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LÍNGUA PORTUGUESA – ROSELI BRAGA
1 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
LÍNGUA PORTUGUESA
CONTEÚDO DO EDITAL
LÍNGUA PORTUGUESA E INTERPRETAÇÃO DE
TEXTOS:
1. Leitura e interpretação de textos literários e não
literários – descrição, narração, dissertação, etc.
Gramática e Ortografia:
2. Novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa.
Fonética: Encontros vocálicos – ditongo, tritongo,
hiato. Encontros consonantais. Dígrafos.
3. Classificação das palavras quanto ao número de
sílabas - monossílabas, dissílabas, trissílabas,
polissílabas. Divisão silábica. Sílaba tônica.
4. Classificação das palavras quanto ao acento
tônico - oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas.
Ortoepia. Prosódia. Ortografia.
5. Acentuação Gráfica.
6. Crase.
7. Notações léxicas. Abreviatura, siglas e símbolos.
8. Morfologia: Estrutura das palavras – raiz, radical,
palavras primitivas e derivadas, palavras simples e
compostas. Formação das palavras – derivação,
composição, redução, hibridismos. Sufixos. Prefixos.
Radicais.
9. Classificação e flexão das palavras - substantivo,
artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio,
preposição, conjunção, interjeição, etc.
10. Semântica: Significação das palavras – sinônimos
e antônimos.
11. Análise sintática - frase, oração e período.
12. Termos Essenciais da Oração - sujeito, predicado.
13. Termos integrantes e acessórios da oração -
objeto direto, objeto indireto, complemento nominal,
agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto
adverbial, aposto, vocativo, etc.
14. Classificação das orações: principal, coordenadas,
subordinadas, reduzidas, etc. Sinais de
15. Pontuação – cargo da vírgula, ponto-e-vírgula, dois-
pontos, ponto final, ponto de interrogação, ponto de
exclamação, reticências, parênteses, travessão,
aspas, colchetes, asterisco, parágrafo.
16. Sintaxe de concordância – nominal e verbal.
Regência nominal e verbal.
17. Sintaxe de colocação. Modos e tempos verbais,
infinitivo, gerúndio e particípio.
BIBLIOGRAFIA REFERENCIAL:
Livros, Compêndios e Publicações institucionais:
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
38ª ed. Nova Fronteira, 2015.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática
da Língua Portuguesa. 56ª ed. Companhia Editora
Nacional, 2007.
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss de Sinônimos e
Antônimos. 1ª ed. Publifolha, 2011.
ROCHA LIMA. Gramática Normativa da Língua
Portuguesa. 53ª ed. José Olympio, 2017.
SENADO FEDERAL. Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa. 2ª ed. SEP/CET, 2014
________________________________________________
FONOLOGIA
VOGAIS – São fonemas que fazem vibrar as cordas vocais, em
cuja produção a corrente de ar vinda dos pulmões não encontra
obstáculos. São fonemas silábicos, isto é, constituem a base
da sílaba.
Não há sílaba sem vogal: pa-to; ca-sa; op-tar; pro-ble-ma
SEMIVOGAIS – São os fonemas /y/ (representado pela letra i)
e /w/ (representado pela letra u) quando formam sílabas com
uma vogal:
Can -ta i a- vogal i - semivogal
Le - v ou o - vogal u- semivogal
CONSOANTES – são fonemas resultantes de obstáculos
encontrados pela corrente de ar vinda dos pulmões.
ENCONTROS VOCÁLICOS- Ao pronunciarmos, por exemplo,
os vocábulos pais, país, e iguais, verificamos que os fonemas
vocálicos que os constituem ficam na mesma sílaba ou são
pronunciados separadamente. Dá-se o nome de ENCONTRO
VOCÁLICO à sequência de fonemas vocálicos na mesma
sílaba ou em sílabas separadas. Há três espécies de encontro
vocálico:
1. DITONGO – é a sequência de semivogal e vogal, ou
vice-versa, na mesma sílaba. Pode ser:
a) Crescente- a semivogal figura antes da vogal: sé –
rie, gló-ria, vá-cuo.
b) Decrescente – a semivogal figura depois da vogal:
lei-te, au-to, boi.
2. TRITONGO – é a sequência de semivogal + vogal +
outra semivogal, na mesma sílaba: Pa-ra-guai,
saguão; en-xá-guem.
3. HIATO – caracteriza-se pela sequência de duas
vogais pronunciadas em sílabas separadas:
ra-iz, sa-ú-va, po-e-ta
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Compostas- guarda+roupa=guarda-roupa /
derivadas- leite- leiteiro- empedrado
Composição por justaposição: não há perda de nenhum
elemento: : couve-flor (couve+flor) Composição por alutinação:
há perda de algum elemento na junção de palavras. :
ÁGUA+ARDENTE=AGUARDENTE Derivação prefixal:
acrescentar um termo antes da palavra:
DES+LEAL=DESLEAL. Derivação sufixal: acrescentar um
termo depois da
palavra::LEGAL+DADE=LEGALDADE=LEGALIDADE.
