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REGRAS PARA A VENDA DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS
Portaria da SVS/MS nº 344, de 12 de maio de1998
TIPO LISTAS
TRATAMENTO
MÁXIMO
VALIDADE DA
RECEITA
ABRANGÊNCIA OBSERVAÇÕES
NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA DO TIPO “A”
(AMARELA)
A1(Entorpecentes)
A2(Entorpecentes)
A3(Psicotrópicos)
30 dias ou 5 ampolas
30 dias a partir da
data da prescrição
Podem ser aceitas
receitas de todo o
Brasil, desde que
tenha justificativa
para uso fora do
Estado onde foi
emitida*
-Acima do tempo máximo de tratamento é
necessária justificativa médica com CID da
doença (reter a justificativa também).
NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA DO TIPO “B”
(AZUL)
B1 (Psicotrópicos) 60 dias ou 5 ampolas
30 dias a partir da
data da prescrição
Podem ser aceitas
receitas de todo o
Brasil
- Acima do tempo máximo de tratamento é
necessária justificativa médica com CID da
doença (reter a justificativa também)
NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA DO TIPO
“B2” (AZUL)
B2 (Psicotrópicos
Anorexígenos)
60 dias (sibutramina)
30 dias a partir da
data da prescrição
Podem ser aceitas
receitas de todo o
Brasil
- Vender no máximo 2 caixas por receita, com
posologia máxima de 15mg/dia, sempre
acompanhada do Termo de Responsabilidade
do Prescritor
RECEITA DE
CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
C1 (Outras
Substâncias)
C5 (Anabolizantes)
60 dias ou 5 ampolas
(Anticonvulsivantes e
Antiparkinsonianos
podem ser vendidos
para até 180 dias de
tratamento)
30 dias a partir da
data da prescrição
Podem ser aceitas
receitas de todo o
Brasil*
- Acima do tempo máximo de tratamento é
necessária justificativa médica com CID da
doença (reter a justificativa também)
* Receitas de outros estados podem ser
aceitas, desde sejam apresentadas para a
Vigilância Sanitária dentro de 72 horas para
visto e averiguações.
NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA ESPECIAL
(BRANCA)
C2 (Retinóides de
Uso Sistêmico)
30 dias
30 dias a partir da
data da prescrição
Podem ser aceitas
receitas de todo o
Brasil
- A notificação deverá ser acompanhada do
Termo de Conhecimento de Risco e
Consentimento(reter uma via)
ATENÇÃO
AS VENDAS DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS SÓ PODEM SER FEITAS
MEDIANTE APRESENTAÇÃO E RETENÇÃO DE RECEITA VÁLIDA.
EM HIPÓTESE ALGUMA PODE SER FEITA DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS
CONTROLADOS SEM RECEITA. TRATA-SE DE CRIME HEDIONDO (TRÁFICO DE
DROGAS) – Lei Federal 8.072 de 1990.
NÃO SEJA OMISSO OU CONIVENTE, DENUNCIE!
LISTA EXEMPLOS
A1 ENTORPECENTES: analgésicos, opióides e não opióides, analgésicos
gerais.
A2 SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES DE USO PERMITIDO SOMENTE
EM CONCENTRAÇÕES ESPECIAIS: analgésicos, opióides e não opióides.
A3 SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS: estimulantes do sistema nervoso central.
B1 SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS: antiepiléticos, indutores do sono,
ansiolíticos, antidepressivos, tranqüilizantes.
B2 SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS.
C1 OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL: antidepressivos,
antiparksonianos, anticonvulsivantes, antiepiléticos, neurolépticos
e anestésicos.
C2 SUBSTÂNCIAS RETINOICAS: tratamento de acne cística severa.
C3 SUBSTÂNCIAS IMUNOSSUPRESSORAS: 1. FTALIMIDOGLUTARIMIDA
(TALIDOMIDA)- 2. LENALIDOMIDA.
C4 Antirretrovirais:  Excluída do Anexo I da Portaria 344/98 na RDC nº 103,
de 31/08/2016.
C5 SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES.
D1 SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS.
D2 INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS PARA FABRICAÇÃO E SÍNTESE
DEENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS.
