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Farmacologia Aplicada 
Turma 106 
Letícia Iglesias Jejesky 
 
1 
 
Aminoglicosídeos 
 Estreptomicina, descoberta por Sacks e 
Waksman e colaboradores em 1944, 
 Isolamento a partir de um Actinomiceto, o 
Streptomyces griseus. 
 Outros antibióticos naturais com 
propriedades semelhantes, neomicina e a 
tobramicina, também isolados de culturas 
de bactérias do gênero Streptomyces. 
 Gentamicina, isolada de culturas de um 
fungo do gênero Micromonospora. 
 Aminoglicosídeos semissintéticos, 
representados pela amicacina – amicacina 
é o aminoglicosídeo mais potente por ser 
semissintética; é como se fosse um degrau 
além de aminoglicosídeo. Muitas vezes 
usamos gentamicina e não funciona muito 
bem, sendo a amicacina uma alternativa 
nesses casos. 
Dos aminoglicosídeos, normalmente os mais usados 
são: gentamicina e amicacina. 
 
 Constituição química complexa. 
 Açúcares e grupamentos amina. 
 Apresentam em sua estrutura molecular 
um grupamento químico denominado 
aminociclitol. 
 Policátions (polaridade) 
 TOXICIDADE – principalmente para rim e 
ouvido 
O que é mais importante em relação a estrutura 
molecular do aminoglicosídeo? Eles são os primeiros 
antibióticos que estamos estudando que possuem 
CARGA ELÉTRICA – ele tem carga elétrica positiva, 
sendo uma estrutura polar de cátions. Por ter carga 
elétrica, ele possui algumas dificuldades: 
 Dificuldade para atravessar as membranas – 
sendo repelido. Isso constitui a primeira 
limitação do aminoglicosídeo, que é a 
incapacidade de ser absorvido por via oral. 
 Não atravessa a barreira hematoencefálica 
(justamente por não atravessar membranas) – 
se algum aminoglicosídeo for usado para 
meningite é preciso puncionar o subaracnoide 
e fazer por via intratecal. 
O aminoglicosídeo é classificado como inibidor de 
síntese proteica. Precisamos lembrar que para um 
antibiótico inibir a síntese de proteína, ele precisa se 
ligar no ribossomo – o ribossomo produz proteína e é 
uma organela citoplasmática. Consequentemente, o 
aminoglicosídeo obrigatoriamente precisa adentrar a 
célula para que ele atue no ribossomo – só que essa 
classe de antibiótico não faz isso com facilidade por 
possuir carga elétrica positiva. Para entrar dentro da 
bactéria, o aminoglicosídeo vai depender de GASTO 
ENERGÉTICO ATRAVÉS DO TRANSPORTE ATIVO COM 
CONSUMO DE OXIGÊNIO – consequentemente, 
depende também que o meio que a bactéria vive tenha 
a PRESENÇA DE OXIGÊNIO. O aminoglicosídeo só atua 
na presença de oxigênio – então, a bactéria precisa ser 
aeróbica. 
Além disso, os aminoglicosídeos não conseguem ter 
boa concentração dentro da célula humana – 
consequentemente, eles não cobrem as bactérias 
chamadas atípicas, que são as que vivem no meio 
intracelular. 
 
Características Gerais 
 Hidrosolúveis – para atravessar barreiras, 
ser absorvido por via oral, via sublingual, etc é 
bom que o fármaco seja mais lipossolúvel. 
 Estáveis em pH 6 a 8 – estável em meios 
levemente ácidos até levemente alcalinos. 
Portanto, ele é bom para ser feito intravenoso, 
já que o pH do sangue é em torno de 7,35 até 
7,45. 
 Estrutura polar de cátions. 
 Não tem absorção por via oral. 
 Difícil penetração no espaço intracelular 
ou através da barreira hematoencefálica. 
 Sua atividade antimicrobiana é 
influenciada, profundamente, pelas 
condições de pH e aerobiose do meio, 
exercendo sua ação principalmente em 
meio aeróbio e em pH alcalino – a atividade 
do aminoglicosídeo é influenciada por duas 
condições no meio onde a bactéria está: pH e 
presença de oxigênio. 
 A estreptomicina, por exemplo, é 500 
vezes mais ativa em pH 8,5 do que em pH 
5,5. Por tal motivo, a ação das drogas 
diminui em presença de pus, que é um 
meio ácido. 
 A presença de oxigênio é fundamental 
para o transporte ativo dessas drogas nas 
células microbianas, inatividade contra os 
anaeróbios ou a redução de sua eficácia 
contra as bactérias aeróbias facultativas 
quando situadas em condições de 
anaerobiose, tais como as coleções 
purulentas. 
Farmacologia Aplicada 
Turma 106 
Letícia Iglesias Jejesky 
 
