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Anatomia Interna
*Cavidade Pulpar: A polpa dentária, é o único tecido mole do dente, está protegida no interior das estruturas calcificadas numa cavidade denominada cavidade pulpar. Esta é limitada pela dentina coronária e pela dentina radicular, reproduzindo a morfologia externa do dente. A cavidade pulpar está dividida em duas parte: • câmara pulpar • canal radicular
-Câmara Pulpar: É a porção da cavidade pulpar que aloja a polpa coronária apresentando as seguintes paredes: • Diverticulo • Teto • Parede laterais (vestibular, palatina/ lingual, medial e distal) • Assoalho pulpar
-Canal Radicular: É o espaço ocupado pela polpa radicular, apresentando, aproximadamente, a forma externa da raiz, o qual não mantém a mesma regularidade, em razão da formação de dentina secundária e/ou reacional. Inicia-se ao nível do assoalho da câmara pulpar e termina ao nível do forame apical. É dividido em terço cervical, médio e apical. Canal dentinário: aloja a polpa radicular, é o “campo de ação do endodontista”. Canal cementário: aloja o coto pulpar, que não deve ser removido em casos de biopulpectomia, uma vez que sua preservação permitirá a reparação póstratamento. O canal radicular principal pode apresentar múltiplas ramificações, recebendo denominações de acordo com suas disposições: • Principal • Lateral • Colateral • Recorrente • Secundário • Acessório • Delta apical • Cavo interradicular
 
1. Incisivo Central Superior (ICS) Número de raízes: 100% uma raiz. Número de canais: 1 canal Comprimento mínimo: 18mm. Comprimento máximo: 28mm. Média: 24mm. Curvatura da raiz: • reta 75% • distal 7,8% • mesial 4,3% • lingual 3,6% • vestibular 9,3%
-Forma da Coroa: A coroa do Incisivo Central Superior apresenta o diâmetro mésio-distal proporcional ao cérvico-incisal, com formato quadrado. A face mesial é mais longa e a distal levemente mais curta, e o ângulo disto-incisal é arredondado. Na face vestibular encontra-se lobos e sulcos de desenvolvimento, com mamelos na borda incisal dos dentes jovens. Na face lingual, o cíngulo é bem desenvolvido, e a fossa e cristas marginais definidas. O tamanho da coroa é proporcional ao comprimento da raiz.
-Forma da raiz: Cônica-piramidal, sendo em geral mais longa que a coroa. O ápice, na maioria das vezes, não é muito agudo.
-Cavidade Pulpar: Acompanha a forma externa do dente. 
-Câmara Pulpar: Apresenta 2 ou 3 divertículos no teto. Menor no sentido vestíbulo-lingual e maior no sentido mesio-distal. 
-Canal Radicular: Geralmente, forma cônica e volumoso, irregular no sentido longitudinal. A divisão entre a câmara pulpar e o canal radicular não é nítida. Em cortes horizontais da raiz verifica-se que ele tem posição mediana, apresentando-se mais largo no sentido vestíbulo-lingual do que no sentido mesiodistal. Já no terço apical, mostra-se mais circular.
2. Incisivo Lateral Superior (ILS)
Número de raízes: 100% 1 raiz Número de canais: • 97% 1 canal • 3% 2 canais Comprimento mínimo: 18mm. Comprimento máximo: 28mm. Média: 23mm. Curvatura da raiz: • reta 29,7% • distal 49,2% • mesial 3,1% • lingual 3,9% • vestibular 3,9% • gradual 4,7% • pseudo-baioneta 1,6%
-Forma da coroa: A coroa do Incisivo Lateral Superior apresenta o diâmetro cérvico-incisal maior que o mésio-distal, com formato triangular. A face mesial é mais longa e a distal mais curta, e o arredondamento do ângulo distoincisal é mais evidente que no ICS. É visível a presença de lobos e sulcos de desenvolvimento na face vestibular e mamelos na borda incisal de dentes jovens. Na face lingual, o cíngulo é proeminente, e frequentemente encontra-se forame cego nessa região, além de fossa e cristas marginais bem definidas. Não há proporção no tamanho da coroa em relação ao comprimento da raiz, sendo a raiz maior que a coroa. 
-Forma da raiz: Raiz delgada e achatada no sentido mesio-distal. Na maioria das vezes, com sulco discreto. Forma cônico-piramidal com arestas arredondadas. Secção oval e achatada no sentido mesio-distal. A porção apical da raiz é quase sempre curva no sentido distal; e, muitas vezes no sentido disto-lingual. 
