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Avaliação de Historiografia_ Revisão da tentativa

Avaliação de Historiografia: questões de múltipla escolha sobre a formação da historiografia brasileira (anos 1930), com excertos de Boris Fausto e Certeau, e perguntas sobre autores como Celso Furtado, Caio Prado Júnior, Roberto Simonsen e o papel do IHGB na construção de heróis nacionais.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto a seguir, de Boris Fausto (2002): "Sem o mesmo colorido mas com maior eficácia, ganhou força, no Brasil dos anos 30, a corrente autoritária. O padrão autoritário era e é uma marca da cultura política do país. A dificuldade de organização das classes, da formação de associações representativas e de partidos fez das soluções autoritárias uma atração constante. Isso ocorria não só entre os conservadores convictos como das oligarquias; a partir daí, não dava muito valor à chamada democracia formal. Os liberais contribuíram para justificar essa visão. Temiam as reformas sociais e aceitavam, ou até mesmo incentivavam, a interrupção do jogo democrático toda vez que ele parecesse ameaçado pelas forças subversivas."
A partir do contexto de formação da historiografia brasileira na década de 1930, é correto afirmar que:
a. A historiografia econômica brasileira sofreu menos impacto com as mudanças políticas ocorridas no Brasil, pois seu mote era analisar o desenvolvimento econômico. Celso Furtado e Caio Prado Júnior criaram estruturas explicativas que fugiam do debate do presente.
b. Roberto Simonsen e Celso Furtado produziram obras alheias aos problemas políticos do país. As macroexplicações econômicas tratavam do processo colonial, que acabou em 1822. Por sua vez, as ideologias marxistas e liberais influenciaram seus escritos.
c. Celso Furtado e Caio Prado Júnior ampliaram a produção historiográfica ao abordar os aspectos políticos da Revolução de 1930. O contexto autoritário descrito no texto foi visto como necessário para que os ideais revolucionários fossem mantidos.
d. Pesquisadores como Caio Prado Júnior e Roberto Simonsen foram influenciados pelas mudanças políticas e econômicas da década de 1930 e produziram obras que questionavam o status quo e a produção da historiografia econômica e geral.
e. Celso Furtado e Mircea Buescu fizeram parte da tradição historiográfica que rompeu com a estrutura narrativa política e cultural, privilegiando a economia. Os estudos marxistas e liberais impulsionaram a produção de obras baseadas na economia brasileira.

Certamente não existem considerações, por mais gerais que sejam, nem leituras, tanto quanto se possa estendê-las, capazes de suprimir a particularidade do lugar de onde falo e do domínio em que realizo uma investigação. Esta marca é indelével (CERTEAU, 1982, p. 65).
Assinale a alternativa correta.
a. O trecho trata da impossibilidade de lançar mão do presente, de conceitos e subjetividades, de modo que em tudo o que se escreve, nas escolhas teóricas e metodológicas, tem-se impresso algum traço do presente.
b. O trecho diz que é necessário utilizar parâmetros dos próprios tempos, a fim de conseguir ter um olhar mais apurado para os costumes, a cultura e os modos do passado.
c. O autor está focado em pensar a forma como o passado se estende ao futuro. Sendo assim, compreender a marca indelével do presente significa interpretar o passado para se projetar no futuro.
d. O autor fala da forma como o presente se coloca na vida, não permitindo que o futuro e o passado sejam analisados, somente descritos a partir de documentos, sem a necessidade de grandes elaborações.
e. O trecho diz que, antes de tudo, deve-se ser imparcial, pois apenas assim se consegue escrever uma história verdadeira. Do contrário, pode-se correr o risco de ser partidário de algo.

Leia o texto a seguir: “[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018).
Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta:
a. Os historiadores do IHGB se desvincularam do Império a partir do momento em que a imparcialidade da historiografia foi comprometida.
b. Os heróis nacionais, como Tiradentes, permearam as produções do IHGB, haja vista que o País necessitava de ídolos para se orgulhar.
c. Os eventos políticos do século XIX, assim como a população, influenciaram a produção historiográfica do IHGB.
d. O IHGB fez parte do processo de construção da ideologia evolutiva da sociedade brasileira a partir da análise do passado.
e. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes.

