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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP ENFERMAGEM 10º SEMESTRE
MIRIAM BAPTISTA – 2353942611
SÃO JOÃO DA BOA VISTA
2023
13
MIRIAM BAPTISTA – 2353942611
TERRITORIALIZAÇÃO
Plano de trabalho do estágio apresentado à Universidade ANHANGUERA, como requisito parcial para a obtenção de média semestral na disciplina Estágio Supervisionado em Saúde Coletiva II
Tutora On line: Aline Chagas
SÃO JOÃO DA BOA VISTA
2023
	
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	3
2 - DESENVOLVIMENTO - TERRITORIZAÇÃO	5
2.1 Apresentação da Unidade Saúde da Família- Cambé II	5
2.2	Importância da territorialização	5
2.3	Distribuição das Microáreas da Unidade Saúde da Família- Cambé II	6
2.4 	3 fases: Preparatória ou de Planejamento, Coleta de dados/ informações e Análise dos Dados.	6
2.5	Locais estratégicos e Ações de Saúde para a Comunidade	7
3. RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONDO	9
3.1 AÇÕES GERENCIAIS DO ENFERMEIRO DA UNIDADE	9
3.2 AÇÕES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO	12
EXPERIÊNCIAS PESSOAIS	13
CONSIDERAÇÕES FINAIS	14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	15
INTRODUÇÃO
A territorialização do Sistema Único de Saúde significa organizar os serviços de acordo com o território, ou seja, conhecer o território, que é onde a vida acontece, e, a partir das suas necessidades organizar os serviços.
Isso é de extrema importância, pois não há uma fórmula mágica de organização que funcionará em qualquer território. Os territórios são extremamente diferentes uns dos outros, isso significa que uma forma de organização dos serviços que funcione muito bem em determinado local pode dar muito errado em outro.
Por isso é necessário conhecer o território. Isso significa conhecer a população, o ambiente, e as suas relações. A partir disso, é possível conhecer as suas necessidades e, então, organizar o serviço de forma eficaz.
Os serviços de saúde devem se adaptar às necessidades da população, e não o contrário.
O Estágio supervisionado de Saúde Coletiva da Faculdade Anhanguera está sendo realizado na UPA - Unidade de Pronto Atendimento 24 horas de São João da Boa Vista-SP.
A unidade conta com uma nova estrutura e novos equipamentos e recursos. A equipe instalada, com 4 médicos plantonitas, 10 enfermeiras, 20 técnicas de enfermagem e 18 auxiliar de enfermagem, 6 recepcionistas, 3 porteiros, 4 auxiliares administrativos, 1 assistente social, 2 atendente de farmacia, 2 farmaceuticos e 2 operadores de raio x. 
Além da observação dos serviços desenvolvidos, a equipe de estágio, sob	a supervisão da Tutora, desenvolveu atividades como acolhimento e classificação de risco, consultas programadas e de demandaespontânea, procedimentos em sala da vacina, visita domiciliar, atividades educativas e práticas integrativas.
Os estágios em Saúde coletiva, vem reforçar todos os ensinamentos passados durante o curso e aulas práticas, nos tornando aptos a vários desafios após a conclusão do curso.
2. DESENVOLVIMENTO - TERRITORIZAÇÃO
2.1 Apresentação da Unidade Saúde da Família- Cambé II
 	
A Unidade Saúde da Família (USF) Cambé II está localizada no município de Cambé-RS. Sua população adscrita é de 3.800 habitantes. A estimativa de renda familiar da comunidade corresponde a aproximadamente 2 salários mínimos.
Dos aspectos sociais relevantes, não há área de invasão na região; 502 famílias são cadastradas nos programas sociais. Todas as moradias são de tijolos e possuem energia elétrica nos domicílios, com coleta urbana para o lixo, abastecimento de água feito pela rede pública e possui rede de esgoto. 
Dentre as condições crônicas de saúde mais frequentes da população de abrangência da USF, destacam-se: 391 pessoas (10,3%) hipertensas, 91 pessoas (2,7%) diabéticos, 64 pessoas (1,7%) com sofrimento mental, 34 pessoas (0,9%) asmáticas, 34 pessoas (0,9%) envolvidas com problemas de alcoolismo e 26 pessoas (0,7%) acamados ou classificados como idosos frágeis. 
No entanto, apenas uma pequena parte da agenda da equipe é destinada a consultas referentes às ações planejadas de uma demanda estruturada e baseada nos programas de puericultura, pré-natal, saúde mental, hipertensos e diabéticos, e as visitas domiciliares. 
