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histologia 
por: Ana Luísa Melo
MED 37 - FACID
 • TECIDO EPITELIAL
 • TECIDO CONJUNTIVO 
 • TECIDO ADIPOSO
 • TECIDO CARTILAGINOSO 
 • TECIDO ÓSSEO 
 • TECIDO MUSCULAR
 • TECIDO NERVOSO
 • SISTEMA TEGUMENTAR
SUMÁRIO
tecido epitelial —> Introdução:
• pode ser originado dos 3 folhetos;
• possui células poliédricas;
• células justapostas;
• pouca ou nenhuma matriz extracelular;
• avascular (nutrido pelo tec. conjuntivo por difusão 
através da lâmina basal);
• inervado (possui terminações nervosas);
• constituído por células lábeis (células em 
constante renovação - alto poder mitótico);
• camada mais externa da epiderme é 
constituída por células mortas;
• a extremidade da célula epitelial voltada 
para o tecido conjuntivo denomina-se 
porção ou polo basal - a extremidade 
oposta denomina-se porção ou polo 
apical, também conhecida como superfície livre;
• apresenta glicocálice ao redor da célula 
na superfície apical (livre).
 —> Funções:
• revestimento de superfícies (trato digestório, 
respiratório e urogenital);
• absorção de moléculas (intestino);
• secreção (glândulas);
• percepção de estímulos (neuroepitélio olfatório 
e gustativo);
• contração (células mioepiteliais).
 —> Lâminas e Membranas Basais:
• localiza-se entre as células epiteliais e o 
tecido conjuntivo, promovendo a adesão 
de ambos;
• componentes:
 - colágeno tipo IV;
 - glicoproteínas laminina e entactina;
 - proteoglicanos
• funções:
 - promover adesão das células epiteliais ao tec. 
conjuntivo subjacente;
 - filtração de moléculas;
 - influenciam na polaridade das células;
 - regulam a proliferação e a diferenciação celular;
 - influenciam o metabolismo celular;
• a lâmina basal prende-se ao tecido 
conjuntivo por meio de fibrilas de 
ancoragem constituídas por colágeno tipo IV;
• fibras reticulares estão intimamente 
associadas à lâmina basal, constituindo a 
lâmina reticular;
• quando as células perdem contato com a 
lâmina basal elas morrem, sofrem apoptose;
• a membrana basal é formada pela união de 
duas lâminas basais ou de uma lâmina basal 
e uma lâmina reticular.
 —> Especializações Basolaterais:
• Juncões de Adesão ou Zônula de Adesão:
- circunda toda a célula, contribuindo com a aderência entre 
células adjacentes;
- inserção de filamento actina, formando a trama terminal.
• Junções Estreitas ou Zônula de Oclusão:
- próxima ao polo apical;
- forma um cinturão que veda o espaço intercelular, impedindo 
que substâncias estranhas entrem.
• Complexo Unitivo: Zônula de Adesão + 
Zônula de Oclusão.
• Hemidesmossomos:
- estão na região entre as células epiteliais e a lâmina basal;
- possui estrutura de metade de um desmossomo;
- prende a célula à lâmina basal;
- as placas de ancoragem possuem integrinas.
• Desmossomo ou Mácula de Adesão:
- estrutura complexa em forma de disco;
- membranas planas - paralelas - distantes;
- possuem placas de ancoragem (12 proteínas);
- proteína caderina participa da adesão;
- promove uma adesão bastante firme entre as células;
- devido ao formato em botão, nunca formam zônulas.
• Junções Comunicativas ou GAP:
- podem existir em qualquer local da membrana lateral;
- localiza-se em outros tecidos, com exceção do músculo 
esquelético;
- caracteriza-se pela grande proximidade das membranas;
- suas proteínas são chamadas de conexinas;
- moléculas de sinalização como AMP e GMP cíclicos, íons e 
alguns hormônios atravessam essas junções fazendo com que as 
células trabalhem de uma maneira coordenada;
- participa das coordenação das contrações do músculo cardíaco.
• Interdigitações:
- são invaginações das superfícies basal e lateral das células 
(dobras);
- aumentam a superfície para a inspeção de proteínas 
transportadoras;
- encontradas nos túbulos renais e nos ductos de glândulas 
salivares.
 —> Especializações da Superfície Apical:
• Microvilos ou Microvilosidades:
- projeções do citoplasma em forma de dedos;
- podem ser curtos ou longos;
- células que exercem uma intensa absorção; 
- nessas células, o glicocálix é mais espesso, sendo 
chamado de “orla em escova ou borda estriada”;
ex.: intestino delgado e túbulos proximais dos rins.
• Estereocílios:
- são prolomgamentos longos, ramificados e imóveis;
- aumentam a área de superfície das células, facilitando o 
movimento de moléculas para dentro e para fora;
- são alongados e anastomosados;
- NÃO são cílios, pois não se movem;
ex.: epidídimo e ducto deferente. 
• Cílios e Flagelos:
- prolongamentos dotados de motilidade e envolvidos por 
membrana plasmática;
- contém 2 microtúbulos centrais e 9 periféricos unidos entre si;
- são inseridos no corpúsculo basal;
- exercem movimento coordenado, com utilização de ATP;
- os flagelos se diferenciam dos cílios por serem mais longos e 
limitados a uma célula;
ex.: traqueia e tuba uterina.
 —> Tipos de Epitélios:
> Epitélio de Revestimento 
> Epitélio Glandular
• Epitélio de Revestimento:
- células organizadas em camadas que cobrem a superfície 
externa do corpo ou revestem as cavidades do corpo;
- podem ser classificados de acordo com o número de 
camadas de células (simples ou simples pseudoestratificado/
estratificado) e conforme as características morfológicas das 
células na camada superficial (pavimentoso/cúbico/
prismático).
Simples: contém apenas uma camada de células.
- pavimentoso
- cúbico
- prismático/colunar/
cilíndrico
Estratificado: contém mais de uma camada de células.
- pavimentoso (com ou sem 
camada de queratina)
- cúbico 
- prismático 
- de transição 
podem ter cílios, estereocílios ou células 
caliciformes
Simples Pseudoestratificado: embora formado por apenas 
uma camada, os núcleos parecem estar em várias camadas.
ex.: epitélio pseudoestratificado prismático ciliado das passagens 
respiratórias.
Epitélio Simples Pavimentoso:
possui células achatadas ou planas e núcleo alongado
ex.: endotélio que reveste os vasos sanguíneos e linfáticos 
Epitélio Simples Cúbico:
possui células cuboides e núcleo redondo
ex.: epitélio que reveste externamente o ovário 
Epitélio Simples Prismático:
possui células alongadas e altas e núcleo oval
ex.: revestimento do intestino delgado
- com células caliciformes
- ciliado
- estereociliado
Epitélio Simples Prismático 
com Células Caliciformes:
células alongadas e núcleo elíptico
ex.: revestimento do intestino delgado
Epitélio Simples Prismático Ciliado:
ex.: intestino delgado, vesícula biliar, estômago 
Epitélio Estratificado Pavimentoso 
NÃO Queratinizado:
reveste cavidades úmidas 
ex.: boca, esôfago, vagina
Epitélio Estratificado Pavimentoso:
Epitélio Simples Pseudoestratificado 
Estereociliado:
ex.: epidídimo 
Epitélio Simples Pseudoestratificado Ciliado 
com Células Caliciformes:
ex.: traqueia
Epitélio Estratificado Pavimentoso 
Queratinizado:
reveste superfícies secas
ex.: pele
Epitélio Estratificado Cúbico:
ex.: ducto secretor, glândula salivar
Epitélio Estratificado Prismático:
é raro, está presente em poucas áreas 
ex.: conjuntiva ocular, grandes ductos 
excretores de glândulas salivares 
Epitélio Estratificado de Transição:
é um epitélio cuja camada superficial é 
formada por células globosas
a forma das células varia de acordo com o 
grau de distensão, por exemplo, da bexiga
• Epitélio Glandular:
- constituídos por células especializadas na atividade de secreção 
de substâncias;
- suas células podem sintetizar, armazenar e secretar proteínas, 
lipídios ou carboidratos e até os 3 juntos;
- as moléculas a serem secretadas são armazenadas nos grânulos 
de secreção;
- as glândulas são formadas a partir de epitélios de revestimento 
cujas células proliferam e invadem o tecido conjuntivo subjacente;
- as glândulas podem ser uni - isoladas - (células caliciformes) 
ou multicelulares - agrupamento de células;
esquema de formação de glândulas a parir de epitélios de revestimento 
- as glândulas podem ser classificadas em exócrinas, em endócrinas 
ou, ainda, em anfícrinasou mistas (possuem uma porção exo e uma 
endo).
