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Profa. Ma. Kelly Sanches UNIDADE II Tópicos de Atuação Profissional SNC: encéfalo + medula espinal. Encéfalo: cérebro + tronco encefálico + cerebelo. Cérebro: processamento das principais funções, como: motricidade, sensibilidade, percepção e cognição. Afecções do SN: diferentes causas e momentos da vida do indivíduo. Distúrbios variados da função motora. Consequências funcionais: intervenção fisioterapêutica. Sinais e sintomas da fase aguda e crônica das afecções do sistema nervoso central Homem de 56 anos, chegou desacordado ao pronto-socorro, com os sinais vitais instáveis. Foi encontrado no chão de sua casa. Ao exame clínico, observou-se o sinal de Babinski positivo do lado esquerdo, a diminuição do tônus muscular e os reflexos profundos à esquerda. Encaminhado para a realização de exames de imagem do encéfalo devido à suspeita de lesão no SNC. Identificaram uma isquemia da artéria cerebral média direita, o qual recebeu o tratamento para a reversão da isquemia. O paciente recobrou a consciência, porém manteve-se confuso. Após 48 horas, conseguiu movimentar o seu lado direito, porém, o esquerdo permaneceu com a redução dos reflexos profundos, motricidade e tônus muscular, e o sinal de Babinski presente. Por estar estável, recebeu a alta hospitalar. Após a terceira semana, verificou-se o aumento do tônus (hipertonia) e reflexos profundos em um hemicorpo esquerdo. Presença parcial de movimento, porém, sem a coordenação e o equilíbrio. Quais os principais sinais da fase aguda e crônica da afecção neurológica? Caso clínico 1: sinais e sintomas da fase aguda e crônica das afecções do sistema nervoso central Fase aguda: Duração: 3 semanas pós-lesão; Redução da atividade neuronal; Redução de reflexos profundos; Redução do nível de consciência; Redução de tônus muscular; Sinal de Babinski positivo. Sinais e sintomas da fase aguda e crônica das afecções do sistema nervoso central Fase crônica: A partir da 4ª semana pós-lesão; Característica: aumento da atividade neuronal; Hiperreflexia tendínea; Aumento do tônus muscular; Redução ou retorno da motricidade; Sinal de Babinski positivo; Sintomas dependentes da área de lesão. As afecções do sistema nervoso podem ocorrer em diferentes momentos na vida de um indivíduo, bem como, as causas e os fatores que determinam essas lesões são, extremamente, variáveis. É um exemplo de sinal e sintoma clínico que sugere um acometimento do sistema nervoso central em fase crônica: a) Arreflexia tendínea. b) Redução do nível de consciência. c) Pseudohipertrofia muscular. d) Espasticidade. e) Vasoplegia. Interatividade As afecções do sistema nervoso podem ocorrer em diferentes momentos na vida de um indivíduo, bem como, as causas e os fatores que determinam essas lesões são, extremamente, variáveis. É um exemplo de sinal e sintoma clínico que sugere um acometimento do sistema nervoso central em fase crônica: a) Arreflexia tendínea. b) Redução do nível de consciência. c) Pseudohipertrofia muscular. d) Espasticidade. e) Vasoplegia. Resposta R.P.B, 48 anos, ao guardar as compras do supermercado apresentou um quadro súbito de dor de cabeça, com fraqueza em um membro superior direito (MSD), queda da comissura labial para a direita e dificuldade para falar. Perdeu momentaneamente a consciência, caindo no chão. A sua filha ligou para o SAMU, que chegou em 20 minutos. Realizaram os primeiros socorros e foi levada ao hospital. No trajeto, recuperou a consciência, porém, manteve desorientação. No hospital, a equipe médica colheu as informações junto à filha, que relatou a mãe ser ex-fumante, há 2 anos, hipertensa controlada por remédios, sedentária e sem cuidados com a alimentação e trabalhava como diretora de uma escola. Os médicos suspeitaram de AVC e solicitaram exames de imagem e laboratoriais, que evidenciaram uma isquemia decorrente à oclusão da artéria cerebral média esquerda. Permaneceu 2 dias na UTI, consciente, porém com alterações motoras no hemicorpo direito (redução dos reflexos tendíneos e tônus muscular, sinal de Babinski presente). Ainda, apresentava paresia em hemicorpo direito e dificuldade na fala. Caso clínico 2: acidente vascular cerebral (AVC) Ao receber alta, continuou a fisioterapia em um centro de reabilitação, sendo observadas as alterações no hemicorpo direito: hipertonia elástica grau 2, em MS, e grau 1, em MI, aumento dos reflexos profundos, paralisia facial central, redução de força grau 2 na musculatura extensora do MS e grau 3 em