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73
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Unidade II
De acordo com a BNCC, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o ensino da Língua Portuguesa 
deve aprofundar o conhecimento da língua oral com interações discursivas e estratégias de fala e escuta. 
Na análise linguística, o ensino deve levar o aluno a desenvolver a observação das regularidades e a 
análise do funcionamento da língua. Na produção de textos, deve ampliar suas estratégias de produção 
de diferentes gêneros textuais.
Dessa forma, nesta unidade, que trata dos conteúdos do quarto ano do Ensino Fundamental, 
vamos trabalhar com o gênero textual cartas de reclamação. Apoiados nesse tipo de texto, apresentaremos 
atividades que envolvem leitura e compreensão, produção e análise linguística.
Lembramos que a escolha desse gênero textual é uma opção entre os vários gêneros que você, 
futuro professor, deverá desenvolver em sua prática pedagógica. As ações propostas neste material 
são apresentadas como atividades, porém, podemos considerá-las como sequências didáticas. Isso 
quer dizer que devem acontecer em uma sequência determinada e que não precisam ser realizadas 
em um só dia. Como professor, você deve decidir o melhor momento de utilizá-las em aula.
5 QUARTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: 
COMPREENSÃO EM LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA
5.1 Compreensão em leitura: cartas de reclamação
O trabalho com os diversos gêneros do discurso em sala de aula objetiva que os alunos percebam 
a função da linguagem em práticas sociais autênticas. As cartas de reclamação devem, então, atender a 
reais necessidades do grupo, instrumentalizando os alunos para o uso efetivo da linguagem em seu meio 
social. Elas apontam a necessidade de uma pessoa de se comunicar com outro e utilizam a escrita para 
isso. Como os interlocutores estão distantes, esse texto deve conter alguns elementos, como remetente, 
local, data e assinatura.
A carta deve descrever um problema para que seu destinatário busque uma solução. Ela se utiliza de 
argumentos para que o outro se convença a resolver o problema, que pode ser individual ou coletivo.
A carta de reclamação é um gênero de texto usado em situações de comunicação, 
nas quais o cidadão deseja externar alguma injustiça, insatisfação, algo que julgue 
ser impróprio ou errado; e, ainda, solicitar uma resolução para seu problema. 
Enfim, a carta de reclamação é usada quando o cidadão se sente lesado ou 
desrespeitado em seus direitos, ou injustiçado ou discriminado socialmente. 
É um gênero que leva a uma forma de exercer a cidadania, e é por esse motivo 
que vamos chamá-la de gênero da cidadania (BEATO-CANATO; BAUMGÄRTNER; 
CECÍLIO apud BARROS, 2012, p. 23).
74
Unidade II
Vamos organizar uma atividade que envolve a carta de reclamação. Você vai precisar de um meio 
para apresentar um vídeo de pessoas reclamando (sugerimos um vídeo sobre usuários reclamando da 
superlotação em ônibus: https://tinyurl.com/43tb3kez. Acesso em: 29 abr. 2023) e cartas de reclamação 
em jornais impressos para distribuir em grupos na sala de aula.
5.1.1 Atividade – Lendo cartas de reclamação
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 28
EF04LP10
 Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, entre outros gêneros 
do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
EF35LP15
Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas 
na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à 
argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto
EF35LP17 Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais
Adaptado de: Brasil (2018).
Para iniciar a atividade, você deve conversar com a turma sobre o tema da aula, perguntando o 
que os alunos já sabem sobre as cartas. Pode ser que eles falem: “é um papel que chega dentro de um 
envelope”. Ou ainda “é um papel que o carteiro entrega”.
Você pode explorar o tema, tentando perceber quantos tipos de cartas as crianças conhecem, como 
contas de água ou luz, multas de trânsito, convites de casamento e outros. Fazendo esse diagnóstico 
inicial, você estará aproximando o gênero textual de uma demanda real da vida dos alunos, dando 
significado para a atividade. Veja o que afirma Silva:
A minha intenção foi fazê-los perceber que escrever é uma forma de 
comunicação muito útil, da qual eles poderiam se utilizar em diversas situações. 
Salientei que, ao escrever um texto, estamos nos dirigindo a alguém (para 
quem) com o objetivo de transmitir uma mensagem (o que se deve escrever) e, 
dependendo do interlocutor e de qual é a mensagem, devemos escolher entre 
diferentes formas de organização do texto (2005, p. 121).
Após fazer o diagnóstico do que os alunos já sabem sobre o gênero, apresente um vídeo que fale 
sobre algum problema, que pode ser da realidade deles, ou algum outro que você perceba que será 
significativo para a turma. Nossa sugestão é de uma reportagem sobre superlotação em ônibus na Zona 
Leste de São Paulo, mas você deve aproximar o tema da realidade local e da turma.
Depois de assistirem ao vídeo, pergunte para as crianças se utilizam ônibus ou se já utilizaram. Tente 
abordar pontos positivos e negativos nesse tipo de transporte. Pergunte também se alguém já pegou 
um ônibus muito cheio e peça que conte como foi a experiência. Ouça atentamente as falas dos alunos 
e procure valorizar as suas colocações.
75
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Feita a discussão, você pode dizer que a superlotação dos ônibus é uma reclamação de muitas 
pessoas e ler a carta de reclamação sobre a superlotação em ônibus no Rio de Janeiro (ou outra carta 
que você considerar mais apropriada). Aproveite para dizer para os alunos que existem alguns sites 
especializados em registrar reclamações e enviar para as empresas ou órgãos reclamados.
Figura 29
Disponível em: https://tinyurl.com/yvuv79uw. Acesso em: 30 maio 2023.
76
Unidade II
Depois de assistir ao vídeo e ler a carta de reclamação, converse com a turma indagando o que eles 
imaginam que uma carta de reclamação precisa conter para que a pessoa que reclama consiga resolver 
seu problema.
Ouça com atenção as opiniões dos alunos e vá fazendo anotações na lousa. Pode ser que inicialmente 
eles falem somente sobre o remetente e o destinatário. Talvez ainda não digam que a carta deve apresentar 
uma queixa ou um problema e argumentos para que alguém tome providências sobre a situação.
Agora, divida a turma em trios para ler outras cartas de reclamação. Nesse momento use cartas de 
reclamação em jornais. Separe as cartas que você já havia preparado e entregue uma por trio.
Figura 30
Disponível em: https://tinyurl.com/2p8cm2z5. Acesso em: 1º jun. 2023.
77
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Peça que façam primeiramente uma leitura silenciosa e em seguida uma leitura compartilhada. 
Depois, peça que discutam no trio o conteúdo do texto que leram. Você pode fazer perguntas como:
• Quem escreveu o texto?
• Qual o assunto desses textos que estavam nos jornais?
• O que vocês acham que as pessoas que escreveram os textos pretendiam? Elas tiveram respostas?
• Vocês acreditam que as pessoas tiveram alguma vantagem em enviar os textos para um jornal no 
lugar de enviar para as pessoas que seriam as responsáveis por resolver seus problemas?
É esperado que os alunos percebam que os textos retirados dos jornais não foram escritos 
diretamente pelas pessoas que estavam reclamando de algo, mas por alguém do jornal (um redator). 
Ele apresenta a pessoa que reclama, o problema e a solução esperada. Indica também o responsável 
pela solução. A vantagem de se enviarem as reclamações para um jornal, e não diretamente para os 
responsáveis é que, como a reclamaçãopoderá ser vista por muitas pessoas, os responsáveis tentam 
buscar uma solução mais rápida.
Leve os alunos a perceber que, embora os textos sejam diferentes (cada um relata um tipo de 
problema), existem alguns elementos obrigatórios em uma carta de reclamação. Na próxima etapa 
dessa atividade, deve-se localizar esses elementos. Assim, peça para que os trios analisem suas cartas e 
respondam as seguintes perguntas:
Exemplo de aplicação
• As cartas que são enviadas para um jornal são publicadas do mesmo jeito que foram recebidas?
• O que vocês pensam que foi modificado na carta que o jornal recebeu antes de ser publicada?
• Por que é preciso fazer modificações?
• Destaque e descreva quais são os elementos que não podem faltar em uma carta de reclamação.
Espera-se que os trios consigam identificar os seguintes elementos essenciais:
• o título da carta;
• o local da reclamação (cidade, estado);
• nome do reclamante; descrição do problema;
• argumentos utilizados;
78
Unidade II
• solicitação da reclamação;
• identificação; 
• resposta da reclamação.
Realizada essa etapa, peça para que os trios se reúnam com outros trios. A intenção é comparar os 
textos para descobrir as regularidades que possam identificar o gênero carta de reclamação.
Os alunos podem dar nomes variados para cada parte da carta. Você deve permitir que eles usem a 
criatividade, porém o nome deve estar relacionado com a sua função na carta. Por exemplo: o remetente 
pode ser nomeado de reclamante.
Agora a ideia é compartilhar as descobertas com toda a classe. Você pode pedir para irem apontando 
o que não pode faltar na carta de reclamação e nas respostas. Você deve desafiá-los fazendo perguntas: 
por que não pode faltar quem está fazendo a reclamação? Por que não podem faltar os argumentos? 
Tem mais alguma parte que não pode faltar? Quando os editores reescrevem as cartas dos leitores, por 
que colocam partes da carta original entre aspas?
Ajude as crianças a perceberem que, se a carta não tiver remetente, ela não poderá ser publicada no 
jornal. Se os argumentos não estiverem presentes, a carta não convencerá os leitores do jornal que o 
problema que ela apresenta é realmente importante.
Outra observação relevante é a de que o jornal procura mudar o tipo de letra nessa seção para 
chamar a atenção dos leitores. Quando o jornal publica as reclamações de seus leitores, ele se torna um 
veículo com uma função social. Ainda é importante destacar que quando os editores do jornal citam as 
falas dos autores das reclamações eles demonstram que elas são dos leitores, e não do jornal.