Derivação prefixal e sufixal: acrescenta-se termos antes e
depois da palavra. I+LEGAL+DADE=ILEGALIDADE- ILEGAL /
LEGALIDADE. Derivação parassintética: acrescenta-se termos
antes e depois da palavra, mas na separação do prefixo ou do
sufixo a palavra que resta não existe:
E+MAGRO+ECER=EMAGRECER – EMAGRO /
MAGRECER. Derivação regressiva: é formada por verbos –
há a formação de substantivos terminados em A, E, O: lutar. A
LUTA ENTRE OS POVOS FOI ENSURDECEDORA –
Derivação imprópria: há uma mudança na classificação dela –
(SUBSTANTIVO, ADJETIVO, VERBO...); NÃO COLOCA
NADA, NÃO TIRA NADA: O lutar é muito cansativo
(substantivo). Onomatopeia: imitação de sons: Tiquetaque
Abreviação vocabular: Abreviar tudo.: Você- vc- c Sigla :
IBGE- Instituto brasileiro de geografia e estatística.
LÍNGUA PORTUGUESA – ROSELI BRAGA
2 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
Empréstimo: palavras emprestadas de outra língua e usadas
na língua portuguesa: Estresse-stress /Xampu- shampoo
Neologismo semântico: Neologismo- formação de palavras
novas. Semântica- sentido da palavra. Ex.: Ele é uma pessoa
legal (boa) (ADJETIVO)/ Legal-relacionado à lei. Hibridismo:
radicais de idiomas diferentes : AUTOMÓVEL
A ORTOGRAFIA estuda a forma correta de escrita das palavras
de uma língua. Do grego "ortho", que quer dizer correto, e
"grafo", por sua vez, que significa escrita: Uso do x/ch: O x é
utilizado nas seguintes situações:
Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe., da
sílaba -me: mexer, mexido, mexicano. Palavras com origem
indígena ou africana: xará, xavante, xingar.Depois da sílaba
inicial -en: enxofre, enxada, enxame. Exceções:
1. A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com
ch.O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece
com as palavras que dele derivem: enchente, encharcar,
enchido.
Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:No final de algumas
interjeições: Ah!, Oh!, Uh! Por força da etimologia: habilidade,
hoje, homem. Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano,
superhomem. Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao
estado é uma exceção. O acidente geográfico "baía" é grafado
sem h.
Uso do s / z
O s é utilizado nas seguintes situações:
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-osa que
indicam grande quantidade, estado ou circunstância:
bondoso, feiosa, oleoso. Nos sufixo -ês, -esa, -isa que
indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa,
poetisa. Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis,
quiseram. O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes
situações: Nos sufixos -ez/-eza que formam substantivos
a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza,
grande - grandeza. No sufixo - izar, que formam verbos:
atualizar, batizar, hospitalizar.
Uso do g / j: O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio,
-úgio: presságio, régio, litígio, relógio, refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem,
vagem, viagem. O j, por sua vez, é utilizadonas
seguintes situações: Palavras com origem indígena:
pajé, jerimum, canjica. Palavras com origem africana:
jabá, jiló, jagunço.
Palavras e expressões que oferecem dificuldades Além das
situações mencionadas acima e os casos de acentuação e
pontuação, há uma série de palavras e expressões que
oferecem dificuldades. São exemplos: A baixo / Abaixo, Onde /
Aonde, Mas / Mais, entre tantas outras.
Abaixo / A baixo
Leia mais sobre esse assunto abaixo. (em posição inferior)
Olhou-me de cima a baixo com olhar de desaprovação.
(relação com a expressão "de cima" ou "de alto")
Onde / Aonde
Não sei onde deixei meus livros. (não sugere movimento)
Aonde deixaremos os livros? (sugere movimento)
Mas / Mais
Eu falo, mas ele nunca me ouve. (porém)
Isto é o que mais gosto de fazer! (aumento de quantidade)
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
Trema: deixou de ser usado, mas nada muda na pronúncia;
Acento diferencial: para evitar confusões, foram mantidos os
acentos do verbo pôr e da forma do pretérito perfeito pôde. O
acento de fôrma (distinto de forma) é facultativo;
Acento circunflexo dos hiatos 'oo' e 'ee' não recebem mais
acento: enjoo; leem. Atenção: Continuam acentuados (ele) vê,
(eles) vêm [verbo vir], (eles) têm etc.
Não se acentua mais o 'u' tônico das formas verbais
argui(acusado), apazigue, averigue
Não se acentuam mais o 'u' e o 'i' tônicos precedidos de
ditongo em palavras paroxítonas: feiura; bocaiuva.
