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Órtese
Prof.ª Juliana Rosa Nascimento
PrÓtese e
Indaial – 2021
1a Edição
Impresso por:
Elaboração:
Prof.ª Juliana Rosa Nascimento
Copyright © UNIASSELVI 2021
 Revisão, Diagramação e Produção:
Equipe Desenvolvimento de Conteúdos EdTech
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada pela equipe Conteúdos EdTech UNIASSELVI
N244p
Nascimento, Juliana Rosa
Prótese e órtese. / Juliana Rosa Nascimento – Indaial: 
UNIASSELVI, 2021.
178 p.; il.
ISBN 978-65-5663-865-2
ISBN Digital 978-65-5663-860-7
1. Ortopedia. - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo da Vinci.
CDD 610
Olá, acadêmico! Seja bem-vindo ao Livro Didático Prótese e Órtese. A proposta 
desse material é reunir elementos que se entendem necessários para o desenvolvimento do 
estudo acadêmico com segurança e qualidade. Pretende-se, com este material, levá-lo 
à reflexão e à compreensão acerca de conteúdos relacionados à fisioterapia na prescrição 
de órteses, próteses e dispositivos auxiliares de marcha, possibilitando-lhe ampliar 
conceitos específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa. 
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivi-
didas em tópicos, de forma didática, objetiva e coerente.
 
Em vista disso, na Unidade 1, serão introduzidos conceitos acerca das órteses, 
próteses e DAM, assim como suas classificações e principais indicações. Ainda, aprofun-
daremos o estudo sobre os DAM e a prescrição fisioterapêutica. Por fim, abordaremos 
conceitos sobre a fisioterapia no pré e pós-operatório de protetização, os níveis e com-
plicações das amputações, avaliação físico-funcional do paciente amputado e a reabilitação 
fisioterapêutica durante o pré e pós-operatório de amputações. 
Em seguida, na Unidade 2, estudaremos as principais classificações e indicações 
das órteses para quadril e membros inferiores (joelho, tornozelo, órteses plantares e órteses 
para a região pélvica), órteses para os membros superiores (ombro e região clavicular, 
cotovelo, punho, mãos e dedos) e órteses espinhais (coluna cervical, torácica e lombar). 
Por fim, na Unidade 3, aprenderemos sobre as classificações, indicações 
das próteses para membros superiores e inferiores, bandagens funcionais e órteses 
esportivas nas disfunções da articulação coxofemoral, acromioclavicular, disfunções de 
cotovelo e antebraço e disfunções da mão e do punho. 
Bons estudos! 
Prof.ª Juliana Rosa Nascimento
APRESENTAÇÃO
Olá, acadêmico! Para melhorar a qualidade dos materiais ofertados a você – 
e dinamizar, ainda mais, os seus estudos –, nós disponibilizamos uma diversidade de QR 
Codes completamente gratuitos e que nunca expiram. O QR Code é um código que permite 
que você acesse um conteúdo interativo relacionado ao tema que você está estudando. Para 
utilizar essa ferramenta, acesse as lojas de aplicativos e baixe um leitor de QR Code. Depois, 
é só aproveitar essa facilidade para aprimorar os seus estudos.
GIO
Olá, eu sou a Gio!
No livro didático, você encontrará blocos com informações 
adicionais – muitas vezes essenciais para o seu entendimento 
acadêmico como um todo. Eu ajudarei você a entender 
melhor o que são essas informações adicionais e por que você 
poderá se beneficiar ao fazer a leitura dessas informações 
durante o estudo do livro. Ela trará informações adicionais 
e outras fontes de conhecimento que complementam o 
assunto estudado em questão.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos 
os acadêmicos desde 2005, é o material-base da disciplina. 
A partir de 2021, além de nossos livros estarem com um 
novo visual – com um formato mais prático, que cabe na 
bolsa e facilita a leitura –, prepare-se para uma jornada 
também digital, em que você pode acompanhar os recursos 
adicionais disponibilizados através dos QR Codes ao longo 
deste livro. O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura 
interna foi aperfeiçoada com uma nova diagramação no 
texto, aproveitando ao máximo o espaço da página – o que 
também contribui para diminuir a extração de árvores para 
produção de folhas de papel, por exemplo.
Preocupados com o impacto de ações sobre o meio ambiente, 
apresentamos também este livro no formato digital. Portanto, 
acadêmico, agora você tem a possibilidade de estudar com 
versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.
Preparamos também um novo layout. Diante disso, você 
verá frequentemente o novo visual adquirido. Todos esses 
ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos 
nas pesquisas institucionais sobre os materiais impressos, 
para que você, nossa maior prioridade, possa continuar os 
seus estudos com um material atualizado e de qualidade.
QR CODE
Acadêmico, você sabe o que é o ENADE? O Enade é um 
dos meios avaliativos dos cursos superiores no sistema federal de 
educação superior. Todos os estudantes estão habilitados a participar 
do ENADE (ingressantes e concluintes das áreas e cursos a serem 
avaliados). Diante disso, preparamos um conteúdo simples e objetivo 
para complementar a sua compreensão acerca do ENADE. Confira, 
acessando o QR Code a seguir. Boa leitura!
ENADE
LEMBRETE
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma 
disciplina e com ela um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conheci-
mento, construímos, além do livro que está em 
suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, 
por meio dela você terá contato com o vídeo 
da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complementa-
res, entre outros, todos pensados e construídos na intenção de 
auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que 
preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
SUMÁRIO
UNIDADE 1 — ÓRTESES, PRÓTESES E DISPOSITIVOS AUXILIARES 
DE MARCHA .......................................................................................1
TÓPICO 1 — INTRODUÇÃO ÀS ÓRTESES, PRÓTESES E DISPOSITIVOS 
AUXILIARES DE MARCHA .................................................................. 3
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3
2 CLASSIFICAÇÕES E INDICAÇÕES DAS ÓRTESES ............................................. 6
2.1 CLASSIFICAÇÃO DAS ÓRTESES ........................................................................................7
2.1.1 Classificação quanto ao tempo de utilização ........................................................7
2.1.2 Classificação quanto à função ..................................................................................................7
2.1.3 Classificação quanto à funcionalidade ................................................................10
2.1.4 Classificação quanto à confecção .........................................................................11
3 CLASSIFICAÇÕES E INDICAÇÕES DAS PRÓTESES ......................................... 12
3.1 TIPOS E CLASSIFICAÇÕES DAS PRÓTESES .................................................................13
4 DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA E LOCOMOÇÃO .............................. 16
RESUMO DO TÓPICO 1 .......................................................................................... 19
AUTOATIVIDADE ...................................................................................................20
TÓPICO 2 — DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA .......................................23
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................23
2 BENGALAS .........................................................................................................24
2.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM O USO DA BENGALA ..................................... 25
3 MULETAS ............................................................................................................ 27
3.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM AS MULETAS ....................................................28
4 ANDADOR ...........................................................................................................304.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM O USO DO ANDADOR .................................... 32
RESUMO DO TÓPICO 2 ..........................................................................................34
AUTOATIVIDADE ...................................................................................................35
TÓPICO 3 — FISIOTERAPIA NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO 
DE PROTETIZAÇÃO .......................................................................... 37
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 37
2 NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO ....................................................................................38
3 AVALIAÇÃO E REABILITAÇÃO DO PACIENTE AMPUTADO ..............................43
LEITURA COMPLEMENTAR .................................................................................. 47
RESUMO DO TÓPICO 3 ..........................................................................................53
AUTOATIVIDADE ...................................................................................................54
REFERÊNCIAS .......................................................................................................56
UNIDADE 2 — ÓRTESES E SUAS APLICAÇÕES NA FISIOTERAPIA ....................59
TÓPICO 1 — ÓRTESES PARA QUADRIL E MEMBROS INFERIORES ..................... 61
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 61
2 PRINCIPAIS ÓRTESES DESTINADAS AOS MEMBROS INFERIORES ............... 61
2.1 ANKLE-FOOT ORTHOSIS (TORNOZELO E PÉ) ............................................................. 62
2.2 KNEE-ANKLE-FOOT ORTHOSIS (JOELHO-TORNOZELO-PÉ) .................................64
2.3 HIP-KNEE-ANKLE-FOOT ORTHOSIS (QUADRIL-JOELHO-TORNOZELO-PÉ) .......67
2.4 ÓRTESES PLANTARES .....................................................................................................68
2.4.1 Arcos plantares ......................................................................................................... 69
2.4.2 Avaliação do pé e prescrição de palmilhas .......................................................72
2.4.3 Órteses de modificação interna ...........................................................................74
2.4.4 Órteses de modificação externa ..........................................................................76
RESUMO DO TÓPICO 1 .......................................................................................... 79
AUTOATIVIDADE ...................................................................................................80
TÓPICO 2 — ÓRTESES PARA A COLUNA VERTEBRAL ........................................83
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................83
2 ÓRTESES PARA COLUNA CERVICAL ............................................................... 84
3 ÓRTESES PARA COLUNA TORÁCICA, LOMBAR E SACROILÍACA ...................89
RESUMO DO TÓPICO 2 ..........................................................................................94
AUTOATIVIDADE ...................................................................................................95
TÓPICO 3 — ÓRTESES PARA MEMBROS SUPERIORES....................................... 97
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 97
2 ÓRTESES PARA O OMBRO .................................................................................98
3 ÓRTESES PARA O COTOVELO .........................................................................100
4 ÓRTESES PARA MÃO, PUNHO E DEDOS .........................................................102
LEITURA COMPLEMENTAR ................................................................................ 107
RESUMO DO TÓPICO 3 ......................................................................................... 111
AUTOATIVIDADE ................................................................................................. 112
REFERÊNCIAS ......................................................................................................115
UNIDADE 3 — PRÓTESES E ÓRTESES EM SITUAÇÕES ESPECIAIS ..................119
TÓPICO 1 — PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES .................................... 121
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 121
1.1 PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES ..................................................................122
RESUMO DO TÓPICO 1 ........................................................................................133
AUTOATIVIDADE .................................................................................................134
TÓPICO 2 — PRÓTESES PARA MEMBROS SUPERIORES E COLUNA 
VERTEBRAL .................................................................................... 137 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 137
2 PRINCIPAIS PRÓTESES PARA MEMBROS SUPERIORES .............................. 139
2.1 PRÓTESES PARA COLUNA VERTEBRAL ................................................................... 145
RESUMO DO TÓPICO 2 ........................................................................................148
AUTOATIVIDADE .................................................................................................149
TÓPICO 3 — BANDAGENS FUNCIONAIS E ÓRTESES ESPORTIVAS ..................151
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................151
2 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO TORNOZELO E DO PÉ ..... 153
2.1 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO JOELHO ................................. 159
2.2 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO QUADRIL ............................... 161
2.3 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO OMBRO .................................. 163
2.4 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO COTOVELO ........................... 165
LEITURACOMPLEMENTAR ................................................................................. 167
RESUMO DO TÓPICO 3 ........................................................................................ 172
AUTOATIVIDADE ................................................................................................. 173
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 175
1
UNIDADE 1 — 
ÓRTESES, PRÓTESES E 
DISPOSITIVOS AUXILIARES 
DE MARCHA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conceituar órtese, prótese e dispositivos auxiliares de marcha;
• compreender as principais indicações e contraindicações das órteses, próteses e 
dispositivos auxiliares de marcha;
•	 compreender	 as	 principais	 classificações	 das	 órteses,	 próteses	 e	 dispositivos	
auxiliares de marcha;
• realizar uma adequada prescrição dos dispositivos auxiliares de marcha;
• realizar a avaliação físico-funcional de pacientes amputados;
• reabilitar pacientes no período pré e pós-operatório de amputações.
 A cada tópico desta unidade você encontrará autoatividades com o objetivo de 
reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – INTRODUÇÃO ÀS ÓRTESES, PRÓTESES E DISPOSITIVOS AUXILIARES
DE MARCHA
TÓPICO 2 – DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA E LOCOMOÇÃO
TÓPICO 3 – FISIOTERAPIA NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE PROTETIZAÇÃO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CHAMADA
2
CONFIRA 
A TRILHA DA 
UNIDADE 1!
Acesse o 
QR Code abaixo:
3
INTRODUÇÃO ÀS ÓRTESES, PRÓTESES E 
DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA
TÓPICO 1 — UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico, neste primeiro tópico serão debatidos conceitos básicos sobreas características das órteses, próteses e dispositivos auxiliares de marcha (DAM), com 
a	finalidade	de	 iniciarmos	nosso	processo	de	construção	do	conhecimento	acerca	dos	
assuntos que serão abordados nas três unidades subsequentes. 
Atualmente, com os avanços da tecnologia, cada vez mais pessoas estão 
conseguindo acesso às órteses e próteses, assim como aos DAM. Por isso, é de extrema 
importância	que	o	profissional	fisioterapeuta	tenha	conhecimento	sobre	o	assunto,	a	fim	
de realizar a prescrição adequada desses equipamentos ao seu paciente. 
De acordo com Matiello e Vasconcelos (2019), a órtese é uma palavra derivada 
do	 grego,	 que	 significa	 correção/colocação,	 se	 trata	 de	 um	 dispositivo	 aplicado	 em	
um	 segmento	 corporal	 para	 modificar	 as	 características	 estruturais	 e	 funcionais	 de	
tal segmento. Órtese é, então, todo e qualquer aparelho, dispositivo, instrumento ou 
adaptação terapêutica que auxiliará o indivíduo em sua função motora. Além disso, 
possui	finalidades	conjuntas	ou	 isoladas,	de	acordo	com	a	necessidade	específica	do	
caso a ser tratado.
As órteses são consideradas como um recurso terapêutico auxiliar ao tratamento, 
aplicado externamente ao corpo para substituir um poder motor ausente, recuperar a 
função, posicionar ou imobilizar a articulação, prevenir ou corrigir deformidades, 
proteger estruturas em processo de cicatrização e permitir remodelagem ou crescimento 
tecidual (MATIELLO; VASCONELOS, 2019).
Da mesma forma, são dispositivos utilizados para evitar compensações e 
deformidades, bem como para melhorar a capacidade funcional do paciente. Alguns 
exemplos de órteses muito utilizadas na atualidade são: órteses para estabilização de 
articulações, marca-passo, dispositivos auditivos, cintos para estabilização da coluna 
vertebral, colete cervical, entre outros (TEIXEIRA, 2015).
4
FIGURA 1 – EXEMPLO DE ÓRTESES
FONTE: <https://bit.ly/3B6evry>. Acesso em: 21 set. 2021.
Já	 a	 prótese,	 por	 definição,	 segundo	 Carvalho	 (2013),	 é	 caracterizada	 como	 um	
dispositivo auxiliar, com função de substituir um membro, um órgão ou um tecido. São 
indicadas principalmente para substituir segmentos amputados ou malformados, como 
próteses para membros e articulações.
Com	 isso,	as	órteses	exercem	funções	específicas	sobre	um	segmento	corpóreo,	
enquanto as próteses substituem tal segmento, como podemos observar na Figura 2. 
FIGURA 2 – EXEMPLO DE PRÓTESE E ÓRTESE DE MEMBRO INFERIOR
FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/40954677849022401/>. Acesso em: 21 set. 2021. 
A	 figura	 a	 seguir	 apresentará	 alguns	 exemplos	 de	 próteses	 utilizadas	 para	
substituir membros ou articulações:
5
FIGURA 3 – EXEMPLOS DE PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES
FONTE: <https://bit.ly/30HXlE6>. Acesso em: 21 set. 2021.
Segundo Teixeira (2015), outros exemplos de próteses utilizados na atualidade 
são: próteses que substituem válvulas cardíacas, implantes dentários, próteses mamárias e 
próteses oculares. 
FIGURA 4 – PRÓTESES MAMÁRIAS
FONTE: <https://bit.ly/3CbRftC>. Acesso em: 21 set. 2021.
FIGURA 5 – PRÓTESE CARDÍACA E VÁLVULA METÁLICA
FONTE: <https://static.ndmais.com.br/2020/11/proteses.jpg>. Acesso em: 21 set. 2021.
6
Por	 fim,	 os	 dispositivos	 auxiliares	 de	 marcha	 (DAM),	 que	 são	 considerados	
como equipamentos de órteses, no entanto, não se enquadram nessa função, uma vez 
que	possuem	objetivos	específicos	como	auxiliar	nas	transferências	e	na	marcha	de	
pacientes	que	apresentam	prejuízos	de	mobilidade.	Os DAM,	como	bengalas,	muletas	e	
andadores, fazem parte de programas multidimensionais de prevenção de quedas, visto 
que melhoram a independência funcional, a mobilidade, o equilíbrio, a base de suporte 
e	reduzem	os	efeitos	de	uma	ampla	gama	de	deficiências	(CARVALHO,	2013).	
FIGURA 6 – EXEMPLOS DE DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA
FONTE: <https://neuroreabilitar.files.wordpress.com/2016/08/meios.jpg?w=439&h=439> 
Acesso em: 21 set. 2021.
Com isso, este tópico abordará, a seguir, os principais tipos e indicações das 
órteses, próteses e DAM. Preparados? Vamos lá!
2 CLASSIFICAÇÕES E INDICAÇÕES DAS ÓRTESES
Com relação à história das órteses, os primeiros registros do seu uso são no 
Egito, e datam dos anos de 2750 a 2625 a.C., de acordo com registros arqueológicos, 
nossos antepassados utilizavam as órteses para o tratamento de fraturas e outras 
lesões de tecidos moles, como entorses de tornozelo. Nesse período, as órteses serviam 
basicamente como uma tala, imobilizando o segmento corporal afetado e, com isso, 
facilitando o processo de reparo do tecido ósseo (CARVALHO, 2013). 
Posteriormente, há relatos de que Hipócrates (460-377 a.C.) passou a utilizar 
as órteses para tratamento de outras condições, tais como: escolioses, luxações e 
malformações congênitas. No entanto, apesar das órteses serem utilizadas desde a 
antiguidade, a grande expansão no seu uso ocorreu após as Guerras Mundiais, visto 
que causaram muitas sequelas musculoesqueléticas decorrentes das amputações e outros 
ferimentos de guerra. Diante disso, houve um avanço importante na confecção das 
órteses, visando atender as demandas da época (CARVALHO, 2013). 
7
No que diz respeito aos materiais utilizados para confecção das órteses, 
inicialmente, essas eram confeccionadas principalmente em metal, couro e tecido. 
Atualmente, com o avanço tecnológico, as órteses são fabricadas com materiais 
mais leves e resistentes, tais como: couro, ligas metálicas, termoplásticos, espumas, 
polímeros	viscoelásticos	e	fibras	de	carbono	(CARVALHO,	2013).	As	espumas	geralmente	
são utilizadas como uma interface de proteção entre as órteses e a pele, principalmente 
em áreas vulneráveis a lesões como as proeminências ósseas (CARVALHO, 2013). 
2.1 CLASSIFICAÇÃO DAS ÓRTESES
Utilizadas como um adjunto no processo de reabilitação, as órteses favorecem 
o tratamento terapêutico. Contudo, observa-se que as mesmas devem ser criteriosa 
e adequadamente indicadas, elaboradas e confeccionadas com vistas à atenção às 
necessidades da pessoa e, sobretudo, apropriadamente adaptadas. As órteses possuem 
diversas	classificações,	conforme	a	seguir.
2.1.1 Classificação quanto ao tempo de utilização
• Órteses para uso temporário: são confeccionadas para serem utilizadas por 
um curto período (dias ou semanas) e, por isso, geralmente são pré-fabricadas ou 
fabricadas com materiais mais simples (CARVALHO, 2013). 
•	 Órteses	para	uso	definitivo: indicadas para casos de sequelas neurológicas, como 
acidente vascular encefálico, paralisia cerebral e traumatismo raquimedular. Devem ser 
confeccionadas sob medida, com materiais resistentes e leves, de forma a facilitar a 
adaptação do paciente à órtese (CARVALHO, 2013). 
2.1.2 Classificação quanto à função
• Órteses para repouso: são utilizadas nos casos em que os movimentos articulares de 
determinado	segmento	não	são	permitidos,	a	fim	de	evitar	piora	da	lesão	ou	aumento	do	
quadro álgico. Como exemplo, podemos citar a tipoia para estabilizar o ombro em 
uma luxação glenoumeral (CARVALHO, 2013), conforme a Figura 7.
8
FIGURA 7 – EXEMPLO DE ÓRTESE PARA REPOUSO – TIPOIA
FONTE: <https://bit.ly/3nhb0K5>. Acesso em: 22 set. 2021.
• Órteses para imobilização: as órteses utilizadas para imobilização devem evitar 
qualquer movimento do segmento envolvido, sendo, portanto, indicadas em casos de 
traumas importantes ou em cuidados de pós-operatório imediato. Como exemplo, 
pode-se citar a órtese tipo Jewett, utilizada para fratura de corpo vertebral; ou 
órteses de Sarmiento, utilizadas para estabilização de fraturas (CARVALHO, 2013).
FIGURA 8 – ÓRTESE DE SARMIENTO PARA ESTABILIZAÇÃO DE FRATURA
FONTE: <https://bit.ly/3B5C1VQ>. Acesso em: 22 set. 2021.
• Órteses para proteção: as órteses com objetivo de proteção são indicadas 
principalmente para se evitar traumas repetitivos e lesões em regiões com alteração 
sensitiva ou limitar movimentos indesejados. Podemos citar, por exemplo, órteses 
plantares para pés neuropáticos e joelheiras articuladascom controle da amplitude 
de movimento (CARVALHO, 2013).
9
• Órteses para propriocepção:	as	órteses	com	finalidade	proprioceptiva	permitem	aos	
pacientes a realização de atividades com menor risco de lesões ou recidivas. Também 
podem	ser	utilizadas	para	facilitar	a	manutenção	postural.	Essas	órteses	são	flexíveis	
e permitem movimentos articulares. As tornozeleiras e os corretores posturais são 
exemplos de órteses proprioceptivas (CARVALHO, 2013).
FIGURA 9 – ÓRTESE PARA PROPRIOCEPÇÃO
FONTE: < https://bisturi.com.br/17391-large_default/mercur-tornozeleira-ziper-gg.jpg >. 
Acesso em: 22 set. 2021.
• Órteses para correção: as órteses para correção podem ser utilizadas em situações 
nas quais ainda é possível reverter um encurtamento, retração ou desvio articular não 
estruturado,	como	em	casos	de	padrão	flexor	de	membros	superiores,	encurtamento	
do tendão do calcâneo e nas escolioses. O correto posicionamento na aplicação 
dos vetores de força sobre o segmento corpóreo é fundamental para um resultado 
satisfatório (CARVALHO, 2013).
Com	 relação	 à	 terminologia,	 as	 órteses	 podem	 ser	 classificadas	 quanto	 à	
região anatômica que está sendo envolvida pela órtese: regiões da coluna vertebral, 
articulações e segmentos de membros superiores e inferiores emprestam seus nomes para 
denominar as órteses. As funções ou os efeitos que as órteses tenham ou que produzam 
nos locais que estejam vestindo também são consideradas (CARVALHO, 2013).
Convencionou-se utilizar as iniciais das articulações ou segmentos corpóreos 
envolvidos pelas órteses, no sentido craniocaudal, em inglês; e a letra “o”, correspondente à 
orthosis,	no	final,	colaborando	para	uma	comunicação	mais	clara	e	eficaz	(CARVALHO,	
2013).	Vejamos	a	figura	a	seguir.
10
FIGURA 10 – NOMENCLATURA RELACIONADA AOS NÍVEIS ANATÔMICOS
FONTE: Vasconcelos e Matiello (2019, p. 19)
Na	figura	10,	temos	a	seguinte	legenda:	AFO	=	ankle-footorthosis;	KAFO	=	knee-
ankle-footorthosis;	HO	=	hip	orthoses;	KO	=	knee	orthoses	e	HKAFO	=	hip-	knee	–	ankle	–	foot	
orthosis.
2.1.3 Classificação quanto à funcionalidade
• Órteses estáticas: as órteses estáticas possuem como principais funções a imobi-
lização, repouso, proteção, sustentação e correção. Quanto às principais indicações 
para a utilização desse tipo de órtese, podemos citar: incapacidades neurológicas, 
musculares e articulares, sequelas de fraturas, queimaduras, condições pré-operatórias 
e patologias ortopédicas que exijam repouso relativo (MATIELLO; VASCONCELOS, 
2019).
FIGURA 11 – ÓRTESE ESTÁTICA
FONTE: <https://ufscarlafatec.wordpress.com/orteses/>. Acesso em: 22 set. 2021.
11
• Órteses dinâmicas: as órteses dinâmicas são aquelas que permitem movimentos 
articulares. Têm como objetivo corrigir deformidades causadas por desequilíbrio 
muscular, por meio de tração suave e constante, enquanto permite que os músculos 
normais se mantenham ativos. São indicadas para auxiliar e direcionar os movimentos, 
podendo a amplitude de movimento permitida ser limitada ou livre. São fabricadas 
com	 materiais	 flexíveis	 que	 permitem	 a	 realização	 dos	 movimentos	 desejados	
(VASCONCELOS; MATIELLO, 2019).
FIGURA 12 – ÓRTESE DINÂMICA
FONTE: <https://www.orfit.com/app/uploads/Dynasyst-2.jpg>. Acesso em: 22 set. 2021.
2.1.4 Classificação quanto à confecção
• Órteses pré-fabricadas: são aquelas fabricadas em série e, geralmente, 
confeccionadas em termoplásticos de alta temperatura ou diferentes tecidos. São 
fabricadas	 em	 larga	 escala	 e	 vários	 tamanhos,	 além	 de	materiais	 flexíveis.	 Como	
exemplo, podemos citar os colares cervicais, coletes lombares e joelheiras. O benefício 
deste tipo de órtese é o baixo custo e a praticidade (MATIELLO; VASCONELOS, 2019). 
FIGURA 13 – ÓRTESE PRÉ-FABRICADA: COLAR CERVICAL EM ESPUMA
FONTE: <https://bit.ly/3B7fUxW>. Acesso em: 22 set. 2021.
12
• Órteses confeccionadas sob medida: são confeccionadas diretamente sobre o 
paciente, proporcionando uma adaptação adequada. Como vantagem, podemos 
realizar o alinhamento da amplitude de movimento e mobilidade permitida para a 
articulação envolvida, considerando a evolução do paciente. Como desvantagem, 
possuem um custo mais elevado quando comparadas às órteses pré-moldadas, 
além de um maior período de entrega (MATIELLO, 2019). 
FIGURA 14 – ÓRTESE SOB MEDIDA
FONTE: <https://bit.ly/3m5lHQD>. Acesso em: 22 set. 2021.
3 CLASSIFICAÇÕES E INDICAÇÕES DAS PRÓTESES
Conforme mencionado, as próteses são equipamentos empregados visando 
à substituição de um membro em pacientes que sofreram amputações e realizaram a 
remoção total ou parcial de um membro (INSS, 2017). 
Os primeiros registros do uso das próteses são de 484 a.C, quando houve uma 
confecção de prótese de pé, confeccionada em madeira, para substituir essa estrutura 
após uma amputação. Posteriormente, durante a Segunda Guerra Mundial, passaram 
a ser desenvolvidas algumas próteses em ferro para substituir principalmente partes de 
membros superiores e inferiores, que eram amputadas durante as batalhas. Já no 
século XX, houve um avanço importante no desenvolvimento das próteses, sendo estas 
mais leves e funcionais, proporcionando uma melhor adaptação dos pacientes ao uso da 
prótese (CARVALHO, 2013). 
Nesse	 sentido,	 com	 o	 desenvolvimento	 da	 tecnologia,	 no	 fim	 do	 século	 XX	 e	
início do século XXI, houve a confecção de próteses mais modernas, com sistemas 
mecatrônicos acoplados, tornando as próteses mais funcionais e adequando-as às reais 
necessidades dos pacientes (CARVALHO, 2013). 
13
3.1 TIPOS E CLASSIFICAÇÕES DAS PRÓTESES
As próteses podem ser utilizadas por meio de implantação cirúrgica (implantáveis) 
ou não cirúrgica. Dentre as próteses implantáveis, podemos citar as de substituição de 
alguma estrutura, como quadril, joelho ou discos intervertebrais (INSS, 2017). 
FIGURA 15 – EXEMPLO DE PRÓTESE IMPLANTÁVEL NA ARTICULAÇÃO DO JOELHO
FONTE: <https://bit.ly/3m0Q4HL>. Acesso em: 22 set. 2021.
FIGURA 16 – PRÓTESE IMPLANTÁVEL DE QUADRIL
FONTE: <https://bit.ly/3juOuw2>. Acesso em: 22 set. 2021.
As próteses do tipo não implantáveis são as mais empregadas em pacientes que 
passaram por amputações de membros, uma vez que não necessitam de procedimento 
cirúrgico	para	serem	colocadas.	Esses	tipos	de	próteses	são	classificados	em	diferentes	
grupos, de acordo com a função, a estrutura e o tipo de energia que utilizam para gerar a 
função (INSS, 2017).
14
FIGURA 17 – EXEMPLO DE PRÓTESE NÃO IMPLANTADA
FONTE: <https://bit.ly/3EmwJHBf>. Acesso em: 22 set. 2021.
Quanto	a	sua	função,	as	próteses	podem	ser	classificadas	em	ativas	ou	passivas.	
As próteses ativas possuem funcionalidade ao paciente, enquanto as passivas são 
empregadas de forma estética, para melhorar o aspecto da falta do membro. As próteses 
ativas permitem diferentes níveis de movimento, e ambas (passivas e ativas) possuem 
benefícios na dessensibilização do coto, conforto e melhora da imagem corporal 
(VASCONCELOS, 2019).
FIGURA 18 – PRÓTESE PASSIVA DE MÃO
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-mg/80284-5266067.webp>. 
Acesso em: 22 set. 2021.
15
FIGURA 19 – PRÓTESE ATIVA DE MÃO
FONTE: <https://bit.ly/3C8FJPB>. Acesso em: 22 set. 2021.
Quanto	 a	 sua	 estrutura,	 as	 próteses	 são	 classificadas	 em	 exoesqueléticas	 e	
endoesqueléticas. As próteses exoesqueléticas (convencionais) são confeccionadas 
com estrutura exterior em material rígido. Nesses casos, emprega-se materiais 
como:	 polipropileno,	madeira,	 alumínio,	 fibra	 de	 carbono	 ou	 resina	 acrílica	 laminada,	
entre outros. Já as próteses endoesqueléticas (modulares) são formuladas com um 
sistema especial, chamado de sistema tubular. Esse sistema é conectado a encaixes 
específicos,	formulados	em	aço,	alumínio	ou	titânio.	Podem,	ainda,	ser	formuladas	com	
um revestimento cosmético. Por serem mais leves que as próteses exoesqueléticas, 
elas permitem uma variedade de adaptações (VASCONCELOS, 2019). 
Por	 fim,	 com	 relação	 ao	 tipo	 de	 energia	 utilizada,	 elaspodem	 ser	 classificadas	
como: emendoenergéticas, exoenergéticas ou híbridas. As próteses endoenergéticas são 
próteses do tipo mecânicas e utilizam a propulsão muscular para gerar movimento. Nesses 
casos, a energia do paciente é transmitida para a prótese por estruturas, como correias e 
tirantes, gerando o movimento (INSS, 2017). 
Ao contrário das endoenergéticas, as próteses exoenergéticas possuem um 
mecanismo	 de	 propulsão	 de	 modo	 artificial.	 Nesses	 casos,	 são	 utilizadas	 propulsões	
elétricas, pneumáticas ou mioelétricas. As próteses híbridas, por sua vez, combinam duas 
características em uma mesma prótese (INSS, 2017). 
FIGURA 20 – PRÓTESE EXOENERGÉTICA
FONTE: <https://www.ortosan.com.br/produtos/protese-mioeletrica/28>. Acesso em: 22 set. 2021.
16
FIGURA 21 – PRÓTESE ENDOENERGÉTICA
FONTE: <https://bit.ly/3B8lOim>. Acesso em: 22 set. 2021.
4 DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA E LOCOMOÇÃO
Os DAM também podem ser chamados de equipamentos de assistência 
à mobilidade, e incluem uma série de aparelhos que auxiliam os pacientes nas suas 
funções motoras do dia a dia. Entretanto, para que tenham uma boa efetividade, é 
necessário	que	o	fisioterapeuta	auxilie	o	paciente	adequadamente,	 indicando,	ajustando	e	
ensinando ao paciente a adequada utilização do dispositivo (CHAMLIAN, 2010). 
Para	 tanto,	 é	 importante	 que	 o	 fisioterapeuta	 tenha	 conhecimento	 sobre	 os	
principais componentes desses equipamentos, as medidas de prescrição e o modo 
correto	 de	 utilização,	 a	 fim	 de	 garantir	 ao	 paciente	 o	 uso	 de	 um	 equipamento	 cuja	
estrutura esteja adequada e seja capaz de promover as funções desejadas. Quando 
devidamente indicados, esses equipamentos proporcionam ao paciente uma maior 
estabilidade durante a marcha e a redução da carga em membros inferiores, reduzindo 
dores articulares e compensando fraquezas (CHAMLIAN, 2010). 
Além disso, esses dispositivos ampliam as funções físicas, fornecendo maior 
liberdade de movimento, equilíbrio, estabilidade e independência ao paciente. Os 
pacientes	 beneficiados	 pelo	 uso	 dos	 DAM	 incluem	 sujeitos	 acometidos	 por	 disfunções	
cinético-funcionais temporárias e permanentes, permitindo caminhar ou deslocar-se 
com maior segurança, rapidez e menor gasto energético (CHAMLIAN, 2010).
A prescrição DAM depende da interação entre fatores individuais, ambientais e 
inerentes ao equipamento, devendo estar condicionada ao contexto da reabilitação. A 
pessoa	 com	 deficiência	 deverá	 receber	 treinamento,	 orientações	 e	 acompanhamento	 do	
uso do recurso de forma a garantir a segurança e efetividade do equipamento prescrito 
(CHAMLIAN, 2010). Dentre os principais DAM podemos citar as bengalas, andadores e muletas. 
17
FIGURA 22 – MODELOS VARIADOS DE BENGALAS
FONTE: <https://bit.ly/3E6oijd>. Acesso em: 22 set. 2021.
FIGURA 23 – MODELOS VARIADOS DE MULETAS
FONTE: < https://fenixcirurgica.com.br/site/wp-content/uploads/2019/01/muletas-1.jpg>. 
Acesso em: 22 set. 2021.
FIGURA 24 – MODELOS DE ANDADORES
FONTE: <https://bit.ly/3B1mOVv>. Acesso em: 22 set. 2021.
18
No próximo tópico, estudaremos cada tipo de DAM, de forma 
detalhada e as próximas unidades serão voltadas para o 
detalhamento das órteses e das próteses.
ESTUDOS FUTUROS
19
Neste tópico, você aprendeu:
•	 Órtese	é	um	apoio	ou	dispositivo	externo	aplicado	ao	corpo	para	modificar	os	aspectos	
funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético para obtenção de 
alguma vantagem mecânica ou ortopédica.
•	 As	 órteses	 podem	 ser	 classificadas	 quanto	 a	 sua	 função	 (repouso,	 imobilização,	
proteção, propriocepção e correção), funcionalidade (estáticas ou dinâmicas) e 
confecção (pré-fabricadas ou sob medida). 
•	 Prótese	 é	 o	 componente	 artificial	 que	 tem	 por	 finalidade	 suprir	 necessidades	 e	
funções	de	indivíduos	sequelados	por	amputações,	traumas	ou	deficiências	físicas	
de nascença. Quando uma pessoa perde algum membro do corpo, no lugar é posto 
uma prótese.
 
• As próteses podem ser do tipo implantáveis ou não-implantáveis, passivas ou ativas e 
energéticas ou exoenergéticas. 
•	 Os  DAM,	 como	 bengalas,	 muletas	 e	 andadores,	 fazem	 parte	 de	 programas	
multidimensionais de prevenção contra quedas, visto que melhoram a independência 
funcional, a mobilidade, o equilíbrio e a base de suporte, assim como reduzem os 
efeitos	de	uma	ampla	gama	de	deficiências.
RESUMO DO TÓPICO 1
20
1 Existem inúmeras órteses para membros superiores disponíveis para compra. Elas 
diferem	em	mecânica,	função,	material	utilizado, entre	outras	características.	Com	
relação às características das órteses de membros superiores, assinale a alternativa 
CORRETA:
a) ( ) As órteses podem ser estáticas (imobilização) ou funcionais, em relação 
à mecânica.
b) ( ) As órteses de repouso são utilizadas na fase aguda de lesões dos membros 
superiores.
c)	 (			)	 Todas	 as	 órteses  são	 pré-fabricadas	 e	 se	 ajustam	 às	 necessidades	 de	
cada paciente.
d)	 (			)	 Os	termoplásticos	são	mais	usados	para	confecção,	pois	são	 leves,	flexíveis	e	
duráveis.
2	 Quando	se	fala	em	órtese,	prótese	e	dispositivos	auxiliares	de	marcha, há	uma	grande	
confusão sobre esses termos, que são distintos, mas que na prática, por vezes, são 
utilizados de maneira errônea. Sobre o exposto, analise as sentenças a seguir:
I - Quando o objetivo é substituir um segmento corporal amputado, indica-se o uso de 
uma órtese.
II - Marca-passo, dispositivos auditivos, cintos para estabilização de coluna vertebral e 
colete cervical, são exemplos de órteses.
III - Implantes dentários são exemplos de órteses comumente utilizados na atualidade.
IV - Próteses controladas pelo sistema nervoso do paciente são chamadas de 
neuropróteses.
V	-	 Bengalas	 e	 andadores	 auxiliam	 o	 paciente	 na	marcha	 e	 são	 classificados	 como	
próteses.
Sobre a utilização correta dos termos órtese, prótese e dispositivos auxiliares de marcha, 
assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
c) ( ) As	sentenças	II	e IV estão	corretas.
d) ( ) As sentenças III e IV estão corretas.
AUTOATIVIDADE
21
3	 As	 órteses	 e	 próteses	 são	 classificadas	 de	 acordo	 com	 a	 sua	 funcionalidade	 em	
equipamentos	 estáticos	 ou	 dinâmicos  e  a	 função	 que	 desempenham.	 Sobre	 o	
exposto, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Órteses estáticas são indicadas para pacientes que necessitem de movimentos 
articulares, com alguma amplitude de movimento articular.
b) ( ) Colares cervicais e tipoias, indicados para casos em que se objetive imobilização, 
são considerados órteses dinâmicas.
c) ( ) Nas órteses estáticas podem ser inseridos acessórios como molas, polias, 
elásticos, dentre outros.
d) ( ) Órteses estáticas proporcionam suporte, repouso, estabilização, imobilização, 
correção ou proteção de alguma estrutura corporal.
