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Direito do Trabalho I Direito do Trabalho na Constituição Federal: Art. 1º, inciso III, CF – dignidade humana – trabalho Art. 3º, inciso III, CF – trabalho erradica a pobreza. Art.170, CF: Livre iniciativa – um dos desdobramentos da liberdade. Dar condições ao empregado se ele quer ou não permanecer no trabalho. Dar maiores poderes ao mais fraco na relação de trabalho. O trabalhador deve permanecer em emprego justo. Revolução Industrial 10 pessoas pra 1 vaga – salário tende a ser baixo; 1 pessoa para 1 vaga – salário tende a ser alto. A máquina tirou mão de obra, poucas vagas para muitos candidatos, as condições de trabalho eram precárias, salário baixo, etc. Divisão do Direito do Trabalho: · Direito do Trabalho está entre o direito público e o direito privado, ou seja, Direito do Trabalho é Direito Híbrido. · Divisão atrasada – CF é uma peneira, tudo o que está abaixo, passou por ela, porquanto, todo o Direito é público. · Pacta sunt servanda – o contrato faz lei entre as partes - não existe, o Estado deve intervir para sanar abusos. Direito material – Individual Direito material – Coletivo Direito Processual – têm regras próprias. Características do Direito do Trabalho: · Direito puramente social; · Protetor dos trabalhadores; · Transnacional; · Transformador; Natureza Jurídica do Direito do Trabalho: Interdisciplinaridade: Direito Constitucional – art. 1º, inciso III, art. 3º, inciso III, art. 170, todos da Constituição Federal. Direito Civil – de acordo com o art. 8º da CLT, o Código Civil é subsidiário. Direito Empresarial – empresa é empregador. Direito Internacional – OIT Direito Penal – Código Penal regula os crimes contra a Organização do Trabalho. Direito da Seguridade Social – arts. 194 a 204, da Constituição Federal. Direito Administrativo – Ministério do Trabalho. Direito Tributário – FGTS e PIS-PASEP. Direito Processual do Trabalho – art. 643 e seguintes, da CLT. Demais áreas: sociologia, medicina e segurança do trabalho com biologia, física e química, economia, contabilidade, ciências administrativas. Fontes do Direito do Trabalho: Fontes Materiais: Complexo de fatores que ocasionam o surgimento de normas, envolvendo fatos e valores (matéria prima). Fontes Formais: Formas de exteriorização do Direito, como por exemplo leis e costumes (dá a forma). Referidas fontes podem ser: Heterônomas – impostas por agentes externos (Constituição Federal, leis e estado no geral.) Autônomas – são elaboradas pelos próprios interessados (costume, convenção e acordo coletivos, etc.). A origem das fontes podem ser: Estatais – lei, sentença normativa, etc. Extra estatais – quando emanada dos grupos e não do Estado (regulamento de empresa, contrato de trabalho, etc.) Profissionais – são estabelecidas pelos trabalhadores e empregadores interessados (convenção e acordo coletivo de trabalho). A vontade das pessoas: Lei de introdução ao direito (mudar no arquivo) 651, CLT – o local de prestação de serviço é a delimitação territorial de competência. Relação de Trabalho (gênero) – trabalho subordinado Relação de Emprego (espécie) – tem cinco requisitos: SHOPP. Subordinação (hierarquia), Habitualidade, Onerosidade, Pessoa física, Pessoalidade. Subordinação Jurídica (nem financeira, nem técnica); Habitualidade – não precisa ser todos os dias, mas precisa ter frequência; Onerosidade – contraprestação pecuniária (dinheiro); Pessoa Física; Pessoalidade – não pode se fazer substituir, senão por autorização de seu chefe. Se não há os cinco requisitos simultaneamente é relação de trabalho e não emprego. João, fiel da Igreja XPTO, no final dos cultos sempre auxiliou Joaquim. Lavava banheiros, varria o chão, lavava a louça que o sacerdote usava. Por ser uma pessoa de poucos recursos, o líder da Igreja pagava a João um marmitex e também o seu transporte (moto táxi) para retorno ao lar. Em 10 de outubro de 2021 o sacerdote pegou Joaquim furtando o dinheiro das doações e o dispensou. Joaquim era registrado e recebia um salário mínimo para se ativar na função de zelador. Como João já era conhecido e querido pelos fiéis da Igreja, o sacerdote propôs a João que ficasse no lugar de Joaquim, com os mesmos direitos trabalhistas do antigo empregado. Pergunta-se: a) João é empregado da Igreja? Desde quando? b) A situação de João foi alterada com a saída de Joaquim? Qual o fundamento? c) Considerando o art.29 da CLT, qual data a Igreja deve assinar a carteira de trabalho de João? Motorista de aplicativo é empregado do aplicativo? Motociclista do Ifood é funcionário do Ifood? Subordinação não estava carcterizada de forma clara.