.3 Valor e remuneração das ações 
No cotidiano, quando falamos do “valor de uma ação”, normalmente, estamos nos referindo ao 
preço dessa ação na bolsa de valores. Contudo, esse é o chamado valor de mercado, que é 
aquele efetivamente praticado nas negociações dessa ação na bolsa ou no chamado mercado 
balcão. 
Existem outros dois “valores” de uma ação que são relevantes. 
O valor nominal de uma ação é definido em assembleia que define a emissão do título, e 
previsto no estatuto social da companhia. 
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Já o valor patrimonial é o valor contábil da ação, obtido pela divisão do valor do patrimônio 
líquido da companhia pelo número de ações emitidas. Ou seja, é o quanto cada ação vale em 
termos de patrimônio (máquinas, instalações, valor da marca etc.). 
Esses valores podem divergir mais ou menos entre si, e cada um deles serve a uma finalidade 
específica e a comparação entre eles pode ser útil para a avaliação dos investidores. 
Por exemplo: se a ação de uma empresa possui valor de mercado muito superior ao seu valor 
patrimonial, significa que os compradores estão acreditando que essa empresa vale mais do que 
a soma de todo o seu patrimônio. Isso pode ser verdade, se é uma empresa com ótimas 
expectativas de crescimento, mas também pode indicar uma supervalorização de suas ações na 
bolsa. 
 
A propósito, o valor de mercado é, em si, uma das formas pelas quais uma ação remunera seu 
detentor. Falemos sobre isso. 
Basicamente, as ações remuneram seus detentores de cinco formas: 
1. Dividendos: pagamento, em dinheiro, de parte dos resultados da companhia em cada 
período. Todo acionista tem o direito de receber, no mínimo, o dividendo obrigatório 
fixado em lei. 
2. Juros sobre o capital próprio (JCP): modalidade de remuneração de pagamento 
facultativo, é feita pela empresa com base em suas reservas patrimoniais de lucros 
decorrentes de exercícios anteriores. 
3. Bonificação em ações: é a emissão e distribuição (gratuita) aos acionistas de novas ações, 
em proporção à participação no capital. Decorre de aumento no capital por meio de 
incorporação de reservas. 
a. Bonificação em dinheiro: semelhante ao descrito, mas com pagamento em 
dinheiro, em vez de ações. 
4. Valorização: os acionistas podem se beneficiar de valorizações de suas ações no 
mercado, realizando lucros ao vender por valores superiores àqueles que foram pagos. 
Valor de mercado
•efetivamente praticado nas 
negociações no mercado.
Valor nominal
•definido em assembleia e 
registrado no estatuto.
Valor Patrimonial
•patimônio líquido / 
número de ações
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Alguns investidores apostam na valorização ou desvalorização das ações no curtíssimo 
prazo, realizando muitas vezes a compra e a venda no mesmo dia, em operações 
conhecidas como day trade. 
5. Direito de subscrição: o direito pode ser negociado no mercado, caso o valor de 
subscrição seja inferior ao valor de mercado de novas ações. 
Cabe um esclarecimento. Você pode adquirir uma ação a qualquer momento. Contudo, os 
pagamentos de dividendos, JCP ou bonificações são feitos apenas em determinados períodos 
do exercício financeiro. 
Para determinar quais acionistas terão direitos a dividendos, é determinado, oficialmente, o 
record date, que á a data após a qual os acionistas que adquirirem ações não terão direito às 
remunerações. 
Por exemplos: se o record date da ação do Banco do Brasil2, para fins de dividendos, for 
determinada em 21 de maio, todos os acionistas que possuírem ações nesse dia, terão direito a 
receber os dividendos em determinada data futura. Quem adquirir as ações no dia 22 de maio, 
terá adquirido ações ex dividendos (ação vazia), ou seja, ações cujo direito de receber 
dividendos já foi exercido naquele exercício. 
O valor das ações pode mudar em função do mercado, ou em operações de agrupamento ou 
desdobramento promovidas pela companhia, como veremos a seguir. 
 
Grupamento e Desdobramento 
Algumas vezes, em decorrência das forças de oferta e demanda, os valores individuais das ações 
podem ficar excessivamente baixos ou altos. 
Nesses casos, as companhias podem promover o grupamento (inplit) ou o desdobramento de 
(split) suas ações. 
Por exemplo: há alguns meses, as ações do Banco Inter (BIDI11) estavam sendo negociadas na 
bolsa a cerca de R$155, em lotes de 100 unidades3. Sendo assim, para adquirir um lote de ações 
do Inter, um investidor precisaria desembolsar R$15.500, uma quantia considerável para 
pequenos investidores. 
Por isso, o Inter decidiu fazer o split de suas ações em duas: cada acionista passou a possuir o 
dobro de ações que possuía anteriormente, valendo cada uma a metade do que valia 
 
2 Usamos o BB como exemplo, porque a Caixa é uma empresa pública, e não tem ações em bolsa. 
3 É possível comprar e vender quantidades de ações inferiores aos lotes-padrão na bolsa, adquirindo frações de um 
lote. Contudo, esse “mercado” fracionário tem menos liquidez, então os preços costumam ser desvantajosos. 
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anteriormente. Com cada ação valendo R$75, a ideia do banco foi tornar as ações mais acessíveis 
para os investidores. 
Por outro lado, uma companhia cuja ação esteja sendo negociado a alguns centavos, pode 
entender que esse valor pode transmitir uma imagem negativa. Então, ela pode promover o 
agrupamento (inplit) de suas ações, juntando, por exemplo, dez ações de R$0,70 em uma de 
R$7,00. 
Note que nos dois casos (inplit ou split), o capital total da companhia não se altera, havendo 
apenas alteração proporcional no número e no valor das ações. 
 
2.3 Debêntures 
As companhias podem emitir debêntures para captar recursos diretamente dos investidores. Ao 
contrário das ações, as debêntures são títulos de renda fixa e têm vencimentos de médio ou 
longo prazo (enquanto ações não têm vencimento). 
Normalmente, são utilizadas pelas empresas para financiar grandes projetos ou alongar suas 
dívidas. 
Na prática, a empresa emitente da debênture promete, em documento escritural (não físico), 
pagar determinada quantia após determinado período ao comprador da debênture 
(debenturista), o qual deve constar nominalmente como titular da debênture. 
A CVM normatiza as operações com debêntures. 
 
 
Não é preciso ser companhia aberta para emitir debêntures – basta ser S.A. – mas 
apenas companhias abertas podem fazer ofertas públicas. 
 
Instituições financeiras, mesmo se forem S.A., não podem emitir debêntures – 
mas há algumas exceções: companhias hipotecárias e sociedades de 
arrendamento mercantil podem emitir debêntures. 
 
Os valores das debêntures devem ser expressos em moeda nacional, podendo 
ser corrigidos por índice de inflação ou câmbio. 
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Lembra a determinada quantia que o emitente promete pagar ao debenturista? Ela pode se dar 
na forma de participações nos lucros da companhia e, cumulativamente ou não, de prêmio de 
reembolso (valor de face + remuneração). 
As formas de remuneração das debêntures públicas são reguladas pela Decisão Conjunta (CVM 
e BCB) nº 13, e podem ser: 
▶ Taxa de juros prefixada: nesse caso, estabelece-se um valor percentual fixo de 
remuneração. Por exemplo: 10% ao ano. 
▶ Taxas dejuros prefixadas ajustadas (para mais ou para menos) por: 
o Taxa Referencial – TR ou 
o Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP, observado o prazo mínimo de um mês para 
vencimento ou período de repactuação; 
o Taxa Básica Financeira - TBF, observado o prazo mínimo de dois meses para 
vencimento ou período de repactuação; 
▶ Taxas flutuantes, seguindo um referencial que deve: 
o ser regularmente calculado e de conhecimento público; 
o basear-se em operações contratadas a taxas de mercado prefixadas, com prazo não 
inferior ao período de reajuste estipulado contratualmente. 
▶ Com base nos lucros ou resultados da companhia. 
Não há prazo máximo para o resgate de debêntures (elas podem ser até “perpétuas”), mas pode 
haver prazo mínimo e previsão de multa caso o debenturista faça o resgate antecipado. 
Como não contam com intermediários financeiros, como bancos, as debêntures costumam 
oferecer garantias aos debenturistas. As espécies mais comuns são: 
a) Garantia Real: os ativos (como imóveis ou equipamentos) da sociedade emissora são 
dados em garantia. Assim, a companhia não pode negociar seus ativos até o vencimento 
das obrigações com os debenturistas. Esse tipo de emissão é limitado a 80% dos ativos. 
b) Garantia Flutuante: os debenturistas desse tipo têm prioridade geral sobre os ativos da 
companhia, sem qualquer impedimento na negociação dos bens. 
c) Garantia Quirografária (sem preferência): não há garantia real ou preferência sobre os 
ativos da companhia, ficando os debenturistas em condições idênticas aos demais 
credores quirografários (sem garantias). 
d) Garantia Subordinada: em caso de liquidação da companhia emissora, os debenturistas 
terão privilégios somente em relação aos acionistas. 
Por fim, saiba que o processo de emissão de novas debêntures também recebe o nome de 
subscrição. 
 
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2.4 Commercial Papers 
Commercial papers – ou notas promissórias comerciais – são títulos emitidos visando à captação 
pública de recursos para o capital de giro das empresas (“dinheiro para o dia a dia”), ou seja, 
normalmente têm vencimento de curto prazo. 
Na prática, é uma forma alternativa aos empréstimos de capital de giro para suas necessidades 
de curso prazo, com a vantagem de não envolverem a remuneração de um banco intermediário 
e não incidir IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). 
Podem emitir commercial papers, para oferta pública, as companhias abertas ou fechadas, 
mediante autorização específica da CVM. 
Contudo, instituições financeiras, mesmo que sejam companhia abertas, não podem realizar 
oferta pública de commercial papers. 
A oferta privada, por outro lado, é permitida para instituições financeiras . 
Os commercial papers não têm garantia real, podendo oferecer garantia de fiduciárias de 
terceiros, como fianças bancárias. 
Assim como as debêntures, os commercial papers podem ter remuneração pré ou pós-fixada. 
A tabela a seguir faz um comparativo entre as características gerais das ações, commercial papers 
e debêntures. 
 
AÇÕES DEBÊNTURES 
COMMERCIAL 
PAPERS 
Objetivo 
Participação na 
empresa 
Projetos e 
investimentos 
Capital de Giro 
Prazo Não tem Médio e Longo Curto e médio 
Remuneração 
principal 
Variável Fixa Fixa 
Podem emitir ao 
público 
S.A. aberta S.A. aberta S.A. aberta ou fechada 
Não podem 
emitir ao 
público 
Todas as demais 
empresas 
S.A. fechada e 
Instituições financeiras 
(Sociedades 
de Arrendamento 
Mercantil 
e Companhias 
Hipotecárias 
podem) e empresas 
que não são S.A. 
Instituições financeiras e 
empresas que não são 
S.A. 
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2.5 Instituições do Mercado de Capitais 
A partir daqui, compreenderemos como o mercado de capitais se organiza em instituições que 
fazem parte do Mercado de Capitais e, mais importante, aparecem na prova. 
 
2.5.1 Corretoras e Distribuidoras 
Dois tipos de instituições desempenham papeis muito importantes no mercado de capitais: 
• Sociedade Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM) 
• Sociedade Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) 
Embora existam outras Corretoras e Distribuidoras, como veremos em outras aulas, no contexto desta 
aula usarei esses nomes mais curtos. 
Ambas atuam intermediando e negociando títulos e valores mobiliários, com empresas que 
desejam captar recursos e investidores que desejam realizar aplicações. 
As regras de nosso mercado determinam que elas: 
▶ Devem ser constituídas como sociedade anônima (S.A.) ou por cotas de responsabilidade 
limitada (Ltda.); 
▶ São supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Banco Central do Brasil; 
o A CVM supervisiona e regula as atividades com valores mobiliários (ações, 
debêntures, e contratos derivativos). 
o O BCB supervisiona e regula as atividades com títulos públicos e outros títulos de 
renda fixa. 
▶ Devem ter em sua denominação social as expressões “Corretora de Títulos e Valores 
Mobiliários” ou "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários", conforme o caso. 
Com esses nomes autoexplicativos, você já deve ter uma ideia do que cada uma delas faz, mas 
essa ideia pode levar ao engano, porque atualmente ambas desempenham praticamente as 
mesmas atividades, tais como: 
▶ Compra e venda, em bolsas, de títulos e valores mobiliários e de mercadorias e futuros. 
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o Para clientes, isso envolve a disponibilização de plataforma online de investimentos, 
o home broker. 
▶ Intermediação de ofertas públicas de ativos (subscrição) 
▶ Administração de carteiras de investimentos 
▶ Consultoria financeira 
▶ Organização e administração de fundos e de clubes de investimentos 
▶ Financiamento para compra de ações 
▶ Prestação e fianças (atua como agente fiduciário) 
▶ Administração e custódia (guarda) de títulos e valores mobiliários 
A remuneração dessas atividades se dá por meio de comissões ou taxas. 
Mas, então, por que existem dois tipos de instituições que desempenham as mesmas atividades? 
Existiam diferenças até 2009, quando o BCB e a CVM tomaram a Decisão Conjunta 17/2009, 
autorizando as distribuidoras a operar diretamente nos ambientes e sistemas de negociação dos 
mercados organizados de bolsa de valores. 
Assim, eliminou-se a principal diferença entre as corretoras e as distribuidoras de títulos e valores 
mobiliários: o fato de que as distribuidoras não podiam operar diretamente na bolsa. 
Nas palavras do próprio Banco Central: 
(...) hoje [corretoras e distribuidoras] podem realizar praticamente as mesmas operações. 
Esse “praticamente” deixa margem para operações diferentes, mas a autoridade não deixou 
explícito quais são essas operações, provavelmente preservando-se para análise de eventuais 
casos concretos que exijam uma decisão específica. Portanto, é isto que devemos levar para a 
prova: realizam praticamente as mesmas operações. 
Além disso, na prática, os públicos-alvo são um pouco diferentes, com as corretoras com maior 
foco em pessoas físicas, e as distribuidoras de olho nas companhias e grandes investidores. 
 
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2.5.2 Fundos de Investimentos 
Fundos de Investimentos são a união de investidores (pessoas físicas ou jurídicas), chamados 
cotistas, cujo objetivo é reunir recursos para realizar investimentos. 
As vantagens desse arranjo são, principalmente: 
▶ Acesso a modalidades que exigem grandes montantes 
▶ Contratação de especialistas e recursoscom divisão de custos 
▶ Possibilidade de diversificar os investimentos 
Portanto, enquanto um pequeno investidor individual (1) não teria acesso a investimentos que 
possuem valor mínimo elevado, (2) poderia não deter os conhecimentos necessários para 
investir ou recursos para contratar um especialista e (3) precisaria concentrar seus recursos em 
um ou poucos ativos, correndo maiores riscos, portanto, um fundo de investimentos resolve 
todos esses problemas. 
CTVM e DTVM
Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários
• Atividades
▶Compra e venda, em bolsas, de títulos e valores mobiliários e de mercadorias e futuros.
o Disponibilização de plataforma online de investimentos, o home broker.
▶Intermediação de ofertas públicas de ativos (subscrição)
▶Administração de carteiras de investimentos
▶Consultoria financeira
▶Organização e administração de fundos e de clubes de investimentos
▶Financiamento para compra de ações
▶Prestação e fianças (atua como agente fiduciário)
▶Administração e custódia (guarda) de títulos e valores mobiliários
• Regras
•Devem ser constituídas como sociedade anônima (S.A.) ou por cotas de responsabilidade 
limitada (Ltda.);
•São supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Banco Central do Brasil;
•A CVM supervisiona e regula as atividades com valores mobiliários (ações, debêntures, e 
contratos derivativos).
•O BCB supervisiona e regula as atividades com títulos públicos e outros títulos de renda fixa.
•Devem ter em sua denominação social as expressões “Corretora de Títulos e Valores 
Mobiliários” ou "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários", conforme o caso. 
• Diferenças
•Desde a Decisão Conjunta 17/2009, podem realizar praticamente as mesmas operações.
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A soma dos recursos arrecadados das aplicações realizadas forma o patrimônio do fundo, e, ao 
considerarmos que o fundo também tem obrigações, o patrimônio líquido do fundo é dado pela 
diferença entre esses ativos (recursos e aplicações) e passivos (obrigações). 
Patrimônio Líquido do Fundo de Investimentos 
 
É calculado pela soma do valor de todos os títulos e do valor em caixa, menos as 
obrigações do fundo, incluindo aquelas relativas à administração do fundo. 
Um fundo de investimentos é organizado sob a forma de condomínio, e tem seu patrimônio 
dividido em cotas, por isso os investidores são chamados cotistas, e para investir em um fundo 
você adquire cotas, passando a deter uma fração do fundo. 
O valor dessas cotas é obtido pela divisão entre o valor do patrimônio líquido e o total de cotas 
existentes. 
Por exemplo: um fundo cujo patrimônio líquido é de R$100 milhões e possui 200.000 cotas, tem 
cada cota valendo R$500 (100.000.000/200.000=500). 
Mas como o valor do patrimônio é avaliado? 
Uma parte desse patrimônio é em dinheiro mesmo, decorrente de pagamentos de taxas e 
aportes, e fica no caixa do fundo. Aí é tranquilo. 
Mas outra parte do patrimônio é decorrente das aplicações dos fundos, que podem ser em ações 
ou títulos públicos, por exemplo. Nesse caso, de acordo com as regras da CVM, esses ativos 
devem ter seus valores atualizados com marcação a mercado. 
Marcação a Mercado 
 
É a atualização diária nos preços dos títulos e valores mobiliários que compõem 
um fundo de investimento. 
Na prática, é a atualização do valor dos ativos de acordo com preço pelo qual 
estão sendo negociados no mercado. 
Assim, se um fundo investe 100% em ações que estão sendo negociadas na bolsa 
por R$50 e essas ações sofrem valorização de 5%, a marcação a mercado implica 
em valorização de 5% do fundo e de suas cotas. 
A marcação a mercado é obrigatória para todos os fundos de investimentos. 
A CVM também determina que os fundos possuam um regulamento, onde devem constar: 
▶ regras de funcionamento 
▶ a composição dos ativos do fundo 
▶ as taxas cobradas 
▶ explicitação dos riscos 
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▶ estratégias de investimento 
▶ informações sobre o administrador 
▶ o tipo de fundo 
Existem fundos de diversos tipos, conforme o tipo de ativos nos quais aplicam os recursos e, 
consequentemente, nos diferentes graus de riscos aos quais estão sujeitos. 
A taxas cobradas pelos fundos incluem: 
▶ taxa de administração: cobrada como percentual sobre o patrimônio do fundo para 
remunerar o administrador e os prestadores dos serviços, incluindo o gestor do fundo. 
▶ taxa de performance: alguns fundos estabelecem um índice como referência. Por 
exemplo, um fundo pode ter como referência o CDI. Caso o fundo tenha desempenho 
superior ao CDI, ele pode cobrar uma taxa sobre o percentual de rendimento que 
excedeu o desempenho do índice. 
▶ taxa de entrada e/ou saída: cobrada do cotista ao ingressar ou se retirar do fundo. 
Algumas figuras do fundo de investimento, que inclusive já foram citadas, também merecem 
destaque: 
▶ Administrador 
o principal responsável pelo fundo 
o pessoa jurídica autorizada pela CVM que constitui o fundo e aprova, no mesmo ato, 
o seu regulamento. 
o responsável por contratar obrigatoriamente auditor independente, que deverá ser 
registrado na CVM, para auditar anualmente as demonstrações contábeis do 
Fundo. 
▶ Gestor 
o contratado pelo fundo 
o pessoa física ou jurídica responsável pelos investimentos realizados pelo fundo. 
o decide quais ativos financeiros irão compor a sua carteira, quando e quanto 
comprar ou vender de cada ativo 
o seleciona e se relaciona com os intermediários contratados para realizar essas 
operações 
o emite as ordens de compra e venda em nome do fundo 
O papel do gestor pode ser desempenhado pelo próprio administrador do fundo ou por terceiro 
contratado para a função. 
 