4 Órtese é todo e qualquer aparelho, dispositivo, instrumento ou adaptação terapêutica 
que auxilie o indivíduo em sua função motora. Trata-se de um dispositivo ou aparelho 
mecânico	 com	 finalidades	 conjuntas	 ou	 isoladas,	 de	 acordo	 com	 a	 necessidade	
específica	 do	 caso	 a	 ser	 tratado.	 Poderá	 ser	 aplicado	 a	 um	 ou	 vários	 segmentos	
do	corpo	com	finalidade	de	proporcionar	o	melhor	alinhamento	possível,	buscando	
sempre a posição funcional, ou seja, a mais adequada. Disserte sobre o momento da 
participação	e	o	papel	do	fisioterapeuta	no	tratamento	do	usuário	de	uma	órtese.	
5 Deve-se ressaltar o papel do Fisioterapeuta na correta indicação, uso e manutenção 
de	uma	órtese.	Com	base	no	exposto,	disserte	sobre	as	condutas	fisioterapêuticas	
que devem ser tomadas com pacientes que utilizam a órtese.
22
23
DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MARCHA
UNIDADE 1 TÓPICO 2 — 
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, continuaremos nosso estudo sobre os dispositivos auxiliares de 
marcha	(DAM),	os	quais	podem	ser	indicados	para	diversas	finalidades:
• auxiliar a marcha;
• prevenirquedas (principalmente em indivíduos idosos);
• reduzir a sobrecarga nas articulações;
•	 melhorar	o	controle	motor,	promovendo	um	feedback	sensorial;
• redução da sobrecarga física ao cuidador, entre outros Hardi et al. (2014 apud PORTO 
et al., 2019, p. 172).
Os DAM, como bengalas, muletas e andadores, fazem parte de programas 
multidimensionais de prevenção de quedas, visto que melhoram a independência 
funcional, a mobilidade, o equilíbrio e a base de suporte, além de reduzirem os efeitos de 
uma	ampla	gama	de	deficiências	(GANZ,	2007).	
Sabe-se que as quedas correspondem à principal causa de lesões e hospitalizações 
em idosos com mais de 65 anos, por isso, saber utilizar corretamente os DAM é de suma 
importância	para	essa	população,	a	fim	de	evitar	quedas	e,	consequentemente,	perda	
da independência funcional. Estima-se que aproximadamente 6,8 milhões de pessoas 
nos Estados Unidos usem DAM 
Quando há indicação para o uso do DAM, este deverá ser prescrito por um 
profissional	habilitado,	que	realizará	uma	série	de	avaliações,	tais	como:	a	avaliação	
da força muscular do sujeito, resistência, equilíbrio, marcha, função cognitiva, dor e 
demandas ambientais (BRADLEY; HERNANDEZ, 2011).
Os pacientes não devem ser desencorajados a comprar ou pegar emprestado 
um	DAM	sem	antes	receber	a	prescrição	adequada	do	fisioterapeuta	ou	outro	profissional	
habilitado.	 Por	 isso,	 os	 profissionais	 de	 saúde	 envolvidos	 com	 a	 população	 idosa	 devem	
rotineiramente avaliar o DAM de seus pacientes, para garantir uma altura adequada, ajuste e 
manutenção, bem como orientar o uso correto do dispositivo (BRADLEY; HERNANDEZ, 2011). 
A prescrição correta de um dispositivo depende de uma avaliação detalhada do 
idoso, considerando fatores como a força e resistência muscular à fadiga, controle postural 
(equilíbrio e postura), função cognitiva, condicionamento cardiorrespiratório e as próprias 
exigências	ambientais	do	indivíduo,	assim	como	sua	condição	financeira	(SCHMITZ,	2010).	
24
2 BENGALAS
Como mencionado em nossos estudos, a principal função das bengalas é 
aumentar a base de apoio, reduzindo a descarga de peso no membro inferior afetado 
e, com isso, melhorar a estabilidade dinâmica e equilíbrio do paciente. É indicada para 
pessoas com instabilidade postural (que apresentam histórico de quedas recorrentes 
ou medo de cair) e indivíduos com dor unilateral de quadril, tornozelo ou joelho. Sua 
utilização	 se	dá	na	mão	oposta	 ao	membro	afetado,	 a	fim	de	diminuir	 a	 sobrecarga	na	
musculatura do quadril, reduzir a compressão das articulações e auxiliar o paciente em 
situações como subir e descer escadas (SCHMITZ, 2010). 
O quadro a seguir apresenta um breve resumo dos principais tipos de bengalas, 
bem como suas características, vantagens e desvantagens. 
QUADRO 1 – TIPOS E CARACTERÍSTICAS DAS BENGALAS
TIPO DE 
BENGALA
CARACTERÍSTICAS VANTAGENS DESVANTAGENS
Convencional
Feita de madeira, alu-
mínio ou plástico. Apoio 
de mão em formato de 
meio	círculo/cajado	ou	
tradicional.
Melhora do equilí-
brio; baixo custo; 
cabe em espaços 
pequenos, como em 
escadas. 
Mais pesadas do que a 
de alumínio; não poderá 
ser ajustada. 
Ajustável de 
alumínio
Apoio de mão em meio 
círculo ou tradicional; 
altura ajustável.
Ajuste de altura 
adequado; leveza; 
cabe em escadas.
Possui custo mais ele-
vado e quando o ponto 
de apoio é anteriorizado 
poderá causar algumas 
complicações, como a 
síndrome do túnel do 
carpo. 
Ajustável de 
alumínio com 
recuo
Possui recuo anterior 
no corpo da bengala 
criando um cabo reto 
ou recuado; altura 
ajustável.
Permite que a pres-
são seja colocada no 
centro da bengala 
para maior estabili-
dade.
Preço elevado em 
comparação às conven-
cionais ou de alumínio 
ajustáveis. 
Quatro apoios
Material: alumínio. Base 
de apoio ampla através 
dos quatro pontos de 
contato com o solo.
Oferece apoio sobre 
uma base larga (au-
mento da base de 
suporte); facilmente 
ajustável.
Mais pesada do que a 
bengala convencional; 
de difícil utilização em 
superfícies instáveis.
A seguir, serão detalhados os principais dispositivos auxiliares de marcha, 
suas características, indicações e a correta prescrição de uso a ser realizada pelo 
fisioterapeuta.
25
Tipo andador
Feita em alumínio; base 
muito ampla; as pernas 
são mais distantes do 
paciente, anguladas 
para manter contato 
com o solo e promover 
estabilidade; dobrável.
Base de apoio larga; 
mais estáveis do 
que as bengalas 
de quatro pontos; 
podem ser dobradas 
e guardadas com 
facilidade.
Não podem ser utilizadas 
em escadas; mais caras 
do que as bengalas de 
quatro pontas.
Com rodas
Feita em alumínio. Base 
ampla e com rodas, 
altura ajustável, possui 
freio sensível à pressão 
manual.
A base com rodas 
permite que o peso 
seja aplicado de 
forma contínua; 
não é necessário 
levantar o dispositi-
vo (progressão mais 
rápida).
Requer força de membro 
superior e preensão para 
acionar mecanismo de 
freio; mais cara do que 
as bengalas de quatro 
pontas.
FONTE: O autor
2.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM O USO DA BENGALA 
Para a marcha, a bengala deverá ser posicionada no membro superior oposto ao 
membro afetado, com o objetivo de reduzir a sobrecarga articular neste membro. Ao 
deambular, a bengala e o membro inferior contralateral devem avançar simultaneamente. 
A bengala deverá encontrar-se relativamente próxima ao corpo, porém sem ser 
posicionada à frente dos dedos do membro inferior (GLISOI et al., 2018).
FIGURA 25 – PADRÃO DE MARCHA UTILIZANDO A BENGALA
FONTE: <https://msdmnls.co/2Zg2Byh>. Acesso em: 22 set. 2021.
Quando	os	dois	membros	inferiores	forem	afetados,	é	preciso	que	o	fisioterapeuta	
decida,	 juntamente	ao	paciente,	de	qual	 lado	a	bengala	ficará,	optando	pelo	lado	menos	
comprometido. Deverá ser avaliado qual lado o paciente apresenta melhor equilíbrio e 
resistência física para deambulação, segurança durante a marcha e força de preensão 
palmar (GLISOI et al., 2018). 
26
Com relação ao posicionamento da bengala, esta deverá permanecer a uma 
distância de cerca de 15 cm ao lado do membro inferior não afetado, e sua altura deverá ser 
ajustada próxima ao trocânter maior do fêmur, de forma que o cotovelo do idoso apresente 
um	ângulo	entre	15°	e	30°	de	flexão	(CAMARA	et al., 2020). 
O uso de bengalas mais altas aumenta o risco de lesões no complexo 
do ombro, pela sua elevação constante, promovendo uma sobrecarga 
articular e muscular na região (CAMARA et al., 2020).
DICA
Para	subir	as	escadas,	o	fisioterapeuta	deverá	orientar	o	paciente	a	segurar	no	
corrimão, levando para o degrau primeiro o membro inferior não comprometido (ou em 
melhor condição), a seguir levar a bengala disposta na mão oposta ao membro inferior 
acometido e subir um degrau com esse membro. Para descer a escada, a orientação é 
diferente, o paciente deverá primeiramente posicionar a bengala no degrau, depois apoiar o 
membro inferior comprometido e, por último, o outro membro inferior, o qual suportará 
o peso do corpo (GLISOI et al., 2018). 
FIGURA 26 – DESCIDA DE ESCADAS COM A BENGALA
FONTE: <https://bit.ly/3GdESQ7>. Acesso em: 22 set. 2021.
Para	 se	 levantar,	 o	 paciente	 deverá	 ser	 orientado	pelo	fisioterapeuta	 a	mover	 o	
corpo para frente na cadeira, inclinar o tronco anteriormente, pressionar para baixo com 
as duas mãos contra os apoios do assento e, após levantar-se, segurar a bengala, de 
forma	que	fique	mais	seguro,	evitando	que	ela	escorregue	(GLISOI	et al., 2018). 
27
De	 uma	 forma	 geral,	 o	 fisioterapeuta	 deverá	 prescrever	 o	 uso	 de	 bengalas	 para	
pacientes com problemas de marcha, considerados moderados, pois este dispositivo não 
fornecerá um alto grau de estabilidade. Portanto, o indivíduo deverá apresentar alguns 
pré-requisitos básicos antes de utilizar a bengala, tais como: cognitivo preservado, 
bom equilíbrio, ajustes posturais antecipatórios e estratégias reativas preservadas 
(ALBUQUERQUE et al., 2018). 
3 MULETAS
As muletas sãoúteis para os pacientes que necessitam utilizar os membros 
superiores para sustentar o peso, permitindo uma deambulação funcional, com 
sustentação de peso restrita. Em geral, são utilizadas bilateralmente, com três modelos 
básicos: muletas axilares, de antebraço ou Lofstrand e de descarga de peso antebraquial 
(SAAD, 2007). 
A seguir, veremos algumas características de cada tipo de muleta.
QUADRO 2 – TIPOS E CARACTERÍSTICAS DAS MULETAS
TIPO DE MULETA CARACTERÍSTICAS VANTAGENS DESVANTAGENS
Axilar
Apoio axilar, 
empunhadura manual; 
altura regulável.
Representa um alívio 
de até 80% da carga 
dos membros 
inferiores.
A regulação incorreta 
do apoio axilar poderá 
causar compressão do 
nervo e artéria axilar.
Lofstrand
Possui uma braça-
deira de antebraço 
para aumentar o 
braço de alavanca da 
empunhadura; mais 
adequada quando 
usada por períodos 
prolongados.
Permitirá mobilidade 
em escadas, bem 
como para entrar e 
sair de automóveis; 
permitirá que a 
empunhadura seja 
solta sem que a 
muleta caia.
Requererá maior 
controle e força em 
membros superiores; 
mais onerosas do que 
as muletas axilares.
Apoio 
antebraquial
Possui uma platafor-
ma horizontal para 
todo o antebraço, que 
é utilizado para supor-
tar o peso (em vez da 
mão).
Indicada quando o 
punho não pode 
receber carga.
Dificuldade	no	
aprendizado do uso.
FONTE: O autor.
28
3.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM AS MULETAS
A marcha do tipo mergulho é indicada quando há incapacidade de descarregar 
completamente o peso nos membros inferiores por algum motivo, como: consolidação e 
fratura pós-operatório de cirurgias ortopédicas, entre outros. Inicia-se a marcha com 
as muletas à frente do corpo e, enquanto há descarga de peso total nos membros 
superiores, os membros inferiores deverão ser impulsionados e deslocados até a frente 
da linha entre as muletas, ao mesmo tempo. Este padrão favorecerá uma velocidade de 
marcha rápida, porém, com gasto energético elevado e grande exigência de força de 
membros superiores (SAAD, 2007). 
A marcha de três pontos é indicada quando há incapacidade de descarregar o peso 
em um dos membros inferiores, como membro acometido por fratura, dor, amputação, 
pós-operatório, entre outros. Primeiramente, ambas as muletas deverão ser levadas à 
frente e, em seguida, o membro afetado. O peso do corpo deverá ser descarregado sobre as 
muletas e, por último, o membro não afetado irá à frente. Esse tipo de marcha exigirá que 
o paciente apresente atenção ao movimento e um adequado equilíbrio (SAAD, 2007). 
A marcha de quatro pontos é indicada para pacientes com fraqueza ou 
incoordenação bilateral dos membros inferiores. O indivíduo realizará a alternância 
entre os membros, ou seja, muleta esquerda, pé direito; muleta direita, pé esquerdo. Ela 
promoverá mais estabilidade do que a marcha de três pontos (SAAD, 2007). 
A marcha de dois pontos é a mais rápida e similar à marcha natural. A sequência de 
movimentos nesse padrão de marcha é a seguinte: muleta esquerda e pé direito juntos; 
muleta direita e pé esquerdo juntos. Essa marcha possui como vantagem a velocidade 
mais rápida do que na marcha em quatro apoios (LI; ARMSTRONG; CIPRIANI, 2001). 
FIGURA 27 – EXEMPLOS DE MARCHA COM MULETAS
FONTE: <https://bit.ly/3GdqmrG>. Acesso em: 22 set. 2021.
Com	 relação	 ao	 ato	 de	 subir	 e	 descer	 degraus,	 o	 fisioterapeuta	 deverá	 orientar	
o paciente que, ao subir as escadas, o membro inferior menos acometido deverá ser 
posicionado no primeiro degrau e as muletas, assim como o membro inferior acometido no 
degrau seguinte, progredindo a subida pelos demais degraus (GLISOI et al., 2018).
29
Ao descer as escadas, o movimento realizado é contrário ao da subida, pois o 
membro inferior mais acometido e as muletas devem iniciar o movimento de descida, 
sendo posicionados no primeiro degrau, seguidos pelo membro inferior menos acometido, 
progredindo a descida, dessa maneira, pelos degraus restantes. Quando houver corrimão, é 
indicado que uma muleta seja substituída por este apoio (GLISOI et al., 2018). 
FIGURA 28 – SUBIDA E DESCIDA DE ESCADAS COM MULETAS
FONTE: <https://bit.ly/3B72xhl>. Acesso em: 22 set. 2021.
Para sentar-se e levantar de forma correta, o paciente deverá ser orientado 
a levar o membro inferior mais acometido à frente e segurar ambas as muletas em 
uma das mãos, utilizando a outra mão para sentir o assento da cadeira, e se sentar 
lentamente. Para levantar-se, as muletas deverão ser colocadas à frente da cadeira, 
ambas as muletas deverão ser seguradas pela mão ipsilateral ao membro inferior menos 
acometido. O indivíduo deverá deslocar seu corpo para frente na cadeira, impulsionar-se 
para cima e deslocar seu peso para o membro inferior menos acometido. Ainda, uma 
outra opção é deixar as muletas de lado e utilizar a força dos membros superiores e do 
membro inferior não acometido para levantar-se (GLISOI et al., 2018).
FIGURA 29 – SENTAR E LEVANTAR COM MULETAS
FONTE: <https://bit.ly/3Ealv8D>. Acesso em: 22 set. 2021.
30
Se liga nessa dica de artigo: PORTO, J.M; et al. Recomendações para 
prescrição de dispositivos auxiliares da marcha em idosos. Acta Fisiatr, v. 
26, n. 3, p. 171-175, 2019.
DICA
4 ANDADOR
Por	 fim,	 querido	 acadêmico,	 discutiremos	 sobre	 os	 andadores,	 dispositivos	
auxiliares de marcha muito utilizados pela população idosa. Os andadores fornecem três 
a quatro pontos de contato com o solo e, assim, auxiliam na melhora do equilíbrio devido 
a alguns fatores, como: o aumento da base de suporte, que promove uma maior estabilidade 
para o usuário. Quando comparados às bengalas e muletas, propiciam maior senso de 
segurança aos sujeitos que apresentam medo de cair ao andar (SCHMITZ, 2010). 
A altura dos andadores poderá ser ajustável, geralmente variando de 81 a 92 cm. 
Normalmente são feitos de alumínio tubular e pegadores de vinil moldado. Existem alguns 
recursos adicionais que o andador poderá fornecer, como: cestas, sistemas de travagem, 
assentos, deslizadores, apoios de mãos, mecanismo dobrável e pegadores 
(SCHMITZ, 2010).
O andador deverá ser posicionado levemente à frente do corpo do idoso, para 
proporcionar uma base de suporte estável, assim como a sua altura deverá ser ajustada de 
forma	que	apresente	um	ângulo	entre	15°	e	30°	de	flexão	dos	cotovelos	(SCHMITZ,	2010).
FIGURA 30 – POSICIONAMENTO CORRETO PARA O USO DO ANDADOR
FONTE: <https://bit.ly/3B0yRT6>. Acesso em: 22 ser. 2021.
31
Com relação aos modelos encontrados no mercado, há cinco principais tipos 
de	andadores,	sendo	eles:	andador	articulado;	fixo;	com	rodas	dianteiras;	de	quatro	rodas;	
e	de	três	 rodas	 (VAN	HOOK,	2003).	No	quadro	a	 seguir,	 encontraremos	as	descrições,	
vantagens e desvantagens de cada um deles.
QUADRO 3 – TIPOS E CARACTERÍSTICAS DOS ANDADORES
TIPO DE 
ANDADOR
CARACTERÍSTICAS VANTAGENS DESVANTAGENS
Articulado
Quatro pernas com 
pontas de borracha; 
mobilidade unilateral
Não é necessário erguer o 
andador.
Contraindicado para 
usar em escadas, volu-
moso e menos estável 
que	o	fixo.
Fixo
Quatro pernas com 
pontas de borracha; não 
apresenta mobilidade 
em nenhum dos planos.
Melhor estabilidade; maior 
sensação de segurança; 
ampla base de suporte; 
ideal para pessoas com 
fraqueza de membros 
inferiores.
O uso em escadas 
é contraindicado; 
volumoso; padrão de 
marcha mais lento 
e controlado; requer 
maior atenção; não 
é aconselhável para 
pessoas	com	déficit	
cognitivo e fraqueza de 
membros superiores; 
maior gasto energético; 
flexão	de	tronco	não	
funcional.
Rodas 
dianteiras
Duas pernas traseiras 
com pontas de borracha 
e duas dianteiras com 
rodas; não apresenta 
mobilidade em nenhum 
dos planos.
Poderá ser utilizado em 
pessoas	com	déficit	cog-
nitivo, com problemas de 
ombro e incapazes de er-
guer o andador; velocidade 
de marcha mais funcional 
e rápida.
O uso em escadas é 
contraindicado; volu-
moso; maior chance 
de perder controle; re-
dução do balanço dos 
membros superiores; 
flexão	nãofuncional	
de tronco durante a 
marcha.
Quatro 
rodas
Quatro pernas com 
rodas	(fixas	ou	com	
suporte giratório) e não 
apresenta mobilidade 
em nenhum dos planos.
Poderá ser utilizado em 
pessoas	com	déficit	cogni-
tivo e problemas de ombro 
e incapazes de erguer o 
andador; velocidade de 
marcha mais funcional e 
rápida.
Uso em escadas con-
traindicado; volumoso; 
redução do balanço 
dos membros superio-
res; maior chance de 
perder seu controle; 
menos estável.
Três rodas
Modelo tripé; três pernas 
com	rodas	(fixas	ou	com	
suporte giratório); roda 
da frente pode girar para 
qualquer direção e as 
duas rodas traseiras são 
unidirecionais.
Poderá ser utilizado em 
pessoas	com	déficit	
cognitivo, problemas de 
ombro e incapazes de 
erguer o andador; permite 
manobras e mudanças de 
direção com um círculo de 
giro pequeno; é dobrável, 
de fácil utilização; marcha 
mais funcional e rápida.
Uso em escadas con-
traindicado; volumoso; 
redução do balanço 
dos membros superio-
res; maior chance de 
perder seu controle; 
menos estável
FONTE: O autor.
32
4.1 MARCHA E TRANSFERÊNCIAS COM O USO DO ANDADOR 
Independentemente	 do	 tipo	 de	 andador,	 o	 fisioterapeuta	 deverá	 orientar	 o	
paciente para que caminhe sempre olhando para frente, mantendo um bom alinhamento 
postural e evitando o desequilíbrio. Além disso, deve-se evitar que o mesmo se aproxime 
muito do andador, uma vez que isso reduz a base de suporte, aumentando o risco de 
quedas (GLISOI et al., 2012). 
Os quatros apoios do andador devem ser transferidos e posicionados 
simultaneamente, evitando o balanço dos apoios ou deslizamento anterior do andador. Os 
pacientes	que	deambulam	com	andador	fixo	são	orientados	a	retirarem	completamente	o	
andador do chão, colocá-lo à frente, levarem o membro inferior comprometido à frente e, 
depois, o segundo membro inferior, com um passo à frente do primeiro (SCHMITZ, 2010).
No andador articulado, não há necessidade de erguer o andador, pois o 
movimento simultâneo dos braços auxilia no deslocamento, movendo um lado do 
andador para frente junto ao membro inferior e depois faz o mesmo no outro lado 
(SCHMITZ, 2010).
Os andadores com três e quatro rodas promovem o deslizamento do dispositivo à 
frente, não sendo necessário erguer o mesmo (SCHMITZ, 2010).
Os idosos deverão ser desestimulados a subir escadas ou usar escadas rolantes 
com	o	andador,	devido	à	dificuldade	de	manuseá-lo	e	ao	risco	de	queda.	Há	exceções	em	
situações nas quais os degraus da escada forem compridos ao ponto de conseguir apoiar 
toda a base de suporte do andador (SCHMITZ, 2010).
Para o ato de se sentar e levantar, devemos orientar o paciente para que se 
desloque para frente, posicione o andador em frente ao assento, pressione para baixo 
com as mãos nos apoios de braços ou assento, se necessário e, assim que se levantar, 
estender as mãos (uma de cada vez) para segurar o andador. Para sentar-se, o indivíduo 
se aproximará da cadeira com o uso do andador, realizando um pequeno círculo em 
direção ao lado mais forte, até sentir a cadeira contra suas pernas. Logo após, estenderá uma 
mão por vez em direção aos apoios de braço, e descerá de modo controlado até a cadeira 
(SCHMITZ, 2010).
33
FIGURA 31 – SENTAR E LEVANTAR COM O ANDADOR
FONTE: <https://bit.ly/3putJ7O>. Acesso em: 22 set. 2021.
Agora que já compreendemos aspectos, como: as características, indicações, 
vantagens e desvantagens dos principais dispositivos auxiliares de marcha, que tal você 
realizar	umas	questões	de	fixação	sobre	o	assunto?!
34
Neste tópico, você aprendeu:
•	 Dispositivos que	auxiliam	na marcha proporcionam	estabilidade	e	apoio	necessário	
aos	pacientes	com	disfunções do	aparelho	locomotor.	
•	 Dentre os	dispositivos de	auxílio	mais	usados	estão	bengalas,	muletas,	andadores	e	
cadeira de rodas.
• Os DAM são utilizados para fornecer maior liberdade de movimento e independência 
enquanto ajudam no equilíbrio dos usuários. 
• As bengalas auxiliam na redistribuição do peso de um membro inferior fraco ou 
doloroso, aumentam a base de suporte e fornecem uma informação tátil ao paciente 
a respeito do piso. 
• As muletas são úteis para os pacientes que necessitarem utilizar os braços para apoio 
e propulsão. Elas poderão retirar ou reduzir a carga em um ou em ambos os membros 
inferiores, dependendo do objetivo. 
• Os andadores melhoram a estabilidade em pacientes com fraqueza dos membros 
inferiores	ou	déficit	de	equilíbrio.	
• O	fisioterapeuta	deverá	conhecer	os	diversos	dispositivos	auxiliares	de	marcha,	a	fim	
de realizar a prescrição adequada para os seus pacientes.
RESUMO DO TÓPICO 2
35
1	 Ao	escolher	um	dispositivo	auxiliar	da	marcha,	o	fisioterapeuta	deverá	considerar	a	
quantidade de apoio que o paciente necessitará e sua capacidade de manipular o 
dispositivo. Com relação aos dispositivos auxiliares de marcha, assinale a alternativa 
CORRETA:
a) ( ) Os andadores são utilizados quando são necessários apoio e estabilidade máxima 
pelo paciente.
b) ( ) As barras paralelas são usadas pelos pacientes que não precisam de muita 
estabilidade ou apoio como o fornecido pelos andadores.
c) ( ) As muletas axilares permitem que o paciente realize uma variedade maior de 
padrões de marcha e deambule com maior rapidez.
d) ( ) Bengalas são mais estáveis que os andadores e exigem pouco equilíbrio em 
ortostatismo, bem como força de membro superior do corpo do paciente.
2 O uso de dispositivos auxiliares da marcha, como muletas e andadores, é indicado 
porque permitem que o paciente adquira maior independência funcional. Com relação ao 
uso	de	dispositivo	auxiliar	para	marcha	em	idosos,	assinale	a	afirmação	CORRETA:
a) ( ) O	 uso	 de	 bengala	 simples	 será	 suficiente	 para	 indivíduos	 que	 precisam	 de	
transferência de peso frequente.
b) ( ) O uso de uma bengala de quatro apoios será indicado para idosos, quando apenas 
o uso de um dos membros superiores é necessário para melhora do equilíbrio.
c) ( ) O uso do andador é necessário para indivíduos que precisam de transferência de 
peso frequente.
d) ( ) O andador será indicado quando o uso dos dois membros superiores for 
necessário para a melhora do equilíbrio, durante a marcha, sem transferência de 
peso.
3 Paciente do sexo feminino, 70 anos, foi submetida a uma artroplastia total do quadril 
direito há 30 dias, devido à osteoartrose severa de quadril. Com relação ao uso de 
dispositivos auxiliares para marcha dessa paciente, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) O uso da bengala deverá ser feito ipsilateralmente à cirurgia.
b) ( ) As muletas axilares devem ser colocadas à frente, seguidas do membro inferior 
esquerdo e, depois, do membro inferior direito.
c) ( ) A paciente deverá realizar a marcha de balanceio.
d) ( ) Ao subir escadas, a paciente deverá primeiro subir o membro inferior esquerdo e, 
ao descer, a bengala e o membro inferior direito devem descer primeiro.
AUTOATIVIDADE
36
4	 Em	um	curso	de	Cuidadores	Informais	de	Idosos,	o	fisioterapeuta	ficou	responsável	
por ensinar algumas técnicas básicas para o uso adequado de um dispositivo auxiliar 
da marcha: o andador. Com base nisso, disserte sobre a forma correta de ensinar o 
paciente a utilizar o andador:
5	 Considere	 um	 paciente	 adulto	 jovem,	 em	 pós-operatório	 de	 fratura	 da	 diáfise	 do	
fêmur	direito,	após	acidente	automobilístico.	Foi	realizada	uma	fixação	intramedular	
há 15 dias. Esse paciente está de alta hospitalar, liberado para apoio parcial (40% do 
peso corporal) e necessita de dispositivo auxiliar para marcha. Com base no caso 
clínico desta paciente, disserte sobre a indicação correta do dispositivo auxiliar de 
marcha para a paciente em questão. 
37
TÓPICO 3 — 
FISIOTERAPIA NO PRÉ E 
PÓS-OPERATÓRIO DE PROTETIZAÇÃO
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, neste tópico abordaremos a temática das amputações, bem como a 
atuação	do	fisioterapeuta	no	pré	e	pós-operatório	de	protetização.	Inicialmente,	é	necessário	
que	você	entenda	o	quesignifica	o	termo	amputação,	que	é	utilizado	para	descrever	a	
ausência total ou parcial de um membro (SOUZA; SANTOS; ALBUQUERQUE, 2019).
Os primeiros relatos de amputações estão relacionados à Hipócrates, em 1529. 
Posteriormente, desenvolveram-se inúmeras novas técnicas cirúrgicas em amputações, 
inclusive durante as duas Guerras Mundiais, quando houve um crescimento do número 
de amputações decorrentes de ferimentos nos campos de batalha. A partir daí, com o 
passar dos anos, houve um grande desenvolvimento de tecnologias relacionadas às 
amputações, tornando-as cada vez mais seguras e efetivas (INSS, 2017).
As amputações podem ser decorrentes de diversos fatores, tais como traumas, 
má formação, procedimentos cirúrgicos, entre outros. Também podem ser realizadas 
de forma eletiva ou em caráter de urgência, dependendo do caso de cada paciente. 
Em caráter de urgência, geralmente, decorrem de acidentes de trânsito e ferimentos 
por arma de fogo. Já as amputações eletivas são realizadas quando todas as demais 
opções terapêuticas já não forem mais viáveis, pois sabe-se que as amputações 
estão relacionadas a altas taxas de morbimortalidade e impactos negativos no âmbito 
psicossocial (SOUZA; SANTOS; ALBUQUERQUE, 2019).
Com relação à etiologia, vários fatores podem levar a uma amputação, tais 
como a presença de doenças infecciosas ou parasitárias no membro, problemas no 
sistema circulatório, diabetes, gangrena, neoplasias, doenças de pele e malformações 
genéticas. A gangrena, por exemplo, é uma doença grave, que geralmente leva a uma 
amputação. Ela surge quando alguma região do corpo não está recebendo a quantidade 
de sangue necessária ou sofre uma infecção severa, podendo provocar a morte dos 
tecidos (SOUZA; SANTOS; ALBUQUERQUE, 2019), conforme demonstrará a Figura 32.
38
FIGURA 32 – GANGRENA PRÉ-AMPUTAÇÃO DAS FALANGES
FONTE: <https://jpimg.com.br/uploads/2021/02/ny-post.jpg>. Acesso em: 22 set. 2021.
A	 seguir,	 estudaremos	 os	 níveis	 das	 amputações	 e	 o	 papel	 do	 fisioterapeuta	 no	
contexto da reabilitação pré e pós-protetização. Vamos lá?!
2 NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO
As amputações, tanto de membros superiores quanto inferiores, podem ser 
realizadas	em	diferentes	níveis	e,	segundo	Kuhn	(1997),	a	primeira	preocupação	da	equipe	
multiprofissional	não	é	com	o	nível	da	amputação	e	sim	com	a	sobrevivência	e	prognóstico	
do paciente. Quando há possibilidade de escolha e a amputação for eletiva, a equipe levará 
em consideração a possibilidade de colocação de prótese, realizando a amputação em um 
nível que permitirá o maior grau de funcionalidade para o paciente em questão.
Em	 vista	 disso,	 é	 fundamental	 para	 o	 fisioterapeuta,	 o	 conhecimento	 dos	
principais níveis de amputação, as alterações biomecânicas e limitações funcionais, 
visando a programação adequada da reabilitação do paciente, bem como sua 
protetização quando esta for possível (INSS, 2017). 
A amputação deverá ser diferenciada de desarticulação, pois a amputação 
consiste na remoção de um ou mais ossos, diferente de desarticulação 
que remove uma parte por meio de uma articulação (INSS, 2017).
NOTA
Com relação às amputações de membros inferiores, os níveis mais comuns são 
a desarticulação interfalangiana, desarticulação metatarsofalangiana, amputação trans-
metatarsiana, desarticulação de Lisfranc, amputação naviculocuneiforme-transcubóide, 
desarticulação de Chopart, desarticulação de Syme, amputação de Pirogoff, amputação 
de Boyd, amputação transtibial, desarticulação de joelho, amputação transfemoral, desarti-
culação de quadril e desarticulação sacrilíaca (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013).
39
Para lembrar: o membro residual de amputação é denominado coto.
IMPORTANTE
A seguir serão listadas as características das amputações mais comuns 
relacionadas aos membros inferiores:
• Amputação de Chopart: trata-se de uma desarticulação realizada entre os ossos 
navicular e cubóide com o tálus e calcâneo, respectivamente. Apresenta um predomínio 
dos	músculos	 flexores	 plantares	 inseridos	 na	 tuberosidade	 posterior	 do	 calcâneo	
sobre	a	musculatura	dorsiflexora.	Este	tipo	de	amputação	é	relacionado	a	um	braço	
curto de alavanca, que normalmente evolui para um pé equino, reduzindo, dessa 
maneira, a área de apoio (CARVALHO, 2003). 
FIGURA 33 – AMPUTAÇÕES MAIS COMUNS DO PÉ
FONTE: <https://blog.conforpes.com.br/wp-content/uploads/2020/02/amputacao-de-pe-1024x790.jpg>. 
Acesso em: 22 set. 2021.
• Amputação de Syme: consiste na desarticulação talocrural e remoção dos maléolos 
medial, lateral e parte distal da cartilagem tibial. Permite descarga distal sobre o coto 
e a presença de espaço entre o coto e o solo, possibilitando uma protetização futura 
com o pé mecânico. A marcha sem prótese é possível, porém, por causa da dismetria 
dos membros, há claudicação. Esse nível de amputação é bastante indicado por ser 
considerado como um procedimento tecnicamente fácil, apresentar um coto bastante 
longo e durável com possibilidade de descarga distal e permitir uma reabilitação e 
protetização precoce (CARVALHO, 2003). 
40
•	 Amputação	de	Pirogoff: é similar a de Syme, porém, é tecnicamente mais difícil 
e demorada. É caracterizada como uma artrodese entre a tíbia e o calcâneo. Como 
resultado, observamos um espaço menor entre o coto e o solo, quando comparado 
com a de Syme (CARVALHO, 2003). 
• Amputação de Boyd:	 é	 similar	 à	 amputação	 de	 Pirogoff,	 com	 uma	 artrodese	 do	
calcâneo	seccionado	com	a	superfície	distal	tíbiofibular.	Porém,	possui	osteotomia	
horizontal (CARVALHO, 2003).
• Amputação transtibial: ocorre entre a desarticulação tibiotársica e a de joelho. 
Podemos dividi-la em três níveis, ou seja: amputação transtibial em terço proximal, 
médio e distal. Os cotos transtibiais apresentam uma tendência à deformidade 
em	flexão	 do	 joelho,	 tanto	maior	 quanto	mais	 proximal	 for	 o	 nível	 da	 amputação	
(CARVALHO, 2003). 
FIGURA 34 – PRINCIPAIS NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO DE MEMBROS INFERIORES
FONTE: INSS (2017, p. 14)
• Amputação transtibial distal: possui um coto longo, o que promoverá um grande 
braço	 de	 alavanca,	 favorecendo	 a	 prótese.	 A	 deformidade	 em	 flexão	 do	 joelho	 é	
comum nesse caso. Dentre as vantagens desse tipo de amputação estão o menor 
gasto	energético,	marcha	mais	fisiológica	e	facilidade	de	protetização	em	função	da	
manutenção da articulação do joelho (CATARIN, 2019). 
41
FIGURA 35 – AMPUTAÇÃO TRANSTIBIAL
FONTE: MAITIN (2016, p. 442).
• Amputação no nível de desarticulação de joelho: preserva-se a patela. Em 
virtude do comprimento total do fêmur, o paciente apresenta um bom controle sobre 
a prótese. Além disso, apresenta boa alavanca de movimento, e não se observam 
deformidades importantes. Possui algumas vantagens quando comparada à amputação 
transfemoral, como a maior força muscular, melhor suspensão e adaptação da prótese e 
menor gasto energético durante a deambulação (CARVALHO, 2003).
• Amputação transfemoral: amputação realizada entre a desarticulação de joelho e 
a de quadril, podendo ser caracterizada nos seguintes níveis: terço proximal, médio e 
distal.	O	coto	geralmente	apresenta	deformidade	em	flexão	e	abdução	de	quadril.	Os	
amputados transfemorais apresentam, durante a marcha, um gasto energético 65% 
maior que cidadãos não amputados (CATARIN, 2019). 
• Hemipelvectomia: é caracterizada como a amputação da perna toda, partes da 
pelve e, por vezes, partes da região sacral. O desnível pélvico é a principal causa das 
alterações biomecânicas nos pacientes submetidos a este tipo de amputação. Isto 
ocorre	porque	 influencia	no	centro	de	gravidade	e	na	aquisição	da	marcha	futura	
destes pacientes (DENENO, 2017).
Quanto aos membros superiores, os principais níveis de amputação são:
• Desarticulação escapulotorácica.
• Desarticulação glenoumeral ou de ombro.
• Amputação transumeral.
• Desarticulação do cotovelo.
• Amputação de antebraço.
• Desarticulação de punho.
• Amputação transmetacarpal.
• Amputação metacarpofalangeana.
• Amputações interfalangeanas.42
FIGURA 36 – PRINCIPAIS NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES
FONTE: Matiello e Vasconcelos (2019, p. 61)
• Desarticulação escapulotorácica: separação entre escápula e gradil costal, 
removendo a clavícula e a escápula. Geralmente está ligada a patologias malignas 
(MAITIN, 2016).
• Desarticulação glenoumeral (ombro): nesse tipo de amputação, ocorre a retirada 
total do úmero, com preservação da clavícula e da escápula. Este tipo de desarticulação 
total deverá ser evitado sempre que possível, pois a ausência da cabeça umeral, além 
de ocasionar deformidades na região do ombro, poderá causar desvios importantes na 
coluna vertebral, principalmente nos casos de amputação unilateral (MAITIN, 2016). 
• Amputação transumeral: amputação realizada no úmero, podendo ser em 
diversos níveis. Consiste na retirada total do rádio e da ulna. O nível mais comum de 
amputação, nesse caso, é o medial. Nesses casos, quanto maior for o membro residual 
(se recomenda mais que 12 centímetros), mais fácil será a inserção e adaptações da 
prótese (INSS, 2017).
