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1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
CAMPUS CURITIBANOS 
CURSO DE AGRONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luan Gabriel Meneghelli Wilhelm 
 
 
 
 
 
 
 
Dinâmica do nitrogênio no solo em diferentes épocas de dessecação de plantas de 
cobertura na cultura do milho (Zea mays) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curitibanos 
2021 
2 
 
Luan Gabriel Meneghelli Wilhelm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dinâmica do nitrogênio no solo em diferentes épocas de dessecação de plantas de 
cobertura na cultura do milho (Zea mays) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho Conclusão do Curso de Graduação em 
Agronomia do Centro de Ciências Rurais da 
Universidade Federal de Santa Catarina como 
requisito para a obtenção do Título de Bacharel em 
Agronomia. 
Orientador: Prof. Dr. Douglas Adams Weiler 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curitibanos 
2021 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
5 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 Em primeiro lugar, a Deus, que permitiu com que meus objetivos fossem alcançados 
durante todos os meus anos de estudo. Por toda a proteção, saúde, sabedoria e por me permitir 
viver essa experiência. 
 À minha família, em especial a minha mãe, nono, nona e padrasto que sempre fizeram 
de tudo por mim. Sem eles nada seria possível. A meu irmão Pablo e minha irmã Isabella que 
sempre me inspiraram a conseguir meus objetivos. Minha eterna gratidão e respeito. 
 À minha namorada Gislaine por ser meu alicerce em todos os momentos e por ser minha 
melhor amiga. Por me ensinar a ser uma pessoa melhor e me incentivar todos os dias. Sou 
eternamente grato por tudo que faz por mim e pela bisteca, vocês são minha melhor companhia 
e tornam tudo mais fácil. Além do mais, sem você este TCC teria sido muito mais difícil. 
 A todos meus amigos de faculdade, principalmente ao Andrei, Gustavo, Matheus e 
Mariéle pela verdadeira amizade, festas, desentendimentos e dores de cabeça durante todas as 
etapas do curso. 
 A meu orientador, Prof. Dr. Douglas Adams Weiler pela oportunidade incrível de ser 
seu orientado, pelos ensinamentos, confiança, apoio, e pela sua amizade. A meu antigo 
orientador Prof. Dr. Neilor Bugoni Riquetti pelos conselhos, indicações, ensinamentos, 
confiança, apoio e pela amizade. 
 Aos professores da UFSC – Campus Curitibanos, pelas correções e ensinamentos que 
me permitiram apresentar um melhor desempenho no meu processo de formação profissional 
ao longo do curso. 
 A toda equipe de servidores e técnicos da UFSC - Campus Curitibanos pelos serviços, 
estrutura e ensino. 
 Às pessoas com quem convivi ao longo desses anos de curso, que me incentivaram e 
que certamente tiveram impacto na minha formação acadêmica. 
 A todos os integrantes do grupo Manejo e Fertilidade do Solo, que ao longo do 
experimento me ajudaram de todas as formas possíveis. 
 
 
 
 
A todos que contribuíram de alguma forma ao longo da realização de todas as etapas, 
Meu Muito Obrigado! 
6 
 
RESUMO 
 
A utilização de plantas de cobertura no sistema plantio direto (SPD) resulta em vários benefícios 
para o sistema, destacando o aumento nos níveis de matéria orgânica no solo, que promovem 
aumento na disponibilidade de nitrogênio (N) no solo. Na região de Curitibanos SC as plantas 
de coberturas aveia-preta (Avena strigosa Schreb.) e ervilhaca comum (Vicia sativa L.) são 
destaque na utilização no período de entressafra na cultura do milho. O conhecimento de como 
estas plantas de cobertura podem resultar em benefícios ao sistema é fundamental para o bom 
funcionamento da produção agrícola. O objetivo desse estudo foi analisar qual período de 
manejo da planta de cobertura proporciona uma sincronia entre a disponibilização do N no solo 
e a absorção por parte da cultura sucessora. Um experimento à campo foi realizado e os 
tratamentos consistiram de cultivo de milho em sucessão a duas plantas de cobertura (aveia-
preta e ervilhaca) e pousio, em três diferentes épocas de dessecação: 0 dias antes da semeadura 
do milho (0 DAS), 14 DAS e 28 DAS em SPD. O delineamento experimental utilizado foi em 
blocos casualizados com 4 repetições e com esquema de parcelas subdivididas. As amostras 
foram coletadas em datas pré-definidas em cada época de dessecação. A época de dessecação 
que proporcionou maior disponibilidade de N no solo foi aos 0 DAS para a ervilhaca comum, 
ou seja, no dia anterior a semeadura. Nesta época ocorreu uma sincronia entre a disponibilização 
de N ao solo e o período crítico de N para a cultura do milho. Utilizando aveia-preta como 
planta de cobertura não houve diferenças entre as épocas de dessecação, sendo que houve 
imobilização do N presente no solo. 
 
Palavras-chave: Vicia sativa L. Avena strigosa Schreb. Mineralização. Imobilização. 
 
7 
 
ABSTRACT 
 
The use of cover crops in the no-tillage system (NTS) results in several benefits for the system, 
and the increase of organic matter levels also increase the availability of soil nitrogen (N). In 
the region of Curitibanos SC, black oat (Avena strigosa Schreb.) and common vetch (Vicia 
sativa L.) cover crops are growth in the corn off-season period. The knowledge of how these 
cover crops can benefits the system is fundamental for the sustainable functioning of 
agricultural system. The objective of this study was to analyze which period of cover crop 
termination provides a better synchrony between soil N availability and subsequent crop uptake. 
A field experiment was carried out and treatments consisted of corn cultivation on two cover 
crops (black oat and common vetch) and fallow at three different termination times (0 days 
before corn sowing (0 DAS), 14 DAS and 28 DAS) in NTS. The experimental design used was 
in randomized blocks with 4 replications and with a split-plot scheme. Soil samples were 
collected on predefined dates at each termination period. The termination period that provided 
the greatest availability of N in the soil was at 0 DAS for the common vetch, that is, the day 
before sowing. At this time there was a better synchrony between the soil N availability and the 
critical period of N uptake by corn. Using black oat as a cover crop there were no differences 
between the termination times, and there was soil N immobilization. 
 
Key words: Vicia sativa L. Avena strigosa Schreb. Mineralization. Immobilization. 
 
 
8 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1- A) Aveia-preta (Avena strigosa Schreb.) e B) Ervilhaca comum (Vicia sativa L.). 14 
Figura 2- Etapas da coleta e extração de N-mineral das amostras de solo. A) Coleta de solo à 
campo; B) Pesagem da amostra de solo e mistura com KCl; C) Amostras em agitador mecânico; 
D) Recipiente de coleta e decantação da amostra..................................................................... 23 
Figura 3- Precipitação e temperatura média durante o período de outubro à dezembro de 2020 
na cidade de Curitibanos – SC. ................................................................................................. 26 
Figura 4- Teores médios de NO3
- na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho)................. 29 
Figura 5- Teores médios de NH4
+ na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho)................. 32 
Figura 6- Teores médios de N mineral na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho)................. 35 
Figura 7- Disponibilidade líquida de N fornecida por duas diferentes plantas de cobertura em 
diferentes épocas de dessecação. .............................................................................................. 36 
Figura 8- Produtividade média do milho em diferentes plantas de cobertura e épocas de 
dessecação................................................................................................................................ 38 
 
 
9 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1- Croqui ilustrativo da área experimental. .................................................................. 22 
Tabela 2- Tabela estatística para diferenciação dos teores de nitrato no solo em diferentes 
épocas de dessecação, plantas de cobertura e dias de coleta. DAS: Dias antes da semeadura do 
milho. ........................................................................................................................................ 46 
Tabela 3- Tabela estatística para diferenciação dos teores de amônio no solo em diferentes 
épocas de dessecação, plantas de cobertura e dias de coleta. DAS: Dias antes da semeadura do 
milho. ........................................................................................................................................ 46 
Tabela 4- Tabela estatística para diferenciação dos teores de nitrogênio mineral no solo em 
diferentes épocas de dessecação, plantas de cobertura e dias de coleta. DAS: Dias antes da 
semeadura do milho. ................................................................................................................. 47 
 