O hífen é empregado:
1. Se o segundo elemento começa por 'h' geo-história;
gigahertz; bio-histórico; super-herói; anti-herói; macro-história;
mini-hotel; super-homem; 2. Para separar vogais ou consoantes
iguais inter-racial; micro-ondas; sub-bibliotecário; anti-
inflamatório; 3. Prefixos 'pan' ou 'circum', seguidos de palavras
que começam por 'h', 'm' ou 'n' pan-americano; panhelenismo;
circum-navegação; 4. Com 'pós', 'pré' 'pró' pósgraduado; pré-
operatório; pró-reitor; pré-datado; 5. Quando a segunda palavra
começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal,
retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: antes:
ante-sala/ante-social/autoretrato agora:
antessala/antissocial/autorretrato
ERROS ORTOGRÁFICOS
1.Uso de “A CERCA DE”, “HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”
: A CERCA DE indica distância, como na frase “Trabalho a
cerca de 10 quilômetros da minha casa”; HÁ CERCA DE indica
tempo aproximado, como no exemplo “Te conheço há cerca de
20 anos”.ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE, como
no exemplo “Na reunião falamos acerca de seu desempenho”.
2.Uso de “AFIM” ou “A FIM” : AFIM é um adjetivo que passa a
ideia de afinidade. Exemplo: “Somos amigos, pois temos ideias
afins”. A FIM é o mesmo que “para”, e indica finalidade.
Exemplo: “Saí na balada a fim de diversão”.
3.Uso de “AO INVÉS DE” ou “EM VEZ DE” : EM VEZ DE indica
substituição, como no exemplo: “Coma verduras e legumes em
vez de frituras para ter uma boa saúde”. AO INVÉS DE
apresenta ideia contrária, uma oposição. Por exemplo: “Você
deve falar ao invés de só escutar”
4.Uso de “POR QUE”, “PORQUE”, “POR QUÊ” ou
“PORQUÊ” : Usa-se o POR QUE (separado e sem acento): Por
que você vai prestar esse concurso?;
ATENÇÃO: Não entendi por que (motivo) tenho que entender
isso. Pode também ser substituído pelo termo “pelo qual”: O
caminho por que (pelo qual) passei era de pedras soltas no
asfalto. Usa-se o PORQUE (junto e sem acento) para se
explicar algo: Vou prestar esse concurso porque quero trabalhar
na Polícia Civil. Usa-se o POR QUÊ (separado e com acento)
para se fazer a pergunta no final da frase: Você vai prestar esse
LÍNGUA PORTUGUESA – ROSELI BRAGA
3 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
concurso por quê? Usa-se o PORQUÊ (junto e com acento)
para se falar do motivo, da causa, da razão e da circunstância.
Pode ser substituído pelo substantivo “motivo” ou “razão”:
Queria saber o porquê (o motivo / a razão) de sua escolha.
5. Uso de “HÁ”: O verbo HAVER é impessoal - o sujeito é
inexistente. Ex.: Há vários nomes testa lista que eu não
conheço Ex.: Havia vinte alunos atrasados para a última prova..
A –pode ser usado como artigo. Ex.: A “Última Ceia” é uma
pintura de Leonardo da Vinci para seu protetor. AH – É usado
com interjeição. Ex.: Ah! Então é você?!
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SINÔNIMO, ANTÔNIMO, HOMÔNIMO, PARÔNIMO,
POLISSEMIA, SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO,
ACENTUAÇÃO E PONTUAÇÃO.
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
SINÔNIMOS – são palavras de sentido igual ou aproximado.
Ex.: alfabeto e abecedário; brado, grito etc.
ANTÔNIMOS – são palavras de significação oposta. Ex.: mal e
bem. HOMÔNIMOS – são palavras que possuem igualdade
fonética ou gráfica entre vocábulos de significação diferente.
Ex.: almoço (substantivo) / almoço (verbo); PARÔNIMOS – são
palavras parecidas na escrita e na pronúncia, mas com
significados diferentes. Ex.: comprimento (extensão) /
cumprimento (saudação);
POLISSEMIA – é a propriedade da palavra de apresentar
significados distintos que só podem ser explicados dentro de um
contexto.
SENTIDO: Sentido próprio e Sentido figurado- Estão
relacionados com a função denotativa (sentido literal, que está
no dicionário) e conotativa (o que a palavra representa no
mundo) da linguagem. Ex.: Homem está frio./O homem é frio.
A ACENTUAÇÃO é um tema inerente aos postulados
gramaticais que, indiscutivelmente, concebe-se como um fator
relevante, em se tratando da linguagem escrita. Trata-se do
fenômeno relacionado com a intensidade em que as sílabas se
apresentam quando pronunciadas, podendo ser em maior ou
menor grau. Quando proferidas com mais intensidade,
classificam-se como tônicas, e quando soadas de maneira mais
sutil, como átonas.
Ainda enfatizando acerca da importância do assunto em pauta,
há outro detalhe pertinente: o fato de ter havido algumas
mudanças em decorrência da implantação da Nova Reforma
Ortográfica. Cabendo ressaltar, portanto, que os referidos
postulados, abaixo descritos, encontram-se condizentes a esta.
Para tanto, analisemos cada caso a seguir.