• Amputação transradial: amputação entre a articulação do tornozelo e do punho. Trata-
se da amputação mais comum realizada nos membros superiores. Sua desvantagem é a 
perda funcional dos movimentos de pronação e supinação (MAITIN, 2016).
• Desarticulação do punho: consiste na retirada total da mão, preservando a 
integridade distal dos ossos do antebraço (MAITIN, 2016). 
Além desses níveis de amputação de membro superior, as amputações podem 
ocorrer na região da mão, e podem ser feitas em diferentes níveis nessa região, desde 
43
amputações que promovam a desarticulação intercárpica, carpometacarpal, transme-
tacarpal, amputações metacarpofalangeanas até amputações de interfalangeanas dis-
tais ou proximais (INSS, 2017).
3 AVALIAÇÃO E REABILITAÇÃO DO PACIENTE AMPUTADO
O coto de amputação é considerado o novo membro do paciente, e apresentará 
importantes funções na marcha e manutenção das posturas, como a ortostática, por 
exemplo. Para que ele tenha uma boa funcionalidade e controle da prótese, precisará 
apresentar algumas características, tais como: nível adequado, coto estável, presença 
de um bom coxim, bom estado da pele, ausência de neuromas terminais e espículas 
ósseas, boa circulação arterial e venosa, boa cicatrização e ausência de edema 
importante (MAITIN, 2016).
FIGURA 37 – COTO ÍNTEGRO PÓS-AMPUTAÇÃO
FONTE: <https://bit.ly/3B65NJW>. Acesso em: 22 set. 2021.
FIGURA 38 – COTO COM ESCORIAÇÕES E NEUROMA
FONTE: <https://bit.ly/3EddkbT>. Acesso em: 22 set 2021.
44
O processo de reabilitação deverá iniciar após a cicatrização da sutura cirúrgica, 
e	 cabe	 ao	 fisioterapeuta	 realizar	 uma	 criteriosa	 avaliação	 do	 paciente	 amputado,	
observando seu estado geral e as condições do coto (CARVALHO, 2003). 
Com	 relação	 aos	 objetivos	 do	 fisioterapeuta	 com	 o	 paciente	 na	 fase	 pré-
protetização, podemos destacar:
• Manutenção e ganho de força muscular.
• Acolhimento e humanização.
• Treinamento de transferências de postura.
• Treinamento do equilíbrio.
• Tratar e prevenir contraturas e deformidades.
• Melhora do condicionamento físico e resistência.
• Treinar a marcha com os dispositivos auxiliares (POP EBSERH, 2016). 
Após a protetização, são inseridos outros objetivos e condutas no contexto 
fisioterapeuta-paciente,	tais	como:
• Orientar o manejo e colocação da prótese da maneira correta.
• Orientar quanto aos cuidados com o coto (limpeza, prevenção de úlceras e 
enfaixamento).
• Treinar a marcha, equilíbrio e adaptação à prótese.
• Acompanhar os ajustes técnicos da prótese.
Reabilitar um paciente amputado não quer dizer necessariamente protetizá-lo. 
No	entanto,	para	os	candidatos	elegíveis	a	colocação	da	prótese,	o	fisioterapeuta	realizará	
o acompanhamento dos pacientes até que eles tenham um controle total da prótese e 
independência	nas	atividades	diárias,	profissionais	e	recreativas	(CARVALHO,	2003).	
Dentre	as	principais	condutas	do	fisioterapeuta	no	paciente	amputado,	podemos	
citar:
• Dessensibilização do coto: estímulos sensitivos realizados na extremidade distal 
do coto que irão levar ao saturamento dos receptores das vias aferentes sensitivas, visando 
uma normalização da sensibilidade local e melhor adaptação futura à prótese. Esses 
estímulos podem ser realizados com materiais simples, como algodão, buchinha de 
lavar	louças,	escova	de	dentes,	toalha	e	cubos	de	gelo.	O	fisioterapeuta	deverá	orientar	
o paciente a realizar a dessensibilização do coto passando os materiais de diversas 
texturas sobre o mesmo, iniciando de forma suave e aumentando sucessivamente a 
frequência e a duração dos movimentos (CARVALHO, 2003). 
• Enfaixamento do coto: enfaixamentos com ataduras elásticas são úteis tanto 
na redução do edema como principalmente para moldar o coto para uma posterior 
protetização, tornando-o afunilado e apto a receber o encaixe protético. A maior 
compressão deve ser na ponta do coto e essa pressão deverá ser gradativamente 
diminuída em direção proximal ao segmento amputado. É importante que o enfaixamento 
tenha abrangência de todo o segmento do coto de amputação (CARVALHO, 2003).
45
FIGURA 39 – EXEMPLO DE ENFAIXAMENTO DO COTO EM AMPUTAÇÃO ABAIXO DO JOELHO
FONTE: <https://bit.ly/3GhgzAX>. Acesso em: 22 set. 2021.
• Hidroterapia:	 a	 imersão	 em	 água	 facilitará	 a	 realização	 das	 técnicas	 fisioterapêuticas	
como alongamento, fortalecimento, mobilização articular, treinamento de marcha e de 
equilíbrio	e	de	resistência	à	fadiga	(KISNER,	2005).	
• Eletroterapia: o ultrassom pulsado possui efeitos positivos quando aplicado sob o 
coto,	reduzindo	a	dor	e	as	retrações	do	tecido	fibroso	(AGNE,	2006).	O	TENS	(Estimulação	
Elétrica Nervosa Transcutânea) tem um bom índice de utilização. As indicações 
para o uso do TENS são o alívio da dor, dessensibilização e redução da dor fantasma 
(CARVALHO, 2003). O Laser de baixa potência também possui efeitos positivos 
quando aplicado sobre o coto, tais como analgesia local, ação antiedematosa e anti-
inflamatória,	facilitando	a	cicatrização	(AGNE,	2006).	
FIGURA 40 – APLICAÇÃO DE LASER EM PACIENTE AMPUTADO
FONTE: <https://www.fisicontrol.pt/uploads/servicos_galeria/image[15].jpg>. Acesso em: 22 set. 2021.
46
A	 fisioterapia	 deverá	 ser	 iniciada	 o	 mais	 breve	 possível	 após	 a	 amputação,	
utilizando as técnicas descritas anteriormente e, também, exercícios ativo-assistidos, 
ativo-livres e isométricos, exercícios de equilíbrio e propriocepção, fortalecimento do 
membro contralateral e treino de marcha. Além disso, todos os grupos musculares dos 
membros superiores, do tronco e dos membros inferiores deverão ser trabalhados, e não 
somente aqueles que agem contra as deformidades (CARVALHO, 2003). 
FIGURA 41 – FISIOTERAPIA PÓS-PROTETIZAÇÃO
FONTE: <http://www.clinicafisioform.com.br/uploads/Texto_Luize%20(4).jpg>. Acesso em: 22 set. 2021.
Para ampliar o seu conhecimento acerca das orientações que são 
necessárias ao paciente amputado, leia o Guia de orientações ao paciente 
amputado, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), através do link: 
http://www.hcfmb.unesp.br/wp-content/uploads/2019/06/Amputado-1.pdf
DICA
A reabilitação em pacientes amputados deverá ser realizada com apoio de uma 
equipe	multiprofissional,	 objetivando	 o	 ganho	máximo	de	 independência	 funcional	 e	
qualidade de vida. Em vista disso, após uma amputação, o paciente poderá fazer uso 
de	diversos	tipos	de	próteses,	órteses	ou	dispositivos	auxiliares	de	marcha,	a	fim	de	melhorar	
a funcionalidade no desempenho das suas atividades de vida diária (BRASIL, 2013). No 
entanto, o uso de órteses e próteses, bem como os tipos, indicações e contraindicações para 
cada nível de amputação, é assunto para a próxima unidade. 
47
LEITURA
COMPLEMENTAR
O USO DE DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA MARCHA EM IDOSOS E 
SUA RELAÇÃO COM AUTOEFICÁCIA PARA QUEDAS
Vanessa S. Albuquerque
 Laíze P. Fernandes
 Francisco Eduardo F. Delgado 
Cláudia Helena C. Mármora
INTRODUÇÃOO aumento da longevidade trouxe mudanças no modo de pensar e viver a velhice 
em todas as dimensões da vida humana. Tais mudanças têm favorecido a manutenção da 
autonomia e independência das pessoas idosas. Por meio de um protagonismo social, 
elas têm buscado a promoção do seu próprio envelhecimento funcional, impondo cada 
vez mais a necessidade de estudos e pesquisas neste campo.
 A mobilidade é um aspecto essencial para a independência nas atividades 
de vida diária. Na população idosa, é comum encontrarmos distúrbios relacionados 
à marcha que nem sempre são solucionados por tratamentos clínicos ou cirúrgicos, 
sendo na maioria das vezes necessário algum tipo de assistência externa para que 
essa população deambule com segurança. Os dispositivos auxiliares de marcha (DAM) 
podem ajudar a reduzir a carga dos membros inferiores e, assim, aliviar dores articulares 
ou compensar fraquezas e lesões, contribuindo para o aumento da independência 
funcional e a estabilidade postural.
Embora	 diversos	 estudos	 tenham	 demonstrado	 que	 os	 DAM	 são	 eficazes	 na	
melhora do equilíbrio e da mobilidade por meio do aumento da estabilidade e da redução da 
carga de peso nas extremidades inferiores, outros sugerem que, quando utilizados de forma 
incorreta, eles podem contribuir para uma locomoção insegura e aumentar o risco de quedas.
	A	autoeficácia	é	vista	como	um	conjunto	perceptivo	de	habilidades	do	indivíduo	
ou	 autoconfiança	 em	 lidar	 com	 uma	 determinada	 situação.	 Dessa	 maneira,	 a	 baixa	
autoeficácia	para	quedas	pode	ser	relacionada	ao	medo	de	cair,	o	que	muitas	vezes	leva	o	
indivíduo a evitar realizar algumas atividades, fato este que contribui ainda mais para o 
declínio funcional decorrente de inatividade e aumento do risco de quedas.
	Sendo	assim,	o	objetivo	deste	estudo	foi	verificar	se	existe	relação	entre	o	uso	de	
dispositivos	 auxiliares	para	marcha	e	 o	 aumento	da	 autoeficácia	 para	quedas	nos	 idosos	
participantes.
48
MÉTODO
Este estudo foi desenvolvido a partir do banco de dados do projeto multicêntrico 
rede FIBRA Brasil de delineamento transversal e analítico, realizado pelo polo UERJ, com 
a população idosa do município de Juiz de Fora. A pesquisa foi realizada com respeito 
a todos os padrões éticos aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do 
Ministério	da	Saúde	(CONEPE/MS	–	313/2008)	sob	o	processo	número	555087/2006-
9	 com	 o	 apoio	 do	 Conselho	 Nacional	 de	 Desenvolvimento	 Científico	 e	 Tecnológico	
(CNPq). A coleta de dados ocorreu nos anos 2008-2009, nas residências dos idosos, e 
foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, devidamente 
treinados.
Os dados do questionário FIBRA-JF, analisados no presente estudo, foram os 
seguintes: 1. as perguntas sobre o uso de dispositivos auxiliares para a marcha: “186.a. 
O(A)	Sr./Sra.	habitualmente	usa	algum	auxiliar	de	marcha,	como	bengala	ou	andador?”;	2.	os	
itens	da	Escala	de	autoeficácia	para	quedas,	Falls	Eficacy	Scale	 International	 (FES-I),	
desenvolvida por Yardley e validada por Camargos no Brasil, que avalia a preocupação 
com a possibilidade de cair ao realizar 16 atividades de vida diária, com respectivos 
escores de um a quatro variando de 16 (ausência de preocupação) a 64 (preocupação 
extrema);	e	3.	o	histórico	de	quedas	com	a	seguinte	pergunta:	“77:	No	último	ano	o(a)	Sr/	
Sra. sofreu alguma queda?”
A	 amostra	 selecionada	 deste	 estudo	 avaliou	 (n=278)	 indivíduos	 do	 Banco	
FIBRA-JF. A partir desta seleção a mesma foi dividida em 2 subgrupos, sendo o primeiro 
denominado	 ‘Grupo	 Dispositivo	 Auxiliar	 de	 Marcha’	 (GDAM)	 (n=253)	 composto	 por	
indivíduos que não utilizam dispositivos auxiliares, tais como bengala e andador. O 
segundo	grupo	 (n=25)	foi	composto	por	 indivíduos	que	não	fazem	uso	dos	dispositivos,	
denominado ‘Grupo Sem Dispositivo’ (GSDAM).
Primeiramente foi feita uma análise descritiva das variáveis de interesse 
anteriormente citadas, analisando média, desvio padrão e mediana. Em seguida, foi feita 
uma correlação utilizando o teste X2 de Pearson, por meio da análise de dois grupos, 
nos	quais	se	verificou	o	aumento	ou	diminuição	da	autoeficácia	para	quedas	nos	idosos	
que fazem ou não o uso de dispositivos auxiliares de marcha e como a amostra do 
estudo	reagiu	ao	uso	de	dispositivos	em	relação	ao	número	de	quedas	(<	2	quedas/nos	
últimos 12 meses). 
A análise das informações colhidas foi feita inicialmente no programa estatístico 
StatisticalPackage for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0. Para a análise posterior, 
foi	construído	um	banco	de	dados	pela	tabulação	e	codificação	dos	dados	que	foram	
analisados pelo programa SphinxLexica& Eureca v. 5, estabelecendo a frequência de 
cada	variável	 na	 amostra	 levantada.	O	nível	 de	 significância	 considerado	 foi	 de	0,05	
para todas as análises.
49
RESULTADOS
A média de idade da população foi de 75,73 ± 7,01 anos e a maioria dos indivíduos 
não	utilizava	dispositivos	auxiliares	para	marcha.	Relacionando	os	dados	sobre	a	autoeficácia	
para quedas (FES-I) com a utilização ou não dos dispositivos auxiliares para marcha, 
verificou-se	que	não	houve	diferença	estatística	entre	os	grupos	(p>0,05).	Em	 relação	ao	
evento queda, em cada grupo, 44% dos idosos que usam dispositivos sofreram quedas 
e 34% dos que não utilizavam dispositivos auxiliares para a marcha também sofreram 
quedas (TABELA 1). 
Na análise dos itens isolados de cada um dos grupos foram encontrados resultados 
significativos	 (p<0,05)	no	GDAM	quando	comparados	às	questões	da	FES-I	que	dizem	
respeito aos seguintes itens: subir ou descer escadas (nº 193), andar sobre superfície 
escorregadia (nº 197), caminhar sobre superfície irregular (nº 200) e subir e descer uma 
ladeira (nº 201) (TABELA 2). Nesses casos, os valores representam pouco preocupado, 
muito preocupado e extremamente preocupado, inferindo-se que a preocupação em cair 
se refere ao tipo de terreno que o indivíduo encontra e suas características.
TABELA 1 – RELAÇÃO ENTRE IDOSOS QUE USAM E OS QUE NÃO USAM DAM COM QUEDAS
FONTE: (ALBUQUERQUE et al., 2018)
TABELA 2 – AUTOEFICÁCIA NOS ITENS ISOLADOS DA FES-I NO GDAM
FONTE: (ALBUQUERQUE et al., 2018).
50
Ainda, nesse grupo, quando analisado o evento quedas e os resultados dos 
itens da FES-I, foi encontrada relevância apenas nas seguintes questões: “187. Limpar a 
casa” e “194. Caminhar pela vizinhança” (TABELA 3). 
TABELA 3 – AUTOEFICÁCIA NOS ITENS ISOLADOS DA FES-I NO GDAM
FONTE: (ALBUQUERQUE et al., 2018).
Quanto aos indivíduos do grupo GSDAM e independentes para a marcha, a 
análise	de	alguns	 itens	da	FES-I	mostrou	 resultados	altamente	significativos	quando 
não há presença do dispositivo auxiliar de marcha nos seguintes itens: limpar a casa (nº 
187), vestir ou tirar a roupa (nº 188), indo às compras (nº 191), sentando ou levantando de 
uma cadeira (nº 192), caminhando pela vizinhança (nº 194), ir atender ao telefone antes 
que pare de tocar (nº 196), andar sobre superfície escorregadia (nº 197), caminhar sobre 
superfície irregular (nº 200) e ir a uma atividade social (nº 202). Nesses, os valores 
que apontam relevância nos quesitos são: pouco preocupado, muito preocupado e 
extremamente preocupado (TABELA 4). 
TABELA 4 – AUTOEFICÁCIA NOS ITENS ISOLADOS DA FES-I NO GRUPO GSDAM
FONTE: (ALBUQUERQUE et al., 2018).
51
No	grupo	GSDAM,	 a	 comparação	 dos	 resultados	 entre	 autoeficácia	 e	 evento	
de quedas mostrou uma relação direta entre os indivíduos que se mostraram extremamente 
preocupados em cair e os que de fato caíram.
CONCLUSÃO
Este	estudo	mostra	resultados	que	comparam	a	autoeficácia	nos	dois	grupos,	
indicando que o uso de dispositivos auxiliares não interferiu na preocupação dos 
indivíduos em cair. Nessa direção, outros estudos indicam que o medo de cair aumenta, de 
acordo com a idade, e tem sido relatado tanto por idosos que já sofreram um evento 
de queda como por aqueles que nunca caíram. Nesse sentido, o medo de cair encontra-
se relacionado à reduçãodo nível de atividades, conduzindo a um declínio funcional, 
inatividade e aumento do risco de quedas. 
Na	população	 idosa,	a	perda	da	autoeficácia	ou	autoconfiança	em	lidar	com	uma	
determinada situação pode estar relacionada também a fatores ligados à fragilidade, 
declínio funcional e perturbação do controle postural. Nosso estudo aponta que o 
grupo	que	não	utiliza	nenhum	auxiliar	de	marcha	teve	baixa	autoeficácia	em questões 
extradomiciliares e se manifestou muito ou extremamente preocupado em cair. Em 
um	estudo	 realizado	por	 Keal	 e	 colaboradores,	 os	 autores	 concluem	que	 idosos	que	
apresentaram medo de cair em ambientes externos e sociais apresentam-se mais 
capazes em termos de status psicossocial, físico e funcional, quando comparados a idosos 
que apresentam o medo de cair exclusivamente em ambiente doméstico, uma vez que 
essas atividades exigem um maior controle do equilíbrio e manutenção da estabilidade. 
Esses	autores	afirmam	que	idosos	com	‘’medo	de	cair’’	evitam	situações	desafiadoras	e	
acabam restringindo-se ao ambiente domiciliar.
Dados obtidos em diferentes pesquisas mostram que o medo de cair está 
presente em atividades que podem também ser executadas dentro de casa, como 
subir e descer escadas e andar em superfícies escorregadias, constituindo-se como 
fatores	de	risco/causa	para	os	eventos	de	quedas.	 	Em	contrapartida,	se	esses	 idosos	se	
restringem ao ambiente domiciliar, o número de quedas será maior dentro de casa, uma 
vez que as causas estão relacionadas a fatores extrínsecos, como escadas e superfícies 
escorregadias.	No	presente	estudo,	os	 resultados	mais	significativos	nos	dois	grupos	
(GDAM e GSDAM) foram relacionados às características do ambiente físico. Por se tratar de 
uma amostra com características de fragilidade, é possível que estes idosos passem a 
maior parte de seu tempo no domicílio, sendo de relevante importância estratégias de 
prevenção dos eventos de quedas neste ambiente, com possibilidades de adaptações 
nos locais de risco. 
Alguns estudos apontam que o conjunto de elementos que geram risco para 
quedas e a ocorrência prévia do evento podem ser considerados como um dos principais 
fatores	de	risco	para	a	diminuição	da	autoeficácia.	Diversos	estudos	indicam	também	
que atividades como subir ou descer escadas, tomar banho, caminhar sobre superfície 
52
irregular e andar sobre uma superfície escorregadia são atividades que apresentam 
alto grau de exigência do sistema osteomioarticular e de equilíbrio. Nesse contexto, a 
utilização do DAM associado a tais situações pode levar a quedas.
Observamos que 44% dos idosos que usam DAM sofreram eventos de quedas 
comparados a 34% dos que não usam. Nessa perspectiva, vale ressaltar a importância 
da investigação quanto ao ambiente da queda e o tipo de atividade realizada para que 
seja possível um planejamento de intervenções bem direcionadas para prevenção de 
novos eventos, considerando que grande parte dos idosos acreditam que o uso do DAM 
não é necessário no ambiente doméstico, utilizando paredes e móveis como apoio.
	Conclui-se	que	o	uso	de	DAM	não	necessariamente	aumenta	a	autoeficácia	
para quedas em idosos, não devendo, por isso, ser considerado como um meio único 
e	 confiável	na	prevenção	destes	eventos.	Dessa	forma,	é	 fundamental	 a	 identificação	de	
fatores de risco para quedas associadas ao uso de DAM, que indiquem sua ocorrência 
para possibilitar o manejo e a intervenção em situações de risco, tendo como foco a 
prevenção e o cuidado em saúde.
53
Neste tópico, você aprendeu:
• A amputação é a remoção total ou parcial de um membro na qual pode ter sido 
causada	por	trauma,	doença	ou	cirurgia. 
• O termo "nível de amputação" descreve o local em que uma parte do corpo foi 
amputada. Além de outros fatores, o nível de amputação é usado para a escolha da 
prótese adequada para cada caso.
•	 É	fundamental	um	trabalho	integrado	dos	diversos	tipos	de	profissionais	envolvidos	
na reabilitação do paciente, para estimular e valorizar a capacidade residual da pessoa 
atingida e, assim, buscar uma recuperação total.
• Entre as principais causas de complicações no coto estão deiscência de suturas, 
edemas,	 dor	 fantasma,	 ulceração	 do	 coto,	 inflamações,	 infecções,	 retração	 da	
cicatriz,	neuromas	e	espículas	ósseas. 
• O	 fisioterapeuta	 é	 um	 profissional	 importante	 na	 reabilitação	 dos	 amputados,	
atuando antes e depois da cirurgia, facilitando a recuperação da qualidade de vida e 
a adaptação do indivíduo à prótese, se for o caso.
RESUMO DO TÓPICO 3
54
1 Para realizar a prescrição da prótese adequada após uma amputação, o tipo de 
prótese prescrita vai variar de acordo com o nível de amputação. Sobre o nível de 
amputação em que a prótese de Syme é prescrita, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Desarticulação do tornozelo, na qual a tíbia e a fíbula são transectadas abaixo de 
suas superfícies articulares.
b) ( ) Desarticulação do tornozelo, na qual a tíbia e a fíbula são transectadas acima de 
suas superfícies articulares.
c) ( ) Desarticulação do joelho, na qual o fêmur é transectado no nível dos côndilos.
d) ( ) Desarticulação do joelho, na qual todo o fêmur mantém sua estrutura intacta.
2 A amputação é um dos procedimentos cirúrgicos mais antigos descritos. Sobre as 
principais causas que levam um paciente à amputação, associe os itens, utilizando o 
código a seguir:
I- Doenças vasculares periféricas. 
II- Traumas. 
III- Tumores osteomusculares. 
IV- Causas congênitas. 
V- Infecções.
( ) Estão entre os tipos mais comuns de amputação de MMII em pacientes jovens e do 
gênero masculino, e de MMSS em todas as faixas etárias e gêneros.
( ) Constituem a causa mais comum de amputação em crianças nos países 
desenvolvidos. 
( ) Casos que não respondem ao debridamento e aos antibióticos podem necessitar de 
amputação para tratamento.
( ) Constituem a causa mais comum de amputação, principalmente em indivíduos de 
50 a 75 anos de idade, sendo mais da metade dos pacientes portadores de diabetes 
melito.
( ) No que tange à epidemiologia, cerca de treze mil norte-americanos, em 2005, 
apresentaram um MMII amputado por sua causa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) II - V - III - IV - I.
b) ( ) III - I - II - IV - V.
c) ( ) II - III - IV - V - I.
d) ( ) II - IV - V - I - III.
AUTOATIVIDADE
55
3 Com relação aos tipos de amputações, analise as sentenças a seguir:
I- O tipo Syme é quando acontece a desarticulação do tornozelo, entre a tíbia e o tálus.
II-	 O	tipo	Pirogoff	é	quando	acontece	a	desarticulação	entre	a	tíbia	e	o	tálus,	porém,	
não há artrodese da tíbia com o calcâneo
III-	 O	tipo	Lisfranc	pode	ocorrer	deformidade	em	flexão	plantar.
IV- O tipo Chopart pode ocorrer deformidade em pé equino.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças II e III estão corretas.
c) ( ) Somente a sentença III está correta.
d) ( ) As sentenças I, III e IV estão corretas.
4 Paciente de 58 anos de idade, diabético há 10 anos, sedentário e obeso, sofreu há 
20 dias intervenção cirúrgica para realização de uma amputação de Chopart, por 
causa vascular, em membro inferior direito. Disserte sobre qual nível de amputação 
(desarticulação) corresponde ao caso clínico descrito desse paciente. 
5 Com relação à avaliação física e à protetização do paciente amputado, disserte sobre 
as	condutas	que	o	fisioterapeuta	deverá	tomar	em	casos	em	que	o	paciente	relatar	a	
sensação de choque quando aplicada a pressão sobre a área do coto.
56
AGNE, J. Eletroterapia: teoria e prática. 5. ed. Santa Maria: Orium, 2006.
 
ALBUQUERQUE, V. S. et al. O uso de dispositivos auxiliares para marcha em idosos e 
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamentode Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa amputada 
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58
59
ÓRTESES E SUAS APLICAÇÕES 
NA FISIOTERAPIA
UNIDADE 2 — 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
•	 compreender	as	principais	classificações	das	órteses	para	membros	inferiores;
•	 compreender	as	principais	classificações	das	órteses	para	membros	superiores;
•	 compreender	as	principais	classificações	das	órteses	para	coluna	vertebral;	
•	 reconhecer	as	órteses	de	membros	superiores	quanto	à	confecção	e	função;
•	 distinguir	os	tipos	de	órtese	para	dedos,	punho,	cotovelo	e	ombro;
•	 definir	os	objetivos	das	órteses	utilizadas	na	região	pélvica	e	membros	inferiores;
•	 reconhecer	os	tipos	de	órteses	utilizadas	para	a	região	pélvica,	membros	inferiores	e	
suas	indicações	e	funções.
•	 especificar	os	componentes	para	órteses	de	membros	inferiores;
•	 reconhecer	os	tipos	de	órteses	para	articulação	do	tornozelo,	do	joelho	e	do	quadril;
•	 distinguir	a	utilização	dos	tipos	de	órteses	para	quadril	e	membros	inferiores	quanto	
à	disfunção	cinético-funcional;
•	 reconhecer	as	órteses	indicadas	para	a	coluna	cervical,	torácica,	lombar	e	lombossacra;
•	 identificar	a	biomecânica	na	coluna	e	sua	relação	com	as	órteses	indicadas;
•	 distinguir	a	utilização	dos	tipos	de	órteses	para	a	coluna	quanto	à	disfunção	cinético-
funcional.
A	cada	tópico	desta	unidade	você	encontrará	autoatividades	com	o	objetivo	de	
reforçar	o	conteúdo	apresentado.
TÓPICO 1 – ÓRTESES PARA QUADRIL E MEMBROS INFERIORES
TÓPICO 2 – ÓRTESES PARA COLUNA VERTEBRAL
TÓPICO 3 – ÓRTESES PARA OS MEMBROS SUPERIORES
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
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A TRILHA DA 
UNIDADE 2!
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TÓPICO 1 — 
ÓRTESES PARA QUADRIL E 
MEMBROS INFERIORES
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Caro	 aluno,	 a	 órtese	 trata-se	 de	 um	 dispositivo	 externo	 aplicado	 ao	 corpo	 para	
modificar	os	aspectos	funcionais	ou	estruturais	do	sistema	neuro	musculoesquelético,	assim	
como	a	obtenção	de	alguma	vantagem	mecânica	ou	ortopédica	 (MAITIN,	2016).	Neste	
primeiro	tópico,	abordaremos	aspectos	sobre	as	órteses	de	membros	inferiores,	as	quais	
são	comumente	 indicadas	para	facilitar/auxiliar	o	ortostatismo;	estabilizar	ou	 imobilizar	
segmentos	 articulares	 durante	 processos	 inflamatórios	 ou	 após	 intervenções	 cirúrgicas;	
compensar	 fraquezas	musculares	 ou	 hiperatividade	muscular;	 prevenir	 o	 aparecimento	
de	contraturas	e	deformidades;	distribuir	de	forma	mais	uniforme	a	descarga	de	peso;	
evitar	ou	minimizar	a	dor	e,	principalmente,	permitir	uma	marcha	funcional	e	 segura	
para	a	pessoa	com	deficiência	de	natureza	transitória	ou	definitiva	(MAITIN,	2016).
Para	 atingir	 os	 objetivos	 supracitados,	 existe	 uma	 grande	 variedade	 de	 órteses	
destinadas	 aos	 membros	 inferiores,	 com	 nomenclaturas	 distintas,	 que	 geralmente	
estão	 relacionadas	 a	 critérios	 como	o	 segmento	 corporal	 para	 qual	 se	 destinam	e	 a	
função	que	desempenham	(BRASIL,	2019).
É	de	extrema	 importância	para	o	fisioterapeuta,	como	parte	 integrante	da	equipe	
multiprofissional,	que	ele	conheça	os	tipos	e	modalidades	de	órteses	para	prescrevê-
las	 de	 forma	 adequada,	 assim	 como	 suas	 indicações,	 contraindicações,	 cuidados	
e	 adaptações.	 Estudaremos,	 a	 seguir,	 os	principais	 tipos	de	órteses	para	 o	quadril	 e	
membros	inferiores.
2 PRINCIPAIS ÓRTESES DESTINADAS AOS MEMBROS 
INFERIORES
A	prescrição	de	órteses	para	membros	inferiores	(MMII)	é	realizada	pela	equipe	
multiprofissional	após	uma	adequada	avaliação,	que	inclui	informações	sobre	a	patologia,	
finalidade	 da	 órtese,	 tempo	 previsto	 de	 utilização,	 entre	 outros	 fatores.	 A	 seguir,	
serão	 descritas	 as	 características	 das	 principais	 órteses	 de	 MMII	 (palmilhas,	 órteses	
suropodálicas,	cruropodálicas	e	pelvicopodálicas)	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).
62
2.1 ANKLE-FOOT ORTHOSIS (TORNOZELO E PÉ)
As Ankle-foot orthosis	(AFO)	envolvem	a	articulação	do	tornozelo-pé	e	podem	
ser	chamadas	de	órteses	suropodálicas.	Podem	ser	classificadas	conforme	o	segmento	
que	 atingem,	 podendo	 ser	 proximais	 (joelho),	mediais	 (tornozelo)	 e	 distais	 (ante	 pé),	 comcaracterísticas	funcionais	distintas	entre	cada	um	dos	níveis	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	
2019).	
Dentre	as	principais	funções	da	AFO	podemos	citar	a	prevenção	da	instalação	de	
deformidades	em	equino,	favorecer	o	ganho	da	amplitude	de	movimento	de	dorsiflexão	
ou	controlar	o	alinhamento	e	a	movimentação	do	pé	e	do	tornozelo.	Consequentemente,	
ela	 promoverá	 uma	 melhora	 do	 alinhamento	 corporal,	 equilíbrio	 e	 desempenho	 na	
marcha	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).	
A	articulação	desta	órtese	deverá	ser	alinhada	com	os	maléolos	e	o	plano	frontal,	
evitando	uma	rotação	indesejada	da	perna	durante	a	transferência	de	peso.	É	indicada	
para	pessoas	que	são	capazes	de	realizar	marcha	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).	
FIGURA 1 – ÓRTESE DO TIPO AFO
FONTE: <https://bit.ly/3BofOm5>. Acesso em: 23 set. 2021.
Caro	 acadêmico,	 com	 relação	 às	 órteses	 específicas	 para	 a	 articulação	 do	
tornozelo,	listaremos,	a	seguir,	os	principais	tipos:
• Órteses rígidas:	 são	 indicadas	 para	 aqueles	 pacientes	 que	 não	 apresentam	 bom	
controle	 de	 membros	 inferiores,	 tais	 como	 aqueles	 que	 apresentam	 artrodese	
tibiotársica.	A	AFO	rígida	não	possibilita	o	funcionamento	da	amplitude	do	tornozelo,	mas	
mantém	preservada	a	flexibilidade	na	região	anterior	do	pé,	indicados	para	pacientes	
com	espasticidade	grave	ou	em	situações	de	deformidades	já	inseridas	em	equino	ou	
equino	varo.	Um	exemplo	mais	específico	no	qual	é	indicado	esse	tipo	de	órtese	é	para	os	
casos	de	pacientes	com	trauma	raquimedular	e	lesão	acima	de	T12,	a	fim	de	garantir	maior	
equilíbrio	para	a	articulação	do	pé	na	posição	ortostática	(CARVALHO,	2013).	
63
FIGURA 2 – ÓRTESE DE TORNOZELO RÍGIDA
FONTE: <https://www.casaortopedicarj.com.br/conteudo/orteses/060919_134228.jpg>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
• Órtese com articulação do tornozelo livre:	é	indicada	apenas	para	os	casos	em	
que	o	paciente	apresenta	um	bom	controle	motor	da	articulação	do	tornozelo.	Esse	
tipo	de	órtese	é	utilizado	para	direcionar	o	movimento	do	tornozelo	ou	para	servir	
como	um	meio	de	fixação	das	hastes	 laterais	da	articulação	do	 joelho.	A	vantagem	da	
órtese	articulada	é	promover	assistência	ao	ciclo	da	marcha,	por	manter	o	movimento	
dos	dedos	da	pessoa	em	vínculo	ao	chão	(CARVALHO,	2013).
FIGURA 3 – ÓRTESE DE TORNOZELO LIVRE PARA PLANTIFLEXÃO E DORSIFLEXÃO
FONTE: <https://bit.ly/2ZoM4YY>. Acesso em: 1º out. 2021.
64
• Órtese com amplitude de movimento limitada: esse	tipo	de	órtese	é	indicado	para	
pacientes	que	não	possuem	controle	sobre	a	articulação	do	tornozelo.	Permite	pouca	
mobilidade	articular	em	flexão	plantar	e	dorsiflexão,	de	acordo	com	as	necessidades	
específicas	de	cada	paciente.	Como	desvantagem,	ocorre	a	limitação	da	amplitude	do	
tornozelo	e	o	indivíduo	terá	algumas	anormalidades	na	marcha.	Outra	desvantagem	é	
o	fato	dela	ter	um	braço	curto	e	não	promover	estabilidade	suficiente	em	indivíduos	
muito	altos	ou	muito	pesados	(CARVALHO,	2013).
FIGURA 4 – ÓRTESE QUE LIMITA A PLANTIFLEXÃO (EVITA QUEDA DO PÉ)
FONTE: <https://bit.ly/30Tnm3r>. Acesso em: 23 set. 2021.
2.2 KNEE-ANKLE-FOOT ORTHOSIS (JOELHO-TORNOZELO-PÉ)
As knee-ankle-foot orthosis	 (KAFO)	 são	 aquelas	 órteses	 que	 envolvem	 as	
estruturas	do	 joelho,	 tornozelo	e	pé.	Também	são	chamadas	de	órteses	cruropodálicas	e	
geralmente	são	 indicadas	para	pacientes	com	 lesão	 lombar.	Podem	atuar	no	segmento	
proximal	 (envolvendo	 o	 quadril),	 medial	 (joelho)	 e	 distal	 (tornozelo)	 (MINISTÉRIO	 DA	
SAÚDE,	2019).	
Este	 tipo	 de	 órtese	 é	 indicado	 para	 aqueles	 pacientes	 que	 não	 conseguem	
assumir	 a	 posição	 ortostática	 e	 deambular	 sem	 auxílio	 de	 um	 dispositivo	 auxiliar.	 São	
usualmente	 utilizadas	 por	 pessoas	 com	 paralisia	 de	 membro	 inferior,	 proveniente	
de	 lesões	 de	 coluna	 ao	 nível	 lombar,	 poliomielite	 e	 outras	 doenças	 neuromusculares	
(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).
65
FIGURA 5 – ÓRTESE DO TIPO KAFO
FONTE: <https://bit.ly/3GnJuDA>. Acesso em: 23 set. 2021.
Quanto	às	órteses	que	envolvem	a	articulação	do	joelho,	essas	podem	ser	classifi-
cadas	em	alguns	tipos,	tais	como:	rígida,	livre,	com	amplitude	de	movimento	controlada	e	
assistida.	A	escolha	de	cada	tipo	de	órtese	irá	depender	da	necessidade	do	paciente	e	de	
sua	capacidade	de	controlar	os	movimentos	articulares	(CARVALHO,	2013).
Como	 exemplo,	 podemos	 citar	 a	 órtese	 com	 articulação	 do	 joelho	 livre,	 a	 qual	
permitirá	a	flexão	do	joelho	durante	a	fase	de	balanço,	possibilitando	uma	marcha	mais	
perto	da	normalidade	(fisiológica)	e	despendendo	de	um	menor	gasto	energético.	Podemos	
utilizar	este	tipo	de	órtese	para	aqueles	pacientes	que	apresentam	geno	valgo	ou	geno	
varo,	que	necessitam	apenas	de	um	direcionamento	dos	movimentos,	visando	a	correção	
de	desvios	de	alinhamento	(CARVALHO,	2013).	
FIGURA 6 – ÓRTESE PARA JOELHO VALGO
FONTE: <https://bit.ly/3b56bhn>. Acesso em: 23 set. 2021.
66
As	órteses	do	tipo	KAFO	também	podem	ser	divididas	em	três	modelos,	sendo	
eles	 a	 KAFO	passiva,	 SCKAFO	e	 KAFO	dinâmica.	A	 KAFO	passiva	 promoverá	 estabilidade	
durante	a	marcha,	mantendo	travada	a	articulação	do	joelho	na	posição	estendida,	que	
poderá	 ser	 destravada	manualmente	 para	 permitir	 a	 flexão	 do	 joelho,	 caso	 a	 pessoa	
precise	dobrá-lo.	A	órtese	do	tipo	SCKAFO	mantém	travada	a	articulação	durante	a	fase	
de	apoio,	porém,	a	trava	é	liberada	durante	a	fase	de	balanço,	facilitando	a	marcha.	Já	a	
terceira	(KAFO	Dinâmica)	é	a	que	mais	se	assemelha	à	marcha	normal,	devido	à	liberdade	
de	flexão	da	articulação,	durante	todo	o	ciclo	da	marcha	(DOMINGOS;	SANTOS,	2018).
