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16/03/2023 1 Tomografia Computadorizada Profa. Mari Luminosa Muler Objetivos da aula: 1) Princípios físicos da formação de Imagem; 2) Tipos de equipamentos e gerações; 3) Parâmetros: kV, mA, mAs, espessura de corte, incremento, FOV, filtros, janelas, escala de Hounsfield; 4) Indicações do uso de contraste e contra- indicações; 1 2 16/03/2023 2 Bibliografia • Henwood, S. Técnicas e Prática na Tomografia Computadorizada Clínica. Guanabara Koogan. (Minha biblioteca) PRINCÍPIO DA FORMAÇÃO DE IMAGEM EM TC 3 4 16/03/2023 3 A palavra “Tomografia” A palavra tomografia significa imagem em tomos, ou em planos, sendo esta a definição para qualquer aparelho diagnóstico que permita a geração de imagem de um plano de corte, possibilitando o estudo de estruturas localizadas no interior do corpo. A palavra “Tomografia” Essas imagens podem pertencer a planos de cortes diversos – axial, frontal, lateral ou inclinado – e não apresentam superposições das estruturas representadas. 5 6 16/03/2023 4 Planos anatômicos Plano SAGITAL Plano HORIZONTAL Ou axial/transversal Plano FRONTAL Ou coronal Divide em laterais = direita e esquerda Divide em superior e inferior Divide em anterior e posterior Ribeiro et al, Angiomiolipoma Renal com Rotura Espontânea: Relato de Caso. RMMG, 2019. 7 10 16/03/2023 5 Orientação anatômica • Não é apenas uma representação bidimensional da anatomia – contém informações sobre a atenuação média em pixels contidos em uma matriz. • No corte axial, a imagem é exibida como se o corpo fosse visto de baixo. • Assim o lado direito do paciente aparece no lado esquerdo da imagem e vice-versa. 1) o fígado está localizado na metade direita do corpo, mas aparece na metade esquerda da imagem. 2) os órgãos do lado esquerdo como estômago e baço aparecem na metade direita da imagem. 3) as regiões anteriores como a parece abdominal, são representadas na porção superior da imagem, enquanto as regiões posteriores, como a coluna vertebral aparecem na porção inferior. Exemplos: em um corte axial... 11 12 16/03/2023 6 A palavra “Tomografia” Existem vários aparelhos geradores de imagens diagnósticas que possibilitam a geração de imagem de planos de corte, portanto em cortes tomográficos como: o ultra-som, a ressonância magnética, a PET, etc. 13 14 16/03/2023 7 Tomografia Computadorizada • Definição: – É um método diagnóstico, no qual são utilizados feixes colimados, muito finos, de Raios X, acoplados a computadores que favoreçam imagens detalhadas de segmentos corporais. TC com feixe em leque Usada em TC convencional Tomografia computadorizada É o aparelho que gera imagem tomográfica a partir da atenuação diferenciada do feixe de raios X. Na tomografia computadorizada, o contraste que permite gerar as imagens é resultado da diferença de absorção do feixe de raios X em função das características do tecido. 15 16 16/03/2023 8 Tomografia Computadorizada • Em 1972, na Inglaterra, Dr. Godfrey Hounsfield desenvolveu a técnica de TC. Fonte: Dr. Godfrey Hounsfield, que ganhou o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1979, compartilhado com Allan Cormack. Fonte: Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Godfrey_Hou nsfield.jpg. Acesso em: 09 jul. 2021. 17 18 16/03/2023 9 Tomografia Computadorizada • Permite visualizar alterações morfológicas (infecções, inflamações, cistos, sangramentos, tumores, fraturas, avaliação dos vasos, avaliação da anatomia, etc), avaliação da gravidade da doença e auxiliar no tratamento da doença. • Avalia o indivíduo através de cortes anatômicos, secções, ou fatias, cuja imagem é reconstruída por métodos de cálculos em computador. Radiodiagnóstico • Em radiodiagnóstico utilizam-se feixes de raios X para a obtenção de imagens do interior do corpo, • A fonte de radiação dos equipamentos de Radiologia, Mamografia, Tomografia e Angiografia é o tubo de Raios-X, • Portanto, nessas áreas, a radiação só existe quando o equipamento é acionado para a aquisição da imagem. 19 20 16/03/2023 10 Tomografia computadorizada • A Tomografia Computadorizada (TC) é um método de aquisição e reconstrução de uma imagem, de uma secção transversal, com base em medições de atenuação (“sombras”) adquirindo imagens em fatias, de forma muito mais clara do que o RX convencional. Tomografia computadorizada • Em comparação com radiografias convencionais: ▪ São livres de sobreposição de tecidos, ▪ São capazes de gerar maior contraste (em razão da eliminação da dispersão) 21 22 16/03/2023 11 Tomografia computadorizada ▪ Característica principal da TC: diferenças muito pequenas nos valores de absorção dos raios X podem ser visualizadas. ▪ Comparada com a radiografia convencional, a variação das densidades registradas aumenta em aproximadamente 10 vezes. Tomografia • Remoção da superposição de estruturas, • Mínimo espalhamento → melhor contraste, • Representação quantitativa da imagem, • Reconstrução 3D, 23 24 16/03/2023 12 ▪ Exemplo: é possível distinguir a gordura dos tecidos moles, mas também gradações de densidade dentro dos tecidos moles, ▪ Assim como a substância cerebral pode ser diferenciada do líquido cerebrospinal. TC sem contraste RM Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 40. 25 26 16/03/2023 13 Acidente Vascular Cerebral Isquêmico TC sem contraste Em A, hiperatenuação da artéria cerebral média esquerda. Em B, ramo distal. Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 40. TC sem contraste. Fratura sem desalinhamento, com hematoma extradural e bolhas Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. 27 28 16/03/2023 14 Radiografia AP e TC sem contraste. Fratura com afundamento Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 112. TC sem contraste. Hematoma subdural. Geralmente acidentes automobilísticos e traumas violentos em jovens e em idosos, quedas e traumas leves. 29 30 16/03/2023 15 Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 151. Herpes simplex tipo 2 em recém-nascido. Discreta hipoatenuação em lobos frontais. 1 mês depois, áreas de encefalomalacia cística e calcificações. 31 32 16/03/2023 16 AP and LAT topograms of the upper portion of the mummy. The position of Jeni's head relative to the head on the case is clearly seen. Note the radio-dense artificial eyes. There is an amulet around the front of the neck and some kind of tag under the left arm. A hawk amulet lies across the sternum-its beak and talons can just be seen. Note also the crack at the top of the case. YThe wrappings across the top of the head could be seen when a torch was shone through the crack CT through the head showing linen bandages inside the cranium. The contrast has been adjusted to enable the linen to be seen more easily at the expense of good visibility of the bone 33 34 16/03/2023 17 CT scan images of the mummies. A-trans-nasal craniotomy in the form of an anterior skull base defect and solidified resin inside the skull of the older mummy; B-anterior skull base defect in the younger mummy; C-linear skin defect on the back of the left hand of the older mummy; D-torso of the younger mummy showing folded textiles inside the thoracic cavity, as well as textile bundles and a small oval object inside the abdomen.https://doi.org/10.1371/journal.pone.0227446.g003 Gantry Mesa Tomógrafo 35 36 16/03/2023 18 Equipamento de TC. