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Cirurgia Caso Clínico Paciente do sexo feminino, 34 anos, fumante (10 cigarros/dia), em uso de contraceptivo oral, diabética tipo II descompensada, em uso de Glifage, comparece para avaliação de exodontia dos terceiros molares. Relata episódios recorrentes de hipo e/ou hiperglicemia. Na consulta, apresentou glicemia capilar de 350mg/dl. Ao exame clínico apresenta um quadro de pericoronarite grave associado ao dente 48, com limitação de abertura bucal, aumento volumétrico em face e febre. Qual sua conduta frente a este caso? Desde o atendimento inicial até a resolução do caso (exodontia do 48). Fale sobre o planejamento cirúrgico e medicamentoso. Fale sobre as principais complicações associadas a exodontia do dente 48 descrito no presente caso clínico: Parestesia: (A) estreitamento do canal, (B) obscurecimento radicular, (C) obscurecimento e ápice bífido da raiz, (D) estreitamento radicular, (E) interrupção do canal, (F) desvio do canal, (G) deformação da raiz. Alveolite - Perturbação no processo de reparo alveolar que interrompe o processo de reparo descaracterizando todos os tecidos em formação, provocando necrose do coágulo, reabsorção óssea podendo levar à infecção do alvéolo. Paciente está em momento de oportunidade cirúrgica? NÃO Pericoronarite Grave: o Infecção aguda; o Limitação de abertura bucal; o Febre. Diabetes Descompensada: o Risco de episódios de hipo e/ou hiperglicemia; o Risco de disseminação da infecção; o Risco de complicações inflamatórias e infecciosas; o Diabetes favorece a infecção; o Infecção descompensa a diabetes. Passo – Tratamento da Pericoronarite Tratamento Local: Anestesia S/N; Debridamento; Irrigação com solução antimicrobiana (água oxigenada 10V, clorexidina 0,12%). Tratamento Medicamentoso: ATB (Clavulin BD 875mg ou Amoxicilina 500mg + Metronidazol 400mg); Analgésico (Lisador 500mg de horário e Tylex 30mg se dor forte); Antisséptico: Clorexidina à 0,12%. Passo – Controle da Diabetes Encaminhamento para o médico endocrinologista: Solicitação de exames laboratoriais: Passo - Cuidados no atendimento do paciente diabético Prevenção de episódios de hipoglicemia: o Consultas no início da manhã; o Consultas curtas; o Orientação quanto à dieta pré e pós-operatória; o Avaliar a glicemia capilar. Prevenção de episódios de hiperglicemia: o Controle da ansiedade (verbal ou medicamentosa); o Anestesia local (Prilocaína + Felipressina). Prevenção de infecção: o Profilaxia antibiótica; o Antibioticoterapia até início da epitelização. Exodontia do Dente 48 do Caso Clínico Só após debelada a infecção: o Dificuldade anestésica; o Bacteremia; o Risco de disseminação da infeção. Risco alto de Alveolite: o Hormônios femininos; o Hormônios exógenos; o Cigarro; o Cirurgia traumática; o Infecção prévia. Sinais radiográficos de proximidade com o NAI: o Desaparecimento da cortical superior do canal mandibular; o Dilaceração radicular. Planejamento Medicamentoso: o ATB: Amoxicilina 500mg 8/8h por 07 dias o Analgésico: Lisador 500mg 06/06h e Tylex 30mg 6/6h se dor forte o Antiinflamatório: Dexametasona 4mg 2 comp. 1h antes e 1comp de 24/24h por 48horas ou associação com AINES. o Antisséptico: Clorexidina à 0,12% 3x ao dia por 07 dias Planejamento Cirúrgico Dente 48 Incisão de Avellanal; Descolamento mucoperiosteal do retalho; Ostectomia; Odontosecção; Luxação com extratores; Exodontia; Remoção do capuz pericoronário; Osteoplastia; Irrigação; Sutura. Parestesia Relação com posição anatômica do dente não irrompido; Relação com erro no planejamento cirúrgico; Relação com erro de técnica cirúrgica. Medicações: Antibióticos (etiologia infecciosa); Corticóides (ação antiinflamatória e neurotrópica): cortisona 100mg 6/6h por 3 dias; Vitamina B1 por 30 dias; Etna (citidina + uridina + vitamina B12); Laser de baixa potência; Microcirurgias. Alveolite Sinais e