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Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Anatomia do assoalho pélvico ORIENTAÇÃO ESPACIAL DA POSIÇÃO GINECOLÓGICA O paciente, na posição ginecológica, estará na cama com as pernas apoiadas na perneira e o médico examinador estará á sua frente Anterior é o que está no sentido do teto, ou seja, no sentido da frente da paciente Posterior é o que está no sentido da maca, ou seja, das costas da paciente Superior/ proximal/ cranial é o que está em direção à cabeça da paciente Inferior/ distal/ caudal é o que está em direção aos pés da paciente Defeitos proximais são aqueles que estão localizados mais no fundo da vagina, ou seja, mais perto da paciente mais longe do examinador A área medial é aquela mais próxima ao centro da vulva, enquanto a área lateral é aquela que se distancia do centro PELVE Órgãos contidos na pelve: - Útero - Canal vaginal - Uretra - Bexiga - Reto - Ânus - Vasos, nervos, músculos, tecido conjuntivo (mantém os órgãos nas posições) A interação dessas estruturas promove o armazenamento e a evacuação de urina e fezes, além de promover um receptáculo para as relações sexuais e um canal para o parto Do útero à parte externa da vagina é um caminho por onde o bebê tem que percorrer → a saída do bebê é dada pela impulsão promovida pelas contrações uterinas ESTRUTURA ÓSSEA A pelve óssea é formada pela fusão dos ossos: - Ilíaco - Ísquio - Púbis - Sacro - Cóccix É fechada inferiormente pelo assoalho pélvico, o qual se localiza entre a pele perineal e a cavidade peritoneal→ toda a estrutura externa até a cavidade abdominal, em conjunto, formam o assoalho pélvico Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Quando a paciente está em posição ginecológica, os ossos que estão próximos ao examinador são: - Sacro - Ísquio - Púbis - Ilíaco → não tem acesso, pela posição genital, à crista ilíaca da paciente Cada estrutura óssea tem tecidos conectivos que fazem ligação com os órgãos internos Os ligamentos é que vão sustentar os órgãos que estão na região pélvica Considerações Durante a vida da mulher, a anatomia e fisiologia do assoalho pélvico podem sofrer alterações em decorrência de diversos fatores, entre eles a hereditariedade, idade, parto vaginal, menopausa, atividade física, constipação crônica e deficiências nutricionais - A mulher caucasiana tende a ter menor colágeno, o que aumenta a frouxidão do tecido conectivo → pode ter dificuldade na sustentação dos órgãos pélvicos e, mais facilmente, haver distopias (quedas) - Quanto mais idade, maiores as chances de frouxidão dos tecidos - Quanto mais carente for a alimentação em relação à proteína, mais fraqueza estará associada à musculatura pélvica - A gravidez em si é um fator de risco para cistocele (bexiga baixa) → o parto normal é um fator de ainda mais risco para distopias e frouxidão ligamentar - Paciente com constipação que vai ao banheiro e faz muita força para evacuar acaba fazendo um aumento da pressão intrabdominal sobre o assoalho pélvico, favorecendo a riscos de distopias. O mesmo ocorre com mulheres que pegam muito peso ao longo da vida - Na menopausa, por ausência do estrogênio, ocorre um ressecamento vaginal, facilitando distopias, visto que, quando a mucosa resseca, pode haver alteração do ângulo da uretra, favorecendo a perda urinária → deficiência do hormônio causará os sintomas climatérios → um dos métodos conservadores para tratar perda urinária é utilizar creme à base de estrogênio para lubrificar a vagina - Deficiências nutricionais à base de colágeno e proteína favorece a frouxidão da musculatura e dos ligamentos Os hábitos urinários, intestinais e sexuais da paciente são muito importantes na elaboração de um plano terapêutico adequado → deve haver conservação das condições fisiológicas da paciente, incluindo as urinárias, intestinais e sexuais Para pensar em qual abordagem será utilizada para corrigir o problema da paciente, deve ser muito bem avaliado todos os problemas, de modo a não melhorar um fator e piorar outro Hipermobilidade da uretra: retificação da uretra para saída da urina com qualquer força que aumente a pressão intrabdominal → lembrar de realizar estudos urodinâmicos de modo a avaliar se a paciente tem cistocele e hipermobilidade da uretra associada, tendo em vista que a abordagem cirúrgica não será apenas colocar a bexiga no lugar adequado, mas sim colocar um sling para dar sustentação à uretra MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO Suporte dos órgãos pélvicos: interação dos músculos levantadores do ânus e do tecido conectivo que liga o colo e a vagina à parede pélvica Músculos elevadores do ânus Estado constante de contração (fechamento do hiato