dorsiflexores, flexores de joelho e quadril em MI. Apresenta dificuldade em movimentos funcionais com o MSD, como comer sem deixar a comida cair da colher e passar o batom. Possui leve dificuldade para realizar as fases da marcha, como: choque de calcanhar, balanceio médio e redução da largura do passo, além de não transferir o peso corretamente para o MID, o que afeta, um pouco, o seu equilíbrio, porém se locomove de forma independente. AVC: instalação aguda de distúrbios focais da função cerebral com a duração superior a 24 horas e de natureza vascular. Isquêmico (oclusão por embolia ou trombo) X hemorrágico (ruptura ou sangramento de aneurisma). Fatores de risco modificáveis e não modificáveis. Caso clínico 2: acidente vascular cerebral (AVC) Fase aguda (flácida) e crônica (espástica). Hemiplegia ou paresia (crural ou braquiofacial). Hipo ou anestesia superficial ou profunda. Hipotonia transitória – Hipertonia espástica. Hiporreflexia profunda transitória – Hiperreflexia profunda – Babinski positivo – Clônus. Paralisia facial central. Distúrbios associados: comportamental, consciência, afasias, agnosias, apraxias, alterações de pares cranianos e campos visuais. Abordagem fisioterapêutica. Acidente vascular cerebral (AVC) : quadro clínico geral O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de afecção neurológica no indivíduo adulto, responsável por morte ou por sequelas que limitam as atividades funcionais. Após o AVC, o paciente evolui para uma fase clínica aguda e crônica. É uma característica clínica observada no paciente após o AVC na fase aguda: a) Espasticidade. b) Hipotonia muscular. c) Clônus muscular. d) Hiperestesia superficial. e) Hiperreflexia tendínea. Interatividade O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de afecção neurológica no indivíduo adulto, responsável por morte ou por sequelas que limitam as atividades funcionais. Após o AVC, o paciente evolui para uma fase clínica aguda e crônica. É uma característica clínica observada no paciente após o AVC na fase aguda: a) Espasticidade. b) Hipotonia muscular. c) Clônus muscular. d) Hiperestesia superficial. e) Hiperreflexia tendínea. Resposta Paciente, 42 anos, trabalhava na pintura externa de um prédio, quando sofreu uma queda do andaime no primeiro andar, tendo uma colisão de sua coluna na lateral de uma caçamba de entulho. Imediatamente, relatou não sentir e movimentar as pernas. Bombeiros chegaram 30 minutos após o ocorrido. Seus colegas tentaram colocá-lo em outro lugar, mas pediu para que não mexessem, uma vez que poderia machucar mais a coluna. Os bombeiros o imobilizaram e o levaram para o hospital. Não houve uma alteração da consciência e de sinais vitais. No hospital realizou raio X e ressonância magnética de coluna que constataram uma lesão da vértebra T10, as espículas ósseas lesaram a sua medula. Não foi possível determinar o grau de comprometimento medular, pois estava na fase aguda, com hemorragia focal e edema. O quadro clínico foi mantido por 10 dias, e, aos poucos, houve o retorno de formigamento nos MMII, porém, sem os movimentos. Após a alta hospitalar iniciou a fisioterapia, onde, na avaliação, identificou-se o nível medular de T12, com lesão incompleta C. Há o aumento dos reflexospatelar e aquileu, e a espasticidade grau 1+, em MMII. Foi classificado como paraplégico, fazendo o uso de uma cadeira de rodas para a locomoção, apesar da resposta positiva ao tratamento. Caso clínico 3: lesão medular Há a possibilidade de marcha em casa com o uso de um andador ou de órteses adequadas. Ele está afastado do serviço por tempo indeterminado e empenhado em fazer fisioterapia. Acha ruim realizar o esvaziamento da bexiga, por não ter controle, e receia ter uma infecção urinária. Fisiopatologia: lesões primárias X lesões secundárias. Fase aguda: choque medular. Fase crônica: lesão completa X lesão incompleta. Caso clínico 3: lesão medular Fase aguda: Choque medular; Plegia; Anestesia superficial e profunda; Arreflexia e hipotonia muscular; Ausência de respostas autonômicas. Caso clínico 3: lesão medular Fase crônica: lesão completa: Ausência de movimentos ativos abaixo do nível de lesão; Ausência de sensibilidade abaixo do nível de lesão; Possível presença de respostas reflexas medulares abaixo do nível de lesão. Caso clínico 3: lesão medular Fase crônica: lesão incompleta: Retorno da sensibilidade na área perianal; Síndromes medulares. Síndromes medulares: Síndrome de Brown-Séquard (hemissecção medular); Síndrome da cauda equina; Síndrome anterior; Síndrome