• Classificação das palavras quanto à posição da sílaba
tônica
De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras
classificam-se em:
Oxítonas – aquelas em que a sílaba tônica se encontra
demarcada na última sílaba. Exemplos: café, cipó, coração,
armazém...Paroxítonas – a sílaba tônica é penúltima sílaba.
Exemplos: caderno – problema – útil – automóvel...
Proparoxítonas – a sílaba tônica é a antepenúltima sílaba.
Exemplos: lâmpada – ônibus – cárcere – cônego...
• Monossílabos átonos e tônicos
Os vocábulos que possuem apenas uma sílaba – ora
caracterizados como monossílabos – também são proferidos de
modo mais e/ou menos intenso.
Regras fundamentais:
• Monossílabos tônicos
Graficamente, acentuam-se os monossílabos terminados em:
-a(s): chá, pá...
-e(s): pé, ré,... -o(s):
dó, nó...
Entretanto, os monossílabos tu, noz, vez, par, quis etc, não são
acentuados.
Observações:
Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos -éis,
éu, -ói recebem o acento.
Exemplos: réis, véu, dói.
No caso dos verbos monossilábicos terminados em -ê, a
terceira pessoa do plural termina em eem. Essa regra se aplica
à nova ortografia. Perceba: Ele vê – Eles veem
Ele crê – Eles creem
Ele lê – Eles leem
Forma verbal que antes era acentuada agora é grafada sem o
sinal gráfico.
Diferentemente ocorre com os verbos monossilábicos
terminados em “-em”, haja vista que a terceira pessoa termina
em “-êm”, embora acentuada. Perceba:
Ele tem – Eles têm
Ela vem – Elas vêm
Pontuação:
1. Ponto ( . ): indica: final frasedeclarativa: Lembro-me muito
bem dele. Separa períodos entre si. Fica comigo. Não vá
embora. Nas abreviaturas : V. Ex.ª 2-
2. Dois-pontos ( : ) a) iniciar a fala dos personagens: Então o
padre respondeu:- Parta agora. Antes de apostos ou orações
apositivas, enumerações ou sequência de palavras que
explicam, resumem ideias anteriores: Meus amigos são poucos:
Fátima, Rodrigo e Gilberto. Antes de citação: Como já dizia
Vinícius de Morais: “Que o amor ...mas que seja infinito
enquanto dure.”
3 - Reticências ( ... ) indica dúvidas ou hesitação do falante:
Sabe... eu queria te dizer que... esquece.
4- Parênteses ( ( ) ): isola palavras, frases intercaladas de
caráter explicativo e datas: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945),
ocorreu inúmeras perdas humanas.
5- Ponto de Exclamação ( ! ) a) Após vocativo: “Parte, Heliel!”
Após interjeição: Ufa! Ai!
6- Ponto de Interrogação ( ? ): Em perguntas diretas.: Como
você se chama?
7 - Vírgula ( , ): marcar uma pausa do enunciado: Lúcia, esposa
de João, foi a ganhadora única da Sena. Dicas: podemos
concluir que quando há uma relação sintática entre termos da
oração, não se pode separá-los por meio de vírgula. Não se
separam por vírgula: sujeito de predicado, objeto de verbo,
adjunto adnominal de nome; complemento nominal de nome;
predicativo do objeto do objeto; oração principal da subordinada
substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na
ordem inversa) A vírgula no interior da oração: separa o
vocativo: Maria, traga-me uma xícara de café. Separar o adjunto
adverbial antecipado ou intercalado: Chegando de viagem,
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4 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
procurarei por você. Separar elementos de uma enumeração:
Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras. Isola
expressões de caráter explicativo ou corretivo: Amanhã, ou
melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar. Separa
conjunções intercaladas: Não havia, porém, motivo para raiva.
Separa o complemento pleonástico antecipado: A mim, nada
me importa. Isolar o nome de lugar na indicação de datas: Belo
Horizonte, 26 de janeiro de 2001. Separar termos coordenados
assindéticos: "Lua, lua, lua, lua, por um momento meu canto
contigo compactua..." (Caetano Veloso). Marca a omissão de
um termo (normalmente o verbo): Ela prefere ler jornais e eu,
revistas. (omissão do verbo preferir) A vírgula entre orações: É
utilizada nas seguintes situações: separa as orações
subordinadas adjetivas explicativas: Meu pai, de quem guardo
amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro. Separar as
orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as
iniciadas pela conjunção “e”). Exemplos: Acordei, tomei meu
banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não
foi aprovado no exame. Atenção: Há três casos em que se usa
a vírgula antes da conjunção e: 1) quando as orações
coordenadas possuírem sujeitos diferentes: Os ricos estão cada
vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. 2) quando a
conjunção “e” vier repetida com a finalidade de dar ênfase
(polissíndeto): E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. 3) quando
a conjunção “e” assumir valores distintos que não retratarem
sentido de adição (adversidade, consequência, por exemplo)
Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada. c)
separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou
reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração
principal: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se
ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho." (O
selvagem - José de Alencar) d) separar as orações intercaladas:
"- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em
estar plantando-a...” Dicas: essas orações poderão ter suas
vírgulas substituídas por duplo travessão: "Senhor - disse o
velho - tenho grandes contentamentos em estar plantando-a...”
e) separar as orações substantivas antepostas à principal. Ex.:
Quanto custa viver, realmente não sei.
