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 Natália Quintino Dias 
Diverticulite aguda 
É um processo inflamatório do divertículo, 
resultado da ação erosiva de fecálito ou do 
aumento demasiado da pressão intraluminal, com 
consequente perfuração e peritonite. 
Fisiopatologia 
A causa-base da diverticulite é a micro ou 
macroperfuração do divertículo. Acreditava-se que 
isso se devia à ação de um fecálito, que geraria 
inflamação da mucosa e levaria à perfuração do 
divertículo (microperfuração, geralmente), 
ocasionando quadro de peritonite. No entanto, 
parece que a obstrução é rara e o processo 
primário se configura como a erosão da parede 
diverticular por pressão intraluminal elevada ou 
por partículas de alimentos, levando a inflamação 
e necrose e posterior perfuração. 
Classificação proposta por Hinchey 
Considera a localização dos abscessos e a extensão 
do processo infeccioso. 
 
Quadro clínico 
• Dor na fossa ilíaca esquerda (FIE) 
• Febre persistente 
Diagnóstico 
Exame físico 
Há defesa e peritonite no quadrante inferior 
esquerdo. 
Podem ocorrer fístulas, sendo a colovesical a mais 
comum. Nesses casos, observam-se pneumatúria 
(emissão de gases pelo trato urinário, não 
necessariamente, mas principalmente ao urinar) e 
infecção urinária que não respondem ao 
tratamento clínico. 
Exames laboratoriais 
Hemograma completo, deve ser colhido, assim 
como análise da urina, em caso de sintomas 
urinários, e eletrólitos gerais, em caso de diarreia, 
vômitos ou alteração do estado gera. 
 
Exames de imagem 
A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e 
pelve é padrão-ouro, e confirma a presença do 
processo infeccioso e afasta outras hipóteses 
diagnósticas. 
• Os achados sugestivos de diverticulite incluem 
espessamento localizado da parede intestinal 
(maior que 4 mm), aumento na densidade das 
partes moles na gordura pericólica secundário 
à inflamação e à presença de divertículos 
colônicos. 
 
seta amarela – induração da gordura 
perissigmóidea; seta verde – espessamento de 
meso; setas vermelhas – divertículos 
Na presença de história e exame físico compatíveis 
com diverticulite, o tratamento não deve ser 
protelado em virtude de exames confirmatórios, 
principalmente a TC, a Ressonância Nuclear 
Magnética (RNM), a ultrassonografia (USG) de 
abdome e o clister com contraste hidrossolúvel (É 
a introdução de uma sonda através do ânus até 
atingir a parte terminal do intestino grosso para 
instilação de certa quantidade de solução. 
Promover a evacuação e alívio da constipação 
intestinal). 
• A USG tem a capacidade de avaliar o 
espessamento do cólon, assim como de 
visualizar coleções intraperitoneais, porém 
tem limitação em obesos e, apesar de não 
oferecer os riscos da radiação e do contraste, 
é operador-dependente e tem menor 
acurácia. 
A TC e a RNM são equivalentes; a primeira é a 
preferência entre os cirurgiões, por ser mais 
facilmente realizada e interpretada, utilizada tanto 
para diagnosticar quanto para estratificar a 
extensão da diverticulite, de acordo com a 
classificação de Hinchey. 
 Natália Quintino Dias 
Clister com contraste hidrossolúvel: o uso 
decresceu consideravelmente nos últimos anos e 
não é realizado rotineiramente, tanto pelo 
desconforto do paciente quanto pelo risco 
adicional de aumento da pressão intracolônica, 
com consequente extravasamento de conteúdo 
fecal para a cavidade peritoneal. Além disso, não 
possibilita avaliar complicações, como o abscesso 
pélvico. 
A colonoscopia deve ser evitada no quadro agudo, 
pelo risco de perfuração, mas deve ser realizada 
quatro a seis semanas após a recuperação para 
excluir câncer colorretal em doentes que não 
tenham este exame recente. A colonoscopia e o 
enema opaco são contraindicados na fase aguda, 
devido ao risco de possível perfuração e 
contaminação da cavidade. 
Tratamento 
O tratamento deve ser orientado conforme a 
apresentação da doença pela classificação de 
Hinchey. 
 
Casos não complicados (Hinchey I) que 
responderam ao tratamento com antibióticos 
podem ser conduzidos sem cirurgia, apenas com 
medidas dietéticas. 
Quando há necessidade de drenagem do abscesso 
(Hinchey II), deverá ser considerada cirurgia de 
forma eletiva. 
Outros critérios de indicação cirúrgica são dois ou 
mais crises bem documentadas em pacientes com 
mais de 50 anos ou quadro agudo em paciente com 
menos de 50 anos, presença de complicações, 
como fístulas, estenose segmentar, perfuração e 
hemorragia, pacientes imunodeprimidos e 
impossibilidade de exclusão de câncer. 
Complicações 
Deve-se avaliar sinais de acometimento do 
aparelho urinário – presente em 10 a 15% dos 
casos –, como disúria, fecalúria ou pneumatúria, 
sugestivos de fistulização (fístula ocorre em 20% 
dos pacientes com indicação de tratamento 
cirúrgico, sendo mais comum para a bexiga); além 
disso, também se deve realizar o exame do 
aparelho genital feminino, que pode revelar saída 
de material fecal pela vagina ou abaulamento do 
fundo de saco nos casos de abscesso pélvico. 
Diverticulite aguda é a principal causa de fístula 
colovesical.

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