 
 
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2.5.3 Ambientes de Negociação 
Agora que já temos conhecimento sobre o mercado de capitais e seus principais tipos, resta 
saber onde ocorrem as negociações dos ativos que os compõem. 
Começando pelo ambiente mais importante entre eles: a bolsa de valores. 
 
2.5.3.1 Bolsa de Valores 
Uma bolsa de valores é um ambiente (físico ou digital) organizado para negociação de títulos e 
valores mobiliários. 
No Brasil, a CVM é a supervisora responsável por autorizar empresas que se proponham a 
constituir, administrar, fiscalizar e regular (de forma complementar) bolsas de valores. Essas 
empresas podem se constituir como sociedade anônima com fins lucrativos ou como sociedade 
civil sem fins lucrativos. 
Na prática, temos em nosso país uma única grande bolsa de valores: a B3. 
 
A B3 surgiu de sucessivas fusões. 
Primeiro, entre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de 
Mercadorias e Futuros (BM&F), formando a BM&FBovespa. 
Mais tarde, juntou-se à Mercados Organizados (CETIP, responsável pelo Sistema 
de Registro, de Compensação, de Liquidação e Custódia), dando origem a B3 
(estilizado como [B]³), em referência às letras iniciais de Brasil, Bolsa, Balcão. 
Por isso, nas provas de concursos anteriores a 2018, em vez de “B3”, aparecem 
os nomes das antigas instituições. 
Em regra, para participar de negociações na B3, é preciso contratar uma instituição (como 
corretoras ou distribuidoras) para intermediar as ordens, exceto no caso de agentes autônomos, 
que são investidores qualificados e certificados pela CVM e podem negociar diretamente. 
Portanto, para nós, que não somos agentes autônomos (ou você é?), é preciso ter conta numa 
corretora ou distribuidora caso desejemos negociar ações na B3, o que se dá, normalmente, por 
intermédio de um home broker. 
HOME BROKER 
 
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Plataforma digital, semelhante ao internet banking, oferecido pelas corretoras e 
distribuidoras onde o investidor pode colocar ordens de compra ou venda de 
ativos (incluindo ações). 
Então, você pode entrar no home broker e, por exemplo, conferir o preço das 
ações, comprar ou vender ações, visualizar sua carteira de ações, ver notícias 
relevantes sobre as companhias listadas na bolsa. 
 
Abaixo, um exemplo de home broker de uma corretora: 
 
 
Na bolsa são negociadas ações entre investidores, e seu preço é definido conforme as forças de 
oferta e demanda de cada papel. 
Portanto, a bolsa é um mercado secundário. Mas falaremos mais sobre isso depois. Agora, 
vejamos outro ambiente de negociação. 
 
2.5.3.2 Mercado de Balcão 
O mercado de balcão é residualmente definido como todo ambiente, fora da bolsa de valores, 
onde ocorrem negociações de títulos e valores mobiliários. 
Portanto, todas as negociações desses ativos que ocorrem fora da bolsa, ocorrem no mercado 
de balcão. 
Esse nome (balcão) vem da época em que as negociações ocorriam no balcão das corretoras e 
distribuidoras, mas ainda é adequado para indicar o caráter menos formal e rígido desse 
mercado, quando comparado com a bolsa. 
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Por ser menos exigente e formal em relação às negociações do que a bolsa de valores, o 
mercado de balcão assume grande importância para dar liquidez a papeis de empresas 
menores, para as quais cumprir as regras da CVM e B3 poderia ser excessivamente custoso. 
Note, contudo, que as subscrições de novas ações ocorrem no mercado de balcão (fora da 
bolsa), mesmo no caso de empresas de capital aberto com ações negociadas. 
Depois dessa emissão inicial, as negociações ocorrem na bolsa no caso de companhias listadas, 
ou continuam no balcão no caso de empresas não listadas. Atualmente, não é permitida a 
negociação simultânea nos dois mercados. 
O mercado de balcão, ainda, pode ser dividido em: 
▶ Mercado de Balcão Organizado: há registro das operações e supervisão da CVM, com 
regras mais flexíveis do que na bolsa e um sistema de negociação. A B3 possui um balcão 
organizado, o Balcão B3. 
▶ Mercado de Balcão Não Organizado: é o ambiente onde não há registro sobre as 
operações ou sistema de negociação. Logo, não há transparência sobre os preços e as 
negociações. 
2.5.3.3 Mercado Primário e Secundário 
Os termos Mercado Primário e Mercado Secundário dizem respeito ao momento da 
negociação do ativo em questão. 
O lançamento de um novo ativo – portanto, pela primeira vez – ocorre no mercado primário. 
Sendo assim, esses ativos são adquiridos do emissor (por intermédio de instituições como 
corretoras). 
Negociações posteriores, por outro lado, são realizadas no mercado secundário. Assim, as 
negociações ocorrem entre um investidor que possui o ativo e outro que o adquire. 
 
Se você pensar no que ocorre com uma ação, essa diferença fica mais clara. 
Quando uma companhia subscreve novas ações – seja um IPO ou um follow on – e investidores 
adquirem essas ações, tudo ocorre no mercado primário (especificamente no mercado de 
balcão, já que não ocorre na bolsa). 
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Por outro lado, quando esses mesmos investidores vendem suas ações para outros investidores, 
na bolsa de valores, estamos diante de uma negociação no mercado secundário. 
É importante notar que a companhia emissora recebe os recursos apenas quando realiza a 
subscrição, no mercado primário. No mercado secundário, quem recebe os recursos é o 
investidor que vende suas das ações. 
Então a companhia não deve se preocupar com mercado secundário? Errado! 
O mercado secundário também é importante para a companhia, pois é ele que determina o 
preço de mercado de suas ações e, consequentemente, o valor da empresa. Se as ações 
estiverem indo bem, além de ser bom para a imagem da companhia, também torna mais fácil 
conseguir recursos por meio de novas emissões (follow on), as quais, lembrando, ocorrem no 
mercado primário. 
Note que os termos “primário” e “secundário” não se aplicam apenas ao mercado de capitais, 
mas também aos demais ramos do mercado financeiro. 
 
2.6 Derivativos 
Derivativos podem ser um tema bastante complexo, mas não se preocupe: aqui, precisamos 
apenas ter uma noção a respeito. 
Para começar, derivativos são ativos cujo valor deriva (decorre) de outros ativos de referência. 
Daí o nome. 
DERIVATIVOS 
Instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, o ativo de referência. 
Esse ativo de referência pode ser real (commodities – como café, açúcar, soja) ou financeiro 
(ações, juros, câmbio, ouro). 
Sendo assim, por exemplo, derivativos de ações têm seu valor determinado pelo valor de ações. 
Como essa relação entre os valores (ativo e derivativo) acontece é algo que ficará mais claro 
quando vermos os principais tipos de derivativos. 
E os principais tipos de derivativos são: 
▶ Futuros 
▶ Termos 
▶ Opções 
▶ Swaps 
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No chamado mercado a termo, são negociados contratos a termo, para compra e venda de 
ativos de referência com liquidação em data futura, com preço e prazo determinados. O preço a 
termo é definido, portanto, com base no preço do ativo de referência acrescido de juros. No 
mercado a termo, a liquidação ocorre apenas no término (vencimento) do contrato – daí o nome). 
Ao contrário dos contratos futuros, cuja negociação ocorre no mercado futuro, também para 
compra e venda de ativos de referência com liquidação em data futura, com preço e prazo 
determinados, mas ocorrendo pagamentos de ajustes em caso de variação no preço do ativo 
referência ao longo do prazo contratado. 
Mercado a Termo Mercado Futuro 
Compra e venda de ativos de referência com liquidação em 
data futura, com preço e prazo determinados. 
Liquidação ocorre apenas no 
vencimento (término). 
Ajustes ao longo do contrato 
para cobrir variações no 
preço do ativo referência. 
As opções, por sua vez, são contratos que dão ao seu comprador o direito de comprar ou vender 
determinado ativo, por determinado preço, em determinada data. Há dois tipos: opções de 
compra e opções de vendas. 
EXEMPLO 
 
Quem compra uma opção de compra de ações, paga um prêmio que lhe dá o 
direito, contra quem emitiu a opção, de comprar ações por determinado valor. 
 
Então, digamos que eu comprei, por R$5, o direito de comprar uma ação do 
Banco do Brasil por R$50, daqui a um mês. 
 
Se dentro de um mês, as ações do BB estiverem valendo R$70, eu me dei bem. 
Exerço meu direito e compro a ação por R$50, vendendo-as imediatamente pelo 
preço de mercado. Lucrei R$15 por ação nessa operação. 
 
Por outro lado, se a ação estiver valendo R$40 dentro de um mês, significa que 
perdi os R$5 que paguei de prêmio, mas não sou obrigado a comprar as ações, 
pois eu adquiri um direito. 
 
Naturalmente, as opções “da vida real” envolvem lotes de ações, e não apenas 
uma, como neste exemplo. 
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A opção de venda funciona de forma semelhante, mas dá o direito de vender o ativo de 
referência por determinado valor. Direito esse que será exercido caso o preço de mercado fique 
inferior ao preço combinado. 
Os swaps4, por fim, são contratos que permitem “trocar” ou “inverter” uma posição. Por exemplo: 
se um importador tem uma dívida em dólar para pagar dentro de alguns meses, mas ele temeuma subida no preço da moeda estrangeira, ele pode contratar um swap no valor de sua dívida, 
trocando a taxa de câmbio por juros internos, como a taxa Selic. 
Os derivativos, de forma geral, podem ser usados para especulação, para proteção (hedge) ou 
para arbitragem. 
Os especuladores são investidores que apostam na queda ou na subida no preço de ativos, 
buscando obter lucros com esses movimentos. Assim, um especulador que acredite que as 
ações do Banco do Brasil vão cair (de R$50 para R$30, por exemplo), pode comprar opções de 
venda com valor de exercício de R$45. Se os preços realmente caírem, ele se dá muito bem. 
Os hedgers, por sua vez, é como são chamados os agentes que usam derivativos para se 
protegerem de variações, como no exemplo do importador que tinha uma dívida em dólar. Mas 
também pode assumir formas mais simples, como um produtor de soja que venda contratos 
futuros ou a termo de soja antes mesmo da colheita. 
Por fim, a arbitragem consiste em uma operação que busca obter lucros em função de 
distorções de preços entre mercados e sem assumir riscos. A operação de arbitragem com 
derivativos pode ser bastante complexa, mas consiste basicamente em comprar nos mercados 
onde o ativo está barato e vender em mercados onde ele está caro. E esse conceito basta aos 
nossos propósitos. 
Para fechar, note que falamos de derivativos nesta aula pois a noção de ações é didaticamente 
conveniente, mas eles transcendem o mercado de capitais, como no caso dos swaps cambiais. 
 
 
 
 
 
 
 
4 Do inglês, Permuta. 
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RESUMO E ESQUEMAS DA AULA 
 
 
INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 
 
 
Mercado
Financeiro
Mercado 
Financeiro
• Local abstrato onde 
ocorrem transações 
envolvendo 
dinheiro, crédito, 
títulos, ações etc.
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MATURIDADE 
A maturidade das operações está diretamente relacionada ao seu prazo. Diz-se 
que têm longa maturidade operações de prazo longo, enquanto operações de 
maturidade curta são aquelas que têm prazo curto. 
 
LIQUIDEZ 
É a facilidade com que algo pode ser convertido em dinheiro. Quanto maior a 
liquidez, maior essa capacidade. 
O próprio papel-moeda, por exemplo, é o ativo mais líquido, enquanto o saldo 
que você tem na poupança é um pouco menos líquido, e um imóvel tem liquidez 
baixa. 
 
Mercado Financeiro
Moeda, 
crédito, 
capitais e 
câmbio
Intermediários 
Financeiros
Tomadores e 
Poupadores
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Renda Fixa
A forma de remuneração é 
previamente definida. Pode ser:
• Prefixada: quando o percentual é determinado 
previamente.
• Pós-fixada: quando o percentual depende de um 
índice ou referencial, como a taxa Selic.
Renda Variável
O resultado depende de fatores 
imprevisíveis, como a oferta e a demanda, 
ou os lucros de uma empresa.
Signifca maior volatilidade e riscos do que 
o mercado de renda fixa.
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Órgão Normativo CMN 
Supervisores BCB CVM 
Mercados Moeda Crédito Câmbio Capitais 
 
 
COLEGIADO DA CVM 
 
PRESIDENTE 
 
4 DIRETORES 
Mandato de 5 anos (renova 1/5 por ano) 
Ilibada reputação e reconhecida competência em 
matéria de mercado de capitais 
Aprovados pelo Senado Federal 
Nomeados pelo Presidente da República 
 
 
 
 
AÇÃO 
Documento que indica a propriedade de fração do capital de determinada 
empresa. Uma única ação é a menor fração do capital da empresa. Existem vários 
tipos de ações, cada qual definindo formas diversas de participação na gestão e 
nos lucros da empresa. 
Companhias
S/A, S.A ou CIA
Empresas cujo 
capital social é 
dividido em 
ações.
Abertas Autorizadas pela CVM para 
negociar suas ações no 
mercado.
Fechadas Ações negociadas 
privativamente pelos sócios.
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TAG ALONG 
É um mecanismo legal que assegura aos acionistas minoritários ordinários, em 
caso de negociação do controle acionário da companhia, um pagamento 
mínimo em relação ao valor pago aos controladores de uma sociedade. 
 
No Brasil, a Lei nº 10.303/01, obriga o controlador adquirente a realizar uma 
oferta de compra aos acionistas ordinários (com direito a voto) minoritários das 
ações remanescentes ao preço mínimo de 80% do valor pago por ação ao 
controlador. 
 
ON 
Ações Ordinária 
PN 
Ações Preferenciais 
Dão direito a voto nas assembleias 
 
Recebem parte dos lucros 
 
Dão direito ao tag along 
 
Preferência na distribuição de lucros 
e/ou 
Preferência no reembolso em caso de 
dissolução da sociedade 
 
Recebem lucros pelo menos 10% maiores 
 
Pelo menos 25% dos lucros devem ser 
distribuídos 
 
Têm direito a voto caso a companhia não 
distribua lucros por três anos consecutivos. 
 
Dão direito de subscrição 
Podem ter diferentes classes 
 
SUBSCRIÇÃO DE AÇÔES 
 
 
Companhia decide 
abrir seu capital
Contrata uma 
subscritora
Cumpre os 
requisitos e obtém 
registro da CVM
Subscritoras coloca 
as ações no 
mercado primário
Companhia recebe 
os recursos.
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VALORES DAS AÇÕES 
 
 
 
AÇÕES DEBÊNTURES 
COMMERCIAL 
PAPERS 
Objetivo 
Participação na 
empresa 
Projetos e 
investimentos 
Capital de Giro 
Prazo Não tem Médio e Longo Curto e médio 
Remuneração 
principal 
Variável Fixa Fixa 
Podem emitir ao 
público 
S.A. aberta S.A. aberta S.A. aberta ou fechada 
Não podem 
emitir ao 
público 
Todas as demais 
empresas 
S.A. fechada e 
Instituições financeiras 
(Sociedades 
de Arrendamento 
Mercantil 
e Companhias 
Hipotecárias 
podem) e empresas 
que não são S.A. 
Instituições financeiras e 
empresas que não são 
S.A. 
 
 
Valor de mercado
•efetivamente praticado nas 
negociações no mercado.
Valor nominal
•definido em assembleia e 
registrado no estatuto.
Valor Patrimonial
•patimônio líquido / 
número de ações
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Patrimônio Líquido do Fundo de Investimentos 
 
É calculado pela soma do valor de todos os títulos e do valor em caixa, menos as 
obrigações do fundo, incluindo aquelas relativas à administração do fundo. 
 
Marcação a Mercado 
 
É a atualização diária nos preços dos títulos e valores mobiliários que compõem 
um fundo de investimento. 
Na prática, é a atualização do valor dos ativos de acordo com preço pelo qual 
estão sendo negociados no mercado. 
Assim, se um fundo investe 100% em ações que estão sendo negociadas na bolsa 
por R$50 e essas ações sofrem valorização de 5%, a marcação a mercado implica 
em valorização de 5% do fundo e de suas cotas. 
 
CTVM e DTVM
Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários
• Atividades
▶Compra e venda, em bolsas, de títulos e valores mobiliários e de mercadorias e futuros.
o Disponibilização de plataforma online de investimentos, o home broker.
▶Intermediação de ofertas públicas de ativos (subscrição)
▶Administração de carteiras de investimentos
▶Consultoria financeira
▶Organização e administração de fundos e de clubes de investimentos
▶Financiamento para compra de ações
▶Prestação e fianças (atua como agente fiduciário)
▶Administraçãoe custódia (guarda) de títulos e valores mobiliários
• Regras
•Devem ser constituídas como sociedade anônima (S.A.) ou por cotas de responsabilidade 
limitada (Ltda.);
•São supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Banco Central do Brasil;
•A CVM supervisiona e regula as atividades com valores mobiliários (ações, debêntures, e 
contratos derivativos).
•O BCB supervisiona e regula as atividades com títulos públicos e outros títulos de renda fixa.
•Devem ter em sua denominação social as expressões “Corretora de Títulos e Valores 
Mobiliários” ou "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários", conforme o caso. 
• Diferenças
•Desde a Decisão Conjunta 17/2009, podem realizar praticamente as mesmas operações.
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DERIVATIVOS 
Instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, o ativo de referência. 
 