posterior; Síndrome central. Caso clínico 3: lesão medular Fonte: https://bit.ly/3yrCU9H Lesões incompletas da medula Síndrome medular central Síndrome medular anterior Síndrome de Brown-Séquard Trato espinotalâmico anterior Trato corticoespinhal Úlceras de decúbito. Incontinência e infecção urinária. Ossificação heterotópica. Hipotensão postural. Disrreflexia autonômica. Cálculo e insuficiência renal. Trombose venosa profunda. Espasticidade e deformidades articulares. Caso clínico 3: lesão medular (complicações) Fonte: https://bit.ly/2WGm61K As síndromes medulares são formas de lesões incompletas que podem ser observadas no paciente após a fase de choque medular. Na Síndrome de Brown-Séquard (hemissecção) há sinais e sintomas bilaterais abaixo do nível de lesão. A alteração de sensibilidade proprioceptiva observada, é: a) Homolateral à lesão. b) Contralateral à lesão. c) Bilateral à lesão. d) Não há o comprometimento dessa modalidade sensorial. e) O comprometimento é acima do nível de lesão. Interatividade As síndromes medulares são formas de lesões incompletas que podem ser observadas no paciente após a fase de choque medular. Na Síndrome de Brown-Séquard (hemissecção) há sinais e sintomas bilaterais abaixo do nível de lesão. A alteração de sensibilidade proprioceptiva observada, é: a) Homolateral à lesão. b) Contralateral à lesão. c) Bilateral à lesão. d) Não há o comprometimento dessa modalidade sensorial. e) O comprometimento é acima do nível de lesão. Resposta M.F.S, 42 anos, feirante, encaminhado para a Clínica de Fisioterapia da UNIP com a sequela de politraumatismo cranioencefálico, ocorrido há 2 meses por atropelamento onde foi arremessado a 5 metros de distância, o qual gerou fraturas de úmero proximal em ombro e clavícula direita, e dos arcos costais (1° ao 3°). Permaneceu 27 dias na UTI sob a ventilação mecânica com insuficiência respiratória e intubado por 15 dias com traqueostomia. Há o comprometimento da memória a curto prazo, a desorientação espacial e a fala arrastada. Possui aumento de tônus extensor no MIE (grau 2) e ADM ativa completa no hemicorpo direito, exceto para a abdução e flexão de ombro, encurtamento dos músculos extensores de tronco, flexores de quadril, de cotovelo e punho de MSE, preservação da sensibilidade e déficit moderado para a coordenação motora fina. Há uma fraqueza muscular bilateral. Observou-se o Romberg positivo, com dificuldade moderada no equilíbrio dinâmico e incoordenação nos 4 membros (> à E), disdiacocinesia, velocidade lenta na marcha atáxica. Caso clínico 4: traumatismo cranioencefálico (TCE) Na tomografia computadorizada (TC), observou-se a hiperdensidade intraparenquimatosa parietal esquerda, com o desvio da linha média, moderada hemorragia subaracnóidea em uma região occipital e extradural frontal esquerda. O paciente descreveu dores no ombro direito, necessidade de auxílio durante as atividades básicas de vida diária e medo de queda. Utiliza cadeira de rodas para a locomoção. O objetivo do paciente é ser independente e deambular com segurança. De acordo com o diagnóstico clínico do paciente, quais são os fatores que contribuíram para a sua condição? Quais são as prioridades do exame físico? Estabeleça as estratégias de recuperação mais apropriadas. Caso clínico 4: traumatismo cranioencefálico (TCE) TCE: lesão cerebral decorrente de agressões físicas externas sobre o crânio e os seus componentes. Escala de Coma de Glasgow: classificação em leve/moderado/grave. Lesões focais X difusas. TCE aberto X fechado. Lesões primárias X secundárias. Incapacidades físicas, cognitivas e comportamentais. Abordagem fisioterapêutica: hospitalar X ambulatorial. Caso clínico 4: traumatismo cranioencefálico (TCE) J.V., 3 anos, chegou com a sua mãe para a avaliação, que relatou que J.V. nasceu de 40 semanas, parto normal, sem intercorrências. Após 3 meses, uma pneumonia com febre alta necessitou de internação, onde evoluiu com crises convulsivas. Após a estabilização e alta a mãe observou que ele não mais sustentava a cabeça e os seus movimentos estavam alterados, sendo mais difícil a sua mobilização, pelas pernas estarem mais rígidas durante as trocas de fraldas. Não houve alteração nos MMSS. O pediatra suspeitou lesão neurológica e encaminhou ao neuropediatra, que diagnosticou paralisia cerebral. Os movimentos dos MMII são mais comprometidos do que os MMSS, conseguiu sentar aos 2 anos e meio, porém, com as pernas para trás. Há pouco tempo andou com o auxílio de um andador. No exame físico, foi