 
10 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 11 
1.1 OBJETIVOS ................................................................................................................... 12 
1.1.1 Objetivos Gerais ........................................................................................................... 12 
1.1.2 Objetivos específicos ..................................................................................................... 12 
1.2 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................... 12 
2 REFERÊNCIAL TEÓRICO ....................................................................................... 13 
2.1 PLANTIO DIRETO DE MILHO (Zea mays) ................................................................ 13 
2.2 CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS DE COBERTURA ........................................ 14 
2.3 DINÂMICA DO NITROGÊNIO NO SOLO ................................................................. 15 
2.3.1 Mineralização ................................................................................................................ 15 
2.3.2 Imobilização .................................................................................................................. 16 
2.4 ÉPOCA DE MANEJO DE PLANTAS DE COBERTURA ........................................... 17 
2.5 APROVEITAMENTO DO N PELA CULTURA EM SUCESSÃO ............................. 19 
3 METODOLOGIA ......................................................................................................... 21 
3.1 CLIMA E LOCAL ......................................................................................................... 21 
3.2 DELINEAMENTO E TRATOS CULTURAIS ............................................................. 21 
3.3 COLETA DE SOLO ....................................................................................................... 22 
3.4 ANÁLISE EM LABORATÓRIO .................................................................................. 24 
3.5 DETERMINAÇÃO DA DISPONIBILIDADE LÍQUIDA DE N .................................. 25 
3.6 DETERMINAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO ........................................... 25 
3.7 ANÁLISE ESTATÍSTICA ............................................................................................. 25 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 26 
4.1 DADOS CLIMÁTICOS ................................................................................................. 26 
4.2 PRODUÇÃO DE BIOMASSA E ACÚMULO DE N PELAS PLANTAS ................... 27 
4.3 TEOR DE NH4
+ e NO3
- NO SOLO ................................................................................ 28 
4.4 TEOR DE N INORGÂNICO TOTAL NO SOLO ......................................................... 33 
4.5 DISPONIBILIDADE LÍQUIDA DE N NO SOLO ....................................................... 36 
4.5 RENDIMENTO DE GRÃOS DE MILHO .................................................................... 37 
 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 39 
 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 40 
 ANEXO .......................................................................................................................... 46 
 
11 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 O plantio direto está baseado em três premissas principais: o não revolvimento do solo, 
a rotação de culturas e a manutenção permanente da cobertura de solo (BOLLIGER et al., 
2006). A manutenção da cobertura do solo durante todo o ano é obtida a partir da inserção de 
plantas de cobertura de solo nos sistemas de culturas, especialmente no período de inverno. No 
planalto catarinense é comum a utilização da aveia-preta ou ervilhaca como culturas 
antecessoras ao cultivo do milho no verão, sendo que a ervilhaca segundo Zanata et al. (2015) 
apresenta melhor desempenho do que a aveia-preta como planta de cobertura antecessora do 
milho. 
 O milho é altamente dependente de fertilização nitrogenada. Amado et al. (2000) 
relatam que o milho, sendo uma gramínea de alta produtividade, não tem sua necessidade de N 
suprida pelo N disponível no solo, tornando-se necessário a utilização de fontes adicionais de 
N, como por exemplo a adubação mineral. Quando a ervilhaca é cultivada antes do milho a 
demanda de N pode ser parcialmente atendida em razão da fixação biológica de N realizada 
pela leguminosa em associação simbiótica com microrganismos. Por outro lado, não ocorre 
esse aporte de N ao sistema quando a planta de cobertura antecessora ao milho é a aveia-preta. 
 Os resíduos culturais das plantas de cobertura são decompostos por microrganismos que 
estão presentes no solo, e dependendo de algumas características do resíduo e também de 
condições ambientais, mineralizam o nitrogênio, que posteriormente poderá ser utilizado pelo 
milho (FOSTER; BHATTI, 2006; GAMA-RODRIGUES; GAMA-RODRIGUES; BRITO, 
2007). A relação C/N é um dos fatores que controlam a decomposição dos resíduos culturais e, 
portanto, define quando ocorre predomínio do processo de mineralização ou de imobilização 
do N no solo. Resíduos adicionados ao solo com alta relação C/N favorecem a imobilização do 
nitrogênio, enquanto resíduos de relação C/N baixa favorecem a mineralização do N 
(MOREIRA; SIQUEIRA, 2006). Ou seja, resíduos culturais de gramíneas devem causar 
imobilização líquida de N no solo enquanto que resíduos culturais de leguminosas devem 
resultar em mineralização líquida de N. 
 Na literatura são raros os trabalhos que avaliam qual seria o período ideal para realizar 
a dessecação das plantas de cobertura para que ocorra uma sincronia entre a disponibilização 
de N no solo e a absorção por parte da cultura sucessora. É consolidado na pesquisa que as 
gramíneas não liberam o nitrogênio de imediato, e sim de médio a longo prazo e de forma 
gradativa. No caso das leguminosas a disponibilização de N ocorre a curto prazo. 
12 
 
 Dessa forma buscou-se através deste projeto avaliar qual seria o melhor período entre a 
dessecação tanto da aveia-preta como da ervilhaca e a semeadura do milho. As hipóteses 
previstas são que as gramíneas disponibilizem o N de médio a longo prazo então o melhor 
período para a dessecaçãoocorra próximo a 28 dias antes da semeadura do milho. No caso da 
ervilhaca o que se espera é o inverso, já que a disponibilização do N ocorre a curto prazo, então 
a dessecação mais próxima a semeadura do milho seja a melhor opção. O que não está 
disponível na literatura é o momento ideal da dessecação, tornando assim o objetivo geral deste 
projeto. 
 
1.1 OBJETIVOS 
 
1.1.1 Objetivos Gerais 
 O presente estudo teve como objetivo analisar em qual período haveria melhor sincronia 
entre a liberação de N após a dessecação das plantas de cobertura (aveia-preta e ervilhaca) e a 
absorção de N pelo milho. 
 
1.1.2 Objetivos específicos 
 Analisar a dinâmica do nitrogênio no solo (NH4
+ e NO3
-) após a dessecação das plantas 
de cobertura e início do desenvolvimento do milho. 
 Determinar o período ideal entre a dessecação das diferentes plantas de inverno e 
semeadura do milho, para se obter uma sincronia entre a disponibilidade de N pelas plantas de 
cobertura e demanda de N pelo milho. 
 Determinar a produtividade do milho em função de diferentes intervalos entre o manejo 
das plantas de cobertura e a semeadura do milho. 
 
1.2 JUSTIFICATIVA 
 
 O projeto teve como justificativa o entendimento dos processos de mineralização e 
imobilização nas duas diferentes culturas de inverno, a fim de melhorar a sincronia entre a 
liberação de N no solo e a absorção da cultura subsequente (milho). 
 O projeto se justifica em função dos poucos trabalhos na literatura indicando estas 
especificidades, servindo para o melhor entendimento de como manejar essas plantas de 
cobertura que são amplamente utilizadas em nossa região. 
13 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1 PLANTIO DIRETO DE MILHO (Zea mays) 
 O milho é um produto fundamental para a agricultura brasileira, sendo cultivado em 
todas as regiões do país. Atualmente, o Brasil juntamente com os EUA, China e União Europeia 
são responsáveis por aproximadamente 72% da produção mundial (USDA, 2021). Na última 
safra (2020/21) a área plantada de milho no Brasil foi de 19.495 mil hectares com uma produção 
de 108.068 mil toneladas, totalizando uma produtividade de 5543 kg/ha (CONAB, 2021). 
 O milho é considerado uma cultura que remove grandes quantidades de nitrogênio do 
solo e geralmente para obter alta produtividade requer a utilização de adubação nitrogenada 
complementar (EMBRAPA, 2013). Argenta et al. (2002) estimaram que para cada tonelada de 
grãos produzida necessite a quantidade de 20 a 28 kg N ha-1. Dessa forma, sendo o nutriente 
com maior demanda, o mesmo é considerado o mais limitante para a produtividade do milho e 
também o que mais gera custos à produção. Ainda o N deve ser disponibilizado para a cultura 
entre os estádios V3 e V5 para que bons resultados possam ser obtidos (SBCS, 2016). 
 Considerada uma cultura estratégica para a agricultura brasileira, o milho compõe 
diferentes sistemas de manejo, podendo ser em sucessão após a colheita da soja, cultivo 
consorciado com gramíneas para compor sistemas integrados de produção lavoura-pecuária, ou 
mesmo, no Sul do Brasil, compor esquema de rotação de culturas no sistema plantio direto 
(CONTINI et al., 2019). Segundo Emater (2019) o milho é incluído na rotação de culturas no 
Sul do Brasil, pois ocasiona resultados sustentáveis à longo prazo. 
 O plantio direto atualmente é representado por aproximadamente 33 milhões de hectares 
no território brasileiro, porém somente 20% adotam realmente os 3 pilares do sistema de plantio 
direto com cobertura permanente, rotação de culturas e não revolvimento do solo (IBGE, 2017). 
Em função da importância das plantas de cobertura para a sustentabilidade do plantio direto, 
estas espécies devem ser incluídas nos sistemas de produção. 
 O zoneamento agrícola para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina indicam 
uma longa janela de semeadura do milho. Entretanto, os produtores optam na maioria das vezes 
por realizar a semeadura nos meses de agosto e setembro com objetivo de diminuir o risco de a 
floração ocorrer simultaneamente com um eventual déficit hídrico nos meses de dezembro e 
janeiro (ANTUNES, 2018). Dessa forma, a semeadura do milho pode ser realizada sobre os 
resíduos culturais de plantas de cobertura de inverno, como a aveia-preta e ervilhaca. 
 