Com	 relação	 à	 prescrição	 de	 cada	 tipo	 de	 órtese,	 a	 escolha	 irá	 depender	 da	
condição	clínica	do	paciente	e	de	suas	necessidades,	levando	sempre	em	consideração	as	
vantagens	e	desvantagens	de	cada	modelo.	As	KAFOs	passivas	são	as	mais	convencionais	
por	serem	mais	leves	e	de	menor	custo,	já	que	não	utilizam	nenhum	atuador	elétrico.	As	
KAFOs	passivas	podem	apresentar	 três	tipos	de	 juntas:	 junta	de	 joelho	fixa	estendida,	
junta	de	joelho	de	compensação	posterior	e	junta	de	joelho	policêntrica.	Para	garantir	a	
estabilidade	das	 juntas,	são	 incorporados	mecanismos	de	travamento.	Este	tipo	de	órtese	
preza	pela	estabilidade	do	joelho	(DOMINGOS;	SANTOS,	2018).
As	SCKAFOs	promovem	uma	marcha	com	qualidade	superior	quando	comparadas	
às	KAFOs	passivas,	porém,	o	acionamento	das	travas	é	realizado	somente	quando	o	jo-
elho	está	totalmente	estendido,	o	que	exigirá	maior	atenção	do	usuário	enquanto	sua	
caminhada.	Já	as	KAFOs	dinâmicas	são	as	que	possuem	desenvolvimento	da	marcha	
mais	próxima	da	fisiológica,	devido	a	seus	aparatos	eletrônicos.	Entretanto,	esses	artifí-
cios	deixam	esse	tipo	de	órtese	mais	onerosa	e,	geralmente,	são	volumosas,	pesadas	e	
não	podem	ser	usadas	por	debaixo	de	roupas	(DOMINGOS;	SANTOS,	2018).
FIGURA 7 – ÓRTESE DO TIPO SCKAFO
FONTE: <https://bit.ly/3mdRRcQ>. Acesso em: 23 set. 2021.
67
Quer saber mais sobre as características das órteses do tipo KAFO? 
Acesse o link: https://bit.ly/3nIGSrp.
DICA
2.3 HIP-KNEE-ANKLE-FOOT ORTHOSIS (QUADRIL-JOELHO-
TORNOZELO-PÉ)
Já	as	órteses	pelvicopodálicas	ou	hip-knee-ankle-foot orthosis	 (HKAFO),	en-
volvem	o	quadril,	 joelho,	tornozelo	e	pé,	e	são	indicadas	para	pacientes	que	apresentam	
lesão	acima	da	coluna	lombar,	com	comprometimento	motor	da	articulação	do	quadril	
(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).
Para	a	utilização	desse	tipo	de	órtese,	é	de	suma	importância	que	o	paciente	
apresente	um	bom	controle	do	tronco,	do	pescoço	e	da	cabeça,	para	conseguir	manter	
a	 posição	 ortostática.	 Embora	 alguns	 indivíduos	 que	 preservam	 um	 bom	 grau	 de	
mobilidade	e	controle	de	flexão	do	quadril	possam	deambular	sem	uso	de	dispositivos	
auxiliares	de	 locomoção,	em	geral,	a	deambulação	exige	o	uso	de	muletas,	exigindo	a	
integridade	e	força	muscular	preservada	nos	membros	superiores	(GREVE,	2007).
Esse	 tipo	 de	 órtese	 possui	 um	 cinto	 pélvico	 ao	 nível	 e	 uma	 articulação	 ao	 nível	
do	 quadril,	 que	 pode	 estarlivre	 ou	 bloqueada,	 dependendo	 do	 objetivo.	 Quando	 está	
bloqueada,	pode	impedir	ou	limitar	a	flexão	ou	extensão	do	quadril.	Como	o	paciente	que	
necessita	desse	tipo	de	órtese	não	apresenta	bom	controle	da	musculatura	dos	membros	
inferiores,	terá	que	utilizar	os	músculos	do	tronco	e	do	pescoço	em	associação	com	os	
músculos	dos	membros	superiores,	para	deslocar	o	peso	da	perna.	Por	isso,	apresenta	
marcha	mais	 lenta	e	consome	mais	energia	quando	comparada	às	pessoas	que	não	
possuem	lesão.	Em	vista	disso,	essas	pessoas	não	conseguem	normalmente	caminhar	
por	longas	distâncias	(GREVE,	2007).
68
FIGURA 8 – ÓRTESE DO TIPO HKAFO
FONTE: <https://bit.ly/3Gn2tOg>. Acesso em: 23 set. 2021.
Os	 profissionais	 que	 são	 responsáveis	 pela	 confecção	 e	 acompanhamento	
de	 pacientes	 com	 órteses	 devem	 observar	 sempre	 alguns	 pontos	 importantes,	 tais	
como	 o	 aspecto	 das	 áreas	 que	 apresentam	 saliências	 ósseas,	 tendões	 e	 ulcerações.	
Deve-se	atentar	também	à	coloração	da	pele	após	a	colocação	da	órtese	(não	deverá	
apresentar	vermelhidão).	 É	 importante	 enfatizar	 que	 as	 órteses	 deverão	 ser	 ajustadas	
periodicamente,	na	medida	em	que	os	resultados	forem	aparecendo,	tais	como	redução	
do	edema,	contraturas	e	deformidades	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).
2.4 ÓRTESES PLANTARES
As	 órteses	 plantares	 ou	 palmilhas	 como	 popularmente	 conhecidas,	 são	
dispositivos	utilizados	para	fins	 terapêuticos	ou	esportivos.	As	palmilhas	 são	confinadas	
dentro	de	sapatos	fechados	e	abrangem	apenas	os	pés,	sem	chegar	ao	tornozelo.	Com	
relação	 às	 funções	das	 órteses	plantares,	 podemos	 citar	 o	 fornecimento	de	 suporte	
mecânico	 para	 o	 corpo,	 auxílio	 no	 controle	 e	 manutenção	 de	 posturas,	 correção,	
compensação	e	melhora	da	qualidade	de	vida	do	usuário.	As	palmilhas	precisam	ser	
resistentes	 para	 absorver	 choques,	 gerar	 conforto,	 reduzir	 e	 redistribuir	 as	 pressões	
plantares,	quando	necessário	(OLIVEIRA;	TAVARES,	2011).
Os	principais	tipos	de	palmilhas	são	as	pré-fabricadas	 (confeccionadas	em	si-
licone)	 e	 as	 palmilhas	 personalizadas	 (fabricadas	 de	 forma	 individualizadas,	 geralmente	
posturais	ou	proprioceptivas).	As	palmilhas	pré-fabricadas	são	“moldadas”	de	maneira	
a	atingir	o	maior	número	de	pessoas	e,	normalmente,	trabalham	somente	um	componente	
específico	na	palmilha,	como	a	absorção	de	 impacto.	Já	as	personalizadas	são	con-
feccionadas	com	materiais	específicos	para	cada	patologia,	necessidades	esportiva	ou	
postural	(OLIVEIRA;	TAVARES,	2011).
69
Para	 a	 produção	 de	 órteses	 plantares,	 é	 necessário	 que	 o	 fisioterapeuta	 ou	
outro	 profissional	 habilitado	 para	 essa	 finalidade	 realize	 uma	 adequada	 avaliação	 dos	
pés	e	altura	dos	arcos	plantares,	além	da	análise	da	marcha	do	paciente.	As	pressões	
plantares	também	fornecem	informações	importantes	sobre	a	estrutura	e	as	funções	do	
pé,	para	fins	de	diagnósticos	(OLIVEIRA;	TAVARES,	2011).
Para lembrar: podoposturologia  é uma área da ciência que 
estuda a influência dos pés na postura corporal e no equilíbrio 
ortostático (em pé).
NOTA
2.4.1 Arcos plantares
Os	arcos	plantares	do	ser	humano	são	formados	pelo	conjunto	de	ossos	unidos	
pelos	 ligamentos,	e	são	fortalecidos	pelos	músculos	 intrínsecos	do	pé.	Possuímos	dois	
arcos	plantares	principais,	sendo	eles:	o	arco	medial	 longitudinal	 (MLA)	e	o	arco	 lateral	
longitudinal.	Os	arcos	se	originam	no	calcâneo,	porém,	o	MLA	sobe	até	o	talus,	depois	
desce	na	parte	medial	do	pé	pelos	cuneiformes,	naviculares	até	os	três	metatársicos	
mediais.	 Já	 o	 arco	 longitudinal	 inicia	 lateralmente	 pelo	 cubóide	 e	 termina	 nos	 dois	
metatársicos	laterais	(WHITTLE,	2015).
Os	arcos	são	maleáveis,	e	a	 integração	entre	eles	promove	elasticidade	estrutural	
enquanto	caminhamos,	aumentando	a	absorção	do	 impacto	do	pé	com	o	solo.	Assim	
como	 promove	 a	 capacidade	 de	 se	 adaptar	 às	 irregularidades	 do	 terreno	 e	 aumenta	 as	
funções	biomecânicas	do	pé	(TANG,	2015).
FIGURA 9 – ARCOS PLANTARES
FONTE: <https://bit.ly/3nolAPn>. Acesso em: 1º out. 2021.
70
Com	relação	às	estruturas	dos	arcos	plantares,	os	pés	podem	ser	classificados	
como	cavos,	planos	ou	normais.	No	pé	normal,	há	um	equilíbrio	entre	os	arcos	medial	e	
lateral	do	pé	com	o	tornozelo,	e	o	MLA	tem	sua	altura	normal.	Já	o	pé	cavo	apresenta	uma	
altura	anormal	do	MLA	e	sofre	uma	inversão	no	retropé	e	flexão	plantar	no	antepé,	com	
tendência	a	sofrer	supinação	por	utilizar	mais	a	parte	externa	do	pé.	Como	consequência	
de	possuir	um	pé	cavo,	o	indivíduo	apresenta	uma	menor	área	de	apoio,	aumentando	o	risco	
de	desenvolver	traumas	mecânicos	e	lesões	de	joelho	(OLIVEIRA,	2011).
Por	fim,	as	pessoas	com	pés	planos	(ou	chatos)	apresentam	o	MLA	mais	baixo	que	
o	normal,	e	quase	toda	(ou	toda)	a	sola	do	pé	entra	em	contato	com	o	solo	(ROTH	et al.,	
2013).	Em	virtude	do	mau	alinhamento	do	pé	plano,	ocorre	excessiva	pronação,	e	uma	
compressão	elevada	nas	estruturas	laterais	(OLIVEIRA,	2011).
FIGURA 10 – REPRESENTAÇÃO DA PISADA DE UM PÉ NORMAL, CHATO E CAVO
FONTE: <https://bit.ly/3Cf291E>. Acesso em: 23 set. 2021.
A	marcha	 é	 o	 movimento	 mais	 comum	 dos	 seres	 humanos	 e	 envolve	 uma	
complexa	 coordenação	 do	 sistema	 neural	 e	 musculoesquelético.	 Em	 vista	 disso,	 a	
avaliação	e	análise	da	marcha	e	do	pé	são	essenciais,	pois	alterações	mecânicas	nesses	
componentes	 podem	 influenciar	 negativamente	 as	 funções	 normais	 do	 tornozelo,	
joelho,	quadril	e	coluna	vertebral	(WAFAI	et al.,	2015).
As	 alterações	 relacionadas	 à	 pisada	 podem	 atrapalhar	 a	 atividade	 diária	 de	 um	
indivíduo	e,	consequentemente,	interferir	na	sua	qualidade	de	vida,	pois	modificam	as	
principais	 funções	 que	 são	 o	 suporte	 e	 a	 absorção	 de	 impacto,	 fazendo	 com	que	 a	
marcha	seja	prejudicada	e	alterada	(BANWELL;	MACKINTOSH;	THEWLIS,	2014).	
71
Para relembrar: os movimentos do pé que ocorrem no plano sagital são 
a flexão plantar e a dorsiflexão. No plano transversal, os movimentos 
são de rotação, como a pronação e a supinação.
IMPORTANTE
FIGURA 11 – INVERSÃO E EVERSÃO DO TORNOZELO
FONTE: <https://bit.ly/2XIceW1>. Acesso em: 23 set. 2021.
A	pronação	e	supinação	excessivas	estão	 relacionadas	às	 rotações	do	pé	que	
geram	um	desequilíbrio	biomecânico.	Na	supinação,	ocorre	uma	 inversão,	na	qual	as	
solas	rotacionam	para	dentro	e	ocorre	uma	flexão	plantar	com	adução.	Na	pronação,	o	pé	
sofre	uma	eversão,	na	qual	as	solas	apontam	para	longe	da	linha	média	central	do	pé	
e	geram	uma	dorsiflexão	com	abdução	 (WHITTLE,	2015).	O	pé	com	excessiva	pronação	
também	poderá	ser	denominado	de	pé	valgo	e	o	pé	com	excessiva	supinação,	pé	varo	
(COTOROS;	BARITZ;	STANCIU,	2011).	Na	figura	a	seguir,	será	representada	uma	pisada	
normal,	com	pronação	e	supinação	excessiva.	
FIGURA 12 – ANÁLISE DA PISADA NORMAL, PRONADA E SUPINADA
FONTE: <https://bit.ly/2ZsxqQv>. Acesso em: 23 set. 2021.
72
2.4.2 Avaliação do pé e prescrição de palmilhas 
As	disfunções	no	pé	podem	ser	geradas	pela	distribuição	assimétrica	das	pressões	
plantares.	Tais	pressões	quando	se	encontram	irregulares	podem	causar	vários	tipos	de	
doenças	e	deformidades	no	pé,	como	dores,	calosidades	e	ulceração.	Em	vista	disso,	as	
análises	das	pressões	podais	auxiliam	no	diagnóstico,	mas	também	ajudam	na	escolha	do	
tratamento,	na	prevenção	e	na	reabilitação	(WAFAI	et al.,	2015).	
A	análise	das	pressões	podais	possibilita	a	confecção	de	acessórios	que	ajustam	as	
irregularidades,	tais	como	calçados	com	um	design	personalizado	e	órteses	plantares,	
como	a	palmilha	(ABDUL	et al.,	2012).	
Há	 várias	 formas	 de	 avaliar	 qualitativa	 e	 quantitativamente	 as	 pressões	
plantares,	 e	podemos	destacar	 entre	elas	o	uso	de	plataformas,	 tapetes	e	palmilhas	
(WAFAI	et al.,	2015).	A	seguir	serão	listados	alguns	desses	tipos	de	avaliação	podal.	
• Tapetes: medem	a	força	de	reação	do	solo	por	baixo	do	pé,	oferecendo	medições	de	
alta	resolução;	além	de	precisas,	pois	é	possível	fazer	medições	plantares	de	forma	
estáticae	dinâmica.	Os	tapetes	possuem	sensores	e	 são	conectados	a	um	software	
instalado	 em	 um	 computador	 que	 registra	 os	 dados	 do	 tapete	 (DAVIS;	 ÕUNPUU;	
DELUCA,	2008).	
FIGURA 13 – TAPETE DE PRESSÃO PARA ANÁLISE DAS PRESSÕES PLANTARES
FONTE: <https://bit.ly/3Eb33gk>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Palmilhas: existem	também,	no	mercado,	algumas	palmilhas	que	avaliam	as	pressões	
plantares.	Essas	palmilhas	fornecem	dados	sobre	a	força	vertical	exercida	no	caminhar	
em	um	tempo	controlado,	o	que	resulta	em	uma	imagem	mais	verídica	das	pressões	
plantares	nos	movimentos	comuns	do	dia	a	dia.	Um	amplificador	de	sinal	é	conectado	
às	palmilhas	e	um	sistema	de	gravação	e	armazenamento	fica	localizado	na	cintura	do	
paciente	(MARTÍNEZ-NOVA	et al.,	2007).	
73
FIGURA 14 – PALMILHAS COM SENSORES DE ANÁLISE DA PRESSÃO
FONTE: <https://cdn.pessemdor.com.br/wp-content/uploads/2016/08/pedar-300x286.png>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
• Podoscópio:	 apresenta	 uma	 superfície	 de	 vidro	 acima	 de	 um	 espelho	 que	 reflete	 a	
imagem	plantar	quando	os	pés	se	posicionam	sobre	o	vidro.	Podemos	notar	como	se	
distribui	o	peso	do	corpo	e	se	há	ou	não	áreas	de	hiper	pressão,	que	aparecem	como	
pontos	mais	claros	na	imagem	plantar	dos	pés,	diferenciando	os	pés	planos	dos	pés	
cavos	(OLIVEIRA;	SOUZA,	2004).
FIGURA 15 – ANÁLISE DO PÉ COM PODOSCÓPIO
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-g/107792-16578307.webp>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
Para lembrar: a  baropodometria  é um exame que avalia as pressões 
plantares (pressão sob a planta do pé) durante a marcha (caminhada). 
Além disso, ela determina a “gait line” (centro de pressão durante a 
caminhada, que identifica o tipo de pisada, instabilidades, impulso e 
outras alterações biomecânicas).
DICA
74
FIGURA 16 – BAROPODOMETRIA COMPUTADORIZADA
FONTE: <https://bit.ly/3mbzYLD>. Acesso em: 23 set. 2021.
A	partir	das	informações	obtidas	por	esses	equipamentos,	é	possível	confeccionar	
órteses	personalizadas	para	cada	tipo	de	paciente,	aliviando	os	sintomas	e	melhorando	a	
função	e	a	qualidade	de	movimento	deles.	
Quer saber mais sobre a avaliação e índices do arco plantar? Leia 
o artigo: FILONI, E. et al. Comparação entre índices do arco plantar. 
Motriz, v. 15, n. 4, p.850-860, out./dez. 2009
DICA
Estudaremos,	agora,	caro	aluno,	os	tipos	e	classificações	das	órteses	plantares,	as	
quais	podem	ser	divididas	em	órteses	de	modificação	 interna	e	órteses	de	modificação	
externa	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ,	2010).	
2.4.3 Órteses de modificação interna 
As	órteses	de	modificação	interna	são	aquelas	fixadas	no	calçado,	diferentemente	
das	 palmilhas	 que	 podem	 ser	 trocadas	 de	 calçado	 para	 calçado.	A	 desvantagem	 das	
palmilhas	em	 relação	às	órteses	de	modificação	 interna	é	que	ocupam	muito	espaço,	
principalmente	as	que	se	estendem	pelo	pé	inteiro	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ,	2010).	
As	 órteses	 de	modificação	 interna	 do	 tipo	 calcanheiras	 servem	 para	 elevar	 a	
região	do	calcanhar,	 reduzindo	a	sua	dor	e	sobrecarga.	É	 indicada	para	alívio	da	dor	em	
algumas	 patologias,	 tais	 como:	 esporão	 de	 calcâneo,	 tendinopatias	 de	 Aquiles,	 entre	
outras	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ,	2010).	
75
FIGURA 17 – ÓRTESE DO TIPO CALCANHEIRA
FONTE: <https://bit.ly/3mbAXLF>. Acesso em: 23 set 2021.
As	 palmilhas	 conhecidas	 como	 UCBL	 (University of California Biomechanics 
Laboratory)	 são	 órteses	 confeccionadas	 em	plástico	 semirrígido	 indicadas	para	 pé	 caído.	
Essas	órteses	envolvem	o	calcanhar	e	mediopé,	aplicando	força	medialmente	ao	calcâneo	
e	força	superior	e	lateral	à	porção	medial	do	mediopé.	São	indicadas	para	pé	plano,	fascite	
plantar	e	hálux	valgo	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ,	2010).	
FIGURA 18 – ÓRTESE DO TIPO UCBL
FONTE: <https://bit.ly/3EbUAJM>. Acesso em: 23 set. 2021.
A	órtese	do	tipo	coxim	do	metatarso	é	 indicada	para	 indivíduos	com	neuroma	de	
Morton,	 fascite	 plantar,	 hálux	 valgo	 e	 outras	 disfunções.	 Esse	 tipo	 de	 órtese	 serve	 para	
deslocar	a	sobrecarga	da	região	da	cabeça	dos	metatarsos	para	o	seu	eixo	(O’SULLIVAN;	
SCHMITZ,	2010).
76
FIGURA 19 – ÓRTESE COM COXIM NO METATARSO
FONTE<https://pt.aliexpress.com/item/4000096307741>. Acesso em: 23 set. 2021.
Já	a	palmilha	de	contato	total	é	uma	órtese	que	redistribui	o	peso	do	 indivíduo	
uniformemente	 em	 toda	 a	 sola	 do	 pé.	 Essa	 órtese	 é	 confeccionada	 individualmente	
respeitando	as	necessidades	e	o	tipo	de	pé	de	cada	paciente.	É	 indicada	para	casos	de	
fasciteplantar,	pé	plano,	pé	cavo,	entre	outros	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ,	2010).
FIGURA 20 – ÓRTESE DE CONTATO TOTAL
FOTO: <https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_2X_885884-MLB40516273963_012020-F.webp>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
2.4.4 Órteses de modificação externa 
Consistem	 em	 modificações	 realizadas	 na	 parte	 externa	 do	 calçado.	 Como	
desvantagem,	por	serem	fixas,	o	paciente	necessitará	utilizar	sempre	o	mesmo	calçado.	A	
seguir,	serão	listados	alguns	exemplos	de	órteses	de	modificação	externa:	
• Cunha para calcanhar: são	indicadas	para	correção	do	alinhamento	dos	calcanhares.	
Se	o	pé	for	valgo,	a	cunha	deverá	ser	posicionada	medialmente;	e	se	for	varo,	lateral-
mente	(GOMES	et al.,	2017).
77
FIGURA 21 – ÓRTESE DO TIPO CUNHA PARA CALCANHAR
FONTE: <https://www.ortofly.com.br/imagens/informacoes/sandalia-cunha-03.jpg>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Barra metatarsal: trata-se	 de	 uma	 faixa	 plana,	 confeccionada	 com	material	 firme,	 e	
posicionada	na	 cabeça	dos	metatarsos.	Tem	o	 objetivo	de	deslocar	 a	 cabeça	dos	
metatarsos	para	seu	eixo	(GOMES	et al.,	2017).		
FIGURA 22 – ÓRTESE DO TIPO BARRA METATARSAL
FONTE: <https://bit.ly/3E8CwA4>. Acesso em: 23 set. 2021.
Vale	ressaltar	que	tanto	as	órteses	de	modificação	externa	quanto	as	de	modifi-
cação	interna	podem	ser	confeccionadas	com	diferentes	materiais,	como	plástico	viscoelás-
tico,	plásticos	rígidos	ou	semirrígidos,	borracha	ou	metal.	O	material	de	confecção	irá	
depender	do	tipo	de	órtese	escolhida	para	o	paciente	(PAUK	et al.,	2015).	
O	material	escolhido	para	confecção	da	palmilha	precisa	ter	uma	resposta	ade-
quada	à	temperatura,	elasticidade,	dureza,	densidade,	durabilidade,	flexibilidade,	resiliência,	
compressibilidade	e,	principalmente,	confortabilidade.	Um	exemplo	de	relação	de	den-
sidade,	conforto	e	dureza,	é	que	quanto	maior	a	densidade	do	material,	maior	será	a	dureza	
e	menor	o	amortecimento	nos	momentos	de	impacto	(CRABTREE;	DHOKIA;	NEWMAN,	2009).	
78
Além	disso,	por	questões	de	higiene,	o	material	precisará	ter	uma	baixa	penetração	
de	água	para	que	não	haja	proliferação	de	bactérias	e	produção	de	odores,	assim	como	a	
quantidade	de	 lavagem	não	deverá	 interferir	na	qualidade	e	função	do	material	 (MA-
JUMDAR	et al.,	2013).
	Agora	que	já	estudamos	aspectos	sobre	as	órteses	de	membros	inferiores,	que	
tal	 respondermos	questões	de	fixação	sobre	o	conteúdo?	Elas	estarão	 listadas	após	o	
resumo	do	tópico.	
79
Neste tópico, você aprendeu:
•	 As órteses servem	como	suporte	para	o	membro,	e	auxiliam	a	manter,	aumentar	ou	
recuperar	a	mobilidade	de	pessoas	com	deficiência	ou	limitações	físicas.
•	 As	órteses	para	membros	inferiores	são	nomeadas	de	acordo	com	os	segmentos	a	
que	se	relacionam.
•	 Os	 principais	 objetivos	 da	 utilização	 de	 órteses	 de	membros	 inferiores	 consistem	
em	 alinhar,	 prevenir	 ou	 corrigir	 deformidades;	 facilitar	 o	 ortostatismo;	 auxiliar	 na	
locomoção	e	proporcionar	uma	marcha	funcional.	
•	 Para	 que	 uma	 órtese  tenha	 um	 desempenho	 eficiente	 e	 permita	 resultados	
satisfatórios,	a	indicação	pelo	profissional	de	saúde	precisa	ser	correta,	bem	como	a	
sua	confecção,	que	deverá	ser	feita	por	um	técnico	qualificado.
RESUMO DO TÓPICO 1
80
1	 Um	agricultor	de	43	anos	sofreu	traumatismo	raquimedular	após	acidente	com	trator,	
com	lesão	completa	em	nível	de	L2.	Quanto	ao	tipo	de	órtese	que	esse	paciente	poderá	
utilizar	para	atingir	a	deambulação	terapêutica,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 Órtese	submaleolar	(SMO).
b)	 (			)	 Órtese	tornozelo-pé	(AFO).c)	 (			)	 Órt	ese	joelho-tornozelo-pé	(KAFO).
d)	 (			)	 Órtese	tutor	longo	com	cinto	pélvico	(HKAFO).
2	 Paciente,	sexo	masculino,	59	anos	de	idade,	após	um	AVE	(acidente	vascular	encefálico)	
apresenta	uma	marcha	com	hiperextensão	de	joelho	durante	a	fase	de	médio	apoio	do	
membro	 inferior	 afetado.	 Sobre	 qual	 tipo	 de	 órtese	 é	 o	mais	 recomendado	 para	 esse	
paciente,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 Órtese	joelho-tornozelo-pé	(KAFO).
a)	 (			)	 Órtese	de	reciprocação	Walkabout.
a)	 (			)	 Órtese	longa	com	cinto	pélvico	sem	trava.
a)	 (			)	 Órtese	tornozelo-pé	(AFO).
3	 Em	 uma	 paciente	 idosa,	 74	 anos	 de	 idade,	 acometida	 por	 um	 acidente	 vascular	
encefálico	 da	 artéria	 cerebral	 média	 esquerda,	 ocorrido	 há	 quatro	 meses,	 a	 qual	
apresenta	marcha	domiciliar	com	andador	de	rodas	anteriores,	percebe-se	a	presença	
de	espasticidade	de	leve	a	moderada	em	membro	inferior;	e	ainda	um	pé	equino	varo	
ao	apoiar	o	pé	direito	no	solo,	com	tendência	de	entorse	de	tornozelo	em	inversão.	
A	 paciente	 não	 flexiona	 o	 joelho	 ou	 dorsiflexiona	 o	 tornozelo	 voluntariamente,	
apesar	de	ter	mobilidade	articular	preservada,	observada	quando	se	consegue	inibir	
a	espasticidade.	Considerando	a	 indicação	de	uma	órtese	para	melhorar	o	padrão	
de	marcha	e	permitir	uma	deambulação	mais	segura	dessa	idosa,	sugere-se	como	
prescrição,	 órtese	 tornozelo	 pé,	 confeccionada	 em	 polipropileno	 resistente.	 Sobre	
essa	órtese,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 Em	posição	neutra	de	tornozelo	e	região	subtalar,	médio	pé	e	ante	pé,	fixada	por	
velcros.
b)	 (			)	 Fixada	em	15o de	dorsiflexão	de	tornozelo	e	posição	neutra	de	região	subtalar,	
médio	pé	e	ante	pé,	fixada	por	velcros.
c)	 (			)	 Fixada	em	10o de	plantiflexão	de	tornozelo	e	posição	neutra	de	região	subtalar,	
médio	pé	e	ante	pé,	fixada	por	velcros.
d)	 (			)	 Fixada	em	10o de	dorsiflexão	e	10o de	eversão	da	região	subtalar,	médio	pé	e	ante	
pé,	fixada	por	velcros.
AUTOATIVIDADE
81
4	 Marco	Antônio,	24	anos,	sofreu	um	trauma	raquimedular	devido	a	um	mergulho	em	
água	 rasa.	Após	a	fase	de	choque	medular,	verificou-se	que	o	nível	neurológico	de	
Marco	Antônio	é	L2.	Com	relação	ao	exposto,	disserte	sobre	qual	o	tipo	de	órtese	e	o	
tipo	de	deambulação	que	o	fisioterapeuta	deverá	indicar	para	Marco	Antônio.
5	 As	órteses	do	tipo	AFO,	que	envolvem	o	tornozelo	e	o	pé,	mantém	a	articulação	do	
tornozelo	 na	 posição	 funcional	 em	pacientes	 com	 sequelas	 espásticas	 e	flácidas.	
Além	 disso,	 auxiliam	 na	melhora	 da	 imagem	 corporal,	 controlam	 a	motricidade	 e	
aprimoram	a	 independência	do	paciente,	 a	 qualidade	da	marcha	e	 o	 equilíbrio	 do	
tônus	 muscular.	 Com	 relação	 ao	 exposto,	 disserte	 sobre	 o	 motivo	 principal	 das	
órteses	do	tipo	AFO	serem	prescritas.
82
83
ÓRTESES PARA A COLUNA VERTEBRAL
UNIDADE 2 TÓPICO 2 — 
1 INTRODUÇÃO
A	coluna	vertebral	corresponde	a	uma	estrutura	osteomioarticular	que,	de	forma	
altamente	estruturada,	forma	o	eixo	de	sustentação	e	mobilidade	do	aparelho	locomotor.	
Por	apresentar	essa	grande	magnitude	funcional,	está	sujeita	às	mais	diversas	formas	de	
comprometimento	as	quais	podem	acarretar	 restrições,	tanto	a	nível	temporário	quanto	
permanente	(MORAWIETZ;	MOFFAT,	2013).
A	região	da	coluna	possui	um	suporte	muscular	ativo	para	manter	e	modificar	as	
posturas.	Também	conta,	ainda,	com	o	suporte	de	diferentes	ligamentos,	além	dos	discos	
intervertebrais,	que	auxiliam	na	manutenção	da	estabilização	desta	região.	Sabe-se	que	
a	coluna	vertebral	possui	a	função	de	dar	estabilidade	e	segurança	para	as	extremidades	
corporais,	para	que	estas	consigam	se	movimentar	e	suportar	o	peso	do	corpo	durante	
as	atividades	diárias,	além	de	proteger	a	medula	espinhal	(MAGEE,	2010).	
A	 região	 da	 coluna	 vertebral	 é	 frequentemente	 acometida	 por	 lesões	 em	
diversas	estruturas,	como	as	musculares,	 ligamentares	e	articulares,	as	quais	podem	
comprometer	 a	 função	 dos	 pacientes.	 Podemos	destacar	 as	 fraturas	 de	vértebras	 e	
costelas,	 doenças	 degenerativas	 e	 escoliose	 como	 as	 condições	 mais	 comuns	 que	
induzem	a	 restrições	 funcionais	 da	 coluna.	 Em	vista	 disso,	 o	 uso	de	 órteses	 poderá	
colaborar	para	prevenção	de	disfunções,	correção	de	postura,	auxílio	no	tratamento	e	
melhora	da	qualidade	de	vida	dos	pacientes	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).
Com	relação	às	indicações	do	uso	de	órteses	para	a	região	da	coluna,	existem	
alguns	critérios	a	serem	considerados,	tais	como	o	objetivo	da	órtese	e	o	segmento	da	
coluna	o	qual	será	envolvido	e	limitado	(no	caso	de	órteses	imobilizadoras).	As	órteses	para	
coluna	vertebral	podem	se	dividir	por	segmento	da	coluna,	o	qual	se	deseja	imobilizar	ou	
tratar,	tendo	como	referência	a	coluna	cervical,	coluna	torácica,	coluna	lombar	e	região	
sacral,	 podendo	a	 imobilização	 se	 aplicar	 a	 um	ou	mais	 segmentos	associados.	Além	
disso,	podemos	classificar,	segundo	a	finalidade	da	órtese,	entre	corretivas	e	imobilizadoras	
(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).
Neste	tópico,	caro	aluno,	abordaremos	os	principais	tipos	de	órteses	para	coluna	
vertebral,	suas	indicações,	contraindicações	e	características.
84
2 ÓRTESES PARA COLUNA CERVICAL
As	 órteses	 cervicais,	 também	 conhecidas	 como	 colares	 cervicais,	 servem	 para	
auxiliar	na	imobilização	da	coluna	cervical.	Nenhuma	órtese	conseguirá	restringir	todos	os	
movimentos	da	coluna	cervical	devido	à	mobilidade	desse	segmento,	bem	como	a	grande	
quantidade	de	tecidos	moles	que	envolvem	essa	região.	Além	disso,	a	pressão	sobre	
esses	 tecidos	 não	 poderá	 ser	 alta,	 visando	 evitar	 complicações	 diversas,	 tais	 como	
isquemia	cutânea,	formação	de	úlceras	e	desconforto	ao	paciente	(PRENTICE,	2012).	
As	 órteses	 cervicais	 podem	 ser	 confeccionadas	 sob	 medida,	 no	 entanto,	 a	
maioria	são	do	tipo	pré-fabricadas.	Os	colares	também	podem	ser	flexíveis,	semirrígidos	
e	 rígidos,	dependendo	do	grau	de	 imobilização	necessária	para	cada	caso	 (PRENTICE,	
2012).	Estudaremos,	a	seguir,	os	principais	tipos	de	órteses	para	região	cervical.
• Colar cervical em espuma:	trata-se	de	uma	órtese	pré-fabricada,	confeccionada	
em	 espuma	 de	 polietileno	 com	 cobertura	 de	 algodão	 e	 fecho	 de	 velcro.	 Possui	
vantagens	como	o	baixo	custo,	no	entanto,	possui	pouca	capacidade	de	imobilização.	
Dentre	algumas	 indicações	para	utilização	desta	órtese,	estão	o	alívio	de	contraturas	
da	musculatura	cervical,	sem	grandes	restrições	de	movimento	e	alívio	da	dor	em	
cervicalgias	agudas	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).
FIGURA 23 – COLAR CERVICAL PRÉ-FABRICADO
FONTE: <https://bit.ly/3jzAH7C>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Colar de Thomas ou americano: esse	tipo	de	órtese	tem	como	função	 restringir	
os	movimentos	no	plano	sagital	 (flexão	e	extensão).	É	pré-fabricada,	confeccionada	
em	polietileno	rígido	acolchoado	e	com	fechos	de	velcro.	Possui	indicação	em	casos	
de	imobilização	provisória,	emergências	e	no	pós-operatório	de	cirurgias	de	coluna	
(PRENTICE,	2012).			
85
FIGURA 24 – COLAR DE THOMAS
FONTE: <https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_880804-MLB31189660251_062019-O.webp>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
•	 Colar	 Philadelfia: promove	 pouca	 restrição	 aos	 movimentos,	 porém	 mais	 eficiente	
quando	 comparado	 aos	 descritos	 anteriormente	 citados.	 É	 indicado	 em	 casos	 de	
lesões	na	cervical	alta,	como	fraturas	do	áxis	e	do	atlas,	fraturas	mínimas	do	corpo	ou	de	
processo	espinhoso	das	vértebras	cervicais	e	no	pós-operatório	de	procedimentos	
menores,	 como	 discectomias	 cervicais	 por	 via	 anterior.	 Possui	 apoio	 occipital	 e	
mentoniano	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).	
FIGURA 25 – COLAR PHILADELFIA
FONTE: <https://bit.ly/3GhNd5j>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Colar cervical com apoio mentoniano: como	o	próprio	nome	já	menciona,	trata-se	
de	um	colar	cervical	com	apoio	mentoniano,	que	restringe	o	movimento	do	pescoço	
durante	 o	 tratamento	 de	 torcicolos,	 traumatismo,	 artrite,	 somatizações	 e	 outras	
afecções	que	acometem	a	coluna	cervical.Como	vantagens,	esse	colar	possui	bordas	
estofadas	 e	 perfurações	 que	 permitem	 a	 transpiração,	 além	de	 fechos	 aderentes	 que	
permitem	o	ajuste	da	altura	(PRENTICE,	2012).	
86
FIGURA 26 – COLAR CERVICAL COM APOIO MENTONIANO
FONTE: <https://bit.ly/3BdlyyH>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Colar cervical Aspen:	trata-se	de	um	dispositivo	cervical	de	estabilização	indicado	
para	episódios	de	pós-trauma	e	pós-operatório,	em	casos	de	fraturas	na	base	do	crânio,	
lesões	ligamentares	de	C1-C7,	 lesões	de	tecidos	moles,	e	para	manter	a	cabeça	em	uma	
posição	estável	no	caso	de	pacientes	com	desordens	neurológicas.	É	confeccionado	em	
plástico	e	velcro,	com	forros	substituíveis	em	espuma	(PRENTICE,	2012).	
FIGURA 27 – COLAR CERVICAL DO TIPO ASPEN
FONTE: <https://bisturi.com.br/11188-large_default/aspen-colar-cervical-984000.jpg>. Acesso em: 23 set. 2021.
Existem	 no	 mercado	 algumas	 órteses	 que	 podem	 ser	 classificadas	 como	
cervicotorácicas,	pois	podem	atuar	entre	C3	e	T3	e,	dependendo	da	extensão	torácica	
da	órtese,	 poderá	 ser	 efetiva	 até	T7	 (MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	 2019).	Veja	 a	descrição	
dessas	órteses	a	seguir:	
87
• Órteses SOMI (imobilizador esterno-occipito-mandibular): essa	 órtese	 possui	
boa	efetividade	na	imobilização	da	coluna	cervical,	sobretudo	em	situações	que	se	
requer	 limitação	 dos	movimentos	 de	flexão,	 extensão,	 rotação	 e	flexão	 lateral.	 Na	
parte	superior	anterior,	tem	apoio	mentoniano	e	posterior	com	apoio	no	occipital.	Em	
sua	parte	inferior,	apoia-se	sobre	o	tórax,	ao	nível	do	esterno,	e	sobre	a	parte	superior	
da	coluna	torácica	na	região	posterior	(PRENTICE,	2012).			
