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Com Sérgio Nogueira,
o professor do Soletrando.
6
análise
sintática
Licensed to Alessandra Leite da Silva - ale_ls@live.com
Apresentação
Quer simplificar o português, aprender com mais prazer e acabar 
com suas dúvidas?
Este e-book ajuda você a entender, de forma simples e prática, as re-
lações que existem entre as palavras que formam uma oração ou entre 
as orações que compõem um período.
As videoaulas ampliam o conteúdo do livro digital, discutem as dú-
vidas mais comuns e apresentam exemplos práticos para você enrique-
cer seu conhecimento.
É assim que o professor Sérgio Nogueira retoma os temas mais im-
portantes e mais cobrados em provas de concursos e vestibulares, para 
que você possa (re)aprender sem dificuldades e sem traumas.
Tudo com a experiência de quem há mais de 40 anos aproxima os 
brasileiros da língua portuguesa. 
Bom proveito!
Licensed to Alessandra Leite da Silva - ale_ls@live.com
Sumário
Sintaxe ........................................................................................................................... 4
Frase, oração e período ....................................................................................... 6
1. Frase ............................................................................................................................................6
2. Oração ........................................................................................................................................7
3. Período .......................................................................................................................................8
Análise sintática do período simples ......................................................... 9
Termos essenciais da oração .........................................................................10
1. Sujeito ......................................................................................................................................10
2. Predicado ...............................................................................................................................16
Termos integrantes da oração .....................................................................20
1. Objeto direto .......................................................................................................................20
2. Objeto indireto ...................................................................................................................21
3. Complemento nominal .................................................................................................21
4. Agente da passiva ............................................................................................................21
5. Predicativo do sujeito ...................................................................................................23
6. Predicativo do objeto .....................................................................................................23
Termos acessórios da oração e vocativo ................................................24
1. Adjunto adnominal .........................................................................................................24
2. Adjunto adverbial ............................................................................................................25
3. Aposto ......................................................................................................................................27
4. Vocativo ..................................................................................................................................28
Análise sintática do período composto ..................................................29
Orações coordenadas .........................................................................................30
Classificação das orações coordenadas sindéticas .........................................31
Orações subordinadas .......................................................................................34
1. Orações subordinadas substantivas ....................................................................35
2. Orações subordinadas adjetivas .............................................................................40
3. Orações subordinadas adverbiais ..........................................................................44
Licensed to Alessandra Leite da Silva - ale_ls@live.com
Sintaxe
A sintaxe (deve-se pronunciar “sintasse”) é a parte da gramática que 
estuda a relação que as palavras estabelecem em uma oração e a rela-
ção das orações dentro de um período. Pode-se dizer, assim, que a sinta-
xe dedica-se à análise das combinações que as estruturas da linguagem 
podem apresentar na formação de enunciados comunicativos. 
Diferentemente da morfologia – parte da gramática que se dedica 
a classificar as palavras da língua (classes de palavras), analisando seus 
significados e aspectos formais –, a sintaxe concentra-se na relação 
que essas palavras estabelecem com as outras na oração. 
Assim, só faz sentido utilizar o termo “classificar” quando se objetiva 
identificar a classe a que pertence a palavra. Em sintaxe, não se classifica 
a palavra, analisa-se a função que ela exerce na oração. E essa função não 
é fixa, pois depende da relação estabelecida em cada oração. 
4
Licensed to Alessandra Leite da Silva - ale_ls@live.com
Para melhor entendermos essa diferença, vamos pegar como exem-
plo a palavra “banana”. Do ponto de vista das classes de palavras, tra-
ta-se de um substantivo comum. Vista da ótica da sintaxe, porém, a pa-
lavra “banana” pode exercer diferentes funções (sem deixar de ser um 
substantivo comum). Veja estas orações:
A banana está madura.
A cesta está cheia de banana.
Mariazinha não suporta banana-nanica. 
Ela só gosta de banana-prata.
O namorado de Mariazinha é um banana.
Note como, em cada oração, a palavra “banana” constrói uma re-
lação diferente com as demais palavras. Na primeira oração, a palavra 
“banana” exerce a função de sujeito, pois é dela que se está falando. 
Na segunda, o sujeito é “a cesta”, pois é dela que se fala; e como o 
termo “de banana” completa o sentido do adjetivo “cheia”, dizemos que 
ele exerce a função de complemento nominal. 
Na terceira, a palavra “banana-nanica” exerce a função de obje-
to direto, pois completa o sentido do verbo “suportar”, que é tran-
sitivo direto. 
Já na oração seguinte, a palavra “banana-prata” também completa 
o sentido de um verbo, mas, como precisa da preposição “de” para se 
ligar à forma verbal “gosta”, ela passa a exercer a função sintática de 
objeto indireto. 
Por fim, na última oração, a palavra “banana” é usada para caracterizar 
o sujeito da oração, exercendo, assim, a função de predicativo do sujeito.
5
Licensed to Alessandra Leite da Silva - ale_ls@live.com
e período
Frase, oração
Antes de analisarmos as funções exercidas pelas palavras na oração 
(isto é, a análise sintática), precisamos relembrar alguns conceitos im-
portantes, como frase, oração e período.