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33864/340935/52+-+RDC+N%C2%BA+103-2016-DOU.pdf/6e42ee7a-397e-442f-8172-5668daaf3f82
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33864/340935/52+-+RDC+N%C2%BA+103-2016-DOU.pdf/6e42ee7a-397e-442f-8172-5668daaf3f82
E PLANTASPROSCRITAS QUEPODEM
ORIGINARSUBSTÂNCIASENTORPECENTES E /OU PSICOTRÓPICAS.
F SUBSTÂNCIAS DE USO PROSCRITO NO BRASIL.
EXCEÇÕES DAS LISTAS DA PORTARIA 344/98
Alguns medicamentos daslistas “A” e “B”devem ser prescritos em RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL (em duas vias), de acordo com a RDC nº 254, de 10
de dezembrode 2018 (64ª atualização das listas de controle da Portaria 344/98). As exceções contidas nos adendos das listas de controlados são:
*O medicamento Stilnox® tem uma particularidade: o Stilnox CR® 12,5mg (que
ultrapassa o limite de 10mg/unidade) é tarja preta e deve ser prescrito em Notificação de
Receita Azul do tipo “B”, já o Stilnox CR® 6,25mg e o Stilnox® 10mg são tarja vermelha e
PRINCÍPIO ATIVO APRESENTAÇÕES COMERCIAIS
LISTA DA
PORTARIA 344/98
TIPO DE RECEITA/NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA
DOSE LIMITE
Oxicodona Oxycontin® A1
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
40mg/dose ou unidade
posológica
Codeína Codaten®, Codein®, Codex®, Paco®, Tylex®, genéricos A2
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
100mg/dose ou unidade
posológica
Tramadol
Dorless®, Paratram®, Revange®,Sensitram®, Tramal®,
Tramadon®, Ultracet®, genéricos
A2
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
100mg/dose ou unidade
posológica
Nalbufina Nubain® A2
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
10mg/dose ou unidade
posológica
Fenobarbital Gardenal®, genéricos B1
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
Sem dose limite. Todas as
apresentações.
Zolpidem Stilnox®*, Patz SL®, Lioram®, Noctiden®, Zylinox®, genéricos B1
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
10mg/dose ou unidade
posológica
Zopiclona Imovane® B1
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
7,5mg/dose ou unidade
posológica
Buprenorfina Restiva® A1
RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL
(EM 2 VIAS)
Matriz polimérica adesiva
devem ser prescritos em RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL em duas vias (pois ficam dentro
da dose limite de 10mg/dose ou unidade posológica).
LISTAGEM DE ANTICONVULSIVANTES E ANTIPARKINSONIANOS
A Portaria SVS-MS 344/98 permite que alguns produtos sejam prescritos para até 180 dias de tratamento, sem necessidade de laudo/justificativa médica:
PRINCÍPIO ATIVO CLASSE TERAPÊUTICA MEDICAMENTO REFERÊNCIA SIMILARES
ÁCIDO VALPRÓICO Anticonvulsivante Depakene/Depakote® Epilenil; Torval CR; Valprene
AMANTADINA Antiparkinsoniano Mantidan® -
BIPERIDENO Antiparkinsoniano Akineton® Cinetol; Propark
CARBAMAZEPINA Anticonvulsivante Tegretol® Tegretard; Tegrex; Tegresin; Uni-Carbamaz; Epitezol
DIVALPROATO DE SÓDIO Anticonvulsivante Depakote® Zyvalprex
ENTACAPONA Antiparkinsoniano Stalevo® e Comtan® Capinson; Capona; Entapark
ETOSSUXIMIDA Anticonvulsivante Etoxin® -
FENITOINA Anticonvulsivante Hidantal® Dantalin; Epelin; Fenital; Unifenitoin
FENOBARBITAL Anticonvulsivante Gardenal® Carbital
GABAPENTINA Anticonvulsivante Neurontin® Gabaneurin; Gabarontin; Gabatin; Gamibetal
LAMOTRIGINA Anticonvulsivante Lamictal® Bipogine; Lamitor; Lamorgin; Lamoctril; Léptico; Neural
LEVETIRACETAM Anticonvulsivante Keppra® -