8- Ponto e vírgula ( ; ) a) separar os itens de uma lei, de um
decreto, de uma petição, de uma sequência, etc. Ex.: Art.
127 – São penalidades disciplinares:
I- advertência;
II- suspensão; III-
demissão;
separa orações coordenadas muito extensas ou orações
coordenadas nas quais já tenham utilizado a vírgula: “O rosto
de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude
apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se
acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que
sofria desde moço se foi transformando em opressora asma
cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...) " (O
visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
9- Travessão ( — ) a) dar início à fala de um personagem Ex.:
O filho perguntou: — Pai, quando começarão as aulas? indica
mudança do interlocutor nos diálogos: - Doutor, o que tenho é
grave? - Não se preocupe, é uma simples infecção. Unir grupos
de palavras que indicam itinerários: A rodovia BelémBrasília
está em péssimo estado.
10- ASPAS ( “ ” ) a) isolar palavras ou expressões que fogem à
norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões,
neologismos, arcaísmos e expressões populares:
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do
serviço a mim requerido. b) indicar uma citação textual: “Ia
viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com
todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. (O prazer de viajar
- Eça de Queirós) Dicas: se dentro de um trecho já destacado
por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas,
estas serão simples. (' ') Recursos alternativos para pontuação:
Parágrafo ( § ), Chave ( { } ) , Colchete ( [ ] ) ,Barra ( / ).
_________________________ X ______________________
CLASSES DE PALAVRAS E EMPREGO E SENTIDO EM
QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM.
CLASSES DE PALAVRAS:
1– Substantivo: dá nome aos seres em geral, apresentando
variações de gênero, número e grau. Os substantivos podem
ser classificados como: Substantivo comum: são aqueles que
nomeiam seres de uma mesma espécie: homem, beleza etc.
Substantivo próprio: nomeiam seres particulares, espécie:
Roseli, Izety, Brasil etc Substantivo concreto: seres que
possuem uma existência autônoma, real ou imaginária: bruxa,
fada, sapato etc. Substantivo abstrato: é um tipo de substantivo
que indica qualidade, sentimento, estado, ação e conceito:
alegria. Substantivo simples: único radical na formação da
palavra: homem. Substantivo composto: mais de um radical na
formação da palavra: cachorro-quente; Substantivo primitivo:
shampoo/xampu/ Substantivo derivado: casa/ casarão.
Substantivo coletivo: constituem uma categoria dos
substantivos comuns: biblioteca, alcateia etc.
2– Artigo: Palavra que se antepõe a um substantivo,
determinando-o. Artigos definidos: o, a, os, as; Artigos
indefinidos: um, uma, uns, umas.
3 – Adjetivo: caracteriza o substantivo: mulher inteligente.
4 – Numeral: indica a quantidade exata. Classificam-se em:
Cardinais (indicam quantidade determinada): um, dois etc.
Ordinais (indicam ordem de sucessão): primeiro, terceiro etc.;
Multiplicativos (indicam multiplicação): dobro, triplo etc.
Fracionários (indicam partes iguais em que se subdivide um
todo): meio, terço, etc.
5- Pronome: acompanha ou representa o substantivo. São
eles: Pronomes pessoais (caso reto – função de sujeito): eu, tu
etc. pessoais (caso oblíquo – função de complemento). de
tratamento: Vossa Alteza... indefinidos: algum...Pronomes
relativos: o qual... demonstrativos: este... possessivos: meu.
6 – Verbo: exprime um processo que se passa no tempo,
indicando: ação: comer; estado: está; mudança de estado:
ficou (Ex: Rodrigo ficou doente); fenômeno da natureza:
nevou; existência: havia; desejo: quero; conveniência:
convém. (Ex: Aquele trabalho não me convém). Terminações:
1ª (verbos terminadosem AR); 2ª (verbos terminados em ER) e
3ºª (verbos terminados em IR). Obs.: Os verbos terminados em
OR (pôr – antes poer) pertencem a 2ª conjugação. Tempos
verbais: presente (Eu falo.); pretérito -perfeito (Eu falei);
pretérito imperfeito (Eu falava.); pretérito mais- que-perfeito (Eu
falara= Eu tinha falado); futuro do presente (Eu falarei.) e futuro
do pretérito (Eu falaria). Modos verbais: indicativo (certeza- Eu
falo.); subjuntivo (dúvida- Pode ser que eu fale. Se eu falasse.
Quando eu falar.) e imperativo (ordem, súplica, pedido,
conselho= Fale mais baixo. Por gentileza, fale mais baixo.).