14 
 
2.2 CARACTERÍSTICAS DAS PLANTAS DE COBERTURA 
 Algumas características das plantas de cobertura definem a qualidade do material que 
irá proteger o solo e aportar nutrientes. A quantidade e qualidade da palha é uma característica 
importante, sendo que a mesma depende do tipo da planta, do manejo que lhe é dado e do 
sistema de rotação utilizado. Espécies com rápido estabelecimento e maior produção de 
biomassa tendem a se destacar sobre as demais, visto que apresentam benefícios como proteção 
do solo, supressão de plantas daninhas e ainda indicar uma maior produção de palha 
(ALVARENGA et al., 2001). 
 A disponibilidade das sementes das plantas de cobertura, viabilidade econômica, 
potencial para condições locais e fácil manejo oferecendo baixa resistência para os discos das 
semeadoras também são fatores determinantes, visto que sua escolha determinará na sua 
produtividade e, consequentemente, em sua lucratividade na lavoura (ALVARENGA et al., 
2001). 
 A aveia-preta (Avena strigosa Schreb.) (Figura 1A) é a espécie mais utilizada no sul do 
Brasil antecedendo a semeadura direta do milho e soja. Isto se deve ao fato de a aveia-preta 
apresentar algumas características benéficas a sua produção. Rusticidade, rápido crescimento 
inicial, facilidade de produção de sementes, fácil semeadura e menor custo de produção em 
relação as leguminosas são as principais características (MAI et al., 2002). 
 
Figura 1- A) Aveia-preta (Avena strigosa Schreb.) e B) Ervilhaca comum (Vicia sativa L.). 
 
Fonte: autor. 
A B
) 
15 
 
 A ervilhaca comum (Vicia sativa L.) (Figura 1B) apresenta diferentes características 
comparada com a aveia-preta, sendo que a principal é a capacidade de fixar N2 atmosférico 
através da simbiose com bactérias do solo. A utilização da ervilhaca é ainda pouco explorada, 
pelo fato de apresentar crescimento inicial lento, rápida decomposição de resíduos e maior custo 
de sementes (SILVA et al., 2006). Entretanto o custo com adubos minerais na cultura sucessora 
tende a ser menor, devido a fixação de N promovida. 
 Sá (1996) observou que a aveia-preta cultivada anteriormente do cultivo de milho 
ocasionou deficiência de N na fase inicial de crescimento, ou seja, o N da palhada de aveia-
preta estava imobilizado pela ação dos microrganismos. Quando cultivado ervilhaca no inverno 
a produção do milho aumentou em 7% do que com aveia-preta. Isso mostra que as leguminosas 
disponibilizam o N de forma rápida para as plantas enquanto a aveia-preta de forma lenta e 
gradativa. 
 Em relação a produção de biomassa seca para Campos Novos SC a ervilhaca apresenta 
uma média de 3,5 t ha-1 enquanto a aveia-preta apresenta uma média de 2,9 t ha-1 (AITA, 1997). 
A ervilhaca como possui a capacidade de fixar nitrogênio pode com uma alta produtividade 
fornecer ao solo até 220 kg N ha-1 (MONEGAT, 1991). A aveia-preta por sua vez não tem 
capacidade de fixar nitrogênio, porém pode acumular em sua matéria seca cerca 41 kg N ha-1 
com uma produção de 4417 kg ha-1 de MS (AITA et al., 2001). 
 
2.3 DINÂMICA DO NITROGÊNIO NO SOLO 
 
2.3.1 Mineralização 
 O processo de mineralização pode ser definido como a transformação do N orgânico 
para a forma inorgânica (NH4
+ ou NH3
-). Os responsáveis pelo processo são os microrganismos 
heterotróficos que estão presentes no solo, utilizando os compostos orgânicos como fonte de 
energia (CANTARELLA, 2007). Moreira e Siqueira (2006) destacam algumas condições 
ambientais que são benéficas para a mineralização: pH de 6 a 7, condições aeróbicas, umidade 
de 50 a 70% da capacidade máxima de retenção de água no solo e temperatura de até 40 ºC.A decomposição e posterior mineralização do N de resíduos culturais é basicamente 
controlada pela relação carbono:nitrogênio (C/N) do material. Se esta relação for baixa (< 25 a 
30), o processo de mineralização tende a predominar, liberando NH4
+ absorvível para as plantas 
(BISSANI et al., 2008). 
16 
 
 A aveia-preta geralmente apresenta alta relação C/N (> 30) desfavorecendo a 
mineralização do N do resíduo (BASSO; CERETTA, 2000). Segundo Steiner et al. (2009) a 
relação C/N da aveia-preta diminui com a adição de N ao cultivo, podendo chegar a 
aproximadamente 30, no mesmo estudo sem adição de N a aveia-preta apresentou relação C/N 
de 46,5. CRUSCIOL et al. (2008) relataram que a relação C/N da aveia-preta aumentou de 34 
(0 dias após manejo) para 50 (53 dias após manejo), sendo inversamente proporcional a 
quantidade de palhada. 
 A ervilhaca, sendo uma Fabaceae, apresenta baixa relação C/N (12,8 a 15,8) 
(GIACOMINI et al., 2003) e geralmente acelerada taxa de decomposição de resíduos. Segundo 
Silva et al. (2007a) a massa seca (MS) da ervilhaca diminuiu de 4,5 t ha-1 para 2,7 t ha-1 em 19 
dias. 
 Torres, Pereira e Fabian (2008) comparando diferentes plantas de cobertura relataram 
que a braquiária apresentou a maior taxa de decomposição durante o período de estudo. Para 
acúmulo de nutrientes o milheto e a crotalária foram as plantas que mais acumularam, sendo 
que para nitrogênio, no primeiro ano de estudo, acumularam 165,5 e 118,11 kg ha-1, 
respectivamente. No ano seguinte a crotalária acumulou 76,38 kg N ha-1 de destacando entre as 
plantas de cobertura. Para a liberação dos nutrientes acumulados a taxa máxima ocorreu aos 42 
dias após a dessecação, resultados semelhantes aos de Torres et al. (2005) onde o guandu 
(67,5%), o milheto (64,2%) e o sorgo (62,2%) apresentaram suas maiores taxas de 
mineralização no 42º dia após a dessecação. 
 Acosta et al. (2011) observaram que resíduos de ervilhaca com alto conteúdo de N e 
baixa relação C/N, liberaram até 50% de todo o N acumulado durante o ciclo da planta de 
cobertura, podendo ser fornecido até 100 kg N ha-1. Os mesmos pesquisadores demonstraram 
que a aveia-preta durante os primeiros 50 dias apresentou acentuada imobilização de N. 
 
2.3.2 Imobilização 
 Simultaneamente à mineralização, acontece um processo que é o inverso e é chamado 
de imobilização. No processo o que acontece é a transformação do N inorgânico em N orgânico. 
O processo também acontece pela ação de microrganismos que incorporam o N inorgânico 
presente no solo, ou seja, utilizam como substrato para crescimento microbiano. Após a morte 
dos microrganismos, o N pode voltar a ser mineralizado ou ser incorporado a outros organismos 
e participar da síntese de compostos nitrogenados mais complexos, formando posteriormente a 
matéria orgânica do solo (MOS) (CANTARELLA, 2007). 
17 
 
 Os processos de mineralização-imobilização representam um sub-ciclo dentro do ciclo 
do N no solo, sendo que a prevalência da mineralização sobre a imobilização significa uma 
maior disponibilidade de N no solo. Os resíduos vegetais influenciam nesses processos através 
da sua relação C/N, onde quanto maior for a relação (gramíneas) maior será a prevalência do 
processo de imobilização sobre a mineralização (CANTARELLA, 2007). 
 Segundo Vargas, Selbach e Sá (2005) na sucessão de aveia-preta e milho a imobilização 
microbiana do nitrogênio no sistema plantio direto é maior do que no sistema convencional, 
levando assim a uma menor disponibilização do N no solo. Ainda, conclui que a imobilização 
prevaleceu até o final do ciclo do milho, indicando que a remineralização do N imobilizado 
ocorreu de forma pouco expressiva no cultivo. 
 A remineralização pode ser definida como o processo de liberação dos nutrientes que 
anteriormente estavam imobilizados pela comunidade microbiana do solo. Então após a morte 
dos microrganismos estes nutrientes são rapidamente mineralizados pelos microrganismos 
remanescentes, liberando-os ao solo (MARY et al., 1996). 
 
