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Resumo Imuno
· Técnicas
· Imunopreciptação 
Técnica que ocorre com a mistura de um antígeno solúvel com um anticorpo. Eles se ligam até formarem um complexo grande o suficiente, insolúvel que irá precipitar – rede tridimensional.
Gráfico de precipitação:
Zona de excesso de anticorpo (pró zona): não precipita e gera FN
Zona de equivalência: precipita e tem o resultado +
Zona de excesso de antígeno: não precipita e gera FN
*precipitar: quando ocorre a ligação de ag e ac e uma parte fica insolúvel. 
· Aglutinação
Caracteriza-se pela formação de agregados visíveis como resultado da interação de anticorpos específicas e partículas insolúveis que contém determinantes antigênicos em sua superfície. 
· Aglutinação direta
No teste de aglutinação direta, o antígeno faz parte naturalmente da célula, e haverá aglutinação dessas células promovida por anticorpos contra esses antígenos. Hemácias, bactérias, fungos, protozoários, podem ser aglutinados diretamente por anticorpo. 
Um exemplo dessa técnica é a tipagem sanguínea. 
Etapas: 
1) Preparo das amostras (ex: hemácias) – já possuem o antígeno na superfície da partícula
2) Adiciona o reagente (soro – kit)
3) Após um período de incubação observar se há ou não aglutinação 
*QUEM AGLUTINA É*
· Aglutinação indireta
O teste de aglutinação indireta emprega a adesão de anticorpos ou antígenos na superfície de uma micropartícula inerte (suporte) que não interfere na reação ag-ac. 
O suporte pode ser: látex, cristal de colesterol ou hemácias.
Etapas:
1) Sensibilização da partícula carregadora com o antígeno para ocorrer aglutinação
2) Colocar essa partícula em contato com soro (que pode ter altos níveis de anticorpos ou não) 
3) Em resultado positivo processa-se a reação antígeno anticorpo, o que é evidenciado pela aglutinação das partículas que formam agregados facilmente visíveis.
· VDRL
Realizado com cristais de colesterol que são sensibilizados com lecitina e cardiolipinas. 
Pesquisa de anticorpos da Sífilis.
Detecta anticorpos antilipídios.
Leitura macroscópica com formação de flóculos (diferencial de aglutinação) 
· Hemaglutinação
As proteínas são adicionadas em hemácias tratadas com ácido tânico. Essas células podem aglutinar com anticorpos específicos e detectar a presença de anticorpos contra diversas substâncias.
Amostra é o soro
Kit é a hemácia
O teste é realizado em placa com fundo em V. Utiliza pequenas quantidades de reagentes.
Etapas: 
1) Adiciona-se a amostra
2) Adiciona-se hemácias sensibilizadas
 3) A reação antígeno é visualizada pela aglutinação das hemácias 
Resultado positivo –tapete
Resultado negativo – botão
· Teste de Coombs 
Os testes que utilizam a hemaglutinação indireta em imunohematologia são chamados de teste de Coombs. Ele é utilizado em pesquisa e identificação de anticorpo contra antígenos eritrocitários em de casos de incompatibilidade sanguínea materno-fetal, nas anemias hemolíticas auto-imunes e nas provas de compatibilidade pré transfusionais.
O teste baseia-se na capacidade do anticorpo de sensibilizar as hemácias e na incapacidade de aglutina-las. Para a aglutinação acontecer é necessário um segundo anticorpo, uma antiglobulina ou soro de Coombs (anti IgG). 
· Teste de Coombs Direto
Esse teste avalia diretamente as células vermelhas do sangue, verificando se há anticorpos ligados à hemácia. Coleta-se uma amostra de sangue total do paciente e adiciona o reagente de Coombs nessa amostra, permitindo a visualização de anticorpos que possam estar ligados às hemácias. 
Tem apenas uma etapa. 
Investiga anemia hemolítica e se o feto tem a doença de eritrócitos sensibilizados 
1) Coleta do sangue total do paciente 
2) Adição do soro de coombs 
3) Observação de aglutinação
· Teste de Coombs Indireto
Identificação se há anticorpo presente no sangue da mãe.
Esse teste avalia o soro do sangue, identificando os anticorpos ali presentes. O sangue é coletado e centrifugado, separando as hemácias do soro, que contém os anticorpos. Ao soro são adicionadas hemácias 'pré-marcadas' com anticorpos com o objetivo de verificar se existem auto-anticorpos presentes no soro e, consequentemente, no sangue do paciente.
Detecta se possui anticorpo contra antígenos nas hemácias.
Etapas:
1) Preparo da amostra do paciente (sangue centrifugado – utiliza-se o soro)
2) Adiciona o kit de hemácias ao soro do paciente 
3) Ligação de antígeno da hemácia e anticorpo do soro
4) Adição do soro de coombs 
5) Ocorre a aglutinação
· Elisa 
O teste de ELISA (do inglês Enzyme Linked ImmunonoSorbent Assay) baseia-se em reações antígeno-anticorpo detectáveis por meio de reações enzimáticas (teste imunoenzimático).