Glândulas Exócrinas:
- mantém sua conexão com o epitélio das quais se originam na 
forma de ductos tubulares, através dos quais as secreções são 
eliminadas, alcançando a superfície do corpo ou de uma cavidade;
- podem ser classificadas em simples e em compostas:
— Glândulas Exócrinas Simples: possuem 1 ducto não ramificado.
dividem-se em: tubular simples, tubular simples ramificada, tubular 
simples enovelada e acinosa (alveolar) simples ramificada, 
apresentadas, respectivamente, nas imagens a seguir.
Classificação das Glândulas:
— Merócrinas: a secreção é liberada por exocitose, sem perda de 
outro material.
ex.: pâncreas.
— Holócrinas: o produto da secreção é eliminado juntamente com 
toda a célula.
ex.: glândulas sebáceas.
— Apócrinas: o produto da secreção é liberado junto com porções 
do citoplasma apical.
ex.: glândulas mamárias.
Tipos de Secreção:
— Serosa: secreta um fluido aquoso, rico em enzimas.
ex.: glândulas salivares parótidas
— Glândulas Exócrinas Compostas: possuem ductos ramificadas.
dividem-se em: tubular composta, acinosa (alveolar) composta e 
tubuloacinosa composta, apresentadas, respectivamente, nas 
imagens a seguir.
Glândulas Endócrinas:
- a conexão com o epitélio foi obliterada durante o desenvolvimento, 
essas glândulas não possuem ductos e suas secreções são lançadas 
no sangue e transportadas para o seu local de ação pela circulação 
sanguínea;
- podem ser classificadas em unicelulares (o funcionamento de uma 
célula independe das outras - ex.: células de leydig) ou 
multicelulares (a secreção é o resultado do trabalho conjunto de 
várias células)
- podem, ainda, ser classificadas em:
— Glândula Cordonal: quando as células se 
dispõem enfileiradas, formando cordões que se 
anastomosam ao redor de capilares (ex.: 
adrenal e adeno-hipófise).
— Glândula Vesicular ou Folicular: quando 
as células se arranjam em folículos, onde se 
acumula a secreção (ex.: tireoide).
— Mucosa: secreta muco, fluido viscoso, com glicoproteínas.
ex.: glândulas duodenais.
— Seromucosa ou Mista: tem células serosas e mucosas.
ex.: glândulas salivares submandibulares e sublinguais.
tecido conjuntivo 
 —> Introdução:
• origem no mesênquima (possui capacidade de se 
diferenciar em todos as células do tecido conjuntivo);
• possui grande variedade de células;
• possui grande quantidade de matriz 
extracelular;
• tecido de fácil reparação;
• tecido vascularizado e inervado (exceto o 
cartilaginoso).
 —> Funções:
• sustentação (tecido ósseo);
• preenchimento;
• armazenamento (tecido adiposo);
• transporte (tecido hematopoiético - sangue);
• defesa e proteção;
• reparação;
 —> Composição: 
matriz extracelular + SFA + células + fibras.
• Matriz Extracelular: (mais importante)
 - constituída por um emaranhado de fibras + um gel incolor e 
hidratado, que fica entre as células e as fibras, denominado 
Substância Fundamental Amorfa (SFA);
• Substância Fundamental Amorfa:
 
 
 - constituída por: 
 
 - essa complexa mistura molecular é incolor e transparente, 
preenche os espaços entre as células e fibras do tec. conjuntivo e, 
como é viscosa, atua como lubrificante e como barreira à 
penetração de microorganismos invasores.
• Células: 
fibroblastos, plasmócitos, linfócitos, eosinófilos, 
neutrófilos, macrófagos, mastócitos, basófilos e 
adipócitos.
- proteoglicanas: possui nas espículas as 
glicosaminoglicanas (dissacarídeos).
- glicoproteínas adesivas: permitem a adesão 
da célula com os componentes da matriz 
(fibromequitina e laminina).
- glicosaminoglicanas.
Fibroblastos: + comum
- origem: células mesenquimais;
- células com intensa atividade de síntese;
- principal célula envolvida na cicatrização; 
 miofibroblastos
— Funções:
- sintetizam as proteínas colágeno e elastina, além de 
glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas 
multiadesivas que farão parte da MEC;
- produzem a matriz extracelular e a SFA;
- essas células também produzem os fatores de crescimento, que 
controlam a proliferação e a diferenciação celular;
- fibrócitos: fibroblastos quiescentes (em repouso - inativos) 
—> são menores do que os fibroblastos e tendem a ter um 
aspecto fusiforme.
fibroblasto fibrócito
Células do Tecido Conjuntivo 
— Características:
- possuem citoplasma abundante e com muitos prolongamentos;
- ricos em RER e Complexo de Golgi;
- núcleo em forma ovoide, grande e fracamente corado.
Macrófagos: 
- origem: células precursoras da medula óssea;
- atuam como células de defesa (fagocitam);
- são células de vida longa;
- movimentação ameboide —> emitem pseudópodes;
— Funções:
- possuem características morfológicas variáveis que dependem do 
seu estado de atividade funcional e do tecido que habitam;
- apresentam uma superfície irregular com protusões e reentrâncias 
que caracterizam sua grande atividade de pinocitose e de fagocitose;
- monócitos: macrófagos inativos;
- durante a transformação de monócito para macrófago ocorre um 
aumento no tamanho da célula e na síntese de proteínas, além 
disso, o complexo de golgi, os lisossomos, os microtúbulos e os 
microfilamentos também aumentam;
- monócitos e macrófagos são a mesma célula em diferentes estágios 
de maturação;
OBS.: por quimiotaxia o monócito é avisado que entrou um 
corpo estranho no tec. conjuntivo, por diapedese, o monócito vira 
macrófago;
- os macrófagos estão distribuídos na maioria dos órgãos e 
constituem o Sistema Fagocitário Mononuclear;
- secretam colagenase-elastaze e enzimas que degradam 
glicosaminoglicanos, facilitando a migração pela matriz 
extracelular;
- liberam lisozimas que destróem a parede das bactérias.
— Características:
- citoplasma basófilo com vacúolos e grânulos densos (lisossomos);
- Complexo de Golgi bem desenvolvido e RER proeminente.
Em algumas regiões, os macrófagos recebem nomes especiais:
• Fígado: células de kupffer
• SNC: micróglia
• Pele: células de langerhans
• Tecido Ósseo: osteoclastos
• Sangue: monócito
• Linfonodo: células dendríticas
Plasmócitos:
- origem: precursores da medula óssea —> 
linfócitos B são intermediários;
- responsáveis pela síntese de anticorpos;
- são pouco numerosos no tec. conjuntivo normal, exceto nos 
locais sujeitos à penetração de bactérias e de proteínas 
estranhas;
- produzem imunoglobulinas que vão parar nos receptores 
dos mastócitos;
— Características:
- são grandes e ovoides;
- citoplasma rico em RER;
- complexo de golgi e centríolos localizam-se próximos ao 
núcleo;
- são mais numerosos no tubo digestório, nos órgãos linfoides 
e em áreas de inflamação crônica.
Mastócitos:
- origem: células hematopoiéticas da medula óssea;
- metacromasia: capacidade de mudar a cor de 
corantes;
- a superfície dos mastócitos tem receptores para IgE;
- são as maiores células do tec. conjuntivo e se localizam, 
principalmente, no tec. conj. propriamente dito;
— Funções:
- estocar mediadores químicos da resposta inflamatória em seus 
grânulos secretores;
- colaboram com as reações imunes;
- têm papel fundamental na inflamação —> reações alérgicas e 
infecções parasitárias;
— Características:
- ovoides;
- núcleo esférico e central, frequentemente coberto por grânulos;
OBS.: são diferenciados pela grande quantidade de grânulos 
citoplasmáticos que armazenam heparina e histamina (mediadores 
primários);
— Divisão:
 Mastócitos do Tecido Conjuntivo:
 - grânulos com anticoagulante (heparina);
 - encontrados na pele e na cavidade peritoneal.