Observações: Em virtude da inclinação da raiz para o lado palatino, impõe-se muito cuidado no que tange à direção de trepanação. Possuem terço apical com curvatura, freqüentemente pronunciada, trazendo dificuldades à penetração e ao preparo do canal. Da ocorrência delas advêm perfurações e deformações do forame apical.
3. Canino Superior
-Número de raízes: 100% 1 raiz Número de canais: 1 canal Comprimento mínimo: 20mm. Comprimento máximo: 35mm. Média: 27mm. Curvatura: • reta 38,5% • distal 31,5% • lingual 6,5% • vestibular 12,8% • gradual 3,5% • baioneta (4,6%)
-Forma da coroa: A coroa do Canino Superior apresenta um formato pentagonal, com arestas mesial e distal assimétricas (distal mais longa), formando a cúspide vestibular. Observa-se os lobos e sulcos de desenvolvimento na face vestibular e uma saliência arredondada entre a face e aresta distal, conhecida como “túber do canino”, fazendo com que a face distal seja mais convexa (arredondada) que a mesial. Na face lingual, o cíngulo é bem saliente, e as cristas marginais definidas. É possível encontrar uma crista transversa ou “ponte de esmalte”, unindo o cíngulo à cúspide, dividindo a fossa lingual em duas, uma mesial e outra distal.
-Forma da raiz: Cônica-piramidal de secção triangular. Bordo vestibular mais largo e arredondado que o lingual. Curva-se distalmente em direção à coroa, e sua parte apical curva-se freqüentemente em sentido distal e outras vezes em sentido vestíbulo-distal.
-Câmara Pulpar: Apresenta o máximo de largura no colo, daí afilando-se em sentido oclusal em relação a ponta da cúspide. Tem seu maior diâmetro no sentido vestíbulo-lingual. A câmara pulpar se estreita, formando um simples divertículo na sua parte mais próxima da face incisal.
-Canal Radicular: Amplo, de secção oval. Dimensão vestíbulo-lingual maior que a mesio-distal.
4. Primeiro Molar Superior
-A coroa se acha verticalmente disposta, de tal modo que a raiz se inclina fortemente para o lado palatino, ficando as cúspides V e P na mesma altura. O eixo dentário forma um ângulo de 11° com a vertical. A raiz se inclina para a distal formando um ângulo de 7° com o plano sagital mediano. O primeiro pré-molar superior oclui com a metade distal do primeiro pré-molar e metade mesial do segundo pré-molar inferior. Número de raízes: • 21,9% 2 raízes diferenciadas • 23% 2 raízes fusionadas com bifurcação no 1/3 apical • 9,7% com bifurcação apical • 43% unirradiculares ou raízes fusionadas • 2,4% 3 raízes Comprimento mínimo: 17mm. Comprimento máximo: 22,5. Média: 21,5. Raiz Vestibular - curvatura: • reta 27,8% • palatina 36,2% • vestibular 14% • distal 14% • baioneta 5,5% • pseudo-baioneta 2,5% Raiz Palatina - curvatura: • reta 44,4% • vestibular 27,8% • distal 14% • palatina 8,3% • baioneta 5,5% 
-Forma da coroa: A face vestibuar da coroa do 1º prémolar superior lembra a do canino, com arestas assimétricas (distal mais curvada e mesial mais reta), porém cúspide menos saliente. É possível visualizar lobos e sulcos de desenvolvimento em dentes jovens, e o lobo central é mais desenvolvido. Nas faces proximais é possível observar uma significativa diferença entre as cúspides vestibular e lingual, sendo a vestibular mais alta. As superfícies proximais apresentam convexidade, mais saliente na distal. Do lado mesial é possível perceber uma importante depressão no terço cervical, conhecida como fossa cervical, além de pequenos sulcos acessórios, provenientes da face oclusal, que atravessam a crista marginal mesial. A face oclusal apresenta contorno pentagonal, e as cúspides são divididas por um sulco oclusal, que se estende de mesial à distal, e se encontra lingualizado, devido ao maior volume da cúspide vestibular. É possível perceber discreta diferença na altura das cristas marginais, onde a mesial é levemente mais alta que a distal. Na face lingual observa-se o deslocamento da cúspide lingual em direçãoo à mesial, devido à diferença entre as arestas mesial e distal, sendo a distalé mais longa. 