1. Frase
É a unidade mínima de comunicação linguística responsável por 
transmitir uma mensagem. Em outras palavras, podemos dizer que fra-
se é todo enunciado que tem sentido completo.
É claro que o sentido completo de uma mensagem, na maioria das 
vezes, depende do contexto de comunicação. Confira este diálogo:
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– Você realmente acredita que seu time tem condições de 
ganhar o campeonato?
– Acredito, sim!
As duas falas podem ser consideradas frases, pois cada uma, “dentro 
do contexto”, transmite uma mensagem completa. Já quando analisamos a 
fala “Acredito, sim!” isoladamente, percebemos que ela não transmite uma 
mensagem com sentido completo e não pode ser considerada uma frase.
Assim, podemos concluir que, se tiver sentido completo, uma única 
palavra pode ser considerada uma frase, como:
– Oi!
– Silêncio!– Corram!
Na fala, é a entonação que marca o começo e o fim de uma frase. Na es-
crita, ela é delimitada pela pontuação: geralmente, começa com letra mai-
úscula e termina com um ponto (final, interrogativo ou de exclamação).
2. Oração
É a frase ou parte da frase que se organiza em torno de um verbo 
ou de uma locução verbal. Não existe oração sem verbo. Assim, “Oi!” e 
“Silêncio!” são frases, mas não podem ser consideradas orações. Já “Cor-
ram!” é uma frase, pois tem sentido completo, e também uma oração, já 
que possui um verbo.
7
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Já em “Choveu muito esse ano, e isso prejudicou a colheita da soja, 
que era a esperança dos agricultores.”, temos uma frase, marcada pela 
letra maiúscula e pelo ponto-final, e três orações, marcadas pelos ver-
bos: Choveu muito esse ano, / e isso prejudicou a colheita da soja, / que 
era a esperança dos agricultores.
3. Período
É uma frase que contém uma ou mais orações. Em outras palavras, 
para ser um período é necessário ter sentido completo e apresentar 
ao menos um verbo. No período simples, a frase é constituída por ape-
nas uma oração, isto é, apresenta somente um verbo ou uma única lo-
cução verbal.
Corram!
Tudo foi dito a vocês!
Ninguém ouviu meus gritos desesperados naquela noite fria.
Já no período composto, a frase é constituída de duas ou mais orações.
É necessário / que o governo exerça seu papel fiscalizador, / 
exigindo qualidade nos serviços prestados.
8
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A análise sintática do período simples 
estuda as relações entre os termos de 
uma oração.
Termo é uma palavra ou um conjunto 
de palavras que exerce uma função 
específica na oração. Dependendo da 
função que desempenha, esse termo 
pode ser classificado como essencial, 
integrante ou acessório.
Análise sintática 
do período simples
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Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado.
1. Sujeito
É o termo sobre o qual se declara algo. O sujeito determina em que pes-
soa e número o verbo que está no predicado da oração deve se apresentar.
1442443
A criança chorou a noite toda.
predicadosujeito
144444424444443
da oração
Termos essenciais
10
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Nessa oração, o verbo (chorou) está na 3ª pessoa do singular, con-
cordando com o sujeito (A criança), que também está na 3ª pessoa do 
singular. Note que, se passarmos o sujeito para a 3ª pessoa do plural, o 
verbo obrigatoriamente deverá apresentar-se na 3ª pessoa do plural:
144424443
predicadosujeito
14444444244444443
As crianças choraram a noite toda.
Núcleo do sujeito
No caso de o sujeito ser formado por mais de uma palavra, devemos 
identificar a palavra mais importante, aquela que efetivamente concor-
dará com o verbo.
A chegada dos alunos do terceiro ano foi tumultuada.
14444244443144444444444424444444444443 predicadosujeito
1442443
núcleo
FIQUE ATENTO!
Orações com verbos como “existir”, “faltar”, “acontecer”, “bastar”, 
“chegar” etc. geralmente apresentam o sujeito depois do verbo. 
Nesse caso, preste atenção à concordância verbal. 
Faltam quinze minutos para o meio-dia. (verbo e sujeito no plural)
Ainda existem muitos mistérios no universo. (verbo e sujeito no plural)
11
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Classificação do sujeito
 > Simples (tem um único núcleo)
A poluição das grandes cidades afeta a saúde do cidadão.
14444444444244444444443 sujeito simples
1442443
núcleo
 > Composto (tem dois ou mais núcleos)
Chegaram atrasadas mãe e filha para a reunião.
144424443sujeito composto
123
núcleo
123
núcleo
 > Indeterminado (não é possível identificar pelo contexto a quem o 
verbo da oração se refere)
Há duas maneiras de indeterminar o sujeito:
a) coloca-se o verbo na 3ª pessoa do plural sem referência anterior 
ao sujeito.
Bateram no meu carro.
Apagaram a luz.
Quebraram a porta da diretoria.
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CUIDADO!
