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EXPLICAR A EMBRIOLOGIA DO SNC E RELACIONAR COM A 
HOLOPROSENCEFALIA 
• O SNC aparece no início da 3ª semana como uma placa de ectoderma espessado, a placa neural, na região dorsal 
medial adjacente ao nó primitivo. Suas bordas laterais logo se elevam para formar as pregas neurais 
• As pregas neurais continuam a se elevar, aproximando-se uma da outra na linha média e se fusionam, formando o 
tubo neural. A fusão começa na região cervical e ocorre nos sentidos cefálico e caudal. As extremidades abertas do 
tubo neural formam os neuróporos cranial e caudal. O fechamento do neuróporo cranial se dá cranialmente de seu 
local inicial de fechamento de um local do prosencéfalo que se formará mais tarde. Esse local mais tardio progride 
cranialmente para fechar a região mais rostral do tubo neural e caudalmente para encontrar o fechamento vindo do 
local cervical que avança. O fechamento final do neuróporo cranial ocorre no estágio de 18 a 20 somitos (25º dia); o 
fechamento do neuróporo caudal se dá aproximadamente 3 depois 
 
• A extremidade cefálica do tubo neural apresenta 3 dilatações, as vesículas encefálicas primárias: o prosencéfalo; o 
mesencéfalo; e o rombencéfalo. Simultaneamente, ela forma duas flexuras: a flexura cervical na junção entre o 
rombencéfalo e a medula espinal; e a flexura cefálica na região do mesencéfalo 
• Após 5 semanas de desenvolvimento, as vesículas cerebrais primárias diferenciaram-se em 5 vesículas secundárias. 
Prosencéfalo forma o telencéfalo e diencéfalo, o mesencéfalo permanece, e o rombencéfalo forma o metencéfalo 
e mielencéfalo. Uma fenda profunda, o istmo rombencefálico, separa o mesencéfalo do metencéfalo, e a flexura 
pontina marca a fronteira entre o metencéfalo e o mielencéfalo. 
• Cada vesícula secundária contribuirá para uma parte do encéfalo. Os derivados principais das vesículas incluem 
telencéfalo (hemisférios cerebrais), diencéfalo (vesícula óptica, tálamo, hipotálamo, hipófise), mesencéfalo 
(colículos anterior [visual] e posterior [auditivo]), metencéfalo (cerebelo, ponte) e mielencéfalo (bulbo) 
 
ENCÉFALO 
• O encéfalo é dividido em tronco encefálico (mielencéfalo, a ponte do metencéfalo e o mesencéfalo) e centros 
superiores (cerebelo e hemisférios cerebrais). 
ROMBENCÉFALO 
• Consiste no mielencéfalo, a vesícula encefálica mais caudal, e no metencéfalo, que se estende da flexura pontina 
até o istmo do rombencéfalo 
 
Mielencéfalo: dá origem ao bulbo, uma zona transicional entre o encéfalo e a medula espinal. Placas alar e basal 
separadas pelo sulco limitante podem ser distinguidas claramente. A placa basal, contém núcleos motores divididos 
em: grupo eferente somático medial; eferente visceral especial intermediário; e grupo eferente visceral geral lateral 
• O grupo eferente somático contém neurônios motores, que formam a continuação encefálica das células do corno 
anterior. Na medida que esse grupo continua no mesencéfalo, é chamado de coluna motora eferente somática. No 
mielencéfalo, inclui neurônios do nervo hipoglosso (NC XII), que inervam a musculatura da língua. No metencéfalo e 
no mesencéfalo, a coluna contém neurônios dos nervos abducente (NC VI), troclear (NC IV) e oculomotor (NC III), 
respectivamente. Esses nervos abastecem a musculatura ocular. 
• O grupo eferente visceral especial se estende para o metencéfalo, formando a coluna motora eferente visceral 
especial. Seus neurônios motores inervam os músculos estriados dos arcos faríngeos. No mielencéfalo, a coluna é 
representada por neurônios dos nervos acessório (NC XI), vago (NC X) e glossofaríngeo (NC IX). 
• O grupo eferente visceral geral contém neurônios motores que abastecem a musculatura involuntária do sistema 
respiratório, do sistema digestório e do coração. 
 