Mercado a Termo Mercado Futuro 
Compra e venda de ativos de referência com liquidação em 
data futura, com preço e prazo determinados. 
Liquidação ocorre apenas no 
vencimento (término). 
Ajustes ao longo do contrato 
para cobrir variações no 
preço do ativo referência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1. (FCC/2003/CVM/Analista) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto por um conjunto de instituições que 
a) controlam o Produto Interno Bruto do setor financeiro. 
b) permitem o fluxo de recursos entre poupadores e tomadores. 
c) determinam o saldo do Balanço de Pagamentos. 
d) definem a Política Monetária, Cambial e de Crédito. 
e) administram os títulos da dívida interna. 
Comentários: 
De forma geral, as instituições que constituem o SFN (normatizadores, supervisores e 
operadores) é permitir o fluxo de recursos entre os agentes econômicos superavitários e os 
deficitários, como consta na alternativa “b”. 
Vejamos o que podemos aprender com as demais alternativas. 
a) controlam o Produto Interno Bruto do setor financeiro. 
Controlar o PIB do setor financeiro? Não podemos afirmar algo assim, embora essas instituições 
certamente tenham papel importante na determinação de sua própria produção, “controlar” é 
um termo inadequado. 
c) determinam o saldo do Balanço de Pagamentos. 
Embora fuja ao escopo desta aula, o que determina o saldo do Balanço de Pagamentos é o fluxo 
de bens (exportações e importações) e de capitais (investimentos) entre um país e o resto do 
mundo. 
d) definem a Política Monetária, Cambial e de Crédito. 
Isso cabe a uma única instituição do SFN: o Conselho Monetário Nacional. Por isso, não podemos 
generalizar para o conjunto de instituições. 
e) administram os títulos da dívida interna. 
Mais uma fora do escopo desta aula, mas isso cabe à Secretaria do Tesouro Nacional. 
Gabarito: “b” 
 
 
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2. (2012/ CESGRANRIO/PETROBRAS/Profissional Júnior - Ciências Contábeis) 
O mercado de capitais exerce uma função estratégica no desenvolvimento econômico. 
Dentre as alternativas abaixo, qual a que define as funções do mercado de capitais? 
a) Proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de 
capitalização. 
b) Emitir, distribuir e vender títulos. 
c) Emitir e vender ações entre pessoas físicas. 
d) Comercializar bens tangíveis e intangíveis. 
e) Comercializar debêntures e ações entre pessoas jurídicas nacionais. 
Comentários: 
Como vimos no início da aula, o principal objetivo do mercado de capitais é proporcionar 
liquidez (facilidade de negociação) para títulos emitidos por empresas, viabilizando sua 
capitalização (levantamento de recursos) para financiamento de projetos ou para capital de giro. 
Isso torna a letra “a” correta. 
Observe que no mercado de capitais ocorre tudo o que consta nas demais alternativas, mas 
nenhuma delas descreve a função do mercado, mas apenas algumas das atividades nele 
desempenhadas. 
Gabarito: “a” 
 
3. (2008/CESPE/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Julgue o item a seguir (CERTO ou ERRADO) 
Apesar de ser um órgão normativo do SFN, a CVM não tem poderes para disciplinar, normatizar 
e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado de capitais. 
Comentários: 
Apesar de não ser um órgão normativo em sentido estrito, a CVM certamente normatiza. Mas o 
erro claro da questão está em falar que ela não tem poderes sobre os integrantes do mercado 
de capitais. 
Logo ela, a entidade supervisora, com poderes legalmente conferidos para disciplinar, fiscalizar 
e normatizar o mercado de capitais. 
Gabarito: Errado 
 
 
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4. (2017/IESES/CEGÁS/Analista de Gestão - Economista) 
O segmento que supre as necessidades de recursos de médio e de longo prazo, principalmente 
com vistas à realização de investimentos de capital, e que comercializa títulos como os 
commercial papers e as debêntures é denominado: 
a) Mercado monetário. 
b) Mercado de capitais. 
c) Mercado cambial. 
d) Mercado de crédito. 
Comentários: 
Questão que conceitua, em seu enunciado, o mercado de capitais, tornando “b” nosso gabarito. 
Gabarito: “b” 
 
5. (2015/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
De acordo com a Figura abaixo, observa-se que o mercado financeiro está basicamente 
segmentado em quatro grandes mercados: mercado monetário, mercado de crédito, mercado 
de câmbio e mercado de capitais. 
 
 
 
Caracteriza um mercado de capitais ser o 
a) mercado em que são negociadas as trocas de moedas estrangeiras por moeda nacional, 
participando desse mercado todos os agentes econômicos que realizam transações com o 
exterior, ou seja, têm recebimentos ou pagamentos a realizar em moeda estrangeira. 
b) segmento do mercado financeiro em que são criadas as condições para que as empresas 
captem recursos diretamente dos investidores, através da emissão de instrumentos financeiros 
(ações, debêntures, bônus de subscrição, etc), com o objetivo principal de financiar suas 
atividades ou viabilizar projetos de investimentos. 
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c) mercado utilizado basicamente para controle da liquidez da economia, no qual o Banco 
Central intervém para condução da Política Monetária. 
d) mercado para realização, registro e negociação de determinados instrumentos financeiros, 
basicamente divididos em quatro produtos, como: mercado a termo, mercado futuro, opções 
e swaps, com a finalidade de proteção, elevação de rentabilidade (alavancagem), especulação 
e arbitragem. 
e) segmento do mercado financeiro em que as instituições financeiras captam recursos dos 
agentes superavitários e os emprestam às famílias ou empresas, sendo remuneradas pela 
diferença entre seu custo de captação e o que cobram dos tomadores. 
Comentários: 
Vamos avaliar cada uma das alternativas. 
a) mercado em que são negociadas as trocas de moedas estrangeiras por moeda nacional, 
participando desse mercado todos os agentes econômicos que realizam transações com o 
exterior, ou seja, têm recebimentos ou pagamentos a realizar em moeda estrangeira. 
Opa! Errado. Esse é o mercado cambial. 
b) segmento do mercado financeiro em que são criadas as condições para que as empresas 
captem recursos diretamente dos investidores, através da emissão de instrumentos financeiros 
(ações, debêntures, bônus de subscrição, etc), com o objetivo principal de financiar suas 
atividadesou viabilizar projetos de investimentos. 
Correto! Descrição precisa para o mercado de capitais. Vale como reforço, inclusive. 
c) mercado utilizado basicamente para controle da liquidez da economia, no qual o Banco 
Central intervém para condução da Política Monetária. 
Errado. Esse é o mercado monetário. 
d) mercado para realização, registro e negociação de determinados instrumentos financeiros, 
basicamente divididos em quatro produtos, como: mercado a termo, mercado futuro, opções e 
swaps, com a finalidade de proteção, elevação de rentabilidade (alavancagem), especulação e 
arbitragem. 
Errado. Apesar de descrever corretamente o mercado de derivativos, não descreve de forma 
ampla o mercado de capitais, como na letra “d”. 
e) segmento do mercado financeiro em que as instituições financeiras captam recursos dos 
agentes superavitários e os emprestam às famílias ou empresas, sendo remuneradas pela 
diferença entre seu custo de captação e o que cobram dos tomadores. 
Errado. Aqui, temos o mercado de crédito. 
Gabarito: “b” 
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6. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Científico - Tecnologia da Informação) 
Na configuração atual do Sistema Financeiro Nacional, a instituição responsável pela regulação 
do mercado acionário, de debêntures e de commercial papers é o(a) 
a) Conselho Monetário Nacional 
b) Comissão de Valores Mobiliários 
c) Banco Central do Brasil 
d) Banco do Brasil 
e) Ministério da Fazenda 
Comentários: 
Cabe à CVM (letra “b”) e ao CMN (letra “a”) regular o mercado de capitais. 
Mas a banca achou por bem, nesta questão, dar como gabarito a letra “b”, possivelmente 
raciocinando que, enquanto o CMN regula o mercado financeiro como um todo, a CVM é mais 
específica para o mercado de capitais. 
Esse é o mesmo raciocínio que você deve utilizar diante de questões assim, com mais de um 
gabarito. 
Gabarito: “b” 
 
7. (CESGRANRIO/2010/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia ligada ao Poder Executivo que atua 
sob a direção do Conselho Monetário Nacional e tem por finalidade básica 
a) captação de recursos no mercado internacional 
b) compra e venda de ações no mercado da Bolsa de Valores. 
c) fiscalização das empresas de capital fechado. 
d) normatização e controle do mercado de valores mobiliários. 
e) manutenção da política monetária. 
Comentários: 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia 
(órgão do Poder Executivo). 
Seus objetivos, em relação ao mercado de valores mobiliários brasileiro, são: 
▶ Fiscalizar 
▶ Normatizar 
▶ Disciplinar 
▶ Desenvolver 
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Portanto, a alternativa “d” é a única correta. 
Gabarito: “d” 
 
8. (2003/FCC/CVM/Inspetor) 
Com relação à organização da Comissão de Valores Mobiliários, pode-se afirmar que 
a) é administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da 
República, depois de aprovados pelo Senado Federal. 
b) conta com um colegiado composto pelos superintendentes e coordenado pelo 
Superintendente Geral. 
c) o Superintendente Geral acompanha e coordena as atividades desenvolvidas pelos membros 
do Colegiado. 
d) cabe à Superintendência Geral definir todas as políticas e estabelecer as práticas a serem 
implantadas e desenvolvidas. 
e) conta com a Superintendência de Fiscalização Bancária, que dá suporte direto ao Colegiado. 
Comentários: 
Vamos revisar. 
A CVM é administrada pelo Colegiado, composto por um presidente e quatro diretores, com 
mandatos de cinco anos, indicados e, após a aprovação do Senado Federal, nomeados pelo 
Presidente da República. 
A renovação de 1/5 ocorre a cada ano e a recondução é vedada. 
Gabarito: “a” 
 
9. (CESGRANRIO/2010/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
As operações de underwriting (subscrição) são praticadas pelos bancos de investimento que 
realizam a intermediação da distribuição de títulos mobiliários no mercado. A Garantia Firme é 
um tipo de operação de underwriting no qual a instituição financeira coordenadora da 
operação garante a 
a) oferta global das ações da empresa tanto no país quanto no exterior, assumindo todos os 
riscos relacionados à oscilação de mercado. 
b) rentabilidade das ações colocadas no mercado, responsabilizando- se por devolver o 
dinheiro à empresa emissora em caso de uma desvalorização repentina. 
c) renovação da subscrição das ações colocadas no mercado e que não encontraram 
compradores interessados. 
d) colocação dos lotes de ações a um determinado preço previamente pactuado com a 
empresa emissora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado. 
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e) prática de melhores esforços para revender o máximo de uma emissão de ações para os seus 
clientes por um prazo determinado. 
Comentários: 
Vejamos cada uma das alternativas. 
a) oferta global das ações da empresa tanto no país quanto no exterior, assumindo todos os 
riscos relacionados à oscilação de mercado. 
Errado. Não há esse tipo de subscrição, no qual são cobertos os riscos relacionados à oscilação 
de mercado, ou seja, após a emissão. 
b) rentabilidade das ações colocadas no mercado, responsabilizando- se por devolver o dinheiro 
à empresa emissora em caso de uma desvalorização repentina. 
Errado. Não há esse tipo de subscrição, no qual é coberta a possibilidade de “desvalorização 
repentina”. 
c) renovação da subscrição das ações colocadas no mercado e que não encontraram 
compradores interessados. 
Errado. Esse é o tipo Residual (Standby). 
d) colocação dos lotes de ações a um determinado preço previamente pactuado com a empresa 
emissora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado. 
Certo! Essa alternativa descreve corretamente o tipo Firme. 
e) prática de melhores esforços para revender o máximo de uma emissão de ações para os seus 
clientes por um prazo determinado. 
Errado. Aqui, descreve-se o tipo Melhor Esforço. 
Gabarito: “d” 
 
10. (CESGRANRIO/2012/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de 
sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Um dos seus objetivos 
principais é 
a) controlar o mercado de seguros. 
b) regular o mercado de valores imobiliários. 
c) assegurar o funcionamento eficiente do mercado de Bolsa de Valores. 
d) subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado. 
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e) estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. 
Comentários: 
Vamos avaliar as alternativas: 
a) controlar o mercado de seguros. 
Errado. Isso é com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), no caso de seguros 
privados. 
b) regular o mercado de valores imobiliários. 
Errado. Isso é atribuição da CVM. 
c) assegurar o funcionamento eficiente do mercado de Bolsa de Valores. 
Errado. Também é atribuição da CVM. 
d) subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado. 
Correto! Corretoras e Distribuidoras têm como um dos seus principais objetivos a subscrição. 
e) estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. 
Errado. De novo, é um dos objetivos da CVM. 
Gabarito: “d” 
 
11. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
As sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – DTVM – são instituições auxiliares 
do mercado financeiro.Dentre suas atividades básicas, encontra-se a 
a) emissão de títulos e valores mobiliários 
b) operação de crédito direto ao consumidor 
c) intermediação da colocação de emissões de capital no mercado 
d) realização de empréstimo para capital de giro 
e) captação de recursos através de debêntures 
Comentários: 
Entre as atividades básicas de uma Distribuidora está a intermediação da colocação de emissões 
(subscrição) de capital no mercado. Letra “c” é o gabarito. 
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Quanto às demais alternativas: 
a) emissão de títulos e valores mobiliários 
Errado. Ou, ao menos, imprecisa. Elas não emitem títulos e valores mobiliários, ou seja, não 
figuram como emissoras. Quem o faz são, principalmente, as companhias. 
b) operação de crédito direto ao consumidor 
Errado. Isso é com os bancos, assunto para outra aula. 
d) realização de empréstimo para capital de giro 
Errado. Também é algo que os bancos fazem. 
e) captação de recursos através de debêntures 
Errado. Ou melhor, impreciso, já que elas promovem esse tipo de captação, mas quem capta é 
a companhia emitente da debênture. Se não fosse a letra “c”, essa, ou até a letra “a”, poderia ser 
o gabarito. 
Gabarito: “c” 
 
12. (CESGRANRIO/2012/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas por quotas de 
responsabilidade limitada ou, então, sob a forma de sociedade anônima, devendo constar na 
sua denominação social a expressão "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários". Dentre as 
operações dessa sociedade, destaca-se a(o) 
a) distribuição de crédito entre as empresas para a compra de títulos 
b) realização do seguro de títulos e valores mobiliários no mercado 
c) intermediação de emissões de títulos e valores mobiliários no mercado 
d) financiamento de valores mobiliários de longo prazo 
e) monitoramento e fiscalização do mercado de títulos e valores mobiliários 
Comentários: 
A questão pede a alternativa que mostra uma das operações de DTVMs. Vamos às alternativas: 
a) distribuição de crédito entre as empresas para a compra de títulos 
Errado, mas mais difícil do que pode parecer. Trata-se de uma operação de crédito, portanto, 
fora das atividades de uma DTVM e do mercado de capitais. Note que elas podem financiar a 
compra de ações, por meio de um mecanismo chamado “conta margem”, mas isso não se aplica 
a títulos. 
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b) realização do seguro de títulos e valores mobiliários no mercado 
Errado. Elas podem prestar fianças, mas não realizar seguros de qualquer tipo. 
c) intermediação de emissões de títulos e valores mobiliários no mercado 
Certo! Essa é a subscrição, uma das principais atividades das DTVMs, junto com a compra e 
venda de títulos. 
d) financiamento de valores mobiliários de longo prazo 
Errado. A conta margem é um mecanismo de curto prazo: o cliente tem poucos dias para cobrir 
eventuais valores negativos em sua conta. 
e) monitoramento e fiscalização do mercado de títulos e valores mobiliários 
Errado. Isso é com a CVM. 
Gabarito: “c” 
 
13. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
O mecanismo que confere ao acionista o direito de exercer a preferência para adquirir novas 
ações ou ativos conversíveis em ações, em razão da proporção das ações que possui em uma 
companhia, quando esta realiza aumento de capital, é denominado direito de 
a) subscrição 
b) voto 
c) opção 
d) aumento de capital 
e) participação nos resultados 
Comentários: 
O enunciado descreve o direito de subscrição. Vamos revisar. 
Exemplo: 
 
Você detém 5% das ações de uma empresa dividida em 1.000 ações, então você 
tem 50 ações. 
Se a empresa decidir emitir mais 500 ações pelo valor de subscrição de R$20, 
você tem direito de subscrever (adquirir) mais 25 ações pelo valor de 
subscrição, para manter sua participação de 5%. 
Dessa forma, mesmo se o mercado estiver querendo pagar R$30, R$40 ou R$100 
por ação, você tem direito de pagar R$20 e manter seu percentual. 
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Gabarito: “a” 
 
14. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
No mercado de debêntures, underwriting é(são) 
a) um mecanismo utilizado pelas companhias emissoras de debêntures — quando previsto na 
escritura de emissão — para adequar seus títulos, periodicamente, às condições vigentes no 
mercado. 
b) operações de compra e venda de debêntures pelos investidores não identificados. 
c) um mecanismo de consulta prévia ao mercado para definição da remuneração das 
debêntures ou do ágio/ deságio no preço de subscrição, tendo em vista a quantidade de 
debêntures, para diferentes níveis de taxa, que cada investidor tem disposição de adquirir. 
d) a operação de distribuição primária de debêntures, ou seja, a primeira venda dos títulos após 
a sua emissão. 
e) uma classificação efetuada por empresa especializada independente (agência de rating) que 
reflete sua avaliação sobre o grau de risco envolvido em determinado instrumento de dívida. 
Comentários: 
O underwriting (subscrição) de novas ações, seja num IPO ou num follow on, ocorre no mercado 
primário, ou seja, é a primeira venda de títulos após sua emissão (gabarito: d). 
O mecanismo descrito na letra “a” é a repactuação. Serve para ajustar os valores de remuneração 
quando há mudanças no mercado, por exemplo, na taxa de juros. 
Em “b”, teríamos o mercado de balcão não organizado, restrito à oferta privada, no caso das 
debêntures. 
Em “c”, está descrito o bookbuilding. Ele é exatamente esse “mecanismo de consulta prévia ao 
mercado para definição da remuneração das debêntures ou do ágio/ deságio no preço de 
subscrição, tendo em vista a quantidade de debêntures, para diferentes níveis de taxa, que cada 
investidor tem disposição de adquirir”. É um serviço prestado pelas distribuidoras e corretoras 
que serve para adequar a oferta àquilo que o mercado deseja. 
Por fim, em “e” temos a descrição do rating. 
Gabarito: “d” 
 
15. (2012/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário) 
Julgue o item a seguir: 
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As ações constituem títulos representativos da menor fração do capital social de uma empresa, 
podendo ser classificadas em ordinárias ou preferenciais. As ações ordinárias atribuem ao seu 
titular: 
a) prioridade no recebimento de dividendos 
b) prioridade no reembolso do capital, no caso de dissolução da empresa 
c) permissão para revenda a qualquer tempo 
d) direito de voto na assembleia de acionistas 
e) direito de compra de outras ações ordinárias 
Comentários: 
As alternativas “a” e “b” descrevem características, cumulativas ou não, de ações preferenciais 
(PN). 
Em “c” e “e”, temos características gerais do mercado de ações, que não dependem do tipo de 
ações. 
Por fim, “d” é nosso gabarito. A principal característica das ações ordinárias (ON) é que garantem, 
aos seus titulares, o direito de votar em assembleias da companhia. 
Gabarito: “d” 
 
 
16. (2008/UFRJ/CVM/Agente Executivo) 
Os títulos de crédito, que garantem ao seu titular direitos de crédito contra a companhia, nas 
condições constantes da escritura de emissão que podem assegurar ao seu titular juros, fixos 
ou flutuantes, participação na companhia e prêmio de reembolso são chamados de: 
a) bônus de subscrição; 
b) notas promissórias; 
c) ações ordinárias; 
d) debêntures; 
e) commercial papers. 
Comentários: 
O enunciado descreve as debêntures,fazendo da alternativa “d” o gabarito. 
Notas promissórias são títulos de crédito, não confunda com “notas promissórias comerciais” 
(Commercial Papers). De toda forma, eles não podem assegurar participação na companhia, 
tornando “b” e “e” incorretas. 
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Da forma semelhante, “c” está errada porque as ações ordinárias não asseguram juros fixos ou 
flutuantes, embora algumas paguem juros sobre o capital próprio, e em caso algum possuem 
prêmio de reembolso. 
Por fim, bônus de subscrição (letra “a”) é o nome dado ao título que confere o direito de 
subscrição. 
Gabarito: “d” 
 
17. (2006/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Ao invés de recorrer a empréstimos bancários para suprir suas necessidades de recursos de 
curto prazo, as empresas não-financeiras têm a opção de emitir 
a) cédulas hipotecárias. 
b) CDBs. 
c) letras imobiliárias. 
d) commercial papers. 
e) CDIs. 
Comentários: 
Commercial papers (letra “d”) são uma opção para empresas não financeiras para captações de 
curto prazo. 
Os demais também são formas de captação, mas são assuntos para outra aula. 
Gabarito: “d” 
 
18. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
De acordo com suas necessidades de caixa, as empresas utilizam serviços do mercado 
financeiro para captação de recursos. 
Os títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos 
de capital de giro são denominados 
a) títulos públicos 
b) hot money 
c) commercial papers 
d) factoring 
e) títulos federais 
Comentários: 
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O enunciado descreve os commercial papers. Observe que o “curto prazo” sempre é citado. 
Gabarito: “c” 
 