2.4 ÉPOCA DE MANEJO DE PLANTAS DE COBERTURA 
 O manejo das plantas de cobertura é o procedimento através do qual o desenvolvimento 
delas é totalmente interrompido. Dependendo da época de manejo, as plantas de cobertura 
desempenharão diferentes respostas no ambiente, assim, há grande importância em entender 
qual a época ideal de manejo. Geralmente as plantas de cobertura são manejadas antes da cultura 
de interesse econômico sem que possa ocasionar prejuízos ao desenvolvimento da cultura 
sucessora. Dessa forma, manejada na época correta a planta de cobertura poderá oferecer 
benefícios ao sistema solo-planta (CRUZ et al., 2000). 
 Para a ervilhaca, Cook et al. (2010) relataram que ao atrasar a semeadura do milho e o 
manejo da leguminosa em aproximadamente 15 dias, houve um aumento da produtividade de 
biomassa da leguminosa e também um maior período para a cultura do milho absorver 
nitrogênio disponibilizado. Também relataram que apesar de a ervilhaca fixar substancialmente 
um teor maior de N, não ficou claro, se este estaria disponível para o desenvolvimento da cultura 
sucessora ou permaneceu retido no sistema do solo. 
 Rosecrance et al. (2000) observaram que aproximadamente 38 dias após o manejo da 
ervilhaca ocorreu um aumento significativo na estimativa de lixiviação de NO3
- + NH4
+ de 6,6 
para 10 mg N kg-1. Antes desta data os teores de N lixiviado aumentaram de aproximadamente 
1,66 para 5 mg N kg-1 entre os períodos de 14 e 20 dias após o manejo da ervilhaca. 
18 
 
 Ainda segundo Rosecrance et al. (2000) quando avaliada a lixiviação de N (NO3
- + 
NH4
+) nos dias após a semeadura de ervilhaca é possível observar um aumento significativo até 
o 24º dia com um total acumulado de lixiviação de aproximadamente 25 mg N kg-1. Após o 24º 
dia é possível observar que o N acumulado não aumentou significativamente até o 70º dia. Por 
outro lado, sem o cultivo de planta de cobertura o N lixiviado acumulado durante os 70 dias 
alcança valores próximos a 50 mg N kg-1 (ROSECRANCE et al., 2000). 
 Silva et al. (2007b) relataram que quando comparado os manejos: ervilhaca comum não 
dessecada, dessecada um dia antes da semeadura e dessecada 15 dias antes da semeadura do 
milho a dessecação que teve pior desempenho de produtividade foi a 15 dias antes da 
semeadura, sendo que eles atrelaram esta resposta à rápida decomposição dessa leguminosa 
ocasionando liberação do N antes do período de maior necessidade de N pela cultura do milho. 
 Clark (2012) descreveu que a maneira e o manejo para matar a ervilhaca irão depender 
de quais benefícios são mais importantes para a lavoura. Quando deixado o resíduo da 
leguminosa sobre o solo a mesma irá favorecer a supressão de plantas daninhas, retenção de 
umidade e também a melhoria no habitat da fauna no sistema. Também, quando utilizado 
plantio direto sobre palhada de ervilhaca, a leguminosa tem grande capacidade de fornecer N 
ao sistema, podendo chegar a substituir até 112 kg N ha-1 aplicado adicionalmente. 
 Para Clark (2012) o melhor momento para se realizar a dessecação e posterior 
semeadura do milho depende de fatores como incidência de chuvas, tipo de solo, quantidade de 
N desejado, duração da safra e estádio de desenvolvimento da ervilhaca. Como exemplo, na 
região do sul de Illinois, em um estudo com duração de 15 anos a ervilhaca forneceu de 45 a 
200 kg N ha-1 por ano sendo que a mesma era manejada com herbicida cerca de 15 dias antes 
da semeadura do milho. Nesta data de manejo a ervilhaca se encontrava em plena floração, 
onde a mesma se aproximava de sua capacidade máxima de acúmulo de N. 
 Clark et al. (2007) relataram que no estado de Maryland resultados diferentes dos 
citados acima foram observados. Quando manejada de forma precoce, a ervilhaca ocasionou 
um decréscimo na disponibilização de N ao solo, e consequentemente, menor produtividade. 
Diferentemente de quando realizadoo plantio direto 10 dias após o manejo da ervilhaca 
ocasionando aumento da produtividade do milho em relação ao manejo precoce. 
 Utilizando como planta de cobertura a aveia-preta, Francis, Bartley e Tabley (1998) 
observaram um decréscimo no N mineral no solo ao longo do inverno, sendo que no mês de 
Junho apresentava um teor de 60 kg N ha-1 e no mês de outubro um teor de 27 kg N ha-1. Quando 
observado os teores de N no material vegetal ocorreu um acréscimo de 53 para 297 kg N ha-1 
nos mesmos meses. 
19 
 
 Modolo et al. (2019) testaram diferentes épocas de dessecação da aveia-preta antes da 
semeadura do milho e obtiveram como resultados que apesar de uma dessecação mais precoce 
apresentar melhoria nas condições de plantabilidade, a produtividade de grãos não foi 
influenciada pela época de dessecação. Trogello (2014) obteve como resultados semelhantes 
demostrando que o manejo com 21 dias de antecedência ocasiona melhoria na qualidade da 
semeadura do milho sobre a palhada de aveia-preta, além de melhorar também o estande de 
plantas da cultura do milho. 
 Balbinot Jr, Moraes e Backes (2007) recomendaram que quando utilizado gramíneas 
deve ser respeitado um intervalo mínimo de 20 dias antes da semeadura da cultura em sucessão 
para realizar o manejo da planta de cobertura, isto a fim e evitar o pico de imobilização de N 
pela palhada e o estádio de maior requerimento de N pela cultura de verão. Além disso 
Constantin et al. (2005) demonstraram que quando realizado a dessecação próximo a semeadura 
de milho, a elevada quantidade de material vegetal sobre o solo pode ocasionar problemas com 
sombreamento, e consequentemente, a emergência do estande. 
 Problemas relacionados com a concorrência inicial de água e plantabilidade também 
foram observados quando realizado o manejo da aveia-preta muito próximo a semeadura do 
milho, isto devido principalmente a dificuldade de corte da palhada ocasionando 
embuchamento no momento da semeadura (KAEFER et al., 2012). 
 
2.5 APROVEITAMENTO DO N PELA CULTURA EM SUCESSÃO 
 Santos et al. (2017) demonstraram que na safra de 2014/2015 houve um incremento 
significativo no rendimento de grãos no Sistema Plantio Direto de milho quando houve a 
utilização das plantas de cobertura ervilhaca e aveia-preta. Quando cultivado após a ervilhaca 
a produtividade de milho alcançou 8.860 kg ha-1 enquanto que após a aveia-preta foi de 6.675 
kg ha-1. 
 Piva et al. (2021) compararam a utilização das plantas de cobertura: ervilhaca, aveia-
branca, aveia-preta, azévem, canola, ervilhaca, rabanete forrageiro, trevo vermelho, aveia-preta 
+ ervilhaca e pousio. Como resultado obtiveram que a utilização da ervilhaca proporcionou 
maior produtividade a cultura do milho durante cinco safras consecutivas. Esta conclusão pode 
ser explicada principalmente pelo aumento na disponibilidade de nitrogênio, visto que no 
experimento não foi aplicado nenhuma forma de adubação mineral, dessa forma promovendo 
efeito direto no aumento da produtividade e componentes morfológicos do milho (ACOSTA et 
al., 2014). 
20 
 
 Mai et al. (2002) obtiveram alguns resultados em relação a transferência de nitrogênio 
da aveia-preta para a cultura do milho, sendo eles: maior produção de fitomassa quando se 
aplicou nitrogênio no perfilhamento da planta de cobertura; maior imobilização de N 
imediatamente antes da semeadura do milho. Também relataram que a produtividade de grãos 
de milho diminuiu quando substituída a aplicação em cobertura pela aplicação no perfilhamento 
da aveia-preta. 
 
 
 
21 
 
3 METODOLOGIA 
 
3.1 CLIMA E LOCAL 
 A área onde o experimento foi conduzido fica localizada na Área Experimental 
Agropecuária da Universidade Federal de Santa Catarina, campus Curitibanos (SC) a qual está 
localizada em uma latitude 27°16’’ S e longitude 50°30’’ O. O solo da área experimental está 
classificado como Háplico de textura argilosa (EMBRAPA, 2013). O clima é classificado, 
segundo Koppen (1948), como Cfb, caracterizado por apresentar temperaturas inferiores a 15°C 
no mês mais frio, e, superiores a 25°C no mês mais quente. A precipitação média anual gira em 
torno de 1.500-1700 mm sendo bem distribuídas ao longo do ano (SDR, 2003). 
 No ano anterior ao experimento a área teve a utilização de aveia-preta como planta de 
cobertura no inverno e milho no verão. A caracterização química do solo apresentou os 
seguintes resultados: matéria orgânica (MO): 47,52 g dm-3; fósforo (P): 17,25 mg dm-3; potássio 
(K+): 78,00 mg dm-3; pH SMP: 6,0; alumínio (Al3+): 0 cmolc dm
-3; cálcio (Ca2+): 10,72 cmolc 
dm-3; magnésio (Mg2+): 5,44 cmolc dm
-3 e saturação de base: 76,74%. 
 
3.2 DELINEAMENTO E TRATOS CULTURAIS 
 O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com 4 repetições e 
com esquema de parcelas subdivididas. Foram avaliados 9 diferentes tratamentos, combinados 
entre 2 diferentes plantas de cobertura + pousio e 3 diferentes épocas de dessecação. Os 
tratamentos foram os seguintes: 1. Aveia-preta + dessecação 28 dias antes da semeadura do 
milho (DAS); 2. Aveia-preta + dessecação 14 DAS; 3. Aveia-preta + dessecação 0 DAS; 4. 
Ervilhaca + dessecação 28 DAS; 5. Ervilhaca + dessecação 14 DAS; 6. Ervilhaca + dessecação 
0 DAS; 7. Pousio + dessecação 28 DAS; 8. Pousio + dessecação 14 DAS; 9. Pousio + 
dessecação 0 DAS. O pousio caracterizou-se pela eliminação de todas as plantas espontâneas 
através do controle químico. 
 Os tratamentos foram organizados aleatoriamente conforme a Tabela 1, sendo que cada 
parcela apresentava área de 8 x 4,5 metros, totalizando 36 m². As subparcelas foram divididas 
dentro das parcelas com uma área equivalente a 12 m² cada. 
A semeadura das culturas de cobertura de inverno ocorreu no dia 18 de maio de 2020 
com uma semeadora Vence Tudo modelo SA 11500 A. A aveia-preta foi semeada na lavoura 
com uma quantidade de 80 kg ha-1, sendo que foi semeada em linha (17 cm entre linha) e 
22 
 
profundidade de 1-2 cm e a ervilhaca foi semeada a uma quantidade de 60 kg ha-1 com uma 
profundidade de 3 cm. Nas plantas de cobertura não foi realizado nenhum tipo de adubação. 
Para dessecação foi utilizado a aplicação dos defensivos agrícolas Roundup® Transorb 
(1,2 L p.c. ha-1) + Basagran® 600 (1,2 L p.c. ha-1), sendo que ambos foram aplicados com um 
volume de calda de 150 L ha-1. A aplicação foi realizada em 3 diferentes dias (02/10; 16/10; 
29/10/2020) com um pulverizador costal. 
 