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:13-11-12-rechtsmedizin- berlin-charite-by-RalfR-10.jpg. Acesso em: 09 jul. 2021. Componentes de um Tomógrafo • Gantry: – Sistema de emissão de raio X; – Sistema de detectores de radiação; • Mesa de exame; • Console: sistema de armazenamento e apresentação de imagens (HD/teclado /monitor); • Sistema de documentação (impressora multi-formato ou laser comum ou seca). • Workstation: sistema de reconstrução 3D de imagem; ❖ Bomba Injetora: Injeção do contraste com seringa dupla para contraste e soro fisiológico (A), e tela de programação do contraste (B). 37 38 16/03/2023 19 Gantry • Tubo com feixe de raio X; • Movimento contínuo em círculo ao redor do paciente; • RX atravessam a superfície corpórea da região examinada; • Parte do RX é absorvida (sendo que tecidos corporais apresentam diferentes níveis de absorção e atenuação desses raios) , e parte restante incide sobre os detectores de radiação que se encontram localizadas do lado oposto ao momento do tubo de raio X; 39 40 16/03/2023 20 Tomografia computadorizada • O paciente permanece deitado com a parte a ser examinada dentro do gantry que contém o tubo de raios X e os detectores. Mesa do Exame 41 42 16/03/2023 21 Console Comando de operação 43 44 16/03/2023 22 Estação de trabalho (Workstation) Acessórios de posicionamento 45 46 16/03/2023 23 47 48 16/03/2023 24 Características do método • A tomografia apresenta feixes de aspectos laminar e em forma de leque. • A aquisição das imagens ocorre no plano do “gantry”. • A imagem final é digital e pode ser facilmente manipulada por softwares. paciente Fonte de raios X gantry Mesa motorizada detectores 50 51 16/03/2023 25 Tubo de raios-X Colimador do tubo Detectores Diferenças em relação à radiografia: Utiliza-se de um sistema de detecção de raios X mais sensível e os dados são manipulados por meio de um computador. Colimadores • É responsável por focar a radiação, determinando sua direção e formato do feixe. 52 53 16/03/2023 26 Placa de detectores • Localizada inversamente ao tubo de raios X e ao colimador, responsável por receber a radiação que foi produzida pelo tubo de raios X. • Formado por um cintilador (converte o Raio-X em luz) + fotomultiplicador (converte a luz em sinal elétrico) • O feixe de raios-x sofre redução de sua intensidade, sendo atenuado. Tomografia computadorizada • O método tomográfico: após múltiplas projeções um sistema computadorizado reconstrói as imagens transversais 54 55 16/03/2023 27 56 57 16/03/2023 28 Diferenças em relação à radiografia convencional: o tubo de raios-X e os detectores rodam ao redor do paciente. Abertura do feixe de leque varia de 40o a 60o Movendo o paciente através do gantry, podem ser visualizados múltiplos cortes adjacentes, fornecendo uma imagem do corpo a ser reconstruída. 58 59 16/03/2023 29 TC Helicoidal 60 61 16/03/2023 30 Tomografia computadorizada Fonte: Livro-texto. Reconstrução em outros planos: • Geralmente realizada no plano axial. No entanto, é possível reconstruir imagens em outros planos. • O computador possui, em sua memória, os valores de atenuação para cada voxel e pode apresentar os valores em qualquer plano desejado, por exemplo, coronal ou sagital. 62 63 16/03/2023 31 Imagens nos aparelhos convencionais de TC • Apesar de outros planos algumas vezes serem utilizados, os cortes axiais são, de longe, os mais frequentemente usados. - o nível e espessura varia de 1,0-10,0 mm. • Cortes finos fornecem informações mais precisas, mas neste caso são necessários mais cortes para um dado volume de tecido. TIPOS DE EQUIPAMENTO E GERAÇÕES DE TOMÓGRAFOS 65 67 16/03/2023 32 Gerações dos tomógrafos • Primeira Geração – Surgiu no ano de 1972, – Movimento de translação e rotação do tubo de raios-x e do detector (180°), – Feixe em forma de lápis (Pencil beam), – Detector único, – Tempo de corte: 5 minutos por imagem Gerações dos tomógrafos • Segunda geração – Surgiu no ano de 1974, – Movimento de translação e rotação do tubo de raios-x e do detector, – Feixe em forma de leque (cone beam), – Maior número de detectores (20 a 40 detectores), – Tempo de corte: em média 20 segundos por imagem. 68 69 16/03/2023 33 Gerações dos tomógrafos • Terceira Geração – Surgiu no ano de 1975 – 1977, – Movimento de rotação do tubo de raios-x e dos detectores (360°), – Aumento de feixe em leque, – Aumento no número de detectores (200 a 600), – Tempo de corte: em média 1 a 10 segundos. Gerações dos tomógrafos • Quarta geração – Surgiu no ano de 1981, – Movimento de rotação do tubo de raios-x (360°), – Aumento de feixe em leque, – Detectores estacionários, fixos (1000 a 2000), – Tempo de corte: 1 segundo, 70 71 16/03/2023 34 Tomógrafos helicoidais – Surgiu em 1980: “slip ring”, baseado em equipamentos de 3ª. Geração – Com este sistema, o paciente move-se de forma contínua e lenta para dentro ou para fora do aparelho enquanto o tubo de raio-X e os detectores realizam um movimento circular contínuo de 360o. – A resultante dos movimentos é equivalente a uma hélice ou espiral (aquisição helicoidal). Tomografia helicoidal • O tubo de raio-X e os detectores realizam um movimento circular contínuo de 360o • Deslocamento horizontal da mesa do paciente, em velocidade constante, através do aparelho. 72 73 16/03/2023 35 Aquisição de dados Corte a corte – Giro e coleta de dados de cada corte transversal Volumétrico – Helicoidal – Varredura volumétrica Axial ou Helicoidal AXIAL • Imagens em um plano transversal ao objeto a partir de um giro de 360 graus do feixe de raio X em torno de si (mesa estática). HELICOIDAL • Rotação contínua da ampola de raio X acoplada em movimento contínuo e regular em torno do paciente em cima da mesa (aquisição volumétrica) cortes de 1,0 a 10,0 mm de espessura. • Reconstrução em planos diversos do transversal são também mais fidedignos. 