-Forma da raiz: Forma cilíndrica-cônica, com achatamento na parte interna, podendo adquirir forma eliptica ou oitavada. 
-Câmara Pulpar (corte transversal): Forma ovalada, alongada de vestibular para palatino e achatada de mesial para distal. 
-Canal Vestibular: Estreito, forma elíptica, ligeiramente alongado de V para P. 
-Canal Palatino: Mais calibroso que o vestibular, de forma ligeiramente circular. 
-Observações: Para melhor visualizar a presença dos dois condutos do pré-molar superior, a tomada radiográfica deve ser feita com uma incidência mesio-radial. Se ele apresentar 1 ou 3 condutos, a radiografia deverá ser ortoradial. Geralmente tem dois canais. As raízes podem se dividir cervicalmente; no terço médio, ou só no terço apical. Pode também ter dois canais em uma única raiz. A localização da entrada dos forames está embaixo das cúspides V e P; às vezes é só um canal ou dois canais que se unem no final.
5. Segundo Pré molar Superior
-A coroa acha-se quase verticalmente disposta, a cúspide palatina fica mais baixa que a vestibular e a raiz inclina-se para o lado palatino formando um ângulo de 70° com a vertical. A raiz inclina-se para o lado distal, formando um ângulo de 7° com o plano sagital. Número de raízes: • 90% unirradiculares • 7,7% bifurcação apical • 7% duas raízes fusionadas com bifurcação no 1/3 apical • 2% duas raízes diferenciadas Comprimento mínimo: 17mm. Comprimento máximo: 26mm. Média: 21mm. Curvatura: • reta 37,4% • vestibular 15,7% • distal 29,5% • baioneta 7% • pseudo-baioneta 6% • angulação distal 4,4% 
-Forma da coroa: A face vestibular é muito parecida com a do 1º Pré-molar superior, sendo difícil a diferenciação entre o 1º e 2º PMS por esta face. É possível perceber a semelhança na altura das cúspides vestibular e lingual pelas faces proximais. Estas apresentam discreta convexidade, sendo a distal mais evidente. A face oclusal apresenta contorno parecido com o 1º pré, pentagonal, porém menos regular. As cúspides vestibular e lingual são separadas pelo sulco oclusal, que é curto e centralizado, já que as cúspides apresentam praticamente o mesmo tamanho. As cristas marginais são espessas e a mesial é mais alta e volumosa que a distal. A face lingual também é pentagonal, com deslocamento da cúspide para o lado mesial, uma vez que as arestas são assimétricas e a distal é mais longa que a mesial. 
-Câmara Pulpar: Quando o dente se apresenta com 1 raiz (90%) não existe assoalho da câmarapulpar, a câmara e o conduto continuam sem limite nítido. Se o dente apresentar 2 condutos, o assoalho da câmara se localiza no ponto onde se inicia a bifurcação radicular. Quando o dente tem uma raiz com achatamento mesio-distal o conduto pode apresentar bifurcação no terço médio, ficando separado por uma ponte de dentina, voltando a se unir no terço apical.
6. Primeiro Molar Superior
-O primeiro molar superior oclui com ¾ distais do primeiro molar e ¼ mesial do segundo molar inferior. Número de raízes: 3 raízes (2 vestibular e 1 palatina). Comprimento mínimo: 18mm. Comprimento máximo: 25,5mm. Média: 21,3mm. Raiz Mesio-Vestibular - curvatura: • reta 21% • distal 78% • baioneta 0,5% • angulação 0,5% Raiz Disto-Vestibular – curvatura: • reta 54% • distal 17% • mesial 19% • baioneta 1% • pseudo-baioneta 9% Raiz Palatina - curvatura: • reta 40% • radicular vestibular 55% • apical mesial 3,2% • apical distal 1,1%
-Forma da coroa: O 1º molar superior apresenta 4 cúspides, duas vestibulares e duas linguais, sendo a mesio-lingual a maior em volume. Na face vestibular a altura das cúspides mesial e distal é parecida, sendo a mesial levemente maior, e o sulco ocluso-vestibular se estende do terço oclusal até o terço médio, com frequente presença de forame cego ao seu final. Na face lingual é possível perceber o predomínio da cúspide mesial, e em uma parcela da população é possível encontrar um tubérculo, conhecido como “Tubérculo de Carabelli”. Entre as cúspides linguais encontra-se o sulco ocluso-lingual, que se estende do terço oclusal até o terço médio da face lingual. A face oclusal apresenta 4 cúspides e uma rede de sulcos, sendo a cúspide mesio-lingual a maior, e em ordem decrescente, a mesio-vestibular, disto-vestibular e disto-lingual. Unindo as cúspides mesio-lingual e disto-vestibular existe uma crista transversa íntegra, que separa o sulco ocluso-mesial do oclusolingual. O formato da face oclusal lembra um paralelogramo, sendo a largura da face lingual maior que a vestibular, devido ao tamanho das cúspides. As faces proximais apresentam convexidade, sendo mais acentuada na distal. 