Não basta o verbo estar na 3ª pessoa do plural para o sujeito 
ser indeterminado. Se o contexto permitir ao leitor identificar o 
sujeito, ele não será indeterminado. Veja o exemplo:
Marcos e Pedro brigaram na hora do recreio. Quebraram 
a porta da diretoria.
Perceba que, embora o verbo da segunda oração esteja na 3ª 
pessoa do plural, o sujeito da oração é facilmente reconhecível 
pelo contexto. Trata-se de “Marcos e Pedro”, sujeito expresso na 
primeira oração.
b) coloca-se o verbo na 3ª pessoa do singular ligado ao índice de 
indeterminação do sujeito (pronome “se”).
Trata-se de um assunto muito delicado.
Come-se bem em São Paulo.
No verão, não se trabalha com disposição.
Era-se feliz na infância.
CUIDADO!
O pronome “se” só pode ser classificado como índice de 
indeterminação do sujeito se o verbo a que estiver ligado 
for transitivo indireto, intransitivo ou de ligação. 
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 > Oração sem sujeito (a ação expressa pelo verbo não pode ser 
atribuída a nenhum ser)
 Nesse tipo de oração, o verbo é impessoal e, com exceção do verbo 
“ser”, deve permanecer fixo na 3ª pessoa do singular. Os principais 
casos de verbos impessoais são:
a) verbos que indicam fenômenos da natureza, como “chover”, 
“trovejar”, “ventar”, “nevar” etc.
Choveu muito durante o verão.
Nunca nevou na cidade de São Paulo.
ATENÇÃO!
Quando empregados em sentido figurado, esses verbos têm sujeito.
Choveram mensagens de apoio na rede social.
sujeito
144444424444443 
b) verbos “ser”, “estar”, “fazer” e “haver” indicando tempo.
São duas horas da tarde.
É primavera!
Hoje está muito frio.
Fazia um calor insuportável em janeiro.
Faz dois anos / que ele partiu. 
(O verbo da primeira oração não tem sujeito.)
Ele dá aula / há 20 anos. 
(O verbo da segunda oração não tem sujeito.) 
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c) verbos “haver” (formal) e “ter” (coloquial) empregados no 
sentido de “existir” ou “acontecer”.
Houve muitos acidentes no feriado.
Tinha várias pessoas feridas no local do acidente.
FIQUE ATENTO!
Os verbos “existir” e “acontecer” têm sujeito.
Aconteceram vários acidentes no feriado.
sujeito
1444442444443
Existiam várias pessoas feridas no local do acidente.
14444444244444443
sujeito
SUJEITO AGENTE X SUJEITO PACIENTE
1. Na voz ativa, o sujeito pratica a ação, sendo por isso denominado 
sujeito agente. Na oração “O candidato fez uma ótima redação”, o 
termo “O candidato” é sujeito agente, pois pratica a ação verbal.
2. Na voz passiva, o sujeito sofre a ação verbal, sendo por isso 
denominado sujeito paciente. Na oração “Uma ótima redação 
foi feita pelo candidato”, o termo “Uma ótima redação” é 
sujeito paciente, pois recebe a ação verbal. 
 
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2. Predicado
Predicado é o termo da oração que contém a informação sobre o 
sujeito. O verbo sempre está no predicado e, como não existe oração 
sem verbo, não existe oração sem predicado.
Antes de classificarmos o predicado, precisamos lembrar a predicação 
verbal, que separa os verbos em intransitivos, transitivos e de ligação.
 > Verbo intransitivo (VI)
 É aquele que não necessita de complemento (objeto direto e ob-
jeto indireto).
A criança escorregou.
Os noivos sorriram.
O trem chegou.
 > Verbo transitivo
 É aquele que precisa de um termo que complete 
seu significado. Esse termo recebe o nome de 
objeto. Há três tipos de verbo transitivo:
a) Verbo transitivo direto (VTD): necessita 
de um complemento que se liga a ele sem 
preposição. Esse complemento chama-se 
objeto direto (OD).
O cantor perdeu a voz.
OD
14243 14243
VTD
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As crianças adoram bolo de chocolate.
OD
1442443 1444442444443
VTD
b) Verbo transitivo indireto (VTI): necessitade um complemento que 
se liga a ele com preposição. Esse complemento chama-se objeto 
indireto (OI).
1442443
preposição
Todos reclamaram de você.
OIVTI
144424443
c) Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): necessita de dois 
complementos, um sem preposição (OD) e outro com 
preposição (OI).
Governo promete computadores baratos à população de baixa renda.
preposição
VTDI
1442443
OD OI
14444444244444443 1444444442444444443
 > Verbo de ligação (VL)
 Expressa uma ideia de estado ou qualidade. Ele liga o sujeito à sua carac-
terística. Essa característica recebe o nome de predicativo do sujeito.
 Os principais verbos de ligação são: ser, estar, ficar, continuar, andar, 
viver etc.
O diretor anda mal-humorado.
O candidato vive preocupado.