19. (2006/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
A Lar Doce Lar é uma empresa muito bem conceituada na produção e venda de móveis para 
cozinhas. Recentemente, ela recebeu uma grande encomenda, mas está enfrentando 
dificuldades de caixa e seu administrador financeiro considera que as taxas de juros cobradas 
pelas instituições financeiras estão extremamente elevadas. Uma alternativa para a solução 
desse problema pode ser a captação de recursos de terceiros por meio da emissão de 
a) CDI. 
b) CDB. 
c) Commercial Papers. 
d) Letras de Crédito Imobiliário. 
e) Letras Hipotecárias. 
Comentários: 
Como a Lar Doce Lar não é uma empresa financeira, entre as alternativas, apenas os Commercial 
Papers são uma opção em relação ao mercado bancário tradicional. 
Se for uma S.A., ela pode, inclusive, ofertar ao público, desde que consiga uma autorização 
específica da CVM para essa emissão. 
Se não for S.A., a oferta deve ser privada. 
Gabarito: “c” 
 
20. (2012/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
A oferta pública de ações representa uma das formas mais vantajosas que as Sociedades 
Anônimas ou Companhias de Capital Aberto possuem para levantar recursos. Para a realização 
dessa oferta de ações, tais empresas precisam procurar uma instituição financeira do mercado 
de capitais. 
Como é denominada a operação de venda dos lotes de ações, realizada por essas instituições 
financeiras no mercado de capitais? 
a) Emissão de Debêntures 
b) Securitização 
c) Warrants 
d) Vendor Finance 
e) Underwriting (Subscrição) 
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Comentários: 
O enunciado descreve a subscrição (letra “e”), 
Gabarito: “e” 
 
21. (2008/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
A intermediação financeira desenvolve-se de forma segmentada, com base em quatro 
subdivisões estabelecidas para o mercado financeiro: mercado monetário, mercado de crédito, 
mercado de capitais e mercado cambial. Os certificados de depósitos bancários (CDB) e as 
debêntures são negociados no mercado 
a) cambial. 
b) monetário. 
c) de ações. 
d) de capitais. 
e) de crédito. 
Comentários: 
A banca deu letra “b” como gabarito. Lamentável, já que as debêntures são negociadas no 
mercado de capitais. 
Os CDBs são negociados em outro mercado, mas é assunto para outra aula. 
Como a banca errou, a questão está aqui para revisar o assunto e mostrar que esses erros 
também ocorrem, e nem sempre existe uma forma de contornar. Faz parte. =( 
Gabarito: “d” 
 
22. (2010/CESGRANRIO/PETROBRAS/Profissional Júnior) 
A decisão empresarial de obtenção de financiamento de curto prazo é materializada pela 
emissão de 
a) debêntures subordinadas. 
b) ações ordinárias. 
c) ações preferenciais de classe B. 
d) nota promissória ou commercial paper. 
e) Warrants. 
Comentários: 
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Curto prazo? Commercial paper (letra “d”). Apesar de omitir o termo “comercial” em “nota 
promissória”, isso não prejudica a alternativa. 
Gabarito: “d” 
 
23. (2006/FCC/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
As Notas Promissárias Comerciais, ou conhecidas no Brasil como Commercial Papers, são títulos 
de curto prazo, emitidos por 
a) Bancos Comerciais, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária, com data 
de vencimento determinada. 
b) Empresas não Financeiras, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária e 
com data de vencimento determinada. 
c) Bancos de Investimento, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária, com 
data de vencimento determinada. 
d) Companhias de Crédito Imobiliário, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança 
bancária, com data de vencimento em aberto. 
e) empresas não financeiras e Bancos Múltiplos, com garantia real, podendo ser garantidos por 
fiança bancária, e com data de vencimento em aberto. 
Comentários: 
Bancos Comerciais, Bancos de Investimento, Companhias de Crédito Imobiliário e Bancos 
Múltiplos são instituições financeiras e, portanto, não podem emitir commercial papers. 
Isso nos deixa apenas com a alternativa “b”, que de fato é nosso gabarito. 
Gabarito: “b” 
 
24. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Científico - Tecnologia da Informação) 
No escopo de financiar capital de giro, os commercial papers são instrumentos comumente 
utilizados. 
Sobre esses produtos financeiros tem-se que 
a) são isentos de IOF. 
b) são títulos públicos. 
c) são títulos de dívida de longo prazo. 
d) são negociados no mercado primário. 
e) têm prazo de vencimento de 30 a 180 dias para companhias abertas. 
Comentários: 
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Os commercial papers, de fato, são isentos de IOF (letra “a”), constituindo uma vantagem dessa 
forma e captação em relação aos empréstimos bancários. 
OBS: Na minha opinião, “d” também está correta. Ela não diz que os commercial papers são 
negociados apenas no mercado primário (o que estaria errado). Mas, mais uma vez, precisamos 
escolher a alternativa que está “mais certa”. 
Gabarito: “a” 
 
25. (2011/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
As notas promissórias comerciais (commercial papers) são instrumentos de captação de 
recursos 
a) por prazo máximo de 360 dias para companhias abertas. 
b) emitidos no mercado interfinanceiro. 
c) que se destinam à aplicação exclusiva de fundos de investimento. 
d) privativos de instituições financeiras de capital estrangeiro. 
e) utilizados por bancos de investimento. 
Comentários: 
Essa vai no detalhe, e por isso deixei para mostrar aqui: 
O prazo máximo dos commercial papers, limitando-os ao curto prazo, é de 180 dias para 
empresas de capital fechado e 360 dias paraempresas de capital aberto. 
Isso torna a letra “a” correta. 
As demais alternativas simplesmente estão incorretas. 
b) esses papéis não são emitidos no mercado interfinanceiro, mas sim no mercado de capitais. 
c) não se destinam exclusivamente a fundos de investimento. 
d e e) instituições financeiras, incluindo bancos de investimento, não podem emitir commercial 
papers. 
Gabarito: “a” 
 
26. (2018/IBGP/PREF SANTA LUZIA/Tesoureiro) 
O mercado de capitais é um mecanismo de distribuição de valores mobiliários, que tem o 
objetivo de gerar liquidez aos títulos emitidos pelas empresas e viabilizar o seu processo de 
capitalização. Isso quer dizer que o objetivo é direcionar os recursos financeiros da sociedade 
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(poupança)x' para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas, assim remunerando 
melhor o investidor e contribuindo para o desenvolvimento econômico do país. O mercado de 
capitais é composto por bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições 
financeiras autorizadas. Estas instituições negociam os principais ativos mobiliários do mercado 
de capitais. 
São conceitos atinentes a mercado de capital, EXCETO: 
a) Ações são títulos emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do 
capital da empresa emitente. O investidor em ações é um coproprietário da sociedade anônima 
da qual é acionista, participando dos seus resultados. 
b) Debêntures são títulos emitidos também por sociedades anônimas. Seus recursos são 
destinados principalmente para capital fixo das empresas e são remunerados em juros, 
participações nos lucros, etc. As debêntures são títulos de longo prazo. 
c) Commercial Papers são os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados 
de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação (contratos futuros, opções, 
etc.). 
d) Bolsa de valores é um mercado, onde pessoas e empresas se relacionam através da compra 
e venda de seus títulos e ações. 
Comentários: 
Apesar de ser de uma banca pequena, essa questão é bem legal pois traz 4 alternativas certas, 
que valem de revisão sobre os conceitos aprendidos nesta aula. 
Apenas “c” está errada, pois descreve commercial papers como uma suposta mistura de “bônus 
de subscrição” e derivativos, o que simplesmente não é verdade. 
Gabarito: “c” 
 
27. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Os mercados de balcão organizados de valores mobiliários atendem a exigências diferentes 
dos mercados de bolsa. No Brasil, o mercado de balcão organizado de valores mobiliários NÃO 
a) depende de autorização da Comissão de Valores Mobiliários para seu funcionamento. 
b) pode operar com formadores de mercado. 
c) mantém nos seus sistemas registros das operações realizadas. 
d) negocia ações, apenas debêntures com registro na Comissão de Valores Mobiliários. 
e) negocia com cotas de Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada. 
Comentários: 
Vamos avaliar cada uma das alternativas. (Atenção ao NÃO do enunciado). 
a) Errado. O mercado de balcão organizada, apesar de ter regras menos rígidas, também se 
sujeitam à autorização da CVM. 
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b) Errado. “Formadores de mercado” são empresas que mantém atividades de compra e venda 
de ativos de forma contínua, formando assim o mercado. Eles podem SIM operar em mercado 
de balcão organizado. 
c) Errado. Essa é justamente uma diferença em relação aos mercados de balcão não organizados: 
os organizados realizam o registro das operações. 
d) Errado. Eles negociam outros títulos além de debêntures, como commercial papers, além de 
também poderem negociar ações de companhias, desde que estas não estejam listadas na 
bolsa. 
e) Correto. Não são negociadas cotas de empresas limitadas. 
Gabarito: “e” 
 
28. (2010/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Com a finalidade de captação de recursos, muitas empresas abrem seu capital e emitem ações 
para serem negociadas no mercado primário ou secundário, dependendo da ocasião da 
emissão das ações. A emissão de ações no mercado primário ocorre quando a: 
a) negociação é realizada no pregão da Bolsa de Valores. 
b) negociação das ações não se concretizou no mercado secundário. 
c) empresa emite ações para negociação somente com empresas do setor primário. 
d) empresa emite pela primeira vez ações para serem negociadas no mercado. 
e) rentabilidade das ações não atingiu o patamar desejado. 
Comentários: 
A emissão no mercado primário ocorre quando a empresa emite ações pela primeira vez (letra 
“d”). 
a) Errado. No pregão da Bolsa de Valores, ocorre o chamado mercado secundário. 
b) Errado. Na verdade, negociações no mercado secundário ocorrem somente após 
negociações concretizadas no mercado primário. 
c) Errado. Não faz sentido falar em “empresas do mercado primário”, já que a maioria das 
instituições atua nos dois mercados. 
e) Errado. Apenas não faz sentido vincular a rentabilidade à classificação entre mercados 
primário e secundário. 
Gabarito: “d” 
 
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29. (2010/CEBRASPE/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
Com relação aos conceitos de mercado primário e de mercado secundário, julgue os itens que 
se seguem. 
I. O mercado primário é indiferente à existência do mercado secundário. 
II. No mercado primário, é negociado o ativo financeiro pela primeira vez, com a obtenção 
de recursos pelo emissor do título. 
III. No mercado secundário, há a negociação dos títulos existentes, emitidos anteriormente 
no mercado, que têm a sua propriedade transferida entre os participantes. 
IV. A principal função do mercado secundário é proporcionar liquidez aos ativos financeiros. 
V. A emissão de títulos ou valores mobiliários para se capitalizar ou para se financiar, com o 
objetivo de cobrir gastos ou realizar investimentos, é efetuada no mercado primário. 
Estão certos apenas os itens 
a) I, II, III e IV. 
b) I, II, III e V. 
c) I, II, IV e V. 
d) I, III, IV e V. 
e) II, III, IV e V. 
Comentários: 
Vamos julgar os itens para chegar ao gabarito. 
I está errado. O mercado secundário é importante, pois define o valor dos títulos emitidos no 
mercado primário e ainda dá liquidez para as emissões. Ou seja, quem investe no mercado 
primário, sabe que existe um mercado para os títulos ou valores adquiridos: o mercado 
secundário. 
DICA 
Observe que apenas isso já nos dá o gabarito! Apenas a letra “e” não afirma que 
I está correto. 
Sempre use essa estratégia em questões desse tipo, com itens a serem avaliados. 
O item II é correto, descrevendo perfeitamente o mercado primário. Isso reforça que “e” é o 
gabarito. 
O item III também é correto, e descreve o mercado secundário. 
O item IV tem certa subjetividade da banca ao estabelecer como principal função. Apesar de eu 
concordar, esse tipo de afirmação carece de objetividade. 
O item V, por fim, também está correto, de forma relacionada ao item II. 
Gabarito: “e” 
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30. (CESGRANRIO/2018/BASA/Técnico Bancário) 
Recentemente duas instituições se fundiram criando a B3. As instituições que se fundiram foram 
a) Susep e Cetip 
b) Cetip e Bacen 
c) Bacen e CVM 
d) BM&FBovespa e Bacen 
e) BM&FBovespa e Cetip 
Comentários: 
A B3 surgiu de sucessivas fusões. 
Primeiro, entre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros 
(BM&F), formando a BM&FBovespa. 
Maistarde, a BM&FBovespa juntou-se à Mercados Organizados (CETIP, responsável pelo 
Sistema de Registro, de Compensação, de Liquidação e Custódia), dando origem a B3 
(estilizado como [B]³), em referência às letras iniciais de Brasil, Bolsa, Balcão. 
Isso torna a letra “e” correta, e as demais absurdas, a tentarem fundir instituições privadas com 
autarquias federais. 
Gabarito: “e” 
 
31. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
A modalidade do mercado de derivativo, na qual, por meio de um contrato, as partes envolvidas 
trocam um índice de rentabilidade por outro é denominada: 
a) opções 
b) swap 
c) opções flexíveis 
d) futuro 
e) Termo 
Comentários: 
Falou em “troca de índices”, lembre-se dos Swaps (permutas). Portanto, “b” é o gabarito. 
Mas vamos aproveitar para revisar os outros derivativos. 
a) As opções, por sua vez, são contratos que dão ao seu comprador o direito de comprar ou 
vender determinado ativo, por determinado preço, em determinada data. Há dois tipos: opções 
de compra e opções de vendas. 
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c) Opções flexíveis são opções negociadas no mercado de balcão organizado, com regras mais 
flexíveis. 
d) Ao contrário dos contratos futuros, cuja negociação ocorre no mercado futuro, também para 
compra e venda de ativos de referência com liquidação em data futura, com preço e prazo 
determinados, mas ocorrendo pagamentos de ajustes em caso de variação no preço do ativo 
referência ao longo do prazo contratado. 
e) No chamado mercado a termo, são negociados contratos a termo, para compra e venda de 
ativos de referência com liquidação em data futura, com preço e prazo determinados. O preço a 
termo é definido, portanto, com base no preço do ativo de referência acrescido de juros. 
Gabarito: “b” 
 
32. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
No mercado de ações, existem instrumentos derivativos criados para minimizar os riscos de 
oscilação de preço, de modo a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra 
possíveis perdas, além de servir para criar estratégias especulativas em relação à trajetória de 
preço das ações. 
As negociações de calls e puts sobre ações e sobre o índice Ibovespa, para preços de exercício 
e datas de vencimento definidas pela bolsa de valores, quando da abertura das séries para tais 
operações, são realizadas no mercado: 
a) à vista 
b) a termo 
c) de especulação 
d) de opções 
e) de hedging 
Comentários: 
Calls (compras) e puts (vendas) são termos utilizados para se referir às ações. Com isso, fica mais 
simples identificar que o enunciado está descrevendo opções (letra “d”), estabelecendo “preços 
de exercício e datas de vencimento”. 
Gabarito: “d” 
 
33. (CESGRANRIO/2018/LIQUIGÁS/Profissional Júnior - Vendas) 
De forma específica, a estratégia organizacional de gestão de riscos que visa a minimizar os 
riscos relacionados à volatilidade dos ativos e passivos financeiros é conhecida como 
a) compliance e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro swap. 
b) swap e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro hedge. 
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c) swap e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro off balance. 
d) hedge e pode ser operacionalizada por ativos ou passivos precificados que independem de 
preços de ativos primários. 
e) hedge e pode ser operacionalizada por meio de instrumentos derivativos. 
Comentários: 
A minimização de riscos descrita no enunciado é o hedge, e pode ser operacionalizada com 
derivativos, tornando a letra “e” correta, e a letra “d” incorreta. 
Swaps (letras “b” e “c”) são apenas um tipo de derivativo. 
Por fim, “compliance” é um termo relacionado ao cumprimento de regras. 
Gabarito: “e” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (FCC/2003/CVM/Analista) 
O Sistema Financeiro Nacional é composto por um conjunto de instituições que 
a) controlam o Produto Interno Bruto do setor financeiro. 
b) permitem o fluxo de recursos entre poupadores e tomadores. 
c) determinam o saldo do Balanço de Pagamentos. 
d) definem a Política Monetária, Cambial e de Crédito. 
e) administram os títulos da dívida interna. 
 
2. (2012/ CESGRANRIO/PETROBRAS/Profissional Júnior - Ciências Contábeis) 
O mercado de capitais exerce uma função estratégica no desenvolvimento econômico. 
Dentre as alternativas abaixo, qual a que define as funções do mercado de capitais? 
a) Proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de 
capitalização. 
b) Emitir, distribuir e vender títulos. 
c) Emitir e vender ações entre pessoas físicas. 
d) Comercializar bens tangíveis e intangíveis. 
e) Comercializar debêntures e ações entre pessoas jurídicas nacionais. 
 
3. (2008/CESPE/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Julgue o item a seguir (CERTO ou ERRADO) 
Apesar de ser um órgão normativo do SFN, a CVM não tem poderes para disciplinar, normatizar 
e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado de capitais. 
 
4. (2017/IESES/CEGÁS/Analista de Gestão - Economista) 
O segmento que supre as necessidades de recursos de médio e de longo prazo, principalmente 
com vistas à realização de investimentos de capital, e que comercializa títulos como os 
commercial papers e as debêntures é denominado: 
a) Mercado monetário. 
b) Mercado de capitais. 
c) Mercado cambial. 
d) Mercado de crédito. 
 
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5. (2015/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
De acordo com a Figura abaixo, observa-se que o mercado financeiro está basicamente 
segmentado em quatro grandes mercados: mercado monetário, mercado de crédito, mercado 
de câmbio e mercado de capitais. 
 
 
 
Caracteriza um mercado de capitais ser o 
a) mercado em que são negociadas as trocas de moedas estrangeiras por moeda nacional, 
participando desse mercado todos os agentes econômicos que realizam transações com o 
exterior, ou seja, têm recebimentos ou pagamentos a realizar em moeda estrangeira. 
b) segmento do mercado financeiro em que são criadas as condições para que as empresas 
captem recursos diretamente dos investidores, através da emissão de instrumentos financeiros 
(ações, debêntures, bônus de subscrição, etc), com o objetivo principal de financiar suas 
atividades ou viabilizar projetos de investimentos. 
c) mercado utilizado basicamente para controle da liquidez da economia, no qual o Banco 
Central intervém para condução da Política Monetária. 
d) mercado para realização, registro e negociação de determinados instrumentos financeiros, 
basicamente divididos em quatro produtos, como: mercado a termo, mercado futuro, opções 
e swaps, com a finalidade de proteção, elevação de rentabilidade (alavancagem), especulação 
e arbitragem. 
e) segmento do mercado financeiro em que as instituições financeiras captam recursos dos 
agentes superavitários e os emprestam às famílias ou empresas, sendo remuneradas pela 
diferença entre seu custo de captação e o que cobram dos tomadores. 
 
6. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Científico - Tecnologia da Informação) 
Na configuração atual do Sistema Financeiro Nacional, a instituição responsável pela regulação 
do mercado acionário, de debêntures e de commercial papers é o(a) 
a) Conselho Monetário Nacional 
b) Comissão de Valores Mobiliários 
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c) Banco Central do Brasil 
d) Banco do Brasil 
e) Ministério da Fazenda 
 
7. (CESGRANRIO/2010/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia ligada ao Poder Executivo que atua 
sob a direção do Conselho Monetário Nacional e tem por finalidade básica 
a) captação de recursos no mercado internacional 
b) compra e venda de ações no mercado da Bolsa de Valores. 
c) fiscalização das empresas de capital fechado. 
d) normatização e controle do mercado de valores mobiliários. 
e) manutenção da política monetária. 
 
8. (2003/FCC/CVM/Inspetor) 
Com relação à organização da Comissão de Valores Mobiliários, pode-se afirmar que 
a) é administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da 
República, depois de aprovados pelo Senado Federal. 
b) conta com um colegiado composto pelos superintendentes e coordenado pelo 
Superintendente Geral. 
c) o Superintendente Geral acompanha e coordena as atividades desenvolvidas pelos membros 
do Colegiado. 
d) cabe à Superintendência Geral definir todas as políticas e estabelecer as práticas a serem 
implantadas e desenvolvidas. 
e) conta com a Superintendência de Fiscalização Bancária, que dá suporte direto ao Colegiado. 
 