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Os aminoglicosídeos perdem muita capacidade 
antibiótica quando há redução do pH ou diminuição do 
oxigênio. Exemplo disso são os casos de abscessos, 
empiema, coleção purulenta, etc – a morte do 
leucócito gera redução do pH – o aminoglicosídeo não 
funciona em baixo pH e baixas concentrações de 
oxigênio. 
Exemplo: abscesso cutâneo e querem usar neomicina 
– enquanto tiver pus naquele local, pode ser usada a 
neomicina por quanto tempo for e não vai adiantar de 
nada. É preciso drenar, retirar o pus e só depois disso 
usar o antibiótico. 
Anaeróbios são naturalmente resistentes aos 
aminoglicosídeos – NÃO É RESISTENCIA ADQUIRIDA, 
É NATURAL PORQUE ESSAS BACTÉRIAS NÃO USAM 
NO SEU METABOLISMO O OXIGÊNIO! SEM O OXIGÊNIO 
O AMINOGLICOSÍDEO NÃO CONSEQUE ENTRAR NA 
CÉLULA. 
 
A escolha do aminoglicosídeo de uso sistêmico – feito 
por via intravenosa – normalmente gira entre 
gentamicina e amicacina. Lembrando que a amicacina 
é sempre melhor que a gentamicina, por ser um 
composto semissintético tem maior espectro de ação 
e tem menor perfil de resistência. 
A estreptomicina normalmente é resguardada para 
tuberculose. 
 
Aminoglicosídeos tópicos 
A neomicina está na tabela como tópica, mas também 
existe em via oral. A oral NÃO tem absorção – ela 
passa diretamente pelo estomago, pelo intestino 
delgado e, ao chegar no cólon, mata as bactérias. 
Apesar de não ter absorção oral, ela não sofre 
inativação – o aminoglicosídeo entra e sai como 
molécula inteira, não tem metabolismo. 
Em que situações a neomicina é usada por via oral? 
Preparo cirúrgico para cirurgia de cólon (esterilização 
do cólon). 
As bactérias do cólon fazem produção de vários 
radicais nitrogenados (amônia, ureia, nitrato, etc). 
Esses radicais entram pelo sistema porta e passam 
pelo fígado e são inativados (metabolizados). Em 
pacientes que o fígado não funciona perfeitamente 
(cirrose, insuficiência hepática, hepatite, etc), esses 
radicais produzidos pelas bactérias não são 
metabolizados e adentram o sistema cava, indo até o 
SNC e causam confusão mental, alucinação visual, 
coma, etc (encefalopatia hepática). UMA MANEIRA DE 
TRATAR ISSO É FAZER AMINOGLICOSÍDEO POR VIA 
ORAL – isso vai eliminar esses gram-negativos 
entéricos, reduzindo a produção clônica dos radicais 
nitrogenados e melhorando o nível de consciência do 
paciente hepatopata em encefalopatia hepática. 
 
Mecanismo de Ação 
 Bactericidas 
 A destruição das bactérias depende de 
altas concentrações e não do tempo de 
concentração. 
 Efeito pós antibiótico 
 Administração em altas doses com longo 
intervalo. 
 
 Penetra a membrana externa dos Gram – 
pelos canais de porinas 
 Transporte ativo na membrana interna  
depende de carga elétrica, de energia 
(FDE1), e de oxigênio  podendo ser 
inibida por hiperosmolaridade, cátios 
divalentes (Ca e Mg), redução do pH e 
condições anaeróbias. 
 Ligam-se aos Ribosomos (unidade 30S) 
 Interferem na síntese proteica  erros de 
leitura, bloqueia a iniciação da síntese 
proteica e terminação precoce do RNAm 
 Proteínas anormais produzidas inserem-
se na membrana e aumentam a 
permeabilidade aos aminoglicosídeos 
Os aminoglicosídeos são inibidores de síntese 
proteica, atuando no ribossomo. 
A maioria dos fármacos que são inibidores de síntese 
proteica são só bacteriostáticos – já o 
aminoglicosídeo, além de fazer com que a bactéria não 
produza proteína, também induz a produção de 
proteínas anormais! Isso faz com que a bactéria 
incorpore aminoácidos na ordem errada, gerando 
proteínas erradas que se fundem na membrana da 
bactéria abrindo buracos  altera a permeabilidade e 
causando a morte da bactéria. 
 