Para finalizar, você pode montar um painel junto com a turma. Será um esquema construído por 
todos com a estrutura de uma seção de jornal na qual se publica uma carta de reclamação. É importante 
que não falte nenhuma parte, mas você pode deixar que os alunos criem os nomes para cada uma delas.
• 1º parte: local da reclamação;
• 2ª parte: título da reclamação;
• 3ª parte: quem faz a reclamação;
• 4ª parte: assunto da reclamação;
• 5ª parte: argumentos para convencimento da solução do problema;
• 6ª parte: quem é o responsável por resolver o problema;
• 7ª parte: resposta do responsável.
79
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Ao concluir o painel, solicite que todos façam a cópia em seus cadernos. Ajude a turma a entender 
que a carta de reclamação publicada em jornais tem partes essenciais para conseguir apresentar um 
problema, solicitar uma solução e permitir que o responsável por resolver o problema apresente uma 
resposta ao reclamante.
Você pode aprofundar ainda mais o conhecimento sobre a carta de reclamação, fazendo mais alguns 
questionamentos para as crianças:
• Para que alguém escreve uma carta de reclamação?
• Por que alguém quer publicar esta carta em um jornal ou site?
• Que interesses o jornal ou site tem ao publicar?
• O que pode acontecer se faltar alguma parte na carta de reclamação?
Auxilie os alunos a notar que as pessoas escrevem as cartas para um jornal com a intenção de que 
suas queixas sejam resolvidas. Essas pessoas sabem que os jornais conseguem acesso aos responsáveis, 
por apresentar uma resposta para a sua queixa.
Já os jornais publicam as cartas, pois sabem que as pessoas o comprarão para ter certeza de que suas 
cartas foram publicadas. Dessa forma o jornal está cumprindo sua função social. O remetente precisa 
se identificar e apresentar claramente seu problema, argumentando sobre ele. Além disso, quem pode 
resolver o problema deve se sentir convencido a tomar as providências necessárias para isso.
Você pode ampliar o aprendizado da estrutura das cartas de reclamação, construindo um esquema. 
Segue uma sugestão que usaremos também em mais uma proposta de atividade.
Remetente
Destinatário
Reclamação
Argumento
Solicitação 
(o que espera 
que seja feito)
Figura 31
80
Unidade II
Considerando que os alunos já tiveram contato com as cartas de reclamação e conhecem sua 
estrutura, proponha que eles façam a apresentação oral de cartas de reclamação, pois essa atividade 
trabalha a identificação de seus elementos fundamentais.
Para essa atividade você vai precisar de um esquema de cartas impresso (pode-se usar a sugestão 
anterior) e de cartas de reclamação impressas (você pode confeccionar essas cartas ou retirar de algum 
material pronto, como jornais e sites).
5.1.2 Atividade – Rádio Reclama: lendo cartas de reclamação
Esta atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 29
EF15LP01
Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa 
cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, 
reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam
EF15LP02
Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, 
da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as 
condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como 
sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), 
confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a 
adequação das hipóteses realizadas
EF15LP03 Localizar informações explícitas em textos
EF15LP13 Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.)
EF35LP03 Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
EF35LP04 Inferir informações implícitas nos textos lidos
EF35LP06
Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por 
sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que 
contribuem para a continuidade do texto
EF04LP10
Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, entre outros gêneros do 
campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação 
comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
EF04LP20 Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas em textos, como forma de apresentação de dados e informações
Adaptado de: Brasil (2018).
Esta atividade busca simular um programa de rádio que faz a leitura de cartas de reclamação 
enviadas por ouvintes. Para deixar a atividade mais autêntica, você pode organizar um cenário que imite 
um estúdio de rádio, com uma sala de equipamentos e microfone.
Apresente a proposta lendo para a turma o título da atividade e explore as opiniões e ideias sobre o 
cenário e os objetivos da atividade, para que os alunos possam fazer antecipações.
Leia o título e permita que os alunos teçam algumas previsões sobre o tema da aula. Depois 
de ouvir os comentários da turma, pergunte se alguém conhece o Procon. Você pode explicar que 
se trata deum órgão que defende os consumidores contra abusos que podem ser praticados por 
fornecedores de produtos e serviços. Esclareça que as reclamações podem ser feitas por telefone, 
por carta e até pela internet.
81
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
 Observação
Se considerar relevante, você pode fazer uma pesquisa sobre os 
endereços e telefones do Procon de sua região na internet. Esta pesquisa 
pode ser feita também pelos alunos.
Inicie a atividade apresentando um gráfico que contenha as empresas que possuem maior número 
de reclamações em um determinado período. Veja o exemplo a seguir baseado em dados da reportagem 
do G1 “Grupo Pão de Açúcar lidera ranking de reclamação no Procon-SP em 2017”.
5.500
5.000
4.500
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
Pã
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..
77,15%
22,85%
4.722
56,33%
43,67%
4.081
69,78%
30,22%
3.008
72,43%
27,57%
1.759
56,02%
43,98%
1.537
42,55%
57,45%
1.295
40,23%
59,77%
64,14%
35,86%
64,86%
35,14%
1.111 1.004
57,19%
42,81%
905 883
Não atendidas
Atendidas
TOP 10 Empresas com mais reclamações
Figura 32
Fonte: Grupo... (2018).
Deixe que os alunos observem o gráfico e explorem as informações que ele apresenta. Esclareça 
a que período pertencem esses dados. Organize uma discussão com as seguintes problematizações: 
alguém já viu uma pessoa de sua família escrever uma carta de reclamação, ou telefonar, mandar e-mail 
reclamando de algo? Alguém de sua casa já fez uma reclamação no Procon? Vamos olhar atentamente 
para o gráfico. Qual foi a empresa ou tipo de serviço que mais teve reclamação? Do que vocês acham que 
as pessoas reclamaram? Ajude os alunos a analisar corretamente o gráfico, sem percepções enganosas. 
Para isso, peça que fiquem atentos e oriente que às vezes é preciso somar alguns tipos de empresas que 
oferecem o mesmo serviço para se chegar à uma conclusão correta sobre os dados.
82
Unidade II
Referindo-se ao tipo de reclamação, pergunte aos alunos do que eles acham que as pessoas 
reclamaram. Por exemplo, nas empresas de telefonia, qual a maior queixa? Falta de sinal? Preços altos? 
Sobre os bancos, podem dizer que fazem cobranças indevidas. Na empresa de energia, pode ser a 
interrupção do fornecimento.
 Saiba mais
No site do Procon-SP, disponível a seguir, você e seus alunos podem 
conferir alguns desses tipos de serviços apresentados pelos reclamantes.
Disponível em: https://tinyurl.com/yutcn97b. Acesso em: 9 jun. 2023.
Agora, faça a divisão dos alunos em grupos de quatro e entregue para cada um uma cópia do esquema 
e uma carta de reclamação. Peça para que façam uma leitura compartilhada (em que cada pessoa leia 
um trecho da carta). Será interessante que leiam pelo menos duas vezes para depois destacarem as 
informações do esquema.
Uma questão para a qual você deve chamar atenção são os argumentos utilizados por quem reclama. 
Diga para os alunos que, quando eles querem convencer alguém de fazer alguma coisa, por exemplo, 
convencer o pai ou a mãe a deixá-los assistir a determinado filme, eles devem apresentar algum motivo 
para isso, que são os argumentos. Tudo o que dizemos para uma pessoa com a intenção de convencê-la 
sobre alguma coisa é um argumento.
Espere um tempo para que os grupos possam preencher os esquemas. Verifique se todos o 
preencheram corretamente e, se for necessário, faça as correções.
 Saiba mais
Assista a uma aula do Centro de Mídias e Educação de São Paulo sobre 
o gênero textual carta de reclamação. Acesse:
17/08 – 4º ano do EF – Língua Portuguesa – Carta de Reclamação: parte 
I. 2020. 1 vídeo (25 min). Publicado pelo canal 4º ano EF – CMSP. Disponível 
em: https://tinyurl.com/3n3dja83. Acesso em: 1º jun. 2023.
Para a etapa seguinte, pergunte para a turma se eles sabem o que um locutor de rádio faz. Será que 
alguém consegue imitar a voz de um locutor? Veja se algum dos alunos consegue.
Os alunos já sabem que as cartas de reclamação podem ser enviadas para os jornais impressos e 
agora explique para eles que elas também podem ser mandadas para uma rádio. Pergunte se alguém já 
ouviu o locutor ler uma carta de reclamação. Indague o motivo que leva uma pessoa a enviar uma carta 
assim para a rádio.
83
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Proponha a brincadeira “Rádio Reclama”. Cada grupo deverá escolher um aluno que será o locutor, 
ou seja, que lerá a carta de reclamação para os ouvintes. O aluno escolhido deve ensaiar junto com 
o grupo para que a leitura da carta seja bem-feita. Para isso, o grupo deve indicar o que pode ser 
melhorado na apresentação.
Quando tudo estiver pronto, os alunos podem começar a leitura. Utilize o cenário que vocês 
construíram. Todos os grupos devem se apresentar. Você pode gravar as apresentações e usar em outros 
momentos e até mesmo compartilhar com as famílias. Depois, faça uma discussão com a turma sobre 
como foi a experiência de participar de um programa de rádio. Se eles gostarem da experiência, quem 
sabe vocês não se inspiram a organizar uma rádio na escola.
Agora que os alunos já conhecem bem a estrutura de carta de reclamação, o próximo passo é escrevê-las.
