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Professor Tadeu • Capítulo 5 – anatomia e embriologia - Novak • Moore: pelve e períneo – apenas parede pélvica e órgãos femininos • Rotinas em ginecologia • Possui uma parte óssea e um assoalho – formado por músculos, ligamentos e fáscias • Órgãos geniturinários + porção final do intestino • A pelve feminina serve como uma bacia para colocar os órgãos e estruturas e ficarem suspensos • Arcabouço ósseo que vai se inserir tanto fáscia, musculo, ligamento para formar um assoalho, tanto a parede inferior como as paredes laterais, servindo para que os órgãos pélvicos se insiram nessa região e não caiam • Na parte pélvica existem órgãos tanto do sistema reprodutivo como do sistema urinário • Esses órgãos são bem íntimos, os dois sistemas se formam quase simultaneamente • A estrutura óssea da pelve é formada por 3 pares de ossos: íleo (mais posterior) + ísquio (mais inferior) + púbis (mais anterior) • Esses ossos se articulam por uma articulação sinostósica, a sínfise púbica, essa articulação praticamente não move, apenas na gestação – é formada por tecido fibroso • • Durante a gestação, essa articulação se torna mais amolecida, de forma a fazer com que o feto consiga descer e ser expulso com mais facilidade • Sacro + cóccix - fusão de vértebras – forma a parte óssea posterior • Pelve verdadeira – tudo abaixo da linha arqueada – o útero deixa de ser um órgão pélvico a partir das 12 semanas • Pelve falsa ou pelve maior: é tudo que está acima da linha arqueada, que passa pelo promontório do sacro, anteriormente pela borda do púbis – é onde não se localizam de rotina os órgãos pélvicos, mas é onde eles podem estar caso estejam crescidos • Pelve verdadeira ou pelve menor– é nessa área que se inserem os órgãos pélvicos – com 12 semanas, o útero deixa de ser um órgão pélvico e se torna um órgão abdominal – a bexiga vazia é um órgão pélvico, o útero normalmente é um órgão pélvico, mas a partir de 12 semanas de gravidez ele deixa de ser um órgão pélvico e vai para a pelve falsa OU quando há patologias do útero que faz com que ele cresça como no útero miomatoso Bibliografia Estrutura Óssea Pelve Professor Tadeu Correção clínica – sling transobturatório – cirurgia de incontinência urinaria – passa-se uma faixa que trabalha como um ligamento que sustenta a uretra feminina que é muito curta, passa essa essa faixa por dentro do forame obturatório – essa passagem dessa faixa é as cegas – corta a vulva da paciente abaixo da uretra e passa a faixa de dentro para fora • Existem 4 tipos principais de pelve • Determina o tipo de pelve principal a partir das linhas que passam anteroposterior e latero-lateral 1. Androide: formato de coração 2. Antropoide: mais ovalado 3. Ginecoide: mais largo 4. Platipelóide: mais achatada • Normalmente, as mulheres desenvolvem durante o crescimento ósseo a pelve ginecoide, isso faz com que as mulheres, diferente dos homens, um quadril mais largo e comprido • Quadril masculino: mais estreito e mais achatado • Através da pelvimetria, conseguimos calcular as linhas anteroposterior e latero-lateral – se realizava esse exame quando não existia a US, biometria fetal • Linhas ou conjugatas que vamos definir através do tamanho delas, a facilidade ou não da insinuação ou descida em relação a pelve • Divide a pelve em 3 estreitos: superior (insinuação do bebê), médio da pelve (bebê passa pelas espinhas isquiáticas) e o estreito inferior da pelve (bebê passa pelo sacro-cóccix) • A primeira conjugata é do estreito superior, em que temos a conjugata obstétrica e a conjugata diagonal – a conjugata obstétrica (ou vera) passa da borda posterior do púbis e vai até o promontório sacral • A conjugata diagonal vai da borda inferior do púbis até o promontório sacral • A conjugata diagonal = conjugata obstétrica + 1,5 • Geralmente, a conjugata obstétrica, para ter um bom êxito de parto, ela tem que ser maior que 10 cm por que se ela for menor que isso, possivelmente ela tem uma pelve estreita e não vai facilitar a insinuação • No estreito médio, temos o espaço ou a distância interespinhal – essa distância interespinhal geralmente se dar por volta de 10 cm • Diâmetro biparietal: no final a gestação é por volta de 9 a 10 cm – esse diâmetro é feito na ultrassonografia • Esse diâmetro biparietal quando maior que 10 cm dificulta a insinuação fetal • Quando eu tenho pelves mais estreitas, coa. Conjugata obstétrica menor que 10 cm ou espaço/distância interespinhal das espinhas Correlação Clínica com a Obstetrícia bstetricia Professor Tadeu isquiáticas menor que 10 cm vai existir alguma complicação, pode existir alguma distorcia, algum comprometimento ou complicação no trabalho de parto • Parede lateral: formado pelo músculo piriforme (mais associado ao