FIGURA 28 – ÓRTESE DO TIPO SOMI
FONTE: <https://bit.ly/2ZrIxcC>. Acesso: 23 set. 2021.
• Colar Minerva: trata-se	 de	 uma	 órtese	 de	 controle	máximo,	 não	 invasiva,	 que	 se	
estende	desde	a	 região	cervical	até	metade	do	tronco.	 Indicada	para	 realizar	uma	
imobilização	mais	 rigorosa	 da	 coluna	 cervical,	 podendo	 ser	 aplicado	 em	 casos	 pós	
fratura,	sobretudo	com	lesão	medular	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).
FIGURA 29 – COLAR MINERVA
FONTE: <https://www.ortecortopedia.com/colar-cervical-minerva>. Acesso em: 23 set. 2021
88
• Halo:	classificada	também	como	uma	órtese	de	controle	máximo,	possui	uma	banda	
circular	de	metal	fixada	no	crânio	por	quatro	pequenos	parafusos.	As	colunas	verticais	
conectam	o	halo	a	uma	órtese	torácica	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010),	conforme	
podemos	observar	na	figura	a	seguir:	
FIGURA 30 – ÓRTESE DO TIPO HALO
FORTE: <https://5.imimg.com/data5/HV/OF/MY-26916961/resolve-halo-system-250x250.jpg>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
• Colete CTLSO (cervico-toracica-lombosacra):	esse	tipo	de	colete	consiste	em	
uma	órtese	fabricada	sob	medida,	em	molde	gessado,	que	compreende	e	envolve	
uma	 grande	 extensão	 da	 coluna	 vertebral,	 sendo	 formada	 por	 duas	 partes:	 uma	
constituída	por	um	colar	cervical	de	apoio	mentoniano	e	occipital,	e	outra	constituída	
por	um	colete	sob	medida.	 Indicado	para	 restringir	a	movimentação	total	de	porções	
mais	altas	da	coluna	(PRENTICE,	2012).	
FIGURA 31 – COLETE CTLSO
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-mg/80454-3201915.webp>. 
Acesso em: 23 set. 2021.
89
3 ÓRTESES PARA COLUNA TORÁCICA, LOMBAR 
E SACROILÍACA
De	acordo	com	o	objetivo	da	órtese,	confecção	e	material	utilizado,	as	órteses	
que	envolvem	a	coluna	torácica,	lombar	e	sacroilíaca	podem	ser	classificadas	como	rígidas	e	
semirrígidas.	Os	coletes,	por	exemplo,	são	indicados	quando	o	objetivo	for	a	compressão	
da	região	abdominal,	porém,	são	incapazes	de	impedir	totalmente	os	movimentos,	pois	
não	possuem	hastes	rígidas	horizontais	(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).	
 
A	seguir,	serão	listados	os	principais	tipos	de	coletes	prescritos	atualmente	para	
pacientes	com	disfunções	toracolombar.	
• Colete de Boston:	é	confeccionado,	geralmente,	em	polipropileno.	É	indicado	para	
restringir	movimentos	da	coluna	torácica	inferior,	imobilizador	em	casos	de	escoliose	
lombar	 e	 indicado	 em	 casos	 de	 espondilólise	 e	 espondilolistese.	 Sua	 construção	
é	a	partir	de	molde	gessado	do	tronco	do	paciente,	podendo	ou	não,	nesta	etapa,	
promover	correções	com	alinhamentos	e	pressões	orientadas	(DAHER	et al.,	2018).
FIGURA 32 – COLETE DE BOSTON
FONTE: <https://bit.ly/3CcvnOI>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Colete Jewet: esse	colete	apresenta	um	sistema	de	pressão	de	três	pontos,	com	duas	
almofadas	anteriores	ao	nível	do	esterno	e	da	sínfise	púbica	e	uma	almofada	posterior	
toracolombar.	Atua	bloqueando	a	cifose	torácica	e	 limitando	a	flexão,	sendo	 indicado	
em	casos	de	tratamento	conservador	de	fraturas	da	coluna	toracolombar	 (T11-L2)	
(DAHER	et al.,	2018).	
90
FIGURA 33 – COLETE DE JEWET
FONTE: <https://www.fisiostore.com.br/colete-jewett-sternotech-orliman-orli-jewet/p>.
 Acesso em: 23 set. 2021.
• Colete Milwaukee:	trata-se	de	um	colete	utilizado	para	correção	de	deformidades	
na	coluna,	tais	como	escolioses,	hipercifoses	e	hiperlordoses.	É	considerada	a	órtese	
padrão	na	correção	da	cifoescoliose	torácica	idiopática	e	juvenil	(PRENTICE,	2012).	
FIGURA 34 – COLETE DE MILWAUKEE
FONTE: <https://bit.ly/2XFXQNQ>. Acesso em: 24 set. 2021.
• Compressor torácico dinâmico: esse	 tipo	 de	 órtese	 é	 indicado	 para	 casos	 de	
deformidades	 na	 caixa	 torácica,	 como	 o	 peito	 de	 pombo	 e	pectuscarinatum.	 São	
aparelhos	 posicionados	 ao	 redor	 do	 tórax,	 confeccionados	 em	metais	 e	 cintas	 de	
couro,	 recobertos	 por	 borracha.	 Por	meio	 de	 parafusos	 ou	 cintas,	 pode	 ocorrer	 o	
ajuste,	afrouxando	ou	apertando	a	estrutura	conforme	a	necessidade.	Recomenda-
se,	de	forma	geral,	que	o	seu	uso	seja	por	tempo	prolongado,	retirando	a	órtese	apenas	
para	higienização,	durante	um	período	que	varia	de	dois	a	quatro	anos	(PRENTICE,	2012).	
91
FIGURA 35 – PECTUSCARINATUM OU TÓRAX EM PEITO DE POMBO
FONTE: <https://pbs.twimg.com/media/ECBLAAcXYAAo6m5?format=jpg&name=small>. 
Acesso em: 24 set. 2021.
FIGURA 36 – COMPRESSOR TORÁCICO
FONTE: <https://f.allegroimg.com/s1024/0c7f79/70b208b24e4f9eedfb472654006f>. 
Acesso em: 24 set. 2021.
Com	 relação	 às	 órteses	 lombossacras,	 são	 geralmente	menos	 eficientes	 em	
restringir	os	movimentos	da	coluna,	quando	comparadas	às	órteses	toracolombossacras.	A	
seguir,	serão	listados	os	principais	tipos	de	órteses	lombossacras.	
• Colete Knight: promove	a	 imobilização	provisória	da	coluna	toracolombar,	em	casos	
de	 fraqueza	muscular	 da	musculatura	 do	 tronco	 e	membros	 inferiores,	 auxiliando	
no	 ortostatismo	 e	 deambulação.	 Fabricado	 totalmente	 em	 polietileno,	 possui	 forros	
removíveis	 substituíveis.	 Inclui	 uma	banda	pélvica,	 que	deverá	 fornecer	 ancoragem	
firme	 sobre	 a	 parte	 central	 das	 nádegas,	 e	 uma	 banda	 torácica,	 destinada	 a	 ficar	
horizontalmente	 sobre	 a	 parte	 inferior	 do	 tórax,	 sem	 colidir	 com	 as	 escápulas	
(O’SULLIVAN;	SCHMITZ;	FULK,	2010).	
92
FIGURA 37 – COLETE KNIGHT
FONTE: <https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_601477-MLB32229971058_092019-O.webp>. 
Acesso em: 24 set. 2021.
• Colete de Putti: trata-se	de	uma	órtese	pré-fabricada,	de	tecido,	com	barbatanas	de	
alumínio	 na	 parte	 posterior.	 Por	 não	 promover	 restrição	 dos	movimentos	 de	 forma	
totalmente	efetiva,	é	indicado	como	um	coadjuvante	para	redução	do	quadro	álgico	de	
pacientes	com	 lombalgia.	Há	dois	tipos	de	colete	de	Putti,	sendo	eles:	o	de	modelo	
alto	 e	 o	 de	 modelo	 baixo.	 O	 de	 modelo	 alto	 é	 recomendado	 para	 a	 estabilização	
toracolombar,	restringindo	mais	movimentos,	além	de	indicado	para	lesões	graves,	
como	fraturas	e	luxações.	Já	o	colete	de	Putti	de	modelo	baixo	é	ideal	para	casos	de	
fraturas,	contraturas,	lesões	e	outras	afecções	na	região	lombar	baixa	(O’SULLIVAN;	
SCHMITZ;	FULK,	2010).	
FIGURA 38 – COLETE DE PUTTI
FONTE: <https://bit.ly/3BdJPoc>. Acesso em: 24 set. 2021.
Como	visto,	as	órteses	para	coluna	vertebral	são	dispositivos	que	promovem	
inúmeros	 benefícios	 no	 tratamento	 conservador	 e	 pós-cirúrgico	 (imobilização,pós-
operatórios,	 cicatrização	de	 lesões	vertebrais).	A	 coluna	apresenta	uma	biomecânica	
complexa,	 e	 desequilíbrios	musculares	 ou	 articulares	 podem	 favorecer	 a	 ocorrência	 de	
lesões.	Além	 disso,	 a	 carga	 e	 o	 impacto	 das	 extremidades	 são	 dissipados	 através	 da	
coluna,	 que	precisará	 fornecer	 o	 suporte	 e	 a	 estabilidade	para	 que	 as	 extremidades	 se	
movimentem	(KISNER;	COLBY,	2017).
93
No	 entanto,	mesmo	 com	 efeitos	 tão	 benéficos,	 as	 órteses	 podem	 ocasionar	
algumas	 consequências	 para	 o	 paciente,	 tais	 como	 lesões	 cutâneas,	 atrofias	musculares	
(quando	utilizadas	por	tempo	prolongado),	compressão	nervosa,	aumento	da	mobilidade	
em	segmentos	da	coluna	vertebral,	osteopenia,	esofagite	de	refluxo,	dependência	física	
ou	psicológica,	entre	outros.	Por	 isso,	as	órteses	deverão	ser	prescritas	por	profissionais	
qualificados,	que	orientem	os	usuários	quanto	aos	riscos,	forma	correta	de	utilização	e	
o	tempo	de	uso	(HERBERT	et al.,	2016).	
Quer aprofundar o estudo sobre as órteses que envolvem a coluna 
vertebral? Leia o Guia “Órteses de coluna”, disponível no link: https://
docplayer.com.br/27292501-Guia-orteses-de-coluna.html.
DICA
Agora	que	 já	 conhecemos	os	principais	 tipos	de	órteses	para	a	 coluna	vertebral,	
vamos	resolver	algumas	questões	de	fixação	sobre	o	assunto?!
94
Neste tópico, você aprendeu:
•	 As	órteses	para	a	coluna	se	constituem	de	instrumentos	aplicados	de	forma	externa	ao			
corpo,	designados	primariamente	para	restringir	o	movimento	de	segmentos	da	coluna	
vertebral.
•	 Como	função,	as	órteses	para	a	coluna	vertebral	buscam	a	diminuição	da	mobilidade	
de	um	segmento	vertebral,	auxílio	na	recuperação	de	lesões	ósseas	e	ligamentares,	
redução	da	dor	e	prevenção	de	deformidades	progressivas	na	coluna.
•	 Ao	indicar	uma	órtese	para	a	coluna	devemos	determinar	qual	o	seu	objetivo,	qual	o	
segmento	envolvido	e	qual	movimento	se	pretende	limitar.	
•	 As	órteses	 rígidas	controlam	melhor	a	posição	da	coluna,	através	da	aplicação	de	
forças	externas.	
•	 As	 órteses	 semirrígidas	 poderão	 ser	 usadas	 para	 alívio	 de	 dores	 musculares	 ou	
auxílio	na	 recuperação	de	fraturas	mais	estáveis,	sendo,	nesta	situação,	utilizadas	
para	auxiliar	a	 recuperação	da	coluna	e	da	musculatura,	e	não	para	preservar	sua	
integridade	estrutural.
•	 Existem	inúmeros	tipos	de	órteses	para	a	coluna,	de	materiais	diversos,	pré-fabricadas	
em	diferentes	tamanhos	ou	feitas	em	moldes	específicos.
RESUMO DO TÓPICO 2
95
1	 O	 colete	 foi	 anatomicamente	 desenvolvido	 para	 proporcionar	 estabilização	 e	
segurança	à	coluna	lombar,	durante	o	tratamento	de	patologias	na	coluna	vertebral.	
Elaborado	com	elástico	macio	e	resistente,	que	proporcionará	melhor	ajuste,	possui	
quatro	barbatanas	de	duralumínio,	que	serão	moldadas	ao	corpo.	Com	 relação	ao	
colete	 ideal	 para	 correções	 na	 escoliose	 torácica,	 com	 almofadas	 corretoras	 nas	
curvas	mais	pronunciadas,	assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 Milwaukee.
b)	 (			)	 Minerva.
c)	 (			)	 Jewit.
d)	 (			)	 Putti.
2	 As	escolioses	da	coluna	vertebral	estão	situadas,	principalmente,	na	região	torácica	e	
lombar	e,	às	vezes,	necessitam	ser	tratadas	com	órteses.	Com	relação	às	escolioses	
e	às	órteses,	analise	as	sentenças	a	seguir:
I-	 Como	 regra	 internacional,	 as	 escolioses	 deverão	 ser	 avaliadas	 e	 diagnosticadas,	
documentando	o	seu	lado	côncavo.
II-	 As	curvas	escolióticas	poderão	ser	mensuradas	pelo	método	de	COBB.
III-	 O	 colete	 do	 tipo	 OTLS	 (órtese	 toracolombosacral)	 é	 utilizado	 no	 tratamento	 das	
escolioses.
IV-	 A	órtese	de	Milwaukee	consiste	em	uma	cinta	pélvica	e	um	colar	cervical,	unidos,	na	
frente,	por	uma	haste	vertical	única;	e	nas	costas,	por	um	par	de	hastes	verticais.
Assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 As	sentenças	II,	III	e	IV	estão	corretas.
b)	 (			)	 As	sentenças	I	e	III	estão	corretas.
c)	 (			)	 Somente	a	sentença	IV	está	correta.
d)	 (			)	 Somente	a	sentença	II	está	correta.
3	 As	órteses	vertebrais	auxiliam	na	imobilização	e	estabilização	da	coluna,	controlam	
os	movimentos	 que	 estão	 causando	 sintomas	 e	 corrigem	 ou	 previnem	 deformidades.	
Sobre	o	exposto,	analise	as	sentenças	a	seguir:
I-	 Nos	 casos	 de	 sequelas	 espásticas,	 as	 órteses	 poderão	 ser	 utilizadas	 para	
posicionamento,	prevenindo	retrações	musculotendíneas	ou	para	funcionalidade.	
II-	 Uma	órtese	toracolombosacral	(TLSO)	está	contraindicada	para	controlar	as	fraturas	e	
as	dores	por	compressão	associadas	à	osteoporose	da	coluna	dorsal	vertebral,	por	gerar	
mais	limitações	que	benefícios.	
III-	 A	órtese	cervical	do	tipo	Minerva	é	a	mais	indicada	para	pacientes	com	instabilidade	
nos	níveis	cervicais	acima	de	C4.	
AUTOATIVIDADE
96
Assinale	a	alternativa	CORRETA:
a)	 (			)	 Somente	a	sentença	I	está	correta.
b)	 (			)	 Somente	a	sentença	III	está	correta.
c)	 (			)	 As	sentenças	I	e	II	estão	corretas.
d)	 (			)	 As	sentenças	II	e	III	estão	corretas.	
4	 Uma	órtese,	ou	ortótese,	se	apresenta	como	um	apoio	ou	dispositivo	externo	aplicado	
ao	 corpo,	 para	modificar	 os	 aspectos	 funcionais	 ou	 estruturais	 do	 sistema	 neuro	
musculoesquelético,	e	para	obtenção	de	alguma	vantagem	mecânica	ou	ortopédica.	
Disserte	sobre	as	principais	indicações	do	uso	das	órteses.
5	 A	órtese	é	um	acessório	usado	para	restringir	ou	auxiliar	o	movimento	ou	transferir	a	
carga	de	uma	parte	para	outra.	Deve-se	ressaltar	o	papel	do	Fisioterapeuta	na	correta	
indicação,	 uso	 e	manutenção	 de	 uma	 órtese.	 Disserte	 sobre	 as	 principais	 condutas	
fisioterapêuticas	com	os	pacientes	que	utilizam	a	órtese.
97
TÓPICO 3 — 
ÓRTESES PARA MEMBROS SUPERIORES
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Para	 finalizarmos	 o	 estudo	 sobre	 as	 órteses,	 neste	 tópico,	 abordaremos	 as	
principais	 órteses	 utilizadas	 para	 os	 membros	 superiores,	 bem	 como	 suas	 funções	 e	
como	é	 realizada	a	 sua	confecção.	Sabemos	que	as	complicações	que	acometem	a	
região	 dos	membros	 superiores,	 como	 punhos	 e	mãos,	 possivelmente	 podem	 causar	
comprometimentos	em	atividades	manuais,	essenciais	para	a	funcionalidade	humana,	por	
vezes,	necessitando	do	uso	de	dispositivos	ortóticos	(BRASIL,	2013).	
A	 extremidade	 superior	 está	 relacionada	 com	 a	 realização	 de	 atividades	
funcionais,	 de	 modo	 que	 o	 comprometimento	 das	 estruturas	 envolvidas	 poderá	
interferir	 gravemente	 na	 função	 e	 qualidade	 de	 vida	 do	 indivíduo	 acometido.	 Dessa	
forma,	é	 importante	a	ação	de	profissionais	adequados	e	especializados	para	atender	às	
necessidades	das	pessoas	com	relação	ao	uso	de	órteses.	Nesse	sentido,	o	fisioterapeuta	
possui	um	papel	essencial	na	reabilitação	e	uso	de	dispositivos	de	órteses,	por	viabilizar	
o	acesso,	implementação	e	integração	de	aspectos	motores	e	sensoriais	do	ser	humano	
nas	atividades	de	vida	diária	(BRASIL,	2013).	
É	importante	que	a	prescrição	e	a	escolha	da	melhor	órtese	sejam	realizadas	por	
uma	equipe	multiprofissional,	considerando	aspectos	como	as	características	pessoais	
do	paciente	e	o	tipo	de	material	para	confecção	da	órtese,	bem	como	uma	avaliação	
física	anatômica	e	funcional	da	região	acometida	(PELOSI;	NUNES,	2009).
Existem	alguns	aspectos	e	peculiaridades	que	devem	ser	considerados	para	a	
confecção	das	órteses	de	membros	superiores,	os	quais	serão	listados	a	seguir:	
•	 A	efetividade	da	órtese	deverá	ser	garantida	por	meio	de	técnicas	de	modelagem,	as	
quais	devem	respeitar	os	contornos	e	acidentes	anatômicos	do	membro	superior.
•	 A	 garantia	 do	 alongamento	 suave	 e	 prolongado	 de	 articulações	 e	 músculos	 que	
devem	ser	levados	e	mantidos	em	seu	limite	plástico,	permitindo	a	neoformação	dos	
tecidos.
•	 Deve-se	aumentar	ao	máximo	a	área	de	apoio	da	órtese,	visando	distribuir	a	pressão	e	
evitar	o	surgimento	de	feridas	e	lesões	cutâneas.
•	 As	órteses	devem	ser	modeladas	de	forma	individualizada,	com	ajustes	e	adequações	
às	necessidades	do	paciente.
•	 Todas	 as	 órteses	 devem	 ser	 retiradas	 após	 um	período	 de	 utilização,mobilizando	
o	 segmento	 em	 toda	 a	 sua	 amplitude	 sempre	 que	 possível,	 de	 forma	 a	 evitar	
complicações	como	contraturas,	deformidades,	alergias,	 isquemia	 local,	maceração,	
entre	outras.	
98
•	 A	 órtese	deverá	 ser	 cosmeticamente	 e	 psicologicamente	 aceitável,	 não	 causando	
nenhum	tipo	de	transtorno,	vergonha	ou	inconveniente	para	o	usuário.
•	 Por	fim,	o	uso	da	órtese	deverá	ser	suspenso	assim	que	o	propósito	da	 indicação	
tenha	sido	alcançado	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).	
Abordaremos	 no	 decorrer	 do	 nosso	 tópico,	 as	 características	 das	 principais	
órteses	utilizadas	na	região	do	ombro,	cotovelo,	punho	e	mãos.	Preparados?	Vamos	lá!
2 ÓRTESES PARA O OMBRO
Conforme	discutido	no	decorrer	desta	unidade,	o	processo	de	confecção	das	
órteses	 depende	 de	 conhecimentos	 diversos	 sobre	 anatomia,	 cinesiologia,	 biomecânica,	
patologia,	processos	cicatriciais,	propriedades	dos	materiais	e	protocolos	de	reabilitação	das	
diversas	condições	que	acometem	os	membros	superiores	(MINISTÉRIO	DA	SAÚDE,	2019).	
A	escolha	do	modelo	ideal	de	órtese	para	a	região	do	ombro	faz	parte	de	um	
processo	que	demanda	a	habilidade	da	equipe	multiprofissional,	sendo	concebida	de	
forma	 a	 apoiar,	 proteger,	 imobilizar,	 reestabelecer	 ou	 facilitar	 padrões	 coordenados	
de	movimentos,	preservando	o	estado	fisiológico	normal	dos	músculos	e	prevenindo	
deformidades	 nesta	 articulação	 tão	 importante	 do	 corpo	 humano	 (MINISTÉRIO	 DA	
SAÚDE,	2019).	
Listaremos,	 a	 seguir,	 os	principais	 tipos	de	órteses	prescritas	atualmente,	que	
envolvem	a	região	do	ombro	e	cintura	escapular:
• Slings: popularmente	conhecidas	como	tipoias,	possuem	a	função	de	suport]	casos	de	
pós-operatório	 de	 reconstrução	do	manguito	 rotador,	 artroplastias,	 acromioplastias,	
entre	outras	alterações	que	exijam	que	o	ombro	seja	mantido	em	abdução	(BRANCO	
et	al.,	2008)
99
FIGURA 39 – ÓRTESE DO TIPO SLING
FONTE: <https://bit.ly/3vFI7uV>. Acesso em: 24 set. 2021.
• Suporte de braço com almofada de abdução: esse	tipo	de	órtese	fornecerá	a	imo-
bilização	do	ombro,	mantendo-o	em	abdução.	É	indicada	em	casos	de	pós-operatório	
de	reconstrução	do	manguito	rotador,	artroplastias,	acromioplastias,	entre	outras	altera-
ções	que	exijam	que	o	ombro	seja	mantido	em	abdução	(BRANCO	et al.,	2008).	
FIGURA 40 – ÓRTESE COM ALMOFADA EM ABDUÇÃO
FONTE: <https://bit.ly/3GnhVde>. Acesso em: 23 set. 2021.
• Órtese aeroplano:	mantém	o	ombro	em	90º	de	abdução,	de	 forma	estática,	 (sem	
nenhum	movimento	na	articulação	glenoumeral)	e	o	cotovelo	em	posição	funcional.	
As	principais	indicações	são	casos	de	queimaduras	na	região	axilar	e	outras	lesões	que	
possam	provocar	retração	dos	tecidos	moles	do	local,	como	a	radioterapia,	por	exemplo	
(BRANCO	et al.,	2008).
100
FIGURA 41 – ÓRTESE DO TIPO AEROPLANO
FONTE: <https://bit.ly/3mcA0Tj>. Acesso em: 24 set. 2021.
Quer ficar por dentro dos principais modelos de órteses para membros 
superiores? Leia o artigo: GRADIM, L. C. C; PAIVA, G. Modelos de órteses 
para membros superiores: uma revisão da literatura, Cad. Bras. Ter. 
Ocup., São Carlos, v. 26, n. 2, p. 479-488, 2018.
DICA
3 ÓRTESES PARA O COTOVELO
As	órteses	para	região	dos	membros	superiores	(ombro,	cotovelo,	punho	e	dedos)	
devem	buscar	manter	a	anatomia	fisiológica	dos	arcos	palmares,	para	evitar	contraturas,	
deformidades	 e	manter	 os	 padrões	 funcionais	 de	 preensões.	 Além	 disso,	 garantem	 os	
eixos	de	movimentos	adequados;	permitem	uma	função	equilibrada	dos	músculos	não	
afetados	e	deixam	livre	a	maior	superfície	palmar	da	mão	e	dos	dedos,	para	a	promoção	de	
uma	melhor	percepção	sensorial	(MINISTÉRIO	DA	SAUDE,	2019).	
As	principais	órteses	para	região	do	cotovelo	serão	descritas	a	seguir:	
• Tala posterior a 90º: esse	tipo	de	órtese	é	indicado	para	casos	em	que	é	necessário	
manter	o	cotovelo	em	90º	de	flexão,	como	fraturas	de	úmero	e	antebraço,	bem	como	
reparos	 na	 inervação.	 É	 confeccionada	 em	material	 termoplástico	 e	 possui	 faixas	 de	
velcro	que	mantém	o	cotovelo	em	90º	de	flexão	(BRANCO	et al.,	2008).	
101
FIGURA 42 – ÓRTESE DO TIPO TALA POSTERIOR A 90º
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-g/74844-7064139.webp>. 
Acesso em: 24 set. 2021.
• Faixa de contensão para o cotovelo:	essa	órtese	é	indicada	para	pacientes	que	pos-
suem	diagnóstico	de	epicondilite,	e	trata-se	de	uma	peça	confeccionada	em	material	elás-
tico,	com	uma	almofada	de	silicone	ou	pneumática,	com	faixas	de	velcro	que	ajustam	a	
pressão.	Deverá	ser	posicionada	cerca	de	dois	centímetros	abaixo	da	 inserção	dos	
tendões	do	epicôndilo,	visando	a	redução	da	tração	exercida	nos	tendões	
	 (PRENTICE,	2012).	
FIGURA 43 – FAIXA DE CONTENSÃO PARA O COTOVELO
FONTE: <https://bit.ly/3pBE168>. Acesso em: 24 set. 2021.
• Cotoveleira: essa	órtese	é	confeccionada	em	Neoprene	e	tem	efeitos	semelhantes	
aos	da	faixa	de	contenção,	com	acréscimo	do	efeito	térmico	sobre	a	região	do	epi-
côndilo.	É	indicada	para	prevenção	e	tratamento	de	contusões,	como	tendinite	e	epi-
condilite,	e	para	prevenção	de	lesões	em	esportes	(BRANCO	et al.,	2008).
102
FIGURA 44 – ÓRTESE DO TIPO COTOVELEIRA
FONTE: <https://bit.ly/3vISopZ>. Acesso em: 24 set. 2021.
•	 Órteses	 de	 flexão	 e	 extensão	 dinâmica:	 são	 indicadas	 para	 os	 casos	 em	 que	 é	
necessário	manter	 um	 ângulo	 específico	 de	flexão	 ou	 extensão	 do	 cotovelo,	 como	
em	casos	de	fraturas,	contraturas	musculares	e	queimaduras	 (BRANCO	et al.,	2008).	
Possuem	duas	mangas	em	polietileno	e	dois	aros	de	alumínio,	com	um	ângulo	de	
movimento	de	flexão	ajustável,	conforme	poderemos	observar	na	figura	a	seguir.	
FIGURA 45 – ÓRTESES DINÂMICAS
FONTE: <https://bit.ly/3Efv869>. Acesso em: 24 set. 2021.
4 ÓRTESES PARA MÃO, PUNHO E DEDOS
A	força	de	preensão	é	essencial	na	maioria	das	atividades	manuais,	bem	como	
em	trabalhos	industriais	e	atividades	esportivas.	Em	vista	disso,	na	tentativa	de	minimizar	
os	efeitos	das	desordens	do	punho	e	mãos,	tais	como	tendinite	de	flexores	e	extensores	
do	 punho,	 fraqueza	 dos	 músculos	 do	 punho	 e	 lesões	 por	 esforços	 repetitivos,	 os	
profissionais	 como	 fisioterapeutas	 e	 terapeutas	 ocupacionais	 recomendam	 o	 uso	 de	
órteses	como	recurso	terapêutico	na	reabilitação	e	prevenção	de	lesões	(RODRIGUES	
et al.,	2007).	
A	 seguir	 serão	 descritos	 os	 principais	modelos	 de	 órteses	 para	 punho	 e	mãos,	
encontrados,	atualmente,	no	mercado:
103
• Órtese de imobilização para o punho: esse	 tipo	 de	 órtese	 possui	 a	 função	 de	
restringir	ao	máximo	o	movimento	do	punho,	podendo	ou	não	incluir	as	articulações	
metacarpo	 falangeanas	 e	 interfalangeanas.	 São	 indicadas	 para	 pacientes	 com	
patologias	 reumatológicas	 como	 artrite	 reumatoide,	 traumatismos	 e	 pós-operatório	 de	
cirurgias	no	punho.	Quanto	ao	material	e	posicionamento,	essa	órtese	é	confeccionada	
em	plástico	termo	moldável,	com	tiras	de	velcro,	sendo	posicionadas	de	35º	a	40º	de	
extensão	e	10º	a	15º	de	desvio	ulnar	(SEU;	PASQUALETTO,	2012).
FIGURA 46 – ÓRTESE DE IMOBILIZAÇÃO PARA O PUNHO
FONTE: <https://bit.ly/30ZHLUF>. Acesso em: 24 set. 2021.
• Órtese de posicionamento para o punho e mão:	 são	 confeccionadas	em	plástico	
termo	moldável,	com	faixas	de	velcro.	As	articulações	metacarpo	falangeanas	devem	
ficar	em	flexão	completa,	ao	passo	que	as	 interfalangeanas	devem	ficar	em	extensão	
completa,	 com	 o	 polegar	 em	 oponência,	 para	 evitar	 encurtamento	 de	 tendões	 e	
ligamentos.	O	uso	dessas	órteses	é	 indicado	para	 lesões	neurológicas,	como	acidentes	
vasculares	 cerebrais	 (AVC),	 traumatismos	 cranioencefálicos,	 lesões	 do	 plexo	 braquial	 e	
síndrome	de	Guillain-Barré	(SEU;	PASQUALETTO,	2012).
FIGURA 47 – ÓRTESE DE POSICIONAMENTO PARA O PUNHO E MÃO
FONTE: <https://bit.ly/3nqrIqy>. Acesso em: 24 set. 2021.
104
• Órtese de punho elástico:	são	órteses	fabricadas	em	Neoprene,	que	fornecem	es-
tabilidade	e	aquecimento	à	articulação	 radioulnar.	Essas	órteses	são	 indicadas	para	
tendinites	e	tenossinovites	do	punho,	lesõesdo	ligamento	triangular	do	carpo,	proteção	
pós-operatória	e	prevenção	de	lesões	em	esportes	(SEU;	PASQUALETTO,	2012).
FIGURA 48 – ÓRTESE DE PUNHO COM MATERIAL ELÁSTICO
FONTE: <https://loja.mercur.com.br/ortese-para-punho/p>. Acesso em: 24 set. 2021.
• Órtese WHF (wrist/hand/fingers – punho/mãos/dedos): esse	 tipo	 de	 órtese	
é	 indicado	 para	 pacientes	 com	 tetraplegia	 de	 nível	 motor	 C6,	 situação	 em	 que	 está	
conservada	a	extensão	de	punho,	porém,	abolida	a	contração	dos	flexores	dos	dedos	
e	dos	músculos	 intrínsecos	da	mão.	Dessa	forma,	essa	órtese	dinâmica	aproveita	a	
extensão	ativa	do	punho	para	permitir	a	realização	de	movimentos	de	pinça	(SEU;	
PASQUALETTO,	2012).	
FIGURA 49 – ÓRTESE WHF
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-g/122099-15601642.webp>. 
Acesso em: 24 set. 2021.
105
• Órteses em anel:	 são	órteses	estáticas	que	permitem	os	movimentos	dos	dedos	em	
uma	única	direção	 (flexão	ou	extensão).	Geralmente	são	 indicadas	para	pacientes	
com	 doenças	 reumatológicas	 que	 geram	 deformidades	 articulares,	 como	 no	 caso	 da	
artrite	reumatoide,	que	promove	deformidades	conhecidas	como	dedo	em	botoeira	
e	o	pescoço	de	cisne.	O	dedo	em	botoeira	é	caracterizado	pela	flexão	da	articulação	
interfalangeana	 proximal	 e	 hiperextensão	 da	 interfalangeana	 distal,	 sendo	 a	 órtese	
utilizada	para	bloquear	a	flexão	na	articulação	proximal.	Já	no	dedo	pescoço	de	cisne	
ocorre	a	hipertensão	da	articulação	interfalangeana	proximal	e	flexão	da	distal,	sendo	a	
órtese	utilizada	para	bloquear	a	extensão	(PRENTICE,	2012).		
FIGURA 50 – DEDO EM BOTOEIRA E PESCOÇO DE CISNE
FONTE: <https://msdmnls.co/3116Dve>. Acesso em: 24 set. 2021.
FIGURA 51 – ÓRTESE EM ANEL
FONTE: <https://bit.ly/3pylBD1>. Acesso em: 24 set. 2021.
106
Se liga nessa dica de artigo: RODRIGUES, A. M. V. N. et al. Análise do 
efeito do uso das órteses de punho na musculatura do antebraço: uma 
revisão comentada da literatura. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 18, 
n. 1, p. 30-37, 2007.
DICA
Conforme	foi	possível	observar,	no	decorrer	desta	unidade,	 as	órteses,	 como	um	
recurso	de	tecnologia	assistida,	quando	 indicadas,	buscam	favorecer	a	 funcionalidade	
e	 independência	 para	 o	 usuário	 em	 diversas	 situações.	 As	 condições	 clínicas	 que	
acometem	 os	 indivíduos	 e	 demandam	 a	 utilização	 das	 órteses	 são	 aquelas	 que	
acompanham	 limitações	 e	 incapacidades	 funcionais,	 influenciando	 nas	 atividades	 de	
vida	diária,	na	sua	autonomia	e	qualidade	de	vida	em	sociedade.	
Em	vista	 disso,	 é	 importante	 a	 participação	 de	 uma	 equipe	multiprofissional	
qualificada,	para	prescrição	e	acompanhamento	de	órteses,	visando	integrar	todas	as	
problemáticas	envolvidas	com	o	paciente,	 suas	condições	clínicas	e	oferecer	 o	 suporte	
mais	completo	e	holístico	para	ele	(BRASIL,	2013).	
107
LEITURA
COMPLEMENTAR
A IMPORTÂNCIA DAS ÓRTESES DE MEMBROS INFERIORES NA 
DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE – REVISÃO
Naelka	dos	Anjos	Fernandes,	Denise	Caldeira	Troise,	Francis	Meire	Fávero,	
Sissy	Veloso	Fontes,	Acary	Souza	Bulle	Oliveira
Introdução
A	 Distrofia	 Muscular	 de	 Duchenne	 (DMD)	 é	 o	 tipo	 mais	 frequente	 dentre	 as	
distrofias	musculares,	 afetando	 cerca	 de	 um	 em	 cada	 3500	meninos	 nascidos	 vivos.	
Aproximadamente	um	terço	dos	casos	são	causados	por	novas	mutações;	os	outros	são	
casos	familiares,	nos	quais	a	prevalência	é	menor,	cerca	de	um	em	cada	18.000	indivíduos.
Os	indivíduos	com	DMD	apresentam	atraso	no	desenvolvimento	motor,	tais	como:	
dificuldade	em	 levantar-se	e	ficar	 em	pé,	 dificuldade	na	marcha	e	quedas	 frequentes.	
O	 acometimento	motor	 é	 simétrico	 e	 proximal,	 ocorre	 inicialmente	 na	 cintura	 pélvica	 (do	
segundo	ao	quarto	ano	de	vida)	e	por	volta	dos	seis	anos	de	idade	a	cintura	escapular	
também	é	acometida.
A	fisioterapia	é	fundamental	no	tratamento	destes	pacientes,	para	manutenção	da	
força	muscular	e	amplitude	de	movimento.	Os	exercícios	de	alongamento	diários	dos	
músculos	gastrocnêmio-sóleo,	flexores	de	quadril	 e	banda	 iliotibial	 combinados	com	
a	ortetização	são	muito	bem-sucedidos	em	controlar	as	contraturas	de	membros	inferiores	
desses	 pacientes	 e,	 consequentemente,	 a	 funcionalidade.	Os	 principais	 objetivos	 da	
fisioterapia	são	manter	ou	melhorar	a	força	muscular,	maximizar	a	capacidade	funcional	e	
minimizar	o	desenvolvimento	de	contraturas,	através	do	uso	de	órteses.	As	órteses	de	
membros	inferiores	fazem	parte	do	tratamento	destes	pacientes.
A	utilização	de	órteses	de	membros	inferiores	é	comumente	instituída	como	uma	
maneira	de	prolongar	a	 independência	funcional	do	 indivíduo	com	DMD,	especialmente	a	
partir	do	momento	em	que	ocorre	o	decréscimo	da	deambulação,	devido	à	combinação	da	
fraqueza	da	musculatura	proximal	de	membros	inferiores	com	a	contratura	do	tendão	de	
Aquiles.
Com	 as	 recomendações	 fisioterapêuticas	 adequadas	 (alongamentos,	 exercícios	
funcionais	 e	 ortetização),	 os	 pacientes	 com	DMD	poderão	manter	 o	 posicionamento	
adequado	 dos	 membros	 inferiores,	 especialmente	 dos	 pés,	 podendo	 fazer	 uso	 de	
calçados	sem	dificuldade.	A	fisioterapia	associada	à	cirurgia	de	correção	e	ortetização	
promoverá	claro	benefício	ao	paciente	de	DMD,	com	a	correção	em	 longo	prazo	das	
contraturas	das	extremidades	inferiores.
108
Método
Revisão	Tradicional	da	Literatura	com	análise	crítica.	Foram	realizadas	buscas	ele-
trônicas	nas	bases	de	dados	MEDLINE	(Medlars	Online),	LILACS	(Literatura	Latino-Americana	
e	do	Caribe	em	Ciências	da	Saúde),	SciIELO	(The ScientificElectronic Library	Online),	a	fim	
de	identificar	os	artigos	científicos	indexados	e	publicados	de	1979	a	2010.	As	estratégias	
de	busca	utilizadas	foram	“Duchenne Muscular Dystrophy”	AND	“Orthoses OR Ortheses OR 
Orthisis OR Splints OR Braces OR Ambulation”,	OR Rehabilitation”	OR	“Physical Therapy”.	
