Prévia do material em texto
ANESTESIA GERAL INTRAVENOSA Prof. MSC. Andressa de F. K. T. de Lima ANESTESIA INJETÁVEL ◦ ANESTÉSICOS DISSOCIATIVOS: ◦ Cetamina ◦ Tiletamina - Anestesia dissociativa ◦ ANESTÉSICOS GERAIS: ◦ Barbutúricos: tiopental ◦ Não barbitúricos: propofol, etomidado - Anestesia geral Anestesia Geral Intravenosa Vantagens ◦ Dose pode ser ajustada ◦ Sem necessidade de aparelhos* ◦ Baixo custo ? ◦ Várias técnicas anestésicas disponíveis ◦ Não é poluente ◦ Não irrita vias aéreas Desvantagens ◦ Após administração o efeito não é revertido ◦ Efeito cumulativo (recuperação prolongada) ◦ Flebite, tromboflebite ◦ Fármaco pode ser irritante se administrado perivascular (pH) Anestesia geral intravenosa ◦ Anestesia total intravenosa (TIVA) ◦ Anestesia parcial intravenosa (PIVA) Aplicação dos fármacos IV ◦ Bólus: aplicação realizada em menos de 1 minuto ◦ Bólus intermitente: aplicação repetidas de bólus, causando picos intermitentes na concentração plasmática do fármaco ◦ Infusão contínua (IC): fármaco aplicado de forma contínua por um tempo prolongado ◦ Bólus + IC: aplicação do bólus para alcançar a concentração plasmática desejada rapidamente, e mantém a IC para mantes a concentração plasmática Aplicação dos fármacos IV ◦ Taxa de infusão variada (TVI): a taxa de infusão muda com o tempo conforme a necessidade do paciente ◦ Infusão alvo controlada (TCI): feita com equipamentos especiais, com um programa que analisa a farmacocinética e regula a velocidade da bomba de infusão, para evitar efeitos acumalativos do fármaco Aplicação dos fármacos IV ◦ Infusão rápida: de 1 a 30 minutos ◦ Infusão lenta: de 30 a 60 minutos ◦ Infusão contínua: acima de 60 minutos Indicações: ◦ Indução da anestesia ◦ Suplemento da anestesia inalatória ◦ Manutenção da anestesia por meio da infusão contínua ou administração de doses intermitentes Anestésicos intravenosos ◦ Agentes barbitúricos: ◦ Tiopental ◦ Pentobarbital ◦ Agentes não-barbitúricos ◦ Propofol ◦ etomidado Barbitúricos ◦ Histórico: ◦ Ác. Barbitúrico: assoc. uréia e ácido malônico (1867) ◦ Barbital: 1º barbitúrico utilizado clinicamente (1903) ◦ Pentobarbital (1930) – curta duração ◦ Tiopental (1934) – ultra curta duração Barbitúricos ◦ Período hábil: ◦ Duração longa: 6 a 12 horas ◦ Barbital, fenobarbital ◦ Duração intermediária: 2 a 6 horas ◦ Duração curta: 60 a 120 minutos ◦ Pentobarbital ◦ Duração ultracurta: 10 a 20 minutos ◦ Tiopental Barbitúricos ◦ Mecanismo de ação ◦ Alteram a condutividade iônica de diversos íons ◦ Interagem com o complexo receptor do GABA, aumentando o tempo de abertura dos canais de Cl e hiperpolarizando a membrana pós-sináptica ◦ Depressão de SNC e perda da consciência ◦ Atingem o SNC como um todo! Barbitúricos ◦ Farmacocinética ◦ Características físico-químicas ◦ 60% forma não-ionizada ◦ Lipossolubilidade – barreira placentária e HEC ◦ Ligação proteica ◦ Albumina 70 a 85 % tiopental ◦ Acidose, uremia e hipoalbuminemia - disponibilidade do fármaco ◦ Sulfamidas e AINE – competição com sítio de ligação das proteínas Barbitúricos ◦ Biotransformação hepática: ◦ Dessulfuração e oxidação ◦ Excreção renal Barbitúricos - Efeitos no SNC ◦ Sedação leve – anestesia geral ◦ Indução da anestesia – pode ocorrer excitação e delírio ◦ Ação anticonvulsivante ◦ Redução do FSC, consumo de O2 cerebral e PIC ◦ Depressão do centro termorregulador Barbitúricos – Efeitos Cardiovasculares ◦ Depressão dose-dependente centro vasomotor e miocárdica ◦ Contratilidade miocárdica ◦ Dilatação de vasos de capacitância ( RVS) ◦ retorno venoso ◦ DC ◦ PA Barbitúricos – Efeitos Cardiovasculares ◦ Arritmogênico ◦ Sensibiliza miocárdio as catecolaminas ◦ Extra- sístoles/ bigeminismo ventricular ◦ Bloqueio Vagal ◦ Taquicardia ◦ consumo de O2 pelo miocárdio Barbitúricos – Efeitos respiratórios ◦ Depressão respiratória ◦ Apnéia transitória ◦ Depressão do centro respiratória ◦ Depressão quimiorreceptores aórticos-carotídeos ◦ Atenção com a associação a outros agentes depressores!!! Barbitúricos – Outros efeitos ◦ Reduz fluxo sanguíneo renal (40%) ◦ Reduz motilidade, tônus GI e secreções ◦ Reduz metabolismo basal ◦ Hipotermia ◦ Redução metabolismo ◦ Vasodilatação periférica ◦ Depressão centro termorregulador ◦ Atravessa barreira placentária Barbitúricos – Contra-indicado ◦ Obstrução intestinal ◦ Torção gástrica ◦ Piometra ◦ Choque séptico ◦ Acidose ◦ Aumento da fração livre (ativa) do tiopental Tiopental ◦ Pó amarelo claro, hidrossolúvel ◦ Apresentação de 0,5 e 1 grama ◦ Solução a 2,5% ou 5% pH 10,5 ◦ Canino: 2,5% ◦ Felino: 1,25% ◦ Equino: 5% ◦ Perivascular: infiltrar SF e lidocaína ◦ Latência: 15-30 segundos ◦ Pequenos animais doses: ◦ 5 a 12,5 mg/kg com MPA ◦ 20 a 25 mg/kg sem MPA Canino: 7-12 mg/kg Felino e equino: 4-5 mg/kg Não é indicado em IC: efeito acumulativo Agentes não barbitúricos ◦ Alquifenóis ◦ Propofol ◦ Imidazólicos ◦ Etomidado Propofol ◦ Utilizado pela 1º vez em 1977 ◦ Clinicamente: final da década de 80 ◦ Hipnótico de ação ultracurta ◦ Período hábil 10-15 min ◦ Recuperação rápida Propofol ◦ Emulsão lipídica de baixa solubilidade em água ◦ Lectina de ovo purificado ◦ Glicerol ◦ Óleo de semente se soja ◦ Não contém conservantes ◦ Substância branca discretamente viscosa ◦ Pode ser diluída em solução glicosada a 5% Propofol ◦ Ligação as proteínas plasmáticas 97-99% ◦ Biotransformação: ◦ Hepática: conjugação ◦ Metabólitos inativos eliminados via renal ◦ Sítios extra-hepáticos: pulmões, parede intestinal, plasma e rins. ◦ Latência semelhante ao tiopental (rápida) recuperação rápida ◦ Uso exclusivo IV Propofol ◦ Mecanismo de ação ◦ Facilita transmissão GABAérgica ◦ Efeitos no SNC ◦ FSC, taxa metabólica e PIC ◦ Ação anticonvulsivante Propofol – Efeitos Cardiovasculares ◦ Não libera histamina ◦ Redução transitória da PA, contratilidade miocárdica e DC 40-60% ◦ Reduz a sensibilidade barorreflexa à queda da pressão arterial ◦ Não há aumento compensatório FC ◦ Reduz a RVS, consumo de O2 pelo miocárdio Propofol – Efeitos respiratórios ◦ Broncodilatação ◦ Depressão respiratória e apnéia ◦ Incidência e duração dependem: ◦ Dose, velocidade de administração, tipo MPA ◦ IC: aumenta PaCO2 e reduz PaO2 ◦ Necessária a suplementação de oxigênio Propofol ◦ Lectina de ovo: crescimento de microorganismo ◦ Ampola aberta é necessário seu consumo ou descarte da mesma até o término do dia ◦ Composto fenólico: indução de injúrias oxidativas em hemácias de felinos, se administrado repetidamente vários dias ◦ Recuperação mais demorada pós-dose única (30 min) ◦ Fenômenos excitatórios (8% dos animais – uso isolado) ◦ Opistótono, mioclonias, movimentos de pedalagem e nistagmo Propofol ◦ Período de latência: 10 a 20 segundos ◦ Período de ação: 3 a 10 min dependendo da administração prévia de MPA ◦ Doses: ◦ 2-5 mg/kg com MPA ◦ 7 a 8 mg/kg sem MPA ◦ IC: 0,2 a 