OXCARBAZEPINA Anticonvulsivante Trileptal® Alzepinol; Oleptal; Oxcarb; Selzic; Zyoxipina
PRAMIPEXOL Antiparkinsoniano Sifrol® Agamir; Stabil; Livipark; Mipexol; Parki; Pramipezan
PREGABALINA Anticonvulsivante Lyrica® Alond; Dorene; Lyridor; Prebictal
PRIMIDONA Anticonvulsivante Primid® -
RASAGILINA Antiparkinsoniano Azilect® -
RIVASTIGMINA Antiparkinsoniano Exelon® Astig; Exemina; Rigmina; Rivalon; Rixevast; Tigma
SELEGILINA Antiparkinsoniano Jumexil® Niar
TOPIRAMATO Anticonvulsivante Topamax® Amato; Égide;Temax; Topit; Toptil; Vidmax; Arasid
VALPROATO SÓDICO Anticonvulsivante Depakene® e Valpakine® -
VIGABATRINA Anticonvulsivante Sabril® -
Portaria SVS-MS 344/1998 que traz o respaldo:
Art. 59 A quantidade prescrita de cada substância constante da lista "C1" (outras substâncias sujeitas a controle especial) e "C5" (anabolizantes), deste Regulamento Técn
suas atualizações, ou medicamentos que as contenham, ficará limitada a 5 (cinco) ampolas e para as demais formas farmacêuticas, a quantidade para o trat
correspondente a no máximo 60 (sessenta) dias. Parágrafo único. No caso de prescrição de substâncias ou medicamentos antiparkinsonianos e anticonvulsivantes, a qua
ficará limitada até 6 (seis) meses de tratamento.
REGRAS PARA A VENDA DE ANOREXÍGENOS – NOTIFICAÇÃO B2
Para vender produtos anorexígenosa prescrição deve respeitar a dose diária máxima e o tempo de tratamento, conforme quadro abaixo:
LEGISLAÇÃO DOS PRODUTOS ANOREXÍGENOS
Princípio Ativo
Dose Diária
Recomendada (DDR)
Tratamento Máximo
Normas
Regulamentadoras
SIBUTRAMINA 15 mg / dia 60 dias
RDC nº 58 de 2007,
RDC nº50 de 2014, e
RDC nº 133 de 2016
Instruções para a venda:
1) Podem ser aceitas Notificações de ReceitaB2 contendo até duas caixas(ou 60 comprimidos), com posologia de 1 comprimido ou
cápsula ao dia;
2) Receitas com posologia de 2 comprimidos/dia excedem a DDR. Sendo assim, são inválidas e não podem ser aceitas.
3) O tempo de tratamento máximo para os medicamentos à base de Sibutramina é de 60 dias, segundo a RDC nº 133 de 2016.
4) O Termo de Responsabilidade do Prescritor é obrigatório; uma das vias do termo deve ficar
retida junto com a notificação de receita B2. O termo deve ser preenchido pelo médico e
também pelo paciente nos espaços determinados para isso. Termos que não estejam
corretamente preenchidos invalidam a notificação de receita B2 e não podem ser aceitos.
Intercambialidade de sibutramina de acordo com a Lista de Similares Intercambiáveis publicada pela ANVISA em
30/11/2018.
OBS.1: O Biomag® tomou o lugar do Reductil® como Medicamento de Referência da sibutramina em 07/06/2013.
OBS.2: O Vazy® passou a ser intercambiável com o medicamento de referência desde 2017.
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
TIPOS DE RECEITAS E NOTIFICAÇÕES DE RECEITA
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
1* Qualquer receita de controlados só pode ser usada uma única vez, ou seja, não é possível registrar duas vendas em dias diferentes com a mesma receita. A
cada dia que houver uma venda é preciso uma receita para o relatório dos controlados. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO EMPREGAR UMA MESMA RECEITA
PARA VENDAS DIFERENTES / EM DIAS DIFERENTES.
2* O campo de “Dados do Comprador” deve ser corretamente preenchido pelo vendedor no ato da venda, tanto na receita física como no sistema. Dados
inválidos podem ser considerados como CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA.