-Forma Radicular: • Raiz Mesio-Vestibular: Ampla de vestibular para palatina; triângulo isósceles com lado vestibular reto. Achatamento de mesial para distal, o que pode determinar 2 condutos nessa raiz. • Raiz Disto-Vestibular: Cônica ligeiramente triangular, com achatamento de mesial para distal. • Raiz Palatina: Forma cilíndrica, cônica com ápice rombo. Apresentando um achatamento de vestibular para palatino no terço cervical. Câmara Pulpar: As embocaduras dos condutos distovestibular e palatino são arredondadas enquanto que a mesio-vestibular é achatada com alongamento no sentido vestíbulopalatino. Observações : Para evitar o desgaste excessivo da parede distal durante a procura do orifício da entrada, deve-se lembrar que ele está inscrito num semi-círculo que tem por diâmetro a reta que une o canal mesial ao palatino. A raiz mesio-vestibular apresenta curvatura de diferentes graus. Isto requer procedimentos especiais no que tange à penetração e instrumentação, face aos riscos de falso canal e desvios do forame. Alta freqüência de dois orifícios na entrada da raiz mesio-vestibular.
7. Segundo Molar Superior
É menor que o primeiro molar. O segundo molar superior oclui com ¾ distais do segundo molar e ¼ mesial do terceiro molar inferior. Número de raízes: 3 raízes, 2 vestibulares e 1 palatina, muitas vezes fuzionadas. Comprimento mínimo: 17,5mm. Comprimento máximo: 27mm. Média: 21,7mm. 
-Forma da coroa: O 2º molar superior pode apresentar três ou quatro cúspides, sendo duas vestibulares e uma ou duas linguais. Na face vestibular é possível observar uma diferença na altura das cúspides, sendo a mesial mais alta, e o sulco ocluso-vestibular, que se estende do terço oclusal até o terço médio. Assim como no 1º molar superior, é possível encontrar forame cego ao seu término. Na face lingual, quando há duas cúspides, a mesial é maior que a distal, e o sulco ocluso-lingual, que também se estende até o terço médio, se encontra deslocado para a face distal. Quando existe apenas uma cúspide, ela se encontra deslocada para o lado mesial, não há presença do sulco ocluso-lingual (restrito à face oclusal) e observa-se uma convexidade acentuada na face lingual. A face oclusal também apresenta uma rede de sulcos, e quando apresenta 4 cúspides, a ordem de tamanho é a mesma do 1º molar superior. A diferença é que a crista transversa não é íntegra, e sim interrompida pelo sulco ocluso-mesial, que se estende até a distal, sendo então chamado de sulco ocluso-mesio-distal. Quando há apenas 3 cúspides o ordenamento dimensional é lingual > mesio-vestibular > disto-vestibular. A forma da face oclusal lembra um paralelogramo quando o 2º molar superior apresenta 4 cúspides, e quando existe apenas três o formato aparenta um “coração”.
- Forma Radicular: As raízes são, em número e forma, mais ou menos semelhantes às do primeiro molar. São menores. 
-Câmara Pulpar: As embocaduras dos condutos distovestibular e palatino são arredondadas enquanto que a mesio-vestibular é achatada com alongamento no sentido vestíbulopalatino.
8. Incisivo Central Inferior
O incisivo central inferior oclui com 2/3 mesiais do incisivo central superior. Por ser o menor dos dentes é também o de forma mais regular. Número de raízes: 100% 1 raiz Número de canais: • 85% 1 canal • 15% 2 canais Comprimento mínimo: 16,5mm. Comprimento máximo; 27,5mm. Média: 20,8mm. 