 
 
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Primeiro passo do mecanismo de ação – FASE 
DEPENDENTE DE ENERGIA 1 (FDE1): 
 No gram-positivo: atravessar a membranainterna – isso é um problema para o 
aminoglicosídeo, já que por ter carga elétrica 
positiva ele obrigatoriamente depende de 
gasto de energia para adentrar a membrana 
interna. Esse gasto de energia é dependente da 
presença de oxigênio – só serve para bactérias 
aeróbicas. 
 No gram-negativo: atravessar a membra 
externa – isso não é um problema para o 
aminoglicosídeo, pois ele é um fármaco 
hidrossolúvel e atravessa junto com a água 
pelos canais de porina. 
A entrada do aminoglicosídeo na célula é inibida por 
algumas situações: 
 Hiperosmolaridade – desidratação (aumento 
da concentração de sódio) e hiperglicemia, por 
exemplo. Nessas situações a administração 
do aminoglicosídeo precisa ser corrigida pois 
ele fica com dificuldade de entrar na célula. 
 Reposição de cátions divalentes durante a 
administração do aminoglicosídeo – 
reposição de cálcio ou magnésio – também 
possuem carga elétrica positiva. 
 Meios com baixo pH – pH ácido 
 Baixas concentrações de oxigênio 
 
O ribossomo é dividido em duas subunidades – 30s e 
50s. Na parte 30s acontece a sinalização de qual 
proteína deve ser produzida – o que é feito pelo RNAm. 
Na parte 50s se ligam as unidades do RNAt trazendo 
os aminoácidos que vão formar proteína. 
Quando o aminoglicosídeo é administrado, ele se liga 
na subunidade 30s. A partir do momento que o 
aminoglicosídeo se liga na subunidade 30s, ele pode 
ter três ações: 
 Fazer com que a síntese de proteína não 
comece 
 Fazer com que a síntese de proteína termine 
antes do momento correto – o que gera a 
formação de peptídeos curtos 
 Sinalizar de forma errada para o ribossomo, 
que produz proteínas com sequencia 
aminoácido de ordem incorreta – essas 
proteínas erradas vão se fundir na membrana, 
alterando a permeabilidade e matando a 
bactéria. 
 
 
O aminoglicosídeo, apesar de ser inibidor de síntese 
proteica, é bactericida! 
 
Detalhe importante: o aminoglicosídeo é concentração 
dependente, ou seja, a sua ação depende da dose 
sérica alta. Então, temos que fazer uma dose sérica 
alta – mesmo que esse antibiótico reduza o nível 
sérico, uma vez que ele se liga ao ribossomo, ele gera 
todo o seu efeito – isso é chamado de EFEITO PÓS-
ANTIBIÓTICO. 
O AMINOGLICOSÍDEO DEVE SER ADMINISTRADO EM 
ALTA CONCENTRAÇÃO EM LONGAS INTERVALOS DE 
TEMPO – PORQUE A CONCENTRAÇÃO É O QUE GERA 
O EFEITO BACTERICIDA E O TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO 
ANTIBIÓTICO É O QUE GERA O EFEITO TÓXICO 
(NEFROTOXICIDADE, OTOTOXICIDADE). 
A toxicidade que o aminoglicosídeo gera é dependente 
do tempo! 
A morte da bactéria é dependente da concentração do 
aminoglicosídeo! 
O aminoglicosídeo é muito usado em sinergismo com 
outros antibióticos – geralmente com antibióticos que 
atuem em parede celular. Exemplo: gentamicina + 
vancomicina, gentamicina + ampicilina. 
 