Sintomas Dor: o Intensa; o Irradiada; o Não cede aos analgésicos tradicionais; o Perturba o sono; o Atrapalha as atividades diárias. Halitose – Odor fétido; Edema – Acentua ou aumenta a percepção; Trismo – Abertura bucal normal é de aproximadamente 40mm; Febre: o Nos casos severos; o Em pacientes debilitados; o Manifestação sistêmica. Alveolite Seca Tratamento local: 1ª sessão Anestesia por bloqueio; Debridamento da ferida; Isolamento relativo com gazes; Irrigação com solução antimicrobiana; Irrigação abundante com soro fisiológico; Preenchimento do alvéolo com pasta; Instruções pós-operatórias; Retorno após 24 horas para reavaliar. Tratamento sistêmico: Analgésico: dipirona sódica, paracetamol ou dipirona potencializada (manter doses durante o tempo que manifestar dor); Antisséptico: clorexidina 0,12% (3x/dia por 1 semana); Antibiótico: diante de sinais de disseminação da infecção 1ª opção: Amoxicilina por 2 a 3 dias depois de debelada a infecção. Tratamento local: 2ª sessão Irrigar com soro fisiológico; Repetir a medicação tópica usada (pasta); Proservar. Após 60 dias: Alveolite Úmida Coágulo preenchido por secreção; Ocorre mais tardiamente que a alveolite seca; Dor moderada. Tratamento local: 1ª sessão Anestesia por bloqueio (?); Debridamento da ferida; Isolamento relativo com gazes; Irrigação com solução antimicrobiana; Irrigação abundante com soro fisiológico; Instruções pós-operatórias; Retorno após 24 horas para reavaliar. Tratamento local: 2ª sessão Irrigar com soro fisiológico; Irrigação com solução antimicrobiana; Proservar. Introdução à Cirurgia: Tipo de procedimento no qual o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no corpo do paciente para diagnosticar, tratar ou curar doenças ou traumatismos, ou para melhorar a funcionalidade ou aparência de parte do corpo. Necessidade: Consiste na determinação correta e segura que para a resolução do quadro clínico, é necessário o uso de recursos terapêuticos em cirurgia. Oportunidade: determinar após avalição do estado de saúde geral e avaliação do estado de saúde local, se existe a oportunidade para a realização da cirurgia. Classificação do Estado Físico (ASA) Checklist Cirurgia Tempos Cirúrgicos Fórceps 65: restos radiculares de caninos e incisivos; 69: restos radiculares de molares; 210: 3ºM superior; 222: 3ºM inferior. Movimento do fórceps para luxação Intrusão; Pendular; Rotação; Tração. Princípios mecânicos para o uso de Elevadores Alavanca: transforma pequena força e grande movimento em pequeno movimento e grande força; Cunha: A lâmina é forçada por pressão manual ou pela força do martelo cirúrgico, entre a raiz do dente e o tecido alveolar envolvido.; Roda: A potência (mão do operador) é aplicada a uma circunferência de roda, que gira o eixo até elevar a resistência (dente). Tipos de Incisões Sulcular: Incisão com o bisturi entrando perpendicularmente ao longo eixo do dente; Novak-Peter: Incisão intrasulcular com 2 verticais relaxantes; Newmann: Incisão intrasulcular com 1 vertical relaxante; Partsch: Incisão em forma de “meia lua” realizada para apicectomia; Wassmund: Incisão em formato trapezoidal com preservação da papila. É feita 1 incisão retilínea horizontal e 2 verticais relaxantes; Avellanal/MEAD: incisão inclinada para vestibular na região retromolar, intrasulcular e com 1 vertical relaxante. Classificações e Algumas Técnicas Exame radiográfico: Total visualização do dente, estruturas vizinhas e possíveis lesões;verificar morfologia radicular; proporcionar a localização de dentes totalmente retidos. o Dentes retidos na mandíbula: radiografia periapical, oclusal, panorâmica. Localização ➝ Terceiros molares (Miller-Winter; Donavan e Parma). o Dentes retidos na maxila: radiografia periapical, oclusal, panorâmica. Localização ➝ Caninos (Clark e Telerradiografia). o Dentes retidos na mandíbula e maxila: planigrafia e tomografia. Classificação