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16/03/2023
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Tomografia Computadorizada
Profa. Mari Luminosa Muler
Objetivos da aula:
1) Princípios físicos da formação de Imagem;
2) Tipos de equipamentos e gerações;
3) Parâmetros: kV, mA, mAs, espessura de corte, 
incremento, FOV, filtros, janelas, escala de 
Hounsfield;
4) Indicações do uso de contraste e contra-
indicações; 
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Bibliografia
• Henwood, S. Técnicas e Prática na Tomografia 
Computadorizada Clínica. Guanabara Koogan. 
(Minha biblioteca)
PRINCÍPIO DA FORMAÇÃO DE 
IMAGEM EM TC
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A palavra “Tomografia”
A palavra tomografia significa imagem em tomos, ou em planos, 
sendo esta a definição para qualquer aparelho diagnóstico 
que permita a geração de imagem de um plano de corte, 
possibilitando o estudo de estruturas localizadas no interior 
do corpo. 
A palavra “Tomografia”
Essas imagens podem pertencer a planos de cortes 
diversos – axial, frontal, lateral ou inclinado – e não 
apresentam superposições das estruturas 
representadas. 
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Planos anatômicos
Plano SAGITAL
Plano HORIZONTAL
Ou axial/transversal
Plano FRONTAL
Ou coronal
Divide em laterais = direita e esquerda
Divide em superior e inferior
Divide em anterior e 
posterior
Ribeiro et al, Angiomiolipoma Renal com Rotura Espontânea: Relato de Caso. RMMG, 2019. 
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Orientação anatômica
• Não é apenas uma representação bidimensional da anatomia 
– contém informações sobre a atenuação média em pixels 
contidos em uma matriz. 
• No corte axial, a imagem é exibida como se o corpo fosse visto 
de baixo. 
• Assim o lado direito do paciente aparece no lado esquerdo da 
imagem e vice-versa. 
1) o fígado está localizado na metade direita do corpo, mas aparece na 
metade esquerda da imagem. 
2) os órgãos do lado esquerdo como estômago e baço aparecem na metade 
direita da imagem. 
3) as regiões anteriores como a parece abdominal, são representadas na 
porção superior da imagem, enquanto as regiões posteriores, como a coluna 
vertebral aparecem na porção inferior. 
Exemplos: em um corte axial...
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A palavra “Tomografia”
Existem vários aparelhos geradores de imagens diagnósticas que 
possibilitam a geração de imagem de planos de corte, 
portanto em cortes tomográficos como: 
o ultra-som, a ressonância magnética, a PET, etc. 
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Tomografia Computadorizada
• Definição: 
– É um método diagnóstico, 
no qual são utilizados feixes 
colimados, muito finos, de 
Raios X, acoplados a 
computadores que 
favoreçam imagens 
detalhadas de segmentos 
corporais. 
TC com feixe em leque
Usada em TC convencional
Tomografia computadorizada
É o aparelho que gera imagem tomográfica a partir da 
atenuação diferenciada do feixe de raios X. 
Na tomografia computadorizada, o contraste que permite gerar 
as imagens é resultado da diferença de absorção do feixe de 
raios X em função das características do tecido. 
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Tomografia Computadorizada
• Em 1972, na Inglaterra, Dr. Godfrey Hounsfield 
desenvolveu a técnica de TC.
Fonte: Dr. Godfrey Hounsfield, que ganhou o prêmio 
Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1979, 
compartilhado com Allan Cormack. 
Fonte: Disponível em 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Godfrey_Hou
nsfield.jpg. Acesso em: 09 jul. 2021. 
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Tomografia Computadorizada
• Permite visualizar alterações morfológicas (infecções, 
inflamações, cistos, sangramentos, tumores, fraturas, 
avaliação dos vasos, avaliação da anatomia, etc), 
avaliação da gravidade da doença e auxiliar no 
tratamento da doença.
• Avalia o indivíduo através de cortes anatômicos, 
secções, ou fatias, cuja imagem é reconstruída por 
métodos de cálculos em computador.
Radiodiagnóstico
• Em radiodiagnóstico utilizam-se 
feixes de raios X para a obtenção de 
imagens do interior do corpo,
• A fonte de radiação dos 
equipamentos de Radiologia, 
Mamografia, Tomografia e 
Angiografia é o tubo de Raios-X,
• Portanto, nessas áreas, a radiação só 
existe quando o equipamento é 
acionado para a aquisição da 
imagem.
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Tomografia computadorizada
• A Tomografia Computadorizada (TC) é um 
método de aquisição e reconstrução de uma 
imagem, de uma secção transversal, com base 
em medições de atenuação (“sombras”) 
adquirindo imagens em fatias, de forma muito 
mais clara do que o RX convencional.
Tomografia computadorizada
• Em comparação com radiografias convencionais:
▪ São livres de sobreposição de tecidos,
▪ São capazes de gerar maior contraste (em razão da 
eliminação da dispersão)
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Tomografia computadorizada
▪ Característica principal da TC: diferenças muito 
pequenas nos valores de absorção dos raios X 
podem ser visualizadas. 
▪ Comparada com a radiografia convencional, a 
variação das densidades registradas aumenta em 
aproximadamente 10 vezes. 
Tomografia
• Remoção da superposição de estruturas,
• Mínimo espalhamento → melhor contraste,
• Representação quantitativa da imagem,
• Reconstrução 3D,
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▪ Exemplo: é possível distinguir a gordura dos tecidos moles, mas também gradações 
de densidade dentro dos tecidos moles, 
▪ Assim como a substância cerebral pode ser diferenciada do líquido cerebrospinal. 
TC sem contraste RM
Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico
Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 40. 
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Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
TC sem contraste
Em A, hiperatenuação da artéria cerebral média esquerda. Em B, 
ramo distal. 
Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 40. 
TC sem contraste. Fratura sem desalinhamento, com hematoma extradural e bolhas
Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. 
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Radiografia AP e TC sem contraste. Fratura com afundamento
Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. 
Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. 
TC sem contraste. Hematoma subdural. 
Geralmente acidentes automobilísticos e traumas violentos em jovens e 
em idosos, quedas e traumas leves. 
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Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 151. 
Herpes simplex tipo 2 em recém-nascido. Discreta hipoatenuação em 
lobos frontais. 1 mês depois, áreas de encefalomalacia cística e 
calcificações. 
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AP and LAT topograms of the upper portion of the mummy. The position of Jeni's head 
relative to the head on the case is clearly seen. Note the radio-dense artificial eyes. There 
is an amulet around the front of the neck and some kind of tag under the left arm. A 
hawk amulet lies across the sternum-its beak and talons can just be seen. Note also the 
crack at the top of the case. YThe wrappings across the top of the head could be seen 
when a torch was shone through the crack
CT through the head showing linen bandages inside the cranium. The 
contrast has been adjusted to enable the linen to be seen more easily at 
the expense of good visibility of the bone
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CT scan images of the mummies. A-trans-nasal craniotomy in the form of an anterior skull base defect 
and solidified resin inside the skull of the older mummy; B-anterior skull base defect in the younger 
mummy; C-linear skin defect on the back of the left hand of the older mummy; D-torso of the 
younger mummy showing folded textiles inside the thoracic cavity, as well as textile bundles and a 
small oval object inside the abdomen.https://doi.org/10.1371/journal.pone.0227446.g003
Gantry
Mesa 
Tomógrafo
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Equipamento de TC. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:13-11-12-rechtsmedizin-
berlin-charite-by-RalfR-10.jpg. Acesso em: 09 jul. 2021. 