 Mastócitos das Mucosas:
 - grânulos contém condroitim sulfatado
 - encontrados na mucosa intestinal e de pulmões.
OBS.: a liberação de mediadores químicos armazenados nos 
mastócitos promove reações alérgicas - reação de hipersensibilidade 
imediata - pois ocorre poucos minutos após à penetração do antígeno 
em indivíduos previamente sensibilizados;
OBS.: Integrinas —> promovem a adesão dos mastócitos à 
matriz extracelular, são importantespara a diferenciação, migração e 
modulação da resposta biológica.
Leucócitos:
- células especializadas na defesa 
do organismo;
- fazem diapedese;
- são mais numerosos nos 
sistemas digestório e respiratório;
Monócitos: após a migração para os tecidos conjuntivos, 
diferenciam-se em macrófagos.
Linfócitos: participam da defesa imunológica.
Neutrófilos: fagocitam e digerem bactérias na área da inflamação, 
resultando na formação do “pus” (neutrófilos mortos + resíduos).
Eosinófilos: combatem parasitas liberando citotoxinas e fagocitam 
complexos anticorpo-antígenos regulando a ação alérgica.
Basófilos: liberam agentes farmacológicos que iniciam, mantém e 
controlam o processo inflamatório.
OBS.: os linfócitos são os únicos capazes de sair da corrente 
sanguínea para o tecido e retornar para a corrente.
Adipócitos:
- células esféricas grandes;
- armazenamento de energia (triglicerídeos);
- podem ser encontrados em pequenos ou 
grandes grupos.
- são formadas por proteínas que se polimerizam, formando 
estruturas alongadas;
- são de três tipos:
> reticulares
> elásticas
> colágenas
• Fibras
 Fibras Reticulares:
- função: sustentação;
- formadas, predominantemente, por colágeno tipo III;
- são transparentes a olho nu;
- são inelásticas e compostas por um tipo de colágeno chamado 
retiulina;
- formam o arcabouço de alguns órgãos hematopoiéticos, como 
baço e medula óssea;
- são argirófilas: possuem afinidade por prata, por isso são 
visualizadas em cor preta.
 Fibras Colágenas:
 - função: resistência;
 - é o tipo mais abundante, forte e inelástica;
 - formada por proteína colágeno tipo I;
 - possuem forma de feixes;
 - são brancas a olho nu;
 - são acidófilas —> afinidade por corantes ácidos (eosina).
 Fibras Elásticas:
 - função: elasticidade;
 - formada pela proteína elastina;
 - são finas e delgadas;
 - são amarelas a olho nu;
 - componentes estruturais: elaumínicas + oxitalâmicas;
 - possuem um corante próprio: oceina;
 - formam os vasos de grande calibre, como a aorta.
COLÁGENO:
- é o tipo mais abundante de proteína no organismo;
- encontrada na pele, no osso, na cartilagem, no músculo liso e na 
lâmina basal;
- principais aminoácidos: glicina + prolina + hidroxiprolina;
- são associados à fibrila;
- formam uma rede de ancoragem;
- as fibrilas de colágeno são formadas pela polimerização de 
tropocolágeno, formando 3 cadeias peptídicas - cadeias alfa - 
enroladas em 5 cadeias longas;
— Principais tipos de colágeno: 
(exceção)
— Biossíntese do Colágeno:
• Primeiramente, para a formação da proteína, no núcleo, deve 
ocorrer a duplicação do DNA, que logo sai do núcleo para o 
citoplasma para ser transcrito em RNAm, que será traduzido 
no RER, formando a molécula de ;
• Após a tradução, ocorre a clivagem do peptídio sinal, 
formando o ;
• Assim que é formado o pró-colágeno, ele vai sofrer uma 
hidroxilação da lisina e da prolina em hidroxilisina e 
hidroxiprolina ;
• Logo depois, vai ocorrer a glicosilação com adição de galactose 
ou glicosil galactose;
• Após a glicosilação, são formadas as cadeias alfa para formar 
a molécula do (os peptídios de registro 
alinham as cadeias alfa no RER);
• Em seguida, a molécula de procolágeno será empacotada no 
complexo de golgi e por exocitose será secretada para o meio 
extracelular;
• No meio extracelular, uma enzima chamada de procolágeno 
peptidase irá remover os peptídios de registro;
• Assim, dá-se a formação do , que irá se 
polimerizar para formar fibrilas de colágeno.
OBS.: Escorbuto —> falta de vitamina C, que é necessária 
para a síntese do colágeno que está presente nos dentes.
pré-pró-colágeno 
pró-colágeno 
(depende da vitamina C)
procolágeno
tropocolágeno
—> Classificação do Tecido Conjuntivo:
TCPD FROUXO:
- composto por fibras dispostas frouxamente + células incluídas 
na substância fundamental gelatinosa;
- localizado abaixo da epiderme;
- possui células + fibras + SFA na mesma proporção ;
- suporta a pressão e pequenos atritos;
- tem consistência delicada, é flexível e bem vascularizado;
- encontrado na derme, na hipoderme, nas membranas 
serosas e nas glândulas;
- células mais numerosas: fibroblastos e macrófagos.
TCPD DENSO:
- é flexível e mais resistente à tensão do que o frouxo;
- contém menos células e um predomínio de fibras colágenas;
- é branco a olho nu;
- classificado de acordo com a orientação das fibras:
TCPD DENSO MODELADO:
- possui as fibras colágenas paralelas umas às outras e 
alinhadas com os fibroblastos;
ex.: tendões.
TCPD DENSO NÃO MODELADO:
- possui as fibras colágenas organizadas em feixes sem 
uma orientação definida;
- nesse tecido, as fibras formam uma trama 
tridimensional, o que lhe confere resistência;
ex.: derme profunda da pele.
TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO:
TCPE ELÁSTICO:
- composto por feixes espessos e paralelos de fibras elásticas;
- os espaços entre as fibras são ocupados por fibras delgadas 
de colágeno e de fibroblastos;
- possui cor amarela típica e grande elasticidade;
ex.: ligamentos amarelos da coluna vertebral; ligamento 
suspensor do pênis; camada média dos vasos.
TCPE RETICULAR:
- predomínio de fibras reticulares;
- é muito delicado e forma uma rede que suporta as células de 
alguns órgãos;
- provê uma estrutura que cria um ambiente para órgãos linfoides 
e hematopoiéticos (medula óssea, linfonodos e nódulos linfáticos e 
baço);
ex.: órgãos formadores das células do sangue.
TCPE MUCOSO:
- possui consistência gelatinosa com predomínio de matriz 
fundamental com poucas fibras;
- as principais células desse tecido são os fibroblastos;
ex.: cordão umbilical (onde o tec. mucoso é chamado de Geleia 
de Wharton); polpa jovem dos dentes.
TCPE ADIPOSO:
- é composto por células adiposas dispersas no tecido conjuntivo 
frouxo;
- cada célula contém uma grande gota de gordura que comprime 
e achata o núcleo e confina o citoplasma a um delgado anel na 
periferia celular;
- serve como local de estoque de gorduras e preenche e protege 
certas regiões do corpo.
TECIDO CONJUNTIVO ESPECIAL:
TECIDO CONJUNTIVO DE SUPORTE:
TCS CARTILAGINOSO:
- suporte de tecidos moles;
- revestimento de superfícies articulares;
- formação e crescimento dos ossos longos;
- contém células (condrócitos) e abundante material extracelular;
- as cavidades da matriz são chamadas de lacunas;
- desprovidos de vasos sanguíneos e de nervos (nutrido pelos capilares 
do pericôndrio;
- tipos de cartilagem: hialina, elástica e fibrosa.
