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DOENÇAS SEXUALMENTE TRASMISSÍVEIS ENFERMAGEM EM INFECTOLOGIA ENFª PROFª MAITÊ KAPPEL O QUE SÃO DST´S? O QUE SIGNIFICAM DST E IST? ESTAR DOENTE ESTAR INFECTADO A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. COMO SÃO TRANSMITIDAS? São doenças transmitidas principalmente por contato sexual, sem o uso de preservativos provocadas por bactérias, fungos e vírus. Outra forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente ao uso de drogas injetáveis. Ao contrário do que muita gente pensa, as IST´s são doenças graves que podem causar disfunção sexual, esterilidade, aborto, nascimentos de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer e até a morte. Qual a possibilidade de contrair uma IST? R.: Toda vez que fizer sexo sem proteção. HIV (HUMAN IMMUNODEFICIENCY VÍRUS) O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os linfócitos T-CD4+ são as células mais afetadas pelo vírus HIV, uma vez que o vírus é capaz de alterar o DNA celular. Assim, escraviza essa célula a multiplicar o vírus até a sua exaustão. Como precisa de uma célula hospedeira para se manter vivo, o HIV age já nas primeiras horas após a infecção. Ele tem uma espécie de “encaixe” que o conecta perfeitamente a receptores na membrana das células T CD4+, um tipo de linfócito que organiza a reação do corpo a invasores. O vírus então libera uma enzima chamada transcriptase reversa, que altera seu próprio material genético, convertendo-o de RNA para DNA. Isso permite que ele se integre ao código genético da T CD4+. Após se multiplicar, o vírus destrói os linfócitos e busca outros linfócitos para dar sequência a infecção. O HIV também infecta outras células, como as células do cérebro, da pele, do coração e dos rins, causando doença nesses órgãos. À medida que o HIV destrói os linfócitos T-CD4+, o indivíduo se torna cada vez mais vulnerável às doenças oportunistas. O número de células T CD4+ diminui. Normalmente, temos entre 800 e 1200 delas por milímetro cúbico de sangue. Quando esse total fica abaixo de 200, o organismo se torna vulnerável a infecções oportunistas. HIV (HUMAN IMMUNODEFICIENCY VÍRUS) O HIV é uma infecção sexualmente transmissível (DST), que também pode ser contraída pelo contato com o sangue infectado e de forma vertical, ou seja, a mulher que é portadora do vírus HIV o transmite para o filho durante a gravidez. O HIV é o vírus - denominado vírus da imunodeficiência humana. INFECÇÃO É CLASSIFICADA EM ETAPAS 1. Infecção aguda De três a seis semanas, uma grande quantidade de vírus é produzida no corpo. Muitas pessoas costumam apresentar sintomas que descrevem como a pior gripe que já tiveram na vida. 2. Fase assintomática O vírus está ativo, mas não enfraquece muito o organismo. Não há sintomas. Se a pessoa começar o tratamento, pode viver assim por décadas. Caso contrário, o estágio dura cerca dez anos ou menos. 3. Fase sintomática inicial Os linfócitos T CD4+ começam a se reduzir drasticamente. Começam a surgir problemas como sudorese, fadiga, emagrecimento, diarreia, gengivite e herpes 4. Aids Quando o número de células T CD4+ diminui e cai a níveis inferiores a 200 células/mm3, considera-se que a pessoa tem aids. Sem um tratamento adequado, o tempo de vida estimado é de três anos TIPOS EXISTENTES Existem 2 tipos de vírus causadores da infecção, o HIV-1 e o HIV-2. Grande parte dos casos da epidemia global de Aids é causada pelo HIV-1. A infecção pelo HIV-2 é endêmica em países da África Ocidental. A transmissão do HIV-2 é atualmente baixa em outros países do Ocidente. JANELA IMUNOLÓGICA Janela imunológica é o intervalo de tempo decorrido entre a infecção pelo HIV até a primeira detecção de anticorpos anti-HIV produzidos pelo sistema de defesa do organismo. Na maioria dos casos, a duração da janela imunológica é de 30 dias. SINAIS E SINTOMAS DO HIV Na fase assintomática ou de latência da infecção pelo HIV, o paciente não apresenta nenhum sintoma. Eventualmente podem ocorrer linfoadenomegalias e alguns poucos sintomas gerais, como cansaço e aumento da sudorese durante a noite. Esses sintomas iniciais também somem com o passar dos dias, e devem desaparecer com 2 duas semanas. A partir daí, o vírus ficará adormecido no organismo por tempo indeterminado. Ele pode ficar encubado por até 10 anos no organismo, atacando o sistema imunológico