Ao definir uma tipologia da consciência histórica, Jörn Rüsen organizou-a em quatro tipos distintos: tradicional, exemplar, crítica e genética. De acordo com seu pensamento, é a partir delas que o ser humano irá desenvolver argumentações para sua vida prática.
Considerando os pressupostos teóricos, assinale a alternativa abaixo que corresponde à teoria de Rüssen sobre a consciência histórica e sua compreensão acerca da experiência do tempo e do raciocínio moral.
a. A Consciência Exemplar, em relação à experiência do tempo, percebe uma variedade de casos representativos, mas que não servem de regras gerais de conduta ou sistemas de valores. Já em relação ao raciocínio moral, a moralidade não é a generalidade da obrigação dos valores e sistemas de valores.
b. A Consciência Genética, em relação à experiência do tempo, admite transformações dos modelos culturais e de vida alheios em outros próprios e aceitáveis. Já em relação com o raciocínio moral, a mudança temporal se converte em um elemento decisivo para a validade dos valores morais.
c. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, não admite uma origem e repetição de um modelo cultural e de vida obrigatório. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que não permite o consenso sobre questões morais.
d. A Consciência Crítica, em relação à experiência do tempo, admite poucos desvios problematizadores dos modelos religiosos e de vida atuais. Já em relação ao raciocínio moral, existe uma critica aos valores dominantes, mas que não se dirige à ideologia, como estratégia do discurso moral.
e. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, admite uma origem e repetição de um modelo social e de vida relativo. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que permite o consenso sobre questões morais.

A história, como ciência particular, apresenta importantes desafios tanto para aqueles que produzem conhecimento histórico quanto para os professores que ensinam a disciplina na educação básica. Na verdade, de acordo com a Didática da História, essa distinção não deveria ocorrer com a história enquanto ciência, devendo se aproximar da história como disciplina escolar.
Tendo em vista o exposto, qual é a principal razão para a aproximação da história acadêmica da história escolar?
a. A necessidade de professores compreenderem que o seu objeto de análise é o passado.
b. A busca da superação da história do tipo "historia magistra vitae".
c. O processo de formação de sentido que, contudo, não torna o passado presente e proveitoso à vida.
d. Tanto a história acadêmica quanto a história ensinada já têm um alto grau de complementaridade.
e. A história, ao ser ensinada, tem em vista produzir conhecimento histórico que responda questões cotidianas em busca de orientações para a vida e para ações visando ao futuro.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir, de Boris Fausto (2002): "Sem o mesmo colorido mas com maior eficácia, ganhou força, no Brasil dos anos 30, a corrente autoritária. O padrão autoritário era e é uma marca da cultura política do país. A dificuldade de organização das classes, da formação de associações representativas e de partidos fez das soluções autoritárias uma atração constante. Isso ocorria não só entre os conservadores convictos como das oligarquias; a partir daí, não dava muito valor à chamada democracia formal. Os liberais contribuíram para justificar essa visão. Temiam as reformas sociais e aceitavam, ou até mesmo incentivavam, a interrupção do jogo democrático toda vez que ele parecesse ameaçado pelas forças subversivas."
A partir do contexto de formação da historiografia brasileira na década de 1930, é correto afirmar que:
a. A historiografia econômica brasileira sofreu menos impacto com as mudanças políticas ocorridas no Brasil, pois seu mote era analisar o desenvolvimento econômico. Celso Furtado e Caio Prado Júnior criaram estruturas explicativas que fugiam do debate do presente.
b. Roberto Simonsen e Celso Furtado produziram obras alheias aos problemas políticos do país. As macroexplicações econômicas tratavam do processo colonial, que acabou em 1822. Por sua vez, as ideologias marxistas e liberais influenciaram seus escritos.
c. Celso Furtado e Caio Prado Júnior ampliaram a produção historiográfica ao abordar os aspectos políticos da Revolução de 1930. O contexto autoritário descrito no texto foi visto como necessário para que os ideais revolucionários fossem mantidos.
d. Pesquisadores como Caio Prado Júnior e Roberto Simonsen foram influenciados pelas mudanças políticas e econômicas da década de 1930 e produziram obras que questionavam o status quo e a produção da historiografia econômica e geral.
e. Celso Furtado e Mircea Buescu fizeram parte da tradição historiográfica que rompeu com a estrutura narrativa política e cultural, privilegiando a economia. Os estudos marxistas e liberais impulsionaram a produção de obras baseadas na economia brasileira.

