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Medicamento Homeopático: É aquele que segue a doutrina da cura pelo semelhante, ou seja, são substâncias capazes de
causar sintomas de uma determinada doença no organismo sadio para que o sistema imunológico defenda a doença.
“Dinamização” sendo homeopatia mais natural que alopatia.
Medicamento Similar: É aquele que apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração.
posologia, indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica em comparação ao medicamento de referência.
Medicamento Genérico: É aquele registrado pelo nome genérico ou químico da substância ativa que o compõe, mas não
possui testes de biodisponibilidade.
Medicamento Manipulado: É aquele produzido em farmácias de manipulação ou hospitais com recursos para tal prática,
seguindo prescrição médica de acordo com a necessidade individual de cada paciente.
Formas Farmacêuticas
Preparações líquidas - Soluções: Misturas homogêneas do soluto (base farmacológica) com o solvente (veículo). Pode se
destinar ao uso sob a forma de gotas.
Preparações líquidas - Suspensões: Misturas heterogêneas, sendo que o soluto se deposita no
fundo do recipiente, necessitando de homogeneização no momento do
uso.
Preparações líquidas - Xaropes: Soluções aquosas em que o açúcar em altas concentrações é utilizado como corretivo.
Pode conter cerca de dois terços do seu peso em sacarose.
Preparações líquidas - Elixires: Soluções hidroalcoólicas para uso oral, açucaradas ou glicerinadas, contendo substâncias
aromáticas e bases medicamentosas.
Preparações líquidas - Loções: Soluções alcoólicas ou aquosas para uso tópico.
Tipos de medicamentos
Medicamento de Referência: É aquele inovador, a novidade mais recente apresentada pela indústria farmacêutica
comprovada cientificamente pela ANVISA e possui mais de 40 anos no mercado.
A biodisponibilidade refere-se à extensão e à velocidade em que a porção ativa adentra a circulação sistêmica,
alcançando o local de ação.
Dois medicamentos são considerados bioequivalentes quando possuem a mesma biodisponibilidade.
Forma farmacêutica é a maneira como os medicamentos são preparados, apresentados e consequentemente comercializados
e utilizados.
Preparações líquidas - Emulsões: Substâncias oleosas dispersas em meio aquoso, apresentando separação de fases.
Preparações sólidas - Comprimidos: 
Comprimidos de revestimento entérico;
Comprimidos sublinguais;
Comprimidos efervescentes;
Comprimidos mastigáveis;
Comprimido de ação lenta ou prolongada.
Normalmente, os comprimidos devem ser ingeridos com água que os carreie até o estômago.
Preparações sólidas - Cápsulas: As cápsulas são recipientes formando um envoltório gelatinoso, contendo a substância
terapêutica e os excipientes.
Preparações pastosas: São preparações semi-sólidas normalmente destinadas ao uso tópico. Como exemplos: geleias,
cremes, pomadas, unguentos e pastas, em ordem crescente de viscosidades. As cápsulas são recipientes formando um
envoltório gelatinoso, contendo a substância terapêutica e os excipientes.
Vias de administração
Conceitos Básicos
Droga: Qualquer substância química que modifique a função fisiológica.
Dose: quantidade de fármaco capaz de provocar alterações no organismo;
Posologia: estudo da quantidade de medicamento (dosagem) que o paciente deve tomar de cada vez e o intervalo entre uma
e outra dose;
Forma farmacêutica: forma de apresentação do medicamento, em comprimidos, cápsulas, xaropes etc.
Fármaco: substância química com ação terapêutica;
Medicamento: produto tecnicamente elaborado contendo um ou mais fármacos. Os medicamentos podem ser classificados
em magistrais, oficiais e oficinais;
Remédio: O conceito de remédio é bem amplo. Pode ser considerado como todo e qualquer tipo de cuidado utilizado para
curar ou aliviar doenças, sintomas, desconfortos e mal-estar;
A farmacologia pode ser subdividida em vários ramos, sendo que essa classificação é feita com base na evolução das
técnicas e métodos farmacológicos. Dentre as subdivisões estão:
Farmacologia básica- Farmacologia é a ciência que estuda, medicamentos ou substâncias capazes de alterar funções ou
estruturas do organismo vivo.
Farmacodinâmica- Descreve o que o fármaco faz com o organismo.
Farmacocinética- Estuda o que o organismo faz com o fármaco.
Farmacologia clínica- Área da farmácia que se concentra no uso racional de medicamentos para cuidar dos pacientes,
visando à saúde, bem-estar e tratamento de doenças. Ela envolve o estudo da composição dos medicamentos, suas
propriedades, interações, efeitos no corpo e como são processados pelo organismo para o tratamento terapêutico.
Esta ciência também pode ser dividida quanto ao tipo de estudo:
Farmacognosia- É a parte da farmacologia que se ocupa em dar origem, características e distribuição das drogas na
natureza, isto é, é o estudo da matéria prima em seu estado natural. Ex: Passiflora edulis (maracujá)
Farmacotécnica- Trata-se de uma parte da farmacologia que cuida das drogas, transformando-se nas várias formas
farmacêuticas utilizadas na prevenção, diagnóstico e cura das doenças. Esta transformação visa a administração,
assegurando uma perfeita eficácia terapêutica e conservação.
Farmacogenética- é a ciência que estuda a variabilidade genética dos indivíduos com relação a medicamentos específicos.