74 75 16/03/2023 36 Tomografia multidetectores (multislice) • Em 1992 equipamentos com 2 fileiras de detectores, • Em 1998 aumento para 4 fileiras de detectores, • Em 2002 aumento para 16 fileiras de detectores, Surgiram de 8, 10, 16 e 32 fileiras. Em geral, a maior parte dos centros clínicos: de 64 a 128 canais adjacentes. Atualmente, há tomógrafos capazes de adquirir 320 cortes por rotação do tubo de raios X Goldman LW, J Nucl Med Technol, 2008 76 77 16/03/2023 37 Multidetectores (multislice) • Maior velocidade de exame • Paciente na mesa menos tempo • Provê redução de 20 a 30% mA • Longos helicoidais: reconstruções multiplanares mais fidedignas e obtenção de várias secções em uma única apneia (cardíaco e tórax). • Fundamental para angiotomografia. • Melhor resolução espacial • Menor aquecimento do tubo • Redução da dose de contraste • Redução de artefatos de peristaltismo Goldman, J Nucl Med Technol 2008; 36:57–68 Limitação do single-slice helicoidal: cortes finos com mAs menor, formando imagens com mais ruído. 78 79 16/03/2023 38 Aquisição de Imagens a) Axial single; b) Helicoidal single; c) Axial multislice; d) Helicoidal multislice A tomografia computadorizada foi criada em 1971. O princípio físico da formação da imagem baseia-se: a) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção de raios gama atenuados pelos tecidos do corpo. b) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção de raios X atenuados pelos tecidos do corpo. c) Utiliza um filme radiográfico igual à radiografia convencional. d) Na atenuação do som entre os diferentes tecidos do corpo. e) O aparelho não emite radiação; apenas detecta a radiação emitida pelo paciente. Interatividade 80 81 16/03/202339 A tomografia computadorizada foi criada em 1971. O princípio físico da formação da imagem baseia-se: a) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção de raios gama atenuados pelos tecidos do corpo. b) Na reconstrução de imagens obtidas a partir da detecção de raios X atenuados pelos tecidos do corpo. c) Utiliza um filme radiográfico igual à radiografia convencional. d) Na atenuação do som entre os diferentes tecidos do corpo. e) O aparelho não emite radiação; apenas detecta a radiação emitida pelo paciente. Resposta FATORES TÉCNICOS 82 83 16/03/2023 40 Produção de raios-X • O deslocamento dos elétrons do catodo para o anodo se faz pela diferença de potencial (catodo negativo e anodo positivo), e quanto maior a energia empregada, maior será a diferença de potencial, gerando um maior deslocamento, e consequentemente uma maior intensidade dos raios-x. ANODO CATODO Parâmetros de aquisição • KV : Significa kilovoltagem (1kV = 1000 volts), e representa a diferença de potencial entre o pólo negativo (catodo) e o positivo (anodo). • O kV determina o quanto o feixe de raio-x penetra no paciente e quanto maior o kV, mais rapidamente os elétrons se movimentam, mais energético é o feixe de raios X produzidos e mais uniforme a dose é distribuída ao paciente. • Aumentar o kV reduz o contraste dos ossos com relação aos tecidos moles e produz um fluxo alto de radiação no detector, melhorando a resposta do detector e reduzindo artefatos. 84 85 16/03/2023 41 Parâmetros de aquisição • kV – Unidade que mede os diferentes potenciais do tubo de Raio X. – Controla a capacidade de penetração do feixe. – Resolução nos detectores. – Quanto maior a energia, maior o KV, maior a penetração. Parâmetros de aquisição • mA : É a corrente do tubo e, portanto, é o número de elétrons que vão do catodo ao anodo (quantidade de radiação), sendo uma corrente anódica. • Aumentar a amperagem significa aumentar a quantidade de elétrons sendo acelerados dentro do tubo e, portanto, a intensidade do feixe de raios. • Equipamentos modernos possuem controle automático de exposição que modulam a corrente (mA) conforme a espessura da fatia irradiada. • Deve-se variar o mA conforme o tamanho do paciente e/ou a parte do corpo a ser escaneada. 86 87 16/03/2023 42 Parâmetros de aquisição • mAs (miliamperagem/seg): mede o número de elétrons por segundo que passam pelo tubo de raio-x - uma corrente anódica x tempo de exposição. • É obtido multiplicando-se o mA pelo tempo de rotação do tubo e controla a intensidade do feixe e, portanto, a dose de radiação. mAs = mA x Rot. time Rot time : tempo de rotação do gantry; Cardíaco e Tórax precisam ser feitos com tempos curtos Controle de Exposição Automática • reduzir a dose em determinadas projeções sem aumentar o ruído na imagem final reconstruída. Modulação angular Modulação longitudinal 88 89 16/03/2023 43 KV e mAs Voltagem (kV) • Maior voltagem produz uma maior penetração em corpos grandes e reduz o ruído da imagem; • Menor voltagem produz uma melhora o resolução de contraste em corpos médios e pequenos. mAs • Configura a exposição durante a varredura; • Um fator de mAs maior diminui o ruído da imagem,melhora o contraste, mas aumenta a dosagem de radiação que o paciente recebe e sobrecarrega o tubo de raio X. Varreduras pediátricas 90 91 16/03/2023 44 Reconstrução das Imagens • Matriz é um arranjo de linhas e colunas. A matriz é formada por pixels. • Os PIXELS (elementos de áerea/2D) estão dispostos em linhas e colunas. O pixel é o menor ponto da matriz. • O computador calcula as diferentes densidades em cada unidade de volume VOXEL (3D) Matriz • O arranjo de linhas e colunas forma a matriz da imagem digital. • Quanto maior a quantidade de linhas e colunas menor será o pixel e consequentemente a imagem final apresentará melhor resolução 93 94 16/03/2023 45 • A altura do VOXEL determina a espessura do corte. • Adquirimos o volume (VOXEL), vemos na tela a cor (PIXEL) FOV = 250 mm Matriz = 512 x 512 Tamanho do pixel = = FOV/Matriz = = 250/512 = 0,5 mm FOV = 250 mm Matriz = 1024 1024 Tamanho do pixel = = FOV/Matriz = = 250/1024 0,24 mm 95 96 16/03/2023 46 Resolução Espacial • Resolução, é a quantidade de elementos de imagem por unidade de comprimento. Quanto > o pixel, < a resolução espacial, Quanto < o pixel, > a resolução espacial; Matriz pequena diminui resolução espacial, Matriz alta aumenta a resolução espacial. Matriz em tomografia • Exemplo: 512 x 512 Imagem padrão 1024 x 1024 Pulmões FOV máximo de 50 cm Ajuste com FOV – ouvido (usa matriz 1024 x 1024 mas FOV menor, focado) 97 98 16/03/2023 47 Campo de Visão (FOV) • Ao utilizar um FOV focado na aquisição das imagens temos uma melhor visualização de detalhes da região de interesse (melhor resolução espacial). • Quando se amplia uma parte da imagem (zoom) teremos menos pixels do que a matriz, ou seja, aumenta o tamanho do pixel, e assim, diminui a resolução espacial Parâmetros de aquisição • Espessura: está relacionada com o tamanho do corte. Quanto menor a espessura do corte maior o detalhamento (aumenta resolução espacial reduz o efeito de volume parcial) e maior ruído. Para reduzir o ruído temos que aumentar a dose. • Incremento : distância entre um corte e o outro, 99 100 16/03/2023 48 Espessura de corte x Ruído: • Menor espessura de corte ⇒ maior detalhamento – Fatia de 1,0 