• A placa alar contém 3 grupos de núcleos de retransmissão sensorial: O mais lateral deles, o grupo aferente 
somático (sensorial geral), recebe sensações de dor, temperatura e de toque da faringe pelo nervo glossofaríngeo. O 
grupo intermediário, ou aferente especial, recebe impulsos das papilas gustativas da língua, do palato, da 
orofaringe, da epiglote e do nervo vestibulococlear para audição e equilíbrio. Ao grupo medial, ou aferente visceral 
geral, é enviada informação interoceptiva do sistema digestório e do coração. 
 
MESENCÉFALO 
• No mesencéfalo, cada placa basal contém 2 grupos de núcleos motores: um grupo somático eferente medial, 
representado pelos nervos oculomotor e troclear, que inervam a musculatura ocular; e um pequeno grupo eferente 
visceral geral, representado pelo núcleo de Edinger-Westphal, que inerva o músculo esfíncter da pupila. 
• A camada marginal de cada placa basal aumenta e forma o pilar do cérebro. Esses pilares servem como vias para as 
fibras nervosas que descem do córtex cerebral para os centros inferiores na ponte e na medula espinal. As placas 
alares do mesencéfalo aparecem como 2 elevações longitudinais separadas por uma depressão oca na linha média. 
• Com o desenvolvimento, um sulco transversal divide cada elevação em colículos anterior (superior) e posterior 
(inferior). O colículo posterior funciona como estação de retransmissão sináptica para os reflexos auditivos; e o 
colículo anterior, como centros de correlação e reflexo para os impulsos visuais. Os colículos são formados por 
ondas de neuroblastos migrando para a zona marginal sobrejacente. Ali, eles são organizados em camadas 
 
 
 
PROSENCÉFALO 
• Consiste no telencéfalo, que forma os hemisférios cerebrais, e no diencéfalo, que forma a escavação óptica e o 
pedúnculo óptico, a hipófise, o tálamo, o hipotálamo e a glândula pineal. 
Diencéfalo 
• Diencéfalo consiste em 1 placa do teto e em 2 placas alares, mas não tenha placas do assoalho e basal. A placa do 
teto consiste em 1 camada de células ependimárias recobertas por mesênquima vascular. A porção mais caudal da 
placa do teto se desenvolve em corpo pineal. Inicialmente, esse corpo aparece como um espessamento epitelial na 
linha média, mas, até a 7ª semana, começa a evaginar. Por fim, se torna um órgão sólido no teto do mesencéfalo, 
que funciona como um canal através do qual a luz e a escuridão afetam os ritmos endócrino e comportamental. 
• As placas alares formam as paredes laterais do diencéfalo. Um sulco, o sulco hipotalâmico, divide a placa em uma 
região dorsal e em uma ventral, o tálamo e o hipotálamo, respectivamente 
• O hipotálamo diferencia-se em inúmeras áreas nucleares que regulam as funções viscerais, o que inclui o sono, a 
digestão, a temperatura corporal e o comportamento emocional. Um desses grupos, o corpo mamilar, forma uma 
protuberância distinta sobre a superfície ventral do hipotálamo, de cada lado da linha média 
• A hipófise desenvolve-se de 2 porções diferentes: uma evaginação ectodérmica do estomodeu, conhecida como 
bolsa de Rathke; e uma extensão do diencéfalo que se projeta para baixo, o infundíbulo 
• Quando o embrião tem cerca de 3 semanas, a bolsa de Rathke aparece como uma evaginação da cavidade oral e 
cresce no sentido dorsal para o infundíbulo. No fim do 2º mês, perde sua conexão com a cavidade oral e fica em 
contato íntimo com o infundíbulo 
• As células na parede anterior da bolsa de Rathke crescem rapidamenteem número e formam o lobo anterior da 
hipófise (adeno-hipófise). Uma pequena extensão desse lobo, a porção tuberal, cresce ao redor do pedúnculo do 
infundíbulo e o cerca. 
• O infundíbulo dá origem ao pedúnculo e à parte nervosa, ou lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise). Ele é 
composto por células neurogliais. Além disso, contém inúmeras fibras nervosas da área hipotalâmica. 
Telencéfalo: consiste em 2 evaginações laterais, os hemisférios cerebrais, e uma porção mediana, a lâmina 
terminal. As cavidades dos hemisférios, os ventrículos laterais, comunicam-se com o lúmen do diencéfalo por meio 
dos forames interventriculares de Monro 
 
