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FARMACIA CLINICA HOSPITALAR 1. O farmacêutico clínico deve ter algumas habilidades clínicas e conhecimentos específicos para exercer a prática clínica. Diante disso, analise a seguinte situação: O paciente Carlos, 38 anos, passou 5 dias internado devido a uma infecção urinária grave e hoje está de alta. O farmacêutico Josias visitou o paciente antes da alta e fez algumas orientações acerca dos cuidados fora do ambiente hospitalar. Explicou os horários da tomada do antibiótico e incentivou a ingestão de água. A interação entre eles foi simples, visto que Carlos não tem muito letramento, assim, ele ficou muito feliz por entender como continuar seu tratamento em casa. Na ação, qual habilidade o farmacêutico desenvolveu? Assinale a alternativa correta. A. Monitoramento do paciente. B. Conciliação medicamentosa. C. Comunicação em saúde. D. Planejamento farmacoterapêutico. E. Análise de exames laboratoriais. 2. O uso racional de antibióticos permeia grande parte da rotina clínica hospitalar do farmacêutico. O caso clínico descrito a seguir é um exemplo disso: Paciente de 28 anos com sepse de foco urinário iniciou uso de ciprofloxacino 200mg 12/12h. Após analisar o exame de cultura bacteriana, o farmacêutico identificou que o patógeno era resistente à ciprofloxacina, mas sensível à cafazolina e à cefuroxima. Em seguida, ele alertou o médico assistente, sugerindo alteração de prescrição antimicrobiana. O médico concordou, alterando a prescrição. Diante do exposto, qual foi a estratégia aplicada para gerenciar a situação? Marque a alternativa correta. A. Terapia preemptiva. B. Restrição de medicamentos C. Rotação de antibióticos. D. Descalonamento da terapia. E. Pré – autorização 3. A revisão da farmacoterapia é uma das muitas atribuições clínicas do farmacêutico. Essa revisão pode ser feita sob alguns aspectos específicos, dependendo do objetivo do farmacêutico. Dentro dessa temática, analise as alternativas a seguir e marque a opção correta quanto à metodologia para análise da farmacoterapia da prescrição. A. A análise de possíveis interações medicamentosas não é contemplada na revisão da farmacoterapia. B. A compatibilidade entre o medicamento e a via de administração prescrita deve ser avaliada durante a análise da prescrição. C. Idade, peso e função renal do paciente são parâmetros pouco relevantes para a análise da prescrição. D. O tipo de equipo indicado para medicamentos não é um parâmetro avaliado por farmacêuticos. E. Necessidades adicionais do paciente, como restrições ou intolerâncias, podem ser desconsideradas durante a revisão da farmacoterapia. 4 A cultura de segurança é uma das propostas trazidas pela Portaria n.° 29, em 1° de abril de 2013, em que ficou instituído o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Dentro do contexto de segurança do paciente, assinale a alternativa correta acerca de práticas que o farmacêutico pode desenvolver para garantir essa segurança. A. Para a identificação dos medicamentos não fracionados, utilizam-se etiquetas impressas de cor branca, contendo as informações em letra com fonte e tamanho legíveis, e realiza-se a conferência do rótulo do medicamento com a etiqueta de identificação; já os fracionados não precisam seguir essa recomendação, visto que não é possível garantir a sua rastreabilidade. B. Deve-se assegurar que os medicamentos estejam disponíveis para administração ao paciente no tempo adequado, na dose correta, assegurando a manutenção das características físicas, químicas e microbiológicas, contribuindo para o seu uso seguro, o que vem ao encontro com o conceito de uso racional dos medicamentos. C. Semanalmente, o serviço de farmácia deverá recolher os medicamentos não administrados nas unidades assistenciais, evitando acumulá-los nos setores e promover o seu uso irracional, a automedicação e a perda por avaria ou validade desses produtos. D. Os medicamentos potencialmente perigosos estão entre os pontos críticos na distribuição segura dos medicamentos, pois devem seguir um protocolo especifico: deve-se utilizar etiqueta de cor amarela nas embalagens e nos locais de armazenamento para sua identificação em toda a rastreabilidade no hospital. E. O uso de abreviatura, em alguns casos, pode ser aceito pelo farmacêutico desde que seja pactuado pela instituição. Dessa forma, esse profissional consegue seguir uma análise da prescrição dentro dos critérios de boas práticas de prescrição. 5. O monitoramento sérico de fármacos consiste na análise dos resultados de dosagem de nível sérico de medicamento no sangue para otimizar a farmacoterapia, permitindo o ajuste da dose de medicamentos de acordo com as características individuais do paciente. Das situações apresentadas a seguir, assinale aquela em que se aplicaria o monitoramento de fármaco (MTF), de acordo com os critérios para tal. A. Paciente, 40 anos, sepse de foco urinário, em uso de gentamicina 3mg/kg/dia, divididas em três tomadas iguais a cada 8 horas, por mais de 7 dias. Após análise da concentração do fármaco, verificou-se que o nível de vale do nível sérico foi superior a 1mg/L, indicando toxicidade para o paciente. Com isso, o farmacêutico informou a CCIH para discussão do caso e sugeriu diminuição dos intervalos entre as tomadas. B. Durante reunião multiprofissional, a enfermeira informa à equipe que a paciente, 26 anos, acompanhada pelo serviço para investigação de crises convulsivas, apresentou rash cutâneo. O farmacêutico é questionado, com base na prescrição médica, sobre qual (ou quais) medicamento que a paciente está utilizando poderia ter ocasionado tal reação adversa, bem como quais as alternativas terapêuticas estão disponíveis para substituição do fármaco. C. Paciente, 56 anos, em tratamento com antibioticoterapia com ciprofloxacino de 12 em 12 horas, para caso de Infecção do Trato Urinário (ITU). Logo após as duas primeiras tomadas, apresentou prurido persistente. No dia seguinte, o farmacêutico, na avaliação da prescrição, identificou o acréscimo de um antialérgico na prescrição e, assim, iniciou o processo de análise de farmacovigilância para averiguar se ele está correlacionado com o antibiótico. D. Paciente, 45 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide em uso de metotrexato 2,5mg, 8 comprimidos às quartas-feiras, e ácido fólico 5mg, 1 comprimido na quinta-feira, é internada com crise de gastrite, e o médico prescreve omeprazol 20mg todos os dias em jejum. O farmacêutico avalia que o uso concomitante do omeprazol e do metotrexato pode resultar em aumento da concentração de metotrexato, aumentando o risco de toxicidade por metotrexato. E. Paciente, 49 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, em uso de Captopril 25mg, 1 vez ao dia. O farmacêutico avalia que a meta de pressão arterial, proposta no início do tratamento, não foi atingida após início do tratamento hospitalar. Verifica o aprazamento da enfermagem e conclui que ele está tomando o medicamento de forma correta. Após discussão do caso com o médico do paciente, foi realizada uma adequação da dose diária do Captopril para 25mg, a cada 8 horas.