Certamente não existem considerações, por mais gerais que sejam, nem leituras, tanto quanto se possa estendê-las, capazes de suprimir a particularidade do lugar de onde falo e do domínio em que realizo uma investigação. Esta marca é indelével (CERTEAU, 1982, p. 65).
Assinale a alternativa correta.
a. O trecho trata da impossibilidade de lançar mão do presente, de conceitos e subjetividades, de modo que em tudo o que se escreve, nas escolhas teóricas e metodológicas, tem-se impresso algum traço do presente.
b. O trecho diz que é necessário utilizar parâmetros dos próprios tempos, a fim de conseguir ter um olhar mais apurado para os costumes, a cultura e os modos do passado.
c. O autor está focado em pensar a forma como o passado se estende ao futuro. Sendo assim, compreender a marca indelével do presente significa interpretar o passado para se projetar no futuro.
d. O autor fala da forma como o presente se coloca na vida, não permitindo que o futuro e o passado sejam analisados, somente descritos a partir de documentos, sem a necessidade de grandes elaborações.
e. O trecho diz que, antes de tudo, deve-se ser imparcial, pois apenas assim se consegue escrever uma história verdadeira. Do contrário, pode-se correr o risco de ser partidário de algo.

Leia o texto a seguir: “[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018).
Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta:
a. Os historiadores do IHGB se desvincularam do Império a partir do momento em que a imparcialidade da historiografia foi comprometida.
b. Os heróis nacionais, como Tiradentes, permearam as produções do IHGB, haja vista que o País necessitava de ídolos para se orgulhar.
c. Os eventos políticos do século XIX, assim como a população, influenciaram a produção historiográfica do IHGB.
d. O IHGB fez parte do processo de construção da ideologia evolutiva da sociedade brasileira a partir da análise do passado.
e. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes.

Ao definir uma tipologia da consciência histórica, Jörn Rüsen organizou-a em quatro tipos distintos: tradicional, exemplar, crítica e genética. De acordo com seu pensamento, é a partir delas que o ser humano irá desenvolver argumentações para sua vida prática.
Considerando os pressupostos teóricos, assinale a alternativa abaixo que corresponde à teoria de Rüssen sobre a consciência histórica e sua compreensão acerca da experiência do tempo e do raciocínio moral.
a. A Consciência Exemplar, em relação à experiência do tempo, percebe uma variedade de casos representativos, mas que não servem de regras gerais de conduta ou sistemas de valores. Já em relação ao raciocínio moral, a moralidade não é a generalidade da obrigação dos valores e sistemas de valores.
b. A Consciência Genética, em relação à experiência do tempo, admite transformações dos modelos culturais e de vida alheios em outros próprios e aceitáveis. Já em relação com o raciocínio moral, a mudança temporal se converte em um elemento decisivo para a validade dos valores morais.
c. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, não admite uma origem e repetição de um modelo cultural e de vida obrigatório. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que não permite o consenso sobre questões morais.
d. A Consciência Crítica, em relação à experiência do tempo, admite poucos desvios problematizadores dos modelos religiosos e de vida atuais. Já em relação ao raciocínio moral, existe uma critica aos valores dominantes, mas que não se dirige à ideologia, como estratégia do discurso moral.
e. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, admite uma origem e repetição de um modelo social e de vida relativo. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que permite o consenso sobre questões morais.