-Forma da coroa: A coroa do Incisivo Central Inferior é bastante simétrica, com facesproximais quase paralelas entre si, e ângulos distoincisal e mesio-incisal praticamente retos (90º). É possível observar lobos e sulcos de ddesenvolvimento na Vestibular, assim como mamelos na borda incisal de dentes jovens. A face lingual apresenta cristas marginais, fossa lingual e cíngulo, que se encontra centralizado. As características anatômicas são menos evidentes que nos incisivos centrais superiores. 
-Câmara Pulpar: Centralizada, equidistante das faces proximais; ovóide, quando há achatamento mesio-distal. 
-Canal Radicular: A raiz dos incisivos inferiores é achatada mesio-distalmente. Isso influi para que, com o correr da idade, se dê, com freqüência, a divisão do canal em dois. Assim, deve-se sempre suspeitar da existência de dois canais que, mesmo caminhando separadamente terminam num forame único. 
Observações: Se houver dúvidas quanto à existência de dois canais, deve-se realizar tomada radiográfica alterando o ângulo horizontal para mesial ou distal. A instrumentação deve atenuar o estrangulamento na parte mediana da raiz no sentido vestíbulo-lingual, a fim de obter um canal elíptico.
9. Incisivo Lateral Inferior
É maior que o incisivo central no comprimento e nos sentidos mesio-distal e vestíbulo-lingual. Número de raízes: 100% 1 raiz Número de canais: • 85% 1 canal • 15% 2 canais Comprimento mínimo: 17mm. Comprimento máximo: 28m. Média: 22mm. 
-Forma da coroa: A coroa do Incisivo Lateral Inferior é maior que o Incisivo Central Inferior, com lobos e sulcos de desenvolvimento na face vestibular e mamelos na borda incisal de dentes jovens. A face mesial é mais longa e reta que a distal, e o ângulo disto-incisal é arredondado, assim como no superior. Na face lingual observa-se a fossa, as cristas marginais e o cíngulo, que se encontra distalizado, e assim como no Incisivo Central Inferior, essas características são mais sutis que nos superiores.
10. Canino Inferior
Sua coroa é mais longa que a do canino superior. O canino inferior oclui com a metade distal do incisivo lateral e metade mesial do canino superior. Número de raízes: • 94% 1 raiz • 6% 2 raízes Número de canais: • 90% 1 canal • 10% 2 canais Comprimento mínimo: 20mm. Comprimento máximo: 33mm. Média: 25,6mm. 
-Forma da coroa: A face vestibular da coroa do canino inferior apresenta algumas diferenças em relação ao superior, como a cúspide menos saliente, o contorno do ângulo formado pelas arestas mesial e distal mais obtuso, lobos e sulcos de desenvolvimento menos evidentes, e o comprimento maior que a largura, sendo então mais estreito que o superior. A face mesial é mais reta e longa que a distal, que apresenta leve convexidade. Na vista proximal, é possível observar inclinação da cúspide em direção à face lingual. As cristas, fossa e cíngulo estão presentes na face lingual, porém menos evidentes, se comparados ao canino superior, e é rara a presença de crista transversa nessa face. 
-Câmara Pulpar: Triangular com base incisal, podendo ter forma ovóide nos casos de achatamento mesio-distal. Parede vestibular côncava. Para não comprometer a instrumentação, impõe-se um desgaste da borda incisal. 
-Canal Radicular: Elíptico com maior diâmetro vestíbulo-lingual. Nos caninos portadores de dois canais, um é vestibular e outro é lingual.
11. Primeiro Pré Molar Inferior
A coroa é menor que a dos primeiros pré-molares superiores, principalmente porque o diâmetro vestíbulo-lingual é menor, desproporcional ao mésio-distal. Está implantado no osso no sentido vertical. O primeiro pré-molar inferior oclui com a metade distal do canino e metade mesial do primeiro pré-molar superior. Comprimento Mínimo: 18mm Comprimento Máximo: 27mm Média: 22mm Número de canais: • 85% um canal. • 14% dois canais. 
-Forma da coroa: O diâmetro mesio-distal é maior que o cervico-incisal, ou seja, a largura é maior que a altura. A face oclusal apresenta formato ovalado, com duas cúspides, sendo que a vestibular ocupa mais da metade da face, e a lingual é bem reduzida. As duas cúspides estão unidas por uma crista transversa, que divide o sulco oclusal em duas pequenas fossas, mesial e distal. Em alguns casos, a crista marginal distal é mais elevada que a mesial. O lado mesial apresenta uma assimetria importante em direção à lingual. Nas faces proximais é possível perceber a diferença de tamanho das cúspides vestibular e lingual, além da inclinação do terço oclusal da face vestibular em direção à lingual. 
