Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Universidade Nove de Julho Maria Lívia
 Diarreia: 
Definiçõ: 
• Diaeia - eliminação anormal de fezes amolecida ou líquidas, 
> 3x/dia (OMS); 
Ocorre um desequilíbrio entre a absorção e a secreção 
de líquidos e eletrólitos. 
• Diaeia Aguda - até 14 dias (autolimitada); 
• Diaeia Persiente - > 14 dias (aumento morbimortalidade e 
desnutrição); 
• Diaeia Crônica - > 30 dias ou ≥ 3 episódios de curta 
duração com intervalo < 2 meses. 
Diaeia Osmótica: 
• Atinge intestino delgado proximal - diarreia alta; 
• Causada pela infecção nos enterócitos e destruição de 
vilosidades - efeito citopático -> diminui a enzima lactase ou 
pela deficiência na produção de lactase: 
Com isso, a lactose não será digerida no intestino delgado 
aumentando a osmolaridade na luz intestinal - aumento de 
água dentro do intestino delgado; 
No intestino grosso, a lactose é fermentada - produção 
de ácidos (explica característica ácida e explosiva). 
• Aguda - rotavírus (infectam seletivamente enterócitos -> 
destruição -> atrofia vilositária); 
• Crônica - deficiência na produção de lactase (intolerância à 
lactose); 
• Sinais e Sintomas - distensão abdominal, cólicas, aumento do 
peristaltismo, fezes ácidas (assaduras) e explosivas (gases). 
Diaeia Secretora: 
• Atinge o intestino delgado - diarreia alta; 
• Fisiopatologia - liberam enterotoxinas nos enterócitos; 
Estas, ativam adenilato ciclase - aumento AMPc, GMPc e 
cálcio; 
Ativação de proteínas quinases - desestabilização de 
proteínas da membrana; 
Diminui absorção de NaCl e aumento da secreção de 
cloro e sódio - diarreia secretora. 
• Enterotoxina —> infecção por ECET/Cólera. 
Sistema Digestório Sistema Digestorio 
Caracterização da Diarreia - duração do processo diarreico, 
volume e frequência das evacuações, consistência das fezes, 
presença de muco, sangue ou gordura. 
Sintomas Associados - vômitos, febre, perda de peso.
Universidade Nove de Julho Maria Lívia
• Sinais e Sintomas - perdas hidroeletrolíticas intensas com 
desidratação grave. 
Diaeia Inflamatória - Disenteria: 
• Atinge intestino distal e cólon - dirreia baixa (invasiva); 
• Infecção por Shigella; 
• Fisiopatologia - bactérias fagocitadas por macrófagos; 
Macrófagos sofrem apoptose pela indução da Shigella - 
liberação de interleucinas que recrutam células polimorfo-
nucleares; 
Bactéria liberada penetra nas células epiteliais; 
Esse recrutamento células polimorfonucleares quebram a 
junção entre as células e facilitam a entrada da bactéria; 
Bactérias se multiplicam nas células epiteliais e promovem 
a morte da própria células - exsudação (muco, sangue e 
proteínas); 
Perda - sangue e eletrólitos. 
• Quadro Clínico - febre, mal-estar, dor abdominal em cólica, 
tenesmo; 
Diarreia Disentérica - fezes em pequenos volumes, com 
muco, sangue e leucócitos. 
Diaeia Aguda Alta x Baixa: 
Diaeia Crônica: 
• Contínua ou intermitente; 
• Hábito intestinal anterior - tentar entender em que momento 
iniciou e se algum fator desencadeou; 
• Início - abrupto ou gradual; 
• Evolução; 
• Sintomas Aociad - dor abdominal, emagrecimento, febre 
e vômitos. 
Consequências: 
• Diaeia Aguda: 
Desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos; 
Desnutrição - menos comum. 
• Diaeia Crônica - desnutrição. 
 Refluxo gastroesofágico: 
Definiçõ: 
• Refluxo Garsofágico (RGE) - passagem do conteúdo 
gástrico para o esofâgo (com ou sem exterioriza.ção); 
• Dnça do Refluxo Garsofágico (DRGE) - quando os 
sintomas do RGE afetam a funcionalidade e/ou causam 
complicações; 
Condição patológica. 