Formas nominais: infinitivo (verbo sem ser conjugado – amar);
particípio (ação em andamento – amando) e particípio (ação
acabada- amado). Vozes verbais: Ativa: O macaco comeu a
banana. Passiva: A banana foi comida pelo macaco. Reflexiva:
O macacou feriu-se.
7 – Advérbio: modifica o verbo. São eles: afirmação:
certamente; dúvida: talvez; intensidade: demasiadamente...
lugar: lá, tempo: hoje, modo: depressa, negação: tampouco,
não; instrumento: com a faca; companhia: com você.
8- Preposição: liga dois termos da oração, subordinando um
ao outro. As preposições podem ser classificadas em:
essenciais: exercem a função de preposição: a, entre e
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5 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
acidentais: exercem a função de preposição, mas também,
possuem outras funções morfológicas: durante, exceto etc.
9– Conjunção: liga palavras, grupos de palavras, orações e
frases, exprimindo uma relação de sentido entre as unidades
ligadas. As conjunções podem ser: aditivas: e, nem, também;
adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no
entanto; alternativas: ou, ora; explicativas: porque, pois e
conclusivas: logo, pois etc.
10– Interjeição: exprimir emoções e sentimentos súbitos, tais
como: alívio: Ufa! alegria: Oba! dor: Ai! desejo: Tomara!
Advertência: Cuidado! Atenção! Psiu!
__________________________X___________________
ORAÇÃO:
TERMOS ESSENCIAIS, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA
ORAÇÃO, TERMOS DA ORAÇÃO E ANÁLISE
MORFOSSINTÁTICA, COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO.
TERMOS DA ORAÇÃO: Segundo a Nomenclatura Gramatical
Brasileira, os termos da oração podem ser: Essenciais: sujeito
e predicado nas orações. (Embora possa haver oração sem
sujeito – Fez muito calor ontem!) Integrantes: completam o
sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:
complemento verbal - objeto direto e indireto, complemento
nominal e agente da passiva. Acessórios: função secundária
(Especificam o substantivo ou expressam circunstância). São
representados por: adjunto adnominal, adjunto adverbial e
aposto. Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não
pertence à estrutura da oração.
ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS:
Orações Coordenadas: não apresentam dependência entre
elas: aditivas: Ela acordou cedo e foi ao parque com as amigas.
Essas ainda são divididas em aditivas, adversativas,
alternativas, conclusivas e explicativas. As orações
coordenadas podem ser classificadas em assindéticas, quando
não são introduzidas por conjunção, ou sindéticas, quando são
introduzidas por conjunção.
Orações Subordinadas: apresentam uma dependência
sintática em relação à oração principal: Orações Subordinadas
Substantivas: normalmente são introduzidas por conjunções
subordinadas integrantes e podem fazer o papel de um
substantivo nos períodos. Elas são classificadas de acordo com
a sua função: subjetiva, completiva nominal, predicativa,
apositiva, objetiva direta e objetiva indireta. Exemplo de
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta Todos querem
sua aprovação. (isso) Orações Subordinadas Adjetivas. As
orações subordinadas adjetivas exercem a mesma função de
um adjetivo, pois modificam um substantivo. Elas são
classificadas em dois tipos: explicativas e restritivas: adjetiva
explicativa: Os alunos, que estudaram paro concurso,
conseguiram bons resultados. Restritiva: Recebi uma ajuda dos
alunos que estudavam para o concurso. Orações
Subordinadas Adverbiais: exercem a função de adjunto
adverbial em relação ao verbo da oração principal. Elas são
classificadas em nove tipos: causais, consecutivas,
comparativas, condicionais, conformativas, concessivas,
finais, proporcionais e temporais. Exemplo de Oração
Subordinada Adverbial Condicional Se estudar bastante,
passará no concurso da Polícia.
Bibliografia CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES,
Thereza Cochar. Português: linguagens – volume único.
São Paulo:
Atual, 2003.
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CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL E REGÊNCIA
VERBAL E NOMINAL
1. CONCORDÂNCIA NOMINAL estuda a conformidade
estabelecida entre cada componente da oração. Exemplos:
1. Adorava comida salgada e gordurosa. 2. Linda filha e bebê.
3. Pronúncia e vocabulário perfeito. Vocabulário e pronúncia
perfeita. Pronúncia e vocabulário perfeitos. Vocabulário e
pronúncia perfeitos.
2. CONCORDÂNCIA VERBAL: é a relação estabelecida de
forma harmônica entre sujeito e verbo. Isso quer dizer que
quando o sujeito está no singular, o verbo também deve
estar; quando o sujeito estiver no plural, o verbo também
estará.
3. REGÊNCIA VERBAL
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação
entre os verbos e os termos que se seguem a ele e completam
o seu sentido.
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto
e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos.