Tabela 1- Croqui ilustrativo da área experimental. 
B
lo
co
 1
 
Aveia-
preta 
28 DAS 
Aveia-
preta 
14 DAS 
Aveia-
preta 
0 DAS 
Pousio 
28 DAS 
Pousio 
14 DAS 
Pousio 
0 DAS 
Ervilhaca 
28 DAS 
Ervilhaca 
14 DAS 
Ervilhaca 
0 DAS 
B
lo
co
 2
 
Ervilhaca 
28 DAS 
Ervilhaca 
14 DAS 
Ervilhaca 
0 DAS 
Pousio 
28 DAS 
Pousio 
14 DAS 
Pousio 
0 DAS 
Aveia-
preta 
28 DAS 
Aveia -
preta 
14 DAS 
Aveia-
preta 
0 DAS 
B
lo
co
 3
 
Aveia-
preta 
28 DAS 
Aveia-
preta 
 14 DAS 
Aveia-
preta 
0 DAS 
Ervilhaca 
28 DAS 
Ervilhaca 
14 DAS 
Ervilhaca 
0 DAS 
Pousio 
28 DAS 
Pousio 
14 DAS 
Pousio 
0 DAS 
B
lo
co
4
 
Pousio 
28 DAS 
Pousio 
14 DAS 
Pousio 
0 DAS 
Aveia-
preta 
28 DAS 
Aveia-
preta 
 14 DAS 
Aveia-
preta 
0 DAS 
Ervilhaca 
28 DAS 
Ervilhaca 
14 DAS 
Ervilhaca 
0 DAS 
Fonte: Autor 
 
 A semeadura do milho foi realizada no dia 30 de outubro de 2020 em toda a área de 
forma homogênea com uma semeadora Vence Tudo modelo SA 11500 A. O híbrido de milho 
utilizado foi o Forseed FS 450 com tecnologia POWERCORE™ à uma densidade de semeadura 
de 75.000 plantas ha-1. Na adubação de base foi utilizado 250 kg ha-1 de adubo granulado NPK 
(09-33-12) + 86 kg ha-1 de KCl para suprir as demandas por nutrientes da cultura. No dia 03 de 
dezembro de 2020 foi aplicado a adubação nitrogenada de cobertura sendo utilizado 60 kg N 
ha-1 para a ervilhaca, 90 kg N ha-1 para a aveia-preta e 80 kg N ha-1 parao pousio. 
 
3.3 COLETA DE SOLO 
 As amostras de solo foram coletadas utilizando um trado tipo calador em diferentes dias 
ao longo do período de estudo. Dentro de cada subparcela eram coletadas 3 subamostras que 
eram armazenadas em saco plástico identificado. Posteriormente eram acondicionadas em caixa 
23 
 
térmica até a coleta de todas as subparcelas. Após as amostras coletadas as mesmas eram 
submetidas a agitação de um agitador mecânico por 40 minutos. 
 As datas de coletas de solo foram diferentes para as 3 épocas de dessecação, onde em 
28 DAS as datas foram: 02/10/2020; 06/10/2020; 10/10/2020; 16/10/2020; 20/10/2020; 
26/10/2020; 30/10/2020; 09/11/2020; 23/11/2020 e 03/12/2020. Para 14 DAS: 02/10/2020; 
16/10/2020; 20/10/2020; 26/10/2020; 30/10/2020; 03/11/2020; 09/11/2020; 13/11/2020; 
23/11/2020; 03/12/2020 e 07/12/2020 e 0 DAS: 02/10/2020; 16/10/2020; 30/10/2020; 
03/11/2020; 09/11/2020; 13/11/2020; 17/11/2020; 23/11/2020; 27/11/2020; 03/12/2020; 
07/12/2020 e 21/12/2020. 
 Após coletadas, uma parte das amostras foram homogeneizadas e pesadas para mistura 
com solução de KCl 2%. Após submetidas ao agitador mecânico, as amostras foram reservadas 
por 1,5 horas para decantação do solo. Após decantado, cerca de 50 mL da solução de KCl foi 
retirada e armazenada em recipiente plástico (Figura 2). 
 
Figura 2- Etapas da coleta e extração de N-mineral das amostras de solo. A) Coleta de solo à 
campo; B) Pesagem da amostra de solo e mistura com KCl; C) Amostras em agitador 
mecânico; D) Recipiente de coleta e decantação da amostra. 
 
Fonte: Autor 
A 
D C 
B 
24 
 
 A segunda parte das amostras era utilizada para a determinação de umidade do solo, 
onde o solo era pesado úmido no momento da coleta e após secagem em estufa (105 ºC por 24 
horas) era pesado seco para determinação do teor de água com base na remoção de água por 
aquecimento. 
 
3.4 ANÁLISE EM LABORATÓRIO 
 O N-mineral das amostras de solo foi analisado pelo método Keeney&Nelson (1982) 
que é composto basicamente por 3 etapas. Na primeira etapa ocorre a extração do nitrato (NO3
-
) e do amônio (NH4
+) do solo. Na segunda etapa ocorre o processo de destilação, que é realizada 
utilizando destilador kjeldahl feito por arraste de vapor e por fim, na terceira etapa é realizado 
o processo de titulação do coletado na etapa anterior. 
 No processo de destilação foram utilizados 20 mL de alíquota da amostra, sendo que 
esta amostra foi adicionada em um tubo de ensaio juntamente com 0,2 g de óxido de magnésio. 
Posteriormente este tubo de ensaio era encaixado no aparelho de destilação Kjeldahl e 
aguardado até completar 80 mLs em um erlenmeyer com solução de ácido bórico 1% (10 mL) 
para posterior análise de NH4
+. O mesmo processo era realizado com a adição de liga de devarda 
para a análise de NO3
-. 
 Após a destilação, as amostras foram tituladas para a determinação de NO3
- e NH4
+. A 
titulação foi realizada com auxílio de um titulador automático com uma solução de ácido 
sulfúrico (0,0025 mol L-1). O próximo passo foi calcular o teor de nitrogênio no solo, sendo que 
o mesmo foi calculado com base na equação abaixo. 
 
𝑁 − 𝑁𝐻4
+ 𝑜𝑢 𝑁 − 𝑁𝑂3
− = [
(Vac-Vbr) x 14,007 x Nac x fc
𝑉𝑎𝑙
] 𝑋 [
(𝑉𝑡 + 𝑉𝑎𝑎)
𝑃𝑠 𝑥 10−3
] 
 
em que: 
N-NH4
+= concentração de NH4
+ no solo (mg kg-1); 
N-NO3
- = concentração de NO3
- no solo (mg kg-1); 
Vac = volume de ácido sulfúrico gasto na titulação da amostra (mL); 
Vbr = volume do ácido sulfúrico gasto na titulação do branco de análise (mL); 
Nac = normalidade do ácido sulfúrico utilizado (Molaridade x 2); 
fc = fator de correção da concentração do ácido sulfúrico; 
Val = volume da alíquota usada na destilação (mL); 
25 
 
Vt = volume total de extrato utilizado no processo de extração (mL); 
Vaa = volume de água pré-existente na amostra de solo (mL); 
Ps = massa de solo seco (g). 
 
3.5 DETERMINAÇÃO DA DISPONIBILIDADE LÍQUIDA DE N 
 Para a determinação da disponibilidade líquida de N no solo para a cultura do milho, foi 
verificada a diferença do teor de N no solo entre as plantas de cobertura aveia-preta e ervilhaca 
e o solo em pousio. O cálculo realizado foi o seguinte: 
 
𝑁 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 = 𝑁 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑎𝑣𝑒𝑖𝑎 𝑜𝑢 𝑒𝑟𝑣𝑖𝑙ℎ𝑎𝑐𝑎 − 𝑁 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑝𝑜𝑢𝑠𝑖𝑜 
 
 Dessa forma, quando o resultado do cálculo for positivo indica que houve mineralização 
líquida do N no solo, enquanto quando for negativo indica imobilização líquida do N no solo. 
 
3.6 DETERMINAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO 
 Para determinação da produtividade do milho foram colhidas todas as espigas de cada 
subparcela e extrapolando-se a produção da área útil para um hectare, considerando a umidade 
de colheita de 13%. 
 
