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Capítulo 7 – nome empresarial
7.1.2021LEGENDA
Conceito
Prazo
Destaque
Cai em prova
Jurisprudência/súmula
Aula 2: 6.2.2021
Revisão 1: 6.2.2021
Nome empresarial
· Firma ou denominação: art. 1.155, CC
· Elemento do patrimônio do empresário
· Bem incorpóreo
· Aquele sob o qual o empresário individual, empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI), as sociedades empresárias, as cooperativas exercem suas atividades e se obrigam nos atos a elas pertinentes
· Elemento de identificação
Espécies:
· Firma: tem por base um nome civil
· Do empresário individual ou dos sócios da sociedade
· Completo ou abreviado
· Acompanhado ou não de designação de identidade ou gênero da atividade (art. 1.156)
· Vale como assinatura
· Denominação: tem por base o objeto da empresa (obrigatória)
· Não importa o nome dos sócios
· Pode haver acréscimo de nome ou outra expressão = elemento fantasia
· A denominação não vale como assinatura
· ****Nome de domínio (internet): não é espécie, mas há julgado do STJ
· A anterioridade do registro no nome empresarial no órgão competente não assegura, por si só, ao seu titular o direito de exigir a abstenção de uso do nome de domínio na rede mundial de computadores (internet) registrado por estabelecimento empresarial que também ostenta direitos acerca do mesmo signo distintivo.
· No Brasil, o registro de nomes de domínio na internet é regido pelo princípio “First Come, First Served”, segundo o qual é concedido o domínio ao primeiro requerente que satisfizer as exigências para o registro.
· A legitimidade do registro do nome do domínio obtido pelo primeiro requerente pode ser contestada pelo titular de signo distintivo similar ou idêntico anteriormente registrado – seja nome empresarial, seja marca.
· Tal pleito, contudo, não pode prescindir da demonstração de má-fé, a ser aferida caso a caso, podendo, se configurada, ensejar inclusive o cancelamento ou a transferência do domínio e a responsabilidade por eventuais prejuízos.
Princípios do nome empresarial: art. 34, lei 8.934/94
· Princípio da veracidade: não pode conter informação falsa
· Princípio da novidade: deve ser diferente de qualquer nome empresarial já registrado no mesmo órgão de registro
· Proteção do nome no Estado em que registrado
· O órgão de registro é a Junta Comercial = estadual
· Pode ter proteção em todos os estados se averbado em todas as Juntas
· Diferente da marca que tem proteção em todo território e que se submete ao princípio da especificidade (apenas no ramo da atividade)
· Proteção decorre automaticamente do arquivamento dos atos constitutivos = art. 33, lei 8.934/94
· STJ (info 426): é possível a existência de 2 nomes empresariais semelhantes na mesma junta comercial desde que não gere confusão e que não atuem no mesmo ramo de atividade
· Relativização do princípio da novidade
· Art. 1.164, CC: nome empresarial não pode ser objeto de alienação, nem firma nem denominação
· §ú: pode por contrato entre vivos permitir usar o nome do alienante pelo adquirente, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor
Formação do nome empresarial
Nem firma nem denominação social
· Sociedade em conta de participação: é despersonalizada e não adota nome empresarial
Somente firma
· Empresário individual: somente firma individual
· Firma individual
· Pode botar o nome antes ou depois da atividade que exerce
· Sociedade em nome coletivo: somente firma coletiva
· Firma coletiva ou RAZÃO SOCIAL = firma coletiva é sinônimo de razão social
· De todos os sócios ou só alguns
· Se contiver o nome de só alguns dos sócios a expressão “e Cia” deve acompanhar
· É possível constar a atividade da sociedade
· Sociedade em comandita simples: somente firma coletiva
· Firma coletiva ou RAZÃO SOCIAL = firma coletiva é sinônimo de razão social
· Nome civil do sócio ou dos sócios comanditados (os que assumem a responsabilidade)
· Deve ter a expressão “e Cia”
· Os sócios comanditários NÃO podem ter seus nomes aproveitados na firma, visto que não tem responsabilidade ilimitada
· Pode constar a atividade
Firma ou denominação social
· Sociedade limitada: firma ou denominação
· Deve conter a partícula “LTDA” pelo princípio da veracidade = indica que os sócios tem responsabilidade limitada
· Se não houver a expressão LTDA os sócios terão responsabilidade ilimitada
· Art. 1.158, §1º: exceção à escolha = se os sócios da sociedade limitadas forem TODOS PESSOAS JURÍDICAS, a limitada DEVE TER DENOMINAÇÃO SOCIAL
· Ou seja, a limitada só pode adotar a firma se tiver sócio pessoa física
· Empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI: firma ou denominação
· Deve conter a expressão “EIRELI”
· Sociedade em comandita por ações: firma ou denominação
· Adota apenas os nomes dos sócios diretores ou administradores (respondem ilimitadamente)
· Obrigatória a expressão “C/A”