Alta Baixa
Volume Grande Pequeno
Frequência Baixa Alta
Tenesmo Não Sim
Achados Restos alimentares
Sangue, muco e/
ou pus
Desidratação - umidade das mucosas (língua e mucosa oral), 
olhos fundos, choro sem lágrimas, fontanela deprimida, turgor da 
pele (de elástico para pastoso); 
Outros sinais - pulsos diminuídos, tempo de enchimento capilar 
lentificado (> 3”), extremidades frias, taquicardia, diminuição da 
diurese. 
Classificação - hidratado <-> desidratado (+ a ++++ ou leve, 
moderado e severo)
Universidade Nove de Julho Maria Lívia
Fisiopatologia da DRGE: 
• Principal mecanismo da regurgitação do lactente - aumento 
no número de relaxamentos do EEI independentes das 
deglutições; 
EEI - principal que faz com que o conteúdo gástrico não 
reflua para o esôfago; 
No bebê - mesmo sem a passagem do alimento ocorre o 
relaxamento do EEI. 
• Desequilíbrio entre os mecanismos de defesa e agressão; 
Mecanimos de Defesa - clareamento esofágico eficaz 
evita que tenha lesão no esôfago; 
Crianças com distúrbios de deglutição e peristaltismo 
modificado favorece que tenha um maior process de 
agressão; 
Aumento da pressão intrabdominal e intragástrica. 
Regurgitação e Vômito: 
• Regurgitação do Lactente - quando o conteúdo gástrico é 
refluído e expelido para fora da boca; 
Retorno passivo, sem esforço ou náuseas. 
• Vômit - expulsão violenta do conteúdo gástrico, precedida 
por náuseas, palidez, taquicardia, sudorese e sialorreia; 
Importante na anamnese saber quando começou, a 
frequência, se tem sintomas associados e se tem alguma 
relação com a alimentação. 
• Orientação a Pais: 
Pega adequada; 
Nível de leite - mamadeira deve estar horizontalizada para 
evitar entrada de ar na mamadeira; 
Ortostatismo / eructar após mamar; 
Posição para dormir - posições prona e laterais (direita ou 
esquerda) são fatores de risco para refluxo em menores 
de 1 ano. 
 Constipação: 
• Eliminação de fezes endurecidas acompanhadas ou não de 
dor, dificuldade ou esforço nas evacuações, comportamento 
de retenção, incontinência fecal por retenção ou aumento 
no intervalo das evacuações. 
Definiçõ: 
• Comportamento de Retenção - criança assume posições 
características; 
• Incontinência Fecal Retentiva - eliminação de parte do 
conteúdo fecal secundário às fezes impactadas; 
Antigo escape fecal ou soiling. 
• Incontinência Fecal Não Retentiva - evacuações completas; 
Encoprese, anormalidades neurológicas. 
Sinais de Alerta - vômitos em jato/náuseas, recusa alimentar, 
déficit de crescimento, disfagia, engasgos, hematêmese, melena, 
diarreia crônica, apneia, aspiração, choro excessivo e sintomas 
respiratórios de repetição.
Quanto mais cedo iniciam-se os vômitos, mais chances de 
causas anatômicas.
Universidade Nove de Julho Maria Lívia
• Pseudiconipação do Lactente - evacuações a cada 3 dias 
(3-10 dias), aleitamento materno exclusivo, fezes normais; 
• Disquezia do Lactente - o lactente (< 9 meses) apresenta 
uma incoordenação entre a contração da musculatura 
abdominal e o relaxamento do assoalho pélvico nas tentativas 
de evacuação; 
Geralmente ficam pelo menos 10 min de esforço ou 
choro antes da eliminação com ou sem sucesso das 
fezes; 
Deve estar ausente outros problemas de saúde. 
Conipação Inttinal Funcional: 
• É necessário que haja tentativas de retenção voluntária das 
fezes em decorrência de desconforto na eliminação delas; 
• Nos primeiros anos de vida dois momentos podem levar à 
constipação: 
O início da alimentação complementar à láctea - quando 
o uso de leite materno é exclusivo; 
Pré-escolar - treino de toalete (desfralde). 