 
Resistência aos Aminoglicosídeos 
 Incapacidade de penetrar no interior da 
célula (principalmente na membrana 
interna), anaeróbios 
 Inativação enzimática  mais comum. 
 Amicacina é susceptível apenas a 
algumas destas enzimas 
 Baixa afinidade pelo ribossomo (mutações 
ribossômicas, incomum). E. coli e 
Pseudomonas 
 Resistência crescente nos Enterococcus – 
é um gram+ entérico; pode causar endocardite 
– usamos aminoglicosídeo em sinergismo. 
 Sinergismo com beta-lactâmicos 
 
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O mecanismo mais comum de resistência é a 
inativação do aminoglicosídeo por meio de enzimas. 
Amicacina é menos susceptível aos mecanismos de 
resistência por ser um composto semissintético – 
muitas vezes a bactéria é resistente a gentamicina, 
mas não é resistente à amicacina. 
As bactérias anaeróbicas são NATURALMENTE 
resistentes aos aminoglicosídeos. 
Mutação do sítio de ação – é muito raro. É chamado de 
proteção ribossômica. 
 
 
 
Normalmente para o gram- aeróbio o aminoglicosídeo 
cobre bem – Amicacina é melhor. 
Brucella – doença do leite cru. Cobre bem. 
Yersinia – peste bubônica. Cobre bem. 
NÃO COBRE BEM: GRAM-NEGATIVOS DE ORIGEM 
HOSPITALAR! 
Gonorreia – trata com cefalosporina de 3ª geração. 
NÃO COBRE DE FORMA ALGUMA: BACTÉRIAS 
ATÍPICAS (INTRACELULARES) 
 
Cobre melhor os gram+ do que os gram- 
Estreptococo, Estafilococo e Enterococo – cobre bem! 
Para usar aminoglicosídeo em gram+ é SEMPRE em 
ação sinérgica! Com penicilinas, ampicilinas ou 
vancomicina. 
Exemplo: endocardite – tratamento empírico é feito 
com vancomicina + gentamicina. 
Sepse neonatal (relacionada ao estreptococo da 
vagina) – tratamento com ampicilina + gentamicina. 
Tuberculose – estreptomicina é resguardada para 
esses casos. 
Aminoglicosídeo nunca funciona para anaeróbios – 
nem o gram+ e nem o gram-. 
 
A neomicina, a soframicina e a paromomicina são 
empregadas somente em uso tópico para 
infecções da pele ou mucosas, ou da luz intestinal 
– a neomicina tem via oral, mas o objetivo é ação 
tópica na luz do cólon. 
 
Farmacocinética 
 Absorção oral é de menos de 1% 
 Não são inativados no TGI  são 
eliminados nas fezes sem absorção 
 Há absorção tópica em grandes feridas, 
queimaduras e úlceras – a toxicidade pode 
acontecer no uso tópico em feridas. Nesses 
casos não devemos usar aminoglicosídeo. 
 Bem absorvidos por via IM – é usado em 
exceções. Por exemplo: paciente só tem mais 
uma dose de amicacina, mas perdeu o acesso 
profundo. Nesses casos é mais viável fazer IM 
do que pegar um acesso venoso central no 
paciente. 
 Via IV preferencial – essa é a via onde ele é 
mais estável 
 Via inalatória para fibrose cística – 
Pseudomonas – a fibrose cística favorece 
infecção respiratória. Uma maneira de tratar 
colonização de via aérea por gram- é usar 
ampola de amicina no nebulizador. 
 Não penetram na célula humana, SNC e 
olho 
 Ligam-se pouco a Albumina 
 Contra-indicados na gestação 
(Atravessam barreira e causam 
ototoxicidade) – atravessa a barreira 
fetoplacentária e deixa o feto surdo – é 
teratogênico. Pode usar no recém-nascido. 
 Meia vida de 2-3 horas. Eliminação 1-2 
dias 
 Excretados por filtração glomerular 
Não sofre processo metabólico. Via IV sai pela urina. 
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Indicações 
 Infecções graves por Gram-negativos 
aeróbios 
 Muitas infecções podem ser tratadas com 
aminoglicosídeos 
 Devido a toxicidade e o risco com o uso 
prolongado deve ficar restritivo para as 
infecções potencialmente fatais ou 
quando um agente menos tóxico está 
contraindicado 
 Uso em combinação com um agente ativo 
na parede celular (Beta-lactâmico ou 
glicopeptídeo) – sinergismo 
 Expandir o espectro empírico 
 Efeito sinérgico – aumenta a 
potência dos dois antibióticos, 
expande espectro e reduz resistência. 
 Impedir resistência 
 PNM e sepse em serviços de saúde (Gram 
– multi) 
 Endocardite (Enterococcus) 
 ITU  infecções complicadas, bactérias 
resistentes 
 Meningite  Intratecal 
 Peritonite associada à diálise peritoneal  
no líquido da diálise. 
Diálise peritoneal – coloca um cateter no peritônio. De 
um lado entra um líquido hiperosmolar (feito para 
aumentar a osmolaridade e “puxar” água) e uma bolsa 
coletora do outro. Quando o líquido passa pelo cateter, 
ele faz com que a própria membrana peritoneal atue 
como membrana de diálise, vindo água e impurezas 
através do próprio peritônio. Existe facilidade de 
infecção – uma maneira de tratar a infecção do cateter 
de diálise é usar aminoglicosídeo no líquido da diálise. 
Nesse caso não tem absorvão, atuando apenas no 
peritônio. 
 Uso tópico – cremes, pomadas, colírios, 
gotas otológicas, etc – desde que não tenha 
feridas, escaras. 
 Tularemia, Peste e Tuberculose  
Estreptomicina 
 