3.7 ANÁLISE ESTATÍSTICA 
 Na análise de variância dos resultados, quando os valores de F foram significativos ao 
nível de 5% de probabilidade, submeteu-se o teste de Tukey com nível de significância 5%, 
utilizando do software Sisvar. 
 
 
 
26 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
4.1 DADOS CLIMÁTICOS 
 Durante o período de avaliação do experimento a região de Curitibanos – SC passou 
majoritariamente por uma seca de intensidade S2 (Seca grave) (ANA, 2020). Historicamente 
no estado de Santa Catarina o mês de outubro possui elevados valores de precipitação, com a 
região apresentando em torno de 250 mm de chuvas. Entretanto, conforme pode-se observar na 
Figura 3, durante o mês de outubro/2020 a somatória de precipitação foi de somente 32,8 mm, 
o que favoreceu o agravamento da seca naquela época causando impactos negativos sobre o 
cultivo agropecuário. 
 
Figura 3- Precipitação e temperatura média durante o período de outubro à dezembro de 2020 
na cidade de Curitibanos – SC. 
 
Fonte: adaptado de EPAGRI/CIRAM; UFSC. 
 
 No mês de novembro/2020 ocorreu uma precipitação acumulada de aproximadamente 
200 mm de chuva, melhorando as condições para o cultivo agropecuário. No mês de 
dezembro/2020 com a volta das chuvas ao normal, acumulou-se uma precipitação de 
aproximadamente 120 mm o que ocasionou uma atenuação da severidade da seca, passando 
para intensidade S1 (Seca moderada) (ANA, 2020). 
 A temperatura durante o período de avalição variou de 12,2 a 22,9 ºC, sendo a 
temperatura média de 18 ºC. A temperatura média foi semelhante a temperatura dos anos 
passados registradas (EPAGRI/CIRAM, 2021). 
05/10/20 19/10/20 02/11/20 16/11/20 30/11/20 14/12/20 
P
re
c
ip
it
a
ç
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o
 (
m
m
)
0
10
20
30
40
50
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 (
ºC
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0
10
20
30
40
50
27 
 
4.2 PRODUÇÃO DE BIOMASSA E ACÚMULO DE N PELAS PLANTAS 
 Durante o período entre safra a aveia-preta produziu cerca de 3,4 Mg MS ha-1, enquanto 
a ervilhaca produziu cerca de 7,2 Mg MS ha-1. Esta diferença pode ser atribuída ao fato de que 
as plantas de cobertura se desenvolveram sobre palhada de milho da safra anterior, dessa forma 
o N presente no solo provavelmente estava imobilizado devido à alta relação C/N da palhada 
de milho. Considerando isto a ervilhaca apresentou maior produção de MS devido à sua 
capacidade de fixar N2 atmosférico, característica que a aveia-preta não possui. Na aveia-preta 
resultados semelhantes foram encontrados por Aita (1997), onde a produtividade apresentou 
média de 2,9 Mg MS ha-1, enquanto que para a ervilhaca o autor encontrou valores próximos a 
3,5 Mg MS ha-1. 
 A quantidade média de N adicionada pelas culturas variou de 141,7 a 19,3 kg ha-1 para 
os resíduos de ervilhaca e aveia-preta, respectivamente. Esta elevada diferença entre o N 
adicionado pela ervilhaca em relação a aveia-preta, deve-se principalmente à capacidade da 
leguminosa fixar N2 atmosférico. 
 Giacomini et al. (2003) relataram que nos três anos de estudo a quantidade de N 
acumulada pela ervilhaca foi superior a aveia-preta. Os mesmos autores relatam que para a 
ervilhaca o acúmulo de N na planta atingiu 113, 91 e 63 kg ha-1 nos anos de 1998,1999 e 2000, 
respectivamente, enquanto que para a aveia-preta o acúmulo de N atingiu os valores de 59, 57 
e 42 kg ha-1 nos mesmos anos. 
 Calegari (1990) observou em seu experimento que o acúmulo de N na aveia-preta, no 
florescimento, foi de 16,5 kg N ha-1. No mesmo estádio de desenvolvimento em estudo 
realizado por Aita et al. (2001), a aveia-preta acumulou uma média de 42 kg N ha-1 durante dois 
anos de experimento. 
 Thapa et al. (2018), observando diferentes experimentos com a ervilhaca, demonstraram 
que o teor de nitrogênio acumulado na biomassa acima do solo acumulado foi de em média 122 
kg ha-1. Poffenbarger et al. (2015) relataram em estudo que o teor de N acumulado pela 
ervilhaca variou de 145 a 223 kg ha-1 entre os anos e locais de estudo, atingindo uma média de 
181 kg ha-1. 
 Após o acúmulo máximo de N na MS e posterior manejo da planta de cobertura ocorre 
uma diminuição gradual nos teores de N. Argenta et al. (2001) observaram que a quantidade de 
N presente na palhada de aveia-preta diminuiu de 86 kg ha-1 no dia da dessecação para cerca de 
35 kg ha-1 15 dias após a dessecação. Crusciol et al. (2008) observaram também que ao longo 
do tempo o teor de nitrogênio na palha de aveia-preta diminui, sendo que foi observado 
28 
 
liberação de 45% do N total 53 dias após o manejo da aveia-preta. Ainda relataram que o N, 
juntamente com o potássio atingiram pico de disponibilização entre o 10º e 20º dia após o 
manejo da fitomassa da aveia-preta. 
 Resultados semelhantes ao de Ferreira et al. (2014) onde em estudo no cultivo de videira 
demonstraram a redução de 124,2 para 5,9 kg N ha-1 na palhada após 110 dias do manejo da 
aveia-preta. Para a ervilhaca os autores encontraram redução de 75,7 para 1,4 kg N ha-1 durante 
o mesmo período. Com relação a MS, no mesmo estudo a aveia-preta apresentava 
aproximadamente 7500 kg ha-1, enquanto a ervilhaca apresentou cerca de 2300 kg ha-1. 
 
4.3 TEOR DE NH4
+ e NO3
- NO SOLO 
 No experimento as diferentes plantas de cobertura utilizadas apresentaram influência na 
disponibilidade de NO3
- no solo (Tabela 2). Avaliando os valores médios das três diferentes 
épocas de manejo de NO3
- na solução do solo (Figura 4), os menores teores foram observados 
no período de avaliação quando utilizado a aveia-preta (cerca de 8 kg ha-1), enquanto os maiores 
teores foram observados na cultura da ervilhaca (cerca de 25 kg ha-1). No pousio os teores 
médios ficaram em aproximadamente 17 kg ha-1. 
 Como descrito na Figura 4A, a aveia-preta 0 DAS parece não apresentar indícios de 
aumento significativo nos teores de NO3
-. Para o tratamento 14 DAS os teores de NO3
- na aveia-
preta apresentaram pico no dia 26/10 com 16,1 kg ha-1. Aparentemente a aveia-preta 28 DAS 
teve um aumento gradual na disponibilização de NO3
-, onde no dia da dessecação, o solo 
apresentava valores próximos a 3 kg ha-1 e no dia da última avaliação apresentou cerca de 14 
kg ha-1. 
 Conforme a Figura 4B, o tratamento 0 DAS apresentou um pico de disponibilização de 
NO3
- pela ervilhaca no dia 23/11 (cerca de 25 kg ha-1), correspondendo a aproximadamente 20 
dias após sua dessecação. Após a aplicação de nitrogênio em cobertura no dia 03/12, ocorreu 
um leve aumento no teor de NO3
- para cerca de 30 kg ha-1. A ervilhaca 14 DAS e 28 DAS 
disponibilizaram seus maiores teores de NO3
- no dia 09/11 com cerca de 40 e 42 kg ha-1, 
respectivamente. 
 
 
29 
 
Figura 4- Teores médios de NO3
- na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho). 
 
