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Leia o fragmento abaixo sobre as Fontes e a Natureza do Direito do Trabalho (IBFC - Assistente Administrativo de Contratos e Convênios, 2019)."As fontes são os fatos sociais, políticos e econômicos que fazem nascer a regra jurídica. As Normas do Direito do Trabalho pertencem ao direito quando referentes ao contrato de trabalho e ao direito quando referentes ao processo trabalhista. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas: A. Materiais / privado / público B. Formais / privado / público C. Formais / público / privado D. Materiais / público / privado A terminologia "fonte" vem do latim fons, com o significado de nascente ou manancial. Ao aplicarmos o referido termo ao Direito, podemos separar essas fontes em heterônomas ou autônomas. Assim, é correto afirmar que são fontes heterônomas do Direito aquelas que (SERPRO - Perícia em Cálculo Judicial, 2014): A. são elaboradas pelos próprios interessados, como convenção e acordo coletivo, por exemplo. B. são elaboradas pelos interessados no regulamento bilateral de empresa, com vistas a salvaguardar o patrimônio empresarial. C. baseiam-se nos costumes e na cultura organizacional de cada empresa, considerando sua região territorial. D. são sugeridas por interessados na polaridade do contrato de trabalho celebrado de maneira bilateral. E. são impostas por agentes externos, como a Constituição e as leis nacionais, por exemplo. Considere o seguinte: "O contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego" (art. 442, CLT). O texto legal consagra o princípio da: (Quadrix - CRF-RS - Advogado, 2017): A. primazia da realidade. B. condição mais benéfica. C. intangibilidade contratual. D. imperatividade das normas trabalhistas. continuidade da relação de emprego. O chamado jus variandi refere-se a casos excepcionais previstos expressamente no ordenamento jurídico, nos quais o empregador poderá alterar o contrato de trabalho unilateralmente, mesmo que em prejuízo ao trabalhador. Tais situações são exceções ao seguinte princípio trabalhista: (Dédalus Concursos - COREN-SC - Advogado, 2020): A. Princípio da condição mais benéfica. B. Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas. C. Princípio da imperatividade das normas trabalhistas. D. Princípio da norma mais favorável. E. Princípio da inalterabilidade contratual lesiva ao obreiro Acerca dos princípios do direito do trabalho, assinale a alternativa correta: (Quadrix - CRP - 17ª Região (RN) -Advogado, 2018). A. Após a Reforma Trabalhista, trazida pela Lei n.° 13.467/2017, houve a previsão de o empregado negociar livremente com seu empregador, nas mesmas condições concedidas aos sindicatos, as cláusulas do contrato de trabalho. Dessa forma, é certo que o princípio da proteção ao trabalhador não esteja mais presente nas relações trabalhistas, independentemente do nível de instrução do empregado, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). B. O princípio da aplicação da norma mais favorável ao trabalhador é absoluto e poderá ser aplicado mesmo quando existirem normas de ordem pública. C. Pelo princípio da continuidade da relação de emprego, o contrato de trabalho é firmado por tempo indeterminado, ou seja, não há prazo previamente fixado para seu fim. D. Assim, a obrigação de provar a ruptura do contrato de trabalho é do empregador. E. Em respeito ao princípio da primazia da realidade, o trabalho exercido de fato não se sobrepõe às disposições contratuais escritas. Os princípios estão situados no ordenamento jurídico cumprindo uma função integrativa de lacunas, partindo das leis para atingir as regras gerais que delas derivam. Com base nessa premissa, assinale a alternativa correta a: (TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal, 2018). A. Segundo o princípio da primazia da realidade no Direito do Trabalho, predomina a verdade real em face da verdade formal, ou seja, predomina a verdade da forma em face da verdade dos fatos. B. Em relação ao princípio da aplicação da norma mais favorável, a Teoria do Conglobamento defende que através da comparação das diversas regras sobre cada instituto ou matéria, respeitando-se o critério da especialização, deve ser buscada a norma mais favorável ao caso. C. O princípio da inalterabilidade contratual veda a possibilidade de alterações no contrato de trabalho, lesivas ou benéficas ao trabalhador. D. O princípio