• Os hemisférios cerebrais surgem como evaginações bilaterais da parede lateral do prosencéfalo. A porção basal 
dos hemisférios cresce e se projeta para o lúmen do ventrículo lateral e para o assoalho do forame de Monro. Em 
cortes transversais, a região que cresce rapidamente tem aparência estriada e é conhecida como corpo estriado 
• Na região em que a parede do hemisfério está ligada ao teto do diencéfalo, esta não consegue desenvolver 
neuroblastos e permanece muito fina. Nesse local, a parede do hemisfério consiste em uma única camada de células 
ependimárias recobertas por mesênquima vascularizado, que, juntos, compõem o plexo coroide em cada um dos 
ventrículos laterais. Os plexos corioides deveriam ter se formado no teto de cada hemisfério; porém, como 
resultado do crescimento desproporcional de várias partes dos hemisférios, cada plexo se projeta para o ventrículo 
lateral ao longo da fissura corioide. Imediatamente acima da fissura corioide, a parede do hemisfério se espessa, 
formando o hipocampo. A função primária do hipocampo, que se projeta para o ventrículo lateral, é o olfato. 
• Com o avanço da expansão, os hemisférios cobrem as áreas laterais do diencéfalo e mesencéfalo, e porção cefálica 
do metencéfalo. O corpo estriado, expande-se posteriormente e se divide em 2 partes: uma parte dorsomedial, o 
núcleo caudado e uma parte ventrolateral, o núcleo lentiforme, que é constituído pelo putame e pelo globo pálido. 
Essa divisão é acompanhada por axônios que passam indo e vindo do córtex do hemisfério, atravessando a massa 
nuclear do corpo estriado. O feixe de fibras formado é conhecido como cápsula interna. Os núcleos caudado e 
lentiforme fazem parte de um conjunto de núcleos denominados núcleos da base. Esses, estão substancialmente 
conectados ao córtex cerebral, ao tálamo e ao tronco encefálico e são importantes no controle de movimentos 
voluntários, comportamento rotineiro, cognição, emoção, aprendizado processual e nos movimentos oculares. 
 
• O crescimento contínuo dos hemisférios cerebrais nos sentidos anterior, dorsal e inferior resulta na formação dos 
lobos frontal, temporal e occipital, respectivamente. Entretanto, à medida que diminui o crescimento da região, a 
área entre os lobos frontal e temporal forma uma depressão conhecida como ínsula. Essa região, no momento do 
nascimento, está quase completamente coberta. Ao fim da vida fetal, a superfície dos hemisférios cerebrais cresce 
tão rapidamente que aparecem muitas convoluções (giros) separadas por fissuras e sulcos
 
Comissuras 
• A princípio, cada hemisfério cerebral cresce como uma estrutura separada. No entanto, até o fim do 3º mês, as 
coleções de fibras nervosas crescem, conectando um hemisfério ao outro. Essas fibras se reúnem em estruturas 
chamadas comissuras, e muitas fazem uso da lâmina terminal que se forma na região craniana da vesícula do 
prosencéfalo. A lâmina terminal se estende da lâmina do teto do diencéfalo até o quiasma óptico e constitui uma 
conexão inicial entre os hemisférios. O 1º dos feixes que aparece na lâmina terminal é a comissura anterior. Consiste 
em fibras que conectam o bulbo olfatório e as áreas cerebrais relacionadas de um hemisfério às do lado oposto 
• A 2ª comissura a aparecer é a comissura hipocampal (do fórnice). Suas fibras surgem no hipocampo e convergem 
na lâmina terminal próximo à placa do assoalho do diencéfalo. Desse ponto em diante, as fibras continuam, 
formando um sistema de arcos imediatamente fora da fissura corioide, para o copo mamilar e o hipotálamo. 
• Outra comissura importante, o corpo caloso, aparece por volta da décima semana do desenvolvimento e conecta 
as áreas não olfatórias dos córtices cerebrais direito e esquerdo. Forma, inicialmente, um pequeno feixe na lâmina 
terminal; entretanto, como resultado da expansão contínua do neocórtex, ele se estende a princípio anteriormente 
e, então, posteriormente, constituindo um arco sobre o teto do diencéfalo 
• Além das 3 comissuras em desenvolvimento na lâmina terminal, aparecem mais 3 fora dessa região. Duas delas, as 
comissuras posterior e habenular, encontram-se logo abaixo e rostralmente ao pedúnculo da glândula pineal. A 3ª, o 
quiasma óptico, que aparece na parede rostral do diencéfalo, contém fibras das metades mediais da retina 
 