Determinados indivíduos podem reagir diferentemente ao mesmo tipo de medicamento, dependendo de sua etnia ou outras
variações genéticas.
Toxicologia- A toxicologia é definida como uma ciência que visa estudar os efeitos nocivos decorrentes de substâncias
químicas no organismo de seres vivos. Esta ciência abrange múltiplas áreas do conhecimento com inúmeros profissionais
de várias áreas.
IMPORTANTE: TODO FÁRMACO É UMA DROGA, MAS NEM TODA DROGA É UM FÁRMACO
NOTAS
A única via em que absorvemos 100% é a intravenosa;
A diferença entre remédio e veneno é a dosagem;
Tanto remédio de referência, tanto genérico, quanto similar equivalente devem ser bioequivalentes e ter a mesma
bioeficiência.
A farmacovigilância, conforme a OMS, é a ciência que identifica, avalia, compreende e previne problemas relacionados ao
uso de medicamentos. Para registrar um novo medicamento na Anvisa, é necessário comprovar qualidade, eficácia e
segurança por meio de estudos clínicos. No entanto, esses estudos têm limitações, especialmente quanto à segurança a
longo prazo e eventos raros. Após a comercialização, um sistema de farmacovigilância é crucial para identificar problemas
de uso de medicamentos e proteger a saúde, já que os estudos clínicos têm restrições de tamanho e duração, excluindo
grupos como crianças, gestantes e idosos por questões éticas.
Absorção
Distribuição
Biotransformação ou metabolismo
Excreção
Intestino, através das fezes
Excreção biliar
Pulmão caso sejam voláteis
Pele através do suor,
Leite materno
Lágrimas.
A farmacocinética estuda o que o organismo faz com o fármaco, ou seja, refere-se ao movimento do fármaco dentro,
através e fora do corpo:
Absorção: A absorção consiste na passagem do medicamento do local onde é administrado, para a circulação sanguínea.
Para chegar na circulação sanguínea o fármaco deve passar por alguma barreira dada pela via de administração, que pode
ser: cutânea, subcutânea, respiratória, oral, retal, muscular. Parte do fármaco é metabolizado principalmente pelo fígado,
antes de chegar à circulação sistêmica.
Em casos de medicações intravenosas não há absorção, pois o fármaco vai diretamente para a corrente sanguínea.
Distribuição: Distribuição é a passagem que ocorre da corrente sanguínea para líquido intersticial e intracelular, essa
passagem pode ser afetada por fatores fisiológicos e pelas propriedades físico-químicas da substância, isso ocorre porque
substâncias menos lipossolúveis têm mais dificuldade de atravessar as membranas biológicas.
Biotransformação: O fígado é o principal órgão responsável pela metabolização dos fármacos no organismo, devido à
grande quantidade de enzimas metabólicas presentes no órgão. Tais reações de metabolização são chamadasde
biotransformação, nas quais o fígado é capaz de transformar o fármaco em metabólitos ativos, inativos e/ou facilitando sua
eliminação.
Normalmente uma droga é administrada na forma ativa e inativada pela biotransformação.
Excreção: A excreção consiste na eliminação do composto através de várias estruturas, principalmente no rim, em que a
eliminação se faz pela urina.
Além disso, os metabólitos também podem ser eliminados através de outras estruturas como:
Interações farmacocinéticas- São aquelas em que um fármaco altera a velocidade ou a extensão de absorção,
distribuição, biotransformação ou excreção de outro fármaco. 
Interação medicamentosa- é evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco,
alimento, bebida ou algum agente químico ambiental. Quando dois medicamentos são administrados, concomitantemente, a
um paciente, eles podem agir de forma independente ou interagirem entre si, com aumento ou diminuição de efeito
terapêutico ou tóxico de um ou de outro.
O desfecho de uma interação medicamentosa pode ser perigoso quando promove aumento da toxicidade de um fármaco.
Algumas vezes, a interação medicamentosa reduz a eficácia de um fármaco, podendo ser tão nociva quanto o aumento.
Classificação das Interações Medicamentosas
Citocromo P450 (CYP)
Interações de efeito: Ocorre quando dois fármacos administrados simultaneamente têm efeitos terapêuticos
semelhantes ou opostos, podendo resultar em efeitos sinérgicos (aumento da resposta) ou antagonismo (redução ou
ausência de efeito) um do outro. Importante notar que essa interação não afeta a farmacocinética (absorção,
distribuição, metabolismo, excreção) nem o mecanismo de ação dos medicamentos envolvidos.
Interações farmacodinâmicas: As interações farmacodinâmicas ocorrem nos locais de ação dos fármacos e envolvem
os mecanismos pelos quais os efeitos desejados são desencadeados. Esses efeitos resultam da ação dos fármacos no
mesmo receptor ou enzima. Um fármaco pode intensificar o efeito de um agonista, seja estimulando a receptividade de
seu receptor celular ou inibindo enzimas que o inativam no local de ação. Por outro lado, a redução do efeito pode
acontecer devido à competição pelo mesmo receptor, com o antagonista puro demonstrando maior afinidade e nenhuma
atividade intrínseca.
Interações farmacêuticas: Interações farmacêuticas ocorrem antes da administração de medicamentos, quando são
misturados em seringas ou recipientes. Elas podem causar mudanças visíveis, redução de atividade, inativação,
formação de novas substâncias ou aumento da toxicidade. Não é fácil detectar essas interações devido a variações entre
pacientes. Uma solução é escolher medicamentos que não interagem, ou monitorar e ajustar doses quando a interação
ocorre.