observado que os joelhos estavam em rotação interna e os MMII em semiflexão, porém sem deformidades. Possui os extensores de tronco fracos, postura cifótica e MMSS funcionais, apesar de dificuldade nos movimentos de pinça. Antes, morava no setor rural e J.V. fazia fisioterapia 1 vez ao mês, onde recebia as orientações de exercícios, e para o uso das órteses e do andador. Hoje, mora na cidade e, assim, a criança continuará o tratamento 2 vezes por semana, onde espera que consiga melhorar a sua marcha. Caso clínico 5: paralisia cerebral (PC) PC: grupo de desordens do movimento e da postura não progressivas. Distúrbios não progressivos que ocorrem no cérebro em desenvolvimento, até os dois anos de idade. Etiologia: pré, peri e pós-natal. Classificação clínica: espástica, discinética, atáxica, mista e hipotônica. Classificação topográfica: hemiplegia, diplegia e tetraplegia. Abordagem fisioterapêutica. Caso clínico 5: paralisia cerebral (PC) Criança de 1 mês, chegou com a mãe na fisioterapia, que relata uma gestação sem intercorrências, com pré-natal e que, após o nascimento do bebê, os médicos suspeitaram de SD, identificando as características da síndrome e fechando o diagnóstico. A mãe não entendeu, pois a translucência nucal foi normal. Foi esclarecido que, nem sempre, há alteração. O parto foi normal, porém ela não chorou muito e não conseguiu amamentá-la, pois era mais molinha, precisando de auxílio da enfermagem e da fonoaudióloga. A fisioterapeuta a visitou no hospital, com as orientações sobre a estimulação precoce. Após a alta hospitalar, a mãe buscou o atendimento fisioterapêutico. A criança apresentava uma hipotonia generalizada, redução dos reflexos primitivos, hipermobilidade articular e sem a movimentação ativa. Na estimulação precoce houve uma boa resposta da criança que conseguiu, mesmo com atraso(aos 5 meses), adquirir os movimentos ativos e o controle de cabeça. Hoje, está com 9 meses e começando a sentar sem o apoio, come alimentos mais sólidos sem engasgar-se. É alegre, emite sons para se comunicar, porém sem sílabas. Iniciará a equoterapia e faz fisioterapia aquática 1 vez por semana, e estimulação precoce. A mãe aguarda para realizar o exame de cariótipo da criança. Caso clínico 6: Síndrome de Down (SD) Síndrome de Down = trissomia do cromossomo 21. Tipos de trissomia: trissomia simples (95%), translocação (2 a 3%) e mosaico (2%). Diagnóstico: características fenotípicas + cariótipo + translucência nucal + amniocentese. Características clínicas: olhos amendoados, microcefalia, orelhas pequenas, prega palmar única, hipotonia muscular, atraso no DNPM, instabilidade atlanto-occipital. Abordagem fisioterapêutica: estimulação precoce + outras terapias (equoterapia, aquática). Caso clínico 6: Síndrome de Down Caso clínico 6: Síndrome de Down Fonte: Brasil (2020). Espaço aumentado entre o 1º e 2º PDQ Prega de flexão palmar única Clinodactilia do 5º quirodáctilo Prega única de flexão e 5º quirodáctilo Braquidactilia Prega na área halucal Micrognatia Boca pequena Nariz pequeno Base nasal plana Telecanto Fendas palpebrais para cima A paralisia cerebral (PC) resulta de agressões no SNC presentes nos períodos pré, peri e pós- natal, sendo frequentes as intercorrências durante as horas do parto. Dependendo do comprometimento motor é possível observar as suas formas clínicas. Quando o comprometimento motor está nos quatro membros, porém, há o predomínio nos membros inferiores, a PC é do tipo: a) Monoplegia. b) Tetraplegia. c) Diparesia. d) Hemiplegia. e) Mista. Interatividade A paralisia cerebral (PC) resulta de agressões no SNC presentes nos períodos pré, peri e pós- natal, sendo frequentes as intercorrências durante as horas do parto. Dependendo do comprometimento motor é possível observar as suas formas clínicas. Quando o comprometimento motor está nos quatro membros, porém, há o predomínio nos membros inferiores, a PC é do tipo: a) Monoplegia. b) Tetraplegia. c) Diparesia. d) Hemiplegia. e) Mista. Resposta BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento científico de genética. Diretrizes de Atenção à Saúde de pessoas com Síndrome de Down, mar., 2020. DRUMMOND NETO, F. Choques sofridos por Tiago Luís e Arrascaeta alertam sobre perigos da concussão. Hoje em dia, mai., 2016. Disponível em: https://bit.ly/3kvERNi. Acesso em: 05 ago. 2022. MCQUILLAN, K. A.; THURMAN, P. A. Traumatic brain injuries. Musculoskeletal Key, jul., 2016. Disponível em: https://bit.ly/3mMLjm6. Acesso em: 05 ago. 2022. Referências ATÉ A PRÓXIMA!