TCS ÓSSEO:
- principal constituinte do esqueleto;
- funções: suporte para as partes moles; proteção de órgãos 
vitais; aloja e protege a medula óssea; proporciona apoio aos 
músculos esqueléticos; constitui um sistema de alavancas; 
depósito de cálcio e de fósforo;
- é um tipo especializado de tecido conjuntivo formado por 
células e material extracelular calcificado - a matriz óssea.
 OBS.: EDEMA
- ocorre pelo aumento da quantidade de líquido intersticial no 
meio extracelular;
- CAUSAS: 
• obstrução de vasos linfáticos;
• obstrução venosa;
• aumento da pressão hidrostática, pois eleva a pressão de 
filtração;
• retenção de sódio, pois ocasiona um aumento da 
quantidade de líquido fora dos vasos sanguíneos;
• aumento da permeabilidade vascular;
• desnutrição;
• retorno venoso deficiente;
• metástase de tumores.
fim…
tecido adiposo 
—> Introdução:
• tecido conjuntivo de propriedades especiais
• células adiposas —> adipócitos 
 - unilocular (única camada de gordura)
 - multilocular (várias gotículas de gordura)
• maior depósito de energia do corpo 
(triglicerídeos)
• tecido vascularizado
—> Funções:
• reserva de energia na forma de triglicerídeos;
• preenchimento:
• modela a superfície corporal;
• órgãos em posição normal;
• coxinsabsorventes de choques;
• isolamento térmico;
• produção de calor nos recém-nascidos e em 
animais hibernantes;
• função endócrina: leptina e adiponectina.
—> Classificação:
> Tecido Adiposo Comum, 
Amarelo ou Unilocular 
• apresenta cor branca ou amarela (dieta);
• presente nos humanos adultos;
• forma o panículo adiposo;
• influenciado pelos hormônios sexuais e 
hormônios produzidos na camada cortical da 
glândula adrenal;
• técnicas histológicas: xilol, congelamento, sudam 
III e black;
• as células podem estar isoladas, sendo esféricas, 
ou unidas, sendo poliédricas pela compressão 
• cada célula adiposa é envolvida por uma lâmina 
basal;
• septos de conjuntivo que contém vasos e nervos;
• nesse tipo de tecido adiposo, as fibras reticulares 
sustentam as células adiposas.
o estroma (fibras reticulares) do tecido adiposo unilocular 
ou multilocular sustenta o parênquima (adipócitos).
- Deposição e Mobilização dos Lipídios:
• lipogênese: origem dos lipídios dentro da 
célula adiposa (como o triglicerídeo vai 
parar dentro da célula adiposa).
• lipólise: como os lipídios saem da célula 
adiposa.
—> processo controlado por mecanismos neurais e 
hormonais.
- Lipogênese:
1) absorvidos na alimentação e trazidos até as 
células adiposas como triglicerídeos dos 
quilomícrons;
2) oriundos do fígado e transportados até o tecido 
adiposo, sob forma de triglicerídeos constituintes 
das lipoproteínas de pequeno peso molecular (VLDL) 
—> lipoproteína de baixo peso molecular;
3) da síntese das próprias células adiposas, a partir 
da glicose (a insulina acelera esse processo).
ABSORÇÃO DE GORDURA 
NO INTESTINO DELGADO:
(formação dos QUILOMÍCRONS)
1) quebra de triglicerídeos pela lipase pancreática;
2) monoglicerídeos e ácidos graxos são emulsificados pela bile, formando micelas;
3) monoglicerídeos e ácidos graxos —> triglicerídeos nos REL;
4) triglicerídeos são empacotados no complexo de golgi —> transformados em 
QUILOMÍCRONS;
5) quilomícrons penetram nos capilares linfáticos;
6) glicerol e ácidos graxos de cadeia curta e média são absorvidos no sangue —> fígado.
ESTRUTURA DOS QUILOMÍCRONS:
— A enzima lipase proteica (enzima responsável por 
quebrar o triglicerídeo) faz hidrólise das VLDL e dos 
quilomícrons que chegaram ali no tecido adiposo, originando 
ácidos graxos e glicerol. Dentro dos adipócitos, os ácidos 
graxos e o glicerol se unem novamente formando os 
triglicerídeos.
— Estímulo para a saída da célula adiposa: frio, jejum ou 
atividade física.
— Assim, hormônio noradrenalina é liberado por 
terminações pós-ganglionares dos nervos simpáticos e são 
captados por receptores da membrana dos adipócitos, que 
ativam a lipase sensível ao hormônio, que vai, novamente, 
hidrolisar os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol.
— Após a hidrólise, liberam-se ácidos graxos e glicerol nos 
capilares do tecido adiposo.
— No sangue, os ácidos graxos são insolúveis e, por isso, se 
ligam na albumina do plasma e, com isso, vão para os 
tecidos para serem usados como energia (ATP).
— Já o glicerol vai para o fígado e é reaproveitado.
- Perda de Gordura:
(não ocorre de forma uniforme)
1) depósitos subcutâneos
2) mesentérios
3) regiões retroperitoniais
4) coxins
- Leptina x Grelina:
• prod nas cél. 
de gordura
• saciedade
• age no 
hipotálamo 
• prod nas cél. do 
estômago 
• estimula o 
apetite
• age no 
hipotálamo 
> Tecido Adiposo Pardo 
ou Multilocular 
- Histogênese:
• a cor parda é bem característica
• tem grande vascularização e muitas 
mitocôndrias 
• encontrado em fetos, em recém-nascidos e 
em animais que hibernam
• função de termorregulação, produz calor e 
NÃO energia
• em adultos, esses tecidos não crescem, sendo 
pouco encontrados (pescoço, parte superior 
das costas, em torno dos rins e da aorta)
OBS.: retirada de tecido adiposo —> LIPOASPIRAÇÃO 
— Ao ser estimulado pela liberação da noradrenalina, o 
tecido adiposo multilocular acelera a lipólise e a oxidação dos 
ácidos graxos, que produz calor e não ATP, pois as 
mitocôndrias possuem termogeninas (UCP 1), que permitem 
a volta dos prótons para a matriz mitocondrial sem que eles 
passem pelo sistema ATP sintetase;
— A energia gerada é dissipada em forma de calor.
- Obesidade:
• predisposição para doenças como diabetes e 
hipertensão e para problemas 
cardiovasculares
• obesidade hipertrófica: aumento de 
triglicerídeos dentro dos adipócitos 
• obesidade hiperplásica: aumento do 
número de adipócitos 
- Lipoma x Lipossarcoma:
• tumor benigno 
• móvel 
• facilmente 
removido
• cresce mais 
devagar
• tumor maligno
• duro, imóvel
• dificilmente 
removido
• cresce mais 
rápido 
—> Comparação Unilocular x Multilocular 
fim…
 —> Introdução:
• tecido conjuntivo de suporte 
• consistência rígida, mas com certa flexibilidade 
• origem: mesênquima
 —> Funções:
• suporte de tecidos moles
• absorção de choques
• reveste superfícies articulares 
• facilita deslizamento de ossos nas articulações 
• participa da formação e do crescimento dos 
ossos longos (molde para o esqueleto)
 —> Características:
• células: condroblastos, condrócitos (produzem a 
matriz) e condrogênicas
• matriz: abundante
tecido cartilaginoso 
• fibras (colágeno ou 
colágeno + elastina)
• SFA
• proteoglicanas, 
ácido hialurônico 
• glicoproteínas
• envolvido pelo pericôndrio (tcpd denso) - exceto 
cartilagens articulares
• sem nervos
• sem vasos linfáticos 
• sem vasos sanguíneos (avascularizado)
• baixo metabolismo 
 O2 (respiração anaeróbica)
• nutrição: pericôndrio (difusão) ou 
líquido sinovial 
• espessura limitada
OBS.: lacunas —> local que o condrócito fica dentro 
da matriz
 —> Aspectos Bioquímicos: (SFA)
• proteoglicanos (PTG): união das GAG 
(glicosaminoglicanos)
- sulfato de condroitina
- sulfato de queratam
• ácido hialurônico (AH): união das PTG
• proteínas fixadoras: fixam as PTG ao AH
hidrofílico 
agregado de PTG + AH: agrecano
• condronectina: glicoproteína adesiva
Por que a cartilagem é rígida: por causa 
das ligações eletrostáticas entre as GAG e o 
colágeno.
