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Autoria: Elen Kissia Barral Maltez dos Santos Anatomia periapical Estruturas muito densas barram o feixe de raio x fazendo com que seja gerada uma imagem radiopaca, no entanto, uma área de buraco, pouco densa, permite a passagem do feixe do raio x gerando uma imagem radiolúcida; e entre essas áreas teremos tons de cinza que aparecem em virtude da densidade do tecido atravessado. Como saber se a radiografia é do lado direito ou do lado esquerdo? DICA: Se a linha média está para a mão direita, é uma radiografia do lado direito. Se a linha média está do lado esquerdo, é uma radiografia do lado esquerdo. MAXILA Região de molares superiores Lâmina pterigoide do osso esfenoide · Pertence ao osso esfenoide, ela é a estrutura mais posterior a ser observada em uma radiografia periapical, podendo ser visualizada quando o receptor de imagem está muito posterior na arcada dentária (mais comum em radiografias de terceiros molares). · É visualizada como uma área radiopaca posterior na maxila. · Ela fica logo após o osso da maxila, ou seja, a maxila acaba e a lâmina começa. · Não é visto lâmina pterigoide em nenhuma outra região a não ser de molares superiores! Hâmulo pterigoideo · Consiste em uma estrutura em forma de gancho, sendo a estrutura mais inferior da lâmina pterigoide, fina e tênue. · Radiograficamente, se apresenta como uma área levemente radiopaca inferior a lâmina pterigóideo e posterior da maxila. Processo coronoide da mandíbula · O processo coronoide é da mandíbula, mas pode aparecer em radiografias periapicais de molares superiores. · Para o processo coronóide aparecer na radiografia periapical de dentes posteriores superiores é necessário que o paciente esteja com a boca bem aberta para que ele se desloque e seja visualizado (quanto maior a abertura, maior a possibilidade de a estrutura ser vista). · Radiograficamente, consiste em uma imagem levemente radiopaca em formato de triângulo ocupando a região postero-inferior da radiografia. · Essa estrutura é mais observada em radiografias obtidas através da técnica da bissetriz em que o paciente segura com o dedo, tendo em vista que ele abre mais a boca do que pela técnica usando o posicionador. · Deve-se ter cuidado com a abertura da boca, porque quanto mais o paciente abrir a boca, maior a probabilidade do processo coronóide sobrepor os dentes na radiografia. Tuberosidade da maxila (TÚBER) · Consiste em uma porção de osso extremamente medular, frágil, poroso e pouco denso, sendo a região mais posterior da maxila, onde acaba a maxila. Na radiografia periapical, o túber é visto como uma região levemente radiopaca com menor densidade. · É uma região comum de fraturar em cirurgias de terceiros molares. Além disso, também pode ser utilizada como área doadora de enxerto. Osso zigomático · Corresponde a maçã do rosto e se liga com a maxila. · Radiograficamente, ele é uma faixa radiopaca na porção mais superior da imagem radiográfica, em sobreposição à maxila. · Ademais, quanto mais alta a angulação vertical, mais o osso zigomático aparece. Processo zigomático da maxila · É a parte da maxila que se liga ao osso zigomático, sendo uma projeção óssea de reforço. Na radiografia periapical, o processo zigomático é visualizado, anteriormente ao osso zigomático, como uma faixa radiopaca em forma de “u”, “j” ou “c’. · Além disso, se o paciente for muito jovem pode ser visualizado a sutura zigomático-maxilar (vai estar aberta). Seio maxilar e cortical do seio maxilar · O seio é uma cavidade oca e radiolúcida. · A cortical, por sua vez, é uma linha sinuosa e radiopaca que contorna o seio maxilar. · Assim, estes acidentes são visualizados, radiograficamente, como uma imagem radiolúcida na porção superior da imagem, limitada por uma linha radiopaca lobulada. · O seio maxilar atua como uma barreira física, logo, quando há perda de dentes esse seio será aumentado, que é um processo chamado de hiperpneumatização. · Por vezes o seio possui uma parede óssea que se levanta verticalmente formando o septo sinusal, que é uma linha radiopaca. · Podem existir linhas radiolúcidas passando por dentro do seio maxilar, elas são veias vasos e artérias. · PODE SER CHAMADO DE W (Mas não é correto). Tem septo SINUSIAL Assoalho da fossa nasal · Radiograficamente, aparece como uma linha radiopaca reta na porção