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Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
Tumores odontogênicos
● Semelhança com cisto odontogênicos
● Causam destruição dos maxilares
● Podem sofrer alterações malignas
● Geralmente são benignos, mas existem alguns malignos
● Tamanho variável
● Seguem uma classificação
Tumores de Epitélio Odontogênico
● São compostos por epitélio odontogênico sem a participação de ectomesênquima
odontogênico.
● Diversos tumores distintivamente diferentes são incluídos nesse grupo; o ameloblastoma é o
mais importante e o mais comum deles.
AMELOBLASTOMA
● O ameloblastoma é o tumor odontogênico clinicamente significativo mais comum.
● Sua frequência relativa se iguala à frequência combinada de todos os outros tumores
odontogênicos, excluindo os odontomas.
● Apresenta diferenciação de ameloblasto
● Os ameloblastomas são tumores de origem epitelial odontogênica.
● Podem surgir dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento,
do revestimento epitelial de um cisto odontogênico, ou das células basais da mucosa oral.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Os ameloblastomas são tumores de crescimento lento, localmente invasivos, que
apresentam um curso benigno na maior parte dos casos.
● Cresce por expansão, diferente do queratocisto
● Se vê assimetria facial
● É muito recidivante
● Pode sofrer alteração maligna, embora seja raro
● CONVENCIONAL, INTRA ÓSSEO OU SÓLIDO MULTICÍSTICO
● SEGUNDO MAIS COMUM
● Ocorre em pacientes jovens, mas pode ocorrer em crianças e idosos (30-60 anos)
● Não tem predileção de sexo
● 80% dos casos se localiza na região POSTERIOR DA MANDÍBULA (Mais raros na maxila e na
região anterior da mandíbula)
● Cerca de 15% a 20% dos ameloblastomas ocorrem na maxila, geralmente nas regiões
posteriores
● A característica radiográfica mais típica é aquela de uma lesão radiolúcida multilocular.
● O aspecto radiográfico da lesão é frequentemente descrito como em “bolhas de sabão”
(quando as loculações radiolúcidas são grandes) ou como “em favos de mel” (quando as
loculações são pequenas)
● A expansão vestibular e lingual das corticais geralmente está presente.
● Os ameloblastomas sólidos podem se apresentar, radiograficamente, como defeitos
radiolúcidos uniloculares, o que pode se assemelhar a praticamente qualquer tipo de lesão
cística
● As margens dessas lesões radiolúcidas, contudo, frequentemente mostram festonamento
irregular
● Assintomáticos
● Pode causar aumento de volume variável
● Pode causar parestesia, dor…, mas é raro
● Multi ou uniloculares
● Pode fazer reabsorção da raiz (regular) uou/e óssea
● Muitas vezes associados a dentes não erupcionados (pode fazer diagnóstico diferencial com
cisto dentígero - observar tamanho)
● Faz infiltração pelos espaços medulares
● Pode provocar erosão e absorção da cortical óssea
● Pode obliterar o maxilar
● Perfil genético - pela via MAP quinase (MAPK BRAFVG00E)
● Prognóstico bom
● Para ser removido precisa fazer OSTEOTOMIA PARA EVITAR RECIDIVA
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● AMELOBLASTOMA COM DESMOPLASIA
❖ Uma forma de ameloblastoma que não apresenta tais aspectos característicos é o
ameloblastoma desmoplásico, uma variante que Eversole e colaboradores
documentaram inicialmente na literatura em 1984.
❖ O ameloblastoma desmoplásico apresenta uma predileção marcante pelo
acometimento nas regiões anteriores dos ossos gnáticos, principalmente na maxila.
❖ DESMOPLÁSICO É ALTERAÇÃO NO COLÁGENO
❖ Radiograficamente, esse tipo raramente sugere o diagnóstico de ameloblastoma, e
geralmente lembra uma lesão fibro-óssea devido ao seu aspecto misto radiolúcido
e radiopaco
❖ Esse aspecto radiográfico misto se deve à metaplasia óssea nos densos septos
fibrosos que caracterizam a lesão, e não em decorrência da produção, pelo próprio
tumor
❖ Prognóstico igual ao do Ameloblastoma comum
HISTOLOGIA
● Muitos tumores frequentemente mostram uma combinação de padrões microscópicos. Os
padrões folicular e plexiforme são os mais comuns.
● Padrões histopatológicos menos comuns incluem os tipos acantomatoso, de células
granulares, desmoplásico e de células basais.
● PADRÃO FOLICULAR - é o mais comum e reconhecível. Ilhas de epitélio lembram o epitélio
do órgão do esmalte em meio a um estroma maduro de tecido conjuntivo fibroso. Os
ninhos epiteliais consistem em uma região central de células angulares arranjadas
frouxamente, lembrando o retículo estrelado de um órgão do esmalte. Uma única camada
de células colunares altas, semelhantes a ameloblastos, cerca essa região central. O núcleo
dessas células está localizado no pólo oposto à membrana basal (polaridade reversa). Em
outras áreas, as células da periferia podem se mostrar mais cuboides, assemelhando-se a
células basais. A formação de cistos é comum e pode variar desde microcistos, que se
formam dentro das ilhas de epitélio, até grandes cistos macroscópicos, que podem ter
muitos centímetros de diâmetro
● PADRÃO PLEXIFORME - consiste em cordões longos e anastomosantes ou lençóis maiores
de epitélio odontogênico. Os cordões ou lençóis de epitélio são delimitados por células
colunares ou cúbicas, semelhantes a ameloblastos, circundando as células epiteliais
arranjadas mais frouxamente. O estroma de suporte tende a ser vascular e arranjado
frouxamente. A formação de cistos é relativamente incomum nessa variante. Quando ela
ocorre, está mais frequentemente associada à degeneração do estroma, em vez de
alterações císticas dentro do epitélio
● PADRÃO ACANTOMATOSO - Quando ocorre metaplasia escamosa extensiva,
frequentemente associada à formação de ceratina, nas regiões centrais das ilhas epiteliais
de um ameloblastoma folicular, o termo ameloblastoma acantomatoso às vezes é aplicado.