Como	critérios	de	 inclusão	foram	utilizados	ensaios	clínicos,	estudos	prospectivos	
e	 retrospectivos,	 que	 tratem	acerca	 da	 intervenção	 das	 principais	 órteses	 de	membros	
inferiores	 em	 crianças	 e	 adultos	 jovens	 com	 diagnóstico	 de	 DMD,	 segundo	 critérios	
padronizados.	Os	critérios	de	exclusão	adotados	foram	artigos	que	abordavam	a	utilização	
de	 órteses	 para	 membros	 superiores	 e	 tronco,	 revisões	 de	 literatura,	 aplicação	 de	
questionários,	opinião	de	especialista	e	artigos	que	tratavam	do	desenvolvimento	de	um	tipo	
específico	de	dispositivo	ortético	ou	abordagem	sobre	material	para	fabricação	das	órteses.
Resultados
No	total,	foram	identificados	35	artigos	e,	após	a	análise	do	título,	desenho	do	
estudo,	 tipo	de	 intervenção	e	desfecho	deles,	 conforme	critérios	de	 inclusão,	dez	artigos	
foram	selecionados.	Desses	artigos	selecionados,	um	era	estudo	 retrospectivo,	oito	 eram	
estudos	prospectivos	e	um	era	um	estudo	prospectivo	randomizado.	Segue	abaixo	a	
caracterização	dos	estudos	no	Quadro	1.
QUADRO 1 – DESCRIÇÃO DOS ESTUDOS
FONTE: Fernandes et al. (2012)
109
Discussão
Nessa	 revisão	 tradicional	 da	 literatura	 com	 análise	 crítica,	 foram	 estudados	 por	
Bach	em	1991,	13	meninos	com	diagnóstico	de	DMD,	segundo	critérios	já	estabelecidos.	No	
pós-operatório,	todos	os	pacientes	foram	submetidos	à	intervenção	fisioterapêutica	e	uso	
de	órteses	KAFO	e	LLB	(LongLegBrace)	a	partir	do	2º	dia.	Após	o	procedimento	cirúrgico	e	o	
período	de	fisioterapia,	observou-se	que	todos	os	pacientes	foram	capazes	de	prolongar	
o	tempo	de	bipedestação	não	assistida	e	11	pacientes	apresentaram	redução	significativa	do	
número	de	quedas	por	mês:	de	84±87	para	1±1	(p=0.034).
Já	entre	os	anos	de	1984	e	1987,	um	estudo	com	amostra	de	dezessete	pacientes	
com	 DMD	 descreveu	 que	 eles	 foram	 submetidos	 à	 cirurgia	 nos	membros	 inferiores	
e,	 consequentemente,	 um	 programa	 de	 fisioterapia	 com	 a	 utilização	 de	 tutor	 longo	
no	momento	da	perda	da	deambulação.	O	tratamento	pós-operatório	compreendia	a	
aplicação	de	gesso	nos	membros	inferiores,	com	o	qual,	após	cinco	dias,	as	crianças	
começavamtreino	 em	 bipedestação	 e,	 após	 mais	 dois	 dias,	 iniciavam	 o	 treino	 de	
marcha.	Após	a	cirurgia	e	a	fisioterapia,	todos	os	pacientes	foram	capazes	de	caminhar	
sem	auxílio,	por	cerca	de	um	ano	e	oito	meses.	
Entre	1977	e	1982,	em	outra	pesquisa,	cinquenta	e	sete	meninos	foram	acompa-
nhados,	durante	seis	meses,	com	o	uso	de	órteses	KAFO.	Após	o	primeiro	dia	pós-operatório,	
os	pacientes	foram	submetidos	a	treino	em	bipedestação	para	descarga	de	peso,	fazendo	
uso	de	gesso	nos	membros	inferiores.	No	3º	dia	de	pós-operatório,	o	gesso	foi	retirado	
e	colocada	a	órtese	KAFO,	para	início	do	treino	de	marcha.	Os	autores	citam	que	a	uti-
lização	de	órteses	KAFO	ajuda	a	manter	uma	aparência	mais	agradável	e,	ao	utilizá-las,	
os	pacientes	são	capazes	de	se	levantar	e	caminhar	com	e	sem	auxílio,	retardando	o	
aparecimento	de	deformidades,	em	especial,	contraturas	de	quadril	e	joelho,	pé	equino	e	
escoliose.
Assim,	entre	os	anos	de	1976	e	1980,	outro	estudo	realizou	a	avaliação	quantitativa	
seriada	 de	 30	meninos	 com	diagnóstico	 de	DMD.	Todos	 os	 pacientes	 foram	adaptados	
à	 órtese	 KAFO.	 Os	 autores	 demonstraram	 que	 os	 tipos	 de	 marcha	 independente	 e	
assistida	no	nível	seis	da	escala	de	Vignos	continuou	por	cerca	de	22.17	meses,	com	um	
intervalo	de	cinco	a	48	meses,	em	24	dos	30	meninos	participantes	do	estudo.	Com	isso,	
sugeriram	que	a	deambulação	em	pacientes	com	DMD	poderá	ser	prolongada	com	o	uso	de	
órteses,	e	o	fator	preditivo	de	maior	importância	para	esta	ocorrência	é	a	presença	de	
força	muscular	residual	nos	abdutores	de	quadril	e	extensores	de	joelho.
Em	outra	pesquisa,	59	meninos	com	diagnóstico	de	DMD	fizeram	parte	do	estudo.	
Os	resultados	mostraram	que	ocorre	um	atraso	na	perda	da	dorsiflexão	dos	tornozelos	e	
na	contratura	do	tendão	calcâneo	de	meninos	submetidos	a	alongamentos	diários	e	uso	de	
dispositivos	ortéticos,	no	período	noturno,	durante	os	estágios	iniciais	da	DMD.
110
As	 variáveis	 prognósticas	 mais	 importantes	 na	 duração	 da	 deambulação	 com	
órteses	 são:	 capacidade	vital,	 porcentagem	 residual	 de	 força	muscular	 e	 coeficiente	de	
creatinina.	O	mesmo	autor	em	um	estudo	mais	recente	afirma	que	o	controle	do	avanço	
das	 contraturas	 de	membros	 inferiores,	 por	meio	 da	 utilização	 de	 órteses,	 retarda	 o	
avanço	da	fraqueza	muscular	dos	pacientes	com	DMD,	os	quais	retêm	a	habilidade	de	
caminhar	por	mais	tempo.	
Um	estudo	com	69	meninos,	divididos	em	três	grupos	 (grupo	1	-	 locomoção	
independente;	 grupo	2-	 locomoção	por	meio	 de	 órteses	 e	 grupo	3-	 cadeirantes),	 relatou	
que	 por	 meio	 de	 um	 programa	 de	 alongamentos	 passivos	 supervisionados	 por	 um	
fisioterapeuta,	aliados	ao	uso	de	órteses	durante	o	período	noturno	e	cirurgias	corretivas,	
prolongaram	a	marcha	e	a	capacidade	dos	pacientes	de	ficarem	de	pé	em	torno	de	20	
meses.	
A	ausência	de	contraturas	graves,	prescrição	ortética	acurada	e	a	cooperação	do	
paciente	e	da	 família	para	 seguir	 as	 recomendações	 são	extremamente	 importantes	
para	alcançar	os	objetivos	propostos.	
Essa	revisão	mostrou	que	o	uso	da	Knee-AnkleFoot-Orthose	(KAFO),	associado	às	
cirurgias	 corretivas,	 é	 de	 fundamental	 importância	 para	 a	 prevenção	 e	 a	minimização	de	
contraturas	e	deformidades,	assim	como	no	prolongamento	da	marcha	e	do	ortostatismo	
desses	pacientes.	Um	 intenso	trabalho	da	Fisioterapia	é	um	recurso	complementar	no	
tratamento	de	pacientes	com	DMD,	entretanto,	poucos	estudos	relataram	os	efeitos	da	AFO	
na	prevenção	de	contraturas	e	deformidades	de	tornozelos.
Conclusão
Os	 estudos	 avaliados	 mostraram	 que	 a	 utilização	 desse	 tipo	 de	 órtese	 é	 de	
fundamental	importância	para	a	prevenção	e	a	minimização	de	contraturas	e	deformidades,	
assim	 como	 no	 prolongamento	 da	 marcha	 e	 do	 ortostatismo	 desses	 pacientes.	 Os	
artigos	 pesquisados	mostraram	 que	 as	 cirurgias	 corretivas,	 associadas	 à	 intervenção	
fisioterapêutica,	e	o	uso	correto	de	órteses,	são	fatores	que	contribuem	positivamente	
para	o	tratamento	de	pacientes	com	distrofia	muscular	de	Duchenne.	Entretanto,	nenhum	
artigo	analisou	o	uso	da	órtese	sem	estar	associada	a	correções	cirúrgicas.
111
Neste tópico, você aprendeu:
•	 As	 órteses	 de	 membros	 superiores	 consistem	 em	 dispositivos	 exoesqueléticos	
aplicados	externamente	a	uma	ou	mais	articulações	do	membro	superior,	buscando	
sempre	a	posição	funcional	ou	a	mais	adequada	para	cada	caso.
•	 As	 órteses	 são	 recursos	 importantes	 e	 essenciais	 no	 processo	 de	 reabilitação	 da	
mão.
•	 O	uso	das	órteses	proporcionará	um	posicionamento	adequado	e	um	tratamento	mais	
eficiente,	otimizando	a	reabilitação	e	favorecendo	um	retorno	mais	rápido	ao	trabalho	
e	 às	 atividades	 de	 vida	 diária,	 quando	 associados	 corretamente	 aos	 exercícios	 e	
atividades	propostas.
•	 Existem	 algumas	 considerações	 anatômicas	 importantes	 para	 a	 confecção	 de	
órteses,	e	que	devem	ser	respeitadas,	como:	os	arcos	da	mão,	as	pregas	palmares,	as	
estruturas	ósseas,	as	proeminências	ósseas	e	os	nervos	e	ligamentos.
• Após	sua	confecção,	 faz-se	necessário	um	acompanhamento	do	fisioterapeuta,	para	
ajustes	e	a	verificação	da	melhora	do	padrão	funcional	com	o	uso	da	órtese.
RESUMO DO TÓPICO 3
112
1 A	 função	 da	 extremidade	 superior,	 na	 utilização	 da	mão,	 de	modo	 que	 ela	 possa	
acessar	e	manipular	objetos	no	espaço,	é	atingida	por	pensão,	que	é	o	ato	de	segurar,	
pegar	ou	agarrar	um	objeto.	O	ombro,	o	cotovelo	e	o	punho	funcionam	juntos	para	
colocar	a	mão	em	um	local	desejado,	a	fim	de	serem	realizadas	tarefas	motoras	finas	
e	amplas.	O	principal	objetivo	das	órteses	de	extremidade	superior,	portanto,	é	manter	
a	função	da	mão,	restaurando	ou	preservando	a	própria	preensão	ou	permitindo	o	
posicionamento	ideal	da	mão	no	espaço	para	manipular	objetos	no	ambiente.	Sobre	
os	objetivos	comuns	na	área	de	órteses	de	extremidade	superior,	analise	as	opções	a	
seguir:
I-	 Substituir	músculos	fracos	ou	ausentes.
II-	 Proteger	segmentos	danificados	ou	lesionados,	limitando	as	cargas	ou	o	movimento.
III-	 Prevenir	deformidade	e	corrigir	contratura.
IV-	 Unir-se	a	outros	aparelhos	de	auxílio.
Assinale	a	alternativa	correta:
a)	 (			)	 Somente	a	opção	I	está	correta.
b)	 (			)	 Somente	a	opção	III	está	correta.
c)	 (			)	 Somente	a	opção	IV	está	correta.
d)	 (			)	 As	opões	I,	II,	III	e	IV	estão	corretas.
2	 Na	Resolução	nº	402/2011,	do	COFFITO,	são	listadas	as	atribuições	do	Fisioterapeuta	
no	 exercício	 da	 Especialidade	 Profissional	 Fisioterapia	 em	 Terapia	 Intensiva.	 Com	
relação	 à	 função	do	 Fisioterapeuta	 e	 às	 órteses	 e	 próteses,	 assinale	 a	 alternativa	
CORRETA:
a)	 (			)	 Exclusivamente	prescrever	órteses	e	próteses.
b)	 (			)	 Exclusivamente	prescrever	tecnologia	assistiva.
c)	 (			)	 Exclusivamente	prescrever	e	confeccionar	órteses	e	próteses.
d)	 (			)	 Prescrever,	confeccionar	e	gerenciar	órteses,	próteses	e	tecnologia	assistiva.
3	 Dentre	 os	 recursos	 de	 tecnologia	 assistiva,	 a	 órtese	 é	 comumente	 utilizada	 nos	
serviços	 de	 reabilitação	 física,	 voltados	 para	 recuperação	 de	 função	 das	 partes	
do	 corpo.	 Os	 objetivos	 do	 uso	 das	 órteses,	 dentro	 do	 tratamento	 de	 reabilitação,	
podem	ser:	estabilizar	e	imobilizar,	corrigir	deformidades,	prevenir	agravos,	proteger	
estruturas	e	articulações	e	mobilizar	e	restaurar	função.	Sobre	o	exposto,	assinale	a	
alternativa	CORRETA:
AUTOATIVIDADE
113
a)	 (			)	 Em	casos	de	paralisia	e	contratura	de	músculos	 intrínsecos	da	mão,	pescoço	
em	cisne,	paralisia	do	nervo	ulnar	e	do	nervo	mediano,	 são	 indicadas	órteses	
de	posicionamento	para	manutenção	da	amplitude	de	movimento	e	prevenção	
de	 deformidades	 com	 posicionamento	 do	 punho	 em	 extensão,	 articulações	
metacarpofalangeanas	em	mais	de	60°	de	flexão	e	articulações	 interfalangeanas	
em	extensão	completa.
b)	 (			)	 Em	 casos	 de	 lesões	 nervosas,	 como	 a	 lesão	 traumática	 do	 plexo	 braquial,	
são	 indicadas	 órteses	 dinâmicas	 de	 movimento	 para	 estimularo	 ganho	 da	
movimentação	ativa	para	membro	superior	(ombro,	braço,	antebraço	e	punho)	e	
para	prevenir	a	tração	do	membro	superior.
c)	 (			)	 Em	 casos	 de	 artrite	 reumatoide,	 é	 indicada	 órtese	 estática	 de	 imobilização	 e	
posicionamento	com	punho	em	posição	neutra,	metacarpo	falangeano	em	60º	
de	flexão	e	Interfalangeano	em	30º	de	flexão.
d)	 (			)	 Em	casos	de	lesões	por	queimadura	em	dedos,	são	indicados	dispositivos	como	
órteses	progressivas	estáticas	e	dinâmicas	para	mobilizar	articulações,	promover	
ganho	 de	 amplitude	 e	 proporcionar	 alongamento	 dos	músculos	 intrínsecos	 e	
órteses	de	bloqueio	de	flexores	superficial	e	profundo	dos	dedos.
4	 Um	 jogador	 de	 tênis	 de	 34	 anos	 de	 idade	 procurou	 atendimento	 fisioterapêutico,	
relatando	 dor	 na	 região	 lateral	 do	 cotovelo,	 que	 ocorre	 a	 partir	 da	 contração	 da	
musculatura	do	punho.	A	dor	teve	 início	discreto,	percebida	após	a	 realização	dos	
jogos,	mas	tornou-se	intensa	durante	toda	a	prática	da	atividade	física,	 impedindo	
o	término	das	partidas	de	tênis.	Considerando	o	caso	clínico	apresentado,	disserte	
sobre	 quais	 estratégias	 o	 fisioterapeuta	 poderá	 utilizar	 na	 reabilitação	 do	 paciente	 em	
questão:
5	 Uma	paciente	de	sessenta	e	cinco	anos	de	 idade	foi	encaminhada	de	um	hospital	
para	uma	unidade	de	reabilitação,	com	história	de	rebaixamento	súbito	do	nível	da	
consciência,	diminuição	da	força	muscular	no	hemicorpo	esquerdo,	não	responsiva	
a	comandos	verbais,	com	abertura	ocular	ao	estímulo	doloroso	e	 resposta	motora	
ausente.	Inicialmente,	a	paciente	recebeu	diagnóstico	de	episódio	único	de	acidente	
vascular	encefálico,	decorrente	da	ruptura	de	aneurisma	congênito	no	polígono	de	
Willis.	Atualmente,	a	paciente	apresenta-se	com	quadro	de	hemiplegia	no	hemicorpo	
esquerdo,	com	limitação	de	amplitude	de	movimento	de	extensão	de	cotovelo.	Além	
disso,	apresenta	hipertonia	de	flexores	de	cotovelo	e	de	punho,	padrão	postural	em	
extensão	e	 rotação	 interna	do	quadril	e	do	 joelho,	flexão	plantar	e	 inversão	do	pé.	
Com	relação	ao	quadro	clínico	apresentado,	disserte	sobre	quais	funções	deverão	ter	
a	órtese	de	membro	superior	indicada	para	esta	paciente.
6	 As	 órteses	 destinadas	 aos	 membros	 superiores	 são	 capazes	 de	 estabilizar	 e	
imobilizar	 o	 membro,	 corrigir	 deformidades,	 prevenir	 agravos,	 proteger	 estruturas	
e	 articulações,	 mobilizar	 e	 restaurar	 funções	 e,	 juntamente	 às	 demais	 condutas	
fisioterapêuticas,	reabilitar	fisicamente	o	paciente.	Sobre	a	prioridade	nos	cuidados	
com	as	áreas	de	pressão	na	confecção	de	órteses	de	membro	superior,	assinale	a	
alternativa	CORRETA:
114
a)	 (			)	 Determinar	o	grau	de	limite	do	arco	de	movimento.
b)	 (			)	 Assegurar	estética	da	órtese	e	prevenir	áreas	de	fricção.
c)	 (			)	 Limitar	somente	os	movimentos	específicos	que	se	deseja	controlar.
d)	 (			)	 Observar	áreas	com	alterações	circulatórias	e	de	sensibilidade.
115
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Rearfoot	Movement	and	Foot	Pressure	Distributions	in	Patients	with	Flexible	Flatfoot.	
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118
119
PRÓTESES E ÓRTESES EM 
SITUAÇÕES ESPECIAIS
UNIDADE 3 — 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
 A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conceituar próteses, bandagens funcionais e órteses esportivas;
• compreender as principais indicações e contraindicações das próteses para os 
membros superiores;
• compreender as principais indicações e contraindicações das próteses para os 
membros inferiores e coluna vertebral;
•	 compreender	as	principais	classificações	bandagens	funcionais	e	órteses	esportivas;
• distinguir as tecnologias e os tipos de materiais utilizados nas confecções das 
próteses.
• explicar a utilização dos tipos de próteses para membros superiores, inferiores e 
coluna, quanto à disfunção cinético-funcional deles.
A cada tópico desta unidade você encontrará autoatividades com o objetivo de 
reforçar o conteúdo apresentado.
TÓPICO 1 – PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES
TÓPICO 2 – PRÓTESES PARA MEMBROS SUPERIORES E COLUNA VERTEBRAL
TÓPICO 3 – BANDAGENS FUNCIONAIS E ÓRTESES ESPORTIVAS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure 
um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.
CHAMADA
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UNIDADE 3!
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TÓPICO 1 — 
PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Caro acadêmico, as próteses podem ser caracterizadas como dispositivos 
empregados com o objetivo de substituir a função de alguma estrutura corporal, como os 
membros, de maneira total ou parcial. Estes equipamentos são utilizados desde a 
antiguidade e, ao longo dos anos, foram confeccionadas em diferentes materiais. 
Atualmente, as próteses são leves, seguras, efetivas e proporcionam uma melhora 
importante na qualidade de vida dos pacientes (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020). 
Existe uma série de próteses no mercado, com diferentes indicações, de modo 
que é essencial que o uso de cada uma delas seja adequadamente indicado por 
profissionais	especializados,	como	os	fisioterapeutas.	As	próteses	podem	ser	formuladas	e	
utilizadas por meio de implantação cirúrgica, sendo chamadas de próteses implantáveis, ou 
podem ser utilizadas por implantação não cirúrgica, sendo chamadas de próteses não 
implantáveis (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020).
Quanto	a	sua	função,	as	próteses	podem	ser	classificadas	em	ativas	ou	passivas.	
As próteses ativas proporcionam maior atividade funcional, ao passo que as próteses 
passivas, também chamadas de estéticas, são empregadas apenas para melhorar o 
aspecto estético da falta de um membro (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020).
Com	relação	a	sua	estrutura,	as	próteses	são	classificadas	em	exoesqueléticas	e	
endoesqueléticas. As próteses exoesqueléticas (ou convencionais) são confeccionadas 
com	 uma	 característica	 específica,	 com	 estrutura	 exterior	 em	material	 rígido,	 como	
madeira,	 alumínio,	 laminado	 plástico,	 polipropileno,	 poliuretano	 e	 fibra	 de	 carbono.	 São	
próteses de alta resistência, com estrutura externa rígida e peso reduzido (CHAMLIAN; 
INGHAM; CARDOSO, 2010).
Já as próteses endoesqueléticas, também chamadas de modulares, são formula-
das com um sistema especial, chamado de sistema tubular. Este sistema é conectado a 
encaixes	específicos,	confeccionados	em	aço,	alumínio,	titânio	ou	outro	material	metálico	
resistente, revestido externamente por espuma sintética (CHAMLIAN; INGHAM; CARDOSO, 
2010).
Conforme	o	tipo	de	energia	utilizada,	elas	podem	ser	classificadas	em	endoener-
géticas, exoenergéticas ou híbridas. As próteses endoenergéticas são próteses do tipo me-
cânicas	e	utilizam	a	propulsão	muscular	para	gerar	movimento.	As	próteses	exoener-
122
géticas	possuem	um	mecanismo	de	propulsão	de	modo	artificial.	Nesses	 casos,	 são	
utilizadas	propulsões	elétricas,	pneumáticas	ou	mioelétricas.	Por	fim,	as	próteses	híbridas	
combinam duas características em uma mesma prótese (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020). 
Com base no exposto, neste tópico, você conhecerá as principais próteses 
utilizadas em membros inferiores, superiores e coluna, bem como os principais materiais 
utilizados na confecção e indicações corretas para o uso delas.
1.1 PRÓTESES PARA MEMBROS INFERIORES
Quando falamos em próteses para os membros inferiores, devemos levar em 
consideração diversos aspectos, como se são implantáveis (implantação cirúrgica) ou 
não implantáveis (implantação não cirúrgica), exoesqueléticas ou endoesqueléticas, 
entre outros fatores. Iniciaremos o nosso assunto abordando as próteses do tipo não 
implantáveis exoesqueléticas e endoesqueléticas.
As próteses exoesqueléticas são pouco utilizadas para os membros inferiores, 
uma vez que possuem uma estrutura mais rígida e não são modulares, fato que prejudica 
a sua funcionalidade (INSS, 2017). 
Já as próteses endoesqueléticas permitem o ajuste de alinhamento de modo 
individualizado. Dentre os componentes básicos que podem ser ajustados, destacam-
se o encaixe rígido, joelho protético, pé protético, tubos, conexões e válvulas; além de 
componentes acessórios, tais como o material de interface, adaptadores, joelheiras, 
encaixes, entre outros (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020).
O encaixe está presente em todas as próteses ortopédicas, tanto de membros 
superiores quanto de membros inferiores, independentemente do nível de amputação. 
As principais forças que atuam no encaixe da prótese são o impacto, cisalhamento, 
pistoneamento e rotação. É a partir do encaixe que se inicia o processo de protetização, 
já que ele é o grande responsável por evitar o contato direto do coto com a prótese 
ortopédica.  É	 necessário	 que	 seja	 do	 tamanho	 exato	 do	 coto,	 de	modo	 a	 evitar	 futuros	
problemas de marcha e desconforto do indivíduo amputado (VASCONCELOS; MATIELLO, 
2020).
Uma prótese ortopédica demanda certo tempo e paciência de todos os envolvidos, 
até	ficar	pronta	e	funcional. Além	do	acompanhamento	do	fisioterapeuta	durante	o	proces-
so, outros fatores são determinantes para diminuir o  tempo	de	adaptação	às	próteses	
ortopédicas, como a modelagem e confecção dos tipos de encaixe (VASCONCELOS; 
MATIELLO, 2020).
O encaixe provisório é uma das etapas no processo de confecção da prótese. É 
composto por material termoplástico transparente, permite modelagem e várias provas. Por 
ser transparente, é possível visualizar áreas de compressão e folgas entre o encaixe e 
123
o	coto	e	 indicar	a	necessidade	de	ajustes.	É	de	extrema	importância	esse	uso,	pois	se	
observa	que,	com	o	decorrer	do	uso	da	prótese,	o	coto	vai	mudando	de	configuração,	
tendendo	a	afinar.	Logo,	com	esse	encaixe,	será	possível	corrigir	qualquer	desconforto	
para o paciente ter sempre total conforto com a prótese. O encaixe provisório é de 
grande	valia	para	que	o	encaixe	definitivo	esteja	adequado,	visto	que	este	não	permitirá	
nova modelação (INSS, 2017). 
A seguir, serão apresentadas algumas indicações dos tipos de próteses para 
cada nível de amputação de membros inferiores:• Desarticulação do quadril: é caracterizada como um tipo de lesão de difícil 
protetização,	 devido	 a	 aspectos	 como	 o	 déficit	 de	 braço	 de	 alavanca,	 e	 o	 gasto	
energético maior para a marcha, comparativamente a outros níveis de amputação 
(mesmo com um bom processo de adaptação, a marcha se desenvolverá com menor 
funcionalidade).	 É	 de	 suma	 importância	 proporcionar	 conforto	 no	 encaixe	 protético,	
leveza dos componentes e adequado treinamento de marcha. Para este nível de lesão, 
as próteses devem ser modulares. Os encaixes podem ser do tipo colete, hemicesto 
ou	cesto	completo	e	são	compostos	por	um	material	rígido.	A	fixação	para	estes	tipos	
de	encaixe	se	faz	por	meio	da	utilização	de	velcros,	fivelas	e	passantes.	A	suspensão	
se faz na região suprailíaca. A parte inferior da prótese deverá estar paralela ao solo para 
evitar que a pelve deslize anteriormente durante a marcha, cursando com instabilidade 
e hiperpressão no ramo púbico. O encaixe deverá conter a tuberosidade isquiática para 
aumentar a estabilidade anteroposterior e mediolateral (INSS, 2017). 
FIGURA 1 – PRÓTESE DO TIPO DESARTICULAÇÃO DO QUADRIL – ENCAIXE EM FORMA DE CESTO
FONTE: <http://saojoseortopedicos.com.br/wp-content/uploads/2016/01/CMI57-2-e.jpg>. 
Acesso em: 28 set. 2021
• Amputações transfemorais: para amputações transfemorais, indica-se normalmente 
próteses	não	implantáveis,	endoesqueléticas	ou	modulares.	Há	diversas	configurações	
de	próteses	possíveis	para	este	tipo	de	 lesão	e,	com	isso,	a	definição	deverá	ser	 in-
dividualizada,	tornando-se	necessária	a	identificação	do	nível	da	amputação	(proximal,	
média	ou	distal),	classificar	quanto	ao	nível	de	atividade	(K-Level	–	Quadro	1)	e	avaliação	
124
das características do coto. Tais informações servirão como base na escolha do tipo de 
encaixe, da suspensão mais adequada, bem como indicarão a necessidade ou não de 
liner	e	outras	definições	a	serem	tomadas.	O	liner é um material de interface entre o coto 
e o encaixe rígido, que tem por objetivo promover melhor suspensão e proteger as partes 
moles, melhorando a funcionalidade e conforto (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020).
QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO DO NÍVEL DE ATIVIDADE PARA INDIVÍDUOS COM 
AMPUTAÇÃO DE MMII K-LEVEL
K0
Não tem capacidade ou potencial para deambular, nem para se transferir de forma segura, 
com ou sem assistência. A utilização de uma prótese não melhorará a qualidade de vida ou a 
mobilidade.
K1
Tem capacidade ou potencial para usar uma prótese para se transferir ou para deambular 
em superfícies planas com uma cadência regular. Típico de um amputado que se desloca 
no domicílio de forma limitada.
K2
Capacidade ou potencial para deambular com um baixo nível de capacidade para atravessar 
barreiras	arquitetônicas,	tais	como	meios-fios,	escadas,	ou	superfícies	irregulares.	Típico	de	
um amputado que se desloca de forma limitada na comunidade.
K3
Capacidade para deambular com cadência variável e para transpor barreiras 
arquitetônicas. Típico de um amputado que se desloca na comunidade e poderá ter 
atividade	física,	profissional	ou	terapêutica,	que	exija	a	utilização	da	prótese	além	da	
simples locomoção.
K4
Tem capacidade ou potencial para deambular além das competências básicas de 
deambulação, apresentando níveis de impacto, estresse ou energia elevados. Este 
nível inclui a maioria das crianças, adultos ativos ou atletas amputados.
FONTE: Adaptado de (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020)
FIGURA 2 – PRÓTESE PARA AMPUTAÇÃO TRANSFEMORAL
FONTE: <https://bit.ly/3Cd5HBK>. Acesso em: 28 set. 2021
125
FIGURA 3 – LINER EM SILICONE PARA PRÓTESE TRANSFEMORAL
 FONTE: <https://bit.ly/3ChBH7Q>. Acesso em: 28 set. 2021
• Amputações de joelho: existem inúmeros modelos de joelhos protéticos disponíveis. 
De acordo com o nível de eixos e com o mecanismo que controla os movimentos, 
eles	 são	 classificados	 em	 monocêntricos	 ou	 policêntricos.	 Os	 joelhos	 monocêntricos	
poderão	proporcionar	o	movimento	de	flexão	e	de	extensão,	por	meio	de	mecanismo	
pneumático	ou	mecânico,	sendo	projetados	para	um	único	eixo	de	rotação,	de	modo	
que o movimento funciona como uma dobradiça simples. Os benefícios desse tipo 
de prótese são a possibilidade de ajustes de frenagem, de acordo com a necessidade 
de	cada	usuário,	ângulo	de	flexão,	com	grande	liberdade	de	movimento;	e	travas	de	
extensão. Já os joelhos policêntricos proporcionam os mesmos movimentos, mas por 
meio de sistemas hidráulicos ou eletrônicos. Este tipo de prótese tem como vantagens 
uma	maior	altura	em	relação	ao	solo	para	uma	marcha	mais	confiante;	um	ângulo	de	
flexão	com	maior	liberdade	de	movimento;	e	a	fase	de	balanço	ajustável	para	garantia	de	
uma marcha harmoniosa (VASCONCELOS; MATIELLO, 2020).
No	quadro	a	seguir,	serão	 listados	os	principais	aspectos	que	 influenciam	na	
escolha do tipo de joelho. 
QUADRO 2 – PRINCIPAIS ASPECTOS CONSIDERÁVEIS NA ESCOLHA DO TIPO DE PRÓTESE DE JOELHO
Nível de atividade
Realizar	uma	correta	classificação	do	nível	de	atividade	para	escolha	
da prótese. 
Peso
Para crianças e adultos com baixo peso, são indicados modelos de 
peso leve. Já para adultos com mais de 120 kg são indicados modelos 
fabricados com materiais mais resistentes. 
Força e controle 
muscular
Indivíduos com lesões que afetem a força muscular demandam modelos 
de joelhos protéticos mais estáveis e seguros. 
Comprimento 
do coto
Amputações	em	terço	distal	longo	são	beneficiadas	por	modelos	
policêntricos, para as demais são indicados modelos monocêntricos. 
Habilidade para 
mudar a velocidade 
da marcha
Indivíduos com bom padrão de marcha no que se refere à força, 
agilidade,	equilíbrio	e	desempenho,	se	beneficiarão	de	joelhos	
com maior performance. Os tipos de prótese sempre deverão ser 
compatíveis com o nível de atividade do usuário. 
126
Preferência do 
paciente e histórico 
de protetização
É importante discutir com o usuário de prótese as facilidades e 
dificuldades	que	ele	apresentou	com	os	modelos	já	utilizados,	
quais são as suas expectativas, e quais são as suas necessidades 
cotidianas que devem ser atendidas pela nova prótese. 
Recursos 
financeiros
Os	tipos	de	próteses	a	serem	prescritas	deverão	ser	definidos	com	
base na funcionalidade, na necessidade do indivíduo e na correlação 
do recurso material com a demanda do ponto de vista laboral.
FONTE: Adaptado de (INSS, 2017)
FIGURA 4 – JOELHO PNEUMÁTICO POLICÊNTRICO
FONTE: <https://bit.ly/3nJBHHJ>. Acesso em: 28 set. 2021
FIGURA 5 – JOELHO MONOCÊNTRICO AUTOBLOQUEANTE
FONTE: <https://bit.ly/3jAF8Pk>. Acesso em: 6 out. 2021.
127
• Próteses para amputações de pés: atualmente, os pés protéticos disponíveis 
podem	ser	de	características	rígidas,	dinâmicos,	articulados	uniaxiais	ou	multiaxiais,	
pés	 protéticos	 de	 resposta	 dinâmica,	 eletrônicos,	 pés	 não	 articulados	 e	 pés	 para	
prática esportiva. Os pés rígidos são os mais simples, de baixo custo, baixo peso e 
de durabilidade importante. Contudo, promovem pouca variação na velocidade 
da marcha e, portanto, são indicados para pacientes que deambulam de maneira 
limitada. Os pés articulados estão indicados para pacientes que necessitam e 
possuem	condições	de	 realizar	um	movimento	de	flexão	e	extensão	do	tornozelo.	
Assim como os rígidos, são de baixo custo e indicados para pacientes com baixo nível 
de	mobilidade.	Os	pés	 articulados	multiaxiais	 realizam	movimentos	de	flexão	plantar,	
flexão	dorsal,	 inversão	e	eversão	e	são	 indicados	para	pacientes	com	amputações	
de pé que sejam ativos, pois permitem a deambulação em terrenos irregulares com 
muita	efetividade.	Já	os	pés	de	resposta	dinâmica	estão	 indicados	para	pacientes	
com	nível	de	mobilidade	moderada	a	alta.	Em	geral,	são	confeccionados	em	fibra	de	
carbono (INSS, 2017).
FIGURA 6 – PÉ PROTÉTICO DO TIPO RÍGIDO
FONTE: <http://www.catarin.org/wp-content/uploads/2017/08/pe-sach-300x169.jpg>. 
Acesso em: 28 set. 2021
FIGURA 7 – PÉ PROTÉTICO ARTICULADO
FONTE: <https://http2.mlstatic.com/D_NQ_NP_889054-MLB44516179527_012021-O.webp>.Acesso em: 28 set. 2021
128
FIGURA 8 – PRÓTESE DE PÉ ARTICULADA MULTIAXIAL
No grupo das próteses implantáveis de membros inferiores, estão incluídas as 
próteses que são utilizadas para substituir a função de alguma estrutura articular no corpo 
humano, de maneira parcial ou total. Nesse caso, destacam-se as próteses de joelho e 
quadril. As próteses implantáveis são colocadas por meio de cirurgias chamadas de 
artroplastias — procedimento para substituição da estrutura articular natural por uma 
protética (MACEDO, 2018). 
A artroplastia total do quadril (ATQ) é considerada um dos maiores avanços no 
tratamento das doenças ortopédicas e uma das cirurgias mais feitas no mundo. Devido a 
sua rápida recuperação e retorno às atividades da vida diária, é considerada como um 
dos	poucos	procedimentos	médicos	que	beneficiam	o	paciente	como	um	todo,	bem	
como a cirurgia com bons resultados na ortopedia (MACEDO, 2018).
A ATQ é realizada quando o paciente apresenta dor crônica ou aguda acompanhada 
de incapacidade da articulação para realizar as funções diárias, tais como caminhar, 
subir e descer escadas, entrar no carro, entre outros. A principal causa de incapacitação 
funcional e indicação de substituição articular do quadril é a osteoartrose, disfunção ca-
racterizada por um processo de desgaste articular, que destrói os tecidos da articulação 
do quadril (LENZA et al., 2013). Dentre outras causas que também poderão contribuir 
para o desgaste do quadril e indicação de ATQ estão a artrite reumatoide e fraturas do colo 
do	fêmur	decorrentes	de	quedas,	acidentes	de	trânsito,	entre	outros	fatores	(FERREIRA;	
ANASTACIO; MILAGRE, 2014). 
FONTE: <http://ortosete.com.br/assets/img/proteses/echelon_pes.jpg>. Acesso em: 28 set. 2021
129
FIGURA 9 – OSTEOARTROSE DE QUADRIL
FONTE: <https://bit.ly/3jyFNkq>. Acesso em: 28 set. 2021
Apesar do sucesso dessa cirurgia, a busca pelo seu aprimoramento e melhores 
resultados, sobretudo em longo prazo, prossegue, principalmente no desenvolvimento de 
novas superfícies, materiais com maior biocompatibilidade e técnicas menos agressivas de 
cirurgia. A ATQ inicia pela escolha do tipo de abordagem. As principais vias de acesso 
são a posterior, a anterolateral e a lateral. A prótese de quadril é formada por uma haste 
que encaixa no fêmur, por uma superfície que encaixará no acetábulo e outra superfície 
que	ficará	entre	as	duas	estruturas	citadas	 (FERREIRA;	ANASTACIO;	MILAGRE,	2014),	
como	poderá	ser	observado	na	figura	a	seguir.	
FIGURA 10 – ARTROPLASTIA DE QUADRIL
FONTE: <https://orthoinfo.aaos.org/globalassets/figures/a00750f03.jpg>. Acesso em: 28 set. 2021
130
Embora as artroplastias sejam intervenções cirúrgicas consideradas seguras, 
existem riscos de complicações pós-operatórias (LENZA et al., 2013). É importante para o 
fisioterapeuta	 e	 para	 equipe	multidisciplinar	 conhecer	 as	 principais	 complicações	 que	
podem	ocorrer,	a	fim	de	preveni-las.	Dentre	as	complicações	mais	comuns,	encontram-se	
a	trombose	venosa	profunda,	condição	que	ocorre	devido	à	redução	do	fluxo	de	sangue	
nos vasos sanguíneos, decorrente da imobilidade na cama e pelo processo cirúrgico 
(CORTADA et al., 2015). Outros fatores de complicação na ATQ são: a luxação, que é o 
deslocamento da prótese do local correto; e a fratura periprotética, na região do osso no 
qual	a	prótese	está	fixa.	(RAVI	et al., 2014).