5.2 Produção escrita: planejamento e produção de cartas de reclamação 
com os elementos problema, opinião e argumentos
Sabemos que escrever é um grande desafio para muitas pessoas, adultos ou crianças. Assim, você 
deve entender que podem existir muitas barreiras em atividades nas quais as crianças devam produzir 
seus próprios textos. Fique atento e direcione sua mediação para recursos que a criança já possui, 
ajudando a desenvolver o seu potencial como escritor.
De maneira geral, a maior dificuldade é o início, pois é o momento de planejar o que fará parte do 
texto. No caso das cartas de reclamação, a estrutura que foi criada pode auxiliar as crianças a não se 
perderem. Você deve, então, garantir que elas sigam as instruções.
5.2.1 Atividade – Produzindo uma carta de reclamação
Para essa atividade, você vai precisar de: cartaz ou projetor com a imagem inicial para introdução do 
tema; cartaz ou imagem para projeção do esquema construído para as cartas de reclamação; cartaz ou 
imagem para projeção de uma carta para análise coletiva.
Esta atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 30
EF15LP05
Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os 
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação 
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu 
tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do 
texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas
EF15LP06 Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação
EF15LP07 Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital
EF04LP01 Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares diretas e contextuais
EF04LP03 Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta
84
Unidade II
EF04LP05 Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita, ponto-final, de interrogação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em separação de vocativo e de aposto
EF04LP11
Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, entre outrosgêneros do campo da vida 
cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, 
opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
 
EF35LP07
Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de 
concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em 
enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso
 
EF35LP08
Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, 
possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes 
anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível 
suficiente de informatividade
EF35LP09 Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual
EF04LP11
Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, entre outros gêneros do campo da vida 
cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, 
opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto
EF35LP16
Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas 
de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses 
gêneros, inclusive em suas versões orais
Adaptado de: Brasil (2018).
Inicie essa atividade apresentando um cartaz motivador ou uma projeção que contenha as perguntas 
da imagem a seguir. Essas perguntas são para despertar nos alunos a importância do planejamento para 
determinadas ações da vida, como uma viagem.
Você já presenciou um adulto 
planejando uma viagem?
Para que serve o 
planejamento da viagem?
Do que se deve lembrar 
para que tudo corra bem na 
viagem?
Figura 33
Adaptada de: https://tinyurl.com/29ts7msu. Acesso em: 1º jun. 2023.
85
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Deixe que a turma apresente suas ideias e experiências de planejar viagens, mesmo viagens curtas e 
para locais perto, ou mesmo o planejamento de um passeio para um local mais distante.
Pergunte à turma por que eles acham que as pessoas precisam planejar uma viagem ou um passeio. 
Eles podem dizer que se deve planejar para saber o que levar, como chegar, onde ficar, quanto tempo, 
etc. Tente fazer com que eles percebam que planejar é necessário para que se possa atingir seu objetivo 
da melhor forma, sem faltar nada.
Essa conversa inicial vai servir como pretexto para introduzir a importância de se planejar um texto. 
Assim como é necessário planejar uma viagem para não faltar nada, no texto o planejamento também 
é essencial para que ele fique completo, sem que se esqueçam informações importantes. Diga para os 
alunos que eles vão planejar e escrever uma carta de reclamação.
Apresente para a turma uma carta de reclamação (cartaz ou projeção). Se a atividade “Rádio Reclama” 
já foi feita com essa turma, provavelmente eles se lembrarão da carta de reclamação.
Veja um exemplo de carta enviada por e-mail.
Figura 34
Fonte: Paraná (2016, p. 34).
86
Unidade II
 Saiba mais
Você pode ver outros modelos de cartas de reclamação acessando:
PARANÁ. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do 
professor PDE: produções didático pedagógicas. Curitiba: Secretaria de Educação 
do Estado do Paraná, 2016. Disponível em: https://tinyurl.com/bdeendjf. Acesso 
em: 9 jun. 2023.
Você pode pedir para um dos alunos ler a carta em voz alta. Deixe que eles comentem-na por alguns 
momentos. Sugira que eles se coloquem no lugar dos alunos que enviaram a mensagem. Se estivessem 
no lugar deles, também fariam a reclamação? Quais argumentos utilizariam?
Nesse momento, você pode ir anotando no quadro as falas dos alunos. Como eles descobririam 
quem poderia resolver o problema? Como a carta seria enviada? Como eles se identificariam como 
remetentes?
 Lembrete
Você pode ir relembrando a turma dos elementos essenciais de uma 
carta de reclamação que estão escritos no esquema que eles construíram.
Proponha agora a elaboração de uma carta de reclamação. Explique que ela acontecerá em três etapas:
• planejamento;
• escrita;
• revisão.
Esta atividade será feita em duplas. Cada dupla pode escolher o problema que abordará. Procure 
garantir que cada dupla saiba: o que temos para falar? Para quem vamos enviar nossa carta? Quais serão 
os argumentos? Se for necessário, ajude as duplas nessas definições.
Auxilie os alunos para que pensem em problemas relacionados às suas próprias experiências e 
situações. Você pode fazer perguntas que os levem a pensar sobre questões de seu cotidiano, da própria 
escola, do bairro, da cidade. Podem se lembrar de problemas sobre lazer, como os parques públicos, 
calçamento das ruas, lixos nas calçadas, falta de iluminação.
Eles devem definir o motivo da reclamação, o destinatário, os argumentos e as possíveis formas de 
envio. Decisões tomadas, peça que as duplas preencham o planejamento.
87
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Remetente
Destinatário
Reclamação
Argumento
Solicitação 
(o que espera 
que seja feito)
Figura 35
Passe pelas duplas e veja se conseguiram preencher todas as partes do esquema. Analise se os 
elementos que eles destacaram serão suficientes para que possam construir suas cartas. Este é um 
momento de organização, do planejamento e por isso é importante que não falta nenhum elemento 
para a produção da carta. Para isso, eles podem também preparar um check-list.
Você pode retomar: qual a identificação do remetente? Qual o destinatário? Qual é o problema 
a ser reclamado? Quais argumentos usarão? Como a carta pode chegar ao destinatário? Quais as 
possíveis soluções?
Momento da ação. Agora os alunos já têm os elementos necessários para começar a escrita. Fizeram 
o planejamento e estão em condições para escrever uma carta de reclamação. Enfatize novamente a 
importância dessa ação para ajudar a escola, o bairro, a cidade.
O remetente será a dupla. O destinatário é quem pode resolver o problema reclamado. Peça para que 
a dupla decida quem vai escrever: se apenas um, ou se vão se revezar. Apoie e incentive as duplas nesse 
momento. Eles terão que se lembrar de todos os conhecimentos que já possuem sobre a escrita para 
elaborar a carta. Além disso, esses conhecimentos serão compartilhados entre as duplas.
Pode ser que eles fiquem em dúvida sobre a escrita de algumas palavras. Tente não dar respostas 
imediatas, leve-os a refletir sobre suas dúvidas. Se as dúvidas forem de ortografia, eles poderão usar 
um dicionário. Se forem de pontuação, faça perguntas pertinentes, para que eles possam chegar às 
suas próprias conclusões.
Para conferir se o que escreveram tem sentido, ou seja, se quando outras pessoas lerem vão entender 
o propósito da carta, você pode pedir que troquem de dupla. Eles devem ter em mãos o esquema que 
usaram para escrever a carta. Um integrante da dupla vai ler a carta e o outro vai conferir e anotar o 
que percebeu. As anotações serão entregues para a dupla que escreveu a carta. Essas anotações serão 
usadas na próxima etapa, que é a revisão do texto.
88
Unidade II
Sabemos que escrever bem é uma tarefa trabalhosa e que o texto não fica pronto na primeira 
vez em que é escrito. Para o texto ficar melhor, devemos revisá-lo. Essa etapa de trabalho é muito 
importante em qualquer produção escrita, pois permite que erros gramaticais e ortográficos sejam 
corrigidos, além da coerência e sentido do que foi escrito. Tanto a revisão ortográfica e gramatical 
quanto a revisão de sentido coerência e adequação ao gênero devem ser ensinadas aos alunos.
Esta tarefa não é fácil. Atente-se para o que afirmamRana e Augusto:
Nas escolas brasileiras, a revisão é uma tarefa normalmente deixada para o 
professor: ele recebe as redações dos alunos, corrige e depois as devolve, 
com todas as indicações de erro. O principal problema desse método é que 
o trabalho de leitura do próprio texto e a busca de eventuais incorreções ou 
de possíveis melhoras é roubado da criança, que é a verdadeira autora do 
texto. Cabe a ela apenas aceitar o que o professor apontou.
Além disso, é muito comum que a correção fique incompleta. Muitos 
professores concentram seus esforços apenas nos problemas de ortografia e, 
com isso, subestimam os outros aspectos da linguagem que permitem ao aluno 
escrever bem, segundo as normas próprias daquele tipo de texto (2011, p.73).
Para que os alunos percebam seus erros e, assim, aprendam a escrever melhor, faça a revisão junto 
com eles. Com isso, você estará contribuindo para que seus alunos construam a competência escritora 
que levarão para a vida adulta.
Antes de iniciar a revisão, você pode mostrar algum texto que contenha erros para que eles percebam 
a necessidade de que a comunicação seja efetiva. Veja a transcrição de um bilhete escrito por uma criança 
em um pedaço rasgado de folha de caderno para convencer a mãe que no dia seguinte não haveria aula.
SENHORES PAES. AMANHÃ NÃO VAI
TER AULA POORQUE PODE SER FERIADO
ASSINADO: TIA. PAULINHA
É VERDADE ESSE BILETE
Figura 36
 Saiba mais
Leia sobre a história da criança que escreveu o bilhete em:
PARA faltar aula, menino escreve bilhete falso e vira meme. LeiaJá, 23 ago. 