Essas alterações não indicam um curso mais agressivo para a lesão; contudo,
histopatologicamente, tal lesão pode ser confundida com um carcinoma de células
escamosas ou com um tumor odontogênico escamoso
Os ameloblastomas podem, às vezes, exibir transformação de grupos de células epiteliais
lesionais em células granulares. Essas células apresentam citoplasma abundante preenchido
por grânulos eosinofílicos, cujas características ultraestruturais e histoquímicas lembram
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
lisossomos. Apesar de ser considerado originalmente como uma consequência
denvelhecimento ou da alteração degenerativa em lesões de longa duração, essa variante já
foi observada em pacientes jovens e em tumores clinicamente agressivos. Quando há
extensa alteração de células granulares nos ameloblastomas, a designação apropriada é
ameloblastoma de células granulares
● PADRÃO DESMOPLÁSICO- contém pequenas ilhas e cordões de epitélio odontogênico em um
estroma densamente colagenizado. Estudos imunoistoquímicos revelaram um aumento da
produção da citocina conhecida como fator de crescimento transformador-B (TGF-B)
associado a essa lesão, sugerindo que tal citocina pode ser responsável pela desmoplasia.
Células periféricas colunares semelhantes a ameloblastos são inconspícuas nas ilhas
epiteliais
● PADRÃO DE CÉLULAS BASAIS - A variante de células basais é o tipo menos comum de
ameloblastoma. Essas lesões são compostas por ninhos de células basaloides uniformes e,
histopatologicamente, são muito similares ao carcinoma basocelular da pele. Não há retículo
estrelado na porção central dos ninhos. As células periféricas ao redor dos ninhos tendem a
ser cúbicas em vez de colunares
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
AMELOBLASTOMA UNICÍSTICO
● O ameloblastoma unicístico, durante muitas décadas, foi considerado separadamente com
base em suas características clínicas, radiográficas e patológicas. Apesar de sua resposta ao
tratamento em relatos dos anos 1970 e 1980 sugerirem que essa lesão pode se comportar
de maneira menos agressiva, relatos recentes contestaram esse conceito.
● 10% a 46% de todos os ameloblastomas intraósseos em vários estudos.
● Quer tenha o ameloblastomaunicístico uma origem de novo, sob a forma de neoplasia, quer
seja resultado da transformação neoplásica do epitélio de cistos não neoplásicos, o assunto
tem sido tema de um longo debate. Provavelmente, há a ocorrência de ambos os
mecanismos, mas é praticamente impossível obter a prova de qual deles estaria envolvido
em um paciente individualmente.
● Só é considerado unicistico se de fato for único
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os ameloblastomas unicísticos são mais frequentemente observados em pacientes mais
jovens, com cerca de 50% de todos esses tumores diagnosticados durante a segunda década
de vida.
● A média de idade foi de 23 anos.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Mais de 90% dos ameloblastomas unicísticos são encontrados na mandíbula, usualmente nas
regiões posteriores.
● A lesão é frequentemente assintomática,
● Em muitos pacientes, essa lesão aparece tipicamente como uma imagem radiolúcida
circunscrita que envolve a coroa de um terceiro molar inferior não erupcionado, lembrando,
clinicamente, um cisto dentígero.
● Em alguns casos, a área radiolúcida pode apresentar margens festonadas, mas ainda assim é
um ameloblastoma unicístico.
● O aspecto cirúrgico pode também sugerir que a lesão em questão seja um cisto, e o
diagnóstico de ameloblastoma somente será feito após estudo microscópico do espécime.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● Três variantes histopatológicas do ameloblastoma unicístico foram descritas. No primeiro
tipo (ameloblastoma unicístico luminal), o tumor está confinado à superfície luminal do
cisto. A lesão consiste em uma parede cística fibrosa com um revestimento composto total
ou parcialmente por epitélio ameloblástico. Tal epitélio exibe uma camada basal de células
colunares ou cúbicas com núcleo hipercromático, que apresenta polaridade reversa e
vacuolização citoplasmática basilar. As células epiteliais sobrejacentes estão frouxamente
coesas e lembram o retículo estrelado.
● Na segunda variante microscópica, um ou mais nódulos de ameloblastomas se projetam do
revestimento cístico em direção ao lúmen do cisto. Esse tipo é denominado ameloblastoma
unicístico intraluminal. Esses nódulos podem ser relativamente pequenos ou preencher, em
grande parte, o lúmen cístico. Em alguns casos, o nódulo tumoral que se projeta no lúmen
demonstra um padrão edemaciado, plexiforme, que lembra o padrão plexiforme visto nos
ameloblastomas convencionais. Essas lesões são, às vezes, referidas como ameloblastomas
unicísticos plexiformes.
● A proliferação celular intraluminal nem sempre preenche os rigorosos critérios
histopatológicos para diagnóstico de ameloblastoma e isto pode ser secundário à inflamação
que quase sempre acompanha esse padrão.
● Na terceira variante, conhecida como ameloblastoma unicístico mural, a parede fibrosa do
cisto está infiltrada por ameloblastoma típico folicular ou plexiforme. A extensão e a
profundidade da infiltração por ameloblastoma podem variar consideravelmente. Em
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
qualquer suposto ameloblastoma unicístico, múltiplos cortes em diferentes níveis do
espécime são necessários para descartar a possibilidade de invasão mural pelas células
tumorais.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Os achados clínicos e radiográficos na maioria dos casos de ameloblastoma unicístico
sugerem a presença de um cisto odontogênico.
● Portanto, esses tumores usualmente são tratados, como cistos, através de enucleação.
● O diagnóstico de ameloblastoma é feito somente após a análise microscópica do suposto
cisto.
● Se os elementos ameloblásticos estiverem confinados ao lúmen do cisto, com ou sem
extensão tumoral intraluminal, então a enucleação do cisto provavelmente foi o tratamento
adequado. O paciente, contudo, deve ser mantido sob acompanhamento por longo período.
● Taxas de recidiva de 10% a 20% foram descritas após a enucleação e curetagem dos
ameloblastomas unicísticos em muitas das antigas séries de casos.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
AMELOBLASTOMA PERIFÉRICO (EXTRAÓSSEO)
● O ameloblastoma periférico é uma lesão incomum, sendo responsável por cerca de 1% a
10% de todos os ameloblastomas.
● Esse tumor provavelmente surge dos restos da lâmina dentária sob a mucosa oral, ou das
células basais do epitélio de superfície.
● Histopatologicamente, essas lesões apresentam as mesmas características que a variante
intraóssea desse tumor.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
● O ameloblastoma periférico geralmente é uma lesão indolor, não ulcerada, séssil ou
pedunculada, que acomete a mucosa gengival ou alveolar.
● As características clínicas não são específicas e a maioria das lesões é considerada
clinicamente como um fibroma ou um granuloma piogênico. A maioria dos casos mede
menos de 1,5cm, mas já foram descritas lesões maiores
● O tumor pode ser encontrado em pacientes com uma ampla gama de idade, mas observa-se
a maioria deles em pessoas de meia-idade, com idade média descrita de 52 anos.
● Os ameloblastomas periféricos são mais comumente encontrados na mucosa alveolar e
gengival posterior e são mais comuns na mandíbula do que na maxila.
