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DEUS É AMOR Ronald Honório de Santana Amor: substantivo masculino. 1. forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais. 2. atração baseada no desejo sexual. Amamos e nos sentimos amados à medida que tomamos consciência desse amor e estamos conectados uns aos outros e ao próprio Deus. Mas esse é um momento segundo; pois, mesmo não estando consciente dessa realidade, ela existe num primeiro e dado momento; mesmo não estando consciente desse momento primeiro, o amor existe e é real, pois o puro ato de amar e ser amando prescinde o estar consciente, que é o segundo momento. Amamos e somos amados mesmo não estando conscientes. Entretanto, a consciência é imprescindível para que compreendamos o amor e possamos exercitá- lo livre, consciente e criativamente. O Amor na Sociedade A consciência exprime tão somente num segundo momento aquilo que é primeiro em Deus por nós; Seu amor é permanentemente um movimento contínuo, criativo, sempre novo no tempo e no espaço sem que possa haver um ―antes‖ e um ―depois‖. No ato de amar de Deus não existe um antes e um depois, como disse, seu amor é contínuo, eterno, criativo, sempre novo e não se repete; porém, no contexto da existência somos conscientizados de que existe um antes e um depois da ―consciência‖ onde somos convidados a corresponder a esse amor de modo inequívoco, pessoal, único e sempre mais perene. O Amor na Sociedade A consciência exprime tão somente num segundo momento aquilo que é primeiro em Deus por nós; Seu amor é permanentemente um movimento contínuo, criativo, sempre novo no tempo e no espaço sem que possa haver um ―antes‖ e um ―depois‖. No ato de amar de Deus não existe um antes e um depois, como disse, seu amor é contínuo, eterno, criativo, sempre novo e não se repete; porém, no contexto da existência somos conscientizados de que existe um antes e um depois da ―consciência‖ onde somos convidados a corresponder a esse amor de modo inequívoco, pessoal, único e sempre mais perene. O Amor na Sociedade A linguagem é infinita em possibilidades, mas é limitada para descrever o amor. O amor surgiu para ser sentido e não para ser compreendido. Não podemos expressar sentimentos através da linguagem, assim como não podemos ouvir e sentir a música através de uma partitura. Os códigos que descrevem o amor perdem o sentido, na medida em que se tornam impotentes para dar significados aos sentimentos. O Amor na Sociedade O amor é harmonia e união dos contrários, é atração ordenada dos opostos, é desejo de unidade e indivisão. No amor buscamos o ser complementar. Amamos o que nos completa, na busca do pleno preenchimento e da perfeição. A vida sem amor é uma vida sem sentido. Para Platão, o amor (Eros) é uma força cósmica universal, que busca o bem e nos traz a felicidade, o conhecimento e a virtude. Em seu livro ―O Banquete‖, escrito há mais de trezentos e cinquenta anos antes de cristo, Platão mostra-nos que o ser amado é a nossa outra metade há muito tempo perdido, cujo corpo estava originalmente ligado. Ele nos conta que no princípio de tudo havia três tipos de humanos: o homem duplo, a mulher dupla e o hermafrodita. Eram redondos, com quatro braços e quatro pernas e dois rostos numa só cabeça. Eram fortes, vaidosos e sentiam-se plenos de força. Por isso, decidiram ir aos céus. Mas foram punidos por Zeus, que os cortou ao meio. O Amor na Sociedade Desde este instante, cada metade vive uma carência eterna pela outra metade, sempre procurando a união, morrendo de desejo pelo outro. Eros busca a restauração da unidade primitiva e nos faz buscar a metade perdida. O homem é apenas parte, mas busca inconscientemente recompor uma totalidade. Por isso, é um ser insatisfeito