mm é usado em alta resolução (ex: ouvido); – Fatia de 2,5 mm é usada como exemplo para base do crânio e varredura de fossa posterior (para minimizar o volume parcial de listras, devido a estruturas óssea pequena e de alto contraste); • Atenção: em geral, reduzir a espessura de corte exige o aumento do mAs para reduzir o ruído ⇒ aumento de dose Seio frontal Osso occipital Osso frontal Osso parietal 101 102 16/03/2023 49 etmoide lacrimal maxila Osso zigomático esfenoide temporal Osso zigomático 1 4 5 7 9 12 Ossículos do ouvido Canal semicircular 103 105 16/03/2023 50 Pitch • O pitch é um parâmetro físico envolvido na qualidade da imagem, dose de radiação e velocidade de aquisição em um estudo de tomografia. • Pitch : relação entre velocidade de deslocamento da mesa (mm/seg), e a espessura do corte (mm), 𝑃 = 𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑟𝑜𝑡𝑎çã𝑜 𝑐𝑜𝑙𝑖𝑚𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑢𝑚 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑒 Valor de pitch e tipo de aquisição: Zero: aquisição corte a corte, não é helicoidal. Menor que 1: aquisição helicoidal. Há sobreposição de feixe. Normalmente não se utiliza, mas é necessário em angiotomografias (grande quantidade de dados/volume e tempo curto de exposição). =1: aquisição helicoidal. Ocorre aquisição de dados de mesmo corte. >1: aquisição helicoidal. Normalmente para volume maior de tecidos (mas ↓RE). (BUSHONG, 2003) 107 108 16/03/2023 51 Pitch • É fator importante para: – aquisição volumétrica – dose de radiação. • Para um determinado volume: – maior o pitch – aquisição mais rápida – menor tempo de exame 110 113 16/03/2023 52 Mamede, 2019 Variação das densidades • ESCALA DE HOUNSFIELD – UH • Coeficientes de atenuação em escala de cinza proporcionais à densidade das estruturas. Hiperdenso +1000 Hipodenso -1000 zero Hiperatenuante > atenuação Isoatenuante = atenuação Hipoatenuante < atenuação 114 119 16/03/2023 53 Radiodensidade como função de composição Escala de Hounsfield - Densidade • Valores de HOUNSFIELD por tecido Ar: -1000 Pulmão: -900 a -400 Gordura: -110 a -65 Água: 0 Rim: 30 Sangue normal: 35 a 55 Sangue coagulado: 80 Músculo: 40 a 60 Fígado: 50 a 85 Ossos: 130 a 1000 Meio de contraste: 100 a 1000 120 121 16/03/2023 54 Pergunta Em TC, como aparecem os ossos, tecidos moles, gordura, água e órgãos contendo ar? A tonalidade na imagem está relacionada com qual característica dos tecidos? Tecido ou substância Valores emunidades de Hounsfield Aspecto na imagem Meio de contraste +100 a +1.000 Branco Ossos +130 a +1.000 Branco Fígado +50 a +85 Cinza-claro Músculos +40 a +60 Cinza-claro Substância branca +45 Cinza-claro Substância cinzenta +40 Cinza Sangue coagulado +80 Cinza Sangue normal +35 a +55 Cinza Líquido cefalorraquidiano +15 Cinza Água 0 Cinza-escuro Gordura –110 a –65 Cinza-escuro a preto Pulmões –900 a –400 Cinza-escuro a preto Ar –1.000 Preto Absorção diferenciada de raios-X, de acordo com a densidade do tecido. Janelas • JANELAS – ajuste na imagem para discriminar estruturas na escala de cinzas: • O nível da janela (WL) é o ponto central de uma faixa de números de TC selecionada e a largura da janela (WW) é a faixa de números TC ao longo da qual a faixa de cor de cinza será exibida. Hemisférios Cerebrais WL 30 a 60 UH WW 60 a 120 UH Parênquima Pulmonar - 400 a - 750 600 a 1500 Abdome 50 a 100 100 a 600 Óssea 100 a 500 1900 a 4000 122 123 16/03/2023 55 Mamede, 2019, p. 327. ▪ Janelas: ▪ Pulmões ▪ Tecidos moles ▪ Ossos 124 125 16/03/2023 56 Tomografia computadorizada A) Janela para parênquima pulmonar em TC de tórax; B) janela para mediastino Fonte: Marchiori e Santos (2015, p. 13). Tomografia computadorizada A) A janela de tecidos moles mostra a vértebra torácica branca, sem alterações; B) a janela para tecido ósseo mostra alteração na vértebra devido à metástase de carcinoma pulmonar Brant e Helms (2015, p. 5). 126 127 16/03/2023 57 A B 1 2 3 4 5 87 9 6 C Figura 2A (coronal) 1 – concha nasal 2 – seio esfenoidal Tomografia computadorizada Figura 2B (transversal/axial) 3 – osso nasal 4 – seio maxilar esquerdo 5 – células mastoideas Figura 2C (sagital) 6 – osso maxila (palato duro) 7 – seio frontal 8 – seio esfenoidal 9 – faringe Otimização das técnicas • Promover o máximo de informações visuais usando o mínimo de dose, • Benefício ao paciente, • Práticas otimizadas, • Garantia de qualidade de imagem com menor dose de radiação, Principais parâmetros que afetam a dose: kVp, mAs, pitch, espessura da fatia, colimação e filtro. 128 129 16/03/2023 58 Artefatos • Distorções na forma, tamanho e posições geradas pelo sistema de imagem; • Artefatos são objetos que aparecem na imagem, inclusos pelo sistema de imagem, mas que na verdade não existem. • Possíveis causas : • Interna – movimento do órgão/paciente, implantes metálicos, etc • Externa – Objetos de alta densidade (relógios, colares, etc), parâmetros de ajuste não adequados, etc Artefatos de metal • Remoção de objetos de metal • Angulação do gantry (Tilt) • Softwares de correção 130 131 16/03/2023 59 Cerri GG, Leite CDC, Rocha MDS. Tratado de Radiologia, Volume 1: Neurorradiologia, Cabeça e Pescoço. Barueri: Editora Manole; 2017, p. 116. Artefatos por estilhaços de projétil Hemorragia difusa no trajeto do projétil e edema cerebral difuso. Paciente evoluiu com graves sequelas neurológicas. Movimento do paciente • Tempos curtos • Suportes de posicionamento e de imobilização • Iniciar a varredura na posição mais sujeita à movimentação • Softwares de correção 132 133 16/03/2023 60 Boas, F. Edward and Dominik Fleischmann. “CT artifacts : Causes and reduction techniques.” (2012). Disponível em: https://www.semanticscholar.org/paper/. Acesso em 04 dez. 2018 Posicionamento do paciente • Exemplo: braços para baixo • Para evitar: correto posicionamento 134 135 16/03/2023 61 A) Artefatos em estrias (setas amarelas) pela presença de objetos metálicos (projéteis de arma de fogo); B) artefato por movimento (seta), simulando hematoma no baço; C) artefato de endurecimento de feixe (setas) causado pelo posicionamento dos braços na lateral do corpo em paciente com lesão que impossibilita a mobilidade Adaptada de: Brant e Helms (2015, p. 7). metal movimento posicionamento Limitação da TC • Mulheres grávidas; • Pessoas muito obesas (superior a 180 kg); • Pessoas alérgicas ao contraste (só se submete a fase sem contraste); • Pessoas que se submeteram a exames contrastados recentemente com a utilização de sulfato de bário; • Distúrbios neurológicos (Parkinson ou outras afecções que causam movimentos involuntários); • Distúrbios psiquiátricos; • Crianças ou adultos senil (dificuldade de compreensão quanto a necessidade de imobilização prolongada). 