● Em alguns casos, o osso alveolar superficial se torna levemente erodido, mas não ocorre
envolvimento ósseo significativo. Alguns poucos exemplos de lesão microscopicamente
idêntica ao ameloblastoma periférico foram relatados na mucosa jugal, estando
relativamente distantes dos tecidos moles alveolares ou gengivais.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● Os ameloblastomas periféricos apresentam ilhas de epitélio ameloblástico que ocupam a
lâmina própria sob o epitélio superficial
● O epitélio em proliferação pode exibir qualquer uma das características descritas para o
ameloblastoma intraósseo; os padrões plexiforme ou folicular são os mais comuns.
● Nota-se a conexão do tumor com a camada basal do epitélio de superfície em 50% dos casos.
Ainda não há consenso se isso realmente representa a origem do tumor a partir da camada
basal do epitélio, ou a fusão do tumor com o epitélio de superfície.
● Foram descritos carcinomas de células basais da mucosa oral, mas a maioria deles seria mais
bem designada como ameloblastomas periféricos. Um fibroma odontogênico periférico pode
ser microscopicamente confundido com um ameloblastoma periférico, particularmente se
um componente epitelial proeminente estiver presente no último. A presença de dentina
displásica ou de elementos semelhantes a cemento no fibroma odontogênico periférico e a
ausência de células epiteliais colunares periféricas mostrando polaridade reversa do seu
núcleo deveriam ser suficientes para distinguir as duas lesões.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Diferentemente do ameloblastoma intraósseo, o ameloblastoma periférico mostra um
comportamento clínico inócuo.
● Os pacientes respondem bem à excisão cirúrgica local.
● Apesar de a recidiva local ter sido observada em 15% a 20% dos casos, uma nova excisão
local quase sempre resulta em cura.
● Diversos exemplos de transformação maligna em um ameloblastoma periférico foram
descritos, mas isso é raro
TUMOR ODONTOGÊNICO ESCAMOSO
● O tumor odontogênico escamoso é uma neoplasia odontogênica benigna rara
● A maioria deles se localiza dentro do osso, apesar de alguns poucos casos periféricos terem
sido relatados.
● Antes de 1975, acreditava-se que essa lesão provavelmente representava um ameloblastoma
acantomatoso atípico, ou até mesmo um carcinoma de células escamosas.
● O tumor odontogênico escamoso pode surgir devido à transformação neoplásica dos
restos da lâmina dentária ou talvez dos restos epiteliais de Malassez.
● O tumor parece se originar a partir do ligamento periodontal que está associado à superfície
radicular lateral de um dente erupcionado.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os tumores odontogênicos escamosos têm sido encontrados em pacientes cujas idades
variam de 8 a 74 anos (média de 38/40 anos).
● Predileção para sexo masculino
● São distribuídosaleatoriamente por todo o processo alveolar anterior da maxila e da
mandíbula, sem predileção por um sítio específico.
● Parece TRIÂNGULO INVERTIDO
● É INFILTRATIVO
● Poucos pacientes apresentam múltiplos tumores odontogênicos escamosos que envolvem
diversos quadrantes da boca; uma família com três irmãos afetados, com cada um deles
apresentando múltiplas lesões, foi descrita.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Aparentemente não há predileção por gênero.
● Um aumento de volume indolor ou levemente dolorido na gengiva, com frequência
associado à mobilidade do dente envolvido, é a queixa mais comum.
● Cerca de 25% dos pacientes descritos não apresentam sintomas e suas lesões foram
detectadas durante o exame radiográfico de rotina.
● Os achados radiográficos não são específicos ou diagnósticos e consistem em um defeito
radiolúcido triangular lateral á raiz ou raízes de um dente
● Em alguns casos, isso sugere perda óssea periodontal vertical.
● A área radiolúcida pode ser algo mal definida ou exibir uma margem esclerótica bem
definida. A maioria dos casos se apresenta como lesões relativamente pequenas que
raramente excedem 1,5cm em seu maior diâmetro.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● Os achados microscópicos de um tumor odontogênico escamoso são distintivos e consistem
em ilhas de variados tamanhos de epitélio escamoso de aparência benigna em um estroma
de tecido conjuntivo fibroso maduro. As células periféricas das ilhas epiteliais não exibem a
característica polarização vista nos ameloblastomas
● Tem epitélio escamoso
● Parede fibrosa
● A vacuolização microcística e a ceratinização individual das células nas ilhas de epitélio são
aspectos comuns. Os pequenos microcistos são algumas vezes observados dentro das ilhas
epiteliais.
● Corpos calcificados laminados e estruturas eosinofílicas globulares, que não coram para
amiloide, estão presentes dentro do epitélio em alguns casos.
● O primeiro provavelmente representa calcificações distróficas; e a natureza do último é
desconhecida.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● A excisão local conservadora ou a curetagem parecem ser efetivas para os pacientes com
tumores odontogênicos escamosos, e a maioria dos casos relatados não apresentou recidivas
após a excisão local.
● Poucos casos de recidiva foram relatados, mas eles respondem bem a uma nova excisão
local.
● Os tumores odontogênicos escamosos da maxila podem ser bastante mais agressivos do que
as lesões da mandíbula, com maior tendência a invadir as estruturas adjacentes. Isso pode
ser devido à natureza esponjosa e porosa do osso maxilar.
● As lesões multicêntricas tipicamente apresentam um curso menos agressivo, quase
hamartomatoso, quando comparadas às lesões solitárias.
Tumor odontogênico epitelial calcificante
● conhecido como tumor de Pindborg
● é uma lesão incomum que é responsável por menos de 1% de todos os tumores
odontogênicos.
● De origem odontogênica, sua histogênese permanece incerta.
● As células tumorais apresentam semelhança morfológica com as células do estrato
intermediário do órgão do esmalte; contudo, alguns investigadores recentemente
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
sugeriram que o tumor origina-se dos remanescentes da lâmina dentária, com base em sua
distribuição anatômica nos ossos gnáticos.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● mais frequentemente encontrado em pacientes com idade entre 30 e 50 anos.
● Não há predileção por gênero.
● Cerca de dois terços de todos os casos descritos foram encontrados na mandíbula, mais
comumente nas regiões posteriores
● Um aumento de volume indolor, de crescimento lento, é o sinal mais comum de
apresentação.
● Assintomático
● Radiograficamente, o tumor exibe um defeito radiolúcido uni ou multilocular, com um
padrão unilocular encontrado mais comumente na maxila.
● As margens do defeito lítico frequentemente são festonadas e em geral se apresentam
relativamente bem definidas. Contudo, aproximadamente 20% dos casos apresentam uma
periferia mal definida e outros 20% exibem uma margem cortical evidente.