Componentes de um Tomógrafo
• Gantry: 
– Sistema de emissão de raio X; 
– Sistema de detectores de radiação; 
• Mesa de exame; 
• Console: sistema de armazenamento e apresentação 
de imagens (HD/teclado /monitor); 
• Sistema de documentação (impressora multi-formato
ou laser comum ou seca). 
• Workstation: sistema de reconstrução 3D de imagem; 
❖ Bomba Injetora: Injeção do contraste com seringa dupla para 
contraste e soro fisiológico (A), e tela de programação do 
contraste (B).
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Gantry
• Tubo com feixe de raio X; 
• Movimento contínuo em círculo ao redor do paciente; 
• RX atravessam a superfície corpórea da região examinada; 
• Parte do RX é absorvida (sendo que tecidos corporais 
apresentam diferentes níveis de absorção e atenuação 
desses raios) , e parte restante incide sobre os detectores 
de radiação que se encontram localizadas do lado oposto 
ao momento do tubo de raio X; 
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Tomografia computadorizada
• O paciente permanece deitado com a parte a ser examinada 
dentro do gantry que contém o tubo de raios X e os 
detectores. 
Mesa do Exame
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Console
Comando de operação
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Estação de trabalho (Workstation)
Acessórios de posicionamento
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Características do método
• A tomografia apresenta feixes de aspectos 
laminar e em forma de leque. 
• A aquisição das imagens ocorre no plano do 
“gantry”. 
• A imagem final é digital e pode ser facilmente 
manipulada por softwares. 
paciente
Fonte de raios X
gantry
Mesa motorizada
detectores
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Tubo de 
raios-X
Colimador 
do tubo
Detectores
Diferenças em relação à radiografia: 
Utiliza-se de um sistema de detecção de raios X mais sensível e 
os dados são manipulados por meio de um computador. 
Colimadores
• É responsável por focar a radiação, 
determinando sua direção e formato do feixe.
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Placa de detectores
• Localizada inversamente ao tubo de raios X e ao 
colimador, responsável por receber a radiação 
que foi produzida pelo tubo de raios X. 
• Formado por um cintilador (converte o Raio-X 
em luz) + fotomultiplicador (converte a luz em 
sinal elétrico)
• O feixe de raios-x sofre redução de sua 
intensidade, sendo atenuado.
Tomografia computadorizada
• O método tomográfico: após múltiplas projeções 
um sistema computadorizado reconstrói as 
imagens transversais 
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Diferenças em relação à radiografia convencional: o tubo de 
raios-X e os detectores rodam ao redor do paciente. 
Abertura do feixe de leque 
varia de 40o a 60o
Movendo o paciente através do 
gantry, podem ser visualizados 
múltiplos cortes adjacentes, 
fornecendo uma imagem do corpo a 
ser reconstruída. 
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TC Helicoidal
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Tomografia computadorizada
Fonte: Livro-texto. 
Reconstrução em outros planos: 
• Geralmente realizada no plano axial. No entanto, é possível reconstruir 
imagens em outros planos. 
• O computador possui, em sua memória, os valores de atenuação para 
cada voxel e pode apresentar os valores em qualquer plano desejado, por 
exemplo, coronal ou sagital. 
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Imagens nos aparelhos convencionais 
de TC
• Apesar de outros planos algumas vezes serem utilizados, os 
cortes axiais são, de longe, os mais frequentemente usados. 
- o nível e espessura varia de 1,0-10,0 mm. 
• Cortes finos fornecem informações mais precisas, mas neste 
caso são necessários mais cortes para um dado volume de 
tecido. 
TIPOS DE EQUIPAMENTO E 
GERAÇÕES DE TOMÓGRAFOS
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Gerações dos tomógrafos
• Primeira Geração
– Surgiu no ano de 1972,
– Movimento de translação 
e rotação do tubo de 
raios-x e do detector 
(180°),
– Feixe em forma de lápis 
(Pencil beam),
– Detector único,
– Tempo de corte: 5 minutos 
por imagem
Gerações dos tomógrafos
• Segunda geração
– Surgiu no ano de 1974,
– Movimento de translação 
e rotação do tubo de 
raios-x e do detector,
– Feixe em forma de leque 
(cone beam),
– Maior número de 
detectores (20 a 40 
detectores),
– Tempo de corte: em média 
20 segundos por imagem.
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Gerações dos tomógrafos
• Terceira Geração
– Surgiu no ano de 1975 –
1977,
– Movimento de rotação 
do tubo de raios-x e dos 
detectores (360°),
– Aumento de feixe em 
leque,
– Aumento no número de 
detectores (200 a 600),
– Tempo de corte: em 
média 1 a 10 segundos.
Gerações dos tomógrafos
• Quarta geração
– Surgiu no ano de 1981,
– Movimento de rotação 
do tubo de raios-x 
(360°),
– Aumento de feixe em 
leque,
– Detectores 
estacionários, fixos 
(1000 a 2000),
– Tempo de corte: 1 
segundo,
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Tomógrafos helicoidais
– Surgiu em 1980: “slip ring”, 
baseado em equipamentos de 
3ª. Geração
– Com este sistema, o paciente 
move-se de forma contínua e 
lenta para dentro ou para fora 
do aparelho enquanto o tubo 
de raio-X e os detectores 
realizam um movimento 
circular contínuo de 360o. 
– A resultante dos movimentos é 
equivalente a uma hélice ou 
espiral (aquisição helicoidal).
Tomografia helicoidal
• O tubo de raio-X e os detectores realizam um movimento 
circular contínuo de 360o
• Deslocamento horizontal da mesa do paciente, em 
velocidade constante, através do aparelho. 
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Aquisição de dados
Corte a corte
– Giro e coleta de dados de 
cada corte transversal
Volumétrico
– Helicoidal
– Varredura volumétrica
Axial ou Helicoidal
AXIAL 
• Imagens em um plano transversal ao objeto a partir de um 
giro de 360 graus do feixe de raio X em torno de si (mesa 
estática). 
HELICOIDAL 
• Rotação contínua da ampola de raio X acoplada em 
movimento contínuo e regular em torno do paciente em 
cima da mesa (aquisição volumétrica) cortes de 1,0 a 10,0 
mm de espessura. 
• Reconstrução em planos diversos do transversal são 
também mais fidedignos. 
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Tomografia multidetectores
(multislice)
• Em 1992 equipamentos com 2 fileiras de detectores,
• Em 1998 aumento para 4 fileiras de detectores,
• Em 2002 aumento para 16 fileiras de detectores,
Surgiram de 8, 10, 16 e 32 fileiras. 
Em geral, a maior parte dos centros clínicos: de 64 a 128 canais adjacentes. 
Atualmente, há tomógrafos capazes de adquirir 320 cortes por rotação do 
tubo de raios X
Goldman LW, J Nucl Med Technol, 2008
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Multidetectores (multislice)
• Maior velocidade de exame 
• Paciente na mesa menos tempo 
• Provê redução de 20 a 30% mA 
• Longos helicoidais: reconstruções 
multiplanares mais fidedignas e 
obtenção de várias secções em uma 
única apneia (cardíaco e tórax). 
• Fundamental para angiotomografia. 
• Melhor resolução espacial
• Menor aquecimento do tubo 
• Redução da dose de contraste 
• Redução de artefatos de peristaltismo 
Goldman, J Nucl Med Technol 2008; 36:57–68
Limitação do single-slice helicoidal: cortes finos com 
mAs menor, formando imagens com mais ruído. 