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Classificação do predicado
O predicado, assim como o sujeito, apresenta um elemento princi-
pal chamado núcleo. Podem ser núcleos do predicado:
 > Verbos transitivos e intransitivos
 > Predicativo do sujeito (característica do sujeito que se encontra 
no predicado)
 > Predicativo do objeto (característica do objeto, atribuída a ele 
pelo sujeito)
Dependendo de seu núcleo, o predicado pode ser:
 > Nominal (apresenta verbo de ligação e tem como núcleo o 
predicativo do sujeito)
predicado nominal
Os torcedores ficaram decepcionados.
verbo 
de ligação
predicativo do 
sujeito (núcleo)
14243 14444244443
14444444244444443
 > Verbal (apresenta um verbo transitivo ou intransitivo)
verbo transitivo direto 
e indireto (núcleo)
Ninguém ofereceu ajuda aos desabrigados.
predicado verbal 14444444444244444444443
1442443
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 > Verbo-nominal (apresenta dois núcleos: um verbo transitivo 
ou intransitivo e um predicativo que pode ser do sujeito ou do 
predicado)
14444444444244444444443
Os torcedores saíram decepcionados do estádio.
predicativo 
do sujeito 
(núcleo)
predicado verbo-nominal
14444244443
verbo 
intransitivo 
(núcleo)
14243
predicativo 
do objeto 
(núcleo)
Todos acharam o vestido da noiva lindo.
14444444444244444444443
1442443 14243
predicado verbo-nominal
verbo 
transitivo 
direto (núcleo)
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da oração 
Termos integrantes
Os termos integrantes completam o sentido dos verbos e dos no-
mes transitivos.
1. Objeto direto
Completa, sem preposição, o sentido de verbo transitivo direto.
14243 14444444244444443
Meu time venceu o torneio internacional.
ODVTD
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2. Objeto indireto
Completa, com preposição, o sentido de verbo transitivo indireto.
14243 14444244443
OIVTI
Ninguém gostou de sua atitude.
3. Complemento nominal
Completa, com preposição, o sentido de um nome (substantivo, ad-
jetivo, advérbio).
complemento nominal
O país está preocupado com a crise internacional.
144444442444444443
4. Agente da passiva 
Pratica a ação verbal na voz passiva analítica.
agente da passiva
O navio foi abandonado no cais pelo comandante.
1444442444443
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VOZ PASSIVA ANALÍTICA X VOZ PASSIVA SINTÉTICA
 > A voz passiva analítica é aquela que apresenta uma locução 
verbal, formada, geralmente, pelo verbo auxiliar “ser” e o 
particípio do verbo principal.
O caso foi julgado pelo juiz.
locução verbal
144424443
 > A voz passiva sintética é aquela que apresenta o pronome 
apassivador “se”.
Julgou-se o caso.
 pronome apassivador 
do sujeito
Devemos tomar muito cuidado com a concordância entre o sujeito 
e o verbo na voz passiva sintética, pois muitas pessoas esquecem 
que, nesse caso, o sujeito paciente está claro e explícito na oração. 
Por exemplo, o sujeito de “Julgou-se o caso” é o termo “o caso”, 
 que, por estar na 3ª pessoa do singular, obriga o verbo 
a também apresentar-se na 3ª pessoa do singular. 
Se passarmos o sujeito para o plural, 
obrigatoriamente deveremos colocar 
o verbo no plural. Veja:
Julgaram-se os casos.
Alugam-se salas.
Vendem-se casas.
Consertam-se bicicletas.
22
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5. Predicativo do sujeito 
É uma característica do sujeito que está no predicado. É obrigatório 
após um verbo de ligação.
14243 144424443
Todos ficaram insatisfeitos com a crise econômica.
predicativo 
do sujeito
verbo 
de ligação
Eventualmente, pode aparecer após verbos transitivos e intransitivos.
Os jogadores chegaram cansados.
 predicativo 
 do sujeito
verbo 
intransitivo
1442443 1442443
O diretor bateu a porta nervoso.
verbo 
transitivo direto
predicativo 
do sujeito
14243 1442443
6. Predicativo do objeto 
Expressa estado ou qualidade atribuída ao objeto pelo sujeito.
predicativo 
do objeto
1442443
O presidente deixou a população tranquila.
23
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Os termos acessórios – adjuntos adnominal e adverbial e aposto – 
acrescentam uma informação nova à oração, mas não são fundamen-
tais para o entendimento do enunciado.
1. Adjunto adnominal 
Termo de valor adjetivo, delimita ou especifica o significado de um 
substantivo. Exercem a função de adjunto adnominal:
 > Adjetivos
1442443
Caía do céu cinzento uma chuva fina.
adjunto 
adnominal
123
adjunto 
adnominal
da oração 
Termos acessórios
e vocativo
24
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 > Locuções adjetivas (termos preposicionados de valor adjetivo)
1442443
adjunto 
adnominal
O amor de mãe é inesgotável.
 
 > Artigos
Os pais e a direção da escola trabalham com o mesmo objetivo.
123
adjunto 
adnominal
adjunto 
adnominal0
adjunto 
adnominal0
 
 > Numerais
Ele foi o primeiro aluno a comer meia melancia em quinze segundos.