0,4 mg/kg/min até 0,8 mg/kg/min ◦ Depressão cardiorrespiratória Etomidato ◦ Composto Imidazólico (1965) ◦ Utilizado clinicamente 1972 ◦ Hipnótico: duração de ação ultracurta ◦ Ligação com as proteínas plasmáticas 76% ◦ pH ácido – dor a injeção ◦ Osmolaridade 4965 muito alta pode causar hemólise ◦ Solvente: propilenoglicol – pode diluir com SF para reduzir osmolaridade Etomidato ◦ Biotransformação: ◦ Hidrólise esterásica – metabólitos inativos ◦ Recuperação rápida sem efeitos cumulativos ◦ Excreção renal (75%) ◦ Meia vida: 3 minutos Etomidato ◦ Mecanismo de ação: facilitação da transmissão GABAérgica ◦ Efeitos SNC ◦ Reduz, preserva FSC ◦ Reduz PIC ◦ Dose-dependente ◦ Reduz consumo de O2 ◦ Reduz taxa metabólica cerebral Etomidato – Efeitos cardiovasculares ◦ Estabilidade dos parâmetros cardiovasculares ◦ Preserva atividade dos barorreceptores ◦ Não é arrtimogênico ◦ Reduz consumo de O2 pelo miocárdio ◦ Redução discreta RVSEtomidato – Efeitos Respiratórios ◦ Redução do VC ◦ Taquipnéia ◦ Apnéia Transitória ◦ Em doses maiores que 2,0 mg/kg ◦ Injeção rápida Etomidato – Efeitos Adversos ◦ Movimentos musculares involuntários ◦ Tremores ◦ Hipertonia muscular ◦ Podem sem atenuados com a administração prévia (MPA, Indução) ◦ Fenotiazínicos ◦ Benzodiazepínicos ◦ Opióides ◦ Injeção lenta 60 a 90 segundos ◦ Contra-indicado em IC (inibição da síntese de cortisol) Etomidato Vantagens ◦ Estabilidade CV ◦ Ausência de efeitos cumulativos Desvantagens ◦ Mov. Involuntários ◦ Náuseas e vômitos (40%) ◦ Excitação ◦ Supressão adrenocortical ◦ 6h cão ◦ 5h gato Etomidato ◦ Inibe a enzima 11-β Hidroxilase Etomidato ◦ Uso clínico ◦ Indução da anestesia em pacientes graves e cardiopatas ◦ Doses: ◦ 0,5-2 mg/kg ◦ MPA prévia ◦ Associação com benzodiazepínico ou fentanil Farmacocinética Fármacos Meia-vida Distribuição (min) Meio-vida Eliminação (horas) Tiopental 2-4 10-12 Etomidato 2-4 2-5 Propofol 2-4 1-3 Recuperação – Anestésicos Injetáveis Mais rápido Mais Lento propofol etomidado tiopental cetamina Onde mais utilizamos os anestésicos injetáveis? ◦ 1º Indução anestésica ◦ 2º Manutenção ou suplementação anestésica Anestesia parcial intravenosa: ◦ Isoflurano + fentanil ◦ Isoflurano + remifentanil ◦ Isofluorano + cetamina + lidocaína + remifentanil ◦ Sevoflurano + fentanil Anestesia Total Intravenosa ◦ Anestésico geral + analgésico + adjuvantes ◦ Anestésico geral: propofol ◦ Analgésico: fentanil, remifentanil ◦ Adjuvantes: cetamina, midazolam, dexmedetomidina, lidocaína Anestesia Total Intravenosa ◦ Exemplos: ◦ Propofol ◦ Propofol + fentanil ◦ Propofol + dexmedetomidina ◦ Propofol + cetamina + lidocaína + fentanil ◦ Propofol + midazolam Perguntas: ◦ A cetamina é um anestésico injetável? ◦ A cetamina é um anestésico intravenoso? ◦ A cetamina é um anestésico geral intravenoso? ◦ A cetamina é um anestésico dissociativo: ◦ O propofol é um anestésico geral? ◦ Posso fazer uma anestesia total intravenosa com o tiopental? ◦ E com o propofol? ◦ Para fazer uma anestesia geral intravenosa o q posso associar? ◦ Anestesia inalatória mais infusão de fentanil (analgésico) é parcial intravenosa? ◦ Isofluorano e fentanil é anestesia total intravenosa? Anamense. Exame físico Planejamento anestésico MPA/ contenção química/ sedação Indução anestésica Manutenção anestésica intravenosa ok/ manutenção anestésica inalatória??... Equinos: indução anestésica com cetamina + diazepam ou midazolam