As condições agudas são o foco das atividades da Unidade, e a agenda é reservada, na sua grande maioria, ao atendimento de demanda espontânea que visa a “medicalização dos problemas” e a solicitação de exames. A equipe trabalha, portanto, com uma demanda espontânea sobrecarregada que visa atender a uma população ainda fortemente influenciada pela cultura curativa em saúde.
2.2	Importância da territorialização
A territorialização tem como objetivo delimitar um território de abrangência; definir a população e apropriar-se do perfil da área e da comunidade; reconhecer dentro da área de abrangência barreiras e acessibilidade; conhecer condições de infra-estrutura e recursos sociais; levantar problemas e necessidades, diagnóstico da comunidade, identificar o perfil demográfico , epidemiológico, socioeconômico e ambiental; identificar e assessorar-se em liderança s formais e informais; Potencializar os resultados e os recursos presentes nesse território.
Sendo assim a territorialização é de suma importância para as equipes da UPA, pois com a organização potencializa os resultados positivos da área. É evidente a necessidade de definir os limites territoriais de atuação na Atenção Básica, para que seus atributos – primeiro contato com o sistema de saúde, continuidade, coordenação e integração das ações – sejam efetivados na prática.
2.3	Distribuição das Microáreas da Unidade Saúde da Família- Cambé II 
Área de Abrangência = 3800 habitantes
20 casas com 5 pessoas: 100 pessoas por quadra
Microárea = 750 pessoas no máximo por agente comunitário
Serão necessários 6 Agente Comunitários de Saúde para 6 Microáreas.
	AC 01
	700 HABITANTES 
	AC 02
	700 HABITANTES 
	AC 03
	700 HABITANTES 
	AC 04
	600 HABITANTES 
	AC 05
	600 HABITANTES 
	AC 06
	500 HABITANTES 
	ÁREA DE ABRANGÊNCIA
	ÁREA DE INFLUÊNCIA
2.4 	3 fases: Preparatória ou de Planejamento, Coleta de dados/ informações e Análise dos Dados.
Fase preparatória ou de planejamento:
O processo de territorialização requer planejamento prévio para estabelecer o que se deseja saber e como será a melhor maneira de obter essas informações.
Assim, o tempo tão escasso das equipes, que estão diariamente pressionadas a priorizar a assistência, pode ser otimizado.
A compreensão ampla do processo de territorialização pode ser promovida na reunião da ESF, por meio de discussões acerca do tema com toda a equipe de saúde . Nesse momento, os dados já existentes sobre o importante que é a definição dos dados que serão coletados, quem coletará, como coletará e o
prazo para que essa coleta seja realizada com todos os membros da equipe. território podem ser levantados e sistematizados, facilitando a identificação da necessidade dos dados a serem coletados.
Devemos considerar também a definição das responsabilidades de cada membro da equipe em cada uma das fases do processo. Podemos dividir a coleta de dados, por exemplo. Um membro da equipe poderá ficar responsável por acessar os sistemas de informação em busca dos dados julgados necessários, outro poderá realizar a busca de dados nos prontuários dos usuários, outro pesquisará documentos do município (plano diretor, projetos, estudos prévios ou outros) ou realizará entrevistas com a população. O importante é que a análise desses dados possa ser feita em conjunto, para que haja uma leitura ampla da realidade.
Fase de coleta dos dados/ informações:
Esta é uma fase bastante robusta e trabalhosa. Geralmente, a obtenção dos dados é possibilitada por quatro diferentes e complementares maneiras: 
• observações in loco;
• acesso aos Sistema s de Informação à Saúde (SIS);
• leitura dos prontuários dos usuários da unidade de saúde;
• entrevistas realizadas com as pessoas que habitam o território.
Ressaltamos também a necessidade de conhecer a parcela da população não usuária tradicional da unidade desaúde, o que compreende as pessoas sem necessidades de utilização de algum tipo de serviço de saúde, bem como as com necessidades, porém sem oportunidade de acesso.
Fase de análise dos dados:
Sem desconsiderar a importância das demais fases, que são complementares, essa é muito importante. Os dados são classificados como primários ou secundários. Os dados primários são aqueles que ainda não foram coletados e sistematizados, ao passo que os dados secundários são os já colhidos por outras
pessoas ou instituições, organizados em bancos ou arquivos. Observe no esquema a seguir as principais fontes de dados primários e secundários que você vai utilizar na territorialização.