• Fisiopatologia - multifatorial; 
Alterações na microbiota intestinal e fisiológicas; 
Experiências traumáticas; 
Fatores psicossociais. 
• Dcrdenação - não há relaxamento do assoalho pélvico; 
Aumento da pressão no esfíncter anal não conseguindo 
gerar uma força propulsora para que haja evacuação; 
Bolo fecal no reto -> percepção sensorial -> distensão do 
reto -> contração diafragma, abdomen e músculos retais 
relaxando o músculo do púbis e esfíncter anal externo e 
interno. 
Conipação Inttinal Orgânica: 
• Sinais de Alerta - RN: 
Não elimina mecônio nas primeiras 48hrs; 
Distensão abdominal; 
Toque retal - eliminação explosiva das fezes e gases.• Sinais de Alerta - Lactente: 
Baixo ganho de peso; 
Distensão abdominal; 
Evacua a cada 3-5 dias fezes endurecidas; 
Episódios de diarreia profusa. 
• Dnças de Hirchsprung ou Megacólon Agangliônico: 
Doença genética; 
Causa - ausência de células ganglionares em plexos 
mioentéricos e de submucosa em segmento do cólon 
distal; 
Quadro Clínico - fezes passam no segmento agangliônico 
com dificuldade na defecação (1x a cada 3 dias), distensão 
abdominal, anorexia, desnutrição; 
Escala de Fezes de Bristol: 
Universidade Nove de Julho Maria Lívia
Tratamento - ressecção completa segmento agangliônico; 
Exame Físico: 
- Fecaloma palpável no abdômen e ampola retal vazia; 
- Após o toque retal pode estimular a saída de fezes 
explosivas e em grande quantidade. 
 Dor abdominal: 
Tip de Dor Abdominal: 
• Dor Abdominal Crônica (DAC) - considera-se a existência de 
dois picos etários de ocorrência: o primeiro entre 4 e 6 
anos e o segundo entre 7 e 12 anos de idade 
Quadro de dor abdominal de longa duração (usualmente 
mais de 3 meses) com padrão contínuo ou intermitente 
• Dor Abdominal Orgânica (DAO) - quando associada a uma 
causa anatômica, inflamatória ou tecidual (5-10% dos casos); 
Ex: apendicite - inflamação do apêndice. 
• Dor Abdominal Funcional (DAF) - dor abdominal ocorre na 
ausência de uma causa anatômica, inflamatória ou tecidual. 
Caráter: 
• Queimação, pontada, irradiação 
• Cólica - distensão ou contração de paredes musculares 
(intestino, vias biliares, urinário, útero); 
• Sinais e sintomas associados; 
• Localização - periumbilical ou epigastrica, raramente com 
irradiação; 
• Intensidade - suficiente para levar ao choro ou interromper 
as atividades habituais; 
Os episódios de dor podem durar minutos a horas, 
intercalados com períodos de bem-estar. 
• Sintomas Neurovegetativ - palidez, sudorese, náuseas e 
vômitos podem ocorrer. 
Peculiaridad do Exame de Abdome: 
• Percuão do Fígado: 
Borda superior - 5 EIC, LHC; 
Borda inferior - pode ser percutível e/ou palpável; 
Até 6 meses - até 3,5cm abaixo do rebordo costal direito 
6 meses a 2 anos - até 3cm do rebordo costal direito; 
2 a 10 anos - até 2cm do rebordo costal direito. 
• Palpação do Baço: 
Ponta de baço pode ser palpável até 10 anos; 
Espaço de Traube - timpânico.
Pseudoconstipação do Lactente - situação fisiológica -> 
espaçamento da evacuação, porém ao evacuar fezes normais; 
Constipação Intestinal Funcional - crônica e funcional -> 
espaçamento da evacuação, dor ao evacuar, fezes bem 
volumosas quando ocorre evacuação, ganho ponderal e estatural 
adequado; 
Megacólon Congênito - etiologia orgânica -> há distensão 
abdominal e dificuldade para evacuar desde o nascimento, 
inadequado ganho ponderal e estatural, eliminação de fezes 
explosivas ao toque retal.
Sinais de Alerta - dor em localização periférica no abdome, dor 
que desperta a criança do sono, evidência de doença orgânica.

Mais conteúdos dessa disciplina