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DEUS É AMOR 
Ronald Honório de Santana 
Amor: substantivo masculino. 1. forte afeição por 
outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou 
de relações sociais. 2. atração baseada no desejo 
sexual. 
Amamos e nos sentimos amados à medida 
que tomamos consciência desse amor e 
estamos conectados uns aos outros e ao 
próprio Deus. Mas esse é um momento 
segundo; pois, mesmo não estando consciente 
dessa realidade, ela existe num primeiro e 
dado momento; mesmo não estando 
consciente desse momento primeiro, o amor 
existe e é real, pois o puro ato de amar e ser 
amando prescinde o estar consciente, que é o 
segundo momento. Amamos e somos amados 
mesmo não estando conscientes. Entretanto, 
a consciência é imprescindível para que 
compreendamos o amor e possamos exercitá-
lo livre, consciente e criativamente. 
O Amor na Sociedade 
A consciência exprime tão somente num 
segundo momento aquilo que é primeiro em 
Deus por nós; Seu amor é permanentemente 
um movimento contínuo, criativo, sempre 
novo no tempo e no espaço sem que possa 
haver um ―antes‖ e um ―depois‖. No ato de 
amar de Deus não existe um antes e um 
depois, como disse, seu amor é contínuo, 
eterno, criativo, sempre novo e não se repete; 
porém, no contexto da existência somos 
conscientizados de que existe um antes e um 
depois da ―consciência‖ onde somos 
convidados a corresponder a esse amor de 
modo inequívoco, pessoal, único e sempre 
mais perene. 
O Amor na Sociedade 
A consciência exprime tão somente num 
segundo momento aquilo que é primeiro em 
Deus por nós; Seu amor é permanentemente 
um movimento contínuo, criativo, sempre 
novo no tempo e no espaço sem que possa 
haver um ―antes‖ e um ―depois‖. No ato de 
amar de Deus não existe um antes e um 
depois, como disse, seu amor é contínuo, 
eterno, criativo, sempre novo e não se repete; 
porém, no contexto da existência somos 
conscientizados de que existe um antes e um 
depois da ―consciência‖ onde somos 
convidados a corresponder a esse amor de 
modo inequívoco, pessoal, único e sempre 
mais perene. 
O Amor na Sociedade 
A linguagem é infinita em possibilidades, mas é 
limitada para descrever o amor. O amor surgiu 
para ser sentido e não para ser compreendido. 
Não podemos expressar sentimentos através da 
linguagem, assim como não podemos ouvir e 
sentir a música através de uma partitura. Os 
códigos que descrevem o amor perdem o 
sentido, na medida em que se tornam 
impotentes para dar significados aos 
sentimentos. 
O Amor na Sociedade 
O amor é harmonia e união dos contrários, é atração ordenada dos 
opostos, é desejo de unidade e indivisão. No amor buscamos o ser 
complementar. Amamos o que nos completa, na busca do pleno 
preenchimento e da perfeição. A vida sem amor é uma vida sem 
sentido. Para Platão, o amor (Eros) é uma força cósmica universal, 
que busca o bem e nos traz a felicidade, o conhecimento e a virtude. 
Em seu livro ―O Banquete‖, escrito há mais de trezentos e cinquenta 
anos antes de cristo, Platão mostra-nos que o ser amado é a nossa 
outra metade há muito tempo perdido, cujo corpo estava 
originalmente ligado. Ele nos conta que no princípio de tudo havia 
três tipos de humanos: o homem duplo, a mulher dupla e o 
hermafrodita. Eram redondos, com quatro braços e quatro pernas e 
dois rostos numa só cabeça. Eram fortes, vaidosos e sentiam-se plenos 
de força. Por isso, decidiram ir aos céus. Mas foram punidos por Zeus, 
que os cortou ao meio. 
O Amor na Sociedade 
Desde este instante, cada metade vive 
uma carência eterna pela outra metade, 
sempre procurando a união, morrendo 
de desejo pelo outro. Eros busca a 
restauração da unidade primitiva e nos 
faz buscar a metade perdida. O homem é 
apenas parte, mas busca 
inconscientemente recompor uma 
totalidade. Por isso, é um ser insatisfeito 
por natureza. Sua vida consiste numa 
busca incessante pela felicidade. É nessa 
busca pelo amor que ele pretende 
superar sua carência, angústia e 
insatisfação diante da existência. 
