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(EF06HI09) Discutir o conceito de Antiguidade Clássica, seu alcance e limite na tradição ocidental, assim como os impactos sobre outras sociedades e culturas.
(GO-EF06HI09-A) Identificar e comparar os aportes culturais, científicos, sociais e econômicos do Ocidente Clássico com as antigas civilizações da Antiguidade Africana, do Oriente e das Américas.
ANTIGUIDADE CLÁSSICA, PARA QUE E PARA QUEM?
Habilidades:
Ensino Fundamental – 6º Ano – História.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
ProfessorxS este material foi produzido para analisar o conceito de clássico com base no contexto da Antiguidade e da sua utilização na contemporaneidade. Apresentamos textos, imagens no intuito de contribuir para que esse objetivo seja alcançado. Será apresentado o conceito de “Clássico” e como esse conceito pode ser ressignificado ao longo do tempo. Debateremos o alcance da cultura greco-romana em nossos dias e identificaremos alguns elementos dessa cultura em nossa sociedade nos dias de hoje.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Imagem 1 - Acrópole de Atenas.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Trechos de textos para análise do conceito de clássico
TEXTO 1 –
Clássico, palavra derivada do latim classicus, significando "de classe mais alta" [-] a palavra "clássico" passou a ser sinônimo de grego e latim antigos". Em sentido mais estrito considera-se que a época clássica da literatura grega tenha terminado por volta de 325 a.C.] pode-se dizer igualmente que a época clássica da literatura latina terminou com o fim do reinado de Augusto [14d.C.).
HARVEY, Paul, Dicionário Oxford de literatura clássica grega e latina Rio de Janeiro Jorge Zahar,1987, p 123.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
TEXTO 2 –
Mas a palavra, com o passar do tempo, foi reinventada. Hoje, é comum utilizar a expressão ("clássico”) para se referir tanto a um sanduíche como o X-Montanha [] a canções da Legião Urbana além de tratar de questões complexas, uma obra é, e se torna, clássica pelo fato de captar e traduzir o espírito de seu tempo. O que hoje é um clássico, amanhã pode ser esquecido.
CASTILHO, Cristiano e SANTOS, Márcio Renato. O que é um clássico. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/o-que-e-um-classico-dd7kv1nxd2tfcvyy33g39gbim/ >. Acesso em: 29, abr. 22.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Trecho do artigo: “Uma morfologia da História”
Só existe História na Europa. Até mesmo o Brasil e as Américas só são incluídos [...] depois de sua "descoberta" pelos europeus, isto é, só quando se tornam uma parte da História da Europa [.] O Império Romano, que constituiu a maior unidade política dentro do que chamamos História antiga incluiu áreas que ninguém hoje definiria como europeias:
o norte da África, partes do Oriente Médio, talvez a Turquia. Por outro lado, não alcançou outras áreas que hoje reivindicam ser parte da Europa, como a Rússia, todos os países europeus orientais e a Península Escandinava. De um modo curioso a História Antiga é eurocêntrica, mas não é em absoluto, a História da Europa.
GUARINELLO, Norberto Luiz. Uma morfologia da História: as formas da História Antiga, p. 51. Disponível em:<http://periodicos.uesb.br/index.php/politeia/article/viewFile/167/181>.
Acesso em: 29, abr. 22.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Para além da Europa, as influências greco-romanas nas sociedades ocidentais.
A influência greco-romana sobre o modo como vivemos em nosso país e nossa civilização é assunto para muitos milhares de páginas, estendendo-se, por exemplo, a Tecnologia (hodômetro, a roda d’água), à Política (república, democracia, senado, eleições periódicas, voto), ao Direito (leis, procedimentos judiciais, terminologia jurídica), à Arte (conceitos de teoria musical, escultura, pintura),
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
à Arquitetura e Engenharia (arcos, colunas, anfiteatros, estádios), à Literatura (poesia, narrativas, teatro), aos costumes (feriados, esportes e competições, jogos olímpicos, procissões religiosas, festas públicas, carnaval), à Ciência e à Filosofia (por herança direta), entre muitos outros.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Vejamos alguns pontos onde nos dias atuais, podemos encontrar essa influência seja no mundo e no Brasil.
Muitas palavras da língua portuguesa são formadas a partir de radicais (raízes) gregos. Observe, na tabela, alguns radicais gregos presentes na língua portuguesa.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
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AÇÃO REFLEXIVA!
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
As línguas neolatinas
O latim se tornou a língua oficial do império por volta do século II, mas os registros escritos encontrados nas diferentes regiões do Império Romano não foram feitos só nessa língua. O grego também era muito utilizado, principalmente pelas pessoas mais instruídas. Outras línguas, como o púnico e o aramaico, também eram faladas
Apesar dessa variedade linguística, o latim foi a língua mais difundida no século V, mesmo após a desagregação do império. No entanto, por causa da diversidade de culturas que havia no império, essa língua se fundiu com outras e deu origem ao que chamamos de línguas neolatinas.
Antiguidade Clássica: para que e para quem?
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O Direito Romano
Proposta de atividade
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Antiguidade Clássica: para que e para quem?
Referencial teórico
Franco Júnior, Hilário, A Idade Média, nascimento do ocidente. -- São Paulo: Brasiliense, 2005.
Funari, Pedro Paulo. Grécia e Roma. - 6. ed. - São Paulo: Contexto, 2018.
História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas / Leandro Karnal (otg.)-6. ed., 1ª Reimpressão. - São Paulo: Contexto, 2010.
Perry, Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo; tradução Beatriz Sidou.--São Paulo: Brasiliense, 2000.
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Banco de Imagens
Imagem 1: Acrópole de Atenas. Disponível em:< https://pixabay.com/pt/photos/acr%C3%B3pole-atenas-gr%C3%A9cia-antigos-2725918/>. Acesso em: 29, abr. 22.
Imagem 2:Antiguidade clássica Grécia e Roma. Disponível em:<https://conectaescoladigital.seduc.se.gov.br/roteiro-de-estudo/antiguidade-classica-grecia-56432>. Acesso em: 29, abr. 22.
Imagem 3 e 4: radicais gregos na língua portuguesa. DIAS, Adriana Machado Vontade de saber: história: 6° ano: ensino fundamental: anos finais / Adriana Machado Dias, Keila Grinberg, Marco César Pellegrini. — 1. ed. — São Paulo: Quinteto Editorial, 2018. p. 151. Disponível PNLD 2020.
Imagem 5: Línguas neolatinas. DIAS, Adriana Machado Vontade de saber: história: 6° ano: ensino fundamental: anos finais / Adriana Machado Dias, Keila Grinberg, Marco César Pellegrini. — 1. ed. — São Paulo: Quinteto Editorial, 2018. p. 172. Disponível PNLD 2020.
Imagem 6: O Direito Romano. DIAS, Adriana Machado Vontade de saber: história: 6° ano: ensino fundamental: anos finais / Adriana Machado Dias, Keila Grinberg, Marco César Pellegrini. — 1. ed. — São Paulo: Quinteto Editorial, 2018. p. 174. Disponível PNLD 2020.
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