● A lesão pode ser inteiramente radiolúcida, mas o defeito geralmente contém estruturas
calcificadas de tamanhos e densidades variados.
● O tumor com frequência está associado a um dente impactado, mais comumente um molar
inferior.
● As calcificações normalmente são esparsas dentro do tumor. Apesar de alguns autores
sugerirem que elas são mais proeminentes ao redor da coroa de um dente impactado
● A descrição de um padrão em “flocos de neve” das calcificações parece ser muito menos
comum do que se acreditava anteriormente.
● Poucos casos de tumor odontogênico epitelial calcificante periférico (extraósseo) foram
relatados. Eles surgem como aumentos de volume gengivais sésseis não específicos, que
acometem com maior frequência a gengiva anterior. Alguns deles estão associados a erosões
do osso subjacente em forma de taça.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● Discretas ilhas, cordões ou lençóis de células epiteliais poliédricas em um estroma fibroso
● Os contornos celulares das células epiteliais são distintos e é possível observar as pontes
intercelulares.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● O núcleo mostra variação considerável e núcleos gigantes podem ser observados.
● Alguns tumores mostram considerável pleomorfismo nuclear, mas essa característica não é
considerada como uma indicação de malignidade.
● Grandes áreas de material extracelular amorfo, eosinofílico, hialinizado (semelhante a
amiloide) também estão presentes com frequência.
● As ilhas tumorais comumente abrigam aumentos de volume desse material hialino o que
resulta em um aspecto cribriforme.
● As calcificações, que são um achado característico desse tumor, se desenvolvem dentro do
material semelhante a amiloide, formando anéis concêntricos (calcificações do tipo anéis
de Liesegang), que tendem a se fusionar e formar aumentos de volume e complexos.
● Alguns tumores consistem em grandes lençóis de células epiteliais com mínima produção de
material semelhante a amiloide e calcificações. Outros mostram grandes aumentos de
volume difusos de material semelhante a amiloide que contém somente pequenos ninhos ou
ilhas de epitélio.
● Foi descrita uma variante de células claras, na qual as células constituem uma porção
significativa do componente epitelial, e também foi descrito que esse tumor apresenta um
padrão de crescimento cístico.
● O material geralmente cora como amiloide (i.e., resultados positivos para coloração com
vermelho Congo ou tioflavina T). Após a coloração com vermelho Congo, o amiloide exibirá
uma birrefringência verde-maçã quando visualizado sob luz polarizada.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Embora se acreditasse originalmente que o tumor odontogênico epitelial calcificante
apresentava praticamente o mesmo comportamento biológico que o ameloblastoma, a
experiência acumulada indica que ele tende a ser menos agressivo.
● Tratamento CIRÚRGICO
● A ressecção local conservadora, de forma a incluir uma fina faixa do osso circunjacente,
parece ser o tratamento de escolha, embora as lesões na maxila posterior provavelmente
devam ser submetidas a um tratamento mais agressivo.
● Uma taxa de recidiva de aproximadamente 15% tem sido relatada; os tumores tratados por
curetagem apresentam as maiores taxas de recidiva.
● O prognóstico geral parece ser bom.
Tumor odontogênico adenomatoide
● tumor odontogênico adenomatoide representa 3% a 7% de todos os tumores odontogênicos,
● Apesar de, antigamente, a lesão ter sido considerada como uma variante do ameloblastoma,
sendo designada como “adenoameloblastoma”, suas características clínicas e
comportamento biológico indicam que ela é uma entidade à parte.
● Apesar de haver evidências de que as células tumorais são derivadas do epitélio do órgão do
esmalte, os investigadores também sugerem que a lesão surja dos remanescentes da lâminadentária.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● em grande parte, limitados aos pacientes jovens, e dois terços de todos os casos são
diagnosticados quando o paciente tem entre 10 e 19 anos.
● Esse tumor é definitivamente incomum em pacientes com mais de 30 anos.
● Há considerável evidência da ocorrência nas regiões anteriores dos ossos gnáticos, sendo
encontrado duas vezes mais na maxila do que na mandíbula
● As mulheres são afetadas cerca de duas vezes mais do que os homens.
● A maioria dos tumores odontogênicos adenomatoides são relativamente pequenos. Eles
raramente excedem 3cm em seu maior diâmetro, apesar de algumas lesões maiores terem
sido descritas.
● As formas periféricas (extraósseas) do tumor também podem ser encontradas, mas são
raras. Elas normalmente aparecem como pequenos aumentos de volume sésseis na gengiva
vestibular da maxila.
● Clinicamente, essas lesões não podem ser diferenciadas das lesões fibrosas comuns da
● Os tumores odontogênicos adenomatoides frequentemente são assintomáticos, sendo
descobertos somente durante o curso de um exame radiográfico de rotina, ou quando se
solicitam radiografias para determinar a razão pela qual um dente ainda não erupcionou.
● As lesões maiores causam expansão indolor do osso.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Em cerca de 75% dos casos, o tumor aparece como uma lesão radiolúcida circunscrita,
unilocular, que envolve a coroa de um dente não erupcionado, mais frequentemente o
canino.
● Pode ser impossível diferenciar radiograficamente o tipo folicular de tumor odontogênico
adenomatoide do cisto dentígero, que é mais comum.
● A imagem radiolúcida associada ao tipo folicular do tumor odontogênico adenomatoide às
vezes se estende apicalmente ao longo da raiz, passando da junção amelocementária. Essa
característica pode ser útil para distinguí-lo do cisto dentígero
● Menos frequentemente, o tumor odontogênico adenomatoide se apresenta como uma
lesão radiolúcida unilocular bem definida que não está relacionada a um dente não
erupcionado, mas, em vez disso, localiza-se entre as raízes de um dente erupcionado (tipo
extrafolicular)
● A lesão pode se mostrar completamente radiolúcida; contudo, frequentemente, ela contém
calcificações delicadas (em flocos de neve). Essa característica pode ser útil na diferenciação
dos tumores odontogênicos adenomatoides com um cisto dentígero.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● O tumor odontogênico adenomatoide é uma lesão bem definida que geralmente está
envolvida por uma espessa cápsula fibrosa.
● Quando a lesão é seccionada, a região central do tumor pode ser essencialmente sólida ou
pode mostrar diversos graus de alteração cística
● Microscopicamente, o tumor é composto por células epiteliais fusiformes que formam
lençóis, cordões ou aumentos de volume espiralados de células em um estroma f ibroso
escasso.
● As células epiteliais podem formar estruturas semelhantes a rosetas ao redor de um espaço
central, que pode estar vazio ou conter pequenas quantidades de material eosinofílico. Esse
material pode corar com amiloide.