por natureza. Sua vida consiste numa busca incessante pela felicidade. É nessa busca pelo amor que ele pretende superar sua carência, angústia e insatisfação diante da existência. O Amor na Sociedade O amor por ser uma busca constante para aplacar a carência. Usa de todos os artifícios para conquistar a beleza. A beleza é fonte de satisfação e bem-estar, ela encanta gerando o desejo e o prazer. O amor busca sempre a satisfação. Dessa forma, usa do cálculo e da astúcia para conquistar a beleza. O amor é calculista, engenhoso, não se detém diante de nada, nem mesmo diante do perigo. O mito de Eros demonstra essa ideia. Quando Afrodite (a Bela) nasceu todos os deuses foram convidados para festa, exceto Pênia (a Penúria) que foi esquecida. Escondida do lado de fora, ao término da festa, Pênia entra nos jardins e começa a comer os restos da festa. Todos estavam embriagados. Ao ver Poros (Engenho), filho de Metis (Prudência) adormecido por causa do vinho, faz amor com ele. Ela sempre desejou ter um filho. Daí surge Eros (Amor). O Amor na Sociedade Por ter nascido no aniversário de Afrodite, a Bela, Eros ama o belo. Mas é trágico o destino de Eros, pois como sua mãe, vive na penúria, sem casa, como um mendigo, dormindo pelas ruas, sempre carente e morto de fome. Por outro lado, como seu pai, Eros é engenhoso, astuto, calculista, maquinador. Ele deseja tudo o que é belo. O amor é, portanto, carência e astúcia ao mesmo tempo. O amor floresce e vive, morre e renasce, sempre astuto, sempre carente, pobre e infeliz. O amor é uma busca constante para aplacar a dor da falta. O Amor na Sociedade AMOR APAIXONADO: Conexão genérica entre o amor e a ligação sexual. O envolvimento emocional com o outro é invasivo — tão forte que pode levar o indivíduo a ignorar suas obrigações habituais. O amor apaixonado tem uma qualidade de encantamento que pode ser religiosa em seu fervor. Tudo no mundo parece de repente viçoso, embora talvez ao mesmo tempo não consiga captar o interesse do indivíduo que está tão fortemente ligado ao objeto do amor. O amor apaixonado é especificamente perturbador das relações pessoais, arranca o indivíduo das adividades mundanas e gera uma propensão às opções radicais e aos sacrifícios. Termos-chave para explicar o Amor pela sociedade AMOR ROMÂNTICO: Seus ideais se inseriram diretamente nos laços emergentes entre a liberdade e a autorrealização. Nas ligações de amor romântico, o elemento do amor sublime tende a predominar sobre aquele do amor sexual. O amor rompe com a sexualidade, embora a abarque, a virtude começa a assumir um novo sentido para ambos os sexos, não mais significando apenas inocência, mas qualidade de caráter que distinguem a outra pessoa como ―especial‖. O outro preenche um vazio que o indivíduo sequer necessariamente reconhece. E este vazio tem diretamente a ver com a auto identidade: o indivíduo fragmentado torna-se inteiro. Termos-chave para explicar o Amor pela sociedade AMOR CONFLUENTE: Presume igualdade na doação e no recebimento emocionais, e quanto mais for assim, qualquer laço amoroso aproxima-se muito mais do protótipo do relacionamento puro. Introduz a ―ars erótica‖ (arte erótica) no cerne do relacionamento e transforma a realização do prazer sexual recíproco em um elemento- chave na manutenção ou dissolução do relacionamento. Termos-chave para explicar o Amor pela sociedade RELACIONAMENTO PURO: Não tem nada a ver com pureza sexual. Refere-se a uma situação em que se entra em uma relação social apenas pela própria relação, pelo que pode ser derivado por cada pessoa da manutenção de uma associação com outra, e que só continua enquanto ambas as partes considerarem que extraem dela satisfações suficientes, para cada uma individualmente, nela