A história, como ciência particular, apresenta importantes desafios tanto para aqueles que produzem conhecimento histórico quanto para os professores que ensinam a disciplina na educação básica. Na verdade, de acordo com a Didática da História, essa distinção não deveria ocorrer com a história enquanto ciência, devendo se aproximar da história como disciplina escolar.
Tendo em vista o exposto, qual é a principal razão para a aproximação da história acadêmica da história escolar?
a. A necessidade de professores compreenderem que o seu objeto de análise é o passado.
b. A busca da superação da história do tipo "historia magistra vitae".
c. O processo de formação de sentido que, contudo, não torna o passado presente e proveitoso à vida.
d. Tanto a história acadêmica quanto a história ensinada já têm um alto grau de complementaridade.
e. A história, ao ser ensinada, tem em vista produzir conhecimento histórico que responda questões cotidianas em busca de orientações para a vida e para ações visando ao futuro.

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Iniciado em terça, 26 Set 2023, 17:23
Estado Finalizada
Concluída em terça, 26 Set 2023, 17:46
Tempo empregado 23 minutos 13 segundos
Avaliar 10,00 de um máximo de 10,00(100%)
Questão 1
Correto
Atingiu 2,00 de 2,00
Painel / Meus cursos / hist R21200h / Historiografia / Avaliação de Historiografia
Leia o texto a seguir, de Boris Fausto (2002):
"Sem o mesmo colorido mas com maior eficácia, ganhou força, no Brasil dos anos 30, a corrente autoritária. O padrão autoritário era
e é uma marca da cultura política do país. A dificuldade de organização das classes, da formação de associações representativas e
de partidos fez das soluções autoritárias uma atração constante. Isso ocorria não só entre os conservadores convictos como das
oligarquias; a partir daí, não dava muito valor à chamada democracia formal. Os liberais contribuíram para justificar essa visão.
Temiam as reformas sociais e aceitavam, ou até mesmo incentivavam, a interrupção do jogo democrático toda vez que ele
parecesse ameaçado pelas forças subversivas."
A partir do contexto de formação da historiografia brasileira na década de 1930, é correto afirmar que:
a. A historiografia econômica brasileira sofreu menos impacto com as mudanças políticas ocorridas no Brasil, pois seu mote
era analisar o desenvolvimento econômico. Celso Furtado e Caio Prado Júnior criaram estruturas explicativas que fugiam do
debate do presente. 
b. Roberto Simonsen e Celso Furtado produziram obras alheias aos problemas políticos do país. As macroexplicações
econômicas tratavam do processo colonial, que acabou em 1822. Por sua vez, as ideologias marxistas e liberais
influenciaram seus escritos.
c. Celso Furtado e Caio Prado Júnior ampliaram a produção historiográfica ao abordar os aspectos políticos da Revolução de
1930. O contexto autoritário descrito no texto foi visto como necessário para que os ideais revolucionários fossem
mantidos. 
d. Pesquisadores como Caio Prado Júnior e Roberto Simonsen foram influenciados pelas mudanças políticas e econômicas
da década de 1930 e produziram obras que questionavam o status quo e a produção da historiografia econômica e geral. 

e. Celso Furtado e Mircea Buescu fizeram parte da tradição historiográfica que rompeu com a estrutura narrativa política e
cultural, privilegiando a economia. Os estudos marxistas e liberais impulsionaram a produção de obras baseadas na
economia brasileira. 
Sua resposta está correta.

https://ead.fce.edu.br/licenciatura/my/
https://ead.fce.edu.br/licenciatura/course/view.php?id=75
https://ead.fce.edu.br/licenciatura/mod/quiz/view.php?id=7531
Questão 2
Correto
Atingiu 2,00 de 2,00
Certamente não existem considerações, por mais gerais que sejam, nem leituras, tanto quanto se possa estendê-
las, capazes de suprimir a particularidade do lugar de onde falo e do domínio em que realizo uma investigação. Esta marca é
indelével"(CERTEAU, 1982, p. 65).
Assinale a alternativa correta.
a. O trecho trata da impossibilidade de lançar mão do presente, de conceitos e subjetividades, de modo que em tudo o que
se escreve, nas escolhas teóricas e metodológicas, tem-se impresso algum traço do presente.

b. O trecho diz que é necessário utilizar parâmetros dos próprios tempos, a fim de conseguir ter um olhar mais apurado para os
costumes, a cultura e os modos do passado.
c. O autor está focado em pensar a forma como o passado se estende ao futuro. Sendo assim, compreender a marca indelével
do presente significa interpretar o passado para se projetar no futuro.
d. O autor fala da forma como o presente se coloca na vida, não permitindo que o futuro e o passado sejam analisados,
somente descritos a partir de documentos, sem a necessidade de grandes elaborações.
e. O trecho diz que, antes de tudo, deve-se ser imparcial, pois apenas assim se consegue escrever uma história verdadeira. Do
contrário, pode-se correr o risco de ser partidário de algo.
Sua resposta está correta.