136 137 16/03/2023 62 Pós-processamento • MPR: mostra visões de planos em diferentes orientações, • MIP (Maximum Intensity Projection): obtém-se uma projeção de múltiplos planos paralelos, onde a cada pixel é atribuído o maior valor encontrado. – aplicar a atenuação de intensidade às estruturas. Usada para realçar pequenos vasos, bronquíolos ou até mesmo pontos de contraste – "desenha" os valores de atenuação máxima ao longo de cada raio à uma imagem de escalas de cinza. Esta projeção pode ser orientada em qualquer plano anatômico • Volume Rendering: usa as margens das estruturas e o fundo para mostrar uma imagem 3D Volume rendering 138 139 16/03/2023 63 ROCHITTE; NOMURA, 2020, p. 170 ROCHITTE; NOMURA, 2020, p. 167 SCD SCE SNC aorta aorta A B SCD aorta Artéria tronco- pulmonar A B VE VE VD VD Volume rendering MIP 140 141 16/03/2023 64 Reconstrução MPR da bifurcação carotídea direita. Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia- por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx Reconstrução MIP da bifurcação carotídea direita. Observe a semelhança como estudo angiográfico convencional. A vantagem desta técnica é de produzir imagens 3D, portanto com número de projeções ilimitado, possibilitando adequada avaliação parietal Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia- por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx 142 143 16/03/2023 65 Reconstrução VR das estruturas arteriais cervicais. Observe a capacidade de resolução espacial e a riqueza de detalhes anatômicos, bem como a relação com as estruturas ósseas cervicais Fonte: http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/aplicacoes-da-angiografia- por-tomografia-computadorizada-na-propedeutica-neurovascular.aspx 144 145 16/03/2023 66 Também chamada de colonografia tomográfica, avalia o intestino grosso. A sonda não percorre o intestino como na colonoscopia convencional. A sonda introduzida no ânus libera ar para dilatar o intestino. Dura mais ou menos 10 minutos e não requer sedação. Fonte: Bontrager e Lampignano (2015, p. 709). Colonoscopia virtual CONTRASTE NA TC 146 147 16/03/2023 67 Meio de contraste • O Meio de Contraste é uma substância utilizada nos exames de diagnóstico por imagem para melhorar a definição das imagens obtidas. Permite a diferenciação de estruturas vasculares e realce de órgãos parenquimatosos. • Desvantagem: reações adversas indesejáveis • Via oral (VO) • Endovenosa (EV) • Via retal (VR) Meios de contraste • Os agentes de contraste podem ajudar na detecção de doenças precoces com maior precisão. Além disso, eles podem fornecer informações diagnósticas relevantes. • Assim, desempenham um papel importante para guiar, monitorar e seguir o tratamento. 148 149 16/03/2023 68 Meios de contraste • Na necessidade de seu uso, o paciente deve ser informado dos riscos e efeitos adversos. • Recomenda-se preencher questionário específico e obter concordância do paciente ou reponsável. Meios de contraste • Positivos: radiopaco, absorvem mais radiação que estruturas vizinhas. – Ex: Iodado e baritado • Negativos: radiotransparente, raios X passam mais facilmente. Uso bem menos comum. – Ex: ar, gases. 150 151 16/03/2023 69 Meios de contraste • Ideal: – Baixa toxicidade – Fácil administração – Fácil excreção – Concentração adequada Propriedades do meio de contraste Concentração do soluto Densidade = Número de átomos de iodo Volumeem mL de solução Viscosidade = Força necessária para injetar substância através de um cateter. NI diméricos > NI monoméricos - Diminui com o aumento da Temperatura Osmolalidade = Poder osmótico que a solução exerce sobre a água. Medida do soluto/kg de água 152 153 16/03/2023 70 Classificação do contraste iodado de acordo com estrutura química • Iônicos: Alta osmolalidade (6-8x > plasma) e > risco de reação adversa. • Não-Iônicos: Baixa osmolalidade (2-3x > plasma) e < risco de reação adversa. • Isosmolar: Osmolalidade = plasma e < risco de reação adversa e nefropatia induzida por contraste (NIC) ou insuficiência renal aguda pós- contraste (IRA-PC). Osmolalidade dos contrastes Iodixanol 290 mOsm/kg isosmolar Iohexol 844 mOsm/kg Baixa osmolalidade Diatrizoato 1940 mOsm/kg Alta osmolalidade • Fluido sai das células (endotélio, hemácias): retração com potencial dano. 154 155 16/03/2023 71 Osmolalidade dos contrastes • Fluido pode sair do interstício para o leito vascular. Calor, dor, hipotensão: pode ser devido à eliminação de fluidos. Estrutura química Contraste iodado 156 157 16/03/2023 72 158 159 16/03/2023 73 Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto à etiologia Reações anafilactoides ou idiossincráticas • não dependem da dose de contraste administrada; • imprevisíveis; • assemelham-se às reações alérgicas; • urticária, coriza nasal, hipotensão com taquicardia, broncoespasmo, edema laríngeo • manifestações mais intensas como choque e insuficiência respiratória severa. Reações quimiotóxicas ou não idiossincráticas • são dose-dependentes; • características físico-químicas do contraste, como a osmolalidade e ionicidade; • sensação de calor, náuseas e vômitos, arritmia cardíaca, hipertensão, insuficiência renal, convulsões, etc. 160 161 16/03/2023 74 DUTRA; BAUAB, 2021 Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto ao grau de severidade Náuseas, tosse, calor, cefaléia, tonturas, ansiedade, rubor, tremores, calafrios, urticária restrita, sudorese, espirros, inchaço nos olhos, dor local. Vômitos, alteração na frequência cardíaca, hipertensão, hipotensão, urticária extensa, edema facial, rigidez muscular, bronco espasmo, laringo espasmo, dores no tórax, dores no abdome, cefaleia intensa. Apresentam risco de vida com associação de reações leves e moderadas. Edema de glote, inconsciência, convulsões, edema agudo de pulmão, colapso vascular severo, arritmias, parada cardiorrespiratória. • Agudas: até 30 minutos após adm do contraste • Tardias: mais de 30 minutos após adm do contraste ou dias depois 162 163 16/03/2023 75 Vias de administração • Via oral – contraste hidrossolúvel (a base de iodo) ou baritado (a base de bário) diluído • Serve para aumentar a atenuação entre duas estruturas (análise de vísceras ocas), opacificar o intestino, permite diferenciar o órgão de lesões patológicas adjacentes. • Via oral – administrado 1 hora antes do exame em sala. – Baritado: não utilizado em caso de suspeita de perfuração intestinal. – Solução de gastrografina a 3% (diatrizoato de sódio/meglumina) - MCI iônico – Diluído em suco de fruta – Água • Via retal – sonda, fazer direto em sala (para doenças pélvicas) – 200 mL de contraste hidrossolúvel a 6% (interesse: reto e sigmóide) – Insuflação por ar (interesse: cólon) Sulfato de bário em tomografia computadorizada Fonte: BONTRAGER; LAMPIGNANO (2015, p. 