DESCREVER AS ÁREAS FUNCIONAIS (BRODMANN) DOS LOBOS 
CEREBRAIS
 
→ O córtex cerebral tem sido objeto de investigações histológicas, nas quais foram estudados diversos aspectos de 
sua estrutura, tais como a composição e característica das diversas camadas, espessura total e espessura das 
camadas. O córtex cerebral pode ser dividido em numerosas áreas cito arquiteturais, havendo vários mapas de 
divisão. A divisão mais aceita é a do alemão Korbinian Brodmann, que identificou quase 50 áreas designadas por 
números denominadas áreas de Brodmann 
 
Áreas sensitivas do córtex: 
• A área responsável pela sensibilidade geral do corpo, está localizada no giro pós-central, correspondendo ás áreas 
3,2,1 de Brodmann. Também é chamada área somestésica primária ou área somestésica SI. Recebe impulsos 
nervosos provenientes do tálamo relacionados com dor, temperatura, tato, pressão e propriocepção consciente da 
metade oposta do corpo. 
Área visual: 
• Corresponde à área 17 de Brodmann. Localiza-se no sulco calcarino do lobo occipital. Estimulações elétricas desta 
área provocam alucinações visuais. A ablação bilateral da área 17 causa cegueira completa no ser humano. 
Área auditiva 
• Está situada no giro temporal e corresponde à área 41 de Brodmann. Estimulações elétricas desta área em um 
indivíduo acordado causam alucinações auditivas. Lesões bilateral do giro temporal causam surdez completa. Lesões 
unilaterais provocam perda da acuidade auditiva, já que, ao contrário das demais vias sensitivas, a via auditiva não é 
totalmente cruzada, estando a cóclea representada nos dois hemisférios cerebrais 
Área olfatória 
• A área olfatória que corresponde a área 28 de Brodmann, ocupa no homem apenas um pequeno espaço situado 
na parte anterior do giro parahipocampal. 
Área gustativa 
• Corresponde à área 43 de Brodmann, localizando-se na porção inferior do giro pós-central, em uma região 
próxima á parte da área somestésica correspondente à língua. Lesões nesta área determinam diminuição da 
gustação na metade oposta da língua. 
Área de associação do córtex 
• As área de associação do córtex são aquelas que não estão relacionadas diretamente com a sensibilidade nem com 
a motricidade. Elas são bem maiores do que estas. As áreas 5 e 7 são de associação somestésica, permitindo a 
identificação de objetos pela sua comparação com o conceito do objeto existente na memória do indivíduo, é a área 
da orientação espacial corporal. Elas combinam a informação proveniente de vários pontos para decifrar seu 
significado. Quando estas área são removidas, a pessoa perde a capacidade de reconhecer objetos e parte da noção 
da forma de seu corpo. A perda destas áreas em um dos lados do cérebro faz com que a pessoa não tenha, algumas 
vezes, consciência do lado oposto do corpo. As áreas 18 e 19, situadas próximo à área visual (17), estão associadas 
com a visão, é responsável pela elaboração de impressões visuais e associação delas com experiências passadas para 
reconhecimento e identificação. 
• Lesão destas áreas provocaa cegueira verbal. Situação pouco comum na qual o indivíduo perde a capacidade de 
entender o significado da linguagem escrita. As áreas 42 e 22 de Brodmann, situadas próximo à área auditiva (41), 
estão associadas com a audição a área 22 associas a memória auditiva e interpreta, nela as impressões acústicas são 
interpretadas com relação a sua provável fonte e associadas com experiências passadas. Lesão netas áreas provoca 
surdez verbal, condição também pouco comum na qual o indivíduo perde a capacidade de entender a linguagem 
falada. 
Áreas motoras 
• Em resposta a impulsos sensitivos, o córtex reage desencadeando impulsos motores, fechando um circuito reflexo 
que se inicia com a estimulação do receptor. Porém, ato motor não se subordina necessariamente a esse esquema, 
uma vez que existem movimentos que não têm a sua origem no receptor, nascendo do próprio córtex por uma 
decisão do indivíduo. Estes são chamados de movimentos motores voluntários. As áreas motoras do córtex estão 
localizadas no giro pré-central, correspondendo às área 4, 6 e 8 de Brodmann. 
• A área 4 é considerada a área motora primária, formada pelas células de Betz. A estimulação elétrica desta área 
determina movimento de grupos musculares do lado oposto. As partes motoras do corpo estão representadas no 
giro pré-central na área 4, de maneira identica à representação das áreas sensitivas no giro pós-central. 
• A área 6, chamada área pré-motora de Fulton, está situada adiante da área 4. A sua estimulação depende de 
estímulos bem mais fortes do que os que são aplicados sobre a área 4 para causar a atividade motora. 
• A área 8 é chamada de área frontal dos olhos e sua estimulação provoca o desvio conjugado dos globos oculares 
Áreas pré-frontais 
• Ocupam a posição anterior do lobo frontal, correspondendo às áreas 9, 10 e 11 de Brodmann, responsáveis pela 
iniciativa, pensamento, planejamento e elaboração. Durante anos, esta área foi considerada como o local do 
intelecto mais elevado do ser humano. Porém, a destruição do lobo frontal posterior e da região do giro angular 
provoca lesão infinitamente maior ao intelecto do que a destruição das áreas pré-frontais. Estudos recentes têm 
demonstrado que todas as porções do córtex que não estão relacionadas com a sensibilidade e motricidade são 
importantes na capacidade em aprender informações complexas. As áreas préfrontais parecem desempenhar 
funções relacionadas com o controle do comportamento a ser seguido diante de certas situações sociais e físicas. 
Para tanto, deve associar dados que possibilitam a formação do caráter e o desenvolvimento da personalidade. A 
pessoa que sofreu destruição das suas áreas pré-frontais reage bruscamente diante de certas situações. Perde o 
senso de moral e de respeito humano. Realizando com naturalidade em público determinados atos considerados 
atentatórios à moral, como as necessidades fisiológicas e o ato sexual. Além disso, sofre alterações de humor, 
passando rapidamente da alegria para a tristeza, da bondade para a maldade, da doçura para a ira e vice-versa. 
• As áreas pré-frontais têm importantes conexões com o núcleo dorso medial do tálamo, recebendo e enviando 
fibras a este núcleo. A lobotomia pré-frontal, que consiste na separação destas duas áreas, foi usada antigamente 
para tratamento de doentes psiquiátricos com quadro de depressão e ansiedade. Os doentes submetidos a esta 
cirurgia entravam em estado de “tamponamento psíquico”, isto é, deixavam de reagir a circunstâncias que 
normalmente determinam alegria ou tristeza. Uma consequência indesejável é que muitos pacientes mostravam 
uma deficiência intelectual acentuada. 
Áreas relacionadas com a linguagem 
• De maneira esquemática, existem duas áreas corticais relacionadas com a linguagem: 
 