A enzima mais comumente usada nesta prova á a peroxidase, responsável por catalisar a reação de desdobramento da água oxigenada (H2O2) em H2O mais O2.
Reação cromogemica
Absorbância
Qualitativo: observa cor: reagente
Quantitativo: curva de calibração
· Elisa Direto (1° geração)
A ELISA direta é realizada utilizando um anticorpo de detecção primária, formando assim um complexo antígeno-anticorpo. Então, o anticorpo de detecção primária é marcado diretamente com a enzima. 
· Elisa Indireto (1° geração)
Pesquisa de anticorpo contra antígeno
1) O antígeno que encontra-se aderido a um suporte sólido (placa de ELISA) é preparado 
2) Coloca os soros (amostras) que estão sendo testados, em busca de anticorpos contra o antígeno. 
Caso estejam presentes anticorpos no soro (amostra), específicos para o antígeno em questão, haverá a formação da ligação antígeno-anticorpo.
3) Adição de um segundo anticorpo dirigido contra imunoglobulinas da espécie que está sendo pesquisada, a qual é ligada a peroxidase. Este anticorpo anti-IgG, ligado à enzima recebe o nome de conjugado. 
4) Quando adiciona-se o substrato apropriado para a enzima, os locais onde ocorre a reação antígeno-anticorpo, apresentam uma coloração característica, sendo que esta coloração varia de acordo com o substrato.
· Elisa Sanduíche (2° geração)
1) O anticorpo de um antígeno particular é, inicialmente, adsorvido no poço
2) Depois, o antígeno (soro, urina ou outra solução contendo o antígeno) é adicionado e se liga ao anticorpo. 
3) Finalmente, um segundo e diferente anticorpo ligado à enzima é adicionado. Nesse caso, a intensidade da reação é proporcional à quantidade de antígeno presente. Logo, permite mensurar até pequenas quantidades de antígeno.
· Elisa de Competição (3° geração)
· Elisa captura de IgM (4° geração)
· Sensibilidade
Capacidade para resultado + quando o paciente está doente. 
Teste com doente (VP e FN)
Probabilidade do teste dar + com uma população doente
Sensibilidade = ___VP___ x 100
		 VP + FN > doentes 
· Especificidade
Porcentagem de resultados negativos para pacientes não doentes, porção de verdadeiro negativo (VN)
Especificidade: ___VN___ x 100
 VN + FP > sadios 
· FN
Falso negativo: resultado – na presença da doença. Pode ser causado por pró zona, janela imunológica ou limiar de reatividade.
· FP
Falso positivo: resultado + na ausência da doença. Pode ser causado por contaminação ou troca da amostra, reação cruzada ou reação inespecífica. 
· Limiar reatividade
É a região de corte do teste sorológico, ou seja, o ponto onde são discriminados os indivíduos doentes dos não doentes. 
* Quando o controle negativo apresentar um valor acima de 0 indica um erro experimental, nesse caso é necessário realizar a conta:
C negativo + valor dado do LR = valor real de LR
* O controle + não é o limiar de reatividade, geralmente o valor de C+ é maior do que o valor de LR. 
Portanto, 
	Quando o valor é menor que o LR é não reagente 
	Quando o valor é maior que o LR é reagente
· HIV
Fases paciente não tratado
Primária: IgM +; IgG +/-; RNA alto; LTCD4 baixo e p24 +
Latência: IgM -; IgG +; LTCD4 estável; RNA baixo e p24 +
Aids: IgM -; IgG +; LTCD4 baixo; RNA alto e p24 +
Com tratamento: RNA baixo e LTCD4 estável
Ordem dos marcadores: RNA, p24, IgM e IgG
Marcadores imunológicos: IgM e IgG
Exame diferencial: Elisa 3° e 4° geração (detecta p24, IgG e IgM), W.B e pesquisa deantígeno p24.
Hemograma HIV recente: trombocitopenia, leucopenia, linfopenia, monocitose relativa.
- Evolução clínica de paciente não tratado: 
 O quadro do paciente pode apresentar um agravamento da doença. As células TCD4+ podem ser alvo de uma resposta imunológica e com isso as células TCD8+ e NK atacam as células TCD4+ que foram infectadas pelo vírus, o que vai acarretar em uma queda do S.I.
- Fisiopatologia:
A célula T auxiliar apresenta receptores de quimiocina e CD4+ em sua superfície o que permite que o vírus se encaixe e ocorra a passagem do capsídeo para o interior da célula. Depois disso ocorre a transcrição de RNA para DNA que vai se integrar no genoma da célula hospedeira gerando o provírus, fator que permite a replicação viral. O efeito disso é a queda da célula TCD4+, afetando o S.I e aumentando a chance de doenças oportunistas.
Por que a replicação é rápida?
Pois o vírus consegue colocar seu capsídeo no interior da célula, realizar a transcrição de RNA para DNA que vai se integrar no genoma da célula hospedeira gerando o provírus e permitindo a replicação viral.
Por que é difícil de fazer vacina?