1442443
adjunto 
adnominal
12 3
adjunto 
adnominal
14243
adjunto 
adnominal
 > Pronomes adjetivos
Aquele deputado escondeu seus verdadeiros objetivos.
14243
adjunto 
adnominal
123
adjunto 
adnominal
2. Adjunto adverbial 
Termo que intensifica o sentido do verbo, do adjetivo ou do advérbio.
1442443
Ele comeu bastante. (intensifica o verbo)
adjunto adverbial 
de intensidade
25
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Ele é pouco inteligente. (intensifica o adjetivo)
14243
adjunto adverbial 
de intensidade
adjunto adverbial 
de intensidade
Ele mora muito longe. (intensifica o advérbio)
14243
O adjunto adverbial também indica uma circunstância para o pro-
cesso verbal. As principais circunstâncias são:
 > Causa
As crianças choravam de frio.
 > Companhia
Ela saiu com o namorado.
 > Finalidade
Ele se vestiu para a guerra.
 > Instrumento
Faça a prova com caneta azul.
 > Lugar
Ele não vivia no paraíso.
 > Modo
Todos dormiram tranquilamente.
26
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 > Tempo
Nada foi resolvido naquela 
tarde.
 > Dúvida
Talvez ele chegue cedo.
 > Negação
Os eleitores não lembram 
em quem votaram.
 > Afirmação
Ele chegará e certamente 
trará presentes.
3. Aposto
Termo que explica, enumera, resume ou especifica outro termo.
14444444444442444444444443
São Paulo, a cidade da cultura e da gastronomia, comemorou seus 465 anos. 
 aposto explicativo
Três alunos não fizeram a prova: Marcos, Tiago e Carlos.
aposto enumerativo
144444424444443
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Farinha, ovos, pão, leite, tudo estava fora do prazo de validade.
123
aposto resumitivo
14444444244444443
O poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto imortalizou o 
rio Capibaribe em sua obra.
aposto 
especificativo
14444444244444443
14442443
aposto 
especificativo
TOME NOTA
Geralmente, o aposto explicativo vem entre vírgulas; o 
enumerativo, depois de dois-pontos; já o especificativo é sempre 
um nome próprio que especifica um substantivo comum.
4. Vocativo
Termo usado para chamar o ser a quem nos dirigimos.
Senhores deputados, está aberta a sessão.
Deus,ó Deus, onde estás que não respondes? (Castro Alves)
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Enquanto a análise sintática do período 
simples estuda as relações entre os 
termos de uma oração, a análise sintática 
do período composto estuda as relações 
sintáticas que se estabelecem entre 
as orações que formam o período. 
Essas orações são classificadas 
em coordenadas ou subordinadas, 
dependendo do tipo de relação que 
estabelecem entre si dentro do período.
Análise sintática 
do período composto
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As orações coordenadas são sintaticamente independentes, isto é, 
não exercem nenhuma função sintática em relação às outras orações 
do período. O período composto que apresenta apenas orações coorde-
nadas recebe o nome de período composto por coordenação.
Há dois tipos de orações coordenadas: 
 > Assindéticas (não apresentam nenhuma conjunção e não aceitam 
nenhum outro tipo de classificação)
 > Sindéticas (são introduzidas por conjunções coordenativas. Há 
cinco tipos de orações coordenadas sindéticas)
1444444444442444444444443
conjunção
144444444444444424444444444444443
Os candidatos prestaram o concurso 
e reclamaram muito da organização da prova.
 oração coordenada sindética
oração coordenada assindética
coordenadas
Orações
30
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 Classificação das orações 
coordenadas sindéticas
Aditivas 
Estabelecem uma relação de adição. A ideia que elas transmitem so-
ma-se à ideia da oração anterior. As principais conjunções aditivas são: 
e, nem, não só...mas também, tampouco, bem como...
Ele canta / e dança.
Chora / e ri. 
Ela não canta / nem dança.
Ela não canta / tampouco dança.
Ele não só ri / mas também chora. 
Adversativas
Expressam uma ideia que se opõe à ideia transmitida na oração 
anterior. São, geralmente, iniciadas por: mas, porém, todavia, contu-
do, entretanto, senão...
Ela canta, / mas não dança.
Ela canta bem, / todavia não sabe ler partitura.
Ela sabe cantar, / entretanto tem medo de se apresentar 
em público.
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Conclusivas
Exprimem uma conclusão, ou seja, apresentam uma consequência 
lógica à ideia exposta na oração anterior. Suas principais conjunções são: 
logo, portanto, por isso, pois (colocada após o verbo), por conseguinte...
Ela trabalha com crianças pequenas; / 
precisa, pois, de muita paciência.
Ele se preparou muito bem para os exames; / 
logo, deverá ser aprovado.
Ele não sabia de nada; / 
portanto, ninguém poderá culpá-lo.
Ele trabalhou demais na vida; / 
por conseguinte, construiu um belo patrimônio.
Alternativas
Apresentam opções ou ideias que se alternam. Geralmente, são in-
troduzidas pelas conjunções: ou, ora...ora, quer... quer, já... já etc.
Ora se amam, / ora se odeiam.
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Ou presta atenção na aula / ou conversa.