9. (CESGRANRIO/2010/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
As operações de underwriting (subscrição) são praticadas pelos bancos de investimento que 
realizam a intermediação da distribuição de títulos mobiliários no mercado. A Garantia Firme é 
um tipo de operação de underwriting no qual a instituição financeira coordenadora da 
operação garante a 
a) oferta global das ações da empresa tanto no país quanto no exterior, assumindo todos os 
riscos relacionados à oscilação de mercado. 
b) rentabilidade das ações colocadas no mercado, responsabilizando- se por devolver o 
dinheiro à empresa emissora em caso de uma desvalorização repentina. 
c) renovação da subscrição das ações colocadas no mercado e que não encontraram 
compradores interessados. 
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d) colocação dos lotes de ações a um determinado preço previamente pactuado com a 
empresa emissora, encarregando-se, por sua conta e risco, de colocá-lo no mercado. 
e) prática de melhores esforços para revender o máximo de uma emissão de ações para os seus 
clientes por um prazo determinado. 
 
10. (CESGRANRIO/2012/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de 
sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Um dos seus objetivos 
principais é 
a) controlar o mercado de seguros. 
b) regular o mercado de valores imobiliários. 
c) assegurar o funcionamento eficiente do mercado de Bolsa de Valores. 
d) subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado. 
e) estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários. 
 
11. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
As sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários – DTVM – são instituições auxiliares 
do mercado financeiro. 
Dentre suas atividades básicas, encontra-se a 
a) emissão de títulos e valores mobiliários 
b) operação de crédito direto ao consumidor 
c) intermediação da colocação de emissões de capital no mercado 
d) realização de empréstimo para capital de giro 
e) captação de recursos através de debêntures 
 
12. (CESGRANRIO/2012/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas por quotas de 
responsabilidade limitada ou, então, sob a forma de sociedade anônima, devendo constar na 
sua denominação social a expressão "Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários". Dentre as 
operações dessa sociedade, destaca-se a(o) 
a) distribuição de crédito entre as empresas para a compra de títulos 
b) realização do seguro de títulos e valores mobiliários no mercado 
c) intermediação de emissões de títulos e valores mobiliários no mercado 
d) financiamento de valores mobiliários de longo prazo 
e) monitoramento e fiscalização do mercado de títulos e valores mobiliários 
 
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13. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
O mecanismo que confere ao acionista o direito de exercer a preferência para adquirir novas 
ações ou ativos conversíveis em ações, em razão da proporção das ações que possui em uma 
companhia, quando esta realiza aumento de capital, é denominado direito de 
a) subscrição 
b) voto 
c) opção 
d) aumento de capital 
e) participação nos resultados 
 
14. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
No mercado de debêntures, underwriting é(são) 
a) um mecanismo utilizado pelas companhias emissoras de debêntures — quando previsto na 
escritura de emissão — para adequar seus títulos, periodicamente, às condições vigentes no 
mercado. 
b) operações de compra e venda de debêntures pelos investidores não identificados. 
c) um mecanismo de consulta prévia ao mercado para definição da remuneração das 
debêntures ou do ágio/ deságio no preço de subscrição, tendo em vista a quantidade de 
debêntures, para diferentes níveis de taxa, que cada investidor tem disposição de adquirir. 
d) a operação de distribuição primária de debêntures, ou seja, a primeira venda dos títulos após 
a sua emissão. 
e) uma classificação efetuada por empresa especializada independente (agência de rating) que 
reflete sua avaliação sobre o grau de risco envolvido em determinado instrumento de dívida. 
 
15. (2012/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário) 
Julgue o item a seguir: 
As ações constituem títulos representativos da menor fração do capital social de uma empresa, 
podendo ser classificadas em ordinárias ou preferenciais. As ações ordinárias atribuem ao seu 
titular: 
a) prioridade no recebimento de dividendos 
b) prioridade no reembolso do capital, no caso de dissolução da empresa 
c) permissão para revenda a qualquer tempo 
d) direito de voto na assembleia de acionistas 
e) direito de compra de outras ações ordinárias 
 
 
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16. (2008/UFRJ/CVM/Agente Executivo) 
Os títulos de crédito, que garantem ao seu titular direitos de crédito contra a companhia, nas 
condições constantes da escritura de emissão que podem assegurar ao seu titular juros, fixos 
ou flutuantes, participação na companhia e prêmio de reembolso são chamados de: 
a) bônus de subscrição; 
b) notas promissórias; 
c) ações ordinárias; 
d) debêntures; 
e) commercial papers. 
 
17. (2006/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Ao invés de recorrer a empréstimos bancários para suprir suas necessidades de recursos de 
curto prazo, as empresas não-financeiras têm a opção de emitir 
a) cédulas hipotecárias. 
b) CDBs. 
c) letras imobiliárias. 
d) commercial papers. 
e) CDIs. 
 
18. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
De acordo com suas necessidades de caixa, as empresas utilizam serviços do mercado 
financeiro para captação de recursos. 
Os títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar recursos 
de capital de giro são denominados 
a) títulos públicos 
b) hot money 
c) commercial papers 
d) factoring 
e) títulos federais 
 
19. (2006/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
A Lar Doce Lar é uma empresa muito bem conceituada na produção e venda de móveis para 
cozinhas. Recentemente, ela recebeu uma grande encomenda, mas está enfrentando 
dificuldades de caixa e seu administrador financeiro considera que as taxas de juros cobradas 
pelas instituições financeiras estão extremamenteelevadas. Uma alternativa para a solução 
desse problema pode ser a captação de recursos de terceiros por meio da emissão de 
a) CDI. 
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b) CDB. 
c) Commercial Papers. 
d) Letras de Crédito Imobiliário. 
e) Letras Hipotecárias. 
 
20. (2012/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
A oferta pública de ações representa uma das formas mais vantajosas que as Sociedades 
Anônimas ou Companhias de Capital Aberto possuem para levantar recursos. Para a realização 
dessa oferta de ações, tais empresas precisam procurar uma instituição financeira do mercado 
de capitais. 
Como é denominada a operação de venda dos lotes de ações, realizada por essas instituições 
financeiras no mercado de capitais? 
a) Emissão de Debêntures 
b) Securitização 
c) Warrants 
d) Vendor Finance 
e) Underwriting (Subscrição) 
 
21. (2008/CESGRANRIO/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
A intermediação financeira desenvolve-se de forma segmentada, com base em quatro 
subdivisões estabelecidas para o mercado financeiro: mercado monetário, mercado de crédito, 
mercado de capitais e mercado cambial. Os certificados de depósitos bancários (CDB) e as 
debêntures são negociados no mercado 
a) cambial. 
b) monetário. 
c) de ações. 
d) de capitais. 
e) de crédito. 
 
22. (2010/CESGRANRIO/PETROBRAS/Profissional Júnior) 
A decisão empresarial de obtenção de financiamento de curto prazo é materializada pela 
emissão de 
a) debêntures subordinadas. 
b) ações ordinárias. 
c) ações preferenciais de classe B. 
d) nota promissória ou commercial paper. 
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e) Warrants. 
 
23. (2006/FCC/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
As Notas Promissárias Comerciais, ou conhecidas no Brasil como Commercial Papers, são títulos 
de curto prazo, emitidos por 
a) Bancos Comerciais, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária, com data 
de vencimento determinada. 
b) Empresas não Financeiras, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária e 
com data de vencimento determinada. 
c) Bancos de Investimento, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança bancária, com 
data de vencimento determinada. 
d) Companhias de Crédito Imobiliário, sem garantia real, podendo ser garantidos por fiança 
bancária, com data de vencimento em aberto. 
e) empresas não financeiras e Bancos Múltiplos, com garantia real, podendo ser garantidos por 
fiança bancária, e com data de vencimento em aberto. 
 
24. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Científico - Tecnologia da Informação) 
No escopo de financiar capital de giro, os commercial papers são instrumentos comumente 
utilizados. 
Sobre esses produtos financeiros tem-se que 
a) são isentos de IOF. 
b) são títulos públicos. 
c) são títulos de dívida de longo prazo. 
d) são negociados no mercado primário. 
e) têm prazo de vencimento de 30 a 180 dias para companhias abertas. 
 
25. (2011/FCC/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
As notas promissórias comerciais (commercial papers) são instrumentos de captação de 
recursos 
a) por prazo máximo de 360 dias para companhias abertas. 
b) emitidos no mercado interfinanceiro. 
c) que se destinam à aplicação exclusiva de fundos de investimento. 
d) privativos de instituições financeiras de capital estrangeiro. 
e) utilizados por bancos de investimento. 
 
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==13e211==
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26. (2018/IBGP/PREF SANTA LUZIA/Tesoureiro) 
O mercado de capitais é um mecanismo de distribuição de valores mobiliários, que tem o 
objetivo de gerar liquidez aos títulos emitidos pelas empresas e viabilizar o seu processo de 
capitalização. Isso quer dizer que o objetivo é direcionar os recursos financeiros da sociedade 
(poupança)x' para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas, assim remunerando 
melhor o investidor e contribuindo para o desenvolvimento econômico do país. O mercado de 
capitais é composto por bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições 
financeiras autorizadas. Estas instituições negociam os principais ativos mobiliários do mercado 
de capitais. 
São conceitos atinentes a mercado de capital, EXCETO: 
a) Ações são títulos emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do 
capital da empresa emitente. O investidor em ações é um coproprietário da sociedade anônima 
da qual é acionista, participando dos seus resultados. 
b) Debêntures são títulos emitidos também por sociedades anônimas. Seus recursos são 
destinados principalmente para capital fixo das empresas e são remunerados em juros, 
participações nos lucros, etc. As debêntures são títulos de longo prazo. 
c) Commercial Papers são os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados 
de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação (contratos futuros, opções, 
etc.). 
d) Bolsa de valores é um mercado, onde pessoas e empresas se relacionam através da compra 
e venda de seus títulos e ações. 
 
27. (2013/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
Os mercados de balcão organizados de valores mobiliários atendem a exigências diferentes 
dos mercados de bolsa. No Brasil, o mercado de balcão organizado de valores mobiliários NÃO 
a) depende de autorização da Comissão de Valores Mobiliários para seu funcionamento. 
b) pode operar com formadores de mercado. 
c) mantém nos seus sistemas registros das operações realizadas. 
d) negocia ações, apenas debêntures com registro na Comissão de Valores Mobiliários. 
e) negocia com cotas de Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada. 
 
28. (2010/CESGRANRIO/BANCO DO BRASIL/Escriturário) 
Com a finalidade de captação de recursos, muitas empresas abrem seu capital e emitem ações 
para serem negociadas no mercado primário ou secundário, dependendo da ocasião da 
emissão das ações. A emissão de ações no mercado primário ocorre quando a: 
a) negociação é realizada no pregão da Bolsa de Valores. 
b) negociação das ações não se concretizou no mercado secundário. 
c) empresa emite ações para negociação somente com empresas do setor primário. 
d) empresa emite pela primeira vez ações para serem negociadas no mercado. 
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e) rentabilidade das ações não atingiu o patamar desejado. 
 
29. (2010/CEBRASPE/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL/Técnico Bancário Novo) 
Com relação aos conceitos de mercado primário e de mercado secundário, julgue os itens que 
se seguem. 
VI. O mercado primário é indiferente à existência do mercado secundário. 
VII. No mercado primário, é negociado o ativo financeiro pela primeira vez, com a obtenção 
de recursos pelo emissor do título. 
VIII. No mercado secundário, há a negociação dos títulos existentes, emitidos anteriormente 
no mercado, que têm a sua propriedade transferida entre os participantes. 
IX. A principal função do mercado secundário é proporcionar liquidez aos ativos financeiros. 
X. A emissão de títulos ou valores mobiliários para se capitalizar ou para se financiar, com o 
objetivo de cobrir gastos ou realizar investimentos, é efetuada no mercado primário. 
Estão certos apenas os itens 
a) I, II, III e IV. 
b) I, II, III e V. 
c) I, II, IV e V. 
d) I, III, IV e V. 
e) II, III, IV e V. 
 
30. (CESGRANRIO/2018/BASA/Técnico Bancário) 
Recentemente duas instituições se fundiram criando a B3. As instituições que se fundiram foram 
a) Susep e Cetip 
b) Cetip e Bacen 
c) Bacen e CVM 
d) BM&FBovespa e Bacen 
e) BM&FBovespae Cetip 
 
31. (2015/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
A modalidade do mercado de derivativo, na qual, por meio de um contrato, as partes envolvidas 
trocam um índice de rentabilidade por outro é denominada: 
a) opções 
b) swap 
c) opções flexíveis 
d) futuro 
e) Termo 
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76 
32. (2018/CESGRANRIO/BASA/Técnico Bancário) 
No mercado de ações, existem instrumentos derivativos criados para minimizar os riscos de 
oscilação de preço, de modo a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra 
possíveis perdas, além de servir para criar estratégias especulativas em relação à trajetória de 
preço das ações. 
As negociações de calls e puts sobre ações e sobre o índice Ibovespa, para preços de exercício 
e datas de vencimento definidas pela bolsa de valores, quando da abertura das séries para tais 
operações, são realizadas no mercado: 
a) à vista 
b) a termo 
c) de especulação 
d) de opções 
e) de hedging 
 
33. (CESGRANRIO/2018/LIQUIGÁS/Profissional Júnior - Vendas) 
De forma específica, a estratégia organizacional de gestão de riscos que visa a minimizar os 
riscos relacionados à volatilidade dos ativos e passivos financeiros é conhecida como 
a) compliance e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro swap. 
b) swap e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro hedge. 
c) swap e pode ser operacionalizada pelo instrumento financeiro off balance. 
d) hedge e pode ser operacionalizada por ativos ou passivos precificados que independem de 
preços de ativos primários. 
e) hedge e pode ser operacionalizada por meio de instrumentos derivativos. 
 
 
GABARITO
1. B 
2. A 
3. E 
4. B 
5. B 
6. B 
7. D 
8. A 
9. D 
10. D 
11. C 
12. C 
13. A 
14. D 
15. D 
16. D 
17. D 
18. C 
19. C 
20. E 
21. D 
22. D 
23. B 
24. A 
25. A 
26. C 
27. E 
28. D 
29. E 
30. E 
31. B 
32. D 
33. E 
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Caixa Econômica Federal (CEF)
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Autor:
Celso Natale
18 de Janeiro de 2023
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1 
SUMÁRIO 
1 Moeda ............................................................................................................................................. 3 
1.1 Definições, Características e Funções de Moeda .................................................................. 3 
1.1.1 As três funções da moeda ................................................................................................ 3 
1.1.2 Características da moeda ................................................................................................. 4 
1.1.3 Os tipos de moeda ........................................................................................................... 5 
1.2 Demanda por Moeda ............................................................................................................... 6 
1.2.1 Demanda por moeda para Transação e Precaução ...................................................... 6 
1.2.2 Demanda por moeda para Especulação ........................................................................ 6 
1.3 Oferta de Moeda ....................................................................................................................... 7 
1.3.1 Agregados Monetários ..................................................................................................... 7 
1.3.2 Base Monetária .................................................................................................................. 9 
1.3.3 Criação e destruição de moeda ...................................................................................... 9 
1.4 Multiplicador Monetário ......................................................................................................... 11 
1.4.1 O sistema de reservas fracionárias ................................................................................ 12 
1.4.2 O Multiplicador Monetário ............................................................................................. 13 
1.4.3 Relações do multiplicador monetário ........................................................................... 15 
2 Política Monetária ......................................................................................................................... 16 
2.1 Objetivos da política monetária............................................................................................. 16 
2.2 Instrumentos de Política Monetária Convencional .............................................................. 17 
2.2.1 Redesconto ...................................................................................................................... 17 
2.2.2 Compulsórios .................................................................................................................. 17 
2.2.3 Mercado Aberto (Open Market) .................................................................................... 18 
2.2.4 Debate sobre depósitos remunerados dos bancos comerciais no BCB ................... 26 
2.2.5 Outros “instrumentos de Políticas monetária ............................................................... 28 
2.3 Política monetária expansionista X Política monetária contracionista ............................... 28 
3 Taxas e Curva de juros ................................................................................................................. 29 
4 Políticas Monetárias não convencionais (PMNC) ...................................................................... 32 
4.1 Outras políticas monetárias não convencionais ................................................................... 35 
Resumo e Esquemas da Aula ............................................................................................................. 36 
Bibliografia ........................................................................................................................................... 45 
Questões Comentadas ....................................................................................................................... 46 
Lista de Questões ................................................................................................................................ 77 
Gabarito ............................................................................................................................................... 90 
 
 
 
 
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2 
INTRODUÇÃO 
Saudações! 
Esta será a aula mais densa do curso, sem dúvidas. Afinal, é realmente o tópico mais detalhado 
do edital (junto com câmbio, mas moeda é bem mais recorrente em provas), e nossa tarefa é 
promover a melhor preparação possível. 
Para ajudar, esta também é uma aula cheia de esquemas e exemplos para facilitar a 
compreensão, mas não se sinta mal de não compreender de primeira. Aqui, veremos conceitos 
complexos que podem demandar mais de uma leitura e, é claro, alguma prática por meio de 
questões. 
E se tiver dúvidas já sabe: fale comigo! 
Boa aula! 
 
 
@profcelsonatale 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
1 MOEDA 
Começaremos compreendendo o que é moeda para, na sequência, compreendermos o que 
são os agregados monetários e como eles podem ser cobrados na sua prova. 
Então, vamos definir o que é moeda, de forma mais técnica e precisa. 
Em seguida, falaremos sobre as características (atributos), funções e tipos de moeda.1.1 Definições, Características e Funções de Moeda 
A definição econômica de moeda é um pouco distinta daquela que usamos na linguagem 
cotidiana. Em economia: 
Moeda é todo ativo que pode ser utilizado de forma imediata para 
realizar transações. 
Também é muito comum dizer que a moeda tem três funções: reserva de valor, unidade de 
conta e meio de troca. Além disso, há algumas características desejáveis para a moeda. 
Veremos cada uma dessa funções a seguir. Depois, veremos as características, e, por fim, os tipos 
de moeda. 
 
1.1.1 As três funções da moeda 
As três funções da moeda são bastante frequentes em prova, então é preciso que você as 
conheça muito bem, além de lembrar de todas elas. Ou seja, é para decorar mesmo! 
 
Reserva de Valor: significa que a moeda pode ser guardada para comprar 
coisas depois. Em outras palavras, reter moeda é uma forma de transferir o 
poder de compra presente para o futuro. Claro que essa reserva de valor não 
é perfeita, pois a inflação diminui o valor da moeda. É por isso que em 
períodos de inflação alta, as pessoas trocam moeda por títulos que paguem 
juros, ou até mesmo por moedas estrangeiras mais estáveis. 
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4 
 
Unidade de conta: essa característica da moeda é o que nos permite dizer 
que uma camisa custa R$300 e que um refrigerante em lata custa R$3. Graças 
à função de unidade de conta da moeda não precisamos dizer que uma 
camisa custa 100 refrigerantes; a moeda é o padrão oficial de preços. Por 
isso, as bancas também chamam essa função de Padrão de Valor. 
 
Meio de troca: dizer que a moeda é o meio de troca é o mesmo que dizer 
que ela é utilizada para comprar qualquer tipo de bem ou serviço. Por causa 
dessa função, eliminamos o escambo da sociedade, que ocorre quando uma 
mercadoria é trocada diretamente por outra. Antes do advento da moeda, se 
alguém que tivesse uma ovelha precisasse de um casaco, precisaria encontrar 
alguém com um casaco que precisasse de uma ovelha... imagine o trabalho! 
 