A dificuldade de fazer uma vacina para esse vírus está em suas seguintes características: alta virulência, alta mutação, alta latência, cronificação e possuir um ciclo lisogênico.
Por que gera doença oportunista?
Porque o S.I de um paciente com HIV é comprometido, visto que as células TCD8+ e NK atacam as células TCD4+ afetadas pelo vírus e gera uma queda de imunidade. 
Tratamento: inibidores enzimáticos TR/ligase
· Hepatite B
Vírus envelope, possui DNA 
Transmissão por sangue e secreção sexual
Vacina: proteína recombinante / subunidade 
Fases:
	Aguda: AgHBs + e AntiHBc IgM +
	Covalescencia: AgHBe -
	Crônica: AgHBs + e AntiHBs -
	Curado: AntiHBc IgG + e AntiHBs +
	Prognostico ruim: AgHBe + e AntiHBe - 	
	Vacinado: AntiHBs +
A hepatite B é causada por um vírus que possui o genoma de DNA. Esse vírus é da família Hepadnaviridae e é revestido por um envelope, sendo uma estrutura esférica. Em razão do revestimento de envelope, ele sobrevive em secreções, ficando presente no sangue dos indivíduos infectados desde o início do contágio, assim como na fase crônica e no período de recuperação da doença.
A transmissão da hepatite B é principalmente por via sanguínea e por relações sexuais, sendo possível a transmissão vertical, de mãe para filho, durante a gestação.
Existe vacina para hepatite B. É uma vacina de subunidade, do antígeno de superfície, AgHBs, produzido por recombinação genética e posteriormente purificado. Esse antígeno é uma proteína presente na superfície do vírus, no envelope. São produzidos anticorpos anti-HBs, que são suficientes para a geração de memória imunológica e para o impedimento da infecção. São necessárias 3 doses da vacina. 
O diagnóstico diferencial da hepatite B é feito por testes sorológicos e moleculares. 
· Sífilis
 Agente etiológico: Treponema pallidum 
Fisiopatologia: doença causada pela bactéria Treponema pallidum com morfologia de bacilos flexíveis, moveis e delgados, possui forma de espiroqueta que invade as mucosas através do contato sexual ou transmissão vertical. Esse microrganismo causa lesões na pele e mucosas. 
3 fases: 	1° - protossifiloma
		2° - roséolas 
		3 – necrose gomosa 
Testes Treponêmicos: microbiológicos (campo escuro, impregnação Ag), ELISA IgM, FTA-Abs* (padrão ouro, imunofluorescencia indireta, serve para identificar em todas as fases) e TR para triagem.
Teste não treponêmico: VDRL (floculação) – permite acompanhar o prognostico mas não é especifico para sífilis, pode dar + para outras doenças. 
RN com sífilis: FTA-Abs +, IgM + ou - , VDRL 4x superior ao normal.
· Toxoplasmose
A toxoplasmose congênita ocorre quando a mulher adquire o Toxoplasma godii pela primeira vez durante a gravidez, se a mulher for infectada até três meses antes da concepção apresentam risco mínimo ou inexistente de transmissão congênita.
1° trimestre: baixo risco aborto
2° trimestre: aborto ou nascimento prematuro
3° trimestre: alto risco de infecção, RNs normais ou com tétrade de Sabin, comprometimento ganglionar generalizado, hepatoesplenomegalia, edema, miocardite, anemia, trombocitopeniaelesões oculares
O objetivo do tratamento da toxoplasmose aguda durante a gestação é evitar a infecção fetal ou já iniciar precocemente o tratamento do feto infectado.
Infecção em fase latente ou reinfecção podem levar ao acometimento do feto
Diagnostico feto: IgA no sangue de cordão é mais sensível (70 a 90%)
Diagnostico RN: IgM +, Presença de IgA e Altos títulos de IgG
Tétrade de Sabin da toxoplasmose congênita é constituída de: surdez, rash maculopapular, retardo mental e microcefalia.
Possíveis questões
Reinfecção de toxoplasmose
 HIV:
Por que as pessoas com hiv ficam imunodeprimidas – imunocompetentes?
Por que ocorre doença oportunista?
Porque o S.I de um paciente com HIV é comprometido, visto que as células TCD8+ e NK atacam as células TCD4+ afetadas pelo vírus e gera uma queda de imunidade. 
Por que HIV se replica rápido?
Pois o vírus consegue colocar seu capsídeo no interior da célula, realizar a transcrição de RNA para DNA que vai se integrar no genoma da célula hospedeira gerando o provírus e permitindo a replicação viral.
Teste de coombs:
Sífilis (caso clinico):
Teste para sífilis 
Treponemico: Microbiologia (campo escuro e impregnação de AG), ELISA 3° e 4° geração, FTA – Abs * padrão ouro, identifica a sífilis em qualquer fase, imunofluorescencia indireta, e TR.
Não treponemico: VDRL 
Agente etiológico: Treponema pallidum 
Cut-off:
Qual absorbância pode ser considerado +?
Absorbâncias de valores maiores que o do Limiar de Reatividade 
Ajuda na especificidade ou sensibilidade?
Calculo de especificidade e sensibilidade
Especificidade: VN x 100 / VN + FP
Sensibilidade: VP x 100/ VP + FN
Resumo Imuno
 