● As estruturas tubulares ou semelhantes a ducto, que são o aspecto característico do tumor
odontogênico adenomatoide, podem ser proeminentes, escassas ou até mesmo ausentes
em uma determinada lesão. Elas consistem em um espaço central delimitado por uma
camada de células epiteliais colunares ou cúbicas. Os núcleos dessas células tendem a ser
polarizados em direção oposta ao espaço central.
● não há elementos glandulares nesse tumor
● Pequenos focos de calcificação também podem estar dispersos por todo o tumor. Eles têm
sido interpretados como uma formação abortiva do esmalte.
● Alguns tumores odontogênicos adenomatoides contêm áreas maiores de material de matriz
ou de calcificação. Esse material tem sido interpretado como dentinoide ou cemento.
● Algumas lesões também parecem ter outro padrão, particularmente na periferia do tumor,
adjacente à cápsula. Esse padrão consiste em cordões delgados de epitélio, frequentemente
anastomosados, em uma matriz eosinofílica, frouxamente arranjada
● As características histopatológicas dessa lesão são distintas e não devem ser confundidas
com qualquer outro tumor odontogênico.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● O tumor odontogênico
adenomatoide é completamente
benigno; devido à presença de sua
cápsula, ele pode ser facilmente
enucleado do osso.
● Tratamento cirúrgico
● O comportamento agressivo
não foi documentado e a recidiva
após enucleação, se ocorrer, é muito
rara.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
Tumores de Epitélio Odontogênico e mesenquimais mistos benignos
O grupo dos tumores odontogênicos mistos, compostos por epitélio odontogênico em proliferação
em um ectomesênquima que lembra a papila dentária, apresenta problemas em sua classificação.
Algumas dessas lesões mostram variados graus de efeitos indutores por parte do epitélio no
mesênquima, levando à formação de variadas quantidades de esmalte e dentina.
Algumas dessas lesões (como os odontomas, comumente encontrados) são claramente anomalias do
desenvolvimento não neoplásicas; outras parecem ser verdadeiras neoplasias. A natureza de outras é
incerta.
Em alguns casos, os achados histopatológicos isoladamente não são suficientes para distinguir entre
as lesões neoplásicas e as anomalias de desenvolvimento. As características clínicas e radiográficas
são frequentemente de considerável auxílio na realização de tal distinção.
Fibroma ameloblástico
● Um tumor misto verdadeiro, em que tanto o tecido epitelial quanto o mesenquimal são
neoplásicos.
● Este é um tumor incomum, mas é difícil avaliar os dados a respeito de sua frequência,
porque (particularmente em relatos mais antigos) algumas lesões que foram diagnosticadas
como fibroma ameloblástico podem, na verdade, representar um estágio de
desenvolvimento precoce de um odontoma.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os fibromas ameloblásticos tendem a ocorrer em pacientes mais jovens; a maioria das
lesões é diagnosticada na primeira ou segunda décadas de vida.
Essa lesão, contudo, ocasionalmente pode ser encontrada em pacientes de meia-idade.
● O tumor é ligeiramente mais comum em homens do que em mulheres.
● Os fibromas ameloblásticos pequenos são assintomáticos; tumores maiores estão
associados a aumento de volume nos ossos gnáticos.
● A mandíbula posterior é o sítio mais comum; cerca de 70% de todos os casos estão
localizados nessa região
● Radiograficamente, observa-se uma lesão radiolúcida uni ou multilocular, com as lesões
menores tendendo a ser uniloculares.
● As margens radiográficas tendem a ser bem definidas e podem ser escleróticas.
● Um dente não erupcionado está associado à lesão em cerca de 75% dos casos
● Pode atingir grandes dimensões, e casos que envolvem uma considerável porção do corpo e
do ramo da mandíbula foram relatados.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● O fibroma ameloblástico surge como um aumento de volume sólido de tecido mole com
uma superfície externa lisa.
● Uma cápsula definida pode ou não estar presente.
● Microscopicamente, o tumor é composto de um tecido mesenquimal rico em células, que
lembra a papila dentária primitiva, misturado ao epitélio odontogênico em proliferação. O
último pode apresentar um ou dois padrões, ambos geralmente presentes em qualquer caso.
● O padrão epitelial mais comum consiste em cordões longos e delgados de epitélio
odontogênico, frequentemente anastomosados. Esses cordões usualmente apresentam
somente duas células de espessura e são compostos por células colunares ou cúbicas
● No outro padrão, as células epiteliais formam pequenas e discretas ilhas que lembram o
estágio folicular do desenvolvimento do órgão do esmalte. Elas exibem células colunares
periféricas, que circundam um aumento de volume de células epiteliais frouxamente
arranjadas que lembram o retículo estrelado.
● Em contrastecom o tipo folicular do ameloblastoma, essas ilhas foliculares no fibroma
ameloblástico raramente apresentam a formação de microcistos.
● A porção mesenquimal do fibroma ameloblástico consiste em células ovoides e estreladas
volumosas em uma matriz frouxa, que lembra muito a papila dentária em
desenvolvimento.
● A formação do colágeno é geralmente inconspícua.
● A hialinização justaepitelial da porção do mesênquima próxima ao tumor pode, às vezes, ser
observada, e ocasionalmente áreas difusas de tecido lesional acelular hialinizado estão
evidentes.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● TRATAMENTO CIRURGICO
● As recomendações recentes enfatizam a terapia
conservadora inicial para o fibroma ameloblástico.
● A excisão cirúrgica mais agressiva deveria,
provavelmente, ser reservada apenas às lesões
recidivantes.
● Aproximadamente 45% dos casos do raro
fibrossarcoma ameloblástico se desenvolvem no
contexto de um fibroma ameloblástico recidivante.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
FIBRO-ODONTOMA AMELOBLÁSTICO
● O fibro-odontoma ameloblástico é definido como um tumor com características gerais de um
fibroma ameloblástico, mas que também contém esmalte e dentina. Alguns investigadores
acreditam que o fibroma ameloblástico seja somente um estágio no desenvolvimento de um
odontoma e não o consideram como uma entidade separada. Certamente as características
histopatológicas de um odontoma em desenvolvimento podem apresentar algum grau de
sobreposição com aquelas do fibro-odontoma ameloblástico. Há exemplos bem
documentados, contudo, desse tumor exibindo crescimento progressivo e causando
consideráveis deformidade e destruição óssea. Essas lesões parecem ser verdadeiras
neoplasias. Contudo, a distinção entre um odontoma em desenvolvimento e um
fibro-odontoma ameloblástico pode ser difícil com base somente nos achados
histopatológicos.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● O fibro-odontoma ameloblástico é usualmente encontrado em crianças com a idade média
de 10 anos, sendo raramente encontrado em adultos. Semelhante ao que ocorre no fibroma
ameloblástico, os fibro-odontomas ameloblásticos são mais frequentes nas regiões
posteriores dos ossos gnáticos (Fig. 15-101). Não há predileção significativa por gênero. A
lesão é comumente assintomática e é descoberta quando são realizadas radiografias para
determinar a razão pela qual um dente ainda não erupcionou. Grandes lesões podem estar
associadas ao aumento de volume indolor do osso afetado. Radiograficamente, o tumor
mostra um defeito radiolúcido unilocular ou, raramente multilocular, bem-circunscrito, que
contém uma quantidade variável de material calcificado, com radiodensidade compatível
com a estrutura dentária. O material calcificado dentro da lesão pode se apresentar como
múltiplas radiopacidades pequenas, ou como um aumento de volume conglomerado (Fig.