As interações farmacocinéticas podem ocorrer em várias etapas do processo de administração de medicamentos:
Na absorção: Isso pode ser influenciado por fatores como a alteração do pH no trato gastrointestinal, adsorção (processo
de retenção de substâncias na superfície de sólidos por interações químicas ou físicas), quelação e outros mecanismos de
complexação, alteração na motilidade gastrointestinal e má absorção causada por outros fármacos. Além disso, a presença
de alimentos pode atrasar o esvaziamento gástrico e afetar a taxa de absorção de alguns medicamentos.
Na distribuição: Pode haver competição na ligação a proteínas plasmáticas e hemodiluição com diminuição das proteínas
plasmáticas, afetando a disponibilidade dos medicamentos no corpo.
Na biotransformação: Isso pode ser influenciado por indução enzimática, como por barbituratos, carbamazepina,
glutetimida, fenitoína, primidona, rifampicina e tabaco, bem como por inibição enzimática, onde substâncias inibidoras
interferem na atividade catalítica das enzimas.
Na excreção: As interações podem ocorrer devido a alterações no pH urinário, na excreção ativa tubular renal, no fluxo
sanguíneo renal, na excreção biliar e no ciclo entero-hepático.
Essas interações farmacocinéticas podem ter impacto significativo na eficácia e segurança dos medicamentos, requerendo
atenção especial ao administrar múltiplos medicamentos ao mesmo tempo.
O citocromo P450 é um grupo de enzimas que desempenha um papel crucial no metabolismo de muitos medicamentos. As
interações medicamentosas relacionadas ao P450 podem ser de dois tipos: indução ou inibição enzimática.
A inibição ocorre quando um medicamento reduz a atividade enzimática diretamente, podendo ser competitiva (quando o
inibidor e o substrato competem pelo mesmo sítio ativo enzimático) ou não competitiva (quando o inibidor se liga a um sítio
enzimático diferente do substrato). Além disso, alguns alimentos ricos em flavonoides, como cítricos, frutas vermelhas, chá
verde, grapefruit e cacau, também podem inibir a atividade da família P450, provavelmente no intestino.
Os inibidores competitivos competem com o substrato pelo centro ativo da enzima. Eles têm configuração semelhante
ao substrato, formando um complexo enzima-inibidor parecido com o complexo enzima-substrato. Exemplo: IMAOS
reversíveis como a Moclobemida, que são geralmente bem tolerados, mas menos eficazes.
Inibidores não competitivos ligam-se a um local diferente do sítio ativo da enzima, mas podem se conectar diretamente
com a enzima ou com o complexo enzima-substrato. Aumentar a concentração do substrato não desfaz a inibição.
Os inibidores irreversíveis se ligam as enzimas levando a inativação definitiva desta. Estes inibidores são muito tóxicos
para o organismo já que não são específicos, sendo capazes de inativar qualquer enzima. Já os inibidores reversíveis podem
ser divididos em dois grupos: os competitivos e os não-competitivos.
Biotransformação e o Papel do CYP (PK)
A fase I da biotransformação envolve reações de oxidação, redução e hidrólise que alteram a estrutura do fármaco,
frequentemente levando à sua inativação. No entanto, quando se trata de pró-fármacos, a fase I é crucial para
converter o pró-fármaco em uma substância ativa.
Já na fase II, conhecida como fase de conjugação, ocorrem reações em que o fármaco se combina com substâncias
endógenas, tornando-se mais fácil de ser excretado.
A maioria dos medicamentos é lipofílica e permanece não ionizada ou parcialmente ionizada em pH fisiológico. Isso pode
levar à reabsorção nos rins após a filtração glomerular.
Para eliminar essas substâncias do corpo, o organismo utiliza sistemas enzimáticos que normalmente degradam
substâncias endógenas. A biotransformação é o processo em que os medicamentos são transformados enzimaticamente em
metabólitos mais hidrofílicos, facilitando sua excreção pelo organismo.
A biotransformação de fármacos pode ser dividida em duas fases:
É importante destacar que os processos das fases I e II são independentes. Isso significa que um fármaco pode passar
apenas pela fase I, pela fase II ou por ambas, sequencialmente, dependendo das características do medicamento e do
organismo.
O fígado é essencial para transformar substâncias no corpo, usando enzimas especiais. Uma dessas enzimas importantes é
o citocromo P450 (CYP), principalmente encontrado no fígado e também em outros órgãos. O CYP é crucial para
transformar medicamentos no corpo. Ele usa oxigênio para modificar moléculas, com um átomo de oxigênio indo para o
medicamento e outro sendo transformado em água. Essas transformações afetam a eficácia dos medicamentos.
Ácido acetilsalicílico (AAS) e captopril:
AAS pode reduzir a ação anti-hipertensiva do captopril.
Omeprazol, varfarina e clopidogrel:
Omeprazol pode aumentar a ação da varfarina e diminuir a ação do clopidogrel (antitrombóticos).
Ácido acetilsalicílico e insulina:
AAS pode aumentar a ação hipoglicemiante da insulina.
Amoxicilina e ácido clavulânico:
A associação amoxicilina e ácido clavulânico pode afetar tempo de sangramento e protrombina quando usada com
AAS.