-Câmara Pulpar: Sensivelmente me s i a l i z a d a ; clinicamente a cavidade pulpar está mais para a face lingual. Circular, podendo ser ovalada, quando achatada mésiodistalmente.
- Canal Radicular: A forma varia de elíptica para circular (com predominância circular). O canal está situado mais próximo à mesial; cuidar ao trepanar; assim, para atingir a câmara-pulpar, é necessário desgastar a parede mesio-vestibular; isso, às vezes, remove a cúspide vestibular. 
-Observações: Porção apical da raiz curva-se para a distal. Em alguns casos, a curvatura ocorre no sentido disto-lingual, o que dificulta sua identificação radiográfica, levando à maior freqüência de perfurações apicais. São, algumas vezes, providos de duas raízes, principalmente o primeiro pré-molar inferior, ou então dois canais que se bifurcam em níveis diferentes em sentido apical.
12. Segundo Pré Molar Inferior
O segundo pré-molar inferior é maior que o primeiro, isso decorre das variações no tamanho da cúspide lingual. Está implantado no osso no sentido vertical. O segundo pré-molar inferior oclui com a metade distal do primeiro pré-molar e com a metade mesial do segundo prémolar superior. Número de canais: • 89,3% 1 canal • 10,7% 2 canais Comprimento mínimo: 17mm. Comprimento máximo: 27mm. Média: 22mm. 
-Forma da coroa: A face vestibular é semelhante à do 1º pré-molar inferior, com aspecto lobulado, cúspide obtusa e largura maior que a altura. A face oclusal possui formato quadrado, com duas ou três cúspides, sendo uma vestibular e uma ou duas linguais. A cúspide vestibular é semelhante à do 1º PMI, e quando existe apenas uma cúspide lingual, apresenta-se deslocada para a mesial. Quando a lingual possui duas cúspides, a mesial é maior em altura e volume em relação à distal. É possível observar um sulco oclusal, da mesial até a distal, lingualizado, e quando há duas cúspides linguais, observa-se ainda um sulco ocluso-lingual, separando a cúspide mesio-lingual da disto-lingual. Esse sulco se une ao oclusal, e forma a letra Y na face oclusal. Na vista proximal, percebe-se que a altura das cúspides vestibular e lingual (ou mésio-lingual) é semelhante. Com menor frequência, o 2ºPMI apresenta a forma ovalada na face oclusal, como no 1ºPMI, com crista transversa inclusive, unindo as cúspides vestibular e lingual. Nesses casos, é preciso observar a semelhança na altura das cúspides pela vista proximal (no 1ºPMI 
-Câmara Pulpar: É espaçosa, levemente estreita no sentido mesio-distal. Apresenta 2 ou 3 divertículos no teto que correspondem às cúspides. 
-Canal Radicular: Geralmente amplo e acessível, sem limites precisos com a câmara pulpar, com forma oval ou circular, com maiores dimensões no sentido vestíbulo-lingual.