Quer você assuma, / quer você não assuma, / 
a responsabilidade é sua.
Explicativas
Apresentam uma explicação em relação ao que foi dito na oração an-
terior (ordens ou suposições). As principais conjunções explicativas são: 
porque, já que, visto que, pois (colocada antes do verbo), isto é, ou seja...
Não brinque com fogo, / pois você pode se queimar.
Abra a janela / porque está calor.
Os vizinhos devem ter viajado, / 
já que a casa está muito silenciosa.
Deve ter havido um acidente, / pois vi uma ambulância.
Observe que as duas primeiras frases expressam ordens, pois o verbo 
está no imperativo. As duas últimas, por sua vez, indicam suposições. 
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O período composto que apresenta apenas orações subordinadas 
recebe o nome de período composto por subordinação.
As orações subordinadas exercem uma função sintática em relação 
à oração principal. 
14444244443
Ela nunca disse que o amava.
oração 
principal
oração 
subordinada
144424443
Perceba como a oração subordinada exerce a função, nesse caso, de 
objeto direto, completando o sentido do verbo transitivo direto (disse) 
da oração principal.
As orações subordinadas podem ter o valor de um substantivo, de 
um adjetivo ou de um advérbio.
subordinadas
Orações
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1. Orações subordinadas 
substantivas
As orações subordinadas substantivas exercem, em relação à oração 
principal, funções de um substantivo. Elas podem ser: sujeito, predicativo 
do sujeito, aposto, objeto direto, objeto indireto e complemento nominal.
Podemos classificar as orações subordinadas substantivas em:
Subjetivas
Exercem a função de sujeito da oração principal.
É necessário que você vote. = 
É necessário seu voto. = 
Seu voto é necessário.
144424443
oração 
principal
sujeito
1442443
144424443
oração subordinada 
substantiva subjetiva
predicado
144424443
O problema é que nem sempre é possível reduzir a oração subordinada 
substantiva subjetiva a um único termo. Confira no exemplo abaixo.
1442443
oração 
principal
oração subordinada 
substantiva subjetiva
144444444444444444444244444444444444444443
Admira-me que todos tenham comparecido à festa dos formandos de 1990.
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Nesse caso, para termos a certeza de 
que se trata de uma oração subordinada 
substantiva subjetiva, podemos substi-
tuir a oração subordinada pelo pronome 
“isso”. 
1442443
 predicado sujeito
123
Admira-me isso. 
Se dessa transformação resultar um período 
simples em que o sujeito seja o pronome “isso”, não há 
dúvidas de que se trata de uma oração subordinada 
substantiva subjetiva e de que o “que” não passa 
de uma conjunção integrante.
Confira nas tabelas alguns verbos e 
expressões que, geralmente, têm como sujeito 
uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Verbos Exemplos
Agradar Agrada-nos muito / que você tenha aceitado nosso convite.
Preocupar Preocupou-me / que ele tenha faltado à festa.
Acontecer Acontece / que estou de saída.
Parecer Parece / que todos estão felizes.
Incomodar Incomodava-nos / que ele estivesse presente.
Convir Convém / que ninguém se atrase para o espetáculo.
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Expressões Exemplos
É bom É bom / que você coma um lanche entre as refeições.
É conveniente Era conveniente / que todos se calassem.
É possível É possível / que ele venha dormir em casa hoje.
É necessário É necessário / que todos colaborem.
É lamentável Foi lamentável / que você não tenha comparecido.
É inadmissível Era inadmissível / que você se calasse.
Parece Parece / que ninguém me ouviu.
Repare que todas as orações subordinadas dos exemplos das tabe-
las podem ser substituídas pelo pronome "isso".
Observe também que as expressões que costumam ter como su-
jeito uma oração subordinada são geralmente formadas por verbo de 
ligação + predicativo. 
Objetivas diretas
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem a 
função de objeto direto do verbo transitivo direto da oração principal.
14444244443
Eu nunca aprovei que você abandonasse os estudos.
 VTD
1444444444442444444444443
oração 
principal
oração subordinada 
substantiva objetiva direta
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Se substituirmos a oração subordinada pelo pronome “isso”, pode-
mos verificar que o pronome exerce a função de objeto direto:
Eu nunca aprovei isso.
OD
14243
VTD
123
Objetivas indiretas
As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas exercem a 
função de objeto indireto do verbo transitivo indireto da oração principal.
144424443
VTI
 oração subordinada 
 substantiva objetiva indireta
Lembrou-se de que havia esquecido a bolsa no balcão da loja.
oração 
principal
144444444444444444424444444444444444443
Se substituirmos a oração subordinada pelo pronome “isso”, pode-
mos verificar queo pronome exerce a função de objeto indireto:
144424443
Lembrou-se disso.
VTI OI
14243
Predicativas
As orações subordinadas substantivas predicativas exercem a fun-
ção de predicativo do sujeito da oração principal.
oração subordinada 
substantiva predicativa
oração 
principal
144444444442444444444443
O problema é que ninguém disse a verdade.
verbo de ligação
144424443
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Se substituirmos a oração subordinada pelo pronome “esse”, pode-
mos verificar que o pronome exerce a função de predicativo:
O problema é esse.
predicativo do sujeito
verbo de ligação
123
Completivas nominais
As orações subordinadas substantivas completivas nominais exercem 
a função de complemento nominal de um termo da oração principal.