2023. Disponível em: https://tinyurl.com/2td6w4k7. Aceso em: 20 jun. 2023.
89
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Após ler o bilhete, faça perguntas para os alunos, por exemplo: quais foram os argumentos que a 
criança usou para tentar convencer a mãe que não haveria aula no dia seguinte? Quais argumentos ela 
usou para que a mãe se convencesse que o bilhete era verdadeiro? Existe algo no texto que pode indicar 
para a mãe da criança que o bilhete não é verdadeiro?
Aproveite para explorar com a classe o tipo de letra que a criança usou, as rasuras, o suporte onde ela 
escreveu. Você também pode perguntar: se a tia Paulinha tivesse mesmo escrito o bilhete, quais recursos 
ela utilizaria? No caso do bilhete apresentado, são vários os motivos que levariam a mãe a perceber que 
o bilhete era falso, como os erros de ortografia, a caligrafia, o tipo de papel. Considerando o conteúdo 
do bilhete, você também pode conversar com os alunos sobre possíveis problemas que as pessoas podem 
ter quando falsificam alguma coisa, como um bilhete.
Você deve usar esse exemplo para mostrar aos alunos que a carta de reclamação que escreveram 
deve estar bem organizada, sem erros de ortografia e de gramática para que possa convencer as pessoas 
para as quais ela será enviada.
Organize as duplas para que revejam a carta produzida, com o objetivo de aprimorarem o texto e a 
sequência das ideias.
 Observação
É muito importante que as crianças se conscientizem que escrevem 
para alguém, e não para elas mesmas. Dessa forma, o texto deve ser 
aprimorado para que o destinatário compreenda claramente os argumentos 
apresentados. Assim, além da correção da ortografia, eles devem trabalhar 
a coerência, com partes interligadas e ordenadas, evitando repetições.
Explique que a revisão do texto ocorre em três aspectos que podem ser nomeados de:
• Edição: nesse aspecto, as duplas devem buscar dar coerência e coesão na carta. Talvez precisem 
eliminar, substituir, acrescentar ou inverter algumas partes do que escreveram. Precisam cuidar 
para que os argumentos sejam expostos de maneira clara e objetiva.
• Revisão: esse aspecto pode envolver a ortografia, acentuação, uso de letras maiúsculas e minúsculas, 
concordância verbal e nominal, pontuação etc.
• Formatação: escolher qual será o suporte textual (e-mail, papel, mensagem enviada por rede 
social etc.) e adequar seu texto a ele, como os parágrafos e os espaços entre eles, discriminando os 
elementos da carta de reclamação (remetente, destinatário, explicação do problema, apresentação 
dos argumentos, apresentação de solicitações, despedida).
90
Unidade II
Inicie a aula pedindo para os alunos formarem as duplas que produziram os textos. Peça que façam 
inicialmente uma conferência com os itens do esquema e da carta que escreveram. Oriente que essa 
será uma revisão dos elementos obrigatórios de uma carta de reclamação.
Explique que é importante que eles não apaguem a primeira versão da carta. Eles podem riscar 
partes, incluir informações ou escrever ao lado indicando com setas. Essa prática permite que depois 
eles possam comparar as versões e perceber a evolução no texto. Se, por acaso, eles perceberem erros 
de escrita, podem incluir as correções, escrevendo a palavra correta logo acima da que estava errada, ou 
dentro de parênteses para que possam comparar depois.
Terminada essa etapa, oriente as duplas a fazer a revisão da pontuação. Você deve lembrá-los que as 
cartas de reclamação são escritas para pedir a solução de um problema apresentando argumentos. São, 
portanto, textos argumentativos que, de forma geral, são compostos por frases afirmativas e por isso 
eles devem usar o ponto-final para encerrá-las.
 Observação
O ponto-final é um sinal de pontuação que indica uma pausa no texto. 
Ele determina o encerramento de um período de frases declarativas ou 
imperativas, afirmativas ou negativas.
Sobre pontuação, afirma Alexsandro da Silva:
é necessário compreendermos que a pontuação está diretamente relacionada 
aos gêneros textuais nos quais ela aparece, sendo estes entendidos como 
tipos relativamente estáveis de enunciados que encontramos na sociedade 
e que apresentam conteúdo temático, construção composicional e um estilo 
(BAKTHIN, 1992). Assim, os diferentes gêneros textuais apresentam usos 
característicos da pontuação, o que requer do escritor versatilidade na forma 
de pontuar [...] (2010, p. 143).
A vírgula deve ser usada nas explicações de termos, em casos de aposto (exemplo: “nosso bairro, que 
possui muitas crianças, precisa de um parque”), e nos casos de vocativo, usado no início das cartas para 
saudar o destinatário (exemplo: “Senhor secretário, bom dia”).
Outros sinais de pontuação, como exclamações, interrogações e reticências, não são muito comuns 
no gênero textual carta de reclamação, mas podem ser usados se a intenção for conferir alguns efeitos 
nas cartas, por exemplo: como podemos passar pela calçada com entulho jogado? Ou ainda: nossa 
situação é muito difícil! Se você tiver alguma indicação sobre pontuação nos cartazes da sala, chame a 
atenção das duplas para que recorram a eles para buscar informações.
91
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
 Saiba mais
Para assistir a uma aula na qual a professora faz a revisão de um texto 
de aluno, acesse:
REVISAR para aprender a produzir. 2012. 1 vídeo (37 min). Publicado pelo 
canal Multicultura. Disponível em: https://tinyurl.com/46y94bh7. Acesso em: 
1º jun. 2023.
Finalizada a fase da revisão, oriente os alunos a verificarem os apontamentos e correções que fizeram, 
analisando se concordam ou não com as anotações para alterações. É o momento de decidir o que será 
colocado na versão final da carta.
Tomadas as decisões, você deve pedir para que as duplas reescrevam as cartas com as alterações. 
Depois de prontas, eles devem fazer mais uma leitura para ver se não há mais nada a ser alterado.
 Observação
Talvez as duplas não encontrem todos os erros na carta que produziram. 
O mais importante é que eles consigam pensar o máximo que puderem sobre os 
elementos de revisão e edição, principalmente os que se referem à composição 
da carta. Você não deve apontar os erros e fornecer as respostas para os alunos, 
pois é essencial que eles mesmos consigam perceber a evolução que tiveram 
ao longo do caminho.
Com as cartas reescritas, a próxima etapa se refere à formatação. Deve-se ter atenção à legibilidadeda escrita e à disposição dos componentes. Essa formatação deve ser coerente com o suporte e a 
forma com que a carta será enviada. Se for por e-mail ou redes sociais, será necessário digitá-la. Se 
optaram pelo envio pelo correio, pode ser escrita à mão. Sugerimos que, mesmo que a opção de envio 
seja por e-mail/redes sociais, a dupla faça a carta manuscrita antes de digitar no computador.
Com o encerramento da escrita, convide os alunos a comentarem seu objetivo, que foi a reclamação 
feita. Explore as aprendizagens desenvolvidas com a confecção da carta. Na conversa, procure saber por 
que, na opinião deles, as pessoas escrevem cartas de reclamação. É esperado que eles concluam que 
esse gênero textual busca resolver algum problema, que pode ser de uma pessoa, ou de várias. Também 
devem ter aprendido que a carta de reclamação é uma forma de exercer a cidadania e que deve chamar 
a atenção de alguma autoridade, que pode estar em um órgão público, em um contexto escolar, ou até 
mesmo em uma família.
92
Unidade II
A carta de reclamação não finaliza com a escrita, pois o texto precisa alcançar o seu destinatário para 
que tenha uma resposta e/ou a solução que procura. Dessa forma, é preciso questionar as duplas 
para saber como eles pretendem que a carta chegue ao destino. Ajude-os indicando formas adequadas de 
envio. Considere também a possibilidade de feedbacks dos alunos a respeito da resposta do destinatário. 
Procure saber, depois de um período, se houve retorno ou solução do problema reclamado.
 Saiba mais
É possível apresentar para a turma uma reportagem sobre alunos que 
escreveram uma carta de reclamação para o prefeito da cidade em que 
moram. Acesse:
ESTUDANTES escrevem carta ao prefeito e provocam mutirão de 
serviços. Prefeitura municipal de Curitiba, 2 out. 2013. Disponível em: 
https://tinyurl.com/2p9ebr44. Acesso em: 1º jun. 2023.
Apresentamos sugestões de atividades com o gênero textual carta de reclamação. Essas atividades 
podem ser adaptadas para outros gêneros que também fazem parte da aprendizagem dos alunos. 
A carta pode ser de agradecimento, de assuntos pessoais, de apresentação de alguém ou de algum 
assunto. Outros gêneros também podem ser trabalhados, como as notícias.
 Lembrete
Novamente, lembramos que os textos literários são essenciais para o 
ensino da Língua Portuguesa e devem fazer parte da rotina escolar.
6 QUARTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: ORTOGRAFIA
6.1 Acentuação de palavras paroxítonas
Sabemos que ensinar e aprender acentuação das palavras na Língua Portuguesa não é tarefa muito 
fácil, pois esse aprendizado depende do conhecimento de várias regras.
Marra (2012) aponta que a maior parte das palavras em português não é acentuada graficamente. 
Preferencialmente não existe acento gráfico em duas situações:
• Quando a palavra é paroxítona terminada em vogal: (casa);
• Quando a palavra é paroxítona terminada em consoante ou semivogal: (melhor, papai).
93
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
O acento agudo (´) indica vogal tônica aberta, o acento circunflexo (^) indica vogal tônica fechada. 
O acento gráfico deve ser usado em quatro situações:
• para indicar que uma sílaba é tônica: (para diferenciar é [verbo] de e [conjunção]);
• para indicar a posição da sílaba tônica: (cará ou cara);
• para indicar a abertura ou o fechamento de som vocálico: (cipó e capô);
• para diferenciar sentidos em palavras homônimas perfeitas: (pôr [verbo] e por [preposição]).
