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primária do hipertireoidismo. Raramente, a DG pode manifestar-se, sobretudo em homens orientais e latinos, com um quadro súbito de paralisia flácida e hipocalemia (paralisia periódica tireotóxica hipocalêmica). Tal paralisia é geralmente de resolução espontânea, pode ser a manifestação inicial do hipertireoidismo e pode ser tratada por suplementação de potássio e uso de betabloqueadores. Ela é curada pelo tratamento adequado do hipertireoidismo.47,48 Figura 30.12 Fluxograma para investigação diagnóstica de pacientes com tireotoxicose. (FT4: T4 livre; FT3: T3 livre; RAIU/24 h: captação do iodo radioativo nas 24 horas; TRAG: anticorpos contra o receptor do TSH.) Tratamento O hipertireoidismo devido à doença de Graves é tratado com uma das seguintes abordagens: (1) uso de drogas antitireoidianas (DAT), também denominadas antitireoidianos de síntese ou tionamidas, para normalizar a produção de T3 e T4; (2) destruição da tireoide, usando o iodo radioativo (RAI); ou (3) remoção cirúrgica da tireoide.5,49–51 Essas opções são as mesmas há mais de 60 anos e apresentam vantagens e desvantagens (Quadro 30.9). Elas devem sempre ser apresentadas ao paciente, caso ele tenha capacidade de discernir. A escolha do tratamento depende das características clínicas e eventuais preferências dos pacientes. Ela também varia com a região geográfica. Entre endocrinologistas clínicos na América do Norte, 58,6% preferem o RAI para o tratamento inicial da DG sem complicações, 40,5% são favoráveis a um curso prolongado de DAT, enquanto menos de 1% recomenda a tireoidectomia.29 Diferentemente, a maioria (67 a 85%) dos endocrinologistas do Brasil, da Europa e da Ásia preferem a terapia primária com DAT.29 Um estudo de 179 pacientes randomizados para as 3 modalidades terapêuticas mencionadas mostrou semelhante pontuação nos escores de qualidade de vida 14 a 21 anos depois do tratamento.52 Duas análises de custo demonstraram ser o RAI a abordagem mais custo-efetiva para o tratamento da doença de Graves.26,27 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib47 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib48 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib5 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib49 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib51 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Text/chapter30.html#ch30tab9 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib29 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib29 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib52 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib26 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(175).html#bib27 Endocrinologia Clínica (Lúcio Vilar) - 6ª Edição