489) Duodeno Estômago Jejuno Cabeça do pâncreas Baço Estômago Flexura cólica direita Colo ascendente Flexura cólica esquerda Colo transverso Jejuno Íleo Bexiga 165 166 16/03/2023 76 Disponível em https://www.reliasmedia.com/articles/8584-how-to-read-an-abdominal-computed-tomography-scan Opacificação do intestino delgado. Para estômago e porção inicial do ID, 200 mL logo antes do exame Adenocarcinoma of the colon. Intravenous and rectal contrast-enhanced coronal CT of the abdomen, showing asymmetric wall thickening in the descending colon (arrow), with an abrupt transition to the normal loop (the shoulder sign) Meio de contraste positivo no colon – inicia-se na noite antes do exame 168 169 https://www.reliasmedia.com/articles/8584-how-to-read-an-abdominal-computed-tomography-scan 16/03/2023 77 • (Enade – 2019, Radiologia) Uma paciente de 15 anos de idade, previamente hígida, comparece ao pronto-atendimento devido a quadro de dor abdominal periumbilical, intermitente e inespecífica, de início recente. Ela não apresentou outras queixas associadas e tampouco alterações ao exame físico. O médico responsável pelo atendimento solicitou tomografia computadorizada (TC) com contraste do abdome, para investigação diagnóstica. As imagens obtidas estão apresentadas a seguir. Qual o meio de contraste e as vias de administração? Qual o meio de contraste e as vias de administração? R: contraste iodado, por via oral e endovenosa. Diagnóstico: tumor sólido pseudopapilar do pâncreas. 170 171 16/03/2023 78 Vias de administração • Contraste endovenoso – administrado para o realce das estruturas vasculares e para aumentar o contraste entre as estruturas parenquimatosas: vascularizadas, hipovascularizadas avascularizadas. • Em geral, abdome/pelve: 1,5 a 2,0 ml/Kg (concentração de 300 mg Iodo/ml). • Estudos angiográficos: 350 mg/ml, 370 mg/ml). • O contraste iodado não-iônico vem progressivamente aumentando, devido à diminuição de número de reações adversas comparado ao iônico. Tumores e o uso de contraste Henwood, S. Técnicas e Prática na Tomografia Computadorizada Clínica. Guanabara Koogan. (Minha biblioteca) 172 174 16/03/2023 79 Massas tumorais no fígado Nefrolitíase Pesquisa de cálculos renais Fase pré-contraste Com contraste 175 176 16/03/2023 80 Antes de injetar o contraste • Entrevista para avaliar a história e a condição clínica; • Checar uso de medicações (ex: metformina) • Ter certeza da indicação do contraste EV; • Identificar fatores de risco x benefício potencial do uso; • Explicar o procedimento ao paciente; • Esclarecer para o paciente as possíveis reações adversas evitando ansiedade; • Estar preparado em caso de complicações. Fatores de risco • Alergia ao contraste Iodado; • Asma (liberação de endotelina, vasoconstritora); • Mieloma múltiplo (insuficiência renal); • Miastenia Gravis (insuficiência renal); • Diabetico em uso de metformina (insuficiência renal induzida por contraste) – suspender 24h antes e 48h depois; • Insuficiência renal (idade avançada, insuficiência renal pré- existente, insuficiência cardíaca avançada, diabetes, transplante renal); • Feocromocitoma (crise hipertensiva com contraste iônico) • Iodoterapia; • Hipertireoidismo/Bócio/Doença de Graves; 177 178 16/03/2023 81 Uso de metformina e contraste Tratamento de dessensibilização • Medicamentos de diminuam a possibilidade de uma reação alérgica • Meticorten (corticosteróide) 20 mg 2 cp – 12h* antes do contraste • Allegra (anti-histamínico) 60mg 1 cp – 2h* antes do contraste *Para adulto 179 180 16/03/2023 82 Insuficiência renal • Caracterizada pelo mau funcionamento dos rins; • Principais causas: glomerulonefrites crônicas, pielonefrites crônicas, nefropatia causada por diabetes, nefropatia por toxicidade medicamentosa (contraste iodado por exemplo) e nefropatias causadas por alterações na artéria renal; • Em pacientes com insuficiência renal crônica, a administração de contraste iodado deve ser realizada preferencialmente próximo da hemodiálise. Nefropatia induzida por contraste (NIC) Fisiopatologia • Redução do fluxo sanguíneo para a medula renal. • Vasoconstricção renal devido ao desequilíbrio entre vasodilatadores e vasoconstrictores renais. • Precipitação intratubular de cristais do contraste. • Toxicidade tubular direta: inflamação, stress oxidativo, processos de lesão • O tempo prolongado da passagem de contraste aumenta exposição ao contrastedas células tubulares. 181 182 16/03/2023 83 Efeitos do contraste iodado Administração intravascular de meio de contraste Geração de espécies reativas de oxigênio e radicais livres Prejuízo da função renal Efeitos diretos (nefrotóxicos) Efeitos indiretos Alteração da hemodinâmica renal Apoptose e necrose Vasoconstrição arteriolar Dano tubular Isquemia prolongada na medula renal Rotina de triagem • Se a resposta for sim para uma ou mais perguntas do questionário será necessário a coleta de creatinina sérica antes da realização do exame. • Se resultado da creatinina sérica for superior a 1,0 mg/dl, calcula-se a Taxa de Filtração Glomerular estimada (fórmula de Cockroft-Gault) para avaliar o risco de desenvolvimento da NIC. 183 186 16/03/2023 84 DUTRA; BAUAB, 2021 Rotina de triagem • A partir do valor do clearence, existem três condutas a serem tomadas quanto ao uso do contraste iodado: 187 188 16/03/2023 85 Rotina de prevenção de NIC • Limitar volume de contraste utilizado!! • Hidratação antes e após o exame (recomendado 2 Litros de água); • Uso de medicamentos que tenham eficácia na proteção renal; • Evitar agentes o uso de Agentes Nefrotóxicos – Agentes antiinflamatórios não esteróides, alguns antibióticos, etc. • Monitoramento da creatinina sérica 48 horas após o uso do MC. PROTOCOLOS DE TC Na maioria dos serviços radiológicos, protocolos de TC são redigidos e seguidos, detalhando a técnica mais adequada para examinar varias regiões do corpo. 190 191 16/03/2023 86 Etapas no exame de TC • Entrevista • Preparo do paciente • Exame propriamente dito • Processamento e documentação das imagens • Análise do exame NOBREGA, A.I. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. Vol. 3. 5ª. Ed. Capítulo 11. Difusão:2012. Entrevista • Exame realizado com muito critério • Informações são importantes para interpretação das imagens com foco no objetivo do exame • Informar o paciente sobre a finalidade do exame e procedimentos • Uso de questionário para rastrear antecedentes alérgicos ou potenciais riscos ao MCI. • Volume de MCI: • 1-2 mL/kg de peso [300mg/mL] 192 193 16/03/2023 87 Preparo • Exame sem contraste: orientação para manter-se imóvel. • Exames com contraste: jejum no mínimo de 04 horas (náuseas e vômitos, pois pode causar broncoaspiração) e 06 horas para anestesia. – Administração de MC V.O. 1 a 2 horas antes. – No caso do endovenoso, o jejum não é necessário, mas pode ser solicitado como prevenção. O maior problema é a desidratação. Exame • Registro dos dados do pcte no console: nome, idade, sexo, exame. • Protocolo: gravados no sistema operacional. • Posicionamento: Supine – Head First Ex: crânio, coluna cervical, pescoço, ombro. Prone – head first Ex: mão, punho, cotovelo. Supine – feet first Ex: tórax, abdome, pelve, MMII Prone – feet first Ex: punções lombares, algumas biópsias. 