Para essas situações existem as regras de acentuação gráfica, que são indicadas por normas 
baseadas em reformas e acordos ortográficos e que organizam, prescrevem e normatizam os usos da 
ortografia do português. A respeito do aprendizado da acentuação pelo aluno, note o que afirma Marra 
(2012, p. 13):
Obrigatoriamente, para se acentuarem as palavras de forma correta, o aluno 
deve dominar as regras de acentuação e o emprego de diacríticos. Além 
disso, é necessário ter a habilidade de realizar divisão silábica das palavras, 
de reconhecer a sílaba tônica, de identificar os encontros vocálicos instáveis 
e estáveis, e de analisar a terminação da palavra. Dentre outras habilidades 
relacionadas às letras do alfabeto é importante entender a dupla função 
do acento agudo e do acento circunflexo: para indicar a sílaba tônica e a 
abertura da vogal. Dessa forma, todos esses pré-requisitos evidenciam que 
a acentuação gráfica na língua portuguesa representa um desafio para o 
usuário da língua.
 Observação
No dicionário, diacrítico significa: “Sinal gráfico que serve para 
diferençar letras ou palavras (exemplo: sinal diacrítico; os acentos, o til e a 
cedilha são diacríticos)” (DIACRÍTICA, 2018).
Muitas vezes, por desconhecer as regras de acentuação e por não saber qual é a sílaba tônica da 
palavra, o aluno acaba errando, trocando ou omitindo os acentos gráficos das palavras. Vamos, então, 
sugerir atividades para que os alunos possam ter contato com algumas regras de acentuação.
94
Unidade II
6.1.1 Atividade – Quando devemos acentuar as palavras paroxítonas?
Para essa atividade você vai precisar de: uma cópia de uma tirinha ou uma pequena história em 
quadrinhos, que pode ser também projetada ou colada em um cartaz; uma folha com exercícios (palavras 
paroxítonas com e sem acento gráfico) e dicionários caso os alunos precisem pesquisar o significado de 
alguma palavra.
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 31
EF04LP04 Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s)
EF15LP14 Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias)
EF35LP12 Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema
Adaptado de: Brasil (2018).
Para iniciar, apresente a tirinha para a turma. Você pode ler a história ou pedir para que algum aluno 
o faça. Em seguida, pergunte o que eles entenderam e deixe que façam seus comentários.
Figura 37
Fonte: Naspolini (1996, p. 173).
Explique que o objetivo dessa aula é estudar e exercitar o uso do acento gráfico nas palavras 
paroxítonas que terminam com uma consoante. Para isso, você vai destacar a palavra fácil, que está 
contida na tirinha, escrevendo-a no quadro.
Faça as seguintes perguntas: vocês conseguem identificar qual é a sílaba mais forte dessa palavra? 
Qual é? Se você perceber que as crianças estão com problemas para reconhecer a sílaba mais forte, 
explique que é a que é pronunciada com mais força. Você pode apresentar alguns exemplos para ajudá-los.
Qual é sílaba mais forte dessas palavras?
95
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Difícil Amizade Bala
Fácil
Figura 38
Se os alunos responderam que a sílaba mais forte da palavra fácil é o fá, tente descobrir como 
chegaram a essa conclusão. Pode ser que eles respondam que é porque tem um acento agudo na 
letra A da sílaba. Explique que a sílaba mais forte das palavras é chamada de sílaba tônica. Se eles não 
mencionarem o acento, indague para que ele serve. Caso a resposta não seja “indicar a sílaba mais forte”, 
você deve dizer.
Agora, é importante que as crianças descubram qual é posição da sílaba tônica nas palavras. Para 
ensiná-las, você deve voltar às palavras do quadro e fazer a contagem começando da última sílaba. Por 
exemplo, na palavra difícil: última sílaba: cil; penúltima sílaba: fí. Nesse caso a sílaba tônica (fí) é a 
penúltima. Faça o mesmo com as outras palavras. Explique que quando, em uma palavra, a sílaba tônica 
é a penúltima, nós a chamamos de paroxítona.
Sabemos que nem todas as palavras paroxítonas são acentuadas. Veja a regra:
Paroxítonas
Recebem o acento agudo ou circunflexo, de 
acordo com o timbre aberto ou fechado da vogal, as palavras 
paroxítonas terminadas em:
A) i, is, us, um, uns: júri, lápis, miosótis, íris, tênis bônus,álbum, álbuns etc.
B) l, n, r, x, ps: afável, alúmen, hífen, âmbar, éter córtex, fênix, bíceps, fórceps etc.
C) ditongo oral: ei, eis: agéis, férteis, imóveis jóquei, túneis etc.
D) ã(s), ão(s): órfã, bênçãos etc.
Figura 39
Fonte: Cunha e Cintra (2017, p. 44).
Considerando que nem todas as paroxítonas precisam de acento, reflita com os alunos sobre essa 
questão. Escreva na lousa as palavras: fácil e casa e pergunte qual é a sílaba tônica delas. Eles devem 
responder que nas duas palavras as sílabas tônicas são as penúltimas (portanto são palavras paroxítonas).
Continue analisando e pergunte se as duas têm acento gráfico. Provavelmente eles dirão que 
apenas uma palavra tem acento gráfico. Questione: o que será que acontece em algumas palavras 
paroxítonas para que precisem de acento gráfico? Vamos descobrir?
96
Unidade II
Organize a turma em duplas e entregue as folhas com os exercícios que você preparou. Veja uma 
sugestão.
Nesta tabela, você tem uma lista de palavras paroxítonas com a sílaba mais forte em negrito. 
Você deve preencher a segunda coluna com a última letra da palavra. Na terceira coluna você 
deve escrever sim, se a palavra tiver acento gráfico, e não, se a palavra não tiver acento gráfico.
Palavra Última letra Tem acento?
Canudo
Caneta
Açúcar
Flúor
Zíper
Vírus
Tórax
Cidade
Dado
Húmus
Frágil
Analise a tabela que você acabou de preencher e identifique abaixo em quais casos você marcou 
“sim” na coluna “tem acento?”
 palavras terminadas em L
 palavras terminadas em A
 palavras terminadas em R
 palavras terminadas em S
 palavras terminadas em M
 palavras terminadas em N
 palavras terminadas em X
 palavras terminadas em O
 palavras terminadas em E
Faça um lembrete para saber quando uma palavra paroxítona é acentuada.
Complete o quadro abaixo:
Uma palavra paroxítona (que tem a penúltima sílaba forte) é 
acentuada quando termina em ______________________
Figura 40
97
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Depois que as duplas terminarem de fazer os exercícios, faça a correção oral para que vejam se 
houve algum equívoco. Feito isso, peça para que passem para o caderno o lembrete sobre quando 
uma palavra paroxítona leva acento gráfico. Você também pode fazer um cartaz com essa regra de 
acentuação gráfica.
Para deixar as regras de acentuação gráfica de palavras paroxítonas ainda mais perceptíveis para os 
alunos, sugerimos a realização de um jogo.
6.1.2 Atividade – Montando palavras paroxítonas
Nesta atividade você vai precisar de: envelopes, peças do quebra-cabeça, projetor, lápis, tabelas e 
papel sulfite. O objetivo é reforçar e sistematizar o uso do acento gráfico em palavras paroxítonas que 
terminam em consoante.
Esta atividade desenvolve a seguinte habilidade indicada na BNCC:
Quadro 32
EF04LP04 Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s)
Adaptado de: Brasil (2018).
Organize a turma em grupos de até cinco alunos. Entregue para cada grupo um envelope com 
as sílabas recortadas para que formem as palavras. A intenção é que eles acentuem corretamente as 
palavras. As letras destacadas no final da última sílaba vão assinalar se é vogal (verde) ou consoante 
(vermelho), indicando se a palavra deve ou não ser acentuada. O grupo terá que decidir se usarão o 
acento agudo ou o circunflexo nas sílabas que serão acentuadas. Veja o modelo de uma palavra:
FE MUR ^´
ES CO LA
Figura 41
Sugerimos que sejam utilizadas de 9 a 12 palavras para esse jogo. Você deve colocar palavras 
paroxítonas acentuadas e não acentuadas. Cada grupo deve receber também uma tabela para preencher, 
conforme o exemplo:
98
Unidade II
Quadro 33
PALAVRA LETRA(S) DESTACADA(S)
ACENTO 
UTILIZADO
SÍLABA 
TÔNICA
FEMUR R CIRCUNFLEXO FE
ESCOLA A NÃO TEM CO
Depois de entregar o material, explique como será o jogo. Você pode usar algumas peças do 
envelope para exemplificar. Tenha atenção aos grupos, andando entre eles para tirar dúvidas que 
possam surgir. Não se esqueça de que a intenção desse jogo é que os alunos associem as letras finais 
das palavras por meio das cores, com a necessidade ou não do uso do acento gráfico. Eles também 
terão que decidir qual acento deverão usar e, para isso, terão que verificar a diferença entre vogais 
abertas e fechadas. Devem ser disponibilizados dicionários, caso algum aluno tenha dúvidas sobre o 
significado de alguma palavra.
Esse jogo vai demandar que os alunos exercitem suas habilidades cognitivas, linguísticas e sociais. 
Fique atento para que a atividade se realize de forma colaborativa e organizada.
Para finalizar, você pode desenhar a tabela na lousa e pedir que os alunos façam a leitura oral das 
palavras que formaram e de que maneira preencheram a tabela. Escreva na tabela à medida que os 
grupos forem apresentando suas conclusões.