Seus filhos têm necessidade de que você seja mais presente.
oração 
principal
oração subordinada 
substantiva completiva nominal
1444444442444444443 1444444444424444444443
Se substituirmos a oração subordinada pelo pronome 
“isso”, podemos verificar que o pronome exer-
ce a função de complemento nominal:
Seus filhos têm necessidade disso.
CN
14243
39
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Apositivas
As orações subordinadas substantivas apositivas exercem a função 
de aposto de um termo da oração principal.
14444244443
oração 
principal
1444444444244444444443
oração subordinada 
substantiva apositiva
Vou lhe dizer apenas uma coisa: não seja covarde.
Embora algumas orações 
subordinadas substantivas 
apositivas não aceitem ser 
substituídas pelos pronomes 
“isso”, “esse”, “essa”..., é 
muito fácil reconhecê-las, 
pois comumente vêm depois 
de dois-pontos.
2. Orações subordinadas 
adjetivas
As orações subordinadas adjetivas exercem, em relação à oração 
principal, funções de adjetivo, de substantivo ou de pronome. Elas são 
sempre iniciadas por um pronome relativo: que, quem, onde, o qual (e 
variações), cujo (e variações) etc.
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Podemos classificar as orações subordinadas adjetivas em:
Restritivas
As orações subordinadas adjetivas restritivas limitam o sentido do 
termo da oração principal (substantivo ou pronome) a que se referem.
1444444244444443
 oração subordinada 
 adjetiva restritiva
Os adolescentes que praticam esportes são mais saudáveis.
No período acima, a oração subordinada adjetiva aparece inserida 
na oração principal “Os adolescentes são mais saudáveis”. 
Observe que a oração subordinada adjetiva, nesse caso, restringe, 
limita o sentido do termo “adolescentes”, pois não são todos os adoles-
centes que são mais saudáveis, apenas os que praticam esportes.
CUIDADO!
Não confunda a conjunção integrante “que” com o pronome 
relativo “que”.
Um bom método para resolver a dúvida é verificar se o termo 
“que” aceita ser substituído pelos pronomes relativos “o qual”, 
“a qual”, “os quais” ou “as quais”. 
Se aceitar a substituição, não há mais dúvidas: trata-se de um 
pronome relativo. 
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Como a oração subordinada adjetiva 
restritiva é essencial para a compreen-
são da mensagem, ela não vem separa-
da da oração principal por vírgulas.
Veja outros exemplos:
Este é o colégio / 
onde eles estudam.
Há jovens / que têm o hábito 
da leitura.
Procuramos professores / 
cuja paciência seja ilimitada.
As pessoas / que moram no interior / 
têm mais qualidade de vida. 
Os alunos / que estudam diariamente / 
merecem elogios. 
Explicativas
As orações subordinadas adjetivas explicativas não limitam o sen-
tido, apenas acrescentam uma explicação a mais ao termo antece-
dente. Essa explicação não é essencial, portanto pode ser eliminada 
do período sem causar prejuízo para a compreensão da mensagem.
As orações subordinadas adjetivas explicativas sempre vêm sepa-
radas por vírgulas.
1444444444442444444444443
oração subordinada 
adjetiva explicativa
O carnaval, que é a maior festa popular do Brasil, anima os turistas.
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 A oração “que é a maior festa popular do Brasil” não restringe o sen-
tido do termo anterior, apenas fornece uma informação que é própria do 
carnaval. Perceba que ela pode ser eliminada sem prejuízo à compreensão 
da frase. Veja outros exemplos:
O homem, que é um ser imperfeito, pode destruir o planeta.
O Sol, que é a maior estrela do nosso sistema solar, 
um dia vai desaparecer.
Os alunos leram Dom Casmurro, que foi escrito por 
Machado de Assis.
O PODER DA VÍRGULA
Perceba a mudança de sentido que o uso da vírgula provoca nas 
orações abaixo.
Meus alunos, que estudaram muito, fizeram um exame excelente.
Separada por vírgulas, a oração “que estudaram muito” é 
classificada como adjetiva explicativa, pois passa a mensagem de 
que “todos” os meus alunos estudaram muito e, por isso, “todos” 
realizaram um excelente exame.
Agora veja o mesmo exemplo sem as vírgulas:
Meus alunos que estudaram muito fizeram um exame excelente.
Nesse caso, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva 
que limita o número de alunos que fizeram um exame excelente. 
Agora, entre todos os meus alunos, somente os que estudaram 
muito fizeram um exame excelente.
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 3. Orações subordinadas 
adverbiais
As orações subordinadas adverbiais exercem a função de adjunto 
adverbial de outra oração. Elas podem ser classificadas como:
Causais
Exprimem a causa, o motivo da ocorrência da ação expressa pelo 
verbo da oração principal. As principais conjunções subordinativas ad-
verbiais causais são: porque, já que, visto que, como, uma vez que...