O Amor na Sociedade 
O amor por ser uma busca constante para aplacar a carência. Usa de 
todos os artifícios para conquistar a beleza. A beleza é fonte de 
satisfação e bem-estar, ela encanta gerando o desejo e o prazer. O 
amor busca sempre a satisfação. Dessa forma, usa do cálculo e da 
astúcia para conquistar a beleza. O amor é calculista, engenhoso, não 
se detém diante de nada, nem mesmo diante do perigo. O mito de 
Eros demonstra essa ideia. Quando Afrodite (a Bela) nasceu todos os 
deuses foram convidados para festa, exceto Pênia (a Penúria) que foi 
esquecida. Escondida do lado de fora, ao término da festa, Pênia 
entra nos jardins e começa a comer os restos da festa. Todos estavam 
embriagados. Ao ver Poros (Engenho), filho de Metis (Prudência) 
adormecido por causa do vinho, faz amor com ele. Ela sempre 
desejou ter um filho. Daí surge Eros (Amor). 
O Amor na Sociedade 
Por ter nascido no aniversário de 
Afrodite, a Bela, Eros ama o belo. Mas 
é trágico o destino de Eros, pois como 
sua mãe, vive na penúria, sem casa, 
como um mendigo, dormindo pelas 
ruas, sempre carente e morto de fome. 
Por outro lado, como seu pai, Eros é 
engenhoso, astuto, calculista, 
maquinador. Ele deseja tudo o que é 
belo. O amor é, portanto, carência e 
astúcia ao mesmo tempo. O amor 
floresce e vive, morre e renasce, 
sempre astuto, sempre carente, pobre e 
infeliz. O amor é uma busca constante 
para aplacar a dor da falta. 
O Amor na Sociedade 
AMOR APAIXONADO: Conexão genérica entre o amor e a ligação 
sexual. O envolvimento emocional com o outro é invasivo — tão 
forte que pode levar o indivíduo a ignorar suas obrigações 
habituais. O amor apaixonado tem uma qualidade de encantamento 
que pode ser religiosa em seu fervor. Tudo no mundo parece de 
repente viçoso, embora talvez ao mesmo tempo não consiga captar 
o interesse do indivíduo que está tão fortemente ligado ao objeto do 
amor. O amor apaixonado é especificamente perturbador das 
relações pessoais, arranca o indivíduo das adividades mundanas e 
gera uma propensão às opções radicais e aos sacrifícios. 
Termos-chave para explicar o Amor 
pela sociedade 
AMOR ROMÂNTICO: Seus ideais se inseriram diretamente nos 
laços emergentes entre a liberdade e a autorrealização. Nas ligações 
de amor romântico, o elemento do amor sublime tende a 
predominar sobre aquele do amor sexual. O amor rompe com a 
sexualidade, embora a abarque, a virtude começa a assumir um 
novo sentido para ambos os sexos, não mais significando apenas 
inocência, mas qualidade de caráter que distinguem a outra pessoa 
como ―especial‖. O outro preenche um vazio que o indivíduo sequer 
necessariamente reconhece. E este vazio tem diretamente a ver com 
a auto identidade: o indivíduo fragmentado torna-se inteiro. 
Termos-chave para explicar o Amor 
pela sociedade 
AMOR CONFLUENTE: Presume 
igualdade na doação e no 
recebimento emocionais, e quanto 
mais for assim, qualquer laço 
amoroso aproxima-se muito mais do 
protótipo do relacionamento puro. 
Introduz a ―ars erótica‖ (arte 
erótica) no cerne do relacionamento e 
transforma a realização do prazer 
sexual recíproco em um elemento-
chave na manutenção ou dissolução 
do relacionamento. 
Termos-chave para explicar o Amor 
pela sociedade 
RELACIONAMENTO PURO: Não tem nada a ver com pureza 
sexual. Refere-se a uma situação em que se entra em uma relação 
social apenas pela própria relação, pelo que pode ser derivado por 
cada pessoa da manutenção de uma associação com outra, e que só 
continua enquanto ambas as partes considerarem que extraem dela 
satisfações suficientes, para cada uma individualmente, nela 
permanecerem. 
Termos-chave para explicar o Amor 
pela sociedade 
SEXUALIDADE PLÁSTICA: Trata-se de uma sexualidade 
descentralizada, liberta das necessidades de reprodução. 
 
SEXUALIDADE EPISÓDICA: Essasexualidade nega a verdadeira 
dependência emocional que a abastece, não requer compromisso. 