O	fisioterapeuta	 integra	a	equipe	multidisciplinar	no	atendimento	e	acompanha-
mento	do	paciente	submetido	à	ATQ.	O	trabalho	deste	profissional	 inicia	ainda	no	período	
pré-operatório, com orientações sobre os cuidados pós-operatórios, melhora das 
condições físicas do paciente para a cirurgia, orientação dos principais exercícios 
a serem realizados e adaptações que poderão auxiliar na mobilidade e funcionalidade do 
paciente (RAVI et al., 2014).
Em	vista	disso,	o	fisioterapeuta	poderá	colaborar	na	recuperação	clínica,	prevenção	
de complicações, redução de custos associado à redução do tempo de internação e 
medicação, além de colaborar na recuperação da qualidade de vida de pacientes submeti-
dos à ATQ. 
Quer saber mais sobre a atuação do fisioterapeuta na artroplastia total 
de quadril (ATQ)? Acesse o e-book “Cuidados e orientações ao paciente 
submetido à artroplastia de quadril”. Disponível em: http://www.cefid.
udesc.br/arquivos/id_submenu/2263/cuidados_e_orientacoes_ao_
paciente_submetido_a_artroplastia_de_quadril.pdf.
DICA
A artroplastia total do joelho (ATJ) é o procedimento cirúrgico em que a parte 
femoral é substituída pelo componente femoral constituído de uma liga metálica muito 
resistente.	O	componente	tibial	também	é	metálico	e	ambos	são	fixados	com	cimento	
cirúrgico, e entre esses dois componentes é colocado um componente de polietileno, 
também utilizado no componente patelar. É um dos procedimentos mais indicados para 
o	tratamento	da	osteoartrose,	doença	de	caráter	inflamatório	e	degenerativo,	que	provoca	
a destruição da cartilagem articular do joelho e leva a uma deformidade da articulação.
131
FIGURA 11 – ARTROPLASTIA DE JOELHO
As	artroplastias	de	 joelho,	 apesar	 de	 serem	benéficas	na	 redução	do	quadro	
álgico e melhora da funcionalidade do paciente, podem apresentar complicações, logo 
após o tratamento ou um pouco mais tardiamente (MOZELLA et al., 2014). Dentre as 
complicações	mais	comuns	estão	as	 infecções,	dor	persistente	e	ausência	ou	déficit	de	
flexão	(OLIVEIRA,	2012).
Visando a prevenção de complicações como contraturas e deformidades, a rea-
bilitação	fisioterapêutica	na	fase	pós-operatória	da	artroplastia	de	joelho	é	essencial	e	
de	extrema	 importância	para	uma	boa	 recuperação	do	paciente.	É	 importante	que	o	
profissional	fisioterapeuta	 inicie	o	tratamento	com	o	paciente	 logo	após	a	cirurgia,	e	
colabore	na	mobilização	precoce	do	joelho,	beneficiando	o	aumento	do	arco	de	movimento,	
redução de edemas residuais, redução de analgésicos, e da necessidade de manipula-
ção cirúrgica (SILVA, 2006).
FONTE: <https://bit.ly/3CdeQdy>. Acesso em: 28 set. 2021
FIGURA 12 – FISIOTERAPIA PÓS ATJ
FONTE: <https://www.saudebemestar.pt/media/86866/fisioterapia-apos-artroplastia.jpg>. 
Acesso em: 28 set. 2021
132
Ficou interessado em maiores informações sobre as fases da reabilitação 
fisioterapêutica pós- ATJ? Acesse o link:http://lyceumonline.usf.edu.br/
salavirtual/documentos/2835.pdf.
DICA
133
Neste tópico, você aprendeu:
•	 Prótese	 é	 o	 componente	 artificial	 que	 tem	 por	 finalidade	 suprir	 necessidades	 e	
funções	de	indivíduos	sequelados	por	amputações,	traumas	ou	deficiências	físicas	
de	nascença. 
• As próteses podem ser implantáveis ou não implantáveis, endoenergéticas ou 
exoenergéticas.
• As próteses exoesqueléticas são pouco utilizadas para os membros inferiores, uma 
vez que possuem uma estrutura mais rígida e não são modulares. Já as próteses 
endoesqueléticas permitem o ajuste de alinhamento de modo individualizado.
•	 O	tipo	de	prótese	deverá	ser	escolhido	pela	equipe	multiprofissional	em	conjunto	com	
o paciente, e devem ser levados em conta aspectos como o nível de amputação do 
membro e a qualidade do coto. 
• As próteses implantáveis são colocadas por meio de cirurgias chamadas de artroplastias, 
destacando-se as próteses de joelho e quadril.
RESUMO DO TÓPICO 1
134
1 Diferentes materiais podem ser utilizados para a confecção de próteses. De acordo 
com	a	finalidade	a	que	se	destina	a	prótese,	é	feita	a	escolha	do	melhor	material.	
Sobre a confecção de próteses, analise as sentenças a seguir:
I- As primeiras próteses que surgiram eram produzidas a partir de diferentes tipos de 
metais,	principalmente	o	titânio.
II- Próteses confeccionadas a partir de madeira e ferro são as mais utilizadas na 
atualidade.
III-	 Próteses	confeccionadas	em	materiais	cerâmicos	substituem,	em	alguns	casos,	as	
próteses metálicas.
IV-	 Alguns	tipos	de	cerâmica,	principalmente	a	alumina	e	a	zircônia,	são	utilizadas	em	
próteses implantáveis.
V- Os materiais poliméricos, como o silicone e a borracha,são utilizados em próteses 
não implantáveis.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) As sentenças II e III estão corretas.
c) ( ) As sentenças II, III e IV estão corretas.
d) ( ) As sentenças III, IV e V estão corretas.
2 Para que as próteses cumpram seus papéis e garantam melhora da qualidade de vida do 
paciente, elas precisam ser adequadamente indicadas, considerando uma série de fatores 
que incluem condições de saúde do paciente, como nível de atividade e principal objetivo 
com a protetização. Sobre as características das próteses, assinale a alternativa CORRETA:
a)	 (			)	 As	 próteses	 mecânicas	 utilizam	 propulsão	 artificial	 para	 gerar	 movimento	
articular.
b) ( ) As próteses híbridas combinam tanto a função de próteses ativas como de 
passivas.
c) ( ) As próteses exoesqueléticas permitem uma variedade de adaptações, quando 
comparadas às próteses endoesqueléticas.
d) ( ) As próteses exoenergéticas têm, ao contrário das endoenergéticas, um 
mecanismo	de	propulsão	de	modo	artificial.
3 As próteses para membros inferiores são divididas em dois grupos, segundo caracte-
rísticas próprias, e são conhecidas como próteses exoesqueléticas e endoesqueléticas. 
Sobre essas próteses, avalie as asserções a seguir:
AUTOATIVIDADE
135
I- As próteses exoesqueléticas são conhecidas também como próteses convencionais, 
sendo confeccionadas com componentes de madeira ou plástico, os quais servem 
de conexão entre encaixe e pé. Suas paredes proporcionam, além da sustentação, 
o	acabamento	estético. 
PORQUE
II- As próteses endoesqueléticas também são conhecidas como próteses modulares. A 
conexão entre encaixe e pé protético é realizada por meio de tubos e componentes 
modulares, e o acabamento, com espuma e meia cosmética, conforme as medidas 
do membro contralateral à amputação.
Assinale a alternativa CORRETA:
a)	 (			)	 As	asserções	I	e	II	são	proposições	verdadeiras,	e	a	II	é	uma	justificativa	da	I.
b)	(			)	 As	asserções	I	e	II	são	proposições	verdadeiras,	mas	a	ll	não	é	uma	justificativa	da	
l.
c) ( ) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d) ( ) A asserção l é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
4 O nível mais frequente observado de amputação é o transtibial, apresentando como 
principais	 causas  as	 complicações	vasculares	 para	 indivíduos	na	 faixa	 entre	 50	 e	
75	anos	e	traumatismos,	observados	em adultos	jovens.	Com	relação	à	amputação	
transtibial	e	ao	tratamento	fisioterapêutico	para	esse	agravo, classifique	V	para	as	
sentenças verdadeiras e F para as falsas: 
( ) A tendência de ocorrência dessas amputações está, principalmente, relacionada 
às	insuficiências	arteriais	periféricas,	complicações	do	diabetes	mellitus,	infecções	
severas, traumas, neoplasias e deformidades congênitas. 
(			)	A	 fisioterapia	 deverá	 ser	 iniciada	 precocemente,	 atuando	 na	 dessensibilização	
do coto, no posicionamento correto no leito, na orientação de exercícios ativo-
assistidos, ativo-livres, isométricos e de propriocepção para membros ipsilateral e 
contralateral, na aplicação de bandagens e no treino de marcha. 
( ) Para um posicionamento correto do coto no leito, o indivíduo deverá ser orientado a 
evitar	comportamento	de	flexão	de	joelho,	abdução	e	rotação	externa	de	coxa,	não	
usar travesseiro embaixo do coto e manter sempre os membros inferiores alinhados 
para evitar contraturas. 
( ) Dentre as técnicas de eletroestimulação, podem ser citadas as correntes russas, que 
são	utilizadas	na	melhora	da	função	muscular,	e	a	estimulação	transcutânea,	que	
age na diminuição da dor fantasma, atuando em terminações nervosas e reduzindo 
reflexos	aferentes.	
( ) A prótese deverá ser o mais leve possível, para que a demanda muscular seja menor, 
pois	as	alterações	biomecânicas	da	marcha	com	prótese	são	responsáveis	por	um	
maior gasto energético.
136
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V - V - V - V - V.
b) ( ) V - F - V - F - V.
c) ( ) F - V - F - V - F.
d) ( ) F - F - V - V - F.
5	 Com	relação	à	consulta	fisioterapêutica	em	pacientes	amputados	de	membro	inferior,	
analise as sentenças a seguir:
I- A sensibilidade tátil e dolorosa deverá ser testada no coto apenas nos pontos de 
contato da prótese.
II- Pelo teste de força manual, devem-se avaliar todos os grupos musculares do coto 
de amputação. Quanto maior a força muscular e resistência à fadiga, melhor será o 
controle sobre a estabilidade e a movimentação da prótese.
III- Deve-se realizar a goniometria ativa da articulação proximal ao coto de amputação.
IV- Na observação de restrições ao arco de movimento completo, faz-se a goniometria 
passiva e consequentemente a diferenciação entre uma atitude viciosa ou fraqueza 
muscular e uma deformidade articular irredutível.
V- A queixa de sensação de persistência de parte ou totalidade do membro amputado 
caracteriza a dor fantasma.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I, II e III estão corretas.
b) ( ) As sentenças I, II e V estão corretas.
c) ( ) As sentenças II, III e IV estão corretas.
d) ( ) As sentenças III, IV e V estão corretas. 
137
PRÓTESES PARA MEMBROS SUPERIORES 
E COLUNA VERTEBRAL
UNIDADE 3 TÓPICO 2 — 
1 INTRODUÇÃO
Agora que já vimos os aspectos básicos sobre as próteses que envolvem os 
membros inferiores, estudaremos as principais indicações e modelos disponíveis 
para	 as	 próteses	 de	membros	 superiores.	 Estas	 também	 podem	 ser	 classificadas	 em	
exoesqueléticas	 ou	 endoesqueléticas.	 No	 entanto,	 uma	 outra	 forma	 de	 classificar	
funcionalmente as próteses para membros superiores é no que se refere à funcionalidade 
e forma utilizada para possibilitar os movimentos. Sendo assim, estas podem ser 
classificadas	 em	 passivas,	 que	 são	 as	 estéticas,	 ou	 ativas,	 quando	 são	 mecânicas,	
mioelétricas ou híbridas. (CHAMLIAN; INGHAM; CARDOSO, 2010).
FIGURA 13 – CLASSIFICAÇÃO DAS PRÓTESES DE MEMBRO SUPERIOR
As próteses passivas possuem a função estética, visando melhorar a autoestima 
do usuário. O material confeccionado é o mais próximo possível do membro natural, 
quanto à coloração, textura, contornos anatômicos etc. Podem ser utilizadas em todos os 
níveis	 de	 amputação,	 porém,	 não	 possuem	 finalidade	 ativa	 e	 funcional,	 apenas	 estética	
(NATALI, 2006).
FONTE: A autora
Estéticas
PROTESE DE MEMBRO SUPERIOR
PASSIVA
Mecânica
Molétrica
Híbrida
ATIVA
138
FIGURA 14 – PRÓTESE ESTÉTICA DE MÃO
FONTE: <https://img.medicalexpo.com/pt/images_me/photo-mg/80284-5266067.webp>. 
Acesso em: 28 set. 2021.
Já as próteses ativas, ao contrário das passivas, são caracterizadas pela 
mobilidade e movimento de suas partes, podendo ser controladas, de alguma forma, 
pelo	paciente.	Elas	poderão	ser	classificadas	quanto	ao	tipo	de	energia	empregada	para	
seu	funcionamento,	em	próteses	mecânicas	ou	de	propulsão	muscular,	 cuja	energia	
propulsora possui origem no próprio corpo do paciente, transmitindo-se por meio de 
correias e cabos para o dispositivo terminal; prótese mioelétrica, que tem seus movimentos 
controlados	por	sinais	eletromiográficos,	uma	tecnologia	que	produz	os	movimentos	próximos	
da mão humana; e prótese híbrida, que resulta da combinação dos dois mecanismos 
anteriores:	as	próteses	mecânicas	e	mioelétricas	(CORDELLA	et al., 2016).
FIGURA 15 – PRÓTESE MECÂNICA DE MÃO
FONTE: <https://bit.ly/3mcThEr>. Acesso em: 28 set. 2021
139
FIGURA 16 – PRÓTESE MIOELÉTRICA DE MÃO
FONTE: <https://bit.ly/3CfAQV8>. Acesso em: 28 set. 2021
2 PRINCIPAIS PRÓTESES PARA MEMBROS SUPERIORES 
Como as amputações de membros superiores podem ocorrer em diferentes níveis, 
a variedade de próteses é grande. Por isso, a escolha do tipo de prótese é individualizada 
e realizada por uma equipe multidisciplinar, levando em conta aspectos como o quadro 
clínico do indivíduo, sua capacidade circulatória, presença ou ausência de infecções ativas 
e,	por	fim,	a	capacidadede	reabilitação	com	o	uso	da	prótese	(BOCCOLINI,	2000).
O coto de amputação (membro residual) é o responsável pelo controle da prótese 
durante a preensão, percepção, comunicação e atividades laborais. Para que isso seja 
possível, é importante observar alguns aspectos antes da indicação da prótese, tais como: 
nível adequado do coto, se ele é cônico e estável, se possui cicatrizes cirúrgicas nas áreas 
de	apoio	e	se	é	longo	o	suficiente	para	adaptar	a	prótese.	Vale	salientar	que,	pelo	grau	
de	importância	das	articulações,	a	amputação	deverá	ser	realizada	o	mais	distante	delas	
possível. A preservação da articulação do cotovelo permite um bom controle da prótese, 
pois mantém o movimento de prono supinação e função do antebraço, resultando em 
cotos funcionais, possibilitando uma boa reabilitação (CHAMLIAN; MASIERO, 2010).
No que diz respeito a sua origem, as amputações do membro superior são 
ocasionadas	 geralmente	 por	 acidentes	 de	 trânsito,	 no	 trabalho,	 acidentes	 domésticos	 ou	
decorrentes de causas externas, como violência, complicações de algumas doenças, 
deficiência	 congênita	 de	membro	 ou	 ainda	 por	 doença	 vascular	 ou	 tumores	 (SILVA;	
VILAGRA, 2015).
A maior frequência de amputações de membros superiores ocorre em homens 
adultos jovens, adquiridas por traumas como máquinas, projéteis, acidentes automobilís-
ticos	e	queimaduras	(SILVA;	VILAGRA,	2015).	Veremos,	a	seguir,	como	podem	ser	classificados	
os níveis de amputação: 
140
• Amputação parcial de mão: amputação dos dedos, amputação transmetacárpica.
FIGURA 17 – AMPUTAÇÃO DOS DEDOS
FONTE: <https://bit.ly/3nuyLOO>. Acesso em: 28 set. 2021
• Desarticulação de punho: nesse nível de amputação, preservam-se os ossos do rádio 
e ulna por completo. 
FIGURA 18 – DESARTICULAÇÃO DE PUNHO 
FONTE: <https://bit.ly/3Bd1L2v>. Acesso em: 28 set. 2021
• Desarticulação do cotovelo: é uma amputação na qual se retira toda a parte da 
articulação do cotovelo para baixo, preservando o úmero por completo.
141
FIGURA 19 – DESARTICULAÇÃO DE COTOVELO 
FONTE: <https://bit.ly/3m9b9jo>. Acesso em: 28 set. 2021
• Desarticulação do ombro: é uma amputação na qual se retira todo o braço: úmero, 
rádio, ulna e ossos da mão.
FIGURA 20 – DESARTICULAÇÃO DE OMBRO 
FONTE: <https://bit.ly/3GkyeHV>. Acesso em: 28 set. 2021
• Desarticulação da escapulaumeral: é uma amputação na qual se retira todo o braço, 
inclusive os ossos da escápula e clavícula.
• Amputação transradial: é uma amputação abaixo do cotovelo, entre a articulação do 
punho	e	a	articulação	do	cotovelo;	este	nível	pode	ser	classificado	de	três	maneiras	
diferentes, com relação aos tamanhos: transradial proximal; medial ou distal.
142
FIGURA 21 – AMPUTAÇÃO TRANSRADIAL
FONTE: Adaptada de: <https://bit.ly/3vKfZ9T>. Acesso em: 28 set. 2021
• Amputação transumeral: é uma amputação acima do cotovelo, entre a articulação do 
cotovelo	e	a	articulação	do	ombro;	este	nível	pode	ser	classificado	de	três	maneiras	
diferentes, com relação aos tamanhos: transumeral proximal, medial ou distal (SILVA; 
VILAGRA, 2015).
FIGURA 22 – AMPUTAÇÃO TRANSUMERAL
FONTE: Adaptada de: <https://bit.ly/3BdyVyQ>. Acesso em: 28 set. 2021
É necessário que o indivíduo amputado receba atendimento adequado e multipro-
fissional,	desde	o	período	de	pós-operatório	imediato	até	a	sua	reabilitação	completa,	visto	
que	qualquer	falha	nesse	processo	poderá	influenciar	na	sua	recuperação	funcional.	O	início	
do processo de reabilitação, após a ocorrência de uma amputação, envolverá os cuidados 
com o membro residual e o coto, manejo da dor residual, dor e sensação fantasma, 
manutenção da amplitude articular e força muscular, conhecimento e adequação dos 
mecanismos de operação das próteses e adaptações funcionais (BRASIL, 2016).
143
Como consequências de uma má adaptação à prótese de membro superior, 
podemos citar complicações, tais como isquemias por compressão axilar do tirante 
de	sustentação	da	prótese,	processos	 inflamatórios	e	desgastes	nas	articulações	do	
membro não-amputado pelo uso excessivo, ou mesmo na articulação íntegra acima do 
nível de amputação (BRASIL, 2016). 
FIGURA 23 – DERMATOSE NO COTO DE AMPUTAÇÃO
FONTE: <https://bit.ly/3GnhTSX>. Acesso em: 28 set. 2021
Após uma amputação, a utilização de uma prótese, no geral, promoverá a melhora 
da	imagem	corporal,	ajudando	o	indivíduo	a	desenvolver	maior	confiança	em	suas	habilida-
des físicas e melhorando sua qualidade de vida. No entanto, a aceitação de um auxílio 
protético por um indivíduo é um assunto complexo em que interagem aspectos físicos, 
psicológicos, técnicos e socioeconômicos.
A	utilização	de	uma	prótese	ativa	aumentará	de	forma	significativa	a	gama	de	
atividades que uma pessoa amputada poderá realizar, bem como suas taxas de aceitação, 
que estão diretamente relacionadas ao nível de amputação, visto que pacientes com 
níveis mais distais de amputação tendem a fazer maior uso do equipamento (MINISTÉRIO 
DA SAÚDE, 2019). 
A	reabilitação	é	um	processo	contínuo,	cujo	objetivo	final	é	tornar	o	paciente	o	
mais independente e adaptado possível ao uso da prótese, permitindo a realização das 
suas atividades habituais. O cenário mais desejável é aquele em que a reabilitação da pessoa 
amputada se inicia ainda antes da cirurgia de amputação. Também é de fundamental 
importância	o	acompanhamento	destes	usuários	pela	equipe	de	reabilitação	(MINISTÉRIO	
DA SAÚDE, 2019). 
Há	 uma	 equipe	 de	 profissionais	 que	 trabalhará	 com	 o	 indivíduo	 amputado	
no	 seu	 processo	 de	 reabilitação.	 Um	desses	 profissionais	 será	 o	 Fisioterapeuta,	 que	
estabelecerá um programa de treinamento individualizado, através de exercícios para 
fortalecimento do coto de amputação, ajudando no processo de colocação, retirada e 
utilização correta da prótese, de forma que possa ser utilizada com maior segurança e 
autonomia (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2019).
144
O	fisioterapeuta	possui	um	papel	importante	na	adaptação	da	prótese.	Veremos,	a	
seguir, os principais objetivos e condutas do tratamento ao indivíduo protetizado:
• Fortalecimento da musculatura da região escapular.
• Treinamento do enfaixamento do coto.
• Tratamento da cicatriz.
• Cuidados com a dor e com a sensação de membro fantasma.
• Reestruturação da imagem corporal.
• Troca da lateralidade.
• Aumento da habilidade e destreza para as tarefas que o paciente fazia anteriormente 
com as duas mãos.
FIGURA 24 – TROCA DA LATERALIDADE
FONTE: <https://bit.ly/311HJM3>. Acesso em: 28 set. 2021
FIGURA 25 – MELHORA DA HABILIDADE E DESTREZA PARA AS TAREFAS DIÁRIAS
FONTE:<https://bit.ly/3BdzNDC>. Acesso em: 28 set. 2021
Quer saber mais sobre o processo de adaptação à prótese de membro 
superior? Acesse o link: encurtador.com.br/cxLN1
DICA
145
2.1 PRÓTESES PARA COLUNA VERTEBRAL 
Por	fim,	com	relação	às	próteses	para	coluna	vertebral,	podemos	citar	a	prótese	de	
substituição do disco intervertebral e as artrodeses de segmentos da coluna vertebral. 
Principalmente a partir de 1980, diversas técnicas de instrumentação de coluna 
vertebral foram desenvolvidas e aplicadas em pacientes por todo o mundo. Na década 
subsequente,	houve	um	refinamento	dos	métodos	cirúrgicos	e	um	crescimento	focado,	
principalmente, em técnicas minimamente invasivas (CAMPELLO et al, 2009).
A artrodese consiste em um procedimento cirúrgico que visa estabilizar as 
vértebras	 da	 coluna	 por	 meio	 de	 placa	 fixada	 com	 parafusos	 no	 osso,	 mantendo	 o	
alinhamento e o espaço adequado entre elas, reduzindo, assim, a dor e a limitação da 
capacidade de movimentação (CAMPELLO et al, 2009).
FIGURA 26 – TROCA DA LATERALIDADE
FONTE: <https://bit.ly/3pFt1V9>. Acesso em: 28 set. 2021
Já na artroplastia, o disco lesionado é retirado e substituído por uma prótese de 
metal e polietileno, que estabilizará e imitará a reprodução dos movimentos normais da 
coluna vertebral. É uma técnica mais recente, que surgiu após o ano 2000, e é utilizada 
como uma alternativa à artrodese, possuindo como vantagem a manutenção dosmovimentos	fisiológicos	da	coluna;	ao	contrário	da	artrodese,	que	bloqueia	a	mobilidade	
da coluna nos níveis operados (CAMPELLO et al., 2009).
146
FIGURA 27 – PRÓTESE DE DISCO INTERVERTEBRAL
FONTE: <https://bit.ly/2ZsJ3qO>. Acesso em: 28 set. 2021
Alguns diagnósticos podem levar à indicação das técnicas cirúrgicas citadas 
anteriormente, tais como:
• Hérnia de disco: quando o conteúdo do núcleo intervertebral extravasa através de 
uma	ruptura	do	anel	fibroso,	levando	à	compressão	de	uma	raiz	nervosa.	
• Espondilolistese: caracterizado por um deslizamento ou deslocamento, anterior ou 
posterior, de uma vértebra em relação à outra. 
• Escoliose: ocorre quando há uma curvatura anormal das vértebras, podendo 
apresentar um formato acentuado em C ou uma dupla curva em S. 
• Fratura vertebral: pode ser de origem traumática, neoplásica, osteoporótica, infecciosa 
e reumática.
FIGURA 28 – HÉRNIA DE DISCO COM COMPRESSÃO DE RAIZ NERVOSA
FONTE: <https://bvsms.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/hernia_disco-300x280.jpg>. 
Acesso em: 28 set. 2021
147
FIGURA 29 – ESPONDILOLISTESE
FONTE: <https://bit.ly/3nvb1tQ>. Acesso em: 28 set. 2021
O	fisioterapeuta	 é	 um	 integrante	 ativo	 na	 reabilitação	 de	 pacientes	 em	pós-
operatório	de	artrodese	e	artroplastia	discal.	Geralmente,	o	paciente	inicia	a	fisioterapia	
já no primeiro dia de pós-operatório, o que auxilia na redução da dor, cicatrização e 
fortalecimento da musculatura. Muitos pacientes são capazes de deambular e se cuidar 
sozinhos já em uma ou duas semanas e, até mesmo, retornar as suas atividades normais 
dentro de algumas semanas (CAMPELLO et al., 2009).
Acadêmico, neste tópico, conhecemos as principais próteses utilizadas para os 
membros	 inferiores,	 superiores	e	coluna	vertebral.	Realize	as	autoatividades,	 ao	final	
deste	tópico,	para	melhor	fixação	de	nossos	estudos.
148
Neste tópico, você aprendeu:
•	 A prótese de	um membro é	um membro artificial	que	substitui	uma	parte	do	corpo	
que está faltando, geralmente porque ela foi amputada.
• As próteses de membros superiores podem ser ativas ou passivas.
•	 As	próteses	de	membros	superiores	podem	ser	mecânicas,	mioelétricas	ou	híbridas.
• Como as amputações de membros superiores podem ocorrer em diferentes níveis, a 
variedade de próteses é grande.
• A escolha do tipo de prótese é individualizada e realizada por uma equipe 
multidisciplinar.
• As próteses que envolvem a coluna vertebral podem ser do tipo artroplastia ou 
artrodese e a escolha de uma ou outra dependerá de inúmeros aspectos do paciente.
RESUMO DO TÓPICO 2
149
1 As próteses são equipamentos que se destinam a substituir a função de uma estrutura 
anatômica ou um membro. De acordo com algumas características particulares, elas 
podem	ser	classificadas	em	próteses	implantáveis	e	não	implantáveis.	Com	relação	
às próteses, analise as opções a seguir:
I- Próteses para substituição de articulação de quadril, por meio de cirurgia de 
artroplastia total, são próteses do tipo implantáveis.
II- Próteses destinadas a pacientes que sofreram amputações parciais de mãos são 
consideradas próteses implantáveis.
III- Artroplastia total de quadril, joelho, ombro e disco intervertebral são exemplos de 
próteses não implantáveis.
IV- Próteses implantáveis são também chamadas de próteses não cirúrgicas.
V- Para a colocação de próteses implantáveis, o paciente deverá ser submetido a um 
procedimento cirúrgico.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As opções I e II estão corretas.
b) ( ) As opções II e III estão corretas.
c) ( ) As opções II e V estão corretas.
d) ( ) As opções I e V estão corretas.
2	 No	mercado	existe	uma	série	de	próteses	à	disposição	do	profissional,	e	com	diferentes	
características.	Essas	próteses	são	classificadas	quanto	à	função,	à	estrutura	e	ao	
tipo de energia. Sobre as próteses e suas características, analise as opções a seguir:
I-	 Quanto	à	estrutura,	são	classificadas	em	híbridas,	endoenergéticas 	e	exoenergéticas.
II-	 As	próteses	ativas	podem	ser	mecânicas,	híbridas	ou	mioelétricas.
III- Próteses passivas devem ser indicadas com o objetivo de promover movimento.
IV- Quanto à estrutura, as próteses podem ser exoesqueléticas ou endoesqueléticas.
V- As próteses passivas permitem benefícios a nível estético e, também, a nível de 
conforto.
Assinale	a	alternativa	CORRETA: 
a) ( ) As opções I e II estão corretas.
b) ( ) As opções II, IV e V são corretas.
c) ( ) As opções I, II e III estão corretas.
d) ( ) As opções I e IV estão corretas.
AUTOATIVIDADE
150
3	 Considerando	a	variedade	de	próteses	existentes,	é	necessário	que	o	fisioterapeuta,	
juntamente da equipe multidisciplinar, indique corretamente a melhor prótese, 
levando	em	conta	 algumas	 características	 particulares	 de	 cada	paciente.  Sobre	 o	
exposto, assinale a alternativa CORRETA:
a)	 (			)	 Na	 avaliação	 específica,	 o	 fisioterapeuta	 deverá	 analisar	 se	 o	 coto	 é	 cônico,	
volumoso, fusiforme, dentre outras formas, sendo que a forma fusiforme é a 
mais adequada para a protetização.
b) ( ) Nível de amputação, comprimento e formato do coto, condições da pele e cicatriz, 
presença de contraturas e deformidades, amplitude de movimento, presença de dor 
e sensibilidade são analisados na avaliação geral do paciente.
c) ( ) Para medir o comprimento do coto, utilizam-se mensurações padronizadas 
e comparativas ao membro contralateral residual. No caso de amputações 
unilaterais, caracteriza-se o coto como proximal, medial ou distal.
d) ( ) Para pacientes que desejem próteses que gerem movimento e facilitem a 
execução de atividades diárias como alimentação e trabalho, são indicadas 
próteses não implantáveis passivas.
4	 Existe	um	tipo	específico	de	prótese	de	membro	 superior	utilizada	no	 tratamento	de	
amputados. Sobre esse tipo de prótese e sua correta descrição, assinale a alternativa 
CORRETA:
a) ( ) Próteses ativas: são acionadas por uma fonte de energia externa que detecta 
potenciais elétricos na superfície da pele durante a contração muscular do coto.
b) ( ) Próteses passivas: possibilitam a ampliação do movimento passivo, retomando a 
funcionalidade em casos de limitação cicatricial do movimento ativo.
c) ( ) Próteses mioelétricas: são acionadas pelo próprio paciente mediante o movimento 
do coto ou do ombro por meio da tração de correias; requerem treinamento para 
coordenação de diferentes funções.
d) ( ) Próteses estéticas: restabelecem o aspecto externo, implicam na renúncia 
consciente das funções ativas e podem ser utilizadas para carregar objetos.
5	 As	 próteses	 para	membros	 superiores	 podem	 ser	 classificadas	 quanto	 ao	 tipo	 de	
energia empregada para seu funcionamento, podendo ser passivas ou ativas. Sobre 
a relação adequada entre tipo de energia empregada e funcionamento da prótese, 
assinale a alternativa CORRETA:
a)	 (			)	 Passivas	e	mecânica.
b) ( ) Passivas e mioelétrica.
c) ( ) Passivas e híbrida.
d) ( ) Ativas e mioelétrica.
151
TÓPICO 3 — 
BANDAGENS FUNCIONAIS E 
ÓRTESES ESPORTIVAS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, abordaremos as principais bandagens funcionais e órteses utilizadas 
no	esporte.	Sabemos	que	a	atividade	esportiva,	amadora	ou	profissional,	gera	uma	grande	
demanda física aos atletas. Essa demanda, quando bem conduzida, poderá melhorar as 
capacidades	musculoesqueléticas	ou	danificá-las.	O	maior	problema	dos	esportes	é	que	a	
demanda do sistema musculoesquelético, na maioria das vezes, é de forma caótica e não 
previsível, proporcionando ao praticante um ambiente com aumento do risco de lesões 
(BAHR; HOLME, 2003).
FIGURA 30 – LESÃO TRAUMÁTICA NO ESPORTE DE ALTO RENDIMENTO
FONTE: <https://cbsloc.al/3GkIIao>. Acesso em: 28 set. 2021
As lesões esportivas são divididas em duas grandes categorias. A primeira cate-
goria é a das lesões traumáticas, estas que estão diretamente relacionadas com uma 
carga de alta magnitude e ruptura dos tecidos musculares, tendíneos, ligamentares, 
cartilaginosos e ósseos (DIACONESCU;FERECHIDE, 2012). 
A segunda, e não menos importante, é a categoria das lesões por overuse ou 
overtraining, lesões categorizadas por um desequilíbrio entre o dano tecidual causado 
pela prática e a menor capacidade de reparação dos tecidos. Um exemplo disso são 
as	 tendinopatias	 de	 calcâneo	 e	 da	 patela,	 também	chamadas	 de	 joelho	 de	 saltador.	
(AICALE et al., 2018). 
152
As lesões estão intimamente ligadas a estes materiais e suas aplicações, e isso 
você	vai	começar	a	entender	agora.	Um	dos	principais	objetivos	do	fisioterapeuta	do	
esporte é manejar ou tratar lesões e, nesta situação, podemos utilizar vários recursos 
como eletroterapia, cinesioterapia, terapia manual e as órteses ou bandagens funcionais. 
Existe, ainda, a possibilidade do uso de uma órtese para reduzir 
FIGURA 31 – EXEMPLO DE ÓRTESE ESPORTIVA: BRACE DE COTOVELO DE TENISTA
FONTE: <https://bit.ly/3pBXG5S>. Acesso em: 28 set. 2021
As	órteses	e	as	bandagens	apresentam	definições	específicas,	sendo	a	órtese	
esportiva um aparelho usado para apoiar, alinhar ou aumentar o funcionamento de 
partes	do	corpo.	Já	as	bandagens	funcionais	podem	ser	definidas	como	fita	adesiva	com	
resistência	mecânica	para	 resistir	 ao	 alongamento.	 São	 aplicadas	na	pele	 para	 apoiar,	
estabilizar e restringir os movimentos para auxiliar na cicatrização e prevenir lesões do 
sistema musculoesquelético (RAYMOND et al., 2012).
A principal diferença está no material utilizado e na forma de criação de cada 
uma.	No	caso	da	órtese,	ela	é	fabricada;	já	a	bandagem	é	aplicada	através	de	uma	fita	
adesiva rígida ou até elástica (RAYMOND et al., 2012).
FIGURA 32 – EXEMPLO DE BANDAGEM ESPORTIVA: TAPE RÍGIDO DE TORNOZELO
FONTE: <https://bit.ly/3jwhQdy>. Acesso em: 28 set. 2021
153
Agora que conhecemos os objetos de estudo deste tópico, vamos aprofundar o 
estudo sobre as diferentes órteses e bandagens utilizados nos principais complexos 
articulares do corpo humano. 
2 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO
TORNOZELO E DO PÉ
Começaremos a falar sobre o pé, estrutura muito exigida pelo atleta, desde a 
tarefa de manutenção de uma postura estática até na aterrissagem de um salto em 
distância,	por	exemplo.	Uma	das	principais	disfunções	do	pé	está	relacionada	com	a	
pronação excessiva e o “drop”, ou seja, a queda do osso navicular, que está associada 
diretamente a uma incapacidade da musculatura intrínseca do pé e a estiramento das 
estruturas passivas, como no caso da fáscia plantar (NADERI et al., 2019). 
Veja, na Figura 33, a diferença entre um pé com a pronação excessiva e um pé 
com a pronação anatômica esperada:
FIGURA 33 – DROP DO OSSO NAVICULAR
FONTE: <https://bit.ly/3GoigfK>. Acesso em: 28 set. 2021
Acadêmico, observe, a seguir, a tradução dos termos citados na Figura 33:
Navicular tuberosity: tuberosidade do osso navicular.
Navicular drop: drop do osso navicular.
NOTA
154
Um dos mecanismos associados à síndrome do estresse tibial é a queda do 
osso navicular. Um estudo realizado por Naderi et al., (2019) concluiu que o uso de uma 
órtese	esportiva	para	o	levantamento	do	arco	plantar	consegue	normalizar	a	mecânica	
de	sujeitos	com	a	síndrome	do	estresse	tibial.	Veja	na	figura	a	seguir	um	exemplo	de	
uma órtese para levantar o arco plantar em atletas que apresentam essa disfunção. 
FIGURA 34 – PALMILHA ESPORTIVA PARA DROP DO OSSO NAVICULAR
FONTE: <https://bit.ly/3b9LyR5>. Acesso em: 29 set. 2021
Em outro estudo com atletas de elite, foi realizada a aplicação de bandagens 
rígidas e elásticas, com o intuito de elevar o arco plantar e manejar a síndrome do estresse 
tibial.	Ao	 final	 da	 pesquisa,	 concluiu-se	 que	 a	 bandagem	 rígida	 pode	 ser	 considerada	
efetiva	na	melhora	da	mecânica	do	pé	destes	atletas	(KIM;	PARK,	2017).	
Veja, na Figura 35, as duas formas de aplicação das bandagens: a bandagem 
rígida e a bandagem elástica:
FIGURA 35 – TAPE RÍGIDO E ELÁSTICO PARA DROP DO OSSO NAVICULAR
FONTE: Adaptada de Kim e Parker (2017)
155
Como podemos observar, nos quadrantes A e B, está a aplicação da bandagem 
rígida, que foi considerada efetiva para o tratamento. No quadrante C está a aplicação da 
bandagem elástica; e no quadrante D está a aplicação de uma bandagem placebo. No 
caso	do	pé,	tivemos	duas	formas	de	tratamento	para	reestabelecimento	da	mecânica	
do arco plantar. Ambas são consideradas efetivas e podem ser utilizadas e aplicadas por 
fisioterapeutas	esportivos	(KIM;	PARK,	2017).
Também existem bandagens focadas para a melhora do desempenho esportivo; 
um exemplo disso é a bandagem rígida de médio pé. Esta bandagem foi utilizada em atletas 
de calistenia e, neste estudo, foram avaliadas as capacidades do salto vertical, que é a 
medida mais importante para descrever a potência muscular. Os autores encontraram que 
os sujeitos que são submetidos às bandagens rígidas de médio pé apresentam um melhor 
desempenho no salto vertical, quando comparado ao não uso dela (ZHANG et al., 2015).
FIGURA 36 – TAPE RÍGIDO PARA MÉDIO PÉ
FONTE: Adaptada de Zhang et al. (2015)
Veja a tradução dos termos citados na Figura 36:
Jump Height: Altura do salto. 