3* Sempre conferir o documento de identidade do comprador, especial cuidado se este trouxer os DADOS PREENCHIDOS.
4* No verso de cada receita retida é obrigatório que seja identificado qual o produto que foi vendido (descrição completa, laboratório, dosagem, número de
cápsulas/comprimidos), bem como lote e quantidade dispensada.
6* Em caso de dúvidas na prescrição, o médico/dentista/veterinário deve ser consultado (RDC 44/2009,Art. 75 §1º).
A informação obtida no contato com o prescritor deve ser registrada no verso da receita pelo Farmacêutico, bem como a data, horário e identificação de
quem passou a informação.
7* Receitas rasuradas, incompletas ou fora do padrão não devem ser aceitas..
8* EM HIPÓTESE ALGUMA devemos preencher numa receita de controlados quaisquer dados não-preenchidos que sejam de responsabilidade do prescritor
(medicamento, dosagem, posologia, paciente, endereço do paciente e data da consulta), visto que tal ação se enquadra em CRIME DE FALSIDADE
IDEOLÓGICA.
9* As Notificações de Receitas são pessoais e intransferíveis (Portaria 344/98, Art. 35, § 7º).Não podem ser aceitas receitas cujo cabeçalho está em nome de
um médico e outro assinou e carimbou. A única exceção é se a receita é em nome de uma instituição e ali aparece um médico identificado como Diretor
Clínico (ou seja, neste caso a receita é de uma instituição – hospital ou clínica, não do médico), sendo possível que outro médico que ali trabalhe faça uso do
talonário.
10* Podem ser aceitos como documentos de identidade: Carteira de Registro Profissional (OAB, CRM, CRO, CRMV, CRF, etc.) e Carteira de Trabalho, por
exemplo. IMPORTANTE: o CPF (Cadastro de Pessoa Física) não pode ser aceito como documento de identificação, apenas pode ser utilizado para o Cadastro
Fidelidade da empresa.
11* Cirurgiões Dentistas e Médicos Veterinários podem prescrever medicamentos controlados, desde que seja para fins odontológicos e veterinários,
respectivamente (Portaria 344/98, Art. 55 § 1º).
12*Autoprescrição de medicamentos controlados: segundo o Parecer nº 1 de 2014 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a autoprescrição médica é
permitida para todos os medicamentos, exceto as substâncias entorpecentes (listas A1 e A2) e psicotrópicos (listas A3, B1 e B2). Portanto, eles não podem
prescrever para si mesmos os medicamentos que fazem parte destas listas. Demais controlados podem ser autoprescritos por médicos.
13* PRESCRIÇÕES DE EMERGÊNCIA:
NOTIFICAÇÕES: Portaria 344/98, Art. 36 § 2º Em caso de emergência, poderá ser aviada a receita de medicamentos sujeitos a Notificação de Receita a base de
substâncias constante das listas deste Regulamento Técnico e de suas atualizações, em papel não oficial, devendo conter obrigatoriamente: o diagnóstico ou CID, a
justificativa do caráter emergencial do atendimento, data, inscrição no Conselho Regional e assinatura devidamente identificada. O estabelecimento que aviar a
referida receita deverá anotar a identificação do comprador e apresentá-la à Autoridade Sanitária local dentro de 72 (setenta e duas) horas, para "visto".
RECEITAS: Portaria 344/98, Art. 55 § 2º Em caso de emergência, poderá ser aviada ou dispensada a receita de medicamento a base de substâncias constantes das
listas "C1" (outras substâncias sujeitas a controle especial) deste Regulamento Técnico e de suas atualizações, em papel não privativo do profissional ou da
instituição, contendo obrigatoriamente: o diagnóstico ou CID, a justificativa do caráter emergencial do atendimento, data, inscrição no Conselho Regional e
assinatura devidamente identificada. O estabelecimento que aviar ou dispensar a referida receita deverá anotar a identificação do comprador e apresentá-la à
Autoridade Sanitária do Estado, Município ou Distrito Federal, dentro de 72 (setenta e duas) horas, para visto.