de Winter: 3º Molar de acordo com sua posição em relação aos 2 º Molar vizinhos. Classificação de Pell e Gregory: 3º Molar em relação ao ramo ascendente da mandíbula e a profundidade no osso. 3º Molar de acordo com a posição em relação aos 2º Molares vizinhos. Quanto ao ramo ascendente da mandíbula: o Classe 1: Diâmetro mésiodistal do terceiro molar é menos que a distância entre o bordo anterior do ramo ascendente e a fase distal do segundo molar. o Classe II: Diâmetro mésiodistal do terceiro molar é maior que a distância entre o bordo anterior do ramo ascendente e a fase distal do segundo molar. o Classe III: Não há espaço entre a distal do segundo molar e o ramo ascendente. Quanto ao plano oclusal: o Posição A: Face oclusal do terceiro molar no mesmo nível ou acima do plano oclusal. o Posição B: Face oclusal do terceiro molar entre o plano oclusal e a cervical do segundo molar. o Posição C: Face oclusal do terceiro molar abaixo da cervical do segundo molar. Planejamento da Exodontia: realizar anamnese e exame clínico; verificar localização, forma e número de raízes, tamanho etc.; escolher a modalidade de tratamento; Prever acidentes e potenciais de complicações. Tipos de retalhos: Envelope; Semilunar; Triangular e Trapezoidal. Técnica Cirurgia (Incisão de Winter): o Descolamento muco periostal; o Ostectomia; o Odontosecção. Caninos Superiores: Dentes acometidos com frequência por inclusão; verificar a possibilidade de tratamento conservar. o Quanto ao sentido vestíbulo palatino: Vestibular; Palatino; Vestíbulo – Palatino; Palato – Vestibular. o Quanto a posição: Vertical; Horizontal; Inclinado. o Quanto à altura: Alto; Baixo. Técnica cirúrgica: o Posicionado para vestibular: Retalho de Newman ou Newman modificado Posicionado por palatino: Retalho Interpapilar de primeiro molar e canino do lado oposto.; em inclusão bilateral, retalho entre os primeiros molares; Ostectomia; Odontosecção; Acidentes Fratura do dente a ser avulsionado Caries, restaurações extensas; Núcleos protéticos. Tratamentos endodônticos. Dilacerações radiculares. Hipercementose e anquilose. Recursos para contornar: secção dos dentes menores e osteotomia. Luxação de dentes vizinhos Uso inadequado de elevadores, ao invés de se apoiar em tecido ósseo, encontra-se o apoio nos dentes vizinhos. Conduta: deve ser sequencial quando se efetuam testes de vitalidade pulpar e avaliar a necessidade ou não de se fazer tratamento endodôntico. Ficar atentos para verificar se o dente vizinho não está sofrendo abalo, se acontecer vai haver uma degeneração dos tecidos de suporte. Avulsão de dentes vizinhos ou em situação antagônica Ocorre geralmente pelo uso inadequada dos elevadores como citado já. Conduta: reimplantar de imediato o dente fazendo o uso de recursos para sua total imobilização intra alveolar. Se o dente apresentar lesão apical, tratamento endodôntico deverá ser realizado. Estender: canal endodôntico Avulsionar: sair do alvéolo. Recolocar dente no alvéolo, contenção (pode ser feita com resina) e acompanhar o paciente com radiografias Fratura de dentes vizinhos ou em posição antagônica As causas mais comuns são movimentação intempestiva e apoio inadequado do instrumento cirúrgico. Conduta: fazer uso dos recursos de terapêutica clínica. Fratura de tecido ósseo Tecido ósseo alveolar Tuberosidade Geralmente vai estar relacionada ao grau de mineralização da taboa óssea, ficar atento para odontosecção e osteotomia Precisa dilatar com movimentos de pêndulo com paciência. Fratura Mandibular Não só na taboa óssea, pode ocorrer na mandíbula. Os recursos que necessitavam, eram além do que o profissional tinha no consultório. Comunicar o paciente. Imobilização imediata: bloqueio maxilo- mandibular/ bandagem facial. Encaminhamento para tratamento em âmbito hospitalar. Provavelmente o dente estava semierupcionado, tentou fazer sem osteotomia e