a) área anterior para a linguagem situa-se nas porções triangular e opercular do giro frontal inferior, é responsável 
pela programação da atividade motora relacionada com a expressão da linguagem, conhecida como área de Broca 
que correspondem (área 44 e parte da 45 Brodmann); 
b) A área de Wernicke é posterior que a de Broca e localiza-se na região têmporopariental, está relacionada com a 
percepção da linguagem e corresponde (área 39 de Brodmann). Lesões nestas áreas provocam o aparecimento de 
afasias, ou seja, uma incapacidade do paciente de se comunicar através da linguagem verbal, embora os 
mecanismos periféricos tanto sensitivos como motores necessários para esta comunicação estejam intactos 
IDENTIFICAR OS FATORES DETERMINANTES PARA AS 
MALFORMAÇÕES ENCEFÁLICAS 
HOLOPROSENCEFALIA 
→ Holoprosencefalia (HPE) é um espectro de anomalias nas quais a perda de estruturas na linha média resulta em 
malformações do encéfalo e da face. Nos casos graves, os ventrículos laterais se fundem em uma única vesícula 
telencefálica (HPE alobar), os olhos também se fundem e há uma única câmara nasal, além de outros defeitos faciais 
na linha média. Em casos menos graves, ocorre a divisão do prosencéfalo em 2 hemisférios cerebrais, mas o 
desenvolvimento de estruturas da linha média é incompleto. Em geral, os bulbos e tratos olfatórios e o corpo caloso 
são hipoplásicos ou ausentes. Algumas vezes, em casos muito moderados, o único indício de que ocorreu algum 
grau de HPE é a existência de um único dente incisivo central. HPE ocorre em 1/15.000 nascidos vivos, mas é 
encontrada em 1/250 gestações que terminaram em aborto espontâneo. Mutações em SHH, o gene que regula o 
estabelecimento da linha média ventral no SNC, resultam em algumas formas de HPE. Outra causa é a biossíntese 
defeituosa do colesterol, que leva à síndrome de Smith-Lemli-Opitz. Essas crianças têm defeitos na região 
craniofacial e nos membros, e 5% têm HPE. A síndrome de Smith-Lemli-Opitz é uma condição autossômica recessiva 
consequente de anomalias na enzima 7-desidrocolesterol redutase, que metaboliza 7-desidrocolesterol em 
colesterol. Muitos dos defeitos, inclusive nos membros e no encéfalo, são causados por sinalização anormal de SHH, 
visto que o colesterol é necessário para que esse gene exerça seus efeitos. Outras causas genéticas incluem 
mutações no fator de transcrição SINE OCCULIS HOMEOBOX 3 (SIX3), FATOR DE INTERAÇÃO COM TG (TGIF) e na 
PROTEÍNA ZINC FINGER (ZIC2). 
→ Base embriológica: resulta da separação incompleta dos hemisférios cerebrais 
→ Maioria das vezes associada à anormalidades faciais: Redução da proeminência frontonasal: defeitos do 
desenvolvimento do prosencéfalo causam anomalias faciais resultantes de uma redução da saliência frontonasal 
Fatores genéticos: estudos moleculares identificaram genes relacionados à HPS como o SHH 
Fatores ambientais: diabetes materna e teratógenos - como o álcool, podem destruir as células embrionárias no 
plano mediano do disco embrionário durante a 3ª semana, produzindo uma ampla variedade de defeitos congênitos 
resultante da formação defeituosa do prosencéfalo. A holoprosencefalia é 200 vezes mais frequente em crianças de 
mãe diabética 
→ Tipos de holoprosencefalia: alobar, semi-lobar e lobar de acordo com o grau de divisão do prosencéfalo 
 