14*O carimbo do prescritor NÃO É OBRIGATÓRIO quando a receita ou notificação de receita tiver todos os dados do profissional descritos no campo do
emitente(Portaria 344/98, Art. 36 alínea “h”, Art. 55 alínea “e”). Se a receita/notificação de receita tiver no campo do emitente os dados de uma instituição
(hospital, posto de saúde, clínica), o carimbo ou identificação do número do CRM (podendo ser à caneta) é obrigatória.
15* O ESTORNO (cancelamento) de vendas de medicamentos controlados pode ser feito nos casos onde o paciente desistiu da venda por qualquer motivo
(não passou o cartão, não fez o pix, etc.). Quando o estorno é realizado, o produto e lote voltam ao estoque e a venda não é incluída no arquivo do SNGPC.
Contudo, atenção: é preciso que seja feito com o caixa onde foi registrada a venda ainda aberto.
16* A DEVOLUÇÃO de produtos controlados é PROIBIDA pela ANVISA. Só podemos devolver estes produtos em caso de desvio de qualidade do produto ou
se houver erro de nossa parte no momento da venda. Em ambas as situações, entrar em contato com o setor de Suporte Técnico Farmacêutico para
orientação.
Antibióticos
Art. 20 da RDC 20/2011 - É vedada a devolução, por pessoa física, de medicamentos antimicrobianos industrializados ou manipulados para drogarias e
farmácias.
Controlados
Art. 44 da Portaria 344/1998 - Quando, por qualquer motivo, for interrompida a administração de medicamentos a base de substâncias constantes das listas
deste Regulamento Técnico e de suas atualizações, a Autoridade Sanitária local deverá orientar o paciente ou seu responsável, sobre a destinação do
medicamento remanescente.
17* O armário dos controlados deve ser mantido fechado e chaveado, chaves aos cuidados dos Farmacêuticos (Portaria 344/98, Art. 67).
18* Intercambialidade de medicamentos: de acordo com a RDC nº 16 de 2007, somente o medicamento de
Referência pode ser trocado pelo Genérico, ou Genéricopelo Referência. Contudo, a legislação mudou em
2014, com a entrada dos Similares Intercambiáveis.
19* Similares intercambiáveis: com a RDC nº 58 de 2014, a partir de 2015 é possível substituir
medicamentos de Referência pelos Similares Intercambiáveis, que são os Similares que apresentaram
estudos de equivalência com o medicamento de Referência. A ANVISA publica uma lista mensal dos
produtos que se enquadram nesta nova classificação. Não confundir classificação técnica da ANVISA com
subgrupos comerciais dos produtos no nosso sistema.
20* A legislação não proíbe a dispensação do referência e do genérico (ou de genéricos de laboratórios diferentes)na mesma venda, contudo, na maioria
dos casos isso acaba com o cliente querendo trocar um dos produtos (porque um comprimido é menor, maior, de cor diferente, etc.) e “não fez efeito”. Por
isso, recomendamos sempre vender o produto de um laboratório só, de uma marca só, para evitar problemas com o paciente.
21* Todos os colaboradores podem vender controlados, contudo, as receitas devem passar obrigatoriamente pela avaliação dos Farmacêuticos, que
deverão conferir todos os dados e entregar os produtos controlados em mãos aos colaboradores.
22* Sempre conferir o PRAZO DE VALIDADE dos produtos que estão sendo entregues antes de qualquer venda. O Farmacêutico deve capitanear a equipe na
ação mensal de revisão dos prazos de validade.
23* O cuidado com os lotes dos produtos controlados é fundamental para garantia da rastreabilidade e segurança do paciente. No ato do recebimento e
conferência dos produtos deve ser informado ao sistema sempre o lote correto de acordo com o que consta nas caixas do medicamento que foi recebido. Em
caso de divergência entre lote da caixa e lote da nota fiscal deve ser solicitado a carta de correção ao fornecedor de origem, para garantir a procedência do
lote e produto que realmente foi recebido.
