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Gabriella R Oliveira - SIA (Otorrino) - 7ºP FARINGOTONSILITES: ANATOMIA - ANEL DE WALDEYER ✓ Tonsilas Palatinas ✓ Tonsilas Faríngeas (Adenóides) ✓ Tonsilas linguais ✓ Tecido Linfático peritubário ✓ Granulações parafaríngeas Tonsilas palatinas ◼ Inervação: é dada por ramos do glossofaríngeo, no pólo inferior, e de ramos descendentes do nervo palatino. ◼ Irrigação: artéria tonsilar (ramo da a. palatina ascendente, ramo da a. facial), que penetra na amígdala pelo pólo inferior. CLASSIFICAÇÃO: IMUNOLOGIA: CLASSIFICAÇÃO DAS FARINGOTONSILITES: TONSILAS FARÍNGEAS ◼ Adenoidite Aguda: febre, rinorréia, obstrução nasal e roncos ◼ Adenoidite Aguda Recorrente: 4 episódios/ 6 meses. ◼ Adenoidite crônica: rinorréia constante, secreção em orofaringe, halitose, obstrução nasal crônica. ◼ Hiperplasia adenoideana: obstrução nasal crônica, rinorréia, voz hiponasal TONSILAS PALATINAS ◼ Amigdalite aguda: febre, dor, disfagia, adenomegalia, hiperemia com ou sem exsudato. ◼ Amigdalite aguda recorrente: 7 episódios/ano em 1 ano; 5 episódios/ano em 2 anos; 3 episódios/ano em 3 anos ◼ Amigdalite crônica: dor crônica, halitose, caseum, edema, adenopatia persistente. ◼ Hiperplasia amigdaliana: ronco, SAHOS, voz hipernasal, insuficiência respiratória aguda Formas Clínicas das Faringotonsilites Agudas ◼ Eritematosas ◼ Eritêmato-pultáceas -> HIPEREMIA + EXSUDATO ◼ Pseudomembranosas ◼ Úlcero-necróticas → ULCERA E NECROSE EM AMIGDALAS ◼ Vesiculosas Anginas Eritematosas e Eritemato-pultáceas ◼ São as mais freqüentes, correspondendo a 90% dos casos. ◼ Podem ser de origem viral ou bacteriana. Origem viral: 75% casos. Principalmente em crianças até 3 anos. Curso limitado e melhora espontânea. ◼ Agentes: Adenovírus (~20%, MAIORIA), rinovírus (+ COMUM), Coronavírus, Herpes simplex, influenza, coxsakie A, EBV, vírus sincicial respiratório. Tratamento de suporte. Mononucleose infecciosa ◼ Agente: vírus Epstein-Barr ◼ Síndrome mono-like: ◼ CMV, HIV, T. cruzi, T. Gondii, vírus da rubéola. ◼ Transmissão: saliva. ◼ Quadro clínico: febre, angina e poliadenopatia; hepatoesplenomegalia e rash cutâneo. Pode ser angina eritematosa, eritêmatoexsudativa ou pseudomembranosa Diagnóstico: Quadro clínico Exames laboratoriais: HMG: linfocitose (>50%), linfócitos atípicos (>10%); Teste de Paul-Bunnel-Davidson; Ac IgM e IgG anti-capsídeo viral → padrão ouro Tratamento: Suporte clínico; Atentar para infecção bacteriana secundária Origem bacteriana: 20-40% casos. ◼ Agentes: Streptococcus -hemolítico grupo A (15%), Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia trachomatis. ◼ Papel de outras bactérias: Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis → betalactamase Faringotonsilite estreptocócica Causa bacteriana mais comum em crianças de 5 a 15 anos. Importância: ↑ frequência e risco de complicações tardias. ◼ Quadro clínico: início abrupto; febre alta; dor intensa; adenopatia em cadeia jugulo-digastrica; petéquias em palato. ◼ Diagnóstico é clínico. ◼ Confirmação laboratorial ◼ Padrão-ouro: cultura de material de orofaringe (sensibilidade 90-95%). ◼ Testes de detecção rápida Sensibilidade: 70-95% Especificidade: 95% ◼ Exames sorológicos: pouca utilidade (↑ Ac em 2-3 semanas) ◼ Complicações não supurativas: Escarlatina - RASH CUTÂNEO, PELE COMO UMA LIXA; Sinal de Pastia - região inguinal, prega antecubital ve uma linha/Filatov - palidez perioral. LÍNGUA DE FRAMBOESA, edema, hiperemia Febre Reumática → ocorre 2-3 semanas após infecção de orofaringe; degeneração de vv mitral e aórtica. Pico: 5-15 anos; Acomete 0,3-3% dos pacientes. Predisposição genética? Diagnóstico: Critérios de Jones modificado ◼ Complicacões não supurativas: GNDA pós-estreptocócica: Cepas nefritogênicas, após infecção faríngea ou de pele; Incidência: 24% dos pacientes expostos às cepas nefritogênicas (1% do total); Atb não altera taxa de ataque e história natural. Sindrome do Choque Tóxico: Hipotensão; Insuficiência renal ou hepática; Coagulopatia; SARA; Necrose tecidual; Rash eritemato-macular. ◼ Complicações supurativas: Abscesso periamigdaliano: complicação mais frequente de amigdalite aguda. piora unilateral de odinofagia e disfagia, halitose, ↑ salivação, mudança da voz, trismo. edema periamigdaliano e deslocamento da úvula. MAIS COMUM Abscesso parafaríngeo Infecções do espaço retrofaríngeo (mais graves, internação hospitalar) Tratamento das Faringotonsilites bacterianas ◼ penicilina e derivados são primeira escolha no tratamento de amigdalites não complicadas: ◼ penicilina G benzatina pode ser usada em dose única de 600.000 UI (peso < 27 kg) a 1.200.000 UI (peso > 27 kg). ◼ amoxicilina é a droga mais usada por VO, na dose de 50mg/kg/dia por 10 dias. ◼ Em caso de suspeita de germes produtores de beta-lactamase preconiza-se o uso de cefadroxil, cefuroxima, azitromicina, clindamicina ou amoxicilina/ácido clavulânico. Complicações Supurativas: A terapêutica é inicialmente clínica, com introdução de antibioticoterapia de amplo espectro, se não se observa melhora nas primeiras 24 ou 48 horas, indica-se a cirurgia para drenagem do espaço comprometido. Anginas Úlcero-Necróticas Angina de Plaut-Vincent: Simbiose entre Fusobacterium plaut vincent e Spirochaeta dentium Lesão úlcero necrótica unilateral. exsudato pseudomembranoso. Diagnóstico: QC, bacteriológico. Tratamento: melhora da higiene bucal: escovação de dentes, soluções anti-sépticas bucais; ◼ penicilinas ou cefalosporinas, metronidazol e sintomáticos. Complicação: tromboflebite jugular – embolização – Sd angina infarto pulmonar de Lemierre Sífilis: Etiologia: Treponema palidum Quadro Clínico: lesão unilateral ulcerada de contornos elevados e endurecidos. Diagnóstico: raspado da lesão com visualização direta do agente em campo escuro; sorológico: VDRL E FTA-abs. Tratamento: Penicilina Benzatina: 2.400.000 UI – dose única. Câncer de amígdala comum em tabagistas, etilistas Anginas vesiculosas: vesículas ou lesões aftóides ◼ Faringite herpética ◼ Síndrome mão-pé-boca ◼ Herpangina: Coxsackie A, vesículas/aftas no palato mole, muito doloroso, não come nada - desidrata e desnutre Faringotonsilites crônicas ◼ Amigdalites de repetição ◼ Tonsilite crônica caseosa ◼ Criptas ou sulcos profundos que favorecem a deposição de caseum, constituído de restos alimentares, cristais de colesterina, descamação epitelial e leucócitos degenerados. ◼ Sintomatologia: irritação na garganta ou halitose e saída de material branco de odor fétido das criptas. ◼ Tratamento: higienização local com anti-sépticos em forma de gargarejos, remoção do material caseoso. criptólise com laser de CO2 (não usa mais) e amigdalectomia. Adenoamigdalectomia Indicações: Obstrução alta de VAS ◼ Respiração bucal ◼ Malformações crânio-faciais ◼ Déficit no crescimento ◼ Distúrbios do sono (SAHOS) Amigdalectomia Infecção de repetição: ◼ 7 episódios/ano em 1 ano ◼ 5 episódios/ano em 2 anos ◼ 3 episódios/ano em 3 ano ◼ Indicação mais liberal se: hospitalização, abscessos, comorbidades Indicações: ◼ Abscesso periamigdaliano: controverso ◼ Malignidade ◼ Amigdalite crônica ◼ Portador de S. pyogenes – refratários à atbterapia Adenoidectomia Indicações: ◼ Sinusite crônica/recorrente ◼ Otites médias de repetição ◼ Neoplasia ◼ Obstrução respiratória com tonsilas palatinas pequenas