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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFIPMOC Medicina 4o Período - Turma XXVIII - 2022.2 Acadêmico (a): Bianca Thays Cardoso Encaminhe uma resenha contendo as patologias que devem ser rotineiramente consideradas na avaliação de uma gestante. O pré-natal é uma etapa importante du ran t e a g rav i dez. É j u s t amen te es t e acompanhamento médico obstétrico que torna poss íve l promover e mante r a saúde da gestante e de seu bebê ao longo de todo o período gestacional. O Ministério da Saúde recomenda que, durante a gestação, a paciente faça pelo menos seis consultas de pré-natal. Este número pode ser maior caso a gestação seja de r isco ou apresente complicações. Independentemente do caso e da quantidade de consultas, este acompanhamento é essencial para garantir que tanto a mãe quanto o bebê estejam em perfeitas condições de saúde — encontrando meios de fazer com que a gestação seja a mais segura e confortável possível. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a realização de pelo menos oito consultas de pré-natal, além de fornecer maior tranquilidade durante o período gestacional, possib i l i ta a diminuição de casos de mortes perinatais e de natimortos. Portanto, realizando o acompanhamento de acordo com a recomendação médica, é possível assegurar uma gestação mais tranquila, já que os exames incluídos no pré-natal fornecem informações sobre possíveis intercorrências e anormalidades que possam vir a surgir durante este momento. Durante a primeira e as demais consultas de pré-natal, o obstetra irá realizar as avaliações citadas, podendo solicitar diversos exames para investigar detalhadamente as condições em que a gestante se encontra. São eles: Ultrassom obstétrico transvaginal, que deve ser realizado por volta da 7ª semana da gestação; Sorologia para HIV, sífilis, hepatite B, hepatite C, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e HTLV I/II; TSH e T4 livre; Hemograma completo;Tipagem sanguínea (ABO/Rh) – caso a paciente apresente sistema Rh negativo, a tipagem do parceiro deverá ser solicitada; Pesquisa de Coombs indireto; Colesterol total e frações; Exame de urina e urocultura; Exame parasitológico de fezes. As doenças sexualmente transmissíveis, chamadas de DST, devem ser levadas a sério e tratadas corretamente, preferencialmente sempre buscando a prevenção. No caso das gestantes, é prec iso ter ainda mais cuidado e responsabilidade para que a doença não prejudique a gravidez e a saúde da mãe ou do bebê. Nesse período, a mulher fica mais apta a adquirir infecções, já que ocorre fisiologicamente uma diminuição nos mecanismos de defesa do organismo. Por isso, usar camisinha e se prevenir são a melhor solução. A gonorreia é uma IST que traz riscos para o bebê. É uma doença silenciosa, já que cerca de 50% dos casos são assintomáticos, daí a importância dos exames pré-natais. Bebês que são contaminados com gonorreia podem desenvolver meningite, problemas nas articulações e infecções oculares que podem levar à cegueira. Durante a gestação, a doença também eleva os riscos de aborto, parto prematuro e infecções no útero e no líquido amniótico que protege o feto. Em relação ao HIV, deve-se realizar no pré-natal o teste que estiver disponível, em alguns estados o teste rápido está disponível para essa avaliação. Caso o resultado seja não reator, o exame deve ser repetido entre a 28ª e 30ª semana de gestação. Caso o resul tado seja reator, a gestante deve ser encaminhada para iniciar o tratamento o mais precocemente possível. Sobre a Hepatite B, é preciso avaliar história prévia (Anti HBS) e checar status vacinal (3 doses de vacina contra a Hepatite B, disponível nas unidades básicas de saúde), caso Ag Hbs, Anti Hbs e Anti Hbc não reatores, essa mulher deve ser imunizada, caso não seja imunizada ou fazer a complementação de doses faltosas. Anti Hbs reator, em qualquer situação, a gestante é considerada imune, não é necessário (re)vacinar a mulher. Caso o Ag Hbs seja reator, essa gestante precisa ser encaminhada à infectologia e ser realizada a sorovacinação no nascimento da criança.A Hepatite C: não é um exame de rotina no pré-natal. Não existe uma recomendação para a realização desse exame como uma rotina. https://clinicasim.com/blog/gravidez-e-bebes/blog-exames-de-pre-natal/ https://clinicasim.com/blog/gravidez-e-bebes/blog-exames-de-pre-natal/ Porém, algumas populações merecem especial atenção no que diz respeito a solicitação desse exame: usuário de drogas, parceiros de usuários de drogas, múltiplos parceiros, transfusão, situação de risco. O exame VDRL durante a gestação qualquer titulação de VDRL (Não Treponêmico) indica-se tratamento. Caso o VDRL não seja reator, é imprescindível realizar um teste rápido (teste Treponêmico), caso o teste rápido seja não reator, o VDRL deve ser repetido no 3º trimestre ou em outras situações que o profissional assistente avalie necessário. Caso o resultado do teste rápido seja positivo ou indeterminado, é importante a realização do tratamento e acompanhamento mensal com VDRL.A bactéria que causa a sífilis pode atravessar a placenta e contaminar o bebê. A transmissão também pode ocorrer através do canal de parto. Além da surdez a sífilis pode causar cegueira e retardo mental no bebê e, ainda, outras complicações como baixo peso no nascimento e aborto É importante lembrar que as ISTs podem ser adquiridas antes e mesmo durante a gravidez. Por isso é tão importante fazer um bom acompanhamento de pré-natal, realizando todos os exames para a detecção precoce dessas. REFERÊNCIAS: • Assistência Pré-natal: Manual técnico/equipe de elaboração: Janine Schirmer et al. - 3a edição - Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde - SPS/Ministério da Saúde, 2000.66p. • SCHORGE & Col – Ginecologia de Williams. Ed. AMGH LTDA, 1ª edição, 2011. -Lei 8080 de 19/09/1990 [disponível na Internet: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8080.htm]. https://clinicasim.com/blog/gravidez-e-bebes/saiba-como-garantir-o-acompanhamento-na-gravidez/ https://clinicasim.com/blog/saude-da-mulher/blog-7-exames-periodicos-que-toda-mulher-precisa-fazer/