24* Os Farmacêuticos devem orientar a todos os responsáveis por dar entrada em notas fiscais que sempre devem ser informados os lotes corretamente. É
PROIBIDO usar lotes “1” ou “0”, por exemplo. Essas informações são enviadas para o SNGPC e podem ser usadas em processo contra a empresa e o
Responsável Técnico. Da mesma forma, no ato da dispensação deve ser informado ao sistema o lote que realmente está sendo entregue ao cliente.
25* Os medicamentos controlados devem ser GUARDADOS exclusivamente pelo Farmacêutico ou sob sua supervisão. Os lotes dos produtos, da nota e o
que foi lançado no sistema devem ser conferidos.
26*- Enquanto os medicamentos controlados, que já foram conferidos e tiveram sua entrada efetuada no sistema, estiverem aguardando para serem
guardados no armário é OBRIGATÓRIO que fiquem fechados dentro das caixas, ACOMPANHADOS DE DA SUA NOTA FISCAL DE ORIGEM e com a placa de
identificação abaixo:
27* É recomendada a contagem semanal dos estoques de medicamentos controlados, além do balanço mensal, para melhor controle. O balanço mensal deve
ser enviado pelo Sults na primeira semana de cada mês, aos cuidados do Setor Regulatório.
28* Controlados da Portaria 344/98 vencidos devem ser mantidos dentro do armário, segregados (caixa de papelão identificada e lacrada) até a coleta.
29* Os relatórios de conferência de receitas de controlados devem ser feitos diariamente, preferencialmente no inicio ou final do turno.
30* É necessário também revisar os dados informados pelos colaboradores no sistema no momento da venda.
BALANÇOS E RELATÓRIOS DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS
Portaria SVS/MS nº 6, de 29 de janeiro de 1999.
BALANÇO / RELATÓRIO LISTAS PERÍODO ESTABELECIMENTO PRAZO DE ENTREGA
Balanço de Medicamentos Psicoativos e outros
sujeitos à controle especial (BMPO) - 2 vias
A1, A2, A3 e B2 Trimestral e Anual Farmácias e Drogarias
Trimestral até o dia 15 do mês
seguinte ao fechamento do trimestre;
Anual até o dia 31 de janeiro
Relação Mensal de Notificações de Receita "A"
(RMNRA) - 3 vias
A1, A2 e A3 Mensal Farmácias e Drogarias Até o dia 15 do mês seguinte
Relação Mensal de Notificações de Receita "B2"
(RMNRB2) - 3 vias
B2 Mensal Farmácias e Drogarias Até o dia 15 do mês seguinte
REGRAS PARA A VENDA DE ANTIMICROBIANOS
RDC ANVISA nº 20, de 5 de maio de 2011.
TIPO DE RECEITA LISTAS
TRATAMENTO
MÁXIMO
VALIDADE DA RECEITA ABRANGÊNCIA OBSERVAÇÕES
RECEITA SIMPLES
(EM 2 VIAS)
Antimicrobianos de
venda com retenção de
receita (RDC 20/2011,
atualizada pela RDC
68/2014)
Tempo de tratamento
ilimitado (dispensar de
acordo com o solicitado
na prescrição)
10 dias a partir da data da prescrição
ou
90 dias a partir da data da prescrição
quando for “USO PROLONGADO”
Podem ser
aceitas receitas
de todo o Brasil
Deverá ser retida a 2ª
via das receitas de
antibiótico e devolvida
a 1ª via ao cliente
* PROCEDIMENTO DE VENDA: devem ser registrados na 1ª e 2ª vias da receita o nome completo, idade e sexo do paciente; no verso da receita devem ser
registrados os dados referentes à dispensação, que são a data da venda, produto, quantidade, lote e assinatura do Farmacêutico. Recomenda-se também
anotar o telefone do paciente, caso seja necessário fazer contato.
* VENDA DE PARTE DOS MEDICAMENTOS PRESCRITOS: no caso de prescrições que contenham mais de um medicamento antimicrobiano diferente, fica
permitida a dispensação de parte da receita, caso a drogaria não possua em seu estoque todos os diferentes medicamentos prescritos ou o
paciente/responsável optar por levar apenas um dos produtos contidos na receita.