superior da imagem radiográfica. Ao contrário da cortical do seio maxilar, ela é retilínea. Ademais, o assoalho da cavidade nasal é superior ao seio maxilar. · A fossa nasal é levemente radiopaca porque, ao contrário do seio maxilar que é uma cavidade oca, a fossa nasal tem conteúdo: corneto e concha nasal. · Então, a depender da incidência que dermos podemos sobrepor essa estrutura, fazendo com a fossa nasal não apareça tão radiolúcida, mas levemente radiopaca. Região de pré-molares superiores · Muitas das estruturas visualizadas são similares às dos molares. Contudo, o túber, a lâmina pterigóide e o hâmulo pterigóideo são característicos dos molares, não sendo visualizados nas radiografias de pré-molares. · Ademais, o osso zigomático e o processo zigomático são mais bem visualizados nas radiografias de molares, enquanto nas periapicais dos pré, eles aparecem com menor dimensão. Osso zigomático · Normalmente visto com menos expressividade nos pré molares. Processo zigomático da maxila · A depender da incidência, esta estrutura pode ser vista mais evidente ou de forma mais sutil. Cortical do seio maxilar e seio maxilar · Quando o seio maxilar não estiver tão radiolúcido, mas sim radiopaco, podemos começar a investigar sinusite. Fossa nasal e assoalho Região de incisivo lateral e canino superior · Ao contrário das duas regiões anteriores, não é possível visualizar o osso zigomático e o processo zigomático nesta. Contudo, é a partir dela que outras estruturas começam a serem visualizadas. Cortical do seio maxilar · São visualizados na porção superior e posterior do filme radiográfico, mais próximos aos pré-molares e caninos, como uma área radiolúcida circundada por uma linha lobulada radiopaca. · Além disso, pode ser possível visualizar vasos e nervos por dentro do seio como uma linha radiolúcida. Fossa nasal e parede de fossa nasal · A parede, radiograficamente, consiste em uma linha radiopaca. · A fossa nasal, por sua vez, apresenta os cornetos e conchas nasais no seu interior, sendo uma imagem levemente radiopaca (não tão radiolúcida). · Ademais, em comparação com o seio maxilar, tudo que se relaciona a fossa nasal se apresenta de maneira mais retilínea · Aqui não há soalho de fossa pois é uma característica de dentes posteriores, mas sim, parede de fossa que é característico de dentes anteriores, sendo mais verticalizado. Sombra da narina · Consiste em uma ilusão óptica causada pela sobreposição das narinas. Assim, ela é observada, em alguns casos, como uma área radiopaca sobreposta às raízes dos incisivos superiores ou ao osso alveolar, o que aumenta o seu grau de radiopacidade. · Ademais, essa estrutura forma uma linha radiolúcida pela diferença de densidade e pelo contraste que pode ser confundida com uma fratura. Corneto e conchas nasais · Correspondem a uma imagem, um pouco radiopaca, projetada na fossa nasal e que não é possível ser delimitada. Dessa forma, o aspecto da fossa nasal não fica homogêneo. Introito nasal · Corresponde a área que o ar passa pela fossa nasal, sendo uma linha ou faixa radiolúcida próxima a sua parede. Incisivos centrais superiores Sutura intermaxilar · União entre maxila esquerda e direita · Na linha média do paciente · Sutura entre os dois processos radiograficamente maxilares. · Aparece radiograficamente como linha radiolúcida na linha média. · Se for muito jovem, vê bem nitidamente · Se for mais velho, vê 2 linhas radiopacas que é a união das maxilas · Limitada por linha radiopaca --> encontro de M maxilas Forame incisivo · Situado entre as raízes dos incisivos centrais superiores,normalmente no terço cervical ou médio, ou acima dos seus ápices e aparece como uma área radiolúcida oval, podendo ainda ser visto como um coração ou diamante e a partir dele surge canal incisivo que desemboca na fossa nasal. · Canal incisivo · se estende da fossa nasal - foraminas superiores- até a cavidade bucal - forame incisivo. · Radiograficamente, é possível visualizar uma faixa radiolúcida (canal) delimitada por duas linhas radiopacas verticais (corticais do canal). · As aberturas do canal incisivo na fossa nasal são visualizadas como uma estrutura radiopaca em forma de meia lua. · Nem sempre vê bem devido muita sobreposição · Pode ver partes radiopacas que correspondem a Septo nasal** Abertura do canal incisivo · Área de semi-lua para dentro da