144444424444443
oração subordinada 
adverbial causal
Chegou atrasado porque chovia forte.
A oração “porque chovia forte” enuncia a causa de ele ter chega-
do atrasado.
Comparativas
Estabelecem uma comparação com o fato expresso pela oração 
principal. As principais conjunções subordinativas adverbiais compa-
rativas são: como, assim como, assim. As conjunções “que”, “do que” e 
“quanto” devem vir precedidas de “tão”, “tanto”, “mais”, “menos”, “me-
lhor”, “pior”...
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Nas orações comparativas, o verbo, geralmente, fica subenten-
dido. Confira:
oração subordinada 
adverbial comparativa
O filho é tão responsável quanto o pai. 
1444424443
Perceba que a forma verbal “é” está subentendida na oração subor-
dinada adverbial comparativa.
Concessivas
Expressam uma concessão à ideia veiculada pelo verbo da oração 
principal. As principais conjunções subordinativas adverbiais conces-
sivas são: embora, ainda que, mesmo que, apesar de que, conquanto, 
se bem que...
oração subordinada 
adverbial concessiva
144444424444443
Embora se amassem, não conseguiam viver juntos.
Condicionais
Exprimem uma condição em relação ao fato expresso pelo verbo da 
oração principal. As principais conjunções subordinativas adverbiais 
condicionais são: se, caso, desde que, sem que...
Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.
oração subordinada 
adverbial condicional
1444444442444444443
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Conformativas
Indicam um acordo, uma concordância com o fato expresso pelo 
verbo da oração principal. As principais conjunções subordinativas ad-
verbiais conformativas são: conforme, como, segundo, consoante...
Conforme combinamos, segue anexa a carta de demissão.
oração subordinada 
adverbial conformativa
14444444244444443
Consecutivas
Apresentam uma consequência que resulta do fato expresso pelo 
verbo da oração principal. As principais conjunções subordinativas ad-
verbiais consecutivas são “que”, “de forma que”, “de modo que”... an-
tecedidas de advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos (tão, 
tanto, tal, tamanho) na oração anterior. 
oração subordinada 
adverbial consecutiva
144444444444424444444444443O livro era tão bom que eu não conseguia parar a leitura.
Finais
Indicam o objetivo, a finalidade do fato expresso pelo verbo da 
oração principal. As principais conjunções subordinativas adverbiais 
finais são: para que, a fim de que, com o propósito de, que (= para que)...
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oração subordinada 
adverbial final
A prova foi marcada depois do feriado 
para que os alunos pudessem estudar mais.
1444444444444442444444444444443
 
 
Proporcionais
Apresentam uma ideia de gradação de proporção (para mais ou 
para menos) em relação à ação expressa pelo verbo da oração princi-
pal. As principais conjunções subordinativas adverbiais proporcionais 
são: à proporção que, à medida que, quanto mais...mais, ao passo que...
oração subordinada 
adverbial proporcional
Quanto mais eu conhecia você, mais me apaixonava.
144444444424444444443
Temporais
Indicam o momento em que ocorre a ação 
expressa pelo verbo da oração principal. As 
principais conjunções subordinativas adver-
biais temporais são: quando, enquanto, sem-
pre que, antes que, depois que, desde que, 
mal, assim que, logo que.
oração subordinada 
adverbial temporal
Bata a porta quando sair de casa.
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ISBN: 978-65-80225-04-0
R. Elvira Ferraz, 250, conj. 505 – 04552-040 – São Paulo – SP 
CNPJ 04.963.593/0001-42
Concepção e realização: Gold Editora
Coordenação geral: Isabel Moraes
LIVRO DIGITAL
Texto: Sérgio Nogueira, Carla Tullio (redatora assistente)
Assistência editorial: Ana Beraldo
Arte: LIT Design
Foto de capa: Bel Pedrosa
Ilustrações: Marcos Müller
Revisão: Sandra Miguel
VIDEOAULAS
Apresentação: Sérgio Nogueira
Roteiro: Sérgio Nogueira, Carla Tullio, Bárbara Mello
EQUIPE DE ESTÚDIO
Produtora contratada: Uzumaki Comunicação
Direção: Jefferson Gorgulho Peixoto
Fotografia: Rodolfo Figueiredo
Som direto: Luiz Fujita Jr.
Produção e TP: Tainah Medeiros
Maquiagem: Luciana Sales
EQUIPE DE EXTERNAS
Fotografia: Christian Puig
Produção: Ana Beraldo
Assistência de produção: Luciana Sutil
EQUIPE DE EDIÇÃO E PÓS-PRODUÇÃO
Edição: Priscila Viotto, Christian Puig, Luciana Sutil
Locução: Ângela Benhossi
Ilustrações: Marcos Müller
Motion designer: Tiago Almeida Santos
Revisão: Bárbara Mello, Kiel Pimenta
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1. Ortografia
2. Uso das palavras
3. Classe de palavras
4. Verbos
5. Pronomes
6. Análise sintática
7. Pontuação
8. Concordância
9. Regência
10. Construção de texto
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