permanecerem. Termos-chave para explicar o Amor pela sociedade SEXUALIDADE PLÁSTICA: Trata-se de uma sexualidade descentralizada, liberta das necessidades de reprodução. SEXUALIDADE EPISÓDICA: Essasexualidade nega a verdadeira dependência emocional que a abastece, não requer compromisso. Termos-chave para explicar o Amor pela sociedade Como fenômeno biológico que não requer justificação, o amor acontece ou não acontece, permanece enquanto permanece. Assim, conforme sua presença ou ausência, há ou não socialização. Com isso, Humberto Maturana afirma que o amor é fonte de socialização. ―Do ponto de vista biológico, o amor é a disposição corporal sob a qual uma pessoa realiza as ações que constituem o outro como legítimo outro em coexistência. Quando não nos comportamos dessa maneira em nossas interações com o outro, não há fenômeno social. O amor é a emoção que fundamenta o social. Cada vez que se destrói o amor, desaparece o fenômeno social. Pois bem: o amor é algo muito comum, muito simples, mas fundamental‖. O amor é fonte de socialização O amor sim, é natural e, portanto, sempre à primeira vista. A hipocrisia, por sua vez, é uma demonstração de amor e respeito ao outro, seguida de ações que a colocam em dúvida. Se amo, se aceito o outro como inteiramente outro, minha ação, minha postura diante dele revela isso e permite a socialização. Se finjo, minha postura, em algum momento, impedirá a socialização. Nessa acepção, o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. O amor é fonte de socialização Declarar amor e agir com indiferença é extremamente comum, e justificável em nossa sociedade, na medida em que nossas formas de vida, por vezes, condenam a expressão de emoções, exigindo seu controle para uma boa aceitação social. Mecanismos sociais, medicamentos, formas de controle são desenvolvidos, tendo como fim aplacar as emoções e valorizar a razão: Amo? Quais as justificativas, os motivos que tenho para amar? O que esse amor traz de bom, de benefícios, de vantagens para mim? Amo porque venci uma competição pela conquista de um amor? Ou desdenho o amor porque só desejo aquilo que não tenho? Mantenho uma relação hipócrita, na qual suporto o outro por já tê-lo conquistado, e então finjo amá-lo para, em seguida, desprezá-lo? O amor é fonte de socialização Se o amor vem de valorizar a bondade, isso não precisa apenas acontecer – você pode fazer acontecer. Você pode criar isso. Simplesmente concentre-se no que há de bom na outra pessoa (e todo mundo tem algo de bom). Se você consegue fazer isso facilmente, amará facilmente. O Amor é uma Escolha Nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco. E acreditamos nesse amor. Deus é amor. E quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. O nosso amor por Deus será perfeito, se tivermos confiança nele, mesmo nos momentos difíceis. Quem ama não tem medo, porque o amor verdadeiro destrói todo medo. Nós amamos a Deus, não por medo dele, mas porque Deus nos amou primeiro. DEUS É AMOR Já dissemos que Deus nos ama de um modo todo especial. Agora a Bíblia nos diz mais ainda: Deus é amor. Deus nos ama, porque Deus é amor. É muito importante guardar isso no coração, porque cada um costuma pensar alguma coisa sobre Deus. E nem sempre o que pensamos é o mais correto. A gente acaba tendo umas ideias estranhas sobre quem é Deus. As pessoas se perguntam: Quem é Deus? E surgem as respostas mais extravagantes. No fundo, a resposta a esta pergunta é muito simples. Quem é Deus? Deus é amor. Isso nos basta. DEUS É AMOR Se Deus é amor, ele não pode ser irritado. Ao contrário, Deus é PACIENTE como o amor. No amor não pode haver irritação. Só compreensão e paciência total! É assim que Deus é: não um juiz bravo, mas amor–paciente. É