Termos-chave para explicar o Amor 
pela sociedade 
Como fenômeno biológico que não requer justificação, o amor 
acontece ou não acontece, permanece enquanto permanece. Assim, 
conforme sua presença ou ausência, há ou não socialização. Com 
isso, Humberto Maturana afirma que o amor é fonte de 
socialização. 
 
―Do ponto de vista biológico, o amor é a disposição corporal sob a 
qual uma pessoa realiza as ações que constituem o outro como 
legítimo outro em coexistência. Quando não nos comportamos 
dessa maneira em nossas interações com o outro, não há fenômeno 
social. O amor é a emoção que fundamenta o social. Cada vez que 
se destrói o amor, desaparece o fenômeno social. Pois bem: o amor 
é algo muito comum, muito simples, mas fundamental‖. 
O amor é fonte de socialização 
O amor sim, é natural e, portanto, sempre à primeira vista. A 
hipocrisia, por sua vez, é uma demonstração de amor e respeito ao 
outro, seguida de ações que a colocam em dúvida. Se amo, se aceito o 
outro como inteiramente outro, minha ação, minha postura diante 
dele revela isso e permite a socialização. Se finjo, minha postura, em 
algum momento, impedirá a socialização. Nessa acepção, o contrário 
do amor não é o ódio, mas a indiferença. 
O amor é fonte de socialização 
Declarar amor e agir com indiferença é extremamente comum, e 
justificável em nossa sociedade, na medida em que nossas formas 
de vida, por vezes, condenam a expressão de emoções, exigindo seu 
controle para uma boa aceitação social. Mecanismos sociais, 
medicamentos, formas de controle são desenvolvidos, tendo como 
fim aplacar as emoções e valorizar a razão: Amo? Quais as 
justificativas, os motivos que tenho para amar? O que esse amor 
traz de bom, de benefícios, de vantagens para mim? Amo porque 
venci uma competição pela conquista de um amor? Ou desdenho o 
amor porque só desejo aquilo que não tenho? Mantenho uma 
relação hipócrita, na qual suporto o outro por já tê-lo conquistado, 
e então finjo amá-lo para, em seguida, desprezá-lo? 
O amor é fonte de socialização 
Se o amor vem de valorizar a bondade, isso não precisa apenas 
acontecer – você pode fazer acontecer. Você pode criar isso. 
Simplesmente concentre-se no que há de bom na outra pessoa (e todo 
mundo tem algo de bom). Se você consegue fazer isso facilmente, 
amará facilmente. 
O Amor é uma Escolha 
Nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco. E acreditamos 
nesse amor. Deus é amor. E quem permanece no amor permanece em 
Deus e Deus permanece nele. O nosso amor por Deus será perfeito, se 
tivermos confiança nele, mesmo nos momentos difíceis. Quem ama 
não tem medo, porque o amor verdadeiro destrói todo medo. Nós 
amamos a Deus, não por medo dele, mas porque Deus nos amou 
primeiro. 
DEUS É AMOR 
Já dissemos que Deus nos ama de um modo todo especial. Agora a 
Bíblia nos diz mais ainda: Deus é amor. Deus nos ama, porque Deus 
é amor. É muito importante guardar isso no coração, porque cada 
um costuma pensar alguma coisa sobre Deus. E nem sempre o que 
pensamos é o mais correto. A gente acaba tendo umas ideias 
estranhas sobre quem é Deus. As pessoas se perguntam: Quem é 
Deus? E surgem as respostas mais extravagantes. No fundo, a 
resposta a esta pergunta é muito simples. Quem é Deus? Deus é 
amor. Isso nos basta. 
DEUS É AMOR 
Se Deus é amor, ele não pode ser irritado. Ao contrário, Deus é 
PACIENTE como o amor. No amor não pode haver irritação. Só 
compreensão e paciência total! É assim que Deus é: não um juiz 
bravo, mas amor–paciente. É claro que Deus, sendo amor, quer que 
a gente faça sempre o que é bom e evite as coisas erradas. Mas não 
vamos pensar que Deus seja uma pessoa triste e chata que só sabe 
proibir. Não vamos pensar que ele existe para implicar com a gente. 
Deus é amor e o amor é ALEGRE e não TRISTE e emburrado. 
Deus quer nos ver alegres, fazendo coisas boas. Ele quer que a gente 
evite o que pode nos causar tristeza, não por ser alguém chato e 
exigente, mas por nos amar muito. 