da vedação à redução Salarial não sofre qualquer tipo de mitigação, não podendo Acordo Coletivo de Trabalho ou Convenção Coletiva de Trabalho dispor sobre redução salarial. Uma determinada empresa, por algum motivo relevante e justificável, atravessa sérias dificuldades financeiras, sendo que não tem como manter sua plena produção e, consequentemente, como pagar os salários dos seus empregados nos próximos três meses. Diante de tal hipótese, restam à empresa duas alternativas: demitir todos os seus empregados, ou tentar reduzir a folha de pagamento, a fim de contornar a crise e evitar as demissões. Para esse caso específico, conforme a legislação trabalhista, a referida redução salarial é: A. vedada em qualquer hipótese. B. permitida, desde que prevista em convenção coletiva e acordo individual de trabalho. C. permitida, desde que autorizada pelo empregado por escrito. D. vedada, salvo quando determinada em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Determinado empregado, admitido, em dezembro de 2022, para o exercício da função de engenheiro químico, com o salário de R$ 20.000,00 mensais, pactuou com seu empregador o banco de horas anual e a redução do intervalo para 30 minutos. Considerando a situação proposta e a legislação trabalhista atual, é possível afirmar que a pactuação é: A. nula apenas em relação ao banco de horas anual, que depende de negociação coletiva. B. nula em relação ao banco de horas anual e o enquadramento do grau de insalubridade, que dependem de negociação coletiva. C. nula apenas em relação ao enquadramento do grau de insalubridade, pois se trata de questão afeta a normas de ordem pública. D. válida, pois a situação relatada não depende de negociação coletiva, diante da hipersuficiencia do trabalhador. E. válida apenas se houver convenção ou acordo coletivo de trabalho disciplinando a possibilidade mencionada. De acordo com o artigo 29 da CLT, qual o prazo de que o empregador dispõe para anotar a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado sob condições normais? (Prefeitura de Rio das Antas - SC - Oficial Administrativo, 2018 - atualizada) A. 24 horas B. 48 horas C. 72 horas D. 30 dias úteis E. 5 dias úteis. De acordo com a nova redação dada à CLT pela Lei 11.644/2008, 0 empregador está impedido de exigir a comprovação de experiência profissional prévia num mesmo tipo de atividade por tempo superior a (Prefeitura do Rio de Janeiro - MULTIRIO - Assistente Técnico-Administrativo, 2011): A. 3 meses B. 6 meses C. 12 meses D. 24 meses Para existir uma relação de emprego, a principal obrigação do empregado é a prestação dos serviços contratados. Em contrapartida, seu principal direito é o recebimento da contraprestação pelos serviços prestados (CESPE - SEED-PR - Professor, 2021)A descrição anterior refere-se a um dos requisitos caracterizadores da relação de emprego, que consiste na: A. alteridade. B. pessoalidade. C. não eventualidade. D. onerosidade. A relação de trabalho é gênero, do qual relação de emprego é espécie. Diante desse quadro, marque um profissional que é considerado tradicionalmente trabalhador, mas não é enquadrado como empregado celetista: A. taxista, que presta serviços nas praças de cidades, dividindo os rendimentos da prestação de serviço pública com o dono do carro. B. Diretor, quando subordinado ao CEO (Chief Executive Officer) da corporação. C. Gerentegeral de banco, ante a prática de encargo de gestão. D. médico, que presta serviços semanalmente a um hospital particular, nos plantões designados pelo gestor do nosocômio. E. titular de cotas de EIRELI, que presta serviços de auditoria contábil para diversas companhias. Determinada hotel precisa realizar manutenções e limpezas periódicas em seus aparelhos de ar condicionado. Para suprir sua necessidade, ajusta com uma empresa, através de um valor fixo estipulado em contrato, a cessão de mão de obra continua de seus técnicos, que se revezam para executar o trabalho indicado pelo gerente do estabelecimento de hospedagem. Depois de um período, um desses empregados da empresa contratada ingressa com a ação trabalhista, requerendo o reconhecimento do vínculo empregatício com o hotel. O pedido foi negado pelo juiz. Diante desse quadro, pode-se afirmar que o fator que levou o juiz a adotar essa postura foi: A. primordialmente ausência de pessoalidade e exclusividade. B. ausência de subordinação, apenas. C. primordialmente