15-102). Na maioria dos casos, um dente não erupcionado está presente na margem da
lesão, ou então a coroa de um dente não erupcionado pode estar incluída no defeito. Alguns
f ibro-odontomas ameloblásticos podem conter somente uma quantidade mínima de
esmalte calcificado e matriz de dentina, e aparecem radiograficamente como lesões
radiolúcidas (Fig. 15-103). Essas lesões não podem ser diferenciadas de uma ampla
variedade de lesões radiolúcidas uniloculares que podem acometer os ossos gnáticos. No
outro extremo, alguns fibro-odontomas ameloblásticos aparecem como aumentos de
volume amplamente calcificados mostrando apenas uma fina margem radiolúcida na
periferia da lesão.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● O componente de tecido mole do fibro-odontoma ameloblástico é microscopicamente
idêntico ao fibroma ameloblástico e apresenta cordões delgados e ilhas pequenas de epitélio
odontogênico em um tecido conjuntivo frouxo de aparência primitiva que lembra a papila
dentária. Os elementos calcificados consistem em focos de matriz de esmalte e dentina em
formação em íntima relação com as estruturas epiteliais (Fig. 15-104). As lesões mais
calcificadas mostram estruturas dentárias maduras na forma de dentículos rudimentares ou
de aumentos de volume conglomerados de esmalte e dentina. Alguns pesquisadores
designaram um tumor similar, em que o componente calcificado consiste somente em matriz
dentinária e material dentinoide, de fibro-dentinoma ameloblástico. É questionável se essa
lesão representa uma entidade separada, sendo provavelmente, mais bem considerada
apenas como uma variante do fibro-odontoma ameloblástico.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Um paciente com um fibro-odontoma ameloblástico
normalmente é tratado através de curetagem
conservadora, e essa lesão, em geral, se destaca
facilmente de seu leito ósseo. O tumor é bem-circunscrito
e não invade o osso adjacente. O prognóstico é excelente,
e a recidiva após a remoção conservadora não é comum.
O desenvolvimento de um fibrossarcoma ameloblástico
após a curetagem de um fibroodontoma ameloblástico já
foi descrito, mas isso é extraordinariamente raro.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
Odontoma
● Os odontomas são os tipos mais comuns de tumores odontogênicos.
Sua prevalência excede a de todos os outros tumores odontogênicos combinados.
● Os odontomas são considerados como anomalias do desenvolvimento (hamartomas), em
vez de neoplasias verdadeiras. Quando totalmente desenvolvidos, os odontomas consistem
principalmente em esmalte e dentina, com quantidades variáveis de polpa e cemento.
● Nos estágios mais precoces do desenvolvimento, estão presentes quantidades variáveis de
epitélio odontogênico em proliferação e mesênquima.
● Os odontomas são ainda subdivididos em tipo composto e tipo complexo.
● O odontoma composto é formado por múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a
dentes.
● O odontoma complexo consiste em uma massa conglomerada de esmalte e dentina, que
não exibe semelhança anatômica com um dente.
● Na maioria das séries de casos, os odontomas compostos são diagnosticados com maior
frequência do que os odontomas complexos, e é possível que alguns odontomas
compostos não sejam submetidos a exame microscópico porque o clínico se sente
confiante com o diagnóstico clínico e radiográfico. Ocasionalmente, essas lesões podem
exibir características tanto do odontoma composto quanto do complexo.
● MUITOS ODONTOMA A = SÍNDROME DE GARDNER
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● A maioria dos odontomas é detectada durante as primeiras duas décadas de vida e a idade
média no momento do diagnóstico é de 14 anos.
● A maioria dessas lesões é completamente assintomática, sendo descobertas durante o
exame radiográfico de rotina ou quando são realizadas radiografias para determinar o
motivo pelo qual um dente ainda não erupcionou.
● Os odontomas são tipicamente lesões relativamente pequenas que raramente excedem o
tamanho de um dente da região onde eles estão localizados. Contudo, odontomas maiores,
de até 6cm ou mais de diâmetro, são ocasionalmente observados. Esse odontomas maiores
podem levar à expansão dos ossos gnáticos.
● Os odontomas ocorrem mais frequentemente na maxila do que na mandíbula. Apesar de os
odontomas compostos e complexos poderem ser encontrados em qualquer sítio, o tipo
composto é mais frequentemente observado na maxila anterior; odontomas complexos
ocorrem mais na região de molares de qualquer um dos ossos gnáticos.
● Ocasionalmente, um odontoma pode se desenvolver completamente dentro dos tecidos
moles gengivais.
● Radiograficamente, o odontoma composto aparece como uma coleção de estruturas
semelhantes a dentes de variados tamanhos e formas, cercados por uma delgada zona
radiolúcida
● O odontoma complexo aparece como um aumento de volume calcificado com a
radiodensidade da estrutura dentária, que também está cercada por uma delgada margem
radiolúcida
● Um dente não erupcionado frequentemente se mostra associado ao odontoma, e o
odontoma evita a erupção desse dente
Autoria: Elen KissiaBarral Maltez dos Santos
● Alguns odontomas pequenos podem estar presentes entre as raízes de um dente
erupcionado e não estão associados a alterações na erupção.
● Os achados radiográficos normalmente são diagnósticos e o odontoma composto raramente
é confundido com outra lesão.
● Um odontoma em desenvolvimento pode mostrar pouca evidência de calcificação e aparecer
com uma lesão radiolúcida circunscrita. Um odontoma complexo, contudo, pode ser
confundido radiograficamente com um osteoma ou alguma outra lesão óssea altamente
calcificada.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● O odontoma composto consiste em múltiplas estruturas lembrando pequenos dentes
unirradiculares, contidos em uma matriz fibrosa frouxa
● As estruturas representadas por esmalte maduro das estruturas semelhantes a dente se
perdem durante a descalcificação para preparação dos cortes microscópicos, mas
quantidades variáveis de matriz de esmalte estão frequentemente presentes.