1.1.2 Características da moeda 
As características ou atributos que vamos conhecer agora são consideradas desejáveis para 
que qualquer ativo que se proponha a ser moeda e, portanto, a desempenhar as três funções. 
Contudo, ao contrário das três funções, as características não são tão recorrentes em provas e, 
além disso, são bem mais autoexplicativas: os nomes já deixam bem claro e óbvio o que quer 
dizer. Isso significa que, para nossos propósitos, uma boa lida já basta. 
 
Aliás, essa lista de características não é rígida, então o fato de serem sete é improvável de ser 
assunto de prova. Já o próximo tema, requer mais de sua atenção. 
baixo custo de 
estocagem
baixo custo de 
transação difícil de falsificar
alta durabilidade
divisibilidade transportável manuseável homogeneidade
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1.1.3 Os tipos de moeda 
As moedas também podem ser divididas em três tipos: moeda fiduciária, moeda-mercadoria e 
padrão-ouro (também chamado de lastreada). 
E como esses tipos já podem ser cobradas em detalhes, vamos ver cada um dos tipos em ordem 
cronológica de surgimento: 
 
Moeda-mercadoria: civilizações mais antigas utilizavam como moeda 
algumas mercadorias com valor intrínseco, o que significa que a própria 
moeda possuía algum valor de uso, podendo ser utilizada para algum fim 
que além da transação comercial. A palavra salário, por exemplo, vem 
do sal com qual eram pagos os soldados do império romano. O ouro 
também foi amplamente utilizado na antiguidade como moeda-
mercadoria. Mas ela não está extinta: ainda hoje cigarros são utilizados 
como moeda-mercadoria nos presídios do mundo todo. 
Quando você olha do ponto de vista das características (ou atributos) da 
moeda, fica evidente que a moeda-mercadoria carece de 
homogeneidade (duas ovelhas ou duas conchas nunca serão idênticas). 
 
Padrão-ouro: uma moeda padrão-ouro é aquela que pode ser trocada 
por determinado valor em ouro, como se fosse um certificado vinculado 
a uma certa quantidade de ouro guardada em algum cofre. Por isso se 
diz que a moeda possui lastro. 
 
Fiduciária: essa é aquela moeda que só tem valor porque o governo 
disse que tem, e todo mundo acreditou. Esses pedaços de papéis 
coloridos no seu bolso não têm nenhum valor de uso pois, ao contrário 
do sal ou do ouro, você não pode temperar sua comida nem fazer joias 
ou circuitos eletrônicos com uma nota de cem reais. Esse é o tipo de 
moeda que predomina no mundo contemporâneo. 
 
Escritural: moeda escritural é aquela representada pelos depósitos à 
vista que as pessoas têm nos Bancos Comerciais. Aqueles números 
eletrônicos em sua conta bancário têm tanta liquidez e aceitação quanto 
a moeda fiduciária e, portanto, também são considerados moeda. 
Veremos como isso funciona bem a fundo nesta aula. 
Portanto, concluímos que a moeda torna possível separar uma troca de mercadorias em duas 
partes: uma compra e uma venda. Ela o faz por meio de suas funções, intermediando as 
transações do mercado e tornando-o muito mais eficiente. 
 
 
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1.2 Demanda por Moeda 
Possivelmente você já tem ótimos palpites sobre os motivos pelos quais as pessoas demandam 
moeda. O que você precisa saber agora é que esses motivos são divididos pela literatura 
econômica – e, portanto, pelas bancas – em três: transação, precaução e especulação. 
Agora vamos estabelecer como a renda e os juros levam as pessoas a demandarem mais ou 
menos moeda. 
 
1.2.1 Demanda por moeda para Transação e Precaução 
A moeda é o meio de troca que as pessoas utilizam para realizar transações comerciais (comprar 
e vender bens). Portanto, quanto mais renda as pessoas têm, mais moeda irão querer. 
As pessoas também utilizam moeda como reserva de valor, ou seja, as pessoas guardam dinheiro 
por precaução contra imprevistos. Evidentemente, a demanda de moeda por esse motivo 
também é maior quanto maior for a renda da pessoa. 
Por isso, a demanda de moeda para transação e precaução varia na mesma direção que a 
renda. Quando a renda aumenta, aumenta a demanda por moeda relacionada a esses motivos. 
Quando a renda diminui, o movimento também é para baixo. 
Além disso, para dado nível de renda, a demanda por moeda pode ser maior quanto maior for 
a velocidade de circulação da moeda 
 
1.2.2 Demanda por moeda para Especulação 
Especular com moeda é buscar obter ganhos financeiros em virtude de um palpite sobre o 
comportamento da economia. 
Analisamos profundamente esse tema quando vemos a Teoria Keynesiana, mas, para nossos 
propósitos atuais, tenha em mente que a demanda por moeda varia em direção contrária às 
taxas de juros. 
Isso quer dizer que quando os juros sobem, a demanda por moeda para especulação diminui. 
Por outro lado, com a queda dos juros vem o aumento da demanda por moeda para 
especulação. 
A demanda por moeda para especulação também é chamada de motivo 
portifólio e motivo financeiro, e está relacionada com o custo de oportunidade 
de se manter o dinheiro como saldo de caixa . 
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1.3 Oferta de Moeda 
Agora que compreendemos por que as pessoas demandam moeda, cabe compreendermos 
como funciona o outro lado do mercado monetário: a oferta de moeda. 
Mas antes, vamos compreender os importantíssimos agregados monetários. 
1.3.1 Agregados Monetários 
Na maioria dos países, a emissão de moeda é atribuição exclusiva (e legalmente garantida) do 
banco central. No Brasil, essacompetência é exercida pelo Banco Central do Brasil. 
Do total do papel moeda emitido pelo Banco Central, uma parte permanece com ele, em seus 
cofres. O restante do papel moeda circula na economia, mas uma parte fica no caixa dos bancos 
comerciais. O que sobra, fica em poder do público. 
 
PME=PMC+CXBACEN=PMPP+CXBACOMS+CXBACEN 
Essa classificação serve ao propósito de mensurar qual é a parte da moeda que realmente será 
usada pelo público para realizar suas transações: o papel-moeda em poder do público (PMPP). 
Note que público, nesse caso, significa todo mundo que não é o Banco Central, um banco 
comercial (como o Banco do Brasil, Bradesco ou o Itaú), ou a Caixa Econômica Federal. 
Em outras palavras, serve para analisar qual a parte que realmente importa analisar e controlar. 
Contudo, não é apenas com o papel-moeda em seu poder que o público irá transacionar. 
Lembra-se da moeda escritural? Isso mesmo. Aquele dinheiro que você tem na conta também 
serve para comprar, certo? Ao adicionarmos o total de depósitos à vista ao PMPP, temos o 
primeiro e mais importante agregado monetário: o M1. O M1 recebe o nome de Moeda ou 
Meios de Pagamento Estritos. 
Existem ativos que são considerados Quase Moeda, por não apresentarem tanta liquidez quanto 
os depósitos à vista. São os Meios de Pagamentos em sentido Amplo: M2, M3 e M4. 
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Veja o que cada um dos agregados inclui: 
M1 Papel moeda em poder do público + Depósitos à Vista 
M2 M1 + Depósitos de Poupança + Títulos emitidos por Instituições Depositárias + 
Depósitos Especiais Remunerados 
M3 M2 + Cotas de Fundos de Investimentos + Operações Compromissadas Selic 
M4 M3 + Títulos Públicos Federais de Alta Liquidez 
Essa classificação é definida de acordo com seus emissores, basicamente deste jeito: Banco 
Central e bancos comerciais, também chamados emissores de haveres monetários (M1); outros 
bancos e instituições financeiras não bancárias (M2); fundos de investimentos (M3) e; Governo 
Federal (M4). 
A classificação é um pouco mais complexa do que isso, mas se sequer assim foi cobrada, 
considero mais do que suficiente conhecer dessa forma. 
A classificação anterior era definida de acordo com a liquidez dos ativos. 
Oficialmente, desde 2001, nas estatísticas divulgadas pelo Banco Central, o critério de 
classificação é o sistema emissor: 
 
“Os novos conceitos de meios de pagamento ampliados representam mudança de critério 
de ordenamento de seus componentes, que deixaram de seguir o grau de liquidez, 
passando a definir os agregados por seus sistemas emissores.” 
 
BCB - Reformulação dos Meios de Pagamento - Notas Metodológicas - Pág. 2 
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/ftp/infecon/NM-MeiosPagAmplp.pdf 
 
Então, rigorosa e tecnicamente, atualmente, é sistema emissor. Contudo, não é incomum 
as bancas considerarem que é pelo grau de liquidez, algo que não está errado. De forma 
geral, M1 é mais líquido que M2, que é mais líquido que M3. Sobre M3 e M4 é polêmico 
e subjetivo... melhor nem entrarmos nessa. Mas de forma geral, e não absoluta, a ordem 
de liquidez se mantém. 
 
Se houver conflito na prova, com você tendo que apontar sistema emissor OU liquidez, 
marque emissor. Mas se disser que são classificados em grau de liquidez, não marque 
errado apenas por isso. 
 
Ninguém disse que seria fácil, né? 
Portanto, o M4 é o conceito mais amplo de moeda, e recebe o nome de poupança financeira, 
mas é o M1 que será mais cobrado em provas. 
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1.3.2 Base Monetária 
Também chamada de passivo monetário do Banco Central, a base monetária é composta pelo 
Papel Moeda em Circulação somado às reservas bancárias. Estas podem ser reservas 
voluntárias ou reservas compulsórias: 
BASE MONETÁRIA = PMC + RESERVAS COMPULSÓRIAS + RESERVAS VOLUNTÁRIAS 
As reservas compulsórias, talvez mais conhecidas como depósitos ou recolhimentos 
compulsórios, são uma parte dos depósitos que os bancos recebem de seus clientes que deve 
ser recolhida junto ao Banco Central. O porquê disso ficará bem claro nos próximos tópicos. 
Esses recolhimentos são remunerados pelo Banco Central, e por isso alguns bancos comerciais 
podem depositar além dos percentuais obrigatórios, constituindo reservas voluntárias. Assim, 
temos que: 
BASE MONETÁRIA = PMC + RESERVAS BANCÁRIAS 
As reservas bancárias, somadas ao caixa dos bancos comerciais, compõem o que chamamos 
encaixes bancários. Algumas vezes, o caixa dos bancos comerciais também é chamado de 
“encaixes técnicos”, uma vez que representam o dinheiro que os bancos deixam em caixa para 
fazer frente às necessidades operacionais. 
ENCAIXES BANCÁRIOS=RESERVAS BANCÁRIAS+CXBACOMS 
Dessa forma, podemos concluir que: 
 
 
BASE MONETÁRIA=PMPP+ CXBACOMS + RESERVAS BANCÁRIAS 
E, por fim: 
BASE MONETÁRIA=PMPP+ ENCAIXES BANCÁRIOS 
1.3.3 Criação e destruição de moeda 
A criação e destruição de moeda são, respectivamente, o aumento e a diminuição de M1, nosso 
conceito estrito de moeda. 
O papel moeda em poder do público e os depósitos à vista são os chamados haveres monetários 
do público, ou seja, são direitos do público junto às instituições emissores de moeda: o Banco 
Central e os bancos comerciais, conhecido como setor bancário. 
PMC Encaixes 
bancários 
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Lembrando que público é tudo aquilo que não é Banco Central, banco comercial, banco múltiplo 
com carteira comercial ou cooperativa de crédito (instituições financeiras que, aqui no Brasil, 
também captam depósitos à vista). 
Sendo assim, bancos que não são comerciais, como bancos de investimento e bancos múltiplos 
sem carteira comercial são parte do que estamos chamando de público. 
Por isso, sempre que ocorre uma transação em que o público recebe haveres monetários do 
setor bancário em troca de haveres não monetários, há criação de moeda. Por exemplo: quando 
você transfere dinheiro de sua poupança para sua conta corrente, ocorreu criação de moeda, 
pois você entregou um haver não monetário (poupança) para o sistema bancário, e recebeu um 
haver monetário (depósito à vista). 
A destruição de moeda, por outro lado, ocorre quando o público recebe haveres não monetários 
em troca de haveres monetários. 
Ao adquirir cotas de um fundo de investimento (haver não monetário), por meio de débito em 
sua conta corrente (haver monetário), está ocorrendo destruição de moeda. 
 
 
 
 
 
 
Sistema bancário: Banco Central, bancos comerciais, bancos múltiplos com 
carteira comercial e cooperativas de crédito. 
Portanto, para que possa ocorrer criação ou destruição de moeda, é preciso que a transação 
ocorra entre o público e o setor bancário. 
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Isso significa que transações do setor bancário para o setor bancário (Banco Central com banco 
comercial, por exemplo) e transações entre o público (o governo pagando os servidores, ou uma 
transação comercial qualquer) não criam nem destroem moeda. 
 
 
Somente transações entre o setor bancário e o público 
criam ou destroem moeda! 
 
Veja alguns exemplos: 
Criação de moeda Destruição de moeda Neutra 
Empresa resgata aplicação 
financeira. 
Banco Central vende títulos 
públicos para empresa pública. 
Itaú transfere valores ao 
Bradesco a título de 
compensação. 
Banco Central compra títulos 
públicos de banco de 
investimentos. Note que o banco 
de investimento não capta 
depósitos à vista, portanto é 
parte do “público”. 
Banco comercial recebe 
depósitosa prazo de empresa 
privada. 
Banco Central compra títulos 
públicos do Santander. 
Pessoa transfere saldo de sua 
conta poupança para conta 
corrente. 
Pessoa aplica em CDBs. Ministério da Fazenda paga seus 
servidores. 
Banco Central compra dólares de 
exportadores. 
Banco Central vende dólares 
para importadores. 
Banco de investimentos 
empresta dinheiro para uma 
montadora de automóveis. 
 
1.4 Multiplicador Monetário 
Os bancos comerciais têm a capacidade de aumentar a quantidade de M1 ao aumentar os 
depósitos à vista. Eles fazem isso emprestando dinheiro. 
Vamos desenvolver esse raciocínio partindo de uma economia bem simples, até os modelos mais 
realistas que caem em prova. 
 
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1.4.1 O sistema de reservas fracionárias 
Imagine, inicialmente, uma economia sem bancos comerciais. Nesse tipo de economia, o único 
tipo de moeda é o papel moeda – não há depósitos à vista e, consequentemente, não há moeda 
escritural. Dessa forma, se o Banco Central colocar em circulação R$100, esse será o M1 total da 
economia, como PMPP. 
Agora, digamos que abriu o Banco Comercial Pioneiro S.A. Nesse primeiro momento, o Banco 
Central determina que 100% dos depósitos sejam recolhidos, ou seja, as reservas compulsórias 
serão de 100%, e o Pioneiro não poderá emprestar. Nesse caso, ainda que os R$100 sejam 
depositados no banco, o M1 ainda será igual a R$100, embora dessa vez seja composto por 
depósitos à vista em vez de papel moeda. 
Então, o Banco Central reduz o compulsório para 30%. Imagine que Ana detém todo o M1 da 
economia: os R$100. Para manter seu dinheiro seguro, ela decide depositar tudo no Pioneiro. O 
banco, então, recolhe R$30 e deposita no Bacen. Os R$70 que sobram, o banco empresta para 
Bruno, depositando em sua conta corrente. Esse novo depósito à vista implica em novo 
recolhimento ao Bacen, de R$21. O que sobra é emprestado a Carla, que saca os R$49. 
Perceba que o M1 foi dos R$100 iniciais para R$219: 
• R$100 em depósitos à vista de Ana; 
• R$70 em depósitos à vista de Bruno; 
• R$49 em papel-moeda em poder de Carla. 
O que proporcionou esse aumento foi o sistema de reservas fracionárias, onde permite-se aos 
bancos comerciais que apenas uma parte dos depósitos recebidos seja mantida em reservas, de 
forma que o restante pode ser emprestado. 
 
SISTEMA DE RESERVAS FRACIONÁRIAS 
 
Sistema que permite aos bancos manter apenas uma parte dos depósitos que 
recebe como reservas, podendo emprestar a fração restante. 
 
Esse processo de “empresta > recebe depósito > empresta” segue indefinidamente, 
especialmente em sistemas financeiros complexos como o nosso. 
Com isso, os meios de pagamento (M1) costumam ser maiores que a base monetária. Em outras 
palavras, o BC emite determinada quantidade de moeda e coloca em circulação, mas o total de 
meios de pagamento é superior a essa quantidade, por causa do sistema de reservas 
fracionárias. 
Às vezes, a banca vai querer que você diga exatamente quanto os meios de pagamento são 
maiores do que a base monetária, e para isso usamos o multiplicador monetário. 
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1.4.2 O Multiplicador Monetário 
O multiplicador monetário (m) é, por definição, a quantidade de vezes que os meios de 
pagamento (M1) são maiores do que a base monetária (B). Ou seja, ele mostra a relação entre 
M1 e B: 
m=
M1
B
 
Exemplo: se o multiplicador é igual a 2, então os meios de pagamento são o dobro da base 
monetária. Se o multiplicador é 1,5, os meios de pagamento são 50% maiores que a base 
monetária. 
Sua fórmula é a seguinte: 
m=
M1
B
=
1
1-d(1-r)
 
Onde: 
d: é a parte dos meios de pagamento mantidos em depósitos à vista, ou seja, 
d=depósitos à vista/M1. 
r: é a parte dos depósitos à vista que se será mantida como encaixe bancário, ou 
seja, não será emprestada. 
Observe que tanto “d” quanto “r” assumirão valores entre 0 e 1, por representarem uma parte de 
um todo. 
Daqui a pouco vamos compreender a origem da fórmula, mas agora vamos ver alguns exemplos 
para entender o raciocínio. 
▶ Exemplo 1 (encaixes de 100%) 
Neste exemplo, tudo que os bancos recebem de depósitos à vista é mantido como 
reservas. Dessa forma, r=1, e: 
m=
1
1-d(1-r)
=
1
1-d(1-1)
=
1
1-d(0)
=
1
1
=1 
Note que o multiplicador seria, nesse caso, igual a 1. Dessa forma, a base monetária 
seria exatamente igual aos meios de pagamentos. 
 
▶ Exemplo 2 (sem depósitos à vista) 
Neste exemplo, as pessoas mantêm todos os meios de pagamento na forma de 
papel-moeda, e não depositam nada nos bancos, de forma que “d=0”: 
m=
1
1-d(1-r)
=
1
1-0(1-r)
=
1
1-0
=
1
1
=1 
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Chegamos novamente no multiplicador 1, levando à conclusão de que quando não 
há depósitos à vista, os meios de pagamento também são iguais à base monetária. 
Nesta aula, não iremos desenvolver a matemática que leva ao multiplicador, então é um raro 
momento em que peço para você decorar, em vez de compreender profundamente. É uma 
questão de “custo X benefício”. 
 
MULTIPLICADOR DA BASE MONETÁRIA 
 
 
Onde: 
d: depósitos à vista / M1 
r: reservas (encaixes) totais / depósitos à vista 
 
Sendo assim, você realmente deveria decorar a fórmula acima, pois ela será necessária em 90% 
das provas sobre o multiplicador. 
Para ajudar com isso, fiz um mnemônico: 
Lembre-se de Mi(chele) e Val(Dir), um casal ambientalmente irresponsável e de baixa 
alfabetização: 
 
▶ 
 
E também importante, mas relativamente mais tranquilo, é entender como as variáveis “d” e “r” 
determinam o multiplicador, ou seja, como fazem com que os meios de pagamento sejam muito 
ou pouco maiores que a base monetária. 
 
m=
1
1-d(1-r)
 
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1.4.3 Relações do multiplicador monetário 
É muito importante que você perceba, pela fórmula do multiplicador, que aumentos no 
percentual de depósitos à vista (d), aumentam o multiplicador. Isso tem lógica, pois quanto mais 
as pessoas depositam nos bancos, mais estes têm para emprestar. 
A relação das reservas (r) é inversa: quanto maior o percentual dos depósitos à vista que os 
bancos “guardam”, menores serão os créditos concedidos (empréstimos) e, consequentemente, 
o multiplicador monetário. 
 