ausência de pessoalidade e não eventualidade. D. ausência de não eventualidade, apenas. E. primordialmente ausência de continuidade e subordinação. AVALIE AS ASSERTIVAS A SEGUIR E A RELAÇÃO PROPOSTA ENTRE ELAS. I - O contrato de trabalho é intangível do ponto de vista subjetivo. PORQUE, Il - Alterações em qualquer um dos polos da relação contratual trabalhista importam na suspensão contratual. A RESPEITO DESSAS ASSERTIVAS, ASSINALE A OPÇAO CORRETA: A. As assertivas I e II são proposições verdadeiras, e a Il é uma justificativa correta da l. B. As assertivas I e Il são proposições verdadeiras, mas a Il não é uma justificativa correta da I. C. A assertiva I é uma proposição verdadeira, e a Il é uma proposição falsa. D. A assertiva I é uma proposição falsa, e a Il é uma proposição verdade. E. As assertivas I e Il são proposições falsas. João e Maria são casados e trabalham na mesma empresa, localizada em Fortaleza/CE. Maria ocupa cargo de confiança e, por absoluta necessidade do serviço, será transferida para Porto Alegre/RS, lá devendo fixar residência, em razão da distância. Diante da situação retratada e da legislação em vigor, assinale a afirmativa correta. A. A transferência não poderá ser realizada, porque o núcleo familiar seria desfeito, daí ser vedada por Lei. B. A transferência poderá ser realizada, mas, como o casal ficará separado, isso deverá durar, no máximo, 1 ano. C. João terá direito, pela CLT, a ser transferido para o mesmo local da esposa e, com isso, manter a família unida. D. Não há óbice para a transferência, que poderá ser realizada sem que haja obrigação de a empresa transferir João. Plínio foi contratado, em 30/11/2017, como auxiliaradministrativo de uma fábrica de motores. Graças ao seu ótimo desempenho, foi promovido, passando a gerente de operações, cargo dispensado do registro de horário, com padrão salarial cinco vezes mais elevado que o cargo efetivo imediatamente abaixo. Plínio era o responsável pela empresa, apenas enviando relatório mensal à diretoria. Em razão da nova função, Plínio passou a receber uma gratificação equivalente a 50% do salário básico recebido na função anteriormente exercida. O rendimento de Plínio, oito meses após a promoção, deixou de ser satisfatório, por questões pessoais. Em decorrência disso, a empresa retirou de Plínio a função gerencial e ele voltou à função que exercia antes, deixando de receber a gratificação de função. Diante disso, assinale a afirmativa correta. A. O cargo que Plínio passou a ocupar não era de confiança, razão pela qual a alteração contratual equivale a rebaixamento, sendo, portanto, ilícita. B. O cargo que Plínio passou a ocupar era de confiança, porém não poderia haver o retorno ao cargo anterior com a perda da gratificação de função, razão pela qual a alteração contratual equivale a rebaixamento, sendo, portanto, ilícita. C. O cargo que Plínio passou a ocupar era de confiança, e a reversão ao cargo efetivo foi lícita, mas não a perda da remuneração, pois equivale a diminuição salarial, o que é constitucionalmente vedado. D. O cargo que Plínio passou a ocupar era de confiança, razão pela qual se admite a reversão ao cargo anterior, sendo lícita a perda da gratificação de função. José é empregado em estabelecimento bancário, exercendo função de gerência geral de agência. Apesar da existência de cláusula coletiva prevendo o pagamento de gratificação de função no valor de 50% do salário do cargo efetivo, a empresa paga uma gratificação de função no percentual de 40% do respectivo salário. CONSIDERANDO QUE JOSÉ TRABALHA NOVE HORAS DIÁRIAS, É CORRETO AFIRMAR, À LUZ DA LEGISLAÇÃO E DA JURISPRUDENCIA DO TST, QUE A. José não será considerado ocupante de cargo de confiança por faltar o elemento objetivo, e assim terá direito ao pagamento da 7ª, 8ª e 9ª horas como extras; B. desde que presente o elemento subjetivo, o empregado ocupa cargo de confiança, independentemente do salário auferido; C. o empregado em questão não deixará de ser caracterizado exercente de função de confiança, cabendo ao juiz, de ofício, determinar o pagamento da diferença da gratificação D. não se cogita do pagamento de horas extras porque o gerente ocupa cargo de confiança e, assim, não tem limite de jornada; E. não há direito ao pagamento da 7ª, 8ª e 9ª horas como extras, em razão de o empregado ocupar cargo de confiança bancário, percebendo gratificação não inferior ao terço legal.