Porque a cartilagem é túrgida: devido à 
água de solvatação.
 —> Pericôndrio:
• tecido conjuntivo denso
• fonte de novos condrócitos
• nutrição e oxigenação 
• eliminação de metabólicos 
• fibras na periferia 
• rico em células próximo à cartilagem 
• dividido em duas camadas: fibroso 
(mais células) e celular 
 —> Tipos de Cartilagem:
• hialina
- fossas nasais, traqueia, brônquios, superfícies articulares, 
discos epifisários, extremidades ventrais das costelas, 
primeiro esqueleto do embrião 
- características: tem pericôndrio, colágeno do tipo II, 
matriz extracelular homogênea 
- índice de refração das fibras colágenas do tipo II e da 
SFA é muito próximo 
- condrócitos agrupados formando grupos isógenos
- matriz interterritorial: entre os condrócitos 
- matriz territorial: ao redor dos condrócitos 
- histogênese: 
1. arredondamento das células mesenquimais
2. condroblastos
3. síntese da matriz (afastamento dos 
condroblastos)
• - crescimento aposicional: a partir das células do pericôndrio 
(crescimento a partir da periferia da cartilagem)
• - crescimento intersticial: crescimento de condrócitos preexistentes 
por divisão mitótica - crescimento a partir do interior da 
cartilagem (des. embrionário e infância)
• elástica 
- pavilhão auditivo 
- conduto auditivo externo 
- tuba auditiva 
- epiglote
- cartilagem cuneiforme da laringe
- cor amarelada
- crescimento aposicional
- condrócitos maiores
- matriz heterogênea 
- tem pericôndrio
- dificilmente forma grupos isógenos fibras tipo II
• fibrosa
- discos intervertebrais
- sínfise pubiana
- pontos de inserção dos tendões nos ossos
- não tem pericôndrio
- fibras do tipo I
- fibras paralelas numa só direção (semelhante ao tcpd denso 
modelado)
- SFA escassa
- condrócitos enfileirados
- acidófila
- características intermediáriasentre a cartilagem hialina e o 
tcpd denso modelado
Hérnia de Disco: quando o anel fibroso rompe e 
o núcleo pulposo extravasa comprimindo a 
medula
 —> Regeneração / Degeneração:
• calcificação da matriz = + comum (deposição 
de fosfato de cálcio)
• frequentes nas articulações (cartilagem 
articular)
• regeneração de modo incompleto 
• cicatriz de tecido conjuntivo denso
fim…
tecido osseo
 —> Introdução:
• tecido conjuntivo de suporte;
• formado por células e por material 
extracelular calcificado - matriz óssea;
• é vascularizado.
 —> Funções:
• principal constituinte do esqueleto;
• servir de suporte para as partes moles;
• proteger órgãos vitais;
• alojar e proteger a medula óssea;
• proporcionar apoio aos músculos 
esqueléticos;
• fonte de íons (cálcio e fosfato).
 —> Matriz Óssea:
 • Parte Orgânica:
- colágeno tipo I;
- proteoglicanas;
- sialoproteínas;
- proteína morfogenética óssea (BMP’s);
- osteocalcinas;
- osteopontinas;
- osteonectinas.
 • Parte Inorgânica:
- cálcio;
- fósforo;
- bicarbonato;
- citrato;
- magnésio;
- sódio;
- potássio.
 Cristal de Hidroxiapatita
 +
 Fibras Colágenas Tipo I
 —> Células:
 • Células Osteoprogenitoras
- fonte de osteoblastos;
- citoplasma escasso;
- RER escasso e CG pouco desenvolvido;
- abundância de ribossomos livres;
Dureza
e 
Resistência 
- encontradas na camada celular interna do 
periósteo (reveste o osso externamente) e do endósteo 
(reveste o osso internamente).
 • Osteoblastos
- origem: células osteoprogenitoras;
- célula jovem;
- produzem o osso, partes orgânica e inorgânica;
- função: produzir a matriz óssea;
- encontrados na periferia (superfície) do osso;
- receptor de paratormônio.
 • Osteócitos
- origem: osteoblastos;
- função: manter a matriz óssea;
- localizados na matriz óssea;
- pouco REG e REL.
 • Osteoclastos
- função: destruir a matriz óssea;
 liberar cálcio pro sangue
- origem: monócitos (sangue);
- célula grande e multinucleada;
- receptor de calcitonina;
- localizados na periferia do osso, nas lacunas de 
howship.
OBS.: OSTEÓIDE —> 1ª matriz sintetizada, ainda não 
calcificada.
cálcio + fósforo 
 —> Osteoclastogênese:
• proteína associada à membrana dos 
osteoblastos: RANKL;
• receptor do RANKL nos osteoclastos: RANK;
• receptor solúvel para o RANKL: 
osteoprotegerina (OPG) produzido nos 
osteoblastos.
 — Destruição da Matriz Óssea:
- se faltar cálcio na corrente sanguínea, a paratireoide libera o 
paratormônio, que tem seu receptor no osteoblasto;
- nessa situação de falta de cálcio, o osteoblasto expressa a proteína 
RANKL e um fator estimulante;
- esse fator estimulante avisa os monócitos para saírem da corrente 
sanguínea e virarem macrófagos, que começam a se transformar em 
osteoclastos imaturos, induzindo a expressão do RANK, que se liga 
ao RANKL;
- para o osteoclasto começar a “destruir” o osso, ele tem que colar 
nele, por meio da proteína integrina, tornando-se um osteoclasto 
maduro;
- assim, os osteoclastos começam a produzir uma enzima chamada 
anidrase carbônica, que atua na dissociação do ácido carbônico, 
fazendo com o que os prótons H+ sejam “jogados” para fora da 
célula —> prótons H+ são “jogados” no osso, tornando o ambiente 
ácido;
- essa acidez destrói a parte inorgânica (cristais de hidroxiapatita), 
liberando cálcio na corrente sanguínea;
- para destruir a parte orgânica, os osteoclastos liberam outras 
enzimas, como hidrolases, gelatinases e colagenases, que destroem o 
colágeno;
- quando os níveis de cálcio estiverem normais no sangue, a tireoide 
libera a calcitonina, que tem seu receptor nos osteoclastos;
- desse modo, para os osteoclastos pararem de destruir o osso, a 
ligação entre o RANKL e o RANK tem que ser interrompida;
- para essa interrupção, os osteoblastos liberam a osteoprotegerina 
(OPG), que se liga ao RANKL, impedindo a ligação entre o RANK 
e o RANKL, de modo que os osteoclastos param de destruir o osso.
• os osteoclastos destroem somente a superfície;
• então, os osteoblastos vem reconstruindo a 
parte destruída.
OBS.: OSTEOPOROSE —> desequilíbrio entre osteoblastos 
e osteoclastos (osteoclasto destrói mas do que o osteoblasto reconstroi).
—> Membranas Conjuntivas que Resvestem 
o Osso:
• Endósteo: rico em osteoblastos;
• Periósteo
- camada mais interna (periósteo celular): rica 
em células osteoprogenitoras.
- camada mais externa (periósteo fibroso): 
fibrosa e resistente.
Fibras de Sharpey: responsáveis pela 
adesão do periósteo ao osso
 —> Classificação:
• Anatômica
• Histológica (de acordo com a organização das fibras)
- osso compacto: sem cavidades
- osso esponjoso: com cavidades
 - primário ou imaturo:
• primeiro tecido ósseo a aparecer;
• apresenta fibras colágenas dispostas em várias direções sem 
organização definida;
• tem menor quantidade de minerais;
• possui maior proporção de osteócitos do que o tecido ósseo 
secundário;
• nos adultos, é pouco frequente, existindo apenas próximo às 
suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos e em alguns 
pontos de inserção de tendões.
 - secundário/maduro/lamelar/haversiano:
• substitui o primário;
• possui fibras colágenas organizadas em lamelas (círculos 
concêntricos), que ou ficam paralelas umas às outras, ou se 
dispõem em camadas concêntricas em torno de canais com 
vasos, formando os Sistemas de Havers ou Ósteons;
• é mais comum em adultos.