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Aquisição de Imagens
a) Axial single; b) Helicoidal single; c) Axial multislice; d) Helicoidal multislice
A tomografia computadorizada foi criada em 1971. O princípio 
físico da formação da imagem baseia-se: 
a) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção 
de raios gama atenuados pelos tecidos do corpo. 
b) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção 
de raios X atenuados pelos tecidos do corpo. 
c) Utiliza um filme radiográfico igual à radiografia 
convencional. 
d) Na atenuação do som entre os diferentes tecidos do corpo. 
e) O aparelho não emite radiação; apenas detecta a radiação 
emitida pelo paciente. 
Interatividade
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A tomografia computadorizada foi criada em 1971. O princípio 
físico da formação da imagem baseia-se: 
a) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção 
de raios gama atenuados pelos tecidos do corpo. 
b) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção 
de raios X atenuados pelos tecidos do corpo.
c) Utiliza um filme radiográfico igual à radiografia 
convencional. 
d) Na atenuação do som entre os diferentes tecidos do corpo. 
e) O aparelho não emite radiação; apenas detecta a radiação 
emitida pelo paciente. 
Resposta
FATORES TÉCNICOS
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Produção de raios-X
• O deslocamento dos elétrons do catodo para o anodo se 
faz pela diferença de potencial (catodo negativo e anodo 
positivo), e quanto maior a energia empregada, maior será 
a diferença de potencial, gerando um maior deslocamento, 
e consequentemente uma maior intensidade dos raios-x.
ANODO CATODO
Parâmetros de aquisição
• KV : Significa kilovoltagem (1kV = 1000 volts), e representa 
a diferença de potencial entre o pólo negativo (catodo) e o 
positivo (anodo). 
• O kV determina o quanto o feixe de raio-x penetra no 
paciente e quanto maior o kV, mais rapidamente os 
elétrons se movimentam, mais energético é o feixe de 
raios X produzidos e mais uniforme a dose é distribuída ao 
paciente.
• Aumentar o kV reduz o contraste dos ossos com relação 
aos tecidos moles e produz um fluxo alto de radiação no 
detector, melhorando a resposta do detector e reduzindo 
artefatos.
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Parâmetros de aquisição
• kV
– Unidade que mede os diferentes potenciais do 
tubo de Raio X. 
– Controla a capacidade de penetração do feixe. 
– Resolução nos detectores. 
– Quanto maior a energia, maior o KV, maior a 
penetração. 
Parâmetros de aquisição
• mA : É a corrente do tubo e, portanto, é o número de 
elétrons que vão do catodo ao anodo (quantidade de 
radiação), sendo uma corrente anódica. 
• Aumentar a amperagem significa aumentar a quantidade 
de elétrons sendo acelerados dentro do tubo e, portanto, a 
intensidade do feixe de raios.
• Equipamentos modernos possuem controle automático de 
exposição que modulam a corrente (mA) conforme a 
espessura da fatia irradiada. 
• Deve-se variar o mA conforme o tamanho do paciente 
e/ou a parte do corpo a ser escaneada.
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Parâmetros de aquisição
• mAs (miliamperagem/seg): mede o número de 
elétrons por segundo que passam pelo tubo de 
raio-x - uma corrente anódica x tempo de 
exposição. 
• É obtido multiplicando-se o mA pelo tempo de 
rotação do tubo e controla a intensidade do feixe 
e, portanto, a dose de radiação.
mAs = mA x Rot. time
Rot time : tempo de rotação do gantry;
Cardíaco e Tórax precisam ser feitos com tempos curtos
Controle de Exposição Automática
• reduzir a dose em determinadas projeções sem 
aumentar o ruído na imagem final reconstruída. 
 
 
Modulação angular Modulação longitudinal
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KV e mAs
Voltagem (kV)
• Maior voltagem produz uma maior penetração em corpos 
grandes e reduz o ruído da imagem; 
• Menor voltagem produz uma melhora o resolução de 
contraste em corpos médios e pequenos. 
mAs
• Configura a exposição durante a varredura; 
• Um fator de mAs maior diminui o ruído da 
imagem,melhora o contraste, mas aumenta a dosagem de 
radiação que o paciente recebe e sobrecarrega o tubo de 
raio X. 
Varreduras pediátricas
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Reconstrução das Imagens
• Matriz é um arranjo de linhas e colunas. A 
matriz é formada por pixels.
• Os PIXELS (elementos de áerea/2D) estão 
dispostos em linhas e colunas. O pixel é o 
menor ponto da matriz. 
• O computador calcula as diferentes densidades 
em cada unidade de volume VOXEL (3D)
Matriz
• O arranjo de linhas e colunas forma a matriz 
da imagem digital. 
• Quanto maior a quantidade de linhas e 
colunas menor será o pixel e 
consequentemente a imagem final 
apresentará melhor resolução 
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• A altura do VOXEL determina a espessura do corte.
• Adquirimos o volume (VOXEL), vemos na tela a cor (PIXEL)
FOV = 250 mm
Matriz = 512 x 512
Tamanho do pixel =
= FOV/Matriz =
= 250/512 = 0,5 mm
FOV = 250 mm
Matriz = 1024 1024
Tamanho do pixel =
= FOV/Matriz =
= 250/1024 0,24 mm
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Resolução Espacial
• Resolução, é a quantidade de elementos de 
imagem por unidade de comprimento. 
Quanto > o pixel, < a resolução espacial,
Quanto < o pixel, > a resolução espacial;
Matriz pequena diminui resolução espacial,
Matriz alta aumenta a resolução espacial.
Matriz em tomografia
• Exemplo: 
512 x 512
Imagem padrão
1024 x 1024
Pulmões
FOV máximo de 50 cm
Ajuste com FOV – ouvido (usa matriz 1024 x 1024 mas 
FOV menor, focado)
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Campo de Visão (FOV)
• Ao utilizar um FOV focado na 
aquisição das imagens temos 
uma melhor visualização de 
detalhes da região de interesse 
(melhor resolução espacial).
• Quando se amplia uma parte da 
imagem (zoom) teremos menos 
pixels do que a matriz, ou seja, 
aumenta o tamanho do pixel, e 
assim, diminui a resolução 
espacial
Parâmetros de aquisição
• Espessura: está relacionada com o tamanho do 
corte. Quanto menor a espessura do corte maior 
o detalhamento (aumenta resolução espacial 
reduz o efeito de volume parcial) e maior ruído. 
Para reduzir o ruído temos que aumentar a dose.
• Incremento : distância entre um corte e o outro,
99
100
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48
Espessura de corte x Ruído:
• Menor espessura de corte ⇒ maior 
detalhamento
– Fatia de 1,0 mm é usado em alta resolução (ex: 
ouvido); 
– Fatia de 2,5 mm é usada como exemplo para base do 
crânio e varredura de fossa posterior (para minimizar 
o volume parcial de listras, devido a estruturas óssea 
pequena e de alto contraste); 
• Atenção: em geral, reduzir a espessura de corte 
exige o aumento do mAs para reduzir o ruído ⇒
aumento de dose
Seio frontal
Osso occipital
Osso frontal
Osso parietal
101
102
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49
etmoide
lacrimal
maxila
Osso zigomático
esfenoide
temporal
Osso zigomático
1
4
5
7
9
12
Ossículos do ouvido
Canal semicircular
103
105
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50
Pitch
• O pitch é um parâmetro físico envolvido na qualidade 
da imagem, dose de radiação e velocidade de aquisição 
em um estudo de tomografia.