Inibidores da monoamina oxidase (MAO) e tiramina:
Inibidores da MAO associados à tiramina podem causar crises hipertensivas e hemorragiaintracraniana.
Omeprazol e fenobarbital:
Omeprazol com fenobarbital pode aumentar a ação do barbitúrico.
Levodopa e dieta proteica:
Levodopa tem sua ação inibida por dieta rica em proteínas.
Leite e tetraciclina:
Leite interfere na absorção de tetraciclinas.
Óleo mineral e vitaminas:
Grandes doses de óleo mineral interferem na absorção de vitaminas lipossolúveis e outros minerais.
Diurético e minerais:
Altas doses de diuréticos podem levar à perda de minerais.
Alimentos e penicilina e eritromicina:
Alimentos podem afetar a dissolução e absorção de certos medicamentos.
Alimentos e fenitoína ou dicumarol:
Alimentos podem influenciar a eficácia de fenitoína ou dicumarol.
Antibióticos e vitamina C:
Vitamina C pode inibir a ação de antibióticos.
Anticoncepcionais orais e anti-hipertensivos:
Anticoncepcionais podem elevar a pressão arterial, anulando a ação dos hipotensores.
Benzodiazepínicos e cimetidina:
Cimetidina pode afetar a ação de certos benzodiazepínicos.
Digoxina e diazepam:
Diazepam pode reduzir a excreção renal da digoxina.
Antidiabéticos orais e pirazolônicos:
Alguns derivados pirazolônicos podem potencializar a atividade hipoglicêmica de antidiabéticos.
Anticoncepcionais orais e indutores de enzimas microssônicas:
Indutores de enzimas podem diminuir o efeito anticoncepcional dos anticoncepcionais orais.
Anticoagulantes orais e anticoncepcionais orais:
Anticoncepcionais podem diminuir os efeitos dos anticoagulantes.
Bebidas alcoólicas e ansiolíticos, hipnóticos e sedativos:
Álcool potencializa o efeito depressor do sistema nervoso central de certos medicamentos.
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Exemplos de 20 interações medicamentosas
Reações adversas - classificação
Dose dependente
Comum
Baixa mortalidade
Farmacológico
Sedação com benzodiazepínicos
Hipoglicemia com antidiabéticos
Dispepsia com AINEs (anti-inflamatório não esteroidal)
Tipo A:
Dose independente
Rara
Alta mortalidade
Imunológico ou indiossincrático
Agitação com benzodiazepínicos
Agranulocitose com glibenclamida
Hipersensibilidade a AINEs
Tipo B:
Reações Adversas - Casualidade:
Definida
Provável
Possível
Condicional
Duvidosa
Reações Adversas - Gravidade:
Leve: Não requer conduta
Moderada: Modificação da terapêutica
Grave: Suspensão do tratamento
Letal: Associada ao óbito
Reações Adversas: Fatores Predisponentes:
Extremos de idade
Gênero feminino
Polifarmácia
Múltiplas comorbidades
Medicamento potencialmente perigoso
Disfunções orgânicas
Histórico de reações adversas
Dose e duração elevada
Predisposição genética
Nefrotoxicidade e Hepatotoxicidade
Estudo dos efeitos dos fármacos no corpo e como eles funcionam.
Analisa a relação entre a dose do fármaco, sua concentração e os efeitos desejados ou indesejados no organismo.
Farmacocinética estuda a trajetória do medicamento no corpo, desde a administração até a concentração no local de
ação.
Farmacodinâmica lida com a relação entre a concentração do fármaco no local de ação e os efeitos que produz.
Descrevem a administração do medicamento até sua concentração no local desejado.
Englobam absorção, distribuição, metabolismo e eliminação do fármaco (ADME).
Descrevem a relação entre a concentração do fármaco no local de ação e os efeitos no organismo.
Mais complexos, envolvendo interações do fármaco com receptores e proteínas no corpo.
Agonismo: Estimulação do receptor pelo fármaco.
Antagonismo: Bloqueio da ação do receptor.
Citotoxicidade: Toxicidade para as células.
Dose efetiva: Quantidade necessária para produzir efeito.
Dose-Resposta: Relação entre dose administrada e resposta observada.
Dose letal: Dose que causa a morte.
Janela terapêutica: Faixa de doses eficazes e seguras.
Meia-vida: Tempo para redução pela metade da concentração do fármaco no corpo.
Toxicodependência: Dependência psicológica ou física do fármaco.
Interação com diferentes componentes celulares, como:
Enzimas
Proteínas estruturais
Proteínas transportadoras
Canais iônicos
Ligação a receptores específicos:
Receptores hormonais
Receptores neuromoduladores
Receptores de neurotransmissores
Regulação (Upregulation/Downregulation) da expressão gênica.
Ruptura da membrana celular do parasita.
Farmacodinâmica:
Farmacocinética e Farmacodinâmica:
Modelos PK (Farmacocinéticos):
Modelos PD (Farmacodinâmicos):
Farmacodinâmica estuda como os fármacos interagem com o organismo. Inclui:
Efeitos Desejáveis dos Fármacos:
Incluem:
Adicção química
Aumento da probabilidade de mutação de células (atividade carcinogênica)
Dano fisiológico induzido
Doenças induzidas pela droga (Iatrogenia)
Inespecificidade (grande número de ações simultâneas diferentes)
Potencialização ou inibição indesejável de outras substâncias
Reação de hipersensibilidade
Afinidade: Capacidade de um fármaco se ligar ao seu alvo, semelhante a uma chave encaixando em uma fechadura.