· Se fundado em nome civil, obrigatória a expressão “e Cia”
· O acionista (não administrador ou diretor) não pode constar do nome empresarial
Somente denominação social
· Sociedade anônima: somente denominação social
· Obrigatória a expressão “S/A” ou a palavra “Companhia”
· Se “Companhia” não pode vir ao final do nome, pra não confundir com a firma
· Pode incluir o nome dos fundadores
· Cooperativas: somente denominação social
· Integrada pelo vocábulo “cooperativa”
Sociedade em conta de participação NÃO TEM NOME EMPRESARIAL, nem firma nem denominação
Sociedades em recuperação judicial: deve acrescer a expressão “em recuperação judicial”
Microempresário e empresário de pequeno porte: devem acrescer “ME” ou “EPP”
Alteração do nome empresarial
· Pode mudar por simples vontade
· Hipóteses obrigatórias de alteração de nome:
· Saída, retirada ou exclusão de sócio que constava da firma social: princípio da veracidade
· Alteração da categoria do sócio quanto às obrigações sociais. Ex: sócio comanditado que virou comanditário
· Alienação de estabelecimento: se previsto em contrato é possível que o adquirente use o nome do alienante. Deverá colocar a qualificação “sucessor de”
· O estabelecimento é alienável, mas o nome empresarial é inalienável
· Alteração do tipo societário (transformação)
· Houver lesão a direito de outro empresário: concorrência desleal, sem prejuízo das perdas e danos
Proteção ao nome empresarial
· Fundamentos:
· Evitar desvio de clientela
· Proteção do crédito (hipótese de nomes semelhantes e inscrições indevidas)
· Identidade ou semelhança de nomes: o empresário que registrou primeiro tem direito a que se determine ao outro empresário faça distinção ou, se não suficiente, que mude completamente
· Art. 1.163: nome deve se distinguir
· A lei não define o que faz um nome se idêntico ou semelhante: a doutrina define
· Doutrina: considera-se idêntico ou muito semelhante a partir do núcleo do nome empresarial
· Ex: Primavera Tecidos LTDA e Companhia Primavera de Tecelagem S.A. = não são os mesmos mas o núcleo do nome é o mesmo
· Direito penal: há sanção no caso de usurpação do nome empresarial = crime de concorrência desleal
Nome empresarial x marca
· Nome empresarial:
· Unidade federativa da competência da junta comercial: estadual
· Pode se estender por todo o território desde que seja feito pedido complementar de arquivamento nas demais juntas comerciais
· Marca:
· Uso exclusivo em todo o território nacional
· Sistema atributivo
· Não pode ser registrada marca que ofenda um nome empresarial (art. 124, V, lei de propriedade intelectual), desde que:
· Tiver proteção em todo território
· Se o titular do nome empresarial atuar no mesmo ramo do pretendente à marca
· Ou seja, o registro de marca que coincida com nome empresarial só pode ser impedido se o nome empresarial tiver proteção nacional (averbado em todas as juntas) e se ambos atuarem na mesma atividade
· STJ: para que a reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciado de nome empresarial de terceiros constitua óbice ao registro de marca, a qual que possui proteção nacional, será necessário, nessa ordem:
· Proteção ao nome empresarial seja tutelada em todos os Estados da federação;· Reprodução ou imitação seja “suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos”
· Não havendo esses requisitos, é plenamente possível a convivência entre o nome empresarial e a marca cuja colidência for suscitada
· Título do estabelecimento: para ponto comercial
Jurisprudências e jornadas
· Enunciado 2 da I jornada de direito comercial: a vedação de registro de marca que reproduza ou imite elemento característico ou diferenciador de nome empresarial de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação, deve ser interpretada restritivamente e em consonância com o art. 1.166, CC
· Info 464, STJ: para que a reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciado de nome empresarial de terceiros constitua óbice ao registro da marca, que possui proteção nacional, é necessário, nesta ordem:
· Que a proteção ou nome empresarial não goze de tutela restrita a alguns estados, mas detenha a exclusividade sobre o uso do nome em todo território nacional e que a reprodução ou imitação sejam suscetíveis de causar confusão ou associação com esses sinais distintivos
· Enunciado 7, da I jornada de direito comercial: nome de domínio integra o estabelecimento comercial como bem incorpóreo
· STJ: a anterioridade do nome empresarial no órgão competente não assegura por si só ao titular o direito de exigir a abstenção de uso do nome de domínio
· Nome de domínio no Brasil é regido pelo princípio do First Come, First Served = ao primeiro que satisfizer as exigências para o registro
· Art. 1.167, CC: cabe ao prejudicado a qualquer tempo ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato

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