• Pitch : relação entre velocidade de deslocamento da 
mesa (mm/seg), e a espessura do corte (mm),
𝑃 =
𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑟𝑜𝑡𝑎çã𝑜
𝑐𝑜𝑙𝑖𝑚𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑢𝑚 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑒
Valor de pitch e tipo de aquisição:
Zero: aquisição corte a corte, não é helicoidal. 
Menor que 1: aquisição helicoidal. Há sobreposição de 
feixe. Normalmente não se utiliza, mas é necessário 
em angiotomografias (grande quantidade de 
dados/volume e tempo curto de exposição). 
=1: aquisição helicoidal. Ocorre aquisição de dados de 
mesmo corte. 
>1: aquisição helicoidal. Normalmente para volume 
maior de tecidos (mas ↓RE). (BUSHONG, 2003)
107
108
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51
Pitch
• É fator importante para: 
– aquisição volumétrica 
– dose de radiação. 
• Para um determinado volume: 
– maior o pitch
– aquisição mais rápida 
– menor tempo de exame 
110
113
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52
Mamede, 2019
Variação das densidades
• ESCALA DE HOUNSFIELD – UH
• Coeficientes de atenuação em escala de cinza 
proporcionais à densidade das estruturas.
Hiperdenso
+1000
Hipodenso
-1000
zero
Hiperatenuante > atenuação
Isoatenuante = atenuação
Hipoatenuante < atenuação
114
119
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Radiodensidade como função de 
composição
Escala de Hounsfield - Densidade
• Valores de HOUNSFIELD por tecido
Ar: -1000
Pulmão: -900 a -400
Gordura: -110 a -65
Água: 0
Rim: 30
Sangue normal: 35 a 55
Sangue coagulado: 80
Músculo: 40 a 60
Fígado: 50 a 85
Ossos: 130 a 1000
Meio de contraste: 100 a 1000
120
121
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Pergunta
Em TC, como aparecem os ossos, tecidos moles, gordura, água 
e órgãos contendo ar? A tonalidade na imagem está 
relacionada com qual característica dos tecidos? 
Tecido ou substância
Valores emunidades de 
Hounsfield
Aspecto na imagem
Meio de contraste +100 a +1.000 Branco
Ossos +130 a +1.000 Branco
Fígado +50 a +85 Cinza-claro
Músculos +40 a +60 Cinza-claro
Substância branca +45 Cinza-claro
Substância cinzenta +40 Cinza
Sangue coagulado +80 Cinza
Sangue normal +35 a +55 Cinza
Líquido
cefalorraquidiano
+15 Cinza
Água 0 Cinza-escuro
Gordura –110 a –65 Cinza-escuro a preto
Pulmões –900 a –400 Cinza-escuro a preto
Ar –1.000 Preto
Absorção 
diferenciada 
de raios-X, de 
acordo com a 
densidade do 
tecido. 
Janelas
• JANELAS – ajuste na imagem para discriminar estruturas na 
escala de cinzas:
• O nível da janela (WL) é o ponto central de uma faixa de 
números de TC selecionada e a largura da janela (WW) é a 
faixa de números TC ao longo da qual a faixa de cor de cinza 
será exibida.
Hemisférios Cerebrais WL 30 a 60 UH WW 60 a 120 UH
Parênquima Pulmonar - 400 a - 750 600 a 1500
Abdome 50 a 100 100 a 600
Óssea 100 a 500 1900 a 4000
122
123
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Mamede, 2019, p. 327. 
▪ Janelas:
▪ Pulmões
▪ Tecidos moles
▪ Ossos
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56
Tomografia computadorizada
A) Janela para parênquima pulmonar em TC de tórax; B) janela para mediastino
Fonte: Marchiori e Santos (2015, p. 13).
Tomografia computadorizada
A) A janela de tecidos moles mostra a vértebra torácica branca, sem alterações; B) a 
janela para tecido ósseo mostra alteração na vértebra devido à metástase de 
carcinoma pulmonar
Brant e Helms (2015, p. 5).
126
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57
A B
1
2
3 4
5
87
9
6
C
Figura 2A (coronal)
1 – concha nasal
2 – seio esfenoidal
Tomografia computadorizada
Figura 2B (transversal/axial)
3 – osso nasal
4 – seio maxilar esquerdo
5 – células mastoideas
Figura 2C (sagital)
6 – osso maxila (palato duro)
7 – seio frontal
8 – seio esfenoidal
9 – faringe 
Otimização das técnicas
• Promover o máximo de informações visuais 
usando o mínimo de dose,
• Benefício ao paciente,
• Práticas otimizadas,
• Garantia de qualidade de imagem com menor 
dose de radiação,
Principais parâmetros que afetam a dose:
kVp, mAs, pitch, espessura da fatia, colimação e filtro. 
128
129
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58
Artefatos
• Distorções na forma, tamanho e posições geradas pelo 
sistema de imagem;
• Artefatos são objetos que aparecem na imagem, inclusos 
pelo sistema de imagem, mas que na verdade não existem.
• Possíveis causas :
• Interna – movimento do órgão/paciente, implantes 
metálicos, etc
• Externa – Objetos de alta densidade (relógios, colares, 
etc), parâmetros de ajuste não adequados, etc
Artefatos de metal
• Remoção de objetos de metal
• Angulação do gantry (Tilt)
• Softwares de correção
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131
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Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e 
Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 116. 
Artefatos por estilhaços de projétil 
Hemorragia difusa no trajeto do projétil e edema cerebral difuso. 
Paciente evoluiu com graves sequelas neurológicas. 
Movimento do paciente
• Tempos curtos
• Suportes de posicionamento e de imobilização
• Iniciar a varredura na posição mais sujeita à movimentação
• Softwares de correção
132
133
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60
Boas, F. Edward and Dominik Fleischmann. “CT artifacts : Causes and reduction techniques.” 
(2012). Disponível em: https://www.semanticscholar.org/paper/. Acesso em 04 dez. 2018
Posicionamento do paciente
• Exemplo: braços para baixo
• Para evitar: correto posicionamento
134
135
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61
A) Artefatos em estrias (setas amarelas) pela presença de objetos metálicos (projéteis 
de arma de fogo); B) artefato por movimento (seta), simulando hematoma no baço; 
C) artefato de endurecimento de feixe (setas) causado pelo posicionamento dos 
braços na lateral do corpo em paciente com lesão que impossibilita a mobilidade
Adaptada de: Brant e Helms (2015, p. 7).
metal movimento posicionamento
Limitação da TC
• Mulheres grávidas; 
• Pessoas muito obesas (superior a 180 kg); 
• Pessoas alérgicas ao contraste (só se submete a fase 
sem contraste); 
• Pessoas que se submeteram a exames contrastados 
recentemente com a utilização de sulfato de bário; 
• Distúrbios neurológicos (Parkinson ou outras afecções 
que causam movimentos involuntários); 
• Distúrbios psiquiátricos; 
• Crianças ou adultos senil (dificuldade de compreensão 
quanto a necessidade de imobilização prolongada). 
136
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62
Pós-processamento
• MPR: mostra visões de planos em diferentes orientações,
• MIP (Maximum Intensity Projection): obtém-se uma projeção 
de múltiplos planos paralelos, onde a cada pixel é atribuído o 
maior valor encontrado.