Ototoxicidade 
 Disfunção vestibular e auditiva 
 Perda bilateral e irreversível da audição 
 Hipofunção vestibular temporária 
 Degeneração das células pilosas e dos 
neurônios da cóclea 
 Interferência no equilíbrio iônico daendolinfa – gera alterações de equilíbrio 
(vestibular, gerando tonteiras, etc) – essas 
alterações são temporárias. As alterações 
iônicas destroem as células pilosas, fazendo 
com que se perca definitivamente a audição. 
 Relação com tempo de exposição – por 
isso aminoglicosídeo é usado pelo menor 
tempo possível. 
O aminoglicosídeo tem carga elétrica positiva e muda 
o equilíbrio iônico da endolinfa, tornando ela mais 
positiva – lesando as células pilosas, que é por onde o 
estímulo auditivo é sentido. Importante! Não há 
problema de fazer uso tópico no ouvido! A 
ototoxicidade acontece quando é feita por via IV, pois 
através do sangue esse fármaco chega até a linfa. 
 
Nefrotoxicidade 
 8-26% desenvolvem comprometimento 
renal 
 Reversível 
 Acúmulo do ATB nas células tubulares 
proximais 
 Incapacidade de concentração da urina, 
proteinúria, cilindros hialinos e 
granulosos, queda da taxa de filtração 
glomerular 
 Redução da sensibilidade ao ADH – 
aumenta a perda de água. 
 Também aumenta com o tempo de uso 
É filtrada e depositada no rim. Entope o túbulo 
contornado proximal – deposição tubular do 
antibiótico  por isso é tóxico. É reversível, ao 
suspender o antibiótico acontece melhora. 
Insuficiência renal aguda por aminoglicosídeo gera 
poliúria ou mantém a mesma quantidade, mas é uma 
urina não concentrada, sendo urina de densidade 
baixa; joga fora água sem filtrar impureza – isso ajuda 
a diferenciar de outras insuficiências renais agudas! 
Paralisia muscular 
 Bloqueio neuromuscular agudo e apneia 
 Miastenia gravis são mais sensíveis 
 Inibem a liberação pré-juncional da 
acetilcolina – algumas pessoas precisam de 
mais Ach para contrair (miastenia gravis). 
Paciente com miastenia tem maior risco de 
fazer paralisia muscular e apneia. 
 
 
 
 
Farmacologia Aplicada 
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Efeitos Adversos 
 Pouco alergênicos – liberar histamina e IgE 
é muito incomum entre os pacientes. 
 Anafilaxia e exantema incomuns – raro 
 Eosinofilia, febre, discrasias, estomatite 
 Sensibilidade cruzada 
 Colite pseudomembranosa (Via oral) 
 
Aminoglicosídeo é um antibiótico tóxico mas pouco 
alergênico. 
A estomatite acontece porque há morte de muitos 
gram-negativos colonizadores da boca – proliferação 
de fungos – candidíase oral. 
Uma vez alérgico a um aminoglicosídeo ele é alérgico 
a todos – sensibilidade cruzada. 
Via oral – matar gram-negativo e corre risco de 
proliferar o C. difficile, correndo risco de causar Colite 
pseudomembranosa. Por via venosa isso não 
acontece. Ou seja, se uso aminoglicosídeo para tratar 
encefalopatia hepática corre o risco do paciente 
desenvolver Colite pseudomembranosa. 
O tratamento da Colite pseudomembranosa é 
Metronidazol + Vancomicina. 
O C. difficile é um anaeróbio gram-positivo.

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