DEUS É AMOR 
E Deus, com o seu amor, quer nos ajudar a vencer as dificuldades. 
Ele não quer complicar mais, só quer ajudar. Deus não é MALDOSO 
nem VIOLENTO, não planeja o mal e nem castiga a gente. Por isso, 
o discípulo de Jesus, chamado João, disse: ―no amor, não há medo!‖ 
Só confiança e entrega total! O Deus–amor é BONDOSO e MANSO. 
Não precisamos ter medo de Deus. 
DEUS É AMOR 
Deus é amor, ele não é EGOÍSTA, nem indiferente. Ao contrário, é 
CARIDOSO. Ele está perto de nós, nos conhece e nos ama. Sabe 
das nossas dificuldades e nos dá força para enfrentá-las e vencê-
las. Deus é uma energia positiva: Tem gente que pensa que Deus é 
uma energia positiva, uma luz que invade nossas mentes. Mas o 
que é uma energia? O que é uma luz? Fica muito vago falar de 
Deus assim. Deus é mais que luz ou energia. Ele é uma pessoa, um 
ser especial que nos ama. Ele nos ilumina com sua luz e nos dá 
força e energia. Mas ele é mais que isso. Falar que Deus é simples 
energia ou luz dá a impressão de que ele é uma coisa qualquer. 
Energia não tem sentimento. Energia não tem sabedoria. Deus é 
mais que isso. Ele é uma pessoa cheia de luz e energia, mas não é 
uma coisa qualquer. 
DEUS É AMOR 
Muitas pessoas falam em atrair a energia de Deus ou desejam muita 
energia para os outros. Isso é pouco para falar de Deus. Deus é uma 
pessoa, alguém com quem a gente pode conversar e fazer amizade. 
Uma pessoa especial, é bem verdade. Mas alguém real e não uma 
força de nossa imaginação. 
DEUS É AMOR 
Deus é amor: Jesus – o Filho de Deus que veio ao mundo – nos 
mostrou como Deus é. Ele nos ensinou que Deus é amor. Ele quer o 
nosso bem e cuida de nós, porque nos ama. Então, vamos tirar de 
nossas mentes aquelas ideias estranhas de que Deus é um velhinho 
de barbas brancas que fica lá do céu nos olhando, para ver quando 
a gente faz alguma coisa errada. Deus não é nosso guarda-costas, 
nem nosso vigia. Nada disso. Deus é amor. É uma pessoa muito 
especial que nos ama, que quer o nosso bem, que nos dá força na 
vida e nos ensina muitas coisas. A melhor resposta para a pergunta 
―quem é Deus?‖ está aqui: Deus é amor. É uma pessoa especial que 
nos ama muito. 
DEUS É AMOR 
Quando experimentamos o amor de Deus por nós. De fato, a vida 
é bela, quando somos amados. E Deus nos garante, de modo muito 
especial, seu amor por nós. Para Deus, nós somos pessoas 
especiais. Somos importantes e valiosos. Se nós precisamos de 
cuidados, sabemos que Deus cuida de nós. Se precisarmos ser 
amados, sabemos que Deus nos ama. Ainda que o mundo todo se 
voltasse contra nós, Deus estaria sempre do nosso lado. Ainda que 
ninguém nos aceitasse, Deus nos aceitaria. Mesmo que tivéssemos 
a sensação de não ser importantes para ninguém, para Deus é 
seguro que somos importantes. É por isso que o amor de Deus 
garante uma profunda e intensa alegria em nossa vida. Ele é o sol 
que ilumina nossa vida. E como o girassol sempre fica voltado 
para o sol, nós devemos sempre estar voltados para o nosso Deus–
amor. Essa é a mensagem desse cartaz que hoje fizemos. 
DEUS É AMOR 
O importante agora é cada um ficar de olho no amor de Deus, para 
perceber o quanto Deus o ama. O girassol floresce voltado para o 
sol. Nós também florescemos e desabrochamos para uma vida feliz, 
quando nos voltamos para Deus, que é amor. Deus nos acolhe de 
braços abertos. Não para nos castigar, mas para nos amar, porque 
ele é amor. Quando alguém nos perguntar quem é Deus, a resposta 
estará na ponta da língua: Deus é amor. É por isso que nós o 
buscamos. É por isso que ele é tão importante em nossa vida. 