fossa nasal Abertura de fossa nasal e fossa nasal · As fossas nasais são duas áreas radiolúcidas , simétricas, um pouco acima dos ápices dos incisivos. · Difícil de ver a abertura do fossa nasal, bem sutil. · Ademais, a proeminência inferior anterior, radiopaca, na forma de “v” consiste na espinha nasal anterior (ENA) · Dentro da fossa tem conchas e cornetos que torna radiopaca devido a esse conteúdo. Corneto nasal inferior · Tecido fibromucoso revestindo concha nasal (densidade geralmente maior) · Está dentro da fossa nasal e confere à ela uma leve radiopacidade. · Onde PASSA O AR Septo nasal · Divide fossa nasal em lado esquerdo e direito · Composto por osso e cartilagem · Tem um aspecto de faixa radiopaca, de largura e radiopacidade não muito uniformes, podendo sofrer modificação quanto ao desvio do etmóide ou do vômer. · Tem lâmina perpendicular, vômer e cartilagem tudo junto, mas radiograficamente não distingue na periapical Sombra do ápice nasal · consiste em uma ilusão óptica causada pela sobreposição do ápice nasal. · Uma imagem levemente radiopaca. Mandíbula Região De Molares Linha oblíqua · Localizada na porção mais inferior do processo coronóide, bem próxima à distal dos terceiros molares. · Ela é uma área de reforço ósseo e onde se inserem alguns músculos da expressão facial (BUCINADOR) · Radiograficamente, é visualizada como uma linha intensamente radiopaca descendente, a qual gera uma sobreposição na região de colo dos molares. · NÃO SE CHAMA MAIS LINHA OBLIQUA EXTERNA Linha milo-hióidea · localizada na porção interna da mandíbula, próxima à língula e ao forame mandibular · Local em que se origina o músculo milo-hióideo. · Na radiografia, consiste em uma linha descendente radiopaca que gera sobreposição aos ápices dentários dos molares. · Não é tão expressiva como a oblíqua Corticais e canal mandibular · Localizado no corpo da mandíbula e se estende desde o forame mandibular até o forame mentual · Canal tem em seu interior o nervo, artéria e veia alveolar inferior. (Bem importante para região) · Radiograficamente, é possível observar duas linhas radiopacas (corticais do canal) com uma faixa radiolúcida central (canal). Fóvea submandibular · DEpressão óssea para acomodar estruturas da região · É uma área côncava, resultante de um adelgaçamento do corpo da mandíbula, situada na sua face lingual, abaixo dos dentes molares, a qual aloja a glândula submandibular. · Na radiografia, é visualizado uma área levemente radiolúcida pobremente definida e quase sem trabecular ósseo. Basilar da mandíbula · ocupa a borda inferior de mandíbula desde a região mentual até a borda posterior do ramo mandibular e o côndilo. · Radiograficamente, é vista como uma faixa radiopaca abaixo da fóvea submandibular. Região Dos pré-molares Cortical e canal mandibular Forame mentual · localizado abaixo, normalmente, do segundo pré-molar ou entre esse grupo de dentes, por onde sai. · Pelo forame emergem o nervo mentual - ramo do nervo alveolar inferior - e vasos mentuais · Radiograficamente, é uma imagem radiolúcida oval/redonda, abaixo do PM. Fóvea Submandibular Região De Canino Forame Mentual Protuberância mentual · Área de condensação/proeminência óssea que constitui queixo · É faixa radiopaca abaixo dos incisivos e canino, sendo que algumas incidências não aparece · É em FORMA DE V INVERTIDO Basilar da mandíbula Região Dos incisivos Protuberância mentual · Área de condensação/proeminência óssea que constitui queixo · É faixa radiopaca abaixo dos incisivos e canino, sendo que algumas incidências não aparece · É em FORMA DE V INVERTIDO Obs: linhas radiolúcidas/pontos pode ser canais nutrientes → indica área irrigada Foramina lingual · Pequena área radiolúcida, de forma circular, situada na linha média da mandíbula, abaixo do ápice dos incisivos centrais. · Aparece, normalmente, no centro das espinhas genianas. Processos ou espinhas genianos · Elevações pontiagudas, onde se inserem algumas estruturas, como os músculos gênio-glosso e gênio-hióideo · Radiograficamente, é visualizada uma radiopacidade no centro da região de incisivos inferiores. (No centro dela tem foraminea lingual) Fóvea sublingual · Depressão rasa na face lingual do corpo da mandíbula, onde se aloja a glândula sublingual. · Radiograficamente, é uma área levemente radiolúcida quase sem trabeculado ósseo. Basilar da mandíbula