 Técnicas:
- Desgaste: só visualiza a parte inorgânica.
- Desmineralização: só visualiza a parte orgânica.
OBS.: DÍPLOE —> nos ossos chatos (abóbada craniana), 
existem duas camadas de osso compacto (chamadas de corticais 
externa e interna), que são separadas por osso esponjoso, chama- 
do de “DÍPLOE” (camada de osso esponjoso nos ossos chatos).
 Sistema de Havers ou Ósteons:
• cilindro longo;
• paralelo à diáfise de ossos longos;
• formado por 4 a 20 lamelas ósseas concêntricas;
• possui lamelas claras e escuras;
• no centro desse sistema existe um canal revestido de endósteo, 
o Canal de Havers (contém vasos e nervos).
 Canais de Havers:
• é circundado pelas lamelas;
• paralelo ao canal medular;
• por onde passam os vasos sanguíneos;
• o diâmetro dos Canais de Havers é variável, visto que o te-
cido ósseo está em constante remodelação;
• os Canais de Havers comunicam-se entre si, com a cavida-
de medular e com a superfície externa do osso por meio de 
canais transversos ou oblíquos, os Canais de 
Volkmann.
 Canais de Volkmann:
• não é circundado por lamelas;
• é perpendicular ao canal medular;
• liga os Canais de Havers entre si e o Canal de Havers com 
o canal medular.
 - centro de ossificação primário (diáfise).
 —> Sistemas Circunferenciais:
• interno: fibras colágenas ao redor do canal medular.
• externo: fibras colágenas em círculos paralelas ao 
periósteo.
• intermediário: restos de lamelas que ficam entre os 
sistemas de havers.
 —> Ossificação (Histogênese):
• Intramembranosa:
 - ocorre a partir do mesênquima;
 - ossos chatos do crânio, maxilar, mandíbula;
 - crescimento de ossos longos e curtos em espessura;
confundida com corte histológico de osso esponjoso 
 não é de osso esponjoso porque não tem medula óssea 
• Endocondral:
 - ocorre a partir de um molde de cartilagem hialina;
 - crescimento de ossos longos e curtos em comprimento;
 - centro de ossificação secundário (epífise).
Zonas de Ossificação:
1) Zona de Cartilagem em Repouso;
2) Zona de Cartilagem Proliferativa/Seriada;
3) Zona de Cartilagem Hipertrófica;
4) Zona se Calcificação ou Mineralização;
5) Zona de Ossificação.
divisões 
mitóticascrescimento 
tecido muscular 
 —> Introdução:
• origem: mesênquima;
• vascularizado;
• retículo endoplasmático liso: retículo 
sarcoplasmático (armazena cálcio);
• sarcoplasma: citoplasma da célula muscular;
• sarcossomas: mitocôndrias do tecido muscular;
• sarcolema: membrana plasmática do tecido muscular;
• fibra muscular: célula do tecido muscular;
• Músculo Estriado Esquelético: contração 
voluntária e descontínua;
• Músculo Estriado Cardíaco: contração involuntária 
e contínua;
• Músculo Liso: contração involuntária e lenta.
 —> Tecido Muscular Estriado Esquelético:
• origem: mioblastos;
• formado por feixes de células cilíndricas 
multinucleadas e muito longas, com estria-
ções transversais e com os núcleos na peri-
feria;
• epimísio: membrana conjuntiva que envolve o músculo 
externamente;
• perimísio: separa os feixes de fibras;
• endomísio: envolve as fibras;
• fibra estriada (miofibrila): presença dos sarcômeros;
• sarcômero: unidade funcional da contração muscular, 
que é encontrado numa miofibrila entre duas linhas “Z” 
sucessivas, contendo no seu interior uma banda “A” (faixa 
escura) e duas semibandas “I” (faixa clara);
• composição do filamento fino dos sarcômeros 
(faixas claras): actina, tropomiosina e troponina;
• composição do filamento grosso dos 
sarcômeros (faixas escuras): miosina;
 — Actina:
- grande em forma de bastão;
- polímeros longos (actina F);
- monômeros globulares (actina G);
- actina G interage com a miosina;
- localizada no filamento fino.
 — Miosina:
- grande em forma de bastão;
- constituída por 2 peptídios enrolados em hélice;
- porção filamentosa (cauda);
- porção globulosa (cabeça);
- dotada de atividade atpásica (cabeça);
- proteólise meromiosina leve (cauda)
meromiosina pesada (cabeça + cauda)
Corte Histológico Longitudinal Corte Histológico Transversal
 — Tropomiosina:
- semelhante à miosina;
- miosina sem a cabeça;
- molécula longa e fina;
- 2 cadeias peptídicas enroladas;
- localizada no filamento fino enrolada na molécula 
de actina.
 — Troponina:
- constituída por 3 subunidades: 
• TnC: afinidade com o cálcio;
• TnI: inibe a ligação da actina com a miosina;
• TnT: porção da troponina ligada à tropomiosina; 
(complexo troponina-tropomiosina)
- localizada no filamento fino, ligada com a 
tropomiosina.
 —> Contração Muscular:
• retículo sarcoplasmático (RS): regula o fluxo dos íons 
cálcio; rede de cisternas do retículo endoplasmático liso; concen-
tração de cálcio.
• túbulos transversais (túbulos T): permitem a contração 
uniforme de cada fibra; localiza-se entre a banda A e a banda I.
• tríades: 01 túbulo T e 02 extensões do RS.
 — Mecanismo de Contração:
- a contração se inicia na faixa A, a partir de uma despolarização da 
membrana, em que o impulso nervoso passa do nervo para a fibra 
muscular através da placa motora;
- ao chegar à fibra, mais especificamente, ao sarcolema, esse impulso 
passa para os túbulos T e dele para os retículos sarcoplasmáticos;
- o cálcio armazenado no retículo sarcoplasmático é então liberado 
para o sarcoplasma, associando-se à TnC (troponina C);
- quando ocorre a ligação do cálcio com a troponina C, o complexo 
troponina-tropomiosina fica mais “pesado”, de modo que a TnI 
(troponina I) é afastada, o que permite a ligação da miosina com 
a actina e, consequentemente, a quebra do ATP e a liberação de 
energia;
- essa energia é usada para movimentar a cabeça da miosina, que 
traciona o filamento fino, fazendo-o deslizar sobre o filamento grosso;
- esse processo, que se repete muitas vezes durante um ciclo da contra-
ção, leva a uma sobreposição completa dos filamentos de actina e de 
miosina e ao encurtamento da fibra muscular.
 Durante a Contração:
• sarcômero diminui de tamanho (os 
filamentos finos de actina penetram na banda A);
• banda I ou faixa clara diminui de 
tamanho;
• banda H diminui de tamanho;
• banda A ou faixa escura permanece do 
mesmo tamanho.
 —> Classificação das Fibras:
• tipo I ou fibras lentas:
- ricas em sarcoplasma;
- cor vermelho-escura (muita mioglobulina);
- ATP vem da fosforilação dos ácidos graxos (mitocôndrias).
• tipo II ou fibras rápidas:
- cor vermelho-clara (pouca mioglobulina);
- subdivididas em A, B e C (mais rápida é a do tipo C);
- ATP vem da glicólise.
 —> Tecido Muscular Estriado Cardíaco:
• possui células (fibras) alongadas e anastomo-
sadas, com estriações transversais;
• 01 ou 02 núcleos centrais;
• se unem por meio de discos intercalares (com- 
plexos juncionais exclusivos desse tipo de músculo, como zô-
nulas de adesão, desmossomos e junções do tipo GAP);
• controle involuntário (possui um sistema próprio de 
auto-estimulação);
• são circundadas por uma delicada camada 
 de tecido conjuntivo;
• possui numerosas mitocôndrias (intenso meta-
bolismo aeróbio).
• túbulos T maiores e mais numerosos, locali-
zando-se a nível da banda Z (contração mais rápida);
• díases: 01 túbulo T e 01 retículo sarcoplasmá-
tico por sarcômero.