Após completarem a tabela, pergunte se alguém ficou com alguma dúvida ou se alguém teve 
dificuldade para preenchê-la. Caso ainda exista alguma dúvida, retome o ponto específico. Permita 
também que os alunos falem se gostaram do jogo e que avaliem a atividade.
Propomos agora uma atividade para reforçar a acentuação gráfica de palavras paroxítonas. Você 
deve revisar as regras de acentuação das paroxítonas com os alunos antes de iniciá-la.
99
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
6.1.3 Atividade – Será que falta acento gráfico?
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 34
EF04LP04 Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s)
EF35LP12 Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema
EF35LP01 Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado
Adaptado de: Brasil (2018).
Para essa atividade você vai precisar de textos com erros de acentuação nas paroxítonas para entregar 
aos alunos e um cartaz com as regras de acentuação gráfica das palavras paroxítonas terminadas 
em consoantes.
Comece organizando a turma em duplas. Explique que nessa atividade serão apresentados 
textos com erros de acentuação. As duplas devem destacar quais são as palavras que não estão 
acentuadas corretamente e corrigi-las.
Antes que eles comecem, relembre as regras de acentuação gráfica das paroxítonas terminadas em 
consoantes. Entregue o material para as duplas e faça a leitura coletiva do texto. Pergunte se entenderam 
o conteúdo que foi lido. Explore-o fazendo perguntas que se relacionem com o texto.
Depois pergunte se encontraram palavras com escrita incorreta no texto. Será que os alunos 
conseguem falar por que estão incorretas? É esperado que eles consigam perceber que os erros são 
de falta de acentuação gráfica. Oriente as duplas a fazer a correção, que pode ser na própria folha 
que você entregou. Se achar necessário, também pode pedir para que eles reescrevam a palavra com a 
acentuação gráfica correta no espaço da folha.
Escolha textos que considerar adequados à sua turma e tome o cuidado de retirar a acentuação 
gráfica das paroxítonas terminadas em consoante. Seguem sugestões de textos para essa atividade. 
As palavras em vermelho estão escritas com erros de acentuação gráfica.
100
Unidade II
Poesia e flor – Cleonice Rainho
Uma rosa de alegria
Não pode durar um dia.
Um lírio de haste fragil
Precisa de um braço agil.
Margarida branca ou amarela
– exemplo de vida singela
Um cravo não nos embala
Só pelo perfume que exala
Amor-perfeito, nome e flor
Lembram um bem superior
Nem tudo uma flor nos diz
Apenas pelo seu matiz
Cai a tarde, a noite vem
E a flor repousa também […]
Fonte: Calil (2001).
RESFRIADO
É horrivel ficar resfriado. Está tudo bem, quando a garganta começa a arranhar. Depois vem 
uma febre baixa que deixa o corpo mole, o nariz escorre feito torneira e a tosse chega a dar dor no 
peito, principalmentedurante a noite – só pra atrapalhar o sono da gente. Essa chatice que pode 
durar até uma semana é provada por pequenos micróbios chamados virus. Há mais de duzentos 
tipos de virus diferentes, capazes de provocar resfriado. Cada vez que um deles nos ataca, as defesas 
do corpo se mobilizam para destruí-lo. Passeamos o dia inteiro. Ficamos livres dele. Mas virão outros 
para nos atormentar. Por isso o resfriado é a doença mais comum. Em um ano, os adultos têm de 
dois a quatro resfriados, enquanto que as crianças têm em média de 10 a 20.
Fonte: Naspolini (1996, p. 66).
Plano de Logística Sustentavel (PLS)
O Plano de Logística Sustentavel (PLS) da Universidade Federal de Goiás (UFG) é uma ferramenta 
de planejamento com objetivos, ações, metas, prazos de execução e mecanismos de monitoramento 
e avaliação definidos, que permitem o estabelecimento de práticas de sustentabilidade e 
racionalização de gastos e processos na administração pública.
O PLS foi pensado e elaborado com a colaboração da comunidade acadêmica da UFG e a 
Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos (PRODIRH) foi responsavel por 
sistematizar o processo. É através deste plano que a UFG assume o compromisso de gerenciar os 
seus impactos sobre o meio ambiente.
Fonte: Plano… [s.d.].
Figura 42
101
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Repare que separamos textos de gêneros diferentes. Você pode fazer sua escolha baseando-se nas 
preferências de sua turma ou em trabalhar gêneros textuais que ainda não abordou em outros momentos. 
Pode também acrescentar outros desafios, como pedir que destaquem todas as paroxítonas do texto ou o 
maior número de paroxítonas que puderem.
Nosso próximo assunto será grafia correta de palavras com sufixos. Você se lembra deles? 
Vamos relembrar.
6.2 Sufixos OSO/OSA e EZA/ESA
Os sufixos são elementos que são acrescentados a um radical para formar uma nova palavra. 
Por exemplo, a palavra bela+eza forma beleza. Pelo acréscimo de sufixos podemos formar novos 
substantivos, verbos e até advérbios.
Segundo Cunha e Cintra (2017), os sufixos são classificados em:
• Nomimal: quando se ligam a um radical para originar um substantivo ou adjetivo (pont-eiro, 
pont-inha, pont-udo).
• Verbal: quando se ligam a um radical para dar origem a um verbo (bord-ejar, suav-izar, 
amanh-ecer).
• Adverbial: que é o sufixo -mente quando se liga à forma feminina de um adjetivo (bondosa-mente, 
carinhosa-mente).
Propomos uma atividade para o ensino do sufixo oso/osa. Esse sufixo forma adjetivos a partir de 
substantivos e tem a intenção de representar abundância.
6.2.1 Atividade – Conhecendo os sufixos OSO/OSA
Para essa atividade você vai precisar do livro Marcelo, marmelo, martelo de Ruth Rocha, folhas para 
cada aluno que contenha tabela e exercício para completar os espaços e imagens de objetos ou pessoas.
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 35
EF04LP08 Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas)
EF15LP15
Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam 
uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, 
como patrimônio artístico da humanidade
EF35LP03 Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
EF35LP05 Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto
EF35LP12 Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema
Adaptado de: Brasil (2018).
102
Unidade II
Essa aula usa como base o livro de Ruth Rocha Marcelo, marmelo, martelo. Comece apresentando-o 
e mostrando a capa. Faça perguntas sobre ele, se alguém já conhece a história ou como imaginam que 
pode ser. Ouça com atenção e valorize a opinião da turma.
Figura 43
Fonte: Rocha (1999, capa).
Nessa história, a autora fala da curiosidade que as crianças têm em relação à origem do nome das 
coisas. Marcelo, o personagem do livro, nomeia tudo que está a sua volta, buscando sentido para os 
nomes. No universo dele, por exemplo, cadeira passa a se chamar sentador (PESSOA, 2020, p. 33).
 Saiba mais
O livro de Ruth Rocha é um clássico da literatura infantil no Brasil. Vale 
a pena conhecê-lo.
ROCHA, R. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: 
Salamandra, 1999.
Inicie a leitura e convide as crianças a participarem da história, criando hipóteses e pensando por 
que Marcelo escolhia aqueles nomes para as coisas. Quando terminar a leitura, converse com a turma e 
pergunte se eles gostaram do livro. Faça questionamentos como: o que vocês acharam das atitudes de 
103
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Marcelo? Por que seus pais começaram a não entender o que ele estava fazendo? Como vocês acham 
que as palavras surgem? Esta é uma oportunidade para você explicar para os alunos que as palavras não 
têm uma relação com as caraterísticas dos objetos.
Diga para os alunos que eles aprenderão a usar o OSO/OSA. Informe que, apesar de serem pronunciados 
com o som de /z/, sempre escrevemos com S. Distribua a tabela para a turma e peça que completem 
escrevendo o sentido das palavras.
Quadro 36
Palavra Sentido
Cuidadoso Que tem muito _________
Famoso Que tem muita _________
Valiosa Algo que tem muito _________
Saboroso Algo que tem muito _________
Observando a tabela preenchida, que conclusões os alunos podem tirar? Pergunte para a classe e 
ouça com atenção as respostas. Valorize suas hipóteses e procure fazer com que eles percebam que o 
adjetivo dá a ideia de abundância, destacando a presença de muito/muita na segunda coluna.
Para a próxima etapa da atividade, peça que as crianças completem os espaços das frases com o adjetivo 
correto. Diga que os substantivos que estão nos parênteses podem ajudá-los a descobrir o adjetivo certo.
Sugestão de frases:
a) Mariana não queria sair de casa porque o dia estava __________________ (chuva).
b) Isabela aprendeu tocar violão. Sua mãe ficou _________________ (orgulho).
c) A mãe de Chapeuzinho Vermelho avisou que andar pela floresta era ____________ (perigo).
d) O suco estava ____________________ (delícia).
Quando todos terminarem de preencher as lacunas, faça a correção junto com a turma. Pergunte se 
alguém ficou com alguma dúvida. Feito os esclarecimentos, volte à história do livro Marcelo, marmelo, 
martelo e pergunte às crianças do que elas se lembram. Retome que, na história, Marcelo inventava 
palavras de acordo com o que elas representavam. Um exemplo é quando ele nomeou o cachorro de 
Latildo, pelo fato de ele latir.
Explique para a turma que nesse momento eles vão descobrir palavras, mas não inventar como 
Marcelo fazia na história, vão observar as características de alguma pessoa ou de algum objeto para 
escolher a palavra mais adequada. As palavras escolhidas terão a terminação em oso/osa.
104
Unidade II
Apresente uma imagem e peça para que eles completem a frase com base no que estão vendo. 
Por exemplo, você pode apresentar a imagem de uma flor. A frase pode ser: Essa flor é _________. 
As crianças poderão falar: cheirosa, maravilhosa. Peça que anotem no caderno.