– aplicar a atenuação de intensidade às estruturas. Usada para realçar 
pequenos vasos, bronquíolos ou até mesmo pontos de contraste
– "desenha" os valores de atenuação máxima ao longo de cada raio à 
uma imagem de escalas de cinza. Esta projeção pode ser orientada em 
qualquer plano anatômico
• Volume Rendering: usa as margens das estruturas e o fundo 
para mostrar uma imagem 3D
Volume rendering
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63
ROCHITTE; NOMURA, 2020, p. 170
ROCHITTE; NOMURA, 2020, p. 167
SCD SCE
SNC
aorta
aorta
A B
SCD
aorta
Artéria 
tronco-
pulmonar
A B
VE
VE
VD
VD
Volume rendering MIP
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Reconstrução MPR da bifurcação carotídea direita. 
Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia-
por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx
Reconstrução MIP da bifurcação carotídea direita. Observe a semelhança como 
estudo angiográfico convencional. A vantagem desta técnica é de produzir 
imagens 3D, portanto com número de projeções ilimitado, possibilitando 
adequada avaliação parietal
Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia-
por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx
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Reconstrução VR das estruturas arteriais cervicais. Observe a capacidade de 
resolução espacial e a riqueza de detalhes anatômicos, bem como a relação 
com as estruturas ósseas cervicais
Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia-
por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx
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Também chamada de colonografia tomográfica, avalia o intestino grosso. A sonda não 
percorre o intestino como na colonoscopia convencional. A sonda introduzida no ânus 
libera ar para dilatar o intestino. Dura mais ou menos 10 minutos e não requer sedação. 
Fonte: Bontrager e Lampignano (2015, p. 709).
Colonoscopia virtual
CONTRASTE NA TC
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Meio de contraste
• O Meio de Contraste é uma substância utilizada nos 
exames de diagnóstico por imagem para melhorar a 
definição das imagens obtidas. Permite a 
diferenciação de estruturas vasculares e realce de 
órgãos parenquimatosos.
• Desvantagem: reações adversas indesejáveis
• Via oral (VO) 
• Endovenosa (EV) 
• Via retal (VR) 
Meios de contraste
• Os agentes de contraste podem ajudar na 
detecção de doenças precoces com maior 
precisão. Além disso, eles podem fornecer 
informações diagnósticas relevantes.
• Assim, desempenham um papel importante 
para guiar, monitorar e seguir o tratamento.
148
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68
Meios de contraste
• Na necessidade de seu uso, o paciente deve ser 
informado dos riscos e efeitos adversos. 
• Recomenda-se preencher questionário específico 
e obter concordância do paciente ou reponsável. 
Meios de contraste
• Positivos: radiopaco, absorvem mais radiação 
que estruturas vizinhas. 
– Ex: Iodado e baritado
• Negativos: radiotransparente, raios X passam 
mais facilmente. Uso bem menos comum. 
– Ex: ar, gases.
150
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Meios de contraste
• Ideal:
– Baixa toxicidade
– Fácil administração
– Fácil excreção
– Concentração adequada
Propriedades do meio de contraste
Concentração do soluto
Densidade =
Número de átomos de iodo
Volumeem mL de solução
Viscosidade = Força necessária para injetar substância 
através de um cateter. 
NI diméricos > NI monoméricos
- Diminui com o aumento da Temperatura
Osmolalidade = Poder osmótico que a solução exerce 
sobre a água. 
Medida do soluto/kg de água
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Classificação do contraste iodado
de acordo com estrutura química
• Iônicos: Alta osmolalidade (6-8x > plasma) e > 
risco de reação adversa.
• Não-Iônicos: Baixa osmolalidade (2-3x > plasma) 
e < risco de reação adversa.
• Isosmolar: Osmolalidade = plasma e < risco de 
reação adversa e nefropatia induzida por 
contraste (NIC) ou insuficiência renal aguda pós-
contraste (IRA-PC).
Osmolalidade dos contrastes
Iodixanol
290 mOsm/kg
isosmolar
Iohexol
844 mOsm/kg
Baixa osmolalidade
Diatrizoato
1940 mOsm/kg
Alta osmolalidade
• Fluido sai das células (endotélio, hemácias): 
retração com potencial dano. 
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Osmolalidade dos contrastes
• Fluido pode sair do interstício para o leito vascular. 
Calor, dor, hipotensão: pode ser devido à eliminação de fluidos. 
Estrutura química
Contraste iodado
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Reações adversas ao meio de 
contraste iodado quanto à etiologia
Reações anafilactoides ou 
idiossincráticas
• não dependem da dose de 
contraste administrada;
• imprevisíveis;
• assemelham-se às reações 
alérgicas;
• urticária, coriza nasal, 
hipotensão com taquicardia, 
broncoespasmo, edema 
laríngeo 
• manifestações mais intensas 
como choque e insuficiência 
respiratória severa.
Reações quimiotóxicas ou não 
idiossincráticas
• são dose-dependentes;
• características físico-químicas 
do contraste, como a 
osmolalidade e ionicidade;
• sensação de calor, náuseas e 
vômitos, arritmia cardíaca, 
hipertensão, insuficiência 
renal, convulsões, etc. 
160
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DUTRA; BAUAB, 2021
Reações adversas ao meio de contraste 
iodado quanto ao grau de severidade
Náuseas, tosse, calor, 
cefaléia, tonturas, 
ansiedade, rubor, 
tremores, calafrios, 
urticária restrita, sudorese, 
espirros, inchaço nos 
olhos, dor local.
Vômitos, alteração na 
frequência cardíaca, 
hipertensão, hipotensão, 
urticária extensa, edema 
facial, rigidez muscular, 
bronco espasmo, laringo
espasmo, dores no tórax, 
dores no abdome, cefaleia 
intensa. 
Apresentam risco de vida 
com associação de reações 
leves e moderadas. 
Edema de glote, 
inconsciência, convulsões, 
edema agudo de pulmão, 
colapso vascular severo, 
arritmias, parada 
cardiorrespiratória. 
• Agudas: até 30 minutos após adm do contraste
• Tardias: mais de 30 minutos após adm do contraste ou dias depois
162
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75
Vias de administração
• Via oral – contraste hidrossolúvel (a base de iodo) ou baritado (a 
base de bário) diluído 
• Serve para aumentar a atenuação entre duas estruturas (análise 
de vísceras ocas), opacificar o intestino, permite diferenciar o 
órgão de lesões patológicas adjacentes. 
• Via oral – administrado 1 hora antes do exame em sala.
– Baritado: não utilizado em caso de suspeita de perfuração intestinal. 
– Solução de gastrografina a 3% (diatrizoato de sódio/meglumina) - MCI 
iônico
– Diluído em suco de fruta 
– Água 
• Via retal – sonda, fazer direto em sala (para doenças pélvicas) 
– 200 mL de contraste hidrossolúvel a 6% (interesse: reto e sigmóide)
– Insuflação por ar (interesse: cólon)
Sulfato de bário em tomografia 
computadorizada
Fonte: BONTRAGER; LAMPIGNANO (2015, p. 489)
Duodeno Estômago Jejuno
Cabeça do pâncreas Baço
Estômago
Flexura 
cólica 
direita
Colo 
ascendente
Flexura 
cólica 
esquerda
Colo 
transverso
Jejuno
Íleo
Bexiga
165
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Disponível em https://www.reliasmedia.com/articles/8584-how-to-read-an-abdominal-computed-tomography-scan
Opacificação do intestino delgado. Para estômago e porção inicial do ID, 
200 mL logo antes do exame
Adenocarcinoma of the colon. Intravenous and rectal contrast-enhanced coronal CT of 
the abdomen, showing asymmetric wall thickening in the descending colon (arrow), 
with an abrupt transition to the normal loop (the shoulder sign)
Meio de contraste positivo no colon – inicia-se na noite antes do exame
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https://www.reliasmedia.com/articles/8584-how-to-read-an-abdominal-computed-tomography-scan
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• (Enade – 2019, Radiologia) Uma paciente de 15 anos de idade, 
previamente hígida, comparece ao pronto-atendimento devido a 
quadro de dor abdominal periumbilical, intermitente e inespecífica, 
de início recente. Ela não apresentou outras queixas associadas e 
tampouco alterações ao exame físico. O médico responsável pelo 
atendimento solicitou tomografia computadorizada (TC) com 
contraste do abdome, para investigação diagnóstica. As imagens 
obtidas estão apresentadas a seguir.