e desenvolvendo a AIDS. Após a fase de incubação, se a pessoa não descobriu que é portadora do vírus do HIV, a AIDS pode se desenvolver. Ai sintomas voltam a aparecer, porém, em mais agressivos e fortes. SINTOMAS GRIPE PERSISTENTE CANSAÇO FÁCIL PERDA DE PESO FEBRE PERSISTENTE DIARRÉIA SUOR NOTURNO HIV não é a mesma coisa que aids. A aids é uma doença crônica e que pode ser potencialmente fatal. Ela acontece quando a pessoa infectada pelo HIV vai tendo o seu sistema imunológico danificado pelo vírus, interferindo na habilidade do organismo de lutar contra os invasores que causam a doença, além de deixar a pessoa suscetível a infecções oportunistas. TRANSMISSÃO ASSIM NÃO SE PEGA SÍNDROME DA INUNODEFICIÊNCIA ADIQUIRIDA (SIDA) BREVE HISTÓRIA Primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central, descobertos e definidos como aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome. Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também só classificado em 1982. 20 milhões de mortes e 40 milhões infectados. AIDS Foram registrados no Brasil, desde 1980 até junho de 2015: 519.183 casos de Aids em homens (65% do total) 278.960 casos de Aids em mulheres (35% do total) AIDS Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começa a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem AIDS. A AIDS se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo, com o organismo mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas, que são doenças que normalmente o corpo humano controla. Antes, este momento marcava o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus. Na atualidade (desde 2014) a indicação é de iniciar o tratamento imediatamente após o diagnóstico. TRATAMENTO HIV/AIDS TARV – tratamento antirretroviral O coquetel não cura a doença, já que não elimina o HIV do organismo. Ele atua em diferentes etapas da invasão do vírus nas células de defesa, diminuindo sua intensidade de reprodução. O QUE ACONTECE SE PARAR DE TOMAR OS RETROVIRAIS? Pacientes portadores do vírus HIV que suspendem o uso dos antiretrovirais podem provocar uma aceleração do curso natural da doença. Mesmo a interrupção temporária do tratamento não é indicada por médicos, que afirmam que o vírus pode se tornar resistente aos remédios quando o uso não é feito da forma indicada. A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma medida de prevenção ao HIV em casos de exposição ao vírus, como a camisinha sair, romper ou não ter sido utilizada no sexo, em casos de violência sexual e acidentes ocupacionais. O QUE É UMA PEP? COMO O PEP FUNCIONA? Após 10 dias o vírus cai na corrente sanguínea e se dissemina, indo para os linfonodos. O pico de vírus na corrente sanguínea ocorre de 21 a 28 dias após a exposição. A PEP atua matando os vírus que entraram no organismo antes que eles tenham a chance de se estabelecer. A PEP PODE FALHAR? Não falha por este motivo, as falhas são por uso irregular da medicação, ou por vírus resistente aos antiretrovirais que compõem PEP (e pelos estudos, ainda são raros os casos). CARGAVIRAL INDETECTÁVEL O uso de medicamentos antirretrovirais faz com que as pessoas vivendo com HIV/AIDS alcancem a chamada “carga viral indetectável”. As evidências científicas também mostram que pessoas vivendo com HIV que possuem carga viral indetectável, além de ganharem uma melhora significativa na qualidade de vida, não transmitem o HIV se a carga viral indetectável se mantiver por pelo menos seis meses. O QUE É PRPE? A PrEP HIV, também conhecido como Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, é um método de prevenção à infecção pelo vírus HIV e corresponde à combinação de dois medicamentos antirretrovirais que impedem que o vírus consiga se multiplicar dentro o organismo, evitando que a pessoa seja infectada. Tenofovir (TDF) e entricitabina (FTC) PREP – PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO O medicamento começa a fazer efeito entre 7 e 20 dias de uso, dependendo do tipo de relação sexual. A PrEP é disponibilizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento pode ser comprado na rede privada, com o nome comercial de Truvada, somente com prescrição médica. EFICÁCIA DO PRPE A PrEP é eficaz e oferece um grau de proteção contra a infecção pelo HIV superior a 90%, quando tomada regularmente. A maioria dos usuários não apresenta reações adversas e, quando