odontosecção. Hemorragia Pode ser arterial venosa e capilar. Possíveis causas: lesão vascular, distúrbios sistêmicos. Prevenção: Anamnese cuidadosa, se precisar, exames laboratoriais, e avaliação com médico hematologista. Realizar cirurgia atraumática, com manuseio cuidadoso dos tecidos Manipulação dos tecidos: lesão vascular. Condutas: Tecidos moles: compressão com gaze umedecida em soro fisiológico por alguns minutos. Vaso de pequeno calibre: pinçamento e eletrocoagulação. Artérias e veias calibrosas: pinçamento e ligadura do vaso. Tecido ósseo: tamponamento com gaze e, se for profuso, materiais. Ter sempre a disposição de recursos para a solução do problema como esponjas de fibrina, surgicel, ácido trenexâmico. Se for de tecido mole: necessita de pinçamento do vaso, caso a compressão com gaze não funcione; caso continuar vamos precisar fazer ligadura do vaso (pegar fio de sutura reabsorvível, dando um nó). Enfisema Introdução acidental de ar no interior dos tecidos, atingindo os espaços faciais. Acontece geralmente quando utilizamos turbina de alta rotação na osteotomia ou odontosecção, levando uma lesão no periósteo, entrando ar dentro dos tecidos e se acumulando da região periorbital Conduta: Antibioticoterapia/ anti-inflamatórios/ analgésicos. Acompanhamento criterioso até a reabsorção. Sinais de anormalidades ou complicações: encaminhado para receber tratamento mais agressivo em âmbito hospitalar. Comunicação Bucosinusal Causas: ocorre durante a exodontia dos dentes superiores posteriores retidos. Quando não houver osso entre as raízes dos dentes com o seio maxilar, ou se as raízes forem muito divergentes. Diagnostico imediato: passagem de ar pelo alvéolo. Manobra de Valsalva: A manobra de Valsalva é uma técnica em que se prende a respiração, segurando o nariz com os dedos e, em seguida, é necessário forçar a saída de ar, fazendo pressão. Diagnostico mediato: passagem de líquido pelo nariz. Sequelas: sinusite maxilar e formação de fistula buco sinusal ou oroantral. Prevenção: avaliação imaginológica e planejamento nas técnicas cirúrgicas. Acontece nos dentes superiores, próximo das raízes do dente com seio maxilar, não existe osso suficiente para acontecer separação do seio maxilar e cavidade oral. Condutas Estabilização do coágulo com uma sutura. Adequada sutura oclusiva do alvéolo dentário. Alertar o paciente para evitar assoar o nariz, espirrar, fumar e dieta leve. Terapêutica medicamentosa: amenizar a sinusite maxilar. Comunicação extensas: fechamento com um retalho cirúrgico deslizado sobre o alvéolo. Sinusite crônica ou infecções do seio maxilar = fístula bucosinusal / oroantral. Fechamento com um retalho cirúrgico da mucosa vestibular deslizado sobre o alvéolo. Incisão de Newman modificada. Escarificação do periósteo: estaticidade do retalho, sutura oclusiva do alvéolo dentário. Antibioticoterapia: associação Deslocamento de dentes ou instrumentos para regiões anatômicas circunvizinhas Sutura do alvéolo Comunicar o paciente. Exames Imaginológicos: adequada localização e planejamento cirúrgico. Seio maxilar: acesso de Caldwell-Lucc Luxação do Côndilo ou da ATM Deslocamento bilateral do côndiloou da eminência articular do temporal, em decorrência da ação muscular, sem o seu retorno espontâneo para a sua posição original. Clinicamente: permanece com a boca aberta, aliada à dificuldade de conter a saliva e para falar, gerando um quadro de ansiedade e dor local. Causas: durante as manobras empregadas nas exodontias quando ao forçar a abertura bucal. Prevenção: apoio na mandíbula com uma das mãos pelo assistente, evitando uma abertura excessiva. Seio Maxilar Cavidade fechada, não patológica, de conteúdo vazio e revestida por uma mucosa final e própria (Schneider – epônimo) Membrana Sinusal. Epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Remoção de partículas e bactérias rumo ao óstio. Inflamação nos seios: sinusite Exames Imaginológicos preconizados para cirurgia do seio maxilar. RX periapical, consegue ver limites e surgimentos de corpos estranhos. RX panorâmico: imagem muito precisa, mostra limites, muito importe para uma avaliação pós-operatória. RX Waters, atualmente em desuso por conta da tomografia. Tomografia Computadorizada. A realização da mesma com reconstrução 3D, oferece ainda, imagens que auxiliam no cálculo da quantidade de enxerto requerida. Finalidade: avaliação anatômica, alterações relacionadas ao seio maxilar, planejamento cirúrgico e avaliação dos resultados. Doenças do seio maxilar Sinusite Corpos estranhos – dentes, implantes, material endodôntico (limas, cones, cimento) Cisto de retenção mucoso. Comunicação e Fístula bucosinusal. o Pós extrações. o Uso inadequado dos instrumentos o Fraturas ósseas. Sinusite Alergia/ Inflamação/ Infecção: Obstrução do óstio ➞ Hipóxia (diminuição da oxigenação) / Edema (leva ao acúmulo de secreção) ➞ Acúmulo de secreção: sinusite aguda ou crônica podendo ser tratada por antibióticos, corticoides ou até mesmo procedimento cirúrgico. Acesso cirúrgico do seio maxilar Via Caldwell-Luc Via comunicação/fístula com 2 relaxantes divergentes Incisão de canino a molar (começa em 45º e termina à 90º) – Incisão de Caldwell-Luc. Retilínea em fundo de saco vestibular canino (após pilar canino) até molar (pilar zigomático) Descolamento muco periostal. Ostectomia vestibular ovalada. Comunicação e Fístula Bucosinusal Fraturas ósseas. Pós extrações. Uso inadequado de instrumentos. Procedimentos imediatos à uma comunicação bucosinusal Teste da expiração forçada ➞ VALSALVA: o paciente tenta expelir o ar pelo nariz ao mesmo tempo em que se comprime os dois orifícios nasais observando a presença de “bolhas” de ar no alvéolo. Não irrigar o alvéolo para não contaminar o seio. Não curetar o fundo do alvéolo. Certificar-se que a comunicação não fora causada pela penetração de corpos estranhos no seio maxilar. Não colocar nenhum apósito (gaze) dentro do alvéolo para obliterar de imediato a comunicação. Caso haja a penetração de um corpo estranho no seio maxilar, nunca tentar a remoção via alvéolo. Deixar sempre para um novo tempo cirúrgico. Sutura oclusiva (relaxantes) – aproximação das bordas da ferida, preservando coágulo. Remoção de porção vestibular do alvéolo. Orientar o paciente que não faça força para assoar o nariz. Quando for espirrar deverá fazê-lo sempre de boca aberta. Não tomar líquidos de canudinho. Não fumar e não bochechar. Possibilidade de sangramento nasal: epistaxe. Fístula Bucosinusal Permanência de uma comunicação da cavidade bucal com o seio maxilar, devido a injúria sinusal durante exodontias. Clinicamente: falta de continuidade da mucosa, tecido epitelizado do seio com a boca, escape de ar, saída de líquidos pelo nariz, congestão nasal e rinorreia mucopurulenta. Sinais e sintomas de uma Fístula Bucosinusal Seio maxilar velado no RX. Gosto metálico na boca. Dor à palpação na região zigomática. Ao tomar líquido ele retorna pelo nariz (vice-versa). Dor de cabeça (irradiada para nuca/pescoço). Condutas para uma Fístula Bucosinusal Antibioticoterapia, descongestionantes nasais e irrigações com antissépticos. Retalhos vestibulares e palatinos rotacionados sobre a fístula. Fechamento em dos planos - Copo adiposo da bochecha – teias de titânio. Pré-operatório Antibioticoterapia por 10 dias: Clavulin ® BD – amoxicilina + clavulanato de potássio (inibidor de beta-lactamase). Uso de 2 a 4 gotas, 3x/dia de Fluimucil ® solução nasal. Inalação de Fluimucil ® antes de deitar-se. Trans-operatório Incisão do retalho receptor. Preparo do plano profundo. Excisão da fístula. Incisão do retalho doador. Deslocamento do retalho doador. Sutura – sem tensão – nutrição. Pós-operatório Retorno para acompanhamento em 5 dias. Remoção da sutura de 10 a 15 dias. Acompanhamento até 3 meses.