Depois que apresentar todas as imagens, escreva na lousa, ou peça que um aluno escreva os adjetivos 
que conseguiram relacionar com elas. Para o fechamento, pergunte o que eles conseguiram aprender com 
essa atividade. Retome que podemos formar palavras a partir de outras. Seguem sugestões de palavras.
Sorvete
Este sorvete é ___________
(delicioso, saboroso, 
maravilhoso, gostoso)
Bebê
O bebê é ___________
(cheiroso, manhoso, carinhoso, 
dengoso)
Pizza
Esta pizza é ___________
(gostosa, saborosa, apetitosa, 
cheirosa) 
Figura 44
Disponíveis em: https://tinyurl.com/4j7smwxr; https://tinyurl.com/3rs4z23u; 
https://tinyurl.com/3fshsvm9. Acesso em: 1º jun. 2023.
Outra atividadeque trabalha com os sufixos oso/osa que você pode organizar com seus alunos é 
completar uma carta com adjetivos derivados de substantivos. Para realizá-la, você pode formar duplas 
e pedir para que preencham os espaços da carta, usando como referência as dicas que estão ao lado dos 
espaços a serem preenchidos.
105
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
6.2.2 Atividade – Completando a carta misteriosa
Para essa atividade você vai precisar de folhas com a carta misteriosa impressa.
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 37
EF04LP08 Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas)
EF35LP12 Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema
EF04LP10
Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, entre outros gêneros do campo da vida 
cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o 
tema/assunto/finalidade do texto
EF35LP03 Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
EF35LP05 Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto
Adaptado de: Brasil (2018).
Explique para a turma que eles terminarão de escrever uma carta misteriosa. Diga que Rosa está 
organizando uma festa surpresa para sua tia, Dona Generosa. Ela quer pedir para o senhor Matoso, 
dono da padaria, preparar os petiscos para a festa. Rosa está com dúvidas em como escrever algumas 
palavras, mas não pode pedir ajuda para tia Generosa, porque a festa é surpresa. Você pode ajudá-la?
Caro Senhor Matoso
Gostaria de fazer um pedido de entrega para sua Padaria ____________ 
(que tem muito capricho) para sábado, às 18 horas.
1 bolo bem ____________ (que tem muito gosto) com recheio 
____________ (que tem muito creme) de morango.
2 pizzas ____________ (com muito sabor) de calabresa com tomates.
3 sucos de abacaxi com água ____________ (cheia de gás) e acúçar.
Muito obrigada.
Espero que tenha um dia ____________ (cheio de maravilhas).
Entrega na Rua Gatinha ____________ (que faz manha) nº 12.
Assinado
Rosa Barbosa
Figura 45
106
Unidade II
Você pode criar uma carta com o tema que considerar significativo para a turma. Além da escrita das 
palavras misteriosas, você pode ainda explorar outras palavras que contêm os sufixos oso/osa presentes 
na carta. Explore também o conteúdo da mensagem, perguntando o que eles acham da escolha dos 
pedidos feitos por Rosa Barbosa.
 Saiba mais
Assista a uma aula de sufixos em:
PALAVRAS terminadas em agem, eza e oso. 2022. 1 vídeo (5 min). 
Publicado por Khan Academy. Disponível em: https://tinyurl.com/2p9yrf5v. 
Acesso em: 1º jun. 2023.
Na sequência do ensino dos sufixos no quarto ano, vamos realizar atividades para que as crianças 
aprendam quando usar ESA ou EZA.
O sufixo EZA é usado para formar substantivos de adjetivos. Os adjetivos indicam qualidade, 
propriedade, estado ou modo de ser (bela, rica, duro, mole, triste) (CUNHA; CINTRA, 2017).
[…] são os aspectos ligados à categoria gramatical da palavra que definem a 
regra – usamos ESA na escrita de adjetivos que indicam o lugar onde a pessoa 
nasceu (portuguesa, inglesa), bem como na indicação de títulos de nobreza 
(princesa, duquesa); por outro lado, escreve-se com EZA os substantivos 
derivados de adjetivos e que terminam com o som [eza] (beleza, riqueza) 
(PESSOA, 2020, p. 27).
Para introduzir esse tema para a turma, comece perguntando se alguém sabe como fazer para 
descobrir quando devemos usar o ESA ou EZA, ou seja, quando usamos o Z ou o S. Você pode dar 
um exemplo: magreza se escreve com Z ou com S? Quando alguém der uma resposta, pergunte como 
chegou naquela conclusão e anote na lousa. Relembre para todos que em português algumas palavras 
têm o mesmo som, mas são escritas de forma diferente.
6.2.3 Atividade – Usando ESA e EZA
Para essa atividade você vai precisar de: uma versão da história da Branca de Neve e os sete anões 
impressa para as duplas, uma folha impressa com uma tabela e exercícios, uma folha com quadro 
ESA/EZA e envelopes com palavras que contenham ESA e EZA no final e uma folha com quadro do ESA 
(com masculinos de títulos de nobreza).
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CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Essa atividade desenvolve as seguintes habilidades indicadas na BNCC:
Quadro 38
EF03LP09 Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos
EF04LP08 Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas)
EF15LP02
Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos 
sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios 
sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo 
temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria 
obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a 
leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas
EF15LP15
Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam 
uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como 
patrimônio artístico da humanidade
EF35LP03 Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global
EF35LP05 Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto
EF35LP12 Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema
EF35LP21 Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores
Adaptado de: Brasil (2018).
Segundo Pessoa (2020, p. 6), alunos devem ser “expostos continuamente a reflexões sobre a 
ortografia de sua língua em variadas situações de sala de aula”, entre elas “por meio do contato 
com diversos textos de circulação social/escolar”. Assim, um gênero literário é um texto com o 
qual os alunos têm familiaridade.
Os textos escolhidos, sejam eles didáticos ou não, podem despertar a 
curiosidade dos alunos para algumas especificidades da norma. Nesse sentido, 
é possível presenciarmos crianças que ainda estão consolidando o processo 
de alfabetização perguntarem se a escrita de determinada palavra é com 
R ou RR, mesmo que ainda não tenham estudado essas regras. Isso acontece 
porque, no contato com gêneros escritos, a criança já se deu conta da escrita 
das duas possibilidades, apesar de ainda não ter compreendido quando deve 
fazer uso de uma ou de outra forma (PESSOA, 2020, p. 6-7).
Divida a turma em duplas. Entregue para cada uma a versão da história da Branca de Neve e os sete 
anões que você providenciou. Peça que incialmente eles façam a leitura silenciosa. Depois, faça a leitura 
com toda a sala.
108
Unidade II
Como queremos chamar a atenção dos alunos para uma regra específica utilizada nos adjetivos, 
destaque um trecho ou sentença do texto que contenha as características dos personagens. Esses 
trechos podem estar juntos no texto ou não. Por exemplo:
• As pessoas do reino não sabiam que a nova rainha era muito malvada.
• O tempo passava e Branca de Neve estava mais bela e gentil.
• Certo dia um príncipe rico e esperto chegou na clareira, porém, ele estava muito triste por não 
encontrar uma noiva.
 Saiba mais
No link a seguir é possível ter acesso a uma versão da história da Branca 
de Neve e os sete anões.
BRANCA de Neve e os sete anões. Brasília: Ministério da Educação, 2020. 
Disponível em: https://tinyurl.com/m67u54y2. Acesso em: 12 jun. 2023.
Peça para as duplasque observem as partes destacadas do texto e apontem as características dos 
personagens que eles encontraram: Branca de Neve, Príncipe, Madrasta ou Bruxa. Você pode registrar as 
respostas em um quadro para ajudá-los na sequência da atividade. Por exemplo:
Quadro 39
Branca de Neve Príncipe Bruxa 
É esperado que os alunos respondam com as palavras bela, gentil, rico, esperto, triste, malvada ou 
outras dependendo da versão, para indicar as características dos personagens da história. Você pode 
pedir que os alunos indiquem outras características que não estão no texto, pois, dessa forma, estarão 
fazendo inferências e criando hipóteses sobre os personagens. Baseando-se na leitura que fizeram e 
também nos conhecimentos que já possuíam sobre a história, pergunte: que outras características 
podemos acrescentar a esses personagens e que não estão no texto? Nesse momento você vai perceber se 
os alunos conseguiram compreender a noção de adjetivo. Para formar adjetivos a partir de substantivos, 
você vai seguir com a atividade, usando as palavras que escreveu no quadro. Para cada palavra, você vai 
escrever duas frases para os alunos completarem, uma com um adjetivo e outra com um substantivo 
derivado do adjetivo. Observe o exemplo:
• O Príncipe era esperto.
• Ele procurou a Branca de Neve com _____________ (esperteza).
109
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Pergunte para as crianças como elas acham que esperteza é escrito. Com S ou com Z? Sabemos que 
o som é de /z/, mas que algumas palavras têm o som de /z/ mas são escritas com S.
Questione a turma para que possam refletir e consigam identificar que a palavra escrita no quadro 
indica qualidade (esperto = adjetivo) e a segunda, a forma como o Príncipe agiu, que era com esperteza 
(substantivo), então a palavra esperteza vem de esperto.
Elabore outras frases nesse modelo partindo dos adjetivos que foram apresentados pelas crianças 
para que elas criem os substantivos partindo desses adjetivos. Entregue a folha com os exercícios de 
completar as frases para os grupos e espere até que todos preencham. Quando os exercícios estiverem 
prontos, faça a correção. Leia as frases, ouça as respostas das crianças e pergunte se elas escreveram a 
palavra que se originou da outra com s ou com z. Veja mais um exemplo:
Preencham as lacunas das frases com as palavras que estão entre 
parênteses fazendo as modificações necessárias:
Ele tinha __________________ de que sua mãe estava feliz (certo).
Ela se despediu do príncipe com ___________________ (delicada).