DEUS É AMOR 
Estamos afirmando que Deus não castiga ninguém. Isso vai ficar 
ainda mais claro no encontro em que dizemos que Deus só quer o 
nosso bem. Porém, essa noção de que Deus é pai e é amor não é a 
únicamaneira de falar de Deus, nem mesmo na Bíblia. Também 
esse jeito de entender Deus tem algo muito significativo, pois 
mostra que Deus é alguém próximo, com sentimentos. Alguém 
real, com quem o povo entra em relação e não um Deus distante e 
frio que não faz comunhão com seu povo. Mais tarde, o Filho de 
Deus vai mostrar que Deus é amor e nós podemos até chamá-lo de 
Pai. Nós é que devemos dar provas de nossa confiança, no meio das 
adversidades. Estas são algo normal na vida e não castigos ou 
provas enviados por Deus. Mas o povo não tinha condições de 
entender isso, naquele tempo. Então, atribuía a Deus a autoria de 
tudo. 
DEUS É AMOR 
Estamos afirmando que Deus não castiga ninguém. Isso vai ficar 
ainda mais claro no encontro em que dizemos que Deus só quer o 
nosso bem. Porém, essa noção de que Deus é pai e é amor não é a 
única maneira de falar de Deus, nem mesmo na Bíblia. Também 
esse jeito de entender Deus tem algo muito significativo, pois 
mostra que Deus é alguém próximo, com sentimentos. Alguém 
real, com quem o povo entra em relação e não um Deus distante e 
frio que não faz comunhão com seu povo. Mais tarde, o Filho de 
Deus vai mostrar que Deus é amor e nós podemos até chamá-lo de 
Pai. Nós é que devemos dar provas de nossa confiança, no meio das 
adversidades. Estas são algo normal na vida e não castigos ou 
provas enviados por Deus. Mas o povo não tinha condições de 
entender isso, naquele tempo. Então, atribuía a Deus a autoria de 
tudo. 
DEUS É AMOR 
O amor que Deus tem por nós é a base do nosso caminhar para a 
perfeição cristã. Ninguém será verdadeiramente religioso, enquanto 
não experimentar esse Amor, com o coração, com a mente e com a 
vida. Mas como vemos este Amor? De três maneiras: basta olhar 
para dentro de nós, para fora de nós e para Jesus Cristo. 
DEUS É AMOR 
Antes que o mundo existisse, Deus já nos amava. São Paulo disse 
que o Senhor ―nos escolheu em Cristo antes da criação do mundo, 
para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos‖ (Ef 1,4). 
Para expressar esse amor imenso de Deus, o rei Davi chegou a 
dizer: ―Se meu pai e minha mãe me abandonarem o Senhor me 
acolherá‖ (Sl 26,10). O profeta Isaías disse: ―Pode uma mulher 
esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de 
suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te 
esqueceria de nunca‖ (Is 49,15). Olhando para dentro de nós, 
vemos como somos belos. Deus não poderia nos ter criado de 
maneira melhor; pois, nos criou à Sua ―imagem e semelhança‖ 
(Gn 1,26), com o corpo dotado de sentidos e a alma dotada de 
potências perfeitas: inteligência, memória, entendimento, vontade, 
consciência, liberdade, que nenhum animal tem. 
DEUS É AMOR 
Só a nós o amor de Deus deu essas mãos maravilhosas e essa 
inteligência exuberante. Com ela o homem projeta e com as mãos 
constrói as maravilhas: casas, carros, aviões, rádio, TV, 
computador… Deus entrou dentro Dele mesmo para buscar ali a 
nossa imagem. O que mais poderíamos desejar? Por isso Santo 
Irineu († 200) já dizia que o ―homem é a glória de Deus‖. 
DEUS É AMOR 
Deus nos ama; tudo foi feito para nós: a Terra, o ar, a chuva, o 
alimento que brota da terra, a flor que encanta nossos olhos e nos 
agrada com seu perfume; os pássaros que cantam, e tudo mais… 
Deus criou tudo por amor a cada um de nós. O sol, a lua, as 
estrelas, as plantas, os animais, os mares, os rios, as montanhas, os 
elementos químicos, o ar, a água, o vento, o fogo… foram criados 
para o você. Recebemos tudo isso gratuitamente. Da terra 
retiramos tudo que precisamos viver. Deus providenciou tudo no 
Seu amor por nós. Para cativar todo o nosso amor; Ele deu-se a 
nós em todo o Seu ser. Deus Pai chegou ao extremo de nos dar Seu 
próprio Filho para que não perecêssemos no inferno. ―Com efeito, 
de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único‖ (Jo 
3,1 6a), disse Jesus. 