 
→ Os vírus, de uma forma geral, podem causar microcefalia. O que a gente mais conhece é o vírus da rubéola, um 
dos mais antigos e que a gente já tem campanhas para evitá-lo, como a vacinação. Mas o citomegalovírus, que 
parece uma gripe para a mãe, também pode ser causa de microcefalia. 
→ O herpes vírus, a toxoplasmose, alguns estágios da sífilis, menos frequentemente, mas além desses quadros que 
são infecciosos, você também pode ter alterações do metabolismo do bebê, causando isso; você pode ter alterações 
do fluxo da placenta, da quantidade de sangue com nutrientes que passa da mãe para esse bebê. Por exemplo, 
problemas de pressão alta, que muitas vezes acontecem durante o pré-natal, podem acabar gerando um 
crescimento intrauterino restrito, alémda própria situação genética, muitas vezes é uma família que tem tendência 
a ter um crânio menor ou maior. 
→ O vírus passa pela placenta e vai então acometer o tecido cerebral de uma forma que vai desacelerar o 
crescimento dos neurônios e células que existem. E é essa alteração do crescimento cerebral que vai acabar 
causando uma alteração na taxa de crescimento do osso. A calcificação pode impedir que o cérebro continue a se 
desenvolver bem 
→ A criança que tem microcefalia pode ter o acometimento cerebral ou pode ter outras malformações do sistema 
nervoso central, levando a graus variáveis de sequelas. A microcefalia pode parecer nova para a população em geral, 
mas esse diagnóstico de qualquer tipo de deficiência é uma questão que o IFF está acostumado a lidar há muitos 
anos. A gente tem uma equipe multiprofissional que lida com crianças com diversas patologias, não só a do sistema 
nervoso central

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