apresentam, estas tendem a desaparecer com o tempo. A PREP É INDICADA SOMENTE PARA PESSOAS COM MAIOR CHANCE DE SE INFECTAR POR HIV QUANDO TOMAR PREP Apesar de estar disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, de acordo com o Ministério da Saúde, a PrEP não precisa ser tomada por todas as pessoas, sendo indicada especialmente para pessoas que fazem parte de grupos específicos. Pessoas trans; Profissionais do sexo; Homens que fazem sexo com outros homens; Pessoas que realizam frequentemente relações sexuais sem camisinha; Pessoas que têm relação sexual frequentemente sem preservativo com alguém que esteja infectado pelo vírus HIV e não esteja em tratamento ou o tratamento não está sendo feito da maneira correta https://www.nationalgeographicbrasil.com/video/tv/101-aids https://noticias.uol.com.br/videos/?id=saiba-como-o-virus-da-aids-age-no-organismo-04024C983766DCB94326 https://www.nationalgeographicbrasil.com/video/tv/101-aids QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ IST! Muitas ISTs apresentam-se de maneira subclínica ou assintomática, principalmente nas mulheres. Ex: gonorréria, herpes genital, infecção por Chlamydia sp. Outras, apresentam período de incubação muito prolongado, como a AIDS (7-10 anos) e a hepatite B (mais de 10 anos). E essas pessoas podem transmitir a infecção, mesmo na ausência de sintomas. IST´S Para a maioria das infecções sexualmente-transmissíveis, as mulheres apresentam maior prevalência que os homens. Evidência clínica menor. Vulnerabilidade biológica. Vulnerabilidade social e comportamental. CONSEQUÊNCIAS DAS ISTs DOR E DESCONFORTO INFERTILIDADE As ISTs são responsáveis por 30-40% dos casos de infertilidade feminina. Abortamento Prematuridade Malformações Uma doença leva à outra ESTIGMATIZAÇÃO DAS PESSOAS MORTES PRE-MATURAS A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. SIFILIS Primária Secundária Latente Terciária Congênita SÍFILIS PRIMÁRIA Lesão ulcerada não dolorosa - cancro Pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clitóris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes SECUNDÁRIA Ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro Caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas LATENTE Esta fase pode durar por anos Não existem manifestações visíveis Através de exames consta a presença da bactéria LATENTE RECENTE TARDIA Latente recente: < 12 meses após a exposição Latente tardia: > 12 meses após a exposição Na sífilis latente recente o paciente ainda é infeccioso, visto que 25% deles podem ter recorrência das manifestações secundárias (bactérias ativas e replicando-se). Na sífilis latente tardia o paciente não é mais infeccioso. Pode durar muitos anos, caso não haja tratamento. TERCIÁRIA A Sífilis terciária é a fase mais critica da doença, nessa etapa as lesões de pele diminuem, são mais localizadas e envolvem pele e mucosa, porém outras regiões do corpo podem ser atingidas, como ossos, músculos, fígado e ainda sistema cardiovascular e nervoso. Na língua o acometimento normalmente é indolor e causa espessamento e endurecimento do órgão. Também pode acontecer perfuração do septo nasal. Está etapa é caracterizada pela formação de granulomas destrutivos, que chamados de Goma Sifilítica e ausência total de treponema. NÃO É TRNSMISSIVEL Sífilis gomatosa Neurossífilis tardia Sífilis cardiovascular Nessa etapa os riscos de lesões internas e sequelas graves aumentam consideravelmente e podem surgir quadros neurológicos e psiquiátricos importantes como demência, convulsão, meningite, alterações do equilíbrio e também quadros cardiovasculares como a aortitite sifílitica com risco de rompimento da aorta que levaria o paciente à morte CONGÊNITA Infecção do feto pelo Treponema via transplacentária, a partir do quarto mês da gestação - Transmissão vertical. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança. Dois terços das crianças nascem sem sintomas. Na maioria das vezes, porém, aparecem os seguintes sintomas nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental e cegueira. A sífilis congênita é evitável quando a gestante infectada e parceiros sexuais são tratados. Formas de Transmissão Sífilis primária, secundária e latente precoce: injeção única de 2.400.000 unidades de Benzetacil®. Sífilis latente tardia (incluindo as de “tempo não definido”) e terciária, exceto neurossífilis: 3 injeções de 2.400.000 unidades de Benzetacil®, com intervalo de 1 semana entre as doses. Tratamento O herpes labial é uma infecção causada pelo vírus herpes simples que provoca o aparecimento de bolhas ou feridas na boca, geralmente nos lábios ou na região logo abaixo do lábio. É altamente contagioso pois se pega através do contato direto, como pode acontecer durante um beijo, ou pela a utilização de objetos compartilhados como copos, talheres ou toalhas A doença só é transmitida quando está manifestada, com a lesão no local. Em alguns períodos a doença vai se manifestar, dependendo do sistema imunológico de cada indivíduo. CAUSAS O herpes é um tipo de vírus que após adquirido normalmente fica no corpo por vários anos, mantendo-se "adormecido" a maior parte do tempo. Porém, existem alguns fatores que podem levar a que o vírus provoque o aparecimento de sintomas e, normalmente, estão relacionados com o enfraquecimento do sistema imune. A herpes labial não tem cura, uma vez que vírus fica no estado de latência e pode ser reativado a qualquer momento. Formas de Transmissão Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos. Existem dois tipos de HSV: 1) O tipo 1, responsável pelo herpes facial, manifesta-se principalmente na região da boca, nariz e olhos; 2) O tipo 2, que acomete principalmente a região genital, ânus e nádegas. O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o/a portador/a do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões cutâneas ou quando elas já estão cicatrizadas. No início, a infecção pode causar Ardor; Coceira(prurido); Formigamento; Gânglios inflamados. Em seguida surgem as bolhas características do herpes. SINAIS DA HERPES GENITAL SINTOMAS DA HERPES GENITAL Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação Em homens e mulheres, os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina, colo do útero). Formas de Transmissão TRATAMENTO Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença. O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises. PREVENÇÃO Pode causar o aparecimento de feridas dolorosas na região genital e ínguas na virilha que podem se abrir levando a saída de pus quando não tratada adequadamente. FORMAS DE TRANSMISSÃO Os sintomas do cancro mole surgem cerca de 4 a 10 dias após o contato sexual com uma pessoa contaminada e podem ser semelhantes aos de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). SINAIS E SINTOMAS Os principais sintomas do cancro mole são: Caroços na região genital; Bolhas contendo pus na região íntima; Desenvolvimento de feridas abertas; Dor constante na região íntima; Ínguas dolorosas na virilha. TRATAMENTO TRATAMENTO O tratamento do cancro mole geralmente é feito com o uso de antibióticos, como azitromicina ou ceftriaxone, que devem ser utilizados conforme a orientação médica para garantir a eliminação da bactéria. Também é recomendado manter os cuidados básicos de higiene, lavando a região com água morna e, se necessário, com um sabão adequado para a região genital, para evitar que as feridas piorem com outras infecções. Gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, popularmente chamada de gonococo. Ela também pode passar da mãe para o bebê durante o parto. Costuma afetar a uretra e o colo do útero — bem como o reto e a garganta quando se pratica sexo anal e oral, respectivamente. O período de incubação da Neisseria gonorrhoeae é de até uma semana. Ou seja, ela pode permanecer sete dias no organismo antes de disparar sintomas. É uma doença que predomina no sexo masculino e as manifestações clínicas estão relacionadas a abundante secreção purulenta, coceira, ardência na ureta e febre. MANIFESTAÇÕES NOS HOMENS E MULHERES Essa IST se manifesta de formas diferentes em homens e mulheres. A começar pelo fato de que a infecção em geral não provoca sintomas no sexo feminino, mas no masculino, sim. Nos homens, pode vir acompanhada de pus e ardência para urinar. Dor ou inchaço nos testículos também ocorrem. Quando os sinais da gonorreia aparecem na ala feminina, tendem a envolver secreção vaginal e dor ao transar e fazer xixi. SINTOMAS DE GONORREIA Dependendo da porta de entrada, a gonorreia causa diferentes encrencas em ambos os sexos. Entre elas, temos: Coceira, secreção e sangramento no ânus Dor de garganta Dificuldade para engolir Os bebês que entram em contato