Principais fontes de dados primários e secundários:
DADOS PRIMÁRIOS: Entrevista com informante chave , Prontuário dos pacientes, Observação in loco, Coleta de dados realizada pela equipe no território (formulários).
DADOS SECUNDÁRIOS: Bancos de dados do DATASUS, Bancos de dados do IBGE, Bancos de dados do sistema informatizado do seu município, Outros bancos de dados.
Um aspecto importante na coleta dos dados primários diz respeito à postura dos profissionais ao se aproximarem do território, mais precisamente ao lançarem mão de entrevistas com informantes-chave para a obtenção de informações.
2.5	Locais estratégicos e Ações de Saúde para a Comunidade
Locais estratégicos que poderiam ser realizados ações em saúde para a comunidade são Praça do Cambé e Praça do céu – Centro de Artes e Esportes.
 
As ações em saúde que podem ser realizadas são: 
· Verificação de Pressão Arterial;
· Realização de Teste de Glicemia Capilar;
· Ações de Conscientização contra Violência;
· Ações de Práticas Corporais, atividades físicas e lazer;
· Promoção e Avaliação de Saúde Bucal;
· Verificação e atualização da situação vacinal;
· Promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil;
· Direito sexual e reprodutivo e prevenção de IST/AIDS;
3. RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONDO
3.1 AÇÕES GERENCIAIS DO ENFERMEIRO DA UNIDADE
A organização dos serviços de saúde é uma medida imprescindível para a gestão da unidade e do cuidado. Para tal organização, faz -se necessário lançar mão de diversas tecnologias e estratégias que corroborem melhorias no acesso aos serviços e no manejo do processo de trabalho. É nesse sentido que a UPA requer grande esforço por parte de seu coordenador, no caso o Enfermeiro, desde a gestão do cuidado no atendimento realizado na UBS a parte burocrática, buscando garantir um atendimento integral. O papel do Fluxograma é importantíssimo, pois a partir daí, se dará o direcionamento do paciente na unidade.
O cotidiano do enfermeiro da UPA no SUS é marcado pelo conflito de responsabilizar-se pelo conjunto de atividades que compõem a dinâmica de funcionamento do serviço de saúde e o trabalho específico preconizado pelo novo modelo de atenção, dentro de um contexto em que predominam as estratégias de gestão e aspectos ideológicos que reforçam o modelo tradicional de funcionamento do sistema de saúde. 
Nesse contexto, o enfermeiro tem suas atividades cada vez mais direcionadas para procedimentos vinculados à organização do serviço, à supervisão das atividades exercidas pelos ACS e aos cuidados desenvolvidos pelos membros da equipe de enfermagem. Além de toda a parte gerencial, o enfermeiro segue também com os atendimentos preconizados pelo Ministério da Saúde, de acordo com os protocolos vigentes, como no atendimento do hipertenso e diabético, crescimento e desenvolvimento infantil, cuidados na gestante, puérpera e tantos outros cuidados dispensados na atenção primária.
Quanto ao gerenciamento de recursos de materiais, vê-se que o envolvimento do enfermeiro nessa gestão de custos visa alcançar os objetivos da instituição e atender a s necessidades daqueles que buscam o serviço. Portanto, a gestão de recursos materiais propõe a otimização dos recursos por meio do gerenciamento dos processos, que abrange de sde a aquisição dos materiais até o controle de estoque.
Quando questionados sobre a maneira em que organiza a gestão de compras,o enfermeiro da unidade diz basear-se nos fundamentos da gerência de recursos materiais: previsão, provisão e organização. Mas, que além disso, adota as etapas contínuas e dinâmicas de compra – abrangendo os processos de qualidade e licitação-; recepção e armazenamento de matérias; distribuição e controle.
Segundo ele, a previsão é necessária pois, por meio dela, é feito o levantamento das necessidades da unidade e cálculo adequado permite melhor acomodação do estoque. Com a provisão, ele consegue analisar a necessidade de reposição dos materiais necessários para a realização das atividades. E, por meio do controle, consegue monitorar a quantidade, qualidade do produto,
Os produtos são obtidos após realização da ação orçamen tária, tendo em vista que a emenda parlamentar para a tenção básica torna obrigatória a execução orçamentária e financeira das emendas individuais inseridas pelos parlamentares na Lei Orgamentária Anual (LOA).