Atividade intrínseca: Capacidade de um fármaco, uma vez ligado ao alvo, promover uma ação dentro da célula.
Idade
Genética
Outras drogas
Outros distúrbios (como distúrbios hepáticos, renais, proteicos, etc.)
Estruturalmente Inespecíficos:
Dependem apenas de suas propriedades físico-químicas para produzir efeito biológico.
Exemplo: antiácidos estomacais que diminuem a acidez gástrica por suas propriedades físico-químicas.
Estruturalmente Específicos:
Exercem efeito biológico interagindo seletivamente com um componente celular específico, como um receptor.
Utilizam um modelo "chave-fechadura" onde o fármaco (chave) se liga ao alvo celular (fechadura).
Resposta biológica depende se "abre a porta" (ativação celular) ou "não abre a porta" (ausência de ativação
celular).
Agonistas:
Têm afinidade e atividade intrínseca positiva.
Ligam-se ao alvo e promovem ação celular.
Antagonistas:
Têm afinidade, mas atividade intrínseca é nula.
Ligam-se ao alvo, bloqueando a atividade de outras substâncias que promoveriam ação no mesmo sítio.
Exemplo de Antagonistas:
Fármacos anti-histamínicos: Bloqueiam a ligação de alérgenos a receptores, controlando reações alérgicas.
Efeitos Indesejáveis dos Fármacos:
Conceitos Farmacodinâmicos:
Fatores Influenciadores da Farmacodinâmica:
Mecanismos de Ação dos Fármacos:
1.
1.
Tipos de Fármacos:
Não seletivos:
Agem em muitos tecidos ou órgãos diferentes.
Exemplo: Atropina.
Altamente seletivos:
Afetam principalmente um órgão ou sistema isolado.
Os medicamentos se ligam a receptores celulares de forma específica.
Receptor tem uma configuração que se encaixa perfeitamente com a substância química (medicamento, hormônio ou
neurotransmissor).
Digital: Aumenta a eficiência de bombeamento do coração, atuando principalmente no coração.
Drogas soníferas: Atuam em células nervosas específicas no cérebro.
Drogas anti-inflamatórias não esteroides: Atuam em locais onde ocorre inflamação.
Seletividade da Ação dos Medicamentos:
Encaixe Perfeito:
Exemplos de Seletividade:
Muitas drogas se ligam às células por meio de receptores na superfície celular.
Receptores têm configurações específicas, permitindo a ligação precisa com a droga.
A seletividade da droga está relacionada à sua ligação seletiva aos receptores.
Algumas drogas se ligam a um tipo específico de receptor, enquanto outras podem se ligar a vários tipos de receptores
no corpo.
Receptores têm finalidades naturais (fisiológicas), mas os medicamentos aproveitam esses receptores.
Morfina e drogas analgésicas ativam ou estimulam receptores no cérebro, produzindo respostas que aumentam ou
diminuem a função celular.
Interação com Células e Receptores:
Drogas e Receptores:
Exemplo de Agonistas:
Agonista Carbacol:
Liga-se a receptores colinérgicos no trato respiratório.
Causa contração das células dos músculos lisos, levando à broncoconstrição (estreitamento das vias respiratórias).
Agonista Albuterol:
Liga-se a receptores adrenérgicos no trato respiratório.
Causa relaxamento das células dos músculos lisos, levando à broncodilatação (dilatação das vias respiratórias).
Beta-bloqueadores (ex. Propranolol):Bloqueiam ou diminuem a resposta excitatória cardiovascular aos hormônios do estresse (adrenalina e
noradrenalina).
Utilizados no tratamento da pressão sanguínea alta, angina e certos ritmos cardíacos anormais.
Alvos importantes para a ação dos medicamentos, além dos receptores celulares, são as enzimas.
Drogas direcionadas para as enzimas podem ser classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras).
Exemplo: Lovastatina inibe a enzima HMG-CoA redutase, importante na produção de colesterol pelo corpo.
Potência: Quantidade de medicamento necessária para produzir um efeito.
Maior potência não significa necessariamente melhor.
Eficácia: Máxima resposta terapêutica que um medicamento pode produzir.
Tolerância: Resposta farmacológica diminuída devido à adaptação contínua ao uso da droga.
Resistência: Falta de resposta satisfatória a medicamentos, como antibióticos, devido a adaptações do corpo.
Exemplos de Agonistas:
1.
2.
Exemplos de Antagonistas:
1.
Sobre Enzimas:
Potência, Eficácia, Tolerância e Resistência:
ED50: Concentração da droga que induz um efeito clínico específico em 50% dos indivíduos.
LD50: Concentração da droga que induz a morte em 50% dos indivíduos.
Índice Terapêutico: Medida de segurança da droga (LD50/ED50).
Margem de Segurança: Diferença entre a dose eficaz habitual e a dose que produz efeitos colaterais graves ou de risco
à vida.
Aumentar a dose pode aumentar a resposta terapêutica e o risco de toxicidade.
Efeito colateral: Qualquer efeito apresentado pelo fármaco diferente do efeito principal a ele referido.
Baseado nas alterações bioquímicas e celulares anormais causadas pela doença.
Modificações para otimizar seletividade, potência, afinidade e eficácia terapêutica.