urogenital) → contração involuntária Predomínio de fibras do tipo I (lentas) Fibras tipo II (rápidas) → são as fibras que dão sustentação quando há aumento abrupto da pressão abdominal, como durante a tosse Contração voluntária e relaxamento (micção, defecção, parturição) → é o cérebro que comanda Cada órgão estará sustentado por tecidos conectivos ligados a estruturas ósseas 90% dos músculos elevadores do ânus: - Pubo-coccígeno (pubovaginal, puboperineal e puboanal) - Íleo-coccígeno 10%: ísquio-coccígeno Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Diafragma pélvico Estrutura muscular que fecha a cavidade pélvica Superiormente: cavidade pélvica Inferior: períneo Principal suporte aos órgãos pélvicos em condições de aumento da pressão intra-abdominal ARTÉRIAS DA PELVE Artéria ilíaca interna Ramos parietais - Artéria íleo lombar - Artérias sacrais laterais - Artéria obturatória - Artéria glútea superior - Artéria glútea inferior - Artéria pudenda interna Ramos viscerais - Artéria umbilical - Artéria vesical inferior - Artéria uterina - Artéria retal média LIGAMENTOS PÉLVICOS E FÁSCIAS (1) O ligamento é o tecido conectivo denso que liga duas estruturas A fáscia por sua vez é semelhante a um “lençol”, sendo mais fina e mais larga Ligamento sacro-espinhal: liga a proeminência da espinha isquiática ao sacro Ligamento sacro-tuberosos: da tuberosidade óssea do púbis até o sacro Arco tendíneo: liga a parte externa do púbis à proeminência da espinha isquiática Existem fáscias entre cada estrutura pélvica (2) - Entre a bexiga e o canal vaginal → fáscia pubocervical (vai do púbis ao cérvix uterino), a qual estará estendida do púbis até as duas proeminências da espinha isquiática, com a bexiga repousada sobre essa fáscia e o canal vaginal abaixo → se essa fáscia se rompe, a bexiga cai sobre o canal vaginal, ou seja, haverá cistocele - Entre o canal vaginal e o reto Quando há ruptura de uma fáscia, tenderá para onde houver menor resistência Classificação da cistocele Grau 1: queda da bexiga → defeito da fáscia com queda da bexiga para dentro do canal vaginal Grau 2: queda da bexiga que saiu até o introito vaginal Grau 3: saída da bexiga pela vagina Para avaliação de queda da bexiga ou do reto, coloca- se o dedo na vagina da mulher, pede ela para realizar uma manobra que aumente a pressão intrabdominal (valsava, tossir) de modo a avaliar se houve abaulamento da porção mais superior, corresponde à bexiga, ou inferior correspondendo ao reto (retocele) → pode ter cistocele e retocele ao mesmo tempo Quando a paciente tem cistocele, pode ser que a uretra fique ainda mais dobrada em seu estado normal, de forma que a bexiga tem que estar muito cheia para que haja retificação da uretra Ligamento ureterosacro Liga o útero ao osso sacro Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isentode erros Responsável pela sustentação do útero Quando há rompimento desse ligamento, pode haver prolapso uterino Em associação com o prolapso uterino pode ter cistocele, e, em casos piores, hérnia pélvica (saída de alças intestinais) A mucosa fica ressecada, podendo inclusive haver queratinização da mucosa vaginal, alterando o epitélio Para refazer a condição do rompimento do ligamento, faz-se o seguinte: → colpofixação sacro-espinhal - Muitas vezes não consegue refazer o ligamento porque não tem a mesma firmeza - Em muitos casos realiza-se histerectomia - Realiza a fixação da vagina no teto com pontos → pode fixar ao ligamento arco tendíneo - Outro ligamento será usado para fixar o fundo da vagina, sendo a melhor opção o ligamento sacro-espinhal - Passa-se um fio no ligamento sacro-espinhal (fio de absorção demorada ou inabsorvível) - A cirurgia é feita por via vaginal, na qual dissecará um lado da vagina e direcionar a dissecção à espinha isquiática à direita da paciente (3) Fáscia reto-vaginal Localizada entre o reto e o canal vaginal, fixando-se nas proeminências da espinha isquiática Se houver ruptura dessa fáscia, a cavidade que tem menor resistência é a vagina → o intestino vencerá a resistência que tem na vagina e irá “abaular o chão”, ou seja, haverá uma retocele Grau 1: queda do reto Grau 2: queda do reto até o introito vaginal Grau 3: saída do reto pela vagina Questões 1) Qual o nome do tecido conectivo pélvico localizado entre a bexiga e o canal vaginal? 2) Qual o nome do tecido conectivo pélvico localizado entre o canal vaginal e o reto? 3) Durante a vida da mulher a anatomia e a fisiologia do assoalho pélvico se alteram em decorrência de diversos fatores. Cite pelo menos 5 4) A parede da vagina é constituída por 3 camadas; Quais? 5) O útero é dividido em 4 partes. Cite-as Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros (1) (2) (3)