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1 
 
 
 
PAIS DA BIBLIOTECONOMIA 1 
por Ana Luiza Cavalcanti Farias Chaves 2 
 
 
Dias dos Pais vem aí... Que tal pensar nos pais da Biblioteconomia? 
Elejo os Pais da Biblioteconomia e teço algumas considerações sobre suas atuações, a 
partir das informações disponíveis na grande rede. 
Inicio com Calímaco de Sirene (310 a.C.-240 a.C), na Antiguidade, professor, 
gramático, poeta, mitógrafo grego, bibliotecário e diretor da Biblioteca de Alexandria, com o 
feito de organizar o primeiro catálogo sistematizado, organizando 490.000 rolos de papiros, 
para elaboração de um catálogo por assunto, onde constariam por essa ordem, os nomes dos 
autores alfabeticamente organizados. Considerando o contexto da época, Calímaco iniciou, 
assim, a ordem do caos. Antes dele, somente por sorte alguém seria capaz de encontrar um 
texto específico. 
Passo agora para São Jerônimo (348-420), nos fins da Antiguidade, o Santo Doutor da 
Igreja Católica, que traduziu a Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim. Essa edição 
foi denominada Vulgata, que é o texto oficial da Igreja Católica, originando-se dela outras 
traduções em línguas românicas. Há fontes que o consideram o santo padroeiro dos 
Bibliotecários, pelo grande leitor que foi, pela excelente memória que tinha, por ter a maior 
biblioteca pessoal da Roma Antiga e pela ajuda em estabelecer a biblioteca papal em Roma, 
no século IV. 
No meio da Idade Moderna surge um novo pai, Gabriel Naudé (1600-1653), agora 
mais preocupado com a profissão e com o profissional decorrente dela, libertando os livros da 
prisão, abrindo a biblioteca para o público, tornando-a mais dinâmica, sobretudo com a 
atuação do bibliotecário, que passou a se voltar para a orientação da leitura. 
Retomo a paternidade com Melvil Dewey (1851-1931), bibliotecário norte-americano, 
responsável pela Classificação Decimal Dewey-CDD, que tanto estudamos nos bancos 
acadêmicos, para aplicar na prática bibliotecária de classificar livros e alocá-los por assuntos 
nas estantes. O sistema é decimal, contendo 10 classes principais, 100 divisões e 1000 seções, 
 
1 Texto publicado originalmente no Facebook do MURAL INTERATIVO DO BIBLIOTECÁRIO. Seção O 
Texto é Nosso, 03 ago. 2015. 
2 Bibliotecária da Faculdade CDL. Especialista em Pesquisa Científica. Contato: analuiza_562@yahoo.com.br. 
2 
 
obedecendo a uma hierarquia, foi tão difundido quanto modificado e expandido, existindo 
hoje mais de 20 edições. As bibliotecas da atualidade ainda utilizam a CDD. 
Paul Otlet (1868-1944), foi um pai visionário! Autor, empresário, advogado e ativista 
da paz belgo, criou a Classificação Decimal Universal-CDU, instrumento que foi baseado na 
CDD, acrescentado de sinais para auxiliar nas facetas, necessárias para especificar as 
particularidades do documento. O autor teve a visão de uma grande rede de documentos para 
possibilitar as pesquisas de várias partes do mundo, com equipe especializada para o 
atendimento. 
 
 
 
 
 
 
 
Passando pelo Brasil, encontro um pai brasileiro. Bastos Tigre (1882-1957), o 
primeiro bibliotecário por concurso no Brasil, exercendo a função por 40 anos e é por isso que 
a data de seu nascimento, 12 de março, é considerada o Dia do Bibliotecário, instituído pelo 
Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980. Bastos Tigre também foi engenheiro, jornalista, 
poeta, compositor e humorista. 
Finalizo com o pai mais novo: Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972), 
bibliotecário da Índia, que estabeleceu as cinco leis da Biblioteconomia há mais de 40 anos e 
continuam válidas e aplicáveis na atualidade: 
 
1. Os livros são para usar; 
2. A cada leitor seu livro; 
3. A cada livro seu leitor; 
4. Poupe o tempo do leitor; 
5. A biblioteca é um organismo em crescimento. 
 
E você, acrescentaria mais algum pai da Biblioteconomia a essa lista?

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