Considera absorção, estabilidade nos tecidos, eficácia e efeitos colaterais.
Medicamento ideal: Altamente seletivo, efetivo em baixas doses, potente e com eficácia terapêutica.
Os médicos avaliam os benefícios e riscos potenciais de cada medicamento em diferentes situações terapêuticas.
Autotratamento com medicamentos de venda livre deve seguir as instruções fornecidas na bula.
Concentração Eficaz 50% (ED50) e Dose Letal 50% (LD50):
Índice Terapêutico e Margem de Segurança:
Relação Dose-Resposta:
Planejamento e Desenvolvimento de Medicamentos:
Avaliação de Benefícios e Riscos:
Composto pelo encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e medula espinhal.
Responsável por captar e transmitir informações para o corpo.
Protegido pelas meninges, um conjunto de membranas.
Transmiti informações do SNC para outros órgãos e partes do corpo.
Constituído por nervos, gânglios nervosos e órgãos terminais.
Divide-se em sistema nervoso somático (controle voluntário) e sistema nervoso autônomo (controle involuntário).
Regula o ambiente interno do corpo, controlando sistemas digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino.
Contém fibras motoras que conduzem impulsos do SNC aos músculos lisos das vísceras e coração.
Atua de forma involuntária.
Divisão em Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático, que geralmente são antagônicos mas regulam a homeostasia.
Exemplo: Simpático acelera a frequência cardíaca, Parassimpático reduz.
Sistema Nervoso Central (SNC):
Sistema Nervoso Periférico (SNP):
Sistema Nervoso Autônomo (SNA):
Aumento da pressão arterial e glicemia
Aumento da frequência e débito cardíaco
Constrição dos vasos sanguíneos na pele e vísceras
Relaxamento da musculatura lisa brônquica
Diminuição da peristalse
Contração de esfíncteres
Promoção de retenção urinária
Dilatação das pupilas
Diminuição do ritmo e débito cardíaco
Dilatação branda dos vasos sanguíneos da pele e vísceras
Diminuição da pressão arterial
Não afeta a glicemia
Constrição da musculatura lisa brônquica
Aumento do peristaltismo
Relaxamento de esfíncteres
Diminuição da retenção urinária
Contração pupilar
O SNA possui função estimulatória e inibitória, opondo-se no controle das atividades perante o músculo liso e as
glândulas.
Mantém o equilíbrio (homeostase) do organismo, adaptando-se a diferentes situações.
Acetilcolina: liberada nos gânglios do sistema parassimpático.
Adrenalina/noradrenalina: liberadas nas terminações nervosas simpáticas.
Efeitos do Sistema Nervoso Simpático:
Efeitos do Sistema Nervoso Parassimpático:
Função do Sistema Nervoso Autônomo (SNA):
Substâncias Liberadas no SNA:
Localização dos Neurônios Pré-ganglionares: Nos segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal.
Localização dos Neurônios Pós-ganglionares: Nos gânglios simpáticos.
Características das Fibras: As fibras pré-ganglionares são mielinizadas, enquanto as pós-ganglionares são geralmente
não-mielinizadas.
Distribuição das Fibras Pré-ganglionares: Distribuem-se para gânglios simpáticos ipsilaterais, controlando a função
autonômica do mesmo lado do corpo, exceto no intestino e nas vísceras pélvicas, onde a inervação simpática é bilateral.
Localização dos Neurônios Pré-ganglionares: No tronco encefálico e na medula espinhal sacral.
Localização dos Neurônios Pós-ganglionares: Próximo ou mesmo nas paredes das vísceras torácicas, abdominais e
pélvicas.
Características das Fibras Aferentes Viscerais: São aquelas que trazem os estímulos originados dos receptores
sensoriais das vísceras, contribuindo para alças aferentes de arcos reflexos fundamentais na manutenção da
homeostasia.
São substâncias químicas cerebrais produzidas pelo corpo humano.
São sintetizados em várias partes da célula nervosa e armazenados em vesículas nos terminais sinápticos.
Atuam em diversas áreas do cérebro, gerando efeitos específicos que repercutem em emoções e reações corporais.
Influenciam hábitos comportamentais, humor, bem-estar, qualidade do sono, disposição e energia.
Excitatória: Cria um sinal elétrico no neurônio receptor.
Inibitória: Restringe um potencial de ação no neurônio receptor.
Modulatória: Regula a população de neurônios.
Fibras Pré-ganglionares: Ligam-se aos gânglios autonômicos e liberam acetilcolina. Podem ser colinérgicas (simpáticas
e parassimpáticas).
Fibras Pós-ganglionares: Inervam a própria estrutura do órgão alvo, podendo ser colinérgicas (parassimpáticas) ou
adrenérgicas (simpáticas, liberam noradrenalina ou adrenalina).
Sistema Nervoso Simpático:
Sistema Nervoso Parassimpático:
Ambos os sistemas, simpático e parassimpático, constituem unidades funcionais primárias com uma via motora composta
por dois neurônios: um pré-ganglionar e um pós-ganglionar. O neurônio pré-ganglionar tem o corpo celular no SNC,
enquanto o neurônio pós-ganglionar tem o corpo celular em um gânglio autonômico. O simpático está associado aos
segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal (divisão toracolombar), enquanto o parassimpático está associado
ao tronco encefálico e à medula espinhal sacral (divisão craniossacral).
