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DIEGO RODRIGO DE OLIVEIRA FISIOTERAPIA TRAUMATO-ORTOPÉDICA UNIDADE 1: AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NAS DISFUNÇÕES ORTOPÉDICAS E TRAUMATOLÓGICAS QUE ACOMETEM OS MEMBROS SUPERIORES TÓPICO 1: BIOMECÂNICA ARTICULAR DOS MEMBROS SUPERIORES TÓPICO 2: AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL DOS MEMBROS SUPERIORES TÓPICO 3: TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO DAS PRINCIPAIS DISFUNÇÕES ORTOPÉDICAS DOS MEMBROS SUPERIORES TRATAMENTO DAS PRINCIPAIS DISFUNÇÕES TRAUMÁTICAS DOS MEMBROS SUPERIORES Complexo Articular do Ombro UNIDADE 1 TÓPICO 1 BIOMECÂNICA ARTICULAR DOS MEMBROS SUPERIORES Complexo Articular do Ombro Movimento de Ombro Articulação do Cotovelo Articulação do Cotovelo Movimento de Cotovelo Articulação do Punho Movimento de Punho Articulação da Mão Movimentos da Mão UNIDADE 1 TÓPICO 2 AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL DOS MEMBROS SUPERIORES ANAMNESE Atividade ocupacional do paciente. Razão pela qual está procurando tratamento fisioterapêutico. Sintoma que mais o incomoda (também chamado de queixa principal). Pré-existência de episódio de trauma e como este ocorreu. Tipo da dor: local ou irradiada, constante ou intermitente. Duração da dor. Período do dia em que a dor mais incomoda. Se existe algum movimento ou posição que provoque a dor ou os sintomas. UNIDADE 1 TÓPICO 2 AVALIAÇÃO CINÉTICO-FUNCIONAL DOS MEMBROS SUPERIORES ANAMNESE Se existe alguma posição que alivie a dor. Se já apresentou estes sintomas anteriormente. Tratamento realizados anteriormente. Se o paciente percebeu alguma crepitação, edema ou aumento da temperatura no local. Atividades que se encontram limitadas ou impossibilitadas. Se possui outras patologias como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doenças reumáticas, canceres, entre outras. Sinais Inflamatórios A avaliação do complexo do ombro é difícil em função do grande número de estruturas que compõem esta região, seus diversos movimentos e inúmeras lesões que podem ocorrer dentro ou fora das articulações OMBRO As queixas mais comuns relacionadas as patologias do ombro são dor, instabilidade, rigidez, deformidade, bloqueio e edema. OMBRO Uma dor irradiada pode ter como origem uma compressão radicular ou pode também ser decorrente da ativação de pontos gatilhos miofasciais. Já no caso de uma dor localizada, deve-se procurar estruturas potencialmente lesionadas na região Lesão de Manguito rotador CAPSULITE ADESIVA INSTABILIDADE DE OMBRO COTOVELO As lesões de cotovelo são comuns nos esportes e também em atividades que envolvem movimentos repetitivos. BURSITE OLECRANIANA EPICONDILITE MEDIAL COMPRESSÃO DO NERVO ULNAR PUNHO E MÃO Acrômio Clavícula Escápula Músculo deltoide Músculo supra espinhoso Músculo infra espinhoso Músculo redondo menor O ombro é uma estrutura resultante da confluência de três ossos: úmero, escápula e clavícula, que se mantém estável pelos ligamentos e pela rede muscular. O examinador deve reconhecer as seguintes estruturas: Avaliação de Ombro Inspeção Estática Vista Posterior Vista Anterior Amplitude do movimento: movimentação ativa: Se o paciente não tiver dor, examine os dois lados simultaneamente. Observe a amplitude dos movimentos. Se houve dor na movimentação ativa, avaliar os mesmos movimentos passivamente. Inspeção Dinâmica Abdução: avaliar a extensão do movimento do braço. O paciente deve ser capaz de levantar seu braço, em um arco suave e indolor, até colocar suas mãos em cima da cabeça. Amplitude: 0 a 180º graus. Inspeção Dinâmica Rotação interna: Pedir ao paciente para colocar a mão atrás das costas, e instruí-lo a alcançar o ponto mais alto possível. Notar a extensão do seu alcance em relação à escápula ou coluna torácica. Ele deve ser capaz de alcançar a borda inferior da escápula. A adução pode ser realizada pela mesma manobra, sendo feita anteriormente, com a colocação da mão no ombro contralateral. Inspeção Dinâmica Rotação externa: Pedir ao paciente para colocar a sua mão atrás de sua cabeça e instruí-lo a chegar tão baixo quanto possível. Notar a extensão do seu alcance em relação à coluna cervical, com a maioria sendo capaz de atingir o nível C 7. Inspeção Dinâmica Flexão: Pedir ao paciente para traçar um arco com o cotovelo reto. Ele deve ser capaz de mover sua mão para uma posição sobre sua cabeça. Inspeção Dinâmica Extensão: Pedir ao paciente para inverter a direção e traçar um arco para trás com o cotovelo reto. Ele deve ser capaz de posicionar a mão atrás das costas. Palpação do Ombro Palpar gentilmente em torno do ombro, tocando cada um dos pontos de referência