Qual o meio de contraste e as vias de administração? 
Qual o meio de contraste e as vias de administração?
R: contraste iodado, por via oral e endovenosa.
Diagnóstico: tumor sólido pseudopapilar do pâncreas. 
170
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16/03/2023
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Vias de administração
• Contraste endovenoso – administrado para o realce 
das estruturas vasculares e para aumentar o contraste 
entre as estruturas parenquimatosas: vascularizadas, 
hipovascularizadas avascularizadas. 
• Em geral, abdome/pelve: 1,5 a 2,0 ml/Kg (concentração 
de 300 mg Iodo/ml). 
• Estudos angiográficos: 350 mg/ml, 370 mg/ml). 
• O contraste iodado não-iônico vem progressivamente 
aumentando, devido à diminuição de número de 
reações adversas comparado ao iônico. 
Tumores e o uso de contraste
Henwood, S. Técnicas e Prática na Tomografia Computadorizada Clínica. Guanabara 
Koogan. (Minha biblioteca)
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Massas tumorais no fígado
Nefrolitíase
Pesquisa de cálculos renais
Fase pré-contraste Com contraste
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Antes de injetar o contraste
• Entrevista para avaliar a história e a condição 
clínica;
• Checar uso de medicações (ex: metformina)
• Ter certeza da indicação do contraste EV;
• Identificar fatores de risco x benefício potencial 
do uso;
• Explicar o procedimento ao paciente;
• Esclarecer para o paciente as possíveis reações 
adversas evitando ansiedade;
• Estar preparado em caso de complicações.
Fatores de risco
• Alergia ao contraste Iodado;
• Asma (liberação de endotelina, vasoconstritora); 
• Mieloma múltiplo (insuficiência renal); 
• Miastenia Gravis (insuficiência renal);
• Diabetico em uso de metformina (insuficiência renal 
induzida por contraste) – suspender 24h antes e 48h 
depois;
• Insuficiência renal (idade avançada, insuficiência renal pré-
existente, insuficiência cardíaca avançada, diabetes, 
transplante renal);
• Feocromocitoma (crise hipertensiva com contraste iônico)
• Iodoterapia;
• Hipertireoidismo/Bócio/Doença de Graves;
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178
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81
Uso de metformina e contraste
Tratamento de dessensibilização
• Medicamentos de diminuam a possibilidade 
de uma reação alérgica
• Meticorten (corticosteróide) 20 mg 2 cp –
12h* antes do contraste
• Allegra (anti-histamínico) 60mg 1 cp – 2h* 
antes do contraste
*Para adulto
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Insuficiência renal
• Caracterizada pelo mau funcionamento dos rins;
• Principais causas: glomerulonefrites crônicas, pielonefrites crônicas, 
nefropatia causada por diabetes, nefropatia por toxicidade 
medicamentosa (contraste iodado por exemplo) e nefropatias
causadas por alterações na artéria renal;
• Em pacientes com insuficiência renal crônica, a administração de 
contraste iodado deve ser realizada preferencialmente próximo da 
hemodiálise.
Nefropatia induzida por contraste (NIC)
Fisiopatologia
• Redução do fluxo sanguíneo para a medula renal. 
• Vasoconstricção renal devido ao desequilíbrio 
entre vasodilatadores e vasoconstrictores renais. 
• Precipitação intratubular de cristais do contraste.
• Toxicidade tubular direta: inflamação, stress 
oxidativo, processos de lesão
• O tempo prolongado da passagem de contraste 
aumenta exposição ao contrastedas células 
tubulares. 
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182
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83
Efeitos do contraste iodado
Administração intravascular 
de meio de contraste
Geração de espécies 
reativas de oxigênio e 
radicais livres
Prejuízo da função renal
Efeitos diretos
(nefrotóxicos)
Efeitos indiretos
Alteração da 
hemodinâmica renal
Apoptose e 
necrose Vasoconstrição arteriolar
Dano tubular
Isquemia prolongada 
na medula renal
Rotina de triagem
• Se a resposta for sim para uma ou mais perguntas do 
questionário será necessário a coleta de creatinina
sérica antes da realização do exame.
• Se resultado da creatinina sérica for superior a 1,0 
mg/dl, calcula-se a Taxa de Filtração Glomerular 
estimada (fórmula de Cockroft-Gault) para avaliar o 
risco de desenvolvimento da NIC.
183
186
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84
DUTRA; BAUAB, 2021
Rotina de triagem
• A partir do valor do clearence, existem três 
condutas a serem tomadas quanto ao uso do 
contraste iodado:
187
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Rotina de prevenção de NIC
• Limitar volume de contraste utilizado!! 
• Hidratação antes e após o exame (recomendado 2 Litros de água);
• Uso de medicamentos que tenham eficácia na proteção renal;
• Evitar agentes o uso de Agentes Nefrotóxicos – Agentes 
antiinflamatórios não esteróides, alguns antibióticos, etc.
• Monitoramento da creatinina sérica 48 horas após o uso do MC.
PROTOCOLOS DE TC
Na maioria dos serviços radiológicos, protocolos de TC são redigidos e 
seguidos, detalhando a técnica mais adequada para examinar varias 
regiões do corpo. 
190
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86
Etapas no exame de TC
• Entrevista
• Preparo do paciente
• Exame propriamente dito
• Processamento e documentação das imagens
• Análise do exame
NOBREGA, A.I. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. Vol. 3. 5ª. 
Ed. Capítulo 11. Difusão:2012. 
Entrevista
• Exame realizado com muito critério
• Informações são importantes para interpretação 
das imagens com foco no objetivo do exame
• Informar o paciente sobre a finalidade do exame e 
procedimentos
• Uso de questionário para rastrear antecedentes 
alérgicos ou potenciais riscos ao MCI. 
• Volume de MCI: 
• 1-2 mL/kg de peso [300mg/mL]
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87
Preparo
• Exame sem contraste: orientação para 
manter-se imóvel. 
• Exames com contraste: jejum no mínimo de 
04 horas (náuseas e vômitos, pois pode causar 
broncoaspiração) e 06 horas para anestesia. 
– Administração de MC V.O. 1 a 2 horas antes. 
– No caso do endovenoso, o jejum não é necessário, 
mas pode ser solicitado como prevenção. O maior
problema é a desidratação. 
Exame
• Registro dos dados do pcte no console: nome, 
idade, sexo, exame. 
• Protocolo: gravados no sistema operacional. 
• Posicionamento: 
Supine – Head First Ex: crânio, coluna cervical, pescoço, 
ombro. 
Prone – head first Ex: mão, punho, cotovelo. 
Supine – feet first Ex: tórax, abdome, pelve, MMII
Prone – feet first Ex: punções lombares, algumas biópsias. 