com a bactéria durante o parto podem apresentar alguns sinais e sintomas como dor e inchaço nos olhos, secreção purulenta e dificuldade para abrir os olhos, podendo levar à cegueira quando não tratada adequadamente. TRANSMISSÃO O tratamento da gonorreia envolve o uso de antibióticos como a Azitromicina em comprimidos ou Ceftriaxona em injeção para eliminar a bactéria que causa a doença do organismo, sendo importante que o tratamento seja feito de acordo com a recomendação do médico para evitar resistência bacteriana. TRATAMENTO O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas ano genitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV. Verruga genital Crista de galo Figueira Cavalo de crista FORMAS DE TRANSMISSÃO TRATAMENTO O tratamento visa a remoção das verrugas com cirurgias e cauterizações. Já existem vacinas para proteção contra os tipos 6, 11(90% das verrugas) e 16, 18 (70% câncer de colo de útero), sendo ministradas em meninas de 9 a 11 anos. Dos cem (100) tipos de vírus, cinco (5) deles tem potencial oncológico, que são as cepas 14, 16, 18, 45 e 56. Como é possível evitar então essa infecção? Não ter encontros sexuais? A prevenção da doença é composta por dois momentos muito importantes. 1º) Prevenção Primária - procura identificar qual o grupo de pessoas em risco para a doença que se quer prevenir. No caso do HPV, os indivíduos que tenham predominantemente atividade sexual. # O uso correto do preservativo, tanto masculino quanto feminino são importantes. Orienta-se para que essas pessoas conheçam a doença e seu causador, como ocorre o contágio e quais os fatores facilitadores, especialmente para poder evitar esses momentos. E a vacinação para o HPV (quadrivalente: para os vírus tipo 6-11-16 e 18; e a bivalente: para os vírus 16 e 18) Prevenção O Ministério da Saúde (MS) oferece, a partir dos 9 anos de idade até 14 anos, a vacinação gratuita. 2º) Prevenção Secundária: aqui entra o famoso teste de Papanicolau. O Papanicolau é também conhecido como teste de lâmina, colpocitologia esfoliativa, citologia oncótica para câncer de colo de útero. Toda jovem a partir dos 25 anos que tenha atividade sexual deve ser submetida a este teste uma vez ao ano, por dois anos consecutivos. Com resultados negativos, sem alterações poderá passar a realizá-lo a cada três anos. Isso será feito até os 64 anos de idade. Não existe tratamento. Uma vez que o diagnóstico de HPV é comprovado, podem ser realizados tratamentos com o objetivo de amenizar os sintomas. São medidas como o uso de cremes tópicos, aplicados na região onde as lesões clínicas estão visíveis, e as cirurgias para a retirada das lesões. TRATAMENTO CLAMÍDIA Clamídia é a infecção sexualmente transmissível (IST) de maior prevalência no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres e ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto. MANIFESTAÇÕES NOS HOMENS E MULHERES A infecção atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares. A clamídia é uma das causas da infertilidade masculina e feminina. Nos homens, a bactéria pode causar inflamações nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite), capazes de promover obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides. Nas mulheres, o risco é a bactéria atravessar o colo uterino, atingir as tubas uterinas provocar a doença inflamatória pélvica (DIP). Esse processo infeccioso pode ser responsável pela obstrução das tubas e impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide, ou então dar origem à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado não conseguir alcançar o útero. Mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite (oftalmia neonatal) e pneumonia. SINTOMAS O período de incubação da clamídia é de aproximadamente 15 dias, fase em que é possível o contágio. A infecção pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, são parecidos nos dois sexos: Dor ou ardor ao urinar; Aumento do número de micções; Presença de secreção fluida; As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não existe vacina contra a clamídia. A única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos. Uma vez instalada a infecção,o tratamento consiste no uso antibióticos específicos (azitromicina, doxiciclina, eritromicina, minociclina, por exemplo) e deve incluir o/a parceiro/a para evitar a reinfecção. É recomendável suspender as relações sexuais nesse período. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP) É uma infecção que ataca os órgãos reprodutores femininos tais como útero, tubas uterinas e ovários. Ela costuma surgir em decorrência de complicações de alguma infecção sexualmente transmissível (IST), geralmente gonorreia ou clamídia. A doença inflamatória pélvica geralmente ocorre em mulheres sexualmente ativas. Ela raramente afeta as meninas antes da primeira menstruação (menarca) ou mulheres durante a gestação ou após a menopausa. O risco é maior para as seguintes mulheres: Aquelas que são sexualmente ativas e menores de 35 anos Aquelas cujo parceiro não utiliza um preservativo Aquelas que têm muitos ou novos parceiros sexuais Aquelas que têm uma infecção sexualmente transmissível ou vaginose bacteriana Aquelas que tiveram doença inflamatória pélvica anteriormente Aquelas de menor nível socioeconômico (que geralmente têm menos acesso a cuidados de saúde) CAUSAS DA DIP A doença inflamatória pélvica é geralmente causada por bactérias da vagina. Mais comumente, as bactérias são transmitidas durante a relação sexual com um parceiro que tem uma infecção sexualmente transmissível. SINTOMAS DA DIP Geralmente ocorrem no final da menstruação ou durante alguns dias depois dela. Para muitas mulheres, o primeiro sintoma é uma dor leve a moderada (muitas vezes profunda) na parte inferior do abdômen, que talvez seja pior em um lado. Outros sintomas incluem o sangramento vaginal irregular e um corrimento vaginal, às vezes com odor ruim. À medida que a infecção se espalha, a dor no abdômen inferior torna-se cada vez mais intensa e pode vir acompanhada por uma febre baixa (geralmente inferior a 38,9 °C), náuseas ou vômitos. Posteriormente, a febre pode subir e o corrimento muitas vezes se torna purulento de cor verde-amarelada. A mulher pode ter dor durante a relação sexual ou a micção. TRATAMENTO DA DIP Como ainda não se conhece uma forma segura de reverter as lesões já instaladas no sistema reprodutivo da mulher, o principal objetivo do tratamento da doença inflamatória pélvica é interromper o processo infeccioso antes que esses órgãos tenham sido definitivamente danificados pela inflamação. Antibióticos para gonorreia e infecção por clamídia HTLV O HTLV (Vírus linfotrópico da célula humana) é um vírus da mesma família do HIV que infecta a célula T humana, um tipo de linfócito importante para o sistema de defesa do organismo. A infecção pelo HTLV está relacionada ao contato com sangue ou outros fluidos corporais de uma pessoa infectada. Dentre as principais formas de transmissão do vírus está a ‘transmissão vertical’, seja na hora do parto ou no aleitamento; a relação sexual desprotegida; e o uso compartilhado de seringas, agulhas, alicates de unha ou outros utensílios. SINTOMAS A maioria das pessoas portadoras do HTLV não desenvolverá problemas de saúde relacionados à infecção, porém, a depender do tipo de vírus, a doença pode causar complicações. TIPOSDE VÍRUS Existem dois tipos desse vírus: o HTLV-I e o HTLV-II. O primeiro está associado a doenças neurológicas graves e degenerativas (paraparesia espástica tropical) e hematológicas, como a leucemia e o linfoma de células T humana do adulto (ATL). Quanto ao segundo tipo, ainda não foi plenamente esclarecida sua ligação com alguma patologia determinada. SINAIS Alguns sinais podem indicar a presença do HTLV: lesões da pele (vermelhidão excessiva, placas avermelhada, descamação, coceira,); aumento dos gânglios do pescoço, das axilas, das virilhas; inchaço na barriga (por acúmulo de líquidos, aumento do baço e do fígado); anemia, febre persistente e pneumonias de repetição; fraqueza e/ou rigidez dos músculos das pernas. TRANSMISSÃO Transfusão de hemocomponentes contaminados pelo vírus Compartilhando agulhas, seringas, ou objetos cortantes que contenham sangue contaminado Contaminação vertical (amamentação) Relação sexual desprotegida (principalmente do homem para a mulher); a presença de ulcerações genitais predispõe à transmissão sexual. PREVENÇÃO A prevenção passa por uma série de medidas já muito conhecidas e que servem para proteger de inúmeras outras doenças, como hepatites, HIV, sífilis, etc. Por exemplo, o uso de preservativos nas relações sexuais com parcerias não estáveis tem um potencial muito grande de evitar o contato com o