Corte Histológico Longitudinal 
Corte Histológico Transversal
 —> Tecido Muscular Liso ou Não Estriado:
• formado pela associação de células longas e 
fusiformes, mais espessas no centro e afila-
das nas extremidades, com núcleo único eli-
ptíco e central;
• não possui estrias nem sarcômero; 
• não possui placa motora (impulso nervoso chega à 
fibra muscular através de vesículas de pinocitose - contração 
lenta);
• não possui troponina, em vez dela, possui 
uma outra proteína chamada calmodulina, 
que realiza a mesma função;
• não possui túbulos T;
• retículo sarcoplasmático reduzido (contração 
lenta);
• é capaz de sintetizar glicocálix;
• proteínas formam uma trama tridimensional.
Corte Histológico Longitudinal 
Corte Histológico Transversal
 —> Atividade Contrátil:
• miosina e actina devem estar fosforiladas;
• cálcio se liga à calmodulina, ativando a ci-
nase de cadeia leve da miosina, permitin-
 do, assim, a contração muscular.
tecido nervoso 
 —> Introdução:
• é dividido em Sistema Nervoso Central (SNC) 
e Sistema Nervoso Periférico (SNP);
• SNC
• SNP
- encéfalo 
- medula espinal
- nervos
- gânglios 
cranianos
espinais
• apresenta dois componentes principais: os 
neurônios e as células da glia ou neuróglia.
 —> Neurônios:
• possuem 3 componentes principais:
 - corpo celular ou pericário;
 - dendritos;
 - axônio.
— Corpo Celular ou Pericário:
É o centro trófico da célula, onde se concentram 
as organelas que recebem os estímulos.
— Dendritos:
Numerosos prolongamentos especializados, 
também, na recepção de estímulos do meio 
ambiente.
— Axônio:
É um único prolongamento especializado na 
condução de impulsos que transmitem 
informações do neurônio para outras células.
—> Classificação Morfológica:
telodendro
— Neurônios Bipolares:
Possuem um dendrito e um axônio.
— Neurônios Multipolares:
Apresentam vários dendritos e um axônio.
— Neurônios Pseudounipolares:
Apresentam, próximo ao corpo celular, um único prolongamento, 
que se divide em 2, onde um se dirige para a periferia e o outro 
para o SNC (ex.: gânglios cerebroespinhais).
OBS.: Nos neurônios pseudounipolares, o estímulo captado 
pelos dendritos transita diretamente para o terminal axônico sem 
passar pelo corpo celular.
—> Classificação Funcional:
— Neurônios Motores:
Controlam os órgãos efetores (glândulas e músculos).
— Neurônios Sensoriais:
Recebem estímulos sensoriais do meio ambiente e do próprio 
organismo.
— Interneurônios (Neurônio Associativo):
Estabelecem conexões entre outros neurônios, formando circuitos 
complexos e localizam-se no encéfalo.
 —> Corpo Celular ou Pericário ou Soma:
• possui um núcleo grande e esférico e um nucléolo 
evidente;
• RER abundante, cisternas de complexo de golgi e 
polirribossomos livres —> Corpúsculo de Nissl (grâ -nulos de RER);
• mitocôndrias em quantidade moderada;
• neurofilamentos e filamentos intermediários;
• pigmentos - melanina e lipofuscina.
—> Comunicação Sináptica ou Sinapse:
• é a transmissão unidirecional dos impulsos nervosos;
• ocorre entre neurônios ou entre neurônios e outras 
células efetoras;
• são transmitidas pela ação de neurotransmissores;
• constituída por:
 - membrana pré-sináptica;
 - membrana pós-sináptica;
 - fenda sináptica;
 - vesículas sinápticas.
 — Propagação do Impulso Nervoso:
- ocorre através de uma despolarização da membrana;
- dendrito — > corpo celular —> axônio (unidirecional);
- quando o impulso está chegando à terminação sináptica, ocorre a 
abertura dos canais de cálcio, fazendo com que o cálcio entre na cé-
lula;
- essa entrada do cálcio facilita o lançamento dos neurotransmissores 
para a fenda sináptica (exocitose da vesícula sináptica);
- caso existam os receptores para os neurotransmissores na fenda si - 
náptica, ocorrerá a despolarização da membrana pós-sináptica, ha- 
vendo, assim, a propagação do impulso nervoso.
 —> Tipos de Comunicação:
1) Axo-Somática: axônio + corpo celular.
2) Axo-Dendrítica: axônio + dendritos.
3) Axo-Axônica: entre axônios.
4) Dendro-Dendrítica: entre dendritos.
axo-dendrítica axo-somática
axo-axônica
dendro-dendrítica
—> Células da Glia ou Neuróglia:
—> Astrócitos:
• são células de forma estrelada com múltiplos 
prolongamentos irradiando do corpo celular;
• são as maiores células do SNC;
• dividem-se em dois tipos:
 - astrócitos fibrosos: têm prolongamentos 
menos numerosos e mais longos e localizam-se, 
preferencialmente, na substância branca.
 - astrócitos protoplasmáticos: possuem pro-
longamentos mais curtos e ramificados e localizam- 
-se, principalmente, na substância cinzenta.
OBS.: Alguns astrócitos apresentam prolongamentos, chama-
dos de “Pés Vasculares”, que se expandem sobre os capilares 
sanguíneos, transferindo moléculas e íons do sangue para os 
neurônios.
—> Oligodendrócitos:
• são menores que os astrócitos;
• possuem poucos e curtos prolongamentos;
• localizam-se tanto na substância branca quanto 
na cinzenta;
• conhecidos também como células satélite;
• envolvem o axônio no SNC, formando a bainha 
de mielina;
• no SNP são chamados de células de schwann.
 —> Microglia:
• são células fagocitárias e derivam dos monócitos do 
sangue;
• são pouco numerosas;
• possuem prolongamentos curtos e cobertos por sa - 
liências finas;
• localizados na substância branca e na cinzenta;
• são células macrofágicas, ou seja, são células de de-
fesa que participam da inflamação e da reparação 
do SNC.
 —> Células Ependimárias (Epêndima):
• origem: revestimento interno do tubo neural;
• se mantém em arranjo epitelial;
• revestem as cavidades do encéfalo (ventrículos) e da 
medula;
• são cilíndricas, ciliadas e com base afilada;
• movimento dos cílios faz o líquido cefalorraquidiano 
circular no SNC
 —> Fibras Nervosas:
• são o axônio com suas células envoltórias (não tem 
corpo celular nem dendritos);
• formam os feixes ou tractos no SNC e os nervos no 
SNP;
• podem ser de dois tipos:
 - fibras nervosas mielínicas: possuem bainha de 
mielina, que é descontínua (impulso nervoso saltatório - se pro-
paga mais rápido).
 OBS.: Nódulos de Ranvier —> região sem mielina.
 - fibras nervosas amielínicas: não possuem bainha 
de mielina, mas possuem células envoltórias (vários axônios são 
envolvidos por uma única célula envoltória).
 —> Sistema Nervoso Central (SNC):
 encéfalo medula espinal
• constituído por:
- substância branca:
 
- substância cinzenta:
- axônios mielinizados + oligodendrócitos;
- não contém corpos de neurônios;
- possui fibras mielínicas;
- predomina nos neurônios.
- corpos de neurônios + dendritos;
- é nela que ocorrem as sinapses no SNC;
- possui fibras amielínicas;
- predomina na superfície do cérebro e do cerebelo.
 (constitui o córtex cerebral e o córtex cerebelar)
 —> Cerebelo:
• a substância branca se dispõe no centro do órgão 
e a cinzenta na periferia, formando o córtex 
cerebelar;
OBS.: Córtex Cerebelar —> possui três camadas:
- camada molecular: mais externa.
- camada central: formada por neurônios de grandes di - 
mensões, chamados de “células de purkinje”
- camada granulosa: mais interna.
 —> Cérebro:
• a substância branca se dispõe no centro do órgão e 
a cinzenta na periferia, formando o córtex cerebral
• formado por seis camadas:
 1) camada molecular
 2) camada granular externa
 3) camada de células piramidais
 4) camada granular interna
 5) camada de células ganglionares
 6) camada de células polimórficas
1
2
3
4
5
6
substância 
branca
 —> Meninges:
• o SNC está contido e protegido na caixa craniana e 
no canal vertebral, envolvido por membranas de tecido 
conjuntivo chamadas de meninges;
• são formadas por três camadas (exterior —> interior):
 — Dura-máter: 
- é a meninge mais externa;
- constituída por tec. conjuntivo denso;
- espaço epidural (medula);
- espaço subdural (patológico);
- revestida por um epitélio simples pavimentoso.
