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TRABALHO DE BIOLOGIA Colégio Dom Amando Professor: Carlos Alunos: Carlos Eduardo Nº10 Luísa Correa Nº17 Hanna Nobre Nº26 Isabelle Nogueira Nº27 Lo-Ruama Rodrigues Nº32 FILO PLATYHELMINTHES CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PLATELMINTOS O Filo Platyhelminthes (do grego platys, plano, e helminthes, vermes) reúne animais de corpo plano, mole, fino e achatado; podendo ser afilados ou longos em forma de fita; Variam de tamanho desde 1 mm até 10 m, como Teania solium; Entre os platelmintos, existem organismos das classes Turbellaria, conhecidos como planárias, que apresentam vida livre e habitam ambientes marinho e dulcícola ou lugares úmidos na terra; Trematoda, parasitas que vivem nas superfícies externas ou internas do corpo de vertebrados; e Cestoda, também parasitas, conhecidos por tênias, cujos adultos vivem na cavidade do ser humano e provocam teníase. CLASSIFICAÇÃO Quanto ao desenvolvimento embrionário Os platelmintos são animais acelomados, já que não possuem celoma ou pseudocele, assim, a mesoderme preenche totalmente o espaço entre a octoderme e a endoderme. Os platelmintos são animais triblásticos ou triploblásticos, ou seja, são portadores de três folhetos embrionários, representados pela endoderme, mesoderme e octoderme. O surgimento da mesoderme torna disponível uma grande fonte de tecidos, órgãos e sistemas. ORGANIZAÇÃO CORPORAL DOS PLATELMINTOS ORGANIZAÇÃO CORPORAL DOS PLATELMINTOS Sistema digestório Possuem trato digestório incompleto (sem ânus), com uma boca, uma faringe protrátil e um intestino, com exceção dos vermes de classe Cestoda, como as tênias, endoparasitas que habitam o intestino de animais vertebrados e absorvem os nutrientes diretamente da cavidade intestinal do hospedeiro. Sistema respiratório As trocas gasosas, ou seja, a eliminação de CO2 e a entrada de O2 , ocorrem por meio de revestimento externo do corpo (superfície corporal), assim, os platelmintos não apresentam um sistema respiratório diferenciado. A respiração é cutânea direta. ORGANIZAÇÃO CORPORAL DOS PLATELMINTOS Sistema excretor É formada por uma rede de túbulos denominados protonefrídias localizado na região dorsal do animal, que possuem células terminais multiciliadas chamadas de células-flama (ou solenócitos), responsáveis pela eliminação do excesso de água e os resíduos metabólicos para o exterior do organismo, por meio de um sistema de canais. Sistema nervoso É composto por um anel nervoso que se liga a cordões longitudinais ou por um par de gânglios cerebróides, de onde saem filetes nervosos laterais que percorrem todo o corpo através de ramificações, proporcionando uma melhor coordenação muscular aos platelmintos. ORGANIZAÇÃO CORPORAL DOS PLATELMINTOS Reprodução: Assexuada e Sexuada Reprodução assexuada – as planárias apresentam grande capacidade de regeneração, podendo se reproduzir assexuadamente por fissão transversal. Reprodução sexuada - ocorre nas 3 classes; Podem ser monóicos ou dióicos; Planárias são monóicas e fazem fecundação cruzada. Desenvolvimento direto. CLASSE DOS PLATELMINTOS O filo dos platelmintos é dividido em três classes: Turbellaria (turbelário), Trematoda (trematódeos) e Cestoda (cestoides). Classe Turbellaria - é a classe a que pertencem os vermes de vida livre. A planária é um exemplo de platelminto dessa classe. Classe Trematoda – é formada por animais de hábitos sanitários: endoparasitas e ectoparasitas. Possuem ventosas para fixação, uma na região oral, outra ventral. Como representante hermafrodita temos a Fasciola hepatica, que parasita o fígado de carneiros e eventualmente o ser humano. Entre as espécies de trematódeos que infectam o ser humano, a mais conhecida é a do gênero Schistosoma, que provoca a doença esquitossomes. Ciclo de vida do esquistossomo Os trematódeos adultos (fêmeas) produzem ovos que são colocados no hospedeiro definitivo (homem). Os ovos se misturam as fezes no intestino humano. Estes, ao serem eliminados com as fezes e entrarem em contato com a água, eclodem, fazendo nascerem larvas. As larvas podem entrar em caramujos (gênero biomphalaria) e se reproduzirem, dando origem a milhares de outras larvas chamadas de cercárias. Estas podem sair do caramujo (hospedeiro intermediário) e penetrar na pele humana, atingindo a corrente sanguínea e o sistema hepático, aonde vão se desenvolver até a fase adulta e sexuada. CLASSES DOS PLATELMINTOS Esquistossomos Classe Cestoda - são os parasitas que vivem, normalmente, em intestinos dos vertebrados. Entre suas características estão a ausência de boca e aparelho digestivo, revestimento do corpo por uma cutícula e segmentação por proglotes. Alimentam-se por difusão dos alimentos ingeridos anteriormente pelo hospedeiro. Um exemplo é a tênia, que pode chegar aos 8 metros de comprimento. CLASSES DOS PLATELMINTOS Hidatidose ( cisto hidático) A hidatidose consiste na presença patogênica do platelminto Echinococcus granulosus ou Echinococcus vogeli: vermes cujos canídeos, como cães, raposas e lobos, são os hospedeiros definitivos. Bovinos, ovinos, roedores e outros herbívoros são hospedeiros intermediários; e na nossa espécie, é um parasita acidental. No intestino, os ovos são eclodidos e as larvas, via sistema circulatório, se espalham e alojam em determinadas regiões do organismo. Elas afetam, principalmente, o fígado, pulmão e cérebro, formando cistos. Os sintomas variam de acordo com a localização e tamanho destas esferas e são consequência da pressão física que estas exercem sobre a víscera do hospedeiro: dores abdominais, fadiga, febre, alergias e tosse são os mais comuns, mas esta doença pode se apresentar assintomática, na sua fase inicial. CLASSES DOS PLATELMINTOS Difilobotríase A difilobotríase, conhecida popularmente como a doença do peixe cru, é uma doença parasitária causada pelo cestóide Diphyllobothrium latum, conhecido como “tênia do peixe”. O hospedeiro definitivo desse parasita é o homem, no entanto, pode acometer outros mamíferos. A transmissão para o homem ocorre por meio da ingestão de peixes crus, mal cozidos ou defumados. Após a ingestão, a larva se aloja no intestino, crescendo e se reproduzindo nesse local. Os adultos desse verme são segmentados e os ovos são formados no interior de cada segmento (proglótides), sendo que os ovos são liberados ainda imaturos junto com as fezes. Os sitomas são desconforto abdominal; Náuseas, vômitos e diarréia; Perda de apetite e de peso; Dor abdominal devido à obstrução intestinal causada pela infestação maciça de vermes; Esta infecção pode resultar em anemia perniciosa como conseqüência da deficiência de vitamina B12. Essa anemia pode levar à fadiga e confusão.