A ___________________ da cidade estava nas luzes (bela).
Essa água tem muita __________________ (pura).
Figura 46
Você pode fazer para a classe as seguintes perguntas: a palavra certeza se escreve com Z ou com S? 
Quem escreveu com Z? Quem escreveu com S? O que te fez escolher o Z? O que te fez escolher o S? 
Vocês se lembram das palavras que estão entre parênteses? O que elas indicam? E as palavras que vocês 
completaram as lacunas? O que elas indicam?
A ideia é que nesse momento você provoque a reflexão nas crianças sobre as classes gramaticais 
adjetivos e substantivos e a relação entre elas. Para isso, você vai entregar para as duplas um novo 
exercício. Distribua um quadro com duas colunas para ESA e EZA e um envelope contendo algumas 
palavras escritas com a terminação ESA e EZA para cada dupla. Eles devem observar e analisar as  palavras 
que estão dentro do envelope e separar em duas colunas.
• Sugestão de palavras para os envelopes: princesa, chinesa, grandeza, incerteza, frieza, firmeza, 
impureza, moleza, duquesa, baronesa, franqueza, lerdeza, marquesa, estranheza, limpeza, francesa, 
inglesa, japonesa.
110
Unidade II
Quadro 40
ESA EZA
Depois que as duplas analisarem as palavras e preencherem as duas colunas, você deve desafiar os 
alunos sobre as semelhanças das palavras organizadas nas colunas. O ESA e o EZA têm o mesmo som? 
Espera-se que respondam que sim.
Por que vocês acham que as palavras princesa, chinesa, duquesa, baronesa, marquesa, francesa, 
inglesa, japonesa são escritas com S? Escreva na lousa as hipóteses que as crianças levantaram. Agora, 
você vai entregar mais uma folha para as duplas e pedir que escrevam novamente as palavras da coluna 
do ESA em um outro quadro seguindo o modelo.
Quadro 41
Masculino Feminino 
Príncipe Princesa
Chinês 
Duque
Barão
Marquês
Francês
Inglês
Japonês
Este quadro vai te ajudar a ensinar os alunos e sistematizar a regrinha do ESA/EZA. Ele tem o objetivo 
de levar as crianças a perceberem que usamos o ESA para títulos de nobreza e para adjetivos pátrios e 
o EZA quando transformamos adjetivos em substantivos.
Construa junto com a turma um cartaz explicando essa regrinha. Mais importante que construir o 
cartaz com as regras é fazer com que as crianças percebam que já a usaram quando completaram a 
tabela com as palavras dos envelopes.
Leve os alunos a perceber que todas as palavras em que usaram ESA são os títulos de nobreza 
e os adjetivos pátrios que indicam a nacionalidade (em que país a pessoa nasceu) quando estão no 
feminino. Faça perguntas que os levem a chegar a essa conclusão. Deixe as crianças participarem da 
confecção do cartaz, dando suas opiniões sobre o que escrever e também fazendo desenhos que possam 
lembrá-los das regras.
111
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
Se você perceber que a turma ficou com muitas dúvidas e os alunos não conseguem analisar 
as palavras sobre essa perspectiva, organize outras atividades de transformação de adjetivos em 
substantivos. Também é possível organizar um bingo com os substantivos e adjetivos pátrios escritos 
nas cartelas para ajudar a memorizá-los.
O cartaz deve ficar em um local em que as crianças podem consultá-lo quando tiverem dúvidas. Ele 
vai ajudar se você precisar retomar esse tópico com a turma. Se puder, apresente para eles o vídeo a seguir.
 Saiba mais
O vídeo a seguir é uma aula bem rápida sobre o uso do esa e eza.
EZA ou ESA (quando usar os sufixos ESA ou EZA. 2020. 1 vídeo 
(2  min). Publicado pelo canal Prof. Ana Paula Apaso. Disponível em: 
https://tinyurl.com/3awrtfpd. Acesso em: 1º jun. 2023.
Você deve saber que o ensino de determinadas regras não é fácil para as crianças, pois a norma 
ortográfica é uma convenção social e não existe uma lógica ou relação natural entre os grafemas e 
fonemas se pensarmos na relação letra/som. Por isso, é necessário um ensino mais sistemático para 
essas situações. Devemos também considerar que a aprendizagem de uma determinada regra não 
é transferida para outra, por mais que se pareçam.
Nossa proposta é criar situações de ensino nas quais os alunos são levados a refletir e a explicitar 
os princípios ortográficos que norteiam a Língua Portuguesa para facilitar o aprendizado da ortografia.
Nesta unidade, apresentamos sugestões de atividade que você poderá realizar com alunos da quarta 
série. Elas foram selecionadas considerando os objetos de conhecimento e as habilidades a serem 
desenvolvidas para essa etapa indicadas na BNCC. Na próxima unidade as propostas são para as turmas 
de quinta série.
112
Unidade II
 Resumo
Nesta unidade foram apresentadas sugestões de atividades para o quarto 
ano do Ensino Fundamental I baseadas nos conteúdos indicados na BNCC 
para essa etapa de escolarização. O gênero textual que apoiou os estudos 
da compreensão leitora e escritora foi a carta de reclamação. Esse gênero 
textual é essencial pela sua conexão direta com o meio social, ou seja, a 
carta de reclamação cumpre uma função social.
Nesta unidade, trabalhamos com a leitura e compreensão da carta de 
reclamação, destacando seus elementos essenciais, que são o remetente, o 
destinatário, o problema, os argumentos e as possíveis soluções. Os meios 
pelos quais as cartas podem atingir seus destinatários também foram 
trabalhados, que são o envio pelo correio, e-mail ou outro meio digital.
As cartas de reclamação podem ser enviadas diretamente para a pessoa 
que poderesolver o problema destacado ou pode ser enviada para um meio 
de comunicação, como jornal, rádio ou televisão.
As atividades de escrita da carta de reclamação direcionaram-se para 
sua estrutura e forma de escrita argumentativa. Uma carta de reclamação 
necessita de planejamento para que nada falte e, dessa forma, ela possa 
atingir seu objetivo final, que é a solução de um problema. Na unidade foram 
abordadas as etapas de planejamento, elaboração, revisão e reescrita da carta.
Nos conteúdos de ortografia abordamos a acentuação de palavras 
paroxítonas. Destacamos a acentuação de palavras paroxítonas terminadas 
em consoantes L, N, R, S, PS.
Apresentamos ainda as regras de uso dos sufixos OSO/OSA e ESA/EZA. 
Os sufixos OSO e OSA são utilizados para transformar substantivos em 
adjetivos e o sufixo EZA transforma adjetivos em substantivos. Abordamos 
também o uso de ESA para títulos de nobreza e adjetivos pátrios no feminino.
113
CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL I
 Exercícios
Questão 1. Vimos, no livro-texto, que a carta de reclamação:
“É um gênero de texto usado em situações de comunicação, nas quais o cidadão deseja externar 
alguma injustiça, insatisfação, algo que julgue ser impróprio ou errado; e, ainda, solicitar uma resolução 
para seu problema. Enfim, a carta de reclamação é usada quando o cidadão se sente lesado ou 
desrespeitado em seus direitos, ou injustiçado ou discriminado socialmente. É um gênero que leva a 
uma forma de exercer a cidadania, e é por esse motivo que vamos chamá-la de gênero da cidadania” 
(BEATO-CANATO; BAUMGÄRTNER; CECÍLIO apud BARROS, 2012, p. 23).
Em relação às cartas de reclamação, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I – A carta de reclamação é um dos gêneros do discurso que pode ser trabalhado nas atividades de 
Língua Portuguesa no 4º ano do Ensino Fundamental.
porque
II – A carta de reclamação é um dos meios de fazer com que os alunos percebam a função da 
linguagem em práticas sociais autênticas.
Assinale a alternativa correta.
A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.
C) A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
D) A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
E) As asserções I e II são falsas.
Resposta correta: alternativa A.
Análise da questão
Vimos, no livro-texto, que o trabalho com os diversos gêneros do discurso em sala de aula tem 
o objetivo de fazer com que os estudantes percebam a função da linguagem em práticas sociais 
autênticas. Nesse sentido, o uso das cartas de reclamação deve atender às reais necessidades do grupo, 
instrumentalizando os alunos para o uso efetivo da linguagem em seu meio social.
114
Unidade II
As cartas de reclamação apontam a necessidade de uma pessoa de se comunicar com outra e utiliza 
a escrita para isso. Os interlocutores estão distantes e, por isso, esse texto deve conter alguns elementos 
como remetente, local, data e assinatura.
A carta deve descrever um problema para que seu destinatário busque uma solução. Na sua 
elaboração, o aluno deve utilizar argumentos para que o outro se convença a resolver o problema, que 
pode ser individual ou coletivo.
Questão 2. A habilidade EF04LP04 de Língua Portuguesa para o 4º ano do Ensino Fundamental I, 
indicada na BNCC, refere-se a usar o acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas 
em I(S), L, R, e ÃO(S).
Em relação a esse tema, a professora Clara propôs as asserções I e II e a seguinte relação entre elas.
I – A palavra afável é acentuada.
porque
II – As palavras paroxítonas terminadas em l são sempre acentuadas.
A professora Clara apresentou aos alunos as cinco opções de respostas mostradas a seguir:
Opção 1. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
Opção 2. As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.
Opção 3. A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
Opção 4. A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
Opção 5. As asserções I e II são falsas.
Tiveram êxito na atividade proposta pela professora Clara os alunos que escolheram a opção:
A) 1.
B) 2.
C) 3.
D) 4.
E) 5.
Alternativa correta: A.
Análise da questão
A palavra afável é uma paroxítona terminada em l e, por isso, deve ser acentuada.

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