 — Aracnoide: 
- possui o líquido cefalorraquidiano; 
- constituída por tec. conjuntivo não vascularizado;
- possui duas partes: 
- revestida por um epitélio simples pavimentoso.
 — Pia-máter: 
- é a meninge mais interna;
- é bastante vascularizada;
- nutre o tecido nervoso através dos astrócitos.
- membranosa: em contato com a dura-máter.
- traves: em contato com a pia-máter.
OBS.: cavidades entre as traves formam o espaço subaracnóideo.
 nervos gânglios 
 —> Nervos:
• conjunto de fibras nervosas agrupadas em feixes;
• função: estabelecer comunicações entre os centros nervosos 
e os órgãos da sensibilidade e os efetores (glândulas e mús - 
culos);
• epineuro: tec. conjuntivo denso que reveste externamente.
• perineuro: reveste os feixes de fibras.
• endoneuro: reveste as fibras nervosas.
—> Sistema Nervoso Periférico (SNP):
 —> Medula Espinal:
• as substâncias branca e cinzenta localizam-se de 
maneira inversa à do cérebro e à do cerebelo: ex-
ternamente está a substância branca e, interna - 
mente, a substância cinzenta.
“H medular”
Perineuro
Epineuro
Corte Longitudinal 
 —> Gânglios:
• são acúmulos de corpos de neurônios fora do SNC;
• são esféricos, protegidos por cápsulas conjuntivas e 
estão associados aos nervos;
• podem ser:
 - espinhais
 - cranianos
 - autônomos
sensitivos (cerebroespinhais)
- pseudounipolares
motores (intramurais)
- multipolares
Corte Transversal 
• sensitivos: possuem apenas fibras de sensibilidade ou 
aferentes.
• motores: formados por fibras que levam a mensagem 
dos centros para os órgãos efetores.
• mistos: possuem os dois tipos de fibras.
gânglio cerebroespinhal
gânglio intramural
 —> Barreira Hematencefálica:
• é uma barreira estrutural e funcional que dificulta 
a passagem de diversas substâncias, como anti - 
bióticos, agentes químicos e toxinas para o tecido 
nervoso.
 —> Plexos Coroides:
• são compostos por pregas da pia-máter ricas em 
capilares fenestrados e dilatados, situados no in - 
terior dos ventrículos cerebrais;
• são constituídos pelo tec. conjuntivo frouxo da 
pia-máter e revestidos por epitélio simples cú - 
bico;
• sua principal função é secretar o líquido cefalor-
raquidiano.
sistema tegumentar 
 —> Funções:
• proteção contra a desidratação e contra o atrito;
• sensibilidade;
• excreção;
• termorregulação (sudorese);
• proteção imunológica;
• proteção contra raios ultravioleta (melanina);• formação de vitamina D3 pela ação da radiação 
ultravioleta.
 —> Camadas da Pele:
- Epiderme: origem ectodérmica (epitélio estrati - 
ficado pavimentoso queratinizado).
OBS.: Dependendo da espessura da epiderme, a pele 
se divide em pele espessa (encontrada na palma das 
mãos e na planta dos pés) e em pele fina/delgada (en - 
contrada no resto do corpo).
- Derme: origem mesodérmica (tecido conjuntivo).
OBS.: Hipoderme —> Camada de tecido conjuntivo 
frouxo, com muitas células adiposas, localizado abai - 
xo da derme (panículo adiposo).
 —> Camadas da Epiderme:
 (mais profunda —> mais superficial)
1) Estrato Basal: localiza-se próximo à mem - 
brana basal, é onde ocorre a divisão celular e a 
geração de novas células;
2) Estrato Espinhoso: é onde as fibras de que-
ratina e os corpos lamelares se acumulam;
OBS.: Chama-se “espinhoso” devido à grande 
presença de desmossomos, que, durante o pro - 
cessamento da lâmina, são expostos devido à re- 
tração da membrana plasmática.
3) Estrato Granuloso: é onde ocorre o acú - 
mulo de grânulos de querato-hialina, a forma-
ção de uma superfície proteica rígida em torno 
da membrana plasmática, a liberação de lipí - 
deos pelos corpos lamelares (importante na im- 
permeabilização da pele) e a morte celular.
4) Estrato Lúcido: é onde as células encontram- 
-se mortas e contém grânulos de querato-hialina.
5) Estrato Córneo: é onde as células mortas são 
envolvidas por queratina rígida e rodeadas por 
lipídeos.
OBS.:
- Papila Dérmica: é quando a derme penetra na 
epiderme.
- Crista Epitelial: é quando a epiderme penetra na 
derme.
 —> Células da Epiderme:
• Queratinócitos: 
- presentes em todas as camadas da epiderme;
- responsáveis pelos processos de queratinização 
e de impermeabilização.
• Melanócitos:
- são responsáveis pela síntese de melanina;
- origem: cristas neurais do embrião;
- localizam-se na camada basal (corpo celular) e 
espinhosa (prolongamentos).
• Células de Merkel: 
- mais abundantes na pele espessa da palma das 
mãos e da planta dos pés, especialmente, na pon-
ta dos dedos; 
- são células mecanorreceptoras (tato e pressão);
- origem: parte profunda da epiderme, apoiadas
na membrana basal.
• Células de Langerhans:
- localizam-se próximo à camada espinhosa;
- possuem muitos prolongamentos;
- origem: células precursoras da medula óssea, que 
são transportadas até a epiderme pelo sangue cir - 
culante, onde se diferenciam;
- são móveis, capazes de captar antígenos, processá-
los e apresentá-los aos linfócitos, participando da 
defesa imunológica.
 Formação de Melanina:
 tirosinase (melanossomas)
 
 aa tirosina DOPA
 tirosinase
 DOPA quinona
 
 melanina
 —> Camadas da Derme:
1) Papilar: tecido conjuntivo frouxo.
2) Reticular: tecido conjuntivo denso não modelado.
 —> Células da Derme:
 São as mesmas células do tecido conjuntivo.
 
 —> Receptores da Pele:
• Discos de Merkel: tato e pressão.
• Bulbos Terminais de Krause: frio.
• Corpúsculos de Meissner: tato, pressão e 
vibração.
• Corpúsculos de Pacini: pressão e vibração.
• Corpúsculos de Ruffini: tato.
 —> Anexos da Pele:
 1) Pêlos:
- são estruturas alongadas e queratinizadas;
- sua cor, tamanho e disposição variam de acordo 
com a raça e localização no corpo;
- formados a partir de invaginações na epiderme, 
chamadas de folículos pilosos;
- na fase de crescimento, apresentam uma dilatação 
terminal: bulbo piloso;
- Papila Dérmica do Folículo Piloso: invaginações na der-
me para dentro do bulbo piloso.
 2) Unhas:
- placas córneas que se dispõem na superfície dorsal 
das falanges;
- crescimento: sentido distal dos membros.
 3) Glândulas Sebáceas:
- exócrina simples acinosa;
- são holócrinas: a célula toda se desintegra junto 
com a secreção quando ela é liberada;
- produção de sebo (lubrificação);
- estão sempre associadas ao folículo piloso (desem-
bocam o sebo nele);
- ducto: epitélio estratificado cúbico;
- secreção estimulada por hormônios sexuais.
 4) Glândulas Sudoríparas:
• Merócrinas: liberam só a secreção 
- localizam-se em toda a célula (exceto na glande);
- glândulas tubulosas simples enoveladas;
- porção secretora: células piramidais/mioepiteliais;
- células escuras (produzem glicoproteínas) e células 
claras (agranulosas, função indefinida).
• Apócrinas: liberam a secreção e fragmentos do 
citoplasma 
- localizam-se na derme e na hipoderme (axilas, região 
perianal e pubiana);
- tamanho maior e porção secretora dilatada;
- desembocam no folículo piloso;
- secreção viscosa e com cheiro (bactérias);
- inervação adrenérgica.

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