claro que Deus, sendo amor, quer que a gente faça sempre o que é bom e evite as coisas erradas. Mas não vamos pensar que Deus seja uma pessoa triste e chata que só sabe proibir. Não vamos pensar que ele existe para implicar com a gente. Deus é amor e o amor é ALEGRE e não TRISTE e emburrado. Deus quer nos ver alegres, fazendo coisas boas. Ele quer que a gente evite o que pode nos causar tristeza, não por ser alguém chato e exigente, mas por nos amar muito. DEUS É AMOR E Deus, com o seu amor, quer nos ajudar a vencer as dificuldades. Ele não quer complicar mais, só quer ajudar. Deus não é MALDOSO nem VIOLENTO, não planeja o mal e nem castiga a gente. Por isso, o discípulo de Jesus, chamado João, disse: ―no amor, não há medo!‖ Só confiança e entrega total! O Deus–amor é BONDOSO e MANSO. Não precisamos ter medo de Deus. DEUS É AMOR Deus é amor, ele não é EGOÍSTA, nem indiferente. Ao contrário, é CARIDOSO. Ele está perto de nós, nos conhece e nos ama. Sabe das nossas dificuldades e nos dá força para enfrentá-las e vencê- las. Deus é uma energia positiva: Tem gente que pensa que Deus é uma energia positiva, uma luz que invade nossas mentes. Mas o que é uma energia? O que é uma luz? Fica muito vago falar de Deus assim. Deus é mais que luz ou energia. Ele é uma pessoa, um ser especial que nos ama. Ele nos ilumina com sua luz e nos dá força e energia. Mas ele é mais que isso. Falar que Deus é simples energia ou luz dá a impressão de que ele é uma coisa qualquer. Energia não tem sentimento. Energia não tem sabedoria. Deus é mais que isso. Ele é uma pessoa cheia de luz e energia, mas não é uma coisa qualquer. DEUS É AMOR Muitas pessoas falam em atrair a energia de Deus ou desejam muita energia para os outros. Isso é pouco para falar de Deus. Deus é uma pessoa, alguém com quem a gente pode conversar e fazer amizade. Uma pessoa especial, é bem verdade. Mas alguém real e não uma força de nossa imaginação. DEUS É AMOR Deus é amor: Jesus – o Filho de Deus que veio ao mundo – nos mostrou como Deus é. Ele nos ensinou que Deus é amor. Ele quer o nosso bem e cuida de nós, porque nos ama. Então, vamos tirar de nossas mentes aquelas ideias estranhas de que Deus é um velhinho de barbas brancas que fica lá do céu nos olhando, para ver quando a gente faz alguma coisa errada. Deus não é nosso guarda-costas, nem nosso vigia. Nada disso. Deus é amor. É uma pessoa muito especial que nos ama, que quer o nosso bem, que nos dá força na vida e nos ensina muitas coisas. A melhor resposta para a pergunta ―quem é Deus?‖ está aqui: Deus é amor. É uma pessoa especial que nos ama muito. DEUS É AMOR Quando experimentamos o amor de Deus por nós. De fato, a vida é bela, quando somos amados. E Deus nos garante, de modo muito especial, seu amor por nós. Para Deus, nós somos pessoas especiais. Somos importantes e valiosos. Se nós precisamos de cuidados, sabemos que Deus cuida de nós. Se precisarmos ser amados, sabemos que Deus nos ama. Ainda que o mundo todo se voltasse contra nós, Deus estaria sempre do nosso lado. Ainda que ninguém nos aceitasse, Deus nos aceitaria. Mesmo que tivéssemos a sensação de não ser importantes para ninguém, para Deus é seguro que somos importantes. É por isso que o amor de Deus garante uma profunda e intensa alegria em nossa vida. Ele é o sol que ilumina nossa vida. E como o girassol sempre fica voltado para o sol, nós devemos sempre estar voltados para o nosso Deus– amor. Essa é a mensagem desse cartaz que hoje fizemos. DEUS É AMOR O importante agora é cada um ficar de olho no amor de Deus, para perceber o quanto Deus o ama. O girassol floresce voltado para o sol. Nós também florescemos e desabrochamos para uma vida feliz, quando nos voltamos para Deus, que é amor. Deus nos