194 195 16/03/2023 88 Filetes de luzes no sentido longitudinal e transversal Exame de crânio de rotina Eixo transverso na linha infraorbitomeatal 196 197 16/03/2023 89 Topograma • Scout: é uma imagem de base utilizada para fazer a programação da aquisição de corte. Importante para identificar a localização do corte no volume de varredura. – Marcação do início e final dos cortes no eixo Z; – Distâncias entre os eixos de corte. • Imagem gerada no aparelho de TC semelhante a uma imagem gerada em aparelhos convencionais de raios X. • O tubo e os detectores permanecem fixos enquanto a mesa se desloca para fazer a aquisição de imagens. Topogramas Lateral pelve Frontal pelve Lateral crânio MOURÃO, A.P. Tomografia computadorizada – tecnologias e aplicações. São Caetano do Sul: Difusão, 2007. 198 199 16/03/2023 90 An example of the AP (A) and lateral (B) scout views used for chest CT scanning. AP = anteroposterior, CT = computed tomography. Peng et al. Medicine (2017) 96:30 Veikutis. JOURNAL OF VIBROENGINEERING. 2015. 200 201 16/03/2023 91 Disponível em <https://radiologykey.com/imaging-maxillofacial-trauma/>. Acesso 21 ago. 2019. CT acquisition and imaging planes. A: CT scout. B: Transaxial CT image at level of zygomatic arches. C: Coronal CT reformation through the mid-orbits and maxillary sinuses. D: Midsagittal CT reformation Processamento e documentação • Tratamento das imagens e documentação em filme ou arquivo em mídia • Definição dos níveis de janela: densidade dos tecidos e valores na escala de Hounsfield. • Recursos de pós-processamento: – Zoom – Medidas (ROI) – Reformatações multiplanares: cortes <1mm (equipamentos de 64 e 128 canais) 202 203 https://radiologykey.com/imaging-maxillofacial-trauma/ 16/03/2023 92 Análises funcionais • Aquisições em determinados intervalos de tempo. • Contraste injetado por bomba infusora em alta velocidade (3-5 mL/segundo). • Obtem-se imagens do mesmo plano durante um intervalo de tempo, acompanhando a passagem do contraste. Com relação à técnica de tomografia computadorizada, assinale a alternativa correta: a) Na aquisição do topograma, o tubo de raios X e os detectores realizam um movimento circular ao redor do paciente, semelhante ao que ocorre na radiografia convencional. b) O pitch está relacionado com aquisições helicoidais. c) A retirada de objetos metálicos antes do exame é necessária para evitar a perda do mesmo durante o exame. d) Na escala de Hounsfield, ossos possuem valores negativos, já que absorvem mais radiação que outros tecidos. e) Cortes finos fornecem menor detalhamento e menor resolução espacial das imagens. Interatividade 204 205 16/03/2023 93 Com relação à técnica de tomografia computadorizada, assinale a alternativa correta: a) Na aquisição do topograma, o tubo de raios X e os detectores realizam um movimento circular ao redor do paciente, semelhante ao que ocorre na radiografia convencional. b) O pitch está relacionado com aquisições helicoidais. c) A retirada de objetos metálicos antes do exame é necessária para evitar a perda do mesmo durante o exame. d) Na escala de Hounsfield, ossos possuem valores negativos, já que absorvem mais radiação que outros tecidos. e) Cortes finos fornecem menor detalhamento e menor resolução espacial das imagens. Resposta 206 207 16/03/2023 94 Crânio rotina Disponível em <https://www.dreamstime.com/stock-images-ct-scan-scout-7-image6494824>. Acesso em 21 ago. 2019. 208 209 https://www.dreamstime.com/stock-images-ct-scan-scout-7-image6494824 16/03/2023 95 Figura 9. Infarto isquêmico cerebral por trombose da artéria cerebral média. Em A, trombo oclusivo (seta branca). Em B, região hipodensa no território da artéria. Disponível em: http://anatpat.unicamp.br/radinfisq5.html. Acesso 16 out. 2021. Tomografia computadorizada Cortes transversais (o plano de corte em A é inferior a B) Trombo denso Edema (líquido, com aumento de água) – menos denso 210 211 http://anatpat.unicamp.br/radinfisq5.html 16/03/2023 96 Tórax rotina 212 213 16/03/2023 97 Disponível em <https://www.ohsu.edu/school-of-medicine/diagnostic-radiology/ct-protocols>. Acesso em 21 ago. 2019. 214 215 https://www.ohsu.edu/school-of-medicine/diagnostic-radiology/ct-protocols 16/03/2023 98 TEP agudo em paciente do sexo feminino, 62 anos. TC em cortes axial (A) e coronal (B) mostrando extensa falha de enchimento irregular nas artérias pulmonares direita e esquerda, com extensão para seus ramos segmentares. Noschang et al, 2018. http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=3038&idioma=Portugues Tromboembolismo pulmonar AGUR, 2021, p. 239 216 217 16/03/2023 99 O método padrão-ouro para diagnóstico da COVID-19 é a RT-PCR em tempo real (transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase) de amostras coletadas por swab da nasofaringe e cavidade oral. No entanto, a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) tem um papel importante por causa de sua altasensibilidade em detectar pneumonia atípica. Nos achados tomográficos, predominam alterações alveolares como opacidades em vidro fosco, consolidações focais e opacidades com halo invertido. Geralmente acomete os pulmões bilateralmente e multifocal, com distribuição periférica e predomínio nos campos pulmonares médios, inferiores e posteriores. Em fase avançada, como 8 a 14 dias após a manifestação dos sintomas, foram descritos espessamento septal e alterações reticulares sobrepostas às alterações alveolares (Araújo-Filho et al, 2020). Figura 8. TCAR de tórax com achados pulmonares típicos da infecção por COVID-19 (confirmada laboratorialmente por RT-PCR). Fonte: Araujo-Filho JAB, Sawamura MVY, Costa AN, Cerri GG, Nomura CH. Pneumonia por COVID-19: qual o papel da imagem no diagnóstico? J Bras Pneumol. 2020;46(2):e20200114 (com adaptações). Plano de corte? Janelamento? Nomes das estruturas A, B, C e D. 218 219 16/03/2023 100 Estudo de caso 1 Figura 9 TCAR de tórax com achados pulmonares típicos da infecção por COVID-19 (confirmada laboratorialmente por RT-PCR). Fonte: Araujo-Filho JAB, Sawamura MVY, Costa AN, Cerri GG, Nomura CH. Pneumonia por COVID-19: qual o papel da imagem no diagnóstico? J Bras Pneumol. 