vírus. Já no caso da transmissão da mãe para o bebê, é fundamental que o pré-natal esteja em dias e que o teste para detectar o HTLV seja realizado. Além disso, ter seus próprios utensílios de unha e usar somente seringas descartáveis é fundamental. TRICOMONÍASE É uma IST causada por causada por um protozoário, o Trichomonas vaginalis, encontrado com mais frequência na genitália feminina PRINCIPAIS SINTOMAS A tricomoníase pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres, no entanto nos homens é comum que essa infecção seja assintomática. Nos casos sintomáticos, os sintomas costumam aparecer entre 5 a 28 dias após o contato com o parasita, sendo os principais: Dor e desconforto ao urinar; Corrimento esverdeado ou amarelado com cheiro forte, no caso das mulheres; Corrimento branco e fluido, no caso dos homens; Vermelhidão na região genital. Nas mulheres, os sintomas costumam ser mais intensos durante e após o período menstrual devido à alteração do pH da vagina, enquanto que nos homens é comum que o parasita permaneça na uretra, podendo causar infecção mais séria, podendo ser notado inchaço da próstata e inflamação do epidídimo. PRINCIPAIS SINTOMAS COMO ACONTECE A TRANSMISSÃO A transmissão da tricomoníase acontece principalmente por meio da relação sexual sem preservativo, porém é também possível haver transmissão durante a gravidez ou o parto, isso porque o parasita é capaz de migrar para o canal do parto e infectar o bebê, resultando na tricomoníase infantil, em que podem haver sintomas respiratórios e conjuntivite. O Trichomonas sp. é bastante resistente a alterações no ambiente e, por isso, pode sobreviver na urina, esponjas e toalhas por algumas horas e na água por alguns minutos. Dessa forma, é possível também haver a transmissão através do uso de objetos, no entanto essa via de contaminação é mais rara. COMO É FEITO O TRATAMENTO O objetivo aliviar os sintomas da infecção e prevenir futuras complicações. Isso porque quando a infecção não é tratada ou o tratamento não é realizado conforme orientação do médico, há maior risco da pessoa adquirir outras infecções sexualmente transmissíveis devido à maior fragilidade do sistema imune, como HIV, gonorreia, clamídia e vaginos e bacteriana. O tratamento para tricomoníase é feito com o uso de antibióticos de acordo com a orientação médica, podendo ser 2 vezes ao dia por 5 a 7 dias ou dose única. É uma infecção sexualmente transmissível causada por Chlamydia trachomatis. Essa bactéria, ao atingir a região genital, leva à formação de feridas indolores e cheias de líquido que nem sempre são percebidas O linfogranuloma venéreo começa como uma bolha pequena e muitas vezes imperceptível que cicatriza rapidamente. Depois os linfonodos incham e se tornam sensíveis. LINFOGRANULOMA VENÉREO (LGV) É transmitido por meio da relação sexual desprotegida. TRANSMISSÃO PRINCIPAIS SINTOMAS Ferida ou caroço na região genital, boca e/ ou ânus, que dura entre 3 a 5 dias Inchaço no local da ferida ou do caroço Saída de secreção, semelhante à pus, da ferida da virilha Aparecimento de úlceras no local da infecção, que podem sangrar Dor nas articulações Febre Os primeiros sintomas de linfogranuloma venéreo surgem entre 7 a 30 dias após o contato com a bactéria SINAIS E SINTOMAS Ocorrem geralmente em 3 estágios: 1º estágio, 2º estágio, 3º estágio. Se desenvolve uma bolha pequena, indolor, cheia de líquido no pênis ou na vagina. Geralmente,a bolha se transforma em ulceração que sara rapidamente e costuma passar despercebida. 1º ESTÁGIO Geralmente começa depois de duas a quatro semanas. Em homens, os linfonodos na virilha, de um ou de ambos os lados, podem inchar e ficar sensíveis ao toque. Mulheres frequentemente sentem dor nas costas ou pelve (a parte mais inferior do tronco) e linfonodos perto do reto e na pelve se tornam inchados e dolorosos. Tanto em homens como em mulheres, a pele sobre o linfonodo afetado pode se romper, formando uma passagem (chamada fístula) por onde pus ou sangue drenam para a pele. As pessoas podem ter febre e sentir mal-estar geral. 2º ESTÁGIO 3º ESTÁGIO As feridas cicatrizam com fibrose, mas a fístula pode persistir ou recorrer. Se a infecção durar muito tempo ou reincidir, os vasos linfáticos (que drenam líquidos dos tecidos) podem ficar bloqueados, causando o inchaço dos tecidos genitais e formação de ulcerações na pele.