● O tecido pulpar pode ser observado na porção coronal e radicular das estruturas
semelhantes a dentes. Em pacientes que apresentam um odontoma em desenvolvimento,
estruturas que lembram os germes dentários estão presentes.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Os odontomas complexos consistem, em grande parte, de dentina tubular madura. Essa
dentina envolve fendas ou estruturas ocas circulares que costumavam conter o esmalte
maduro que foi removido durante a descalcificação. Os espaços podem conter quantidades
pequenas de matriz de esmalte ou esmalte imaturo
● Pequenas ilhas de células fantasmas epiteliais eosinofílicas estão presentes em
aproximadamente 20% dos odontomas complexos. Elas podem representar remanescentes
do epitélio odontogênico que sofreu ceratinização e morte celular devido à anoxia local.
● Uma delgada camada de cemento com frequência está presente na periferia do aumento de
volume.
● Ocasionalmente, um cisto dentígero pode surgir do revestimento epitelial da cápsula fibrosa
de um odontoma complexo.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Os odontomas são tratados por excisão local simples e o prognóstico é excelente.
Tumores de Ectomesênquima Odontogênico
FIBROMA ODONTOGÊNICO CENTRAL
● O fibroma odontogênico central é uma lesão incomum e bastante controversa.
● considera tais lesões como representando apenas folículos dentários hiperplásicos, sendo
que não deveriam ser consideradas como neoplasias.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os fibromas odontogênicos foram relatados em pacientes cujas idades variavam de 4 a 80
anos (média de idade, 40 anos).
● Desses casos relatados na literatura, uma razão de 2,2:1,0 entre mulheres e homens foi
observada, indicando uma forte predileção pelo gênero feminino.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Cerca de 45% dos casos relatados ocorreram na maxila; a maioria das lesão maxilares estão
localizadas em região anterior ao primeiro molar. Na mandíbula, contudo, cerca de metade
dos tumores se localizam posteriormente ao primeiro molar.
● Um terço dos fibromas odontogênicos está associados a um dente não erupcionado.
● Fibromas odontogênicos menores em geral são completamente assintomáticos; lesões
maiores podem estar associadas à expansão óssea localizada ou à mobilidade dental.
● Radiograficamente, os fibromas odontogênicos menores tendem a ser lesões bem definidas,
uniloculares, radiolúcidas, frequentemente associadas à região perirradicular de dentes
erupcionados
● Lesões maiores tendem a apresentar imagens radiolúcidas multiloculares.
● Muitas lesões apresentam uma margem esclerótica.
● A reabsorção radicular de um dente associado é comum e as lesões localizadas entre os
dentes frequentemente causam divergência de suas raízes. Aproximadamente 12% dos
fibromas odontogênicos centrais exibem flocos radiopacos dentro da lesão.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● f ibroma odontogênico simples é composto por fibroblastos estrelados, frequentemente
arranjados em um padrão espiralado, com finas fibrilas colágenas e considerável
substância amorfa. Pequenos focos de restos epiteliais odontogênicos podem ou não estar
presentes. Ocasionais focos de calcificação distrófica podem ser observados. Alguns
investigadores sugeriram que essa lesão, na verdade, pertence a um espectro do mixoma
odontogênico e deveria ser designada como um mixofibroma.
● Um fibroma odontogênico mais colagenizado deve ser diferenciado do fibroma
desmoplásico, que é uma lesão mais agressiva. O fibroma desmoplásico, contudo, não
apresenta um componente epitelial.
● O fibroma odontogênico central, tipo Organização Mundial da Saúde (OMS), apresenta um
padrão mais complexo, que frequentemente consiste em um tecido conjuntivo fibroso
razoavelmente celular com fibras colágenas arranjadas em feixes entrelaçados.
● O epitélio odontogênico, na forma de longos cordões ou de ninhos isolados, está presente
por toda a lesão e pode ser um componente proeminente. O componente fibroso pode
variar de mixoide até densamente hialinizado. As calcificações compostas de material
semelhante a cemento ou dentinoide estão presentes em alguns casos.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Os fibromas odontogênicos normalmente
são tratados por enucleação e curetagem
vigorosa. Apesar de o tumor não apresentar
uma cápsula definida, parece possuir um
potencial de crescimento limitado,
principalmente nas regiões anteriores dos
ossos gnáticos.
● Algumas recidivas foram documentadas,
mas o prognóstico é muito bom.
FIBROMA ODONTOGÊNICO PERIFÉRICO
● O fibroma odontogênico periférico é relativamente incomum, sendo considerado a
contraparte nos tecidos moles do fibroma odontogênico central (intraósseo). No passado,
alguns autores denominaram lesões similares clínica e histopatologicamente como
hamartoma epitelial odontogênico ou como dentinoma fibroameloblástico periférico. Parece
provável que todos esses termos se refiram a uma mesma lesão, e o fibroma odontogênico
periférico parece ser a designação mais apropriada. Algumas séries dessa lesão foram
descritas nas duas últimas décadas, perfazendo um número total de aproximadamente 175
casos na literatura.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● O fibroma odontogênico periférico se apresenta como um aumento de volume gengival
firme, de crescimento lento, e geralmente séssil, recoberto por mucosa de aparência normal.
● Clinicamente, o fibroma odontogênico periférico não pode ser distinguido de outras lesões
gengivais fibrosas muito mais comuns.
● A lesão é mais frequentemente encontrada na gengiva vestibular da mandíbula.
● A maioria das lesões mede de 0,5 a 1,5cm de diâmetro e podem causar, com pouca
frequência, deslocamento dos dentes.
● Os fibromas odontogênicos periféricos foram relatados em pacientes com grande variação
de idade, com a maioria sendo identificada da segunda à sétima décadas de vida.
● Estudos radiográficos demonstram uma aumento de volume de tecido mole que, em alguns
casos, mostra áreas de calcificação. A lesão, contudo, não envolve o osso subjacente.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● características histopatológicas similares ao fibroma odontogênico central (tipo OMS).
● O tumor consiste em fascículos entrelaçados de tecido conjuntivo fibroso celularizado, que
podem estar entremeados com áreas de tecido conjuntivo mixoide, menos celularizado.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Uma alteração de células granulares tem sido identificada raramente no componente de
tecido conjuntivo, e regiões semelhantes ao granuloma de células gigantes foram descritas
em algumas poucas lesões.
● Ilhas ou cordões de epitélio odontogênico estão dispersos por todo o tecido conjuntivo. Eles
podem ser proeminentes ou escassos.
