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1 - O sentido de religio seria confirmado pelo termo derivado religiosus que designa “zeloso em relação ao culto”. Há outro sentido, o religare, significando ligar o que estava quebrado ou partido. Um sentido foi afirmado pelos romanos pagãos. O outro pelos cristãos convertidos. Considerando os três tipos de definição de religião e a dupla origem do termo religio, podemos afirmar que: a) As Ciências da Religião não definem o que é religião porque há origens diversas do termo religio. b) As Ciências da Religião desconfiam do termo religio em virtude de pontos de vista conflitantes. c) As origens diferentes do termo religio estimulam novas reflexões às Ciências da Religião. d) As Ciências da Religião aceitam sem crítica as explicações tradicionais do termo religio. e) As Ciências da Religião defendem cientificamente que o verdadeiro sentido é o zelo do culto. Resposta: C 2 – Leia este pequeno texto: “Os estudos etimológicos podem ser de grande auxílio, mas correm o risco de não captar a dinâmica dos conceitos. O fato de que o termo seja conhecido desde há muito tempo, não significa que ele tenha tido sempre o mesmo sentido. Em nosso uso comum [...] (naturalizado), pressupõem-se que religião seja uma espécie de âmbito autônomo da vida humana, que possui certos traços específicos passíveis de serem delimitados com relativa precisão” (Fonte: PIEPER, Frederico. Problematizando o conceito de religião. In: SILVEIRA, Emerson José Sena da. A polissemia do sagrado. Os desafios da pesquisa sobre religião no Brasil. São Paulo: Fonte Editorial, 2015, p. 34). Tendo em vista a passagem acima e os problemas do termo religião, podemos afirmar que: a) Os sentidos etimológicos de termos como religião permanecem com poucas mudanças. b) As definições de religião devem considerar tanto a etimologia quanto o contexto do termo. c) Os sentidos etimológicos de termos como religião são mais importantes do que o contexto. d) As Ciências da Religião consideram mais o contexto do que a origem etimológica. e) As definições de religião devem considerar mais os aspectos etimológicos do que o contexto. Resposta: B 3 – “A Ciência da Religião é incapaz e não tem a mínima legitimidade de fazer declarações se as respostas religiosas, perante a posição do homem no cosmo, são verdadeiras ou falsas, nem pode decidir se a religião é, na moderna história humana, um fenômeno transitório ou não”. (Fonte: DIX, Steffen. O universo, os deuses, os homens. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 56). Tendo em vista este texto e relendo as definições substancialistas de religião, assinale alternativa correta. a) As definições substancialistas de religião tendem a ser respostas religiosas exclusivistas. b) As definições substancialistas de religião buscam legitimar experiências religiosas. c) As definições substancialistas de religião enfatizam o contexto social e externo à religião. d) As definições substancialistas de religião evidenciam a estrutura interna da religião. e) As definições substancialistas de religião fazem com que a religião apareça como sintoma. Resposta: D 4 – Leia este texto: “A partir do mesmo material concreto e conceitual que experimentamos no nível da realidade, emerge o mundo religioso com novas tensões, dimensões e sínteses. Os conceitos de alma e existência, destino e culpa, felicidade e sacrifício chegando até os cabelos de nossa cabeça e até o pardal do telhado — tudo isso também constitui o conteúdo do mundo religioso. [...] Como a lógica científica, também a lógica religiosa reivindica, com demasiada, incluir em si todas as demais ou dominá-las”. (Fonte: SIMMEL, Georg. A religião. In: SIMMEL, Georg. Religião. Ensaios. v. 2. São Paulo: Olho D’Água, 2010, p. 25). Tendo em vista esse texto e as definições funcionalistas, podemos afirmar que: a) As definições funcionalistas de religião desconsideram as mediações sociais da religião. b) As definições funcionalistas de religião buscam exaltar a ideia de autonomia da religião. c) As definições funcionalistas de religião baseiam-se em perspectivas internas à religião. d) As definições funcionalistas de religião constroem as mediações sociais da religião. e) As definições funcionalistas de religião enfatizam os aspectos funcionais da religião. Resposta: E 5 – Atente para este texto: ‘O próprio Derrida nos diz que ‘nem sempre houve, continua não havendo e nunca haverá por toda a parte algo, uma coisa una e identificável, idêntica a si mesma que leve religiosos ou irreligiosos a ficar de acordo para lhe atribuir o nome de ‘religião’. E, no entanto, se diz, é necessário responder’. A resposta talvez possa vir justamente dessa relação que podemos estabelecer entre o relegere e o religare. Quando ouvirmos o termo religio, devemos ter em mente mais do que uma reconciliação entre as duas origens etimológicas possíveis; trata-se de uma complementaridade: a observância escrupulosa do culto, a prática religiosa, e os laços de piedade e amor que unem os homens ao deus único”. (Fonte: AZEVEDO, Cristiane. A procura do conceito de religio: entre o relegere e o religare. In: Revista Religare, v. 7, n. 1, p. 90-96, março de 2010, p. 95). Considerando este texto e as definições compreensivas do termo religião, podemos dizer que: a) As definições compreensivas evitam conceituações permanentes e definitivas da religião. b) As definições compreensivas desprezam os fatores e as funções sociais da religião. c) As definições compreensivas valorizam apenas os aspectos internos e estruturais da religião. d) As definições compreensivas definem precisão e objetividade o conceito de religião. e) As definições compreensivas buscam as origens do termo religião no latim religare. Resposta: A