* VENDA DE ANTIMICROBIANOS DE USO CONTÍNUO: a ANVISA recomenda que seja feita a venda do tratamento suficiente para 1 mês, conforme a posologia,
para o paciente retirar 3 vezes dentro do prazo de 90 dias da receita de uso prolongado; outra opção é vender todo o tratamento de uma vez só. O cliente
pode decidir o que fica mais adequado para ele.
* RECEITAS SEM 2ª VIA (USO CONTÍNUO): na falta da 2ª via, a ANVISA permite que seja tirada cópia da 1ª via, para receitas de uso contínuo, já parcialmente
atendidas, o estabelecimento deverá reter a cópia neste caso.
* ANTIMICROBIANOS e controlados da PORTARIA 344/98 devem vir em receitas separadas.
DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS ATRAVÉS DE PLATAFORMAS ELETRÔNICAS
Receitas com assinatura digital apresentadas em papel somente tem a função de auxiliar o acesso ao
documento original (eletrônico), o qual poderá ser consultado utilizando-se as informações constantes no
documento impresso.
https://cremers.org.br/ > À SOCIEDADE > VALIDAÇÃO > RECEITUÁRIOS E ATESTADOS > PRESCRIÇÕES > DIGITAR O CÓDIGO
VALIDADOR
https://h-assinaturadigital.iti.gov.br > FARMACÊUTICO > PRESCRIÇÃO > ESCOLHER ARQUIVO OU LER O QR Code
https://cremers.org.br/
https://h-assinaturadigital.iti.gov.br
https://memed.com.br/receita/login
Login: e-mail da filial – exemplo: filial2@farmattana.com.br
Senha: memed + o cnpj da filial – exemplo: memed05215792003150
DIGITE O TOKEN DA RECEITA (O token/código da receita é um conjunto de 6 dígitos (letras e números) que aparece na
parte superior da receita ou abaixo do qrcode ou código de barras).
https://memed.com.br/receita/login
mailto:filial2@farmattana.com.br
Caso precise fazer cadastro, siga as orientações do quadro.
Dispensação de canabidiol
Conforme a RDC nº 327/2019, produto de Cannabis corresponde ao produto industrializado, objeto de Autorização Sanitária pela
Anvisa, destinado à finalidade medicinal, contendo como ativos, exclusivamente, derivados vegetais ou fitofármacos da Cannabis
sativa, autorizado para utilização apenas por via oral ou nasal. Os produtos de Cannabis que contenham como ativos,
exclusivamente, derivados vegetais ou fitofármacos da Cannabis sativa, devem possuir, predominantemente, canabidiol (CBD) e
menos que 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC).
Os produtos de Cannabis não podem ostentar nomes comerciais, devendo ser designados pelo nome do derivado vegetal ou
fitofármaco acompanhado do nome da empresa responsável (pela fabricação ou importação?).
Os produtos de Cannabis poderão conter teorde THC acima de 0,2%, desde que sejam destinados a cuidados paliativos, para
pacientes sem outras alternativas terapêuticas e em situações clínicas irreversíveis ou terminais. Até o momento, há 15 produtos
aprovados pela Anvisa na categoria produtos de Cannabis, dos quais 5 são à base de extratos de Cannabis sativa e 10 do
fitofármaco canabidiol. No site da Anvisa, é possível consultar a lista dos produtos aprovados.
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-aprova-novo-produto-medicinal-a-base-de-cannabis-1
Os produtos de Cannabis com THC até 0,2% requerem Notificação de Receita B (NRB) - Azul:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2019/rdc0327_09_12_2019.pdf
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-aprova-novo-produto-medicinal-a-base-de-cannabis-1
Os produtos de Cannabis com THC acima de 0,2% requerem Notificação de Receita A (NRA) - Amarela:
De forma complementar a Resolução do CFF nº 680/20 orienta que o farmacêutico, no ato da dispensação destes medicamentos e
produtos, deve avaliar a prescrição e informar, por escrito ou verbalmente, ao paciente ou a seu cuidador, sobre sua utilização
racional e deve atuar no monitoramento do paciente, notificando quaisquer eventos adversos referentes à utilização de produtos
de Cannabis.
NOTIVISA - https://enotivisa.anvisa.gov.br/login
https://enotivisa.anvisa.gov.br/login

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