mencionados anteriormente, registando a presença de dor ou calor. Palpar gentilmente em torno do ombro, tocando cada um dos pontos de referência mencionados anteriormente, registando a presença de dor ou calor. Palpação do Ombro Tendinite do manguito rotador e bursite sub-acromial O diagnóstico pode ser feito pela palpação sub-acromial: identificar o acrômio correndo os dedos ao longo da borda da escápula até chegar a seu ponto final lateral (acrômio). Em seguida, palpar a região do espaço sub-acromial. A palpação pode causar dor se houver inflamação dos tendões ou da bursa. Testes para compressão dos tendões Fazer rotação interna do braço, e a seguir levantar passivamente para flexão completa, com a escápula estabilizada. Tendinite do manguito rotador e bursite sub-acromial O diagnóstico pode ser feito pela palpação sub-acromial: identificar o acrômio correndo os dedos ao longo da borda da escápula até chegar a seu ponto final lateral (acrômio). Palpar a região do espaço sub-acromial. A palpação pode causar dor se houver inflamação dos tendões ou da bursa. Testes para compressão dos tendões Fazer rotação interna do braço, e a seguir levantar passivamente para flexão completa, com a escápula estabilizada. Avaliação dos Músculos do manguito rotador São 4 os músculos principais que permitem o movimento do ombro. Testar cada um dos 4 individualmente, contra resistência feita pelo examinador: Supraespinhoso: (conecta o topo da escápula ao úmero): sua contração faz a abdução do ombro. Avaliação dos Músculos do manguito rotador Infraespinhoso: (conecta a escápula ao úmero): sua contração permite que o braço gire externamente. Redondo menor: conecta a escápula ao úmero. Fornece a mesma função (rotação externa) Avaliação dos Músculos do manguito rotador Subescapular: Liga a escápula ao úmero (superfície anterior da escápula). Contração provoca a rotação interna. Inspeção do cotovelo Apoiar o antebraço do paciente na sua mão e identificar os epicôndilos (medial e lateral), pesquisando os contornos e a presença de nódulos ou edema. Palpação do cotovelo Palpar o olecrânio, os epicôndilos e pesquisar sensibilidade. Palpar os sulcos e pesquisar edema. O nervo ulnar é muito sensível e pode ser palpado posteriormente entre o olecrânio e o epicôndilo medial. Palpação epicôndilo lateral Palpação epicôndilo medial Olecrânio Os MOVIMENTOS devem ser inspecionados ativa ou passivamente. Amplitude de Movimento do cotovelo Extensão do braço Flexão do braço Flexão do braço Supinação Pronação Exame do Punho e da Mão O punho e a mão são compostos de pequenas articulações de grande importância para a vida diária das pessoas. Elas são continuamente usadas durante o estado de vigília, mas tem pouca proteção de tecidos moles, o que aumenta a sua vulnerabilidade à traumas e limitações funcionais. Movimentos do punho Extensão do punho Flexão do punho Extensão lateral radial Extensão lateral ulnar Teste de Filkenstein para investigar tendinite. Teste de Tínel Teste de Phalen Avaliação da Sensibilidade A avaliação da sensibilidade é um componente importante no exame físico da mão, pois a sensação é essencial para realização dos movimentos de precisãoe na manipulação de objetos. UNIDADE 1 TÓPICO 3 TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO DAS PRINCIPAIS DISFUNÇÕES ORTOPÉDICAS DOS MEMBROS SUPERIORES Principais Disfunções Ortopédicas do Complexo do Ombro As principais disfunções ortopédicas que acometem o complexo do ombro: síndrome do impacto do ombro, lesões do manguito rotador, capsulite adesiva do ombro e instabilidade multidirecional do ombro. Teste de Neer Teste de Jobe Teste de Gerber Teste de Patte Teste de Hawkins-Kennedy Teste da apreensão anterior Teste da gaveta posterior e anterior ombro Sinal de Sulco Teste de Cozen Teste de Mill Teste para epicondilite medial Sinal de Tínel Teste de Phalen Teste de Phalen reverso Teste de Tinel para Síndrome do Túnel do Carpo Teste de Finkelstein Síndrome do Impacto do Ombro Síndrome do Impacto do Ombro Etiologia Etiologia Etiologia Classificação CLASSIFICAÇÃO DE Classificação de Neer CLASSIFICAÇÃO DE NEER Classificação de Neer Classificação de Neer Fisioterapia Fisioterapia Classificação Capsulite Adesiva Capsulite Adesiva Capsulite Adesiva Capsulite Adesiva: Diagnóstico Capsulite Adesiva Tratamento fisioterapêutico Na fase hiperálgica não é indicada a realização da cinesioterapia. Calor superficial ou profundo, promove relaxamento muscular e aumentar a extensibilidade das fibras colágenas. A eletroterapia pode ser utilizada no alívio da dor e mobilizações intra-articulares graus I e II. Exercícios ativo-assistidos e ativos e alongamentos de toda