Questão 3
Correto
Atingiu 2,00 de 2,00
Leia o texto a seguir:
“[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e
eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional
do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que
trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e
determinação.” (LIMA, 2018).
Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta: 
a. Os historiadores do IHGB se desvincularam do Império a partir do momento em que a imparcialidade da historiografia foi
comprometida.
b. Os heróis nacionais, como Tiradentes, permearam as produções do IHGB, haja vista que o País necessitava de ídolos para se
orgulhar. 
c. Os eventos políticos do século XIX, assim como a população, influenciaram a produção historiográfica do IHGB.
d. O IHGB fez parte do processo de construção da ideologia evolutiva da sociedade brasileira a partir da análise do passado. 
e. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos
acontecimentos recentes. 

Sua resposta está correta.

Questão 4
Correto
Atingiu 2,00 de 2,00
Ao definir uma tipologia da consciência histórica, Jörn Rüsen organizou-a em quatro tipos distintos: tradicional, exemplar, crítica e
genética. De acordo com seu pensamento, é a partir delas que o ser humano irá desenvolver argumentações para sua vida prática. 
Considerando os pressupostos teóricos, assinale a alternativa abaixo que corresponde à teoria de Rüssen sobre a consciência
histórica e sua compreensão acerca da experiência do tempo e do raciocínio moral.
a. A Consciência Exemplar, em relação à experiência do tempo, percebe uma variedade de casos representativos, mas que não
servem de regras gerais de conduta ou sistemas de valores. Já em relação ao raciocínio moral, a moralidade não é a
generalidade da obrigação dos valores e sistemas de valores
b. A Consciência Genética, em relação à experiência do tempo, admite transformações dos modelos culturais e de vida
alheios em outros próprios e aceitáveis. Já em relação com o raciocínio moral, a mudança temporal  se converte em um
elemento decisivo para a validade dos valores morais.

c. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, não admite uma origem e repetição de um modelo cultural e
de vida obrigatório. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que não permite
o consenso sobre questões morais.
d. A Consciência Crítica, em relação à experiência do tempo, admite poucos desvios problematizadores dos modelos
religiosos e de vida atuais. Já em relação ao raciocínio moral, existe uma critica aos valores dominantes, mas que não se
dirige à idelogia, como estratégia do discurso moral.
e. A Consciência Tradicional, em relação à experiência do tempo, admite uma origem e repetição de um modelo social e de vida
relativo. Já em relação ao raciocínio moral, a razão subjacente aos valores é um suposto efetivo que  permite o consenso
sobre questões morais.
Sua resposta está correta.

Questão 5
Correto
Atingiu 2,00 de 2,00
A história, como ciência particular, apresenta importantes desafios tanto para aqueles que produzem conhecimento histórico quanto
para os professores que ensinam a disciplina na educação básica. Na verdade, de acordo com a Didática da História, essa distinção
não deveria ocorrer com a história enquanto ciência, devendo se aproximar da história como disciplina escolar. Tendo em vista o
exposto, qual é a principal razão para a aproximação da história acadêmica da história escolar?
a. A necessidade de professores compreenderem que o seu objeto de análise é o passado.
b. A busca da superação da história do tipo "historia magistra vitae".
c. O processode formação de sentido que, contudo, não torna o passado presente e proveitoso à vida.
d. Tanto a história acadêmica quanto a história ensinada já têm um alto grau de complementaridade.
e. A história, ao ser ensinada, tem em vista produzir conhecimento histórico que responda questões cotidianas em busca de
orientações para a vida e para ações visando ao futuro.

Sua resposta está correta.
← A função social do conhecimento histórico
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