Fonte: autor. 
0
10
20
Aveia 0 DAS 
Aveia 14 DAS 
Aveia 28 DAS
05/10/20 19/10/20 02/11/20 16/11/20 30/11/20 14/12/20 28/12/20 
0
10
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Pousio 0 DAS
Pousio 14 DAS
Pousio 28 DAS
N
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- 
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-1
)
0
10
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50
Ervilhaca 0 DAS
Ervilhaca 14 DAS
Ervilhaca 28 DAS
Semeadura do milho + Aplicação N
Semeadura do milho + Aplicação N
Semeadura do milho + Aplicação N
N cobertura
N cobertura
N cobertura
A 
B 
C 
30 
 
 
 No pousio (Figura 4C), o tratamento 0 DAS apresentou o pico de disponibilização de 
NO3
- no dia 09/11 (24,2 kg ha-1) coincidindo com uma precipitação de 24,8 mm após um 
período com poucas chuvas mal distribuídas. Tanto no pousio 14 DAS quanto no 28 DAS houve 
situação similar à dessecação mais tardia, com um de seus picos ocorrendo no dia 09/11 (26,7 
kg ha-1 e 27,3 kg ha-1, respectivamente). Além disso, 14 DAS ocorreu um segundo pico no dia 
26/10 (31,7 kg ha-1). 
 De maneira geral, para a aveia-preta é possível observar que os teores de NO3
- no solo 
ficaram abaixo dos teores quando não utilizada nenhuma planta de cobertura. Este resultado 
pode estar associado ao fato de a aveia-preta apresentar baixa relação C/N, o que ocasiona no 
solo uma imobilização do NO3
- que inicialmente estaria disponível. Além disso outro fator que 
pode ter interferido no baixo teor de NO3
- seria a decomposição da MOS em um período com 
distribuição de chuvas irregular, resultando em uma menor liberação de N. Resultados 
semelhantes foram encontrados em Sá et al. (1999), onde relataram que durante um período de 
boa distribuição de chuvas observou-se uma maior liberação de N em relação a um período com 
distribuição irregular, o que sugere uma menor imobilização pela biomassa microbiana. 
 Utilizando a ervilhaca como planta de cobertura para posterior cultivo de milho, 
conforme observado na Figura 4B, o ideal seria realizar a dessecação da ervilhaca 
imediatamente antes da semeadura do milho, pois dessa forma o pico de disponibilização de 
NO3
- pela cobertura estaria sincronizado com o período crítico de absorção de N pelo milho. 
Silva et al. (2007b) obtiveram resultados semelhantes quando compararam o manejo da 
ervilhaca no dia anterior à semeadura ao manejo de dessecação 15 dias antes à semeadura. 
Nesse estudo, o manejo mais tardio da ervilhaca provocou incremento na produtividade de 
grãos em 23%, sendo que este resultado foi explicado pelo fato da dessecação mais tardia 
ocasionar a liberação do N ao sistema solo-planta no tempo mais adequado. 
 Considerando os teores de NH4
+ no solo, as plantas de cobertura também influenciaram 
sobre a sua disponibilidade (Tabela 3). Como descrito na Figura 5A, os teores de NH4
+ 0 DAS 
variaram de 1,6 até 49,1 kg ha-1 na aveia-preta, sendo que este maior valor aconteceu após a 
aplicação de N em cobertura. Antes da aplicação de N o maior teor de NH4
+ ocorreu no dia 
09/11 (cerca de 27 kg ha-1). Na época de dessecação 14 DAS houve um aumento aparente nos 
teores até 17/11, atingindo o pico com 26,1 kg ha-1. Após o dia 03/12 o teor de NH4
+ atingiu 
93,4 kg ha-1 devido a aplicação de N. Aparentemente 28 DAS os teores de NH4
+ no solo 
cultivado com aveia-preta foram diminuindo ao longo do tempo, sendo que seu pico ocorreu 
no dia 02/10 (25,3 kg ha-1). 
31 
 
 Durante o experimento, os teores de NH4
+ com o cultivo de ervilhaca (Figura 5B) 
dessecada no dia da semeadura variaram de 10,5 até 67,4 kg ha-1, sendo que o pico de 
disponibilização ocorreu no dia 09/11. No tratamento 14 DAS, a ervilhaca apresentou aumento 
significativo na disponibilização de NH4
+ no dia 23/11, o que corresponde a aproximadamente 
1 mês após a sua dessecação, indicando que este é a melhor época para o milho estar em seu 
período crítico de absorção de nitrogênio. Na avaliação do tratamento 28 DAS a ervilhaca se 
destacou na liberação de NH4
+ em relação as outras plantas de cobertura, sendo que o pico de 
disponibilização ocorreu no dia 09/11 aproximadamente 1 mês após a dessecação. 
 Conforme a Figura 5C, no pousio os tratamentos 0, 14 e 28 DAS apresentaram um 
padrão similar entre eles ao longo do tempo. Os maiores teores de NH4
+ aconteceram no 
primeiro dia de avaliação e até a aplicação de N em cobertura tiveram um leve declínio. Ainda 
foi possível observar que, de maneira geral,os teores de NH4
+ foram menores no tratamento 
aveia-preta quando comparado com o pousio, indicando que houve provável imobilização do 
N que estaria disponível para o cultivo do milho. 
 Observa-se também na Figura 5 que na camada de solo estudada no experimento, o 
NH4
+ se apresentou em teores elevados quando comparado a outros experimentos. Por exemplo, 
Sá et al. (1999) relatou que na camada de 0-7 cm de solo os teores de NH4
+ se mantiveram 
próximos a 0 mg N kg-1 solo seco, tanto em sistema de plantio direto quanto em plantio 
convencional. No mesmo estudo, para a profundidade 7-30 cm no plantio direto os teores 
alcançaram 1 mg N 100 g-1 solo seco. 
 Os altos teores de NH4
+ no solo podem ser explicados pelos altos teores de M.O., devido 
ao fato do local estar em SPD há muitos anos. Como descrito por Sá et al. (1999), os solos com 
SPD consolidado proporcionam uma maior liberação de NH4
+ no solo devido a maior 
mineralização de M.O. 
 No início do experimento a ervilhaca disponibilizou maior teor de NH4
+ ao solo em 
relação a aveia-preta. Isto se deve ao fato da leguminosa realizar a fixação de N2, sendo assim, 
a mesma não tem necessidade de absorver o NH4
+ aumentando a disponibilidade deste no solo. 
Pode-se observar também que de maneira geral a ervilhaca proporcionou uma maior liberação 
ou mineralização do N no solo, isto devido ao fato dessa leguminosa apresentar baixa relação 
C/N. 
 
32 
 
Figura 5- Teores médios de NH4
+ na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho). 
 
Fonte: autor. 
N
H
4
+
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Aveia 0 DAS 
Aveia 14 DAS 
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05/10/20 19/10/20 02/11/20 16/11/20 30/11/20 14/12/20 28/12/20 
0
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Pousio 0 DAS
Pousio 14 DAS
Pousio 28 DAS
Semeadura do milho + Aplicação N
N cobertura
Semeadura do milho + Aplicação N
Semeadura do milho + Aplicação N
N cobertura
N cobertura
A 
B 
C 
33 
 
4.4 TEOR DE N INORGÂNICO TOTAL NO SOLO 
 O cultivo com diferentes plantas de cobertura e épocas de manejo provocam respostas 
distintas no ambiente, sendo que cada planta apresenta exigências nutricionais e produção de 
fitomassa diferenciadas entre si (ALVARENGA et al., 2001). Uma destas respostas é a 
diferenciação na liberação de N para o sistema, sendo que este fator sofrerá influência 
principalmente da relação C/N do resíduo vegetal (BISSANI et al., 2008). 
 Conforme a figura abaixo (Figura 6) podemos observar que na cultura da ervilhaca a 
disponibilização no nitrogênio à cultura do milho ocorreu em diferentes estádios e foi 
significativa (Tabela 4). Quando manejada 28 dias antes da semeadura a ervilhaca apresentou 
seu pico de disponibilização de N no dia 09/11, o que é diferente do período em que a planta 
mais necessitaria do mesmo. O mesmo ocorre quando a ervilhaca é manejada 14 dias antes da 
semeadura, sendo que a disponibilização máxima de N ocorre antes do estádio V3 no milho. 
No manejo 0 DAS podemos observar que o máximo de disponibilização de N ocorre no dia 
23/11, coincidindo com o período crítico de N para a cultura do milho. 
 Silva et al. (2007b) relataram que quando utilizada ervilhaca antes da safra de milho 
com manejo sem dessecação e com dessecação um dia antes da semeadura do milho, ocorreu 
um incremento no rendimento de grãos em comparação com a dessecação realizada 15 dias 
antes da semeadura. Os autores atribuíram estes resultados ao fato da leguminosa apresentar 
rápida decomposição e, consequentemente, rápida liberação de N para o sistema solo-planta. 
 Aita e Giacomini (2003) relataram que cerca de 60% do N acumulado nos resíduos de 
ervilhaca comum são liberados para o solo durante as primeiras quatro semanas após o seu 
manejo. Ainda, há alguns fatores que influenciam na mineralização de N além da relação C/N 
que podem ser citados, como a temperatura e umidade do solo. No mês de outubro a região de 
Curitibanos passou por um período de seca grave (ANA, 2020), com chuvas abaixo da média 
afetando as atividades agropecuárias, sendo que este fato ocasionou a diminuição na umidade 
do solo. Apesar das condições climáticas desfavoráveis a mineralização, observou-se teores de 
N inorgânico semelhantes com a literatura. 
 Para a cultura da aveia-preta, não houve diferenças significativas para disponibilização 
de N ao longo do ciclo e também nas diferentes épocas de manejo. Isto provavelmente ocorreu, 
pois o pousio apresentou teores de N maiores do que quando comparado com a aveia-preta, 
indicando que a aveia-preta imobilizou o N durante as primeiras semanas da sua decomposição. 
Estes resultados foram semelhantes ao estudo de Vargas, Selbach e Sá (2005) onde relataram 
34 
 
que quando cultivado milho em sucessão a aveia-preta não houve a remineralização do N 
imobilizado pela biomassa microbiana durante o período de cultivo do milho. 
 Apesar da utilização da aveia-preta como planta cobertura provocar a imobilização do 
N no solo, é importante destacar as várias vantagens que a inserção desta gramínea ocasiona no 
sistema de produção. Dessa forma, apesar da disponibilização líquida negativa de N, a cobertura 
permanente do solo é mais sustentável e vantajosa do que a utilização do pousio na área. 
 