● As células epiteliais podem mostrar vacuolização. Dentina displásica, calcificações amorfas
ovoides semelhantes a cemento e trabéculas de osteoide também podem estar presentes.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● O fibroma odontogênico periférico é tratado
atravésde excisão cirúrgica local e o
prognóstico é excelente. Contudo, a recidiva
dessa lesão já foi documentada
MIXOMA ODONTOGÊNICO
● Acredita-se que os mixomas dos ossos gnáticos se originem do ectomesênquima
odontogênico.
● Eles exibem uma grande semelhança microscópica com a porção mesenquimal de um dente
em desenvolvimento.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os mixomas são predominantemente encontrados em adultos jovens, mas podem ocorrer
em um grupo com ampla faixa etária. A idade média para os pacientes com mixoma é de 25
a 30 anos.
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● Não há predileção por gênero.
● O tumor pode ser encontrado em praticamente qualquer região dos ossos gnáticos, e a
mandíbula é acometida mais comumente do que a maxila
● Lesões menores podem ser assintomáticas e são descobertas somente durante um exame
radiográfico de rotina.
● Lesões maiores estão frequentemente associadas à expansão indolor do osso envolvido.
● Em alguns casos, o crescimento clínico do tumor pode ser rápido, o que provavelmente está
relacionado ao acúmulo de substância fundamental mixoide no tumor.
● Radiograficamente, o mixoma se apresenta como uma lesão radiolúcida uni ou multilocular,
que pode deslocar ou causar a reabsorção dos dentes na região do tumor.
● As margens da lesão radiolúcida são frequentemente irregulares ou festonadas.
● O defeito radiolúcido pode conter trabéculas delgadas insignificantes de osso residual, que
frequentemente se arranjam em ângulos retos umas com as outras
● Grandes mixomas da mandíbula podem apresentar o padrão radiolúcido em “bolhas de
sabão”, que é indistinguível daquele observado nos ameloblastomas
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
● No momento da cirurgia ou do exame macroscópico do espécime, a estrutura gelatinosa e
frouxa do mixoma é óbvia
● Microscopicamente, o tumor é composto por células casualmente arranjadas de formato
estrelado, fusiforme ou arredondado, em um estroma abundante, frouxo e mixoide, que
contém somente algumas fibrilas colágenas
● Estudos histoquímicos mostram que a substância fundamental é composta por
glicosaminoglicanos, principalmente o ácido hialurônico e o sulfato de condroitina.
Imunoistoquimicamente, as células do mixoma mostram imunorreatividade difusa para os
anticorpos dirigidos contra a vimentina, com reatividade focal para actina
músculo-específica.
● Pequenas ilhas de restos epiteliais odontogênicos de aspecto inativo podem ser evidenciadas
dispersas na substância fundamental mixoide. Estes restos epiteliais não são necessários
para o diagnóstico e não são encontrados na maioria dos casos. Em alguns pacientes, o
tumor pode apresentar uma tendência maior para formação de fibras colágenas; tais lesões
são, por vezes, designadas como fibromixonas ou mixofibromas.
● O fibroma condromixoide deve exibir áreas de diferenciação cartilaginosa, enquanto o
neurofibroma mixoide tende a apresentar células dispersas na lesão, positivas para
anticorpos contra a proteína S-100.
● Alterações mixoides em um folículo dentário aumentado ou a papila dentária de um dente
em desenvolvimento podem ser microscopicamente semelhante a um mixoma.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● Pequenos mixomas são tratados, geralmente, através de curetagem, no entanto, reavaliação
cuidadosa deve ser feita periodicamente durante pelo menos 5 anos.
● Para lesões maiores, ressecções mais extensas podem ser necessárias, uma vez que os
mixomas não são encapsulados e tendem a infiltrar o osso adjacente.
● A remoção completa de um tumor com grandes dimensões através de curetagem
normalmente é difícil de se conseguir, e lesões da maxila é difícil de se conseguir, e lesões da
maxila posterior, em particular, deveriam ser tratadas mais agressivamente 25% são
relatadas em vários estudos.
● A despeito das recorrências locais, o prognóstico é bom e metástases não são observadas.
● É tratamento cirúrgico
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
Cementoblastoma
● (CEMENTOMA VERDADEIRO)
● Raro
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
● Os cementoblastomas são neoplasmas raros, representando menos de 1% de todos os
tumores odontogênicos.
● Mais de 75% surgem na mandíbula, com 90% surgindo na região de molares e pré-molares.
● Quase 50% envolvem o primeiro molar permanente.
● Dentes impactados ou nãoerupcionados também podem ser afetados raramente.
● Cementoblastomas afetam raramente dentes decíduos.
● Não há predileção significativa por gênero.
● O neoplasma ocorre predominantemente em crianças e adultos jovens com
aproximadamente 50% surgindo antes dos 20 anos de idade e 75% ocorrendo antes dos 30
anos de idade.
● Dor e aumento de volume estão presentes em aproximadamente dois terços dos pacientes
relatados.
● podem ser observados sinais de comportamento agressivo local, incluindo expansão óssea,
erosão cortical, deslocamento de dentes adjacentes, envolvimento de múltiplos dentes
adjacentes, envolvimento do seio maxilar e infiltração na cavidade pulpar e canais
radiculares.
● Radiograficamente, o tumor aparece como um aumento de volume radiopaco que está
fundido a um ou mais dentes e é circundado por um fino halo radiolúcido
● O contorno da raiz ou das raízes do dente envolvido está geralmente obscurecido como
resultado da reabsorção radicular e fusão do tumor com o dente.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICA
● A apresentação histopatológica do cementoblastoma lembra bastante a do osteoblastoma,
sendo que a principal característica de distinção é a fusão do tumor com o dente envolvido
Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos
● A maioria das zonas da lesão consiste em lençóis e trabéculas espessas de material
mineralizado com lacunas posicionadas irregularmente e linhas reversas basofílicas
proeminentes.
● Tecido fibrovascular celularizado está presente entre as trabéculas mineralizadas.
Frequentemente estão presentes células gigantes multinucleadas e células blásticas
margeando as trabéculas mineralizadas
● A periferia da lesão, correspondente à zona radiolúcida vista na radiografia, é composta de
matriz não-calcificada, que frequentemente está arranjada em colunas radiais.
● Em poucos casos, as lesões podem se infiltrar na câmara pulpar e nos canais radiculares dos
dentes envolvidos.
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
● O tratamento de um cementoblastoma geralmente consiste na extração cirúrgica dos dentes
juntamente com o aumento de volume calcificado.
● A excisão cirúrgica do aumento de volume com amputação da raiz e o tratamento
endodôntico do dente envolvido podem ser considerados.
● A quantidade da remoção está intimamente associada à recidiva.