Neurotransmissores:
Ações dos Neurotransmissores:
Tipos de Fibras Nervosas no Sistema Nervoso Autônomo:
Parassimpático: As fibras pré-ganglionares vão até o órgão-alvo e sinapsam com fibras pós-ganglionares em gânglios
próximos à parede do órgão. As fibras pós-ganglionares inervam diretamente a musculatura lisa do órgão.
Simpático: As fibras pré-ganglionares fazem sinapse nos gânglios autonômicos, podendo ser colinérgicas (liberam
acetilcolina) ou adrenérgicas (liberam noradrenalina ou adrenalina). As fibras pós-ganglionares inervam a própria
estrutura do órgão-alvo (musculatura lisa, glândulas, etc.).
É um plexo encontrado entre as camadas musculares do trato gastrointestinal.
Composto por uma rede de gânglios e fibras.
As fibras pós-ganglionares inervam as lâminas de músculo liso do tubo gastrointestinal, sendo importante para o
controle motor e a função do trato gastrointestinal.
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e Fibras no Órgão-Alvo:
Plexo Mioentérico:
Receptores Muscarínicos:
Tipo: Metabotrópicos (ação indireta).
Atuação: Estão ligados a uma proteína G.
Localização: Atuam nas sinapses neuronais.
Função: Regulam diversas funções no corpo através de sinais intracelulares após a ligação com a acetilcolina.
ReceptoresNicotínicos:
Tipo: Ionotrópicos (canais iônicos de ação direta).
Atuação: Envolvidos em sinapses neuronais e neuromusculares.
Localização: Presentes nas sinapses neuronais e nas junções neuromusculares.
Função: Permitem a passagem de íons através do canal iônico após a ligação com a acetilcolina, desencadeando a
resposta celular.
Receptores Inotrópicos:
São canais iônicos que podem ser ativados diretamente pela ligação com a molécula neurotransmissora (no caso,
acetilcolina).
Causam uma rápida mudança na permeabilidade da membrana ao íon específico, desencadeando uma resposta
imediata na célula.
Receptores Metabotrópicos:
Estão funcionalmente acoplados a proteínas G (proteínas intracelulares).
A ligação da acetilcolina ao receptor metabotrópico desencadeia uma cascata de eventos intracelulares através da
ativação das proteínas G, resultando em modulação da atividade celular ou na síntese de segundos mensageiros
intracelulares.
Tipos de Receptores da Acetilcolina:
1.
1.
Diferença entre Receptores Inotrópicos e Metabotrópicos:
Receptores Muscarínicos:
Tipo: Metabotrópicos (ação indireta).
Atuação: Estão ligados a uma proteína G.
Localização: Atuam nas sinapses neuronais.
Função: Regulam diversas funções no corpo através de sinais intracelulares após a ligação com a acetilcolina.
Receptores Nicotínicos:
Tipo: Ionotrópicos (canais iônicos de ação direta).
Atuação: Envolvidos em sinapses neuronais e neuromusculares.
Localização: Presentes nas sinapses neuronais e nas junções neuromusculares.
Função: Permitem a passagem de íons através do canal iônico após a ligação com a acetilcolina, desencadeando a
resposta celular.
Receptores Inotrópicos:
São canais iônicos que podem ser ativados diretamente pela ligação com a molécula neurotransmissora (no caso,
acetilcolina).
Causam uma rápida mudança na permeabilidade da membrana ao íon específico, desencadeando uma resposta
imediata na célula.
Receptores Metabotrópicos:
Estão funcionalmente acoplados a proteínas G (proteínas intracelulares).
A ligação da acetilcolina ao receptor metabotrópico desencadeia uma cascata de eventos intracelulares através da
ativação das proteínas G, resultando em modulação da atividade celular ou na síntese de segundos mensageiros
intracelulares.
Receptores α1:
Função: Contração do músculo liso em muitas áreas, resultando em vasoconstrição de artérias, veias e outras
estruturas.
Efeitos:
Vasoconstrição das artérias coronárias e veias.
Aumento da resistência vascular periférica (RVP).
Diminuição da motilidade do músculo liso no trato gastrointestinal.
Exemplos de locais onde estão presentes: artérias, veias, uretra, músculo eretor de pelos, útero, bronquíolos, entre
outros.
Receptores α2:
Função: Regulação da liberação de neurotransmissores pelos nervos simpáticos e neurônios adrenérgicos no
sistema nervoso central.
Efeitos:
Inibição da insulina no pâncreas.
Indução da liberação de glucagon do pâncreas.
Contração dos esfíncteres no trato gastrointestinal.
Feedback negativo nas sinapses neuronais (inicia a recaptação de norepinefrina).
Receptores β1:
Função: Aumento do débito cardíaco, liberação de renina e lipólise no tecido adiposo.
Efeitos:
Aumento da frequência cardíaca e do volume expulso a cada batimento cardíaco.
Liberação de renina nas células justaglomerulares.
Lipólise no tecido adiposo.
Receptores β2:
Função: Relaxamento da musculatura lisa em várias áreas, resultando em broncodilatação, relaxamento do
músculo liso no trato gastrointestinal, entre outros.
Efeitos:
Relaxamento da musculatura lisa nos brônquios (broncodilatação).
Relaxamento do esfíncter urinário, gastrointestinal e do útero grávido.
Dilatação das artérias do músculo esquelético.
Glicogenólise e gliconeogênese.
Aumento da secreção das glândulas salivares.