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Filetes de luzes no sentido longitudinal e transversal 
Exame de crânio de rotina
Eixo transverso na linha infraorbitomeatal
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Topograma
• Scout: é uma imagem de base utilizada para fazer a 
programação da aquisição de corte. Importante para 
identificar a localização do corte no volume de varredura. 
– Marcação do início e final dos cortes no eixo Z;
– Distâncias entre os eixos de corte.
• Imagem gerada no aparelho de TC semelhante a uma imagem 
gerada em aparelhos convencionais de raios X. 
• O tubo e os detectores permanecem fixos enquanto a mesa 
se desloca para fazer a aquisição de imagens. 
Topogramas
Lateral pelve Frontal pelve Lateral crânio
MOURÃO, A.P. Tomografia computadorizada – tecnologias e aplicações. São Caetano do Sul: Difusão, 2007. 
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An example of the AP (A) and lateral (B) scout views used for chest CT scanning. 
AP = anteroposterior, CT = computed tomography.
Peng et al. Medicine (2017) 96:30
Veikutis. JOURNAL OF VIBROENGINEERING. 2015. 
200
201
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Disponível em <https://radiologykey.com/imaging-maxillofacial-trauma/>. Acesso 21 ago. 2019. 
CT acquisition and imaging planes. A: CT scout. B: Transaxial CT image at level of zygomatic 
arches. C: Coronal CT reformation through the mid-orbits and maxillary sinuses. D: Midsagittal CT 
reformation
Processamento e documentação
• Tratamento das imagens e documentação em 
filme ou arquivo em mídia
• Definição dos níveis de janela: densidade dos 
tecidos e valores na escala de Hounsfield. 
• Recursos de pós-processamento: 
– Zoom
– Medidas (ROI)
– Reformatações multiplanares: cortes <1mm 
(equipamentos de 64 e 128 canais)
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https://radiologykey.com/imaging-maxillofacial-trauma/
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Análises funcionais
• Aquisições em determinados intervalos de tempo. 
• Contraste injetado por bomba infusora em alta 
velocidade (3-5 mL/segundo). 
• Obtem-se imagens do mesmo plano durante um 
intervalo de tempo, acompanhando a passagem do 
contraste. 
Com relação à técnica de tomografia computadorizada, 
assinale a alternativa correta: 
a) Na aquisição do topograma, o tubo de raios X e os 
detectores realizam um movimento circular ao redor do 
paciente, semelhante ao que ocorre na radiografia 
convencional. 
b) O pitch está relacionado com aquisições helicoidais. 
c) A retirada de objetos metálicos antes do exame é 
necessária para evitar a perda do mesmo durante o exame. 
d) Na escala de Hounsfield, ossos possuem valores negativos, 
já que absorvem mais radiação que outros tecidos. 
e) Cortes finos fornecem menor detalhamento e menor 
resolução espacial das imagens. 
Interatividade
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Com relação à técnica de tomografia computadorizada, 
assinale a alternativa correta: 
a) Na aquisição do topograma, o tubo de raios X e os 
detectores realizam um movimento circular ao redor do 
paciente, semelhante ao que ocorre na radiografia 
convencional. 
b) O pitch está relacionado com aquisições helicoidais. 
c) A retirada de objetos metálicos antes do exame é 
necessária para evitar a perda do mesmo durante o exame. 
d) Na escala de Hounsfield, ossos possuem valores negativos, 
já que absorvem mais radiação que outros tecidos. 
e) Cortes finos fornecem menor detalhamento e menor 
resolução espacial das imagens. 
Resposta
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Crânio rotina
Disponível em <https://www.dreamstime.com/stock-images-ct-scan-scout-7-image6494824>. Acesso em 21 ago. 2019. 
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https://www.dreamstime.com/stock-images-ct-scan-scout-7-image6494824
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Figura 9. Infarto isquêmico cerebral por trombose da artéria cerebral média. Em A, trombo oclusivo (seta branca). Em B, região hipodensa no 
território da artéria. 
Disponível em: http://anatpat.unicamp.br/radinfisq5.html. Acesso 16 out. 2021.
Tomografia computadorizada
Cortes transversais (o plano de corte em A é inferior a B)
Trombo denso 
Edema (líquido, com aumento de água) – menos denso
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http://anatpat.unicamp.br/radinfisq5.html
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Tórax rotina
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Disponível em <https://www.ohsu.edu/school-of-medicine/diagnostic-radiology/ct-protocols>. Acesso 
em 21 ago. 2019. 
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https://www.ohsu.edu/school-of-medicine/diagnostic-radiology/ct-protocols
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TEP agudo em paciente do sexo feminino, 62 anos. TC em cortes axial (A) e coronal (B) 
mostrando extensa falha de enchimento irregular nas artérias pulmonares direita e 
esquerda, com extensão para seus ramos segmentares. 
Noschang et al, 2018. 
http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3038&idioma=Portugues
Tromboembolismo pulmonar
AGUR, 2021, p. 239
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O método padrão-ouro para diagnóstico da COVID-19 é a RT-PCR em tempo
real (transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase) de
amostras coletadas por swab da nasofaringe e cavidade oral. No entanto, a
tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) tem um papel
importante por causa de sua altasensibilidade em detectar pneumonia atípica.
Nos achados tomográficos, predominam alterações alveolares como
opacidades em vidro fosco, consolidações focais e opacidades com halo
invertido. Geralmente acomete os pulmões bilateralmente e multifocal, com
distribuição periférica e predomínio nos campos pulmonares médios, inferiores
e posteriores. Em fase avançada, como 8 a 14 dias após a manifestação dos
sintomas, foram descritos espessamento septal e alterações reticulares
sobrepostas às alterações alveolares (Araújo-Filho et al, 2020).
Figura 8. TCAR de tórax com achados pulmonares típicos da infecção por COVID-19 (confirmada laboratorialmente por RT-PCR). 
Fonte: Araujo-Filho JAB, Sawamura MVY,
Costa AN, Cerri GG, Nomura CH. Pneumonia por COVID-19: qual o papel da
imagem no diagnóstico? J Bras Pneumol. 2020;46(2):e20200114 (com adaptações). 
Plano de corte? 
Janelamento?
Nomes das estruturas A, B, C e D. 
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Estudo de caso 1
Figura 9
TCAR de tórax com achados pulmonares típicos da infecção por COVID-19 
(confirmada laboratorialmente por RT-PCR). Fonte: Araujo-Filho JAB, Sawamura MVY,
Costa AN, Cerri GG, Nomura CH. Pneumonia por COVID-19: qual o papel da
imagem no diagnóstico? J Bras Pneumol. 2020;46(2):e20200114 (com adaptações). 
Tomografia computadorizada
Corte transversal
Pulmão direito
Corpo vertebral
Coração 
Aorta 
descendente
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Abdome
Disponível em <https://radiopaedia.org/play/10870/entry/250665/case/14904/studies/14848>. Acesso 21 ago. 2019. 
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https://radiopaedia.org/play/10870/entry/250665/case/14904/studies/14848
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Pelve
- Limites da Varredura: extremidade superior da crista ilíaca até 
extremidade inferior do ísquio
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Articulações e extremidades
FOV menor: 16 cm. No membro inteiro, o FOV é maior. 
Formatação: 
• Axial: ossos + partes moles
• Coronal: janela óssea
• Sagital: janela óssea
Articulações e extremidades
FOV menor: 16 cm. No membro inteiro, o FOV é maior. 