Uma das características marcantes do cotidiano, destacadas em a lguns estudos, é a sobrecarga de trabalho pelo a cúmulo de diversas funções e o afastamento do enfermeiro da a ssistência direta (especialmente a consulta de enfermagem), as quais decorrem da necessidade de oferecer respostas às demandas relacionadas ao funcionamento dos serviços de saúde e à população e, ainda, às metas estabelecidas, pactuações e indicadores do serviço de saúde. A priorização de demandas que requerem respostas mais urgentes no cotidiano ligadas a questões gerenciais deixa o enfermeiro distante da assistência direta, da realidade e das necessidades em saúde da população. A cobrança que se impõeaos enfe rmeiros não é proporcional às condições que lhes são dadas para responder com qualidade às prerrogativas da saúde da família e ao atendimento da demanda espontânea. Sendo assim, observa-se a vivência de situações conflituosas nas tomadas de decisões, pois reconhecem que alguma atividade terá que ser negligenciada, em geral suas atribuições específicas, para que outra seja realizada, ocasionando sentimento de frustração e dúvida quanto ao seu desempenho na UPA.
Uma forma de aumentar a qualidade do atendimento em serviço da Unidade seria a educação continuada, exercitando práticas educativas para as atividades desenvolvidas, bem como atualizações. 
Na unidade, são ofertados poucos momentos com esta finalidade, já que a prefeitura oferta poucas oportunidades e o enfermeiro da unidade não tem disponibilidade de tempo para estes momentos devido ao acúmulo de atividades desenvolvidas por este.
O financiamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é calculado com base em 4 componentes: Capitação ponderada; Pagamento por desempenho; Incentivo financeiro com base em critério populacional e Incentivos para ações estratégicas. Cada um desses componentes foi pensado para ampliar o acesso das pessoas aos serviços da UPA e promover o vínculo entre população e equipe, com base em mecanismos que induzem à responsabilização dos gestores e dos profissionais pelas pessoas assistidas.
A capitação ponderada é uma forma de repasse financeiro da Atenção Primária às prefeituras a ao Distrito Federal, cujo modelo derem uneração é calculado com base no número de pessoas cadastradas nas equipes. Por meio desse cadastro é possível estimar o quantitativo da população que poderá fazer uso dos serviços prestados pela equipe e Unidade Básica de Saúde (UBS)/Unidade de Saúde da Família (USF), o que oferece subsídios ao planejamento das e quipes na oferta de serviços e o acompanhamento dos indivíduos, famílias e comunidades.
O cadastro do cidadão é feito pelo CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS) e realizado por todos os integrantes das e quipes de saúde. As informações colhidas podem ser registrada s por meio do sistema de Coleta de Dados Simplificada (CDS), além do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), sistemas próprios das gestões ou contratados de terceiros. Em todos esses casos, os cadastrossão monitorados pelo Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab). 
O pagamento por desempenho é um dos componentes que fazem parte da transferência mensal aos municípios. Nesse componente, a definição do valor a ser transferido depende dos resultados alcançados no conjunto de indicadores monitorados e a valiados no trabalho das equipes de Saúde da Família e de AtençãoPrimária (eSF/eAP).
Os atributos da UPA são fortalecidos pelo Pagamento por Desempenho do Programa Previne Brasil, o que induz o aprimoramento dos processos de trabalho e a qualificação dos resultados em saúde, além de otimizar aspectos como periodicidade e método da avaliação. Exemplo disso é que, por meio do monitoramento desses indicadores, podem ser avaliados os acessos, a qualidade e a resolutividade dos serviços prestados pelas eSF/eAP, fornecendo subsídios para medidas de aprimoramento das ações e dando mais transparência aos investimentos na área da saúde para a sociedade.
Indicadores Previne Brasil para o ano de 2022
· Proporção de gestantes com pelo menos 6 (seis) consultas pré-na tal
· realizadas, sendo a 1ª (prime ira) até a 12ª (décima segunda) semana de gestação.
· Proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV.
· Proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado.
· Proporção de mulheres com coleta de citopatológico na UPA.
· Proporção de crianças de 1 (um) ano de idade vacinadas na UPA contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B, infecções causadas por haemophilus influenzae tipo b e Poliomielite inativada.
· Proporção de pessoas com hipertensão, com consulta e pressão arterial aferida no semestre.
· Proporção de pessoas com diabetes, com consulta e hemoglobina glicada solicitada no semestre.