musculatura do complexo do ombro e coluna cervical na frase III. Exercícios de fortalecimento devem ser utilizados quanto o paciente for melhorando. Tratamento fisioterapêutico Tratamento fisioterapêutico Tratamento fisioterapêutico Tratamento fisioterapêutico Instabilidade Glenoumeral INSTABILIDADE GLENOUMERAL Instabilidade Glenoumeral Instabilidade Glenoumeral Instabilidade Glenoumeral Instabilidade Glenoumeral INSTABILIDADE GLENOUMERAL Instabilidade Glenoumeral INSTABILIDADE GLENOUMERAL Instabilidade Glenoumeral Instabilidade Glenoumeral Instabilidade Glenoumeral Objetivos Tratamento Instabilidade Glenoumeral (0 – 4 semana) Tratamento Instabilidade Glenoumeral (0 – 4 semana) Tratamento Instabilidade Glenoumeral (4– 8 semana) Tratamento Instabilidade Glenoumeral (3– 6 meses) Criterios de Alta Epicondilite Lateral Epicondilite Lateral Quadro Clínico: Dor na face lateral do cotovelo Aumenta com a supinação Epicondilite Lateral Incapacidade funcional. Diminuição. Amplitude de movimento diminuído. Força muscular. IV – Dor forte, contínua e insuportável; movimentos aumentam a dor, que acomete nestes casos, todo o membro. I – Sensação de leve desconforto no membro; dor espontânea na realização das atividades diárias, mas que não interfere na sua produtividade. II – Dor é mais persistente, aparece nas atividades de forma intermitente; dor é mais localizada e a palpação é dolorosa. III – Dor forte que é só atenuada pelo repouso; paciente apresenta perda de força, formigamento e dor forte à palpação. As epicondilites podem ser classificadas em quatro fases: Epicondilite Lateral Incapacidade funcional. Diminuição. Amplitude de movimento diminuído. Força muscular. Epicondilite Lateral Orientar o uso de órteses a fim de reduzir o estresse sobre o epicôndilo lateral, a qual deve ser utilizada durante o dia e removida à noite. Não se recomenda imobilização completa. Eletroterapia. Terapia manual. Exercício com resistência progressiva. Síndrome do Túnel do Carpo Síndrome do Túnel do Carpo Síndrome do Túnel do Carpo Síndrome do Túnel do Carpo Sinais e Sintomas Tratamento Eletrotermofoterapia. Terapia manual com mobilizações intra-articulares dos ossos do carpo. Exercícios ativos e passivos para o punho, mão e dedos. Mobilização neural e exercícios de fortalecimento muscular Dedo em Gatilho Dedo em Gatilho Fisioterapia Movimentação suave do tendão no interior da sua bainha. Crioterapia. Eletroterapia. Terapia manual. Alongamentos. Exercícios ativo-assistidos e ativos. Exercícios de preensão manual e pinça. UNIDADE 1 TÓPICO 4 TRATAMENTO DAS PRINCIPAIS DISFUNÇÕES TRAUMÁTICAS DOS MEMBROS SUPERIORES Luxação Acromioclavicular Luxação Acromioclavicular Tipo I: ruptura parcial ou total dos ligamentos da articulação acromioclavicular; ligamentos coracoclaviculares intactos. Tipo II: ruptura dos ligamentos da articulação acromioclavicular e ruptura parcial dos coracoclaviculares. Tipo III: ruptura completa dos ligamentos coracoclaviculares e separação total entre a clavícula e o acrômio. Tipos IV-VI: incomuns; o periósteo da clavícula e/ou os músculos deltoide e trapézio também sofrem ruptura, causando um grande deslocamento. Fisioterapia Tipos I e II – recomenda-se proteção e repouso. Nas luxações tipo II deve-se utilizar tipoia por alguns dias até os sintomas desaparecerem, além de fazer uso de gelo e analgésicos. Realizar exercícios leves de amplitude de movimento, dentro dos limites sem dor. Reforço muscular, sem dor, enfatizando os músculos trapézio e deltoide. Tipo III – neste tipo de luxação existem várias discussões quanto ao uso de tratamento conservador ou cirúrgico. O tratamento conservador em jovens ou idosos que apresentem baixa demanda funcional. Tipos IV-VI – recomenda-se tratamento cirúrgico. Fraturas do Úmero Proximal Fraturas do Úmero Proximal Fraturas do Úmero Proximal Uma das classificações propostas para este tipo de fraturas é a do grupo AO: Grupo A: fraturas extracapsulares, envolvendo somente dois fragmentos principais. Grupo B: extensão intracapsular parcial da fratura, que envolve dois ou três fragmentos. Grupo C: extensão intracapsular envolvendo dois, três ou quatro fragmentos e risco de necrose da cabeça do úmero. Tratamento As fraturas proximais do úmero sem desvios e estáveis, a mobilização precoce no período inicial de imobilização com tipoia tem demonstrado efeitos positivos. Em torno da 3ª a 4ª semana pode-se iniciar a mobilização suave, porém é importante sempre lembrar de que a fratura deve estar clinicamente estável antes de se iniciar com os exercícios. Os exercícios para ganho de amplitude de movimento, iniciam por volta de três a oito semanas pós lesão