Nos exemplos acima, morar é um verbo transitivo indireto, pois
exige a preposição em (morar em algum lugar). No segundo
exemplo, implicar é um verbo transitivo direto, pois não exige
preposição (implicar algo, e não implicar em algo). No terceiro
exemplo, ir exige a preposição a, o que faz dele um verbo
transitivo direto. Na forma padrão, a oração “Isso implica em
mudança de horário” não está correta.
Como eles são regidos? Alguns, conforme o seu significado,
podem ter mais do que uma forma de regência.
1. Assistir:
a) com o sentido de ver exige preposição: Que tal assistirmos
ao filme?
b) com o sentido de dar assistência não exige preposição:
Sempre assistiu pessoas mais velhas.
c) com o sentido de pertencer exige preposição: Assiste aos
prejudicados o direito de indenização. No último quadrinho
Calvin fala corretamente "assistir ao vídeo"
2.Chegar: o verbo chegar é regido pela preposição “a”:
Chegamos ao local indicado no mapa.
Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos o
uso da preposição “em” nas conversas informais, cujo estilo é
coloquial: Chegamos no local indicado no mapa.
3. Custar: a) com o sentido de ser custoso exige preposição:
Aquela decisão custou ao filho.
b) com o sentido de valor não exige preposição: Aquela
casa custou caro.
4. Obedecer : o verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige
preposição: Obedeça ao pai!
Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo
transitivo direto: Obedeça o pai!
5. Proceder : a) com o sentido de fundamento é verbo
intransitivo:
Essa sua desconfiança não procede.
b) com o sentido de origem exige preposição:
Essa sua desconfiança procede de situações passadas.
6. Visar: a) com o sentido de objetivo exige preposição:
Visamos ao sucesso.
LÍNGUA PORTUGUESA – ROSELI BRAGA
6 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem
preposição, ou seja, como verbo transitivo direto: Visamos o
sucesso.
b) com o sentido de mirar não exige preposição: O
policial visou o bandido à distância.
7.Esquecer: O verbo esquecer é transitivo direto, logo nãoexige preposição:
Esqueci o meu material.
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com
preposição: Esqueci-me do meu material.
8.Querer: a) com o sentido de desejar não exige preposição:
Quero ficar aqui.
b) com o sentido de estimar exige preposição: Queria
muito aos seus amigos.
9.Aspirar: a) com o sentido de respirar ou absorver não exige
preposição: Aspirou todo o escritório.
b) com o sentido de pretender exige preposição: Aspirou
ao cargo de ministro.
10.Informar: O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele
exige um complemento sem e outro com preposição: Informei o
acontecimento aos professores.
11.Ir: O verbo ir é regido pela preposição “a”: Vou à biblioteca.
12.Implicar: a) com o sentido de consequência, o verbo implicar
é transitivo direto, logo não exige preposição:
O seu pedido implicará um novo orçamento.
b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo exige
preposição:
Implica com tudo!
13.Morar : O verbo morar é regido pela preposição “em”: Mora
no fim da rua.
14.Namorar: O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as
pessoas o usarem sempre seguido de preposição:
Namorou Maria durante anos.
15. Preferir: O verbo preferir é transitivo direto e indireto.
Assim:
Prefiro carne a peixe.
16.Simpatizar: O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige
a preposição "com": Simpatiza com os mais velhinhos.
17.Chamar: a) com o sentido de convocar não exige
complemento com preposição:
Chama o Pedro!
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem
preposição:
Chamou ao João de Mauricinho.
Chamou João de Mauricinho.
Chamou ao João Mauricinho.
Chamou João Mauricinho.
18.Pagar: a) quando informamos o que pagamos o
complemento não tem preposição: Paga o sorvete?
b) quando informamos a quem pagamos o complemento exige
preposição: Paga o sorvete ao dono do bar.
REGÊNCIA NOMINAL: consiste na relação de dependência
entre o substantivo, adjetivo e advérbio e o seu complemento.
Dessa forma, quando um nome (substantivo, adjetivo ou
advérbio) pede um complemento
necessariamente preposicionado, ocorre uma relação de
dependência entre o termo regente (nome) e o termo regido
(complemento nominal).
Mundo ...mundoeducacao.uol.com.br › regencia-nominal
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CRASE
Crase: fusão. Empregos obrigatórios do sinal de crase:
1.Em locuções adverbiais femininas: Naquele dia, o escritório
se encontrava às avessas.
2.Em locuções prepositivas e conjuntivas: Entende-se por
“locução”, a junção de duas ou mais palavras que formam
significado único: Aquela guerreira mãe estava à espera de um
milagre que salvasse a vida de seu filho. Note que a locução
prepositiva compõe-se de: à + palavra feminina + preposição
“de”.
Crase proibida:
1.palavras masculinas: O convite foi enviado a João.
2.Pronomes pessoais e demonstrativos: a) Não revelarei a
ela o nosso segredo. b) Vim a esta casa na semana passada.
3. No “a”, na forma singular, antes de palavras no plural: O
artigo se remete a ideias inovadoras.
4. Com verbos no infinitivo: Os alunos foram chamados a
rever os erros.