Vejamos alguns exemplos rápidos, só para fixar essa relação: 
▶ d=0,4 , r=0,6 m = 1
1-d(1-r)
= 1
1-0,4(1-0,6)
= 1
1-0,4(0,4)
= 1
1-0,16
= 1
0,84
 = 1,19 
▶ d=0,4 , r=0,4 m = 1
1-d(1-r)
= 1
1-0,4(1-0,4)
= 1
1-0,4(0,6)
= 1
1-0,24
= 1
0,76
 = 1,32 
▶ d=0,8 , r=0,4 m = 1
1-d(1-r)
= 1
1-0,8(1-0,4)
= 1
1-0,8(0,6)
= 1
1-0,48
= 1
0,52
 = 1,92 
▶ d=0,9 , r=0,1 m = 1
1-d(1-r)
= 1
1-0,9(1-0,1)
= 1
1-0,9(0,9)
= 1
1-0,81
= 1
0,19
 = 5,26 
Viu só? 
Faz sentido, não é? Afinal, se as pessoas depositam papel moeda no sistema bancário (“d” é 
baixo), os bancos têm pouca capacidade de emprestar e criar moeda. Se o BCB determina 
reservas muito altas (“r” é alto), ocorre o mesmo efeito. 
 
 
 
 
 
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2 POLÍTICA MONETÁRIA 
A política monetária consiste na regulação da quantidade de moeda circulando na economia. 
No Brasil, ela é formulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN, chamamos de “Cemenê”), 
e executada pelo Banco Central do Brasil, que detém a competência exclusiva de emissão de 
moeda. 
 
2.1 Objetivos da política monetária 
O principal objetivoda política monetária deve ser o bem-estar da sociedade. Mas não é isso 
que vai cair na sua prova. O que pode cair são os objetivos de acordo com duas abordagens: a 
monetarista e a keynesiana. 
De acordo com os keynesianos, a política monetária pode influenciar o nível de atividade e a 
renda da economia, ainda que apenas no curto prazo. Dessa forma, a política monetária 
expansionista pode ser utilizada para aumentar a demanda agregada em momento de pouca 
atividade, enquanto a política monetária restritiva pode diminuir o consumo, reduzindo pressões 
inflacionárias. 
Os monetaristas, por outro lado, defendem que o papel da política monetária deve ser limitado 
ao objetivo de garantir que a quantidade de meios de pagamento seja suficientemente para 
atender ao volume de transações do mercado real. 
Objetivos da Política Monetária 
 
MONETARISTA 
 
KEYNESIANA 
Estabilidade do nível de preços Regulação do nível de emprego e 
produção 
Se a questão atribuir qualquer desses objetivos à política monetária, estará correta, exceto se 
estiver afirmando que os monetaristas defendem o papel dela na determinação do nível de 
emprego, que a teoria keynesiana delimita sua função ao nível de preços, ou alguma incoerência 
do tipo. 
Vamos dar uma olhada, agora, nos instrumentos de que dispõe o Banco Central para conduzir a 
política monetária. 
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2.2 Instrumentos de Política Monetária Convencional 
Os principais instrumentos da política monetária são três: as taxas de redesconto, a taxa de 
depósitos compulsórios e as operações no mercado aberto. 
Existem outros, como você verá adiante, mas esses são os instrumentos clássicos, cuja presença 
nas provas é mais frequente, e sob os quais o Banco Central detém controle direto. 
 
2.2.1 Redesconto 
O Banco Central é o banco dos bancos. O redesconto é uma linha de crédito a qual os bancos 
podem recorrer caso precisem de dinheiro. A taxa de redesconto é os juros que os bancos 
devem pagar ao Bacen caso tomem emprestado algum valor. 
Quanto menores forem as taxas de redesconto, mais dispostos os bancos ficam a emprestar ao 
público e, portanto, mais eles emprestam, expandindo os meios de pagamento (lembra do M1?). 
Eles também recebem o nome de empréstimos de liquidez. 
Na prática, os redescontos não são utilizados como instrumento de política monetária por dois 
motivos: (1) o Banco Central não tem garantias de que os bancos reagirão às mudanças nas taxas 
de redesconto conforme ele espera, expandindo ou contraindo a oferta monetária e; (2) ainda 
que a reação ocorra, ela pode demorar, tornando esse instrumento pouco eficiente em 
comparação aos demais. 
Mas ele cai na prova, e se a questão falar que reduzir a taxa de redesconto é uma política 
monetária expansionista, pode marcar como certo. Se a questão comparar esse instrumento com 
os demais, dizendo que ele é mais eficiente, pode marcar como errado. 
 
2.2.2 Compulsórios 
Sempre que você, cliente do banco X, realiza um depósito em sua conta, o banco X precisa 
depositar uma parte desse dinheiro no Banco Central. O resto ele pode emprestar aos outros 
clientes. 
Não custa relembrar que quanto maior for a alíquota (%) do compulsório, menor será a oferta 
monetária, pois os bancos terão menos dinheiro disponível para emprestar. 
Como instrumento de política monetária, sua eficiência é maior quando o objetivo é restringir a 
oferta monetária, já que a expansão da oferta monetária, ainda que o Bacen reduza o 
compulsório, dependerá do apetite dos bancos em emprestar. 
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Note ainda que há duas formas de utilizar os depósitos compulsórios como instrumento de 
política monetária: (1) o aumento da exigência, e (2) o aumento da remuneração, ou seja, o 
aumento dos juros que remuneram esses depósitos, levando os bancos a recolherem maiores 
valores de forma espontânea. Claro que essa última hipótese trata de depósitos voluntários 
remunerados, e falaremos mais sobre eles adiante, mas achei melhor adiantar aqui pela estrita 
relação com os compulsórios. 
 
2.2.3 Mercado Aberto (Open Market) 
Atualmente, a dívida pública federal interna acumula um saldo de aproximadamente R$1 
trilhão. Os credores dessa dívida são os detentores de títulos públicos: bancos, fundos, 
empresas, pessoas físicas etc. 
Quando o Banco Central quer colocar mais dinheiro na economia, ele compra esses títulos. Por 
outro lado, quando deseja enxugar a liquidez, o Banco Central vende os títulos públicos dos 
quais é detentor. 
 
 
Mercado Primário X Mercado Secundário 
 
Quando o governo precisa levantar dinheiro, ele emite títulos públicos. Quem 
comprar esses títulos, passa a ser credor do governo, ou seja, tem direito de 
receber determinada quantia, em determinada data. Essa emissão inicial ocorre 
no chamado mercado primário, que não é propriamente um local físico, mas 
recebe esse nome pois os credores comprar títulos novos, diretamente do 
governo. 
 
Caso os credores não desejem esperar a data de vencimento do título, que é 
quando o governo vai pagar a quantia combinada, ele pode vender o título para 
outra pessoa, que passa a ter o direito de receber do governo, na data 
combinada. Essa negociação ocorre no mercado secundário. 
 
O mercado secundário também recebe o nome de mercado aberto, pois 
qualquer um pode comprar ou vender títulos públicos dos quais é detentor, em 
contraste com o mercado primário, onde somente o governo vende e somente 
alguns bancos e corretoras podem comprar os títulos emitidos. 
Como o Banco Central é proibido de financiar diretamente os gastos do governo (Lei de 
Responsabilidade Fiscal), a utilização de títulos públicos como instrumento de política monetária 
ocorre exclusivamente no mercado aberto. 
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As operações do Banco Central Open Market são o instrumento de política monetária mais 
eficiente. A variação da oferta monetária ocorre de forma imediata; cada título adquirido do 
público injeta moeda na economia, e cada título vendido ao público retira moeda. É 
expansão/retração monetária “direto na veia”. 
Vamos esquematizar o que aprendemos sobre instrumentos e políticas monetárias. 
INSTRUMENTOS CLÁSSICOS DE POLÍTICA MONETÁRIA 
 
ESQUEMA DE POLÍTICAS MONETÁRIAS E INSTRUMENTOS 
INSTRUMENTO USO TIPO DE POLÍTICA 
TENDÊNCIA PIB E 
INFLAÇÃO 
Mercado 
Aberto 
Compra Expansionista Aumento 
Venda Contracionista Queda 
Taxa de 
Redesconto 
Elevação Contracionista Queda 
Diminuição Expansionista Aumento 
Alíquota do 
compulsório 
Elevação Contracionista Queda 
Diminuição Expansionista Aumento 
Redesconto
• Linha de crédito que 
o BCB disponibiliza 
aos bancos.
• Elevar a taxa: 
contracionista, pois 
diminui a propensão 
dos bancos a 
emprestar
• Reduzir a taxa: 
política 
expansionista, pois 
aumenta a 
propensão dos 
bancos a emprestar
Compulsórios
• Percentual dos 
depósitos de clientes 
que os bancos 
precisam recolher 
junto ao BCB.
• Elevar o percentual: 
contracionista, reduz 
o valor disponível 
para empréstimos.
• Reduzir o percentual: 
expansionista, eleva 
o valor disponível 
para empréstimos.
Mercado Aberto
• Venda e compra de 
títulos públicos pelo 
BCB
• Venda: 
contracionista, pois o 
BCB retira moeda.
• Compra: 
expansionista, pois o 
BCB entrega moeda.
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2.2.3.1 Taxa Selic e Operações Compromissadas 
Até aqui, temos falado que o Banco Central compra e vende títulos públicos nomercado para 
controlar a oferta monetária. Isso é verdade, mas a execução é um pouco mais complexa. É sobre 
isso que falaremos agora. 
Para começar, saiba que esses títulos públicos são escriturais, ou seja, são emitidos pelo Tesouro 
Nacional apenas eletronicamente, sem forma física em papel. 
Por serem escriturais, a custódia (guarda) e as negociações também ocorrem em sistemas 
eletrônicos. Portanto, cabe a um sistema registrar quem é dono de título e, quando ocorre uma 
venda, também é esse sistema que faz a liquidação da transação. 
No Brasil, um dos sistemas que desempenha esse papel é o Sistema Especial de Liquidação e 
Custódia (Selic). 
 
 
Quando falamos “o Selic” (no masculino), estamos nos referindo ao Sistema 
Especial de Liquidação e Custódia, esse sistema responsável por registrar de 
quem são os títulos públicos e por liquidar as operações envolvendo esses 
títulos. 
 
Por outro lado, “a Selic” significa a taxa Selic, que conheceremos adiante. 
Quando os jornais falam apenas “Selic”, normalmente também estão se referindo 
à taxa, e o contexto costuma deixar claro. 
O Selic foi criado, em 1979, pelo BCB e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do 
Mercado Aberto), com o objetivo de operar com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, 
liquidando as operações de compra e de venda desses títulos e mantendo sua custódia 
escritural. 
Os principais títulos negociados no Selic são emitidos pelo Tesouro Nacional, e compõem a 
Dívida Pública Federal Interna. 
A respeito da liquidação financeira das operações, cabe destacar que ela é realizada em tempo 
real no Sistema de Transferência de Reservas (STR), o núcleo do Sistema de Pagamentos 
Brasileiro. Ou seja, quando alguém compra um título público custodiado pelo Selic, o 
pagamento ocorre no mesmo momento, por meio do STR. 
Participam do Selic as instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BCB, incluindo os 
bancos, que serão adotados como exemplo para desenvolvermos os raciocínios necessários. 
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Os bancos possuem uma espécie de conta-corrente lá no Banco Central (por isso ele é chamado 
“banco dos bancos”). Essas contas são chamadas Reservas Bancárias, e são muito importantes, 
pois é com o saldo dessas contas que os bancos honram suas obrigações uns com os outros. 
E se manter um saldo muito elevado em Reservas Bancárias garante que o banco tenha recursos 
para honrar suas obrigações, também significa que o banco não está fazendo seu principal 
negócio, que é emprestar dinheiro para seus clientes. Pior: o dinheiro não rende nas Reservas 
Bancárias. 
Sendo assim, a gestão de Reservas Bancárias é um negócio à parte, pois o banco deve manter o 
equilíbrio entre garantir saldo para suas obrigações diárias e ganhar dinheiro (emprestando, 
principalmente). Os bancos têm até profissionais que se dedicam apenas a isso: os pilotos de 
reservas, cuja tarefa é gerir a conta de forma a não ficar sobrando dinheiro e, é claro, não faltar. 
Se houver uma sobra de caixa momentânea, o banco precisa fazer algo para esse dinheiro não 
ficar parado, sem render nada. Como as coisas são muito rápidas, ele não pode sair oferecendo 
empréstimos para seus clientes porque sobrou caixa. O que o banco pode fazer, então, é adquirir 
títulos públicos no Selic. Com isso, o dinheiro rende alguma coisa. 
E quem vai vender esses títulos? Basicamente duas figuras: 
1. Outras instituições financeiras que estão com falta de caixa. Assim, essa instituição que 
precisa de dinheiro em Reservas Bancárias consegue esses recursos ao vender seus 
títulos públicos. 
2. O Banco Central, em leilões de títulos realizados por meio de Dealers (instituições 
financeiras autorizadas a realizar esses leilões). 
Conseguiu pegar o raciocínio? Vamos elaborar mais. 
Na prática, em vez de comprar ou vender definitivamente os títulos públicos, os bancos e o Banco 
Central realizam “empréstimos” entre si, dando os títulos como garantia. 
Esses “empréstimos” recebem o nome de operações compromissadas, pois envolvem o 
compromisso de recomprar o título. Vamos entender legal isso por meio de um exemplo. 
OPERAÇÕES COMPROMISSADAS: SITUAÇÃO ILUSTRATIVA 
 
Imagine que hoje o Banco F (de “falta dinheiro”), de manhãzinha, olhou para 
todos os pagamentos que precisava fazer ao longo do dia, e concluiu que vai 
faltar dinheiro. Amanhã ele vai receber vários pagamentos, mas aí será tarde 
demais. Ele precisa de dinheiro agora! 
 
Aí ele lembra que tem títulos públicos custodiados no Selic, cujo valor é suficiente 
para cobrir suas obrigações. 
 
Então ele oferece, no sistema, uma operação compromissada: ele vai vender o 
título com compromisso de recomprar esse mesmo título amanhã. Ele se oferece 
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para vender os títulos por R$1.000.000, e recomprar amanhã por R$1.000.107, 
ou seja, ele vai pagar juros ao dia de 0,0107%. 
 
O Banco S (de “sobra dinheiro”) estava mesmo procurando o que fazer com seu 
saldo de Reservas Bancárias que hoje está sobrando, e então compra os títulos 
do Banco D com compromisso de revender esses títulos amanhã. 
 
Então o Banco S entrega o dinheiro e o Banco F entrega os títulos. O Banco F 
consegue honrar suas obrigações. 
 
No dia seguinte, o Banco F honra seu compromisso e recompra os títulos pelo 
valor combinado, incluindo juros, e o Banco S consegue o que queria: ganhar 
uns juros em cima do dinheiro que estava sobrando. 
E se a instituição vendedora não honrar o compromisso de recompra? A instituição compradora 
fica com o título, e por isso dizemos que ele é a garantia do negócio. 
Agora que o exemplo clareou suas ideias, veja uma definição mais técnica: 
OPERAÇÃO COMPROMISSADA 
 
Operação envolvendo títulos públicos com compromisso de recompra pelo 
vendedor e compromisso de revenda pelo comprador, para liquidação em data 
futura. 
 
As operações compromissadas no Selic só podem ser realizadas por instituições 
autorizadas pelo Banco Central. 
A taxa de juros apurada diariamente nas operações compromissadas de um dia útil é chamada 
taxa Selic. Para ser mais preciso, a taxa apurada diariamente é chamada overnight (ou Selic over), 
e então ela é anualizada, ou seja, com base na taxa diária é calculada uma taxa anual 
(considerando 252 dias úteis). Portanto, a taxa Selic é medida como uma taxa de juros anual. 
O Banco Central também realiza operações compromissadas no Selic, com o objetivo principal 
de conduzir a política monetária e convergir a taxa Selic para o nível desejado (falamos mais 
sobre isso no próximo tópico). 
A taxa Selic é considerada a taxa de juros básica da economia, pois os negócios com títulos 
públicos no Selic são considerados bastante seguros. Por isso, a taxa Selic serve como referência 
para as demais taxas de juros praticadas no mercado. Se ela estiver alta, os demais juros (como 
financiamentos imobiliários e empréstimos, por exemplo), tendem a ficar altos também. 
Também por isso, os jornais divulgam com frequência a taxa Selic. 
 
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2.2.3.2 Regime de Metas para Inflação 
Aqui temos que falar de inflação, além de relacionar a taxa Selic ao IPCA. 
A inflação é definida, formalmente, como o aumento generalizado e persistente no nível de 
preços de uma economia. 
Quando falamos em nível de preços, queremos nos referir ao preço de todos os bens e serviços 
da economia, do corte de cabelo ao preço da gasolina. 
Para medir a inflação, utilizamos um índice de preços, que consiste basicamente em escolher 
diversos bens para servir de referência, formando uma cesta de bens. A partir daí, alguém 
acompanhacomo estão evoluindo os preços dos bens nessa cesta, como uma forma de medir a 
inflação. 
No Brasil, temos diversos índices, mas o que devemos conhecer agora é o IPCA, apurado pelo 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 
► IPCA: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo é o índice utilizado oficialmente, pelo 
Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central, no Sistema de Metas de Inflação, ou 
seja, é a medida oficial da inflação no Brasil. São considerados, na cesta do IPCA, bens 
consumidos por famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, e que residem em 
determinadas regiões metropolitanas. 
E uma das principais formas de controlar a inflação é por meio da política monetária. Se a inflação 
estiver muito alta, o Banco Central promove uma política monetária contracionista, diminuindo a 
quantidade e moeda em circulação e elevando juros, uma combinação que tende a retrair a 
demanda e diminuir os preços. 
Afinal, com menos moeda em mãos, com crédito mais caro (juros altos), as pessoas tendem a 
comprar menos e, comprando menos, há menor pressão para os preços subirem; com pouca 
gente comprando, os vendedores não elevam os preços. 
E o Regime de Metas de Inflação é adotado como diretriz para a política monetária 
exatamente para dar maior previsibilidade para os agentes econômicos a inflação, posto que a 
autoridade monetária firma o compromisso de perseguir determinado nível de inflação, e presta 
contas a esse respeito. 
No Brasil, o sistema foi adotado em 1999, a exemplo de experiências bem-sucedidas na Nova 
Zelândia (1990), Canadá e Chile (1991), Reino Unido (1992) e Suécia (1993). 
Na prática, e resumidamente, funciona assim: 
1. O Conselho Monetário Nacional (CMN) determina até junho a meta de inflação para três 
anos-calendário à frente, mediante proposta do Ministro da Economia. 
a. Essa meta possui um intervalo de tolerância. 
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b. Exemplo: a meta para 2021 foi determinada (em junho de 2018), em 3%, com 
tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. 
2. O Banco Central do Brasil define qual deve ser a taxa de juros para atingimento da meta: 
a Selic Meta. 
a. Portanto, o BCB busca que a taxa Selic seja igual à Selic Meta. 
b. A cada 45 dias, diretores do BCB se reúnem no Copom (Comitê de Política 
Monetária), e revisam a Selic Meta. Ou seja, reavaliam o cenário econômico para 
concluir se a taxa de juros precisa ser ajustada para cumprir a meta de inflação. Por 
isso, vemos com frequência notícias de que o BCB aumentou ou reduziu a meta da 
taxa Selic. 
c. Para atingir a Selic Meta, o Banco Central realiza operações compromissados no 
Selic. 
3. A meta de inflação é considerada cumprida quando a variação acumulada da inflação - 
medida pelo IPCA, relativa ao período de janeiro a dezembro de cada ano calendário - 
situar-se na faixa do seu respectivo intervalo de tolerância. 
4. Caso a meta não seja cumprida, o Presidente do Banco Central do Brasil divulgará 
publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro de 
Economia. 
Simplificando: 
 
Perceba que a transparência é algo muito importante para que o Regime de Metas de Inflação 
funcione, e está presente: 
▶ na definição do índice utilizado para mensurar a inflação; 
▶ no anúncio público das metas; e 
▶ na prestação de contas em carta aberta, em caso de descumprimento. 
 