acolhe de braços abertos. Não para nos castigar, mas para nos amar, porque ele é amor. Quando alguém nos perguntar quem é Deus, a resposta estará na ponta da língua: Deus é amor. É por isso que nós o buscamos. É por isso que ele é tão importante em nossa vida. DEUS É AMOR Estamos afirmando que Deus não castiga ninguém. Isso vai ficar ainda mais claro no encontro em que dizemos que Deus só quer o nosso bem. Porém, essa noção de que Deus é pai e é amor não é a únicamaneira de falar de Deus, nem mesmo na Bíblia. Também esse jeito de entender Deus tem algo muito significativo, pois mostra que Deus é alguém próximo, com sentimentos. Alguém real, com quem o povo entra em relação e não um Deus distante e frio que não faz comunhão com seu povo. Mais tarde, o Filho de Deus vai mostrar que Deus é amor e nós podemos até chamá-lo de Pai. Nós é que devemos dar provas de nossa confiança, no meio das adversidades. Estas são algo normal na vida e não castigos ou provas enviados por Deus. Mas o povo não tinha condições de entender isso, naquele tempo. Então, atribuía a Deus a autoria de tudo. DEUS É AMOR Estamos afirmando que Deus não castiga ninguém. Isso vai ficar ainda mais claro no encontro em que dizemos que Deus só quer o nosso bem. Porém, essa noção de que Deus é pai e é amor não é a única maneira de falar de Deus, nem mesmo na Bíblia. Também esse jeito de entender Deus tem algo muito significativo, pois mostra que Deus é alguém próximo, com sentimentos. Alguém real, com quem o povo entra em relação e não um Deus distante e frio que não faz comunhão com seu povo. Mais tarde, o Filho de Deus vai mostrar que Deus é amor e nós podemos até chamá-lo de Pai. Nós é que devemos dar provas de nossa confiança, no meio das adversidades. Estas são algo normal na vida e não castigos ou provas enviados por Deus. Mas o povo não tinha condições de entender isso, naquele tempo. Então, atribuía a Deus a autoria de tudo. DEUS É AMOR O amor que Deus tem por nós é a base do nosso caminhar para a perfeição cristã. Ninguém será verdadeiramente religioso, enquanto não experimentar esse Amor, com o coração, com a mente e com a vida. Mas como vemos este Amor? De três maneiras: basta olhar para dentro de nós, para fora de nós e para Jesus Cristo. DEUS É AMOR Antes que o mundo existisse, Deus já nos amava. São Paulo disse que o Senhor ―nos escolheu em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos‖ (Ef 1,4). Para expressar esse amor imenso de Deus, o rei Davi chegou a dizer: ―Se meu pai e minha mãe me abandonarem o Senhor me acolherá‖ (Sl 26,10). O profeta Isaías disse: ―Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria de nunca‖ (Is 49,15). Olhando para dentro de nós, vemos como somos belos. Deus não poderia nos ter criado de maneira melhor; pois, nos criou à Sua ―imagem e semelhança‖ (Gn 1,26), com o corpo dotado de sentidos e a alma dotada de potências perfeitas: inteligência, memória, entendimento, vontade, consciência, liberdade, que nenhum animal tem. DEUS É AMOR Só a nós o amor de Deus deu essas mãos maravilhosas e essa inteligência exuberante. Com ela o homem projeta e com as mãos constrói as maravilhas: casas, carros, aviões, rádio, TV, computador… Deus entrou dentro Dele mesmo para buscar ali a nossa imagem. O que mais poderíamos desejar? Por isso Santo Irineu († 200) já dizia que o ―homem é a glória de Deus‖. DEUS É AMOR Deus nos ama; tudo foi feito para nós: a Terra, o ar, a chuva, o alimento que brota da terra, a flor que encanta nossos olhos e nos agrada com seu perfume; os pássaros que cantam, e tudo mais… Deus criou tudo por amor a cada um de nós. O sol, a lua, as estrelas, as plantas, os animais, os mares, os rios, as montanhas, os elementos químicos, o ar, a água, o vento, o