13. Primeiro Molar Inferior
Como em todos os molares inferiores, o maior diâmetro da coroa é o mesio-distal. A coroa apresenta-se inclinada em 25° para dentro do plano vertical. Quanto mais distal for o molar, mais acentuada será a inclinação do eixo de sua implantação em relação ao plano vertical. O primeiro molar inferior oclui com a metade distal do segundo pré-molar e ¾ mesiais do primeiro molar superior. Comprimento Mínimo: canais mesiais 15mm canal distal 15mm Comprimento Máximo: canais mesiais 24mm canal distal 25mm. Média: canais mesiais 19mm canal distal 20mm. Número de raízes: • 97,5% 2 raízes • 2,5% 3 raízes Número de canais: • 60% três canais • 30% quatro canais 
-Forma da coroa: O 1º molar inferior apresenta 5 cúspides, sendo 3 vestibulares e 2 linguais. Na face vestibular observa-se o aspecto lobulado, pela presença das cúspides, e 2 sulcos de desenvolvimento, sendo ooclusomesio-vestibular mais longo, com frequente presença de forame cego, e o ocluso-distovestibular mais curto, sem forame cego. Na lingual as 2 cúspides são muito semelhantes, porém a mesio-lingual é levemente maior que a disto-lingual, e o sulco ocluso-lingual é longo. Nas faces proximais é possível observar a presença da bossa cervical e a inclinação do terço oclusal da face vestibular em direção à face lingual. Nota-se também que as cúspides linguais são mais altas que as vestibulares. A face oclusal apresenta um contorno retangular, com diâmetro mesio-distal superior ao cervico-incisal (largura>altura), 5 cúspides e uma rede de sulcos. As cúspides mesiais são maiores que as distais, sendo a mésiovestibular>médio-vestibular>distovestibular e a mesio-lingual levemente maior que a disto-lingual. O sulco mesioocluso-distal atravessa a face oclusal no sentido mesio-distal, o sulco ocluso-lingual separa as cúspides linguais, o sulco oclusomesio-vestibular separa as cúspides mesio e medio-vestibular e o sulco ocluso-distovestibular separa a cúspide medio da distovestibular. No centro da face oclusal, onde os sulcos se encontram, estão presentes pequenas fossas, deixando a região mais suceptível ao desenvolvimento de lesões cariosas. As faces proximais apresentam contornos distintos, sendo a mesial mais reta e a distal mais convexa. 
-Câmara Pulpar: A câmara-pulpar estende-se das proximidades da face mesial até o centro da face oclusal. Forma trapezoidal, com base maior para mesial. Quando tem dois canais distais, é retangular (quase quadrada). 
-Canal Radicular: Raiz mesial tem forma elíptica com maior diâmetro no sentido vestíbulolingual. Raiz distal é mais circular. 
-Observações : Os canais mesiais estabelecem entre si conexões, persistindo a infecção em um deles, o outro será reinfectado. A raiz distal pode ter dois canais; dentre os quais o suplementar é o distovestibular. A raiz mesial tem uma curvatura de semi-círculo de modo que as extremidades voltam-se respectivamente para a câmara pulpar e ápice radicular. A raiz distal apresenta, com frequência, apenas no terço apical, curvatura para mesial.
14. Segundo Molar Inferior
É menor que o primeiro. Para isso contribui a ausência de uma cúspide no lado oclusal e a tendência de união das duas raízes. O segundo molar inferior oclui com ¼ distal do primeiro molar e ¾ mesiais do segundo molar superior. Comprimento mínimo: 19mm Comprimento máximo: 26mm Média: 22,4mm Número de raízes: • 98,5% 2 raízes • 1,5% 3 raízes Número de canais: • 16,2% 2 canais • 72,5% 3 canais • 11,3% 4 canais 
-Forma da coroa: O 2º molar inferior apresenta 4 cúspides, 2 vestibulares e 2 linguais. Na face vestibular observa-se as cúspides mesiovestibular e disto-vestibular, e entre elas o sulco ocluso-vestibular, que é longo e com frequencia apresenta forame cego ao seu término. A lingual possui as cúspides mesio e disto-lingual, e entre elas o sulco oclusolingual, que também é longo, assim como no 1º molar inferior. Nas faces proximais observa-se a bossa cervical e a inclinação do terço oclusal da face vestibular em direção à lingual. Também é possível perceber que as cúspides linguais são mais altas que as vestibulares. A face oclusal apresenta 4 cúspides, 2 vestibulares e 2 linguais, sendo as mesias levemente maiores que as distais. A rede de sulcos está disposta em formato de cruz, já que o tamanho das cúspides é semelhante. Observa-se os sulcos mesioocluso-distal, ocluso-vestibular e oclusolingual, que se encontram no centro da face oclusal, formando pequenas fossas, deixando essa região mais suceptível ao desenvolvimento de lesões cariosas. O contorno das faces proximais é semelhante ao 1º molar inferior, sendo a mesial mais reta e a distal mais convexa. 
-Câmara Pulpar: Mostra-se, quase sempre, menor que a do primeiro molar inferior, mas com a mesma disposição das paredes. O teto tem quatro divertículos. 
-Canais Radiculares: Canal distal é mais circular e mais amplo, com maior largura no sentido vestíbulo-lingual
*Abertura Coronária: Ato operatório qual se expõe a camera pulpar.
A correta abertura coronária depende do: Conhecimento da anatomia coronária e da câmera pulpar, conhecimento de inclinação do dente na arcada dental, radiografia inicial e de boa qualidade. 