glúteo), obturador interno (perto do forame obturatório) e ileopsoas (parte posteriormente da coluna e desce como músculo psoas) • Assoalho pélvico: principal – músculo levantador do ânus + coccígeo (diafragma pélvico) • Diafragma urogenital: parte anterior - transverso perineal, bulbo esponjoso, isqueocavernoso, esfíncter da uretra e o retal à LEVANTADOR DO ÂNUS • Na parte pélvica, é um dos principais músculos, atua tanto na sustentação como na fisiologia dos órgãos pélvicos principalmente na parte intestinal • Serve como parte do sistema de continência fecal • Auxiliar na contenção dos órgãos pélvicos juntamente com o músculo coccígeo – que forma o diafragma pélvico • Sustento da parede posterior vaginal • Auxilia na continência fecal • Formado pelos músculos – puborretal, pubococcígeo, ileococcígeo 1. Do púbis ao reto e volta – como se estivesse abraçando o púbis 2. Do púbis ao cóccix lateralmente 3. Íleo ao cóccix que vai fechar a parte inferior e lateral • Elevador do ânus: forma o diafragma pélvico • Períneo ou corpo perineal: região bem frágil, não tem musculo, so ligamentos e inserções musculares, é uma região fibrosa e frágil – no parto deve-se proteger para que não haja lacerações maiores em direção ao ânus • Na Episiotomia você faz uma laceração de 2º grau – você corta tanto a mucosa da vagina como a muscular (bulboesponjoso – intimamente ligado a vagina) • Parede lateral – formada pelo musculo piriforme (mais posterior) obturador (preenche mais o forame obturatório) e o tendão arqueado (ou arco tendíneo – onde se insere a maioria dos músculos da parede pélvica) Musculatura Pélvica bstetricia Professor Tadeu • O parto vaginal, principalmente aquele parto que não é bem conduzido, pode ser fator de risco para as incontinências urinárias como também pode ser fator de risco para os prolapsos genitais ou distopias genitais à ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS • Ovários • Tubas uterinas • Útero • Vagina • Localizam-se lateralmente ao útero • Tem comprimento que varia de 2,5-5 cm e largura de 1,5 a 3 cm • Possuem uma parte interna (medular) e uma parte periférica (cortical) • As mulheres já nascem com todos os folículos • São as gônadas femininas • São em número de 2 • O ovário tem o suprimento interno de sangue que vai para a periferia – os ovócitos estão na periferia (folículos primordiais ou folículos antrais), na parte medular é onde está o tecido de sustentação do ovário • Suprimento central de sangue à medula – vai suprir perifericamente para a cortical, esse suprimento é feito na maioria das vezes pela artéria ovariana • A artéria ovariana é ramo direto da própria aorta • Divididas em 4 porções: intramural, ístmica, ampular, infibular (fímbrias) • Intramural – entra no útero, alguns lugares chamam de intersticial • ístmica: como um colo, região mais curta • Ampular: maior dilatação e é onde ocorre a fecundação, onde ocorre a maior parte das gestações ectópicas (cerca de 70%) • Infundibular: onde estão as fímbrias, que ajudam a captar o ovócitoque foi ovulado • As tubas possuem cerca de 10-12 cm de comprimento • Fixam-se ao ligamento largo do útero – mesossalpinge (fusão de peritônio) • Meso = ligamento formado pelo peritônio – ligamento largo • Tem comprimento 7cm, com largura de 5 cm e diâmetro transverso de 2,5 cm em estado pré-negativo • Formato de pera invertida • Principal função: gestar, onde acontece o crescimento fetal • Dividido: 1. Fundo: região mais superior Tubas Uterinas Ovários Útero Professor Tadeu 2. Corpo: onde ocorre a nidação 3. Istmo: região mais curta, diâmetro menor 4. Cérvix/colo – comunica a vagina com o meio interno – onde fica o câncer de colo de útero • Camada mais interna: endométrio – parte glandular do útero • Miométrio: camada muscular • Serosa uterina: camada externa, praticamente o próprio peritônio • Porção superior-posterior da cérvix encontram-se os ligamentos útero-sacro • Sustentação uterina • O útero fica suspenso acima do assoalho pélvico como uma espécie de rede, através dos ligamentos • Ureter – liga o rim a bexiga • Ligamento redondo – estabiliza – se insere na parede anterior • Ligamento uterossacros: saem da região do istmo/colo para a parte do sacro • Ligamento laterais: ligamentos parametriais, que deixam o útero acima do assoalho pélvico • Se eu tiver problemas nesses ligamentos, o útero vai cair – prolapso uterino SUSTENTAÇÃO E SUSPENSÃO UTERINA • Ligamentos cardinais ou parametriais: servem para suspender o útero • O útero tem uma relação muita íntima com a bexiga • O ureter passa bem próximo ao ligamento cardinal – durante uma cirurgia de histerectomia você pode ter ligadura iatrogênica de ureter, pode até desenvolver na mulher uma insuficiência renal por obstrução • A última parte da histerectomia total