5. Entre palavras repetidas: Os réus estavam frente a frente.
6. Com a palavra “terra” como antônima de “água”: O navio
chegou a terra. (terra firme) Admite-se a crase, caso a
referência seja feita à “Terra” (planeta) ou à terra (cidade natal).
7. Com a palavra “casa” e com nomes de cidade, quando não
houver especificações: a) Naquela tarde, fomos a casa.
Crase é opcional:
1. Nomes femininos: O convite foi feito à/a Maria.
2. Pronomes possessivos: Ele agradeceu à/a minha mãe.
Com a palavra até: Ela foi dirigindo até à/a avenida. Para
encerrar: sugere-se a busca por um equivalente masculino.
Compare: Ela vai à fazenda/ao clube no próximo fim de
semana. Referência:
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do
português contemporâneo. 5.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008.
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Os pronomes oblíquos átonos me, te, se, o, a, lhe, os, as, lhes,
nos e vos, como todos os outros monossílabos átonos,
apoiamse na tonicidade de alguma palavra próxima. Assim,
esses pronomes podem ocupar três posições distintas na frase:
Antes do verbo –
PRÓCLISE (dizemos que o pronome está proclítico) “Não me
abandone, não me carregue para o buraco” A próclise ocorre
geralmente em orações em que antes do verbo haja: partículas
atrativas: negativo (não, nada, nunca, ninguém etc.): Nunca me
convidam para as festas. Não me contaram. Ninguém me disse.
Conjunção subordinativa: Quando te encarei frente a frente não
vi o meu rosto. Advérbio: Assim se resolvem os problemas Caso
haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula),
ocorrerá a ênclise. Assim, resolvam-se os problemas. Pronome
indefinido: Tudo se acaba na vida Pronome relativo: Não
encontrei o caminho que me indicaram. Com verbo no gerúndio
precedido de preposição em: Em se tratando de previsões,
qualquer afirmação otimista será arriscada. Com verbo no
infinitivo pessoal (flexionado ou não) precedido de preposição:
Vocês serão castigados por me faltarem ao respeito. Ocorre
também a próclise nas orações iniciadas por palavras
interrogativas e exclamativas e nas orações optativas (orações
que exprimem um desejo): Quem te disse que ele não viria?
(oração iniciada por palavra interrogativa) Quando me custa
LÍNGUA PORTUGUESA – ROSELI BRAGA
7 Proibida a reprodução, mesmo parcial e por qualquer processo, sem autorização expressa do Autor.
dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa) Deus
te proteja. (oração optativa)
No meio do verbo
MESÓCLISE (dizemos que o pronome está mesoclítico) “Meu
nome, dir-lhes-ei a seu tempo” / Poderse-
á...poder-se-ia.(Futuro do Presente e Futuro do Pretérito). Após
o verbo – Mesóclise: com verbos no futuro do presente ou no
futuro do pretérito, desde que não haja algum fator de próclise:
Convidar-me-ão para a festividade de estreia da nova série
televisiva. Convidar-te-ia para viajar comigo, caso fosse
possível. Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do
pretérito do indicativo venha precedido por pronome pessoal
reto, ou de alguma palavra que exija a próclise, está será de
rigor. Eles me convidarão para a festividade de estreia da nova
série televisiva. Sempre te convidaria para viajar comigo, caso
fosse possível. Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas
locuções verbais Com locuções em que o verbo principal ocorre
no infinitivo ou no gerúndio: Se a locução verbal não vier
precedida de um fator de próclise, o pronome átono poderá ficar
depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal: Devo-lhe
cantar uma música. Devo cantar-lhe uma música. Estava-lhe
dizendo a verdade. Estava dizendo-lhe a verdade. Havendo
fator de próclise, o pronome átono ficará antes do verbo auxiliar
ou depois do principal: Não lhe devo dizer a verdade. Não devo
dizer-lhe a verdade. Não lhe estava dizendo a verdade. Não
estava dizendo-lhe a verdade. Com locuções em que o verbo
principal ocorre no particípio: Se não houver fator de próclise, o
pronome átono ficará depois do verbo auxiliar: Havia-lhe dito a
verdade. Se houver fator de próclise, o pronome átono deverá
ficar antes do verbo auxiliar: Não lhe havia dito a verdade
ÊNCLISE (dizemos que o pronome está enclítico) “Suporta-se
com paciência a dor do próximo”. De acordo com a gramática
normativa, a posição adequada dos pronomes átonos é depois
do verbo, desde que não haja condições para a próclise ou para
a mesóclise. Assim sendo, a ênclise é obrigatória: Com o verbo
no início do período, desde que não esteja no futuro doindicativo: Comenta-se que ele recebeu o prêmio. Com verbo
no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me somente a
verdade.Com o verbo no gerúndio, desde que não esteja
precedido da preposição em: Modificou-se a frase, tornando-a
ambígua. Em orações interrogativas iniciadas por palavras
interrogativas: Por que maltratar-me agora?
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Bons estudos!
Equipe Unibav