Ø
 
Técnicas
 
·
 
Imunopreciptação 
 
Técnica que o
corre com a mistura de um antígeno solúvel com um anticorp
o
. 
Eles se ligam até formarem um complexo grande o suficiente,
 
insolúvel que irá 
precipitar
 
–
 
rede tridimensional
.
 
Gráfico de 
precipitação
:
 
Zona de excesso de anticorp
o
 
(
pró 
zona
): não precipita e gera FN
 
Zona de equivalênci
a
: precipita e tem o resultado +
 
Zona de excesso de antígen
o
: não precipita e gera FN
 
*precipitar
:
 
quando ocorr
e a ligação de ag e ac 
e uma parte fica
 
insolúvel
. 
 
 
·
 
A
g
lutinação
 
Caracteriz
a
-
se pela formação de agregados visíveis como resultado da
 
interação 
de anticorpos e
specíficas e partículas insolúveis que contém
 
determinantes 
antigênicos em sua superfíci
e
. 
 
·
 
Aglutinação direta
 
No teste de aglutinação direta, o antígeno faz parte naturalmente da célula, e 
haverá aglutinação dessas células promovida por anticorpos contra esses 
antígenos. 
Hemácias, bactérias, fungos, protozoários, podem ser aglutinados
 
diretamente por anticorp
o
. 
 
Um exemplo dessa técnica é a tipagem sanguínea. 
 
Resumo Imuno 
 Técnicas 
 Imunopreciptação 
Técnica que ocorre com a mistura de um antígeno solúvel com um anticorpo. 
Eles se ligam até formarem um complexo grande o suficiente, insolúvel que irá 
precipitar – rede tridimensional. 
Gráfico de precipitação: 
Zona de excesso de anticorpo (pró zona): não precipita e gera FN 
Zona de equivalência: precipita e tem o resultado + 
Zona de excesso de antígeno: não precipita e gera FN 
*precipitar: quando ocorre a ligação de ag e ac e uma parte fica insolúvel. 
 
 Aglutinação 
Caracteriza-se pela formação de agregados visíveis como resultado da interação 
de anticorpos específicas e partículas insolúveis que contém determinantes 
antigênicos em sua superfície. 
 Aglutinação direta 
No teste de aglutinação direta, o antígeno faz parte naturalmente da célula, e 
haverá aglutinação dessas células promovida por anticorpos contra esses 
antígenos. Hemácias, bactérias, fungos, protozoários, podem ser aglutinados 
diretamente por anticorpo. 
Um exemplo dessatécnica é a tipagem sanguínea.

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