Inibição da liberação de histamina dos mastócitos.
Aumento da secreção de renina dos rins.
Tipos de Receptores da Acetilcolina:
1.
2.
Diferença entre Receptores Inotrópicos e Metabotrópicos:
Receptores Alpha (α): Os receptores Alpha têm subtipos, como α1 e α2.
Receptores Beta (β): Os receptores Beta também têm subtipos, como β1 e β2.
Catecolaminas e Exame: Catecolaminas (dopamina, epinefrina, norepinefrina) são hormônios da medula adrenal.
Exames medem esses hormônios no sangue ou urina.
Noradrenalina e Adrenalina: A medula adrenal produz noradrenalina e adrenalina, cruciais para a resposta do corpo
ao estresse, como emoções fortes ou doenças.
Ações das Catecolaminas e Medicamentos Simpaticomiméticos: As catecolaminas e fármacos simpaticomiméticos
afetam vários processos, incluindo:
Regulação de neurotransmissores.
Influência no sistema nervoso central, afetando respiração e atividade.
Estímulo de músculos lisos, como vasos sanguíneos e glândulas.
Modulação endócrina e metabólica, como secreção de insulina e glicogenólise.
Ação cardíaca, aumentando frequência e força de contração.
O sistema nervoso simpático, ativado em situações de estresse e "luta ou fuga," usa a noradrenalina como
neurotransmissor principal, afetando a pressão arterial. A adrenalina, liberada pela medula suprarrenal, impacta o
metabolismo e o coração.
Agonistas adrenérgicos (simpaticomiméticos) mimetizam esses efeitos, enquanto antagonistas adrenérgicos
(simpaticolíticos) bloqueiam a ação simpática. Eles são usados em diversas condições médicas, como choque, hipertensão e
insuficiência cardíaca, regulando o sistema nervoso autônomo.
Agonistas Adrenérgicos:
Ação Direta:
Seletivos a receptores (alfa e beta).
Não seletivos (afetam todos os receptores).
Ação Indireta:
Aumentam a oferta de noradrenalina.
Ação Mista:
Aumentam oferta de noradrenalina e ligam-se diretamente aos receptores.
Adrenalina (Epinefrina):
Não seletivo (beta-1 e beta-2).
Uso em emergências (asma, choque).
Efeitos adversos: taquicardia, tremor.
Noradrenalina (Norepinefrina):
Não seletivo (alfa-1).
Usos e efeitos similares à adrenalina.
Dopamina:
Usada em insuficiência cardíaca e choque cardiogênico.
Alfa-Adrenérgicos:
Não seletivos (alfa-1 e alfa-2).
Seletivos para alfa-1 (ex: NAFAZOLINA).
Seletivos para alfa-2 (metildopa, clonidina).
Beta-Adrenérgicos:
Não seletivos (beta-1 e beta-2).
Seletivos para beta-1 (ex: dobutamina).
Seletivos para beta-2 (salbutamol, albuterol, salmeterol, formoterol).
Fármacos Beta-1:
Ex: dobutamina (choque cardiogênico).
Fármacos Beta-2:
Ex: salbutamol, albuterol, salmeterol, formoterol (asma).
Não seletivo (beta-1 e beta-2).
Uso em emergências (asma, choque).
Efeitos adversos: taquicardia, tremor.
Agonistas de Ação Indireta:
Inibem recaptação de NE, inibem MAO, estimulam liberação de NE.
Ex: Anfetaminas, metilfenidato.
Uso terapêutico: TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
Antidepressivos Tricíclicos:
Ex: amitriptilina, imipramina.
Inibem recaptação de NE no terminal pré-sináptico.
Uso terapêutico: tratar depressão, coadjuvantes na doença de Parkinson.
Inibidores da MAO (IMAOs):
Ex: moclobemida, tranilcipromina, selegilina.
Inibem a enzima MAO, aumentando NE disponível.
Uso terapêutico: tratar depressão, coadjuvantes na doença de Parkinson.
Cuidado com a ingestão de tiramina em alimentos, pode aumentar pressão arterial.
Antagonistas Adrenérgicos (Simpaticolíticos):
Reduzem atividade nervosa simpática.
Podem ser seletivos para receptores α ou β-adrenérgicos.
Competitivos em suas interações com os receptores α e β-adrenérgicos.
Antagonistas Adrenérgicos Alfa-2 Seletivos:
Ex: ioimbina.
Antigamente usada para tratar disfunção erétil.
Antagonistas Beta-Adrenérgicos:
Usados como anti-hipertensivos, causam vasodilatação e reduzem a pressão sanguínea.
Podem ser não-seletivos, seletivos para beta-1 ou beta-2.
Antagonistas Beta-Adrenérgicos Não-seletivos:
Ex: propranolol, nadolol.
Agem nos receptores beta-1 do coração, diminuindo a força de contração e a velocidade de condução, reduzindo o
débito cardíaco e a pressão arterial.
Antagonistas Beta-1 Adrenérgicos:
Ex: atenolol, esmolol.
Reforçam os efeitos quando ligados aos receptores beta-1 no coração.
Antagonistas de 3ª Geração:Ex: carvedilol.
Atuam em receptores beta-1, beta-2 e alfa-1, tendo efeitos adicionais, incluindo a vasodilatação, aumentando seu
efeito anti-hipertensivo.
Agonistas Seletivos:
1.
2.
3.
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3.
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