-Ponto de eleição: É o ponto onde iniciamos a abertura coronária, sendo específico para cada grupo dental. Sequencia técnica: 1. Marcar o ponto de eleição, conforme grupo dental, com caneta. 
• Incisivos e caninos: na face palatina/lingual da coroa, 2 mm acima do cíngulo. 
• Pré-molares: no centro da face oclusal. Tentar preservar ponte de esmalte nos PMI. 
• Molares superiores: Na fosseta central da face oclusal. Preservar a ponte de esmalte. 
• Molares inferiores: Na fosseta central da face oclusal. 
2. Selecionar ponta diamantada de alta rotação 1012HL ou 1014HL, conforme tamanho da coroa. 3. Acionar e penetrar com a broca em esmalte até atingir a dentina. 
-Direção de trepanação É uma linha imaginária que partindo do ponto de eleição, alcança a parte mais volumosa da câmara pulpar. 
*Sequencia técnica:
 1. Com a mesma broca (1012HL/1014 HL) utilizada para realizar o ponto de eleição, posicioná-la em direção à porção mais volumosa da câmara pulpar, conforme grupo dental. • Incisivos e caninos: longo eixo da broca perpendicular à face palatina; ou, angulação de 45º do longo eixo da broca em relação ao longo eixo do dente. • Pré-molares: longo eixo da broca paralelo ao longo eixo do dente. • Molares superiores: direção vertical, paralela ao longo eixo do dente, inclinada para a região palatina. • Molares inferiores: com leve inclinação distal. 
2. Acionar e penetrar com a broca até atingir a câmara pulpar (sensação de “queda no vazio”).
 
-Forma de contorno: É a projeção do teto da câmara pulpar em forma e volume. Determina o contorno final da abertura coronária. Sequencia técnica: 1. Desenhar com caneta a forma de contorno na face palatina/ oclusal: • Incisivos: triangular com base do triângulo voltada para incisal. • Caninos: losangular • Pré-molares: ovalada, com maior diâmetro no sentido Vestíbulo-Lingual. • Molares superiores: Triangular com a base do triângulo para vestibular. • Molares inferiores: trapezoidal, com a base maior para a mesial e a base menor para a distal. 2. Utilizar pontas diamantadas 3080 ou 3082, conforme tamanho da coroa dental. 3. Seguir o desenho da forma de contorno utilizando a parte lateral cortante da ponta diamantada.
-ATENÇÃO! As pontas 3080 e 3082 possuem ponta inativa, ou seja, a ponta não deve tocar as paredes dentinárias, pois não possue ação cortante. Para a verificação de remanescentes do teto da câmara pulpar utilizamos a sonda exploradora número 5, e para a localização dos orifícios de entrada dos canais utilizamos a sonda exploradora número 47 (modificada).
-CUIDADO! Não encostar/desgastar com a ponta diamantada na incisal dos dentes anteriores e na cúspide dos pré-molares e molares
-Forma de conveniência ou desgaste compensatório: Tem como objetivo eliminar qualquer interferência que venha impedir que os instrumentos endodônticos atuem em todas as paredes do canal radicular. Sequencia técnica: 1. Ombro palatino: é representada pela projeção da dentina da parede lingual/ palatina na entrada do canal radicular. • Deve ser removido com a utilização de pontas diamantadas 3080 ou 3082. Em movimentos de tração e lateralidade (pêndulo). 2. Teto da câmara pulpar: Remover todo remanescente de teto da câmara pulpar com brocas esféricas nº4 de alta ou baixa rotação até que a ponta da sonda exploradora não enrosque mais. 
-Tratamento das paredes de esmalte É a remoção dos prismas de esmalte sem suporte. Sequencia técnica: 1. Utilizar com cuidado: pontas diamantadas 3080 ou 3082. 
-Limpeza da câmara pulpar Completada a abertura coronária, deve-se realizar o esvaziamento da câmara pulpar fazendo o uso de curetas com tamanho adequado. Sequencia técnica: 1. Devemos utilizar uma irrigação com hipoclorito de sódio a 2,5%, eliminando desta forma o sangue desta área eevitando escurecimento posterior. 
-Localização do orifício de entrada dos canais radiculares A câmara pulpar limpa é uma condição ideal para realizar a localização das entradas dos canais. Deve-se fazer o uso de uma sonda exploradora número 47 (modificada), deslizando-a pelas paredes ou assoalho da câmara, e ela localizará a entrada dos canais