é a retirada do colo do útero – tenho que ligar o ligamento uterossacro e o paramétrico • Para eu não ligar o ureter, sempre ligo essa região o mais próximo possível do colo do útero porque se eu pegar mais lateralmente eu vou cortar o ureter • O ureter corre de forma retroperitoneal, não vejo o ureter durante uma cirurgia de histerectomia • Ligamento redondo, largo (mesométrio) e útero-ovárico Professor Tadeu • Os ovários são mais posteriores • Ligamento redondo é e mesma origem anatômica que o gubernáculo – por isso tem o mesmo trajeto, se insere no canal inguinal, lembra o trajeto do canal deferente do homem • Órgão tubular, com cavidade virtual – a vagina está sempre fechada apesar de ela ser um tubo, a cavidade só é aberta quando você utiliza algum meio físico (pênis ou especulo) • Para não colabar, a parede vaginal produz secreção, por isso que a vagina é um órgão secretivo, lubrificado • Essa secreção é controlada por hormônios femininos, principalmente o estrogênio • Por isso que na paciente pós-menopausa, ela fica atrófica, seca – acaba gerando problemas para a mulher pós-menopausa • Mede de 8-10 cm • A depender do estímulo, a vagina é um órgão que estica, como por exemplo, quando passa a cabeça do bebezinho • O útero se insere na vagina a partir do colo do útero, e o colo do útero tem um orifício que comunica a vagina com o próprio útero • A vagina possui defesa própria com anticorpos, tem um meio mais ácido do que o corpo/pele, isso faz com que as bactérias que estão costumadas com o pH da pele não ascendam • A vagina tem bactérias comensais e faz com que as bactérias não ascendam e não adentrem e não subam e causem infecções peritoneais • Os ovários são principalmente nutridos pela artéria ovariana, essa artéria é ramo direto da aorta • Os órgãos genitais internos principalmente, útero e cérvix, são pela artéria uterina que é ramo da artéria ilíaca interna • A artéria ilíaca interna desemboca a artéria vaginal que vai nutrir principalmente a parede vaginal ou o terço superior da vagina • O outro terço da vagina é suprido pela artéria pudenda interna • Na formação embriológica, a mesma estrutura que forma o útero, a tuba uterina e os dois terços superiores da vagina que são os ductos de Muller tem praticamente o mesmo suprimento arterial • Terço superior da vagina, vulva e os órgãos genitais externos soa formados a partir do tubérculo urogenital, que tem outra origem embriológica • O ovário (ou as gônadas) na formação embriológica, são órgãos abdominais altos, são formados e muito próximo tanto das suprarrenais como dos rins mais rudimentares, por isso que quando há o desenvolvimento sexual, os órgãos saem da parte abdominal e Vagina Professor Tadeu descem até a pelve, mas o suprimento sanguíneo não muda, continua sendo suprimento abdominal superior, por isso que a artéria ovariana vem direto da aorta • O ureter corta também a artéria uterina • O paramétrio (ou ligamento cardinal) corre paralelamente a artéria uterina • Doenças de istmo e colo de útero vão drenar para a região de linfonodos ilíacos • Durante a cirurgia de câncer de colo de útero, dependendo do estadiamento, você tem que fazer o esvaziamento linfonodal – retirar os linfonodos para saber se há metástase ou não nessas regiões • Monte de púbis – formado por pele queratinizada • Grandes lábios – formados por pele queratinizada • Vestíbulo da vagina • Clitóris • Prepúcio • Orifício externo da uretra • Corpo perineal – bem frágil • Esfíncter anal • Pequenos lábios – epitélio mais fino e que não tem glândulas de pelos, além de servir como proteção, servem como órgãos eréteis e forma de prazer – sensibilidade aumentada àSuprimento arterial, venoso, linfático e nervosa dos órgãos genitais externos • Artérias: pudenda externa e interna (1/3 inferior da vagina) • Veias: pudendas internas • Linfonodos inguinais superficiais e profundos, ilíacos externos • Inervação 1. Nervos labiais anteriores – ramo do nervo ilioinguinal 2. Ramo genital do nervo genitofemoral – ramo perineal 3. Nervosos labiais posteriores – ramo do nervo perineal 4. Nervo pudendo – responsável pela maior parte sensitiva dos órgãos genitais externos, tanto que se faz bloqueio em algumas vezes – relação anatômica fácil – como inerva a maior parte sensitiva dos órgãos genitais externos, consigo a partir dessa relação anatômica que ele passa muito próximo da espinha isquiática, consigo palpar essa espinha com o toque vaginal e externamente na pele, na raiz da coxa, eu entro com uma agulha mais comprido até sentir com o dedo a Órgãos Genitais Externos Professor Tadeu pressão da agulha chegando, injeto anestésico nessa região para causar um bloqueio sensitivo da região – faz isso bilateralmente – isso pode ser utilizado para drenar um cisto de Bartholin