35 
 
Figura 6- Teores médios de N mineral na camada de 0-10 cm do solo em diferentes plantas de 
cobertura e épocas de dessecação, onde DAS (dias antes da semeadura do milho). 
 
Fonte: autor. 
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Aveia 0 DAS 
Aveia 14 DAS 
Aveia 28 DAS
N
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Ervilhaca 0 DAS
Ervilhaca 14 DAS
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0
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Pousio 0 DAS
Pousio 14 DAS
Pousio 28 DAS
 Período crítico 
de absorção de N
 para o milho
 Período crítico 
de absorção de N
 para o milho
 Período crítico 
de absorção de N
 para o milho
36 
 
4.5 DISPONIBILIDADE LÍQUIDA DE N NO SOLO 
 A disponibilidade líquida de nitrogênio no solo foi influenciada pelas plantas de 
cobertura utilizadas. Como podemos observar na Figura 7, de madeira geral a ervilhaca 
apresentou disponibilidade líquida positiva de N, enquanto a aveia-preta apresentou 
disponibilidade líquida negativa. 
 A disponibilidade positiva ocasionada pelo cultivo da ervilhaca está relacionada a 
capacidade desta leguminosa em fixar nitrogênio atmosférico durante seu período de 
desenvolvimento. Ainda sua baixa relação C/N, aliada à presença de compostos de grande 
solubilidade, favorece a rápida decomposição e mineralização, aumentando rapidamente a 
disponibilidade de N no solo (ASSMANN et al. 2007), o que pode resultar em aumentos na 
produtividade do milho (SILVA et al. 2007a; BISOGNIN et al. 2014). 
 No caso da aveia-preta a disponibilidade negativa de nitrogênio é ocasionada 
imobilização do N ocasionado pela alta relação C/N da sua matéria seca o que compromete a 
quantidade necessária de N para gramíneas como milho, cultivadas em sucessão (MAI et al. 
2002). Ainda, antes da sua dessecação, a gramínea absorveu o N disponível no solo para seu 
desenvolvimento e dessa forma, tornou a imobilização líquida de N negativa. 
 
Figura 7- Disponibilidade líquida de N fornecida por duas diferentes plantas de cobertura em 
diferentes épocas de dessecação. 
 
Fonte: autor 
 
05/10/20 19/10/20 02/11/20 16/11/20 30/11/20 14/12/20 
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Aveia 14 DAS
Aveia 28 DAS
Ervilhaca 0 DAS
Ervilhaca 14 DAS
Ervilhaca 28 DAS
37 
 
 No tratamento aveia-preta 0 DAS é possível observar que após sua dessecação os teores 
de N líquido no solodiminuíram de 1,54 kg N ha-1 (no dia da dessecação) para -10 kg N ha-1 
quando a disponibilidade negativa atingiu seu valor máximo (aproximadamente 23 dias após a 
dessecação). A aveia-preta 14 DAS disponibilizou valores negativos de N durante todo o 
período de avaliação, com exceção da data de coleta após a adubação nitrogenada de cobertura. 
No tratamento aveia-preta 28 DAS a planta de cobertura imobilizou N durante todo o período 
de coleta. Dessa forma, no presente estudo as diferentes épocas de dessecação da cultura da 
aveia-preta não apresentaram diferenças significativas na disponibilização de N ao solo e na 
produtividade do milho. 
 No tratamento ervilhaca 0 DAS a disponibilidade líquida de N no solo se manteve 
positiva por quase todo o período de avaliação, com exceção para o dia 16/10 no qual apresentou 
valores próximos a -4 kg N ha-1. Os valores máximos de disponibilização líquida de nitrogênio 
neste tratamento ocorreram no dia 23/11 com valores próximos à 24 kg ha-1. No tratamento 
ervilhaca 14 DAS, inicialmente a disponibilização líquida de N apresentou valores negativos, 
entretanto aproximadamente 25 dias após sua dessecação a disponibilização tornou-se positiva, 
atingindo seu pico de disponibilidade líquida próximo ao dia 27/11. No tratamento ervilhaca 28 
DAS a disponibilização líquida foi positiva durante todo o período de estudo, com seu pico de 
disponibilização no dia 13/11 atingindo valores próximos a 34 kg N ha-1. 
 
4.5 RENDIMENTO DE GRÃOS DE MILHO 
 Para rendimento de grãos de milho não foi encontrado diferenças significativas entre os 
tratamentos (Figura 8), sendo que este resultado pode ser atribuído ao fato do acontecimento de 
vários inconvenientes ao longo do cultivo do milho. 
 A realização da adubação nitrogenada seguindo a recomendação do manual de calagem 
e adubação equalizou a diferença na disponibilização de N pelas diferentes plantas de cobertura. 
Assim a dose de N em cobertura foi maior para o tratamento aveia-preta, seguido por pousio e 
ervilhaca, consecutivamente. 
 Outro fator está relacionado à após o período de seca (principalmente no mês de 
outubro), onde foi observado uma alta incidência de chuva no mês de novembro com 
precipitações chegando até 47 mm dia-1. Isto ocasionou inundação na lavoura, prejudicando o 
crescimento adequado da planta de milho. Ainda, a safra agrícola de 2020/2021 foi marcada 
pela alta incidência de cigarrinha-do-milho no estado de Santa Catarina, sendo que esta praga 
38 
 
agrícola é responsável pela transmissão do complexo de enfezamento, a qual pode ocasionar 
perdas na lavoura de até 90%. 
 
Figura 8- Produtividade média do milho em diferentes plantas de cobertura e épocas de 
dessecação. 
 
Fonte: autor. 
 
 
 
 
 
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Ervilhaca 0 DAS
Ervilhaca 14 DAS
Ervilhaca 28 DAS
Pousio 0 DAS
Pousio 14 DAS
Pousio 28 DAS
39 
 
CONCLUSÃO 
 
 Os resultados sugerem que a melhor época de dessecação para a ervilhaca é no dia da 
semeadura do milho (0 DAS), deste modo o pico de disponibilização de N mineral (NH4
+ + 
NO3
-) coincidiu com o período crítico de N para a cultura do milho. 
 Utilizando a aveia-preta como planta de cobertura, as dessecações 28, 14 e 0 dias antes 
da semeadura do milho não apresentaram diferenças significativas na disponibilização de N no 
solo, além do que na maior parte do tempo o N disponível líquido no solo se manteve negativo. 
 
40 
 
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Brasileiro de Ciência do Solo. Anais. Natal – RN, 2015. p. 1-4. 
 
 
 
46 
 
 
ANEXO 
 
Tabela 2- Tabela estatística para diferenciação dos teores de nitrato no solo em diferentes épocas de dessecação, plantas de cobertura e dias de 
coleta. DAS: Dias antes da semeadura do milho. 
Data/Planta 
de 
Cobertura 
02/10/2020 16/10/2020 30/10/2020 09/11/2020 23/11/2020 03/12/2020 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
Aveia-preta Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aab Ab Aa Ab Ab 
Ervilhaca Ba Ba Ba Aa ABa Bb Aa Bab Bb Aa Cb Cb Cab Ca Cb Ba Ba Cb 
Pousio Ba Ba Ba Ba Ba Ba Aa ABa ABa Ba Ba Ba Ba Ba Ba Bab Aa Bb 
Médias seguidas de mesma letra para cada data não diferem estatisticamente entre si, maiúscula na coluna e minúscula na linha. Tukey à 5% de probabilidade. 
 
Tabela 3- Tabela estatística para diferenciação dos teores de amônio no solo em diferentes épocas de dessecação, plantas de cobertura e dias de 
coleta. DAS: Dias antes da semeadura do milho. 
Data/Planta 
de 
Cobertura 
02/10/2020 16/10/2020 30/10/2020 09/11/2020 23/11/2020 03/12/2020 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
Aveia-preta Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa ABa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa 
Ervilhaca Ba ABa Aa Ba Aa Bb Aa Ba Aa Ba Aa Ba Ba Bb Ba Ba Ba Ba 
Pousio ABa Ba Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa ABa Aa 
Médias seguidas de mesma letra para cada data não diferem estatisticamente entre si, maiúscula na coluna e minúscula na linha. Tukey à 5% de probabilidade. 
 
47 
 
 
Tabela 4- Tabela estatística para diferenciação dos teores de nitrogênio mineral no solo em diferentes épocas de dessecação, plantas de cobertura 
e dias de coleta. DAS: Dias antes da semeadura do milho. 
Data/Planta 
de 
Cobertura 
02/10/2020 16/10/2020 30/10/2020 09/11/2020 23/11/2020 03/12/2020 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
0 
DAS 
14 
DAS 
28 
DAS 
Aveia-preta Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa Aa 
Ervilhaca Ba ABa Aa Ba ABa Cb Aa Ba Ba Aa Cb Cb Ca Cb Cab Ba Ba Ba 
Pousio Ba Ba Aa Ba Ba Ba Aa ABa ABa Aa Ba Ba Ba Ba Ba Aa Aa Aa 
Médias seguidas de mesma letra para cada data não diferem estatisticamente entre si, maiúscula na coluna e minúscula na linha. Tukey à 5% de probabilidade.

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