2020;46(2):e20200114 (com adaptações). Tomografia computadorizada Corte transversal Pulmão direito Corpo vertebral Coração Aorta descendente 220 221 16/03/2023 101 Abdome Disponível em <https://radiopaedia.org/play/10870/entry/250665/case/14904/studies/14848>. Acesso 21 ago. 2019. 222 223 https://radiopaedia.org/play/10870/entry/250665/case/14904/studies/14848 16/03/2023 102 Pelve - Limites da Varredura: extremidade superior da crista ilíaca até extremidade inferior do ísquio 224 225 16/03/2023 103 Articulações e extremidades FOV menor: 16 cm. No membro inteiro, o FOV é maior. Formatação: • Axial: ossos + partes moles • Coronal: janela óssea • Sagital: janela óssea Articulações e extremidades FOV menor: 16 cm. No membro inteiro, o FOV é maior. Formatação: • Axial: ossos + partes moles • Coronal: janela óssea • Sagital: janela óssea 226 227 16/03/2023 104 Angiotomografia • Sempre com contraste e uso de bomba injetora. • Técnica de detecção da chegada de contraste no vaso de interesse: bolus tracking, smartprep, prepmonitoring – Posicionar um ROI sobre o vaso de interesse – Automaticamente, o sistema inicia aquisição de cortes quando os pixels locais alteram o valor de HU (Hounsfield Units) para o limiar definido. Images obtained by computed tomography with 3D reconstruction in different patients that show anatomical variants found in the circle of Willis (arrows). Jiménez-Sosa, Int. J. Morphol. vol.35 no.3 Temuco set. 2017 228 229 16/03/2023 105 Paciente jovem do sexo feminino em investigação para Hipertensão Arterial Sistêmica. A primeira imagem à direita é uma reconstrução MIP (Maximum Intensity Projection) com subtração óssea de uma Angiotomografia. Nas Imagens à direita, em reconstrução MPR Curvo, observamos múltiplas irregularidades parietais com estenoses focais ao longo do trajeto vascular, mais expressivas nas artérias renal direita e ilíaca externa esquerda. Obrigada! 230 231 Slide 1: Tomografia Computadorizada Slide 2: Objetivos da aula: Slide 3: Bibliografia Slide 4: Princípio da formação de imagem em TC Slide 5: A palavra “Tomografia” Slide 6: A palavra “Tomografia” Slide 7: Planos anatômicos Slide 10 Slide 11: Orientação anatômica Slide 12 Slide 13 Slide 14: A palavra “Tomografia” Slide 15: Tomografia Computadorizada Slide 16: Tomografia computadorizada Slide 17: Tomografia Computadorizada Slide 18 Slide 19: Tomografia Computadorizada Slide 20: Radiodiagnóstico Slide 21: Tomografia computadorizada Slide 22: Tomografia computadorizada Slide 23: Tomografia computadorizada Slide 24: Tomografia Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38: Componentes de um Tomógrafo Slide 39 Slide 40: Gantry Slide 41: Tomografia computadorizada Slide 42: Mesa do Exame Slide 43 Slide 44: Console Slide 45: Estação de trabalho (Workstation) Slide 46: Acessórios de posicionamento Slide 47 Slide 48 Slide 50: Características do método Slide 51 Slide 52 Slide 53: Colimadores Slide 54: Placa de detectores Slide 55: Tomografia computadorizada Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62: Tomografia computadorizada Slide 63 Slide 65: Imagens nos aparelhos convencionais de TC Slide 67: Tipos de equipamento e gerações de tomógrafos Slide 68: Gerações dos tomógrafos Slide 69: Gerações dos tomógrafos Slide 70: Gerações dos tomógrafos Slide 71: Gerações dos tomógrafos Slide 72: Tomógrafos helicoidais Slide 73: Tomografia helicoidal Slide 74: Aquisição de dados Slide 75: Axial ou Helicoidal Slide 76: Tomografia multidetectores (multislice) Slide 77 Slide 78: Multidetectores (multislice) Slide 79 Slide 80: Aquisição de Imagens Slide 81: Interatividade Slide 82: Resposta Slide 83: Fatores técnicos Slide 84: Produção de raios-X Slide 85: Parâmetros de aquisição Slide 86: Parâmetros de aquisição Slide 87: Parâmetros de aquisição Slide 88: Parâmetros de aquisição Slide 89: Controle de Exposição Automática Slide 90: KV e mAs Slide 91: Varreduras pediátricas Slide 93: Reconstrução das Imagens Slide 94: Matriz Slide 95 Slide 96 Slide 97: Resolução Espacial Slide 98: Matriz em tomografia Slide 99: Campo de Visão (FOV) Slide 100: Parâmetros de aquisição Slide 101: Espessura de corte x Ruído: Slide 102 Slide 103 Slide 105 Slide 107: Pitch Slide 108: Valor de pitch e tipo de aquisição: Slide 110 Slide 113: Pitch Slide 114 Slide 119: Variação das densidades Slide 120: Radiodensidade como função de composição Slide 121: Escala de Hounsfield - Densidade Slide 122: Pergunta Slide 123: Janelas Slide 124 Slide 125 Slide 126: Tomografia computadorizada Slide 127: Tomografia computadorizada Slide 128 Slide 129: Otimização das técnicas Slide 130: Artefatos Slide 131: Artefatos de metal Slide 132 Slide 133: Movimento do paciente Slide 134 Slide 135: Posicionamento do paciente Slide 136 Slide 137: Limitação da TC Slide 138: Pós-processamento Slide 139 Slide 140 Slide 141 Slide 142 Slide 143 Slide 144 Slide 145 Slide 146 Slide 147: Contraste na TC Slide 148: Meio de contraste Slide 149: Meios de contraste Slide 150: Meios de contraste Slide 151: Meios de contraste Slide 152: Meios de contraste Slide 153: Propriedades do meio de contraste Concentração do soluto Slide 154: Classificação do contraste iodado de acordo com estrutura química Slide 155: Osmolalidade dos contrastes Slide 156: Osmolalidade dos contrastes Slide 157: Estrutura química Contraste iodado Slide 158 Slide 159 Slide 160 Slide 161: Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto à etiologia Slide 162 Slide 163: Reações adversas ao meio de contraste iodado quanto ao grau de severidade Slide 165: Vias de administração Slide 166: Sulfato de bário em tomografia computadorizada Slide 168 Slide 169 Slide 170 Slide 171 Slide 172: Vias de administração Slide 174: Tumores e o uso de contraste Slide 175 Slide 176: Nefrolitíase Pesquisa de cálculos renais Slide 177: Antes de injetar o contraste Slide 178: Fatores de risco Slide 179 Slide 180: Tratamento de dessensibilização Slide 181: Insuficiência renal Slide 182: Nefropatia induzida por contraste (NIC) Fisiopatologia Slide 183: Efeitos do contraste iodado Slide 186: Rotina de triagem Slide 187 Slide 188: Rotina de triagem Slide 190: Rotina de prevenção de NIC Slide 191: Protocolos de tc Slide 192: Etapas no exame de TC Slide 193: Entrevista Slide 194: Preparo Slide 195: Exame Slide 196 Slide 197 Slide 198: Topograma Slide 199: Topogramas Slide 200 Slide 201 Slide 202 Slide 203: Processamento e documentação Slide 204: Análises funcionais Slide 205:Interatividade Slide 206: Resposta Slide 207 Slide 208 Slide 209 Slide 210 Slide 211 Slide 212 Slide 213 Slide 214 Slide 215 Slide 216 Slide 217 Slide 218 Slide 219 Slide 220 Slide 221 Slide 222 Slide 223 Slide 224 Slide 225: Pelve Slide 226: Articulações e extremidades Slide 227: Articulações e extremidades Slide 228: Angiotomografia Slide 229 Slide 230 Slide 231: Obrigada!