DEUS É AMOR 
Jesus nos amou profundamente, até o fim, até a morte. São João 
observa que, às vésperas da cruel paixão, ―Sabendo Jesus que 
chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os 
seus que estavam no mundo, até ao extremo os amou‖ (Jo 13,1). 
―Amou-nos e entregou-se a si mesmo por nós‖ (Gl 2,20). Fez-se 
homem, vestiu-se de carne, dignou-se assumir a nossa natureza, 
―aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e 
assemelhando-se aos homens. E (…) humilhou-se ainda mais, 
tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz‖ (Fl 2,7-8). Eis 
aí um Deus aniquilado por amor a nós! Podendo salvar-nos sem 
sofrer; aceitou a morte de cruz para nos mostrar o Seu amor. 
Ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus, pois Ele 
mesmo disse que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a 
vida pelo outro: ―Dou a minha vida pelas minhas ovelhas‖ (Jo 
10,15b). 
DEUS É AMOR 
O amor de Jesus por nós supera ilimitadamente nossa compreensão. 
Santa Maria Madalena de Pazzi, com o crucifixo na mão, dizia: 
―Sim, Jesus, Vós estais louco de amor. Eu o digo e direi sempre: 
Estais louco de amor.‖ O que fez Jesus suportar a paixão e a agonia 
da cruz foi o amor por todos nós, pois o amor é mais forte do que a 
dor e a morte. Jesus amou mais do que sofreu – eis o segredo da Sua 
vitória. O desejo profundo de quem ama alguém é estar sempre 
próximo dá pessoa amada. Para poder estar sempre junto de nós, 
Jesus fez o milagre da Eucaristia, a maior prova possível do Seu 
amor por nós. 
DEUS É AMOR 
O amor sempre aspira pela união. Ele disse: ―Sem Mim nada 
podeis!‖ (Jo 15,5).‖Quem come a minha carne e bebe o meu sangue 
permanece em mim Eu nele‖. ―Viverá por Mim‖; ―Eu o ressuscitarei 
no último dia‖ (Jo 6,56-57). Jesus é Deus aniquilado, escondido, 
prisioneiro em todos os Sacrário do mundo para ser nossa Força. 
Não há amor maior! 
DEUS É AMOR 
Buscando-O de todo o coração. Nada dói mais em uma pessoa que 
ama do que ver o seu amor não correspondido. ―Amarás o Senhor, 
teu Deus, de iodo o teu coração‖ (Dt 6,5). ―Amor só se paga com 
amor‖, disse São João da Cruz. E como amar a Jesus? Ele 
responde: ―Se me amais, guardareis os meus mandamentos‖ (Jo 
14,15). Conhecemos os 10 Mandamentos da Lei de Deus, 
confirmados por Jesus (cf. Mt 19). É a base do comportamento 
cristão, a moral católica. Quem não obedece os Mandamentos não 
ama a Deus. Não podemos deixar que o mundo com suas ideologias 
esvazie esses Mandamentos com uma moral relativística que trai o 
essencial da Lei de Deus. A norma é o Catecismo da Igreja; fora 
dele é relativismo perigoso. 
Como corresponder a todo este amor de 
Deus? 
A definição de amor é bastante complexa, assim como 
a pluralidade de formas com que esse sentimento pode 
ser expressado. Destacamos três tipos de amor: 
 
Filia: termo grego para ―amizade‖; essa forma de amor 
é generosidade, desprendimento e reciprocidade. 
 
Ágape: amor fraterno, a benevolência universal; esse tipo 
de amor não envolve a reciprocidade ou a retribuição. 
 
Eros: amor desejante, a paixão amorosa, que envolve exclusividade e 
reciprocidade. 
FILOSOFIA E O AMOR 
Em O banquete, Platão apresenta 
dois mitos sobre a origem do amor: 
Aristófanes explora a ideia de amor 
como fusão, completude 
(representado pelo encontro de 
nossa ―cara- -metade‖); Sócrates 
expressa a ideia de amor como 
carência, desejo do que não temos. 
FILOSOFIA E O AMOR 
Eros representado como cupido, 
o anjo armado de arco e flechas 
para acertar os corações.

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