 
 
 
CMN determina 
Meta de Inflação e 
intervalo de 
tolerância, em IPCA
BCB determina Selic 
Meta e opera para 
cumprir Meta de 
Inflação
Meta não cumprida: 
Presidente do BCB 
envia carta aberta 
ao Ministro da 
Economia.
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O COPOM (Comitê de Política Monetária) 
 
O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão do Banco Central, formado 
pelo seu Presidente e diretores, que define, a cada 45 dias, a meta para taxa 
básica de juros da economia – a Selic Meta. 
 
Essas reuniões periódicas visam avaliar o cenário econômico e ajustar os 
instrumentos de política monetária. Caso as circunstâncias impliquem em 
alteração da taxa, é informada a nova meta da taxa Selic, em vigor até a próxima 
reunião do Copom, bem como seu viés (de subida ou de queda). 
Além do comunicado e da ata da reunião, o Banco Central publica, 
trimestralmente, o Relatório de Inflação, onde analisa a evolução recente e as 
perspectivas da economia, com ênfase nas perspectivas para a inflação. 
 
Neste link, você pode conferir as atas de todas as reuniões do Copom: 
https://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom. Mas recomendo apenas a 
leitura da Ata da 239ª Reunião de 15 e 16 de junho de 2021. 
De vez em quando, a Cesgranrio gosta de perguntar números recentes sobre as metas de 
inflação e seus resultados. Então, procure lembrar dos valores da tabela a seguir: 
Ano Norma Data Meta 
(%) 
Banda 
(p.p.) 
Limites Inferior 
e Superior (%) 
Inflação Efetiva 
(IPCA % a.a.) 
2019 Resolução 4.582 29/6/2017 4,25 1,5 2,75-5,75 4,31 
2020 Resolução 4.582 29/6/2017 4 1,5 2,5-5,5 4,52 
2021 Resolução 4.671 26/6/2018 3,75 1,5 2,25-5,25 - 
2022 Resolução 4.724 27/6/2019 3,50 1,5 2,00-5,00 - 
2023 Resolução 4.831 25/06/2020 3,25 1,5 1,75 - 4,75 - 
2024 Resolução 4.918 24/06/2021 3,00 1,5 1,5 - 4,50 - 
Observe que: 
• a banda de tolerância é de 1,5% para mais ou para menos em todo o período. 
• a meta começa em 4,25% em 2019 é vai caindo 0,25 a cada ano. 
• o BCB bateu as metas em 2019 e 2020. 
• desde 2017, a meta é determinada para 3 anos para a frente. 
Pronto. Isso deve ajudar se a banca inventar de cobrar nesse nível de detalhe. 
 
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2.2.4 Debate sobre depósitos remunerados dos bancos comerciais no BCB 
Como vimos, a principal forma pela qual o Banco Central do Brasil conduz a política monetária é 
por meio de operações compromissadas no Selic. E tem sido assim por muitos anos, 
especialmente após 1999, com o regime de metas de inflação e a proibição (na Lei de 
Responsabilidade Fiscal, de 2000) para que o Banco Central emitisse títulos próprios. 
Com isso, ficou limitada a atuação do Banco Central na promoção da política monetária. 
Contudo, bancos centrais dos países mais desenvolvidos (EUA e União Europeia) contavam com 
um instrumento adicional: os depósitos voluntários remunerados. 
Perceba que, diferente dos compulsórios, esses depósitos são realizados por vontade das 
próprias instituições financeiras, sem qualquer determinação de banco central. 
Além disso, as instituições recebem remuneração por esses depósitos, ou seja, o banco central 
paga determinada taxa de juros para os saldos mantidos em depósitos compulsórios. 
Na prática, um banco central poderia atrair esses depósitos voluntários pagando, por exemplo, 
10% ao ano, mas certamente atrairia maior volume pagando 12 ou 15%. Dessa forma, a 
autoridade monetária teria um instrumento bastante prático para promover a política monetária: 
▶ se quiser fazer política monetária expansionista, pode reduzir a remuneração dos 
depósitos, tornando preferível, para os bancos, realizarem empréstimos. 
▶ se quiser fazer política monetária contracionista, pode elevar a remuneração dos 
depósitos, e os bancos vão colocar os recursos no Banco Central, em vez de emprestarem 
aos seus clientes. 
Contudo, esse mecanismo não era utilizado no Brasil por ausência de previsão legal. 
Discutia-se se por meio dessa remuneração o Banco Central não estaria financiando os bancos, 
ou seja, dinheiro público sendo utilizado em benefício de atividades privadas. Contudo, tal 
argumento não prosperou, pois as operações compromissadas tambémimplicam em 
remuneração, inclusive com o custo podendo ser superior. 
Assim, venceram os argumentos a favor da aprovação do recolhimento remunerado pelo Banco 
Central, sendo os principais: 
a) capacidade de propagação das decisões de política monetária pelo sistema financeiro. 
b) fácil entendimento pelos agentes financeiros 
c) simplicidade e reduzido custo operacional 
O item “a” tem relação com a própria capacidade de execução da política monetária e 
cumprimento das metas de inflação. Com um instrumento adicional, essa capacidade do Banco 
Central aumenta. 
Acredito que você vai concordar com o item “b”, especialmente se compararmos com as 
operações compromissadas, né? 
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A complexidade de compreender as operações compromissadas está relacionada à 
complexidade operacional, ao envolver (e remunerar) o Selic, elevando os custos da operação. 
Os depósitos remunerados, nesses dois sentidos (operacional e financeiro), apresentam 
menores custos. 
Com isso, foi aprovada, em 14 de julho de 2021, a lei nº 14.185/2021, autorizando o Banco 
Central a acolher depósitos voluntários à vista ou a prazo das instituições financeiras e não 
financeiras integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro (como as Instituições de 
Pagamentos). 
 
 
A lei foi aprovada em 14 de julho de 2021, ou seja, antes da publicação do edital. 
 
Por isso, ela pode ser cobrada na sua prova e deve ser levada em 
consideração por você na hora de marcar as alternativas. 
 
Então é simples: pode considerar as argumentações e as características do 
depósito voluntário remunerado, pois essa discussão ocorre desde antes do 
edital, e também deve considerar a lei e a resolução (vista a seguir). 
 
Se a alternativa falar que o Banco Central é autorizado por lei a recolher depósitos 
voluntários remunerados, marque como certa. 
Após a lei, o Banco Central regulou os depósitos voluntários por meio da Resolução BCB nº 
129/2021. 
Basicamente, estabeleceu que: 
• Os depósitos serão constituídos e liberados por meio de operações realizadas no âmbito 
do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Ou seja, o registro na Selic é 
obrigatório, mas menos complexo e custoso do que as operações compromissadas. 
• O prazo máximo dos depósitos é de 12 meses. 
• A liberação antecipada dos depósitos (antes do prazo, portanto) depende de expressa 
anuência do Banco Central do Brasil. 
• As taxas de remuneração dos depósitos serão definidas por meio da realização de leilão 
competitivo ou serão previamente estabelecidas pelo BCB. 
• Os depósitos (naturalmente) não serão considerados na composição de qualquer 
recolhimento compulsório ou encaixe obrigatório. 
 
 
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2.2.5 Outros “instrumentos de Políticas monetária 
O Banco Central, o Conselho Monetário Nacional, e o governo dispõem de outras formas para 
regular a quantidade de moeda na economia. 
O termo “instrumentos” está entre aspas, pois a principal finalidade destas ações não é a 
execução da política monetária, embora tenham reflexos nesse sentido, mesmo que 
involuntariamente. 
▶ Reservas internacionais: moeda estrangeira (dólares, euros, libras etc.) não são meios de 
pagamento. O Banco Central é o responsável pela administração das reservas 
internacionais, e toda vez que ele compra moeda estrangeira dos exportadores, como ele 
entrega reais em troca, a oferta monetária aumenta. O contrário também se observa. 
▶ Política e regulação do crédito: o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central 
normatizam e regulam as atividades das instituições financeiras, respectivamente. A 
regulamentação do crédito consignado e a criação do SCR são ações que aumentam os 
incentivos aos bancos para emprestar e, assim, aumentam a oferta monetária. 
▶ Emissão de moeda: a própria emissão de moeda aumenta a oferta de moeda. Não há 
muito o que comentar aqui. 
▶ Juros: os juros são o preço do dinheiro. Portanto, quanto maior forem os juros da 
economia, menor é a demanda por moeda, já que ela fica mais cara. Além disso, com os 
juros altos as empresas tendem a investir menos, o que reduz a demanda agregada. 
Portanto, os juros incidem principalmente sobre a demanda agregada, e não sobre a 
oferta de moeda. Em aula sobre inflação vemos isso mais a fundo. De toda forma, tenha 
em mente que juros e demanda agregada estão negativamente relacionados. 
2.3 Política monetária expansionista X Política monetária contracionista 
Quando o Banco Central aumenta a oferta monetária, dizemos que ele está adotando uma 
política monetária expansionista. O contrário ocorre quando o Bacen diminui a oferta 
monetária: a política monetária é restritiva. 
A essa altura seu raciocínio já está bastante avançado, de forma que vamos apenas dar alguns 
exemplos para consolidarmos a compreensão desse assunto: 
Políticas Monetárias 
 
 
EXPANSIONISTAS 
 
 
RESTRITIVAS 
▶ Compra, pelo Banco Central, de títulos 
públicos no mercado aberto; 
▶ Venda, pelo Banco Central, de títulos 
públicos no mercado aberto; 
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▶ Redução da taxa de redesconto; 
▶ Aumento dos redescontos (notou a 
diferença em relação ao item acima?); 
▶ Emissão de moeda; 
▶ Diminuição das alíquotas de 
reservas/depósitos compulsórios; 
▶ Compra, pelo Banco Central, de moeda 
estrangeira de exportadores brasileiros. 
▶ Aumento da segurança dos bancos por 
meio de normatização de garantias. 
 
▶ Aumento da taxa de redesconto; 
▶ Redução dos redescontos; 
▶ Aumento das alíquotas de 
reservas/depósitos compulsórios; 
▶ Venda, pelo Banco Central, de moeda 
estrangeira aos importadores brasileiros. 
▶ Aumento das exigências a serem 
cumpridas pelos bancos, como 
direcionamento do crédito. 
Como vimos, a adoção de políticas monetárias expansionistas pode ter por objetivo o aumento 
da demanda agregada, enquanto as políticas monetárias restritivas podem focar em reduzir o 
consumo. 
 
3 TAXAS E CURVA DE JUROS 
Nesta parte da aula, nosso trabalho consiste em compreender um pouco melhor os juros. 
Primeiro, vamos entender a diferença entre juros reais e juros nominais. Em seguida, 
conheceremos os juros de curto prazo e de longo prazo, bem como o conceito de curva de 
juros. 
Vamos começar! 
Quando você empresta dinheiro para alguém (para mim, por exemplo), você deixa de usar esse 
dinheiro por algum tempo. Se você me emprestar R$100 para eu te pagar daqui a um ano, você 
ficará por 30 dias privado de usar os seus R$100, correto? 
Então, é justo que você cobre algo de mim por isso. Algo que compense você por esse tempo 
sem acesso ao seu dinheiro: juros. Por isso, os juros podem ser entendidos como o preço do 
dinheiro no tempo. 
Mas acontece que o tempo diminui o valor do dinheiro, com aquilo que chamamos de inflação. 
Ao longo do tempo, os preços sobem. 
Voltando ao empréstimo de R$100 que você vai me fazer, para pagamento daqui a um ano. 
Digamos que você acerte comigo o pagamento de R$110, ou seja, vou te pagar 10% de juros. 
Mas aí, no papel de professor e bom tomador, eu te lembro que a inflação esperada para o 
próximo ano é de exatamente 10%. 
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Sendo assim, daqui a um ano, quando eu te pagar, você terá R$110, mas esses comprarão 
exatamente o mesmo que seus R$100 compram hoje. Cadê a compensação por ter ficado sem 
o dinheiro esse tempo todo? 
Com isso, a gente ajusta os juros do nosso empréstimo para, digamos, 18%. Sendo assim, eu vou 
te pagar R$118,sendo que R$10 é apenas para repor a inflação que esperamos, enquanto os 
outros R$8 são para remunerar você. 
Nesse exemplo, chamamos os 8% de juros reais, pois é com eles que você realmente vai lucrar 
nesse negócio. Os 18% são os juros nominais, pois são eles que aparecerão no nosso contrato, 
que incluem a inflação e os juros reais. Portanto: 
Juros nominais = juros reais + inflação 
É por isso que a inflação mais alta implica em juros nominais mais altos, e vice-versa. 
“taxa nominal = taxa real + inflação” é uma definição, e não uma fórmula. Ou seja, os juros 
nominais incluem a inflação e os juros reais. O cálculo das taxas não é tão simples assim, mas é 
assunto para Matemática Financeira (equação de Fisher). 
Note que esse mesmo raciocínio de decompor os juros faz sentido em qualquer contrato de 
empréstimo, pois todo credor sempre vai querer saber quanto ganhará realmente com o 
negócio, fixando juros que cubram a inflação e ainda gerem alguma remuneração real. 
Inclusive quem se torna credor do governo ao comprar títulos públicos. Esses títulos vão nos 
ajudar com o próximo assunto: a curva de juros. 
Dessa vez, em vez de me emprestar dinheiro, você vai emprestar para o governo, comprando 
títulos públicos. Ao analisar as opções de títulos disponíveis, você percebe que tem várias opções 
de vencimentos: 
► 6 meses, pagando o equivalente a 5,88% ao ano; 
► 12 meses, pagando 6,85% ao ano; 
► 24 meses, pagando 7,82% ao ano; 
► 36 meses, pagando 8,23% ao ano; 
► 48 meses, pagando 8,49% ao ano; 
► 60 meses, pagando 8,69% ao ano. 
Os dados acima são reais, mas não precisamos entrar em detalhes. 
Faz sentido que prazos mais longos paguem juros maiores, pois vão expor você a maiores riscos, 
incluindo a inflação, que muito provavelmente em 60 meses estará maior do que tem em 6 
meses, concorda? Então, se você comprar o título que só vai te pagar dentro de 48 meses, 
receberá, em cada ano, mais juros do que se comprar o título de 24 meses, por exemplo. 
Se colocarmos os prazos e juros acima em um gráfico, teremos algo assim: 
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Note porque a taxa Selic é chamada de taxa básica de juros: ela determina o piso dos juros de 
curtíssimo prazo (lembre-se que a Selic over é apurada diariamente). Com isso, ela é capaz de 
influenciar os juros de longo prazo. 
Por exemplo, por meio de política monetária expansionista, o Banco Central pode reduzir a Selic, 
deslocando a curva de juros para baixo, deste jeito: 
 
E como títulos públicos possuem risco de crédito (calote) muito baixo, o que a curva acima acaba 
por nos revelar, implícita e basicamente, são as próprias expectativas de inflação. 
Por outro lado, se em vez de termos utilizado títulos públicos, tivéssemos colocado os juros 
cobrados nos contratos bancários em geral, a curva passaria a incluir não apenas o risco de 
inflação, mas também o risco de crédito e cambial, especialmente nos juros de longo prazo. 
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Isso nos dá o gancho para o próximo assunto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 POLÍTICAS MONETÁRIAS NÃO CONVENCIONAIS (PMNC) 
As políticas monetárias não convencionais (PMNC), como o nome indica, são políticas que 
não envolvem as (convencionais) operações compromissadas em mercado aberto, taxas de 
redesconto e determinação da alíquota do compulsório. 
Essas políticas foram implementadas por bancos centrais de vários países após a crise mundial 
de 2008, quando os instrumentos clássicos demonstraram ineficiência para estimular a 
economia: os bancos simplesmente pararam de conceder créditos, com medo da crise e suas 
consequências, como a alta da inadimplência e instabilidade econômica. Coisas que tiram 
totalmente o apetite de quem empresta dinheiro. 
Além disso, as taxas de juros de curto prazo já estavam próximas a zero. Nessa situação, a política 
monetária expansionista convencional se torna ineficaz, pois não é possível reduzir os juros 
básicos para estimular os bancos a operarem com empréstimos ao público. 
Veja a curva de juros a seguir, e ficará evidente que baixar a Selic e, com isso, reduzir os juros 
futuros, não é mais possível: 
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E se a política convencional não funciona, para recolocar a economia nos eixos, bancos centrais 
como o FED (Estados Unidos) e o BCE (Banco Central Europeu) passaram a utilizar as tais PMNC, 
que convenientemente, pelo menos agora, também podemos dividir em três tipos: 
▶ Sinalização 
▶ Crédito 
▶ Quase débito 
Já iremos falar mais sobre cada uma delas, mas já podemos estabelecer um comparativo. 
 
A política de sinalização, também chamada “canal de sinalização”, consiste em controlar as 
expectativas do mercado, por meio de compromissos e anúncios públicos do banco central. 
Note que essa sinalização é considerada importante no sistema de metas de inflação 
(considerando convencional), mas como política não convencional ela assume protagonismo, 
com a autoridade monetária, em períodos de crise, assumindo compromissos com: 
▶ taxa de juros de longo prazo 
▶ compra de ativos financeiros 
▶ concessão de crédito para instituições financeiras 
▶ tolerância ao aumento de preços, em benefício da atividade econômica 
Políticas monetárias convencionais
•Instrumentos
•Mercado aberto
•Redesconto
•Compulsório
•Transmissão ao mercado por meio da taxa 
básica de juros (Selic, no Brasil).
Políticas monetárias não convencionais 
(PMNC)
•Instrumentos
•Sinalização
•Crédito
•Quase débito
•Transmissão mais direta ao mercado.
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Por buscar controlar as expectativas futuras da economia, a política de sinalização também é 
chamada de “orientação para frente” (forward guidance). 
A política de sinalização, naturalmente, depende da confiança que os agentes econômicos 
(famílias e empresas) têm na autoridade, além de ter capacidade de potencializar a eficácia das 
outras PMNC (quase débito e crédito). Se ela funcionar, o banco central é capaz de reduzir a taxa 
de juros de longo prazo, reduzindo a percepção de riscos: 
 
A política de crédito é de mais simples compreensão, pois consiste no banco central conceder 
empréstimos diretamente para instituições bancárias (canal estrito) ou não bancárias (canal 
amplo), afetando de forma mais direta as taxas de juros. Indo além, o governo também pode 
promover empréstimos diretamente aos tomadores, por meio de bancos públicos, o que no caso 
brasileiro significaria atuar por meio de Caixa, Banco do Brasil e BNDES. É uma atuação direta 
sobre as taxas de juros de longo prazo. 
Já as políticas de quase débito se manifestam com o banco central comprando definitivamente 
títulos públicos de longo prazo ou trocando-os por títulos de curto prazo. 
Isso pode ocorrer, basicamente, de duas formas: 
1. com o banco central adquirindo os ativos, de forma definitiva, e promovendo a elevação 
da base monetária (flexibilização quantitativa, quantitative easing ou afrouxamento 
quantitativo); ou 
2. com o banco central trocando títulos de longo prazo por títulos de curto prazo 
(flexibilização de metas). Nesse caso, não ocorre expansão da base monetária. 
O quantitative easing foi amplamente utilizado por países como Estados Unidos e Japão. O 
balanço do FED, por exemplo, aumentou cerca de 5 vezes entre 2008 e 2020. 
 
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