Formatação: 
• Axial: ossos + partes moles
• Coronal: janela óssea
• Sagital: janela óssea
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Angiotomografia
• Sempre com contraste e uso de bomba injetora. 
• Técnica de detecção da chegada de contraste no 
vaso de interesse: bolus tracking, smartprep, 
prepmonitoring
– Posicionar um ROI sobre o vaso de interesse 
– Automaticamente, o sistema inicia aquisição de cortes 
quando os pixels locais alteram o valor de HU 
(Hounsfield Units) para o limiar definido. 
Images obtained by computed tomography with 3D reconstruction in different 
patients that show anatomical variants found in the circle of Willis (arrows).
Jiménez-Sosa, Int. J. Morphol. vol.35 no.3 Temuco set. 2017
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Paciente jovem do sexo feminino em investigação para Hipertensão Arterial Sistêmica. 
A primeira imagem à direita é uma reconstrução MIP (Maximum Intensity Projection) com subtração 
óssea de uma Angiotomografia.
Nas Imagens à direita, em reconstrução MPR Curvo, observamos múltiplas irregularidades parietais 
com estenoses focais ao longo do trajeto vascular, mais expressivas nas artérias renal direita e ilíaca 
externa esquerda.
Obrigada!
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	Slide 1: Tomografia Computadorizada
	Slide 2: Objetivos da aula:
	Slide 3: Bibliografia
	Slide 4: Princípio da formação de imagem em TC
	Slide 5: A palavra “Tomografia”
	Slide 6: A palavra “Tomografia”
	Slide 7: Planos anatômicos
	Slide 10
	Slide 11: Orientação anatômica
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14: A palavra “Tomografia”
	Slide 15: Tomografia Computadorizada
	Slide 16: Tomografia computadorizada
	Slide 17: Tomografia Computadorizada
	Slide 18
	Slide 19: Tomografia Computadorizada
	Slide 20: Radiodiagnóstico
	Slide 21: Tomografia computadorizada
	Slide 22: Tomografia computadorizada
	Slide 23: Tomografia computadorizada
	Slide 24: Tomografia
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38: Componentes de um Tomógrafo
	Slide 39
	Slide 40: Gantry
	Slide 41: Tomografia computadorizada
	Slide 42: Mesa do Exame
	Slide 43
	Slide 44: Console
	Slide 45: Estação de trabalho (Workstation)
	Slide 46: Acessórios de posicionamento
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 50: Características do método
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53: Colimadores
	Slide 54: Placa de detectores
	Slide 55: Tomografia computadorizada
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 58
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62: Tomografia computadorizada
	Slide 63
	Slide 65: Imagens nos aparelhos convencionais de TC
	Slide 67: Tipos de equipamento e gerações de tomógrafos
	Slide 68: Gerações dos tomógrafos
	Slide 69: Gerações dos tomógrafos
	Slide 70: Gerações dos tomógrafos
	Slide 71: Gerações dos tomógrafos
	Slide 72: Tomógrafos helicoidais
	Slide 73: Tomografia helicoidal
	Slide 74: Aquisição de dados
	Slide 75: Axial ou Helicoidal
	Slide 76: Tomografia multidetectores (multislice)
	Slide 77
	Slide 78: Multidetectores (multislice)
	Slide 79
	Slide 80: Aquisição de Imagens
	Slide 81: Interatividade
	Slide 82: Resposta
	Slide 83: Fatores técnicos
	Slide 84: Produção de raios-X
	Slide 85: Parâmetros de aquisição
	Slide 86: Parâmetros de aquisição
	Slide 87: Parâmetros de aquisição
	Slide 88: Parâmetros de aquisição
	Slide 89: Controle de Exposição Automática
	Slide 90: KV e mAs
	Slide 91: Varreduras pediátricas
	Slide 93: Reconstrução das Imagens
	Slide 94: Matriz
	Slide 95
	Slide 96
	Slide 97: Resolução Espacial
	Slide 98: Matriz em tomografia
	Slide 99: Campo de Visão (FOV)
	Slide 100: Parâmetros de aquisição
	Slide 101: Espessura de corte x Ruído:
	Slide 102
	Slide 103
	Slide 105
	Slide 107: Pitch
	Slide 108: Valor de pitch e tipo de aquisição:
	Slide 110
	Slide 113: Pitch
	Slide 114
	Slide 119: Variação das densidades
	Slide 120: Radiodensidade como função de composição
	Slide 121: Escala de Hounsfield - Densidade
	Slide 122: Pergunta
	Slide 123: Janelas
	Slide 124
	Slide 125
	Slide 126: Tomografia computadorizada
	Slide 127: Tomografia computadorizada
	Slide 128
	Slide 129: Otimização das técnicas
	Slide 130: Artefatos
	Slide 131: Artefatos de metal
	Slide 132
	Slide 133: Movimento do paciente
	Slide 134
	Slide 135: Posicionamento do paciente
	Slide 136
	Slide 137: Limitação da TC
	Slide 138: Pós-processamento
	Slide 139
	Slide 140
	Slide 141
	Slide 142
	Slide 143
	Slide 144
	Slide 145
	Slide 146
	Slide 147: Contraste na TC
	Slide 148: Meio de contraste
	Slide 149: Meios de contraste
	Slide 150: Meios de contraste
	Slide 151: Meios de contraste
	Slide 152: Meios de contraste
	Slide 153: Propriedades do meio de contraste Concentração do soluto
	Slide 154: Classificação do contraste iodado de acordo com estrutura química
	Slide 155: Osmolalidade dos contrastes
	Slide 156: Osmolalidade dos contrastes
	Slide 157: Estrutura química Contraste iodado
	Slide 158
	Slide 159
	Slide 160
	Slide 161: Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto à etiologia
	Slide 162
	Slide 163: Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto ao grau de severidade
	Slide 165: Vias de administração
	Slide 166: Sulfato de bário em tomografia computadorizada
	Slide 168
	Slide 169
	Slide 170
	Slide 171
	Slide 172: Vias de administração
	Slide 174: Tumores e o uso de contraste
	Slide 175
	Slide 176: Nefrolitíase Pesquisa de cálculos renais
	Slide 177: Antes de injetar o contraste
	Slide 178: Fatores de risco
	Slide 179
	Slide 180: Tratamento de dessensibilização
	Slide 181: Insuficiência renal
	Slide 182: Nefropatia induzida por contraste (NIC) Fisiopatologia
	Slide 183: Efeitos do contraste iodado
	Slide 186: Rotina de triagem
	Slide 187
	Slide 188: Rotina de triagem
	Slide 190: Rotina de prevenção de NIC
	Slide 191: Protocolos de tc
	Slide 192: Etapas no exame de TC
	Slide 193: Entrevista
	Slide 194: Preparo
	Slide 195: Exame
	Slide 196
	Slide 197
	Slide 198: Topograma
	Slide 199: Topogramas
	Slide 200
	Slide 201
	Slide 202
	Slide 203: Processamento e documentação
	Slide 204: Análises funcionais
	Slide 205:Interatividade
	Slide 206: Resposta
	Slide 207
	Slide 208
	Slide 209
	Slide 210
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	Slide 212
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	Slide 214
	Slide 215
	Slide 216
	Slide 217
	Slide 218
	Slide 219
	Slide 220
	Slide 221
	Slide 222
	Slide 223
	Slide 224
	Slide 225: Pelve
	Slide 226: Articulações e extremidades
	Slide 227: Articulações e extremidades
	Slide 228: Angiotomografia
	Slide 229
	Slide 230
	Slide 231: Obrigada!

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