Strapping Magnitudes: Magnitude da bandagem.
NOTA
Quer ler o artigo na íntegra? Acesse o link: <https://core.ac.uk/
download/pdf/227574749.pdf>.
DICA
156
Abordaremos, a seguir, o estudo das principais órteses e bandagens para a 
região do tornozelo e articulação próxima ao pé, que têm a função de gerar mobilidade 
a este complexo. O tornozelo movimenta-se de forma tridimensional e tem suas principais 
amplitudes	de	movimento	no	plano	sagital	 (dorsiflexão	e	plantiflexão),	entretanto,	é	no	
plano frontal (movimento de inversão) que está o seu maior índice de lesão (LEARDINI 
et al., 2014). 
A lesão mais comum é a entorse lateral do tornozelo, pelo mecanismo de inversão 
excessiva	combinada	com	a	plantiflexão.	Nesse	mecanismo,	temos	as	lesões	ligamentares	
mais	 comuns	 do	 ligamento	 talofibular	 anterior,	 seguido	 pelo	 calcâneo	 fibular	 e,	 de	 forma	
rara,	o	talofibular	posterior	(LEARDINI	et al., 2014). Essa lesão está entre as mais comuns 
de esportes de quadra e do futebol, podendo ocasionar consequências a longo prazo, 
como uma instabilidade crônica de tornozelo, que poderá ser caracterizada como uma 
incapacidade	mecânica	e	funcional	do	tornozelo,	que	acarreta	“falseios”	recorrentes	e	novas	
entorses (FONG et al., 2007).
FIGURA 37 – ENTORSE LATERAL DE TORNOZELO
FONTE: <https://bit.ly/3vR1bXe>. Acesso em: 29 set. 2021
No caso das entorses, o objetivo do uso das órteses esportivas e das bandagens 
funcionais	 é	o	de	 reestabelecer	 a	estabilidade	mecânica	do	tornozelo	e	evitar	um	novo	
episódio	de	 lesão.	Alguns	profissionais	e	clubes	esportivos	utilizam	destas	ferramentas	
para	realizar	um	suporte	profilático	antes	da	primeira	lesão	(VUURBERG	et al., 2018).
As	 órteses	 mais	 utilizadas	 e	 respaldadas	 pela	 literatura	 científica	 são	 as	
tornozeleiras do modelo LACE UP e as do tipo CAST. As LACE UP são esteticamente bonitas, 
com hastes laterais rígidas e ajustáveis, através de cadarços. Elas reduzem a capacidade do 
movimento	no	eixo	médio	lateral	e	limitam	um	pouco	a	plantiflexão.	As	tornozeleiras	deste	tipo	
não aumentam a capacidade do sistema proprioceptivo, quando aplicadas; o provável efeito 
delas	é	apenas	mecânico	e	de	limitação	do	movimento	(RAYMOND	et al., 2012). 
As tornozeleiras do tipo CAST são compostas por um material rígido na lateral 
dos	maléolos	e	fixadas	por	amarras	ou	velcros	ao	redor	de	si.	Elas	limitam	o	movimento	do	
eixo médio lateral apenas (RAYMOND et al., 2012).
157
FIGURA 38 – BRACES DE TORNOZELO
FONTE: <https://bit.ly/3baZpqo>. Acesso em: 29 set. 2021
As	tornozeleiras	citadas,	na	Figura	38,	poderão	aumentar	o	reflexo	de	estiramento	
do	músculo	fibular	longo.	Este	músculo	é	responsável	pela	manutenção	da	rigidez	ativa	
do tornozelo, além de um estabilizador ativo contra o mecanismo de inversão dele.
Uma outra estratégia que poderá ser utilizada, nestes casos, é a bandagem 
rígida	de	tornozelo,	a	qualé	aplicada	na	pele,	através	de	fitas	adesivas	 rígidas,	com	um	
posicionamento que faz com que produzam uma restrição de movimento ao mecanismo 
de inversão do tornozelo (BICICI et al., 2012). 
Para a aplicação da bandagem rígida de tornozelo, geralmente, é utilizado um 
material mais macio e menos rígido (pré-tape)	e,	após,	são	utilizadas	âncoras	de	fixação	
da	bandagem,	no	sentido	transversal,	e	com	o	material	da	bandagem	dele.	Ao	final,	são	
utilizadas	as	hastes	da	bandagem	para	fixação	e	redução	da	mobilidade	no	eixo	médio-
lateral do tornozelo (BICICI et al., 2012). Na Figura 39, poderemos observar o passo a passo 
da aplicação do tape rígido de tornozelo. 
Acadêmico, compreenda melhor a Figura 38, através das informações a seguir:
A: Brace de tornozelo modelo LACE UP. 
B: Brace de tornozelo modelo CAST.
NOTA
158
FIGURA 39 – PASSO A PASSO DO TAPE RÍGIDO DE TORNOZELO
FONTE: <https://bit.ly/3nuYA15>. Acesso em: 29 set. 2021
O último guideline do British Journal of Sports Medicine, publicado em 2018, 
indica que, para o tratamento das entorses laterais de tornozelo, deve-se dar preferência 
aos tratamentos associados e aos exercícios de estabilização. A cirurgia deverá ser 
reservada apenas para aqueles que não atingem sucesso no tratamento conservador e 
para a prevenção de entorses laterais recorrentes. O uso de órteses e de bandagens rígidas 
deve ser considerado como estratégia (VUURBERG et al., 2018).
Quer estudar o Guideline na íntegra? Acesse: <https://bjsm.bmj.com/
content/52/15/956.long>.
DICA
159
2.1 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO JOELHO
As órteses de joelho, também conhecidas como braces	ou	tutores,	são	classifi-
cadas em três diferentes categorias, sendo elas:
•	 Profiláticas:	objetivam	evitar	uma	lesão	traumática.
• Reabilitativas: objetivam manter a saúde articular e tecidual.
• Funcionais: visam dar suporte de estabilização e função para os joelhos com alguma 
disfunção. 
A indicação de cada uma delas deverá ser relacionada ao quadro clínico e 
funcional do paciente. Deve-se considerar o custo e a efetividade desta órtese, bem 
como o efeito esperado para tal (REZENDE; MATSUDO, 1994).
Um exemplo de utilização das órteses para joelho são as joelheiras para 
pacientes	com	 ligamento	cruzado	anterior	 (LCA)	deficiente,	ou	seja,	que	tiveram	a	 lesão	
e não realizaram a reconstrução ligamentar, mantendo-se mecanicamente instáveis. 
Estes braces ou joelheiras são frequentemente utilizados durante a reabilitação de uma 
lesão	do	LCA. Existem	dois	tipos	principais	de	braces (material rígido ou mole), e estudos 
demonstraram	resultados	conflitantes	entre	os	dois	tipos,	não	havendo	superioridade	
de	um	sobre	o	outro	(FOCKE	et al., 2020).
O estudo de Focke et al., (2020), fornece algumas evidências adicionais para 
a	eficácia	funcional	dos	modelos	de	órteses,	quando	aplicados	a	pacientes	com	deficiência	
de	LCA. Em	primeiro	 lugar,	foi	demonstrado	que,	durante	tarefas	de	caminhada	com	
órtese, esta poderá diminuir o pico de abdução e rotação externa na articulação do 
joelho.  Portanto,	 tanto	 o	brace rígido quanto o macio poderão fornecer uma estabilidade 
adicional quando os pacientes retornam aos esportes, após rupturas do LCA. Ainda não se 
pode concluir que estas órteses geram estabilidade ao joelho, visto que a diferença 
encontrada neste estudo é muito pequena e pode ser irrelevante na prática de um 
esporte	de	contato	e	cargas	excessivas,	como	o	futebol	e	o	rúgbi	(FOCKE et al., 2020).
FIGURA 40 – BRACE RÍGIDO DE JOELHO COM HASTES LATERAIS
FONTE: <https://bit.ly/3GnzD0g>. Acesso em: 29 set. 2021
160
FIGURA 41 – BRACE MACIO DE JOELHO
FONTE: <https://bit.ly/3jyDptS>. Acesso em: 29 set. 2021
Apesar	 de	 os	 estudos	 não	 demonstrarem	 uma	 efetividade	 mecânica	 nos	
sintomas, com o uso de braces, as órteses também poderão ser utilizadas em sujeitos 
com	dor	patelofemoral,	 que	apresentam	um	mecanismo	de	sofrimento	mecânico	da	
patela pelo excesso de pressão que ocorre, geralmente, na região lateral dela com o 
côndilo femoral (SMITH, 2015). 
O	uso	funcional	das	órteses	de	joelho	para	o	esporte	poderá	ir	além	da	mecânica.	
O estudo de Priore et al., (2019) investigou o uso do brace de joelho na cinesiofobia 
(medo não consciente de movimentar-se) em sujeitos diagnosticados com a síndrome 
da dor patelofemoral. Os resultados do estudo indicam uma redução imediata da dor 
e	manutenção	da	analgesia	naqueles	sujeitos	que	fizeram	o	uso	do	brace de joelho ao se 
movimentarem (PRIORE et al., 2019). 
As bandagens também apresentam um papel importante na reabilitação do 
joelho, pois, geralmente, elas facilitam o processo de reabilitação e auxiliam na prática 
esportiva com menos dor. Um exemplo disso é o tape patelar para os atletas que têm 
tendinopatia patelar ou também chamado joelho de saltador (DE VRIES et al., 2016). 
161
FIGURA 42 – BRACE E TAPE PATELAR
FONTE: Adaptada de De Vries et al. (2016)
A Figura 42 apresenta: quadrante superior esquerdo (controle); 
quadrante superior direito (cinta patelar); quadrante inferior esquerdo 
(tape patelar); e quadrante inferior direito (placebo).
NOTA
2.2 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO QUADRIL 
O	 corpo	 humano	 atua	 de	 forma	 dinâmica	 e	 contínua,	 e	 a	 interdependência	
entre os membros inferiores é uma realidade já estudada. Podemos aplicar técnicas 
de exercícios terapêuticos e de fortalecimento do quadril associados ao fortalecimento de 
quadríceps e, como consequência, melhorar o movimento do joelho, podendo reduzir o 
valgo	dinâmico	(SAAD	et al., 2018).
Veja	 a	 figura	 a	 seguir	 que	 demonstrará	 a	 falha	 na	 aterrissagem	 do	membro	
inferior, causando um movimento excessivo de queda da pelve (adução do quadril), de 
valgo de joelho (medicalização do joelho) e a pronação excessiva do pé (drop do pé).
162
FIGURA 43 – COLAPSO DO MEMBRO INFERIOR EM VALGO DINÂMICO DO JOELHO
FONTE: <https://bit.ly/3jzUFiB>. Acesso em: 29 set. 2021
O	valgo	 dinâmico	 representa	 um	 dos	 padrões	mais	 associados	 às	 lesões	 na	
corrida, e trata-se de um colapso do membro inferior que está associado a uma baixa 
capacidade de absorver as cargas do movimento no plano frontal. Alguns estudos 
relatam	que	o	valgo	dinâmico	de	 joelho	está	 intimamente	 ligado	ao	aumento	do	 risco	de	
lesões do ligamento cruzado anterior em mulheres atletas (HEWETT et al., 2005).
Exercícios corretivos apresentam um excelente papel na reorganização deste 
padrão de movimento, e as bandagens também poderão ter um papel importante, 
principalmente	quando	não	temos	tempo	suficiente	para	aguardar	a	 resposta	muscular	e	
motora do atleta aos exercícios e este necessita manter-se na sua prática esportiva. Em um 
estudo realizado por Masters et al., (2018), foi constatado que o tape rígido de quadril 
promove uma resposta positiva na cinemática de corredoras mulheres, reduzindo o 
colapso do membro inferior, através de uma intervenção no quadril.
A técnica de aplicação do tape rígido constituiu na aplicação de dois componentes: 
um que reduzia a adução excessiva (componente vertical) e outro que reduziu a rotação 
interna excessiva (componente rotacional). O objetivo de um tape rígido destes é limitar 
um	movimento	 através	 da	mecânica	 oponente,	 ou	 seja:	 abdução	 para	 restringir	 adução;	
rotação externa para restringir a rotação interna (MASTERS et al., 2018). 
163
FIGURA 44 – TAPE RÍGIDO DE QUADRIL PARA EVITAR O VALGO DINÂMICO DE JOELHO
FONTE: Adaptada de Masters et al. (2018)
2.3 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO OMBRO
A articulação do ombro é altamente exigida em esportes com movimentos 
acima da cabeça. Os exemplos mais comuns são os esportes de raquete, o voleibol e 
o handebol. Denomina-se esse tipo de atividade como “overhead’s”. Acredita-se que 
as alterações na postura do ombro e escapula, bem como os padrões de movimento 
realizados, desempenhem um papel no desenvolvimento de lesões no ombro em atletas 
arremessadores (overhead’s). A bandagem é amplamente utilizada na área esportiva, 
mas	existemdados	empíricos	limitados	sobre	sua	eficácia.	(GULPINAR	et al., 2019). 
Um dos movimentos associados à lesão do ombro é a perda da capacidade 
de gerar rotação interna do ombro durante o gesto esportivo. Neste sentido, o estudo 
de Gulpinar et al., (2019) investigou se o uso de bandagem elástica (kinesio tape) ou 
bandagem rígida (rigid tape) poderia melhorar o movimento dos atletas arremessadores. 
Os autores concluíram que a bandagem elástica apresenta um resultado positivo, que 
facilitará o movimento de rotação interna de ombro, enquanto a bandagem rígida reduz 
e limita este movimento (GULPINAR et al., 2019). 
Observe,	na	figura	a	seguir,	como	foi	realizada	a	aplicação	da	bandagem	rígida	(A)	
e da bandagem elástica (B):
164
FIGURA 45 – BANDAGENS FUNCIONAIS PARA O OMBRO DE ARREMESSADOR
FONTE: Adaptada de Gulpinar et al. (2019)
Podemos	extrapolar	 nossa	discussão	para	 a	 prática	 clínica	do	fisioterapeuta,	
na qual utilizar a bandagem elástica poderá facilitar o ganho de um movimento. Esse 
ganho pode ser devido à mudança na atividade muscular na região que a bandagem 
está aplicada, enquanto a redução do movimento, através da bandagem rígida, poderá ser 
utilizada em situações de instabilidade de movimento, para aumentar a rigidez passiva 
do ombro.
A bandagem elástica apresenta resultados positivos em apenas algumas 
situações, por isso não devemos utilizá-la de forma deliberada esperando que ela 
traga	 resultados	 positivos	 em	qualquer	 situação	mecânica	 do	 ombro.	 Em	 indivíduos	
com lesões do manguito rotador e dor no ombro com baixa potência muscular o uso 
da	bandagem	elástica	não	apresenta	resultados	favoráveis	nos	parâmetros	de	dor	e	de	
função. Em vista disso, os pesquisadores não endossam o uso desta bandagem neste 
tipo de quadro clínico De Oliveira et al., (2020). 
Um recurso que também é importante para ser utilizado nas disfunções do 
ombro são as órteses funcionais. Em um estudo com sujeitos que apresentam síndrome 
do impacto do ombro, o uso de órtese para correção da posição dos ombros alterou 
imediatamente a cinemática escapular. Os autores do estudo enfatizaram que a melhor 
utilização da órtese é quando aplicada com componente diagonal no ombro (cruzado), 
e ela é sugerida para facilitar o movimento do ombro em sujeitos com impacto sub 
acromial. 
Confira,	na	figura	a	seguir,	a	aplicação	diagonal	que	é	sugerida,	de	acordo	com	um	
estudo atual de CHIU et al., (2020). 
165
FIGURA 46 – COLETE POSTURAL PARA MELHORAR A CINEMÁTICA ESCAPULAR EM 
SUJEITOS COM IMPACTO DO OMBRO
FONTE: Adaptada de Chiu et al. (2020)
2.4 ÓRTESES E BANDAGENS PARA O COMPLEXO DO 
COTOVELO
As lesões esportivas no segmento do antebraço podem limitar os atletas, redu-
zindo o desempenho e até afastando-os do esporte. Um exemplo disso é a epicondili-
te lateral, conhecida como cotovelo de tenista. Essa lesão está intimamente ligada ao 
mecanismo extensor do punho, em esportes de raquete. É uma condição dolorosa que 
ocorre	quando	os	tendões	que	se	fixam	no	epicôndilo	lateral	(proeminência	na	face	externa	
do	cotovelo)	estão	inflamados.	Isso	acontece	em	decorrência	de	uma	sobrecarga,	geral-
mente, por movimentos repetitivos destes tendões, os quais têm a função de levantarem a 
mão e o punho.
FIGURA 47 – COTOVELO DE TENISTA
FONTE: <https://mayocl.in/3GhJu7U>.Acesso em: 29 set. 2021
O brace de cotovelo é algo corriqueiramente utilizado por atletas que sofrem 
desta lesão, sendo conhecido tecnicamente como Counterforcebracing. Um ensaio 
clínico sobre o uso do Conterforcebracing,	no	cotovelo	de	tenista,	identificou	que	o	brace 
166
poderá	beneficiar	na	redução	da	dor	no	epicôndilo	lateral	em	curto	prazo	(de	duas	até	12	
semanas). O resultado do benefício poderá extrapolar até 26 semanas no ganho e função 
destes atletas. Portanto, o brace de cotovelo apresenta-se como uma estratégia imediata 
e	a	médio	prazo	para	redução	da	sensibilidade	e	para	a	função	destes	atletas	(KROSLAK	
et al., 2019). 
Veja,	na	figura	a	seguir,	um	exemplo	de	counterforcebracing:
FIGURA 48 – BRACE DE COTOVELO
FONTE: <https://bit.ly/3Bfg86v>. Acesso em: 29 set. 2021
O uso do tape de cotovelo, apesar de ser amplamente utilizado na prática clínica 
pelos	profissionais	que	atuam	na	área	do	esporte,	apresenta	poucos	estudos	publicados	na	
literatura. O objetivo do tape de cotovelo, assim como o brace, é de reduzir a dor local e 
facilitar	a	prática	esportiva.	Uma	faixa	transversal	de	fita	rígida	é	o	tipo	e	método	mais	
comumente	 utilizado,	 apesar	 das	 evidências	 limitadas	 que	 comprovam	 sua	 eficácia	
(HILL et al., 2020). 
Veja, a seguir, o exemplo de um tape rígido para cotovelo de tenista:
FIGURA 49 – TAPE RÍGIDO DE COTOVELO
Acadêmico, neste tópico, estudamos as principais bandagens funcionais e 
órteses utilizadas no esporte. Você poderá responder as autoatividades, propostas a 
seguir,	para	uma	melhor	fixação	do	conteúdo.
FONTE: <https://bit.ly/3npIF4d>. Acesso em: 29 set. 2021
167
LEITURA
COMPLEMENTAR
TUTORES (“BRACE”) DE JOELHO: INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES 
NA PRÁTICA ESPORTIVA
Márcia Uchôa de Rezende
Vítor	Keihan	Rodrigues	Matsudo
INTRODUÇÃO
O objetivo de se usar um tutor, órtese ou brace, é o de assistir, restringir, alinhar 
ou simular a função de uma parte do corpo. Inicialmente, nos anos 1960, as órteses 
eram destinadas a pacientes com artrite reumatoide, membro paralítico ou frouxidão 
ligamentar após um trauma, com o inconveniente de serem pesadas e grandes.
Em 1972, foi desenvolvida a Lenox Hill brace para o paciente atleta jovem com 
lesão ligamentar do joelho, acreditando-se que ela controlaria instabilidades rotacionais 
do joelho. Como esclarecimento dos fenômenos que ocorrem no joelho, nas instabilidades 
ântero-laterais,	as	órteses	foram	sofrendo	modificações,	com	o	objetivo	de	construir	uma	
órtese, cujo eixo coincida com o do movimento do joelho, impedindo-lhe movimentos 
anormais. 
Essas órteses eram indicadas para: 1) restringir a instabilidade anterior e lateral; 
2) permitir movimento à articulação enquanto limitassem deslocamentos e rotações 
excessivas; 3) reabilitação pós-operatória; e 4) proteção do joelho no 1º ano pós-
operatório, para permitir a remodelação dos ligamentos.
Em 1979, Anderson e Col	 descreveram	 a	 primeira	 órtese	 dita	 profilática,	 cujo	
objetivo inicial era o de proteger um joelho com lesão prévia do ligamento colateral medial 
(LCM)	 de	 novos	 traumas.	 Surgiram	 novas	 órteses	 profiláticas,	 que	 apresentavam	 em	
comum haste com dobradiça lateral que pode estar incorporada a um molde plástico, a 
faixas de velcro ou a uma polaina de neoprene. Algumas têm hastes medial e lateral. 
O uso de tais órteses foi amplamente difundido nos EUA, pelo fato dos traumas de joelho 
serem	a	lesão	mais	comum	no	futebol	americano	universitário.	As	órteses	profiláticas	para	
joelho foram introduzidas como fator que poderia reduzir o número e o grau das lesões. 
Inicialmente, técnicos e atletas hesitavam quanto ao seu uso pela ideia de serem 
quentes, pesadas, causarem pistonagem, escorregarem, restringirem os movimentos, 
causarem	câimbras,	enfraquecerem	músculos	de	suporte	e	 ligamentos,	aumentando	
os traumas pelos novos vetores de força.
168
 Seu uso se difundiu em outros esportes, além do futebol americano (futebol, 
esqui, hóquei no gelo e grama, rúgbi), pelas pressões socioeconômicas, a despeito da 
falta	de	documentação	científica	que	comprovasse	sua	eficácia	e	do	custo	 (equipar	um	
único jogador por temporada nos EUA custa cerca de US$ 400.00. 
Em 1984, a American Academy of Orthopaedic Surgeons	(AAOS)	classificou	as	
órteses	de	joelho	em	três	tipos:	1)	profiláticas:	feitas	para	prevenir	ou	diminuir	uma	lesão	
do joelho; 2) reabilitativas: indicadas para períodos de recuperação pós-trauma ou cirurgia; e 
3) funcionais: para uso prolongado em joelhos com instabilidade permanente. Algumas das 
órteses atuais combinam dois ou mais destes atributos.
BIOMECÂNICA
Órteses simulam a função de uma parte do corpo pelo seu modelo intrínsecoe construção. As órteses podem apresentar-se com ou sem dobradiça e poderá ser 
simples (monocêntrica, uniaxial), biaxial, policêntrica ou multiaxial. Elas podem ser uni ou 
bilaterais,	além	de	poderem	ser	equipadas	de	bloqueios	de	extensão	e	flexão,	ajustando-
as a qualquer amplitude de movimento. O tutor ideal deveria permitir os movimentos de 
rotação e translação normais do joelho durante o ciclo da marcha. No entanto, esse tutor 
ideal não existe. As órteses que se denominam anatômicas são multiaxiais e quase não 
fazem	resistência	à	translação	anterior	a	20°	de	flexão.	
A	eficiência	mecânica	das	órteses	feitas	sob	medida	(Lenox-Hill, Iowa etc.), com 
dobradiças laterais, dependem de uma série de fatores: 1) materiais utilizados para a 
confecção do manguito e dos componentes laterais; 2) planejamento (modelo) de uma 
órtese individual; 3) aplicação de forças sobre partes moles; 4) suspensão da órtese; e 
5) o processo de molde e acabamento.
Destaque-se que, na aplicação de forças numa órtese, deve-se lembrar: 1) loca-
lização das forças; 2) deformação gravitacional das partes moles; e 3) contração muscular. 
Qualquer desencontro entre o movimento das dobradiças e da articulação do joelho cau-
sará deformação das partes moles e escorregamento da órtese. As variáveis primárias do 
modelo que determinam o controle do valgismo são comprimento, rigidez e encaixe da órtese.
Carlson defende que as órteses devem apresentar: 1) encaixe justo e materiais 
resistentes, para evitar a existência ou desenvolvimento de angulação; 2) materiais com 
módulo de elasticidade alto, especialmente para as hastes laterais; e 3) partes mediais 
e lateral bem-casadas estruturalmente acima e abaixo do joelho, para fazerem resistência 
contra varo/valgo; e 4) estrutura rígida de extremo a extremo.
Quando se usa uma única haste lateral rígida, não se deve manter contato da 
dobradiça	com	a	articulação,	por	diminuir	a	eficiência	das	órteses.	Entretanto,	quando	
se usa hastes medial e lateral, o afastamento deverá ser mínimo, para melhor 
proteção do LCM. A localização da dobradiça em relação ao joelho se mostrou mais 
importante do que seu modelo, nas mudanças de força e momento através do joelho. A 
colocação posterior resultou na menor força e, a anterior, na maior. 
169
ÓRTESES PROFILÁTICAS 
O	comitê	da	AAOS	de	medicina	desportiva	determinou	que	a	órtese	profilática	
ideal seria aquela que: 1) suplementasse a resistência do joelho ao trauma, reduzindo a 
carga de estresses com ou sem contato; 2) não interferisse com a função normal do 
joelho; 3) não aumentasse o risco de lesões em outras localidades do membro inferior; 
4)	fosse	adaptável	a	várias	configurações	anatômicas;	5)	não	fosse	prejudicial	a	outros	
indivíduos;	 6)	 fosse	 durável	 e	 de	 custo	 acessível;	 e	 7)	 tivesse	 eficácia	 documentada	 na	
prevenção de lesões do joelho.
Não há órtese que preencha esses requisitos. Atualmente, há dois tipos de 
órtese	 profilática:	 1)	 com	 hastes	 laterais	 com	 dobradiças	 uni,	 bi	 ou	multiaxiais.	 Com	
ou	 sem	 bloqueio	 da	 hiperextensão	 e	 suspensão	 feita	 por	 faixas	 ou	 fitas	 adesivas;	 e	
2) composta de uma armação de plástico com hastes mediais e laterais e dobradiça 
policêntrica. Este tipo é suspenso por malhas elásticas e tiras.
Biomecanicamente, encontrou-se que, em relação às órteses profiláticas 
(cronologicamente):	 1)	 não	 reduzem	 o	 ângulo	 de	 abdução	 e	 mostram	 efeito	 pré-
estressante em cadáveres; 2) deslocamento do eixo central do joelho, contato prematuro 
com a articulação e escorregamento do brace em cadáver submetido à carga em valgo 
(braces:	 McDavid	 e	 Omni),	 sendo	 que	 nenhuma	 órtese	 protegeu	 significativamente	 o	
LCM;	3)	os	fatores	mecânicos	que	determinam	seu	funcionamento	sob	carga	dinâmica	
em valgo são: absorção, distribuição e transmissão de forças pela órtese(20,50); 4) não 
aumentam a propriocepção do membro); 5) a órtese unilateral uniaxial oferece menor 
resistência a impacto em valgo; enquanto a unilateral biaxial apresenta maior resistência 
(exemplo.: Don Joy) (20); 6) capacidade limitada para proteger, em cadáver, o LCM em 
extensão e nenhuma capacidade em outras situações; e 7) órteses que aumentam a 
duração do impacto parecem proteger mais o ligamento cruzado anterior (LCA), do que o 
LCM. A maioria das órteses testadas (cinco em seis) dá algum grau de proteção ao LCA 
e, sob impacto lateral direto (50), a associação de bandagem à Lenox Hill brace reduz 
significativamente	a	translação	e	a	rotação	ao	nível	do	joelho	de	cadáver,	comparada	à	
associação	com	a	Anderson	Knee	Stabler	ou	a	cada	um	isolado.
Clinicamente,	 os	 estudos	 relacionados	 à	 efetividade	 da	 órtese	 profilática	 em	
controlar lesões do LCM no futebol americano e um não publicado, por Taft e col., 
mostraram problemas nos projetos de pesquisa e tamanhos das amostras, não permitindo 
tirar conclusões contra ou a favor do seu uso. Em 1989, Sforzo concluiu que as órteses 
podem inibir o desempenho em atletas assintomáticos e que o aprendizado não alterou a 
performance. Assim, entre os estudos clínicos, encontramos autores que defendiam 
o	uso	das	órteses,	tanto	em	nível	universitário	e	profissional	quanto	em	nível	colegial;	
enquanto outros se mostravam mais cautelosos, chamando a atenção para efeitos 
adversos.
170
ÓRTESES REABILITATIVAS 
Estes tipos de brace foram projetados para permitirem mobilização precoce 
do joelho traumatizado, tratado cirurgicamente ou não, trazendo benefícios para o 
tecido cartilaginoso e para a orientação do colágeno na cicatrização e remodelação 
ligamentar. O uso de tutores (braces) reabilitativos, permitindo amplitude de 
movimento controlado logo após o trauma ou cirurgia ligamentar do joelho, é baseado 
em publicações desde a década de 1960, prescrevendo contra imobilização articular 
(principalmente do joelho) devido a efeitos adversos, como: 1) alterações ultra-
estruturais	e	biomecânicas	da	cartilagem	articular	pela	imobilização;	2)	redução	rápida	
das propriedades osteoligamentares (elasticidade e força tênsil do LCA, em coelhos, 
que	eram	 influenciados	pelo	exercício;	3)	 redução	da	 rigidez	 ligamentar	e	alterações	na	
capacidade funcional em resistir à carga e alongamento; reabsorção do osso cortical 
abaixo da inserção ligamentar e alteração na força do osso cortical; e 4) falsa ideia de 
segurança com alto risco de ruptura.
Clinicamente, mostrou-se que, usando órtese de gesso (castbrace) em lesões 
ligamentares graves do joelho, há diminuição do tempo de reabilitação, alta aceitação 
pelos pacientes, baixa incidência de complicações, mobilização precoce bem tolerada, e 
redução rápida do edema pós-operatório. Os resultados ruins não foram relacionados à 
mobilização precoce e não houve perda da estabilidade do joelho operado, ao longo do 
tempo. Na década de 1980, expandiu-se o uso de CPM (continuous passive motion) pela 
sua ação na cicatrização da cartilagem articular, dissolução da hemartrose e prevenção 
de adesão intra-articular, corroborando com a ideia do uso de braces para mobilização 
precoce. 
ÓRTESES FUNCIONAIS 
Projetadas para assistir ou promover estabilidade ao joelho instável. Há 
basicamente dois modelos: 1) haste, dobradiça e um “cartucho” (shell), para englobar 
a coxa e a panturrilha (CTi, Generation	II,	RKS);	2)	dobradiça,	haste	e	faixas	(straps) (ex.: 
Lenox-Hill, Don Joy 4-point braces). Estudos experimentais mostraram que, dependendo 
do modelo, as órteses funcionais podem: 1) prover estabilidade anterior, em valgo e 
rotacionais; 2) podem proteger o LCM em situações de abdução e rotação externa do 
joelho (exemplo.: esquiador); 3) diminuir o deslocamento anterior no joelho sem LCA 
com ligamentos colaterais intactos ou não (LenoxHillbrace); 4) diminuir o deslocamento 
ântero-posterior,	rotações	interna	e	externa,	em	cadáver,	quando	associada	à	bandagem	
(Lenox-Hill brace);	e	5)	limitar	estresses	em	abdução	e	rotação	sobre	o	LCM	em	flexão	e	
extensão(5) . No estudo de 11 modelos diferentes, com análiserelativa entre comprimento 
e rigidez das órteses, Carlson e French mostraram que as órteses mais efetivas eram as 
funcionais, como a Lenox-Hill brace.
171
Estudos clínicos com braces funcionais mostraram que: 1) diminui o desempenho 
atlético e aumenta o gasto energético medido pelo lactato sérico; 2) em joelhos instáveis, 
resulta num aumento de 4,58%. do VO2 máximo, durante corrida horizontal a 16lm/
min; 3) aumenta o consumo de O2 e custo metabólico de 3 a 6% em indivíduos 
assintomáticos; 4) Aumenta a pressão intramuscular no compartimento anterior da 
perna,	podendo	induzir	fadiga	muscular	prematura	por	perfusão	insuficiente	do	músculo	
exercitado;	e	5)	o	uso	de	braces	efetivamente	diminui	a	flexão	do	joelho	e	a	rotação	total	
da tíbia, durante corrida em reta.
Tradicionalmente, a instalação de brace representa somente uma faceta 
do tratamento da instabilidade do joelho, devendo ser combinada com reabilitação 
adequada, para retornar ao esporte após tratamento cirúrgico ou não e, em alguns casos, 
mudança de atividade esportiva.
CONCLUSÃO
Tutores (braces)	para	 joelho	podem	ser	classificados	em	três	grupos	básicos:	 1)	
profiláticos;	2)	reabilitativos;	e	3)	funcionais.	A	órtese	profilática	é	de	pequena	eficácia,	
não	justificando	os	custos	de	seu	uso.	Os	principais	fatores	afetando	a	escolha	da	órtese	
reabilitativa e funcional são: 1) o número, arranjo e média de faixas na interface com 
a órtese; 2) o modelo e alinhamento das barras com dobradiça, incluindo a presença ou 
ausência de contato com a interlinha articular; 3) a maneira de colocação das barras 
articuladas em contato com o membro, incluindo a presença e área dos cartuchos (shells), o 
arranjo	e	a	área	para	materiais	de	fixação	no	cartucho	(shell), bem como as propriedades 
dos materiais das shells; e 4) modelo da dobradiça (ou articulação). O uso efetivo destas 
órteses dependerá do conhecimento do médico sobre suas limitações e capacidades. 
172
Neste tópico, você aprendeu:
• A órtese esportiva é um aparelho utilizado para apoiar, alinhar ou aumentar o funciona-
mento de partes do corpo.
•	 As	bandagens	funcionais	podem	ser	definidas	como	fitas	adesiva	com	 resistência	
mecânica	para	resistir	ao	alongamento.
• Órteses esportivas e bandagens funcionais são utilizadas para facilitar o movimento, 
estabilizar articulações e prevenir novas lesões.
• A principal diferença entre órteses e bandagens está no material utilizado e na forma de 
criação de cada uma: no caso da órtese, ela é fabricada; já a bandagem é aplicada 
através	de	uma	fita	adesiva	rígida	ou	até	elástica.
• As órteses e as bandagens rígidas podem gerar restrições dos movimentos e inibições 
musculares.
RESUMO DO TÓPICO 3
173
1 As órteses, no contexto da reabilitação das disfunções da região pélvica, podem 
contribuir	com	a	melhoria	da	qualidade	de	vida	dos	pacientes,	bem	como	da autonomia	
e da independência, durante atividades funcionais. Com relação às órteses para a 
região	pélvica,	assinale a	alternativa	CORRETA:
a) ( ) As órteses para a região pélvica estabilizam os quadris, favorecendo os 
movimentos de abdução, adução e rotação interna.
b) ( ) As órteses prescritas para a região pélvica substituem os demais tratamentos e 
não necessitam de adaptação.
c) ( ) Essas órteses podem facilitar a marcha, mobilizando todas as articulações dos 
membros inferiores.
d)	 (			)	 As	órteses	destinadas	à região	pélvica	têm	a	função	de	estabilizar	os	segmentos,	
tanto da pelve quanto da coluna lombar e dos quadris.
2 As bandagens, sejam elas rígidas ou elásticas, são amplamente utilizadas na 
reabilitação física, em diversas áreas da Fisioterapia. Com relação aos princípios das 
bandagens terapêuticas e funcionais, assinale a alternativa CORRETA:
a)	 (			)	 Na	prática	clínica, são	utilizadas	apenas	as	bandagens	elásticas.
b)	 (			)	 Entre	seus objetivos, estão melhorar	a	força	e	o	alongamento	dos	músculos.
c)	 (			)	 Os	efeitos	se	devem	à ação	sensorial	delas sobre	os	mecanorreceptores.
d)	 (			)	 Elas	são	tão	eficazes	que	podem	ser	utilizadas	isoladamente.
3	 Existem	 inúmeros	 tipos  e	 formas	 de	 aplicar	 as	 bandagens.	 Escolher	 aquela	 que	
seja adequada	faz	total	diferença	no	tratamento	fisioterapêutico, e	a	decisão	deverá	
ser	tomada	de	acordo	com	o	objetivo	fisioterapêutico	estipulado	previamente.	Sobre	
as bandagens rígidas, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Elas são mais utilizadas para dar suporte às articulações envolvidas na lesão.
b)	 (			)	 Entre	 seus  exemplos,	 é	 possível	 citar  o	 Mulligan	 Tape,	 o	 McConnel	 Tape	 e	 o	
Kinesio	Tape.
c) ( ) Elas apresentam a capacidade de aumentar até 140% do seu tamanho original.
d)	 (			)	 Elas	 não	 conseguem  aumentar	 a	 tolerância	 à	 carga  nem	 facilitar	 o	 controle	
muscular.
4 As bandagens rígidas e elásticas são muito utilizadas e apresentam efeitos 
terapêuticos	muito	significativos	para	o	pleno	restabelecimento	dos	pacientes.	Com	
relação	 as	 suas  indicações,	 precauções	 e	 contraindicações,	 assinale	 a	 alternativa	
CORRETA:
AUTOATIVIDADE
174
a) ( ) As fraturas, a sensibilidade na pele e as feridas abertas geram precauções em 
relação	à aplicação	dessas	bandagens.
b) ( ) As bandagens elásticas podem ser utilizadas em casos de instabilidade articular, 
para dar suporte articular.
c) ( ) A bandagem rígida é indicada para controlar o edema, como em pós-operatórios, 
contusões e lesões agudas.
d) ( ) As bandagens rígidas são indicadas para melhorar a estabilidade articular, em 
casos como entorses de tornozelo.
5 Atleta N.V.S, jogador de badminton, 18 anos, sexo masculino. Apresenta dor no ombro 
direito (lado dominante) durante movimentos acima da cabeça, principalmente o 
smash. Ele estreará em algumas horas em uma competição nacional e precisará de 
um suporte para auxiliar a competir com menos dor e mais função. A avaliação do 
fisioterapeuta	identificou	que	ele	apresentará	uma	redução	de	20	graus	de	rotação	
interna do ombro direito. Disserte sobre o motivo de não aplicarmos o tape rígido no 
período pré-competição neste atleta. 
 
6 Atleta A.T, corredora de 800 metros, sexo feminino, 14 anos, está treinando para 
alcançar nível nacional no próximo semestre. Apresentou-se à clínica com diagnóstico de 
síndrome do estresse tibial, posterior a uma carga mais acentuada de treinamento. 
Ela	relatou	dor	bilateral	durante	a	aterrissagem	da	corrida.	O	fisioterapeuta	identificou	
uma pronação excessiva do pé, de forma bilateral, durante estas atividades. Disserte 
sobre uma órtese que manteria a atleta em treinamento, com menor, desconforto e 
estresse tibial. 
175
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