As transferências financeiras referentes a cada uma das ações estratégicas observarão as regras previstas nas normas vigentes que regulamentam a organização, o funcionamento e financiamento dos respectivos programas, estratégias e ações.
3.2 AÇÕES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO
· Realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias vinculadas às equipes e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações entre outras), em todos os ciclos de vida;
· Realizar consulta de enfermagem, procedimentos, solicitar exames complementares, prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições legais da profissão;
· Realizar e/ou supervisionar acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco, de acordo com protocolos estabelecidos;
· Realizar estratificação de risco e elaborar plano de cuidados para as pessoas que possuem condições crônicas no território, junto aos demais membros da equipe;
· Realizar atividades em grupo e encaminhar, quando necessário, usuários a outros serviços, conforme fluxo estabelecido pela rede local;
· Planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de enfermagem, ACS e ACE em conjunto com os outros membros da equipe;
· Supervisionar as ações do técnico/auxiliar de enfermagem e ACS;
· Implementar e manter atualizados rotinas, protocolos e fluxos relacionados a sua área de competência na UBS; e 
· Exercer outras atribuições conforme legislação profissional, e que sejam de responsabilidade na sua área de atuação.
EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
Além das atribuições comuns para todos os profissionais da equipe da UPA, as atribuições específicas do enfermeiro e que foram de senvolvidas no estágio são: ações dirigidas aos indivíduos, famílias e comunidade, com a finalidade de garantir a assistência integral na promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde, nos diferentes espaços sociais e em todas as fases do ciclo vital. 
Entre elas: realização de procedimentos (verificação de sinais vitais, medicações injetáveis, curativos simples); atividades em grupo com hipertensos e diabéticos na própria unidade; consultas de enfermagem de agendados e demanda espontânea bem como classifica ção de risco na triagem, com solicitação de exames complementares, prescrição de medicações, observadas as disposições legais da profissão e conforme os protocolos estabelecidas pelo Ministério da Saúde; encaminhamento, quando necessário a outros serviços (coleta de sangue, atendimento prioritário de urgência e emergência), participação do pedido dos insumos necessários para o adequado funcionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desafio que nos foi colocado é o desenvolvimento de competências especializadas que integram a complexidade técnica e o desenvolvimento científico de uma prática baseada na evidência, necessários para o restabelecimento das funções vitais, mas sim ultaneamente prestar cuidados fundamentados nos paradigmas da enfermagem atual, incorporando o conhecimento técnico aos cuidados, desenvolvendo o conceito de enfermagem avançada, caminhando para os cuidados centrados nas respostas humanas às situações críticas, utilizando um conhecimento gerado pela investigação e nas teorias em enfermagem. O enfermeiro é um trabalhador do conhecimento que aplica as suas competências e conhecimentos na sua prática tendo em conta as diferentes dimensões dos cuidados de enfermagem, mesmo lidando com a sobrecarga de funções e atribuições na Unidade Pública de Saíde UPA.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
O território na saúde: conceitos, organização e atenção primária. Pro fa. Dra. Maria Eugenia Firmino Brunello Profa. Dra. Angelina Lettiere. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Disciplina: Integralidade do Cuidado em Saúde I. Ribeirão Preto-SP. Abril/2016. Disponível em:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3378656/mod_resource/content/1/MEFB%20%20territ%C3%B3rio%20conceitos%20e%20orgniza%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acessado em 15/09/2020.
Territorialização como instrumento do planejamento local na Atenção Básica [Recurso eletrônico] / Universidade Federal de Santa Catarina. Organizadoras:Claudia Flemming Colussi; Katiuscia Graziela Pereira. - Florianópolis: UFSC, 2016. 8 6 p. : i. color. (Série – Formação para Atenção Básica). Disponível em:https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/13957/1/TERRITORIALIZACAO_LIVRO.pdf
>. Acessado em 15/09 /2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Guia para qualificação dos indicadores da APS 2020.Disponível: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/esus/qualificadores_indicador_PEC.pdf. Acesso: ago. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 793, de 24 de abril de 2012. Institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 252, de 19 de fevereiro de 2013. Institui a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 2013a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2013b
GUIMARÃES, A. M. D. N.; CAVALCANTE, C. C. B.; LINS, M. Z. S. (org.). Planificação da atenção primária à saúde: um instrumento de gestão e organização da atenção primária e da atenção ambulatorial especializada n as redes d e atenção
à saúde. Brasília: CONASS, 2018.
MENDES, E. V. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2011

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