fogo… foram criados para o você. Recebemos tudo isso gratuitamente. Da terra retiramos tudo que precisamos viver. Deus providenciou tudo no Seu amor por nós. Para cativar todo o nosso amor; Ele deu-se a nós em todo o Seu ser. Deus Pai chegou ao extremo de nos dar Seu próprio Filho para que não perecêssemos no inferno. ―Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único‖ (Jo 3,1 6a), disse Jesus. DEUS É AMOR Jesus nos amou profundamente, até o fim, até a morte. São João observa que, às vésperas da cruel paixão, ―Sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até ao extremo os amou‖ (Jo 13,1). ―Amou-nos e entregou-se a si mesmo por nós‖ (Gl 2,20). Fez-se homem, vestiu-se de carne, dignou-se assumir a nossa natureza, ―aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E (…) humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz‖ (Fl 2,7-8). Eis aí um Deus aniquilado por amor a nós! Podendo salvar-nos sem sofrer; aceitou a morte de cruz para nos mostrar o Seu amor. Ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus, pois Ele mesmo disse que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo outro: ―Dou a minha vida pelas minhas ovelhas‖ (Jo 10,15b). DEUS É AMOR O amor de Jesus por nós supera ilimitadamente nossa compreensão. Santa Maria Madalena de Pazzi, com o crucifixo na mão, dizia: ―Sim, Jesus, Vós estais louco de amor. Eu o digo e direi sempre: Estais louco de amor.‖ O que fez Jesus suportar a paixão e a agonia da cruz foi o amor por todos nós, pois o amor é mais forte do que a dor e a morte. Jesus amou mais do que sofreu – eis o segredo da Sua vitória. O desejo profundo de quem ama alguém é estar sempre próximo dá pessoa amada. Para poder estar sempre junto de nós, Jesus fez o milagre da Eucaristia, a maior prova possível do Seu amor por nós. DEUS É AMOR O amor sempre aspira pela união. Ele disse: ―Sem Mim nada podeis!‖ (Jo 15,5).‖Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim Eu nele‖. ―Viverá por Mim‖; ―Eu o ressuscitarei no último dia‖ (Jo 6,56-57). Jesus é Deus aniquilado, escondido, prisioneiro em todos os Sacrário do mundo para ser nossa Força. Não há amor maior! DEUS É AMOR Buscando-O de todo o coração. Nada dói mais em uma pessoa que ama do que ver o seu amor não correspondido. ―Amarás o Senhor, teu Deus, de iodo o teu coração‖ (Dt 6,5). ―Amor só se paga com amor‖, disse São João da Cruz. E como amar a Jesus? Ele responde: ―Se me amais, guardareis os meus mandamentos‖ (Jo 14,15). Conhecemos os 10 Mandamentos da Lei de Deus, confirmados por Jesus (cf. Mt 19). É a base do comportamento cristão, a moral católica. Quem não obedece os Mandamentos não ama a Deus. Não podemos deixar que o mundo com suas ideologias esvazie esses Mandamentos com uma moral relativística que trai o essencial da Lei de Deus. A norma é o Catecismo da Igreja; fora dele é relativismo perigoso. Como corresponder a todo este amor de Deus? A definição de amor é bastante complexa, assim como a pluralidade de formas com que esse sentimento pode ser expressado. Destacamos três tipos de amor: Filia: termo grego para ―amizade‖; essa forma de amor é generosidade, desprendimento e reciprocidade. Ágape: amor fraterno, a benevolência universal; esse tipo de amor não envolve a reciprocidade ou a retribuição. Eros: amor desejante, a paixão amorosa, que envolve exclusividade e reciprocidade. FILOSOFIA E O AMOR Em O banquete, Platão apresenta dois mitos sobre a origem do amor: Aristófanes explora a ideia de amor como fusão, completude (representado pelo encontro de nossa ―cara- -metade‖); Sócrates expressa a ideia de amor como carência, desejo do que não temos. FILOSOFIA E O AMOR Eros representado como cupido, o anjo armado de arco e flechas para acertar os corações.